Arquivo de Notícias Resultados para: "vulnerabilidade"

Escola do 'pesadelo' vira referência internacional e vence prêmio de melhor do mundo

Publicado em: 30/09/2025 12:14

Escola estadual Parque dos Sonhos, em Cubatão (SP). está entre as dez melhores da premiação internacional World’s Best School (Melhor Escola do Mundo, em tradução livre) Divulgação/Seduc SP A Escola Estadual (EE) Parque dos Sonhos, localizada em Cubatão (SP), foi reconhecida como uma das vencedoras do prêmio World’s Best School (Melhor Escola do Mundo, em tradução livre), promovido pela organização global T4 Education. A cerimônia de anúncio aconteceu nesta terça-feira (30) e contou com a presença de autoridades do governo do estado. O prêmio reconhece iniciativas inovadoras que transformam a aprendizagem e geram impacto real nas comunidades. A EE Parque dos Sonhos venceu na categoria 'Superando a Adversidade', graças à sua metodologia baseada em princípios humanistas e de não violência. No passado, a escola chegou a ser apelidada de “Parque dos Pesadelos”. Segundo o secretário estadual de Educação, Renato Feder, o reconhecimento veio pelo incentivo ao esporte e pelo acolhimento individual oferecido a cada aluno. A escola desenvolve atividades extracurriculares com acompanhamento profissional, promovendo práticas como patinação olímpica, vôlei, xadrez, artes marciais, entre outras. “A gente vai se estruturar para levar isso para outras escolas. Porque o trabalho feito aqui é maravilhoso e não é um trabalho caro. É um trabalho que pode ser replicado”, disse Feder. Escola Estadual Parque dos Sonhos, em Cubatão (SP), aguarda o anúncio dos vencedores do Prêmio Melhor Escola do Mundo (World 's Best School Prizes). g1 Santos Fundada em 2014 para atender famílias em situação de vulnerabilidade retiradas de áreas de risco, a escola hoje atende 580 alunos do 1º ao 9º ano. Quando o diretor Régis Marques Ribeiro assumiu a unidade em 2016, havia apenas 116 estudantes e diversos desafios estruturais e sociais. “O trabalho que a gente fez foi de olhar para o aluno enquanto ser humano, entender o que ele busca, o que ele quer, ouvir o aluno realmente”, disse Ribeiro. O reconhecimento internacional transforma a escola em referência estadual. “Uma referência de mudança, de transformação, de que educar com amor é possível”, pontuou o diretor Ribeiro. Colégio Estadual de Cubatão entra no top 10 do prêmio internacional Melhor Escola do Mundo Ampliação em 2026 A escola passará a oferecer também o Ensino Médio, atendendo a uma demanda da comunidade escolar. A expectativa é que o número de alunos ultrapasse mil estudantes. “A gente tem condição de oferecer o Ensino Médio também. Então a gente vai atender a comunidade com muita alegria”, destacou Feder. Evanuzia Trindade da Silva, mãe de uma aluna do 8º ano, disse que pretende manter a filha na escola com a chegada do Ensino Médio. “Saindo daqui, ela teria que ir para outra escola mais distante. Sou grata por ela ter um bom nível de aprendizagem. Foi a escolha certa que eu fiz para ela”, afirmou. Prefeito César Nascimento (à esquerda), o diretor Régis Ribeiro e o secretário de Educação do Estado, Rafael Feder g1 Santos A estudante Rafella Kamilly, de 14 anos, presidente do grêmio estudantil, também pretende continuar na unidade. “Além de ter um estudo bom, tem várias dinâmicas, patinação, vôlei, essas coisas. Eu sou muito realizada em estar nessa escola”, disse. O prefeito de Cubatão, César Nascimento (PSD), também participou da solenidade e afirmou que a gestão municipal trabalha para replicar o modelo da EE Parque dos Sonhos nas escolas da rede. Segundo ele, a meta é que mais de 60% das unidades municipais tenham ensino em tempo integral até 2026. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Palavras-chave: vulnerabilidade

Casos de intoxicação por metanol em setembro em SP já equivalem à metade da média do ano do Brasil, diz Padilha

Publicado em: 30/09/2025 12:14

Padilha sobre intoxicação por bebidas: 'Situação anormal' O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira (30), que o número de casos de intoxicação por metanol em setembro, em São Paulo, é a metade da média anual do Brasil. "O país costuma ter 20 casos por ano de intoxicação por metanol. A partir de setembro, foi quase metade das notificações que costumam ter no ano e concentrado apenas em São Paulo, o que chama atenção", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acrescentando que se trata de uma situação "anormal". No estado de São Paulo, seis casos de intoxicação já foram confirmados, incluindo três mortes, e dez estão em investigação. "Normalmente os casos de intoxicação por metanol no Brasil estão associados a pessoas em situação de rua (que adquirem como combustível) ou a suicídios. Estamos em uma situação anormal, diferente do que temos na série histórica", completou. Ele explicou que o Ministério da Saúde vai publicar uma nota técnica definindo o que é um caso suspeito ou não e esclarecendo os sintomas para orientar os profissionais de saúde sobre como identificar e agir nessas situações. Segundo ele, a notificação de caso suspeito não precisa esperar o fechamento do diagnóstico. No total, o país tem 32 centros de informação e assistência toxicológica do SUS em todos os estados, onde a população pode usar esses serviços e buscar ajuda. Lewandowski: PF vai abrir investigação sobre casos de intoxicação por metanol Investigação O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou nesta terça-feira (30) que a Polícia Federal abriu uma investigação para apurar a origem do metanol usado para batizar bebidas alcoólicas no estado de São Paulo. Segundo ele, é possível que essa rede de distribuição da substância atue também em outros estados. O metanol é altamente tóxico e pode levar à morte. No estado de São Paulo, seis casos de intoxicação foram confirmados, incluindo três mortes, e dez estão em investigação. Um outro foi descartado. De acordo com o Ministério da Saúde, não há indícios de novos casos. A PF disse que não foi identificada uma marca ou importação específica. 👉 Como ocorre o batismo das bebidas: Falsificadores pegam as garrafas de marcas famosas de bebidas alcoólicas, como gin e vodca, e adulteram o conteúdo, acrescentando metanol. Em seguida, o produto é comercializado. Ao ingerir a bebida contaminada, as pessoas podem levar várias horas para apresentar os primeiros sinais de intoxicação, que incluem cólica muito forte e perda de visão. Na segunda-feira, determinamos ao dr. Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, que abrisse um inquérito policial para verificar a procedência dessa droga e a rede possível de distribuição que, ao tudo indica, transcende o limite de um único estado. Tudo indica que há distribuição para além do estado de São Paulo. Segundo ele, o "número elevado e inusitado" de intoxicações por metanol em São Paulo chamou a atenção porque foge do padrão, pois, normalmente, a ingestão da substância ocorre por pessoas em situações de vulnerabilidade. Diante desse cenário, um sistema do governo federal que recebe informações de todo o país quando há intoxicação por causas desconhecidas emitiu um alerta nacional. No sábado (27), a Secretaria de Defesa do Consumidor divulgou uma nota técnica para todos os estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas para tomarem cuidado com bebidas que pudessem estar contaminadas - atentando, por exemplo, para rótulo ou embalagem com aspecto diferente. A fiscalização já começou: os estabelecimentos onde se identificou que havia bebida contaminada vão receber notificação do Ministério da Justiça para descobrir os fornecedores, quem manipulou as bebidas e que tipo de bebida as vítimas consumiram. 'Tudo indica que há distribuição para além o estado de SP', diz Lewandowski sobre contaminação de bebidas por metanol PCC investigado O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, não descartou a possibilidade de ligação do crime organizado com a adulteração de bebidas alcóolicas com metanol, indo na contramão do secretário da Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite (PL). Rodrigues explicou que investigações recentes sobre a cadeia de combustível mostraram que há um esquema que passa pela importação de metanol pelo Paranaguá e que, por isso, há a necessidade de entrar nesse caso. "A investigação dirá se há conexão com o crime organizado", disse o diretor da PF. Intoxicação por metanol Abaixo, veja o que se sabe e o que falta saber sobre os casos. Quantos casos foram confirmados e estão em investigação? Foram registrados óbitos? Como as intoxicações aconteceram? O que é metanol? Quais são os riscos à saúde? Qual é a origem do metanol usado nas adulterações? Qual é a recomendação do estado para bares e comércios? LEIA MAIS: Advogado de 45 anos é uma das vítimas de contaminação por metanol em SP: 'Acordou sem visão. Perdemos a nossa base', diz irmã Mulher que está cega por suspeita de intoxicação com metanol deixa UTI, mas segue internada Quantos casos foram confirmados e estão em investigação? Bebidas contaminadas com metanol foram responsáveis pela morte de duas pessoas em São Paulo, uma terceira morte está sendo investigada. Reprodução/TV Globo/Fantástico Segundo o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do estado de São Paulo, até a noite da segunda-feira (29) foram seis casos de intoxicação confirmados e dez estão em investigação. Entre os casos investigados, estão quatro jovens — dois homens e duas mulheres — que passaram mal após consumir gin comprado em uma adega na Cidade Dutra, na Zona Sul da capital, em 1º de setembro. Um dos jovens, Rafael dos Anjos Martins Silva, está internado há quase um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em decorrência da contaminação. No boletim de ocorrência, obtido pelo g1, é descrito que ele começou a passar mal, vomitou e teve fortes dores abdominais após ingerir a bebida. A princípio, ele acreditou que eram sintomas de ressaca, até que começou a gritar que estava cego, e os pais o levaram para o hospital. Ao Fantástico, a mãe dele, Helena Martins, contou que o quadro do filho é irreversível. “Ele está respirando pelo ventilador, não tem fluxo sanguíneo cerebral. Segundo a medicina, é irreversível." Outra vítima é Rhadarani Domingos, que relatou ao Fantástico que ficou cega após beber três caipirinhas de vodca em um bar no Jardim Paulista, área nobre da capital. Na noite desta segunda, ela deixou a UTI, mas segue internada sem previsão de alta. Foram registrados óbitos? Sim. O governo estadual confirmou três mortes relacionadas a intoxicação por metanol. As vítimas são: Homem de 58 anos, morador de São Bernardo do Campo; Homem de 54 anos, morador da capital paulista; Homem de 45 anos. O local de residência está sendo investigado. Ainda conforme o governo, outra morte, de um homem com histórico de etilismo crônico, está em investigação, pois não se sabe como ocorreu a intoxicação. Outro caso foi descartado. Como as intoxicações aconteceram? Os falsificadores "batizavam" bebidas alcoólicas, como gin e vodca de marcas famosas, com o metanol. Em seguida, o produto era comercializado e consumido pelas vítimas. Até o momento, não há informações sobre em qual etapa da produção ou distribuição ocorreu a adulteração, quem seriam os responsáveis pelo crime e quais outros tipos de destilados podem ter sido comprometidos. A polícia já apura os responsáveis pelo crime. Uma adega na Zona Sul e três bares da capital paulista, localizados nos Jardins, Zona Oeste, e na Mooca, Zona Leste, são investigados. Uma força-tarefa formada por policiais, integrantes do Centro de Vigilância Sanitária do estado e da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da prefeitura realizaram na tarde da segunda uma ação de fiscalização em três bares da capital onde há relatos de suspeita de intoxicação por metanol. Foram apreendidas 117 garrafas de bebidas destiladas sem rótulos. O que é metanol? O metanol não se destina ao consumo humano — e é altamente tóxico Adobe Stock O metanol (CH₃OH) é uma substância altamente inflamável, tóxica e de difícil identificação. O produto é um tipo de álcool simples, incolor e inflamável, com cheiro semelhante ao da bebida alcoólica comum. A substância tem diversas aplicações legítimas na indústria. Ele é usado na fabricação de formaldeído (o famoso formol), ácido acético, tintas, solventes e plásticos, e está presente em produtos como anticongelantes, limpa-vidros e removedores de tinta. Também já foi utilizado como combustível em carros de corrida e pequenos motores, mas em condições seguras e controladas. No Brasil, uma das principais funções do metanol é servir de matéria-prima para a produção de biodiesel, em um processo químico chamado de transesterificação. Fora disso, ele não deve ser comercializado diretamente para consumo humano nem adicionado em grande escala a combustíveis comuns. Quais são os riscos à saúde? A ingestão, inalação ou até mesmo o contato prolongado com metanol pode causar náusea, tontura, convulsões, cegueira e até a morte. Pequenas quantidades já são suficientes para provocar intoxicação grave. Em caso de suspeita, a Secretaria da Saúde orienta a buscar imediata de atendimento médico de emergência. A população pode localizar o serviço mais próximo pela plataforma: https://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/. O Centro de Controle de Intoxicações (CCI-SP) também oferece apoio para diagnóstico e orientação pelos telefones (11) 5012-5311 e 0800 771 3733. Qual é a origem do metanol usado nas adulterações? A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) suspeita que o metanol usado para adulterar bebidas seja o mesmo que vinha sendo importado ilegalmente pelo PCC para adulterar combustíveis. Há um mês, uma megaoperação revelou que combustíveis utilizados por alguns postos alvos da polícia tinham até 90% de metanol, quando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) só permite até 0,5% dessa substância na gasolina e etanol. Para a ABCF, "o fechamento nas últimas semanas de distribuidoras e formuladoras de combustível diretamente ligadas ao crime organizado, que importam metanol de maneira fraudulenta para adulteração de combustíveis, conforme já comprovado por investigações do GAECO e do MP de SP, podem ser a causa dessa recente onda de intoxicações e envenenamentos de consumidores que ao tomar bebidas destiladas em bares e casas noturnas, apresentaram intoxicação por metanol." "Ao ficar com tanques repletos de metanol lacrados e distribuidoras e formuladoras proibidas de operar, a facção e seus parceiros podem eventualmente ter revendido tal metanol a destilarias clandestinas e quadrilhas de falsificadores de bebidas, auferindo lucros milionários em detrimento da saúde dos consumidores", completa. Qual é a recomendação do estado? O CVS orienta que bares, casas noturnas e comerciantes redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos. Já a população deve adquirir apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal. Produtos de origem duvidosa devem ser evitados, pois podem colocar a vida em risco. infográfico metanol - vale este Arte g1

Palavras-chave: vulnerabilidade

Operação prende 13 suspeitos de dar golpe de R$ 8 milhões com saques em caixas eletrônicos

Publicado em: 30/09/2025 12:08

Polícia prende grupo suspeito de fraudar caixas eletônicos, em Goiás Treze pessoas foram presas suspeitas de participar de esquema de fraude eletrônica em caixas 24 horas durante operação da Polícia Civil nesta terça-feira (30). Segundo a polícia, os criminosos teriam causado um prejuízo de cerca de R$ 8 milhões. As prisões ocorreram em Goiânia e Aparecida de Goiânia. Como o nome dos investigados não foi divulgado, o g1 não conseguiu entrar em contato com a defesa deles. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Além dos mandados de prisão, também foram cumpridos 13 mandados de busca domiciliar, onde foram apreendidos cartões, celulares e até uma máquina de contar cédulas. Os equipamentos foram levados para a delegacia, onde passaram por perícia. Os crimes ocorreram em um período de 9 horas, entre a virada de outubro e novembro de 2024. Conforme a investigação, o grupo atuava de forma calculada e se aproveitava de uma vulnerabilidade no sistema de segurança do banco no processo de saque via QR Code em caixas do Banco24Horas. Ao todo, os suspeitos realizaram os saques fraudulentos em 285 ocasiões diferentes, causando o prejuízo milionário ao banco. Polícia prende suspeitos de causarem prejuízo de R$ 8 milhôes a instituição bancária, em Goiás Divulgação/ Polícia Civil Como funcionava De acordo com a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), o grupo suspeito se aproveitava de uma brecha no sistema que permitia a retirada de dinheiro em espécie sem que o valor fosse debitado das contas digitais. Com isso, os investigados realizavam múltiplos saques, o que gerou prejuízos às instituições bancárias. LEIA TAMBÉM: Operação bloqueia R$ 21 milhões de grupo ligado a tráfico de drogas em Goiás, DF e mais oito estados Operação em Goiás prende suspeitos de emitir boletos falsos para pagamento em lotéricas Operação mira grupo suspeito de fabricar e vender remédios falsificados em Goiás e vários estados do país A delegada Bárbara Natal Buttini, responsável pela investigação, apontou que os integrantes do grupo faziam transações financeiras entre si para viabilizar os saques irregulares. “Não toleramos fraudes milionárias que colocam em risco a confiança no sistema financeiro”, afirmou a delegada. A polícia ainda destacou que as transações ocorriam exclusivamente por meio de dispositivos vinculados às contas dos investigados, o que afasta a possibilidade de prejuízo a pessoas comuns não envolvidas no esquema. A pena para o crime de furto qualificado mediante fraude eletrônica pode chegar a onze anos de reclusão, segundo a Polícia Civil. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

Palavras-chave: cibernéticovulnerabilidade

Mais de 100 crianças e adolescentes são retirados de trabalho infantil em fábricas de calçados em MG

Publicado em: 30/09/2025 11:47

Crianças e adolescentes são retirados de trabalho infantil em fábricas de calçados em MG Mais de 100 crianças e adolescentes foram afastados de situações de trabalho infantil em fábricas de calçados em Nova Serrana e Perdigão, no Centro-Oeste de Minas. A operação foi realizada entre os dias 22 e 26 de setembro pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As empresas flagradas em situação irregular, que não tiveram os nomes divulgados, serão autuadas. Segundo a AFT, os menores atuavam em atividades insalubres e perigosas, como aplicação de cola com solventes tóxicos, operação de máquinas, exposição a ruídos acima do limite permitido e manuseio de produtos químicos. Todas essas funções estão na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil. 🔎 A legislação brasileira permite o trabalho de adolescentes a partir dos 16 anos, desde que não estejam expostos a riscos como produtos tóxicos, ruído excessivo, trabalho noturno ou operação de máquinas perigosas. A partir dos 14 anos, o trabalho só é permitido na condição de aprendiz, com formação profissional e acompanhamento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Dos 68 estabelecimentos fiscalizados, 65 utilizavam mão de obra infantil em atividades proibidas por lei. Foram encontrados uma criança de 11 anos, dois adolescentes de 13 e outros 104 com idades entre 14 e 17 anos. A maioria era do sexo masculino (63%) e 43% se identificaram como negros ou pardos. Muitos apresentavam evasão escolar: 23% não estudavam e 12% se recusaram a informar. Em um dos casos, uma menina de 11 anos foi flagrada separando peças de calçados em um ambiente com forte presença de vapores tóxicos. “A cena revelava mais do que uma simples infração trabalhista; evidenciava uma infância interrompida, em que o tempo que deveria ser dedicado ao estudo, ao lazer e ao desenvolvimento saudável foi substituído pelo odor tóxico da cola e pelo trabalho repetitivo”, relatou a auditora Ísis Freitas Oliveira. A operação contou com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF). Operação resgata crianças e adolescentes de trabalho infantil em fábrica de calçados em Nova Serrana e Perdigão Auditoria-Fiscal do Trabalho/Divulgação LEIA TAMBÉM: Trabalho infantil volta a subir, mas atividades de maior risco seguem em queda, aponta IBGE Loja de calçados que tinha mão de obra infantil faz acordo com MPT para evitar multas em MG Medidas após a fiscalização Os adolescentes com menos de 16 anos foram imediatamente afastados do trabalho. Já os de 16 e 17 anos foram realocados para funções permitidas por lei. Todos receberão as verbas rescisórias, e os empregadores serão autuados pela Auditoria-Fiscal do Trabalho. Para evitar que os menores voltem ao trabalho infantil, eles serão encaminhados à rede de proteção social, com apoio do Conselho Tutelar e das Secretarias de Assistência Social e Educação. Os adolescentes com idade a partir de 14 anos poderão ingressar em programas de aprendizagem profissional, com formação segura e direitos garantidos. Em reunião com nove empresas do setor, foi proposto um Termo de Compromisso para que adolescentes egressos do trabalho infantil sejam incluídos nos programas de aprendizagem do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A legislação determina que empresas priorizem jovens em situação de vulnerabilidade na contratação de aprendizes. Representantes dos sindicatos patronal e de trabalhadores também foram convocados para discutir medidas de prevenção e conscientização. A sugestão é que sejam produzidos materiais informativos e promovido um evento com empresas do setor para estimular mudanças coletivas. Como denunciar Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local. VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

Palavras-chave: vulnerabilidade

15% das brasileiras declararam ter sido estupradas, diz pesquisa; maioria dos casos ocorreu na infância

Publicado em: 30/09/2025 11:00

15% das brasileiras declararam ter sido estupradas, diz pesquisa Uma pesquisa feita pelo Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva e divulgada nesta terça-feira (30) aponta que 15% das brasileiras dizem já terem sido vítimas de estupro. A maior parte das que dizem ter sido estupradas (12% dos 15%) afirma que a violência aconteceu quando elas tinham até 13 anos. E dessas, mais da metade (57%) diz não ter contado para ninguém. A maioria das mulheres estupradas –seja quando criança ou quando adulta – afirma não ter procurado nenhum serviço de saúde. E 8% das que disseram ter sido estupradas afirmaram ter engravidado. Estupro de vulnerável Banco de imagens O levantamento foi feito pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva e ouviu 1.200 pessoas, sendo 622 mulheres com 16 anos ou mais em todas as regiões do país, entre 11 e 25 de julho. Mais da metade dos brasileiros conhece uma mulher estuprada O levantamento também mostra que seis em cada dez brasileiros (59%) conhecem uma mulher que foi estuprada na infância. Ainda de acordo com a pesquisa, 22% da população conhece alguma vítima de estupro que engravidou. Infância despedaçada: como curar o trauma do abuso sexual? Silêncio das vítimas Questionada sobre por que ainda é tão difícil que essas mulheres vítimas de estupro sejam ouvidas, Marisa Sanematsu, diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão, explica que há um tabu em torno do abuso sexual de crianças e o estigma e culpabilização que recaem sobre as vítimas. "A maioria dos estupros ocorre dentro de casa e é cometido por um parente ou conhecido. Muitas vezes, a família não quer enxergar e muito menos denunciar o agressor, pois isso poderia desestruturar a casa. Assim, se a menina rompe o silêncio, com frequência dizem que ela está inventando, enquanto o agressor nega ou culpa a criança.” Segundo Marisa, o abusador se aproveita da proximidade com a vítima e da confiança da família para manter o abuso em segredo. “São vítimas mais fáceis de atacar. O abusador cria momentos a sós com a criança e se aproveita da vulnerabilidade dela, que muitas vezes não entende o que está acontecendo. A menina se torna refém do agressor, pelo afeto, sensação de cumplicidade ou ameaças a ela ou a pessoas de quem gosta.” Para a especialista, os abusos causam trauma, o que pode causar apagões de memória, e muitos ocorrem quando a vítima ainda é muito pequena. “Sem orientação ou informação, a vítima não sexualiza o que ocorreu. Algumas vítimas relatam que, já adultas, lembranças reprimidas retornam, causando sofrimento que precisa ser tratado em terapia. São feridas que resistem ao tempo porque não foram tratadas adequadamente.” Aborto legal A pesquisa aponta que 96% dos entrevistados disseram que meninas de até 13 anos não têm preparo físico e emocional para serem mães e ainda e ouviu ainda a percepção das entrevistadas sobre o procedimento de aborto legal: 7 em cada 10 brasileiras gostariam de ter a opção de interromper legalmente uma gestação decorrente de estupro. Ainda de acordo com o levantamento, quase metade da população (47%) conhece uma mulher que já fez um aborto e, desses casos, 71% foram realizados de forma clandestina. O estudo também aponta desconhecimento sobre a legislação: apenas 43% sabem que o aborto é permitido por lei em casos de estupro, estupro de vulnerável, risco de vida para a gestante e malformação fetal. No caso de violência sexual, só quatro em cada 10 pessoas sabem que não é necessário apresentar boletim de ocorrência para ter acesso ao procedimento. Para oito em cada 10 entrevistados, faltam informações claras sobre o tema. Crimes de estupro geram sentimento de culpa na vítima

Palavras-chave: vulnerabilidade

Cartilha de Direito do Consumidor produzida por alunos da Ufopa está disponível para download

Publicado em: 30/09/2025 08:29

Capa da cartilha de Direito do Consumidor Reprodução Está disponível para download a Cartilha de Direito do Consumidor elaborada por alunos do curso de direito da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Subseção Santarém, por meio da Comissão de Defesa e Direitos do Consumidor. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O conteúdo foi construído durante a disciplina Direito do Consumidor, ministrada pela professora Cynthia Soares, que também é vice-presidente da OAB/Santarém. A cartilha apresenta linguagem clara e acessível, destacando os principais direitos do consumidor, como: serviço público, contratos, publicidade enganosa e abusiva, contrato bancário, serviços aéreos, renegociação de dívidas, entre outros. Na cartilha, há também orientações aos consumidores sobre como buscar seus direitos, indicando os órgãos administrativos competentes e o Poder Judiciário. "Um consumidor bem informado é um consumidor que busca os seus direitos. Seja um cidadão consciente, conheça os seus direitos, acesse a nossa cartilha. Lá você encontra inclusive o link por meio do qual você pode fazer a sua reclamação", disse Cynthia Soares. É lei O Direito do Consumidor é um conjunto de normas que protegem os consumidores nas relações de compra e venda de produtos e serviços, estabelecido principalmente pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) de 1990. Os princípios fundamentais do direito do consumidor incluem a proteção contra riscos, a transparência na informação, a defesa contra publicidade enganosa e práticas abusivas, e a garantia da reparação de danos. O objetivo é reconhecer a vulnerabilidade do consumidor e promover um equilíbrio nas relações de mercado, assegurando a segurança, a saúde, a educação e a igualdade nas contratações. O Código de Defesa do Consumidor foi instituído através da Lei 8.078 de 11 de setembro de 1990, que estabelece os direitos do consumidor e as penalidades para quem não os respeita, protegendo os cidadãos e colocando órgãos e entidades de Defesa do Consumidor à sua disposição. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

Palavras-chave: vulnerabilidade

Veja qual o perfil das vítimas do suposto assassino em série de Rio Verde

Publicado em: 30/09/2025 07:36

Polícia detalha investigação sobre assassino em série de Rio Verde Em coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (29) sobre o caso do suposto assassino em série de Rio Verde, a Polícia Civil do Estado de Goiás falou sobre o perfil das vítimas de Rildo Soares dos Santos, de 33 anos. Segundo o delegado Aldelson Candeo, ele confessou ter matado Elisângela Silva, Monara Pires e é investigado por outros oito crimes em Goiás. De acordo com o delegado, o perfil das vítimas é bem definido, assim como a assinatura dos crimes de Rildo, praticados com extrema violência, de madrugada e com o uso de fogo. Em nota, a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) informou que o representou durante a audiência de custódia e não atua mais no caso. O g1 não conseguiu localizar a defesa de Rildo Soares até a última atualização desta reportagem. Monara Pires, Rildo Soares e Elisângela Silva; Vítimas foram mortas em Rio Verde, Goiás Divulgação/Polícia Civil e Reprodução/TV Anhanguera ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Veja as características do perfil das vítimas: Mulheres; Andando sozinhas; Situação vulnerável; Não tinham nenhuma relação com ele; Andavam de madrugada na região em que ele atuava. Desaparecimentos, estupros, roubos, incêndio, latrocínio, tentativa de feminicídio e feminicídio são alguns dos crimes pelos quais Rildo está sendo investigado. Segundo a delegada Fernanda Simão de Almeida, ele é autor confirmado de três estupros. Confira a linha do tempo dos crimes em Goiás pelo suposto criminoso em série: 01/03/2025 - Estupro 01/03/2025 - Estupro e tentativa de feminicídio 04/05/2025 - Desaparecimento 10/05/2025 - Roubo de celular, dano, furto de veículo e incêndio 17/05/2025 - Estupro ]07/07/2025 - Feminicídio 29/08/2025 - Feminicídio 29/08/2025 - Desaparecimento 07/09/2025 - Latrocínio 12/09/2025 - Feminicídio Na coletiva, ainda foi abordado o comportamento de Rildo, que exibia "uma fachada de normalidade". Segundo o delegado, ele cometia todos os crimes de madrugada, com extrema violência e tem total falta de empatia e remorso com as vítimas. Desaparecimentos De acordo com o delegado, mais dois desaparecimentos de mulheres podem estar ligados a Rildo. Um deles é o de uma dependente química que morava e frequentava a região do bairro Popular, onde Monara Pires, outra vítima de Rildo, foi encontrada morta. Aldeson Candeo diz que a jovem desapareceu no dia 29 de agosto e tinha o costume de frequentar diariamente a casa da mãe, embora estivesse em situação de rua. O investigador destaca ainda que a ela tinha uma conta bancária, que nunca mais foi movimentada desde o desaparecimento. "Ela é uma vítima potencial. E mais, quando o Rildo é questionado a respeito dela [a vítima], ele não simplesmente nega a morte dela. Ele diz que não lembra. Quando questionado se ele pode tê-la matado, ele diz sim, eu posso tê-la matado, mas eu não me lembro", disse o delegado. LEIA TAMBÉM: OUTROS CRIMES: Suposto assassino em série que confessou homicídios em Rio Verde é suspeito de mais de 15 crimes, diz polícia ÚLTIMA VÍTIMA: Jovem é encontrada morta em terreno após sair de madrugada para trabalhar, diz polícia DISFARCE E VIOLÊNCIA: Polícia traça o perfil de suposto assassino em série de Rio Verde Suposto assassino em série Rildo Soares foi preso quando voltou ao local do crime contra Elisângela, no dia 12 de setembro. Segundo o delegado, a polícia estava em diligência no local quando avistou o homem, que tentou fugir assim que foi visto, mas foi capturado por um agente. Na prisão, Rildo confessou que matou a mulher em situação de rua Monara Pires Gouveia Moraes, de 31 anos. Inicialmente, a polícia desconfiava do namorado da vítima, mas após a prisão de Rildo a polícia começou a encontrar semelhanças nos crimes e apontá-lo como possível autor. De acordo com o delegado, os crimes cometidos por Rildo tem assinatura, característica de criminosos em série. Além disso, outros pontos do perfil do suspeito levam a polícia a usar essa nomenclatura. "Todas as vítimas encontradas com imensa violência, sem a parte debaixo da roupa e na mesma região. Total falta de empatia, remorso e arrependimento. Ele pratica crimes com extrema violência sem necessidade, vítimas mulheres em estado de vulnerabilidade , uma mulher queimada viva, outra com o rosto completamente desfigurado um extremo esforço pra praticar crimes violentos", afirmou o delegado. Além disso, o delegado diz que Rildo tem "imensa vaidade" em relação aos crimes que cometeu e que ele confirmou ter voltado a todos os locais em que praticou esses crimes. Rildo está preso na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Rio Verde. Crimes na madrugada De acordo com a polícia, Rildo disse em depoimento que não consegue dormir durante as madrugadas, ouve vozes que o levam a "praticar maldades". As investigações apontam que ele tinha o costume de usar uniforme de trabalhador da limpeza urbana para aparentar estar a caminho do trabalho e não levantar suspeitas. "O uniforme era usado sempre na prática dos crimes, tanto no latrocínio quanto no feminicídio. Era uma forma de facilitar a abordagem da vítima, andar de madrugada pelas ruas e evitar uma eventual abordagem da polícia", contou o delegado. A investigação identificou que algumas vítimas de Rildo eram dependentes químicas e tinham o costume de andar a noite, assim como Elisângela, que andava de madrugada quando saia para trabalhar e foi abordada por ele. Suspeito de matar jovem a caminho do trabalho a agrediu com 'extrema violência e barbaridade’, diz delegado Reprodução/TV Anhanguera Elas foram mortas "com pancadas na cabeça, em um terreno baldio, durante uma madrugada, foram deixadas sem roupas e com alguma tentativa de ocultação de cadáver", destacou o delegado Adelson Candeo. Última vítima Jovem é morta em lote baldio em Rio Verde O delegado fala sobre como a última vítima de Rildo guiou os rumos da investigação. Elisângela Silva de Souza foi encontrada morta em um terreno baldio no dia 11 de setembro. Imagens obtidas pela TV Anhanguera, o suspeito aparece andando com a vítima na rua (veja o vídeo acima). Após a prisão de Rildo, que ocorreu próximo ao local onde o corpo de Elisângela foi encontrado, a polícia fez buscas na casa dele, onde encontrou bolsas femininas e bonecas. Além disso, o delegado disse que encontrou na casa da vítima as chaves de um carro e um celular de um vítima de latrocínio. Polícia encontra bolsas femininas na casa de suposto serial killer, em Goiás Divulgação/Polícia Civil Pela semelhança entre os crimes, Rildo se tornou suspeito de outros feminicídios praticados na cidade e, sem seguida, a polícia chegou a conclusão de que ele já teria praticado crimes sexuais. Segundo o delegado, ele diz que não se lembra quando é perguntado se todas as suas vítimas foram violentadas. "Quando perguntado a ele se todas as vítimas foram violentadas sexualmente, ele simplesmente disse que não se lembra, mas pode ter acontecido. Todos os laudos estão vindo positivos em relação a isso, inclusive com a presença de espermatozoides e as secreções vaginais das vítimas", pontuou o delegado. Aldeson Candeo disse que Rildo será indiciado pelos crimes de feminicídio e de estupro e que as investigações em relação aos desaparecimentos que podem estar ligados a ele devem continuar. A Polícia Civil de Goiás também está buscando informações de feminicídios que teriam acontecido na Bahia e que podem ter relação com o suspeito. O delegado ressaltou que a esposa de Rildo também está colaborando com as investigações. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Palavras-chave: vulnerabilidade

Cerimonialista, maquiadora e mais: IFRR oferta mais de 400 vagas em cursos gratuitos para mulheres

Publicado em: 30/09/2025 05:05

IFRR abre edital com vagas para cursos de maquiadora e mais em Roraima Arquivo O Instituto Federal de Roraima (IFRR) abriu edital com 409 vagas em cursos gratuitos para mulheres. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas online até esta terça-feira (30) no site da instituição. Para participar, é necessário ter uma conta de e-mail válida. Podem se inscrever mulheres com 16 anos ou mais, que tenham concluído o ensino fundamental I (do 1º ao 5º ano), e que estejam em situação de vulnerabilidade social e econômica, comprovada pelo Cadastro Único (CadÚnico). Confira o edital As aulas serão das 18h às 22h, entre os dias 10 de outubro e 7 de dezembro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Cursos no Campus Boa Vista Zona Oeste (159 vagas): Assistente Administrativo: 50 vagas Manicure e Pedicure: 40 vagas Maquiadora: 30 vagas Recepcionista: 39 vagas Cursos no Campus Boa Vista (250 vagas): Cerimonialista: 25 vagas Monitor de Atividades de Lazer: 30 vagas Operador de Computador: 50 vagas Salgadeiro: 80 vagas Masseiro: 40 vagas Agente de Projetos Sociais: 25 vagas Documentos para inscrição: Documento de identificação com foto; CPF; Comprovante de residência; Comprovante ou autodeclaração de escolaridade; Comprovante de CadÚnico; Perfil situacional exigido pelo edital; Os cursos são ofertados pelo Programa Mulheres Mil. A iniciativa busca promover inclusão social, autonomia e capacitação profissional de mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica. Segundo o IFRR, os cursos fortalecem a autonomia pessoal e financeira das participantes. Veja mais oportunidades em Roraima: Veja o que é novidade no quadro de oportunidades do Bom Dia Roraima Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Câncer de colo do útero: vacina muda vida de jovens e reduz quase 60% dos casos mesmo com vacinação abaixo do ideal

Publicado em: 30/09/2025 04:01

Prorrogada a vacinação contra HPV: adolescente de 15 a 19 anos podem tomar vacina do SUS Famoso por ser o mês em que a medicina celebra e reforça a importância da prevenção do câncer de mama no mundo inteiro, de alguns anos para cá, o Outubro Rosa passou a ser a marca também para a prevenção de outro tipo de câncer que atinge milhões de mulheres no mundo inteiro: o câncer de colo do útero. Por isso, começamos a semana, às vésperas do início de outubro, publicando um artigo auspicioso de cientistas brasileiros com um estudo que mostra a consolidação do sucesso da vacina contra o HPV na prevenção do câncer de colo de útero no país. Uma eficiência que se comprova em números cada vez mais consistentes, um ano antes de a vacina completar 20 anos de existência. Mas que ainda têm muito a melhorar, especialmente entre as camadas de baixa renda e por conta dos efeitos deletérios dos recentes movimentos antivacina que acometem o Brasil e o mundo. O câncer de colo do útero é uma doença evitável, mas ainda é o quarto câncer mais comum entre as mulheres, afetando principalmente a população de países de baixa e média renda. Por ser causado quase exclusivamente pelo vírus HPV (papilomavírus humano), a vacina contra o vírus é, também, contra este câncer. Vacina contra HPV reduziu câncer de colo do útero em quase 60% em mulheres jovens no país Adobe Stock A primeira vacina contra o HPV, aprovada em 2006, demonstrou grande sucesso na prevenção do câncer do colo do útero em países de alta renda, reduzindo em até 90% a incidência desse câncer. Apesar desse sucesso, o acesso à vacina ainda é bastante restrito em países pobres. Em 2023, enquanto 95% dos países ricos já contavam com programas nacionais de vacinação, essa proporção era apenas 45% dos países pobres. Entre eles, o Brasil, que oferece a vacina gratuitamente desde março de 2014. O programa brasileiro teve sucesso notável na ocasião do seu lançamento, com alta adesão e cobertura próxima de 100% para as meninas. No entanto, campanhas intensas de desinformação minaram a confiança pública, refletindo na queda da cobertura vacinal. Em 2022, apenas 75% das meninas e metade dos meninos foram vacinados contra HPV. A vacinação contra o HPV no Brasil tem como público prioritário meninas e meninos de 9 a 14 anos, que desde 2024 recebem apenas uma dose, considerada suficiente para garantir proteção. Em caráter excepcional, o Ministério da Saúde ampliou até dezembro de 2025 o acesso para adolescentes de 15 a 19 anos que não se vacinaram na idade indicada. Além disso, a vacina está disponível pelo SUS para homens e mulheres imunossuprimidos — como pessoas vivendo com HIV, transplantados e pacientes oncológicos — dos 9 aos 45 anos, bem como para vítimas de violência sexual entre 15 e 45 anos e usuários de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) contra o HIV que não completaram o esquema vacinal. A proteção é mais eficaz quando aplicada precocemente, entre 9 e 14 anos, e a imunização é a medida mais segura e efetiva para prevenir a infecção pelo HPV. O impacto da vacina em países de baixa renda Até agora, quase todas as evidências vinham de países ricos, em contextos muito diferentes em termos de acesso à saúde, prevalência de infecção pelo HPV e vulnerabilidades sociais. Recentemente, porém, novo estudo feito por um grupo de pesquisadores de que faço parte apresentou as primeiras evidências do impacto da inclusão da vacina contra HPV no Brasil. O estudo avaliou o impacto da vacinação após uma década de implementação no programa nacional de imunização, publicado na revista The Lancet Global Health. Para medir o efeito da vacinação contra HPV, analisamos os dados nacionais do Sistema Único de Saúde de mulheres com 20 a 24 anos, entre os anos de 2019 e 2023. Comparamos as taxas de câncer do grupo de mulheres que não era elegível para a vacina em 2014 (nascidas entre 1994 e 1998) com o grupo mais jovem, que foi totalmente elegível (nascidas entre 2001 e 2003). Nós avaliamos 1.318 casos de câncer de colo do útero e 2.132 casos de lesões que antecedem esse câncer (Neoplasia Intraepitelial Cervical grau 3: NIC3). Em comparação com o grupo não vacinado, o grupo elegível para vacinação apresentou uma redução de 58% nos casos de câncer de colo do útero e de 67% nos casos de NIC3. Para ter certeza de que a responsável pela redução dos casos de câncer de colo do útero era a vacina e de que outros fatores não teriam promovido essa queda, nosso grupo de pesquisadores usou dois controles importantes. Analisamos um grupo de mulheres que por pouco não foi elegível para a vacina (nascidas em 1999) e também comparamos taxas de câncer de mama nos grupos vacinados e não vacinados, já que a vacina contra HPV não afeta o risco de câncer de mama. Como esperado, as mulheres nascidas em 1999 não apresentaram redução quando comparadas ao grupo nascido entre 1994 e 1998. O grupo vacinado não mostrou redução no número de casos de câncer de mama. Essas análises garantem maior confiança na validade dos resultados que encontramos. Desafios no caminho para a eliminação Apesar dos resultados positivos do programa de vacinação contra o HPV, o país enfrenta desafios significativos para combater o movimento antivacina que ganhou força durante o período da pandemia. O Brasil também tem dificuldades para detectar precocemente o câncer do colo do útero. Os exames para prevenir esse câncer costumam ser feitos apenas quando a mulher procura ativamente o posto de saúde, faltando programas organizados de rastreamento. Isso leva a uma subnotificação de lesões pré-cancerosas, especialmente entre mulheres jovens e de grupos socioeconômicos desfavorecidos. (A pesquisa nacional em Saúde de 2019 revelou que, embora 81% das mulheres brasileiras relatassem ter feito o rastreamento, as taxas variavam de 94% nos grupos de alta renda para apenas 73% nos de baixa renda. É necessário aprimorar o sistema de saúde, facilitando o acesso ao rastreamento para populações vulneráveis e campanhas de conscientização da população e dos profissionais de saúde. Os resultados encontrados confirmam que a vacina contra o HPV é uma ferramenta eficaz no combate ao câncer de colo do útero, evidenciando o impacto positivo do programa brasileiro na redução da doença em mulheres jovens. Essa base científica fortalece as políticas de saúde pública ao demonstrar seus benefícios para a saúde individual e coletiva. A vacinação é um direito da criança e uma medida essencial de proteção à saúde. Vacinar os filhos é mais do que um dever legal e envolve a responsabilidade por outra vida. Porém, essa obrigação precisa vir acompanhada de iniciativas de educação em saúde e de combate à desinformação. É fundamental investir em informação e conscientização para que as famílias compreendam os benefícios da imunização. A eliminação do câncer de colo do útero depende da união entre ciência, informação de qualidade, políticas públicas firmes para combater a desinformação e compromisso coletivo com a saúde, garantindo acesso universal tanto à vacinação quanto ao rastreamento. Nossa pesquisa faz parte do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Saúde Digital (INCT DigiSaúde, apoiado pelo CNPq Thiago Cerqueira-Silva recebe financiamento da Royal Society Manoel Barral-Netto recebe financiamento da FAPESB, CNPq e da Rockefeller Foundation. Viviane Boaventura é bolsista do CNPq

Palavras-chave: tecnologiavulnerabilidade

Com apoio da Globo, FGV premia iniciativas que promovem responsabilidade social e desenvolvimento sustentável

Publicado em: 29/09/2025 21:04

Fundação Getúlio Vargas, com o apoio da Globo, premia iniciativas que promovem a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável A Fundação Getúlio Vargas, com o apoio da Globo, premiou nesta segunda-feira (29) iniciativas que promovem a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável. Um debate para todos e pelo bem de todos. Responsabilidade social é o compromisso de promover ações que beneficiem a sociedade e o meio ambiente. Essas práticas em prol do desenvolvimento sustentável são o ponto central do quarto Seminário de Responsabilidade Social, promovido pela FGV Conhecimento, em parceria com a Globo, a Aegea e o Instituto Iter. O diretor-presidente da Globo, Paulo Marinho, participou da abertura, nesta segunda-feira (29) de manhã. “Iniciativas como essa são importantes para que a gente possa realmente impulsionar a agenda de responsabilidade social, uma vez que temos tantas mazelas, tantas desigualdades aqui no país. Fico feliz de ver esse ano a questão climática em pauta, a gente tendo a COP pela frente. Muitas discussões em torno da COP. Mas o Brasil, certamente, tem um potencial enorme em relação ao tema. Quando a gente olha inclusive economicamente, todas as oportunidades em torno do desenvolvimento sustentável, da economia verde”, diz Paulo Marinho, diretor-presidente da Globo. Paulo Marinho, diretor-presidente da Globo Jornal Nacional/ Reprodução Os painéis falaram sobre o papel do terceiro setor no enfrentamento da emergência climática e sobre o novo Plano Nacional de Educação, que estabelece metas para melhorar a qualidade do ensino até 2034. Além dos debates, o seminário reconhece e premia iniciativas que promovem inclusão e mais qualidade de vida para pessoas em situação de vulnerabilidade. O prêmio teve 970 inscritos de todo o país. Projetos nas áreas de saúde, educação, cultura e meio ambiente. É mais do que o triplo das inscrições recebidas em 2024, revelou o coordenador do Fórum de Responsabilidade Social, ministro André Mendonça, do STF - Supremo Tribunal Federal. “Significa que tem muita gente trabalhando e levando solidariedade, levando esperança a tantos que precisam. E a nossa esperança é que novos adiram a essas práticas, e as práticas já existentes se consolidem e consigam ainda alcançar mais pessoas”, afirma o ministro do STF André Mendonça. Com apoio da Globo, FGV premia iniciativas que promovem responsabilidade social e desenvolvimento sustentável Jornal Nacional/ Reprodução Três projetos foram premiados nesta segunda-feira (29). A ONG Habitat Brasil já fez melhorias em mais de 20 mil habitações precárias em todas as regiões do país. O projeto Ponte para o Futuro, do Instituto Ponte, oferece desenvolvimento e profissionalização para jovens vulneráveis. Hoje, tem mais de 450 alunos. O grande vencedor, que faturou o prêmio de R$ 50 mil, foi o projeto Rota Solidária, da Associação Prato Cheio. Além de distribuir pratos de comida, combate o desperdício. “São 33 mil refeições semanais, e a gente trabalha nesses dois lados: atendendo as pessoas que estão em situação de fome, de vulnerabilidade, e o outro lado evitando o desperdício, que é muito sério no nosso país”, diz o economista Walter Belik, presidente voluntário da Associação Prato Cheio.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Seminário na FGV debate soluções contra as mudanças climáticas

Publicado em: 29/09/2025 19:51

FGV realiza o IV Seminário de Responsabilidade Social no Rio O IV Seminário Responsabilidade Social, na Fundação Getúlio Vargas, discutiu nesta segunda-feira (29) como instituições, empresários e a sociedade civil podem se mobilizar para enfrentar as mudanças no clima. O primeiro painel discutiu o papel do terceiro setor no enfrentamento da emergência climática. O promotor de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro e professor da FGV Tiago Veras destacou a necessidade de união de esforços para minimizar os impactos. “A partir do momento em que você une a evidência científica, o ordenamento jurídico, ouvindo a população que está na linha de frente e recebe o impacto dessas mudanças do clima, a gente consegue trazer legitimidade para essas possíveis soluções, principalmente relacionadas à mitigação e à adaptação do clima”, disse Veras O evento é uma parceria da FGV com com a Globo, a Aegea e o Instituto Iter. O diretor-presidente da Globo, Paulo Marinho, destacou na abertura a importância da agenda. "A gente, principalmente, tem o foco histórico orientado para o social, para a educação, porque nós acreditamos que educação é o principal vetor de transformação da sociedade, e questões ambientais também", disse Marinho. O fórum foi coordenado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. "Nossa esperança é que novo adiram a essas práticas, e as práticas, já existentes, elas se consolidem e consigam alcançar mais pessoas", afirmou o ministro. O segundo painel debateu o Plano Nacional de Educação e os desafios para os próximos dez anos. “Se a gente quer ser de fato um país mais desenvolvido, mais justo e mais próspero. Então, a questão da qualidade e especificamente da aprendizagem são os grandes desafios que o Brasil precisa enfrentar nos próximos anos”, afirmou o diretor-executivo do Todos pela Educação, Olavo Nogueira Filho. O evento seguirá até terça com mais painéis, a partir das 8h. Entre os temas, estão leis de incentivo e empregabilidade de mulheres em vulnerabilidade social. Para participar, é preciso se cadastrar. Todos os painéis são gratuitos. Premiações O seminário também premiou iniciativas de inclusão e melhoria da qualidade de vida de pessoas em vulnerabilidade. O Rota Solidária, que distribui comida e evita o desperdício de alimentos, conquistou o primeiro lugar e levou R$ 50 mil. Do Rio, o Geden, grupo de resgatistas que atua em desastres naturais em Petrópolis, também participou. Cavalo resgatado pelo Geden após despencar de ribanceira em Petrópolis Geden

Palavras-chave: vulnerabilidade

Casal é preso suspeito de matar homem em situação de rua em Feira de Santana

Publicado em: 29/09/2025 18:20

Casal é preso suspeito de matar homem em situação de rua em Feira de Santana PC-BA Um casal foi preso na manhã desta segunda-feira (29), suspeito de envolvimento na morte de um homem em situação de rua, em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia. O crime aconteceu no dia 22 de junho deste ano, no bairro Baraúnas. A vítima foi identificada como Miguel Cruz de Oliveira, de 39 anos. Segundo informações da Polícia Civil (PC), Miguel vivia em extrema vulnerabilidade social. Ele foi morto com três disparos de pistola calibre .40, dias antes dos festejos de São João. Os suspeitos, um homem de 55 anos e uma mulher de 51, estavam foragidos e foram identificados a partir do veículo utilizado no crime e da análise de imagens de câmeras de segurança. A polícia informou que os registros mostram o casal perseguindo a vítima, de carro, pelas ruas e o momento exato em que o homem para o veículo, saca a pistola e executa Miguel na esquina. Ele morreu no local. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência dos suspeitos, os policiais encontraram uma fotografia em que o homem aparece segurando uma pistola compatível com a arma utilizada no homicídio. Miguel Cruz de Oliveira foi morto a tiros Redes Sociais Ainda de acordo com a polícia, a motivação do crime estaria relacionada a uma tentativa de “extermínio” de moradores de rua e usuários de crack que circulavam na região, sob a justificativa de que cometiam pequenos furtos e causavam perturbações. Informações apontam que Miguel teria invadido um imóvel em construção pertencente ao casal dias antes do crime. O casal foi preso e encaminhado ao Presídio Regional de Feira de Santana, onde permanece custodiado à disposição da Justiça. Ambos devem passar por audiência de custódia na próxima sexta-feira (3). A prisão foi efetivada por meio da Delegacia de Homicídios (DH) de Feira de Santana. LEIA MAIS: Homem é preso suspeito de ameaçar supervisor de empresa e agredir policiais militares na Bahia Homem é preso suspeito de tentar matar a própria mãe no interior da Bahia Suspeito de sequestrar e matar homem na zona rural de Feira de Santana é preso; vítima foi encontrada dentro de carro Homem suspeito pela morte de ciganos na Bahia é preso em Alagoas Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻

Palavras-chave: vulnerabilidade

Padre é indiciado por crimes sexuais contra dez vítimas em Cascavel

Publicado em: 29/09/2025 13:51

Padre é indiciado por crimes sexuais contra dez pessoas A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava o padre Genivaldo de Oliveira, de Cascavel, no oeste do Paraná, suspeito de estupro de vulnerável. Segundo a investigação, dez vítimas foram identificadas, incluindo uma criança de 12 anos na época dos fatos. De acordo com o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), o padre foi indiciado por tráfico de drogas, curandeirismo, assédio sexual, importunação sexual, violação sexual mediante fraude e violação sexual de vulnerável. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp A delegada responsável pelo caso, Thaís Zanatta, afirmou que os crimes ocorreram entre 2009 e 2025, sendo o mais recente há cerca de dois meses. “Foram identificadas dez vítimas, dentre elas, a menor na época dos fatos contava com apenas 12 anos”, disse a delegada. A polícia apurou ainda que o religioso oferecia drogas às vítimas e atuava como terapeuta sem formação profissional. Também foi reconhecida a agravante de violação de dever religioso, uma vez que os crimes ocorreram enquanto o suspeito exercia o ministério sacerdotal. Com base nas acusações, a soma das penas pode ultrapassar 150 anos de prisão, segundo a polícia. O padre está preso desde o dia 24 de agosto. Ele foi encaminhado ao Complexo Médico Penal de Curitiba no dia 15 de setembro. A defesa informou que aguarda a manifestação do Ministério Público e que pretende apresentar provas para contestar o indiciamento. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário, que deve analisar o caso e decidir sobre a ação penal. Por envolver vítimas de abuso e menores de idade, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre as circunstâncias dos crimes nem a identidade dos envolvidos. Genivaldo é padre há 12 anos Arquivo pessoal Arquidiocese também investiga A Arquidiocese de Cascavel informou que o processo canônico também está em fase final. Segundo nota, o Tribunal Eclesiástico deve encerrar nesta semana a oitiva das últimas testemunhas. Depois, o processo será encaminhado ao Dicastério para a Doutrina da Fé, no Vaticano, para análise. Leia também: Feminicídio: Marido que simulou assalto para matar esposa: o que se sabe sobre o caso Mega-Sena: 11 apostas do Paraná acertam cinco números e levam prêmios Acidente: Mãe e filho morrem atropelados ao tentar atravessar BR-376 para pegar carona, em Ponta Grossa Relembre o caso Padre foi preso na manhã de domingo (24), em Cascavel. Polícia Civil (PC-PR) Genivaldo Oliveira dos Santos é investigado por ser suspeito de praticar abusos sexuais. Entre as vítimas apontadas pela polícia até o momento estão jovens da comunidade católica e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Ele foi preso por policiais do Nucria, que também cumpriram um mandado de busca de apreensão na casa do padre. Segundo a polícia, ele está sendo investigado desde o dia 16 de junho deste ano. Segundo a polícia, a prisão temporária do padre foi decretada porque ele estava tentando entrar em contato de forma insistente com vítimas e testemunhas. Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Oeste e Sudoeste.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Mulher é presa por agredir filha de 4 anos em MG e diz que ato fazia parte de ritual religioso

Publicado em: 29/09/2025 10:53

Em um dos cômodos da casa, militares encontraram velas e doces usados em práticas religiosas Polícia Militar/Divulgação Uma mulher de 21 anos foi presa suspeita de agredir a filha, de 4 anos, em Curral de Dentro, no Norte de Minas, durante um suposto ritual religioso. O Conselho Tutelar recebeu uma denúncia sobre as agressões e ao chegar à casa da família, as conselheiras foram ameaçadas pela mulher com pedaços de madeira e um facão. Diante da situação, elas deixaram o local e acionaram a Polícia Militar. A guarnição encontrou a suspeita escondida dentro da casa, próxima ao facão. Ao perceber a presença dos policiais, ela inicialmente obedeceu à ordem de se afastar da arma, mas tentou retomá-la, sendo necessário o uso de arma de incapacitação neuromuscular (taser) para contê-la. Em seguida, a mulher foi algemada. 📲Clique aqui para seguir o canal do g1 Grande Minas no WhatsApp Casa apresentava cenário de vulnerabilidade Montagem/g1 Segundo a PM, a casa apresentava cenário de vulnerabilidade, com ausência de alimentos, sujeira e desorganização. Em um cômodo, os militares encontraram velas e doces usados em práticas religiosas. Ao ser questionada, a mulher disse que era umbandista e as agressões faziam parte de um ritual em homenagem à entidade Cosme e Damião. Ela foi presa em flagrante e levada para a delegacia de Polícia Civil, onde teve a prisão ratificada e foi conduzida ao presídio de Taiobeiras. Mulher ameaçou conselheiras com um facão, segundo a PM Polícia Militar/Divulgação A criança apresentava pequenas lesões no braço e na perna e recebeu atendimento médico no Hospital Santo Antônio, em Taiobeiras. Ela ficou sob os cuidados da avó. Segundo a PM, a mulher já tinha passagem por violência doméstica contra a própria mãe. O crime foi cometido em Betim em 2024. VEJA TAMBÉM Violência e abuso sexual infantil: saiba como denunciar Vídeos do Norte, Centro e Noroeste de MG Veja mais notícias da região em g1 Grande Minas.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Suspensão de novas outorgas e restrições de uso da água atingem cidades do Alto Tietê

Publicado em: 29/09/2025 10:04

Escassez hídrica é declarada em bacias que abastece o Alto Tietê 💧 No Alto Tietê, as cidades de Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano serão afetadas pela suspensão da emissão de novas outorgas, que é o direito de uso da água. A medida foi adotada pela SP Águas para enfrentar a escassez hídrica. Na região, apenas Guararema e Santa Isabel não devem ser impactadas. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp A decisão foi tomada pelo Conselho Diretor da SP Águas, com a aprovação Deliberação nº 10/2025, que institui o Protocolo de Escassez Hídrica, e declarou situação de escassez em duas bacias estratégicas para o abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP): a bacia do Alto Tietê, que concentra a maior parte dos sistemas produtores da RMSP, e a porção paulista da bacia do Rio Piracicaba, cuja cabeceira integra o Sistema Cantareira, maior sistema produtor do estado. Segundo a diretora-presidente da SP Águas, Camila Rocha Cunha Viana, a medida se soma às ações já adotadas para reduzir a retirada de água dos reservatórios. “É importante colocar que essa medida vem se somar a todas as outras que já estão sendo adotadas para reduzir as retiradas dos reservatórios até que a gente tenha uma recomposição com o aumento do volume de chuvas. Nesse momento, a determinação é que a gente tenha a suspensão de novas outorgas. O que é isso? A outorga é o direito de uso da água, de uso do recurso hídrico", explicou. O protocolo, inédito no estado, estabelece critérios técnicos e medidas proporcionais para enfrentar períodos críticos de escassez, garantindo que o abastecimento humano e a dessedentação animal tenham prioridade. Entre as ações imediatas estão a priorização de processos de concessão de outorgas emergenciais e sazonais para usos essenciais e a suspensão de novas outorgas para usos não prioritários. “Como a gente tem uma constatação de uma situação de escassez hídrica prolongada, considerando os últimos meses com chuvas abaixo da média, é uma medida de prevenção, de contingência. Nesse momento, novos requerimentos, a análise de novos requerimentos, está suspensa", disse Camila. O estudo que embasou a declaração considerou séries históricas de chuvas e afluências, projeções climáticas e volumes dos reservatórios, além das regras de operação e outorgas vigentes. Também avaliou a vulnerabilidade hídrica nas dimensões de exposição, sensibilidade e capacidade de resposta institucional. “Quando fala de outorga, temos vários setores usuários: o setor de abastecimento, onde já estão sendo adotadas medidas pela Arsesp junto com a Sabesp, como redução de captação nos reservatórios com a gestão de demanda noturna; e os setores não prioritários, como agricultura, indústria, comércio e serviços. Para esses setores, não há impacto imediato sobre as outorgas vigentes. O impacto imediato é a suspensão de novos requerimentos, ou seja, novos atos de direito de uso da água", completou a diretora-presidente. O Protocolo de Escassez Hídrica será aplicado inicialmente como experimento regulatório por 24 meses, organizando a atuação da agência em cinco estágios de disponibilidade hídrica — normalidade, atenção, alerta, crítico e emergência. Cada estágio prevê medidas proporcionais, que vão da intensificação do monitoramento até ajustes temporários de outorgas, sempre garantindo a prioridade estabelecida pela legislação. O protocolo foi construído de forma participativa, com base na Consulta Pública nº 03/2025, que recebeu 106 manifestações de diversos setores, garantindo maior transparência, segurança jurídica e legitimidade social às regras. As deliberações completas estão disponíveis no site da SP Águas. Represa de Taiaçupeba faz parte da Bacia do Alto Tietê Larissa Rodrigues/g1 Assista a mais notícias do Alto Tietê

Palavras-chave: vulnerabilidade