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Prefeitura de Poços de Caldas encerra 2025 com avanços estruturais em todas as áreas

Publicado em: 30/12/2025 11:02

Prefeitura de Poços de Caldas encerra 2025 com avanços estruturais em todas as áreas – Crédito: Divulgação O ano de 2025 foi marcado por importantes conquistas para Poços de Caldas. Ao longo do período, a Prefeitura, em parceria com a Câmara Municipal, encaminhou e aprovou uma série de projetos de lei estratégicos, consolidando um ciclo de organização administrativa, investimentos estruturantes e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à melhoria da qualidade de vida da população. Foram diversos projetos encaminhados ao Legislativo, abrangendo áreas fundamentais como gestão financeira, desenvolvimento urbano, saneamento, valorização do servidor, saúde, habitação, mobilidade, segurança, assistência social e desenvolvimento econômico. As medidas aprovadas fortalecem a base administrativa do município e preparam a cidade para os desafios e oportunidades dos próximos anos. Os resultados refletem o trabalho conjunto entre gestão pública, Legislativo e comunidade, consolidando Poços de Caldas como referência em Minas Gerais e no Brasil em planejamento, eficiência administrativa e políticas públicas. Prefeitura de Poços de Caldas encerra 2025 com avanços estruturais em todas as áreas – Crédito: Divulgação Gestão responsável e equilíbrio fiscal Na área financeira, 2025 foi marcado por avanços significativos. A atualização da Unidade Fiscal do Município (UFM) passou a ser realizada com base na variação positiva do IPCA, garantindo maior previsibilidade, justiça fiscal e alinhamento com a inflação oficial. Outro destaque foi a implantação do Programa de Regularização Fiscal (REFIS), que ofereceu condições facilitadas para que contribuintes regularizassem seus débitos, contribuindo para o equilíbrio das contas públicas e ampliando a capacidade de investimento do município. Planejamento urbano e inclusão social O desenvolvimento urbano avançou com a prorrogação dos prazos para regularização do uso do solo, desmembramentos e edificações, proporcionando mais segurança jurídica para moradores e empreendedores. Também foi instituído o Programa Municipal de Assistência Técnica em Engenharia Pública, que passou a oferecer elaboração de projetos e serviços técnicos de engenharia para famílias com renda mensal de até três salários mínimos, promovendo moradia digna, inclusão social e crescimento urbano ordenado. Prefeitura de Poços de Caldas encerra 2025 com avanços estruturais em todas as áreas – Crédito: Divulgação Investimento em saneamento e segurança hídrica Um dos maiores marcos de 2025 foi a autorização para a contratação de operação de crédito no valor de R$ 74,8 milhões para a ampliação da capacidade da Estação de Tratamento de Água (ETA 5). O investimento garante o abastecimento de água tratada de Poços de Caldas pelos próximos 20 anos, acompanhando o crescimento populacional e assegurando qualidade de vida para as futuras gerações. Valorização do servidor público A valorização dos servidores municipais esteve entre as prioridades da administração. O vale-alimentação foi reajustado de R$ 700 para R$ 780, e a revisão geral da remuneração garantiu a recomposição das perdas salariais, com aumento total de 5%. Também foram aprovados o repasse do Incentivo Financeiro Adicional (IFA) aos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, a gratificação para servidores da farmácia vinculada à política estadual de assistência farmacêutica e o reajuste da bolsa do programa de estágio, fortalecendo a motivação e o reconhecimento do funcionalismo público. Desenvolvimento econômico e geração de empregos Por meio do Programa Avança Poços, o município avançou na atração de investimentos e na geração de empregos. Foram autorizados benefícios fiscais e doações de áreas no Distrito Industrial para implantação e expansão de empresas como Can-Pack Brasil, Viridion Rare Earth Technologies, Danone e outras. As iniciativas reforçam a vocação industrial de Poços de Caldas e impulsionam a economia local. Outro destaque foi a consolidação do modelo de desburocratização, implantado em parceria com o Governo de Minas, por meio do programa Rede Sim Mais Livre. A iniciativa simplificou processos, eliminou etapas desnecessárias e reduziu significativamente o tempo de legalização de empresas. Como resultado, Poços de Caldas alcançou um marco expressivo: tempo médio de abertura de empresas de apenas 12 horas, incluindo alvará de funcionamento e AVCB para atividades de baixo e médio risco, tornando-se referência para outros municípios mineiros, com mais de 5 mil empresas beneficiadas. Avanços na saúde pública Na saúde, a adesão ao Consórcio Público de Cooperação Intermunicipal do Médio Paraopeba (ICISMEP) ampliou o acesso a serviços especializados, otimizando recursos e fortalecendo a regionalização do atendimento, com reflexos diretos na qualidade dos serviços prestados à população. Modernização administrativa A administração municipal também avançou na modernização da gestão pública, com a autorização para contratação temporária de servidores por meio de processo seletivo baseado em análise curricular e titulação. A medida trouxe mais agilidade, transparência e eficiência no atendimento às demandas do município. Habitação, mobilidade e qualidade de vida Na área habitacional, foram aprovados benefícios para a regularização de débitos do Programa Municipal de Habitação Popular e destinadas áreas para a construção de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida – Faixa 1, ampliando o acesso à moradia para famílias de baixa renda. Prefeitura de Poços de Caldas encerra 2025 com avanços estruturais em todas as áreas – Crédito: Divulgação A mobilidade urbana ganhou destaque com a lei que institui a Carruagem Elétrica em Poços de Caldas, criando um novo modelo de transporte turístico sustentável e encerrando definitivamente o uso de veículos de tração animal, presentes na cidade desde 1983. As novas carruagens serão movidas exclusivamente a energia elétrica, com design inspirado nas antigas charretes, capacidade para até cinco passageiros, além de itens de segurança e acessibilidade. Também foi instituído o Conselho Municipal de Mobilidade Urbana e concedida subvenção econômica ao transporte coletivo, garantindo a continuidade e a melhoria do serviço prestado à população. Na segurança pública, o lançamento do programa Poços Vigia + fortaleceu a cooperação entre o poder público e a comunidade, ampliando ações preventivas e contribuindo para o aumento da sensação de segurança. Prefeitura de Poços de Caldas encerra 2025 com avanços estruturais em todas as áreas – Crédito: Divulgação Compromisso social O fortalecimento da assistência social também marcou o ano, com a doação de imóvel municipal à Associação Beneficente de Apoio à Comunidade (ABACO), ampliando o atendimento e o suporte a pessoas em situação de vulnerabilidade social. Para o prefeito Paulo Ney, 2025 representou um ano de ajustes, organização e construção de bases sólidas para o futuro. “O primeiro ano de um governo é sempre desafiador, mas trabalhamos diariamente para organizar a cidade, avançar em projetos estruturantes e garantir que Poços de Caldas continue evoluindo. A parceria com os vereadores foi fundamental para aprovar pautas importantes e construir soluções conjuntas para a cidade”, destacou. Com planejamento, responsabilidade e diálogo, Poços de Caldas encerra 2025 com resultados concretos e perspectivas positivas para os próximos anos.

Palavras-chave: câmara municipal

NASA: IA identifica falha de segurança de 3 anos que expôs naves espaciais a hackers; entenda

Publicado em: 29/12/2025 14:55 Fonte: Tudocelular

Apesar de trabalhar com atividades críticas e que exijam segurança máxima, hackear a NASA parece ter sido mais fácil do que qualquer um possa imaginar. Uma vulnerabilidade deixou expostas as naves da agência americana e as suas comunicações com a Terra durante três anos, segundo relatório divulgado nas últimas semanas. A falha de segurança foi encontrada e corrigida em quatro dias com o auxílio de uma IA, desenvolvida pela startup californiana AISLE. O problema não havia sido detectado pelas revisões de código feitas por humanos ao longo de todo esse período.Entenda os riscos Caso tivesse sido explorada, a brecha permitiria a cibercriminosos sequestrar espaçonaves ou rovers em missões espaciais, ou ainda interceptar dados confidenciais. Na prática, geraria um prejuízo de bilhões de dólares à infraestrutura da NASA.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackerhackers

RJ faz megaoperação de hidratação para população enfrentar onda de calor

Publicado em: 29/12/2025 10:35

RJ tem megaoperação de hidratação por conta do forte calor Thaís Espírito Santo / g1 O Rio está fazendo uma megaoperação de hidratação para ajudar a população a enfrentar a forte onda de calor que atinge a cidade. Nesta segunda-feira (29), a Cedae começou a disponibilizar pontos de hidratação na Central do Brasil, no Centro do Rio, com foco no atendimento a pessoas em situação de rua, grupo mais vulnerável aos efeitos das ondas de calor. “Nossa atuação tem se concentrado nas praias porque estamos tendo recordes de população nas praias. Hoje a gente começa a concentração da distribuição nas estações de trem, onde são identificadas ilhas de calor", explicou Aguinaldo Ballon, presidente da Cedae. A iniciativa também será estendida a passageiros do transporte público, com distribuição de água nas estações de trem de Bangu, Campo Grande, Madureira e na própria Central do Brasil. As ações fazem parte de uma mobilização integrada determinada pelo governador Cláudio Castro, que envolve a Cedae, o Corpo de Bombeiros e as secretarias estaduais de Saúde, Defesa Civil e Ambiente. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça No domingo (28), o governo já havia iniciado distribuição de 10 mil litros de água potável em locais de grande circulação, como praias da Zona Sul e o Parque Madureira. Os pontos de distribuição incluíram o Leme (entre os postos 1 e 2), Copacabana (entre os postos 2 e 6), Arpoador, Ipanema (entre os postos 8 e 9) e o Parque Madureira. A operação contou com a chamada “Frota da Hidratação”, composta por uma kombi e 14 bicicletas posicionadas em postos de salva-vidas, além da instalação de bebedouros para pets. A água distribuída é proveniente da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu e passa por monitoramento contínuo por meio de um laboratório móvel, garantindo a qualidade do abastecimento. Saúde Na área da saúde, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) reforçou as ações nas 27 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estaduais, onde foram instalados pontos de hidratação em áreas externas para atender pessoas em situação de vulnerabilidade nos dias mais quentes. As Unidades de pronto Atendimento (UPAs) têm orientações para acolhimento de pacientes com sintomas de calor excessivo e manejo clínico prioritário para crianças e idosos. O atendimento de emergência do Samu teve um reforço operacional com 5 duplas de “motolancias” na capital. É uma moto do Samu para chegar mais rápido nas ocorrências. Há também o reforço com três veículos de intervenção rápida que foram espalhados em pontos estratégicos. Entre as principais recomendações à população estão evitar atividades físicas ao ar livre no período da tarde, manter hidratação frequente e redobrar os cuidados com crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. Risco do banho noturno Esse ano, segundo o governo do estado, a Operação Verão 2025/2026 conta com reforço no efetivo, com mais de mil bombeiros nas praias e um investimento superior a R$ 23 milhões em equipamentos e tecnologia. Drones serão usamos para emitir alertas sonoros sobre os riscos do banho noturno nas praias do Rio. Nos últimos dias, por conta do intenso calor, as praias têm ficado lotadas durante a noite. O Corpo de Bombeiros, no entanto, desaconselha o mergulho neste horário por conta do risco de afogamento. Calor extremo mantém praias lotadas dia e noite no Rio Reprodução/TV Globo A grande quantidade de banhistas ainda tem atrapalhado o trabalho da Comlurb, que aproveita o vazio da madrugada para limpar as praias. Emissão de alertas A Secretaria de Estado de Defesa Civil, por meio do Corpo de Bombeiros e do Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ), intensificou o monitoramento e a emissão de alertas aos municípios sobre a baixa umidade do ar e as temperaturas elevadas. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) inaugurou uma sala de monitoramento da temperatura e sensação térmica. Ao todo, 30 estações que monitoram qualidade do ar passam a acompanhar a onda de calor para emitir alertas em tempo real. Os dados também serão compartilhados com prefeituras parceiras do Alerta de Cheias, integrando as informações meteorológicas. Paralelamente, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) acompanham os impactos do calor sobre os recursos hídricos, a vegetação e a fauna, adotando medidas preventivas e ampliando a vigilância ambiental durante este período crítico. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: tecnologia

Atualize agora: Apple corrige brechas críticas no iOS 26 que expõem usuários

Publicado em: 29/12/2025 05:58 Fonte: Tudocelular

Ainda no começo deste mês, vimos a Apple anunciar a versão final do iOS 26.2 com várias melhorias e novidades. O que muitos não sabem, porém, é que a empresa também corrigiu duas vulnerabilidades graves de “dia zero”, já exploradas inclusive no mundo real. Segundo a companhia, as vulnerabilidades teriam sido exploradas no que afirmou ser um “ataque extremamente sofisticado", direcionado a um pequeno grupo de indivíduos, utilizando algum tipo de spyware. A correção também atinge outros produtos da marca, protegendo todo o ecossistema da empresa.Entrando em detalhes, uma vulnerabilidade é classificada como de “dia zero” (ou zero-day) quando ainda é desconhecida pelo desenvolvedor, mas já conhecida por atacantes. Ganha esse nome porque o desenvolvedor tem “zero dias” para consertar a falha antes que os hackers possam explorar a brecha de forma ampla.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackerhackers

Vice-prefeito preso, confissão de corrupção, polêmica em transferência de alunos: relembre fatos políticos marcantes em 2025

Publicado em: 28/12/2025 08:26

Relembre fatos políticos marcantes em 2025 De prisão de vice-prefeito suspeito de envolvimento em esquema de fraudes em licitações a polêmica em solução para transferência de alunos em escolas municipais por conta de reformas, o ano de 2025 foi agitado no campo político na região de Campinas. Entre os fatos marcantes estão ainda a confissão de corrupção passiva por um vereador de Campinas, o pedido de condenação para um legislador em Sumaré e a descoberta de irregularidades em programa de auxílio a estudantes em situação de vulnerabilidade econômica em Indaiatuba. Para relembrar fatos políticos que repercutiram na região e no Brasil, o g1 elaborou uma retrospectiva com as notícias que mais repercutiram e seus desdobramentos ao longo de 2025. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp 👇 Confira abaixo a lista dos 10 acontecimentos políticos que mais repercutiram em 2025: Vice-prefeito de Hortolândia preso em operação da PF contra fraudes em licitações PF prende vice-prefeito de Hortolândia por suspeita de fraude O vice-prefeito de Hortolândia (SP), Cafu César (PSB), foi preso preventivamente no dia 12 de novembro em uma operação da Polícia Federal que investiga supostas práticas ilegais de fraudes em licitações públicas. Na ocasião, o secretário de Educação do município, também foi preso. Segundo a investigação, uma organização criminosa usava lobistas para intermediar contatos entre a empresa usada no esquema e o poder público - além de autoridades municipais, empresários, doleiros e lobistas estão envolvidos. Cafu Cesar foi exonerado do cargo de secretário de Governo após a operação, e teve o afastamento sem remuneração do cargo de vice-prefeito aprovado pela Câmara ainda em novembro. No início de dezembro, a Justiça revogou a prisão preventiva com determinação de medidas cautelares, como o impedimento de assumir novor cargos e funções. Após fraudes, Indaiatuba encerra programa de bolsas para alunos de baixa renda Após fraudes, Indaiatuba encerra 'Passe Bolsa' e inicia revisão de 718 benefícios Em novembro, o Fantástico denunciou irregularidades no programa Passe Bolsa, de Indaiatuba, em que estudantes de alta renda receberam dinheiro do auxílio que deveria ser destinado a alunos em vulnerabilidade social. Após o caso vir à tona, a prefeitura excluiu 76 beneficiários que não atendiam aos critérios mínimos exigidos e faria a notificação para que devolvam os valores recebidos. Dados do Ministério Público (MP) apontam que um grupo que não se enquadraria nos critérios chegou a receber R$ 513 mil. A prefeitura anunciou a suspensão dos pagamentos e revisão dos benefícios. Por reforma, Campinas transfere 800 alunos a prédio 27 km distante Secretaria de Educação de Campinas vê período em transporte de alunos como "pedagógico" A decisão da Secretaria de Educação de Campinas de transferir 800 alunos de uma escola municipal para um prédio contratado 27 km distante, em ônibus contratados para percorrer um trajeto que representava perda de horas de aula e reclamação dos pais, movimentou a cidade em setembro. O representante regional chegou a definir o tempo em trânsito como pedagógico. O Ministério Público (MP) instaurou inquérito para apurar a situação dos estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Padre Leão Vallerié, e a repercussão negativa fez a Prefeitura voltar atrás em algumas decisões, como a determinação do prefeito pela reposição das aulas e o cancelamento da transferência, nos mesmos moldes, de 491 alunos de outra unidade da rede municipal. Após repercussão com 1º caso, Campinas volta atrás e cancela transferência de 491 alunos Vereador Zé Carlos confessa corrupção passiva em esquema na Câmara de Campinas Vereador Zé Carlos, de Campinas, confessa ao MP que pediu propina para manter contrato Em junho, o então vereador Zé Carlos (PSB) confessou que pediu propina para renovar ou manter o contrato de uma empresa terceirizada na Câmara de Campinas no período em que ele foi presidente da Casa. A confissão ocorreu em um acordo de não persecução penal com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), em que o vereador também afirmou que a propina seria destinada a ele mesmo. Dias após o acordo de confissão vir à tona, o vereador pediu renúncia ao cargo. O pedido foi lido na abertura da sessão da Casa, antes da leitura e votação de um pedido de instauração de comissão processante. Entenda acordo que evitou condenação de vereador, mas exigiu confissão de pedido de propina Áudios, CP arquivada e operação do Gaeco: relembre investigação contra vereador de Campinas que confessou ter pedido propina Licitação para compra de merenda em Campinas vira alvo de investigação e prefeitura afasta servidora Licitação para compra de merenda na rede municipal de Campinas vira alvo de investigação Lana Torres / G1 A Prefeitura de Campinas (SP) afastou uma servidora da Coordenadoria de Nutrição após abrir investigação sobre possíveis irregularidades em uma licitação para a compra de parte da merenda escolar da rede municipal. O caso veio à tona em setembro. Dois órgãos receberam denúncias de que as licitações da Secretaria de Educação apresentavam exigências muito específicas, o que restringia a ampla concorrência. O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou a denúncia à Polícia Federal (PF) e solicitou a abertura de inquérito. Gaeco pede que vereador de Sumaré Welington da Farmácia seja condenado por corrupção Vereador Welington da Farmácia (MDB), ex-secretário de Planejamento de Sumaré (SP) Câmara de Sumaré/Divulgação No início de novembro, o Ministério Público (MP) enviou à Justiça as alegações finais na ação contra o vereador Welington da Farmácia (MDB), ex-secretário de Planejamento de Sumaré (SP) e pai do atual vice-prefeito, André da Farmácia (MDB). No documento, o MP pede que o réu, denunciado por corrupção passiva em 2022, seja condenado e cumpra a pena em regime inicial fechado. O advogado Ralph Tórtima Stettinger Filho informou ao g1 que vai argumentar que houve um "sequência de ilegalidades desde o nascimento dessas investigações". Ex-secretário de Sumaré é denunciado à Justiça pelo MP por suspeita de corrupção passiva Campinas retira pedras usadas para evitar moradores em situação de rua no Viaduto Laurão Após 32 anos, Campinas retira pedras instaladas sob Viaduto Laurão Rogério Capela/Prefeitura de Campinas Após 32 anos, a Prefeitura de Campinas (SP) retirou as pedras usadas para evitar a presença de moradores em situação de rua no entorno do Viaduto Laurão, ao redor da pilastra de sustentação do elevado da Avenida Moraes Salles. As pedras foram instaladas sob a estrutura em 1993. Em janeiro, a Secretaria de Serviços Públicos iniciou o plantio de mudas no local. Em nota, o secretário municipal de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, afirmou que a mudança “visa deixar o lugar mais bonito e humanizado”. Tarifaço dos EUA pode impactar produtos exportados pela RMC Donald Trump, em foto de 6 de agosto de 2025 Reuters/Jonathan Ernst O anúncio do tarifaço aos produtos brasileiros imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve repercussão imediata na Região Metropolitana de Campinas. Em agosto, um levantamento do Observatório da PUC-Campinas apontou "forte vulnerabilidade" da pauta exportadora na região com a decisão política. Para efeito de comparação, no 1º semestre de 2025, Campinas foi responsável por 34,33% do total exportado pela região para os EUA. Após negociações com o governo brasileiro, o país norte-americano retirou, em novembro, as tarifas da maior parcela dos itens taxados. Campinas oficializa criação de polo de inovação em Barão Geraldo Oficina regional sobre o PIDS realizada em 2023 Eduardo Lopes/Prefeitura de Campinas O prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), sancionou em novembro a lei que cria o Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (PIDS) no distrito de Barão Geraldo. Aprovado pela Câmara em outubro, o projeto prevê transformar 17 milhões de m² em "um espaço voltado para tecnologia, pesquisa e sustentabilidade", além de "permitir atividades comerciais em áreas residenciais por meio de um modelo de desenvolvimento sustentável". Após liminar do STF, Campinas suspende criação de loteria municipal Bilhete de loteria da Lotto alemã, imagem ilustrativa Dirk Vorderstraße/CC BY-NC 3.0 Em dezembro, a Prefeitura de Campinas suspendeu, por tempo indeterminado, o processo de criação da loteria municipal (Locamp). A medida foi tomada após uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu todos os municípios de criarem ou operarem serviços de loteria e apostas esportivas. A Locamp previa a explocação de qualquer modalidade lotérica, o que inclui a raspadinha, loteria de apostas (como Mega-Sena, Lotofácil, Quina), as de esportes (como Timemania), entre outros produtos. A expectativa era iniciar a operação em 2026. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologia

Mulher consegue emprego como presente de Natal após pedido ao Papai Noel em plataforma de Inteligência Artificial

Publicado em: 25/12/2025 07:00

Papai Noel aderiu ao uso da Inteligência Artificial em Rio Preto (SP) Leandro Ferreira de Oliveira/Arquivo pessoal Neste Natal, a tradicional lista de presentes ganhou um significado diferente: em vez de brinquedos, roupas ou eletrônicos, o Papai Noel entrou na tecnologia e atendeu a pedidos de vagas de emprego. As cartinhas foram enviadas por meio de um aplicativo desenvolvido com Inteligência Artificial por um programador em São José do Rio Preto (SP). Leandro Ferreira de Oliveira decidiu unir tecnologia e solidariedade na plataforma, que tem a proposta de conectar desejos reais de crianças, jovens e adultos a empresas e organizações dispostas a ajudar no noroeste paulista. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na prática, o projeto funciona como um assistente virtual: a pessoa registra um pedido e o algoritmo analisa informações como idade, custo e urgência da solicitação. A partir desses dados, a IA busca empresas parceiras, doadores ou alternativas para tornar o desejo realidade. Se não houver resposta positiva de parceiros locais, a IA pesquisa outras opções ou compara preços. Tudo é organizado para que o pedido tenha a maior chance possível de ser atendido. Segundo o criador, até mesmo pedidos simples passam por análise. "Sempre fui curioso, uma pessoa que buscava algo diferente das experiências tradicionais. A IA é o futuro. Ela é capaz de otimizar processos. A ideia é que a IA seja um assistente virtual. Esperamos alegrar as vidas de milhares de pessoas", comenta Leandro. Entre os pedidos atendidos, dois chamaram a atenção: vagas de emprego. Entre eles, está o de uma mulher de 62 anos. A solicitação foi registrada na plataforma, analisada pela IA e encaminhada a empresas parceiras. O resultado foi a contratação da candidata em um supermercado. O presente, de acordo com Leandro, mudou completamente o Natal dela. Outra mulher, de Votuporanga (SP), que é mãe solo de três filhos, pediu para trabalhar como caixa de supermercado. O pedido resultou em uma entrevista de emprego - o primeiro passo para a contratação. "São bem impactantes alguns desejos assim, porque às vezes são coisas simples. Quem tem um orçamento apertado, às vezes vive com um salário mínimo, R$ 1,5 mil, não pode se dar ao luxo de comprar um chocotone que custa R$ 50. E a gente está podendo realizar esses sonhos, né? Tudo isso aí é uma honra, uma possibilidade muito bacana de poder contribuir e ajudar o próximo", celebra Leandro. O projeto está em funcionamento desde o dia 10 de dezembro e recebeu mais de 300 pedidos. A meta inicial era atender dez solicitações em São José do Rio Preto e dez em Votuporanga, mas o número foi superado antes mesmo do fim da campanha, que ocorreu na terça-feira (23), com a entrega dos pedidos, entre brinquedos, bonecas e cestas básicas. A expectativa é realizar cerca de 40 desejos nesta primeira edição. Em janeiro, a plataforma deve divulgar uma prestação de contas com os dados da campanha, apontando desafios e melhorias para o próximo ano. "A Inteligência Artificial nos ajudou a contatar as pessoas e tomar decisões. Alguns pedidos ainda vão ser atendidos depois do Natal, por conta do frete, logística, que fogem do nosso controle. É como se o Papai Noel existisse de carne e osso." Crianças escaneiam QR Code e fazem pedidos ao Papai Noel em Rio Preto (SP) Leandro Ferreira de Oliveira/Arquivo pessoal 📱 Como funciona a conexão? Para enviar um pedido ao Papai Noel, os interessados escanearam um QR Code, que foi espalhado em papéis e colado em paredes, e preencheram um formulário detalhado com informações. A IA, então, assumiu a função de cruzar os pedidos com as ofertas: Necessidade material: crianças em situação de vulnerabilidade que pedem um brinquedo são conectadas a empresas parceiras que podem fazer a doação; Oportunidade de trabalho: um pai que precisa recomeçar a vida e pede um emprego de açougueiro, por exemplo, é ligado diretamente a vagas abertas e contratantes parceiros na sua cidade; Apoio social e afetivo: pessoas solitárias que buscam a companhia de um pet são conectadas a ONGs de proteção animal para adoção responsável. Para garantir que o máximo de desejos seja realizado, o projeto também abriu um canal de patrocínio comunitário. Pessoas interessadas em apoiar a causa podem fazer doações de qualquer valor via PIX para o "Fundo de Realização". Veja mais notícias da região no g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Por que suas fotos dos anos 2000 podem estar perdidas para sempre — e como preservar as atuais

Publicado em: 23/12/2025 15:11

Segundo estimativas recentes, calcula-se que cerca de 5,3 bilhões de fotografias digitais sejam tiradas todos os dias no mundo Getty Images via BBC No meu aniversário de 40 anos, pedi aos meus amigos e familiares um único presente: fotos minhas do início dos meus 20 anos. Minha própria coleção de imagens dessa época — aproximadamente entre 2005 e 2010 — é terrivelmente pequena. Existe um vazio entre os meus álbuns de fotos impressos da época da faculdade e minha pasta do Dropbox (serviço de armazenamento em nuvem) com registros dos meus primeiros anos como mãe. Tudo o que consegui encontrar daquela época foi um punhado de fotos de baixa resolução, em que apareço em um bar fazendo algo estranho com as mãos. E o resto? Ficou para trás por causa de um computador quebrado, contas de e-mail e redes sociais inativas e um mar de pequenos cartões de memória e pendrives perdidos no caos de várias mudanças internacionais. É como se minhas lembranças não passassem de um sonho. Descobri que não sou a única. No início dos anos 2000, o mundo passou por uma transição repentina e drástica da fotografia analógica para a digital, mas levou um tempo para encontrar um armazenamento fácil e confiável para todos aqueles novos arquivos. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Como não perder fotos e vídeos para sempre? Guia indica onde guardar arquivos 'Mil vezes melhor que celular': por que as câmeras Cyber-shot estão saindo da gaveta Hoje em dia, seu smartphone envia cópias de segurança das fotos para a nuvem assim que elas são tiradas. Muitas imagens capturadas durante a primeira geração de câmeras digitais não tiveram a mesma sorte. Conforme as pessoas trocavam de aparelhos e os serviços digitais surgiam e desapareciam, milhões de fotos se perderam no caminho. Há um buraco negro no registro fotográfico que atravessa a sociedade. Quem tinha uma câmera digital naquela época provavelmente perdeu boa parte das imagens quando deixou de usá-la. Mesmo hoje em dia, os arquivos digitais são muito menos permanentes do que parecem. Mas, se você tomar as medidas certas, ainda é possível proteger suas fotos atuais do mesmo esquecimento. Global 8000: como é o jato executivo mais rápido do mundo Quarto privativo, cama e TV de 32": como é o avião que fará voo mais longo do mundo 'Vejo você em 4 anos': a despedida de adolescentes às redes após proibição na Austrália Neste ano, comemora-se o 50º aniversário da fotografia digital. A primeira câmera digital era um equipamento volumoso e pouco prático, que mais parecia uma "torradeira com uma lente", como explicou seu inventor, Steve Sasson, à BBC. Décadas se passaram até que as câmeras digitais se tornassem um produto de consumo viável, mas, no início dos anos 2000, praticamente todos os meus conhecidos tinham uma. Tiramos milhares de fotos e as compartilhamos em álbuns online com nomes como "Terça à Noite!" ou "Viagem à Nova York — parte 3". Mas será que alguém do meu círculo teria essas imagens 20 anos depois? Quando perguntei, descobri que pouquíssimos as guardaram. Todos enfrentavam os mesmos problemas que eu. Como podia haver tão pouco material de um período tão repleto de fotos? Ao observar nossa relação com as fotografias, o intervalo entre 2005 e 2010 se revela como um microcosmo da Era da Informação. É uma vida inteira de inovação, rupturas e acesso condensado em apenas cinco anos da cronologia da história humana. A revolução digital O ano de 2005 foi um bom momento para quem usava câmeras digitais. Naquele ano, o avanço da tecnologia digital derrubou as vendas de câmeras analógicas, segundo dados da Associação de Produtos de Câmera e Imagem (Cipa, na sigla em inglês). A concorrência acirrada reduziu o preço das câmeras digitais compactas básicas a ponto de torná-las compras por impulso. A qualidade dos equipamentos também melhorou rapidamente, dando a alguns consumidores uma desculpa para atualizar suas câmeras compactas uma ou até duas vezes por ano. Pense nisso: durante um século, a fotografia pessoal foi um processo lento e deliberado. Tirar fotos custava dinheiro. Cada rolo de filme rendia um número limitado de fotos. E se você quisesse ver suas fotos, tinha que gastar tempo revelando o filme ou pagar um laboratório para fazer o trabalho, e depois repetir todo o processo se quisesse cópias impressas. No entanto, a partir de 2005, todas essas barreiras ruíram num piscar de olhos. Logo, os consumidores estavam produzindo milhões de fotos digitais por ano. Mas o que parecia uma época de abundância fotográfica foi, na prática, um momento de extrema vulnerabilidade. Cartões SD, pendrives e discos rígidos externos eram as formas de armazenamento preferidas na década de 2000 Getty Images via BBC "[Os consumidores] não tinham consciência do que não sabiam", afirma Cheryl DiFrank, fundadora da My Memory File, empresa que ajuda clientes a organizar bibliotecas de fotos digitais. "A maioria de nós não dedica tempo para compreender de fato as novas tecnologias. Simplesmente descobrimos como usá-las para atender às nossas necessidades imediatas... e resolvemos o resto depois." Segundo DiFrank, na época as pessoas não tinham consciência de que não conseguiriam "resolver o resto mais tarde". A memória do consumidor médio estava espalhada de forma precária por uma ampla gama de tecnologias portáteis de primeira geração, vulneráveis a perdas, furtos, vírus e à obsolescência: câmeras, cartões SD, discos rígidos, pendrives, câmeras Flip Cam, CDs e um emaranhado de cabos USB que funcionavam com alguns dispositivos, mas não com outros. Ao mesmo tempo, os laptops começaram a superar os computadores de mesa pela primeira vez na história. As pessoas passaram a armazenar e visualizar fotos apenas nesses aparelhos, que, infelizmente, também eram mais fáceis de quebrar ou perder. As vendas de câmeras digitais dispararam em 2005, atingiram o pico em 2010 e depois despencaram, segundo a Associação de Produtos de Câmera e Imagem. O iPhone da Apple foi lançado em 2007, e os telefones celulares logo revolucionaram por completo a então nascente explosão da fotografia digital. Os consumidores rapidamente adotaram a nova tendência fotográfica, muitas vezes sem se deter em proteger as fotos que já haviam feito. O 'buraco negro' A dor de perder fotos é algo pessoal para Cathi Nelson. Em 2009, seu computador e o disco rígido externo de backup foram roubados de sua casa. Como na época ainda não havia serviços de armazenamento em nuvem acessíveis, ela perdeu para sempre grande parte das memórias de sua família. Ironicamente, Nelson agora ganha a vida ajudando outras pessoas a recuperarem suas fotos perdidas. Naquele mesmo ano, Nelson fundou a organização The Photo Manager, que reúne profissionais especializados em organizar acervos de fotos digitais. Naquela época, as coleções de fotos já estavam tão desorganizadas que havia uma enorme demanda por ajuda profissional, diz ela. "As pessoas estão sobrecarregadas pelas opções, pela tecnologia e pela quantidade de dados", escreveu Nelson em um relatório técnico sobre o problema. Os membros da Photo Manager estão constantemente ajudando seus clientes com o "buraco negro" digital de 2005-2010. "Vejo isso repetidamente, essa coisa toda do 'buraco negro' digital", diz Caroline Gunter, integrante do grupo. "Houve um período, do início dos anos 2000 até 2013, em que era muito difícil para as pessoas se organizarem e muitas fotos acabaram se perdendo." Nelson, Gunter e outros membros da organização contam que recuperam imagens pixeladas de bebês feitas em celulares Nokia com teclado físico, resgatam fotos armazenadas em CDs e enfrentam o atendimento ao cliente de sites de álbuns online, como Snapfish ou Shutterfly. "Nossos membros sempre dizem que este é o único trabalho que fazem em que as pessoas choram quando recebem tudo de volta", afirma Nelson. Ao mesmo tempo, ocorreu outra mudança radical: a livre troca de fotos online. Não só tínhamos a capacidade de gerar milhões de fotos, como também podíamos compartilhá-las com toda a humanidade, de uma forma que parecia muito mais permanente do que realmente era. Em 2006, a plataforma de redes sociais MySpace era o site mais popular dos Estados Unidos e, para muitos, tornou-se o serviço preferido para compartilhar e armazenar fotos. Seu reinado, porém, durou pouco. O Facebook foi lançado em 2004 e, em 2012, já contava com mais de 1 bilhão de usuários. O MySpace logo caiu no esquecimento, deixando para trás inúmeras fotos e outras lembranças digitais. Em 2019, o MySpace anunciou que 12 anos de dados haviam sido apagados devido a uma falha acidental no servidor. A empresa afirmou que "todas as fotos, vídeos e arquivos de áudio" publicados antes de 2016 foram perdidos para sempre — toda uma geração de imagens perdida no tempo. No entanto, o MySpace não era o único centro de armazenamento de fotos. Empresas como a Kodak, a Shutterfly, a Snapfish, a rede de farmácias Walgreens e muitas outras empresas também investiram em serviços de fotos online. Os clientes recebiam galerias de fotos online gratuitas, e as empresas podiam gerar receita com impressões e brindes. Inicialmente, o modelo foi um sucesso estrondoso. A Shutterfly, por exemplo, abriu seu capital em 2006 com uma oferta pública inicial de grande repercussão, que arrecadou US$ 87 milhões (aproximadamente R$ 430 milhões). Perdidas para sempre O restante do que ocorreu ficou para os livros de história e para os estudos de caso das escolas de negócios. A Kodak, por exemplo, entrou em processo de falência — embora a empresa tenha ressurgido anos depois. A Shutterfly adquiriu todas as fotos da Galeria Kodak EasyShare, mas minha experiência pessoal mostra que isso não foi uma boa notícia para minhas imagens. Para transferir as fotos da Kodak EasyShare para a Shutterfly, era necessário vincular as duas contas — uma tarefa que nunca concluí, apesar dos vários e-mails enviados pela Shutterfly me incentivando a fazê-lo. Os e-mails de marketing da empresa prometiam aos clientes que as fotos jamais seriam apagadas. Algum tempo depois, porém, ao acessar minha conta, descobri que as imagens estavam arquivadas e inacessíveis. Um porta-voz da Shutterfly afirmou que minha história é conhecida e que a empresa fez todo o possível para auxiliar os clientes na transição para a Kodak. No entanto, infelizmente, algumas fotos se tornaram irrecuperáveis ​​com o tempo. A Kodak lançou muitos modelos de câmeras digitais nas décadas de 1990 e 2000 Getty Images via BBC A Shutterfly ainda mantém parte dessas imagens, mas a empresa não as libera. Segundo um porta-voz, não é possível acessar, baixar ou compartilhar fotos armazenadas na Shutterfly a menos que se faça uma compra a cada 18 meses. Posso usar essas fotos para criar um produto como um calendário fotográfico, que a Shutterfly vende com prazer, mas não consigo acessar meus arquivos a menos que faça compras regulares. É quase como se minhas memórias estivessem sido sequestradas. "O que as pessoas não compreendem é que um dos maiores custos dos negócios online é o armazenamento", afirma Karen North, professora da Escola de Comunicação Annenberg da Universidade do Sul da Califórnia (Estados Unidos). "Havia tanto entusiasmo com as novas tecnologias que não se deu atenção real — muito menos atenção pública — à necessidade de um modelo de negócios sustentável." Na década de 2000, o custo do armazenamento digital era consideravelmente maior do que é hoje. O armazenamento em nuvem externa para as empresas estava apenas começando a surgir naquela época, e muitas empresas precisavam construir e manter seus próprios servidores, o que era um gasto enorme. Os consumidores produziam milhões de fotos digitais, mas, a longo prazo, as empresas online não conseguiam arcar com os custos de armazená-las, afirma North. "No início dos anos 2000, havia a ideia de que tudo o que fosse colocado na internet deveria ser gratuito", diz North. "Todos vivíamos nossas 'segundas vidas' de graça. O Gmail era gratuito. Hoje, ao olhar para trás, fica claro como uma pequena taxa de assinatura da Kodak ou de qualquer um desses sites poderia ter protegido nossas lembranças." O que aconteceu, em vez disso, foi que os consumidores passaram a pagar um preço diferente: todas aquelas fotos carregadas e compartilhadas rapidamente (mas não impressas ou armazenadas em um disco rígido externo) entre 2005 e 2010 ficaram seriamente comprometidas. "Estamos maravilhados com toda essa coisa grátis", diz Sucharita Kodali, analista de mercado varejista da Forrester Research. "Ninguém se pergunta: 'O que acontecerá daqui a cinco ou dez anos?' Perdemos completamente nossa capacidade de pensamento crítico porque fomos deslumbrados pela internet gratuita." As soluções atuais de armazenamento de fotos podem parecer mais permanentes, mas, segundo especialistas como Nelson, os riscos continuam os mesmos. "Psicologicamente, as pessoas não entendiam a diferença entre dados digitais e uma fotografia física", diz Nelson. "Pensamos que estamos vendo uma fotografia real. Mas não estamos. Estamos vendo um monte de números." Você pode segurar uma foto na mão, mas os dados estão a apenas um clique de desaparecer. Como proteger suas fotos "Tudo se resume à redundância", afirma Nelson. "Corremos um risco muito maior hoje do que quando as fotos eram simplesmente impressas." Se os consumidores dependerem demais da nuvem, o destino de suas fotos estará nas mãos de uma empresa que pode falir ou decidir apagá-las completamente. "Ou veja o meu exemplo do roubo de um disco rígido externo, que eu considerava o backup ideal", acrescenta Nelson. "É por isso que a redundância é fundamental." Especialistas em gerenciamento de imagens costumam seguir a chamada regra do 3-2-1 para o armazenamento de fotos. A lógica é manter sempre três cópias de cada imagem: duas guardadas em mídias diferentes (como a nuvem e um disco rígido externo) e uma terceira cópia armazenada em um local físico separado, como um HD deixado na casa de um parente. Essa é a melhor proteção contra falhas tecnológicas e desastres naturais. Aprendi essa lição da pior forma. Hoje, salvo todas as fotos que recebo por SMS ou e-mail no meu dispositivo, que tem backup automático no Google Fotos. Uma vez por mês, faço backup do Google Fotos no meu HD externo. Também é uma boa ideia editar suas fotos diariamente. Sentir que você tem um número administrável de fotos significa que você tem mais chances de estar no controle. "O volume [de fotos] atualmente é insano", diz Gunter. "A seleção de fotos é o que está causando problemas para as pessoas, porque elas não têm tempo. Elas simplesmente continuam acumulando bagunça." No meu aniversário de 40 anos, recebi alguns tesouros que nunca tinha visto antes. Havia uma foto minha com o cabelo incrivelmente curto; o futon estranho que não conseguimos vender e acabamos deixando na calçada; os azulejos de um banheiro que já não existe; bolsas enormes e desnecessárias. Encontrei até um vídeo granulado do meu cachorro, gravado com um celular antigo, no qual uma amiga diz estar apaixonada por "um cara qualquer" — o mesmo cara com quem ela se casou 15 anos depois. Há algo que hoje sabemos e que naquela época não sabíamos: as redes sociais, ou qualquer serviço online, podem não ser guardiãs confiáveis de nossas fotografias. Cabe a nós assumir a responsabilidade real por nossas memórias e reduzir os riscos envolvidos.

Palavras-chave: tecnologia

Decisão do STF suspende lei que obriga comércio a oferecer sacolas gratuitas em Salvador

Publicado em: 22/12/2025 19:23

Alternativas recicláveis e gratuitas devem ser oferecidas por estabelecimentos comerciais de Salvador Reprodução/RBS TV Uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu temporariamente a lei que obriga os estabelecimentos de Salvador a oferecerem sacolas plásticas recicláveis de forma gratuita. A liminar foi expedida no sábado (20), após pedido da Associação Bahiana de Supermercados (Abase), e se estende até o julgamento que pode definir ou não o fim da medida na capital baiana. Na decisão, o ministro citou que leis como essa violam os princípios de livre iniciativa e da livre concorrência e destacou que a tese defendida pela instituição tem chance de vitória, devido a um julgamento recente do próprio STF, que declarou inconstitucional a ação na Paraíba. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A decisão mencionada pelo ministro sustenta que a gratuidade não é necessária para proteger o consumidor em situação de vulnerabilidade e que o valor a mais pelo custeio das sacolas acaba sendo repassado ao preço dos produtos, configurando uma espécie de "venda casada". O g1 procurou a Prefeitura de Salvador, para comentar o caso, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. Conheça lei A lei entrou em vigor no dia 14 de julho de 2024, pouco mais de um mês depois de o projeto ter sido aprovado na Câmara Municipal. A distribuição de sacolas plásticas não recicláveis foi proibida em Salvador em maio deste ano. O projeto foi criado pelo vereador Carlos Muniz (PSDB), presidente da Câmara Municipal de Salvador. Desde a proibição, os estabelecimentos, principalmente supermercados, passaram a cobrar valores extras aos que desejassem embalar as compras em sacolas plásticas recicláveis, que eram oferecidas nos caixas. A opção gratuita para os consumidores era levar as próprias embalagens ou sacolas de casa, o que gerou queixas. Com a aprovação da Lei 9.817/2024, houve uma alteração na primeira lei referente as sacolas plásticas, a 9.699, de 18 de maio de 2023. Portanto, os estabelecimentos têm de oferecer alternativas gratuitas para os clientes, como sacolas de papel ou plástico biodegradável, que se desintegra na natureza em um tempo menor do que o convencional. As sacolas devem ser feitas, majoritariamente, com materiais oriundos de fontes renováveis. Os estabelecimentos são obrigados a fixar placas visíveis aos clientes, informando a respeito. A lei se estende aos atacadistas em relação aos produtos comercializados no varejo. Esses estabelecimentos, porém, já faziam cobranças pelas sacolas muito antes de a lei entrar em vigor. Os preços variam entre R$ 0,15 e R$ 0,30. Conforme o texto, se algum estabelecimento não cumprir a ordem, o cliente pode procurar órgãos de defesa do consumidor, contudo, o dispositivo não detalhou multas previstas em casos de descumprimento. LEIA MAIS: Prefeitura sanciona lei que proíbe fornecimento de canudos plásticos em Salvador Aprovado projeto de lei que obriga bares, restaurantes e casas noturnas a ajudarem mulheres vítimas de assédio na Bahia Lei que proíbe o uso de sacolas plásticas não recicláveis no comércio de Feira de Santana é promulgada Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: câmara municipal

Seu PC está em risco? Falha na BIOS atinge processadores Intel e diversas marcas

Publicado em: 22/12/2025 16:17 Fonte: Tudocelular

Uma nova vulnerabilidade descoberta no firmware UEFI — a "nova BIOS" — de diversas placas-mãe populares colocou milhares de computadores em risco. Segundo um alerta emitido por pesquisadores de segurança da Riot Games, o problema afeta modelos de fabricantes como ASUS, MSI, Gigabyte e ASRock. Essa é só mais uma das preocupações de usuários de PC no mês de dezembro, depois que uma atualização do Windows 11 aparentemente deixou computadores mais lentos.A falha reside na forma como essas placas gerenciam o IOMMU, uma camada de proteção essencial. O sistema reporta falsamente que a proteção está ativa, quando, na verdade, a memória RAM está exposta a leituras e gravações não autorizadas durante a inicialização. Como funciona o ataque A vulnerabilidade é classificada como um risco de Acesso Direto à Memória (DMA). Isso significa que um dispositivo malicioso conectado à placa-mãe, via slot PCIe ou porta Thunderbolt, pode acessar dados sensíveis ou injetar códigos no sistema antes mesmo de o Windows ou o antivírus carregarem.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: windows

Cidade paranaense destruída por tornado liderou desmatamento da Mata Atlântica no Brasil por três décadas, indica levantamento

Publicado em: 18/12/2025 05:04

Cidade do PR destruída por tornado liderou desmatamento da Mata Atlântica por três décadas A cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro do Paraná, vem perdendo floresta há anos e liderou o desmatamento da Mata Atlântica no Brasil entre 1985 e 2000, segundo o MapBiomas, sistema de validação e refinamento de alertas de desmatamento. Nesse período, foram removidos 24,9 mil hectares de mata – área maior que a metade de Curitiba – e, entre 2000 e 2024, outros 497 hectares desapareceram, o equivalente a quase 800 campos de futebol. Assista acima. Rio Bonito do Iguaçu ficou 90% destruída após ser atingida por um tornado F4 em há pouco mais de um mês, em 7 de novembro. Sete pessoas morreram e centenas ficaram feridas. À época, um especialista ouvido pelo g1 alertou que, sem florestas, as cidades ficam mais vulneráveis a eventos climáticos extremos, como tornados. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp Imagens de satélite mostram a rápida transformação da paisagem na cidade paranaense. Em 1984, uma extensa área de floresta cobria a margem direita do Rio Iguaçu no município. Hoje, restam apenas fragmentos em topos de morro e faixas estreitas ao longo de rios. De um lado, em 1985, a região de Rio Bonito do Iguaçu mantinha uma área grande de floresta. Do outro, em 2020, é possível notar que praticamente toda a área vende foi desmatada. Google Earth Outro dado chama a atenção na cidade, que tem pouco mais de 13 mil habitantes. Segundo a ONG brasileira SOS Mata Atlântica, Rio Bonito do Iguaçu perdeu cerca de 60% da vegetação nativa nas últimas três décadas. Segundo Luís Fernando Guedes, representante da ONG, a região concentra, a perda da cobertura florestal reduz a capacidade de absorver a energia dos ventos. “Historicamente, o estado aparece entre os líderes do desmatamento do bioma. Uma região com menos floresta fica mais sujeito ao impacto de eventos extremos. Se houvesse mais cobertura florestal, a energia do tornado poderia ser dissipada e os impactos seriam menores”, afirma. Rio Bonito do Iguaçu (PR), após o tornado de 7 de novembro Henrique Cabral Leia também: Recuperação: Advogada que salvou família de incêndio acorda e se comunica Barracão: Empresa é destruída por incêndio no Paraná dias antes da inauguração Bombou no g1: Zeladora passa dias recusando ligações até descobrir que era aviso de prêmio Florestas como barreiras contra desastres climáticos O climatologista Francisco Mendonça, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), afirma que o tornado na região foi resultado de fenômenos climáticos que têm se tornado mais frequentes e intensos no estado. Para ele, o avanço do desmatamento e o aquecimento das águas do oceano eliminam o anteparo natural contra os ventos fortes, o que deixa as cidades mais vulneráveis. "As matas são o anteparo natural contra a força dos ventos. Sem elas, os fenômenos se formam mais rápido, mais fortes e chegam às cidades [...] Os ventos se formam naturalmente, mas ganham força em uma paisagem cada vez mais desprotegida", afirma. O climatologista explica que eventos como o tornado do último mês ocorreram em outras épocas, mas estão se tornando mais comuns e intensos com o aquecimento do planeta. "Esses fenômenos sempre aconteceram em regiões tropicais e subtropicais, mas agora ocorrem com muito mais frequência. O ano passado foi um dos mais quentes da história da Terra, e este também está sendo. As águas do oceano se aquecem e injetam mais vapor no ar, o que torna a atmosfera mais turbulenta", diz. Segundo estudos da pesquisadora Maria Cristina Pietrovski, de 2018 a 2023, a região Sul registrou 92 tornados – a maior ocorrência em comparação com as outras regiões do país. No período, 17 deles foram no Paraná. Paraná já registrou a passagem de outros tornados antes de Rio Bonito do Iguaçu. RPC Anos antes do período analisado, outros eventos similares também causaram grandes problemas no estado, entre eles, um evento registrado em 1997, em Nova Laranjeiras, provocou quatro mortes e 72 feridos. Um dos episódios mais recentes foi em Marechal Cândido Rondon, no oeste, em novembro de 2015. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), os ventos ultrapassaram 115 quilômetros por hora. Cidades precisam se tornar resilientes Aumento de eventos climáticos extremos exigem novo modelo de construções Além da reflexão sobre o desmatamento na região, a destruição em Rio Bonito do Iguaçu provoca o debate sobre o conceito de cidades resilientes, que são municípios preparados para enfrentar e se recuperar de desastres climáticos. Para Eduardo Gomes Pinheiro, pesquisador da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), o planejamento urbano ainda ignora essa necessidade. “A resiliência atravessa todas as etapas do ciclo de desastres, a prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação, e deve orientar o planejamento urbano como um todo”, diz ele. Entenda: Aumento de eventos climáticos extremos no PR exige novo modelo de construções Pinheiro diz que obras públicas, por exemplo, devem considerar se reduzem ou ampliam vulnerabilidades. "Como esse tipo de raciocínio costuma ficar fora das práticas administrativas, cidades seguem sendo construídas sem infraestrutura adequada, o que intensifica perdas humanas, destruição de patrimônio, impactos na economia local e até interrupções no calendário escolar", afrma. Segundo a Defesa Civil, mais de mil moradores ficaram desabrigados após o tornado. O Governo do Paraná iniciou a construção emergencial de 320 casas pré-fabricadas. Destas, 200 serão erguidas nos terrenos atingidos e 120 em um novo bairro. As obras começaram em 17 de novembro e devem levar cerca de dois meses. Projeto mostra divisão das casas pré-fabricadas de Rio Bonito do Iguaçu Eduardo Andrade/RPC VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: tecnologia

Sistema antigranizo: entenda como tecnologia adotada por cidade de SC pode ajudar a reduzir prejuízos de tempestades

Publicado em: 18/12/2025 04:01

Chapecó começa a instalar as primeiras peças do sistema antigranizo 🌧️🧊 Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, será a primeira cidade do Brasil a instalar um sistema antigranizo em área urbana. A implantação começa em janeiro de 2026, com três equipamentos nos bairros Efapi e Marechal Bormann para reduzir prejuízos causados por tempestades. A tecnologia, já usada em plantações no Sul do país, tem como objetivo diminuir os gastos do município com danos provocados pelo granizo em casas e espaços públicos, segundo Walter Parizotto, diretor da Defesa Civil. “O custo desses três equipamentos não supera o valor gasto pelo município em um único evento climático, em 2019”, afirmou Parizotto. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Como a chuva de granizo se forma? As peças vêm da Espanha e devem estar instaladas e funcionando até o fim de março. Os locais foram escolhidos com base em análises técnicas, priorizando áreas com maior histórico de prejuízos e vulnerabilidade social. A escolha também levou em conta a origem das nuvens de granizo, que vêm principalmente das regiões Sul e Sudeste, onde os aparelhos serão instalados. Ainda segundo a Defesa Civil, Chapecó já teve mais de R$ 1,5 milhão em perdas na agricultura só neste ano. O sistema também deve ajudar pequenos agricultores do distrito de Marechal Bormann, que já tiveram várias perdas nas lavouras. Pedras de granizo Jhon Kenedy Vídeo mostra gritos de passageiros em forte turbulência após avião ser atingido por granizo em Chapecó Chapecó já decretou emergência após chuva de granizo: 'Terceira vez que perco praticamente todos os móveis' ☂️Sistema atua como 'guarda-chuva' Serão três equipamentos instalados em bairros de Chapecó Reprodução/ Defesa Civil O sistema dispara explosões controladas de gases que geram ondas hipersônicas na atmosfera. Essas ondas desestabilizam as nuvens e quebram as pedras de gelo, transformando o granizo em chuva comum. As nuvens são monitoradas por satélite e o disparo é automático. Segundo Parizotto, o sistema atua como um “guarda-chuva”, protegendo toda a área dentro do raio e oferecendo cobertura extra além do limite. 🧊🤔Como se forma o granizo? A chuva de granizo acontece quando o ar quente da superfície terrestre encontra nuvens densas e muito frias em pontos mais altos da atmosfera. Devido ao contraste brusco de temperatura, as gotas de água se solidificam. As pedras de gelo são formadas no interior das nuvens chamadas cumulonimbus e caem em formato de granizo. Esse tipo de tempestade ocorre com a chegada de frentes frias. Entenda como se formam as chuvas de granizo VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Palavras-chave: tecnologia

Acordo Mercosul-UE: Conselho Europeu se reúne para aprovar ou barrar a negociação de 25 anos

Publicado em: 18/12/2025 00:01

Marcelo Lins explica por que acordo UE-Mercosul é complexo A partir desta quinta-feira (17), o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em seu momento mais crucial desde que os blocos chegaram a um entendimento em dezembro do ano passado, após 25 anos de idas e vindas. Entre hoje e amanhã, os governos dos países da UE se reúnem no Conselho Europeu para deliberar sobre a aprovação do texto. Se houver aval, a assinatura do texto final está prevista para sábado (20), em Foz do Iguaçu, durante a cúpula de chefes de Estado do Mercosul. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Em resumo, as votações podem definir se o tratado será finalmente ratificado ou barrado, em um contexto em que o debate deixou de ser apenas comercial e segue cercado de resistências dentro do bloco europeu. Um primeiro passo positivo foi dado nesta semana, quando o Parlamento Europeu aprovou salvaguardas agrícolas que passaram a integrar o texto e podem ser importantes para destravar o avanço político do acordo. Mas, capitaneados pela França, um grupo de países promete embaralhar o jogo e ameça um desfecho positivo para a negociação. A seguir, o g1 explica o que foi decidido até agora e o que ainda está em jogo. Entre a assinatura e a ratificação Acordo avança com novas restrições O que está em jogo no Conselho Europeu? Tabuleiro geopolítico europeu O que está em jogo para o Brasil? Acordo UE-MERCOSUL REUTERS Seis anos entre assinatura e ratificação Embora haja expectativa em torno de uma possível ida da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, à Cúpula do Mercosul para assinar o acordo, o tratado chegou a ser firmado politicamente em 2019. Naquele momento, a assinatura teve caráter político e simbólico, sem efeitos imediatos sobre tarifas ou regras comerciais. Desde então, o texto passou por um longo período de revisões e ajustes antes de avançar para a etapa atual. Segundo Regiane Bressan, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), esse intervalo pode ser explicado por dois fatores principais. O primeiro é a própria complexidade das negociações, que se estenderam por cerca de 25 anos. O segundo fator está relacionado à incorporação, ao longo do processo, de temas que ganharam relevância com o tempo, especialmente na área ambiental. “A União Europeia acrescentou uma série de exigências ambientais que não faziam parte do desenho original de 1999. São os chamados ‘acordos 2.0’, que vão além do comércio e incorporam valores europeus, como a Agenda 2030, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e compromissos climáticos internacionais, o que tornou o acordo mais amplo e complexo.” Bressan acrescenta que fatores políticos também contribuíram para a paralisação do processo após a assinatura, em 2019. Resistências internas na União Europeia e mudanças de posição do lado brasileiro ao longo dos anos seguintes ajudaram a postergar o avanço do acordo. Como resultado, houve um intervalo de cerca de seis anos entre o ato político inicial e o momento atual, em que o tratado volta a ser analisado pelos governos europeus. Acordo avança, mas com novas restrições Na última terça-feira, o Parlamento Europeu aprovou um conjunto de salvaguardas agrícolas por 431 votos a favor e 161 contrários. O mecanismo autoriza a União Europeia a suspender temporariamente as tarifas reduzidas concedidas a produtos agrícolas do Mercosul sempre que houver avaliação de risco de prejuízo ao mercado local. José Pimenta, diretor de Comércio Internacional na BMJ Consultores Associados, explica que instrumentos desse tipo existem no comércio internacional e são usados para proteger setores domésticos de aumentos abruptos de importações. “No caso do acordo Mercosul-UE, a salvaguarda foi desenhada principalmente para atender às demandas de agricultores europeus — sobretudo franceses — que temem perder espaço após décadas de proteção garantida pela Política Agrícola Comum.” ➡️ Na prática, o texto aprovado tornou mais fácil e mais rápido o acionamento dessas barreiras. Antes, seria necessário um aumento de 10% ao ano nas importações para justificar a suspensão das tarifas. Com a nova regra, basta um crescimento médio de 5% ao longo de três anos para produtos considerados sensíveis, como carne bovina e aves. Além disso, o prazo de investigação foi reduzido: passou de seis para três meses, ou para até dois meses no caso de produtos agrícolas. Também deixou de ser exigida a comprovação detalhada de dano econômico, adotando-se o critério da chamada “presunção de prejuízo”, o que amplia a margem de atuação das autoridades europeias. Outro ponto que Pimenta considera relevante é o alcance do mecanismo. Isso porque um aumento de preços acima de 5% em apenas um país da UE pode levar à suspensão das importações daquele produto em todo o bloco, afetando os 27 Estados-membros. Isso pode ampliar o efeito da medida para além do mercado onde o desequilíbrio foi identificado. Soma-se a isso a exigência de reciprocidade, que autoriza a UE a cobrar dos países do Mercosul padrões ambientais e sanitários equivalentes aos europeus. Apesar de trocarem elogios, Emmanuel Macron e Lula estão em lados opostos quando o assunto é o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. O francês é contra e o brasileiro é a favor RICARDO STUCKERT / PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA O pesquisador Leonardo Munhoz do Centro de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV) frisa que a cláusula tem forte peso político. “Ela funciona como um instrumento de garantia para dar mais segurança a países que oferecem resistência ao acordo, como França, Áustria e Irlanda, além da Itália, que ocupa uma posição mais pendular. A cláusula busca criar uma margem de proteção às preocupações dos produtores rurais europeus”, afirma. Ao mesmo tempo, Munhoz alerta que a exigência pode elevar custos e dificultar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu. Isso ocorre, explica, porque a agricultura tropical opera sob condições distintas das encontradas na Europa, marcada por clima temperado e padrões produtivos historicamente diferentes. O que está em jogo no Conselho Europeu? Com a aprovação das salvaguardas pelo Parlamento Europeu, o processo avança agora para o Conselho Europeu, instância responsável por autorizar formalmente a Comissão Europeia a ratificar o acordo. Diferentemente do que ocorre no Legislativo, onde basta maioria simples, o Conselho exige maioria qualificada: o apoio de ao menos 15 dos 27 países do bloco, que representem 65% da população da União Europeia. É justamente nessa etapa que se concentra o principal risco político de o acordo não avançar. “França e Polônia seguem abertamente contrárias ao tratado, enquanto Bélgica e Áustria demonstram desconforto. Se a Itália mantiver uma posição favorável, o acordo fica praticamente assegurado dentro da União Europeia”, afirma Pimenta. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, discursa na Câmara Baixa do Parlamento, antes da cúpula de líderes da União Europeia. Remo Casilli/Reuters Nesse contexto, a Itália, com cerca de 59 milhões de habitantes, tornou-se o fiel da balança. Uma eventual rejeição italiana, somada à oposição francesa e polonesa, seria suficiente para barrar o acordo, ao concentrar mais de 35% da população do bloco — percentual capaz de impedir a formação da maioria qualificada exigida no Conselho Europeu. Para o gestor de riscos Rodrigo Provazzi, as dificuldades em torno da ratificação ajudam a ilustrar a complexidade de conciliar interesses em um bloco formado por países com trajetórias políticas e institucionais distintas. “São países que historicamente se constituíram a partir de regiões com alto grau de autonomia, o que torna o processo decisório mais fragmentado do que em outras partes do mundo”, ressalta. Mercosul no tabuleiro geopolítico europeu Embora o debate público esteja concentrado no agronegócio — principal foco da resistência europeia — o acordo entre Mercosul e União Europeia é mais amplo e vai além do comércio de produtos agrícolas. Leonardo Munhoz reforça que o tratado abrange temas como indústria, serviços, investimentos, propriedade intelectual e insumos produtivos, o que ajuda a explicar o apoio de diferentes setores econômicos do bloco europeu. Segundo Leonardo Munhoz, diversos setores econômicos europeus, como indústria de manufatura, indústria de transformação e alta tecnologia, serviços e até segmentos do próprio agronegócio, têm se mostrado favoráveis ao tratado. “Países como Alemanha, Espanha e Portugal estão entre os principais defensores da ratificação, por avaliarem que o tratado traz ganhos econômicos importantes e contribui para a diversificação das relações comerciais da UE”, destaca o pesquisador da FGV Agro. Na avaliação da professora de Relações Internacionais Regiane Bressan, esse apoio também está ligado a um contexto mais amplo, de perda de dinamismo econômico e de espaço geopolítico do bloco europeu. Esse cenário foi reforçado pela política tarifária adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acelerou negociações comerciais em várias regiões ao ampliar a busca por novos parceiros e pela diversificação de mercados. Para a União Europeia, o efeito foi o aumento da urgência em avançar com o acordo com o Mercosul, especialmente a partir de 2025. “Negociadores europeus passaram a ver o bloco sul-americano como uma região-chave para evitar que a América do Sul se consolide como área de influência quase exclusiva da China”, diz Bressan. Ela reforça que se trata de uma tentativa de reposicionar a UE no comércio global, diversificar parceiros e reduzir vulnerabilidades externas, em um cenário internacional cada vez mais marcado por disputas geopolíticas. União Europeia e Mercosul estão próximos de acordo Imagem: TV Globo Por que o acordo importa para o Brasil? Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o acordo com a União Europeia reforça sua inserção no cenário internacional. Além de ampliar o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores, o tratado ajuda a posicionar o país em um ambiente global marcado por disputas comerciais e tensões geopolíticas. Os impactos do acordo, no entanto, vão além do agronegócio e alcançam também a indústria brasileira. A redução de tarifas para produtos manufaturados europeus tende a intensificar a concorrência no mercado interno, ao mesmo tempo em que pode diminuir o custo de insumos, máquinas e equipamentos utilizados pela indústria nacional. Na avaliação de especialistas ouvidos pelo g1, esse movimento pode favorecer ganhos de produtividade. Os efeitos concretos, porém, dependerão da capacidade do país de adaptar sua base industrial, atrair investimentos e utilizar o período de transição previsto no tratado para se ajustar às novas condições de concorrência. As exigências ambientais seguem como um dos principais pontos de tensão nas negociações. A UE busca incorporar ao acordo sua agenda de desenvolvimento sustentável, enquanto os países do Mercosul argumentam que já dispõem de marcos regulatórios próprios, como o Código Florestal brasileiro. Para Munhoz, ao impor um método específico de produção, que abrange aspectos ambientais e sanitários, a cláusula acaba tendo efeito extraterritorial — o que é questionável pelas regras de comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Se a aplicação for considerada discriminatória ou injustificada, o Brasil poderia recorrer juridicamente à OMC ou outras plataformas internacionais. Porém, essa seria uma péssima forma de se iniciar o acordo”, salienta. Além disso, o tratado deixa claro que há modelos diferentes de como o Brasil pode se relacionar com outros mercados no comércio internacional. Enquanto a relação comercial com a China se concentra principalmente na compra de commodities, o vínculo com a União Europeia envolve condicionantes ambientais e cooperação regulatória. Caso o acordo não seja ratificado, a avaliação é de que o Brasil tende a intensificar suas relações com a Ásia, especialmente com a China — que atualmente compra mais que o dobro do volume exportado pelo país ao mercado europeu e não impõe exigências relacionadas a normas e selos ambientais de produção.

Palavras-chave: tecnologia

Judiciário altera normas após reportagem do g1 revelar exposição de dados de crianças e adolescentes

Publicado em: 17/12/2025 05:03

Dados sigilosos de crianças e adolescentes vazam em sites jurídicos Após reportagem do g1 revelar que dados sigilosos de crianças e adolescentes estavam expostos em sites jurídicos, o Judiciário alterou a redação de artigos das Normas de Serviço da Corregedoria-Geral da Justiça de São Paulo para reforçar a proteção da identidade de partes em processos que tramitam sob segredo de justiça. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial de Justiça de São Paulo desta terça-feira (16). A apuração mostrou que nomes completos de menores apareciam em decisões judiciais e em publicações oficiais, mesmo em ações que deveriam ter sigilo absoluto, o que expôs crianças e adolescentes a constrangimentos e riscos. Com a repercussão das reportagens, a Corregedoria decidiu endurecer e detalhar as regras, deixando explícito que o nome completo das partes não pode constar nem das publicações, nem do conteúdo das decisões e sentenças. Em nota, o TJ afirmou que "trata-se de atualização das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça para constar, de forma expressa, disposições que já estavam previstas em outros normativos vigentes. A revisão atende à necessidade permanente de atualização das Normas de Serviço e observa determinações já estabelecidas." "Ressalte-se que não houve inovação de conteúdo. A redação anterior fazia referência à sentença de forma mais genérica, enquanto o texto atualizado passou a mencionar, de maneira individualizada, cada uma de suas partes - relatório, fundamentação etc. A alteração das normas reforça a preocupação do TJSP na proteção dos dados dos processos sob segredo de Justiça", diz. Normas de Serviço da Corregedoria-Geral de Justiça – antes e depois Artigo 138 - antes e depois 🔹 Como era antes: Art. 138. Da publicação no Diário da Justiça Eletrônico a respeito de processos sujeitos ao segredo de justiça constarão as iniciais das partes. 🔹 Como ficou depois: Art. 138 – Nos processos que tramitam sob segredo de justiça, é vedada a menção ao nome completo das partes, devendo constar das decisões judiciais, das sentenças – relatório, fundamentação e/ou parte dispositiva – e das publicações no Diário de Justiça Eletrônico Nacional (DJEN) apenas as respectivas iniciais. Artigo 762 – antes e depois 🔹 Como era antes: Art. 762. Para resguardar o segredo de justiça, os editais de citação limitar-se-ão aos dados essenciais à identificação dos pais ou responsáveis. Parágrafo único. Da publicação no Diário da Justiça Eletrônico a respeito de processos sujeitos ao segredo de justiça constarão as iniciais das partes. 🔹 Como ficou depois: Art. 762. Parágrafo único – Nos processos que tramitam sob segredo de justiça, é vedada a menção ao nome completo das partes, devendo constar das decisões judiciais, das sentenças – relatório, fundamentação e/ou parte dispositiva – e das publicações no Diário de Justiça Eletrônico Nacional (DJEN) apenas as respectivas iniciais. Saiba mais: Dados sigilosos de crianças e adolescentes de processos do TJ-SP vazam em sites jurídicos e expõem jovens a constrangimentos e riscos Como ocorreu o vazamento de dados de crianças e adolescentes de processos de SP; veja as principais suspeitas Após reportagem do g1, Jusbrasil identifica falha que reproduziu dados de crianças do Diário Oficial de Justiça e remove conteúdo Crianças vítimas de estupro têm dados expostos por anos em site jurídico após processo do TJ-SP vazar: 'Sempre alguém manda print' Mudança amplia proteção de dados Na prática, as normas anteriores mencionavam apenas as publicações no Diário da Justiça, sem detalhar o conteúdo das decisões e sentenças. A nova redação amplia o alcance da regra e busca impedir que nomes completos apareçam em documentos judiciais que acabam sendo replicados por plataformas privadas na internet. Falhas Depois da publicação da reportagem, o Jusbrasil, um dos sites jurídicos que divulgou informações sigilosas de processos envolvendo crianças e adolescentes, identificou a falha e removeu os conteúdos. O site não sabe o número exato de dados expostos, mas afirmou que retirou centenas de processos, oriundos de fontes oficiais, só na semana passada. "A partir de investigações internas detalhadas, o Jusbrasil identificou que houve uma falha operacional em nossos mecanismos de identificação e remoção de conteúdos reproduzidos na plataforma com informações que identificam adolescentes envolvidos em atos infracionais, que foram original e indevidamente publicadas nos diários oficiais de justiça. Trata-se de um tema relevante, que demanda ação coordenada, responsabilidade compartilhada e total transparência", diz. "Diante dessa situação, revisamos imediatamente nossos fluxos internos de prevenção e monitoramento proativo, bem como conduzimos uma varredura técnica para identificar os documentos jurídicos com esse tipo de informação. Estamos removendo do site todos os conteúdos identificados até o momento com este tipo de informação em nossos sistemas. Seguimos com o monitoramento para garantir que novos casos sejam prontamente tratados. Temos um canal de atendimento que funciona 24h por dia para a solicitação de desidentificação de informações. Nos casos em que os conteúdos têm origem em diários oficiais, o pedido de desidentificação é tratado de forma imediata", completa. O Jusbrasil afirmou ainda que a exposição "contraria os princípios de proteção à infância e adolescência, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e não reflete os valores da nossa plataforma". "Reconhecemos a gravidade do impacto que esse tipo de exposição pode causar a adolescentes e suas famílias", dizem. Além do Jusbrasil, o Escavador também reproduziu dados de crianças e adolescentes. O Tirbunal de Justiça segue investigando a origem do vazamento. Segundo a instituição, as apurações têm como "intuito principal esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." Os dados divulgados Como o g1 mostrou, o problema veio à tona após técnicos de serviços de medidas socioeducativas perceberem que adolescentes acompanhados por eles estavam sendo identificados publicamente. Um desses serviços mapeou 40 nomes vazados apenas em uma única região da capital paulista, segundo a Defensoria. A partir daí, denúncias passaram a chegar de forma contínua ao Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), que hoje contabiliza mais de 50 casos confirmados, embora a estimativa real seja muito maior. Depois da publicação da reportagem, o g1 recebeu denúncias de vazamentos também de processos de crianças vítimas de estupros e de processos de adoção (leia mais abaixo). Além dos nomes e idades, também ficam expostos detalhes sobre os atos infracionais atribuídos aos adolescentes — em sua maioria, crimes contra o patrimônio, como furto. É algo completamente inédito. Estou na Infância há quase dez anos e nunca havia visto qualquer tipo de vazamento”, diz a defensora responsável pelo núcleo. “Esses processos têm camadas de sigilo e, em alguns tipos, até os próprios defensores precisam de credenciais especiais para acessá-los. Encontrar esse material exposto em sites abertos é extremamente grave. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro: o artigo 247 proíbe qualquer divulgação, total ou parcial, de dados que identifiquem adolescentes envolvidos em atos infracionais, seja por publicação original ou republicação — argumento que contradiz a defesa apresentada por sites que afirmam apenas “republicar dados públicos”. A pena é de multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência. Quem exibe ou transmite imagem e dados de adolescentes incorre na mesma pena. "Entendo que o TJ pode responder com base no ECA e na Constituição Federal ao expor nomes e informações de processos de crianças e adolescentes, que deveriam tramitar em sigilo. O segredo de Justiça visa evitar a revitimização das próprias crianças e adolescentes", diz Ariel de Castro Alves, advogado e membro da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB. Dados de adolescente expostos em site jurídico Reprodução Constrangimentos e violação de direitos O vazamento não é apenas uma falha administrativa: ele tem consequências diretas na vida dos jovens. Uma adolescente perdeu o emprego depois que o empregador, ao buscar seu nome na internet, encontrou o processo sigiloso e decidiu demiti-la. Em outro caso, um estudante abandonou o ano letivo após ser exposto de forma vexatória na escola. Há ainda situações envolvendo adolescentes em contextos de ameaça, nos quais a divulgação aumenta o risco real à integridade física. Um desses casos é de um adolescente que cumpriu medida socioeducativa por seis meses em uma creche para crianças pequenas. O pai explica que o filho só passou a responder ao processo porque se aproximou de um adolescente que, segundo ele, era o verdadeiro responsável pelo ato infracional investigado. “O principal adolescente no processo é o 'fulano'. Meu filho acabou sendo investigado por estar perto dele, mas o juiz enxergou que ele não tinha cometido nada. Ele foi inocentado”, afirma. Sombra de adolescente, menino, garoto Navneet Kaur/Pexels O pai conta que o jovem ficava muito tempo sozinho em casa e acabou se envolvendo com um grupo que considerava perigoso, mas que o acolhia. “Ele mesmo dizia: 'Eu sabia que eles faziam coisa errada, mas eu falava que era contra. Eram as pessoas que conversavam comigo, que jogavam joguinho online comigo'.” Por isso, ele acabou recebendo uma medida socioeducativa leve, voltada para orientação. “O juiz entendeu que ele precisava aprender a selecionar amizades, a tomar cuidado com internet, com redes sociais”, diz o pai. O processo do adolescente foi arquivado após seis meses, quando a Justiça concluiu que ele não havia participado do ato infracional. Mesmo assim, passou a ser alvo de estigma na escola depois que o processo apareceu ao se digitar seu nome no Google. “Eu tenho o print do Jusbrasil. Se digitava o nome dele na internet, aparecia o processo”, disse. Ele afirma que, a partir disso, o adolescente passou a ser visto como “perigoso” e “agressivo” por colegas e funcionários. “O segurança falava no rádio: 'menino chegou, toma cuidado', como se ele fosse um ladrão”, relatou. O pai conta ainda que a coordenadora o chamou numa sala fechada e insistiu para que ele admitisse ter machucado alguém, o que ele negou repetidas vezes. A família também acredita que a escola vasculhou as redes sociais do jovem, já que um vídeo postado apenas para amigos acabou enviado ao técnico da medida. O pai diz que o conjunto dessas situações fez o filho voltar a apresentar sintomas de depressão. “Ele estava muito bem, mas voltou a ficar triste, revoltado. Parou de ir para a escola.” Hoje, o adolescente estuda em regime domiciliar. Dados sigilosos de menores em processos do TJ-SP vazam em sites 'Sempre alguém manda print' Um processo sigiloso envolvendo crimes sexuais contra crianças e adolescentes, em uma cidade da Grande São Paulo, tramitou por anos com todas as informações abertas ao público, permitindo que sites jurídicos reproduzissem o conteúdo integral, incluindo nomes completos das vítimas, endereço aproximado, escola, bairro onde moravam e detalhes suficientes para identificá-las. O material permaneceu acessível por anos no Diário Oficial da Justiça de São Paulo e no Jusbrasil, mesmo se tratando de um procedimento que deveria ter segredo absoluto, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Jusbrasil retirou o material do ar na sexta-feira (12), após o g1 acioná-lo. Um dos jovens atingidos pelo vazamento, que teve seu nome publicado tanto como vítima de abuso sexual quanto, posteriormente, como suposto aliciador, afirma que a divulgação do processo inteiro marcou sua vida. “Esse processo já me causou muita coisa ruim. Já rolou em grupos de WhatsApp, já fui exposto na minha comunidade. Eu tive que mudar de escola”, disse ao g1. O jovem explica que, embora tenha sido inicialmente tratado como se participasse dos crimes, a Justiça posteriormente reconheceu que ele era vítima, usada e manipulada pelo agressor, um militar, amigo da sua mãe, que também o havia violentado aos sete anos de idade. TJ e CNJ negam falhas; origem do vazamento segue desconhecida O Núcleo da Defensoria notificou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas, até agora, nenhum órgão identificou a origem do vazamento ou apresentou medidas concretas para solucioná-lo. O Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou, por meio de nota, que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. "As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal", diz. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados. Já o CNJ afirmou que a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao TJ. "O TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos", diz. A defensora discordou sobre o número de casos que foram apresentados pelo órgão ao TJ e CNJ. “O CNJ arquivou dizendo que eram poucos casos, mas já mapeamos dezenas, e sabemos que o universo é muito maior. É indispensável uma investigação mais profunda sobre como esses dados sigilosos estão sendo extraídos e repassados.” Possíveis fontes do vazamento Segundo a Defensoria, três caminhos têm sido identificados como potenciais pontos de fragilidade: Publicações judiciais que não foram anonimizadas, inclusive em varas criminais, onde adolescentes são citados nominalmente. Casos com atuação de advogados, que acabam indo para o Diário de Justiça Eletrônico sem o devido cuidado com o sigilo. A publicação indevida de atos processuais que jamais poderiam ser divulgados, como os do juízo corregedor — o tipo de processo que possui o maior nível de sigilo. A defensora também aponta a possibilidade de que o problema esteja em um banco de dados nacional abastecido obrigatoriamente por todos os tribunais, como o sistema Códex do CNJ, mas reforça que não há elementos suficientes para confirmar a hipótese. Retiradas pontuais não resolvem o problema A Defensoria tem solicitado a remoção de páginas individualmente, e alguns portais atendem aos pedidos — mas de forma irregular. Mesmo nomes cuja retirada já foi confirmada continuam reaparecendo em buscas recentes. “É um universo infinito. Não há como rastrear manualmente todos os adolescentes expostos. Sem identificar a fonte do vazamento, o problema continua”, diz a defensora. Por enquanto, nenhuma ação coletiva de indenização foi movida, mas a Defensoria afirma que os jovens afetados têm direito à reparação civil pelos danos sofridos. “É uma violação grave, inédita e contínua. E ninguém está assumindo responsabilidade”, resume a defensora. O que diz o TJ "O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. A apuração teve início após comunicações enviadas por magistrados e pelo Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), da Defensoria Pública do Estado. As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados." Nova nota na quinta-feira, após publicação da reportagem: "O TJSP continua as apurações no âmbito interno nos expedientes já abertos, não tendo arquivado nenhum deles, mesmo considerando que as conclusões obtidas indicam, como já informado, que não houve vazamento de dados por parte do Tribunal. O intuito principal, como não poderia deixar de ser, é esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." O que diz o CNJ "Em 20 de agosto, a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em relação a suposto vazamento de dados de processos relativos ao cumprimento de medidas socioeducativas ou a atos infracionais em plataforma privada que reúne dados de processos judiciais. A solicitação foi feita após o CNJ receber denúncia da Defensoria Pública do Estado de São Paulo em que relatou facilidade na identificação desses processos, o que viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê que os dados de menores de idade constantes em processos judiciais devem ser resguardados de exposição. Em resposta, o TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos. Diante disso, a Corregedoria Nacional de Justiça considerou que não foram apresentadas provas concretas de falha na proteção de dados que justifiquem a instauração de medidas mais severas neste momento." O que diz o Escavador Nota de esclarecimento do Escavador sobre alegações de exposição de dados processuais sigilosos envolvendo crianças e adolescentes. O Escavador vem a público prestar esclarecimentos, com total transparência, sobre reportagens que mencionam suposta exposição, em sua plataforma, de dados processuais que deveriam tramitar sob segredo de justiça, especialmente em casos envolvendo crianças e adolescentes. Lamentamos profundamente qualquer preocupação ou constrangimento que a situação possa ter causado a familiares, responsáveis e demais envolvidos. A proteção de dados pessoais – em especial de pessoas em situação de vulnerabilidade – é prioridade absoluta na nossa atuação. 1. Compromisso com proteção de dados e com a legislação O Escavador reafirma seu compromisso integral com: a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD); o Marco Civil da Internet (MCI); o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o chamado ECA Digital. Nosso modelo de atuação não envolve a coleta clandestina, a venda ou o vazamento de dados sigilosos. A plataforma organiza e indexa informações que já foram tornadas públicas em bases oficiais do Poder Judiciário, com o objetivo de facilitar o acesso e a compreensão de dados públicos. O Escavador não tem poder de alterar, classificar como sigiloso ou tornar público qualquer dado na origem. Toda informação exibida reflete, de forma automatizada, o status com que ela é disponibilizada pelos órgãos oficiais competentes. 2. Origem das informações exibidas A partir da análise técnica já realizada, constatamos que os processos mencionados na reportagem constavam como publicamente acessíveis em bases oficiais de consulta, incluindo a plataforma Jus.br, administrada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nesses casos, o Escavador: apenas reproduziu e indexou informações que já estavam abertas à consulta pública; não teve participação na decisão de tornar tais dados públicos; não realizou qualquer ação de invasão, extração indevida ou quebra de sigilo. A responsabilidade pela correta classificação (público/sigiloso) dos processos e pela proteção especial de dados de crianças e adolescentes é, por lei, dos órgãos que administram esses sistemas oficiais. Ainda assim, o Escavador entende que faz parte do mesmo ecossistema de Justiça digital e, por isso, age de forma colaborativa e preventiva. 3. Medidas imediatas adotadas pelo Escavador Assim que fomos notificados sobre as alegações, adotamos, com máxima prioridade, as seguintes medidas: Remoção imediata de conteúdo Todas as páginas relacionadas aos processos citados foram prontamente removidas da plataforma, impedindo novos acessos por meio do Escavador. Reforço de rotinas de monitoramento Intensificamos nossos mecanismos de verificação e monitoramento de dados provenientes de fontes oficiais, com atenção especial a situações que possam envolver crianças, adolescentes e outros grupos vulneráveis. Colaboração técnica com o Poder Judiciário Colocamos nossa equipe técnica à disposição do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e demais órgãos competentes para: apoiar na identificação da origem das publicações indevidas em bases oficiais; colaborar em melhorias de prevenção e correção de eventuais inconsistências na classificação de processos sigilosos. As informações colhidas em nossa análise técnica estão à disposição das autoridades para quaisquer apurações que entenderem cabíveis. 4. Papel do Escavador no ecossistema de Justiça digital O Escavador é uma das mais de 20 lawtechs e legaltechs associadas à AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs) que atuam de forma legítima e transparente na organização de dados públicos, contribuindo para a democratização do acesso à Justiça. Situações em que processos que deveriam ser sigilosos aparecem como públicos em bases oficiais representam um desafio relevante para todo o sistema de Justiça digital. Por isso, o enfrentamento desse tipo de problema exige: correções na origem, nos sistemas oficiais que classificam e divulgam os dados; diálogo técnico constante entre Poder Judiciário, órgãos reguladores, especialistas em proteção de dados e empresas de tecnologia jurídica. O Escavador reitera sua postura colaborativa e responsável, colocando-se à disposição para contribuir com soluções que reforcem a proteção de dados – em especial de crianças e adolescentes – em todo o ciclo de vida da informação, desde a publicação oficial até eventuais indexadores de busca. 5. Exercício de direitos e canais de atendimento O Escavador incentiva que qualquer titular de dados exerça plenamente seus direitos de privacidade e autodeterminação informativa. Para isso, mantém canais específicos e acessíveis: Política de Privacidade https://www.escavador.com/politica-de-privacidade Formulário de Remoção de Dados Disponível na plataforma para solicitações de exclusão, ocultação ou desindexação de resultados associados a nomes de pessoas físicas ou jurídicas, analisadas com a maior brevidade possível. Canais de atendimento: contato@escavador.com dpo@escavador.com O Escavador permanece à disposição da imprensa, das autoridades e da sociedade para prestar todos os esclarecimentos necessários.

Mãe pede indenização após ter dados sigilosos de processo de adoção expostos na internet

Publicado em: 17/12/2025 05:03

Dados sigilosos de crianças e adolescentes vazam em sites jurídicos Uma mãe que adotou uma criança em São Paulo relata ter vivido meses de medo, insegurança e sofrimento psicológico depois de descobrir que dados sigilosos do processo de adoção do filho estavam disponíveis em sites jurídicos, como JusBrasil e Escavador, apesar de o caso tramitar sob segredo de Justiça. Segundo o relato feito ao g1, informações que deveriam estar protegidas, incluindo nomes completos e detalhes do processo, ficaram acessíveis por meses e chegaram a ser removidas após pedidos, mas voltaram a aparecer repetidamente com atualizações automáticas das plataformas. O g1 também recebeu informações de que outros processos de adoção estão expostos na internet. A história faz parte de uma série de reportagens do g1 que revelou que falhas no sigilo judicial levaram à exposição indevida de dados de crianças e adolescentes, como nos casos de adolescentes infratores e vítimas de estupro de vulnerável, que relataram ter tido informações pessoais divulgadas por anos em sites jurídicos, gerando constrangimento e riscos. A mãe contou que chegou a acreditar que se tratava de um problema pontual do próprio processo, mas passou a desconfiar de um vazamento sistêmico ao perceber que os dados reapareciam mesmo após solicitações de retirada. “Eu tirava, voltava. Tirava, voltava. Teve vezes em que eu parei de receber resposta. Foi aí que percebi que o problema não era só comigo”, disse. Saiba mais: Dados sigilosos de crianças e adolescentes de processos do TJ-SP vazam em sites jurídicos e expõem jovens a constrangimentos e riscos Como ocorreu o vazamento de dados de crianças e adolescentes de processos de SP; veja as principais suspeitas Após reportagem do g1, Jusbrasil identifica falha que reproduziu dados de crianças do Diário Oficial de Justiça e remove conteúdo A exposição dos dados afetou diretamente a rotina da família. A mãe relata noites sem dormir, crises de ansiedade e medo constante de que pessoas ligadas ao passado da criança descobrissem onde ela vive. “Qualquer pessoa que eu via na rua, eu achava que podia ser alguém do passado dele. Isso mexeu com a nossa estrutura familiar”, afirmou. "Eu fiquei com medo de genitores biológicos descobrirem onde meu filho está”, completou. Segundo ela, o receio maior não é o filho descobrir os dados no futuro, mas que ele seja estigmatizado. “As pessoas podem criar rótulos, associar comportamentos à origem. O judiciário não pode permitir isso.” A mãe diz ter buscado ajuda junto ao CNJ e à Corregedoria do Tribunal de Justiça, mas relata ter recebido respostas contraditórias. Enquanto isso, afirma, os dados continuavam circulando. “Um órgão dizia que era responsabilidade do outro", diz. Ação judicial e pedido de indenização A mãe afirma que já ingressou com ação judicial pedindo indenização por danos morais, de cerca de R$ 30 mil para cada órgão envolvido. Segundo ela, o pedido tem caráter simbólico e educativo. “Não é pelo dinheiro. É para que isso não volte a acontecer com nenhuma criança”, disse. Ela também pede a responsabilização dos sites que divulgaram os dados e de buscadores que mantiveram links ativos mesmo após solicitações de remoção, com previsão de multa em caso de nova publicação. Outros casos A mãe também relatou ao g1 um outro caso que a deixou ainda mais alarmada. Segundo ela, crianças que tinham genitores criminosos tiveram dados expostos em processos judiciais, o que poderia permitir sua identificação e localização. Em alguns desses casos, as famílias adotivas vivem sob receio de retaliações ou de que pessoas ligadas ao passado dos genitores descubram onde as crianças estão. “Tem crianças que vieram fugidas de outros estados. Ninguém pode saber onde elas estão. Quando esses dados aparecem na internet, o risco é maior”, afirmou. Integrantes da Associação dos Grupos de Apoio à Adoção do Estado de São Paulo (Agaaesp) informaram ao g1 que estão reunindo dados para mapear quantos processos tiveram informações expostas em cada município. Além disso, a OAB/SP, por meio da Comissão Especial para Adoção enviou um ofício ao Tribunal de Justiça de São Paulo solicitando esclarecimentos e providências sobre o vazamento de dados. Vítimas de estupro Um processo sigiloso envolvendo crimes sexuais contra crianças e adolescentes, em uma cidade da Grande São Paulo, tramitou por anos com todas as informações abertas ao público, permitindo que sites jurídicos reproduzissem o conteúdo integral, incluindo nomes completos das vítimas, endereço aproximado, escola, bairro onde moravam e detalhes suficientes para identificá-las. O material permaneceu acessível por anos no Diário Oficial da Justiça de São Paulo e no Jusbrasil, mesmo se tratando de um procedimento que deveria ter segredo absoluto, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Jusbrasil retirou o material do ar na sexta-feira (12), após o g1 acioná-lo. Um dos jovens atingidos pelo vazamento, que teve seu nome publicado tanto como vítima de abuso sexual quanto, posteriormente, como suposto aliciador, afirma que a divulgação do processo inteiro marcou sua vida. “Esse processo já me causou muita coisa ruim. Já rolou em grupos de WhatsApp, já fui exposto na O que diz a lei O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina: segredo absoluto em processos que envolvem crimes contra crianças e adolescentes; proibição de divulgação de nomes, imagens ou informações que permitam identificar vítimas ou adolescentes em procedimentos judiciais; sanções administrativas a quem divulgar ou permitir a divulgação — incluindo agentes públicos. A Defensoria Pública de São Paulo afirma que a exposição pode gerar indenização aos jovens. Remoção de conteúdos O Jusbrasil, um dos sites jurídicos que divulgou informações sigilosas de processos envolvendo crianças e adolescentes, afirmou na sexta-feira (12) que identificou a falha e removeu os conteúdos. O site não sabe o número exato de dados expostos, mas afirmou que retirou centenas de processos, oriundos de fontes oficiais, só entre quinta e esta sexta. "A partir de investigações internas detalhadas, o Jusbrasil identificou que houve uma falha operacional em nossos mecanismos de identificação e remoção de conteúdos reproduzidos na plataforma com informações que identificam adolescentes envolvidos em atos infracionais, que foram original e indevidamente publicadas nos diários oficiais de justiça. Trata-se de um tema relevante, que demanda ação coordenada, responsabilidade compartilhada e total transparência", diz. "Diante dessa situação, revisamos imediatamente nossos fluxos internos de prevenção e monitoramento proativo, bem como conduzimos uma varredura técnica para identificar os documentos jurídicos com esse tipo de informação. Estamos removendo do site todos os conteúdos identificados até o momento com este tipo de informação em nossos sistemas. Seguimos com o monitoramento para garantir que novos casos sejam prontamente tratados. Temos um canal de atendimento que funciona 24h por dia para a solicitação de desidentificação de informações. Nos casos em que os conteúdos têm origem em diários oficiais, o pedido de desidentificação é tratado de forma imediata", completa. O Jusbrasil afirmou ainda que a exposição "contraria os princípios de proteção à infância e adolescência, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e não reflete os valores da nossa plataforma". "Reconhecemos a gravidade do impacto que esse tipo de exposição pode causar a adolescentes e suas famílias", dizem. Além do Jusbrasil, o Escavador também reproduziu dados de crianças e adolescentes. O Tirbunal de Justiça segue investigando a origem do vazamento. Segundo a instituição, as apurações têm como "intuito principal esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." Dados divulgados Como o g1 mostrou, o problema veio à tona após técnicos de serviços de medidas socioeducativas perceberem que adolescentes acompanhados por eles estavam sendo identificados publicamente. Um desses serviços mapeou 40 nomes vazados apenas em uma única região da capital paulista, segundo a Defensoria. A partir daí, denúncias passaram a chegar de forma contínua ao Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), que hoje contabiliza mais de 50 casos confirmados, embora a estimativa real seja muito maior. Além dos nomes e idades, também ficam expostos detalhes sobre os atos infracionais atribuídos aos adolescentes — em sua maioria, crimes contra o patrimônio, como furto. "É algo completamente inédito. Estou na Infância há quase dez anos e nunca havia visto qualquer tipo de vazamento”, diz Gabriele Estabile Bezerra, coordenadora Auxiliar do Núcleo Especializado da Infância e Juventude da Defensoria. “Esses processos têm camadas de sigilo e, em alguns tipos, até os próprios defensores precisam de credenciais especiais para acessá-los. Encontrar esse material exposto em sites abertos é extremamente grave", completou. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro: o artigo 247 proíbe qualquer divulgação, total ou parcial, de dados que identifiquem adolescentes envolvidos em atos infracionais, seja por publicação original ou republicação — argumento que contradiz a defesa apresentada por sites que afirmam apenas “republicar dados públicos”. A pena é de multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência. Quem exibe ou transmite imagem e dados de adolescentes incorre na mesma pena. "Entendo que o TJ pode responder com base no ECA e na Constituição Federal ao expor nomes e informações de processos de crianças e adolescentes, que deveriam tramitar em sigilo. O segredo de Justiça visa evitar a revitimização das próprias crianças e adolescentes", diz Ariel de Castro Alves, advogado e membro da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB. Constrangimentos e violação de direitos O vazamento não é apenas uma falha administrativa: ele tem consequências diretas na vida dos jovens. Uma adolescente perdeu o emprego depois que o empregador, ao buscar seu nome na internet, encontrou o processo sigiloso e decidiu demiti-la. Em outro caso, um estudante abandonou o ano letivo após ser exposto de forma vexatória na escola. Há ainda situações envolvendo adolescentes em contextos de ameaça, nos quais a divulgação aumenta o risco real à integridade física. TJ e CNJ negam falhas; origem do vazamento segue desconhecida O Núcleo da Defensoria notificou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas, até agora, nenhum órgão identificou a origem do vazamento ou apresentou medidas concretas para solucioná-lo. O Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou, por meio de nota, que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. "As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal", diz. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados. Já o CNJ afirmou que a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao TJ. "O TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos", diz. A defensora discordou sobre o número de casos que foram apresentados pelo órgão ao TJ e CNJ. “O CNJ arquivou dizendo que eram poucos casos, mas já mapeamos dezenas, e sabemos que o universo é muito maior. É indispensável uma investigação mais profunda sobre como esses dados sigilosos estão sendo extraídos e repassados.” Sombra de adolescente, menino, garoto Navneet Kaur/Pexels Possíveis fontes do vazamento Segundo a Defensoria, três caminhos têm sido identificados como potenciais pontos de fragilidade: Publicações judiciais que não foram anonimizadas, inclusive em varas criminais, onde adolescentes são citados nominalmente. Casos com atuação de advogados, que acabam indo para o Diário de Justiça Eletrônico sem o devido cuidado com o sigilo. A publicação indevida de atos processuais que jamais poderiam ser divulgados, como os do juízo corregedor — o tipo de processo que possui o maior nível de sigilo. A defensora também aponta a possibilidade de que o problema esteja em um banco de dados nacional abastecido obrigatoriamente por todos os tribunais, como o sistema Códex do CNJ, mas reforça que não há elementos suficientes para confirmar a hipótese. Retiradas pontuais não resolvem o problema A Defensoria tem solicitado a remoção de páginas individualmente, e alguns portais atendem aos pedidos — mas de forma irregular. Mesmo nomes cuja retirada já foi confirmada continuam reaparecendo em buscas recentes. “É um universo infinito. Não há como rastrear manualmente todos os adolescentes expostos. Sem identificar a fonte do vazamento, o problema continua”, diz a defensora. Por enquanto, nenhuma ação coletiva de indenização foi movida, mas a Defensoria afirma que os jovens afetados têm direito à reparação civil pelos danos sofridos. “É uma violação grave, inédita e contínua. E ninguém está assumindo responsabilidade”, resume a defensora. O que diz o TJ "O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. A apuração teve início após comunicações enviadas por magistrados e pelo Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), da Defensoria Pública do Estado. As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados." Nova nota na quinta-feira, após publicação da reportagem: "O TJSP continua as apurações no âmbito interno nos expedientes já abertos, não tendo arquivado nenhum deles, mesmo considerando que as conclusões obtidas indicam, como já informado, que não houve vazamento de dados por parte do Tribunal. O intuito principal, como não poderia deixar de ser, é esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." O que diz o CNJ "Em 20 de agosto, a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em relação a suposto vazamento de dados de processos relativos ao cumprimento de medidas socioeducativas ou a atos infracionais em plataforma privada que reúne dados de processos judiciais. A solicitação foi feita após o CNJ receber denúncia da Defensoria Pública do Estado de São Paulo em que relatou facilidade na identificação desses processos, o que viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê que os dados de menores de idade constantes em processos judiciais devem ser resguardados de exposição. Em resposta, o TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos. Diante disso, a Corregedoria Nacional de Justiça considerou que não foram apresentadas provas concretas de falha na proteção de dados que justifiquem a instauração de medidas mais severas neste momento." O que diz o Escavador "Nota de esclarecimento do Escavador sobre alegações de exposição de dados processuais sigilosos envolvendo crianças e adolescentes. O Escavador vem a público prestar esclarecimentos, com total transparência, sobre reportagens que mencionam suposta exposição, em sua plataforma, de dados processuais que deveriam tramitar sob segredo de justiça, especialmente em casos envolvendo crianças e adolescentes. Lamentamos profundamente qualquer preocupação ou constrangimento que a situação possa ter causado a familiares, responsáveis e demais envolvidos. A proteção de dados pessoais – em especial de pessoas em situação de vulnerabilidade – é prioridade absoluta na nossa atuação."

Ano Legislativo na Câmara de SP deve terminar na quarta com votação do orçamento de 2026

Publicado em: 15/12/2025 19:45

Ricardo Teixeira (União) é reeleito presidente da Câmara de Vereadores de São Paulo A Câmara Municipal de São Paulo reelegeu nesta segunda-feira (15) o vereador Ricardo Teixeira (União Brasil) como presidente da Casa para o próximo ano. A escolha ocorreu nas últimas movimentações do Legislativo antes do início do recesso parlamentar, que começa na quinta-feira (18). O ano Legislativo deve terminar na quarta-feira (17), quando está prevista a votação do orçamento da cidade para 2026. Até lá, os vereadores ainda realizam mais duas sessões. Na terça-feira (16), a Câmara deve analisar dois projetos enviados pela prefeitura: um que atualiza um programa social de apoio a famílias que acolhem crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e outro que cria um conselho voltado ao saneamento básico. A última sessão de 2025 inclui a votação do plano de investimentos e compromissos para os próximos três anos e do orçamento municipal de 2026. Pelo projeto enviado à Câmara, a Prefeitura de São Paulo terá R$ 135,4 bilhões à disposição no próximo ano, valor 7,8% maior do que o previsto para 2025. Por lei, as secretarias de Educação e Saúde recebem percentuais mínimos obrigatórios do orçamento. Para a Educação, estão destinados R$ 26,5 bilhões em 2026, aumento de 14% em relação ao previsto para este ano. Já a Saúde deve contar com R$ 24,6 bilhões, quase 12% a mais. Na eleição da Mesa Diretora, Ricardo Teixeira foi confirmado na presidência após o vereador Rubinho Nunes (União Brasil) desistir da candidatura por falta de apoio. A vice-presidência ficará com João Jorge (MDB), e o segundo vice será Isaac Félix (PL). A primeira secretaria será ocupada por Senival Moura (PT), a segunda ,por Gabriel Abreu (Podemos), e a Corregedoria ficará com Sargento Nantes (Progressistas). A vereadora Edi Sales (PSD) ficou com a segunda suplência da Mesa Diretora. Apesar de a Câmara contar atualmente com 20 vereadoras, nenhuma mulher integra a Mesa Diretora eleita para o próximo ano. Ricardo Teixeira reconheceu que a ausência de mulheres na direção da Casa é um problema e atribuiu a situação às decisões internas dos partidos. O presidente também afirmou que o cenário político de 2026 deve impactar a dinâmica da Câmara. Segundo ele, pelo menos 20 dos 55 vereadores devem disputar eleições para a Assembleia Legislativa ou para a Câmara dos Deputados. Em um ano sem previsão de votações de projetos considerados polêmicos, a disputa eleitoral deve dividir espaço com os debates no Legislativo paulistano. Plenário da Câmara Municipal de São Paulo. Douglas Ferreira/Rede Câmara

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