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Dentista é presa por injúria racial contra funcionário de boate em Vitória

Publicado em: 08/09/2025 16:55

Dentista é presa por racismo em boate em Vitória Uma dentista foi presa em flagrante por injúria racial após ofender um funcionário de 42 anos em uma boate, na madrugada deste domingo (7), em Vitória. Segundo a Polícia Militar, Camila Magalhães Bonfim Ribeiro chamou o trabalhador de “negrinho” mesmo na presença dos policiais. Antes disso, a mulher teria ficado agressiva e se recusado a pagar a conta no local. Segundo a defesa da dentista, a Camila sofreu um surto psicótico e ainda teria sido impedida de deixar o estabelecimento. (confira nota abaixo) 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), a confusão começou quando a dentista se recusou a pagar pelas bebidas consumidas e passou a fazer insultos e ameaças dentro da boate, no bairro Praia do Canto. A PM informou que foi acionada porque a mulher estava “bastante alterada e agressiva”. Testemunhas relataram que ela tentou fugir e precisou ser contida pela equipe de segurança. A dentista Camila Magalhães Bonfim Ribeiro foi presa por injúria racial em Vitória, neste domingo (7). Espírito Santo. TV Gazeta Durante a abordagem, Camila disse que havia sido agredida, mas testemunhas afirmaram que os ferimentos foram provocados por ela mesma, em razão do estado de embriaguez. A dentista foi levada ao Hospital de Urgência e Emergência de Vitória (HEUE) onde foram constatados arranhões no joelho e um corte na cabeça. Após receber atendimento, foi encaminhada para a 1ª Delegacia Regional de Vitória. De acordo com a Polícia Civil, na delegacia, a mulher foi autuada em flagrante por injúria racial e conduzida ao sistema prisional. Delegacia Regional de Vitória Carlos Alberto Silva/ Rede Gazeta Defesa A advogada Angélica Damasceno Romeiro, que faz a defesa da dentista, informou que a cliente é uma mulher em situação de fragilidade e que teria sido vítima de agressão física na casa noturna. “Em meio à violência sofrida, [Camila] apresentou sinais de um possível surto psicótico, o que reforça sua vulnerabilidade naquele momento. Diante desse cenário, foi ela própria quem acionou a Polícia Militar, buscando proteção e amparo das autoridades. Reiteramos que Camila afirma que em nenhum momento buscou proferir ofensas de cunho racial, manifestando, inclusive, seu repúdio a toda e qualquer prática discriminatória. Ressaltamos que a tentativa de inverter a condição de vítima para transformá-la em agressora não condiz com a realidade dos fatos”. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

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Abertas inscrições para o Programa Minha Casa Minha Vida em Petrolina

Publicado em: 08/09/2025 08:44

Minha Casa Minha Vida em Petrolina Divulgação/Ascom PMP A Prefeitura de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, iniciou as inscrições para o Programa Minha Casa Minha Vida, destinado a famílias em situação de vulnerabilidade social. Nesta primeira seleção, serão oferecidas 200 unidades habitacionais no Residencial Dom Avelar I. As inscrições são gratuitas e estarão abertas até o dia 26 de setembro. Os interessados devem obrigatoriamente se inscrever no Cadastro Municipal de Habitação de Interesse Social, acessando o site de cadastro do programa (clique aqui). Para participar, é necessário atender a alguns requisitos estabelecidos pelo Governo Federal, como estar inscrito no Cadastro Municipal de Habitação de Interesse Social; ter cadastro ativo e atualizado no Cadastro Único até o término do prazo das inscrições; residir em Petrolina há, no mínimo, dois anos, ser maior de 18 anos ou emancipado; ter renda bruta mensal familiar de até R$ 2.850,00, e ser o responsável pela unidade familiar, conforme o CadÚnico. O processo de inscrição é totalmente gratuito e a gestão municipal destaca que qualquer cobrança para intermediar cadastros é ilegal. Para evitar golpes, os interessados devem realizar a inscrição apenas pelos canais oficiais e acompanhar os comunicados divulgados pela gestão municipal. Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

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Mais de 3 mil mulheres vítimas de violência doméstica buscaram ajuda em Rio Preto entre janeiro e agosto de 2025

Publicado em: 08/09/2025 07:18

Mulheres vítimas de violência doméstica compartilham vivências no noroeste de SP Em São José do Rio Preto (SP), mais de 3 mil mulheres vítimas de violência doméstica procuraram a Secretaria da Mulher nos primeiros oito meses de 2025. O número preocupa e reforça a necessidade de políticas públicas de acolhimento e proteção. O número foi divulgado durante um encontro que reuniu mulheres em situação de vulnerabilidade, além de vítimas que transformaram a dor em luta. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Histórias como a de Eva, que aos 21 anos sofreu uma agressão do ex-marido alcoolizado que resultou em um AVC e a deixou com sequelas permanentes, marcaram o evento, que ocorreu em 22 de agosto. Já Ana Léia da Silva Costa, promotora de sustentabilidade, relatou ter vivido dois relacionamentos abusivos, sendo mantida em cárcere privado no segundo. Ela conseguiu denunciar e o agressor foi preso. “Hoje eu faço de tudo para ser, além da minha própria maior superação, alguém que ajude outras mulheres a encontrarem dentro de si a força para superar”, disse Ana. Ana passou por dois relacionamentos abusivos; em um deles ela viveu em cárcere privado. Reprodução/TV TEM A presidente do Conselho de Direitos das Mulheres de Rio Preto, Patrícia Lopes de Sousa, também destacou a importância de manter o debate vivo. “Eu acho importante debater e a gente tem que repetir todos os dias sobre a questão da violência doméstica, porque ainda é um assunto que muitas mulheres não se identificam no momento em que estão vivendo esse relacionamento abusivo”, afirma. Segundo a Vara da Violência Doméstica de Rio Preto, de janeiro a agosto deste ano, foram expedidas 1.777 medidas protetivas, aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2024. Para a secretária da Mulher, Rosicler Quartieri, o fortalecimento da rede de apoio é essencial. O "Agosto Lilás" é uma campanha anual de conscientização e combate à violência contra a mulher no Brasil, criada em alusão à Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006. Reprodução/TV TEM “Nós fazemos o acolhimento dessa mulher e depois o atendimento. Caso ela não tenha rede de apoio, oferecemos casa-abrigo, auxílio aluguel e uma rede de proteção muito importante”, explica. Na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araçatuba (SP), o número de ocorrências de violência doméstica registradas entre 1º de janeiro e 25 de agosto de 2025 chegou a 956, com 609 medidas protetivas expedidas. No mesmo período do ano passado, foram 893 registros e 593 protetivas. Ao longo de todo o ano de 2024, a cidade contabilizou 1.395 casos. Segundo a DDM, não existe um perfil único de vítima, já que a violência doméstica atinge mulheres de diferentes idades, níveis de escolaridade e condições sociais. Ainda assim, a maior parte das que procuram atendimento especializado está em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Segundo a DDM de Araçatuba, não existe um perfil único de vítima, já que a violência doméstica atinge diversas mulheres. G1 Neste ano, a DDM de Araçatuba passou a funcionar 24 horas, ampliando as possibilidades de acolhimento. Além disso, a cidade conta com a Casa da Mulher Paulista, que oferece suporte para que vítimas consigam romper o ciclo de agressão e recuperar a autonomia pessoal e financeira. Outros casos na região Os números de violência doméstica em Rio Preto refletem uma realidade mais ampla. Nos últimos dias, o g1 noticiou diversos casos graves registrados na região, mostrando diferentes formas de agressão e os riscos que mulheres continuam enfrentando no dia a dia. Em General Salgado (SP), uma jovem grávida de 18 anos foi agredida com socos, chutes e puxões de cabelo por um homem na rua, na madrugada de 23 de agosto. A violência começou após a vítima reclamar de um motorista que passou próximo a ela e seus amigos. A agressão foi registrada por câmera de segurança. Assista ao vídeo abaixo. Grávida é agredida com socos, chutes e puxões de cabelo por homem no meio da rua Já em Olímpia (SP), uma mulher de 24 anos foi baleada pelo ex-marido na frente do filho, de um ano, na madrugada do dia 17 de agosto. O suspeito, que já tinha medidas protetivas contra ele, fugiu levando a criança. A vítima foi socorrida pelo Samu e encaminhada ao pronto-socorro. O homem se entregou à polícia dois dias depois. Em Araçatuba, um policial civil matou a esposa, de 38 anos, e em seguida cometeu suicídio. O crime ocorreu no Residencial Vila Madalena. O enteado relatou que o casal havia discutido e que o homem possuía diversas armas, incluindo armamento da corporação. Em Jales (SP), um homem de 52 anos foi preso suspeito de agredir a mulher, de 47 anos, e arrastá-la pelos cabelos em um posto de combustíveis. As agressões foram registradas por testemunhas, e o homem acabou solto após audiência de custódia, com a Justiça considerando as medidas protetivas suficientes para o caso. Assista ao vídeo abaixo. Homem é preso após ser filmado agredindo e arrastando namorada pelos cabelos em Jales Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba. VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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Após perder o filho de 5 anos, mãe transforma luto em solidariedade e funda instituto em Juiz de Fora

Publicado em: 07/09/2025 16:22

Carlos Miguel Rabelo Santos tinha 5 anos quando faleceu Arquivo Pessoal Perder um filho é uma dor imensurável e inexplicável, mas Shirlei da Silva Rabelo transformou essa perda em missão. Carlos Miguel Rabelo Santos morreu em dezembro de 2024, aos cinco anos, por causa de uma pneumonia bacteriana grave. A perda inspirou a criação do Instituto Carlos Miguel, que acolhe mães e apoia crianças em situação de vulnerabilidade em Juiz de Fora. “Ele era muito esperto, cheio de vida, e cada passo que ele dava era uma vitória pra gente”, disse Shirlei, que é técnica de enfermagem. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Em novembro de 2024, uma crise de asma agravou o quadro de saúde da criança. Uma bactéria resistente evoluiu rapidamente e comprometeu os pulmões. Carlos Miguel ficou 15 dias internado no Hospital João Penido, mas não resistiu e morreu no dia 5 de dezembro. Promessa a Deus que faria algo com a dor Carlos Miguel Rabelo Santos com a família Arquivo Pessoal No momento mais difícil, a mãe conta que se agarrou à fé e prometeu transformar a dor em algo maior. Pelas redes sociais, Shirlei compartilhou o luto, recebeu o apoio da comunidade e começou a planejar as ações sociais. Na primeira campanha arrecadou 200 caixas de bombom para doar a crianças em situação de vulnerabilidade. “Foi um gesto pequeno, mas cheio de significado. A gente queria espalhar amor do jeitinho que o Miguel espalhava”, contou. Shirlei da Silva Rabelo, mãe de Carlos Miguel Rabelo Santos, criou o Instituto em homenagem ao filho Arquivo Pessoal Hoje, o Instituto arrecada alimentos, brinquedos e roupas, e promove eventos para crianças em situação de vulnerabilidade. Mesmo com o luto, Shirlei afirma que se apega à missão que nasceu do amor por Carlos Miguel. “É como se eu ainda estivesse cuidando do meu filho aqui. Ele era iluminado. E apesar da dor, sempre existe o dia de amanhã", concluiu emocionada. Segundo a mãe, foi no colégio que começaram as investigações para o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Lá, ele recebeu apoio e começou a se desenvolver. Uma das ações do Instituto Carlos Miguel em Juiz de Fora Arquivo Pessoal Shirlei sonha em criar um espaço físico: um centro de acolhimento com alimentação, cursos e apoio psicológico para mães que perderam os filhos. O Instituto se mantém com doações e com o esforço da própria mãe, que muitas vezes busca os donativos com o próprio carro. LEIA TAMBÉM: 'Da dor surgiu o amparo': mãe transforma luto pelo filho em instituição que já ajudou mais de 4 mil crianças com câncer em MG 🔎 Quem quiser ajudar com o projeto é só entrar em contato através do telefone (32) 99133-9478. Shirlei com os filhos, enteado e o marido Arquivo Pessoal O que é a pneumonia bacteriana? Doença inflamatória aguda que afeta os pulmões, a pneumonia pode ser causada por micro-organismos (vírus, bactérias ou fungos) ou mesmo pela inalação de substâncias que comprometam as estruturas pulmonares. No caso da pneumonia bacteriana, os principais agentes causadores são as bactérias Streptococcus pneumoniae (conhecida como pneumococo), Mycoplasma pneumoniae e Haemophilus influenzae. O diagnóstico é feito com o auxílio de um raio-x. Pneumonia pode ser identificada através de um raio-x VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

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No Recife, Grito dos Excluídos protesta em defesa da soberania nacional e do meio ambiente e contra anistia para golpistas

Publicado em: 07/09/2025 13:08

Grito dos Excluídos pede prisão de Bolsonaro e soberania brasileira A 31ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas reuniu manifestantes, neste domingo (7), no Centro do Recife, num ato em defesa da soberania nacional, do meio ambiente, da democracia e contra a anistia para reivindicada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, bem como para golpistas que participaram dos ataques de 8 de janeiro de 2023. Na tradicional manifestação que acontece simultaneamente ao desfile cívico-militar, realizado na Avenida Marechal Mascarenhas de Moraes, na Zona Sul do Recife, os participantes se concentraram no Parque Treze de Maio, no bairro da Boa Vista, e seguiram em caminhada pela Avenida Conde da Boa Vista até a Avenida Guararapes, no bairro de Santo Antônio (veja vídeo acima). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O Grito dos Excluídos acontece anualmente no Dia da Independência do Brasil e foi criado em 1995 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em articulação com movimentos sociais e pastorais. Neste ano, o ato teve como lema “A Vida em Primeiro Lugar” e o tema “Cuidar da casa comum e da democracia é luta de todo dia”. O mote destaca a urgência de enfrentar a crise climática, proteger o meio ambiente, reafirmar a democracia e garantir a soberania nacional. Grito dos Excluídos de 2025, em imagem aérea sobre a Ponte Duarte Coelho, no Recife Reprodução/TV Globo Durante a mobilização, os participantes também pediram o Plebiscito Popular 2025, que defende a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6x1, além de justiça tributária, com isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e aumento da alíquota para os super-ricos. “O lema desse ano é cuidar da democracia, é uma luta de todo dia pela soberania do nosso país, por tudo que está acontecendo no nosso país. Eu estou aqui há 31 anos por uma mudança de olhar para nós, minorias, que, na verdade, somos maioria. Estamos aqui pelo plebiscito, pela taxação das grandes fortunas, pelo fim da escala 6x1”, disse Marcionita Batista, uma das coordenadoras do ato. Manifestantes carregaram cartazes contra a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, assim como bandeiras em defesa da Palestina e pela valorização dos trabalhadores. Arary Nobre, Gleice e Artur no Grito dos Excluídos no Recife Iris Costa/g1 A manifestante Arary Nobre, ativista do Movimento Abrace a Comunidade, foi à manifestação acompanhada da esposa, Gleice Ribeiro, e do filho Artur. “Os excluídos são aqueles que vivem em estado de vulnerabilidade. São as pessoas em situação de rua, idosos, mulheres, pessoas LGBTQIA+, é meu filho, fruto de uma relação homoafetiva. A luta da gente é por um país igualitário. Eu me conecto com todas as pautas que estão sendo levantadas aqui hoje indo nas comunidades, vendo a realidade, sentindo na pele a vulnerabilidade das pessoas”, apontou Arary. Pajé Juruna, do Povo Karaxuna Wanassu, no Grito dos Excluídos no Recife Iris Costa/g1 O pajé Juruna, do Povo Karaxuna Wanassu, também participou do ato, e criticou a aprovação da nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental, conhecida por ambientalistas como "PL da Devastação". A nova lei muda completamente o processo de obtenção de licenças ambientais no Brasil e seus defensores dizem que ela deve desburocratizar e acelerar obras consideradas estratégicas. “Todo ano a gente está aqui, mostrando a nossa realidade, tanto na cidade quanto nos campos e florestas. Ainda há muito racismo estrutural, intolerância religiosa, aqui nós temos um espaço para combater isso. Nós lutamos pela cura da terra. Querem mudar a lei que protege a natureza. Se isso acontecer, vai se repetir o que aconteceu em Brumadinho e Belo Monte”, afirmou o pajé. Para Vanildo Bandeira, advogado, professor e coordenador nacional da Articulação Brasileira de Gays, a manifestação também é uma forma de demonstrar apoio ao presidente Lula (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Lula faz o que muitos prometeram e não fizeram. Agora, mais do que nunca, é importante que estejamos do lado dele, fortalecendo o STF, as lutas do pobre, do operário, porque nos elegemos um congresso que está trabalhando de costas para o país, entregando a soberania nacional aos Estados Unidos”. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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Incra seleciona famílias para receber lotes em assentamento de Palmas; veja como participar

Publicado em: 07/09/2025 08:21

Incra no Tocantins Reprodução/TV Anhanguera O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) lançou um edital para selecionar famílias interessadas em receber lotes no Projeto de Assentamento Sítio, em Palmas. São 40 vagas disponíveis e as inscrições começam na segunda-feira (8). As famílias serão beneficiárias no Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). Conforme o edital, os interessados em concorrer aos lotes podem se inscrever gratuitamente de duas formas: pelo site do Incra ou presencialmente, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Taquaruçu, distrito de Palmas, até o dia 22 de setembro. Quem optar por fazer a inscrição pela internet, deve acessara Plataforma de Governança Territorial (PGT), efetuar login com a conta gov.br, preencher o formulário de inscrição online e anexar os documentos exigidos no edital. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Presencialmente, o candidato deve ir até a unidade do CRAS de Taquaruçu de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h, também munido com a documentação. Para ser beneficiária do programa, podem participar pessoas que possuem inscrição ativa no Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais do Governo Federal. Clique aqui para conferir o edital e a documentação exigida. Clique aqui para se inscrever. Entre as determinações para ter preferência aos lotes estão pessoas desapropriadas, que trabalham no imóvel desapropriado, trabalhadores rurais em situação de vulnerabilidade, que tenha sido vítima de trabalho análogo à escravidão, entre outras condições. LEIA TAMBÉM: Ex-marido da primeira-dama agia como lobista e tinha 'proximidade' com governador afastado, diz PF Suspeito de assalto é preso duas vezes no mesmo dia após conseguir fugir de viatura, diz polícia A classificação vai levar em consideração: Famílias numerosas, que entra no critério de tamanho da família e força de trabalho (TFF); Tempo de residência da família em Palmas; Unidade familiar chefiada por mulher; Unidade familiar ou indivíduo integrante de acampamento cadastrado pelo Incra e situado no município; Unidade familiar que contenha filho com idade entre dezoito e vinte e nove anos, cujo pai ou mãe seja assentado residente na mesma área do projeto de assentamento para o qual se destina a seleção; Unidade familiar de trabalhador rural que resida no imóvel destinado ao projeto de assentamento; Tempo comprovado de exercício de atividades agrárias pela unidade familiar; Renda mensal familiar, graduada nos termos declarados no Cadastro Único; Unidade familiar cujos integrantes tenham participado de capacitações ou tenham experiência comprovada na área de preservação e conservação do meio ambiente ou práticas agrícolas sustentáveis; Unidade familiar chefiada por jovens entre dezoito e vinte e nove anos de idade, filhos de famílias acampadas ou assentadas. Os critérios vão gerar pontuações para as famílias conseguirem ser beneficiadas no programa. Após a análise dos documentos, a Comissão Regional divulgará um edital, na Plataforma de Governança Territorial e na sede da unidade responsável pela seleção, com a lista de Inscrições deferidas e indeferidas. Haverá também prazo para recursos, mas as datas não foram informadas no edital de seleção. VEJA TAMBÉM: Mais de 44 mil famílias de baixa renda aguardam por moradia no Tocantins Mais de 44 mil famílias de baixa renda aguardam por moradia no Tocantins Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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EXCLUSIVO: Reservatórios estão há 10 anos em seca; estiagem expõe ponto cego e encarece a conta de luz

Publicado em: 07/09/2025 07:17

Conta de luz mais cara? Entenda como a mudança do clima afeta o seu bolso Nos últimos 10 anos, as principais bacias do país passaram mais tempo secas do que cheias. ➡️ E isso escancara uma vulnerabilidade no nosso sistema elétrico: o modelo que faz a previsão dos reservatórios não é atualizado há décadas e por causa disso não leva em consideração as mudanças climáticas. A falta de previsibilidade dos recursos é um fator que pode agravar a crise de energia, de acordo com especialistas. ➡️ O cenário de estiagem prolongada se repete em diferentes regiões, mas a análise do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres (Cemaden) obtidos pelo g1 com exclusividade mostra que nas bacias hidrográficas mais estratégicas do país — como Paraná, São Francisco e Tocantins — a última década foi marcada por uma sequência de secas cada vez mais severas. Essas bacias atendem as principais hidrelétricas nacionais como Furnas, Sobradinho, Porto Primavera, Itaipu, Rosana, Tucuruí, Serra da Mesa e Três Marias. Série histórica mostra que bacias que atendem reservatórios passaram mais tempo secos que cheios Arte/g1 Quem estima a capacidade de geração das hidrelétricas, responsáveis por cerca de 60% da energia no Brasil, é o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Seu sistema olha para o passado para entender o que vai acontecer no futuro. E isso funcionava até dez anos atrás. No entanto, agora, as projeções acabam não identificando o problema. 🔴 Isso porque o ONS ainda baseia suas previsões em parâmetros de probabilidade que são estimados a partir de séries históricas e desconsidera a previsão dos efeitos do aquecimento global e das alterações no regime de chuvas. ➡️ Em resumo: para estimar o quanto de água vai desaguar nos reservatórios, eles usam as estatísticas como a média e o desvio padrão. Para saber esse número, o sistema usa o que foi observado ao longo de 90 anos. Como a tendência de seca começou a cerca de dez anos, esse índice acaba sendo encoberto pela situação de normalidade dos outros 80 anos. Com isso, não reflete a realidade. ➡️ O próprio órgão reconhece a limitação: “Os dados históricos das vazões necessitam de atualizações para, de fato, contemplarem as mudanças climáticas e eventos extremos”. Apesar disso, diz que as mudanças climáticas são um fator de atenção para a órgão. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresa federal que faz os estudos para subsidiar o ONS, diz que tem desenvolvido documentos técnicos que buscam contribuir com esse debate, mas não informou se há alguma previsão para ajustes no sistema usado hoje. (Leia as notas na íntegra) Segundo especialistas, esse descompasso gera incertezas sobre o fornecimento futuro e pesa no bolso do consumidor. 🔴 Desde agosto, a conta de luz está mais cara, justamente pelo baixo nível dos reservatórios. A Aneel acionou a bandeira vermelha patamar 2, a mais cara possível. Abaixo, entenda: Como os números mostram a mudança no padrão de chuva O g1 teve acesso aos gráficos de todos as bacias do país desde os anos 1980 e selecionou as que atendem os principais reservatórios do país. ➡️ Os dados nacionais mostram que de Norte a Sul, os gráficos mostram um padrão semelhante na maioria dos reservatórios: uma mudança no ciclo a partir de 2014, com uma seca persistente. Antes disso, havia uma oscilação entre períodos de cheia e seca. Um exemplo é a bacia que atende o reservatório de Serra da Mesa, em Goiás, o maior do Brasil em volume de água, com capacidade de 54,4 bilhões de m³. A análise mostra que: Até 2013: seguia-se o padrão de alternância entre estiagens e cheias. O maior período de seca até então havia sido de 1998 a 2000 — uma estiagem de dois anos, intensa, mas sem atingir níveis extremos. Depois de 2013: inicia-se uma sequência de seca que se estende até 2020 — sete anos seguidos. Nesse período, a intensidade da estiagem superou todas as marcas anteriores. Desde então, foram registrados curtos intervalos de cheia, que não duraram sequer um ano. (Veja abaixo) Dados de bacias que atendem os reservatórios da usina de Serra da Mesa Arte/g1 Outro exemplo é a bacia que alimenta o reservatório de Furnas, essencial para o abastecimento das regiões Sudeste e Centro-Oeste. Até 2015: o reservatório seguia um ciclo de alternância entre cheias e secas, o que fazia com que os períodos de baixa não durassem tanto tempo. Até esse ano, a maior estiagem registrada tinha sido entre 2001 e 2004, mas sem atingir níveis considerados extremos. Depois de 2015: a bacia enfrenta a seca que atinge a região Sudeste e afeta Furnas. O período seco se prolongou por sete anos consecutivos. Em seguida, houve uma breve trégua, com um evento isolado com chuvas acima da média, mas que não se repete mais. Assim, a bacia que atende o reservatório continua passando muito mais tempo sob estiagens intensas do que sob cheias. (Veja abaixo) Dados da bacia que atende a hidrelétrica de Furnas Arte/g1 Na bacia que atende o reservatório Três Marias, o padrão é semelhante: Antes de 2015: havia alternância entre períodos de cheia e estiagem, com variações regulares ao longo dos anos. Depois de 2015: a bacia é afetada pela grande seca que atinge a região sudeste. Com isso, há o início de uma estiagem prolongada, que se intensifica e atinge patamares inéditos na região. Há um evento extremo de chuva que aumenta os índices na bacia, mas ele volta a uma estiagem prolongada. (Veja abaixo) Dados da bacia que alimenta a hidrelétrica de Três Marias Arte/g1 Esses são apenas alguns exemplos de um padrão que se repete na maioria das bacias pelo país. A doutora em hidrologia e pesquisadora do Cemaden, Adriana Cuartas, que também faz o monitoramento de bacias, explica que há alguns anos os pesquisadores perceberam que, depois da crise de 2015, as bacias não voltaram a um ciclo normal. ➡️ Naquele ano, houve uma seca intensa. Cidades passaram por racionamento, reservatórios e rios pelo país ficaram esvaziados. Milhões de pessoas foram afetadas. “Desde então, o padrão que temos é de seca e secas cada vez mais extremas. Quando temos um breve período de normalidade, em poucos meses o reservatório volta a um ponto crítico porque não há chuva suficiente para repor a água que estamos usando”, explica Cuartas. Para Adriana, o país não vem vivendo crises que são pontuais, mas um novo normal do clima, reflexo do aquecimento global e ao desmatamento, que muda o padrão de chuvas. “É urgente olharmos esse problema e pensarmos em adaptação e mitigação. Os dados nos dão sinais de que não é mais um período de crise, esse é um novo normal no país. O ONS tem uma previsão de aumento na demanda de energia e seguramente não temos chuva o suficiente para repor as bacias e atender o país”, explica. Onde está o ponto cego no país? A mudança nos padrões de chuva já vem acendendo um alerta no setor elétrico: A conta está ficando mais caras há meses consecutivos; Há um alerta de baixa nas bacias E uma previsão de que a demanda suba em até 14% nos próximos cinco anos. Nesse ano, o ONS chegou a recomendar, entre outras medidas, a retomada do horário de verão para reduzir o consumo em determinados horários e aliviar o sistema. Ainda não há uma definição sobre isso. ➡️ Esse não é um cenário exclusivo deste ano, mas vem se repetindo nos últimos dez. A pergunta que o g1 fez ao ex-diretor do ONS Luiz Barata e o ex-diretor da Aneel Jerson Kelman é: estamos na iminência de uma crise? Eles explicam que há um risco no futuro, que é incerto e o maior problema está na forma como nos preparamos. Segundo eles, há um ponto cego no sistema. ➡️ Atualmente, o ONS utiliza um modelo de previsão para estimar a situação dos reservatórios nos próximos cinco anos. Como esse sistema funciona: A ferramenta se baseia em dados desde 1930; Os dados são atualizados, mas ao tentar prever o futuro, ele usa estatísticas que levam em conta o que aconteceu nos últimos 95 anos; Os dados mais antigos, correspondentes aos períodos mais úmidos, acabam prevalecendo nas estimativas das estatísticas sobre os dados mais recentes, que são dos períodos mais secos. Em resumo: o modelo matemático acaba sendo otimista porque a análise dos dados do passado superestima o volume de água que os reservatórios terão no futuro. Isso faz com que o sistema aponte que vamos ter uma quantidade de água que, na prática, não chega. ➡️ Além de só olhar para o passado, ele também não leva em conta o panorama desenvolvido pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), referência mundial no assunto, que ajuda a pensar cenários futuros. “Os modelos utilizados pelo Operador, no horizonte de 9 meses e de até cinco anos – Plano da Operação Energética (PEN) e Programa Mensal da Operação (PMO) – consideram dados históricos das vazões e necessitam de atualizações para, de fato, contemplarem as mudanças climáticas e eventos extremos”, admite o ONS. Luiz Barata, que comandou o ONS entre 2016 e 2020, explica que tentou modernizar os modelos para incluir projeções mais alinhadas ao cenário climático atual, mas não teve sucesso. “Insistimos com o centro de pesquisas sobre a necessidade de rever a cadeia de modelos utilizada nos estudos do operador, mas eu fracassei nessa tentativa de modernizar e eles são os mesmos até hoje”, diz Barata, que hoje preside a Frente Nacional dos Consumidores de Energia. O g1 também conversou com Jerson Kelman, referência no setor elétrico, já foi diretor-geral da Aneel, presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) e pesquisador do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), responsável por desenvolver os estudos técnicos que sustentam o trabalho do ONS. Segundo Kelman, desde que atuou no Cepel, nos anos 70 e 80, os modelos usados para projeções no setor elétrico quase não mudaram. "Agora, é mais do que claro que precisa ser feita uma atualização. A mudança climática existe. Os eventos extremos estão cada vez mais frequentes e intensos", explica. E por que isso não foi feito? O g1 questionou os dois especialistas que já estiveram à frente do órgão e podiam liderar o movimento de mudança. As justificativas foram: Para Kelman, o problema é que ainda havia dúvidas sobre o real impacto das mudanças climáticas, apesar dos alertas do IPCC existirem desde os anos 1990. "A mudança climática há 10 anos não era uma hipótese amplamente aceita. Agora, dez anos depois, pouca gente acha que não tem mudança climática", diz o ex-diretor. Já Barata aponta que o problema foi a resistência à mudança, ao relembrar o período em que esteve à frente do ONS. "Durante todo o tempo que estive no ONS, de 2016 a 2020, preciso dizer que a organização resiste em mudar. É uma resistência por entender que há anos é feito assim e funcionou. Por que mudar? Isso exige muito processo. Agora é urgente", diz. O g1 questionou o ONS que explica que suas projeções são de curto prazo e, por isso, não olham as mudanças climáticas, mas que reconhece que elas são um fator de atenção. (Leia a nota na íntegra abaixo) Qual o risco para a segurança energética no país? Hoje, a água é muito importante para a produção de energia no país. Cerca de 60% de toda a nossa energia vem de hidrelétricas. Por isso, os reservatórios precisam ser preservados. Assim, quando se identifica que a chuva vai ser pouca e os níveis vão descer, o ONS precisa acionar outras fontes, como as termelétricas. Isso é feito para equalizar o sistema. ➡️ No entanto, se modelo for otimista, no sentido de prever mais chuva do que efetivamente o país vai ter, acaba usando muita água do estoque armazenado nos reservatórios no presente. Isso pode gerar racionamentos e encarece o custo da energia no futuro. Barata explica que, da forma como o sistema funciona hoje, as ações acabam sendo tomadas apenas “muito perto do problema” e que “as medidas corretivas tornam a energia mais cara”. O especialista afirma que o país tem reserva de energia para atender à demanda, mas, no longo prazo, sem considerar as mudanças climáticas, isso pode afetar o sistema e elevar ainda mais o custo da energia para o consumidor. "Se a gente continuar usando o mesmo sistema, com o avanço das mudanças climáticas como estamos vendo, talvez a solução que temos hoje, como ativar termelétricas, já não vá mais ser o suficiente. Há um risco futuro. Além da energia ficar ainda mais cara", explica. Kelman diz que no longo prazo, isso pode acarretar problemas graves para o setor de energia. "Precisamos priorizar isso, sob pena de cometer erros graves. Esses modelos não servem apenas para determinar quanto cada usina produz para atender à demanda, mas também produzem o preço da energia. Uma falha afeta relações comerciais entre agentes do setor elétrico e consumidores da ordem de bilhões de reais”, explica. Clauber Leite, diretor de bioeconomia e energia renovável do instituo E +, que atua com transição energética, explica que o país vive há anos na eminência de uma crise pela forma como o sistema funciona e que isso é um risco. "A gente vive na eminência de termos uma crise desde 2014. Precisamos mudar a forma como operamos o sistema para ter segurança. Isso pode impactar ainda mais o custo, a vazão, a disponibilidade de água. Isso pode desequilibrar o sistema", explica. Ele reforça que esse o cenário recente, com secas e acionamento de bandeiras, deve servir para a operação como um alerta para a mudança. Ildo Sauer, professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP, explica que isso é um risco para a segurança energética do país no longo prazo. "O reservatório é a segurança de energia. Ele precisa ser preservado e, se o sistema não sabe que a água vai acabar mais rápido que o esperado, ele age tarde. Isso é um risco. Precisamos urgente revisar como isso é feito sob risco de ficarmos vulneráveis no futuro". O Brasil vive um novo normal? Para Adriana Cuartas, que acompanha a hidrologia no país há décadas, e Carlos Nobre, uma das maiores autoridades em mudanças climáticas, o Brasil já enfrenta um novo normal climático — resultado direto das ações humanas. Os dois especialistas destacam o impacto do desmatamento histórico, ainda significativo mesmo com as reduções recentes. “A perda de toda a vegetação que tivemos ao longo da nossa história mudou a umidade do país e, consequentemente, os ciclos das chuvas. Temos a junção do nosso panorama regional, que é o desmatamento, com a exposição ao aquecimento global. O Brasil vive um novo normal”, explica Cuartas. “Não dá mais para crer que isso é uma crise que vai passar, já vivemos os impactos de um país mais quente e mais seco que o normal”, reforça. Carlos Nobre, reforça que essa não é uma crise momentânea, mas um retrato do novo normal do clima com as mudanças climáticas. "O país está mais quente e com menos chuva. Essa não é uma crise que estamos enfrentando agora e que têm previsão de passar. É o novo clima no Brasil, uma nova realidade aletrada pelas mudanças climáticas", diz Nobre. O coordenador geral de Operações e Modelagem do Cemaden, Marcelo Seluchi, ainda reforça a influência dos aquecimentos dos oceanos que vêm pressionando ainda mais a mudança nos padrões de chuva no país. Os dados mostram que em momentos em que a seca se intensificava em algumas das bacias isso acontecia por interferência de movimentos como o El Niño. "Temos um país mais quente por causa das mudanças climáticas e todo esse calor ainda é reforçado pelo aquecimento dos oceanos, como o El Niño", explica. O que dizem o ONS e a EPE Nota do ONS: As mudanças climáticas são um fator de atenção para toda a sociedade, incluindo o setor elétrico. No caso do ONS, o horizonte máximo dos estudos eletroenergéticos é de cinco anos, não considerando os cenários climáticos provenientes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que contemplam projeções até o ano de 2100. Os modelos utilizados pelo Operador, no horizonte de 9 meses e de até cinco anos - Plano da Operação Energética (PEN) e Programa Mensal da Operação (PMO) - consideram dados históricos das vazões e necessitam de atualizações para, de fato, contemplarem as mudanças climáticas e eventos extremos. Já nas previsões de curto prazo são levadas em consideração informações de alguns dos melhores modelos de previsão do tempo disponíveis no Brasil e no mundo (modelos do centro europeu e norte americano). Nota da EPE: A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) acompanha com atenção as discussões sobre as mudanças climáticas na matriz elétrica e energética brasileira. O tema é complexo e exige uma abordagem robusta, multidisciplinar e integrada, considerando as diversas naturezas dos impactos, bem como as diferentes instituições do setor. Tendo em vista a importância crescente de se incorporar aspectos de mudanças climáticas nos estudos e análises de planejamento energético, temos desenvolvido documentos técnicos que buscam contribuir com esse debate. Pode-se citar o "Roadmap para o Fortalecimento da Resiliência do Setor Elétrico em Resposta às Mudanças Climáticas", que vem sendo elaborado nos últimos meses, com três documentos já publicados. Considerando sua competência legal de prestar serviços na área de estudos e pesquisas destinadas a subsidiar o planejamento do setor energético, a EPE mantem seu olhar atento aos desafios da transição energética, especialmente no que se refere à segurança energética nacional.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Carlo Acutis: a história do jovem católico que se tornará o 1º santo millenial neste domingo

Publicado em: 07/09/2025 00:00

Quem é Carlo Acutis, o padroeiro da internet, canonizado por Papa Leão XIV O primeiro santo millennial será oficialmente canonizado neste domingo (7). Também conhecido como padroeiro da internet, Carlo Acutis já tem uma legião de devotos e ficou famoso por usar seu talento em computação para evangelizar na internet. A cerimônia, conduzida pelo papa Leão XIV, está prevista para começar às 5h, pelo horário de Brasília. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Carlo Acutis morreu aos 15 anos, em 12 de outubro de 2006, dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, vítima de leucemia. O jovem aprendeu programação para criar sites e divulgar a fé católica. A trajetória dele ganhou notoriedade entre jovens da Igreja. A mãe de Acutis, Antonia Salzano, disse à agência Reuters que a identificação dos jovens com o filho vem do fato de ele ter levado uma vida comum de adolescente nos anos 2000. “Carlo era uma criança comum como os outros. Brincava, tinha amigos, ia à escola. Mas a qualidade extraordinária dele foi ter aberto o coração para Jesus e colocado Jesus em primeiro lugar na vida”, afirmou. “Ele queria ajudar as pessoas a terem mais fé, a entender que existe vida após a morte, que somos peregrinos neste mundo.” Imagem de Carlo Acutis, que se tornará 1º santo 'millenial' no domingo (7), é pendurada pelo Vaticano na Basílica de São Pedro em 4 de setembro de 2025. REUTERS/Guglielmo Mangiapane Acutis foi beatificado em 2020 pelo Vaticano, após a Igreja reconhecer seu primeiro milagre: a cura de uma criança brasileira que tocou em uma relíquia sua em 12 de outubro de 2010, em Campo Grande (MS). Com a canonização, ele passará a ser chamado de "santo". Para a Igreja Católica, essa classificação significa reconhecer que a pessoa viveu de forma santa e está no céu. Durante o processo de canonização, o corpo de Acutis foi transferido para uma igreja em Assis, na Itália, conforme o desejo dele. O local se tornou ponto de devoção e recebe milhares de fiéis todos os dias. No túmulo, o corpo do jovem está coberto por um molde de cera que reproduz sua aparência, com blusa esportiva, calça jeans e tênis. Acutis é chamado de primeiro santo "millennial" pelo Vaticano. Millennials são as pessoas nascidas entre o início dos anos 1980 e meados da década de 1990. O rapaz nasceu em 3 de maio de 1991. Na quinta-feira (4), o Vaticano colocou uma imagem de Carlo Acutis na Basílica de São Pedro, como preparação para a cerimônia deste domingo. A Santa Sé também divulgou que vai lançar um selo especial do jovem para celebrar sua canonização. Além de Acutis, o papa Leão também vai canonizar o jovem italiano Pier Giorgio Frassati, que morreu de poliomielite na década de 1920. Ele ficou conhecido pelo trabalho de ajuda a pessoas em situação de vulnerabilidade. Quem foi Carlo Acutis Carlo Acutis Site Carlo Acutis Nascido em Londres, na Inglaterra, Carlo Acutis foi criado em Milão, na Itália, onde ainda criança tornou-se católico e devoto da Virgem Maria. “Desde pequeno, sobretudo depois da primeira comunhão, nunca faltou ao encontro diário com a Santa Missa e o Rosário, seguidos de um momento de adoração eucarística”, declarou a mãe, Antonia Acutis, à agência de notícias católica ACI. Além da igreja, Carlo Acutis gostava de computadores e tinha um conhecimento de ciência da computação muito acima da média para garotos da sua idade. "Este rapaz foi realmente genial e muitos aspectos da sua vida representam para nós um incentivo", disse o bispo de Assis, Dom Domenico Sorrentino, ao site de notícias do Vaticano. Milagre no Brasil Primeiro milagre de Carlo Acutis aconteceu na capela Nossa Senhora Aparecida Após a morte de Carlo Acutis, o padre Marcelo Tenório, da Paróquia São Sebastião, em Campo Grande, passou a realizar a missa anual de Nossa Senhora Aparecida sempre com a exposição de uma roupa que teria sangue do beato italiano. Em uma dessas missas, no ano de 2010, um avô desesperado com o diagnóstico do neto doente o levou até a paróquia. Segundo a família, o garoto foi curado após tocar a vestimenta. "A criança, me lembro bem, estava raquítica e tinha problemas de pâncreas anular. Ela não comia nada, não ingeria nem sólido nem líquido e teve a cura logo depois", afirmou o padre Marcelo Tenório, em entrevista ao g1 MS. VÍDEOS: mais assistidos do g1

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Amazônia enfrenta crises de água e saneamento mesmo com rios abundantes

Publicado em: 06/09/2025 19:38

Dia da Amazônia alerta para cuidados com rios A Amazônia abriga a maior bacia hidrográfica do mundo, formada por milhares de rios que cortam a floresta e representam um verdadeiro “oceano doce”. Entre eles, os gigantes Rio Negro e Solimões não apenas compõem paisagens imponentes, mas também garantem a sobrevivência de milhões de pessoas e mantêm a maior biodiversidade do planeta. Estima-se que um quinto da água doce superficial do mundo esteja na região, reforçando sua importância global para o equilíbrio ecológico e climático. Mas, apesar dessa abundância, os recursos hídricos enfrentam ameaças. Crimes ambientais e contaminação das águas afetam comunidades ribeirinhas e a população urbana. “É um prejuízo direto para quem habita aqui. Contaminantes orgânicos e químicos acabam escoando dos igarapés para os rios. Por um lado há abundância, por outro, vulnerabilidade”, afirmou Marco Antônio Oliveira, geólogo do Serviço Geológico do Brasil. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Em Manaus, mesmo cercada por rios, o abastecimento de água e o saneamento básico ainda apresentam problemas. Elisa Sateré, que viveu oito anos em uma comunidade indígena, lembra das dificuldades: “Era uma dificuldade enorme. Não tínhamos poço próprio e dependíamos de outras comunidades ou de buscar água na cacimba", disse. Atualmente, a água encanada chegou, mas o desafio permanece. Cerca de 730 milhões de litros — o equivalente a 292 piscinas olímpicas — são retirados diariamente do Rio Negro para abastecer a capital. A maior parte da população utiliza água superficial, tratada e controlada antes de chegar às torneiras. “Lá em casa, economizo água sempre. Abro apenas na hora do enxágue e tento não sujar tanto”, explicou Jarina Souza, moradora de Manaus. Apesar do uso intenso, apenas 34% dos domicílios da cidade têm acesso ao serviço de esgoto. A concessionária responsável projeta alcançar 90% de cobertura até 2033. De acordo com a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus, a concessionária Águas de Manaus está cumprindo o prazo de construção da rede de esgoto na capital, com meta prevista para 2033. Segundo o órgão, é necessário um trabalho de conscientização da população que já tem acesso à rede de drenagem de esgoto para que passe a utilizá-la. O órgão destacou que é responsabilidade de todos contribuir para que o sistema de esgoto seja eficiente e ajude na preservação das águas. A maior parte da água usada é devolvida ao meio ambiente sem tratamento adequado. “Se toda a população estivesse conectada à rede de esgoto, conseguiríamos ter rios muito mais saudáveis”, afirmou Tannia Mattos, coordenadora de tratamento de esgoto. Em áreas de palafitas, a instalação de rede de esgoto precisou ser aérea. Ivone Rodrigues, moradora da região, contou que a mudança trouxe melhorias. “O cheiro era horrível. Teve gente que relutou, mas eu entendi a importância mesmo sem ter estudo elevado.” Projetos inovadores também ajudam no monitoramento da água. O robô Yara, desenvolvido pela Universidade do Amazonas, registra dados de qualidade hídrica para apoiar ações de preservação. “Precisamos tratar a questão da água na Amazônia com a mesma prioridade que temos com a floresta e o clima”, explicou Carlossandro Albuquerque, coordenador do projeto. Iniciativas locais reforçam a conscientização sobre a preservação. No Sítio da Antônia, a plantação de 300 açaizeiros Juçara envolve crianças em projetos educativos sobre a água. “Nós temos que cuidar da natureza, especialmente da água, para que nossos bisnetos também vejam água limpa. Isso aqui é um tesouro”, disse Antônia Assunção. A educação ambiental se estende às crianças, que aprendem desde cedo sobre a importância de proteger rios e florestas. *Com informações de Daniela Branches, da Rede Amazônica

Palavras-chave: vulnerabilidade

MP pede que ex-procurador da ALMT acusado de matar homem em situação de rua vá a júri popular em Cuiabá

Publicado em: 06/09/2025 12:41

Motorista em carro de luxo atira no rosto de homem em situação de rua em Cuiabá O Ministério Público pediu, nessa quinta-feira (4), para que a Justiça negue recurso da defesa e que ex-procurador da Assembleia Legislativa do estado, Luiz Eduardo Figueiredo Rocha e Silva, vá a júri popular em Cuiabá. Ele é investigado por assassinar Ney Muller Alves Pereira, que vivia em situação de rua, no Bairro Boa Esperança, ao lado da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A defesa do ex-procurador pediu para a Jusitça reavaliar a classificação do crime que levou à morte de Ney, em 9 de abril deste ano. Após esse pedido, o MP apresentou uma manifestação contrária ao pedido. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Procurador da ALMT Luiz Eduardo Figueiredo Rocha Silva Divulgação A juíza Cristhiane Trombini Baggio, da 12ª Vara Criminalde Cuiabá, já havia determinado, no dia 14 de agosto, que o ex-procurador seja levado a júri popular. Porém, a data do julgamento ainda não foi definida. O ex-procurador responde por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. A defesa alega que a decisão que encaminhou o caso para julgamento popular teria contradições e omissões. No entanto, o MP afirma que a sentença foi devidamente fundamentada e requer que seja mantida integralmente. Vídeo mostra momento em que procurador em carro de luxo mata homem em situação de rua ALMT afasta procurador investigado por atirar e matar homem em situação de rua em Cuiabá Ney Muller Alves Pereira e a mãe Arquivo pessoal Entre os pontos levantados pela defesa está o depoimento do irmão da vítima, que teria ouvido testemunhas antes de prestar declarações. O MP destacou que ele não foi considerado testemunha formal do processo e que seu relato não altera as principais prova reunidas. Segundo o parecer, as imagens de câmeras de segurança mostram que Ney foi surpreendido em via pública, sem oferecer risco ou possibilidade de defesa, e o laudo necroscópico confirma a morte por tiro na cabeça. O órgão também rebateu a tese de legítima defesa apresentada pelos advogados. A promotoria ainda defendeu a manutenção da prisão preventiva de Luiz Eduardo, argumentando que a gravidade do crime e a vulnerabilidade da vítima justificam a medida.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Governo de SP vai construir 1,7 mil moradias para famílias afetadas pela construção do túnel Santos-Guarujá

Publicado em: 06/09/2025 12:00

São Paulo faz leilão de construção do primeiro túnel submerso do país O Governo de São Paulo lançou o edital para construção de um empreendimento para revitalização urbana e atendimento habitacional na área de emboque do túnel imerso entre Santos e Guarujá, no litoral de São Paulo. O conjunto de prédios será construído pela Companhia de Desenvolvimento Urbano a Habitação (CDHU), no bairro Macuco, em Santos. O túnel que fará a ligação seca entre as cidades será construído e operado pela construtora portuguesa Mota-Engil, que venceu o leilão ocorrido na sexta-feira (5), na sede da B3, na capital paulista. Agora, a empresa, o governo estadual e o governo federal precisam cumprir etapas técnicas, jurídicas e ambientais antes do início das obras, previsto para meados de 2026 e 2027. Para a construção do túnel, algumas famílias serão desapropriadas, mas o número total ainda não foi divulgado. Pensando nisso, o governo estadual lançou o edital do empreendimento Santos AE, que prevê a construção de 1.769 unidades: 762 de Habitação de Interesse Social (HIS), voltadas às famílias com renda de até seis salários-mínimos, e 1.007 de Habitação de Mercado Popular (HMP), que admitem renda familiar de até 10 salários-mínimos. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Onde ficarão os prédios? O empreendimento prevê 170 mil m² de área construída em terreno de propriedade da CPTM, que tem 30 mil m². Ele também deverá contar com espaço para comércios, serviços e equipamentos públicos. Segundo o governo de São Paulo, os prédios serão localizados em três quarteirões situados no perímetro das avenidas Siqueira Campos, Senador Dantas e da rua Padre Anchieta. Para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), as novas moradias e as demais melhorias que serão desenvolvidas no eixo do túnel imerso Santos-Guarujá farão a diferença na vida da população. "Vamos criar um novo eixo de desenvolvimento na Baixada Santista. Uma nova história”, afirmou, em nota publicada pelo governo de São Paulo. Prédios do empreendimento Santos AE serão localizados em três quarteirões situados nas avenidas Siqueira Campos, Senador Dantas e rua Padre Anchieta Divulgação/Governo SP Ele garantiu que as autoridades transmitiram tranquilidade para as famílias moradoras da área de emboque do túnel, pois haverá opções para quem não tiver interesse no empreendimento Santos AE. “Seria impossível fazer um empreendimento de grande porte sem desapropriação, como acontece nas obras de metrô, rodoanel. As famílias podem ter certeza que ninguém vai ficar na mão, ninguém vai ser obrigado a ir ao conjunto da CDHU. A gente tem condição de remunerar, fazer compra assistida. Podem ficar tranquilas com a assistência do governo do estado”, disse ao g1. Segundo Freitas, cada família receberá uma casa de mesma ou superior condição na mesma cidade onde vive. “Isso é um compromisso nosso. Vamos garantir a capacidade de compra do imóvel da mesma condição que eles têm”, afirmou após o leilão. Travessia Santos x Guarujá: como é hoje e como pode ficar com o túnel submerso Santos AE De acordo com a diretora de Projetos e Programas da CDHU, Maria Teresa Diniz, o empreendimento Santos AE buscará integrar habitação, comércio, serviços e espaços de convivência para fortalecer o desenvolvimento urbano da região. “Temos muito orgulho em oferecer um projeto que reforça o compromisso da CDHU com soluções cada vez mais qualificadas, contribuindo de forma positiva para o bairro Macuco e para essa nova etapa da sua história”, disse ela, em nota. Projeto De acordo com o governo estadual, a concepção do projeto surgiu a partir do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) desenvolvido para a construção do túnel, além de um estudo que fez um diagnóstico sociodemográfico [aspectos sociais e demográficos], com análise da infraestrutura já existente e os empreendimentos imobiliários lançados no entorno. Os estudos indicaram que seria apropriado desenvolver um empreendimento de uso misto, que combina diferentes tipos de uso em um único espaço, devido a aspectos como a boa visibilidade do local para varejo, bom fluxo de veículos, renda do entorno acima da média da cidade e topografia favorável. Segundo o governo de SP, a principal vocação observada no potencial de instalação de comércio é para lojas de destino, como academias, mercado, fast food, laboratórios, pet center, entre outros, na esquina das avenidas Senador Dantas e Siqueira Campos. Além disso, nas ruas locais do empreendimento, há espaços adequados para acomodar outros tipos de comércios e serviços. Para uso institucional, o projeto prevê a implantação de uma unidade da Praça da Cidadania, além de equipamentos de esporte, lazer, saúde e educação, bem como uma minifloresta urbana em parceria com a ONG Formigas de Embaúba. Também está prevista uma unidade do Vida Longa, que acolhe idosos em situação de vulnerabilidade social e com vínculos familiares fragilizados, mas que tenham autonomia. Infográfico - Túnel Santos-Guarujá em números Arte/g1 Túnel submerso Com 1,5 km de extensão, sendo 870 metros sob o canal do estuário, o túnel contará com três faixas por sentido: duas para veículos e uma exclusiva para o VLT. Também haverá galeria para pedestres e ciclistas. A travessia será feita em até dois minutos, contra os 20 minutos em média das balsas e até uma hora pela Rodovia Cônego Domenico Rangoni. A Mota-Engil venceu a concorrência ao lado da estatal chinesa China Communications Construction Company (CCCC), considerada uma das maiores do mundo em construção e engenharia. Segundo o secretário Benini, uma das exigências para a assinatura do contrato é a apresentação da subcontratação qualificada. Como a Mota-Engil não possui experiência comprovada em túnel imerso, a empresa contratou a CCCC para apresentar a atestação técnica necessária. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, e o governador Tarcísio de Freitas, (Republicanos) durante leilão do túnel Santos-Guarujá, na B3, em São Paulo ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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Carro bate em cruzamento e derruba torre de segurança instalada há menos de um mês na Serra

Publicado em: 06/09/2025 11:27

Carro bate em cruzamento e derruba torre de segurança na Serra Um carro derrubou uma torre de segurança do governo do Espírito Santo em um acidente na madrugada deste sábado (6), na Serra, Grande Vitória. O equipamento, de quatro metros de altura, foi instalado há menos de um mês. O motorista que não teve a identidade divulgada foi socorrido e encaminhado para um hospital da região. Antes de atingir o totem, o motorista bateu em outro veículo no cruzamento entre as avenidas Norte Sul e Eudes Scherrer de Souza, próximo ao Terminal de Laranjeiras. Uma câmera de segurança registrou o momento da colisão, por volta das 4h. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O auxiliar de logística Romildo Ayres, que dirigia o veículo atingido no cruzamento, contou que não se feriu, mas ficou assustado com o impacto. Um outro vídeo feito por uma testemunha mostra o carro sobre a torre derrubada, no canteiro central da via. Até as 9h da manhã, a estrutura ainda permanecia caída no local. Técnicos da empresa responsável pela manutenção foram até o ponto para remover as câmeras do equipamento e informaram que a torre ainda não estava em funcionamento. Carro bateu em cruzamento e derrubou torre de segurança instalada há menos de um mês na Serra, Espírito Santo. TV Gazeta LEIA TAMBÉM: COM RECONHECIMENTO FACIAL: Foragidos de outros estados são presos com ajuda de câmeras em áreas públicas do ES RECORDE EM UM MESMO DIA: Câmeras com inteligência artificial ajudam a prender 10 criminosos em menos de 12h no ES As polícias Militar e Civil foram procuradas para dar detalhes sobre o acidente e não responderam até a publicação desta reportagem. Instalação da torre aconteceu há menos de um mês Torres com câmeras, blindadas e com reconhecimento facial são instaladas na Grande Vitória Os totens de segurança começaram a ser instalados na Serra no dia 9 de agosto. O primeiro foi fixado em Serra-Sede. Ao todo, são nove endereços na cidade: Terminal de Carapina Jardim Limoeiro Praça de Novo Horizonte Laranjeiras - Av. Central com Norte Sul Parque Residencial Laranjeiras - Próximo ao Terminal de Laranjeiras (onde ocorreu o acidente) Laranjeiras - próximo ao Shopping Montserrat Serra-Sede - Rua Domingos Martins Manguinhos Jacaraípe - Av. Abido Saad 📍 Confira todos os pontos selecionados para receber totens de segurança na Região Metropolitana de Vitória Sobre o equipamento Os totens medem quatro metros de altura, são equipados com seis câmeras que fazem registros em 360 graus, contato com reconhecimento facial e alcançam até 1km. Possuem um botão de comunicação que conecta a pessoa que faz o acionamento com o Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes). O primeiro equipamento foi instalado no dia 28 de julho, em Cariacica. Espírito Santo vai ganhar 40 torres de segurança blindadas com reconhecimento facial e botão do pânico. Sesp/ES Os endereços selecionados para a instalação consideram a circulação de pessoas, se são locais de vulnerabilidade e regiões comerciais relevantes ou com alta incidência de crimes contra o patrimônio. Ao todo serão 40 torres espalhadas pela Grande Vitória, com investimento total de R$ 19 milhões, com recursos provenientes do Tesouro Estadual. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

MPPA lança cartilha durante o 2º 'Feirão de Empregabilidade LGBTQIAPN+ – Conexidade: Conexão pela Diversidade'

Publicado em: 06/09/2025 10:26

Cartilha lançada pelo MPPA foi distribuída aos participantes do feirão da empregabilidade em Santarém MPPA / Divulgação Durante a 2ª edição do “Feirão de Empregabilidade LGBTQIAPN+ – Conexidade: Conexão pela Diversidade” realizado dias 3 e 4 em Santarém, oeste do Pará, o Núcleo de Defesa dos Direitos LGBTI+ do MPPA, foi lançada a Cartilha de Retificação de Prenome e Gênero no Cartório de Registro Civil foi elaborada com o objetivo de oferecer material informativo sobre o passo a passo do procedimento, incluindo os direitos garantidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O Feirão é resultado de articulação interinstitucional com o Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá (MPT PA-AP), Defensoria Pública do Pará, e Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster). As atividades foram realizadas na sede das Promotorias de Justiça de Santarém. O público teve acesso aos serviços oferecidos pelo Sistema Nacional de Emprego (SINE), como habilitação ao seguro-desemprego, emissão da carteira de trabalho digital, encaminhamentos para entrevistas de emprego, orientações sobre processos seletivos e elaboração de currículos. O MPPA, por meio do Núcleo LGBTI+, disponibilizou atendimentos jurídicos e orientações para retificação de prenome e gênero. O projeto “Conexidade” visa ampliar o acesso ao mercado de trabalho formal, fomentar políticas públicas inclusivas e sensibilizar empregadores e gestores sobre a importância de ambientes laborais mais justos, diversos e livres de discriminação. A ação em Santarém integra a iniciativa das Coordenadorias Regionais de Promoção da Igualdade de Oportunidades (COORDIGUALDADE), das Procuradorias Regionais do Trabalho da Região Norte, que compreendem as Regiões: 8ª (Para´ e Amapa´), 11ª (Amazonas e Roraima) e 14ª (Rondônia e Acre). De acordo com o coordenador do Núcleo de Defesa dos Direitos LGBTI+, promotor de Justiça João Macêdo, a participação do MPPA no evento visou a promover um serviço ativo, difundir o papel do Ministério Público e lançar a cartilha explicativa para as pessoas sobre a existência dos benefícios que muita gente desconhece. “A presença do Ministério Público nessas ações reafirma nosso papel de garantir direitos e de promover uma sociedade mais justa, inclusiva e livre de discriminação. Estar ao lado da população, especialmente de grupos que historicamente enfrentam barreiras de acesso ao trabalho e à cidadania, é uma forma concreta de cumprir nossa missão constitucional", destacou o promotor. Feira da empregabilidade realizou 400 atendimentos MPPA / Divulgação Sobre o foco da iniciativa, a empregabilidade, o promotor destacou que, infelizmente, há relatos de dificuldades do público LGBT nessa questão, seja por dificuldade de se expressar, ou pelo preconceito. “E com relação ao trabalho, vamos lembrar, principalmente no público trans, que são pessoas de extrema vulnerabilidade. Até para você pegar um ônibus, não tem dinheiro para passagem. Então não é simples, às vezes, a pessoa ir ou se manter no trabalho, porque também não tem dinheiro para o primeiro mês. Então a gente tem uma alta taxa de desistência. É um público que realmente precisa de uma assistência, de um outro olhar”, concluiu João Macêdo. O promotor de Justiça Diego Azevedo também enfatizou a relevância da ação: "O evento demonstra mais um passo rumo à efetivação plena de direitos da população LGBTQIAPN+ no Oeste do Pará e é com orgulho que o Ministério Público atua para que tais direitos sejam respeitados em todas as searas. Destacamos a participação interinstitucional que demonstra a importância dos Órgãos de atuarem juntos, cada um em sua atribuição, para que possamos cada vez mais ser um mundo melhor". Em Santarém, mutirão oferta vagas para população LGBTQIAPN+ VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

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Mariangeles Maia, ex-primeira-dama do Rio, morre aos 76 anos

Publicado em: 06/09/2025 10:05

Mariangeles Maia era casada há 56 anos com o ex-prefeito e atual vereador César Maia Reprodução/ TV Globo Morreu na noite de sexta-feira (5) a ex-primeira-dama do Rio de Janeiro, Mariangeles Maia. Ela estava internada na Clínica São Vicente, na Gávea, na Zona Sul do Rio, em decorrência de um AVC hemorrágico. Nascida em Santiago, no Chile, Mariangeles tinha 76 anos e era casada há 56 anos com o ex-prefeito e atual vereador César Maia. Mariangeles foi a primeira-dama do Rio nos 3 mandatos em que César Maia ocupou o cargo de prefeito. Durante 12 anos, ela presidiu a obra social da cidade, estabelecendo políticas públicas voltadas aos cariocas em situação de vulnerabilidade social. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Ela teve dois filhos: Rodrigo Maia, ex-presidente da Câmara dos Deputados; e Daniela Maia, atual secretária de turismo do Rio de Janeiro. Mariangeles deixa 8 netos. Em homenagem, a Câmara Municipal decretou luto oficial de 3 dias na cidade. O velório acontecerá no domingo (7), no Palácio da Cidade, em Botafogo, uma das sedes da Prefeitura do Rio. O enterro do corpo acontecerá no cemitério São João Batista. Mariangeles Maia ao lado do marido, o ex-prefeito e atual vereador César Maia Reprodução/ TV Globo Mariangeles Maia ao lado do estilista francês Jean-Paul Gaultier Reprodução/ TV Globo

Apartamento onde ex-atriz Rejane Schumann foi resgatada passa por mutirão de limpeza no RS; veja ANTES e DEPOIS

Publicado em: 06/09/2025 08:28

"Geladeira completamente vazia", diz ativista que resgatou da atriz Rejane Schumann A ex-atriz Rejane Schumann foi resgatada na quarta-feira (3) em situação de vulnerabilidade no apartamento onde mora, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Ela estava com quatro cães e três gatos. Agentes da 15ª Delegacia de Polícia e a protetora de animais Deise Falci participaram da ação. Com a ajuda de voluntários, Deise realizou um mutirão de limpeza no imóvel e providenciou a compra de mantimentos e de um colchão novo. Conforme a inspetora Mari Menezes, que atendeu a ocorrência, os cachorros acabaram roendo a espuma, e Rejane "estava dormindo na mola pura". (Veja antes e depois abaixo) "Foi a primeira vez que eu senti uma vontade muito maior de resgatar a própria pessoa do que os animais. Ela tava com muita fome. Os animais tinham ração, ela não tinha nada. Geladeira completamente vazia. Não tinha água nem nada para comer", descreve Deise. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Segundo a inspetora, a polícia foi acionada após denúncias de vizinhos. Os animais foram encaminhados para atendimento veterinário. A ex-atriz retornou ao local e recebe visitas diárias de Deise. De acordo com ela, Rejane não tem filhos nem irmãos. Uma sobrinha foi localizada e está em contato com a polícia. O Ministério Público (MP) foi acionado. Antes e depois da cozinha da ex-atriz Rejane Schumann Deise Falci/Arquivo Pessoal Antes e depois do quarto da ex-atriz Rejane Schumann Deise Falci/Arquivo Pessoal Quem é Rejane Schumann Rejane Schumann nasceu em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, em 1949. Ela se formou em Direito e Teatro. Ainda jovem, começou sua carreira como atriz nos anos 70, participando de novelas da TV Globo, como "O Astro", "Dancin' Days" e "Pai Herói". Além dos trabalhos em novelas, Schumann atuou no cinema, em "Ana Terra", "O Pobre João" e "A Quadrilha do Perna-Dura", segundo o IMDb. Durante a ação policial, Rejane contou às autoridades sua trajetória profissional. Ela mencionou as novelas, além de sua atuação como jornalista na antiga TV Manchete, e "um filme com Teixeirinha". A atriz Rejane Schumann Acervo/TV Globo VÍDEOS: Tudo sobre o RS

Palavras-chave: vulnerabilidade