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USP promove feira para tirar dúvidas sobre vestibular e cursos; veja programação em São Carlos

Publicado em: 01/10/2025 08:01

Evento da USP acontece de 1 a 3 de outubro pela internet Divulgação/USP São Carlos 🏫 A Universidade de São Paulo (USP) promove, entre esta quarta-feira (1º) e sexta-feira (3), mais uma edição da 'Feira USP e as Profissões'. O objetivo é orientar estudantes do ensino médio e demais vestibulandos sobre formas de ingresso, cursos e a vida universitária na faculdade. A feira é 100% on-line e gratuita (veja abaixo como participar). 💻 O g1 São Carlos realiza o projeto "Vestibulou", que busca levar informação de qualidade e dicas para estudantes que prestarão as principais provas do país. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Abaixo, o g1 mostra o que você precisa saber sobre o evento: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) Érico Andrade/g1 Mais notícias da região: ATENÇÃO: Fuvest abre inscrições para simulado presencial do vestibular 2026 ECONOMIA: Mensalidades de escolas particulares terão reajuste de 9,8% em 2026, diz pesquisa ESTUDOS: Unesp divulga resultado de isenção e redução da taxa do Vestibular 2026 💻 Quem pode participar A Feira USP e as Profissões recebe todo o público, mas é voltada principalmente para quem está se preparando para o vestibular e quer saber mais sobre os cursos da universidade. A iniciativa é da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da (PRCEU). 🤔 Como participar Os interessados devem acessar o site da feira a partir das 7h desta quarta-feira ( 1º). Não é necessário realizar qualquer tipo de inscrição. 👀 De olho na programação Em cada um dos dias, os estudantes terão à disposição ações em tempo real para conhecer os 183 cursos de graduação oferecidos, além de aspectos de cada um dos sete campi. “É uma política para democratizar o acesso à USP. Há uma gama de possibilidades para que as pessoas compreendam que é um projeto alcançável para todos”, afirma a pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária, Marli Quadros Leite. Quarta-feira, 1º de outubro Informações sobre os campi de São Paulo, Ribeirão Preto e Bauru; Horário: das 10h às 12h. Quinta-feira, 2 de outubro Informações sobre os campi de São Carlos, Lorena, Piracicaba e Pirassununga; Horário: das 10h às 17h. Sexta-feira, 3 de outubro Programação com duas lives conjuntas; Horário: às 10h (campi de São Paulo e Ribeirão Preto), e às 16h (todos os campi presentes). 📚 Programas oferecidos O evento também busca esclarecer dúvidas de universitários que precisam de uma força extra para se manter estudando longe de casa. Para isso, a universidade oferece programas de permanência, apoio à moradia e alimentação. O estudante em condição de vulnerabilidade pode concorrer a bolsas do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE). Os benefícios podem ser de R$ 800 por mês ou de R$ 300 para aqueles têm vaga em moradia estudantil. Todos os beneficiados do PAPFE recebem gratuidade na alimentação nos restaurantes universitários. O programa é concedido a partir da análise socioeconômica. O benefício é garantido até o final do curso. É preciso cumprir os critérios de renovação como desempenho acadêmico satisfatório, condição socioeconômica inalterada e cumprimento do Código de Ética da Universidade. Os interessados podem encontrar outras informações sobre os programas de apoio estudantil da USP no site da universidade. ❗ Outras modalidades No evento, a USP também vai tirar dúvidas em relação a programas de estágios e bolsas oferecidas pela instituição. São eles: Programa Unificado de Bolsas (PUB), Programa Pró-Aluno e Programa de Estímulo ao Ensino de Graduação (PEEG). Os campi da USP, como os de São Carlos e Ribeirão Preto, também contam com moradia estudantil gratuita para os estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os restaurantes universitários presentes em todos as unidades cobram R$ 2 pelas refeições principais e 50 centavos pelo café. Além do vestibular Fundação Universitária Para o Vestibular (Fuvest), a USP também recebe ingressantes através do Enem, Provão Paulista, Olimpíadas do Conhecimento, transferência externa de outras instituições de ensino e alunos especiais de disciplinas isoladas. 🗓️ Calendário Fuvest Inscrições: até 07/10/2025 Primeira fase: 23/11/2025 Segunda fase: 14 e 15/12/2025 Provas de competências específicas - Música: 09 a 12/12/2025 Provas de competências específicas - Artes Visuais: 11/12/20205 Prova de competências específicas - Artes Cênicas: 5 a 9/01/2026 Primeira chamada: 23/01/2026 VEJA TAMBÉM: USP de São Carlos cria teste rápido que pode ajudar no diagnóstico da depressão USP de São Carlos cria teste rápido que pode ajudar no diagnóstico da depressão REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

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Flutuantes do Tarumã-Açu terão retirada planejada e reordenação; entenda proposta de DPE e MP

Publicado em: 01/10/2025 08:01

MP-AM e Defensoria pedem cumprimento de sentença para retirar flutuantes do Tarumã-Açu A Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) e o Ministério Público do Amazonas (MPAM) protocolaram, nesta terça-feira (30), uma petição propondo a adequação do cumprimento da sentença de retirada dos flutuantes do rio Tarumã-Açu, em Manaus. O documento encaminhado à Justiça considera a proteção ambiental e os direitos humanos das populações que vivem na região. O defensor público Carlos Almeida Filho, titular da Defensoria Especializada em Interesses Coletivos, ressaltou que, no momento, não há indicação de retirada de qualquer flutuante-moradia ou comércio. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Na petição, as duas instituições propõem ao juízo da Vara Especializada do Meio Ambiente da Comarca de Manaus um cronograma de cinco etapas a serem realizadas até o final deste ano. A primeira medida solicitada é que a prefeitura instale barreiras de contenção nos 11 igarapés afluentes da bacia do Tarumã-Açu. O documento pede que o governo estadual, por meio do Batalhão da Polícia Militar, instale uma estrutura na foz do rio para impedir a entrada de novos flutuantes. LEIA TAMBÉM: Defensoria tenta evitar remoção e garantir futuro de flutuantes no Tarumã MP pede que retirada de flutuantes no Tarumã seja incluída no orçamento de Manaus A prefeitura deverá realizar a identificação e atualização de todos os flutuantes existentes, além de efetuar a retirada dos flutuantes-garagens. Por fim, a DPE-AM e o MPAM solicitam que a prefeitura crie uma Unidade Gestora da Bacia do Tarumã-Açu (ou outro órgão equivalente) para o ordenamento do uso do espaço e exercício do poder de polícia. Impactos sociais Justiça dá 30 dias para Prefeitura apresentar plano de retirada de flutuantes no Tarumã Assinada pelos defensores Carlos Almeida Filho e Thiago Nobre Rosas, coordenador do Núcleo de Moradia e Fundiário (Numaf), e pela promotora Lílian Maria Pires Stone, da 50ª Promotoria de Justiça Especializada em Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Ordem Urbanística (Prodemaph), a petição destaca que a região abriga comunidades em situação de vulnerabilidade socioeconômica, cujos moradores exercem atividades de subsistência e habitam flutuantes há mais de uma década. O documento reforça que a remoção imediata dos flutuantes, sem análise prévia da realidade social e adoção de medidas alternativas ou compensatórias, poderia violar princípios de proporcionalidade, razoabilidade e dignidade da pessoa humana. “É nesse contexto que DPE-AM e MPAM, instituições essenciais à função jurisdicional do Estado, reconhecem a necessidade de uma atuação coordenada, responsável e propositiva, voltada à superação estruturada do conflito judicial”, diz trecho da petição. Desde abril, a Defensoria Pública vem dialogando com o MPAM para que a retirada dos flutuantes aconteça sem prejudicar as 197 famílias que moram e trabalham na região. O objetivo é garantir uma ocupação ordenada e sustentável do Tarumã-Açu. Diálogo e próximas etapas O defensor Carlos Almeida Filho explica que a petição é a primeira de uma sequência possível de ações para a reordenação da ocupação. Ele afirma que as etapas sugeridas são fundamentais para organizar as medidas de reordenação a partir de agora. “A negociação direta com o Ministério Público assegurou a garantia de direitos fundamentais das famílias e comunidades tradicionais. As tratativas continuarão nos próximos anos, com negociação direta entre as partes”, acrescentou o defensor Thiago Nobre Rosas. “Não fizemos um termo de ajuste de conduta (TAC) porque a sentença já foi 100% favorável ao MP. Trabalhamos em uma petição conjunta para possibilitar a execução da sentença de forma mais humanitária, respeitando a decisão da Justiça. A próxima etapa só será conduzida após o cumprimento da anterior”, complementou a promotora Lílian Maria Pires Stone. Histórico da atuação Em fevereiro de 2024, a Justiça determinou a retirada de todos os flutuantes do Tarumã-Açu. A ordem foi suspensa liminarmente em 20 de março de 2024, a pedido da DPE-AM, que apontou nulidades no processo. Após a suspensão, a DPE-AM criou o Grupo de Trabalho (GT) dos Flutuantes, com sete defensores, para atuar de forma ampla na problemática. Em 9 de maio de 2024, a Justiça manteve a ordem de retirada. A DPE-AM recorreu para suspender a decisão. Em 13 de maio, a DPE-AM instaurou um Procedimento Coletivo (PC) para realizar levantamento e estudos sobre a bacia do Tarumã-Açu, analisando aspectos antropológicos, sociológicos e ambientais, além de buscar soluções sociais, ambientais e econômicas. Desde março de 2024, o GT realiza visitas técnicas na região afetada. Sobre a ação judicial A ação que resultou na ordem de retirada é uma Ação Civil Pública (ACP) ajuizada em 2001 pelo MPAM contra o Município de Manaus e 74 proprietários de flutuantes. O processo visava combater a degradação dos mananciais e os impactos ambientais causados pela proliferação de flutuantes. A DPE-AM entrou na causa para representar os moradores, que não foram ouvidos anteriormente, e destacou que os principais vetores de poluição são os igarapés já contaminados, e não os flutuantes. Flutuantes no Tarumã em Manaus William Duarte/Rede Amazônica

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Primata diabética, elefante e hipopótamos idosos: especialistas destacam cuidados com animais mais velhos e doentes em zoológicos

Publicado em: 01/10/2025 07:31

Mel, um mandril que vive no Zoológico de Sorocaba (SP), tem diabetes Zoológico de Sorocaba/Sema Os animais idosos, assim como os humanos, exigem atenção e cuidados especiais nessa fase da vida. Além da sabedoria, a velhice pode trazer problemas de saúde, exigindo cuidados específicos oferecidos por especialistas. Nesta quarta-feira (1°), Dia do Idoso, o g1 conversou com especialistas sobre cuidados especiais necessários para animais idosos que vivem em zoológicos. No Zoológico Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), vive Mel, uma mandril de mais de 40 anos que tem diabetes. Marino Nanzer, biólogo da unidade, explica que o primata é um desses animais que necessitam de uma maior atenção. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp "A expectativa de vida de um mandril é de cerca de 25 anos na natureza, e ela é diabética há cerca de 20 anos. Por conta dessa condição, a alimentação da Mel é totalmente controlada. Quem oferece a comida é uma médica veterinária e ela toma duas insulinas todos os dias. Em animais de alta periculosidade, como é o caso dela, o trabalho é sempre feito com contato protegido", diz. Segundo Marino, Mel é treinada com comandos especiais que a tornam extremamente obediente. Ele explica que esse método é eficiente por não estressar o animal. No entanto, apesar da obediência, o biólogo reforça que ela não é tratada exatamente como um animal doméstico. "Se a veterinária dá um comando, ela fica de ladinho e deixa aplicar a injeção. Há outro comando para ela se aproximar mais, permitindo furar a caudinha e coletar sangue para medir sua glicemia. Por conta desse condicionamento, ela está acostumada com a gente e vive tranquila. Porém, não aceita ser pega e pode até morder ou atacar", acrescenta. Mel é uma mandril de 40 anos que vive no Zoológico de Sorocaba (SP) Secom Sorocaba 🐘 Elefante Sandro O elefante Sandro, com seus incríveis 53 anos, é o animal mais famoso do Zoológico de Sorocaba (SP). Conhecido por apelidos como "Trombadinha", "Gordão", "Amigão" e "Sandrão", o elefante asiático necessita de cuidados especiais para preservar sua saúde e longevidade. "O Sandro já está aqui há 40 anos e está na fase final da expectativa de vida dele. Por ser idoso, ele tem dificuldade para se alimentar e praticamente perdeu todos os dentes. Percebemos que ele estava perdendo peso e começamos a preparar a comida dele. Toda a alimentação é verificada quatro vezes por dia", diz Marino. De acordo com o biólogo, a dieta de Sandro é rica em nutrientes, com uma mistura de capim, frutas e outros elementos essenciais para o bom funcionamento do sistema digestivo do elefante. Elefante Sandro está no Zoológico de Sorocaba (SP) há 43 anos Mariana Campos/Secom "Além da alimentação, fazemos caminhadas com ele todos os dias. O tratador o tira do recinto de sete a dez vezes por dia para estimular também o trânsito intestinal. Ele já apresentou sinais de cólica outras vezes, então, como prevenção, fazemos esses exercícios diariamente", acrescenta. Para prevenir a cólica, Sandro também recebe um medicamento específico, segundo Marino. "Oferecemos o medicamento com a mão e ele pega. Isso geralmente resolve, já que nunca mais tivemos casos de cólica", finaliza. Sandro é conhecido no país inteiro, isso porque é alvo de uma disputa judicial entre o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e a Prefeitura de Sorocaba sobre sua transferência para um santuário em Chapada dos Guimarães (MT). Elefante Sandro ainda novinho no zoológico de Sorocaba (SP) Arquivo Pessoal 🦛 Hipopótamos Yuri e Yara O casal de hipopótamos Yuri e Yara, de 54 anos, é o mais velho do zoológico. Eles foram transferidos para o local com apenas cinco anos e, atualmente, recebem atenção especial devido à idade. "A Yara é mais tranquila e não costuma apresentar problemas. O Yuri, recentemente, teve um. O hipopótamo precisa desgastar os dentes de vez em quando. Por isso, eles são treinados para abrir a boca e deixar escovar, retirando o resto de alimento e evitando inflamações ou infecções. Às vezes, também é possível fazer esse desgaste durante o treinamento, usando uma lixinha", explica o biólogo. Segundo Marino, Yuri apresentou uma inflamação dentária no final de agosto e precisou passar por uma cirurgia para remoção. O procedimento foi realizado por uma equipe multidisciplinar composta por tratadores, biólogos e médicos-veterinários de diferentes especialidades. Hipopótamos Yuri e Yara são idosos e recebem cuidados especiais no Zoológico de Sorocaba (SP) Secom Sorocaba "Foi necessário contar com um anestesista, um odontologista e outros profissionais para realizar a extração. Com isso, conseguimos remover o incisivo e também aproveitamos para retirar um canino", relembra. Segundo o biólogo, o casal também recebe acompanhamento para garantir o bom funcionamento do sistema digestivo. Além disso, a higienização dos tanques é parte fundamental da rotina de cuidados com os hipopótamos. "Toda semana esvaziamos o tanque, esfregamos, aplicamos cloro para desinfetar bem, enxaguamos para remover o excesso de cloro e, por fim, enchemos novamente. O casal já teve cerca de 13 filhotes, distribuídos para outros zoológicos. Atualmente, eles ficam separados, justamente para descansarem e não se reproduzirem mais", explica. Casal de hipopótamos Yuri e Yara vivem no Zoológico de Sorocaba (SP) Secom Sorocaba 🦒 Zoológico de Itatiba Viajando pouco mais de 130 quilômetros de Sorocaba, outras espécies se destacam pela idade e pelos cuidados recebidos no Zoológico de Itatiba (SP). "Seu" Pedro" é um dos moradores mais antigos do local. Um marabú, espécie de cegonha africana, ele chegou ao zoo na década de 1990, já adulto, segundo a veterinária Maria Fernanda Gondim. Além de Pedro, os elefantes Honey e Bambi, apesar de não terem uma idade definida, estão com 60 ou 70 anos, idades que, inclusive, superam a expectativa de vida da espécie, segundo a especialista. Os dois foram resgatados do circo e estão sob os cuidados do zoológico há pelo menos 16 anos. Elefantes Honey e Bambi tem entre 60 e 70 anos, segundo veterinária do Zooparque de Itatiba (SP) Kleber Fernandes/Reprodução A girafa Ayana passou praticamente a vida toda no zoológico. Ela chegou com apenas dois anos e está atualmente com 19. "Muitos animais idosos são mantidos sob os nossos cuidados. (...) Muitas vezes, o público não consegue identificar a idade de um animal, já que, visualmente, eles podem não demonstrar sinais claros de envelhecimento como acontece com os humanos. Por isso, muitos visitantes não percebem quando estão diante de um indivíduo idoso", disse Maria Fernanda. Girafa Ayana passou praticamente a vida toda no zoológico de Itatiba (SP) Kleber Fernandes/Reprodução Segundo a veterinária, os momentos de dúvida dos visitantes sobre a idade de cada animal são aproveitados para promover educação ambiental. Desta forma, podem compartilhar informações sobre cada animal além de destacar sua história, despertando curiosidade e valorizando os cuidados individuais que cada um recebe no parque. Além de cada espécie ter sua particularidade, os animais idosos exigem cuidados diferenciados e acompanhamentos constantes. "Esses cuidados se iniciam pelo olhar atento dos cuidadores, que estão em contato com eles grande parte do tempo e os conhecem como ninguém. Passam com frequência por avaliações e exames veterinários, recebem dietas adaptadas às suas exigências e condições e vivem em recintos planejados e moldados para atender às suas necessidades", explicou. Ao g1, a especialista exemplificou o cuidado com os elefantes: eles exigem uma atenção especial com os pés, pois sofrem bastante com o peso e a idade avançada. Os elefantes passam por um tratamento preventivo semelhante a uma “pedicure”, para garantir mais conforto e mobilidade. Veja um vídeo do habitat dos elefantes abaixo. Elefantes idosos do zoológico de Itatiba fazem tratamentos específicos para a idade Além do tratamento com os pés, os mamíferos recebem uma dieta específica para cada fase da vida, já que a perda da dos dentes também é comum com o envelhecimento da espécie. Segundo a veterinária, estes cuidados personalizados são essenciais para que os animais alcancem a longevidade acima das expectativas. Atualmente, o parque de Itatiba é lar de 180 espécies de animais de diferentes biomas do mundo, incluindo aves, répteis e mamíferos. Entre as espécies raras destacadas estão o pato-mergulhão, uma das aves aquáticas mais ameaçadas do mundo, os elefantes, hipopótamos, rinocerontes, girafas, sucuris, os tigres, primatas, entre muitos outros que também participam de projetos de conservação. Elefantes Honey e Bambi no Zooparque de Itatiba (SP) Kleber Fernandes/Reprodução "O zoológico conta com uma equipe multidisciplinar para atender os seus diversos papéis: promover bem-estar aos animais sob os nossos cuidados, contribuir ativamente com a conservação das espécies e seus habitats, realizar educação ambiental com nosso público, fomentar projetos de pesquisa e também garantir uma experiência prazerosa aos nossos visitantes", inicia. "São mais de 80 funcionários alinhados com esses propósitos, entre eles cuidadores de animais, preparadores de alimentos, biólogos, veterinários, zootecnistas, educadores ambientais, funcionários das equipes de limpeza, manutenção, jardinagem, administrativa e atendimento ao cliente", acrescentou Maria. Com inúmeros habitats, mais de três quilômetros de trilha em uma área de 500 mil metros quadrados com parte da Mata Atlântica, o zoológico de Itatiba fica no quilômetro 95 da Rodovia Dom Pedro I. O parque é aberto de terça a domingo das 9h às 17h, com entrada até às 15h30. Filhotes de pato-mergulhão nascem no Zooparque de Itatiba (SP) Zooparque de Itatiba/Reprodução 🐒 Zoológico é um 'lar ideal'? Sancionada em 14 de dezembro de 1983, a lei federal 7.173 regulamenta o funcionamento de jardins zoológicos no Brasil. No país, só podem funcionar zoológicos pertencentes a pessoas jurídicas ou físicas. Um espaço é considerado zoológico, conforme a lei, se estiver com qualquer coleção de animais silvestres mantidos vivos em cativeiro ou em semi-liberdade e expostos à visitação pública. Habitat dos elefantes no Zooparque de Itatiba (SP) Kleber Fernandes/Reprodução Todos os estabelecimentos que se declararem zoológicos precisavam se registrar no Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), porém, atualmente, as atribuições de fiscalização foram passadas para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). O registro do zoológico é feito mediante requerimento com todas as características de situação e funcionamento que possuam para serem fiscalizados durante o tempo de atividade. Girafa de subespécie ameaçada de extinção nasceu com quase dois metros no Zooparque de Itatiba (SP ) @kayquescotti_/Reprodução Ainda conforme a lei, os jardins zoológicos deverão atender requisitos mínimos de habitabilidade, sanidade e segurança para cada espécie, além de atender necessidades ecológicas e, ao mesmo tempo, garantir a continuidade do manejo e do tratamento indispensável à proteção e conforto do público visitante. A aquisição de animais para os jardins zoológicos dependerá sempre de licença prévia do IBAMA, respeitada a legislação vigente, seja da fauna brasileira ou importada, com comprovação de atestado de sanidade fornecido por órgão credenciado do país de origem. Questionada sobre zoológicos serem lares ideais para os animais, Maria Fernanda, veterinária de Itatiba, explicou que considera o assunto um debate justo, que permite esclarecer o empenho, a seriedade e a dedicação que regem o trabalho de instituições que abrigam animais. "Somos, antes de tudo, centros de conservação e pesquisa, e o cuidado com os animais está no coração dessa nossa missão. Talvez muitas pessoas não tenham conhecimento do nível de cuidado especializado e individualizado que os animais recebem em um zoológico. (...) Graças a esse cuidado completo, muitos animais em zoológicos atingem uma longevidade que dificilmente alcançariam na natureza", disse. Veterinária Maria Fernanda Gondim faz parque da equipe do zoológico de Itatiba (SP) Arquivo pessoal A veterinária também enfatiza que o avanço do desmatamento, a caça e perda acelerada de habitats, tornou o ambiente natural arriscado ou até mesmo inviável para muitas espécies. Filhotes acabam ficando órfãos, animais idosos ficam debilitados ou com limitações físicas e, por estes motivos, dificilmente sobrevivem em vida livre. A profissional pontua que os zoológicos acolhem grande parte desses animais em situação de vulnerabilidade, assegurando que não apenas sobrevivam, mas que possam prosperar e viver uma vida de qualidade. "Nos zoológicos, tanto esses animais recebidos de resgate, quanto os nascidos sob cuidados humanos podem incorporar os projetos de reprodução e conservação das espécies, permitindo a reintrodução de indivíduos na natureza ou atuarem como embaixadores de suas espécies e seus habitats, sendo essenciais nos programas de educação ambiental e na conscientização do público, fazendo-o compreender a importância de conservar os ambientes naturais, para que, no futuro, muitas dessas espécies possam sobreviver não apenas nos zoológicos", finalizou Maria. Animais receberam comida de Papai Noel vestido de verde , no zoológico de Itatiba (SP), em 2024 Zoo Parque Itatiba/Reprodução *Colaborou sob supervisão de Gabriela Almeida Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: vulnerabilidade

Associação oferece 500 mamografias gratuitas para mulheres em vulnerabilidade em Fortaleza

Publicado em: 01/10/2025 05:37

Mamografia ainda é a principal forma de prevenção contra o câncer de mama. Reprodução/TV Globo A Associação Nossa Casa irá disponibilizar 500 mamografias gratuitas para mulheres em vulnerabilidade em Fortaleza. A ação irá atender mulheres a partir de 40 anos, com dificuldade de acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) e risco elevado para desenvolver câncer de mama. Podem participar moradoras da capital e de municípios do Ceará. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp A iniciativa ocorre em apoio ao Outubro Rosa, campanha de conscientização e incentivo ao diagnóstico precoce do câncer de mama. Como se candidatar para fazer o exame As interessadas em fazer a mamografia gratuita devem preencher um cadastro prévio para marcação do exame. Após a realização do cadastro e verificação dos dados, a entidade entrará em contato com as selecionadas pelo número de WhatsApp informado na ficha, em até cinco dias úteis, para informar a data do agendamento da mamografia. A seleção das beneficiadas será feita com base em critérios sociais e médicos para o risco de desenvolver a doença. No dia do procedimento, é necessário apresentar o pedido médico. Após a conclusão do laudo, os casos suspeitos terão acompanhamento no ambulatório de mastologia do Centro Regional Integrado de Oncologia (Crio) e serão encaminhados para novos procedimentos. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

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Rachel Chinouriri estreia no Brasil com indie rock vulnerável: 'Meio Brat, meio Sabrina Carpenter'

Publicado em: 01/10/2025 04:02

Quem é Rachel Chinouriri: a britânica que desafia rótulos do indie rock Rachel Chinouriri é uma das vozes mais interessantes da nova cena britânica. Aos 26 anos, ela já chamou atenção de Adele e saiu em turnê com Sabrina Carpenter. Nesta quarta-feira (1º), a cantora sobe ao palco do Cine Joia, em São Paulo, para sua estreia no Brasil. O início foi longe dos grandes palcos. O primeiro EP, “Bedroom Tales” (2016), foi gravado em casa, com o que tinha em mãos: um microfone de 20 euros e o software GarageBand. A composição começou na adolescência, quando ela enfrentava bullying e racismo na escola. “Fiz um post no Instagram que viralizou e abriu muitas portas para mim... mas no começo era muito frustrante, especialmente como uma mulher negra, porque você não quer ser vista como ‘reclamona’ nesta indústria”, conta em entrevista ao g1. Ela saiu em turnê com Sabrina Carpenter durante a perna europeia da “Short n’ Sweet Tour”, com 20 shows. “O profissionalismo dela me impressionou. Mesmo cansada e com uma turnê estressante, ela é divertida e atenciosa com toda a equipe.” Rachel Chinouriri e Sabrina Carpenter na turnê 'Short n' Sweet' Divulgação/Redes Sociais Formada pela The BRIT School (a mesma escola que revelou Adele e Amy Winehouse) Rachel vê a educação gratuita como essencial para abrir portas a jovens negros. “Foi graças a esse lugar e às pessoas que conheci lá que pude construir essa carreira.” Zimbábue x Inglaterra: um contraste familiar Filha de pais que foram crianças-soldado na Guerra da Independência do Zimbábue, Rachel cresceu em uma família “essencialmente militar”, com rigidez, cicatrizes emocionais e marcas de violência atravessadas por gerações. Essa dualidade entre raízes africanas e vida londrina também aparece em suas músicas. Na faixa-título do álbum de estreia, “What a Devastating Turn of Events” (2024), a cantora relembra o suicídio de uma parente. Ela também expõe o contraste entre como sua família zimbabuense reagiu e como ela, imersa na cultura londrina, vivenciou a perda. Música como autodefesa Capa do álbum 'What a Devastating Turn of Events' de Rachel Chinouriri Divulgação / redes sociais No início da carreira, era comum verem seu trabalho categorizado como hip-hop ou R&B apenas por ela ser uma mulher negra. Assim como outros artistas já apontaram, entre eles Tyler, The Creator e Beyoncé, Rachel critica esse enquadramento automático. Seu projeto também é uma forma de resgate cultural. Musicalmente, ela equilibra britpop, guitarras indie e estética Y2K (moda e estética dos anos 2000) com vulnerabilidade, sensualidade e autoconfiança. “Meio Brat, meio Sabrina Carpenter”. Adele chegou a citá-la em um de seus shows: gesto que a projetou, mas também trouxe pressão. A diferença, segundo ela, é que agora está pronta para lidar com a fama. Rachel Chinouriri chega ao Brasil em um momento de virada, tanto pessoal quanto artística. No palco, ela canta sobre drama adolescente, identidade, pertencimento e racismo. Tudo isso, claro, vem com a estética vibrante dos anos 2000 e a intensidade de quem encara as próprias cicatrizes sem medo. Capa do single 'So My Darling' de Rachel Chinouriri Divulgação / redes sociais

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Trabalho infantil em MG: adolescentes abandonaram escola para jornadas exaustivas em fábricas de calçados

Publicado em: 01/10/2025 04:01

Criança e adolescentes são retirados de trabalho infantil em fábricas de calçados em MG A operação que afastou mais de 100 crianças e adolescentes de atividades em fábricas de calçados em Minas Gerais descobriu um menor de 16 anos que trabalhava das 7h às 17h, após ter abandonado a escola há três anos, e uma garota de 15 anos, que deixou os estudos há dois anos para operar uma prensa pneumática. Esses foram alguns dos casos de trabalho infantil identificados pela Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT) em fábricas de calçados em Nova Serrana e Perdigão, no Centro-Oeste de Minas. Os fiscais afastaram uma criança e 106 adolescentes do trabalho em 65 fábricas de calçados nas duas cidades em uma operação em setembro. (leia mais abaixo) As empresas flagradas em situação irregular, que não tiveram os nomes divulgados, serão autuadas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), grande parte apresentava defasagem escolar ou já havia abandonado os estudos. Entre os 107 menores resgatados, 23% não frequentavam a escola, e 12% se recusaram a informar a situação educacional. As condições de trabalho eram insalubres e perigosas: os menores eram expostos a vapores tóxicos de cola, produtos químicos, ruídos acima do limite permitido e esforços repetitivos. Todos esses fatores, segundo o MTE, contribuem para o agravamento da evasão escolar e comprometem a aprendizagem. “A cena revelava mais do que uma simples infração trabalhista; evidenciava uma infância interrompida, em que o tempo que deveria ser dedicado ao estudo, ao lazer e ao desenvolvimento saudável foi substituído pelo odor tóxico da cola e pelo trabalho repetitivo”, relatou a auditora Ísis Freitas Oliveira. 🔎A legislação brasileira proíbe o trabalho de crianças e adolescentes com menos de 16 anos. A única exceção é para quem tem 14 ou 15 anos, mas apenas na condição de aprendiz, em programas que garantam estudo e capacitação. Entre 16 e 17 anos, o trabalho é permitido, desde que não ofereça riscos à saúde e à segurança. LEIA TAMBÉM: Trabalho infantil volta a subir, mas atividades de maior risco seguem em queda, aponta IBGE Loja de calçados que tinha mão de obra infantil faz acordo com MPT para evitar multas em MG 'Lista Suja' do trabalho escravo é atualizada; veja situação do Centro-Oeste de Minas Operação resgata criança e adolescentes de trabalho infantil em fábrica de calçados em Nova Serrana e Perdigão Auditoria Fiscal do Trabalho/Divulgação Ação flagrou trabalho infantil em 65 fábricas A operação, realizada entre 22 e 26 de setembro, afastou uma criança de 11 anos e 106 adolescentes de situações de risco. Dos 68 estabelecimentos fiscalizados, 65 utilizavam mão de obra infantil em atividades proibidas por lei. Os menores de 16 anos foram imediatamente retirados do trabalho, enquanto os de 16 e 17 foram realocados para funções permitidas. Todos receberão verbas rescisórias, e os empregadores serão autuados, segundo o MTE. Para evitar reincidência, os adolescentes serão encaminhados à rede de proteção social e a programas de aprendizagem profissional. O MTE também propôs um Termo de Compromisso para que empresas incluam jovens em situação de vulnerabilidade em vagas do Senai. Como denunciar Existe um canal específico para denúncias de trabalho infantil: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. A pessoa denunciante não precisa se identificar, basta acessar a plataforma e inserir o máximo de informações possível. Com esses dados, a fiscalização poderá avaliar se há indícios de trabalho infantil e, se necessário, realizar a verificação no local. Operação resgata criança e adolescentes de trabalho infantil em fábrica de calçados em Nova Serrana e Perdigão Auditoria Fiscal do Trabalho/Divulgação VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

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Suspeito usava QR Code para cobrar por encontros com adolescentes em Manaus, diz PC

Publicado em: 30/09/2025 16:29

Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças Um homem, de 54 anos, foi preso suspeito por exploração sexual contra adolescentes com idades entre 13 e 15 anos. As vítimas eram agenciadas por R$ 100 na avenida Itaúba, bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus, de acordo com as Policiais Civis da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). O caso foi descoberto após a fuga de casa de uma adolescente de 13 anos. De acordo com a PC, ela foi encontrada dias depois pelos familiares morando com o suspeito e outras cinco adolescentes. Com base no relato, os familiares registraram o Boletim de Ocorrência (BO). 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp "A vítima disse que elas eram atraídas e levadas para a residência do autor. Posteriormente, eram levadas nas madrugadas para um ponto específico na avenida Itaúba, onde ficavam sob vigilância. Quando um homem se aproximava com o intuito de interesse sexual, deveria, antes, realizar um pagamento de R$ 100 por meio de uma transferência para um cartão com QR Code vinculado à conta do autor", explicou a delegada, Rosane Ferreira, responsável pela condução das investigações. A delegada destacou ainda que foram solicitados os mandados de prisão e busca, que foram autorizados pela Justiça na manhã de segunda-feira (29). A equipe seguiu até o endereço do autor, localizado na avenida Autaz Mirim, bairro Jorge Teixeira, também na zona leste. No local, foram encontradas duas adolescentes, que possivelmente também estavam expostas à exploração. "Na residência, foram apreendidos os celulares do homem, que serão periciados para verificar a existência de material para a investigação. Além disso, também apreendemos uma motocicleta com restrição de furto e placa adulterada, ocasião em que ele foi flagrado. De acordo com os depoimentos, o suspeito usava a moto para levar as vítimas aos locais onde estavam sendo exploradas", detalhou a delegada. Rosane Ferreira acrescentou que as adolescentes mencionaram problemas familiares e contextos de vulnerabilidade social. O homem aproveitava essas dificuldades para oferecer moradia, alimentação, produtos de higiene, roupas, sapatos, e até drogas e álcool. Algumas das vítimas já apresentavam dependência, o que agravava as questões familiares. "Estamos dando continuidade à investigação para identificar o número exato de vítimas. Esse tem sido um desafio, pois elas muitas vezes não o veem como agressor, mas como alguém que as ajudava em meio a tantas dificuldades. Inicialmente, estamos tratando dos crimes de exploração sexual e fornecimento de entorpecentes, mas a investigação ainda está em andamento para verificar a ocorrência de outros crimes", finalizou a delegada. O homem responderá por exploração sexual de adolescentes e fornecimento de álcool e drogas. Ele passará por audiência de custódia e ficará à disposição da Justiça.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Governo de SP anuncia gabinete de crise e fechamento de estabelecimentos onde bebidas adulteradas foram consumidas

Publicado em: 30/09/2025 13:05

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em entrevista coletiva nesta terça-feira (30), ao lado das autoridades da Segurança Pública e da Saúde. Reprodução/TV Globo O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou nesta terça-feira (30) a criação de um gabinete de crise para coordenar as ações contra a adulteração de bebidas alcoólicas que já mataram ao menos três pessoas no estado. Segundo Tarcísio, o gabinete de crise vai ser composto por representantes da Secretaria de Segurança Pública e da pasta da Saúde. Uma das ações do grupo será a interdição cautelar de todos os estabelecimentos onde as bebidas adulteradas foram consumidas pelos casos confirmados ou suspeitos de intoxicação. "Há, de fato, um problema estrutural que não é só do estado de São Paulo, é do Brasil. Temos que pensar como fazer a fiscalização e diminuir a incidência dessas bebidas adulteradas, clandestinas. É um problema de saúde pública e econômico", afirmou o governador paulista. Segundo ele, a partir da interdição cautelar, as investigações vão ser aprofundadas. Serão cruzadas informações da Polícia Civil e da Secretaria de Fazenda para, principalmente, detectar a origem. "Quem comprou de quem, de onde está saindo essa bebida adulterada, quem são os fraudadores?", explicou. A intenção é, a partir daí, chegar nos distribuidores e saber quem está fornecendo essa bebida adulterada para ver se o problema está em outro elo da cadeia ou se no estabelecimento que está comprando material sem comprovação de origem, sem uma procedência correta. O governo de SP também diz que cinco inquéritos policiais já foram instaurados para investigar a morte das cinco pessoas que, segundo as autoridades do estado, estão sob suspeita de intoxicação. Dessas cinco mortes, apenas uma está confirmada. Todos os cinco casos são de pessoas que consumiram bebidas supostamente adulteradas na cidade de São Paulo. No total, o estado de São Paulo tem 22 casos em investigação por intoxicação por metanol, sendo que cinco deles já estão confirmados e são de pessoas que realmente tomaram bebidas alcóolicas adulteradas com metanol, segundo o governo paulista. Investigação da PF Lewandowski: PF vai abrir investigação sobre casos de intoxicação por metanol Mais cedo, em Brasília, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou que a Polícia Federal abriu uma investigação para apurar a origem do metanol usado para batizar bebidas alcoólicas no estado de São Paulo. Segundo ele, é possível que essa rede de distribuição da substância atue também em outros estados. O metanol é altamente tóxico e pode levar à morte. No estado de São Paulo, seis casos de intoxicação foram confirmados, incluindo três mortes, e dez estão em investigação. Um outro foi descartado. De acordo com o Ministério da Saúde, não há indícios de novos casos. A PF disse que não foi identificada uma marca ou importação específica. 👉 Como ocorre o batismo das bebidas: Falsificadores pegam as garrafas de marcas famosas de bebidas alcoólicas, como gin e vodca, e adulteram o conteúdo, acrescentando metanol. Em seguida, o produto é comercializado. Ao ingerir a bebida contaminada, as pessoas podem levar várias horas para apresentar os primeiros sinais de intoxicação, que incluem cólica muito forte e perda de visão. Na segunda-feira, determinamos ao dr. Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, que abrisse um inquérito policial para verificar a procedência dessa droga e a rede possível de distribuição que, ao tudo indica, transcende o limite de um único estado. Tudo indica que há distribuição para além do estado de São Paulo. Segundo ele, o "número elevado e inusitado" de intoxicações por metanol em São Paulo chamou a atenção porque foge do padrão, pois, normalmente, a ingestão da substância ocorre por pessoas em situações de vulnerabilidade. Diante desse cenário, um sistema do governo federal que recebe informações de todo o país quando há intoxicação por causas desconhecidas emitiu um alerta nacional. No sábado (27), a Secretaria de Defesa do Consumidor divulgou uma nota técnica para todos os estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas para tomarem cuidado com bebidas que pudessem estar contaminadas - atentando, por exemplo, para rótulo ou embalagem com aspecto diferente. A fiscalização já começou: os estabelecimentos onde se identificou que havia bebida contaminada vão receber notificação do Ministério da Justiça para descobrir os fornecedores, quem manipulou as bebidas e que tipo de bebida as vítimas consumiram. 'Tudo indica que há distribuição para além o estado de SP', diz Lewandowski sobre contaminação de bebidas por metanol Situação 'anormal' Os casos recentes em São Paulo chamaram a atenção das autoridades. "O país costuma ter 20 casos por ano de intoxicação por metanol. A partir de setembro, foi quase metade das notificações que costumam ter no ano e concentrado apenas em São Paulo, o que chama atenção", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acrescentando que se trata de uma situação "anormal". Ele explicou que o Ministério da Saúde vai publicar uma nota técnica definindo o que é um caso suspeito ou não e esclarecendo os sintomas para orientar os profissionais de saúde sobre como identificar e agir nessas situações. Segundo ele, a notificação de caso suspeito não precisa esperar o fechamento do diagnóstico. No total, o país tem 32 centros de informação e assistência toxicológica do SUS em todos os estados, onde a população pode usar esses serviços e buscar ajuda. Padilha sobre intoxicação por bebidas: 'Situação anormal' PCC investigado O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, não descartou a possibilidade de ligação do crime organizado com a adulteração de bebidas alcóolicas com metanol, indo na contramão do secretário da Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite (PL). Rodrigues explicou que investigações recentes sobre a cadeia de combustível mostraram que há um esquema que passa pela importação de metanol pelo Paranaguá e que, por isso, há a necessidade de entrar nesse caso. "A investigação dirá se há conexão com o crime organizado", disse o diretor da PF. infográfico metanol - vale este Arte g1

Palavras-chave: vulnerabilidade

Escola do 'pesadelo' vira referência internacional e vence prêmio de melhor do mundo

Publicado em: 30/09/2025 12:14

Escola estadual Parque dos Sonhos, em Cubatão (SP). está entre as dez melhores da premiação internacional World’s Best School (Melhor Escola do Mundo, em tradução livre) Divulgação/Seduc SP A Escola Estadual (EE) Parque dos Sonhos, localizada em Cubatão (SP), foi reconhecida como uma das vencedoras do prêmio World’s Best School (Melhor Escola do Mundo, em tradução livre), promovido pela organização global T4 Education. A cerimônia de anúncio aconteceu nesta terça-feira (30) e contou com a presença de autoridades do governo do estado. O prêmio reconhece iniciativas inovadoras que transformam a aprendizagem e geram impacto real nas comunidades. A EE Parque dos Sonhos venceu na categoria 'Superando a Adversidade', graças à sua metodologia baseada em princípios humanistas e de não violência. No passado, a escola chegou a ser apelidada de “Parque dos Pesadelos”. Segundo o secretário estadual de Educação, Renato Feder, o reconhecimento veio pelo incentivo ao esporte e pelo acolhimento individual oferecido a cada aluno. A escola desenvolve atividades extracurriculares com acompanhamento profissional, promovendo práticas como patinação olímpica, vôlei, xadrez, artes marciais, entre outras. “A gente vai se estruturar para levar isso para outras escolas. Porque o trabalho feito aqui é maravilhoso e não é um trabalho caro. É um trabalho que pode ser replicado”, disse Feder. Escola Estadual Parque dos Sonhos, em Cubatão (SP), aguarda o anúncio dos vencedores do Prêmio Melhor Escola do Mundo (World 's Best School Prizes). g1 Santos Fundada em 2014 para atender famílias em situação de vulnerabilidade retiradas de áreas de risco, a escola hoje atende 580 alunos do 1º ao 9º ano. Quando o diretor Régis Marques Ribeiro assumiu a unidade em 2016, havia apenas 116 estudantes e diversos desafios estruturais e sociais. “O trabalho que a gente fez foi de olhar para o aluno enquanto ser humano, entender o que ele busca, o que ele quer, ouvir o aluno realmente”, disse Ribeiro. O reconhecimento internacional transforma a escola em referência estadual. “Uma referência de mudança, de transformação, de que educar com amor é possível”, pontuou o diretor Ribeiro. Colégio Estadual de Cubatão entra no top 10 do prêmio internacional Melhor Escola do Mundo Ampliação em 2026 A escola passará a oferecer também o Ensino Médio, atendendo a uma demanda da comunidade escolar. A expectativa é que o número de alunos ultrapasse mil estudantes. “A gente tem condição de oferecer o Ensino Médio também. Então a gente vai atender a comunidade com muita alegria”, destacou Feder. Evanuzia Trindade da Silva, mãe de uma aluna do 8º ano, disse que pretende manter a filha na escola com a chegada do Ensino Médio. “Saindo daqui, ela teria que ir para outra escola mais distante. Sou grata por ela ter um bom nível de aprendizagem. Foi a escolha certa que eu fiz para ela”, afirmou. Prefeito César Nascimento (à esquerda), o diretor Régis Ribeiro e o secretário de Educação do Estado, Rafael Feder g1 Santos A estudante Rafella Kamilly, de 14 anos, presidente do grêmio estudantil, também pretende continuar na unidade. “Além de ter um estudo bom, tem várias dinâmicas, patinação, vôlei, essas coisas. Eu sou muito realizada em estar nessa escola”, disse. O prefeito de Cubatão, César Nascimento (PSD), também participou da solenidade e afirmou que a gestão municipal trabalha para replicar o modelo da EE Parque dos Sonhos nas escolas da rede. Segundo ele, a meta é que mais de 60% das unidades municipais tenham ensino em tempo integral até 2026. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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Casos de intoxicação por metanol em setembro em SP já equivalem à metade da média do ano do Brasil, diz Padilha

Publicado em: 30/09/2025 12:14

Padilha sobre intoxicação por bebidas: 'Situação anormal' O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira (30), que o número de casos de intoxicação por metanol em setembro, em São Paulo, é a metade da média anual do Brasil. "O país costuma ter 20 casos por ano de intoxicação por metanol. A partir de setembro, foi quase metade das notificações que costumam ter no ano e concentrado apenas em São Paulo, o que chama atenção", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acrescentando que se trata de uma situação "anormal". No estado de São Paulo, seis casos de intoxicação já foram confirmados, incluindo três mortes, e dez estão em investigação. "Normalmente os casos de intoxicação por metanol no Brasil estão associados a pessoas em situação de rua (que adquirem como combustível) ou a suicídios. Estamos em uma situação anormal, diferente do que temos na série histórica", completou. Ele explicou que o Ministério da Saúde vai publicar uma nota técnica definindo o que é um caso suspeito ou não e esclarecendo os sintomas para orientar os profissionais de saúde sobre como identificar e agir nessas situações. Segundo ele, a notificação de caso suspeito não precisa esperar o fechamento do diagnóstico. No total, o país tem 32 centros de informação e assistência toxicológica do SUS em todos os estados, onde a população pode usar esses serviços e buscar ajuda. Lewandowski: PF vai abrir investigação sobre casos de intoxicação por metanol Investigação O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, informou nesta terça-feira (30) que a Polícia Federal abriu uma investigação para apurar a origem do metanol usado para batizar bebidas alcoólicas no estado de São Paulo. Segundo ele, é possível que essa rede de distribuição da substância atue também em outros estados. O metanol é altamente tóxico e pode levar à morte. No estado de São Paulo, seis casos de intoxicação foram confirmados, incluindo três mortes, e dez estão em investigação. Um outro foi descartado. De acordo com o Ministério da Saúde, não há indícios de novos casos. A PF disse que não foi identificada uma marca ou importação específica. 👉 Como ocorre o batismo das bebidas: Falsificadores pegam as garrafas de marcas famosas de bebidas alcoólicas, como gin e vodca, e adulteram o conteúdo, acrescentando metanol. Em seguida, o produto é comercializado. Ao ingerir a bebida contaminada, as pessoas podem levar várias horas para apresentar os primeiros sinais de intoxicação, que incluem cólica muito forte e perda de visão. Na segunda-feira, determinamos ao dr. Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, que abrisse um inquérito policial para verificar a procedência dessa droga e a rede possível de distribuição que, ao tudo indica, transcende o limite de um único estado. Tudo indica que há distribuição para além do estado de São Paulo. Segundo ele, o "número elevado e inusitado" de intoxicações por metanol em São Paulo chamou a atenção porque foge do padrão, pois, normalmente, a ingestão da substância ocorre por pessoas em situações de vulnerabilidade. Diante desse cenário, um sistema do governo federal que recebe informações de todo o país quando há intoxicação por causas desconhecidas emitiu um alerta nacional. No sábado (27), a Secretaria de Defesa do Consumidor divulgou uma nota técnica para todos os estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas para tomarem cuidado com bebidas que pudessem estar contaminadas - atentando, por exemplo, para rótulo ou embalagem com aspecto diferente. A fiscalização já começou: os estabelecimentos onde se identificou que havia bebida contaminada vão receber notificação do Ministério da Justiça para descobrir os fornecedores, quem manipulou as bebidas e que tipo de bebida as vítimas consumiram. 'Tudo indica que há distribuição para além o estado de SP', diz Lewandowski sobre contaminação de bebidas por metanol PCC investigado O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, não descartou a possibilidade de ligação do crime organizado com a adulteração de bebidas alcóolicas com metanol, indo na contramão do secretário da Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite (PL). Rodrigues explicou que investigações recentes sobre a cadeia de combustível mostraram que há um esquema que passa pela importação de metanol pelo Paranaguá e que, por isso, há a necessidade de entrar nesse caso. "A investigação dirá se há conexão com o crime organizado", disse o diretor da PF. Intoxicação por metanol Abaixo, veja o que se sabe e o que falta saber sobre os casos. Quantos casos foram confirmados e estão em investigação? Foram registrados óbitos? Como as intoxicações aconteceram? O que é metanol? Quais são os riscos à saúde? Qual é a origem do metanol usado nas adulterações? Qual é a recomendação do estado para bares e comércios? LEIA MAIS: Advogado de 45 anos é uma das vítimas de contaminação por metanol em SP: 'Acordou sem visão. Perdemos a nossa base', diz irmã Mulher que está cega por suspeita de intoxicação com metanol deixa UTI, mas segue internada Quantos casos foram confirmados e estão em investigação? Bebidas contaminadas com metanol foram responsáveis pela morte de duas pessoas em São Paulo, uma terceira morte está sendo investigada. Reprodução/TV Globo/Fantástico Segundo o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do estado de São Paulo, até a noite da segunda-feira (29) foram seis casos de intoxicação confirmados e dez estão em investigação. Entre os casos investigados, estão quatro jovens — dois homens e duas mulheres — que passaram mal após consumir gin comprado em uma adega na Cidade Dutra, na Zona Sul da capital, em 1º de setembro. Um dos jovens, Rafael dos Anjos Martins Silva, está internado há quase um mês na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em decorrência da contaminação. No boletim de ocorrência, obtido pelo g1, é descrito que ele começou a passar mal, vomitou e teve fortes dores abdominais após ingerir a bebida. A princípio, ele acreditou que eram sintomas de ressaca, até que começou a gritar que estava cego, e os pais o levaram para o hospital. Ao Fantástico, a mãe dele, Helena Martins, contou que o quadro do filho é irreversível. “Ele está respirando pelo ventilador, não tem fluxo sanguíneo cerebral. Segundo a medicina, é irreversível." Outra vítima é Rhadarani Domingos, que relatou ao Fantástico que ficou cega após beber três caipirinhas de vodca em um bar no Jardim Paulista, área nobre da capital. Na noite desta segunda, ela deixou a UTI, mas segue internada sem previsão de alta. Foram registrados óbitos? Sim. O governo estadual confirmou três mortes relacionadas a intoxicação por metanol. As vítimas são: Homem de 58 anos, morador de São Bernardo do Campo; Homem de 54 anos, morador da capital paulista; Homem de 45 anos. O local de residência está sendo investigado. Ainda conforme o governo, outra morte, de um homem com histórico de etilismo crônico, está em investigação, pois não se sabe como ocorreu a intoxicação. Outro caso foi descartado. Como as intoxicações aconteceram? Os falsificadores "batizavam" bebidas alcoólicas, como gin e vodca de marcas famosas, com o metanol. Em seguida, o produto era comercializado e consumido pelas vítimas. Até o momento, não há informações sobre em qual etapa da produção ou distribuição ocorreu a adulteração, quem seriam os responsáveis pelo crime e quais outros tipos de destilados podem ter sido comprometidos. A polícia já apura os responsáveis pelo crime. Uma adega na Zona Sul e três bares da capital paulista, localizados nos Jardins, Zona Oeste, e na Mooca, Zona Leste, são investigados. Uma força-tarefa formada por policiais, integrantes do Centro de Vigilância Sanitária do estado e da Coordenadoria de Vigilância em Saúde da prefeitura realizaram na tarde da segunda uma ação de fiscalização em três bares da capital onde há relatos de suspeita de intoxicação por metanol. Foram apreendidas 117 garrafas de bebidas destiladas sem rótulos. O que é metanol? O metanol não se destina ao consumo humano — e é altamente tóxico Adobe Stock O metanol (CH₃OH) é uma substância altamente inflamável, tóxica e de difícil identificação. O produto é um tipo de álcool simples, incolor e inflamável, com cheiro semelhante ao da bebida alcoólica comum. A substância tem diversas aplicações legítimas na indústria. Ele é usado na fabricação de formaldeído (o famoso formol), ácido acético, tintas, solventes e plásticos, e está presente em produtos como anticongelantes, limpa-vidros e removedores de tinta. Também já foi utilizado como combustível em carros de corrida e pequenos motores, mas em condições seguras e controladas. No Brasil, uma das principais funções do metanol é servir de matéria-prima para a produção de biodiesel, em um processo químico chamado de transesterificação. Fora disso, ele não deve ser comercializado diretamente para consumo humano nem adicionado em grande escala a combustíveis comuns. Quais são os riscos à saúde? A ingestão, inalação ou até mesmo o contato prolongado com metanol pode causar náusea, tontura, convulsões, cegueira e até a morte. Pequenas quantidades já são suficientes para provocar intoxicação grave. Em caso de suspeita, a Secretaria da Saúde orienta a buscar imediata de atendimento médico de emergência. A população pode localizar o serviço mais próximo pela plataforma: https://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/. O Centro de Controle de Intoxicações (CCI-SP) também oferece apoio para diagnóstico e orientação pelos telefones (11) 5012-5311 e 0800 771 3733. Qual é a origem do metanol usado nas adulterações? A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) suspeita que o metanol usado para adulterar bebidas seja o mesmo que vinha sendo importado ilegalmente pelo PCC para adulterar combustíveis. Há um mês, uma megaoperação revelou que combustíveis utilizados por alguns postos alvos da polícia tinham até 90% de metanol, quando a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) só permite até 0,5% dessa substância na gasolina e etanol. Para a ABCF, "o fechamento nas últimas semanas de distribuidoras e formuladoras de combustível diretamente ligadas ao crime organizado, que importam metanol de maneira fraudulenta para adulteração de combustíveis, conforme já comprovado por investigações do GAECO e do MP de SP, podem ser a causa dessa recente onda de intoxicações e envenenamentos de consumidores que ao tomar bebidas destiladas em bares e casas noturnas, apresentaram intoxicação por metanol." "Ao ficar com tanques repletos de metanol lacrados e distribuidoras e formuladoras proibidas de operar, a facção e seus parceiros podem eventualmente ter revendido tal metanol a destilarias clandestinas e quadrilhas de falsificadores de bebidas, auferindo lucros milionários em detrimento da saúde dos consumidores", completa. Qual é a recomendação do estado? O CVS orienta que bares, casas noturnas e comerciantes redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos. Já a população deve adquirir apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal. Produtos de origem duvidosa devem ser evitados, pois podem colocar a vida em risco. infográfico metanol - vale este Arte g1

Palavras-chave: vulnerabilidade

Operação prende 13 suspeitos de dar golpe de R$ 8 milhões com saques em caixas eletrônicos

Publicado em: 30/09/2025 12:08

Polícia prende grupo suspeito de fraudar caixas eletônicos, em Goiás Treze pessoas foram presas suspeitas de participar de esquema de fraude eletrônica em caixas 24 horas durante operação da Polícia Civil nesta terça-feira (30). Segundo a polícia, os criminosos teriam causado um prejuízo de cerca de R$ 8 milhões. As prisões ocorreram em Goiânia e Aparecida de Goiânia. Como o nome dos investigados não foi divulgado, o g1 não conseguiu entrar em contato com a defesa deles. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Além dos mandados de prisão, também foram cumpridos 13 mandados de busca domiciliar, onde foram apreendidos cartões, celulares e até uma máquina de contar cédulas. Os equipamentos foram levados para a delegacia, onde passaram por perícia. Os crimes ocorreram em um período de 9 horas, entre a virada de outubro e novembro de 2024. Conforme a investigação, o grupo atuava de forma calculada e se aproveitava de uma vulnerabilidade no sistema de segurança do banco no processo de saque via QR Code em caixas do Banco24Horas. Ao todo, os suspeitos realizaram os saques fraudulentos em 285 ocasiões diferentes, causando o prejuízo milionário ao banco. Polícia prende suspeitos de causarem prejuízo de R$ 8 milhôes a instituição bancária, em Goiás Divulgação/ Polícia Civil Como funcionava De acordo com a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), o grupo suspeito se aproveitava de uma brecha no sistema que permitia a retirada de dinheiro em espécie sem que o valor fosse debitado das contas digitais. Com isso, os investigados realizavam múltiplos saques, o que gerou prejuízos às instituições bancárias. LEIA TAMBÉM: Operação bloqueia R$ 21 milhões de grupo ligado a tráfico de drogas em Goiás, DF e mais oito estados Operação em Goiás prende suspeitos de emitir boletos falsos para pagamento em lotéricas Operação mira grupo suspeito de fabricar e vender remédios falsificados em Goiás e vários estados do país A delegada Bárbara Natal Buttini, responsável pela investigação, apontou que os integrantes do grupo faziam transações financeiras entre si para viabilizar os saques irregulares. “Não toleramos fraudes milionárias que colocam em risco a confiança no sistema financeiro”, afirmou a delegada. A polícia ainda destacou que as transações ocorriam exclusivamente por meio de dispositivos vinculados às contas dos investigados, o que afasta a possibilidade de prejuízo a pessoas comuns não envolvidas no esquema. A pena para o crime de furto qualificado mediante fraude eletrônica pode chegar a onze anos de reclusão, segundo a Polícia Civil. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

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Mais de 100 crianças e adolescentes são retirados de trabalho infantil em fábricas de calçados em MG

Publicado em: 30/09/2025 11:47

Crianças e adolescentes são retirados de trabalho infantil em fábricas de calçados em MG Mais de 100 crianças e adolescentes foram afastados de situações de trabalho infantil em fábricas de calçados em Nova Serrana e Perdigão, no Centro-Oeste de Minas. A operação foi realizada entre os dias 22 e 26 de setembro pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As empresas flagradas em situação irregular, que não tiveram os nomes divulgados, serão autuadas. Segundo a AFT, os menores atuavam em atividades insalubres e perigosas, como aplicação de cola com solventes tóxicos, operação de máquinas, exposição a ruídos acima do limite permitido e manuseio de produtos químicos. Todas essas funções estão na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil. 🔎 A legislação brasileira permite o trabalho de adolescentes a partir dos 16 anos, desde que não estejam expostos a riscos como produtos tóxicos, ruído excessivo, trabalho noturno ou operação de máquinas perigosas. A partir dos 14 anos, o trabalho só é permitido na condição de aprendiz, com formação profissional e acompanhamento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Dos 68 estabelecimentos fiscalizados, 65 utilizavam mão de obra infantil em atividades proibidas por lei. Foram encontrados uma criança de 11 anos, dois adolescentes de 13 e outros 104 com idades entre 14 e 17 anos. A maioria era do sexo masculino (63%) e 43% se identificaram como negros ou pardos. Muitos apresentavam evasão escolar: 23% não estudavam e 12% se recusaram a informar. Em um dos casos, uma menina de 11 anos foi flagrada separando peças de calçados em um ambiente com forte presença de vapores tóxicos. “A cena revelava mais do que uma simples infração trabalhista; evidenciava uma infância interrompida, em que o tempo que deveria ser dedicado ao estudo, ao lazer e ao desenvolvimento saudável foi substituído pelo odor tóxico da cola e pelo trabalho repetitivo”, relatou a auditora Ísis Freitas Oliveira. A operação contou com apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF). Operação resgata crianças e adolescentes de trabalho infantil em fábrica de calçados em Nova Serrana e Perdigão Auditoria-Fiscal do Trabalho/Divulgação LEIA TAMBÉM: Trabalho infantil volta a subir, mas atividades de maior risco seguem em queda, aponta IBGE Loja de calçados que tinha mão de obra infantil faz acordo com MPT para evitar multas em MG Medidas após a fiscalização Os adolescentes com menos de 16 anos foram imediatamente afastados do trabalho. Já os de 16 e 17 anos foram realocados para funções permitidas por lei. Todos receberão as verbas rescisórias, e os empregadores serão autuados pela Auditoria-Fiscal do Trabalho. Para evitar que os menores voltem ao trabalho infantil, eles serão encaminhados à rede de proteção social, com apoio do Conselho Tutelar e das Secretarias de Assistência Social e Educação. Os adolescentes com idade a partir de 14 anos poderão ingressar em programas de aprendizagem profissional, com formação segura e direitos garantidos. Em reunião com nove empresas do setor, foi proposto um Termo de Compromisso para que adolescentes egressos do trabalho infantil sejam incluídos nos programas de aprendizagem do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A legislação determina que empresas priorizem jovens em situação de vulnerabilidade na contratação de aprendizes. Representantes dos sindicatos patronal e de trabalhadores também foram convocados para discutir medidas de prevenção e conscientização. A sugestão é que sejam produzidos materiais informativos e promovido um evento com empresas do setor para estimular mudanças coletivas. Como denunciar Existe um canal específico para denúncias de trabalho análogo à escravidão: é o Sistema Ipê, disponível pela internet. O denunciante não precisa se identificar, basta acessar o sistema e inserir o maior número possível de informações. A ideia é que a fiscalização possa, a partir dessas informações do denunciante, analisar se o caso de fato configura trabalho análogo à escravidão e realizar as verificações no local. VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas

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15% das brasileiras declararam ter sido estupradas, diz pesquisa; maioria dos casos ocorreu na infância

Publicado em: 30/09/2025 11:00

15% das brasileiras declararam ter sido estupradas, diz pesquisa Uma pesquisa feita pelo Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva e divulgada nesta terça-feira (30) aponta que 15% das brasileiras dizem já terem sido vítimas de estupro. A maior parte das que dizem ter sido estupradas (12% dos 15%) afirma que a violência aconteceu quando elas tinham até 13 anos. E dessas, mais da metade (57%) diz não ter contado para ninguém. A maioria das mulheres estupradas –seja quando criança ou quando adulta – afirma não ter procurado nenhum serviço de saúde. E 8% das que disseram ter sido estupradas afirmaram ter engravidado. Estupro de vulnerável Banco de imagens O levantamento foi feito pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva e ouviu 1.200 pessoas, sendo 622 mulheres com 16 anos ou mais em todas as regiões do país, entre 11 e 25 de julho. Mais da metade dos brasileiros conhece uma mulher estuprada O levantamento também mostra que seis em cada dez brasileiros (59%) conhecem uma mulher que foi estuprada na infância. Ainda de acordo com a pesquisa, 22% da população conhece alguma vítima de estupro que engravidou. Infância despedaçada: como curar o trauma do abuso sexual? Silêncio das vítimas Questionada sobre por que ainda é tão difícil que essas mulheres vítimas de estupro sejam ouvidas, Marisa Sanematsu, diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão, explica que há um tabu em torno do abuso sexual de crianças e o estigma e culpabilização que recaem sobre as vítimas. "A maioria dos estupros ocorre dentro de casa e é cometido por um parente ou conhecido. Muitas vezes, a família não quer enxergar e muito menos denunciar o agressor, pois isso poderia desestruturar a casa. Assim, se a menina rompe o silêncio, com frequência dizem que ela está inventando, enquanto o agressor nega ou culpa a criança.” Segundo Marisa, o abusador se aproveita da proximidade com a vítima e da confiança da família para manter o abuso em segredo. “São vítimas mais fáceis de atacar. O abusador cria momentos a sós com a criança e se aproveita da vulnerabilidade dela, que muitas vezes não entende o que está acontecendo. A menina se torna refém do agressor, pelo afeto, sensação de cumplicidade ou ameaças a ela ou a pessoas de quem gosta.” Para a especialista, os abusos causam trauma, o que pode causar apagões de memória, e muitos ocorrem quando a vítima ainda é muito pequena. “Sem orientação ou informação, a vítima não sexualiza o que ocorreu. Algumas vítimas relatam que, já adultas, lembranças reprimidas retornam, causando sofrimento que precisa ser tratado em terapia. São feridas que resistem ao tempo porque não foram tratadas adequadamente.” Aborto legal A pesquisa aponta que 96% dos entrevistados disseram que meninas de até 13 anos não têm preparo físico e emocional para serem mães e ainda e ouviu ainda a percepção das entrevistadas sobre o procedimento de aborto legal: 7 em cada 10 brasileiras gostariam de ter a opção de interromper legalmente uma gestação decorrente de estupro. Ainda de acordo com o levantamento, quase metade da população (47%) conhece uma mulher que já fez um aborto e, desses casos, 71% foram realizados de forma clandestina. O estudo também aponta desconhecimento sobre a legislação: apenas 43% sabem que o aborto é permitido por lei em casos de estupro, estupro de vulnerável, risco de vida para a gestante e malformação fetal. No caso de violência sexual, só quatro em cada 10 pessoas sabem que não é necessário apresentar boletim de ocorrência para ter acesso ao procedimento. Para oito em cada 10 entrevistados, faltam informações claras sobre o tema. Crimes de estupro geram sentimento de culpa na vítima

Palavras-chave: vulnerabilidade

Cartilha de Direito do Consumidor produzida por alunos da Ufopa está disponível para download

Publicado em: 30/09/2025 08:29

Capa da cartilha de Direito do Consumidor Reprodução Está disponível para download a Cartilha de Direito do Consumidor elaborada por alunos do curso de direito da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Subseção Santarém, por meio da Comissão de Defesa e Direitos do Consumidor. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O conteúdo foi construído durante a disciplina Direito do Consumidor, ministrada pela professora Cynthia Soares, que também é vice-presidente da OAB/Santarém. A cartilha apresenta linguagem clara e acessível, destacando os principais direitos do consumidor, como: serviço público, contratos, publicidade enganosa e abusiva, contrato bancário, serviços aéreos, renegociação de dívidas, entre outros. Na cartilha, há também orientações aos consumidores sobre como buscar seus direitos, indicando os órgãos administrativos competentes e o Poder Judiciário. "Um consumidor bem informado é um consumidor que busca os seus direitos. Seja um cidadão consciente, conheça os seus direitos, acesse a nossa cartilha. Lá você encontra inclusive o link por meio do qual você pode fazer a sua reclamação", disse Cynthia Soares. É lei O Direito do Consumidor é um conjunto de normas que protegem os consumidores nas relações de compra e venda de produtos e serviços, estabelecido principalmente pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) de 1990. Os princípios fundamentais do direito do consumidor incluem a proteção contra riscos, a transparência na informação, a defesa contra publicidade enganosa e práticas abusivas, e a garantia da reparação de danos. O objetivo é reconhecer a vulnerabilidade do consumidor e promover um equilíbrio nas relações de mercado, assegurando a segurança, a saúde, a educação e a igualdade nas contratações. O Código de Defesa do Consumidor foi instituído através da Lei 8.078 de 11 de setembro de 1990, que estabelece os direitos do consumidor e as penalidades para quem não os respeita, protegendo os cidadãos e colocando órgãos e entidades de Defesa do Consumidor à sua disposição. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

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Veja qual o perfil das vítimas do suposto assassino em série de Rio Verde

Publicado em: 30/09/2025 07:36

Polícia detalha investigação sobre assassino em série de Rio Verde Em coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (29) sobre o caso do suposto assassino em série de Rio Verde, a Polícia Civil do Estado de Goiás falou sobre o perfil das vítimas de Rildo Soares dos Santos, de 33 anos. Segundo o delegado Aldelson Candeo, ele confessou ter matado Elisângela Silva, Monara Pires e é investigado por outros oito crimes em Goiás. De acordo com o delegado, o perfil das vítimas é bem definido, assim como a assinatura dos crimes de Rildo, praticados com extrema violência, de madrugada e com o uso de fogo. Em nota, a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) informou que o representou durante a audiência de custódia e não atua mais no caso. O g1 não conseguiu localizar a defesa de Rildo Soares até a última atualização desta reportagem. Monara Pires, Rildo Soares e Elisângela Silva; Vítimas foram mortas em Rio Verde, Goiás Divulgação/Polícia Civil e Reprodução/TV Anhanguera ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Veja as características do perfil das vítimas: Mulheres; Andando sozinhas; Situação vulnerável; Não tinham nenhuma relação com ele; Andavam de madrugada na região em que ele atuava. Desaparecimentos, estupros, roubos, incêndio, latrocínio, tentativa de feminicídio e feminicídio são alguns dos crimes pelos quais Rildo está sendo investigado. Segundo a delegada Fernanda Simão de Almeida, ele é autor confirmado de três estupros. Confira a linha do tempo dos crimes em Goiás pelo suposto criminoso em série: 01/03/2025 - Estupro 01/03/2025 - Estupro e tentativa de feminicídio 04/05/2025 - Desaparecimento 10/05/2025 - Roubo de celular, dano, furto de veículo e incêndio 17/05/2025 - Estupro ]07/07/2025 - Feminicídio 29/08/2025 - Feminicídio 29/08/2025 - Desaparecimento 07/09/2025 - Latrocínio 12/09/2025 - Feminicídio Na coletiva, ainda foi abordado o comportamento de Rildo, que exibia "uma fachada de normalidade". Segundo o delegado, ele cometia todos os crimes de madrugada, com extrema violência e tem total falta de empatia e remorso com as vítimas. Desaparecimentos De acordo com o delegado, mais dois desaparecimentos de mulheres podem estar ligados a Rildo. Um deles é o de uma dependente química que morava e frequentava a região do bairro Popular, onde Monara Pires, outra vítima de Rildo, foi encontrada morta. Aldeson Candeo diz que a jovem desapareceu no dia 29 de agosto e tinha o costume de frequentar diariamente a casa da mãe, embora estivesse em situação de rua. O investigador destaca ainda que a ela tinha uma conta bancária, que nunca mais foi movimentada desde o desaparecimento. "Ela é uma vítima potencial. E mais, quando o Rildo é questionado a respeito dela [a vítima], ele não simplesmente nega a morte dela. Ele diz que não lembra. Quando questionado se ele pode tê-la matado, ele diz sim, eu posso tê-la matado, mas eu não me lembro", disse o delegado. LEIA TAMBÉM: OUTROS CRIMES: Suposto assassino em série que confessou homicídios em Rio Verde é suspeito de mais de 15 crimes, diz polícia ÚLTIMA VÍTIMA: Jovem é encontrada morta em terreno após sair de madrugada para trabalhar, diz polícia DISFARCE E VIOLÊNCIA: Polícia traça o perfil de suposto assassino em série de Rio Verde Suposto assassino em série Rildo Soares foi preso quando voltou ao local do crime contra Elisângela, no dia 12 de setembro. Segundo o delegado, a polícia estava em diligência no local quando avistou o homem, que tentou fugir assim que foi visto, mas foi capturado por um agente. Na prisão, Rildo confessou que matou a mulher em situação de rua Monara Pires Gouveia Moraes, de 31 anos. Inicialmente, a polícia desconfiava do namorado da vítima, mas após a prisão de Rildo a polícia começou a encontrar semelhanças nos crimes e apontá-lo como possível autor. De acordo com o delegado, os crimes cometidos por Rildo tem assinatura, característica de criminosos em série. Além disso, outros pontos do perfil do suspeito levam a polícia a usar essa nomenclatura. "Todas as vítimas encontradas com imensa violência, sem a parte debaixo da roupa e na mesma região. Total falta de empatia, remorso e arrependimento. Ele pratica crimes com extrema violência sem necessidade, vítimas mulheres em estado de vulnerabilidade , uma mulher queimada viva, outra com o rosto completamente desfigurado um extremo esforço pra praticar crimes violentos", afirmou o delegado. Além disso, o delegado diz que Rildo tem "imensa vaidade" em relação aos crimes que cometeu e que ele confirmou ter voltado a todos os locais em que praticou esses crimes. Rildo está preso na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Rio Verde. Crimes na madrugada De acordo com a polícia, Rildo disse em depoimento que não consegue dormir durante as madrugadas, ouve vozes que o levam a "praticar maldades". As investigações apontam que ele tinha o costume de usar uniforme de trabalhador da limpeza urbana para aparentar estar a caminho do trabalho e não levantar suspeitas. "O uniforme era usado sempre na prática dos crimes, tanto no latrocínio quanto no feminicídio. Era uma forma de facilitar a abordagem da vítima, andar de madrugada pelas ruas e evitar uma eventual abordagem da polícia", contou o delegado. A investigação identificou que algumas vítimas de Rildo eram dependentes químicas e tinham o costume de andar a noite, assim como Elisângela, que andava de madrugada quando saia para trabalhar e foi abordada por ele. Suspeito de matar jovem a caminho do trabalho a agrediu com 'extrema violência e barbaridade’, diz delegado Reprodução/TV Anhanguera Elas foram mortas "com pancadas na cabeça, em um terreno baldio, durante uma madrugada, foram deixadas sem roupas e com alguma tentativa de ocultação de cadáver", destacou o delegado Adelson Candeo. Última vítima Jovem é morta em lote baldio em Rio Verde O delegado fala sobre como a última vítima de Rildo guiou os rumos da investigação. Elisângela Silva de Souza foi encontrada morta em um terreno baldio no dia 11 de setembro. Imagens obtidas pela TV Anhanguera, o suspeito aparece andando com a vítima na rua (veja o vídeo acima). Após a prisão de Rildo, que ocorreu próximo ao local onde o corpo de Elisângela foi encontrado, a polícia fez buscas na casa dele, onde encontrou bolsas femininas e bonecas. Além disso, o delegado disse que encontrou na casa da vítima as chaves de um carro e um celular de um vítima de latrocínio. Polícia encontra bolsas femininas na casa de suposto serial killer, em Goiás Divulgação/Polícia Civil Pela semelhança entre os crimes, Rildo se tornou suspeito de outros feminicídios praticados na cidade e, sem seguida, a polícia chegou a conclusão de que ele já teria praticado crimes sexuais. Segundo o delegado, ele diz que não se lembra quando é perguntado se todas as suas vítimas foram violentadas. "Quando perguntado a ele se todas as vítimas foram violentadas sexualmente, ele simplesmente disse que não se lembra, mas pode ter acontecido. Todos os laudos estão vindo positivos em relação a isso, inclusive com a presença de espermatozoides e as secreções vaginais das vítimas", pontuou o delegado. Aldeson Candeo disse que Rildo será indiciado pelos crimes de feminicídio e de estupro e que as investigações em relação aos desaparecimentos que podem estar ligados a ele devem continuar. A Polícia Civil de Goiás também está buscando informações de feminicídios que teriam acontecido na Bahia e que podem ter relação com o suspeito. O delegado ressaltou que a esposa de Rildo também está colaborando com as investigações. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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