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Golpe da falsa Defensoria: Criminosos se passam por defensores públicos para enganar moradores do AC

Publicado em: 07/02/2026 16:04

No golpe da falsa defensoria, estelionatários se passam por agentes públicos para enganar população Tânia Rêgo/Agência Brasil Criminosos estão se passando por defensores públicos para aplicar golpes e cobrar por serviços gratuitos pelo WhatsApp à população acreana. A prática criminosa foi percebida pela Defensoria Pública do Estado (DPE-AC) após clientes relatarem terem sido procurados pelos golpistas. A DPE-AC confirmou que já repassou as informações à Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O órgão pede que a população desconfie de atendimentos que solicitem dados bancários via celular. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉Contexto: No golpe da falsa defensoria, o modus operandi é sempre semelhante: estelionatários se passam por agentes públicos para extorquir e enganar quem utiliza os serviços da instituição. Após o contato inicial, o grupo criminoso pede pagamentos antecipados e até dados das vítimas. Ao g1, a corregedora-geral da DPE-AC, Roberta de Paula Caminha Melo, explicou que os criminosos utilizam logomarcas institucionais nas fotos de perfil, números de processos e adotam linguagem jurídica para dar credibilidade ao contato com as vítimas. Cuidados para não cair em golpes online "Criminosos estão se utilizando indevidamente do nome, da imagem e até de fotos de defensores públicos para aplicar golpes. É importante lembrar que a Defensoria Pública não cobra por serviços jurídicos e não solicita nenhum tipo de pagamento para atendimento ou liberação de valores", destacou. Ainda conforme a corregedora, os bandidos solicitam dados pessoais e bancários, com a desculpa de que falta algum dado, ocasião em que as informações pessoais eram capturadas e a fraude concluída. LEIA MAIS: Polícia investiga golpista que se passou por delegado para aplicar golpes em lanchonetes no AC Criminosos tentam aplicar golpe do PIX em prefeitura de cidade do AC devastada por cheia histórica Estelionato cresce 28,3% no Acre em um ano e golpes eletrônicos disparam, revela Anuário "Inicialmente eles passavam informações a fim de conquistar a confiança do usuário, utilizando números de processos reais e, em seguida, diziam que tinham supostos valores a receber, momento em que solicitavam pagamentos por PIX sob a promessa de liberação de valores ou serviços", disse. Apesar dos relatos, Defensoria Pública do Acre ainda não tem o número de vítimas que caíram no golpe. "Temos recebido vários alertas e registros isolados de tentativas, mas não há estatística oficial consolidada sobre vítimas ou prejuízos. É um crime que tem se propagado em vários estados", explicou. ⚠️Orientações Desconfie de mensagens de WhatsApp informando ganho de causa ou liberação de valores Nunca faça pagamentos, baixe aplicativos ou acesse seu banco a pedido de contatos não verificados; Sempre tratar assuntos jurídicos pessoalmente na Defensoria. O atendimento pode ser feito pelo WhatsApp (68) 999275436, ou pelo telefone (68) 3215-4185. Caso ainda tenha dúvida, o atendimento presencial na DPE-AC, é feito de 08h às 12h e das 14h às 17h na avenida Antônio da Rocha Viana, próximo ao Horto Florestal. Defensoria não cobra Ainda conforme a corregedora, a Defensoria Pública não cobra por nenhum dos serviços jurídicos do órgão e, para esclarecer melhor a população, a DPE tem adotado uma série de ações preventivas com foco na proteção dos usuários e dos próprios servidores. “É importante que a população esteja atenta e bem informada. Esses golpistas entram em contato com cidadãos que, muitas vezes, já possuem processos judiciais em andamento ou que estão em situação de vulnerabilidade. É fundamental deixar muito claro: isso é golpe", explicou. Ações da DPE contra o crime: Divulgação de alertas nas redes sociais, esclarecendo que a Defensoria não cobra; Orientação à população para que desconfie de mensagens e ligações; Reforço de incentivo para que qualquer dúvida seja confirmada na DPE; Orientação aos servidores que tenham sido vítimas que registrem um boletim de ocorrência. Com o avanço e praticidade dos recursos de inteligência artificial, as fraudes virtuais vêm se tornando mais convincentes. Em 2024, o Acre registrou 464 casos dessa categoria. À época, a taxa geral de estelionatos a cada 100 mil habitantes ficou em 723,3 no Acre, estando abaixo da média nacional, que foi de 1.019,2. "Nenhum servidor ou servidora da instituição está autorizado a pedir dinheiro, transferências, PIX ou qualquer tipo de pagamento aos usuários ou a terceiros", finalizou a corregedora-geral. Reveja os telejornais do Acre

Palavras-chave: inteligência artificial

Foliões relatam roubos e arrastões em blocos, e PM fala em ‘crimes de oportunidade’ fora da rota oficial

Publicado em: 07/02/2026 05:00

Delegada dá dicas para não cair em golpes no carnaval Em meio à festa, o carnaval de rua do Rio também é palco de preocupações com segurança pública, ano após ano. Enquanto a Polícia Militar afirma intensificar suas operações, crescem os relatos de foliões indicando uma realidade de violência, com furtos, arrastões e assaltos dividindo espaço com a folia. A região da Cinelândia, Lapa, Glória e Aterro do Flamengo tem sido alvo de relatos. "São grupos grandes, com 20, 30 meninos. Eles passam carregando tudo. Próximo à Lapa, também teve arrastão dia desses. Bateram em uma menina pra pegar as coisas dela, foi horrível", conta a estudante universitária Amanda Magalhães. Outra foliã, que não quis se identificar, contou ao g1 que presenciou menores de idade fugindo da polícia durante a passagem de um bloco no Centro. "Eu estava com uma amiga, na rua do Carmo. Íamos voltar pra Carioca, mas vimos pessoas voltando correndo e reportando para a polícia que tinham gangues de menores na saída do bloco. Logo depois, vimos a molecada correndo da polícia. Desistimos de continuar indo aos blocos e fomos embora." Do golpe do PIX ao ‘boa noite, Cinderela’: veja como se proteger no carnaval Blocos do carnaval de rua do Rio: veja a lista oficial e faça sua busca PM diz que risco é maior em cortejos não-oficiais De acordo com a Polícia Militar, muitas ocorrências acontecem no decorrer da passagem de cortejos não-oficiais, que não integram o planejamento das unidades operacionais da corporação. “Blocos não-oficiais acabam se tornando cenários dos chamados crimes de oportunidade, nos quais criminosos se valem de momentos de distração e vulnerabilidade do público presente para cometer delitos”, diz a PM, em nota. A recorrência de arrastões e assaltos, inclusive com o uso de armas brancas, gera um clima de insegurança que contrasta com o espírito festivo do carnaval. A ação da PM no último final de semana resultou na apreensão de 93 materiais perfurocortantes e um dispositivo de eletrochoque. Além disso, um homem foi preso no sábado (31) após tentar furtar um telefone celular de uma mulher. Ele foi encaminhado à 4ª DP (Praça da República). A PM informou que tem intensificado suas estratégias de patrulhamento. Entre os dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, mais de 1.500 policiais militares foram empregados para garantir a segurança dos foliões nos blocos de rua em diferentes pontos da cidade. LEIA TAMBÉM Rio terá 118 blocos no último fim de semana antes do carnaval; veja a lista Imagens captadas por câmeras Para coibir os atos de violência em áreas do Centro, a PM informou que equipes de tecnologia atuam nos locais dos blocos, acompanhando em tempo real as imagens captadas por câmeras. O Grupamento de Patrulhamento em Multidão (GPM), com policiais identificados por capacetes brancos e lotados no RECOM (Rondas Especiais e Controle de Multidão), também atua em meio aos foliões para a prevenção de tumultos. A comerciante Jordana Rios contou ao g1 que presenciou um arrastão no último bloco que foi, no dia 18 de janeiro, no Aterro do Flamengo, e que não se sente mais segura para continuar frequentando o carnaval de rua. “A distinção entre blocos oficiais e não-oficiais é um fator relevante. Embora a PM concentre seus esforços nos eventos planejados, existem diversas manifestações espontâneas há muitos anos, isso já faz parte do roteiro de carnaval, e atraem um público grande. Não dá pra ficar tão vulnerável assim”, destacou Jordana. Câmara do Rio pede choque de ordem na Cinelândia A Câmara do Rio vai sediar, na próxima quarta-feira (11), a terceira reunião para tratar do reforço do policiamento na região, onde circulam muitos trabalhadores e turistas. O encontro terá a presença de representantes de diversos órgãos responsáveis pela segurança e pela ordem pública na área. A ideia é promover um choque de ordem e reduzir significativamente as ocorrências policiais. Reuniões da Câmara com as forças de segurança Divulgação/ Câmera do Rio No dia 28 de janeiro, chefes de órgãos de segurança e de ordem pública também discutiram o tema, juntamente com a Coordenadoria de segurança da Câmara, a pedido do coordenador do Segurança Presente no Centro, major Gustavo Valagão. Proprietário da Banca do André, localizada na Cinelândia, André Breves diz que a falta de segurança no local vai além do carnaval. Para ele, a discussão é complexa e precisa de uma atenção especial. "Não dá para culpar os PM e nem os moleques que roubam. A questão é que a segurança do Rio de Janeiro é falha, precisa de uma atenção. Da Cinelândia mesmo, não sai e nem para nenhum bloco e mesmo assim a região sofre muito com a violência, principalmente noturna. São muitos relatos de roubos, já presenciei também. Até os camelôs estão reclamando da violência", comenta André. Proprietário da Banca do André diz que a violência tem afetado o movimento na região. Instagram Transporte terá esquema especial para ensaios técnicos e megablocos no Rio

Palavras-chave: tecnologia

Estado com mais mortes violentas em 2025, Ceará tem cidade sem assassinatos há mais de 10 anos

Publicado em: 07/02/2026 04:01

Estado com mais mortes violentas do país tem cidade sem homicídio há 10 anos Uma cidade em que ainda se pode ficar na calçada até tarde conversando com os vizinhos, enquanto crianças brincam nas ruas sem medo. Assim é Baixio, município do interior do Ceará que não registra, há mais de uma década, mortes violentas como feminicídio, homicídio doloso, latrocínio ou lesão corporal seguida de morte. ➡️ Um levantamento feito pelo g1 com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostra que Baixio não registrou mortes violentas entre os anos de 2015 e 2025. Esse período pode ser maior, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Ceará (SSPDS). Conforme a pasta, o último crime violento na cidade ocorreu em 21/10/2010. A cidade de Baixio vai na contramão do estado, pois o Ceará lidera o ranking nacional de assassinatos por 100 mil habitantes em 2025, segundo dados divulgados no último dia 20 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O levantamento, feito pelo g1, considera crimes como homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. No Ceará, a média é de 32,6 mortes violentas para 100 mil habitantes - mais que o dobro da taxa do Brasil, que é de 15,97%. Ao todo, foram registrados 3.022 assassinatos no Ceará em 2025, dos quais 96,9% correspondem a homicídios dolosos — quando há intenção de matar. Em todo o país foram 34.086 mortes violentas e a taxa nacional por 100 mil habitantes é de 15,97. Baixio fica a cerca de 415 quilômetros de Fortaleza, é a terceira menos populosa do estado: tem 5.821 habitantes, de acordo com dados de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fica atrás apenas de Granjeiro e São João do Jaguaribe. Ela faz divisa com o estado da Paraíba e as cidades cearenses de Umari, Ipaumirim e Lavras da Mangabeira. A principal atividade econômica da cidade é a agricultura e lá não tem delegacia. Três agentes da Polícia Militar fazem revezamento para monitorar a cidade 24 horas. "Desde a minha infância nunca tive privação em relação à brincadeira na rua. Sempre foi tranquilo, sempre fui livre. Aqui na cidade tem uma cultura forte em relação ao esporte, principalmente futebol e corrida", diz João Pedro, estudante de 20 anos. "Você anda tranquilo, não tem o risco de ser abordado por um assaltante. Aqui na minha rua mesmo, a vizinhança costuma ficar sentada até 23h. As crianças brincam tranquilamente", diz Ana Meyrice, agente administrativa de 44 anos. LEIA TAMBÉM: Ceará lidera assassinatos puxado por guerra de facções e aumento de feminicídios Assassinatos no Brasil: como a guerra entre facções explica cenários 🤔 Mas como é possível uma cidade manter-se por tanto tempo sem registrar assassinatos? De acordo com a Prefeitura, os resultados positivos estão relacionados a um conjunto de fatores, como: Trabalho integrado entre as políticas públicas; Ações de prevenção à violência doméstica; Fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários; Parceria com outras áreas e instituições. Harley Filho, da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS), explica que o investimento em profissionais e tecnologia e a integração entre a polícia cearense e a paraibana também ajudam a manter os índices positivos. Especialistas consultados pelo g1 apontam que investimentos em políticas de educação, saúde, esporte, lazer e cultura contribuem para a redução da violência. Ainda assim, o município não está isento da chegada das facções criminosas e das drogas (entenda mais abaixo). Initial plugin text Três pontos para entender números O coordenador da Coordenadoria Integrada e Planejamento Operacional (Copol) da Secretaria da Segurança Pública do Ceará, Harley Filho, explica que a 'receita de sucesso' está em três elementos principais: a população pequena de Baixio, que fortalece a ideia de que 'todo mundo se conhece', o investimento em segurança pública e o trabalho integrado com a polícia da Paraíba. "Baixio, Umari e Ipaumirim são oriundos do município de Lavras da Mangabeira. Ao longo dos anos 40/60, eles foram se emancipando. Uma expressão utilizada pelo comandante local [para se referir às três cidades] é 'Três Marias', porque costuma ser muito tranquilo", revela Harley. De acordo com o representante da SSPDS, a baixa taxa populacional de Baixio facilita a comunicação entre os moradores e os policiais da cidade, fortalecendo um vínculo de confiança. "Se chega alguém de fora, por exemplo, ligeiramente chama a atenção. Foi o que aconteceu em Umari, onde teve uma intervenção recente. Duas pessoas oriundas da Paraíba, da facção Okaida, estiveram no município e a população já identificou como gente de fora. Em Baixio, não é diferente: toda e qualquer pessoa estranha já gera essa dúvida e o pessoal faz essa comunicação imediata com os policiais". Baixio conta, atualmente, com um destacamento da Polícia Militar, uma viatura e três policiais que atuam 24 horas. Para Harley, a equipe é suficiente, embora os agentes possam contar também com a polícia das cidades vizinhas e com apoio de uma base do RAIO instalada em Ipaumirim. Eles também estão em constante contato com profissionais da Paraíba. "Todo mundo se conhece, todo mundo respeita e confia na Polícia Militar. Qualquer dúvida, entram em contato até mesmo no telefone particular do policial. Para se ter uma ideia, o sentimento de união é tão grande que nesse dia da intervenção em Umari, os policiais de folga [de Baixio] tomaram conhecimento, colocaram colete e foram para a ocorrência [dar apoio]", exemplifica Harley Filho. Outra estratégia revelada pela SSPDS é o trabalho preventivo realizado nas escolas do município. Frequentemente, agentes da Polícia Militar vão às salas de aula trabalhar o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD). Harley afirma que não há registros de atuação de grupos criminosos em Baixio e policiais não identificaram, até agora, locais de comercialização de drogas. Ainda conforme o coordenador, a cidade tem apenas dois mandados de prisão em aberto: um por estupro de 2012, e outro de 2017, por roubo. Os suspeitos ainda não foram presos. A SSPDS não soube informar quanto foi investido nos últimos cinco anos na cidade na área da segurança, mas acredita que o trabalho de inteligência realizado em todo o Ceará influencia na ausência de crimes em Baixio. "A população meio que se acostumou a viver em plena tranquilidade. Obviamente deve ter pequenos furtos de galinhas, outros animais, alguma coisa de desentendimento [entre vizinhos]. Mas nada que vá afetar realmente essa tranquilidade no município", reforça. Para Harley, a cidade é um exemplo a ser replicado no estado do Ceará, embora cidades mais populosas sejam grandes desafios. No estado, as cidades de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Sobral e Maranguape foram os municípios com mais mortes violentas em 2025. A Grande Fortaleza concentrou 1.645 homicídios em 2025, o que representa aproximadamente 54% de todas as mortes violentas registradas no Ceará. A capital lidera o ranking estadual, com 742 homicídios, seguida por Caucaia e Maracanaú. Acho que o que está dando certo a gente não altera. Baixio tem um trabalho de prevenção muito forte e a quantidade de policiais está sendo suficiente para a quantidade de população (...) É um case de sucesso, mas não podemos deixar de apontar que temos 13 municípios sem o registro de CVLIs há mais de dois anos. São casos que realmente merecem a atenção do Estado para saber o porquê do sucesso e nós tentarmos ampliar as boas práticas em outros municípios. Municípios sem registro de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) no Ceará Trabalho entre setrores no município fortalece segurança Cidade de Baixio é a terceira menos populosa do Ceará. Divulgação e Cícero Coutinho Ivana Ferreira Farias , titular da Secretaria de Assistência Social de Baixio, corrobora com os pontos apontados pelo delegado. Para ela, os bons índices de segurança do município são atribuídos ao 'trabalho intersetorial' em que a família e a comunidade são o centro de tudo. "É um conjunto de fatores, é claro: o trabalho integrado entre as políticas públicas, a atuação em rede, ações de prevenção e, principalmente, o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. A gente tem uma parceria muito bacana, tanto com a Saúde, como com o Conselho Tutelar, a Educação também, e Cultura", pontua. Eum ano em que o Ceará teve 47 feminicídios, Baixio não é responsável por nenhum deles. ➡️ Há 10 anos, a cidade cearense não registra nenhum caso do crime que já vitimou 281 mulheres entre 2018 e 2025 no estado. De acordo com Ivana, um dos fatores que contribuem para que mulheres não sejam assassinadas é o acompanhamento preventivo que a secretaria faz com as famílias de Baixio, especialmente as mais vulneráveis. Nas visitas, temas como violência doméstica, uso de drogas, gravidez na adolescência, entre outros, são trabalhados. A pasta também faz um trabalho em conjunto com a polícia, a fim de identificar mulheres vítimas de agressão física ou de qualquer outro tipo de violência: "A gente entra na casa das famílias fazendo esse acompanhamento não só com a vítima, mas com o violador. Temos que trabalhar não só com as mulheres (...) Em 2025 começamos a investir na parentalidade. A gente quis trazer o público masculino para trabalhar a afetividade e não jogar a responsabilidade só para a mulher. Hoje ainda temos essa ideia de que educar e criar é papel da mulher. Mas o homem também tem esse papel fundamental dentro da família (...) Ano passado também fizemos um trabalho muito bacana com as crianças, porque às vezes elas crescem reproduzindo comportamentos que não são delas, mas que viram no pai", exemplifica Ivana. Conforme a secretária, a violência patrimonial é a mais identificada entre mulheres acompanhadas na cidade. Em 2025, foram seis casos acompanhados. Ela é definida pelo Instituto Maria da Penha (IMP) como "qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades". "A gente faz esse trabalho voltado [para conscientização sobre violência doméstica] durante todo o ano, mas intensifica no mês de agosto, quando tem a campanha Agosto Lilás. Estamos sempre mostrando às famílias aqui no município que a violência não é só bater, não é só o ato físico; é também a patrimonial, a psicológica", pontua Ivana. O trabalho com crianças e adolescentes é outra frente da gestão da cidade. Segundo Ivana, o ideal é manter esses públicos conectados com os esportes e as artes. O futebol, o vôlei, a pintura e a corrida são atividades que fazem parte do dia a dia dos baixienses, afirma a titular da pasta de Assistência Social. "A gente tenta ocupar eles o máximo possível para que eles não fiquem vulneráveis a entrar no mundo das drogas, a praticar algum tipo de violência. Por mais que seja um município pequeno e que a gente se orgulhe [do fato de] ele não estar dentro desses dados [de mortes violentas], aqui existe sim violência, existem as drogas, infelizmente". Com quase 6 mil habitantes, Baixio tem um clima tropical quente semiárido, caracterizado por temperaturas mais altas durante boa parte do ano ano e chuvas irregulares. Divulgação/Prefeitura de Baixio Para isso, a prefeitura conta com o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), um projeto do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município. Através dessa política, a gestão oferta atividades esportivas, rodas de conversa, momentos de lazer e ações educativas para o público jovem de Baixio, "prevenindo situações de vulnerabilidade e risco social". A cidade conta, atualmente, com cinco escolas municipais, uma estadual e uma particular. Segundo o IBGE, em 2022 a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade no município era de 98,68%. Conheça detalhes: Indicadores educacionais de Baixio de 2022 a 2024 'Não tem o risco de ser abordado por um assaltante': como é morar na cidade João Pedro Ramalho, de 20 anos, nasceu em uma maternidade na Paraíba, mas mora em Baixio desde o primeiro dia de vida. Com esforço, ele consegue lembrar da última vez em que um crime mais grave assustou a cidade: Em 2017, um grupo criminoso atacou um caixa eletrônico do Banco do Brasil, mas não levou dinheiro algum. O único ponto negativo da cidade para João é a falta de oportunidades de emprego na sua área. Por isso, o jovem planeja se mudar após a formatura, um caminho seguido também por colegas seus: "Eu acho que a grande maioria, depois que se forma, infelizmente busca outro lugar para viver. Aqui, por ser uma cidade de porte pequeno, para uma pessoa que tem nível superior, não é tão legal". Ana Meyrice, no centro da foto, com sua família. A agente administrativa tem 44 anos - todos vividos na cidade de Baixio. Arquivo pessoal Diferentemente de João, a agente administrativa Ana Meyrice, de 44 anos, nunca pensou em mudar de Baixio. Ela celebra os baixos índices de violência no município, apesar de reconhecer que vez ou outra surge um caso que tira a paz da cidade. "Há muitos anos, lembro que teve um caso de tentativa de feminicídio. Um esposo tentou contra a vida da esposa, mas ela não morreu. Isso chocou bastante a cidade. Foi na zona rural", relembra. Mesmo assim, ela se sente segura na cidade. "Eu que sou mulher, já houve necessidade de ir no hospital à noite, sozinha. E você abre seu portão, tira a sua moto, vai no hospital, recebe um atendimento, volta pra casa. Então, eu me sinto bem em saber que Baixio é uma cidade que trabalha essa prevenção e traz esclarecimentos [sobre o assunto]". Ana tem três filhos: uma jovem de 23 anos, um adolescente de 13 e o menor, de quatro anos. Segundo a mãe, todos cresceram brincando na rua e nas pracinhas da cidade. A moradora define Baixio como uma 'grande família'. A ideia de que todo mundo se conhece aumenta a sensação de segurança, assim como a rede de assistência social citada e o fortalecimento do laço comunitário. Esse tripé faz da cidade uma solitária - mas intrigante - 'ilha de paz' em meio a um cenário de incertezas: "Às vezes, quando você está em uma roda de conversa, termina descobrindo que fulano é parente do outro. Baixio é tranquilo mesmo. A gente até comenta o quanto ainda é bom viver aqui. Falo 'ainda' porque o futuro a Deus pertence, não é? A gente não sabe como vai ser daqui uns anos. Mas hoje morar aqui é tranquilo. Você anda tranquilo, não tem o risco de ser abordado por um ltante", comenta. Infográfico - Conheça Baixio, cidade do Ceará sem registro de assassinatos há mais de dez anos. Arte/g1 'Paraíso' ameaçado Relembre: Operação da polícia cumpre mandados de prisão contra facção criminosa em Baixio e Ipaumirim. Longe de ser um paraíso sem crimes, Baixio também vive seus problemas. Em 2025, o município registrou três tentativas de homicídio e uma morte no trânsito. Lá também houve, ainda no ano passado, buscas da Polícia Federal durante operação contra fraudes em licitações e desvio de emendas. 📌 Na época, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete do deputado federal Júnior Mano (PSB-CE), na Câmara dos Deputados. O parlamentar era investigado por suposto envolvimento em esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares no Ceará. Ao todo, a PF cumpriu 15 mandados autorizados pelo ministro Gilmar Mendes, do STF. As ações ocorreram - além de Baixio - nas cidades de Fortaleza, Nova Russas, Eusébio e Canindé. A presença de facções criminosas na cidade também preocupa a população. Em junho de 2024, uma operação da Polícia Civil cumpriu 46 mandados judiciais, sendo 22 prisões preventivas e 24 buscas e apreensões no município pacato e em Ipaumirim, cidade vizinha. A operação investigava uma facção criminosa de origem paraibana que atua no tráfico de drogas, homicídios, delitos patrimoniais, dentre outros, no interior do Ceará e Paraíba. Conforme a polícia disse à época, a investigação descobriu que a o grupo criminoso tentava se instalar no estado do Ceará. "Nosso trabalho de investigação descobriu que existiam pessoas da facção dentro de presídios em contato com outras pessoas planejando expandir a facção primeiramente para a cidade de Ipaumirim no Ceará. Foram apreendidos armas e drogas", explicou o diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior Sul, Pedro Viana. A expansão de grupos criminosos paraibanos para outros estados brasileiros não é novidade. O tema é trabalho central do pesquisador Eduardo Jorge Porto, que em 2025 defendeu a monografia 'Evolução das organizações criminosas na Paraíba'. Segundo ele, um dos grupos que se originou na PB e está presente em outros três estados do Nordeste - Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte - é a 'Nova Okaida': A Okaida se compara a outras facções criminosas do Nordeste em termos de estrutura organizacional, alianças e estratégias de expansão. No entanto, cada facção possui suas especificidades, influenciadas pelo contexto local, pela história da criminalidade na região e pelas dinâmicas de poder em cada estado. Algumas facções se destacam pelo controle do tráfico de drogas, outras pela violência extrema e outras pela sofisticação na lavagem de dinheiro, por exemplo O sociólogo e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) César Barreira, que também coordena o Laboratório de Estudos da Violência (LEV), concorda com o estudo de Eduardo. Segundo César, pesquisas do LEV têm observado a chegada desse grupo criminoso no Ceará. Ele ainda pontua que é preciso analisar com cuidado os dados sobre a ausência de mortes violentas na cidade de Baixio. Isso porque, de acordo com pesquisador, "os dados não dizem tudo". "É muito mais interessante a gente ver porque aquilo ocorreu e o que impulsionou [essa ausência de dados]. Todos nós torcemos para que as coisas diminuam, para que a gente tenha uma sensação de segurança melhor", diz César. O especialista explica que a chegada de facções no Ceará tem ocorrido, principalmente, por pequenas cidades, e não mais por grandes centros. E uma aparente sensação de "tranquilidade" nessas regiões pode esconder um problema maior, conforme César: quando um território tem a atuação de apenas uma facção, é provável que os conflitos e mortes sejam menores. "Na hora que chega outra facção é que, provavelmente, começa a haver disputa e homicídios", revela o pesquisador. Ele complementa: "Isso é um procedimento normal das facções, que não é de hoje. Eles não chegam aqui em Fortaleza, eles chegam em outras cidades. Isso é no Brasil todo. Estou lembrando do Pará, que é a mesma história. [As facções] não entram por Belém, entram por outras cidades. E é assim em outros estados também", exemplifica. A prefeitura de Baixio nega que alguma facção tenha se consolidado na cidade, embora reconheça a presença de poucos 'suspeitos que podem ser faccionados'. Cidade pacata e com forte tradição religiosa ⛪ 🚃 Município autônomo desde outubro de 1956, Baixio foi construído na região onde antes habitavam indígenas da etnia Kariri. A história da cidade está completamente entrelaçada à chegada da estrada de ferro na região, em 1922. Na época, Baixio ainda não tinha esse nome e era apenas uma fazenda localizada na cidade de Umari - hoje município vizinho desmembrado da cidade de Lavras da Mangabeira. Com a construção do ramal da estrada de ferro da Rede de Viação Cearense (RVC), que ligou o Ceará à Paraíba, o território tornou-se o mais populoso da região inteira. Com forte tradição religiosa, um dos meses mais visitados da cidade é setembro, quando acontece a festa do padroeiro da cidade, São Francisco. O Carnaval e as festas juninas também rendem atenção, além da vaquejada que atrai público jovem de cidades vizinhas. Por fazer divisa com a Paraíba, moradores de Baixio acabam utilizando alguns serviços do estado vizinho, como faculdades e hospitais. Religiões mais praticadas em Baixio Cidade é ponto fora da curva do Ceará. O estado registrou mais de 3 mil mortes violentas em 2025, liderando ranking por 100 mil habitantes. Divulgação/Prefeitura de Baixio De acordo com o IBGE, a religião mais praticada da cidade é a católica apostólica romana, com 4.338 pessoas adeptos. Divulgação/Prefeitura de Baixio Um dos principais pontos turísticos da cidade é a imagem de São Francisco esculpida perto de cachoeira. Imagens cedidas por Cicero Coutinho, Luiz Felipe e João Pedro Ramalho. Conforme a prefeitura, o interesse por esportes tem aumentado nos últimos anos na cidade. Divulgação/Prefeitura de Baixio Edição 2025 da 'Corrida da Fé'. Arquivo pessoal Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: tecnologia

Ataques misteriosos colocam hospitais na Alemanha em alerta para 'guerra híbrida'

Publicado em: 06/02/2026 15:58

Hospital universitário Charité: centros clínicos são alvo de série de "incidentes inexplicáveis" Schoening/picture alliance A Associação de Hospitais de Berlim (BKG) emitiu um alerta descrevendo uma série de incidentes aparentemente “inexplicáveis” em hospitais e instalações de saúde na capital da Alemanha. Eles vão desde incursões de drones em terrenos hospitalares e ciberataques até arrombamentos e incêndios criminosos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A BKG afirmou que os serviços de segurança e inteligência da Alemanha classificaram pelo menos alguns desses ataques como potenciais atos de guerra híbrida. A proteção de instalações de saúde “não é mais uma questão puramente interna dos hospitais, mas uma tarefa que deve ser abordada em conjunto com os serviços de segurança”, segundo a associação. Por razões de segurança, a BKG informou à DW que não poderia divulgar exatamente onde ocorreram os incidentes mencionados na declaração. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A “crescente ameaça híbrida” levou a entidade a tentar conscientizar administradores de hospitais de Berlim sobre a importância de estabelecer medidas eficazes de autoproteção, afirmou. Existem mais de 80 hospitais em Berlim, incluindo o Charité, o maior hospital universitário da Europa, que oferece atendimento integral e realiza pesquisas de ponta. Explosões, incêndios criminosos, ciberataques Ciberataque REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo Em novembro, uma forte explosão danificou severamente o hospital Vivantes, no sudeste de Berlim. Poucas horas depois, um incêndio foi deflagrado na entrada do hospital Charité, no bairro de Mitte, no centro da cidade. Em ambos os casos, os incidentes danificaram áreas destinadas ao tratamento de pacientes com câncer. Isso levou os serviços de segurança do Estado a iniciarem uma investigação sob suspeita de incêndio criminoso com motivação política. Em meados do ano passado, foi noticiado que seis incêndios distintos haviam ocorrido no porão do hospital militar Bundeswehrkrankenhaus (BWK) de Berlim, também localizado em Mitte. Citando fontes de segurança, o jornal BZ informou que as especulações incluíam uma possível ligação com o tratamento de soldados ucranianos na unidade. O Departamento Federal de Proteção da Constituição (BfV) informou à DW que atualmente não está “observando qualquer aumento nas atividades [híbridas] por parte de serviços de inteligência estrangeiros ou outras agências de potências estrangeiras em relação a hospitais”. No entanto, afirmou que, nos últimos anos, hospitais têm sido alvo de diversos agentes de crimes cibernéticos. O órgão acrescentou que está investigando uma série de ataques de ransomware, em que sistemas ou arquivos são sequestrados e criminosos cobram resgate para liberá-los. Os ataques são supostamente feitos por hackers russos na Alemanha. “Há indícios crescentes de que a linha divisória entre ciberespionagem e cibercrime está se tornando cada vez mais tênue. Uma ligação direta com agências estatais russas geralmente não pode ser comprovada de forma inequívoca”, afirmou o BfV em comunicado. LEIA TAMBÉM EUA anunciam novas sanções ao Irã após rodada de negociações sobre acordo nuclear Governo Trump diz que errou ao postar montagem de casal Obama como macacos e derruba publicação após 12 horas no ar Brasil não deve aderir à aliança proposta pelos EUA sobre minerais críticos, dizem auxiliares de Lula Alvos fáceis de extorsão e violência Paciente hospital leito maca Divulgação Segundo Manuel Atug, fundador da AG Kritis, uma associação de especialistas focada em aprimorar a segurança de TI e a resiliência da infraestrutura crítica na Alemanha, hospitais são mais propensos a ser alvos de grupos de ransomware interessados em extorquir dinheiro do que de agentes patrocinados por Estados. “Quase sempre é uma questão de dinheiro. Isso é muito comum, mas, claro, em casos raros também pode haver sabotagem ou espionagem”, disse Atug. “Temos visto hospitais sendo invadidos recentemente, e também houve sobrevoos de drones sobre hospitais.” De acordo com ele, hospitais sempre foram alvos por estarem mal preparados, em grande parte devido à falta de investimento — o que afetou particularmente clínicas menores. “Alguns hospitais financiados com recursos públicos simplesmente não têm dinheiro, enquanto outros têm fundos, mas preferem investi-los em seus principais centros de lucro, em vez de em todas as instalações.” Atug também apontou uma “crescente disposição em usar violência contra aqueles que tentam ajudar”, que ele associou à desinformação disseminada online. “Esse é um nível geral de agressão que não se limita a ataques cibernéticos ou atos de sabotagem.” Em 2024, foram registrados 683 casos de violência contra bombeiros em todo o país, afetando 1.012 pessoas. Outros 2.042 casos envolveram profissionais de resgate, segundo dados do Departamento Federal de Polícia Criminal da Alemanha. No dia 27 de janeiro, um suposto ataque incendiário ao Hospital Judaico de Berlim deixou 14 feridos. Um paciente de 71 anos teria ateado fogo a um objeto no próprio quarto, provocando o incêndio de um colchão. A polícia investiga o caso. Uma recente sabotagem das linhas de energia no sudoeste de Berlim, no início do ano, deixou cerca de 100 mil pessoas sem aquecimento, energia elétrica e internet por vários dias, em meio a temperaturas congelantes. O grupo extremista de esquerda denominado Grupo Vulcão reivindicou a autoria do ataque, mas as investigações ainda estão em andamento. Falhas de segurança Equipes de emergência e da polícia respondem a atropelamento no centro de Mannheim, na Alemanha, em 3 de março de 2025. Dieter Leder/DPA via AP Felix Neumann, especialista em extremismo e contraterrorismo da Fundação Konrad Adenauer, ligada ao partido de centro-direita União Democrata Cristã (CDU), afirmou que a Alemanha ainda tem “muito a fazer” na proteção de infraestruturas críticas contra agentes mal-intencionados. “Algumas medidas foram tomadas. Mas foram tomadas tarde demais e são insuficientes. Estamos preparados para a situação atual? Não, na verdade não. Mas existem conversas e estratégias para lidar com o cenário atual”, disse. A BKG afirma que a cidade está no caminho certo com o Plano Diretor de Defesa Civil dos Hospitais (ZVKH, na sigla em alemão), apresentado em meados do ano passado. Berlim é o primeiro estado alemão a elaborar esse tipo de plano, mas Neumann ressalta que também são essenciais investimentos direcionados à resiliência estrutural e técnica do sistema de saúde. Em outubro, o Instituto Alemão de Hospitais e o Instituto para Negócios da Saúde publicaram um estudo sobre os investimentos necessários para defender hospitais alemães em diferentes cenários. O levantamento identificou uma longa lista de problemas de segurança, incluindo escassez de pessoal, falta de cibersegurança e de proteção no terreno, pontos de acesso desprotegidos e preparação amplamente inadequada para potenciais ameaças químicas, biológicas, nucleares e militares. O estudo constatou que a capacidade de armazenamento de medicamentos, produtos sanguíneos e energia de emergência é atualmente suficiente apenas para tempos de paz. Essas vulnerabilidades também se aplicam a centros de reabilitação, lares de idosos e clínicas psiquiátricas. A pesquisa estimou que seriam necessários 2,7 bilhões de euros (R$ 16,8 bilhões), além de custos operacionais adicionais de 670 milhões de euros por ano, para proteger hospitais da Alemanha diante do atual nível de ameaça de ataques cibernéticos e atos de sabotagem. No mês passado, o Bundestag (Parlamento alemão) aprovou uma nova lei para reforçar a proteção de infraestruturas críticas, incluindo sistemas de TI e telecomunicações, em meio ao aumento de ataques e espionagem na Europa. A legislação foi reforçada por meio de uma resolução complementar após o ataque às linhas de energia no sudoeste de Berlim. Ela obriga empresas e instituições de setores estrategicamente importantes a aprimorar a proteção física das instalações e implementar medidas para impedir que potenciais autores de ataques tenham acesso a informações sensíveis e vulnerabilidades, como o trajeto exato das linhas de energia. A Secretaria do Interior de Berlim afirmou que continua a existir um “elevado nível de risco abstrato” na cidade. Isso se deve tanto à intensificação da espionagem e das atividades de sabotagem por serviços de inteligência estrangeiros — em particular da Rússia — quanto à crescente ameaça de grupos extremistas. VÍDEOS: mais assistidos do g1

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Tarcísio de Freitas fala sobre saúde, educação e escolas cívico-militares em entrevista exclusiva

Publicado em: 06/02/2026 15:16

"Quem não erra?", diz Tarcísio sobre erro de português em escola cívico-militar Depois da inauguração do Hospital Regional de Cruzeiro, que contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a equipe da Rede Vanguarda conversou com ele em entrevista exclusiva. O governador falou sobre saúde, educação e comentou o início das aulas nas escolas que adotaram o modelo cívico-militar, incluindo sobre os erros de português feitos por monitores policiais em Caçapava. A íntegra da entrevista você confere abaixo: Hospital Regional de Cruzeiro Pergunta: O hospital regional de Cruzeiro começou a ser construído em 2022, último ano do mandato do governador João Dória, do PSDB. O senhor herdou uma obra, que tinha previsão de terminar em abril de 2024, mas o hospital ficou pronto agora, quase dois anos depois. Por que atrasou? Resposta do governador: Na verdade, nós nunca prometemos entregar dois anos antes. Olha o tamanho e a dimensão desse hospital. É uma obra de grande porte. A gente pega essa obra e resolve tocar. E a nossa previsão era entregar realmente no final de 2025 e começo de 2026, como está acontecendo. Se você pegar os registros, a gente jamais prometeu que ia ser (há dois anos), então não dá para se falar em atraso. Agora o mais importante é celebrar o que está acontecendo aqui. São 210 leitos que estão à disposição das pessoas do nosso Vale Histórico e Circuito da Fé. Observe o problema que a gente vai resolver, que nós temos aqui pacientes renais crônicos, que precisam de hemodiálise, que se deslocavam horas para fazer esse tratamento em São José dos Campos, ou em Guarulhos, ou em São Paulo, ou em Caraguatatuba. São pacientes que agora vão contar com serviço de traumatologia e ortopedia, serviços de obstetrícia de alto risco, então a gente vai poder realizar os partos de alto risco. A gente vai ter UTI neonatal, UTI adulto, neurologia, neurocirurgia, então a gente tem uma série de serviços que vão estar à disposição dos pacientes do Vale Histórico e da Fé. Pessoas que não vão mais precisar se deslocar horas para ter aquilo que poderiam ter dentro de casa. É uma forma também de atenuar a pressão que existe em outros hospitais do Vale do Paraíba, como o de Guaratinguetá, Taubaté, Lorena. Então parte dessa demanda vai ser absorvida aqui pelo hospital de Cruzeiro, que é um hospital de grande porte, e a gente melhora a assistência e permite que a gente regionalize a questão da regulação. E ai fica mais fácil a gente achar vagas para os pacientes e vaga perto de casa. Após erros de português, Tarcísio defende monitor de escola cívico-militar que escreveu 'descançar': ‘Quem não erra?’ Reprodução/TV Vanguarda Pergunta: O hospital vai atender pacientes de 17 municípios. Algumas cidades estão a 1h45 de distância. Há previsão de novos investimentos para a saúde aqui no vale histórico? Resposta do governador: A gente está fazendo uma aquisição de 200 ambulâncias que a gente vai entregar agora, provavelmente em março, para transporte de pacientes. Depois, a gente vai fazer a aquisição de mais 300 ambulâncias. E a gente vai reforçar não só os municípios do Vale do Paraíba, mas de todo o estado de SP, para que a gente possa fazer esse transporte facilitado. Agora observe, esse serviço se dá em rede. Eu estou aqui absorvendo parte da demanda, mas nem toda demanda vai vir para Cruzeiro. A partir do momento que eu tenho o hospital de Cruzeiro, então estamos abrindo vagas, por exemplo, em Taubaté, em Lorena, então pessoas vão ter acesso e vagas mair perto de casa, porque a gente descomprimiu essas unidades. Essa integração é fundamental e é nesse ponto que a regulação regionalizada vai entrar. Escola cívico-militar Pergunta: As aulas na rede estadual foram retomadas nesta segunda-feira, e com o modelo cívico-militar, que é uma das bandeiras do seu governo para a educação. Ainda na segunda, o Jornal Vanguarda exibiu duas reportagens: uma, que apresentou o projeto, explicou que ele passou por consulta a comunidade escolar, e tratou das atribuições policiais militares reformados, que atuam como monitores. Mas a segunda reportagem que ganhou maior atenção do público: dois monitores falavam sobre ordem unida dentro de sala de aula. E um deles cometia erros grosseiros de ortografia ao escrever na lousa. Ainda que não sejam professores e que não se tratasse de uma disciplina escolar, eu pergunto: é aceitável para o senhor que isso ocorra numa sala de aula, e pago com dinheiro do contribuinte? Eles foram treinados para isso, o governo acompanhou essa seleção, o governo assistiu essa palestra que eles iriam dar para estudantes em sala de aula? Resposta do governador: Quem não erra? Você trabalha com comunicação, você nunca errou? Não é palestra. Ele está ensinando ordem unida. Ele não está lá pra dar aula, ele não vai interferir em pedagogia. Ele está lá pra ensinar postura. O que ele está tentando ali: a gente vai ter uma atitude de respeito na chegada do professor, a gente vai apresentar uma turma para o professor, a gente vai cantar o hino nacional, a gente vai hastear uma bandeira. Qual o problema disso? Ele vai dar aula pros alunos, não! Pra isso nós temos os nossos professores, eles estão passando por formação continuada, a gente tem o "Multiplica", que é um programa de formação de professores. A gente tem o reforço de aprendizagem que já virou case em Harvard. Pela primeira vez SP ganhou a medalha de ouro na alfabetização porque a gente reforçou muito a alfabetização na idade certa, um trabalho conjunto do estado junto com os municípios. A gente teve o melhor resultado do Saresp que vai ser divulgado daqui a pouco. Nós estamos avançando. Por quê? A gente está melhorando as nossas escolas de tempo integral, está atuando na recuperação do aprendizado, está atuando na formação continuada dos nossos professores, está investindo na alfabetização na idade certa. Estamos investindo para ter os melhores resultados. Eu gostaria de ver, por exemplo, os alunos ficando de pé e cumprimentando o professor na chegada deles. Essa é uma questão de deferência, não tem problema nenhum. Cometer um erro no quadro, uma pena. O erro não é legal, mas eles não estão lá pra isso, eles não são professores. A gente tá procurando qualificar os nossos professores. E a gente vai atuar numa outra competência, outras habilidades, na questão do respeito, do civismo, e eu tenho certeza que no final o resultado vai ser legal. E a gente não pode crucificar uma pessoa porque ela cometeu um erro no quadro e ela não tá lá pra isso, ela não é professor. A gente vai trabalhar conteúdo com os professores mas com alunos que vão estar aprendendo pra que eles tenham mais respeito, mais civilidade, para que a gente respeite mais o professor, pra que a gente cumprimente o professor na chegada da sala de aula, pra que a gente entenda os valores dos nossos símbolos nacionais, pra que a gente desperte mais civismo. Essa é a finalidade. Não tem nada a ver com a questão pedagógica. Palavras são escritas erradas em monitoria de escola cívico-militar. Reprodução/TV Vanguarda Falta de água Pergunta: Moradores do Vale do Paraíba, especialmente de cidades como São José dos Campos, Taubaté, Caçapava, e Caraguatatuba, sofrem com a falta de água em suas casas. Isso mais de um ano depois da privatização da Sabesp - que também é uma das bandeiras do seu governo. O senhor pode dizer para quem nos assiste agora, e que enfrenta esse problema, que a privatização valeu a pena? E o que o governo vai fazer, para que esse problema acabe? Resposta do governador: Desde quando existe falta de água? Não é um assunto novo e não tem nada a ver com a privatização e essa é a primeira coisa que a gente tem que deixar claro. Por que a gente privatizou? Primeiro, para manter a Sabesp viva, porque se não, as pessoas não sabem disso, é importante esclarecer, mas os contratos com os programas dos municípios iriam se encerrar e, no final de cada contrato, cada município teria que fazer a sua licitação e fazer a sua autarquia. Ou seja, a Sabesp ia deixar de existir e a gente ia perder a lógica que sustenta a Sabesp, do investimento cruzado, onde poucos municípios sustentam muitos municípios. Esse é o primeiro ponto. Segundo ponto, a gente tinha que trazer investimentos importantes para a rede. Investimentos que estão sendo feitos. Só no Vale do Paraíba, ano passado, foram R$ 370 milhões de investimento. Agora, nós temos uma rede envelhecida, que precisa ser reabilitada, e nós temos ciclos de investimentos muito claros. A gente vai investir quase R$ 100 bilhões até 2029, na universalização do saneamento, e muitos paulistas não tinham acesso à água tratada e agora têm. A gente está tratando 5 bilhões de litros de esgoto a mais por mês. O que a gente vai fazer, a partir de agora, vai resolver problemas de natureza estrutural. E para resolver esses problemas estruturais, a gente precisa de soluções definitivas. A gente tem exatamente o que a gente vai fazer. Olha a quantidade de reservatórios que a gente tem pra contratar a partir deste ano, novas interligações de bacias, a gente está reforçando os nossos reservatórios com o Alto Tietê. Os investimentos vão nos dar mais resiliência hídrica. A gente tem uma vulnerabilidade enorme e a gente tem que combater essa vulnerabilidade. Onde é que a gente tem problema, por exemplo, é a quantidade enorme de perdas que temos na rede e essas perdas não são de hoje. São fruto de uma rede que já está com 70 anos e não teve a modernização ao longo do tempo. E isso está previsto no contrato. Então modernização, substituição e sensorização de rede, pra que a gente possa ofertar o melhor serviço. É neste caminho que a gente está indo. Pergunta: Na época da privatização o senhor chegou a afirmar que não teria aumento de tarifa, né? Teve um aumento agora no mês de janeiro 6,11%, que ficou acima da inflação que foi menos de 4,30%. De novo eu me coloco no lugar do consumidor, que escutou o senhor falando que não ia ter aumento e recebe esse aumento na conta. Resposta do governador: Isso é muito bom esclarecer, a gente disse que a tarifa da Sabesp ia sempre estar abaixo da tarifa da Sabesp pública, vou te perguntar uma coisa: a tarifa da Sabesp pública ia aumentar? Ela ia ter o reajuste inflacionário ou não? Ela ia ter o ajuste inflacionário. E aí nós temos os índices que são setoriais. O que a gente fez para proteger o cidadão, o consumidor neste caso: a gente colocou no contrato, e pouca gente sabe disso e eu nunca vi ninguém explorar isso em nenhum tipo de matéria, a curva tarifária, de acordo com o plano original de negócios da Sabesp pública, ou seja, os 55 bi até 2033. E a gente disse "a nossa nova curva tarifária vai sempre caminhar abaixo dessa curva, ou seja, o que a gente tá garantindo é que a tarifa da Sabesp privada hoje, ela é da que seria se a gente não tivesse feito esse movimento. E por quê? Porque a gente criou um fundo de apoio universalização, porque a gente aportou 30% do valor de venda nesse fundo, porque a gente deposita 100% do nosso dividendo, o dividendo do estado, que continua sendo o maior acionista da Sabesp neste fundo e isso amortece tarifa. Então a gente consegue trabalhar com patamar de tarifa mais baixo do que a tarifa da Sabesp pública. A tarifa da Sabesp pública também ia ter o mesmo acréscimo e hoje a gente tem uma tarifa que tá mais baixa do que aquela. Além disso, nós temos três faixas de tarifa social, uma que dá o desconto de 50%, uma que dá o desconto de 72% e uma que dá o desconto de 70%. Então vale a pena fazer o seguinte exercício, pega lá o que tá no anexo 5 do contrato, que é a curva tarifária da Sabesp pública, e compara com o que nós temos e vê se a gente não tá abaixo. Moradores da Zona Leste de São José estão sem água há tres dias Segurança Pública Pergunta: O senhor quando esteve no estúdio do Link Vanguarda com a gente, ainda na época da campanha, o senhor mesmo colocou a segurança pública como maior problema do Vale do Paraíba. De lá pra cá, alguns índices caíram, inclusive taxas de mortes violentas, ainda assim a nossa região continua como a mais violenta do estado, quase o dobro por 100 mil se a gente pegar e comparar com a média do estado. Por que é tão difícil baixar esses números de homicídios na nossa região? Resposta do governador: Nós temos uma questão aqui com a influência de outros estados, nós a questão que é a pior de todas que é o crime organizado, o tráfico de drogas; e aqui a gente ainda tem disputa territorial porque a maioria dos homicídios estão relacionados a disputa de pontos de venda de droga, aqui a gente não tem a hegemonia que nós temos de uma determinada facção, nós temos outras organizações que trabalham no Vale do Paraíba. Agora, a gente tá reforçando efetivo, a gente tá investindo em tecnologia, a gente tá integrando os sensores dos municípios ao muralha paulista, então a gente tá tendo uma atuação cada vez mais integrada, a gente tá investindo cada vez mais em inteligência e os indicadores estão caindo. Chegamos onde a gente quer? De jeito nenhum, estamos longe do que a gente quer, longe do que a gente almeja. É um trabalho contínuo, é um trabalho que tem que ser perene, a gente vai continuar colocando mais viatura, colocando mais efetivo, nós fizemos as maiores contratações da história, 14 mil novo policias militares foram incorporados, eles são distribuídos no estado todo inclusive no Vale do Paraíba; a gente incorporou mais de 7 mil e 100 policiais civis que também são distribuídos para todo estado mas vieram aqui pro Vale do Paraíba. E hoje, a gente tá conseguindo baixar os indicadores, estamos longe do que a gente quer, a gente sabe que não adianta a gente chegar nos menores indicadores da série histórica, se você pegar roubos em geral caiu quase 30% no Vale do Paraíba, se pegar roubo de carga teve uma redução expressiva no Vale do Paraíba, homicídio? Caiu no Vale do Paraíba. Não chegamos onde a gente quer, a gente ainda não conseguiu traduzir isso em percepção de segurança para o cidadão, enquanto isso não acontecer a gente também não vai descansar. Leia também Mortes violentas: Vale do Paraíba tem menor número da série histórica, mas segue líder no interior de SP Trem Intercidades Pergunta: O governo do estado anunciou nesta semana um pacote bilionário em relação a trem intercidades em relação à linha de Campinas - capital. Vai ser uma integração com as estações, inclusive com construção de unidades habitacionais. O pessoal a região olha isso e fala "e o lado de cá?". Quando é que vem o trem intercidades da capital para o Vale do Paraíba e se esse tipo de investimento no entorno das estações também será feito? Resposta do governador: Claro, sem dúvida. Isso é uma questão de planejamento e desenvolvimento urbano. A gente já fez o leilão do trem intercidades Campinas - São Paulo, e a gente sabe que ali vai virar um novo eixo de desenvolvimento. E é importante que a gente faça o planejamento urbano para que esse crescimento na área lindeira da ferrovia ao longo da faixa de domínio não seja desordenado e é por isso que a gente lançou ontem esse projeto centralidades, onde a gente combina planejamento urbano com a construção de unidades residenciais. Nessa faixa que vai de São Paulo até Campinas, a gente tá falando de 23 mil novas unidades, que se somam as outras 14 mil que a gente anunciou no dia de ontem e inclusive algumas que vão ser providas pela CDHU em 146 municípios do nosso estado. E a ideia é ter esse desenvolvimento integrado né, então olhar que nós vamos ter um novo vetor de desenvolvimento, a gente muda a dinâmica imobiliária quando a gente faz uma nova ferrovia, um investimento desse porte, e a gente precisa olhar pra isso pra que o crescimento não seja desordenado e a gente possa ajudar no planejamento urbano. Pergunta: Mas para o lado de cá, como é que está? Tem estudo técnico, qual é a viabilidade disso, quando que o senhor imagina que vai ser possível começar com a construção desse eixo no Vale do Paraíba? Resposta do governador: A gente hoje está desenvolvendo um projeto de engenharia daquilo que vai ser o trem intercidades São José dos Campos - São Paulo. A gente estabeleceu quatro projetos como prioridade, a gente começou com Campinas - São Paulo que já foi licitado, a gente tá com Sorocaba - São Paulo que é o próximo na fila, já tá pronto, a gente entra agora na fase de diálogo competitivo para fazer a contratação do projeto. A gente tá desenvolvendo dois projetos: o Santos - São Paulo e o São José dos Campos - São Paulo. A gente fez recentemente as concessões das linhas da CPTM 11, 12 e 13. E por que isso é importante? Porque a linha 13 vai sair lá estação Cecap/Guarulhos até o Bonsucesso e a continuidade dessa linha é o que vai nos proporcionar chegar em São José do Campos, então a gente vai usar a faixa de domínio das ferrovias existentes e vamos fazer a conexão com a linha 13 para fazer o trem intercidades São José dos Campos - São Paulo. E a partir daí, a lógica vai ser a mesma, a gente tá com outros projetos curso, por exemplo, a gente quer compartilhar da MRS e pensar num transporte de passageiros para Aparecida, principalmente pra levar passageiros na época da romaria. A gente tem que conversar com a concessionária, nós estamos fazendo os estudos de viabilidade, é difícil dar uma data agora. A gente já autorizou a licitação do trem de Campos do Jordão. A gente vai sair de Campos do Jordão, Santo Antônio do Pinhal, a gente vai poder chegar lá e tem uma previsão de investimento contingente para Pindamonhangaba. Então são projetos que estão em curso, a gente precisa resgatar o transporte ferroviário em todo estado de São Paulo e, obviamente, aqui também no Vale do Paraíba. Eleições Pergunta: Ano de eleição, não tem como não te perguntar, o seu vice hoje é o Felício Ramuth, do PSD, ex-prefeito de São José dos Campos. Ele continua na chapa para a tentativa de reeleição esse ano? Resposta do governador: Essa definição não vai ser tomada agora e nem vai ser tomada sozinha, ela vai ser tomada em conjunto com os partidos, nós vamos conversar acerca disso, o momento não é agora, o momento agora é de olhar pra frente, olhar o estado, governar. A gente tem até o período anterior das convenções, ou seja, até o período anterior a agosto pra tomar essa decisão. O que eu poso dizer é que eu sou muito grato ao trabalho que o Felício vem fazendo, considero ele um grande quadro, um grande vice-governador, tem siso um parceiro de primeira hora, foi decisivo na extinção da cracolândia, porque ele foi o gerente desse projeto e tem ajudado a gente em todas as oportunidades. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Galo gigante revela primeiras imagens da versão 2026; confira

Publicado em: 05/02/2026 19:03

Galo gigante revela primeiras imagens da versão 2026 Um dos maiores símbolos do carnaval do Recife, o Galo gigante está ficando pronto para reinar sobre os foliões na Ponte Duarte Coelho, no Centro da cidade (veja vídeo acima). Nesta quinta-feira (5), a uma semana da abertura oficial da festa, foram reveladas as primeiras imagens da alegoria (confira fotos mais abaixo). Segundo o artista plástico Leopoldo Nóbrega, responsável pelo design da peça, foram concluídos 75% da escultura, que deve ser finalizada até sábado (7). A estrutura, de 32 metros de altura e 8 toneladas, será erguida na quarta-feira (11). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A alegoria está sendo montada em um galpão no bairro de Peixinhos, em Olinda. Quem observa o Galo gigante já instalado dificilmente imagina a mão de obra envolvida na criação da escultura, que conta com a participação de cerca de 100 profissionais. Neste ano, a escultura tem como tema "Galo Folião Fraterno", em homenagem ao arcebispo emérito de Olinda e Recife, Dom Helder Câmara, e é produzida com técnicas como mosaico, upcycling, pontilhismo e impressões aplicadas em diferentes partes, além de materiais sustentáveis. "Esse galo traz um arsenal de experimentações criativas com materiais descartados, com técnicas e tecnologias de inovação porque a gente traz desde a robótica a serviço da arte, quanto a própria artesania dessa coisa feita a mão. É a experiência, por exemplo, de trazer conchinhas do mar, como parte desse repertório de materiais e as redes de arrasto também", detalhou. Os objetos citados por Leopoldo vão ficar na perna do Galo gigante, que receberá uma biojoia produzida com materiais retirados do mangue próximo à Ilha de Deus, no bairro de Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife. "Do mangue ao mar, foi uma relação que a gente trouxe de inspiração para os pés do galo, que traz esses materiais e outros materiais como, por exemplo, as lonas que a gente está trabalhando, materiais que são tampinhas, que também estão entrando, CDs, DVDs e sobras de materiais de cenografia", explicou. No peito do galo, será aplicado o pontilhismo com tampinhas de garrafa e materiais descartáveis, que também compõem a “chama” do coração instalado no centro da estrutura, em referência a Dom Helder Câmara. "Ninguém melhor do que Dom Hélder Câmara para poder falar sobre essa fraternidade e essa capacidade de incluir com coração gigante. A gente vai ter um coração em homenagem a Dom Hélder e a essa fraternidade que a gente deseja para o carnaval", disse. Durante a apresentação da obra, uma das unhas do pé do Galo Gigante foi pintada por uma artesã da equipe de montagem. No detalhe, a unha branca recebeu um coração vermelho em homenagem ao símbolo da fraternidade que inspira o projeto. Também foram apresentadas as sombrinhas de frevo que irão compor o rabo do Galo, além de partes da coxa, que vão receber uma manta produzida a partir de recortes feitos em oficinas de arteterapia com pessoas em situação de rua ou com transtornos mentais. "É uma obra inclusiva, que traz metodologias de participação, de co-criação, de inovação criativa, fala sobre sustentabilidade, a importância da saúde mental. [...] A gente fez oficinas com mosaicos, que são descartes de plástico, feito com moradores em situação de rua ou em vulnerabilidade, que participaram através dos centros de apoio da prefeitura e também da traços, estudos em arte terapia", contou Leopoldo Nóbrega. Uma das unhas do pé do Galo Gigante foi pintada durante apresentação de parte da estrutura Mariane Monteiro/g1 PE Cortejo Na terça-feira (10), um dia antes da subida do Galo Folião Fraterno um cortejo sairá do Convento de Santo Antônio, às 18h, na Rua do Imperador Dom Pedro II, no bairro de Santo Antônio, em direção à Ponte Duarte Coelho. No local, será colocado no peito do gigante o coração em homenagem a Dom Helder Câmara. “Teremos um cortejo com bloco lírico e parceiros, levando esse coração que sai da igreja e segue até a ponte. É uma ação que une a irreverência do carnaval com o espírito de fraternidade e antecipa ainda mais esse momento simbólico, que é a subida do Galo”, explicou o artista plástico Leopoldo Nóbrega. Segundo a secretária de Cultura do Recife, Milu Megale, a montagem do Galo se tornou um evento que tem ganhado uma maior adesão do público nos últimos anos. "O folião recifense já sabe: quando o Galo sobe, a folia começa. Então, a gente prepara um dia mais especial para isso. A gente começou a notar que as pessoas vão até a ponte. Então por que não fazer decidir uma festa? [...] Acho que isso mexe muito com o imaginário de quem vive aqui na cidade", disse. Veja imagens do Galo gigante 2026: Galo Gigante terá manta produzida a partir de recortes feitos em oficinas de arteterapia Mariane Monteiro/g1 PE Estrutura no peito do Galo Gigante receberá coração em homenagem a Dom Helder Câmara Mariane Monteiro/g1 PE Sombrinhas de frevo irão compor a estrutura do rabo do Galo Gigante Mariane Monteiro/g1 PE VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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Furtos a apartamentos crescem 12,9% em Campinas; exposição em redes sociais pode facilitar ação de criminosos

Publicado em: 04/02/2026 14:10

Furtos em apartamentos crescem 13% na cidade de Campinas em 2025 Os furtos a apartamentos aumentaram em 12,9% em Campinas (SP), segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Os dados mostram que número de crimes registrados saltou de 85 para 96 entre 2024 e 2025. Com o aumento nas ocorrências, a especialista em segurança patrimonial Márcia Gomes explica que ter cautela com a exposição nas redes sociais pode ser uma medida de segurança para dificultar a ação dos criminosos. "Os criminosos acabam se valendo da digitalização do crime. Então, eles podem monitorar moradores de condomínios. Eles acabam usando as redes sociais e usam a tecnologia para verificar a movimentação de determinado condomínio. [...] Tem pessoas que viajam e colocam lá na rede social: "Estou viajando". Mostram onde mora. As pessoas têm que evitar esse tipo de comportamento", orienta a profissional. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no Whatsapp 🏡 O levantamento mostra que houve um aumento de furtos a imóveis residenciais de forma geral, incluindo nas casas, que representam a maioria dos registros. Ao todo, a cidade registrou 1.053 crimes deste gênero no ano passado — veja abaixo: 2024: 1.028 Casas: 924 Apartamentos: 104 2025: 1.053 (alta de 2,4%) Casas: 940 Apartamentos: 113 Orientações de segurança Para além da necessidade de ter cuidado com a exposição em redes sociais, Márcia Gomes ressalta que é importante que os profissionais de segurança dos condomínios estejam treinados, e que o próprio condomínio adote medidas de precaução. Segundo a profissional, uma rotina de treinamentos que promovam a reciclagem dos colaboradores e simulações de invasão pode "minimizar a entrada dos criminosos". Também é importante que o condomínio não tenha só um portão inicial, e mantenha uma segunda porta dentro do condomínio que evite que pessoas não autorizadas entrem nos prédios. "Evitar de todo modo que o entregador ingresse dentro do condomínio. A pessoa tem que descer e retirar a sua entrega na portaria. Evitar sair em grupo da garagem, por exemplo, [para evitar que] saiam vários carros e o portão fique aberto por muito tempo. Porque os criminosos, eles estão atentos na movimentação. E quanto mais vulnerável eles perceberem que o condomínio esteja, vão se aproveitar dessa vulnerabilidade", conta a profissional. Informações privilegiadas Os registros de furtos a imóveis de 2026 já começaram. Em 17 de janeiro, um dos primeiros sábados do ano, Kristine teve o apartamento furtado durante uma saída com marido. O casal passou o dia fora, e quando retornaram, encontraram a porta arrombada e o imóvel todo revirado. Segundo a vítima, os criminosos ligaram para a portaria do prédio e falaram se identificaram como o marido da Kristine, avisando que o filho dele ia entrar no condomínio acompanhado da nora. Os criminosos passaram nomes errados, e falaram que os invasores estavam com uma chave, e autorizaram a entrada. "Como é que eles sabiam que a gente ia sair naquele momento? Como é que eles sabiam que a gente ia passar o dia fora? Como é que eles sabiam o nome do meu marido? Como é que eles sabiam que meu marido tem um filho? São informações muito privilegiadas", conta Kristine. Furtos em apartamentos crescem 12,9% em Campinas; exposição em redes sociais pode facilitar ação dos criminosos Acervo Pessoal As câmeras de segurança registraram os criminosos chegando no edifício e saindo com objetos furtados em bolsas. Eles, inclusive, se vestiram com roupas das vítimas. Foram levadas joias, pertences pessoais, e um cofre da parede foi arrancado da parede. "Eu, hoje, eu estou totalmente insegura. Tenho medo até de sair na rua. Estou extremamente passada. Você chegar em casa e ver sua casa de cabeça para baixo. Isso me atingiu profundamente, tanto a mim como o meu marido", desabafa a vítima. Criminoso reincidente O prédio onde Fábio vive foi invadido duas vezes. Na primeira, o criminoso pulou o muro do prédio, entrou na garagem e tentou roubar uma bicicleta. Ele foi impedido, mas suspeita é que ele seja responsável por uma segunda invasão, em que conseguiu levar uma escada e uma barraca em uma das garagens. "Nós trocamos a cerca elétrica, aumentamos o número de câmeras e agora a gente está contratando portaria eletrônica também. Vamos ver se isso melhora. [...] A gente tem uma viela aqui que é uma rota de fuga do pessoal, né? Então, essa sensação de segurança sempre existiu. E quanto mais a gente investe em segurança, mais a nossa liberdade é tolhida, porque a gente que acaba ficando preso", relata. Furtos em apartamentos crescem 12,9% em Campinas; exposição em redes sociais pode facilitar ação dos criminosos Reprodução/EPTV VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologia

Com atuação em Rondônia, Aegea firma parceria com o MDS

Publicado em: 03/02/2026 11:31

Iniciativa integra as empresas Aegea ao Programa Acredita no Primeiro Passo, do Governo Federal, ampliando oportunidades de emprego para inscritos no Cadastro Único Moisés Saba A Aegea, companhia referência em saneamento básico no Brasil, e holding da qual a Águas de Ariquemes, Águas de Buritis, Águas de Jaru, Águas de Pimenta Bueno e Águas de Rolim de Moura fazem parte, aderiu ao Programa Acredita no Primeiro Passo, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Em Rondônia, região Norte, a parceria será operacionalizada pelas concessionárias em Rondônia, reforçando o compromisso da concessionária com a inclusão socioeconômica de pessoas inscritas no Cadastro Único, com foco especial em mulheres, jovens, negros, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais. O acordo foi celebrado nesta sexta-feira (16) em Teresina, Piauí. A parceria foi formalizada por meio de Protocolo de Intenções assinado com o MDS, com objetivo de promover a inserção produtiva de pessoas em situação de vulnerabilidade social, por meio da destinação de vagas de emprego, contribuindo para a ampliação da empregabilidade. Como parte do grupo Aegea, as concessionárias se comprometem a destinar postos de trabalho a candidatos oriundos do CadÚnico e apresentará relatórios periódicos sobre o avanço dessas contratações junto às demais concessionárias da Aegea. Com presença em mais de 890 municípios, a Aegea é referência em soluções de saneamento com foco na redução de desigualdades. A adesão ao programa reforça o papel da companhia como agente de transformação social, ao conectar sua estrutura e escala operacional à política pública federal, priorizando as regiões com maiores índices de vulnerabilidade. O acordo firmado é o primeiro com uma empresa do setor de saneamento e prevê a designação de pontos focais locais e nacionais para gestão da parceria. Moisés Saba “Acreditamos na potência do saneamento como vetor de desenvolvimento e inclusão. Essa parceria nos permite ampliar o alcance das nossas ações sociais, gerando prosperidade compartilhada, e colaborar com o esforço nacional de geração de emprego e renda, especialmente para quem mais precisa”, afirma Radamés Casseb, CEO da Aegea. “É muito potente essa parceria que firmamos com a Aegea. Agora vamos abrir o Cadastro Único e o público do Bolsa Família e do Cadastro Social vai poder participar da qualificação para o emprego e, também, para o empreendedorismo junto à companhia. É uma empresa que trabalha em 15 estados e 892 municípios, isso vai trazer um grande resultado na superação da pobreza no Brasil. E tenho certeza de que a Aegea vai ganhar um quadro extraordinário de profissionais”, destacou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. A Aegea e suas unidades de negócio já atuam com programas voltados à capacitação e empregabilidade, como o “Pioneiros”, que oferece formação a jovens, e mantém iniciativas contínuas de inclusão por meio da Tarifa Social, além de ações com foco em diversidade e equidade racial e de gênero por meio do programa “Respeito Dá o Tom”. O acordo firmado é o primeiro com uma empresa do setor de saneamento e prevê a designação de pontos focais locais e nacionais para gestão da parceria, além da integração com programas já existentes na companhia, como trilhas de capacitação, comunidades e iniciativas de desenvolvimento territorial. Sobre a Aegea A Aegea atua por meio de ativos de saneamento em todas as regiões do País. Com um crescimento sustentável, a Companhia saltou de seis municípios atendidos em 2010 para mais de 890 em 2025, distribuídos em 15 estados, beneficiando mais de 39 milhões de pessoas. Em 2023, a empresa ampliou sua atuação em mais uma frente do saneamento com a gestão dos resíduos sólidos urbanos, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e com ações que geram impacto positivo para a população, principalmente a mais vulnerável, e o meio ambiente. Essa evolução foi possível devido ao modelo de negócio da Companhia, que tem como base eficiência e expertise operacional, disciplina financeira e o alinhamento aos princípios ESG. Para mais informações, acesse: http://www.aegea.com.br Sobre a Aegea em Rondônia Presente no estado desde 2015, a Aegea em Rondônia é protagonista na expansão do saneamento básico na região, operando por meio das concessionárias Águas de Ariquemes, Águas de Buritis, Águas de Jaru, Águas de Pimenta Bueno e Águas de Rolim de Moura. Com foco nas metas do Marco Legal do Saneamento, a companhia une eficiência operacional — via tecnologias de monitoramento inteligente e redução de perdas — ao desenvolvimento socioambiental, através de programas como o Afluentes e Saúde Nota 10. Além de elevar os índices de saúde pública, sua atuação impulsiona a economia regional, viabilizando a modernização urbana e a valorização imobiliária nos municípios atendidos.

Palavras-chave: tecnologia

Moltbook: 'rede social' de IAs expôs dados e pode ter permitido posts de humanos, diz empresa de cibersegurança

Publicado em: 02/02/2026 18:00

Moltbook: a rede social de agentes de IA que humanos só podem observar Uma falha grave de segurança na Moltbook, nova rede social que se apresenta como um espaço exclusivo para AIs conversarem entre si, expôs dados privados de milhares de pessoas reais, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (2) pela empresa de cibersegurança Wiz. De acordo com os pesquisadores, a vulnerabilidade permitiu o acesso indevido a mensagens privadas trocadas entre agentes de IA, além dos endereços de e-mail de mais de 6 mil usuários e de mais de 1 milhão de credenciais. Além disso, segundo Ami Luttwak, cofundador da Wiz, a falha permitia que qualquer pessoa publicasse no site, fosse bot ou não. "Não havia verificação de identidade. Você não sabe quais são agentes de IA e quais são humanos", disse Luttwak. Então ele riu. "Acho que esse é o futuro da internet." Críticas aos humanos, livre-arbítrio, religião: o que robôs comentam no Moltbook, rede social só para IAs Criar agentes de IA é uma carreira em alta: veja como começar A Wiz afirma que o problema foi corrigido após a empresa entrar em contato com os responsáveis pela plataforma. O criador da Moltbook, Matt Schlicht, não respondeu aos pedidos de comentário da Reuters. Luttwak classificou o episódio como um exemplo clássico dos riscos da chamada “vibe coding” — prática de desenvolvimento de software baseada fortemente no uso de inteligência artificial, com pouca atenção a princípios básicos de segurança. “Embora esse tipo de programação permita criar sistemas muito rapidamente, muitas vezes os fundamentos de segurança acabam sendo ignorados”, afirmou. O pesquisador australiano Jamieson O’Reilly, especialista em segurança ofensiva, também fez alertas públicos sobre o caso. Segundo ele, a popularidade da plataforma cresceu antes que medidas mínimas de proteção fossem adotadas. “A popularidade do Moltbook explodiu antes que alguém pensasse em verificar se o banco de dados estava devidamente protegido”, disse. Em publicações nas redes sociais, o criador da Moltbook, Matt Schlicht, já tinha defendido a “vibe coding”. Em um post no X na sexta-feira (31), afirmou que “não escreveu uma única linha de código” para criar o site. 🤖 O que é o Moltbook Moltbook: rede social foi criada apenas para agentes de IA interagirem Reprodução/Moltbook A plataforma é apresentada como uma rede social exclusiva para bots OpenClaw, um agente de código aberto descrito por seus defensores como capaz de gerenciar e-mails, lidar com seguradoras, fazer check-in de voos e executar outras tarefas. Ela surgiu na esteira do interesse global por agentes de IA. 🔎 O que são agentes de IA? São programas capazes de executar tarefas de forma autônoma, como fazer compras online ou reservar restaurantes. A principal diferença em relação aos chatbots é que estes dependem de comandos constantes e respondem apenas ao que é solicitado. Já os agentes não apenas respondem: eles tomam decisões e executam ações sozinhos. Desde o lançamento, na semana passada, o site ganhou visibilidade após publicações virais no X sugerirem que os bots estariam tentando encontrar formas privadas de comunicação. A Reuters afirma que não conseguiu confirmar de forma independente se as postagens na plataforma foram, de fato, feitas por agentes de inteligência artificial. Agente do ChatGPT reserva restaurante, faz compra, mas erra ao insistir demais

Palavras-chave: inteligência artificial

Motorista que desviou R$ 88 mil de idosa é condenada a devolver valor com juros: 'Vai ser mais de R$ 100 mil', diz advogado

Publicado em: 31/01/2026 05:01

Motorista espelhou celular de idosa e realizou 48 transferências bancárias entre janeiro de 2023 e abril de 2024 Divulgação A motorista que se aproveitou da confiança de uma idosa de 79 anos para realizar 48 transferências bancárias que juntas somaram R$ 88.847,40, deverá devolver o valor à vítima. A decisão foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) na quinta-feira (29) e o estorno do valor deve ser acrescido de juros e correção monetária. Cabe recurso da decisão. O crime foi descoberto em maio de 2024, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, depois que o gerente do banco ligou para a vítima alertando sobre as transferências frequentes. Na época, a vítima disse que a motorista de 26 anos prestou serviços de transporte por aplicativo para ela entre janeiro de 2023 e abril de 2024, depois de conquistar sua confiança. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp A suspeita é que a mulher se aproveitava dos momentos em que a idosa deixava a bolsa no carro, pegava o telefone e realizava as transferências depois de conseguir acesso às senhas do celular e dos aplicativos de bancos. Ao g1, o advogado da idosa, Rafael Vinicius Normandia da Cruz, afirmou que só estará de fato satisfeito quando sua cliente for integralmente ressarcida. "Ela fez um espelhamento do celular da minha cliente, então ela conseguia mexer no aplicativo pelo celular dela e realizar as transferências. Caso a justiça negue mais uma vez o recurso da motorista, se ela recorrer, ela deverá pagar o valor corrigido que soma um valor superior a R$ 100 mil. Se por ventura ela não pagar, a justiça pode optar pela penhora dos bens dela", esclareceu o advogado. Já o advogado da motorista, Brian Epstein Campos, disse que irá comentar sobre o caso posteriormente. Relembre o caso Segundo o processo, a motorista prestava serviços com frequência para a idosa, criando uma relação de confiança entre as duas. Com o tempo, se aproveitando da vulnerabilidade da vítima e do fato de ela ter pouca familiaridade com tecnologia, a motorista usou aplicativos de acesso remoto para controlar o celular da idosa à distância. As investigações e a análise dos extratos bancários mostraram que, entre janeiro de 2023 e abril de 2024, foram realizadas 48 transferências da conta bancária da idosa diretamente para a conta da motorista. Ao todo, os valores desviados somaram mais de R$ 88 mil. Além da ação na área cível, que trata da devolução do dinheiro, a motorista também foi denunciada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por furto qualificado, crime que ocorre quando há agravantes, como o abuso de confiança. “Diversas tentativas de conciliação foram realizadas. No entanto, todas foram infrutíferas. Diante da gravidade da situação, da tentativa de ocultar provas e da ausência de êxito nas tratativas extrajudiciais, não restou alternativa senão propor a ação buscando a reparação dos prejuízos causados pelos valores indevidamente desviados da conta bancária”, ressaltou Rafael Normandia. LEIA TAMBÉM: Idosa é atropelada por moto ao atravessar Avenida Seme Simão, em Uberlândia VÍDEO: Homem aproveita conversa de idosa e furta carteira com R$ 1.600 Ladrão é preso após derrubar idosa ao puxar bolsa durante roubo Em primeira instância, a Justiça condenou a motorista a devolver os valores. Inconformada com a decisão, ela recorreu ao Tribunal de Justiça. No recurso, a motorista alegou que não teve direito pleno de defesa, o que é chamado juridicamente de cerceamento de defesa. Segundo ela, a sentença deveria ser anulada para que testemunhas fossem ouvidas e para que fosse feita uma perícia técnica no celular da idosa. A defesa também argumentou que as provas apresentadas não seriam suficientes para comprovar o crime. Ao analisar o recurso, o relator do caso, desembargador Nicolau Lupianhes Neto, rejeitou os argumentos da defesa. Ele explicou que a motorista não apresentou contestação dentro do prazo previsto em lei, situação conhecida como revelia, mesmo tendo participado de uma audiência de conciliação acompanhada de advogada. O magistrado destacou ainda que não houve prejuízo ao direito de defesa, já que os documentos anexados ao processo eram suficientes para a análise do caso. “Os extratos bancários detalham cronologicamente 48 transferências bancárias, todas destinadas à conta da apelante”, afirmou o desembargador no voto. Ao manter a condenação, o relator ressaltou que a motorista agiu de forma intencional ao se apropriar do dinheiro da idosa, explorando a fragilidade da vítima e a relação de confiança construída ao longo do tempo. A decisão também destacou a gravidade da conduta por se tratar de um crime cometido contra uma pessoa idosa, grupo que tem proteção especial garantida pelo Estatuto do Idoso, lei que busca coibir abusos e garantir os direitos dessa parcela da população. Veja também: Idoso é vítima de golpe do empréstimo Idoso é vítima de golpe do empréstimo em Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: tecnologia

FALA JOTAEFE

Publicado em: 29/01/2026 15:27

Estar presente, ouvir e participar são formas de fortalecer laços e garantir que todos tenham acesso aos serviços e direitos que promovem cidadania, porque uma cidade mais justa nasce quando cada cidadão reconhece seu papel e encontra espaço para ser ouvido. O Fala JF une o compromisso da população com a necessidade de pensar e planejar o futuro. Praça CEU em Juiz de Fora Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora Quando a comunidade tem acesso a informação, de forma clara e acessível, ela conhece seus direitos e deveres. Isso contribui para decisões mais conscientes, prevenção de problemas sociais e melhoria da qualidade de vida. Já os serviços básicos garantem dignidade. A presença de iniciativas nesses territórios reduz vulnerabilidades, promove inclusão social e cria condições para que crianças, jovens, adultos e idosos possam viver com mais segurança e saúde. Comunidades fortalecidas geram impactos positivos para toda a cidade. Por isso, no dia 31 de janeiro acontece a primeira edição do projeto, com uma ação voltada para a população na Praça CEU, de 9h às 13h. Entre os serviços que serão oferecidos estão o CAC (Centro de Apoio ao Cidadão) da Câmara Municipal, que é um setor que oferece diversos serviços gratuitos à população, como orientação jurídica, social, acesso a certidões (nascimento, casamento), auxílio na confecção de currículos, buscando facilitar o acesso do cidadão aos seus direitos e à própria casa legislativa. Também serão oferecidos serviços de saúde, como palestra e orientação da Ascomcer, exames de audiometria e consultas de otorrinolaringologia e cuidados odontológicos. O SEDECON também vai estar na ação, orientando a população e enquanto isso, as crianças poderão aproveitar os brinquedos que estarão no evento. São vários os serviços oferecidos no evento Ramon Machado

Palavras-chave: câmara municipal

Unimed Bauru lança nova campanha institucional que celebra a conexão com a cidade

Publicado em: 29/01/2026 11:37

Lideranças da cooperativa e autoridades locais se reuniram no Alameda Rodoserv Center para o lançamento oficial da campanha 2026 Unimed Bauru/Divulgação A Unimed Bauru lançou oficialmente, no dia 20 de janeiro, sua nova campanha publicitária e institucional com um mote que traduz a essência da cooperativa: a forte ligação com a cidade de Bauru e com as pessoas que fazem parte da região. Com o conceito “Presença que transforma”, a campanha reforça o papel da cooperativa como muito mais do que uma operadora de planos de saúde: um complexo médico-hospitalar que cuida, atende e impacta positivamente a vida de milhares de pessoas. A apresentação do novo filme da campanha foi feita na sala 2 do Cine’n Fun, do Alameda Rodoserv Center, para as lideranças da cooperativa, empresários, convidados e imprensa. Também estiveram presentes atletas das equipes patrocinadas pela cooperativa, como o Esporte Clube Noroeste, Sesi Vôlei (masculino e feminino), Bauru Basket, Associação Bandeirante de Tae Kwon Do e Associação Bauruense de Desportos Aquáticos (ABDA). O evento no Cine’n Fun reuniu lideranças, empresários e atletas para a apresentação oficial do filme que marca o novo posicionamento da cooperativa em 2026 Unimed Bauru/Divulgação A proposta da campanha é destacar a história, a presença e a atuação da Unimed Bauru ao longo de mais de cinco décadas, evidenciando sua conexão genuína com a cidade. “Nós somos de Bauru e temos isso no nosso DNA. Somos uma cooperativa e, como tal, temos um papel social forte na comunidade, construindo uma relação próxima com a cidade há 55 anos”, destaca a gerente de Marketing da Unimed Bauru, Márcia Palhacci. O Hospital Unimed Bauru inicia um ciclo de ampliações, incluindo novos leitos na Pediatria e a inauguração de uma farmácia com funcionamento 24 horas Unimed Bauru/Divulgação O vídeo completo, com três minutos de duração, foi apresentado no telão do cinema para os convidados. E a partir de agora, estará nos principais veículos de comunicação em versões mais compactas. Fundada em 6 de julho de 1971, a Unimed Bauru iniciou suas atividades com um grupo de 45 médicos. Hoje, são mais de 800 cooperados, de praticamente todas as especialidades, atuando de forma integrada para cuidar da saúde da população de Bauru e região. Ações como o Programa Félix e a Caminhada de Bem com a Vida exemplificam o compromisso social da Unimed com a comunidade bauruense Unimed Bauru/Divulgação Além da comercialização de planos de saúde, a cooperativa conta com um hospital próprio, que realiza mais de 1,5 mil cirurgias por mês, e com o Centro de Diagnóstico Unimed (CDU), que reúne consultórios, salas de exames e centro cirúrgico ambulatorial. No mesmo espaço, funcionam ainda o setor de Medicina Preventiva, o Serviço de Atendimento Referenciado em Autismo (SARA) e o Saúde Ocupacional Unimed (SOU) “Somos referência em toda a região por oferecer uma medicina avançada, com alta tecnologia e atendimento de excelência”, ressalta o presidente da Unimed Bauru, Marcus Vinícius Marques. O lançamento oficial da campanha “Presença que transforma” contou com a presença de empresários, autoridades e representantes da imprensa regional Unimed Bauru/Divulgação Apoio ao esporte A presença da Unimed Bauru na comunidade também se reflete no apoio ao esporte, fortalecendo equipes que levam o nome da cidade para todo o país. A cooperativa é patrocinadora do Bauru Basket, Esporte Clube Noroeste, Sesi Vôlei (feminino e masculino), Associação Bandeirante de Tae Kwon Do e Associação Bauruense de Desportos Aquáticos (ABDA). “Investir em esporte é associar nossa marca aos benefícios da atividade física, algo essencial para a promoção da saúde. Por isso, apoiamos, patrocinamos e divulgamos nossos atletas”, afirma Marques. presidente Marcus Vinícius Marques destacou, durante seu discurso no cinema, os investimentos estruturais planejados para os 55 anos da instituição Unimed Bauru/Divulgação Compromisso social No campo social, a Unimed Bauru desenvolve ações que impactam diretamente a vida da população. A Campanha do Agasalho, realizada anualmente, beneficia pessoas em situação de vulnerabilidade com doações de roupas, cobertores e até ração para animais abandonados. Já a Caminhada de Bem com a Vida incentiva a prática de atividade física e alia saúde à solidariedade, com arrecadação de leite para entidades assistenciais. A cooperativa também apoia diversas instituições por meio de doações de brinquedos e alimentos, arrecadados em eventos institucionais, além de manter o Programa Félix, que promove a inclusão digital com aulas de informática ministradas por colaboradores da Unimed Bauru em quatro entidades assistenciais da cidade. O evento marcou o início da veiculação da campanha nos principais veículos de comunicação, reforçando o compromisso social da cooperativa Unimed Bauru/Divulgação Investimentos Ao completar 55 anos em 2026, a Unimed Bauru segue ainda mais conectada com o desenvolvimento de Bauru, investindo em melhorias estruturais que ampliam a capacidade de atendimento e elevam a experiência de pacientes, cooperados e colaboradores. No Hospital Unimed Bauru, estão previstas: Ampliação dos setores de Ginecologia, Obstetrícia e Pediatria, com mais 10 leitos, distribuídos em nove apartamentos novos; Reforma e ampliação do Pronto Atendimento Adulto, com foco em mais conforto, eficiência e agilidade; Inauguração da Farmácia no HUB, com funcionamento 24 horas; Entrega de um novo refeitório, moderno e funcional, voltado ao bem-estar de cooperados e colaboradores. Já no Centro de Diagnóstico Unimed (CDU), os investimentos incluem: Instalação de elevadores panorâmicos, garantindo maior acessibilidade e fluidez; Nova base do SOS Unimed, ampliando a cobertura e a agilidade do atendimento de urgência; Modernização da recepção do Centro Médico, proporcionando um ambiente ainda mais acolhedor. O vídeo oficial da campanha, com três minutos de duração, foi apresentado no telão do cinema, emocionando o público presente na sala 2 Unimed Bauru/Divulgação

Palavras-chave: tecnologia

Vitória completa 600 dias sem feminicídios e vai na contramão do Brasil em assassinatos de mulheres

Publicado em: 29/01/2026 10:02

Vitória está há mais de um ano sem feminicídios Em um país onde o número de feminicídios bateu recorde no último ano - foram quatro mulheres mortas por dia em 2025, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública -, a cidade de Vitória tem se destacado por caminhar na contramão. Nesta quinta-feira (29), a capital do Espírito Santo completa 600 dias sem registros do crime. O último caso de morte violenta de mulher aconteceu em 8 de junho de 2024, quando Sebastião Carlos da Silva matou a própria filha, Brenda Luz da Silva, com golpes de canivete. O homem foi condenado a 11 anos e seis meses de prisão. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Segundo a Prefeitura de Vitória, a realidade na capital capixaba é resultado de um trabalho contínuo entre o município, o Poder Judiciário e as forças de segurança. Outro ponto que ganha destaque é a tecnologia voltada à proteção da mulher. Uma das ferramentas é o Botão Maria da Penha. Quando acionado, o dispositivo envia para a Guarda Municipal a localização da mulher em tempo real, faz disparar um alarme na Central de Monitoramento e também envia um alerta para as equipes na rua. A ocorrência, então, passa a ser uma prioridade. A ferramenta funciona desde 2016, sendo disponibilizada às mulheres que têm medida protetiva e estão classificadas com maior risco de vida. Em Vitória, atualmente, são 33 casos. Delegacias da mulher do ES: veja a lista e saiba quais funcionam 24 horas Brenda Luz da Silva tinha 30 anos e foi morta com golpes de canivete pelo próprio pai em Vitória Reprodução/Acervo pessoal A mulher que recebe o dispositivo também é acompanhada pela Guarda. As equipes checam a sua rede de apoio, explicam o funcionamento da tecnologia e realizam patrulhas para garantir a sua segurança. Segundo a comandante da Guarda de Vitória, Dayse Barbosa, o tempo de resposta ao acionamento do botão é curto justamente porque todos os agentes estão preparados: "A Guarda Municipal passa por uma requalificação anual. Então, todo nosso efetivo tem condição de atender a ocorrência e não revitimizar a mulher", disse. LEIA TAMBÉM: VIOLÊNCIA: Diarista é agredida com martelada na cabeça pelo companheiro em Viana EMBOSCADA: Vaqueiro é assassinado a tiros enquanto ia para o trabalho em fazenda no ES CASA SEM ENDEREÇO: saiba como funciona o abrigo para mulheres e filhos vítimas de violência doméstica no ES Botão Maria da Penha é oferecido a mulheres com medida protetiva e risco de vida em Vitória, no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta A comandante relembrou um caso em que a tecnologia foi uma aliada da segurança: "uma mulher que possuía o botão fez uma denúncia informando que o homem (agressor) havia fugido. Ela informou a placa do carro dele, e pelas câmeras foi possível identificar o caminho que ele havia feito, abordar e prender o indivíduo". Além disso, existe um trabalho preventivo em espaços públicos para que a população se conscientize e ajude no combate à violência contra a mulher. "A Guarda Municipal faz esse trabalho nas praças, escolas, EJAs (Educação de Jovens e Adultos), para que a mulher possa se ver na situação, se identificar como uma vítima passando pela violência e pedir ajuda". Prevenção e acolhimento Ações de prevenção e acolhimento também auxiliam a minimizar os riscos aos quais as mulheres estão submetidas. Na Casa Rosa de Vitória, centro especializado da Secretaria Municipal de Saúde, são realizados 400 atendimentos por mês, tanto a mulheres quanto a famílias em situação de vulnerabilidade. A subsecretária de atenção à saúde de Vitória, Patrícia Vêdova, explica que, no espaço, são oferecidos serviços de saúde por uma equipe multidisciplinar, com médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais. Casa Rosa de Vitória acolhe mulheres e famílias vítimas de violência, no Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta “Hoje a Casa Rosa está aberta para fazer o acolhimento não só às vítimas, mas também às pessoas que têm ou percebem em algum momento que estão sofrendo esse trauma (violência). Então estamos abertos para acolher e até entender o que a mulher acha que pode ser um possível trauma.” Além de oferecer proteção às vítimas, a Casa Rosa também é referência em prevenção e assistência a infecções sexualmente transmissíveis (IST) e na profilaxia pós-exposição sexual (PEP). Depois do tratamento que envolve a ressignificação do trauma, o centro direciona a vítima a outros serviços municipais para que ela possa se capacitar profissionalmente ou até voltar a estudar. A Casa Rosa oferece acolhimento tanto por demanda espontânea quanto por encaminhamentos da rede pública. O serviço pode ser procurado via telefone ((27) 3332-3290 e (27) 99773 5393), e-mail (savviolencia@vitoria.es.gov.br ou casarosa@vitoria.es.gov.br) ou no próprio espaço, localizado na Ilha de Santa Maria. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

Palavras-chave: tecnologia

Jovens em vulnerabilidade participam de projeto e se aproximam do Porto

Publicado em: 28/01/2026 15:37

Cerimônia de formatura aconteceu nesta terça-feira (27), na sede do Instituto Adesaf, em São Vicente Comunicação / Instituto Adesaf Quinze jovens em situação de vulnerabilidade social concluíram, após quatro meses de formação, o projeto INICIA – São Vicente Agora é Porto, iniciativa que alia educação socioambiental e aproximação da juventude com a cultura portuária. Realizado pelo Instituto Adesaf e patrocinado pela Autoridade Portuária de Santos (APS), empresa do Ministério de Portos e Aeroportos do Governo Federal, o projeto é voltado para adolescentes e jovens moradores de São Vicente, com prioridade para as áreas rurais de Acarau e Paratinga. A iniciativa ofereceu 15 vagas gratuitas para o curso Saúde, Território e Porto: cultivo de plantas medicinais e agroecologia, com material pedagógico incluso e ajuda de custo de R$ 500,00 para alimentação e transporte. Ao longo do curso, os participantes tiveram contato com conteúdos sobre cultura portuária, história e importância econômica do Porto de Santos, além de práticas ligadas à agroecologia e ao uso de plantas medicinais, conectando saúde, meio ambiente e desenvolvimento local. Para a estudante Elisabeth de Santana, de 18 anos, moradora de Acarau, a experiência representou a aproximação de um sonho antigo. “Fiquei muito feliz com a oportunidade. Estudar em um curso como esse traz muita experiência e abre portas para, futuramente, trabalhar no Porto, como eu já sonhava”, afirma. Formanda Elisabeth (esq.) destaca experiência adquirida e possibilidade de atuação no Porto Comunicação / Instituto Adesaf A mudança de percepção sobre o complexo portuário também foi um dos principais impactos relatados pelos formandos. Nicolly Oliveira, de 21 anos, moradora da Vila Margarida, conta que antes enxergava o Porto apenas como um espaço distante. “Hoje, eu vejo como uma cultura. Além de gerar empregos, o Porto tem uma história, um processo de desenvolvimento e muita tecnologia envolvida”, diz. O mesmo sentimento é compartilhado por Hallyson Nusa, de 23 anos, também da Vila Margarida. “Antes, eu achava que o Porto era apenas um conjunto de empresas para trabalhar. Hoje, entendo que existe uma história muito grande por trás, com famílias que dependem de lá há muitos anos”, relata. Segundo a coordenadora pedagógica Aline Pasquino, o curso buscou ir além da qualificação técnica. O percurso formativo promoveu o conhecimento sobre a cultura portuária e, também, ampliou a compreensão sobre plantas medicinais e agroecologia, fortalecendo o cuidado com a saúde e práticas sustentáveis A fundadora e diretora-presidente do Instituto Adesaf, Fernanda Gouveia, destacou que a iniciativa está alinhada à missão da instituição. É mais uma iniciativa que promovemos com foco no protagonismo do jovem e no cuidado com o meio ambiente, que integra a missão do Instituto Adesaf. Agradeço à Autoridade Portuária de Santos por apoiar projetos que investem na juventude e na sustentabilidade da nossa Região Além da formação, o acolhimento é uma das ações importantes do projeto Comunicação / Instituto Adesaf De acordo com o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, "Investir em projetos assim mostra que o Porto de Santos vai além da movimentação de cargas; é um agente de transformação social. Um Porto que conecta a riqueza do país precisa garantir que o crescimento do complexo portuário transborde para a comunidade, distribuindo bem-estar e oportunidades.” Acesse: https://www.adesaf.org.br

Palavras-chave: tecnologia

WinRAR ainda é uma excelente porta de entrada para hackers em seu PC; entenda o caso

Publicado em: 28/01/2026 08:22 Fonte: Tudocelular

Pesquisadores de segurança voltaram a acender o alerta sobre o WinRAR, um dos softwares de compactação de arquivos mais usados no mundo, após a identificação de ataques contínuos explorando uma falha crítica. Mesmo meses após a divulgação inicial do problema, a vulnerabilidade segue sendo usada ativamente por diferentes grupos maliciosos. O caso envolve a falha catalogada como CVE-2025-8088, que permite a execução remota de código em sistemas Windows. Segundo relatórios recentes do Google Threat Intelligence Group, ataques explorando esse vetor continuam em circulação, afetando usuários que não aplicaram correções de segurança.A vulnerabilidade do WinRAR está ligada a uma técnica conhecida como path traversal, que permite escapar das pastas previstas pelo software durante a extração de arquivos. Na prática, isso abre caminho para gravar conteúdo malicioso em áreas sensíveis do sistema operacional.Clique aqui para ler mais

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