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A chocante imagem de 250 cães resgatados em sala de casa no Reino Unido: 'Eles agora estão muito bem'

Publicado em: 10/04/2026 06:39

A RSPCA afirma que teve de rebater a alegação de que a imagem dos cães foi gerada por inteligência artificial. RSPCA via BBC Os cães resgatados de uma propriedade superlotada no início deste ano estão "passando muito bem", afirmou a RSPCA, uma organização beneficente de defesa dos animais, em entrevista à BBC depois que uma imagem registrada por uma das pessoas envolvidas no resgate mostrou mais de 250 cães mestiços da raça Poodle amontados na sala da propriedade. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A instituição de bem-estar animal afirmou que a população e as condições de vidas desses animais, descobertos em janeiro em um local não revelado no Reino Unido, "rapidamente saiu de controle em meio a circunstâncias familiares adversas". Lee Hopgood, superintendente da RSPCA para o norte da Inglaterra, afirmou que "surpreendentemente os cães estão indo muito, muito bem". Segundo ele, muitos dos animais resgatados foram submetidos a tratamentos por causa dos "pelos encravados e emaranhados". Veja os vídeos que estão em alta no g1 Dos mais de 250 cães resgatados, 87 foram levados para instalações da RSPCA, e o restante para os cuidados da Dogs Trust, outra organização beneficente de defesa dos animais. Depois de receberem cuidados, tratamentos e apoio comportamental, "muitos dos cães conseguiram achar novos lares e estão curtindo a vida", disse um porta-voz da Dogs Trust. O restante dos animais continua sob os cuidados da Dogs Trust, "inclusive aqueles que deram à luz enquanto estavam com a gente". Boone, um dos cães resgatados, foi adotado por Dermot Murphy, ex-funcionário da RSPCA, e apareceu no programa Breakfast, da BBC, nesta quinta-feira (9/4). Boone estava abaixo do peso e com inflamação nas orelhas e nos olhos quando chegou aos cuidados da instituição, conta Murphy. Pelo que passou, Boone precisou ser carregado para dentro e para fora do carro quando se juntou à família de Murphy. "Ele nunca havia usado coleira, então, quando a colocamos nele, ele fincou suas patas no chão porque não sabia o que era aquilo", disse Murphy A nova vida do lado de fora da propriedade superlotada onde vivia tem sido "um pouco de overdose sensorial", com Boone precisando ser apresentado a novas experiências gradualmente. Agora, por exemplo, Boone pode ficar sem coleira e brincar com bolas. "É fantástico ver como ele se superou e se tornou parte da família", acrescentou Murphy. As organizações de proteção aos animais da Inglaterra registraram um aumento na quantidade de cachorros resgatados. Getty Images via BBC A organização beneficente RSPCA afirmou que casos de grande número de animais mantidos em um mesmo endereço podem estar ligados a problemas de saúde mental dos proprietários, à crise do custo de vida devido à inflação ou a criadores que operam com práticas inadequadas. Neste caso específico, a RSPCA declarou em um comunicado na quarta-feira que não prosseguiria com a acusação devido à "extrema vulnerabilidade" dos proprietários dos mais de 250 cães. A RSPCA afirmou ainda que uma imagem "chocante" tirada por um socorrista — mostrando dezenas de cães amontoados em uma sala de estar — não foi gerada por inteligência artificial (IA), em resposta a dezenas de comentários nas redes sociais sugerindo que a foto era falsa. A foto ilustra a "realidade alarmante" dos incidentes com múltiplos animais atendidos pela RSPCA, que aumentaram 70% na Inglaterra e no País de Gales desde 2021, segundo a organização. Os cães eram todos mestiços de poodle, também conhecidos como "doodles". Esses tipos de cães têm se tornado cada vez mais populares nos últimos anos, figurando entre os três tipos de raças mistas mais comuns entre os donos de cães, de acordo com uma pesquisa de 2025 da Dogs Trust. Em novembro, a RSPCA relatou o resgate de 80 cães, em sua maioria Chihuahua, Lulu da pomerânia e mestiços, de uma casa em Bedfordshire, na Inglaterra. Como denunciar maus tratos a animais no Brasil A organização não governamental Proteção Animal Mundial, que também atua no Brasil, dá exemplos de maus tratos a animais domésticos, domesticados, silvestres ou exóticos: Abandono Envenenamento Presos constantemente em correntes ou cordas muito curtas Manutenção em lugar anti-higiênico Mutilação Presos em espaço incompatível ao porte do animal ou em local sem iluminação e ventilação Utilização em shows que possam lhes causar lesão, pânico ou estresse Agressão física Exposição a esforço excessivo e animais debilitados (tração) Rinhas Segundo a legislação brasileira, o crime de maus tratos a animais pode render de três meses a um ano de prisão, além de multa. No Brasil, as denúncias de maus tratos a animais podem ser feitas anonimamente ou não de diversas maneiras. Por exemplo, em delegacias da Polícia Civil de forma presencial ou online, ou por telefone ao Ibama (0800 61 8080) ou ao Disque Denúncia (181).

Palavras-chave: inteligência artificial

Golpe do 'falso gerente' de banco mira contas empresariais e causa prejuízos de mais de R$ 80 mil em SP; saiba como se proteger

Publicado em: 10/04/2026 04:01

Maria Claudia Castelo Branco, que foi vítima de golpe do falso gerente de banco Reprodução Criminosos têm aplicado um novo tipo de golpe: fingem ser gerentes ou funcionários de banco para enganar clientes e desviar dinheiro de contas empresariais. Ao menos três vítimas, clientes do banco Bradesco, relatam prejuízos em São Paulo, com valores que, somados, passam de R$ 80 mil. Nos casos, o contato começa por WhatsApp ou telefone, com linguagem profissional e uso de informações sigilosas que aumentam a credibilidade, como o saldo bancário. Em seguida, os golpistas orientam as vítimas a acessar links específicos, escanear QR Codes ou inserir códigos dentro do aplicativo do banco — o que permite a realização de transferências e a contratação de crédito. Os três episódios relatados ao g1 foram registrados em boletins de ocorrência como estelionato na capital, nos bairros de Vila Buarque e Jardins, e em Guarulhos. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que, em casos como este, as vítimas precisam fazer uma representação após abrirem o B.O. para dar continuidade às investigações (leia abaixo). Uma das vítimas é a escritora e jornalista Claudia Castelo Branco, de 40 anos, moradora da Vila Buarque, no Centro da capital. Ela afirma ter perdido R$ 20,5 mil após ser orientada por supostos funcionários do banco a configurar o aplicativo da instituição na última segunda-feira (6). Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo ela, o contato começou por mensagens de um homem que se apresentou como sendo o novo gerente da conta. Sem desconfiar do criminoso, a escritora respondeu e pediu ajuda para configurar o aplicativo do banco após uma troca de celular. O suposto gerente afirmou que poderia resolver o problema remotamente e a orientou a entrar em contato com um “assistente” dele. Em seguida, outro suposto funcionário conduziu uma ligação de cerca de 40 minutos, pedindo que ela acessasse um site e escaneasse um QR Code apresentado como sendo uma etapa de segurança. Horas depois, a vítima percebeu duas transferências via PIX, uma de R$ 7 mil e outra de R$ 13,5 mil. Os valores foram enviados para uma empresa identificada como “TODO CARTÕES LTDA”. Parte do dinheiro chegou a ser rastreada e está em processo de disputa com o banco, segundo ela contou ao g1, mas até a última atualização desta reportagem nenhum valor havia sido recuperado. "Roubaram o dinheiro do livro que passei anos escrevendo", lamentou a escritora. "Quero meu dinheiro e quero alertar todo mundo. Não tem que ter vergonha, temos que ir atrás do nosso direito." Ao procurar a gerente oficial da conta, indicada no aplicativo do banco, a escritora foi orientada a encerrar a conta por segurança. “Ela disse que possivelmente eles estavam no controle do aplicativo”, afirmou. Ela destaca que não costuma movimentar valores altos por PIX, o que, segundo ela, poderia ter levantado alertas de segurança por parte do banco. Em nota, o Bradesco afirmou que não comenta casos que envolvem clientes em "razão do sigilo bancário". Disse ainda que, de forma geral, os golpes envolvendo falso funcionário e falsa central de atendimento têm aumentado (leia abaixo). Falsa gerente entrou em contato pelo WhatsApp da vítima dias antes do golpe. Arquivo pessoal Prejuízo de R$ 18 mil Outro caso semelhante ocorreu em Guarulhos, na Grande São Paulo, com a empresária Ana Maria Ferreira Soares, de 62 anos, que teve a conta jurídica do Bradesco usada por criminosos após contato com um falso funcionário. De acordo com a família, o golpista alegou a necessidade de uma atualização cadastral e enviou um link com aparência idêntica à página do banco. Após uma primeira abordagem sem movimentações, ele voltou semanas depois e pediu que a vítima digitasse códigos e escaneasse QR Codes. Na sequência, foram feitos resgates de valores e contratação de empréstimo. O aplicativo do banco apresentava instabilidade alguns dias antes do golpe, segundo a família. O prejuízo foi de cerca de R$ 18 mil — sendo parte referente a um empréstimo feito sem autorização. O caso foi registrado no 2º DP de Guarulhos como estelionato em 23 de janeiro deste ano. Segundo a família, o banco negou o ressarcimento sob a justificativa de que a cliente forneceu as informações aos criminosos. A vítima afirmou que está entrando na Justiça com auxílio de um advogado para tentar recuperar os valores. Golpistas se passaram por gerentes do Bradesco em contato com vítimas pelo WhatsApp. Reprodução Fraude Um terceiro caso obtido pelo g1 é o da psicóloga Deborah Carceles, de 67 anos. Ela afirma ter tido prejuízo superior a R$ 50 mil após um golpe no final de março. Segundo ela, o golpista se apresentou como gerente da conta e, dias depois, passou a insistir na realização de uma atualização cadastral, enviando inclusive uma suposta comunicação da Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Desconfiada, a vítima tentou resolver a situação pelos canais oficiais, mas afirmou que enfrentou falhas no aplicativo e dificuldade de contato com a agência. “Eu tentei fazer pelo aplicativo, mas não concluía. Também liguei várias vezes e ninguém atendia”, disse. Deborah escreveu carta para informar ocorrido ao Bradesco. Arquivo pessoal Na sequência, acabou seguindo as orientações do suposto funcionário. Segundo o relato, foram feitos empréstimos do tipo capital de giro e três transferências via PIX, mesmo sem histórico desse tipo de operação na conta. 🔎 Capital de giro é um tipo de empréstimo oferecido pelos bancos para empresas usarem no dia a dia, como em pagamento a fornecedores, funcionários e contas básicas do negócio. Na prática, o banco libera um valor para a empresa e cobra juros pelo uso desse dinheiro, com pagamento parcelado. “Eu nunca usei capital de giro em mais de dez anos de conta. De repente fizeram um empréstimo e três PIX que somam mais de R$ 50 mil”, afirmou. O Bradesco afirmou à psicóloga que "a transação contestata foi autorizada mediante o uso de credenciais válidas", que tentou recuperar o dinheiro, mas não teve êxito, e que vai monitorar a conta favorecida pelo prazo de 90 dias. A vítima registrou um boletim de ocorrência e afirmou que já ingressou com ação judicial contra o banco. Como se proteger O advogado Marcelo Frullani, especializado em Direito e Tecnologia da Informação e Direito Autoral, explica que os golpes têm se tornado cada vez mais sofisticados e convincentes. “Hoje em dia, os criminosos criam fraudes cada vez mais elaboradas e conseguem convencer as pessoas de que são funcionários do banco. Já vi casos em que foi utilizado inclusive um telefone que realmente pertencia à instituição financeira”, afirma. De acordo com ele, a principal medida de prevenção é desconfiar de contatos recebidos por telefone ou aplicativos de mensagens. “A orientação é jamais confiar em mensagens de WhatsApp ou ligações de pessoas que se dizem gerentes do banco. Sempre que houver qualquer solicitação, o cliente deve entrar em contato com os canais oficiais da instituição antes de tomar qualquer providência”, explica. O advogado também alerta para o risco de links e páginas falsas. “Muitas vezes, os criminosos criam sites que simulam os ambientes oficiais dos bancos. Por isso, é fundamental desconfiar de links enviados por terceiros e nunca escanear QR Codes sem confirmação da autenticidade.” O que fazer se cair em um golpe Frullani orienta que a vítima registre imediatamente um boletim de ocorrência e comunique o banco para tentar reduzir os prejuízos. Segundo ele, as instituições financeiras podem ser responsabilizadas. “A responsabilidade dos bancos é objetiva. Isso significa que independe de culpa. Para se eximir, a instituição precisa provar que houve culpa exclusiva da vítima.” Registrar o boletim de ocorrência é o primeiro passo, mas não garante, por si só, a abertura imediata de um inquérito policial. Em casos de golpe, a polícia pode instaurar uma investigação para tentar identificar os responsáveis pelo crime — o que depende de análise do caso e de elementos como rastreamento de contas e transferências. O especialista ressalta que, em caso de negativa de ressarcimento por parte do banco, o cliente pode recorrer à Justiça. “Muitas vezes é necessário ingressar com ação judicial para obter a devolução dos valores. Também é possível solicitar judicialmente os registros de acesso, como os endereços de IP, conforme previsto no Marco Civil da Internet.” De acordo com o advogado, essas informações podem comprovar acessos indevidos às contas. “Esses dados permitem identificar se houve invasão por terceiros, o que pode caracterizar falha de segurança do banco.” Ele acrescenta que transações fora do padrão do cliente também podem indicar vulnerabilidades. “Quando uma operação foge do perfil do consumidor, o banco deveria utilizar mecanismos tecnológicos para identificar e bloquear a fraude.” O que diz o Bradesco Em nota, o Bradesco afirmou que não comenta casos que envolvam clientes em razão do sigilo bancário e que, de forma geral, os golpes envolvendo falso funcionário e falsa central de atendimento têm crescido. "O Banco mantém comunicação ativa com seus clientes, por meio de campanhas e alertas nos canais digitais com orientações de prevenção. O Bradesco reforça que não realiza ligações solicitando senhas, chaves de segurança, instalação de aplicativos, acesso remoto ao aparelho ou autorização de transações, e disponibiliza orientações de segurança em seus canais oficiais."

Palavras-chave: tecnologia

Vereador é preso preventivamente por suspeita de estupro no Leste de Minas

Publicado em: 08/04/2026 16:02

Vereador é preso suspeito de estupro de vulnerável Câmara Municipal de Ipaba A Polícia Civil prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (8), o vereador Manoel Messias de Almeida (PSD), conhecido como Manelzin Do Sindicato, do município de Ipaba, no Vale do Aço. Ele é investigado pelo crime de estupro de vulnerável, segundo a corporação. De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início após a vítima, de 20 anos, procurar a unidade policial para relatar um abuso ocorrido em março deste ano. Conforme o caderno investigativo, a conjunção carnal teria ocorrido em um contexto de vulnerabilidade. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp Ainda segundo a polícia, a vítima apresentava incapacidade de oferecer resistência em razão de intoxicação alcoólica, potencializada pelo uso de substâncias medicamentosas. Após a produção de elementos de prova subjetivos e técnicos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado. A medida foi deferida pelo Poder Judiciário, após parecer favorável do Ministério Público. O vereador foi encaminhado à Delegacia Regional da Polícia Civil de Ipatinga para a formalização do cumprimento da ordem judicial e permanece acautelado no sistema prisional, à disposição da Justiça. O g1 entrou em contato com a defesa de Manoel Messias de Almeida. Em nota, os advogados informaram que ainda não tiveram acesso à decisão que decretou a prisão preventiva e, por esse motivo, não irão se manifestar neste momento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

Palavras-chave: câmara municipal

Autônoma e perigosa: IA da Anthropic descobre falhas críticas no Windows, Mac e navegadores

Publicado em: 08/04/2026 06:28 Fonte: Tudocelular

Uma nova iniciativa envolvendo as maiores empresas de tecnologia do mundo pode mudar o jogo quando o assunto é o descobrimento de falhas de segurança. A Anthropic anunciou o Project Glasswing, uma parceria que aposta em inteligência artificial para identificar vulnerabilidades críticas em sistemas complexos. O objetivo é reduzir ao máximo a necessidade de intervenção humana nesse processo. No centro do projeto está o Claude Mythos Preview, um modelo avançado de IA que não será disponibilizado publicamente por questões de segurança. A ferramenta foi criada para analisar infraestruturas digitais e detectar pontos frágeis antes que possam ser explorados. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologiawindows

'É guerra, não ganância': o que ameaça o pacote de Lula para segurar o preço do diesel

Publicado em: 08/04/2026 03:00

Especialistas dizem que as medidas anunciadas pelo governo devem mitigar a alta do combustível, mas terão efeito limitado. Agência Brasil via BBC O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na segunda-feira (6/4) um novo conjunto de medidas para tentar segurar o encarecimento dos combustíveis no país e o impacto da alta do querosene no preço das passagens aéreas, devido à disparada internacional do valor do petróleo após o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. O diesel é foco especial de preocupação, por ser o principal combustível que alimenta o transporte de mercadorias e da safra agrícola do Brasil. Em 2018, uma greve dos caminhoneiros em protesto contra o encarecimento do diesel provocou um tombo na atividade econômica. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Especialistas do setor dizem que as medidas anunciadas devem mitigar a alta do produto, mas terão efeito limitado pela incerteza do cenário internacional e a resistência de grandes importadoras a aderir aos subsídios oferecidos pelo governo e aceitar limites aos preços praticados. No caso do diesel, o Palácio do Planalto já havia anunciado em 12 de março um pacote de R$ 30 bilhões para mitigar seu encarecimento. O objetivo era garantir um desconto de R$ 0,64 por litro no preço na bomba, ao aliar redução de impostos e uma subvenção de R$ 0,32 por litro produzido no Brasil ou importado. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A subvenção é um incentivo dado diretamente às empresas pelo governo. Nesse segundo conjunto de ações anunciado agora, a gestão Lula ampliou esse subsídio, que chegará a R$ 1,12 para o litro produzido no país. Já no caso do importado, o desconto subirá para R$ 1,52 nos Estados que aderirem à proposta e bancarem metade do subsídio extra de R$ 1,20. O efeito do primeiro pacote, no entanto, ainda não chegou integralmente aos consumidores, justamente por limitações na implementação da subvenção. Isso porque três grandes empresas do setor (Vibra — antiga BR Distribuidora —, Ipiranga e Raízen), responsáveis por metade das importações privadas de diesel, não aderiram à política. A falta de adesão das maiores distribuidoras estaria relacionada à obrigação de seguir limites para o preço do diesel, estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a partir de valores de mercado. Segundo o ex-presidente da ANP David Zylbersztajn, que também já atuou no conselho de administração da Vibra, as empresas teriam receio de não poder elevar seus preços no patamar que julgarem necessário, caso o petróleo continue subindo. A cotação internacional do barril já avançou mais de 50% desde o fim de fevereiro, quando o conflito teve início, voltando a superar US$ 110 nesta semana. "As distribuidoras dizem que não querem fechar o valor porque não sabem quanto vai custar o preço de importação. Se elas aderirem, elas têm obrigação, quase como se fosse um tabelamento. E aí, no caso, não faz o menor sentido você tomar um risco de mercado com um valor pré-fixado", disse Zylbersztajn à BBC News Brasil. Aumentos abusivos O governo Lula tem reclamado de aumentos nos postos que, na sua visão, seriam abusivos. "Todo mundo tem direito de ganhar dinheiro, todo mundo tem direito de ter sua empresa, seu posto de gasolina, ter o seu lucro, agora, ninguém pode ter lucro às custas do sofrimento dos outros", disse o presidente, no dia 20 de março. Pouco depois, no dia 26, Lula afirmou que "estão aumentando o óleo diesel, mesmo com a gente dando subsídio". Com a ampliação da subvenção, o governo também anunciou na segunda-feira o fortalecimento da fiscalização da ANP. Uma medida provisória (MP) inclui penalidades maiores para elevação abusiva de preço e recusa de fornecimento de combustível em contextos de conflitos geopolíticos ou de calamidade. Além disso, um projeto de lei encaminhado em regime de urgência constitucional cria um novo tipo penal para coibir o aumento abusivo de preços, podendo acarretar de dois a cinco anos de prisão. Para David Zylbersztajn, ex-presidente da ANP, os rumos do conflito entre EUA e Irã são incertos e Lula está errado em sua crítica no setor. "Tem [analista com] expectativa de que o barril vai chegar a US$ 200. Eu acho que não, você tem fluxos ainda de petróleo que estão acontecendo [apesar do bloqueio do Irã ao Estreito de Ormuz]. Mas é totalmente imprevisível", avalia. "O governo está atribuindo culpas a quem não tem culpa. O governo deveria estar sendo mais transparente com a sociedade, no sentido de que tem uma situação de guerra, e não dizer que a culpa é da ganância [das empresas]. Não tem ganância porque você não tem cartel." Segundo dados da ANP, o preço médio do diesel S10 no país subiu 16% em março, para R$ 7,06. Já o preço da gasolina comum cresceu 4,6%, chegando a R$ 6,59 o litro. O engenheiro químico Felipe Coutinho, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET), critica o papel das grandes distribuidoras. Na sua visão, foi um erro a privatização da BR Distribuidora durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, quando a empresa ligada à Petrobras foi vendida e se tornou Vibra. "A não adesão das grandes distribuidoras à primeira subvenção significa exatamente o que tenho alertado sistematicamente: o mercado de distribuição de combustíveis no Brasil é um oligopólio que, após a privatização da antiga BR Distribuidora, perdeu qualquer agente moderador que pudesse forçar a concorrência em benefício do consumidor", disse. Na visão dele, as grandes distribuidoras calcularam que valia mais a pena não receber o subsídio e manter suas margens de lucro elevadas, do que repassar o desconto ao consumidor final. "Elas têm poder de mercado suficiente para ditar as regras. A medida foi desenhada de forma ingênua, ao acreditar que o mercado se autorregularia". Petrobras deveria ampliar refino de diesel? Para Coutinho, a solução estrutural para a vulnerabilidade brasileira à volatilidade internacional do petróleo passaria por ampliar a capacidade de refino de combustíveis da Petrobras e reverter a privatização da BR Distribuidora. A ideia de ampliar o refino da estatal é alvo antigo de controvérsias, algo que se intensificou após as denúncias de desvios na construção de refinarias pela Operação Lava Jato durante governos passados do PT. Para além das investigações de corrupção, especialistas se dividem sobre a vantagem econômica de a Petrobras investir em mais capacidade de refino, sendo que a exploração de petróleo é uma atividade mais lucrativa. "Entre exploração, refino e distribuição, refino é o que tem a menor margem de retorno. Se você tem um mercado predominantemente atendido pela produção doméstica e uma parte importada, esse é o melhor dos mundos. Para que você vai alocar capital numa coisa que dá um retorno três vezes menor do que o outro [exploração]? É ruim para o país", argumenta Zylbersztajn. Felipe Coutinho, da AEPET, reconhece que hoje a lucratividade da Petrobras com exploração de petróleo é bem superior à do refino, mas discorda que isso seja determinante para estabelecer as prioridades da empresa. Além disso, argumenta que o refino pode ser uma atividade lucrativa se a estatal investir em tecnologia da mesma forma que fez para explorar o pré-sal. Na sua leitura, isso não foi feito nos últimos anos porque a gestão da empresa optou por distribuir um volume grande de dividendos a acionistas, em vez de investir em tecnologia de refino mais lucrativa. "A Petrobras não é uma empresa privada qualquer. Ela é uma estatal com obrigação de soberania energética. A empresa tem a obrigação de garantir que o diesel, a gasolina e o GLP cheguem ao consumidor brasileiro a preços justos e com segurança de suprimento", defende. Outro ponto antigo de controvérsia é o valor praticado pela Petrobras na venda de combustíveis no país. Em momentos de disparada do petróleo, a empresa, controlada pelo governo federal, costuma comercializar gasolina e diesel a preços mais baixos que os produtos importados, minimizando o impacto da crise externa no bolso dos brasileiros. Críticos dessa política dizem que isso desestimula outras empresas a importar o produto, o que poderia causar desabastecimento no país. Além disso, a política de manter preços artificialmente baixos no passado provocou prejuízos à empresa, principalmente no governo Dilma Rousseff. "No passado, ela foi muito usada e deu no que deu. Foi uma tragédia. A Petrobras quase quebrou, teve a maior dívida corporativa do mundo", lembra Zylbersztajn. Segundo levantamento da consultoria StoneX, na segunda-feira (6/4) o litro do diesel estava sendo vendido a R$ 3,04 pela Petrobras, 84% mais barato que o valor do importado. Já no caso da gasolina, o preço do litro da estatal estava em R$ 1,98, ou 78% mais barato que o trazido de fora. Apesar disso, não há sinais de risco de desabastecimento por enquanto, afirmou Bruno Cordeiro, especialista em inteligência de mercado da StoneX. "Isso (a diferença de preço) acaba gerando um desincentivo à importação. É claro que em um contexto de safras grandes, de indústria aquecida, o mercado tem que buscar garantir o pleno abastecimento. E a gente vê que os indicadores de importação, apesar de estarem abaixo do normal, seguem operando em um patamar em que não há risco de desabastecimento". Justamente para tentar minimizar o impacto dessa diferença de preço, o governo está oferecendo um subsídio um pouco maior para o litro importado. O primeiro pacote de medidas, que reduziu impostos federais e ofereceu o subsídio de R$ 0,32 ao litro de diesel tem custo estimado de R$ 30 bilhões, caso vigore até o fim do ano, valor que será bancado com um novo imposto sobre exportação de petróleo. Já a subvenção extra de R$ 0,80 para o litro produzido no país terá um custo de até R$ 12 bilhões, caso dure quatro meses, prazo máximo inicial previsto. E o subsídio adicional de R$ 1,20 para o diesel importado deve durar dois meses, segundo previsão do governo federal, ao custo de R$ 4 bilhões, que serão igualmente divididos entre a União e os Estados beneficiados.

Palavras-chave: tecnologia

Perícia revela fraude em série: os sinais que denunciaram o golpe bilionário na herança do fundador do grupo Objetivo

Publicado em: 07/04/2026 08:28

A história inventada para tentar roubar parte de uma fortuna bilionária. A tentativa de golpe de quase R$ 1 bilhão contra o espólio de João Carlos Di Genio começou a ruir a partir de indícios técnicos encontrados em documentos apresentados pelos suspeitos. Segundo investigadores, a perícia identificou uma sequência de irregularidades que apontam para uma fraude estruturada. O primeiro sinal veio das assinaturas atribuídas ao empresário. De acordo com a investigação, os documentos usavam assinaturas verdadeiras de Di Genio, mas inseridas de forma fraudulenta. LEIA TAMBÉM: Quem são os suspeitos que se uniram para tentar dar um golpe de quase R$ 1 bilhão na herança do fundador do grupo Objetivo Assinatura recortada e sentença privada: como suspeitos montaram golpe bilionário na herança do fundador do grupo Objetivo “As assinaturas eram realmente do Di Genio. Eles recortavam a assinatura original e, por meio de tecnologia, colavam no contrato fictício”, afirmou Fúlvio Mecca, delegado da Polícia Civil de São Paulo. Ainda segundo ele, as datas dos documentos foram manipuladas para indicar que o empresário teria firmado o acordo antes de morrer. Outro ponto que levantou suspeitas foi a notificação da família sobre a suposta dívida. O grupo alegava que a viúva havia sido informada oficialmente sobre o processo, mas a perícia indicou falsificação. “A notificação havia sido assinada falsamente por um porteiro da empresa do Di Genio. Eles identificaram quem era o porteiro e falsificaram uma assinatura dele”, disse Carlos Brno Gaya da Costa, promotor de Justiça de São Paulo. A ausência de documentos originais também foi determinante para o avanço das investigações. Ao ser procurada, a família pediu acesso aos papéis que comprovariam a negociação dos terrenos — mas nunca recebeu os registros. Um terreno no valor de R$ 635 milhões foi usado como arma do golpe. Reprodução/TV Globo/Fantástico Ao desconfiar da compra do terreno, a família desconfiou e pediu os documentos originais da suposta venda, só que eles nunca chegaram. Mesmo com as inconsistências, os suspeitos tentaram dar aparência de legalidade à cobrança ao recorrer a uma decisão de arbitragem, que reconheceu a dívida e elevou o valor para quase R$ 1 bilhão. A sentença, no entanto, também entrou na mira da polícia após a identificação de falhas no processo de notificação. Para os investigadores, os elementos indicam que a fraude foi planejada em várias etapas, com o objetivo de simular uma negociação legítima e induzir o reconhecimento da dívida. “Foi tudo uma encenação”, afirmou promotor. “Esses criminosos identificaram essa vulnerabilidade de regulação para tentar obter grande vantagem indevida.” O caso segue sob investigação. Até o momento, há suspeitas de crimes como estelionato, falsidade ideológica e organização criminosa. João Carlos Di Genio, fundador do grupo Unip/Objetivo Reprodução/TV Globo Especialistas apontam que a falta de fiscalização prévia sobre câmaras arbitrais pode abrir brechas para fraudes, como a que aconteceu no caso do fundador do grupo Objetivo. Em nota, o Conselho Nacional de Justiça informou que essas entidades não são credenciadas pelo Judiciário, embora suas decisões possam ser revistas posteriormente pelos tribunais. De acordo com a polícia, o grupo atuava de forma organizada e explorou vulnerabilidades do sistema para tentar obter vantagem sobre uma herança estimada em R$ 16 bilhões. O inventário ainda não foi concluído. Quem são os investigados Luís Teixeira da Silva Júnior: Apontado como ligado à empresa que apresentou a cobrança milionária. Já teve histórico de uso de documentos falsos e aparece como figura central no caso. Rubens Maurício Bolorino: Ex-policial civil, citado como testemunha nos documentos. Segundo a investigação, tem histórico criminal e ligação com tráfico internacional de drogas. Wagner Rosse Silva: Responsável pela câmara arbitral que emitiu a decisão favorável à cobrança. Jorge Alberto Rodrigues de Oliveira: Apontado como facilitador do esquema. Foi o único preso até o momento. Outros oito investigados estão foragidos. Os suspeitos são investigados por estelionato, falsidade ideológica, organização criminosa e tentativa de induzir a Justiça ao erro. Segundo o Ministério Público, também são suspeitos: Anani Cândido de Lara: sócio da empresa, teria participado da montagem dos documentos e contratos; Patricia Alejandra Ormart Barreto: teria simulado notificações sem conhecimento do espólio; Camila Mariana Alejandra Piaggio Nogueira Ormat: teria ajudado na formalização dos contratos; Carlos Xavier Lopes: ligado ao núcleo financeiro, atuaria para esconder a origem dos valores; Aline Cordeiro de Oliveira Boaventura: teria atuado como "juíza arbitral" em decisão simulada. O advogado da Fonamsp, Guilherme Amaral, afirma que procurou o Ministério Público e a Polícia Civil para esclarecer a situação. A defesa de Luiz Teixeira disse que ele entrou na empresa imobiliária depois que o contrato dos terrenos teria sido firmado com Di Genio, e que a perícia nos documentos não é oficial, mas contratada pela família do empresário. Afirma ainda que ele segue à disposição da Justiça para todos os esclarecimentos. A viúva de Di Genio afirmou, em nota, que confia nas investigações. A defesa dos demais citados não foi localizada ou não se manifestou até a última atualização desta reportagem. LEIA TAMBÉM Empresário alvo de operação por tentar desviar herança da Unip já foi investigado por falsificar laudo contra Boulos Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Palavras-chave: tecnologia

Último réu de irmãs mortas em Ipatinga é condenado a 95 anos

Publicado em: 06/04/2026 19:12

Último réu de irmãs encontradas mortas e amarradas é condenado a 95 anos em Ipatinga O último réu acusado de envolvimento no assassinato de duas irmãs em Ipatinga foi condenado a 95 anos e 4 meses de prisão, nesta segunda-feira (6), durante julgamento do Tribunal do Júri realizado na Câmara Municipal. Marcelo Augusto Rodrigues chegou ao local por volta das 9h da manhã, algemado e com a roupa carcerária (veja acima). Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ele foi considerado culpado por homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado, além de furto. Os jurados acolheram integralmente as teses apresentadas pela acusação. “O caso era muito grave e tivemos sucesso em demonstrar a autoria do réu. Não cabia nenhuma hipótese de diminuição da pena e todas foram rejeitadas”, afirmou o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 Vales no WhatsApp Conforme o MPMG, o réu foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, com uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Irmãs mortas em Ipatinga Redes sociais Também foi reconhecido que os crimes foram cometidos para assegurar a ocultação e a impunidade de outros delitos, além do uso de arma de fogo de uso restrito. Ainda segundo o MPMG, os crimes foram praticados em conjunto com outras pessoas. O caso teve outros três denunciados: Miguel Alves Nascimento foi condenado a 86 anos e 8 meses de prisão Leonardo Victor Citadino da Costa foi condenado a 96 anos e 8 meses, antes de ser morto no CERESP de Ipatinga, em janeiro deste ano Miguel Leonardo Fernandes de Almeida morreu em Governador Valadares antes do oferecimento da denúncia Com a condenação, foi concluída a responsabilização penal de todos os envolvidos no caso. Julgamento de último réu acusado de duplo homicídio acontece em Ipatinga Relembre o caso As irmãs Elisângela Ribeiro da Cruz, de 50 anos, e Camila Keila Ribeiro da Cruz, de 34, foram encontradas mortas na manhã do dia 6 de janeiro de 2024, no bairro Chácara Madalena, em Ipatinga. Segundo a Polícia Militar, os corpos estavam em uma rua, com marcas de tiros. As duas estavam com as mãos e pernas amarradas e com as bocas amordaçadas. Elas foram enterradas dois dias depois, em Ubaporanga, cidade onde a família morava. Durante as investigações, a Polícia Civil prendeu suspeitos de participação no crime em uma operação realizada em fevereiro de 2024. De acordo com a corporação, as duas mulheres teriam sido mantidas em cárcere privado antes de serem mortas. A investigação também apontou que o crime pode ter relação com um desentendimento por questões financeiras, após uma cobrança de dinheiro. Segundo o promotor, a motivação foi considerada “banal e brutal”, e as vítimas foram escolhidas por estarem em situação de vulnerabilidade. “A família tem esse alívio. Saber que a justiça foi feita é uma resposta importante [...] É um julgamento histórico. A sociedade mostra que não tolera a violência contra a mulher”, disse o promotor. LEIA TAMBÉM: Corpos de duas irmãs são encontrados com marcas de tiros em rua de Ipatinga; vítimas estavam amarradas e amordaçadas Irmãs executadas em Ipatinga são enterradas em Ubaporanga Durante operação, Polícia Civil prende suspeitos de duplo homicídio em Ipatinga Vídeos do Leste e Nordeste de Minas Gerais Veja outras notícias da região em g1 Vales de Minas Gerais.

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Após tornado que destruiu 90% de cidade no Paraná, moradores tentam reconstruir em meio ao trauma: 'As crianças não ficam mais em casa quando chove'

Publicado em: 06/04/2026 19:00

Professora conta como alunos de creche vivem trauma do tornado que devastou cidade No começo da tarde de 17 de março, dois dias antes do aniversário de 34 anos do município de Rio Bonito do Iguaçu, fortes rajadas de vento atingiram a cidade, na região central do Paraná. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do estado (Simepar), a velocidade do vento passou dos 70 km/h na região. Nas ruas do centro da cidade, moradores saíram assustados para as portas das lojas, ligando para familiares para saber se estava tudo bem. Todos olhavam para o céu e se lembravam do dia 7 de novembro de 2025, quando um tornado da categoria F4 (a segunda mais devastadora) cruzou a cidade de cerca de 14 mil habitantes. Naquele dia, os ventos alcançaram velocidades próximas dos 400 km/h. Seis pessoas morreram no município e pelo menos 750 ficaram feridas. Cerca de 90% das construções da cidade foram danificadas ou completamente destruídas, de acordo com o relatório da Defesa Civil. ✅Siga o g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp Segundo os moradores, o vendaval de março deste ano foi o primeiro desde a tragédia. “Aquele dia começou igual”, contou Roseli de Fátima Ribeiro, funcionária de um mercado da cidade. “É como se passasse um filme na cabeça da gente”, diz outra moradora. “Você imagina que vai vir de novo, que você vai viver tudo de novo”. Assustados, os pais apareceram mais cedo no CMEI Pedacinho do Céu para buscar os filhos. A escola é uma das oito que foram destruídas pelo tornado. Agora, o CMEI funciona provisoriamente em um galpão emprestado pela Associação dos Servidores Públicos do município. Com memórias muito vivas do trauma do tornado, os alunos, que têm entre 3 e 4 anos, entraram em pânico. “É choro, é um desespero, é aquele apavoramento. Tem criança que chega a tremer o lábio. A gente tinha uma criança ontem aqui, que estava com a mãe, que é nossa professora. Ela entra em um estado de choque”, conta Elaine Rodrigues, coordenadora do CMEI. Enquanto tentavam acalmar os alunos, as professoras disfarçavam o próprio medo. A coordenadora do CMEI conta que pegou um rosário e uma Bíblia e passou a andar pelo espaço improvisado da escola, rezando. Pedia proteção para as crianças. “A gente que é adulto consegue se virar”, diz. Sede antiga do CMEI Pedacinho do Céu foi destruída. Escola tem funcionado em espaço improvisado. Maycon Hoffmann Nery de Lara Ribeiro, morador da comunidade Sol Nascente – antiga área de ocupação regularizada em 2022 –, em Rio Bonito do Iguaçu, diz que a filha de 14 anos passou a ter crises em dias de chuva. “Era dar um pezinho de vento, uma nuvem mais escura, ela já saía do terreno. Não ficava mais dentro de casa. E gritava, ficava chamando. Eu não podia mais sair de casa, não podia mais trabalhar. Eu e a mãe dela tínhamos que ficar cuidando dela”, conta Nery. Segundo ele, a filha passa por acompanhamento psicológico uma vez por mês e passou a ser medicada para sintomas depressivos desde o dia do tornado. Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), o acompanhamento psicossocial dos moradores da cidade atingida pelo tornado está sob responsabilidade da assistência social municipal. Os casos mais graves, que possam demandar atendimento específico, têm sido reportados ao MP. Suzane Bortoluzzi, membro da equipe pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, afirma que o atendimento psicológico à comunidade escolar tem sido feito em um esforço conjunto de diferentes órgãos. “O CAEEM [Centro de Atendimento Educacional Especializado Municipal] tem feito todo um trabalho em rede de apoio com o SUS, com a rede de Psicologia da Unicentro, que tem feito um trabalho com as famílias e com as crianças. E neste primeiro semestre deste ano eles têm feito um trabalho mais voltado para as famílias”, destaca. Reconstrução e luto Até o momento, Marilda foi a única moradora a receber uma das casas pré-fabricadas contratadas pela Cohapar Maycon Hoffmann “Não vivi meu luto ainda”, diz Marilda Carvalho Risse, de 60 anos, no terreno onde antes ficava a casa em que vivia com o marido. O tornado levou a casa, os móveis, os eletrodomésticos e soterrou Claudino Paulino Risse, uma das vítimas fatais daquele dia. Os dois eram casados há 35 anos. “Eu fui duas vezes na psicóloga. Foi o que me deixou… me deu assim... Me falou bastante coisa que a gente coloca na cabeça. Mas tem horas que a gente começa a pensar e a gente perde o chão”, desabafa. “Quando penso que não vou mais poder tomar um chimarrão com ele”. Para poder viver o luto, Marilda diz que precisa retomar alguma normalidade. Quatorze dias após o tornado, ela recebeu uma ligação do governador Ratinho Junior (PSD) e uma promessa: em dez dias, receberia a primeira das 320 casas pré-fabricadas anunciadas pelo Governo do Estado do Paraná no esforço emergencial para atender os desabrigados. A espera acabou sendo mais longa. Ela passou alguns meses na casa de uma das filhas e, em fevereiro deste ano, Marilda recebeu a casa. “Eu me revoltei. Tinham me prometido uma casa pronta, com a chave na mão. E daí me deram a casa pela metade”, lembra. “Só tinha as paredes e o piso bruto e a luz dentro da casa. A luz do poste na casa não tinha, a água da rua na casa também não tinha.” Depois de ir à prefeitura, ela conseguiu o revestimento para o piso. Com a ajuda do irmão e lembrando o que havia aprendido com o marido, que era pedreiro, ela mesma fez o rejunte e concluiu o acabamento. Levou mais um mês até que a casa tivesse condições para que ela se mudasse. Os itens dentro da casa vieram de doações, que continuam chegando. Casa pré-fabricada instalada no município após o tornado Maycon Hoffmann As casas pré-fabricadas seriam destinadas aos moradores que tiveram os lares completamente destruídos, mas que são proprietários do terreno. Até o momento, Marilda foi a única moradora a receber uma delas. O contrato emergencial firmado entre a Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e a empresa Tecverde tem valor de R$ 43.969.024,00 e previa a construção de 320 casas neste modelo, com estrutura feita em uma mistura de madeira, gesso e fibra de vidro. Cada casa de cerca de 50 metros quadrados custaria à Cohapar R$ 137.403,20. No entanto, muitos moradores recusaram o modelo de habitação escolhido pelo governo e optaram por receber o benefício do programa Reconstrução, que oferece aos moradores um valor de até R$ 50 mil para obras. Leia mais sobre os auxílios abaixo. Na época, o governo informou que 189 unidades prontas no estoque da Tecverde seriam levadas imediatamente para Rio Bonito, conforme as áreas de construção fossem liberadas pela prefeitura e pela Defesa Civil, após limpeza e terraplanagem. As demais casas seriam produzidas em um prazo de até 90 dias. No final de março, no entanto, a Cohapar informou que, das mais de 300 casas disponibilizadas para a cidade, o número final ficou em 50 unidades. Destas, o governo afirma que 19 estão em fase final de obras, com entrega prevista para o início de abril. O contrato deve passar por alterações para que a empresa receba apenas o equivalente às 50 casas, considerando o valor por unidade do contrato anterior. O Ministério Público do Paraná tem questionado o valor e a estrutura das casas oferecidas pela Cohapar em um inquérito civil. Entre as supostas irregularidades, o MP apura suspeitas de “sobrepreço, superfaturamento e violação aos princípios da Administração Pública na contratação e execução de unidades habitacionais pela empresa Tecverde, sob gestão da Cohapar”, conforme o documento da ação. O MP pede explicações, por exemplo, sobre o prazo de vida útil das casas. No inquérito, o promotor de Justiça Carlos Bitencourt questiona quais as "garantias técnicas de durabilidade e habitabilidade do sistema" adotado na construção das residências. O Ministério Público investiga também o fato de itens essenciais, como pisos, forros e sistema de esgoto, não constarem nas casas entregues. E aponta que o custo com essas partes da obra “foi indevidamente transferido a famílias em situação de extrema vulnerabilidade.” Em entrevista ao g1 e à RPC, o promotor afirmou que os técnicos do MP estão em processo de avaliação sobre a qualidade dessas habitações. “É importante que a população tenha acesso a essas casas, mas o direito à moradia contempla o fornecimento de casas adequadas a essa população”, defende Bitencourt. Procurada, a Tecverde afirmou que as edificações "são produzidas utilizando o sistema construtivo light wood frame, um método industrializado consolidado no Brasil e no exterior, especialmente em países como os Estados Unidos, Canadá, Alemanha e Japão". Segundo a empresa o projeto atende aos mesmos critérios de segurança estrutural, conforto térmico e acústico, durabilidade e vida útil da construção convencional. A empresa diz ainda que "o período de garantia atende integralmente à legislação vigente e às normas técnicas, incluindo a ABNT NBR 15575 (Norma de Desempenho), que estabelece critérios de durabilidade, segurança e desempenho para edificações habitacionais." O presidente da Cohapar, Jorge Lange, afirma que o convênio feito com a prefeitura de Rio Bonito do Iguaçu prevê que o município fique responsável pela ligação de água, esgoto e energia, além da instalação dos pisos. Disse ainda que a decisão de entregar as casas sem o acabamento foi revista. “Como a gente fez uma contratação emergencial muito rápida, foi utilizado o processo normal, que a gente faz inclusive em casas financiadas. Não se pensou naquele primeiro momento nessa possibilidade”, diz Lange. “Entendendo aí o desenrolar dessa situação, nós, também em parceria com o prefeito, já conseguimos doações. Agora, todas as 19 casas [em obras] e as outras que vão ser construídas lá no Campo do Bugre serão todas entregues já finalizadas, com piso, com todo o acabamento interno da casa”. Sobre o modelo escolhido pela Cohapar, Lange justificou que “o que nós pretendíamos no primeiro momento e deveria ter acontecido era responder muito rapidamente e colocar as famílias em segurança em lares onde elas pudessem sair da situação de desabrigados. Elas estariam abrigadas num novo lar, não como o anterior delas, mas recomeçando a vida num lugar seguro, confortável”. O aposentado Edamir Kades é um dos moradores que recusou a oferta da casa da Cohapar. “Não tem nem condições do cara morar dentro, né? É muito pequena. Daí estamos tentando construir assim. Um pouco de ajuda de alguém e mão de obra do meu compadre”, conta. No entanto, Edamir diz que ainda não recebeu o benefício do programa Reconstrução. “Se viesse aquilo lá [benefício], pelo menos terminava a casa. Vai saber quando que eu vou terminar isso daí.” Questionado sobre o caso da família Kades, o governo do estado respondeu que Edamir constava ainda em novembro na lista de beneficiários do auxílio Reconstrução. De acordo com o governo, o dinheiro ainda não foi liberado porque o morador questionou o valor estimado para o benefício na primeira vistoria. “A segunda vistoria foi realizada e o pagamento ajustado para a cota máxima, no valor de R$ 50 mil, que será liberado nos próximos dias”, diz a nota do governo. Edamir Kades trabalha na reconstrução da casa perdida no tornado. Maycon Hoffmann Auxílios emergenciais Rio Bonito do Iguaçu está em estado de calamidade desde o dia seguinte ao tornado. O decreto, válido por 180 dias, deve se encerrar no começo de maio e facilita as ações de socorro e reconstrução. Entre outras coisas, ele permite a contratação direta de empresas, sem licitação, para a execução de obras e flexibiliza limites de gastos da administração pública. Segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), as contas do município receberam nesse período R$ 35.592.251,42, entre recursos do governo federal, do governo estadual e doações diversas. Ainda segundo o TCE, até o final de março, apenas 33,92% desse valor (pouco mais de R$ 12 milhões) estava empenhado, ou seja, tem destino definido. Dentro deste valor estão os mais de R$ 11,5 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap). Foram R$ 3,1 milhões destinados à prefeitura para a compra de materiais de construção e R$ 8,4 milhões para a aquisição de ônibus escolares para a retomada das aulas. O governo estadual também investiu cerca de R$ 29,9 milhões do Fecap para financiar os programas emergenciais de repasse de recursos diretamente às famílias afetadas. O governo fez esse repasse por meio de duas iniciativas: O programa Superação prevê o pagamento de mil reais mensais durante seis meses para as famílias. Segundo o governo, até março, o programa fez o pagamento de R$ 7,2 milhões, beneficiando 1.971 famílias. O programa Reconstrução é dedicado à compra de materiais de construção e pagamento de mão de obra para o reparo das casas danificadas. Os repasses variam de R$ 20 mil a R$ 50 mil, conforme o grau de destruição identificado em laudos técnicos elaborados por engenheiros voluntários do Conselho Regional de Engenharia e da Defesa Civil. O governo do estado afirma que já foram distribuídos 654 cartões desse benefício (outros 69 cartões foram emitidos, mas ainda não foram entregues), totalizando R$ 22,7 milhões. Ventos chegaram a velocidades próximas dos 400 km/h no dia durante passagem do tornado Reprodução/RPC Moradores questionam demora no pagamento dos auxílios emergenciais A Defensoria Pública do Paraná instalou uma van na cidade para acolher as demandas da população de Rio Bonito do Iguaçu. Segundo o órgão, desde a semana do tornado, foram mais de 2,4 mil atendimentos feitos. Desses, cerca de 60% foram de pessoas que tentam receber os auxílios anunciados pelo governo do estado. “O benefício Superação é o que tem apresentado maior reclamação pela população, que não tem conseguido acessar da maneira que todos gostariam”, comenta a defensora pública Ingrid Lima. “A procura aqui é muito grande. Diariamente a gente atende dezenas de pessoas nesta situação, reclamando que precisam, que estão desempregadas, ou que tiveram a casa danificada, que não receberam nenhum auxílio. Então, que esse valor faz falta é uma certeza.” O coordenador executivo da Defesa Civil do Estado do Paraná, Coronel Ivan Ricardo Fernandes, defende que o governo fez o levantamento de famílias atingidas e disponibilizou os benefícios de forma rápida. “Em duas semanas, todos aqueles que estavam regulares com seus imóveis perante o município tiveram acesso ao benefício, sem qualquer tipo de juntada de documentação. Ele nem na fila entrava”, afirma. “Como a consulta era por meio de um QR Code, ele já tinha informação se tinha direito ou não e já era destinado a um guichê e retirava o cartão”. Após esse período de duas semanas, os moradores que ainda não foram contemplados precisam solicitar o benefício. Desde então, 1.353 pessoas fizeram o requerimento. Dessas, segundo Fernandes, 723 (cerca de 53%) receberam o auxílio. Outros 480 moradores estão com o pedido “em processamento”, que o coronel diz ser a fase de apresentação e conferência de documentos, além das vistorias que são feitas nas casas para avaliação dos danos. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, os demais casos são situações de indeferimento, quando o benefício é negado. Moradores se esforçam para reconstruir casas destruídas Maycon Hoffmann Com as próprias mãos e com mãos solidárias No dia em que os ventos arremessaram a casa vizinha sobre a casa de Adilson Pinheiro, o empresário levou a esposa e a filha para o quarto e ergueu a cama para protegê-las dos destroços. Em menos de um minuto, todo o telhado e parte dos cômodos da casa se foram, assim como os dois carros. Enquanto pinta as paredes da casa reerguida, ele conta que se cansou de esperar pelos auxílios anunciados pelo governo. Há cerca de um mês ele decidiu fazer a reconstrução da casa por conta própria. “Ah, vai lá e sempre tá ‘em verificação’, verificação, verificação, só. Já estamos por aqui de verificação e não vem”, desabafa. “Caso viesse esse dinheiro, podia ajudar a terminar de uma vez, voltar para nossa casa, porque nada melhor que o lar da gente”. Adilson precisou arcar com os custos dos estragos que o vento causou na farmácia da qual é dono para poder voltar a abrir as portas. Hoje, ele soma a renda da farmácia com “bicos” como árbitro de futebol e trabalhando como vigilante para pagar a reconstrução da casa. Desde a tragédia, a mão-de-obra para construção está escassa e com preços altos em Rio Bonito e nas cidades do entorno. Em relação ao caso de Adilson, o governo do estado respondeu que o pedido dele foi recusado porque a família tem dois imóveis no mesmo terreno e, segundo o governo, a esposa de Adilson já recebeu o cartão Reconstrução no valor de R$ 20 mil em novembro do ano passado. “Tendo em vista a constatação da duplicidade de solicitações a um mesmo lote, feito por ele e a esposa, o pedido foi negado. Houve contestação e uma segunda vistoria ratificou o laudo anterior”, disse, em nota, o governo. Morando de favor no apartamento da sogra – que também precisou passar por obras depois do temporal – Adilson conta que a ajuda que tem recebido vem da solidariedade de muita gente, conhecidos e desconhecidos. “Tem uns anjos da guarda que ajudaram a gente. Até o pessoal do MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra] ajudou. Ajudaram a cobrir [fazer o telhado da casa]. Consegui madeira com um pessoal de fora [da cidade] também”. Há alguns dias, Adilson encontrou um vizinho que aceitou cobrar um valor mais baixo pelos serviços de pedreiro. “Um outro vizinho já me ajudou a fazer uma parte sem cobrar nada também. E estamos nos virando”. O empresário Adilson Pinheiro conta com a ajuda de voluntários e com o próprio esforço para reconstruir a casa da família Maycon Hoffmann Entre muitas residências em obras e outras ainda em ruínas, casas novas despontam. Algumas delas foram construídas com doações reunidas por voluntários da Igreja Católica. A regional Paraná da Cáritas Brasileira segue na cidade desde o tornado. A princípio, a ideia era ajudar com a compra de móveis e eletrodomésticos. “Mas o volume de doações foi tão grande que vimos que era possível contratar construtoras para fazerem as casas, o que é melhor, porque as pessoas não teriam onde colocar uma geladeira, se a casa inteira desabou”, diz o padre Paulo Francini, presidente da Cáritas de Guarapuava. Até o momento, a Cáritas construiu dez casas, que foram entregues a moradores que perderam completamente a moradia. Outras 12 estão em obras. “Temos previsão para 42 casas”, destaca o psicólogo Yan Merhet, um dos membros da equipe de voluntários. Segundo a instituição, cada uma das casas de 48 metros quadrados custa cerca de 50 mil reais. Uma delas é uma casinha lilás que chama atenção no meio de escombros e outras construções ainda na fase de fundação. Quando receberam a equipe da reportagem, as irmãs Edazilma e Maria Idalina do Nascimento estavam acompanhando a instalação da água e energia na casa nova, etapas finais para finalmente se mudarem. Em uma área de mata a alguns metros dali ainda é possível ver o que sobrou do sofá que ficava na antiga casa das irmãs. Nos fundos da nova casa, a gatinha Magali recebe potinhos com água e ração. No dia do tornado, quando a residência foi levada pelo vento, a aposentada Maria Idalina foi arrastada e bateu a cabeça. No meio da destruição e do desespero para levar Maria para o hospital, a gata se perdeu das donas. Nos dias seguintes à tragédia, as irmãs voltaram para recolher o que restou da casa e encontraram Magali à espera delas, andando por entre os escombros. Trinta dias depois do tornado, Maria Idalina descobriu que a pancada na cabeça tinha deixado sequelas. Ela foi parar na UTI com um coágulo. Agora que a irmã está recuperada, Edazilma aguarda ansiosa pela mudança. As duas estão morando na casa de uma amiga. As irmãs Maria Idalina e Edazilma com a gata Magali em frente à casa doada pelos voluntários da Cáritas Douglas Maia Se o espanto com a tragédia ainda é grande, o tamanho da solidariedade que as alcançou também impressiona. “Não tem nem explicação, né. Foi uma emoção grande chegarem até a gente lá e dizerem assim: ‘vocês foram contempladas com uma casinha, vocês vão ganhar a casinha da igreja. A igreja vai construir para vocês’. A gente acabou chorando”, lembra Edazilma. Nery de Lara conseguiu refazer o telhado da casa da família, na comunidade Sol Nascente, com a ajuda de voluntários. “O povo brasileiro é muito unido, né? Muito solidário. É nessas horas difíceis que a gente vê que um irmão ajuda o outro, às vezes faz o possível e o impossível para ajudar”. Ele conta que os materiais e mãos que cobriram a casa vieram de longe. “Veio muita ajuda de fora também. Não só aqui do Paraná, como veio do Rio Grande do Sul, do país todo. Na minha casa, a ajuda veio de Fortaleza”, diz. Esperança em uma cidade mais vazia Quando conseguiu reabrir o pequeno mercado da família depois de um destelhamento e de ficar vinte dias sem luz, por causa do tornado, Renata Valim notou que o comércio e a cidade de modo geral estão mais vazios. “Quem pagava aluguel foi embora”, conta. A casa de Renata também foi completamente destruída. Hoje ela mora com a família nos fundos do mercado. Ela acredita que o caminho para a reconstrução da cidade ainda é longo. “Eu acho que a cidade vai conseguir se reerguer. Mas demora. Não tenho nem noção de quanto tempo vai levar”, avalia Renata. Sueli e Renata no mercado, reaberto após o tornado Douglas Maia Filha de assentados da reforma agrária e com a grande responsabilidade de formar os novos rio bonitenses do CMEI Pedacinho do Céu, a professora Elaine Rodrigues acredita que um marco quase tão antigo quanto a própria cidade está no centro do que vai construir o futuro de Rio Bonito do Iguaçu: “é a força do povo”. ➡️Rio Bonito do Iguaçu é uma das cidades que faz parte de uma das maiores áreas contínuas de reforma agrária do Brasil. No fim de 2025, um acordo pôs fim ao conflito agrário mais longo do país, depois de trinta anos. O acordo regularizou a situação de cerca de três mil famílias assentadas. “Porque os assentados pegaram um pedaço da terra, ficaram muito tempo acampados e a situação era muito crítica. Pobreza, crianças morrendo, falta de água... E quando eles entraram na terra, eles não pensaram duas vezes. Eles tentaram produzir, ficaram oito, dez anos e não sabiam se a terra produzia”, lembra a professora. “Aí tinha os eventos: uma vez pedra, outra vez vento, outra vez muita chuva, outra vez muita seca. Então eles ficaram pedalando. E hoje eu vejo que todos os assentados, ou a grande maioria, têm mais que o pedaço de terra, porque com o trabalho construíram casas, compraram carros, fizeram os barracões, maquinários apropriados para produzir, para colher”. “Nós entramos, nós sofremos, nós ganhamos, algumas vezes perdemos, mas nós não deixamos de levantar, respirar e dizer ‘vamos de novo’”, conclui. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: tecnologia

Facilities assume papel estratégico na governança de empresas e condomínios

Publicado em: 06/04/2026 15:11

Delphos integra serviços de manutenção, limpeza e segurança para transformar o suporte operacional em estratégia de gestão Delphos/Divulgação A gestão de facilities atravessa um momento de consolidação estratégica no Brasil. O que antes era tratado como atividade de apoio operacional hoje integra o núcleo das decisões de governança em empresas e condomínios que buscam eficiência, previsibilidade e mitigação de riscos. Em um ambiente marcado por maior complexidade regulatória, pressão por redução de custos e necessidade de ambientes seguros e produtivos, a integração de serviços como manutenção predial, limpeza técnica, zeladoria e segurança tornou-se fator determinante para a sustentabilidade operacional. Facilities não é mais apenas execução. É coordenação inteligente de pessoas, processos e tecnologia. Mercado em expansão e profissionalização acelerada O avanço do setor é respaldado por dados. O Global FM Impact Report 2023 – Country Brazil, divulgado pela ABRAFAC (Associação Brasileira de Property, Workplace e Facility Management), aponta que o mercado brasileiro de Facility Management movimentou aproximadamente US$ 23 bilhões em 2022. O estudo indica crescimento anual de 8,7% no FM total e 9,3% no modelo de Integrated Facilities Management (IFM), que consolida múltiplos serviços sob gestão única. A terceirização especializada já representa cerca de US$ 9,5 bilhões desse volume. Análises da Mordor Intelligence reforçam que a digitalização, a busca por eficiência energética e o uso de tecnologias inteligentes continuarão impulsionando o setor nos próximos anos. O movimento evidencia uma mudança estrutural: organizações estão substituindo modelos fragmentados por arquiteturas integradas de gestão. A zeladoria preventiva da Delphos atua de forma contínua para evitar que falhas simples se tornem grandes problemas estruturais Delphos/Divulgação Facilities como engenharia operacional aplicada A gestão moderna de facilities estrutura-se em três pilares principais: 1. Limpeza técnica e zeladoria estratégica Em ambientes corporativos, industriais e hospitalares, a limpeza técnica envolve protocolos rigorosos, controle de contaminação e uso de equipamentos especializados. A zeladoria, por sua vez, atua de forma preventiva e contínua, garantindo correções ágeis e evitando que pequenos desvios evoluam para falhas estruturais. 2. Manutenção predial preventiva e corretiva A manutenção preventiva reduz custos emergenciais, amplia a vida útil de ativos e evita interrupções operacionais. Sistemas elétricos, hidráulicos, climatização e infraestrutura crítica exigem monitoramento constante. Organizações que operam apenas de forma corretiva acumulam passivos técnicos invisíveis que, inevitavelmente, se transformam em custos elevados. 3. Segurança integrada A segurança, dentro da lógica de facilities, ultrapassa a vigilância tradicional. Ela envolve: Monitoramento por câmeras com análise inteligente Controle de acesso físico e digital Sensores perimetrais e integração de dados Protocolos operacionais padronizados A integração entre tecnologia e equipes treinadas fortalece a proteção de pessoas, ativos e informações. Integração como diferencial competitivo Quando manutenção, limpeza e segurança operam de forma isolada, aumentam-se as chances de retrabalho, falhas de comunicação e desperdício de recursos. O modelo integrado permite: Centralização da gestão Indicadores de desempenho consolidados Tomada de decisão baseada em dados Padronização de protocolos Redução de redundâncias Facilities passa a atuar como sistema coordenado — não como departamentos desconectados. DelphosA manutenção preventiva realizada pela Delphos garante eficiência energética e reduz o impacto ambiental das operações prediais Delphos/Divulgação Benefícios estratégicos para empresas e condomínios Organizações que adotam gestão estruturada de facilities registram ganhos objetivos: Maior eficiência operacional Redução de custos de longo prazo Preservação do patrimônio Conformidade regulatória facilitada sustentabilidade ambiental e energética A gestão integrada amplia previsibilidade e reduz vulnerabilidades ocultas. Delphos: inteligência aplicada à gestão integrada de serviços Com experiência consolidada em segurança patrimonial e operações corporativas, a Delphos posiciona-se como referência na integração estratégica de facilities. A empresa combina: Gestão centralizada de múltiplos serviços Tecnologia aplicada ao monitoramento e controle Indicadores de desempenho mensuráveisProtocolos operacionais estruturados Equipes capacitadas e supervisionadas continuamente Ao integrar manutenção, limpeza técnica e segurança sob uma única governança operacional, a Delphos transforma facilities em ferramenta estratégica de eficiência e proteção patrimonial. Mais do que terceirização de serviços, trata-se de engenharia operacional aplicada à realidade de cada cliente. Um novo padrão de governança operacional A evolução do setor demonstra que facilities deixou de ser custo administrativo para tornar-se ativo estratégico. Empresas e condomínios que adotam modelos integrados ganham previsibilidade, controle e vantagem competitiva. Em um ambiente onde eficiência e segurança caminham lado a lado, a gestão estruturada de facilities consolida-se como elemento central da sustentabilidade organizacional. A Delphos reafirma seu compromisso com esse novo paradigma: integrar pessoas, processos e tecnologia para transformar gestão operacional em valor estratégico duradouro.

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Assinatura recortada e sentença privada: como suspeitos montaram golpe bilionário na herança do fundador do grupo Objetivo

Publicado em: 06/04/2026 10:26

A história inventada para tentar roubar parte de uma fortuna bilionária. Uma história construída com documentos falsos, decisões jurídicas controversas e personagens com passagens pela polícia levou autoridades a investigar uma tentativa de golpe de quase R$ 1 bilhão contra o espólio do empresário João Carlos Di Genio, fundador do grupo Unip/Objetivo. Di Genio morreu em fevereiro de 2022, aos 82 anos, deixando uma herança estimada em R$ 16 bilhões. Três meses depois, uma empresa desconhecida da família apresentou uma cobrança milionária com supostos contratos que traziam a assinatura dele. Segundo as investigações, o grupo usou contratos fictícios, assinaturas manipuladas digitalmente e até uma sentença arbitral para tentar dar aparência legal à cobrança milionária. A base do esquema era um suposto contrato de compra de 448 lotes em Piraju, no interior de São Paulo. O documento indicava que Di Genio teria adquirido as áreas anos antes de morrer, com o objetivo de expandir uma universidade. O valor inicial da cobrança era de R$ 635 milhões. Wagner Rossi Silva, dono da Fonamsp Reprodução/TV Globo Peritos, no entanto, identificaram indícios de fraude. De acordo com investigadores, a assinatura do empresário foi retirada de documentos autênticos e inserida digitalmente no contrato falso — uma técnica descrita como “recorte e colagem” com uso de tecnologia. “Eles pegavam uma assinatura verdadeira e inseriam em um documento fictício, retroagindo a data para quando ele ainda estava vivo”, afirmou um dos investigadores do caso. A cobrança foi apresentada à família por meio de uma empresa ligada a Luís Teixeira da Silva Júnior, que já havia sido investigado anteriormente por uso de documentos falsos. A defesa dele afirma que ele passou a integrar a empresa depois da assinatura do contrato e nega irregularidades. Sem apresentar os documentos originais solicitados pela família, o grupo recorreu a outro caminho: acionou uma câmara arbitral para validar a dívida. O ex-policial Rubens Maurício Bolorino Reprodução/TV Globo Após a família solicitar os documentos originais da suposta venda, que nunca foram apresentados, a empresa responsável pela cobrança, a Colonizadora, entrou na Justiça. Em seguida, os suspeitos recorreram a outro mecanismo: uma sentença de câmara arbitral que determinava o pagamento da dívida, agora elevada para quase R$ 1 bilhão. ⚖️ A câmara arbitral funciona como uma espécie de justiça privada. Em vez de levar o caso aos tribunais, mais demorados, as partes escolhem um árbitro para tomar a decisão. A sentença arbitral tem o mesmo valor de uma decisão judicial. ➡️ A câmara arbitral usada no esquema foi a Fonamsp (Fórum de Negócios e Finanças Internacionais e Nacionais por Arbitragem e Mediação), cujo dono é Wagner Rossi Silva, que tem passagens pela polícia por tráfico de drogas, estelionato e crimes contra o patrimônio. A arbitragem é um mecanismo legal no Brasil e permite que conflitos sejam resolvidos fora da Justiça comum. João Carlos Di Genio, fundador do grupo Unip/Objetivo Reprodução/TV Globo Sequência do golpe Segundo a investigação, a decisão foi tomada sem a participação da viúva de Di Genio. O grupo alegou que ela havia sido notificada três vezes, mas não compareceu. A polícia afirma, porém, que as notificações também foram fraudadas — incluindo a falsificação da assinatura de um porteiro. Especialistas apontam que a falta de fiscalização prévia sobre câmaras arbitrais pode abrir brechas para fraudes. Em nota, o Conselho Nacional de Justiça informou que essas entidades não são credenciadas pelo Judiciário, embora suas decisões possam ser revistas posteriormente pelos tribunais. Para reforçar a aparência de legalidade, os documentos também incluíam testemunhas. Entre elas, estava Rubens Maurício Bolorino, ex-policial civil com histórico criminal e investigações relacionadas ao tráfico internacional de drogas. De acordo com a polícia, o grupo atuava de forma organizada e explorou vulnerabilidades do sistema para tentar obter vantagem sobre uma herança estimada em R$ 16 bilhões. O inventário ainda não foi concluído. Durante as buscas, agentes encontraram o que descreveram como uma estrutura de fachada ligada ao esquema. A sede da câmara arbitral, segundo os investigadores, funcionava como um “showroom vazio”, sem sinais de atividade real. Os suspeitos são investigados por estelionato, falsidade ideológica, organização criminosa e tentativa de induzir a Justiça ao erro. Segundo o Ministério Público, também são suspeitos: Anani Cândido de Lara: sócio da empresa, teria participado da montagem dos documentos e contratos; Patricia Alejandra Ormart Barreto: teria simulado notificações sem conhecimento do espólio; Camila Mariana Alejandra Piaggio Nogueira Ormat: teria ajudado na formalização dos contratos; Carlos Xavier Lopes: ligado ao núcleo financeiro, atuaria para esconder a origem dos valores; Aline Cordeiro de Oliveira Boaventura: teria atuado como "juíza arbitral" em decisão simulada. Até o momento, apenas um suspeito foi preso: Jorge Alberto Rodrigues de Oliveira, apontado como facilitador. Outros oito investigados estão foragidos. O advogado da Fonamsp, Guilherme Amaral, afirma que procurou o Ministério Público e a Polícia Civil para esclarecer a situação. A defesa de Luiz Teixeira disse que ele entrou na empresa imobiliária depois que o contrato dos terrenos teria sido firmado com Di Genio, e que a perícia nos documentos não é oficial, mas contratada pela família do empresário. Afirma ainda que ele segue à disposição da Justiça para todos os esclarecimentos. A viúva de Di Genio afirmou, em nota, que confia nas investigações. A defesa dos demais citados não foi localizada ou não se manifestou até a última atualização desta reportagem. LEIA TAMBÉM Empresário alvo de operação por tentar desviar herança da Unip já foi investigado por falsificar laudo contra Boulos Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Palavras-chave: tecnologia

Educação com Propósito: um legado que forma gerações

Publicado em: 06/04/2026 07:51

Educar vai muito além da transmissão de conteúdos. Na tradição inspirada por Dom Bosco e Maria Domingas Mazzarello, a educação é compreendida como uma experiência completa, que envolve acolhimento, vínculo e compromisso com o desenvolvimento integral do estudante. Trata-se de uma abordagem que valoriza tanto o conhecimento quanto as relações humanas — entendendo que aprender também passa pelo sentir, pelo conviver e pelo se reconhecer no processo educativo. Esse modelo educativo nasceu da prática, da escuta e da convivência com jovens em diferentes contextos sociais. Ao longo do tempo, consolidou-se como uma proposta que prioriza a confiança, o respeito e a construção de vínculos, elementos essenciais para um ambiente de aprendizagem significativo. A ideia de educar mente e coração reflete justamente esse equilíbrio. O conhecimento técnico é fundamental, mas ganha ainda mais sentido quando aliado ao desenvolvimento emocional, social e ético. Da mesma forma, o acolhimento e o cuidado precisam estar conectados a uma formação crítica e consciente. 📚 Um modelo que nasce da escuta e da convivência A origem dessa proposta educativa está em experiências concretas de atenção às necessidades dos jovens. Um dos episódios mais simbólicos dessa trajetória remete ao primeiro encontro de Dom Bosco com um jovem em situação de vulnerabilidade, em Turim, no século XIX. Mais do que um fato histórico, esse momento representa o início de uma pedagogia baseada na escuta, no respeito e na ausência de julgamento. Ao oferecer acolhimento e atenção, em vez de punição, estabelece-se uma relação de confiança — considerada até hoje um dos pilares desse modelo educativo. Esse princípio permanece atual: criar um ambiente em que o estudante se sinta seguro, respeitado e valorizado é fundamental para o aprendizado. 🤝 O cuidado como ferramenta educativa Outro aspecto marcante dessa abordagem está no cuidado com o indivíduo em sua totalidade. A história de Maria Domingas Mazzarello reforça esse olhar atento ao cotidiano dos jovens, às suas dificuldades e necessidades reais. Mais do que orientações formais, a proposta é estar presente, perceber sinais e agir com sensibilidade. Esse tipo de cuidado contribui para fortalecer vínculos, promover autoestima e criar condições favoráveis ao desenvolvimento. Hoje, essa perspectiva pode ser traduzida como uma educação que considera o estudante em todas as suas dimensões — não apenas acadêmica, mas também emocional e social. 🌍 Um modelo que se adapta ao tempo Embora tenha raízes históricas, essa proposta educativa se mantém atual justamente por sua capacidade de adaptação. O princípio “com os tempos” indica a necessidade de dialogar com a realidade contemporânea, incorporando novas tecnologias, linguagens e desafios sociais. Na prática, isso significa preparar os jovens para compreender o mundo em que vivem, desenvolver pensamento crítico e atuar de forma responsável na sociedade. A razão, nesse contexto, assume papel fundamental: estimular a reflexão, a autonomia e a capacidade de tomada de decisão. 👨‍👩‍👧 Formação que vai além da sala de aula A proposta educativa não se limita ao espaço escolar. Ela busca formar indivíduos capazes de atuar na sociedade com responsabilidade, ética e senso de coletividade. O conceito de “espírito de família”, por exemplo, aparece como um diferencial importante. Ele traduz a ideia de pertencimento, respeito e convivência, contribuindo para um ambiente mais colaborativo e humano. Esse modelo tem impacto direto na formação de cidadãos mais conscientes, preparados para lidar com desafios e contribuir de forma positiva no meio em que vivem. ⭐ Educação como transformação social Ao longo do tempo, essa abordagem educativa mostrou que formar pessoas vai além de preparar para provas ou carreiras. Trata-se de desenvolver indivíduos com valores, senso crítico e capacidade de transformação. O verdadeiro resultado desse processo aparece quando o conhecimento adquirido é colocado a serviço da sociedade — seja no ambiente profissional, nas relações ou nas escolhas de vida. Mais do que um método, trata-se de uma proposta que entende a educação como instrumento de transformação humana e social. Uma construção diária, baseada no cuidado, no conhecimento e na formação integral. Imagem de Nossa Senhora Auxiliadora, sempre presente nos pátios das casas salesianas Instituto São José Jardim central da escola, extensão do pátio e local de acolhida Instituto São José

Palavras-chave: tecnologia

Vítima de feminicídio, Raquel de Oliveira Lima dará nome ao Creas de Itararé: 'Mostra o quanto ela marcou as pessoas', diz irmão

Publicado em: 06/04/2026 07:10

Centro de assistência social recebe nome de mulher vítima de feminicídio em Itararé Arquivo pessoal/Pastor Marquinhos Raquel de Oliveira Lima, de apenas 26 anos, foi morta a facadas em Itararé (SP), em novembro do ano passado, um crime que gerou forte comoção e indignação entre os moradores da cidade. Agora, ela será homenageada: o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Itararé, localizado no bairro Ginásio, passará a levar seu nome. O projeto de lei que oficializa a homenagem foi aprovado no dia 19 de março. A proposta é de autoria do presidente da Câmara Municipal, Pastor Marquinhos (PSD), que conhecia Raquel desde a infância. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp "Nossas famílias eram vizinhas e sempre houve uma relação de acolhimento entre nós. A ideia da homenagem surgiu justamente por essa proximidade e, principalmente, pelo fato ocorrido”, conta o parlamentar. O projeto busca prestar homenagem à memória de Raquel. O vereador aponta que a jovem foi participante ativa na área da educação do município. “Sua personalidade era marcada pela empatia, generosidade, humildade e constante disposição em servir. Sempre com um sorriso no rosto, Raquel tinha prazer no que fazia e transmitia esperança, leveza e amor ao próximo”, cita o projeto. Inicialmente, a ideia era nomear uma rua, mas, em conversa com outros vereadores, ficou decidido que vincular o nome de Raquel ao CREAS seria mais representativo. “Trata-se de uma situação que evidencia a violência contra a mulher de forma explícita, premeditada e covarde, o que trouxe um debate mais intenso dentro da cidade”, aponta o vereador. A família de Raquel foi consultada e apoiou a iniciativa. “Os pais foram meus vizinhos, ficaram felizes em ter o nome da filha eternizado em um equipamento público voltado ao acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente mulheres”, disse o vereador. 'Honra e orgulho', diz irmão A vítima, Raquel de Oliveira Lima, de 26 anos, foi morta em Itararé (SP) pelo ex-namorado depois de não aceitar se casar Reprodução/Redes sociais Jefferson de Oliveira Lima, de 31 anos, irmão de Raquel, ressaltou as qualidades da jovem, a caçula da família. “A Raquel era uma pessoa de personalidade única. Ela era generosa, amorosa, compreensiva e muito alegre. Nós tínhamos apenas 4 anos de diferença de idade. Ela era a caçula e sempre foi muito especial”, relembra. LEIA TAMBÉM: Quase 80% das famílias em Itapetininga que utilizam benefícios sociais são chefiadas por mulheres; veja mapa Assistente social vítima de violência expõe realidade de agressões contra mulheres; interior de SP registra um caso a cada 14 minutos Mulher morta a facadas pelo ex acionou app de proteção sete minutos antes do crime em Sorocaba Ele reforçou o choque da família com a morte cruel da jovem. Disse que embora o suspeito já tivesse demonstrado ciúmes, a vítima e familiares jamais imaginaram que ele agiria com violência contra Raquel. “Tudo isso só mostra quem ela realmente era. A Raquel foi e sempre será o verdadeiro significado de amor ao próximo”. Para a família, a homenagem é uma mistura de dor e emoção. "Mexe muito com a gente. Para mim é uma honra muito grande, totalmente merecida pela pessoa incrível que ela sempre foi. Fiquei muito orgulhoso e emocionado. É um reconhecimento que mostra o quanto ela marcou as pessoas", compartilha. Relembre o caso Mulher não aceita se casar e é morta a facadas pelo ex-namorado na frente do filho; vídeo Em 27 de novembro de 2025, Raquel de Oliveira Lima foi morta a facadas. O principal suspeito do crime é o ex-namorado da vítima, João Carlos Rodrigues de Lima. A jovem foi morta em frente ao filho, de 7 anos. Câmeras de segurança flagraram o momento em que ela foi atacada na rua. Segundo a polícia, o crime foi motivado pela recusa de Raquel em se casar com o agressor. Após o assassinato, ele tirou fotos do corpo da vítima e as enviou para um grupo da igreja em um aplicativo de mensagens. Ele foi localizado, preso e confessou o crime. A Guarda Civil de Itararé (SP) foi acionada para atender a ocorrência de feminicídio na quinta-feira (27) Reprodução/Guarda Municipal de Itararé Protestos Moradores foram às ruas para protestar contra o crime e prestar homenagens à jovem, em marchas e cortejos. De acordo com a Guarda Civil Municipal, cerca de 50 pessoas , entre familiares, amigos e fiéis da igreja evangélica que Raquel frequentava, participaram do cortejo realizado em 29 de novembro, data do sepultamento do corpo da jovem. Com faixas e cartazes em memória da vítima, os manifestantes também cobraram mais segurança e o fortalecimento de leis de combate ao feminicídio. Protesto e homenagens marcam marcha em memória às vítimas de feminicídio no interior de SP *Colaborou sob a supervisão de Gabriela Almeida Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

Palavras-chave: câmara municipal

É #FAKE que Lula deu bolsa de R$ 7 mil por mês e moradia gratuita a refugiados muçulmanos no Brasil

Publicado em: 06/04/2026 05:03

Governo não concede benefícios com base em nacionalidade ou religião g1 Circula nas redes sociais uma publicação alegando que o governo Lula (PT) concedeu uma "bolsa" de R$ 7 mil por mês e moradia a refugiados muçulmanos no Brasil. É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🛑 Como é o post? Publicado na segunda-feira (30) no X, onde já foi visto mais de 115 mil vezes, o post tem a seguinte legenda: "Gostaram do que Lula está fazendo trazendo muçulmanos (Palestina, etc.) para receberem 7 mil reais por mês #bolsamuculmano com a desculpa que o brasileiro não quer trabalhar?". Além disso, mostra um vídeo de Lula conversando com um homem em em cadeira de rodas, em frente a um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Uma caixa de texto sobreposta às imagens diz: "Presidente do Brasil recebendo muçulmanos que pediram refúgio! Irão receber R$ 7 mil por mês por 6 meses pela Operação Acolhida". Na parte inferior esquerda do quadro, um homem aparece comentando as imagens do presidente e diz: "A Operação Acolhida que o Brasil está recebendo muçulmanos para morar no Brasil. O presidente Lula aqui recebendo o pessoal da Palestina e de outros países, trazendo essa cultura muçulmana. E ele está dizendo que o Brasil vai ser uma demonstração de solidariedade para ter portas abertas. É isso que eles querem. Eles dizem que o Brasil não tem mão de obra e que o brasileiro não quer trabalhar [...]". Mas isso não é verdade. Embora seja real – e não uma produção fabricada por inteligência artificial (IA), por exemplo –, o vídeo exibe no qual Lula aparece exibe a repatriação, em outubro de 2024, de brasileiros residentes no Líbano (leia destalhes mais abaixo nesta checagem). Além disso, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) informou ao Fato ou Fake: "Esclarecemos que não há, no Brasil, qualquer operação específica voltada à recepção de pessoas com base em religião. Informamos ainda que não há, por parte do Governo Federal, programa que ofereça pagamento mensal de R$ 7 mil ou garantia de moradia gratuita para pessoas refugiadas com base em sua religião ou nacionalidade. As políticas públicas voltadas a migrantes e refugiados no Brasil seguem critérios legais e humanitários, assegurando acesso a serviços públicos e oportunidades de integração, sem concessão de benefícios dessa natureza". ⚠️ Por que o post é mentiroso? O MDS destacou que a Operação Acolhida, mencionada erroneamente no post fake, tem enfoque na crise envolvendo imigrantes da Venezuela, não um suposto resgate de muçulmanos: "A Operação Acolhida foi criada para organizar a resposta do Estado brasileiro ao fluxo migratório na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, no estado de Roraima. Desde 2016, a região passou a receber um volume crescente de venezuelanos em situação de vulnerabilidade, demandando uma atuação emergencial e intersetorial. A iniciativa constitui uma estratégia federal de assistência humanitária a refugiados e imigrantes venezuelanos, adotada diante da limitação da capacidade local para responder, de forma isolada, ao elevado fluxo migratório na fronteira norte do país". Para confirmar a origem do vídeo em que Lula aparece recebendo pessoas do avião do FAB, o Fato ou Fake selecionou um frame (imagem estática) fez a busca reversa por essa "foto" no Google Lens. Essa pesquisa serve para verificar se um conteúdo havia sido reproduzido anteriormente na internet – e em que contexto. O resultado apontou para uma publicação feita pelo canal "AJ+", vinculado à rede Al Jazeera, em 9 de outubro de 2024. Na gravação, Lula e a primeira-dama Janja da Silva recebem brasileiros repatriados do Líbano -- e não muçulmanos refugiados. O resgate ocorreu no contexto da guerra entre Israel e Hezbollah. Na resposta ao Fato ou Fake, o MDS confirmou a data do registro: "As imagens mencionadas na postagem referem-se a uma operação realizada em 2024, no âmbito da Operação Raízes do Cedro, não correspondendo a ações atuais". Governo não concede benefícios com base em nacionalidade ou religião g1 Veja também É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho em zoológico na China É #FATO: Vídeo mostra canguru recebendo carinho de visitantes em zoológico na China VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito)

Palavras-chave: inteligência artificial

Tarcísio sanciona lei que autoriza estado de São Paulo a contrair cerca de R$ 15 bilhões em empréstimos em dólar

Publicado em: 02/04/2026 07:24

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) durante o 'Fórum de Infraestrutura – Uma agenda para o futuro', realizado na Casa Itaim, Zona Sul de São Paulo. João Valério/GESP/Divulgação O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou nesta quinta-feira (2) a lei aprovada na semana passada na Assembleia Legislativa de São Paulo(Alesp) que autoriza o governo paulista a contrair US$ 2,7 bilhões de dólares em empréstimos para terminar obras de infraestrutura no estado, cerca de R$ 15 bilhões em moeda nacional. A lei 18.439, de 1° de abril, foi publicada no Diário Oficial e autoriza que os empréstimos sejam contraídos junto a bancos nacionais e internacionais, para as seguintes obras e contas do governo, nos seguintes valores (cotação de cerca de R$ 5,34 por dólar): Melhoria da Sustentabilidade da Dívida do Estado de São Paulo: US$ 970.000.000,00 (R$ 5.179.800.000,00); Construção do Centro Administrativo do Governo de SP no centro da capital paulista: US$ 636.453.829,02 (R$ 3.400.000.000,00 bilhões); Término do Rodoanel Mário Covas - Trecho Norte: US$ 820.116.954,80 (R$ 4.381.146.784,25 bilhões); Obras no Rodoanel Mário Covas - Trechos Sul e Leste: até o valor de US$ 176.370.275,08 (R$ 942.187.646,51 milhões) Projeto de Apoio às Redes Regionais de Atenção à Saúde de São Paulo: US$ 157.404.021,93 (R$ 840.537.477,10 milhões); Programa de Superação da Pobreza: US$ 82.320.000,00 (R$ 43.958.880,00 milhões). Segundo o texto da própria lei aprovada na Alesp com ajuda até da oposição, os valores dos empréstimos podem mudar para mais ou para menos, dependendo do câmbio do dia que a operação de crédito for realizada. Trecho do Rodoanel Norte é inaugurado Apoio da oposição Conforme o g1 publicou, a Alesp aprovou na terça-feira (24), o Projeto de Lei 128/2026, que autoriza o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) a contratar empréstimos no mercado para terminar as obras de infraestrutura no estado. A proposta foi aprovada por 54 votos a favor e 4 contrários, contando com votos inclusive da bancada de deputados do Partido dos Trabalhadores (PT), que faz oposição a Tarcísio no estado. Pelo menos seis deputados estaduais petistas e um do PSOL votaram a favor do texto de Tarcísio. São eles: Beth Sahão (PT) Jorge do Carmo (PT) Eduardo Suplicy (PT) Luiz Cláudio Marcolino (PT) Paulo Fiorilo (PT) Professora Bebel (PT) Ediane Maria (PSOL) Deputados estaduais da Alesp presentes na sessão desta terça-feira (24). Divulgação/Alesp Dentro da base do governo na Alesp, os deputados Gil Diniz (PL), Guto Zacarias (Missão) e Vitão do Cachorrão (Podemos) votaram contra a proposta governista. Além deles, a deputada de oposição Andréa Werner (PSB) foi a única que votou contra a proposta, enquanto os demais parlamentares do PSOL, Rede e do PT estavam em obstrução ao projeto e não apresentaram voto em plenário sobre o projeto. Ao discursar, Gil Diniz criticou a postura do PT de, segundo ele, se dizer de oposição e, na verdade, votar com a base governista. “Eu sou da base do governo Tarcísio e voto com o governo Tarcísio. Mas às vezes coloco a minha posição aqui às vezes, que é mais crítica. A bancada do PT se esforça para ser da base do governo. Eles têm emenda impositiva e voluntária pagas. Eles dão quórum nas votações para ajudar o governador. (...) Eu tenho que ficar preocupado porque a base de esquerda desse parlamento quer ser mais base do que a própria base do governador Tarcísio”, afirmou Gil Diniz. LEIA MAIS: MP abre inquérito contra deputada Fabiana Bolsonaro, que fez 'blackface' na Alesp, por suspeita de racismo, transfobia e misoginia Senador com CNH vencida e carro sem placas ameaça PMs e tenta fugir de abordagem em SP Eduardo Leite descarta ser vice e insiste em candidatura à presidência de 3ª via: 'brasileiro precisa de alternativa ao medo' O deputado estadual Gil Diniz (PL) votou contra a proposta de Tarcísio e criticou a postura de parte do PT. Divulgação/Alesp Em nota, o deputado Paulo Fiorilo, do PT, afirmou que a bancada petista "sempre votou a favor de projetos que permitam investimentos, porque entende que obras e políticas públicas que beneficiam a população estão acima de disputas partidárias; inclusive muitos projetos do governo Tarcísio só avançaram com financiamento do BNDES". "Mantivemos nossa coerência e só votamos depois que a proposta já estava aprovada com o quórum mínimo de 48 votantes, diferente de deputados da base que disseram ‘não’, mas ajudaram a aprovar ao sustentar o quórum mínimo necessário. No fim, quem grita como leão no microfone, age como cordeiro nas mãos do governador", afirmou. Durante a votação, o líder do governo na Casa, deputado Gilmaci Santos (Republicanos), afirmou que os recursos representam um reforço importante para investimentos. Mesmo tendo votado a favor, o deputado Jorge do Carmo (PT), líder da Federação PT/PCdoB/PV, defendeu maior clareza sobre a aplicação e o pagamento dos recursos. Ele também criticou a previsão de empréstimo para o programa SuperAção da Pobreza, aprovado recentemente pela Casa. O deputado Guto Zacarias (Missão) também questionou a medida e afirmou que o governo deveria utilizar recursos próprios ou reduzir gastos antes de recorrer a empréstimos. Ele ainda criticou o uso de crédito para programas sociais em ano eleitoral. Os deputados Andréa Werner (PSB), Gil Diniz (PL), Vitão do Cachorrão (Podemos) e Guto Zacarias (Missão) foram os únicos a votarem contra a proposta de Tarcísio nesta terça-feira (24). Montagem/g1/Divulgação/Alesp Recursos para o rodoanel Exclusivo: SP2 percorre trecho do Rodoanel Norte que será inaugurado na segunda-feira (22) Segundo o projeto aprovado na Alesp, a maioria dos recursos será destinada às obras do Rodoanel, nos trechos Norte, Leste e Sul. Para o trecho Norte, recém-inaugurado, está previsto um empréstimo de US$ 820 milhões (cerca de R$ 4,4 bilhões). Segundo o governo, o valor é necessário para cobrir diferenças entre os custos previstos inicialmente e os atualizados do projeto. Do total, cerca de R$ 3 bilhões correspondem a essa diferença. Outros quase R$ 1 bilhão serão usados para reassentamento de moradores e desocupação de áreas, além de R$ 380 milhões destinados ao projeto “Rodoanel Mais Seguro”. Já para os trechos Leste e Sul, estão previstos até US$ 176,3 milhões (R$ 942 milhões), que serão aplicados em obras de acesso entre o Rodoanel Mário Covas e os municípios de Suzano e Poá, além da implantação de pedágios no sistema free flow. Nova sede do governo O projeto também autoriza a contratação de até R$ 3,4 bilhões para a parceria público-privada do novo Centro Administrativo do governo estadual. A proposta prevê a concentração, na região dos Campos Elíseos, no centro da capital paulista, do gabinete do governador e de 28 secretarias. De acordo com o Executivo, a medida deve melhorar a eficiência administrativa e contribuir para a revitalização da região central. A expectativa é que mais de 22 mil servidores trabalhem no novo complexo. O projeto inclui ainda uso misto da área, com comércio e serviços, além da restauração de 17 prédios históricos. A parceria terá duração de 30 anos, com investimento total estimado em R$ 6 bilhões. Consórcio Mez-RZK Novo Centro vence leilão para construir a nova sede do governo de SP no Centro por R$ 6,1 bilhões Programa social O Programa SuperAção da Pobreza deve receber US$ 82,3 milhões (cerca de R$ 430 milhões). A iniciativa tem como objetivo reduzir a vulnerabilidade social e melhorar as condições de vida de famílias de baixa renda. Segundo o governo, os recursos serão incluídos no orçamento de 2027. Saúde e dívida do estado Outros US$ 157,4 milhões (R$ 824 milhões) serão destinados ao fortalecimento das Redes Regionais de Atenção à Saúde, com investimentos em infraestrutura, tecnologia, gestão e construção de um hospital regional próximo a Itapetininga. Por fim, o projeto prevê a contratação de US$ 970 milhões (mais de R$ 5 bilhões) para reestruturação da dívida estadual. Segundo o governo, a medida busca substituir dívidas mais caras por outras com melhores condições de pagamento. Veja lista abaixo sobre como votou cada deputado estadual na proposta: Veja lista sobre como votou cada deputado estadual na proposta de empréstimo de R$ 15 bilhões. Reprodução/Alesp

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Atualize agora: Google corrige falha crítica do Chrome explorada por invasores

Publicado em: 01/04/2026 13:52 Fonte: Tudocelular

O Google lançou uma nova atualização de segurança para o Chrome na terça-feira, 31 de março. O pacote corrige 21 vulnerabilidades no total para os sistemas operacionais Windows, Mac e Linux, e o grande destaque do conserto é uma falha de dia zero com exploração ativa por criminosos na rede.A brecha principal atende pelo código CVE 2026 5281 e afeta as versões anteriores à compilação 146.0.7680.177 do navegador. O problema reside em um erro de gerenciamento de memória no componente Dawn. A Gigante das Buscas confirmou a existência de ataques reais, mas decidiu manter os detalhes técnicos e os links do relatório em sigilo absoluto até a maioria dos usuários concluir a instalação da correção para evitar novos ataques por parte de cibercriminosos antes que o público consiga proteger os computadores.Clique aqui para ler mais

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