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Mega-aulão solidário da Univasf para o Enem será realizado nesta quinta-feira em Petrolina

Publicado em: 05/11/2025 15:58

Mega-aulão solidário da Univasf para o Enem será realizado nesta quinta-feira (6), em Petrolina. Fernando Brito/G1/Arquivo Nesta quinta-feira (6), estudantes de Petrolina, no sertão de Pernambuco, e cidades vizinhas, que estão se preparando para as provas do Enem, vão poder participar do “Mega-aulão solidário Univasf 2025”, que será realizado pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em parceria com o cursinho Paulo Freire, no cineteatro da sede da instituição, a partir das 18h. A entrada no aulão é gratuita, porém a organização do evento pede apenas a doação de 1kg de alimento não perecível, que será destinado a famílias em situação de vulnerabilidade. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça “Nosso objetivo é democratizar o acesso à educação de qualidade e ao mesmo tempo promover a solidariedade. A preparação é intensa, mas a troca de conhecimento e o espírito coletivo fazem toda a diferença”, diz o professor Sílvio Alan, idealizador do evento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Durante o evento, os estudantes vão poder tirar dúvidas com professores especialistas em preparação para o Enem. A programação contempla todas as áreas cobradas no exame: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e redação. O evento promete um ambiente dinâmico e motivador, com revisões rápidas, dicas estratégicas e resolução de questões no estilo Enem. Os interessados devem se inscrever de forma online (clique aqui). Após o cadastro, o participante receberá um código de acesso por e-mail, que deve ser apresentado impresso ou no celular junto ao documento de identificação. Entre os nomes confirmados estão: Ricardo Carvalho, coordenador pedagógico; Alisson, professor de linguagens; Leiliane Aline, de redação; Diedson, de história; Dantas, de matemática; Anderson Leineker, de geografia; Seu Lu, de química; Zezinho, de física; Ruy Nogueira, de biologia; Maura, de química.

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Exposição no Amapá arrecada mais de 600 kg de alimentos para famílias em vulnerabilidade

Publicado em: 05/11/2025 15:06

Exposição reúne obras de artistas plásticos e audiovisuais em Macapá Durante o mês de novembro, artistas plásticas se reuniram em uma exposição realizada em Santana, visando arrecadar alimentos para serem distribuídos às instituições de caridade do Estado. Dentre um dos momentos realizados na exposição, destaca-se o 2º Chá Rosa, idealizado pela vereadora Ithiara Madureira, que reuniu mais de 250 mulheres e arrecadou 603 quilos de alimentos não perecíveis, que serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social no município. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça   LEIA TAMBÉM: Amapá lidera uniões consensuais no Brasil; 269 menores vivem em união conjugal no estado Motorista bate em três carros e foge caminhando tranquilamente na Zona Sul de Macapá Sobre a exposição itinerante A exposição "Visibilidade Feminina com Propósito" reuniu obras de mulheres artistas, incluindo pinturas e fotografias, visando promover a conscientização sobre a prevenção ao câncer de mama e valorizar a presença feminina na arte e na sociedade. A mostra, que também integrou a programação do Chá Rosa, destacou o protagonismo das participantes ao dar visibilidade às suas trajetórias e expressões criativas, reforçando a importância do cuidado com a saúde e do empoderamento feminino por meio da arte. Participaram da programação as artistas: Adriane Correa, Débora Almeida, Graça Andritson, Lídia Mota, Luisa Mota, Luzia Mota, Nani Rodrigues, Tina Mota e Tucka Araújo. Artistas plásticas que participaram da programação do Chá Rosa em Santana Divulgação Chá Rosa reuniu mulheres durante programação em Santana Divulgação Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

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Presidência da COP30 lança plano de US$ 1,3 trilhão anuais que pode ajudar países na luta contra crise do clima

Publicado em: 05/11/2025 15:00

Quem decide o que entra (e o que sai) do texto final da COP? As presidências da COP29 (Azerbaijão) e da COP30 (Brasil) apresentaram oficialmente nesta quarta-feira (5), em Belém, no Pará, um ambicioso plano de ação que pretende mobilizar pelo menos 1,3 trilhão de dólares por ano até 2035 em financiamento climático, com prioridade para os países em desenvolvimento. A proposta, chamada de Roteiro de Baku a Belém, foi construída de forma conjunta pelas duas presidências e busca dar continuidade aos compromissos firmados na conferência anterior da ONU sobre o clima. O documento, contudo, não tem o status de um acordo internacional nem será objeto de negociação direta entre os países. 📝ENTENDA: O Roteiro foi concebido como um guia político e técnico para orientar os próximos passos do financiamento climático global e indica caminhos práticos para transformar promessas e metas em fluxos reais de recursos. A intenção é oferecer uma base de entendimento comum sobre como ampliar a escala e a previsibilidade dos investimentos em adaptação (ajustes para conviver com os impactos já inevitáveis das mudanças climáticas, como secas e enchentes), mitigação (redução das emissões de gases do efeito estufa para evitar que o problema piore) e transição energética (substituição gradual dos combustíveis fósseis por fontes limpas e renováveis) em nações de renda média e baixa. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “O Roteiro de Baku a Belém é um plano de ação baseado no marco de financiamento alcançado na COP29 e que agora leva esse impulso para a COP30”, explicou Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção do Clima da ONU. “No centro, trata-se de transformar compromissos em ação prática, inclusiva e eficaz, capaz de entregar resultados reais que protejam vidas e fortaleçam economias.” De forma geral, a iniciativa busca dar uma resposta à cobrança por avanços concretos diante do ritmo lento das negociações sobre o novo objetivo global de financiamento climático, que deverá substituir a meta atual de US$ 100 bilhões por ano, estabelecida em 2009. "Este é o ponto de partida", afirmou Mukhtar Babayev, presidente da COP29, numa coletiva de imprensa nesta tarde. "Ao longo de 2026, continuaremos a trabalhar com a presidência da COP30 para manter diálogos sobre como avançar nas frentes de ação do roteiro". 🌍ENTENDA: Os países em desenvolvimento dizem precisar de US$ 3,4 trilhões até 2030 para cumprir suas metas climáticas e se adaptar a eventos extremos. Mas o valor realmente recebido até então foi de apenas US$ 60,8 bilhões, menos de 2% do necessário. Por isso, o plano das presidências da COP29 e da COP30 se baseia no chamado “Objetivo de Financiamento de Baku”, que estabeleceu uma nova meta coletiva: chegar a pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano até 2035. Desse total, US$ 300 bilhões foram fixados como o piso mínimo obrigatório para os países desenvolvidos, enquanto o restante deverá vir de fontes públicas e privadas, bilaterais e multilaterais, com prioridade para recursos não reembolsáveis e instrumentos que não aumentem o endividamento dos países mais pobres. 💡RELEMBRE: A COP29, em Baku, terminou com um acordo considerado tímido por países em desenvolvimento. A expectativa era desses US$ 1,3 trilhão por ano, mas o texto final confirmou apenas esses US$ 300 bilhões até 2035, sem garantias de que o valor viria de fundos públicos. O Roteiro de Baku a Belém foi criado justamente para preencher essa lacuna e oferecer um caminho concreto até a COP30. “Temos muitas coisas que precisamos aprovar na COP e negociar. Acho que tanto eu quanto Babayev estamos muito satisfeitos por termos cumprido o que foi solicitado na decisão. E não há prioridade alguma em que isso seja aprovado, reconhecido ou qualquer coisa do tipo pela COP”, afirmou o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30. Lago destacou ainda que o texto é resultado de uma ampla consulta e deve permanecer como um “documento vivo”, sujeito a atualizações conforme novas propostas (entenda mais abaixo). Para a especialistas, contudo, o principal desafio após o lançamento do Roteiro Baku–Belém agora será saber se os países vão, de fato, endossar o plano na COP30 e se haverá um sistema sólido para acompanhar sua execução. "Se falharmos em mobilizar US$ 1,3 trilhão anuais e transformar compromissos em investimentos reais, estaremos condenando milhões de pessoas à insegurança, à vulnerabilidade e ao retrocesso", avalia Karen Silverwood-Cope, diretora de Clima, Economia e Finanças do WRI Brasil. "Por outro lado, se atuarmos com ambição e urgência, podemos construir um sistema global que combine desenvolvimento, adaptação e justiça climática – e transformar risco em investimento, vulnerabilidade em resiliência". André Corrêa do Lago, presidente da COP30, fala durante conferência regional sobre ação climática, na Cidade do México, em 26 de agosto de 2025. Yuri Cortez/AFP O que prevê o Roteiro? Diferentemente do que foi apresentado em junho, em Bonn (Alemanha), quando o Brasil mostrou pela primeira vez a base técnica do plano durante as reuniões intermediárias da ONU, o texto divulgado agora já reflete as contribuições recebidas nos últimos meses e traz recomendações concretas das duas presidências sobre como alcançar o volume de US$ 1,3 trilhão anuais. "Pela primeira vez, mais de 200 governos, bancos, empresas e comunidades uniram forças para delinear soluções viáveis ​​para a mobilização de financiamento climático", acrescentou Stiell. "O Roteiro mostra como, trabalhando juntos, podemos ampliar o financiamento climático para US$ 1,3 trilhão por ano até 2035, ajudando os países em desenvolvimento a atingirem suas metas climáticas." ➡️ O plano está dividido em cinco grandes frentes de ação: os chamados “5Rs”. O primeiro eixo, Reforçar, defende o aumento das doações e dos financiamentos a juros baixos. A meta é triplicar até 2030 os recursos dos principais fundos multilaterais, criando novas fontes de receita, como taxas sobre setores poluentes, uso de parte das receitas de carbono e realocação de direitos especiais de saque (DES) do Fundo Monetário Internacional para países em desenvolvimento. O segundo pilar, Reequilibrar, trata de aliviar o peso das dívidas que sufocam nações pobres e limitam investimentos verdes. O texto sugere medidas como trocas de dívida por natureza, inclusão de cláusulas de resiliência em contratos e apoio técnico coordenado por bancos multilaterais e pelo FMI para abrir espaço fiscal sem frear o crescimento. O eixo Redirecionar mira o setor privado. A proposta é reduzir riscos e custos por meio de garantias, seguros e mecanismos de proteção cambial que ajudem a atrair investimentos para áreas que ainda têm pouca participação de capital privado, como adaptação climática e infraestrutura sustentável. Já o quarto pilar, Reestruturar, propõe fortalecer a governança interna dos países. A recomendação é integrar o tema climático aos orçamentos nacionais, ampliar o papel dos bancos públicos de desenvolvimento e criar plataformas que conectem projetos locais a investidores internacionais. Por fim, o eixo Reconfigurar defende uma atualização das regras do sistema financeiro. O objetivo é deixar o mercado mais transparente e preparado para lidar com os riscos do clima, com práticas como testes de resiliência climática, revisão de critérios de avaliação de risco e criação de padrões claros para identificar o que realmente é investimento verde. a COP 30 e nosso futuro “O roteiro Baku–Belém representa mais do que um plano ambicioso: é uma chamada para a criação de uma nova arquitetura de financiamento climático global", acrescenta Silverwood-Cope. "Uma arquitetura que reconheça que a mudança do clima é um problema de desenvolvimento e que canalize recursos com escala, transparência e equidade para onde mais se precisa". Para a especialista, o sucesso do plano vai depender da capacidade de transformar promessas em ações concretas e de garantir transparência no processo. A especialista lembrou ainda que parte essencial do financiamento climático virá de dentro dos próprios países e que isso exige reformas fiscais e tributárias capazes de sustentar essa transição. "Se falharmos em mobilizar US$ 1,3 trilhão anuais e transformar compromissos em investimentos reais, estaremos condenando milhões de pessoas à insegurança, à vulnerabilidade e ao retrocesso. Por outro lado, se atuarmos com ambição e urgência, podemos construir um sistema global que combine desenvolvimento, adaptação e justiça climática – e transformar risco em investimento, vulnerabilidade em resiliência". Mukhtar Babayev discursa na abertura da COP29, em Baku. Maxim Shemetov/Reuters Resultados esperados Além dos cinco pilares principais, o texto destaca outras áreas que precisam de ação imediata. A primeira é adaptação e perdas e danos, que o plano propõe enxergar não apenas como defesa contra desastres, mas também como oportunidade de melhorar a qualidade de vida e fortalecer comunidades diante das mudanças já em curso. Na área de energia limpa, o Roteiro defende políticas para reduzir o custo dos investimentos e acelerar a transição energética. Como mostrou o g1, a transição energética é um dos grandes temas da COP30. O termo resume um dos maiores desafios globais das próximas décadas: substituir as fontes de energia que emitem gases de efeito estufa por alternativas mais limpas e sustentáveis. Na prática, significa trocar os combustíveis fósseis (como petróleo, carvão e gás natural) por fontes renováveis, como a energia solar, eólica, elétrica e hidrelétrica. Por isso, o texto cita que uma queda de apenas um ponto percentual nos juros de projetos de energia renovável poderia economizar cerca de US$ 140 bilhões por ano em pagamentos de juros, tornando a energia limpa mais acessível e competitiva. Como funcionam as discussões da COP, a conferência do clima da ONU Em agricultura e sistemas alimentares, o plano recomenda combinar crédito rural, empréstimos com juros reduzidos e incentivos específicos para fortalecer agricultores familiares e comunidades vulneráveis. A meta é construir uma agricultura mais resiliente e de baixo carbono, que una segurança alimentar e proteção ambiental. Já nas transições justas, o Roteiro enfatiza que as mudanças econômicas e energéticas só terão sucesso se forem também sociais. O texto pede atenção especial a trabalhadores, mulheres, povos indígenas e comunidades locais, com apoio de fundos específicos para evitar que a transição aumente desigualdades. “O financiamento climático é tanto um seguro para o planeta quanto um bom investimento em um futuro comum, seguro e sustentável, que gera empregos, inovação, resiliência e confiança renovada no multilateralismo”, afirma o documento. LEIA TAMBÉM: 'Empresas como a Petrobras têm que deixar de ser apenas de exploração de petróleo', diz Marina Silva Comitiva da ONU inspeciona locais da COP 30 e aprova planos de segurança, mobilidade e saúde 'O que aprendi ao viver um ano sozinho com um gato em uma ilha remota' Uma vista do local onde aconteceu a COP29, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, em Baku, Azerbaijão, em 22 de novembro de 2024. REUTERS/Murad Sezer Próximos passos Segundo o documento, o avanço do plano será monitorado nos próximos balanços globais do clima, previstos para 2027 e 2028, e também nas reuniões ministeriais de finanças climáticas de 2027 e 2029. Até lá, as presidências da COP29 e da COP30 planejam criar um grupo independente de especialistas encarregado de detalhar as rotas de financiamento necessárias para atingir a meta de US$ 1,3 trilhão anuais até 2035. O grupo deve apresentar seu primeiro relatório até outubro de 2026, indicando as principais fontes de recursos, os gargalos e as reformas que podem ser feitas para destravar o fluxo de capital para os países em desenvolvimento. O texto também propõe uma série de ações práticas para os próximos anos. Entre elas estão novos relatórios de bancos multilaterais e fundos climáticos, que deverão mostrar de forma mais transparente onde e como o dinheiro está sendo aplicado, e estudos sobre trocas de dívida por natureza, que poderiam ajudar na redução do endividamento de países vulneráveis em troca de compromissos ambientais. Outra frente importante é a criação de mecanismos de seguro mais acessíveis e robustos para enfrentar desastres climáticos, com apoio de organizações como o Fórum de Desenvolvimento de Seguros e o grupo das 20 economias mais vulneráveis (V20), que inclui países como Afeganistão, Bangladesh, Barbados, Butão, Costa Rica, Tuvalu, Vanuatu e Vietnã. A ideia é garantir que esses países mais afetados tenham financiamento antecipado para responder a emergências, sem depender exclusivamente de uma ajuda internacional posterior. O Roteiro também convoca as 100 maiores empresas e investidores institucionais do mundo a publicarem relatórios anuais mostrando como estão contribuindo para a implementação das metas nacionais e planos de adaptação climática. Centro de Convenções e Exposições Hangar da COP30 PABLO PORCIUNCULA/AFP LEIA TAMBÉM: Quem decide o que entra (e o que sai) do texto final da COP? Cientistas usam esperma fluorescente e revelam que as fêmeas controlam o ato sexual entre os mosquitos O mistério dos cães azuis de Chernobyl Qual é o papel da China na crise climática?

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Mais de 40 mil infâncias interrompidas: o desafio de reconstruir vidas após a violência em MT

Publicado em: 05/11/2025 14:51

Mato Grosso tem 33 leis voltadas à proteção de crianças e adolescentes vítimas de crimes Nem sempre os desenhos das crianças são coloridos, e, muitas vezes, os sonhos dos adolescentes perdem o brilho quando faltam cuidado e proteção. Em Mato Grosso, entre 2020 e 2024, foram registrados mais de 46,3 mil ocorrências policiais envolvendo vítimas menores de 18 anos, segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT). Nessa reportagem você vai ver: Quantidade de casos de violência cometidos contra menores Ações e estratégias de combate aos abusos A importância do acolhimento e da proteção Sinais de que uma criança pode estar sofrendo maus-tratos O passo a passo da investigação dos casos Leis que garantem os direitos das crianças e adolescentes A criação de leis fortalece a proteção de crianças e adolescentes em diferentes áreas Reprodução / redes sociais Nos últimos 35 anos, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) criou 33 leis, sendo 70% voltadas à prevenção da violência contra crianças e adolescentes e os outros 30% tratam de ações efetivas, com medidas concretas para garantir os direitos dos menores e fortalecer a política de proteção integral, como mostra o gráfico abaixo: Entre as leis aprovadas que preveem ações efetivas de proteção a crianças vítimas de violência, algumas se destacam pelo atendimento médico prioritário em ambiente reservado, a garantia de prioridade na matrícula escolar para filhos de mulheres em situação de violência doméstica e a aplicação de sanções administrativas a estabelecimentos envolvidos em casos de exploração sexual infantil. Alguns outros exemplos são: Leis de proteção à crianças e adolescentes Fonte: ALMT Essas leis fortalecem a proteção desse público em diferentes áreas, incluindo prevenção à violência e à exploração sexual (confira no fim da reportagem todas as leis aprovadas em defesa de crianças e adolescentes no estado). 📈Alta nos casos de violência Apesar dos avanços legislativos e das políticas públicas voltadas à infância e à adolescência, os números mostram que a situação ainda é alarmante em Mato Grosso. Entre 2020 e 2024, o registro de ocorrências envolvendo menores de idade aumentou de 7.930 para 10.594 casos, um crescimento de 33,59% quando comparado os números registrados nesse período. Além dos dados, especialistas alertam para sinais silenciosos que muitas vezes passam despercebidos dentro de casa e nas escolas. A psicóloga Vanessa Clementino Furtado explica que mudanças repentinas de humor podem ser indícios de que algo está errado. Quando a criança sofre violência, ela, de repente, começa a ficar mais agressiva e agitada. Mas tudo isso também é um comportamento de medo e insegurança, que pode se manifestar por diversas outras razões. Por isso, é muito importante uma avaliação psicológica Esse cenário evidencia que, mesmo com leis e programas de proteção em vigor, muitas crianças e adolescentes ainda permanecem vulneráveis à violência, ao abuso e à negligência. A persistência desses casos revela desafios estruturais que precisam ser superados para garantir segurança, acolhimento e o pleno exercício dos direitos de todos. As estatísticas englobam diferentes tipos de crimes: desde agressões físicas e ameaças até casos de abuso sexual e abandono, e ajudam a compreender a complexidade das situações que atingem crianças e adolescentes no estado. Veja abaixo os 10 crimes mais cometidos e a quantidade de casos registrados contra menores no estado: As estatísticas reúnem registros de crimes que atingem diretamente vítimas de 0 a 17 anos e incluem situações de violência física, psicológica, sexual e outras formas de violação de direitos. 🔞Combate à violência contra menores Ao g1, a delegada Mariell Antonini Dias, coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra Mulher e Vulneráveis, explicou que, para combater a criminalidade e garantir a proteção de vítimas em diferentes estágios, a Polícia Civil atua em duas frentes: investiga casos de violência contra crianças e adolescentes e realiza ações de prevenção e conscientização em escolas e comunidades. Segundo ela, o objetivo é identificar situações de risco e garantir proteção imediata às vítimas. “Quando a Polícia Civil recebe uma notificação, uma informação ou denúncia de algum crime cometido contra criança e adolescente, é realizada uma investigação sobre esse fato. Se houver uma situação de risco atual para criança, é possível solicitar uma medida de proteção de forma imediata”, disse. A atuação preventiva, segundo a delegada, é voltada à educação e à conscientização. Nesse eixo, Mariell informou que o trabalho da polícia busca aproximar policiais de escolas e famílias para falar abertamente sobre abuso, exploração sexual e segurança digital. Exemplos do que é permitido e o que é proibido na vida de uma criança Um dos principais exemplos é o projeto “Seja Raio de Luz na Vida de uma Criança e de um Adolescente”, realizado pela Polícia Civil, em parceria com a ALMT, que utiliza uma linguagem acessível e metodologias distintas para crianças, adolescentes e responsáveis, com o objetivo de conscientizar sobre a prevenção de crimes contra menores, além de fortalecer o diálogo dentro das famílias e nas escolas. “Quando falamos com crianças, usamos uma abordagem lúdica, assim, elas aprendem o que é um toque permitido e um toque criminoso. Já com os adolescentes, a conversa é mais direta, abordando temas como abuso, exploração sexual, compartilhamento de imagens íntimas, os riscos de golpes e como enfrentar esse tipo de situação”, explicou. Como parte dessa iniciativa, foi desenvolvido o “Semáforo do Toque”, que ajuda crianças e adolescentes a identificar situações de risco e compreender os limites do próprio corpo. A metodologia utiliza as cores do semáforo para ensinar, de forma simples, quando um toque é apropriado, quando deve gerar alerta e quando precisa ser denunciado imediatamente a um adulto de confiança. 🟢Verde (seguro) 🟡Amarelo (atenção) 🔴Vermelho (pare, perigo) 'Semáforo do Toque', recurso da cartilha do projeto Seja Raio de Luz na Vida de uma Criança e de um Adolescente Polícia Civil de Mato Grosso 🚨Como a polícia atua Além das ações educativas, o projeto também contempla diferentes formas de escuta especializada, que visam tanto a proteção imediata quanto a prevenção de novas situações de violência. Essas modalidades se dividem nas seguintes oitivas: Oitiva repressiva (investigativa): envolve a apuração formal de denúncias, coleta de provas e pedidos de medidas protetivas urgentes para garantir a segurança da criança ou adolescente em situação de risco. Oitiva preventiva (educativa): foca na conscientização e orientação de escolas, famílias e comunidades, buscando prevenir situações de abuso e fortalecer o diálogo sobre o tema. 💝Proteção e acolhimento Com o aumento constante nos casos, o pico de ocorrências foi registrado entre 2021 e 2022, com um crescimento de 17%. Desde então, o número de casos tem mostrado um aumento mais moderado. Apesar dos avanços em políticas públicas e na criação de leis voltadas ao tema, os casos ainda preocupam, já que, mesmo com a contenção dos aumentos recentes, novas ocorrências continuam sendo registradas. Veja abaixo a evolução desses casos entre 2020 e 2024. Diante deste cenário, a defensora pública Cleide Nascimento, membra da Comissão de Promoção e Defesa da Criança e do Adolescente do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege), defende que proteger uma criança vai além de garantir justiça: envolve escuta, acolhimento e reconstrução. Cleide reforça que esse cuidado precisa alcançar todas as regiões do estado, especialmente o interior, onde a falta de estrutura e de equipes técnicas especializadas ainda é um obstáculo. Segundo ela, o acolhimento deve ir além do processo judicial e precisa envolver toda a rede de proteção, desde a assistência social até a saúde pública. “São poucos os casos em que a pessoa procura a Defensoria de forma espontânea. Temos conhecimento da violência contra a criança a partir do momento que a família faz o boletim de ocorrência. Aí nós passamos a acompanhar o processo em defesa da vítima”, pontuou. Entre denúncias que chegam depois do boletim de ocorrência e histórias que muitas vezes se repetem dentro de casa, a Defensoria Pública tem atuado como uma das principais portas de acolhimento às crianças e adolescentes vítimas de violência em Mato Grosso. “Muitas vezes, como acontece no seio familiar, as pessoas entendem que isso em tese, entre muitas aspas, seria normal. A partir do momento que você tem uma educação e direitos, há uma campanha forte em relação ao que é violência e suas formas, as pessoas se identificam e buscam atendimento”, ressaltou. 📝Entender antes de diagnosticar Desenho que ilustra uma criança no colo da mãe durante um atendimento com um profissional de acolhimento Polícia Civil de Mato Grosso Segundo a psicóloga Vanessa Clementino Furtado, especialista em psicologia socio-histórica, o atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência precisa ir além dos diagnósticos rápidos. Para ela, é essencial compreender as causas e contextos por trás de cada comportamento. “A automutilação, por exemplo, pode ser uma expressão de violência sofrida. Entender essas nuances é fundamental, porque isso pode levar a situações mais graves, como tentativas de suicídio. Nosso papel é ajudar na elaboração do trauma, para que ele não se transforme em um sofrimento ainda maior”, disse. De acordo com a psicóloga, antes de qualquer diagnóstico, é fundamental observar atentamente os sinais e o contexto específico de cada criança ou adolescente. Alguns dos principais comportamentos a serem observados incluem retração, medo, agressividade, mudanças no comportamento, fuga e alterações no humor. Além dos sinais, é fundamental prestar atenção a algumas ações que podem ajudar na identificação e no acompanhamento adequado da situação: Avaliação profissional: o acompanhamento com profissionais especializados pode ser um fator decisivo para um diagnóstico preciso e adequado. Impacto da violência: os sintomas decorrentes de traumas podem se assemelhar a transtornos ou dificuldades de desenvolvimento atual e futuro. Abordagem individualizada: cada criança reage de forma única, dependendo da idade, desenvolvimento emocional e experiências vividas. Cuidado e supervisão: a observação contínua por adultos de referência, especialmente em crianças pequenas, é crucial para identificar e lidar com os sinais de forma adequada. Vanessa explica ainda que quando um menor é violentado, o impacto não aparece só no corpo, mas também no comportamento, nas emoções e no jeito de se relacionar com o mundo. Cada reação é única, e muitas vezes o que parece um “problema de comportamento” é, na verdade, um pedido de ajuda silencioso. 🎒Da suspeita à ação Neiva Almeida, que trabalha como conselheira tutelar há oito anos, comenta que a escola tem um papel importante em identificar características que colocam sob suspeita a qualidade do ambiente em que a criança está se desenvolvendo. Geralmente o primeiro local a constatar uma violação de abuso ou maus-tratos é na escola, pois a criança está ali diariamente. Às vezes é visível a violação pelo comportamento do aluno Para garantir a segurança da criança, é necessário realizar um processo de verificação que confirme se a suspeita realmente procede. Nesse momento, entra em ação o Conselho Tutelar, que vai: receber as denúncias, visitar o ambiente familiar, notificar os responsáveis sobre a necessidade de comparecimento para a apuração dos fatos. Após o recebimento da denúncia, o Conselho Tutelar tem o prazo de 24 horas para encaminhar o caso ao Ministério Público, que dará início aos procedimentos cabíveis. Caso seja constatada a violência, as vítimas são: encaminhadas para a Delegacia Especializada da Mulher, Criança e Idoso do município, onde será feito o registro do boletim de ocorrência e é emitida uma medida protetiva contra o agressor para assegurar a integridade da criança. Em seguida, a criança passa por exame de delito realizado pelo Instituto Médico Legal (IML). Depois, a delegacia encaminha as informações ao Conselho Tutelar, para que o processo de acolhimento seja iniciado por meio do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). 🤔Mas o que acontece em casos de violência doméstica? Em casos de violência doméstica onde a mãe também sofre abusos os procedimentos são os mesmos, mudando apenas a instituição onde a família será abrigada. A Liga das Irmãs Ofendidas no Seu Sentimento (LÍRIOS) é uma das instituições competentes por abrigar famílias vítimas de violência, acolhendo a criança, irmãs, a mãe, tias e avós. Para que a mãe não precise se separar dos filhos, a família é encaminhada a um lar temporário. Essa medida é adotada em situações onde as vítimas não possuem outros parentes no município ou caso a própria família represente um risco à integridade física da criança. “A criança não pode estar exposta a situações de risco. Se o suspeito tiver conhecimento de onde a criança estuda, certamente ela será transferida de escola ", relatou a conselheira tutelar Amanda Lima. ⚖️A lei como forma de proteção Uma iniciativa recente, aprovada em abril de 2025, foi a criação do Observatório de Proteção Integral à Infância e Adolescência, que tem como objetivo reunir informações, ouvir diferentes vozes e transformar dados em ações concretas que garantam um futuro mais seguro e acolhedor para quem mais precisa. A iniciativa, que é de autoria do deputado estadual Dr. João José (MDB), foi aprovada pela Assembleia Legislativa e permite que órgãos públicos, conselhos e a sociedade civil trabalhem lado a lado, acompanhando de perto as políticas voltadas à infância e à juventude. A ideia desse observatório é criar um diagnóstico estadual, reunir todos os dados possíveis e transformar isso em políticas públicas específicas para as crianças, os adolescentes e suas famílias Como reforço a esse compromisso, o deputado Eduardo Botelho (União Brasil), destaca que o Legislativo tem papel essencial na criação de leis que amparam crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Para ele, garantir a execução dessas políticas é tão importante quanto aprová-las. Ele cita a criação da Patrulha Henry Borel, fruto de um trabalho conjunto entre a ALMT, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e o Governo do Estado. Henry Borel, de 4 anos, morreu em março de 2021, no Rio de Janeiro, após sofrer diversas lesões dentro do apartamento onde morava com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior. Os dois se tornaram réus, acusados de homicídio triplamente qualificado e tortura. A morte da vítima inspirou a criação da Lei Henry Borel, sancionada em 2022, que endurece as punições para casos de violência doméstica e familiar contra crianças e adolescentes e classifica o homicídio de menores de 14 anos como crime hediondo. “Ela é uma lei que cria condições para que as pessoas possam denunciar e que haja uma atuação rápida nos casos de abuso sexual, estupro e violência contra menores. Todas essas agressões podem ser atendidas por essa patrulha”, explicou Botelho. O deputado reforça ainda que o combate à violência precisa ir além da punição, passando também pela prevenção e pelo acolhimento, já que, segundo ele, é nas primeiras fases da vida que se constrói a base de uma sociedade mais justa e eficaz, a ponto de romper o ciclo de vulnerabilidade que afeta tantas famílias. “Proteger as crianças e adolescentes é proteger nosso futuro. Temos que garantir que eles não sejam atraídos pelas drogas ou facções criminosas, e que recebam um tratamento adequado, começando pelas creches”, finalizou. Partindo desse mesmo ponto, o presidente da ALMT e deputado Max Russi (PSB) enfatiza que o trabalho vai além da criação de leis e envolve também a qualificação de servidores públicos. “Valorizamos a formação e a capacitação. Por isso, a Escola do Legislativo tem levado conhecimento aos conselheiros tutelares e servidores municipais, para que possam atuar com preparo e sensibilidade. O acolhimento às vítimas começa pela escuta atenta e pelo comprometimento de todos nós”, enfatizou. Além de aprovar leis voltadas à garantia de direitos e ao enfrentamento da violência, o Parlamento estadual também tem buscado fortalecer a atuação das redes de acolhimento. Voltar ao menu. Confira abaixo todas as leis aprovadas no estado em prol da proteção de crianças e adolescentes: Leis estaduais de proteção à crianças e adolescentes em Mato Grosso (1990 a 2025) Onde e como denunciar Polícia Civil de Mato Grosso

Palavras-chave: vulnerabilidade

Governo lança Sistema Água e Vida para levar abastecimento a áreas rurais do PI

Publicado em: 05/11/2025 14:51

O sistema conta ainda com tutoriais, guias e suporte técnico para auxiliar os municípios no uso da ferramenta. Divulgação O Governo do Piauí deu mais um passo estratégico para assegurar água tratada e potável às comunidades que vivem em áreas rurais dispersas, que são as localidades com até 30 residências. Com foco no fortalecimento da gestão municipal e na integração entre órgãos públicos e a concessionária estadual, entrou em operação o Sistema Água e Vida, uma ferramenta digital criada pela Microrregião de Água e Esgoto do Estado do Piauí (MRAE). A solução foi desenvolvida para organizar, monitorar e encaminhar de forma padronizada e rastreável as demandas de abastecimento de água por carro-pipa no interior do estado, garantindo eficiência, agilidade e transparência no atendimento às famílias que mais precisam. A iniciativa leva água potável e tratada ao meio rural disperso. O acesso ao sistema pode ser feito baixando o aplicativo ou pelo site clicando aqui. A Secretaria da Adminstração (Sead) destaca que o uso do Sistema Água e Vida padroniza, digitaliza e moderniza, por meio da tecnologia, a comunicação entre os municípios, a MRAE, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado do Piauí (Agrespi) e a concessionária. “Nosso foco é garantir que a água chegue, com qualidade e dignidade, às populações do meio rural disperso. Esse sistema coloca os municípios como protagonistas, facilita o fluxo das informações e acelera a resposta do Estado. Estamos conectando tecnologia, gestão e cidadania para transformar a vida das pessoas”, ressalta o secretário de Administração e também secretário-geral da MRAE, Samuel Nascimento. Como funciona Os gestores municipais podem realizar o cadastramento georreferenciado dos pontos de abastecimento, informando dados como localidade, número de famílias atendidas e referências geográficas, o que assegura rastreabilidade, transparência e eficiência na gestão das ações. Concluído o cadastramento através do Aplicativo Água e Vida, o município deve acessar o sistema utilizando o mesmo login e a mesma senha para acessar o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), para cadastramento e georreferenciamento encaminhando à MRAE as informações consolidadas referentes às localidades classificadas como rural disperso. Após a devida análise técnica pela equipe da MRAE, as demandas serão encaminhadas à Agrespi, por meio do Sistema Água e Vida para adoção das providências cabíveis, em conformidade com as competências legais e contratuais estabelecidas. O sistema, que pode ser acessado clicando aqui, conta ainda com tutoriais, guias e suporte técnico para auxiliar os municípios no uso da ferramenta. Transparência e eficiência na ponta A Superintendência de Parceria e Concessões do Governo do Piauí (Suparc) explica que a plataforma digital garante rastreabilidade e padronização, permitindo que o fluxo de informações do município à execução do serviço seja totalmente monitorado, reduzindo o tempo de resposta e fortalecendo o controle social. “O Água e Vida é uma inovação que conecta gestão municipal e estadual em um fluxo inteligente, ágil e auditável. É uma tecnologia a serviço do cidadão, priorizando as famílias que vivem em regiões mais isoladas e que historicamente dependem de ações emergenciais. O objetivo principal do Sistema Água e Vida é assegurar que o estado avance no combate à vulnerabilidade hídrica, ampliando o alcance das políticas públicas e priorizando as comunidades rurais dispersas”, ressalta o superintendente de Parcerias e Concessões, Alberto Hidd.

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Moradores de comunidade no AC bloqueiam avenida e ponte em protesto por regularização de moradias

Publicado em: 05/11/2025 13:22

Moradores da comunidade Marielle Franco bloqueiam avenida em Rio Branco Moradores da comunidade Marielle Franco, em Rio Branco, interditaram um trecho da Avenida Brasil, em frente à Casa Civil, durante um protesto na manhã desta quarta-feira (5). O grupo cobra por transparência e diálogo no processo de regularização das moradias da área. O protesto se estendeu à ponte Coronel Sebastião Dantas. A situação causou congestionamento no Centro da cidade. Até a última atualização desta reportagem, o local ainda não havia sido liberado. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Com cartazes e faixas com frases como ''Não aceitamos mais ser oprimidos'', os moradores cobram presença de representantes do governo estadual e da Caixa Econômica Federal para discutir o impasse que, segundo eles, se arrasta há cerca de quatro anos. O ato foi marcado por críticas à atuação de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que também ocupa parte da região nas proximidades do bairro Defesa Civil. Em nota o governo do Acre informou que a doação do terreno da área da comunidade Marielle Franco, no bairro Defesa Civil, foi autorizada ainda em 2023 e está pendente apenas de providências por parte da Associação Esperança de um Novo Milênio. (Confira nota completa na íntegra) LEIA MAIS: Após quase dois meses, negociação chega ao fim e famílias deixam acampamento em frente à Aleac Com máquinas e spray de pimenta, polícia começa reintegração de posse de área invadida no AC Famílias que moravam em área de invasão desapropriada pelo governo acampam em quadra esportiva Segundo os manifestantes, o presidente da associação local, que também é ligado ao MTST, estaria favorecendo apenas os integrantes do movimento na elaboração das listas de famílias contempladas por projetos habitacionais. Ao g1, o morador Francisco Ferreira, que participou da mobilização, disse que a comunidade quer a saída dos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). “Nosso pedido é que o governo vá até a área e escute quem mora lá. O pessoal do MTST se apossou e está oprimindo a comunidade. Queremos que eles saiam e que possamos decidir juntos sobre as nossas moradias”, explicou. Moradores da comunidade Marielle Franco bloqueiam avenida em Rio Branco na manhã desta quarta-feria (5) Cedida Parte dos moradores também alega que a cozinha solidária instalada no local, mantida por integrantes do MTST, teria sido fechada após desentendimentos entre os grupos. O espaço funcionava como ponto de apoio para famílias em situação de vulnerabilidade social, oferecendo refeições gratuitas. Além disso, o grupo afirma que não pretende encerrar o movimento até conseguir uma reunião com representantes do governo estadual e da Caixa para discutir o futuro das moradias. Luta O protesto desta quarta-feira é o mais recente capítulo de uma disputa por moradia que começou após a reintegração de posse da área conhecida como Terra Prometida, no bairro Irineu Serra, em agosto de 2023. Na época, mais de cem casas foram demolidas e a ação da polícia usou spray de pimenta contra moradores. Sem ter para onde ir, as famílias acamparam primeiro em uma quadra esportiva no bairro Jorge Lavocat, mas deixaram o local alegando distância das escolas dos filhos e insegurança. Dias depois, o grupo montou um novo acampamento em frente à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), onde permaneceu por 58 dias, cobrando uma solução definitiva do governo. Após negociações, parte das famílias aceitou aluguel social e outra parte foi encaminhada para acomodações na comunidade Marielle Franco, no bairro Defesa Civil, onde foram montadas tendas provisórias. Segundo o governo, as estruturas serviriam como abrigo temporário até a conclusão de novos conjuntos habitacionais previstos pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. Ainda em setembro, o governo formalizou a doação de um terreno à Associação Esperança de um Novo Milênio, responsável por erguer 25 casas para famílias que viviam acampadas. A proposta prevê que os beneficiários construam moradias improvisadas com apoio do Estado até o início das obras. Nota na Íntegra do Governo do Acre O governo do Acre informa que a doação do terreno da área da comunidade Marielle Franco, no bairro Defesa Civil, foi autorizada ainda em 2023 e está pendente apenas de providências por parte da donatária, a Associação Esperança de um Novo Milênio. Além da doação do terreno, o governo do Estado também prestou apoio técnico, com projetos de engenharia e outros. A seleção dos beneficiários é feita segundo as regras programa do programa Minha Casa, Minha Vida – MCMV na modalidade Entidades. No que se refere ao pactuado quando da reintegração de posse do imóvel público localizado no Irineu Serra, algumas famílias seriam priorizadas no processo de seleção para moradias, caso estivessem aptas, segundo as regras do programa federal. Reiteramos que a participação do governo do Estado foi cumprida com a doação do terreno e apoio nos projetos de engenharia. Governo do Estado do Acre VÍDEOS: g1

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Apple lança iOS e iPadOS 18.7.2 com várias correções de segurança para celulares e tablets antigos

Publicado em: 05/11/2025 10:52 Fonte: Tudocelular

A Apple lançou a versão estável dos iOS e iPadOS 18.7.2 hoje para todos os usuários. As atualizações chegam com várias correções de vulnerabilidades que poderiam permitir a invasão de aparelhos e extração de dados por hackers. Com esta atualização, aqueles que possuem dispositivos que não são compatíveis com o iOS e iPadOS 26 permanecerão protegidos.A compilação dos sistemas para celulares e tablets é a 22H124 e já pode ser baixada pelo aplicativo Ajustes, preferencialmente via Wi-Fi para evitar custos adicionais de dados móveis e com, pelo menos, 50% da bateria carregada para completar a instalação.Clique aqui para ler mais

Tragédias na Região Serrana do RJ alertam para vulnerabilidade das cidades; iniciativas apontam rumos para a adaptação climática

Publicado em: 05/11/2025 06:21

Entre as discussões que estarão na mesa da COP-30 está a adaptação urbana Três anos depois da tragédia no Morro da Oficina, Petrópolis ainda convive com as marcas da lama — e com os alertas da crise climática. Às vésperas da COP30, que será realizada a partir da próxima segunda (10), em Belém (PA), as histórias dos sobreviventes da Região Serrana do Rio voltam a expor um dos maiores desafios do planeta: como preparar as cidades para eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. A enxurrada que desceu o morro em 15 de fevereiro de 2022 arrastou casas inteiras, deixou bairros soterrados e destruiu famílias — nove pessoas da casa de Cristiane Gross da Silva morreram naquela tarde. “Eu vi um cenário de guerra. Eu nunca na minha vida imaginei passar por isso. Você acompanhava pela televisão. Eu nunca pensei em viver na pele”, lembra, chorando. Foram 54 casas destruídas e 93 moradores mortos só no Morro da Oficina. Cristiane estava no trabalho quando soube o que aconteceu e fez tudo o que pode para chegar em casa. “Eu agarrava nos postes, não sei como cheguei aqui. Porque a fiação estava solta, a lama até o pescoço. Meus vizinhos passavam e falavam assim: ‘Cristiane, não vai não. Não tem mais nada lá’”. Nove pessoas da família de Cristiane morreram nas chuvas de Petrópolis em 2022, além de uma amiga (mulher segurando o copo) Arquivo pessoal Rosilene Fontes dos Anjos, de 43 anos, também teve a vida virada do avesso. O filho dela, Thiago, de 22, estava dentro de um dos ônibus arrastados pela correnteza. As buscas por Thiago duraram dias, e o corpo só foi encontrado quase uma semana depois. “Para você ver como as coisas são. Ele foi encontrado em frente ao prédio onde eu trabalho. “É uma dor inexplicável. Parece que um pedaço da gente foi arrancado, sabe? E esse pedaço fica fazendo falta todo o tempo”, lamenta. Ônibus que foi arrastado pela correnteza Reprodução/TV Globo Desastres cada vez mais frequentes A Região Serrana do Rio de Janeiro sempre sofreu com temporais. Mas, segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), eventos como o de Petrópolis têm se tornado mais comuns com as mudanças climáticas. “Não é coincidência que nos últimos anos nós tivemos realmente um aumento da frequência. O que antes acontecia a cada cinco ou dez anos, agora ocorre anualmente”, explica o meteorologista Marcelo Seluchi. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Desde 2022, cerca de 3 mil famílias ainda recebem o chamado aluguel social no município. Muitas não conseguem pagar um novo lar e acabaram voltando para áreas de risco. A prefeitura afirma ter feito mais de 200 obras de contenção, mas, no Morro da Oficina, as intervenções ainda não foram concluídas. "Quando a gente tem o crescimento habitacional, as pessoas são empurradas para o que hoje são chamados de locais de risco", destaca Pâmela Mércia, fundadora da ONG TJNS. Dor do passado deixa lições para o futuro Enquanto Petrópolis ainda tenta se reerguer, outras cidades do Rio mostram que é possível agir para evitar novas tragédias. Em Niterói, o Morro da Boa Vista virou símbolo de recuperação ambiental. Cem mil mudas foram plantadas na encosta — as raízes ajudam a conter o solo e reduzem o risco de deslizamentos. O local também abriga a primeira usina solar do Brasil dentro de uma favela, onde o reflorestamento e a energia limpa caminham lado a lado. “Evita a possibilidade de tragédias com deslizamento de terras. Ao mesmo tempo, desperta consciência ambiental sobre a necessidade de preservar para as atuais e a futuras gerações, as nossas áreas verdes”, explica o prefeito Rodrigo Neves. Ruas da Praça da Bandeira, zona norte do Rio, completamente debaixo d'água. Vinicius da Silva Ferreira/VC no G1 Na capital, um outro projeto virou referência internacional: o reservatório subterrâneo da Praça da Bandeira, conhecido como “piscinão”. A estrutura de 20 metros de profundidade, criada há 12 anos, é capaz de armazenar até 18 milhões de litros de água da chuva, evitando enchentes históricas na região. “Quando a gente tem chuva mais intensa, toda essa água excedente é recolhida aqui pra dentro do reservatório, onde ela é acumulada. Eliminamos aquele histórico. Aquelas imagens que eram constantes em todas as chuvas”, explica o secretário municipal de Infraestrutura, Wanderson dos Santos. A água só é liberada para os rios depois que a chuva para e o nível baixa. Depois do piscinão, não se fala mais em enchentes na Praça da Bandeira. Leitor mostra alagamento nas proximidades da Praça da Bandeira Marcelo E. Talhaferro de Oliveira/VC no G1 Lições para o futuro Essas experiências estarão no centro das discussões da COP30, que acontece no mês que vem, em Belém. A conferência deve debater como preparar as cidades brasileiras para enfrentar eventos climáticos extremos e reduzir desigualdades que aumentam a vulnerabilidade da população. “É importante tirar essas ações que estão hoje em planos, em políticas, tirar do papel e implementar em forma de ações. Sistemas de drenagem mais eficientes, parques, jardins de chuva, zonas de resfriamento com disponibilidade de água para hidratação da população. Porque nós vamos vivenciar ondas de calor e essas ondas de calor estão se tornando cada vez mais mortais”, afirma Andréa Santos, especialista da Coppe/UFRJ. Para Cristiane, que viu o pior acontecer no Morro da Oficina, o alerta é claro: “A mudança climática não está batendo, está gritando. A gente precisa trabalhar a cabeça das pessoas para a prevenção — pra que ninguém mais passe o que eu passei. Porque o luto é eterno.”

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Samba, futebol e meio ambiente: antes de William, Rio já recebeu outras gerações da família real britânica; confira 5 histórias

Publicado em: 05/11/2025 05:05

Veja 5 momentos da família real inglesa no Rio de Janeiro O príncipe William participa nesta quarta (5) no Rio de Janeiro da entrega do Earthshot Prize, prêmio global que celebra iniciativas ambientais em todo o planeta. É a primeira vez que a celebração acontece na cidade e também é a estreia do herdeiro da coroa britânica na capital fluminense, que já recebeu vários membros da família real britânica, que protagonizaram momentos. O prêmio será entregue no Museu do Amanhã, na Região Portuária do Rio. Antes dele, os pais, o Rei Charles III e a Princesa Diana, e os avós, A Rainha Elizabeth II e o Príncipe Philip, já estiveram no Rio. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça As passagens sempre aconteceram em contextos de aproximação diplomática entre os países e em causas defendidas pela família real britânica. Assim como o filho, Charles III também é defensor de causas ambientais. Alguns dos momentos da realeza no Rio chamaram a atenção e ganharam as manchetes do mundo todo. Confira 5 deles: Ponte Rio-Niterói Rainha Elizabeth II descerrou a placa da pedra fundamental da Ponte em 1968 Reprodução/TV Globo Em novembro de 1968, na primeira e única visita da Rainha Elizabeth II, a monarca britânica foi responsável por inaugurar a pedra fundamental de uma das obras mais importantes do país: a Ponte Rio-Niterói, que completou 50 anos no ano passado. Ao lado do marido, o Príncipe Philip, ela descerrou a placa. O motivo da participação dela não foi por acaso: o aço da ponte é inglês. A presença do produto possibilitou um empréstimo para o início da obra. A ponte ficou pronta em 1974. A capital fluminense não foi a única cidade visitada pelo casal real: também estiveram no roteiro Recife, Salvador, Brasília, São Paulo e Campinas Encontro de realezas Rainha Elizabeth conheceu o jogador Pelé durante visita ao Brasil em 1968. Arquivo Nacional via BBC A visita de Elizabeth II e Philip ao Rio rendeu. Além da rainha inaugurar a pedra fundamental da ponte, ela e o marido viveram um dos programas mais cariocas possíveis: uma tarde de futebol no Maracanã. O jogo era uma partida especial, feita para ser acompanhada pelo casal. A seleção de atletas do Rio enfrentou a de São Paulo. Os paulistas levaram a melhor por 3 a 2. No jogo, Pelé marcou o gol número 900 da carreira. Muitos jogadores que, dois anos depois, seriam campeões do mundo na Copa de 1970 participaram da exibição. A taça da partida foi entregue pela rainha para Pelé. A foto da rainha da Inglaterra ao lado do Rei do Futebol ganhou o mundo. A edição do dia 11 de novembro de 1968 do Jornal O Globo expôs uma saia-justa quando o Príncipe Philip quis saber o que o público gritava para o árbitro da partida. “...mesmo sendo explicado que eram expressões pejorativas, mostrou interesse em conhecer a tradução.” Samba com Charleston Pinah relembra samba com Charles há 45 anos Dez anos após a visita da Rainha Elizabeth II e do Príncipe Philip, uma nova geração da realeza chegou. O então Príncipe Charles tinha 29 anos quando desembarcou no Aeroporto Internacional do Rio, o Galeão, pela primeira vez. Ao longo da vida, ele esteve 4 vezes no Brasil. Em todas, esteve no Rio. Durante a visita, Charles protagonizou o momento mais conhecido de um membro da família real britânica no Brasil: ele sambou (ou tentou, pelo menos) com Pinah, destaque da Beija-flor de Nilópolis. Informações publicadas na imprensa na época mostram que ele havia manifestado curiosidade em conhecer o carnaval. O então Príncipe de Gales – título hoje ocupado por William – afirmou em uma agenda na Confederação Nacional da Indústria que sonhava ver “algo do Brasil”. O desejo se tornou realidade naquela mesma noite, em uma recepção no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Uma apresentação da Beija-flor de Nilópolis estava prevista no evento. A ideia é que Charles assistisse o show da sacada do casarão, mas ele logo mudou de ideia. Vendo de perto, no meio da apresentação ele estendeu a mão em direção a uma mulher bonita: era Maria da Penha Ferreira Ayoub, a Pinah. Ela achou que era um integrante da comitiva qualquer e chamou para a dança. Ele foi, sorridente. O resto é história. (Confira o depoimento de Pinah sobre o encontro com o então princípe no vídeo acima) Pinah e Charles Reprodução Charles, tentando acompanhar como podia, ensaiou uns passos dos ritmos que conhecia e achou que combinava, como Charleston. Pinah só soube que havia dançado com o herdeiro do trono inglês no dia seguinte. “Eu, no momento, não me toquei. Porque eu achava: ‘Deve ser alguém da comitiva, alguém que queria participar’”, disse Pinah em entrevista ao g1 na época da coroação de Charles. Luta contra o mosquito Em março de 2002, Rei Charles III esteve novamente no Rio e conheceu a comunidade do Cantagalo, na Zona Sul. O então príncipe conheceu o Espaço Criança Esperança. A segurança foi reforçada, mas a principal preocupação era outra: o Rio vivia uma epidemia de dengue. Antes da passagem da realeza, um carro fumacê circulou pelas ruas. O calor era de 35ºC, mas Charles e a comitiva vestiam camisas de mangas compridas abotoadas nos punhos. Um repelente também foi arma contra o Aedes Aegypti. Durante a visita, ele teve mais uma experiência com o samba, desta vez com outro grupo de passistas. De acordo com elas, o ritmo foi aprimorado. “Se ele ficasse mais tempo no Brasil, seria um ótimo passista”, comentou uma das sambistas. Natação Charles e Diana visitaram o Brasil em 1991; princesa nadou no Copacabana Palace Com uma pauta voltada ao meio ambiente, Charles esteve no Rio em 1991. Ao lado dele, Lady Di, primeira esposa e mãe de William. A visita estava relacionada à ECO-92, que aconteceria no ano seguinte. Os flashes estiveram voltados quase todos para a princesa. Descrita como reservada, tímida e muito bonita, o carisma conquistou a todos. Diana visitou a enfermaria para pacientes com HIV no Hospital Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão. Ela também esteve na Fundação São Martinho, voltada para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Nesta época, Charles e Diana já pareciam estremecidos. A separação oficial foi anunciada no ano seguinte, mas quem acompanhou o casal percebeu a distância. Inclusive, estiveram separados em parte da visita. Enquanto o príncipe foi para o Espírito Santo, Lady Di permaneceu no Rio. Um dos cliques mais famosos da viagem aconteceu neste momento, quando ela foi fotografada nadando na piscina do centenário hotel Copacabana Palace. Charles e Diana em 1991 Reprodução/TV Globo

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Caravana percorre Sol Nascente, no DF, com cursos gratuitos de capacitação para mulheres

Publicado em: 05/11/2025 02:00

Caravana do Empreendedorismo Feminino chega no DF com 16 cursos profissionalizantes Reprodução/Omni 🎓 Durante este mês de novembro, o Sol Nascente, uma das maiores comunidades do Distrito Federal, recebe a Caravana do Empreendedorismo Feminino. O programa oferece cursos profissionalizantes de forma gratuita para mulheres em situação de vulnerabilidade. 🚐 A Caravana chegou ao Sol Nascente na segunda-feira (3) e vai ficar até o dia 28 de novembro. As aulas são presenciais, no prédio da Administração Regional do Sol Nascente e englobam cursos que vão desde técnicas da construção civil a design de sobrancelhas e microagulhamento. Mulheres ganham 20,9% a menos que os homens no Brasil 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do DF em tempo real e de graça. As aulas acontecem nos turnos matutino e vespertino com quatro horas de duração e uma média de cinco dias por capacitação. O projeto oferece 16 modalidades de cursos em diferentes áreas. O projeto, que ao longo de um ano percorrerá o DF e cidades do entorno, deve qualificar mais de 4 mil mulheres a partir dos 16 anos, oferecendo formação técnica e incentivo à autonomia financeira. 👩‍💻 A inscrição deve ser feita por meio de formulário eletrônico (clique aqui). 🗓️ Confira lista de cursos e cronograma das aulas De 3 a 7 de novembro Barbearia Panificação Cabeleireiro Confeitaria De 10 a 14 de novembro Design de sobrancelhas Pizzaiolo Extensão de cílios Marmitaria 17 a 21 de novembro Limpeza de pele Sorveteria Maquiagem Vendas 24 a 28 de novembro Microagulhamento Construção Civil Unhas em gel Informática 🕗 Horários: 8h às 12h; 13h às 17h (turnos variam conforme o curso) 'Transformação social' O projeto é uma realização do Instituto Omni e conta com apoio do Ministério da Cultura e Administração Regional do Sol Nascente/Pôr do Sol. De acordo com a presidente do Instituto OMNI, Elisângela Araújo, a iniciativa busca muito mais do que qualificar profissionalmente, é um movimento de transformação social que reforça o papel das mulheres como protagonistas de suas próprias histórias. “A Caravana do Empreendedorismo Feminino nasceu do desejo de transformar vidas por meio do conhecimento. Nosso objetivo é oferecer às mulheres a oportunidade de aprender uma profissão, conquistar autonomia financeira e enxergar novas possibilidades de futuro”, afirma. Leia também: FEMINICÍDIO Adolescente baleada na cabeça morre em hospital no DF; suspeito está preso OPERAÇÃO: Polícia apreende arsenal em casa de CAC que ameaçava moradores em Brasília Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Amazon processa Perplexity por ferramenta de IA que faz compras automáticas

Publicado em: 04/11/2025 23:53 Fonte: Tudocelular

A Amazon enviou uma notificação judicial para a Perplexity AI onde alerta que a empresa precisa desativar o seu agente de Inteligência Artificial que faz compras pelos usuários. Segundo a gigante do varejo, o Comet pode estar comentendo "fraude informática", uma vez que não é possível saber quando ele está fazendo uma compra em nome do usuário. Isso viola os termos da Amazon, sendo que a varejista também diz que a ferramenta da Perplexity tem prejudicado a experiência dos seus usuários e introduzindo vulnerabilidades de privacidade. Clique aqui para ler mais

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Príncipe William anuncia parceria para proteger defensores indígenas da Amazônia

Publicado em: 04/11/2025 19:14

Príncipe William na Cúpula Global Anual da United for Wildlife, no Rio Reprodução/TV Globo O príncipe William anunciou nesta terça-feira (4) uma parceria para proteger defensores indígenas da Amazônia durante discurso na Cúpula Global Anual da United for Wildlife, evento voltado ao combate de crimes ambientais que aconteceu no Píer Mauá, na Zona Portuária do Rio. No seu pronunciamento, o herdeiro do trono britânico afirmou que não é possível preservar a vida selvagem sem garantir a proteção dos territórios e das pessoas que atuam em sua defesa. “A América Latina tem 80% dos crimes ambientais no mundo todo. Não podemos fazer a gestão das florestas sem a proteção dos defensores. Tenho o prazer de anunciar o primeiro fundo de indígenas protegendo a Floresta Amazônica." A parceria será liderada por povos indígenas e dando preferência para os grupos que estão em mais risco e vulnerabilidade. “Os próximos 5 anos serão cruciais para o planeta e eu estou otimista. Amanhã o Earthshot Prize irá honrar aqueles que estão empenhados em preservar o meio ambiente. Devemos nos alinhar àqueles que todos os dias lutam pela defesa do planeta. A gente tem a COP30 chegando em Belém, vamos todos nos unir por um mundo mais seguro e mais saudável”, acrescentou. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Príncipe William na Cúpula Global Anual da United for Wildlife, no Rio Thaís Espírito Santo/g1 Rio O programa oferece assistência jurídica e apoio financeiro emergencial a líderes indígenas ameaçados por grupos que exploram terras, territórios e recursos ancestrais, como os garimpeiros. A parceria envolve o programa United for Wildlife, da The Royal Foundation, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), o Fundo Podáali, a Rainforest Foundation Norway (RFN) e a Re:wild. Entre os convidados do evento estavam ministros de diversos países, autoridades e defensores indígenas. As palestras abordaram temas como o tráfico de animais silvestres, o desmatamento e as ameaças enfrentadas pelos povos indígenas. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, comemorou a criação da nova coalizão internacional de combate a crimes ambientais. Ela destacou a importância da atuação conjunta entre países para enfrentar organizações criminosas que exploram recursos naturais e ameaçam povos indígenas. “Sem uma base sólida, não será possível combater a rede criminosa que explora nossos recursos naturais e expõe os povos indígenas. Sabemos que a mineração movimenta bilhões de dólares por ano e é uma das práticas criminosas ambientais mais rentáveis. O Brasil está firmemente comprometido com o desmatamento zero até 2030”, afirmou. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva Reprodução/TV Globo Ilona Szabó de Carvalho, fundadora do Instituto Igarapé, afirmou que a biodiversidade brasileira é essencial para a estabilidade do clima global, mas alertou que a exploração descontrolada dos recursos naturais tem causado destruição no planeta. “O crime ambiental está presente em todos os lugares e muitas vezes é negligenciado. A medida que o ecossistema é destruído, a subsistência de povos é destruída na mesma proporção." De acordo com Ilona, 91% do desmatamento da Amazônia é ilegal. Príncipe William na Cúpula Global Anual da United for Wildlife, no Rio Thaís Espírito Santo/g1 Rio O evento também destacou o trabalho da Interpol no combate transnacional ao tráfico de animais silvestres. A organização já resgatou mais de 60 mil animais e realizou mais de 4 mil prisões. O ministro da África do Sul, Dion George, destacou a importância de preservar a biodiversidade e combater o comércio ilegal de animais silvestres por meio de uma ação coordenada entre os países. A indígena e ativista ambiental Vanda Witoto afirmou que a preservação da natureza deve ser prioridade diante de um modelo econômico que continua explorando os territórios e a vida dos povos originários. "Nós não precisamos ser maiores do que a natureza. É assim que meu povo ensina as nossas crianças a se reconhecerem ricas. O capitalismo nos desconectou dessa riqueza da terra." Desmatamento na Amazônia Segundo o príncipe William, mais de 1,7 milhão de hectares da Amazônia foram desmatados em 2024. A maior parte da destruição foi causada por crimes ambientais, como extração ilegal de madeira, garimpo e grilagem de terras. As comunidades indígenas, que ocupam cerca de 27% da floresta brasileira, sofrem com perdas graves em seus meios de subsistência, territórios ancestrais e locais sagrados. De acordo com os dados, as áreas ocupadas por povos indígenas têm 83% menos desmatamento em comparação com regiões desprotegidas da Amazônia brasileira. Cúpula Global United for Wildlife Thaís Espírito Santo/g1 Rio Em 2023 e 2024, foram registrados 393 casos de violência contra defensores ambientais no Brasil. As comunidades indígenas e afrodescendentes foram as mais afetadas, concentrando cerca de um terço das vítimas mortas ou desaparecidas em 2024. Toya Manchineri, coordenadora executiva da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), afirmou que é uma honra celebrar a parceria com quem defende a vida dos protetores da floresta. “A segurança daqueles que defendem as florestas com as suas próprias vidas deve ser central nas discussões globais. Para nós, povos indígenas, o território é sagrado: é onde o espiritual e o material se unem, sustentando o nosso bem-estar e a preservação do nosso planeta", falou Toya. "Proteger os nossos territórios é, portanto, uma missão herdada dos nossos ancestrais. Continuamos esta luta com as nossas próprias vidas, e convidamos o mundo a juntar-se a esta missão global para proteger aqueles que protegem a Terra”, completou. Príncipe William conhece a Ilha de Paquetá e passeia por manguezal Para o Dr. Tom Clements, diretor executivo da United for Wildlife, a defesa é uma das formas mais eficazes de proteger a natureza e combater alterações climáticas. “Crucialmente, esta iniciativa é construída e liderada por mecanismos de execução governados por Indígenas e fornece um exemplo de como a comunidade global pode apoiar os protetores da natureza em todos os lugares”, apontou Clements.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Hytalo Santos: testemunhas de acusação e de defesa são ouvidas na primeira audiência de instrução na PB

Publicado em: 04/11/2025 18:21

Primeira audiência de instrução do caso Hytalo Santos acontece nesta terça-feira, em Bayeux, na PB Reprodução/TV Globo Testemunhas do caso Hytalo Santos e do marido dele, Israel Vicente, que são réus por produzir conteúdos pornográficos com adolescentes, foram ouvidos nesta terça-feira (4), durante a primeira audiência de instrução sobre o processo. A sessão aconteceu no Fórum Criminal de Bayeux. Nessa sessão, foram ouvidas seis testemunhas de defesa e duas testemunhas de acusação. De acordo com o advogado de Hytalo Santos, nem o influenciador nem o marido dele foram ouvidos na audiência e só serão interrogados em sessões posteriores. O advogado confirmou ao g1 que protocolou durante a audiência de instrução um pedido para revogação de prisão. O Ministério Público da Paraíba (MPPB), que faz a acusação, protocolou outro pedido para manter a prisão do casal. Responsável pelo caso, o juiz Antônio Rudimacy, da 2ª Vara Mista de Bayeux, pediu para analisar os pedidos, mas não deu um prazo para que uma decisão, de aceite pela liberdade ou para manter a prisão, seja tomada. O casal está preso na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecida como presídio do Roger, desde que foram transferidos para a Paraíba, em Agosto, após prisão em São Paulo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Hytalo Santos e o marido são réus por produção de conteúdo pornográfico com adolescentes Justiça mantém prisão de Hytalo Santos e do marido A 2ª Vara Mista de Bayeux aceitou parcialmente a denúncia e tornou réus Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, por produção de conteúdo pornográfico com crianças e adolescentes. Essa decisão determinou o desmembramento do processo, de forma que outros três crimes relacionados à exploração sexual e imputados aos investigados devem ser analisados pela Vara Criminal do município. O influenciador Hytalo Santos e o marido dele foram denunciados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) pelos crimes de tráfico de pessoas, produção de material pornográfico e favorecimento da prostituição e exploração sexual de vulneráveis. De acordo com o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que é responsável pelas investigações, a apuração revelou um modus operandi estruturado e premeditado, voltado à exploração sexual de crianças e adolescentes, caracterizado pela utilização de artifícios de fraude, promessas de fama e vantagens materiais para atrair vítimas em situação de vulnerabilidade. O MP apontou que procedimentos estéticos e tatuagens de caráter sexualizado eram realizados, além de ambos fazerem rígido controle sobre as rotinas e meios de comunicação dos adolescentes. Um pedido de indenização por danos coletivos no valor de R$ 10 milhões também foi requisitado. Cronologia caso Hytalo Santos VÍDEO DE FELCA DENUNCIA HYTALO SANTOS: Em 6 de agosto, o youtuber Felca denunciou as práticas do paraibano. A conta do Instagram do influenciador saiu do ar. BUSCA E APREENSÃO: mandado cumprido na quarta-feira (13) em um condomínio de luxo, onde o influenciador mora, no bairro do Portal do Sol, pela promotoria de João Pessoa; BLOQUEIO DE REDES SOCIAIS: decisão da Justiça que bloqueou o acesso às redes sociais do influenciador; PROIBIÇÃO DE CONTATO COM AS VÍTIMAS: Hytalo não pode ter contato com os adolescentes citados no processo; DESMONETIZAÇÃO: ele não pode receber dinheiro por conteúdos publicados nas redes sociais; SEGUNDO PEDIDO DE BUSCA E APREENSÃO: na quinta-feira (14), a Justiça da Paraíba autorizou novas buscas e apreensões em endereços ligados a Hytalo Santos. Desta vez, a autorização é relacionada à ação da promotoria de Bayeux. PRISÃO DE HYTALO SANTOS E DO MARIDO: Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, foram presos preventivamente na sexta-feira (15) em uma casa em Carapicuíba, na Grande São Paulo, após a Justiça decretar a prisão de ambos. TJPB NEGA SOLTURA DE HYTALO: O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou o pedido de liberdade do influenciador Hytalo Santos e do marido dele, em 16 de agosto. JUSTIÇA BLOQUEIA BENS DE HYTALO SANTOS: A Justiça do Trabalho da Paraíba acatou pedido do MPT para bloquear carros, bens e valores de até R$ 20 milhões sob propriedade do influenciador. HYTALO SANTOS E MARIDO SÃO TRANSFERIDOS PARA A PARAÍBA: O influenciador e o marido foram transferidos para o presídio do Roger, em João Pessoa, no dia 28 de agosto. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Palavras-chave: vulnerabilidade

OAB-RJ entra com ação na Justiça Federal contra a Meta por suposta demora na desativação de contas do Whatsapp

Publicado em: 04/11/2025 16:29

OAB-RJ lança cartilha de combate ao golpe do falso advogado; veja dicas Divulgação A Seccional Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) entrou com uma ação civil pública contra a Meta, que administra o Whatsapp, na Justiça Federal. De acordo com a OAB-RJ, a ação é por conta de falhas graves na segurança do aplicativo na desativação de contas. A OAB afirma ue, mesmo que uma linha telefônica seja desativada pela operadora, a conta do Whatsapp permanece ativa. Com o aplicativo ainda ativo, criminosos podem aplicar diversos crimes virtuais, entre eles o golpe do falso advogado, que tem feito vítimas por todo o Brasil, alerta a presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basilio. No país, após uma linha telefônica ser cancelada, o número associado a ela só pode ser atribuído a um novo usuário depois de um prazo de quarentena de 180 dias. Como o WhatsApp segue ativo nesse período, gera o que técnicos chamam de "janela de vulnerabilidade", possibilitando acesso de golpistas a dados e informações do ex-titular da conta e ao uso indevido para a prática de crimes, principalmente via wi-fi. Com a ação civil pública, a OAB pede que a Justiça determine medidas urgentes para corrigir o problema. Entre os pedidos estão: a desativação automática, em até 48 horas úteis, das contas do WhatsApp vinculadas a números cancelados; a implementação, em até 90 dias, de um mecanismo técnico de sincronização com as operadoras; a proibição de manter contas ativas associadas a números desativados; e a notificação de usuários sobre os riscos e procedimentos de segurança. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça “É uma situação de insegurança muito grande, que viola a privacidade dos usuários, contraria o Código de Defesa do Consumidor e a Lei Geral de Proteção de Dados. Facilita a vida dos criminosos e causa transtornos à sociedade. Além disso, dificulta a investigação pelas autoridades competentes, já que, oficialmente, as linhas a serem investigadas já foram canceladas”, afirma Basílio. O g1 entrou em contato com a Meta, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. LEIA TAMBÉM 'Golpe do falso advogado' já fez mais de 500 vítimas no Rio só em 2025 Cartilha de combate ao golpe do Falso Advogado A OAB criou uma Cartilha de Combate ao Golpe do Falso Advogado, um documento com dicas e orientações para que o cidadão ou a cidadã evitem ser vítimas desse tipo de fraude, que acontece quando criminosos se passam por advogados para persuadir as pessoas a fornecer dados pessoais e realizar pagamentos. Somente em 2025, a OAB-RJ já recebeu mais de 600 denúncias sobre esse tipo de golpe, que, segundo o órgão, tem contado até com uso de inteligência artificial para reproduzir a voz e a imagem dos verdadeiros profissionais. O delegado André Neves, diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada, da Polícia Civil, anunciou que todos os casos registrados de golpes do falso advogado serão investigados por um núcleo de combate a crimes cibernéticos, que acaba de ser criado, e vai funcionar na Cidade da Polícia Para localizar a cartilha e fazer o download, acesse o menu principal do Portal da OAB-RJ, selecione a aba “Publicações” e clique em “Cartilhas Temáticas” ou “Publicações”. Veja, abaixo, algumas dicas: Principais sinais de alerta Há maneiras de se precaver das tentativas de golpe. Os golpistas utilizam invasão e clonagem de WhatsApp, perfis falsos e mensagens suspeitas. Por isso, fique alerta caso: Um número desconhecido envie mensagem afirmando ser advogado ou representante de um escritório; Receba uma mensagem exigindo pagamento imediato para liberação judicial de algum processo; Receba link ou e-mail alegando que há pagamentos pendentes; O contato peça informações sigilosas, como identidade, senhas bancárias, número de cartão de crédito, entre outras; Seja feita a exigência de pagamento de taxas judiciais de maneira imediata. Como se prevenir do golpe? Quando houver dúvidas sobre a origem do contato ou a necessidade do pagamento, siga a verificação de segurança abaixo: Desconfie de urgência e pressão Golpistas costumam dizer que “precisa ser agora” para que a vítima não tenha tempo de pensar. Nunca tome decisões sob pressão. Confirme a identidade do advogado Peça o número da OAB, o e-mail cadastrado e acesse no site confirmadv.oab.org.br. Qualquer cidadão poderá confirmar a identidade de um advogado regularmente inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, de forma rápida e simples, para se certificar que está em contato com um profissional habilitado. Não transfira dinheiro sem confirmação Nunca envie valores para contas de pessoas físicas. Desconfie de pedidos via Pix, WhatsApp ou redes sociais. Mesmo com áudios e vídeos, fique atento Com o uso da inteligência artificial, muitos golpistas podem forjar a voz e até mesmo a imagem do seu advogado. Sempre confirme antes as informações. Crie uma palavra-chave Combine com seu advogado uma palavra-chave para verificar se é realmente ele quem está falando Orientações aos clientes Se você ou alguém que conhece foi vítima do golpe, siga essas orientações: Tire prints das mensagens, do número de contato e da chave PIX; Caso tenha feito pagamentos, salve os comprovantes; Verifique os dados dos pagamentos; Confirme pessoalmente com o seu advogado a necessidade de pagamentos não previstos e ou faça chamada de vídeo; Denuncie o número falso no WhatsApp e avise seu advogado. Faça o Boletim de Ocorrência com os dados reunidos, utilizando os prints salvos como provas. Caso tenha feito tranferências tente o estorno via Mecanismo Especial de Devolução (MED) Assista ao vídeo com informações sobre o golpe: Falsos advogados aplicam mais de 500 golpes no Rio em 2025, alerta OAB

Bebê de 1 ano morre afogado em caixa d'água utilizada como piscina

Publicado em: 04/11/2025 15:20

Criança encontrada sem vida em caixa d'água saiu pela porta da cozinha. Reprodução/Redes sociais Um bebê de 1 ano morreu afogado em uma caixa d'água utilizada como piscina na casa da família, no sábado (1º), na cidade de Coruripe, Litoral Sul de Alagoas. As investigações estão sendo realizadas pelo 89º Distrito Policial de Coruripe, sob a coordenação do delegado Mário Lessa. Os pais da criança e os policiais que estiveram na ocorrência já foram ouvidos, conforme o delegado Mário Lessa, da Delegacia de Coruripe. Em depoimento, segundo Mário Lessa, os pais relataram que ingeriram bebida alcoólica (cerveja) das 17h às 22h na sexta-feira. Que dormiram juntos com o filho na cama e a mãe acordou por volta das 5h, quando o despertador tocou, procurou o menino pela cama e não o encontrou. Ela disse que o menino já engatinhava. A mãe da criança relatou que a parte inferior da porta da cozinha estava com um ferrolho de segurança. mas, ela mencionou que o filho já possuía o hábito e a habilidade de abrir o ferrolho. Ao notar a ausência da criança, a mãe verificou que a parte inferior da porta estava aberta. Imediatamente, iniciou as buscas e, tragicamente, encontrou o filho dentro da caixa d'água. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A forma como a criança conseguiu sair de casa pela porta de segurança, utilizando seu método já conhecido de destravar o ferrolho, indica um cenário de vulnerabilidade que culminou no afogamento. O laudo da perícia foi solicitado ao Instituto de Criminalística (IC) de Alagoas. O inquérito policial segue em andamento e os vizinhos devem ser intimados a depor entre terça e quarta-feira.

Palavras-chave: vulnerabilidade