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Nova diretriz nacional orienta diagnóstico e tratamento do autismo com base em evidências científicas

Publicado em: 20/10/2025 19:20

Depressão, transtornos alimentares e ansiedade: os riscos do diagnóstico tardio de Transtorno do Espectro Autista A Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI) publicou um novo documento com 33 páginas que atualiza as recomendações para o diagnóstico e tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil. Elaborado por especialistas do Departamento Científico de Transtornos do Neurodesenvolvimento, o material reúne diretrizes práticas para profissionais da saúde que atuam com crianças e adolescentes autistas. O documento reforça que o diagnóstico do TEA é essencialmente clínico, baseado em observação, entrevista com os responsáveis e critérios do DSM-5. Fatores como vulnerabilidade social e uso excessivo de telas podem mimetizar sintomas do transtorno, exigindo atenção redobrada dos profissionais. LEIA MAIS: Crianças entre 16 e 30 meses devem passar por triagem de autismo no SUS, orienta Ministério da Saúde Exame inovador promete revolucionar diagnóstico do autismo em bebês Entre os principais pontos, estão: Orientações para o diagnóstico História e observação clínica: avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor, antecedentes gestacionais e familiares, além da observação direta e entrevista com os pais. Escalas de avaliação e rastreio: uso de ferramentas como M-Chat, CARS-2, ADI-R e ADOS-2, como apoio à avaliação clínica. Determinação do nível de suporte: definição dos níveis 1, 2 e 3 conforme o DSM-5, com cautela em crianças pequenas. Investigação complementar: exames laboratoriais e de imagem não são essenciais para o diagnóstico, mas podem auxiliar em diagnósticos diferenciais. Orientações para o tratamento Abordagem terapêutica: destaque para a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e modelos naturalísticos. O documento lista 28 práticas baseadas em evidências, como: Terapia cognitivo-comportamental Ensino por tentativas discretas Modelagem Treino de habilidades sociais Frequência e carga horária: a definição da carga horária terapêutica deve ser feita em conjunto com a equipe multidisciplinar, respeitando as necessidades individuais. Terapia medicamentosa: não há medicamentos específicos para os sintomas centrais do TEA. Fármacos são usados para comorbidades como TDAH, agressividade e distúrbios do sono. Distúrbios do sono: a melatonina é apontada como a opção com maior evidência para melhorar a qualidade do sono em crianças com TEA. Mesmo com 900 mil autistas em salas comuns, escolas não têm protocolo seguro para lidar com episódios de agressividade Intervenções não corroboradas pela ciência O documento alerta para a ausência de evidências científicas confiáveis em práticas como: Dietas restritivas (sem glúten ou caseína) Suplementações (como ômega-3 e vitaminas) Intervenções biológicas (células-tronco, ozonioterapia, quelantes) Psicanálise e Son-rise Uso de canabidiol (CBD), ainda considerado experimental Ácido folínico (leucovorina), sem recomendação rotineira Outras abordagens Técnicas como estimulação craniana não invasiva, Floortime e equoterapia são mencionadas como promissoras, mas ainda carecem de evidências robustas para recomendação ampla. Além das recomendações clínicas, o documento orienta sobre a elaboração de relatórios médicos éticos e detalhados, fundamentais para garantir o acesso a terapias e direitos previstos em lei. O papel dos pais e cuidadores é destacado como essencial no processo terapêutico, especialmente em regiões com escassez de profissionais especializados. A nova diretriz representa um avanço na padronização das condutas clínicas e reforça o compromisso da SBNI com a prática médica qualificada, a conscientização social e o amparo legal às pessoas com autismo e suas famílias. Quebra-cabeça é o símbolo escolhido para a conscientização em relação ao autismo Prefeitura de Santos/Divulgação

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'Se não pegarem os ladrões nas próximas 48h, as joias provavelmente desaparecerão': a corrida contra o tempo pelas peças roubadas no Louvre

Publicado em: 20/10/2025 19:15

Oito joias da coroa francesa foram roubadas no Museu do Louvre no último domingo AFP via BBC As autoridades francesas estão em uma corrida contra o tempo para encontrar os ladrões que roubaram peças de valor incalculável do Museu do Louvre, em Paris, no último domingo (19), já que as joias podem ser desmontadas e saírem ilegalmente do país. Os criminosos, armados com ferramentas elétricas, entraram em plena luz do dia no museu mais visitado do mundo e roubaram oito joias de grande valor, entre elas um colar de diamantes e esmeraldas que o imperador Napoleão deu à sua esposa. O Louvre anunciou que permaneceria fechado nesta segunda-feira (20) enquanto as investigações continuam. "É certo que falhamos, já que alguém conseguiu estacionar um caminhão-guindaste em pleno centro de Paris e subir nele em poucos minutos para levar joias de valor incalculável", declarou o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, à emissora France Inter. O ministro acrescentou estar confiante de que a polícia acabará prendendo os criminosos. Roubo no Louvre: o que se sabe sobre o crime que fechou o museu mais visitado do mundo ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Contudo, o diretor de uma organização especializada na localização e recuperação de obras de arte roubadas alertou que, se os ladrões não forem detidos nas próximas 24 a 48 horas, as joias roubadas provavelmente "desaparecerão para sempre". "Há uma corrida contra o tempo acontecendo agora", disse Chris Marinello, diretor executivo da Art Recovery International. Imprensa francesa revela 1ª imagem do roubo no Louvre As coroas e tiaras roubadas no assalto podem ser facilmente desmontadas e vendidas em pedaços. Os ladrões "não vão mantê-las intactas, vão quebrá-las, derreter o metal valioso, cortar as pedras preciosas e esconder as provas do crime", explicou Marinello, que afirma que seria difícil vender essas joias em seu estado original. A polícia francesa "sabe que, se não prender os ladrões nas próximas 24 a 48 horas, é provável que essas peças já tenham desaparecido", ressaltou. "Talvez consigam prender os criminosos, mas não recuperarão as joias." Os meios de comunicação franceses informaram que uma avaliação preliminar do Tribunal de Contas (que vai ser publicada em novembro) revelou que um terço das salas da ala onde o roubo aconteceu não possui câmeras de vigilância. O assalto também levou as autoridades na França a reforçar a segurança nas instituições culturais do país, segundo informaram os assessores do ministro do Interior do país, Laurent Nuñez. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, após uma reunião com a polícia e vários ministros, e acontece depois do ministro da Justiça afirmar que os protocolos de segurança "falharam" em impedir o roubo, o que deu ao país uma "imagem terrível". Nuñez disse estar ciente da "grande vulnerabilidade" da segurança dos museus na França. Veja imagens das joias roubadas no museu do Louvre  Um assalto em 7 minutos O roubo ocorreu no domingo, entre as 09:30 e as 09:40, hora local (04:30 e 04:40 no horário de Brasília), pouco depois da abertura do museu aos visitantes. Quatro ladrões utilizaram um elevador mecânico montado em um veículo para acessar a Galerie d'Apollon (Galeria de Apolo) através de uma varanda próxima ao rio Sena. As imagens do local mostravam uma escada montada em um veículo levando até uma janela do primeiro andar. Dois dos ladrões cortaram os vidros com um cortador de disco alimentado por bateria e entraram no museu. Em seguida, ameaçaram os guardas — que evacuaram o prédio. Os criminosos quebraram as vitrines e roubaram as joias, que juntas continham milhares de diamantes e pedras preciosas. O crime durou apenas sete minutos. Quando os alarmes do museu começaram a tocar, a equipe do museu seguiu o protocolo previsto, entrando em contato com as forças de segurança e protegendo os visitantes, conforme informou o Ministério da Cultura em um comunicado. Os criminosos tentaram ainda incendiar o veículo do lado de fora, mas foram impedidos por um funcionário do museu. No total, oito joias foram roubadas, entre elas um colar de esmeraldas e diamantes que Napoleão deu à esposa, a imperatriz Maria Luisa. Também foram levadas uma tiara que pertenceu à imperatriz Eugenia, esposa de Napoleão 3, que continha quase 2000 diamantes. E um colar que pertenceu a Maria Amelia, a última rainha da França, contendo oito safiras e 631 diamantes. Exclusivo: vídeo de brasileira registra pancadas dos ladrões na janela do Museu do Louvre Lamentos O presidente da França, Emmanuel Macron, descreveu o roubo como um "ataque a um patrimônio que apreciamos porque é nossa história". Nathalie Goulet, membro da comissão de Finanças do Senado francês, disse que esse é um episódio "muito doloroso" para a França. "Todos estamos decepcionados e irritados", declarou à BBC, acrescentando que é "difícil entender como isso pôde acontecer tão facilmente". Goulet afirmou que o alarme da galeria havia apresentado defeito recentemente: "Temos que esperar a investigação para saber se o alarme estava desativado", disse. Ele considerou que, se as joias forem fragmentas, elas serão "usadas em um esquema de lavagem de dinheiro". "Não acredito que estamos lidando com amadores. Trata-se de uma quadrilha organizada e eles não têm qualquer moral. Não apreciam as joias como peças históricas, apenas como uma forma de lavar seu dinheiro sujo."

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Famílias de bairro em área de risco devem ser realocadas em até 90 dias em Rio Branco, diz Secretaria

Publicado em: 20/10/2025 17:52

Famílias de bairro localizado em área de risco na capital devem ser realocadas em até 90 dias Reprodução/Google Street View Entre barrancos instáveis e moradias improvisadas às margens do Rio Acre, dezenas de famílias vivem há anos no bairro Dom Giocondo, conhecido como Papouco, em Rio Branco. No entanto, a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH) afirmou que uma operação deve retirar as famílias do local em até 90 dias. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A região é marcada por desbarrancamentos, condições insalubres e vulnerabilidade social. De acordo com o levantamento da secretaria, existem cerca de 70 barracas que abrigam, aproximadamente, 160 pessoas, entre crianças, adultos e idosos. Ainda segundo a pasta, um estudo feito na região mostra que 95% das famílias manifestaram interesse em sair do local, enquanto 5% resistem à mudança. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o secretário João Marcos Luz, a equipe técnica também identificou casos de exploração infantil e tráfico de drogas no local. Com relação ao terreno, ele disse que a área não oferece condições seguras de habitação e o acesso é difícil até mesmo para as forças de segurança. “O Papouco é um local em desbarrancamento, na beira do rio, onde a polícia tem alta dificuldade de entrar. Precisamos levar dignidade e segurança a essas pessoas”, complementou. LEIA MAIS: MP instaura procedimento para avaliar políticas públicas em bairro localizado em área de risco na capital Em Rio Branco, mutirão de limpeza no bairro Papouco deve retirar 20 toneladas de lixo PMs do AC são condenados por espancar e pregar homem em assoalho de casa no AC Além disso, as famílias devem ser incluídas no programa de aluguel social da SASDH que, atualmente, atende cerca de 200 famílias. Já outras poderão ser contempladas com casas em construção no bairro Rosa Linda, dentro de programas habitacionais. A ação deve envolver diferentes órgãos municipais e estaduais, com foco não apenas na moradia, mas também em políticas de saúde, educação e direitos humanos, segundo o gestor. João Marcos Luz explicou ainda que a distribuição das moradias leva em conta critérios técnicos e sociais. “Algumas pessoas ainda não têm autonomia para administrar uma moradia. Por isso, as casas são cedidas por cinco anos, e só depois desse período o morador pode se tornar proprietário”, complementou. MP instaura procedimento Em junho deste ano, o Ministério Público instaurou um procedimento administrativo para avaliar as políticas públicas aplicadas no Papouco. O órgão pediu relatórios a diversas secretarias, incluindo a SASDH, sobre as condições estruturais das casas, o número de famílias residentes e a oferta de serviços básicos, como saúde, segurança e saneamento. O MP também solicitou à Defesa Civil Municipal informações sobre o risco de desabamento das moradias e à Secretaria de Infraestrutura dados sobre imóveis abandonados ou não utilizados na região. Com o avanço das tratativas e a previsão de reassentamento nos próximos meses, o objetivo é garantir segurança e moradia adequada às famílias que vivem em uma das áreas mais vulneráveis da capital acreana. VÍDEO: g1

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Mais Segura: nova função da 99 ativa recursos de segurança para passageiras

Publicado em: 20/10/2025 16:21 Fonte: Tudocelular

A funcionalidade Mais Segura teve seu lançamento anunciado pela 99 com foco em suas passageiras. Em geral, trata-se de um recurso que permite ativar ferramentas estras de proteção para as usuárias, como compartilhamento de rota com contatos de segurança, monitoramento em tempo real durante o trajeto e gravação de áudio da viagem. Essa iniciativa de segurança visa fortalecer não só esse quesito, como também a inclusão e o empoderamento feminino no transporte por aplicativo. Além disso, ela chega como uma camada extra de segurança para mulheres, especialmente em situações de maior vulnerabilidade, como no caso de corridas noturnas.Segundo Maria Luiza Marcolan, gerente Sênior e líder para a frente de prevenção e percepção de Segurança na 99:Clique aqui para ler mais

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Suspeita de fazer empréstimo de R$ 17 mil no nome da mãe procurou a polícia para denunciar irmãos por abandono, diz delegado

Publicado em: 20/10/2025 15:02

Polícia Civil do Tocantins Luiz de Castro/Governo do Tocantins O caso da filha que fez um empréstimo de R$ 17 mil em nome da mãe idosa foi descoberto depois que a própria suspeita procurou a polícia para denunciar os irmãos por abandono material. Durante as investigações, os policiais descobriram que os outros cinco filhos da idosa haviam deixado de dar assistência à mãe para punir a irmã por conta do uso indevido do dinheiro. "Como a irmã havia feito o empréstimo e gastado o dinheiro, havendo o desconto na aposentadoria [da idosa], eles decidiram que ela [irmã] ficaria com a mãe e utilizaria a aposentadoria com o desconto para mantê-la. Diante das dificuldades, a filha mais nova procurou a polícia para registrar um B.O. contra esse abandono dos irmãos, mas sem contar a história do empréstimo, que foi descoberta depois", contou o delegado José Lucas Melo. O empréstimo consignado foi feito pela filha de 38 anos, usando a aposentadoria da mãe em 2021. O caso começou a ser investigado pela Polícia Civil em setembro de 2025, após ela procurar a polícia. Os nomes dos filhos não foram divulgados, por isso o g1 não conseguiu contato com a defesa deles. O delegado informou ao g1 que toda a família sabia do empréstimo solicitado pela irmã de 38 anos. Inicialmente, ela alegou que precisaria do valor para pagar uma cirurgia, mas, posteriormente, esse procedimento teria sido cancelado pelo médico. "A filha mais nova disse que precisaria para fazer um procedimento cirúrgico, uma questão de saúde. Depois que o empréstimo foi feito, que ela recebeu os valores, foi quando ela falou para o resto da família que o médico havia mudado de opinião, não seria mais necessário fazer a cirurgia. Como ela já estava com dinheiro e ia casar, resolveu usar o dinheiro para bancar o casamento, comprar um carro, pagar a lua de mel, usar os valores para gastos pessoais", explicou o delegado. Por causa do uso indevido do dinheiro, os outros irmãos decidiram, em comum acordo, deixar a mãe sob os cuidados da irmã que fez o empréstimo. Segundo o delegado, eles também decidiram que não ofereceriam qualquer tipo de apoio à mãe até que a irmã terminasse de pagar as parcelas do consignado. LEIA TAMBÉM Turismo, futebol e festa de família: como Wanderlei Barbosa usou jatinho contratado por R$ 20 milhões pelo Estado Ameaças por Pix: homem é preso em flagrante após intimidar ex-namorada com mensagens Pena de até quatro anos de prisão Durante a investigação, a polícia identificou que a mãe estava em situação de vulnerabilidade social em razão da escassez de recursos financeiros. O inquérito do caso foi finalizado pela Polícia Civil e encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as providências cabíveis. Conforme o delegado, a filha que fez o empréstimo pode cumprir pena de até quatro anos de prisão pelo crime de apropriação previsto no Estatuto do Idoso. Os outros cinco filhos foram indiciados pelo crime de abandono material, que também prevê pena de um a quatro anos de prisão, conforme o Código Penal. Filhos são indiciados por abandonar idosa de 65 anos no Tocantins Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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Animais adotados do Canil Municipal de Sorocaba terão atendimento gratuito no Hospital Veterinário Municipal 'Cão Mayke'

Publicado em: 20/10/2025 14:59

Hospital Veterinário Municipal de Sorocaba (SP) amplia atendimento para animais adotados do Canil Municipal Prefeitura de Sorocaba/Divulgação Cães e gatos adotados no Canil Municipal de Sorocaba (SP) podem receber atendimento gratuito no Hospital Veterinário Municipal "Cão Mayke", inaugurado em 6 de setembro no bairro Jardim Betânia. A medida é garantida pela Lei Municipal n.º 13.330/2025, que assegura aos animais adotados do canil o direito a atendimentos de urgência e emergência, cirurgias, consultas de ortopedia e internação, quando necessário. Os atendimentos são gratuitos. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Além disso, os responsáveis pelos pets também poderão retirar medicamentos gratuitamente na Farmácia Veterinária Solidária de Sorocaba, conforme a disponibilidade. Cães e gatos vivem temporariamente no canil municipal de Sorocaba (SP) e precisam de um lar responsável Prefeitura de Sorocaba/Divulgação Atendimento ao público geral Para a população em geral, o hospital oferece atendimentos gratuitos de urgência e emergência, limitados a um animal por tutor. É necessário apresentar um documento com foto e comprovante de endereço. Já serviços como cirurgias, ortopedia, internações e outras especialidades são destinados exclusivamente a tutores em situação de vulnerabilidade social, residentes em Sorocaba e cadastrados no CadÚnico (Cadastro Único do Governo Federal). Nesses casos, também é exigido documento com foto e comprovante de endereço atualizado. Cada tutor poderá cadastrar apenas um animal. O agendamento de atendimentos deve ser feito pelo WhatsApp: (15) 99794-6155. O hospital fica na Avenida Betsaida, número 25. Carvalhão é um cão mestiço pitbull, de porte grande, com aproximadamente 6 anos. É temperamental com outros cães. Ele está no canil municipal de Sorocaba (SP) Prefeitura de Sorocaba/Divulgação Programa estadual A construção e a aquisição de parte dos equipamentos da clínica municipal foram viabilizadas pelo Governo do Estado. Já a Prefeitura de Sorocaba ficou responsável pela cessão do terreno público onde o hospital foi instalado, além de assumir a gestão do espaço. A administração do hospital é feita por meio de um termo de colaboração com a Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa), que recebe repasses mensais conforme a execução dos procedimentos. Segundo a Prefeitura, a unidade tem capacidade para realizar cerca de 11 mil procedimentos por mês. O g1 solicitou à administração municipal o número de atendimentos realizados desde a inauguração, mas foi informado de que o balanço continua sendo feito. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Mulher tem carro depredado por adolescentes durante ação social no DF; veja VÍDEO

Publicado em: 20/10/2025 13:47

Vídeo feito pelo perfil Patrulha Abordagem mostra carro depredado e pertences da vítima jogados no chão Uma mulher teve o carro depredado enquanto realizava uma ação social em Samambaia, no Distrito Federal. A vítima prestava auxílio religioso e levava alimentos a um abrigo que acolhe crianças e adolescentes em situação de abandono. O caso aconteceu na última sexta-feira (17) e, segundo a Polícia Militar, a corporação foi acionada para conter um tumulto depois que três adolescentes começaram a vandalizar o local. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Carro da vítima teve os vidros e a lataria danificados Reprodução/Instagram/@patrulhaeabordagemdf As jovens alegam terem tido um "ataque de raiva" após serem impedidas de entrar no abrigo. Elas apresentavam sinais de embriaguez e já haviam sido acolhidas pelo local anteriormente. As adolescentes, com idades entre 15 e 16 anos, foram apreendidas por envolvimento no caso. Neste final de semana, elas passaram por audiência de custódia e a Justiça determinou que: duas delas, por estarem em situação de vulnerabilidade, fossem encaminhadas a outros abrigos da capital; e a terceira, por já ter passagens criminais anteriores e um mandado de apreensão em aberto, fosse encaminhada para internação provisória. As três vão responder pelos atos infracionais. 'Ataque de raiva' De acordo com relatos feitos à polícia, a confusão iniciou-se depois que as adolescentes foram impedidas de entrar no abrigo por apresentarem sintomas de embriaguez. As adolescentes, conforme apurou a reportagem, teriam ficado "com raiva" e deram início aos atos de vandalismo. Eletrodomésticos e móveis do local foram quebrados e, em seguida, elas golpearam o carro estacionado em frente ao abrigo. Carro foi depredado Divulgação/PMDF Nas imagens registradas pelo perfil Patrulha Abordagem e cedidas ao g1, é possível ver o carro com todos os pertences retirados e jogados no chão, os vidros arrancados e diversas avarias na lataria. As jovens acreditavam que o veículo pertencia ao funcionário do abrigo que as impediu de entrar no local. Segundo a PM, uma das adolescentes já tinha passagens pela polícia e um mandado de apreensão em aberto. Conforme apurou o g1, a menor possui passagens anteriores por crimes análogos a: ameaça; vias de fato; lesão corporal; dano; e furto. As três adolescentes envolvidas na depredação foram apreendidas e levadas à Delegacia da Criança e Adolescente (DCA) 2, em Taguatinga, que investiga o caso. A reportagem apurou ainda que o abrigo sofreu graves danos materiais e as crianças e adolescentes que estavam no local tiveram de ser realocados para outros abrigos na capital. LEIA TAMBÉM: CHUVA FORTE: Aeroporto de Brasília teve 17 voos cancelados e volta a operar normalmente nesta segunda SAÚDE MENTAL: DF tem a 2ª pior cobertura de CAPS do país Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Com a 2ª pior cobertura de CAPS do país, DF segue ritmo lento para ampliar atenção à saúde mental

Publicado em: 20/10/2025 02:01

Placa mostra CAPS no DF. Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Há mais de seis anos com a segunda pior cobertura de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do país, o Distrito Federal conta com um total de 18 unidades e segue em ritmo lento para ampliar a rede extra-hospitalar de saúde mental. 🔎 Centro de Atenção Psicossocial (CAPS): serviço de saúde voltado para o atendimento de pessoas com transtornos mentais graves e persistentes ou com sofrimento psíquico após uso prejudicial de álcool e drogas. No DF, há 0,54 CAPS para cada 100 mil habitantes, segundo dados do Ministério da Saúde. O número é maior apenas que o da cobertura do Amazonas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do DF em tempo real e de graça O índice permanece abaixo da taxa de cobertura nacional – de 1,13 CAPS/100 mil habitantes – e ocupa a mesma posição durante todo o mandato de Ibaneis Rocha (MDB), eleito em 2018 e reeleito em 2022. Ao mesmo tempo, o DF mantém 116 leitos psiquiátricos ativos – modelo que reproduz a lógica manicomial e é proibido na legislação federal e na lei distrital (entenda mais abaixo). Ao g1, a Secretaria de Saúde afirma que a cobertura não aumentou porque o crescimento populacional não foi acompanhado pela expansão da rede de serviços de saúde mental. Além disso, a pasta diz que a implantação de novos CAPS exige investimentos, contratação de profissionais especializados e tempo para adequação orçamentária e administrativa. 📌 A Secretaria de Saúde afirmou ao g1 que não é "possível aferir um valor exato do investimento em saúde mental na rede pública", mas estima que o investimento médio anual é em torno de R$ 285 milhões (veja nota completa no fim da reportagem). Há cinco novos CAPS previstos para 2026, segundo a Secretaria de Saúde. No entanto, apenas dois tiveram as obras iniciadas: um no Recanto das Emas e outro no Gama (veja abaixo lista completa de CAPS no DF). O investimento é de R$ 28 milhões, de acordo com a pasta. Segundo o psicólogo e professor da Universidade de Brasília (UnB) Pedro Henrique Antunes da Costa, o baixo número de CAPS impacta no cuidado em saúde mental, já que os serviços são para garantir a atenção especializada. "Se há poucos CAPS, já quebra bastante do fluxo assistencial da rede que tem os CAPS como dispositivos fundamentais. Eles são os principais dispositivos especializados", aponta o professor. Como é a Rede de Atenção Psicossocial? Sem apoio público famílias buscam clínicas precárias Segundo o Ministério da Saúde, a Rede de Atenção Psicossocial, criada em 2011, engloba sete níveis: Atenção primária em saúde: UBSs, estratégia de saúde da família, consultório na rua, centros de convivência e cultura Atenção psicossocial especializada: CAPS Atenção de urgência e emergência: SAMU 192, UPA 24h, pronto-socorro em hospitais Atenção residencial de caráter provisório: unidade de acolhimento, serviço de atenção em regime residencial Atenção hospitalar: enfermaria especializada em hospital geral, serviço hospitalar de referência Estratégias de desinstitucionalização: serviços residenciais terapêuticos, programa de Volta para Casa Estratégias de reabilitação psicossocial: cooperativas sociais, empreendimentos solidários, iniciativas de geração de trabalho e renda No Distrito Federal, em relação aos serviços especializados, há: 18 CAPS 1 Centro de Orientação Médico Psicopedagógica (COMPP) 1 Adolescentro 2 residências terapêuticas 1 unidade de acolhimento 59 leitos clínicos em saúde mental 121 leitos psiquiátricos 121 psiquiatras 285 psicólogos Segundo Pedro Henrique Antunes da Costa, o Distrito Federal apresenta gargalos severos nos sete níveis, comprometendo o acesso à atenção psicossocial da população. "A RAPS [Rede de Atenção] no DF tem lacunas severas nos sete níveis de atenção. No nível de atenção básica, por exemplo, a gente tem poucos consultórios nas ruas, a gente não tem nenhum centro de convivência", diz o professor. Situação no DF Dobra a procura por atendimentos nos CAPS A demanda pelo atendimento psicossocial no DF vem crescendo nos últimos anos, segundo dados da Secretaria de Saúde. Em 2022, foram 212 mil atendimentos especializados em saúde mental no CAPS do DF. O número saltou para 354 mil em 2024, ou seja, um aumento de 66%. No primeiro semestre de 2025, foram 199.088 procedimentos nos CAPS do DF, uma média de 1.106 atendimentos por dia. Para quem busca atendimento, as portas de entrada são as equipes dos três Consultórios de Rua – em Ceilândia, Taguatinga e no Plano Piloto – e as UBSs. Já no segundo nível de atendimento, voltado a transtornos mentais graves ou uso de drogas e álcool, há 18 CAPS em funcionamento: 1 CAPS I: atende pessoas de todas as idades e fica em Brazlândia. 5 CAPS II: atende adultos e unidades ficam no Paranoá, Planaltina, Asa Norte, Taguatinga e Riacho Fundo. 1 CAPS III: atende pessoas adultas e funciona 24 horas por dia, incluindo finais de semana e feriados. Fica em Samambaia. Tem até 5 leitos para acolhimento noturno. 4 CAPS Álcool e Drogas AD II: atende pessoas a partir de 16 anos e há unidades no Guará, em Santa Maria, em Sobradinho e no Itapoã. 3 CAPS Álcool e Drogas AD III: atende pessoas a partir de 16 anos e funcionado 24 horas por dia, incluindo finais de semana e feriados. Tem, no máximo, 12 leitos. As unidades ficam em Ceilândia, Samambaia e Asa Sul. 4 CAPSi: atendem crianças e adolescentes e ficam na Asa Norte, em Taguatinga, no Recanto das Emas e em Sobradinho. 🔎Para as crianças de 0 a 12 anos com sofrimento mental moderado, há o Centro de Orientação Médico Psicopedagógica (COMPP). Segundo o GDF, a fila de espera pelo atendimento é bem grande, e o primeiro atendimento demora cerca de dois anos. Criada em 1969, a unidade oferece atendimento ambulatorial, orientação médica, psicológica, pedagógica e social para as crianças. 🔎 Já para adolescentes de 12 até 17 anos com casos moderados de saúde mental ou vítimas de violência, ou que façam uso de substâncias psicoativas, há o Adolescentro. A unidade oferece atendimento ambulatorial multiprofissional e interdisciplinar, por meio de atendimentos individuais e em grupos. Residências terapêuticas Depois do atendimento no segundo nível da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), os pacientes podem ser encaminhados para outras esferas como serviços residenciais terapêuticos (SRT), unidades de acolhimento (UA) e hospitais gerais. Entenda abaixo: 🔎 Residência terapêutica: tem o objetivo de garantir residência para pessoas em situação de vulnerabilidade social ou familiar egressas de internações psiquiátricas de longa duração. A vaga é vitalícia. No DF, há duas residências terapêuticas: uma feminina e uma masculina, com 10 vagas cada no Paranoá, que foram criadas em 2024. Atualmente, estão com capacidade máxima de lotação, com 10 residentes em cada. Há 83 pessoas na fila de espera, segundo a subsecretária de Saúde Mental do DF, Fernanda Falcomer. "Estamos manejando o impacto de muitos anos que não houve investimento na rede, tem pessoas aguardando há mais de 15, 20 anos esperando a residência terapêutica. A hospitalização tira questão do sujeito, usa uniforme, não prepara comida, tira a vontade", afirma a subsecretária. 🔎 Unidade de acolhimento: é uma residência temporária para pessoas acompanhadas no CAPS que demandam acolhimento terapêutico e protetivo. As UA contam com equipe qualificada e funcionam exatamente como uma casa. Oferece cuidados contínuos de saúde, com funcionamento 24h, em um ambiente que funciona como uma casa por até no máximo 6 meses. No DF, há uma com 15 vagas que fica em Samambaia. Atualmente, 8 pacientes utilizam o serviço. A unidade de acolhimento, segundo a subsecretária de Saúde Mental, tem uma rotatividade alta. "Está sempre ocupada e lida com a questão da complexidade de álcool e drogas. Existe rotatividade por conta da complexidade do caso, mas sempre com a lotação máxima. A pessoa mora na UA e faz atendimento no CAPS, para melhorar questão da adicção e restabelecer vínculos trabalhistas, de renda, familiares, com a ajuda da equipe do CAPS para retomar a vida", afirma Fernanda. 📌Para cada 10 leitos em enfermarias especializadas em hospital geral, é preciso uma unidade de acolhimento com 15 vagas para adultos. No DF, por conta dos 59 leitos clínicos existentes (veja abaixo), o ideal seria, no mínimo, 10 unidades de acolhimento. 📌 Segundo o Ministério da Saúde, municípios com mais de 2,5 mil a 5 mil crianças e adolescentes com potencial uso de drogas ilícitas precisam de ao menos uma unidade de acolhimento infanto-juvenil. O DF não tem nenhuma unidade de acolhimento para crianças e adolescentes. Questionado sobre o parâmetro utilizado para quantificar crianças e adolescentes nesse contexto, a Secretaria de Saúde não respondeu ao g1 até a última atualização da reportagem. No entanto, com base na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), de 2021, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada cinco jovens de 13 a 17 anos teve contato com drogas no DF. Ou seja: seriam necessárias, no mínimo, 10 unidades de acolhimento para crianças e jovens somente levando em conta o número de adolescentes. Atendimento hospitalar no DF No DF, os atendimentos de emergência em saúde mental em hospitais também aumentaram, segundo a Secretaria de Saúde: Em 2021, foram 21.276 atendimentos de emergência em saúde mental em hospitais. Em 2024, o número subiu para 48.764, um aumento de 129% em dois anos. De janeiro a abril de 2025, foram 14.074 atendimentos de emergência em saúde mental nos hospitais, uma média de 117 por dia. 🔎 Leito clínico em saúde mental: oferece tratamento hospitalar para casos graves relacionados a problemas de saúde mental ou uso prejudicial de álcool e drogas. É utilizado em crises, abstinências e intoxicações severas e as internações são de curta duração até a estabilização clínica. No DF, os 59 leitos clínicos em saúde mental estão divididos em oito hospitais, veja abaixo: Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB): 10 leitos Hospital Regional de Ceilândia (HRC): 3 leitos Hospital Regional do Guará (HRGu): 5 leitos Hospital Universitário de Brasília (HUB): 14 leitos Hospital Regional do Gama (HRG): 8 leitos Hospital Região Leste (HRL) no Paranoá: 3 leitos Hospital Regional de Sobradinho (HRS): 10 leitos Hospital Regional de Santa Maria (HRSM): 6 leitos 📌 É preciso um leito clínico de saúde mental para cada 23 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde. Ou seja, no DF, seriam necessários cerca de 130 – mais que o dobro da capacidade atual. Leitos psiquiátricos: sem data para sumir Contrariando uma lei local e uma lei federal, o DF ainda mantém 121 leitos psiquiátricos de longa permanência em funcionamento. Eles estão distribuídos em três hospitais: Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF): 36 leitos Hospital São Vicente de Paulo (HSVP): 83 leitos Hospital da Criança de Brasília José Alencar: 2 leitos Este tipo de leito não deveria existir, segundo: Uma lei distrital publicada há quase 30 anos que determina o fim desse tipo de leito em Brasília Lei federal sancionada em 2001, conhecida como reforma psiquiátrica, que prevê a extinção progressiva dos leitos para internação de longa permanência em manicômios e sanatórios no Brasil Mesmo após estas definições, os 121 leitos psiquiátricos continuam em funcionamento no DF. Nos hospitais gerais, como da Criança e o de Base, o leito é visitado sempre por psiquiatras e não há um clínico geral. Já no Hospital São Vicente de Paulo, o único hospital psiquiátrico do DF e onde a maioria dos leitos está concentrada, a internação é de longa permanência. Há anos, o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), órgão vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos, vem denunciando más condições da estrutura do HSVP e tratamento desumano dado aos pacientes. Em menos de quatro meses, duas pessoas morreram no hospital: Eva de Oliveira: aos 52 anos, foi encontrada morta em um dos banheiros da unidade, com indícios de parada cardíaca, no dia 22 de abril de 2025. Raquel Franca de Andrade: aos 24 anos, morreu em 25 de dezembro de 2024. Entrada do Hospital São Vicente de Paulo, primeira maternidade de Taguatinga, no Distrito Federal Raquel Morais/G1 Precisa de ajuda? O ideal é sempre procurar ajuda de um profissional habilitado. O Ministério da Saúde divulga os seguintes canais: CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da Família, Postos e Centros de Saúde). Veja aqui a UBS mais próxima e veja aqui o CAPS mais próximo. UPA 24h, SAMU 192, Pronto Socorro, Hospitais Centro de Valorização da Vida – telefone 188 (ligação gratuita). O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e voip, 24 horas por dia, todos os dias. A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, é gratuita a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular. Também é possível acessar www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre a ligação gratuita. O que diz a Secretaria de Saúde "A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) esclarece que organiza a atenção à saúde mental por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), instituída nacionalmente pela Portaria GM/MS nº 3.088/2011 e consolidada nas Portarias de Consolidação nº 3 e nº 6/2017. A RAPS integra serviços em todos os níveis do SUS — da Atenção Primária às estratégias de reabilitação psicossocial — garantindo acesso oportuno, cuidado contínuo e territorializado. A Atenção em Saúde Mental na rede da SES-DF é organizada em níveis de atendimento, com critérios definidos para direcionamento conforme as necessidades específicas dos usuários. Esse direcionamento não se baseia exclusivamente em diagnósticos, mas também considera sinais e sintomas de agravamento psíquico, aspectos multifatoriais do sujeito, como grau de funcionalidade, avaliação psicossocial abrangente e os recursos disponíveis na rede. Dessa forma, atendimentos biopsicossociais podem ser realizados nas Unidades Básicas de Saúde (Atenção Primária), enquanto outros podem demandar serviços de maior densidade tecnológica, como as Policlínicas, os CAPS e ambulatórios especializados (Atenção Secundária), ou, em situações específicas, atenção hospitalar (Atenção Terciária). Por conta dessa estrutura da RAPS, não é possível aferir um valor exato do investimento em saúde mental na rede pública, uma vez que a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) está inserida em todos os níveis de atenção do sistema de saúde, desde a atenção primária até a alta complexidade. Dessa forma, os custos relacionados à saúde mental acabam sendo diluídos dentro do orçamento geral de cada nível de atenção. Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), por exemplo, o valor não aparece de forma individualizada, mas integrado ao custo global de manutenção e funcionamento da unidade. Além disso, os recursos destinados à construção de novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são contabilizados apenas em relação à parte estrutural da obra, não incluindo despesas de custeio e manutenção do serviço. De maneira geral, estima-se que o investimento médio nos serviços especializados em saúde mental gire em torno de R$ 285 milhões anualmente e serão investidos 28 milhões na construção de 5 novos CAPS. Esclarecemos que porta de entrada preferencial para os atendimentos é a Atenção Primária à Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), responsáveis pela avaliação inicial, manejo dos casos e encaminhamentos quando necessários. Também é possível procurar diretamente um dos 18 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que ofertam cuidado especializado a pessoas em sofrimento psíquico grave e persistente, atuando tanto na prevenção do suicídio quanto na intervenção em situações de crise. Nesses serviços, as equipes multiprofissionais realizam atendimentos individuais, grupos terapêuticos, acompanhamento psicossocial e ações de inclusão social, em articulação com políticas intersetoriais. Apenas no período de janeiro a junho de 2025, os Caps realizaram mais de 199 mil atendimentos. Para situações de risco agudo — como ideação suicida com planejamento, tentativas em curso ou alteração grave do juízo crítico — o acesso deve ocorrer pelas portas de Urgência e Emergência do SUS ou pelo SAMU 192, que no DF conta com o Núcleo de Saúde Mental (NUSAM), equipe especializada para esses atendimentos. Há ainda pronto-socorro psiquiátrico de referência no Hospital São Vicente de Paulo (24h). O suporte também é oferecido no pronto-socorro do Hospital de Base e suporte em UPAs e hospitais gerais, conforme a gravidade. Um projeto piloto em andamento também viabilizou a inclusão de psiquiatras em algumas UPAs, fortalecendo a resposta às situações de crise. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), serviços de saúde de base territorial, abertos e comunitários, são voltados ao atendimento de pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, bem como aquelas com sofrimento psíquico decorrente do uso prejudicial de álcool e outras drogas. As equipes dos CAPS atuam de forma interdisciplinar, articulando-se com a rede de atenção e os recursos do território. Atualmente, o Distrito Federal conta com 18 CAPS em funcionamento sendo 07 CAPS AD voltados para o atendimento de pessoas com transtornos decorrentes do uso prejudicial de álcool e outras drogas, com equipe multiprofissional especializada para o tratamento, distribuídos entre diferentes modalidades, conforme o perfil populacional, a faixa etária atendida e a complexidade do cuidado requerido." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Araguaína realiza nova etapa de seleção do Minha Casa Minha Vida com mais de 400 apartamentos

Publicado em: 19/10/2025 16:43

Previsão de entrega está marcada para o primeiro semestre de 2026 Thiago Santos/Prefeitura de Araguaína Famílias de Araguaína, na região norte do estado, que se cadastraram no programa Minha Casa Minha Vida serão selecionadas na 3ª etapa do processo para conseguirem a casa própria em dois empreendimentos na cidade. A seleção será na quinta-feira (23), às 18h, no Complexo Poliesportivo Pedro Quaresma. De acordo com o município, as famílias concorrem a um dos 416 apartamentos que estão sendo construídos em uma área entre os setores Martins Jorge e São Miguel, que dão os nomes dos residenciais. Além das mais de 400 famílias escolhidas, haverá a seleção de 30% de suplentes, para o caso de desclassificação dos titulares. A previsão de entrega é para o primeiro semestre de 2026. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Os interessados enfrentam um cronograma com cinco etapas que, segundo a prefeitura, vai atuar com rigor para garantir a transparência do processo de seleção. As fases estão sendo executadas de acordo com a Lei Federal nº 14.620, que dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida. Confira: Cadastro; Análise dos critérios; Hierarquização/seleção; Enquadramento; Verificação documental. O cadastro ou atualização de dados ocorreu entre os meses de março e abril. Em seguida, ocorreu a verificação dos critérios de renda, tempo de moradia, composição familiar e histórico habitacional. Nesta 3ª etapa, segundo a prefeitura, será feita a distribuição das unidades habitacionais. Conforme a lei federal, do total, 208 unidades (50%) serão reservadas para beneficiários em situação de vulnerabilidade atendidos pelo Bolsa Família, BPC ou famílias com pessoa com microcefalia. Outras 26 unidades (6%) serão para idosos e pessoas com deficiência, sendo 3% (13 unidades) para cada grupo. LEIA TAMBÉM: Vídeo mostra momento em que jovem se envolve em confusão e é morto com a própria arma Veja o que está proibido e o que pode levar para a prova do Exato Acidente entre carros deixa um morto e três feridos na TO-342 Na próxima etapa, as listas dos selecionados serão enviadas para a Caixa Econômica Federal, a fim de realizar a conferência e o cruzamento de dados. Na 5ª etapa, será a convocação dos selecionados para entrega de documentos e possíveis visitas domiciliares, para confirmação das informações de cadastro. Após a checagem, os dossiês são enviados à Caixa para a elaboração dos contratos. A Secretaria Municipal da Habitação, Caixa Econômica Federal, OAB, Ministério Público, Defensoria Pública e a Câmara de Vereadores vão acompanhar o processo. A lista com todos os inscritos aptos a participar da seleção estará disponível na edição n° 3379 do Diário Oficial do Município, que deve ser publicada nesta semana. Entre os critério analisados dentro do processo para conseguir as unidades habitacionais, estão: Residir em Araguaína há, no mínimo, cinco anos; Ser maior de 18 anos ou emancipado; Ser maior de 60 anos para entrar no grupo de idosos; Ter renda bruta familiar máxima de R$ 2.850,00 e estar inscrito no CadÚnico; Não ter unidade habitacional popular em algum programa público; Não ter financiamento habitacional ativo ou inativo; Estar no Cadastro Habitacional do Município atendendo aos critérios do cadastro; Não estar inscrito no Cadin – Cadastro Informativo de Créditos não quitados com o Governo Federal. VEJA TAMBÉM: Entenda as próximas etapas do 'Programa Minha Casa, Minha Vida' em Araguaína Entenda as próximas etapas do 'Programa Minha Casa, Minha Vida' em Araguaína Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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Recicle, doe e aprenda: Drive Thru da Reciclagem acontece em Campo Grande; veja o que levar

Publicado em: 19/10/2025 15:50

Evento acontece nos dias 23, 24 e 25 de outubro em Campo Grande PMCG O Drive Thru da Reciclagem, promovido pelo Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) em parceria com a DU Bem, acontece em Campo Grande nos dias 23, 24 e 25 de outubro, das 9h às 18h. O evento será no estacionamento do BioParque Pantanal, nos Altos da Avenida Afonso Pena. Esta é a 16ª edição, que comemora cinco anos de ações de sustentabilidade, solidariedade e educação ambiental na cidade. Nos três dias de evento, a população poderá entregar materiais recicláveis sem sair do carro, de forma prática e segura. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp ♻️ Serão aceitos: papel, papelão, plástico, vidro, metais, ferro e aço, óleo de cozinha usado, pilhas, baterias, pequenos eletrodomésticos, medicamentos vencidos e banners ou lonas usadas. Esses itens serão reaproveitados em atividades de artesanato sustentável. O evento também terá um lado solidário. Serão arrecadados livros, roupas, calçados, brinquedos e alimentos não perecíveis, que serão doados as famílias em situação de vulnerabilidade social. O Drive Thru também terá programação educativa e de bem-estar, com: Cursos gratuitos de Artesanato Sustentável, como confecção de moranga e travesseiro de agulha; Curso de Alimentação Saudável e Reaproveitamento de Alimentos; Oficina de Compostagem, para reaproveitar resíduos orgânicos; Aula de Yoga, promovendo bem-estar; Atividades de educação ambiental e conscientização sobre sustentabilidade. O Drive Thru da Reciclagem une solidariedade, sustentabilidade e cidadania. A iniciativa incentiva a comunidade a adotar práticas conscientes e contribuir para uma cidade mais limpa, sustentável e inclusiva. Datas: 23, 24 e 25 de outubro Horário: 9h às 18h Local: Estacionamento do BioParque Pantanal, Altos da Avenida Afonso Pena Em suas edições anteriores, o evento já registrou resultados expressivos: • Mais de 141 milhões de litros de água preservados; • 34 mil mudas doadas; • 127 mil toneladas de resíduos coletados; • 2.800 estudantes participaram das atividades educativas; • 1.800 pessoas fizeram oficinas; • 46 mil visitantes foram sensibilizados sobre sustentabilidade. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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Restaurante-escola Estação Bistrô passa por modernização e é reaberto ao público em Santos, SP

Publicado em: 19/10/2025 15:34

Modernizado, restaurante-escola de Santos reabre ao público Henrique Teixeira/Prefeitura de Santos O restaurante-escola Estação Bistrô teve a cozinha totalmente modernizada e vai reabrir ao público, na próxima terça-feira (12), em Santos, no litoral de São Paulo. O local é utilizado para formar jovens em vulnerabilidade social para o mercado de trabalho nas áreas de gastronomia e serviços, além de ser uma das opções gastronômicas mais procuradas do Centro Histórico de Santos. De acordo com a Prefeitura de Santos, a modernização completa da infraestrutura da cozinha do restaurante foi possível graças ao investimento de R$ 700 mil do PetroChef – Projeto de Capacitação Profissional em Alimentos e Bebidas desenvolvido com recursos da Petrobras. O evento de reinauguração do restaurante ocorreu, na sexta-feira (17), e contou com a participação do prefeito Rogério Santos, do secretário de Turismo, Comércio e Empreendedorismo, Thiago Papa, além de funcionários da Unisantos, parceira do projeto, e outras autoridades. Chef Junior e a equipe do restaurante-escola em Santos, SP Henrique Teixeira/Prefeitura de Santos “O Estação Bistrô representa o que Santos tem de melhor, união entre poder público, universidade e iniciativa privada em prol da inclusão. Aqui, o jovem aprende uma profissão, ganha confiança e tem a chance de transformar a própria história”, disse o prefeito, segundo nota divulgada pela prefeitura. Já o reitor da Unisantos, Marcos Medina Leite, reforçou o compromisso com a formação humana e social. “A Unisantos acredita que educação é transformação. Projetos como o Estação Bistrô demonstram que é possível unir conhecimento acadêmico, responsabilidade social e oportunidades reais de emprego para nossos jovens”. Modernizado, restaurante-escola de Santos reabre ao público Henrique Teixeira/Prefeitura de Santos Restaurante-Escola Estação Bistrô Desde sua criação em 2012, o Restaurante-Escola Estação Bistrô é referência em gastronomia, hospitalidade e formação cidadã. Com a nova estrutura, retoma suas atividades com uma cozinha com equipamentos modernizados, preparados para atender tanto o público quanto os alunos em formação. O projeto já formou mais de 500 alunos e foi um dos 34 selecionados em todo o País, entre 357 propostas inscritas, no edital do Programa Petrobras Socioambiental. A turma atual começou em setembro de 2025 e segue até 2 de dezembro de 2027. Com a nova parceria com a PetroChef, serão contempladas mais de 60 turmas nos seguintes cursos: Qualificação em serviços de alimentos e bebidas; Formação de ajudante de cozinha; Formação de cozinheiro profissional; Formação de cozinheiro para coletividade; Capacitação em higiene e manipulação de alimentos para ambulantes e Aceleradora de Empreendedorismo em alimentos e bebidas. Os alunos, além da gratuidade dos cursos, recebem bolsa-auxílio durante a formação. As aulas são realizadas no Centro de Tecnologia e Inovação em Gastronomia e Nutrição da Unisantos (Vila Mathias); no Estação Bistrô e na Capela Nossa Senhora Aparecida (Saboó). Meca santista Um dos pratos oferecidos pelo restaurante-escola de Santos é a meca santista, considerado o prato oficial da cidade de Santos. Veja a receita: Culinária #013: Meca santista é o prato oficial da cidade de Santos, veja a receita

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As 'crianças-souvenir' que crescem separadas dos pais migrantes e condenadas a futuro de miséria e exclusão

Publicado em: 19/10/2025 14:16

As irmãs Esti, Aminah e Fatma foram criadas por parentes na Indonésia enquanto sua mãe trabalhava na Arábia Saudita. BBC/Hanna Samosir Aviso: o artigo contém informações que podem ser consideradas perturbadoras. Elas são conhecidas na Indonésia como "crianças-souvenir". Essa alusão pejorativa a lembrancinhas de viagem é aplicada a milhares de filhas e filhos de trabalhadores migrantes que tiveram relacionamentos em outros países. Muitas dessas crianças acabam indo morar na Indonésia, mas crescem sem os pais, enquanto enfrentam estigma social, exclusão e violência. Historicamente, essas crianças têm dificuldade para obter documentos de identidade, o que limita o acesso a escolas e serviços de saúde e contribui para pobreza, gravidez precoce, casamento infantil e abuso. Grande parte dessas "crianças-souvenir" vive na província de Nusa Tenggara Ocidental, uma das principais fontes de trabalhadores migrantes da Indonésia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Crescendo em isolamento Siti Aminah, 23, é uma dessas "crianças-souvenir". Na década de 1990, sua mãe deixou Lombok, uma das ilhas da província de Nusa Tenggara Ocidental, a leste de Bali e a oeste de Sumbawa, em busca de trabalho na Arábia Saudita. Lá, ela teve um casamento sem registro oficial (prática conhecida localmente como nikah siri) com um homem paquistanês e depois com um homem saudita, e voltou brevemente à Indonésia para dar à luz. Siti Aminah afirma ter sofrido exclusão escolar. BBC/Hanna Samosir Na Indonésia, as "crianças-souvenir" geralmente nascem desses casamentos, que são celebrados segundo a lei islâmica, mas que não constam no registro civil. A mãe de Aminah deixou os seis filhos com diferentes familiares em Lombok Oriental. Criada sem os pais, Aminah enfrentou discriminação. Ela lembra que os vizinhos diziam: "Você é árabe. Os pais das suas irmãs são todos diferentes". Quase 14 mil crianças nasceram de meninas de até 14 anos no Brasil em 2023 Fatma, irmã mais velha de Aminah, relata tratamento ainda mais severo. "Se minha mãe não nos mandasse dinheiro, elas gritavam conosco e às vezes nos batiam", afirma. Endang Susilowati, coordenadora de Atenção a Migrantes na província, explica: "Muitos trabalhadores migrantes indonésios se casam e se divorciam porque precisam de companhia ao enfrentar uma vida difícil no exterior". A pequena Fatma cresceu na casa de um parente em Lombok Oriental. Arquivo pessoal via BBC A BBC entrou em contato com a mãe de Fatma e Aminah, mas ela não quis comentar. As irmãs são apenas algumas das muitas crianças de trabalhadores migrantes que enfrentam dificuldades por serem "crianças-souvenir". ONGs locais em Lombok, como o Instituto Rudat, oferecem assistência legal a esses filhos e buscam garantir documentos de identidade que permitam acesso à educação e a serviços de saúde. O risco do casamento infantil O instituto Rudat alerta que o estigma aumenta a vulnerabilidade das "crianças-souvenir" em relação ao casamento precoce. A Indonésia ocupa o quarto lugar mundial em casamento infantil, e a província de Nusa Tenggara Ocidental registra a maior taxa do país. Incapaz de suportar o tratamento que recebem de familiares, Fatma abandonou o ensino médio para cuidar dos irmãos mais novos e se casou aos 15 anos. "É melhor casar. Assim alguém pode cuidar de você", diz. Fatma se casou pela primeira vez quando tinha 15 anos. BBC/Hanna Samosir Segundo especialistas, o casamento precoce geralmente termina em separação. Foi o que ocorreu com Fatma, que aos 25 anos já tinha três casamentos não registrados e dois filhos. A lei indonésia estabelece 19 anos como idade mínima para casar. O casamento infantil é considerado forma de violência sexual segundo a Lei nº 12 de 2022 sobre Crimes de Violência Sexual (Undang-Undang Tindak Pidana Kekerasan Seksual — UU TPKS). Quem realiza ou permite casamentos infantis pode ser condenado a até nove anos de prisão ou a multa de até 200 milhões de rúpias (cerca de R$ 12.340). Na prática, porém, a aplicação da lei é ineficiente. Embora a legislação permita que os pais solicitem permissão especial para casar menores de idade, muitos casamentos infantis acontecem sem autorização e não são registrados oficialmente. Gravidez precoce Os casamentos infantis expõem adolescentes a gestações de alto risco. O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês), braço da Organização das Nações Unidas (ONU) voltado à saúde reprodutiva e à igualdade de gênero, alerta que mães adolescentes têm maior probabilidade de sofrer complicações, como hipertensão, endometriose pós-parto e infecções. Seus filhos também correm risco de nascer prematuros, com baixo peso ou morrer na infância. Aminah deu à luz aos 16 anos um bebê prematuro que morreu dois meses depois. Pouco depois, relata Aminah, seu lar se desfez porque o marido "se tornou cada vez mais agressivo". Sem diploma, Aminah teve opções limitadas. De acordo com ONGs locais, o estigma dificulta que "crianças-souvenir" encontrem emprego. Aminah trabalhou como empregada doméstica em Jacarta por seis meses. Aos 19 anos, migrou para a Arábia Saudita para trabalhar por canais ilegais, já que a Indonésia impôs uma moratória ao envio de trabalhadores migrantes para o país em 2015. Lá, enfrentou condições de trabalho "desumanas" que a levaram a pensar em suicídio. "Nos batiam até ficarmos roxas, nos torturavam fisicamente", diz Aminah. Ela relata que, ao retornar à Indonésia, descobriu que o dinheiro que tinha enviado havia sido roubado. "Voltei para casa sem nada", afirma. O Instituto Rudat diz ter registrado casos semelhantes. "As famílias que recebem os depósitos geralmente enfrentam dificuldades, porque aqui é difícil encontrar emprego. Quando há dinheiro guardado, acabam levando", explica Zurhan Afriadi, do Rudat. Esti, 18 anos, tem um filho e dois casamentos não registrados. BBC/Hanna Samosir 'Círculo vicioso' Apesar das dificuldades, houve progressos. Desde o ano passado, graças a fundos de ONGs, o governo forneceu documentos de identidade a quase todas as "crianças-souvenir" que vivem em Lombok Oriental, permitindo-lhes acesso à escola e a cuidados médicos. Mesmo assim, o assédio e a exclusão persistem. "O estigma continua; é preciso eliminá-lo aos poucos", diz Turmawazi, funcionária de uma ONG. Esti, irmã mais nova, abandonou a escola e se casou aos 14 anos. Teve um filho, mas depois se separou do marido. Para sustentar a si e ao filho, trabalhou em um ferro-velho, ganhando o mínimo para eles dois. O Instituto Rudat alerta que esse ciclo se repete: muitas "crianças-souvenir" tornam-se trabalhadores migrantes e enfrentam novamente as mesmas dificuldades. Aminah, Fatma e Esti querem quebrar esse ciclo. Aminah depende da renda do marido imigrante para criar o filho. Esti decidiu não migrar e criar o filho sozinha. Fatma, casada novamente com um parceiro que a apoia, defende mudanças sistêmicas. "É uma pena para crianças como eu, que continuaremos nesse círculo vicioso", afirma Fatma.

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O que leva alguém a confessar um crime que não cometeu? Entenda como o método de investigação pode ser a resposta

Publicado em: 19/10/2025 02:01

Vídeo mostra interrogatórios de Mairlon, Paulo e Leonardo O que leva uma pessoa a confessar um crime que não cometeu? Essa pergunta esteve no centro da defesa de Francisco Mairlon Barros Aguiar, inocentado nesta semana após passar quase 15 anos preso pelo triplo homicídio da 113 Sul. Em 2010, a condenação do então jovem de 22 anos teve como principal base a confissão feita na delegacia, durante interrogatórios conduzidos sob pressão (veja vídeo acima). Nas entrevistas de Francisco Mairlon, há: mudanças constantes de interrogadores; menções sobre possíveis consequências da prisão; afirmações sobre a família dos acusados; discussões sobre as penas que poderiam receber. “Incluindo a afirmação de que a pena por homicídio seria maior do que a de ‘matar e roubar’. Expressões como ‘você sabe sim por que está aqui’ reforçam o tom de autoridade e o contexto de pressão”, completa a advogada Lívia Moscatelli, mestre em direito penal pela Universidade de Coimbra. Francisco Mairlon durante coletiva de imprensa Reprodução/TV Globo Abordagens coercitivas podem levar o interrogado a ceder e admitir um crime que não cometeu, gerando falsas confissões, segundo Dora Cavalcanti, advogada de Mairlon e fundadora do Innocence Project Brasil. “Muitas pessoas podem ser quebradas sob pressão policial: abatidas, exaustas, desorientadas, privadas do sono, de boa alimentação. Depois de seis horas, a chance de alguém assumir a responsabilidade de um crime que não cometeu, sob a falsa promessa de que vai ser liberado para casa, aumenta exponencialmente”, afirma Dora. O g1 ouviu especialistas para entender como a condução de interrogatórios pode influenciar o curso de investigações policiais e resultar na produção de falsas confissões. Entenda abaixo. Homem preso por 15 anos sai da cadeia depois de STJ anular condenação Interrogatório acusatório Quando um crime é cometido e denunciado, a Polícia Civil dá início a uma investigação. No processo, são coletados depoimentos, provas e informações para identificar o autor. Há diversas formas de coletar cada tipo de prova – e diferentes métodos, por exemplo, para ouvir uma testemunha ou um acusado. Um modelo que ficou bastante famoso, eternizado em séries e filmes hollywoodianos, é o interrogatório acusatório, baseado no Método Reid. Ele surgiu nos Estados Unidos, por volta de 1940. A técnica utiliza manipulação de fatos, persuasão e coerção – e substituiu a tortura física por pressão psicológica, segundo as advogadas Luiza Ferreira e Lívia Moscatelli. Esta abordagem pode levar a erros graves, como falsas confissões, especialmente entre jovens, pessoas com transtornos mentais ou sob efeito de substâncias. "A principal crítica é que o método não busca reconstruir o que realmente aconteceu, mas sim obter uma confissão a qualquer custo, o que compromete a qualidade da investigação e viola direitos fundamentais”, aponta Lívia Moscatelli. E como funciona o método? Entenda abaixo: Entenda como funciona um interrogatório acusatório. Arte/g1 Confronto direto e impositivo: perguntas afirmativas, sugestivas, diretas e rápidas, além de blefes para observar reação do interrogado Sem defesa: o advogado não pode acompanhar a sessão Minimização das consequências da confissão: o interrogador oferece a possibilidade de redução de pena, ou de ser liberado para ver a família Apresentação de alternativas: o agente oferece duas versões do crime (uma mais leve e outra mais grave), e o suspeito tende a escolher a menos condenável Negações interrompidas: o investigador impede negativas e tenta fazer suspeito refletir Retenção da atenção: o interrogador busca manter a atenção ininterrupta do suspeito, se aproxima fisicamente e faz perguntas retóricas Suspeito "de castigo": pessoa é mantida na sala sozinha, privada de sono, alimentação e hidratação e manutenção da entrevista por longos períodos Confissão escrita: uma vez obtida, a confissão é registrada por escrito o quanto antes para evitar retratação No julgamento do caso de Francisco Mairlon no STJ, na última semana, os próprios ministros criticaram a prática de interrogatórios "incisivos" no país. “É um método que permite e incentiva o policial a usar de todo tipo de subterfúgio, estratagemas, incentivos, chantagens e ameaças para obter confissões. [...] E o resultado é um incremento enorme do risco de condenações injustas”, apontou o ministro Rogério Schietti durante o julgamento de Francisco Mairlon. As consequências psicológicas para quem passa por um interrogatório deste tipo, segundo a psicóloga forense Elisa Krüger, podem incluir quadros depressivos e ansiosos. "Depende da estrutura psíquica da pessoa, do motivo pelo qual foi feita a falsa confissão, da natureza do crime, da reação social e da penalidade", aponta a psicóloga. "[A confissão] Envolve percepção de alternativa (continuar negando ou confessar), avaliação de custos/benefícios, influência de estresse, fadiga, sugestões do interrogador, estados afetivos (medo, vergonha, culpa) e capacidades individuais (idade, nível intelectual, saúde mental). Não é apenas 'verdade ou mentira': é produto de interação situacional entre vulnerabilidades do interrogado e táticas do investigador", afirma a psicóloga Elisa Krüger. STJ manda soltar Francisco Mairlon condenado pelo "Crime da 113 Sul" em Brasília Ao g1, o Ministério da Justiça afirmou que não adota e nem recomenda qualquer método específico de interrogatório, inclusive o Método Reid. Segundo a pasta, a formação para policiais na área de entrevistas investigativas é definida por cada estado. No DF, a Polícia Civil destaca que há um curso de "Entrevista e Interrogatório" que tem como bases psicologia, comunicação, neurociência, criminologia, direito processual penal e direitos humanos. Em relação à entrevista acusatória, a polícia afirmou que as técnicas ensinadas na corporação buscam a eliminação de qualquer forma de coerção. Confissão como a “rainha das provas” no Brasil Casos como o de Francisco Mairlon Barros Aguiar, em que pessoas são condenadas por falsas confissões, não são uma exceção no sistema criminal brasileiro. 📌 Em 80% das investigações policiais em Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e Belo Horizonte, a confissão foi o mecanismo que direcionou a descoberta da autoria dos fatos. O dado é da pesquisa “O inquérito policial no Brasil: uma pesquisa empírica”, de 2010, de Michel Misse, referência no campo da sociologia criminal. Ou seja, no Brasil, a confissão continua sendo tratada como uma prova de peso desproporcional e é considerada a “rainha das provas”, tanto na fase investigativa como na judicial. O termo é usado pela advogada Luiza Ferreira, do Innocence Project. “A rainha das provas, a confissão, estimula a autoridade policial a adotar um caminho mais fácil que é a conclusão da investigação ao apontar o autor de um crime. [...] Como pode privilegiar um depoimento testemunhal a uma prova técnica? [...] A prova técnica é imbatível”, diz a advogada. O sistema criminal brasileiro tem tratado os depoimentos orais como suficientes para realizar condenações, aponta o ministro do STJ Rogério Schietti. Ele afirma que a justiça criminal brasileira vem usando de meios viciados de obtenção de provas, posicionando a confissão como a mais importante. "Há uma verdadeira obsessão pelas confissões. E em nome da confissão, muitas vezes, se usam de expedientes que fogem de qualquer conceito de civilidade de um devido processo legal", aponta o ministro. Ao usar apenas a confissão feita em investigação policial como base para a condenação, são violados: Artigo 155 do Código do Processo Penal: o juiz não pode basear sua decisão apenas nos elementos colhidos durante a investigação policial, como depoimentos. Artigo 197 do Código do Processo Penal: a confissão não é prova absoluta, ou seja, ela não pode ser usada isoladamente para condenar o réu. O juiz precisa verificar se ela faz sentido e se há compatibilidade com outras provas do processo. Artigo 5º da Constituição Federal: um dos pontos do texto é o direito ao contraditório e à ampla defesa. Ou seja, em qualquer processo judicial ou administrativo, os envolvidos têm o direito de conhecer as acusações contra si, apresentar sua versão dos fatos, produzir provas e utilizar todos os meios legais para se defender. Já para o Ministério Público do DF, que avalia recorrer da decisão do STJ sobre o caso de Francisco Mairlon, os depoimentos são válidos e respeitaram a legislação brasileira. Segundo o MP, a confissão de Francisco Mairlon foi integralmente registrada em áudio e vídeo, com acompanhamento de profissional regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), garantindo o pleno exercício do direito à ampla defesa. "Não foi constatada qualquer violação à integridade física ou psicológica do investigado pelos agentes públicos responsáveis pela condução do procedimento", diz o órgão. Questionados sobre dados de reversão de condenações baseadas em falsas confissões, tanto o Ministério da Justiça como o Conselho Nacional de Justiça e a Defensoria Pública do DF afirmaram não ter dados sobre o assunto. Nos Estados Unidos, o National Registry of Exonerations (Registro Nacional de Exonerações) é o responsável por esse levantamento. Segundo banco de dados, em 2024, foram 147 reversões de condenações nos EUA, com uma média de 13 anos de detenção. Destas, 22 envolveram confissões falsas. Como evitar erros policiais e jurídicos? Tipos de interrogatório. Arte/g1 Os especialistas entrevistados apontam alternativas para evitar interrogatórios acusatórios, falsas confissões e condenações apenas com base em depoimentos. O primeiro passo é a regulamentação de um método de interrogatório, ou seja, de como tomar depoimentos éticos e eficazes. O foco é obter dados confiáveis de forma ética e não repressiva. Ao g1, especialistas explicaram que há três diretrizes internacionais de entrevista focadas em substituir métodos coercitivos por técnicas que respeitam os direitos humanos e a ética: Peace: criado no Reino Unido, define seis etapas de estruturas para entrevistas investigativas, inclui planejamento cuidadoso, construção de confiança, relato livre, esclarecimento de informações, encerramento respeitoso e avaliação crítica. Princípios Méndez: publicados em 2021 pela Organização das Nações Unidas, abrangem fundamentos teóricos, práticas não violentas, proteção de grupos vulneráveis, treinamento especializado, responsabilização institucional e implementação estatal. Rapport: método consiste em estabelecer uma relação de confiança e respeito com o suspeito para facilitar a obtenção de informações. É um relacionamento positivo, de atenção mútua e livre de julgamento entre o entrevistado e o entrevistador. Veja abaixo como deve ser um interrogatório segundo diretrizes internacionais da ONU: Entenda como são feitos interrogatórios eficazes para coleta de informações. Arte/g1 A advogada Luiza Ferreira defende que é preciso entender a realidade brasileira e desenvolver, junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), um método para o país. Para que casos como o de Francisco Mairlon não se repitam, a advogada aponta um princípio jurídico fundamental que deve ser respeitado desde o início da investigação policial até o fim do julgamento: a presunção de inocência. “Por mais grave que seja o crime, e mesmo que a pessoa seja culpada, é preciso tratá-la como inocente. A gente trata todo mundo como se fosse culpado e é preciso inverter esse método”, afirma Luiza. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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De vandalismo à excelência: escola estadual de Cubatão ganha reconhecimento mundial

Publicado em: 18/10/2025 21:28

Escola de Cubatão supera adversidades e vai a Cúpula Mundial Representantes de uma escola pública de Cubatão, em São Paulo, vão participar de uma cúpula mundial em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. É o resultado de um prêmio que mudou radicalmente a vida e alunos e professores. A escuridão de anos atrás rendeu um apelido para a escola estadual Parque dos Sonhos. "O nome era Parque dos Pesadelos, meus pais não queriam me deixar aqui, mas o Régis foi e falou que aqui seria a melhor escola e ele realmente conseguiu cumprir isso", revela a estudante Evelyn Gomes. Régis Marques é o diretor da escola que fica numa região de vulnerabilidade social de Cubatão (SP), no litoral paulista. "Tinham entrado na escola e roubado os ventiladores. Outro dia a gente chegou, isso antes de eu ser diretor, entraram na escola e roubaram todos os computadores que tinha na escola. Uma vez eu lembro que a gente olhou na câmera e tinham roubado é a porta da caixa d’água. Os professores tinham autoestima baixa, mas quando cheguei eu disse: essa vai ser a melhor escola do estado em 5 anos", diz Régis Marques. "Conseguimos! Ser a melhor escola do mundo em 9 anos", aponta. A confirmação veio numa cerimônia transmitida ao vivo. Quadra lotada para acompanhar a transmissão dos prêmios de melhores escolas do mundo da T4 Education — responsável por identificar práticas inspiradoras com impacto nas comunidades. A organização internacional avaliou 10 mil escolas inscritas de vários cantos do mundo. E quando anunciou a categoria 'Superação das Adversidades': Brazil! A premiação veio a partir de iniciativas de acolhimento que resgataram a autoestima dos alunos, professores e dos moradores do entorno da escola. Os episódios de violência foram sendo superados com foco em 21 projetos extracurriculares mantidos na escola, um deles é a patinação artística. Foi no Parque dos Sonhos que Rafael, de 12 anos, começou a deslizar sobre rodinhas. De 2023 pra cá, ele ganhou 37 medalhas, entre elas, a do título mundial. "Antes de eu entrar, eu tirava notas que eu não gostava. Só que ai ,quando eu comecei a entrar na patinação, eu pervebi que se eu não me esforçasse nos estudos, eu não conseguiria avançar na patinação. Aí, nisso, eu comecei a estudar, estudar e eu comecei a evoluir também na patinação", comenta Rafael. Por vontade própria, depois das aulas, os alunos continuam na escola praticando esportes. E discutindo temas que vão estampar o jornal feito por eles. "No primeiro ano eu vinha para a escola com muito medo e aqui eu me sinto muito mais feliz, porque aqui eu tenho os meus amigos, aqui eu tenho os meus professores, aqui eu tenho um diretor que é incrível", comenta a estudante Raphaella Vitória da Silva. Após o prêmio, a escola de Cubatão recebeu o convite e vai representar o Brasil, em novembro, na Cúpula Mundial de Escolas, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. "Aqui a gente faz com que o aluno realmente acredite no seu potencial, no seu projeto de vida. Independente de onde ele vem, a gente vai mostrar que o sonho é possível ser realizado. É só mostrar hoje né, uma escola aqui fundo do bairro, na periferia, numa área de vulnerabilidade, ser a melhor escola do mundo", diz o diretor Régis.

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Quase cinco toneladas de alimentos são doadas para pastorais da Arquidiocese de Manaus

Publicado em: 18/10/2025 12:51

Quase cinco toneladas de alimentos foram arrecadadas durante a gincana solidária do Programa Qualidade Amazonas (PQA 2025). Os alimentos foram entregues na Cúria da Arquidiocese nesta sexta-feira (17), bairro Centro, na Zona Sul de Manaus. De acordo com a coordenadora do Departamento de Assistência à Média e Pequena Indústria (Dampi) Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Erlen Montefusco, os alimentos serão distribuídos entre as pastorais Carceária, dos Povos de Rua e da Saúde. Além disto, as duas organizações que doaram o maior quantitativo de alimentos deverão receber um troféu. “É muito gratificante a gente conseguir sensibilizar outras organizações para essa questão social. Através do PQA, essas empresas veem uma forma de fazer a ação solidária e entregar, porque, às vezes, a nossa dificuldade é saber para quem doar. Este ano, tivemos um aumento tanto de participantes na Feira da Qualidade como de doações, chegando a quase cinco toneladas arrecadadas. Conforme as feiras vão acontecendo, a gincana vai tomar mais força”, destacou. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Os alimentos foram doados por empresas e secretarias de estado participantes da Feira da Qualidade como a Tutiplast, AJM Condomínios, Polícia Militar, Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Polícia Militar, Knauf, Inventus, 2º Grupamento do Exército, Tellescom, Cigás, Musashi da Amazônia e Cigs. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A secretária da Cáritas Arquidiocesana de Manaus, Daniele Silva, agradeceu ao PQA. “Esses alimentos serão destinados para as famílias que são acompanhadas por essas pastorais. Só temos a agradecer por essas doações, pois elas vão fazer toda a diferença. Agradecemos de coração, grandemente à Fieam e aos demais envolvidos nas doações", disse. Doação combate insegurança alimentar A doação de alimentos de forma social é fundamental para combater a fome e a insegurança alimentar, garantindo que famílias em situação de vulnerabilidade tenham acesso a refeições dignas. Além de promover a solidariedade e o senso de responsabilidade coletiva, essa prática ajuda a reduzir o desperdício de alimentos e fortalece as redes comunitárias, aproximando pessoas e instituições em torno de um propósito comum. Também contribui para a conscientização social, estimulando atitudes mais humanas e sustentáveis no enfrentamento das desigualdades. Segundo o Tenente Polari, da PM, os alimentos foram arrecadados nas escolas de formação de soldados e de oficiais. “Como são os batalhões que têm uma quantidade maior de policiais dentro da unidade, é muito mais fácil o acionamento deles para que a gente pudesse mobilizar e fazer esse recolhimento. A participação da Polícia Militar nesse evento já é um grande passo para a gente. Poder contribuir, fazer uma contribuição social só engrandece tanto o evento quanto o nosso sentimento com relação ao evento”, disse ao ressaltar que os soldados e oficiais conseguiram arrecadar mais de uma tonelada de alimentos. A 2ª Tenente Katiany Lima, representante do 2º Grupamento de Engenharia do Exército, explicou que a doação serve de impulso para que as pessoas possam buscar melhorias de vida de forma digna. “Essa distribuição de cestas básicas mostra um pouco da caridade que o ser humano deve ter com os menos favorecidos a fim de ajudá-las a reintegrá-las à sociedade, a ter o mínimo de dignidade, uma alimentação diária e isso faz com que dê um ar a mais para essas pessoas continuarem lutando, vivendo, buscando alguma melhoria de vida”, avalia. Feira da Qualidade 2025 A Feira da Qualidade 2025 encerrou após quatro dias de inovação, gestão e responsabilidade social, consolidando Manaus como referência nacional em excelência corporativa. Com aumento de 30% na participação, o evento destacou projetos inovadores, avanços tecnológicos e iniciativas sociais inclusivas. Este ano, mais de 80 instituições disputam o Prêmio Qualidade Amazonas que ocorrerá dia 28 de novembro. Promovido pelo Departamento de Assistência à Média e Pequena Indústria (Dampi) da Fieam, o PQA 2025 recebe apoio do Sesi, Senai, Sebrae e do Governo do Amazonas, por meio da Sedecti. A iniciativa privada também participa, representada pelas empresas Pam Plásticos, Q3 Qualidade, Click IP e TS Suprimentos. PQA entrega quase cinco toneladas de alimentos arrecadadas em gincana solidária para pastorais da Arquidiocese de Manaus Divulgação

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