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Por que ‘The Miseducation of Lauryn Hill’ foi eleito o melhor álbum da história

Publicado em: 27/08/2025 04:01

Lauryn Hill fez o melhor álbum de todos os tempos? Lauryn Hill lançou apenas um álbum solo, e ele chegou a ser eleito nada menos do que o melhor álbum de todos os tempos. Com impacto duradouro na cena musical, "The Miseducation of Lauryn Hill" é aclamado desde o momento em que chegou ao público, em 1998. Não é para menos. O disco é mesmo uma obra-prima. A cantora, que se apresenta no The Town no dia 6 de setembro, aparece no topo do ranking da Apple Music que elege os 100 Melhores Álbuns da História. A lista foi divulgada em 2024, mesmo ano em que "The Miseducation of Lauryn Hill" foi considerado pela "Billboard" o 3º melhor disco de rap já lançado. O álbum aparece ainda em outros 45 rankings desse tipo. Entenda a seguir as razões pelas quais ele é tão consagrado e como se tornou um marco na história da música. Capa do disco 'The Miseducation of Lauryn Hill' Divulgação Primeiras vezes Sucesso instantâneo, "The Miseducation of Lauryn Hill" quebrou vários recordes globais quando foi lançado. Para você ter noção: a artista vendeu mais de 422 mil cópias só na primeira semana. Foi a primeira vez que uma mulher estreou em 1º lugar na Billboard 200, parada que contabiliza a venda de discos nos Estados Unidos. O álbum também fez de Lauryn a primeira mulher a ganhar cinco Grammys em uma mesma noite, em 1999. Entre os troféus, estava o de Melhor Álbum do Ano, outro ineditismo para a época — até então, nenhum rapper havia conquistado o prêmio. "Isso é loucura, porque é hip hop", afirmou a cantora emocionada, quando Whitney Houston entregou a estatueta a ela. Bastante criticada por sua baixa diversidade musical, a premiação do Grammy só voltou a entregar seu principal troféu para um álbum de rap uma única vez. Foi em 2004, quando a dupla OutKast venceu o prêmio por "Speakerboxxx/The Love Below". Lauryn Hill venceu cinco Grammys por 'The Miseducation of Lauryn Hill', em 1999 AP Photo/Reed Saxon, file Mistura ambiciosa e som cru Apesar do ineditismo no Grammy, "The Miseducation of Lauryn Hill" não é um álbum exclusivamente de rap. Na verdade, a americana mistura ali diversos estilos musicais: rap, R&B, reggae, soul, blues, funk, dancehall e gospel. Ambiciosa, a ideia deu origem a uma sequência de faixas criativas que conversam muito bem entre si. O disco também inovou trazer o som de arpa, clarinete, tímpanos, órgão e saxofone, instrumentos até então pouco explorados na cultura hip hop. Lauryn quis gravar as faixas de forma orgânica, sem grandes ajustes eletrônicos. Comum no punk rock, esse tipo de gravação causa no ouvinte uma sensação de proximidade com a sala de estúdio. "Gosto da crueza de conseguir ouvir o ''scratch' nos vocais. Não quero que tirem isso de mim. Não gosto de usar compressores e tirar minhas texturas, porque fui criada ouvindo músicas gravadas antes que a tecnologia avançasse a ponto de ser assim", afirmou Lauryn a "Rolling Stone" em 2008. "Quero ouvir essa densidade sonora. Você não consegue isso em um computador, porque um computador é perfeito demais. Mas esse elemento humano é o que me arrepia. Eu adoro isso." A cantora também explicou que a composição foi planejada para ela "se sentir tocada liricamente" com "a integridade do reggae, a batida do hip hop e a instrumentação do soul clássico". Lauryn Hill em 1998, em sessão de fotos para 'The Miseducation of Lauryn Hill' Reprodução Conceito bem amarrado "The Miseducation of Lauryn Hill" traz referências potentes, que vão desde grooves dançantes da Jamaica até críticas ao sistema de ensino dos Estados Unidos. O título, aliás, é uma homenagem ao livro "The Miseducation of the Negro" (ou “A Deseducação do Negro”), de Carter G. Woodson. O conceito de deseducação é o que norteia o álbum. Nas músicas, Lauryn é como uma estudante que aprende — e também ensina — sobre as belezas e durezas da vida. Entre as faixas, há interlúdios de conversas escolares. O álbum inicia com a voz de um professor lendo uma lista de chamada estudantil. O nome Lauryn Hill é citado, mas ninguém responde. Em seguida, vem o primeiro verso cantado: "É engraçado como o dinheiro muda uma situação". A frase é de "Lost Ones", música super dançante que faz uma interpolação do hit "Bam Bam", da jamaicana Sister Nancy. Sua letra tem muito a ver com o momento que Lauryn vivia. Antes de lançar o álbum, ela era parte dos Fugees, trio americano com Pras Michel e Wyclef Jean. O grupo fez bastante sucesso com "The Score" — outro disco mega elogiado pela crítica. Mas eles se separaram em 1997, após uma sucessão de brigas que envolvem principalmente questões financeiras e o término de namoro entre Lauryn e Wyclef. Sem o Fugees, a americana apostou na carreira solo. Levou um ano e meio para gravar "The Miseducation of Lauryn Hill". No disco, ela joga indiretas aos ex-parceiros, por quem ainda sentia mágoas. "É engraçado como o dinheiro muda uma situação. Falta de comunicação leva a complicações. Minha emancipação não se encaixa na sua equação. Eu estava humilde, você em todas as estações. Alguns querem interpretar a jovem Lauryn como se ela fosse burra. Mas lembre-se de que não é um jogo novo sob o sol", canta ela em "Lost Ones". Além das referências aos Fugees, o álbum fala de negritude, da experiência de ser mulher, da busca por mudanças e, principalmente, do amor em suas múltiplas formas: amor romântico, amor de mãe, amor pela vida e amor-próprio. Capa do disco 'The Score', do Fugees Divulgação A caneta esperta Quando compôs as faixas, a artista era uma mulher de 23 anos, grávida do segundo filho e cheia de incertezas. "O hip hop começou no coração, e agora todo mundo está tentando mapear", canta ela em "Superstar", música em que se mostra desiludida com a vida pós-fama. "Agora me diga sua filosofia sobre o que exatamente um artista deveria ser. Eles devem ser alguém com prosperidade e nenhum conceito de realidade?" A caneta de Lauryn também usou referências bíblicas para abordar questões sociais. É o caso do reggae gospel de "Forgive Them Father", que abre com um trecho do "Pai Nosso". A faixa oscila entre versos de ódio e paz — como rancor pelo racismo e celebração do movimento negro: "Por que as pessoas negras sempre são as únicas que pagam? Marche por estas ruas como em Soweto". Maior hit de sua carreira solo, "Doo Wop (That Thing)" critica relacionamentos vazios, em que o sexo ou o status superam o interesse genuíno. Na letra, a cantora faz um apelo para as mulheres recusarem a objetificação: "É bobagem quando as meninas vendem suas almas porque está na moda". As faixas ostentam coragem, mas também vulnerabilidade. Tudo ali é bem emotivo. Se em "Lost Ones" Lauryn soa durona, em "Ex-Factor", ela implora para colar seu coração partido. "Amar você é como uma batalha, e nós dois terminamos com cicatrizes. Me diz, quem eu preciso que ser para ter um pouco de reciprocidade." Toda essa carga sentimental de "The Miseducation of Lauryn Hill" ia na contramão do que estava bombando na cena hip hop da época: o rap gangsta, vertente que aborda questões ligadas ao crime e à vida nos subúrbios dos Estados Unidos. Mesmo assim, o álbum foi uma explosão de sucesso e ajudou a popularizar o rap emotivo. Lauryn Hill em show no Espaço das Américas em 2019 Fabrizio Toniolo/Flash Bang Media House Emoção que vai da voz ao acorde Além da lírica e dos beats envolventes do disco, o vocal de Lauryn Hill é cheio de emoção. A cantora transita entre rimas rápidas de rap e cantos melódicos quase angelicais — outra raridade para o hip hop da época. Um ótimo exemplo disso é “To Zion”, talvez a faixa mais bonita do álbum. Com piruetas vocais de Lauryn e um coro gospel de arrepiar, a música homenageia Zion, filho da cantora. A letra também é uma resposta às pressões que a cantora sofreu por engravidar no auge do sucesso. "Eu sabia que a vida dele merecia uma chance, mas todo mundo me disse para eu ser inteligente. 'Olhe para a sua carreira', disseram eles. 'Lauryn, querida, use sua cabeça'. Mas em vez disso escolhi usar meu coração. Agora, a alegria do meu mundo está em Zion", canta ela em "To Zion". O álbum também emociona pelos feats. A artista cantou ao lado de estrelas como D'Angelo, Carlos Santana e Mary J. Blige. Depois do lançamento Com tanto êxito, "The Miseducation of Lauryn Hill" entrou para a história e continua a ser um dos discos de maior impacto na música. Mesmo assim, o álbum trouxe dores de cabeça para Lauryn. No fim de 1998, a cantora chegou a ser processada por quatro homens que trabalharam no disco, alegando que ela havia reivindicado todo o crédito por músicas com as quais eles também tinham colaborado. Isso fez com que a cantora tivesse que entrar em uma batalha judicial, prestar depoimentos e discutir assuntos delicados com advogados. As partes chegaram a um acordo em 2001 e, segundo a “Rolling Stone”, os quatro produtores receberam US$ 5 milhões. A polêmica foi um dos motivos que desmotivaram Lauryn Hill de voltar a compor. Desde "The Miseducation", ela continua com a carreira ativa, mas se recusa a lançar um álbum de inéditas. Mas seus fãs não parecem incomodados. Eles já têm muito a desfrutar.

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Fiscais aplicam quase 200 autuações ao Madero por irregularidades trabalhistas

Publicado em: 27/08/2025 03:00

Rede de restaurantes Madero é atuado em quase 200 infrações de trabalho Reprodução/Divulgação A rede de restaurantes Madero foi alvo de uma operação que gerou 193 autos de infração devido a diversas irregularidades trabalhistas. A fiscalização, realizada entre março e julho de 2025 por auditores da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE/MG), inspecionou 12 unidades da rede no estado. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça O relatório dos fiscais, obtido com exclusividade pelo g1, aponta problemas como falta de registro de empregados, alojamentos inadequados, discriminação por idade e estado civil, jornadas exaustivas, e ausência de políticas de prevenção ao assédio moral e sexual. Em nota, o Grupo Madero diz que recebeu o relatório com atenção e investe em capacitação, alimentação e acompanhamento das equipes. A empresa disse ainda estar aberta ao diálogo com as autoridades para avaliar os pontos indicados e adotar melhorias quando necessário. (veja o texto na íntegra abaixo) De acordo com auditores fiscais do trabalho, o modelo de gestão do Madero “viola direitos fundamentais” e “aumenta a vulnerabilidade de jovens recrutados” em cidades do interior do Norte e Nordeste. O relatório aponta que os jovens eram enviados para unidades em outras regiões do país sem poder escolher o destino e, em alguns casos, começavam a trabalhar antes de ter o registro formal na carteira de trabalho. Parte dos anúncios, segundo os auditores, incluía exigências de faixa etária entre 18 e 25 anos ou questionamentos obrigatórios sobre estado civil e filhos. Essas práticas são consideradas discriminatórias e proibidas pela Lei nº 9.029/1995 e por convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). “Encontramos editais de contratação que pediam faixa etária específica, o que é proibido por lei. Isso gerou autos de infração por discriminação etária”, explicou Odete Cristina Pereira Reis, auditora fiscal que coordenou a ação. Os auditores identificaram regras rígidas nos alojamentos, descontos salariais variáveis e penalizações por descumprimento de normas internas, como não fazer faxina ou receber visitas. Em alguns casos, os alojamentos ficavam a até 40 minutos a pé dos restaurantes, sem fornecimento de vale-transporte, mesmo para funcionários que terminavam o turno após a meia-noite. Os auditores também apontaram práticas de assédio moral organizacional, com monitoramento constante, metas rígidas de produtividade e campanhas como “funcionário do mês” baseadas em critérios subjetivos. A rede foi autuada ainda por desrespeitar o direito à desconexão, já que, segundo a investigação, os funcionários permaneciam sob vigilância constante, inclusive nos alojamentos. Os auditores concluíram que o modelo de gestão do Madero “intensifica a exploração da força de trabalho” e “afronta direitos constitucionais”, como o convívio familiar e a proteção integral da juventude. As 193 autuações foram aplicadas às unidades de Belo Horizonte (MG) e à matriz da empresa, em Ponta Grossa (PR). Os autos de infração serão encaminhados aos órgãos competentes, como o Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual, sindicatos e coordenações da Secretaria de Inspeção do Trabalho. Cada infração pode gerar multas administrativas, cujo valor varia de acordo com a gravidade e o porte da empresa. A Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) estima que o total possa alcançar R$ 3,4 milhões. 🔎 No entanto, a secretaria ressalta que os autos de infração ainda estão em análise e os valores são aproximados, podendo aumentar em alguns casos ou ser reduzidos se a empresa apresentar defesa. O Madero poderá ser obrigado a regularizar os registros dos empregados, adaptar os alojamentos às normas legais e implementar medidas de combate ao assédio. Caso não cumpra essas exigências, a empresa poderá enfrentar ações judiciais e novas fiscalizações mais rigorosas. “Nosso trabalho termina com os autos e com o relatório. A partir daí, o Ministério Público do Trabalho e outros órgãos acompanham os desdobramentos. O que podemos afirmar é que as irregularidades foram comprovadas e a empresa precisará responder”, concluiu a auditora Odete Cristina. O que diz o Madero O Grupo Madero recebeu com respeito e atenção o relatório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais e reafirma seu compromisso em garantir o bem-estar de seus colaboradores, de acordo com o previsto pela legislação trabalhista brasileira. A empresa tem orgulho de cumprir uma função social importante, oferecendo oportunidades de primeiro emprego a milhares de jovens de todo o Brasil, especialmente em regiões onde o mercado formal é escasso. Muitos desses jovens encontram no Grupo Madero a chance de ingressar no mercado de trabalho e construir uma trajetória profissional que talvez não fosse possível sem essa iniciativa. O Grupo Madero também reforça sua preocupação com o conforto e a segurança de seus times, investindo em programas de capacitação, alimentação balanceada durante a jornada e acompanhamento constante para garantir condições adequadas de trabalho. A empresa está aberta ao diálogo com a Superintendência e demais autoridades, bem como disposta a analisar cada ponto trazido pelo relatório, implementando ajustes e melhorias sempre que necessário. O Grupo Madero acredita que a transparência e a cooperação são os melhores caminhos para seguir contribuindo com o desenvolvimento de seus colaboradores e da sociedade. Assédio moral e assédio sexual: entenda como reconhecer agressões no ambiente de trabalho

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Lei Felca: Câmara de São Vicente aprova projeto contra adultização infantil após denúncia de youtuber

Publicado em: 26/08/2025 20:30

Lei 'Felca': Câmara aprova projeto que combate pedofilia e 'adultização' de crianças em São Vicente, SP Vanessa Rodrigues/AT e Reprodução/Youtube/Felcaseita Os vereadores da Câmara de São Vicente, no litoral de São Paulo, aprovaram por unanimidade, em primeira discussão, o Projeto de Lei 84/2025, que prevê o combate à 'adultização' de crianças e adolescentes no município. O texto passará por nova votação, prevista para quinta-feira (28), antes de ser encaminhado à sanção do prefeito Kayo Amado (Pode). O tema ganhou destaque após o youtuber e influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, denunciar casos de sexualização infantil na internet. O projeto, chamado de “Lei Felca”, é de autoria do vereador Edivaldo da Auto Escola (MDB). Se aprovado em definitivo, o texto estabelecerá medidas de prevenção, enfrentamento e conscientização contra crimes de pedofilia e sexualização, além de outras providências. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. “A exposição precoce a conteúdos de cunho sexual prejudica o desenvolvimento emocional, compromete o rendimento escolar, aumenta a vulnerabilidade a abusadores e impacta negativamente a saúde mental”, justificou o vereador. Segundo Edivaldo, a execução da lei será custeada por dotações orçamentárias próprias, podendo receber suplementação, caso necessário. O projeto, de autoria dele, foi aprovado com 10 votos na última quinta-feira (21). Medidas previstas Articulação entre escolas, famílias, entidades religiosas, associações comunitárias, órgãos de segurança pública e conselhos tutelares para ações conjuntas de combate; Divulgação ampla de canais de denúncia, incluindo contatos do Conselho Tutelar e da Polícia Civil, no site da prefeitura e em outros meios digitais; Capacitação de profissionais da educação, saúde, assistência social, segurança pública e lideranças comunitárias para identificar e agir diante de casos suspeitos; Criação de um banco de dados estatístico sobre denúncias e ocorrências, garantindo o sigilo das vítimas; Responsabilização de agressores e incentivo à criação de ambientes seguros e protetivos para crianças e adolescentes; Institui a Semana Municipal de Prevenção e Combate à Pedofilia e à Sexualização Infantil em maio, em alinhamento ao movimento nacional Maio Laranja. Vídeo denúncia Quem é Felca, youtuber que denunciou o influencer Hytalo Santos por exploração de menores A lei foi proposta após a grande repercussão do vídeo do youtuber Felca, no qual ele denuncia o fenômeno da 'adultização' de menores através da internet. O fenômeno culminou na prisão do influenciador Hytalo Santos na última sexta-feira (15), alvo de uma investigação contra crimes sexuais envolvendo crianças e adolescentes. O influenciador paraibano e o marido, Israel Nata Vicente, foram presos em uma casa em Carapicuíba, na Grande São Paulo. O caso é investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) por exploração e exposição de menores de idade em conteúdos produzidos para as redes sociais. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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'Sou+ Bauru': voluntários unem solidariedade e cuidado para mudar a rotina de pacientes de hospitais e pessoas em situação de rua

Publicado em: 26/08/2025 20:22

SoU+ Bauru: Ação solidária oferece café, janta e escuta a quem vive nas ruas de Bauru Grupos de voluntários têm se destacado em Bauru, por ações que unem solidariedade e cuidado com o próximo. Entre as iniciativas, estão projetos que oferecem refeições e roupas para pessoas em situação de rua e apoio a acompanhantes de pacientes em hospitais. No projeto “Sou+ Bauru”, idealizado pela TV TEM com o objetivo de fortalecer o orgulho dos bauruenses, a equipe de reportagem da emissora acompanhou de perto duas dessas iniciativas que fazem a diferença na cidade. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Grupos de voluntários têm se destacado em Bauru, por ações que unem solidariedade e cuidado com o próximo TV TEM/Reprodução LEIA TAMBÉM '65 ANOS DA TV BAURU': Italiano, marceneiro e amigo de Getúlio Vargas: quem foi João Simonetti, pioneiro da TV no interior do Brasil EVOLUÇÃO DA 'TELINHA': Do teleteatro ao jornalismo comunitário com entretenimento: como evoluiu a programação da TV Bauru até a TV TEM Entre Amigos Todos os domingos de manhã, quando muita gente ainda está descansando, integrantes do grupo "Entre Amigos" se reúnem para preparar café da manhã para pessoas em situação de rua. "É muito gratificante estar aqui, tanto na parte da alimentação, a parte de servir eles, de estar junto com eles, de ouvi-los. É algo que a gente não consegue falar, é algo que a gente consegue só sentir", conta a voluntária Noemi Ottaiano. Todos os domingos de manhã, integrantes do grupo Entre Amigos se reúnem para preparar café da manhã para pessoas em situação de rua TV TEM/Reprodução Criado no fim de 2023, o grupo hoje mantém quatro projetos sociais voltados a pessoas em situação de vulnerabilidade. As ações são financiadas com rifas, doações de amigos e empresas. "A gente conversa com empresas, conversa com amigos, fazemos rifas e vamos conseguir uma coisinha aqui, uma coisinha lá e estamos conseguindo nos sobreviver.", explica o voluntário Fernando Vieira. Criado no fim de 2023, o grupo hoje mantém quatro projetos sociais voltados a pessoas em situação de vulnerabilidade TV TEM/Reprodução No domingo em que a equipe de reportagem acompanhou o projeto, os voluntários prepararam 70 pães, 6 litros de café, bolachas e frutas, que foram distribuídos na Praça Machado de Melo, onde muitas pessoas já esperavam. Além do café da manhã aos domingos, o grupo também oferece jantar às sextas-feiras no mesmo local, além de distribuir roupas. “Pode ser que em alguma dessa ajuda, uma conversa, ele muda de vida. Como a gente já teve casos de pessoas que veio aqui com a gente, hoje estão trabalhando, conseguiram sair das drogas, se reinseriu na sociedade e isso para a gente é muito gratificante.", afirma o idealizador do projeto, Lucas Cammarosano. Além do café da manhã aos domingos, o grupo também oferece jantar às sextas-feiras TV TEM/Reprodução "Amarelinhos" Outra ação de destaque é a do grupo Irmã Scheilla, ligado ao Centro Espírita Amor e Caridade (CEAC). Conhecidos como “Os Amarelinhos”, os voluntários atuam diariamente no Hospital de Base de Bauru para auxiliar acompanhantes de pacientes internados. Outra ação de destaque é a do grupo Irmã Scheilla, ligado ao Centro Espírita Amor e Caridade (CEAC) TV TEM/Reprodução O projeto, que existe desde 1999, conta atualmente com cerca de 200 voluntários que se revezam entre os turnos. O coordenador do grupo, Milton Minei, explicou qual é o principal foco do projeto. "O nosso foco é os acompanhantes dos pacientes. Esses acompanhantes nem sempre são da cidade, são de fora, de alguma cidade vizinha, que uma internação dificilmente é programada. Então, a pessoa acaba vindo de emergência, às vezes não tem roupa, não tem alimentação, então a gente fornece desde o alimento até a disponibilidade para o banho." O coordenador do grupo, Milton Minei, explicou que o principal foco do projeto são os acompanhantes dos pacientes TV TEM/Reprodução Além de alimentação, o espaço oferece livros para leitura e acolhimento. Para Fátima Fontes, que acompanha um idoso, o trabalho faz toda a diferença. "É muito importante que a gente já vem trazendo a dor, que vai deixar a pessoa aqui ou muitas vezes está ali acompanhando, mas tem outras pessoas que agregam com a gente, até mesmo eles, que vêm com aquela situação de bondade, trazendo aquele amor, aquela paz, aquele conforto. A gente é muito bem recebido aqui todos os dias", relata a cuidadora. Apesar de atenderem públicos distintos, os dois projetos têm em comum a solidariedade. E quem recebe o carinho dos voluntários reconhece o esforço. Para Fátima Fontes, que acompanha um idoso, o trabalho faz toda a diferença TV TEM/Reprodução Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília Initial plugin text VÍDEOS: assista às reportagens da região

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'Eu acordei com as mãos dele nas minhas partes íntimas', diz vítima de padre preso por estupro de vulnerável no Paraná

Publicado em: 26/08/2025 18:29

Polícia fala com mais três vítimas de padre investigado por abuso sexual em Cascavel Uma dos homens que diz ter sido abusado pelo padre preso em Cascavel, no oeste do Paraná, relatou que foi tocado nas partes íntimas por ele. A RPC, afiliada da TV Globo, apurou que o religioso, que é suspeito de abusar sexualmente de adolescentes em vulnerabilidade, é Genivaldo Oliveira dos Santos, de 42 anos, que trabalhava como sacerdote há 12 anos na Arquidiocese da cidade. A vítima - que não foi identificada por motivos de segurança - prestou depoimento à polícia e o relato faz parte das denúncias que surgiram após a prisão do religioso. Até o momento, a polícia identificou oito pessoas que afirmam ter sido abusadas por ele. Todas são do sexo masculino. O padre está preso na Cadeia Pública de Cascavel e, posteriormente, será encaminhado ao sistema penitenciário. O advogado de defesa, Alessandro Rosseto, disse que tenta revogar a prisão e vai provar a inocência do padre. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp Padre foi preso na manhã de domingo (24), em Cascavel. Polícia Civil (PC-PR) LEIA TAMBÉM: Vídeo: chuva de granizo deixa cidade com cenário parecido com neve no Paraná Luto: Médico e ex-vice-prefeito de Guarapuava morre 20 dias após sofrer acidente de moto, no Paraná Acidente: Casal morre após carro aquaplanar na chuva, capotar em rodovia e bater em árvore Abuso aconteceu durante semana vocacional, diz vítima A vítima relatou à RPC que a tentativa de abuso aconteceu em 2010, quando ambos eram seminaristas. Ela disse que foi assediada por Genivaldo quando tiveram que dormir no mesmo quarto durante uma semana vocacional em Guaraniaçu, cidade próxima a Cascavel. Na época, os dois eram maiores de 18 anos. "Eu acordei com as mãos dele nas minhas partes íntimas. [ …] Por três vezes ele tentou colocar as mãos nas minhas partes íntimas e na quarta vez eu empurrei e falei: 'Oh, você se retira daqui, porque senão a gente vai ter algum outro tipo de problema", disse a vítima. Após a situação, a vítima afirma que conversou com o arcebispo sobre o ocorrido. Contudo, ela e Genivaldo tiveram que assinar um documento concordando que não falariam sobre o assunto. "Você via que tinha uma predileção [por Genivaldo] e chegou um momento que toda aquela questão era ordenada e fazendo a gente até se sentir culpado. Você sabe que é a tua palavra conta dele. A partir daquele momento, eu fiz um documento dizendo que da minha parte estaria tudo resolvido e fiz acompanhamento psicológico", contou a vítima. A coragem para denunciar o caso, surgiu depois que a vítima foi procurada pela polícia. A delegada Thais Zanatta, responsável pela investigação, confirmou que a denúncia chegou ao arcebispo da época, mas não foi comunicada às autoridades policiais. "Esse caso foi levado para o arcebispo da igreja católica de Cascavel, porém nada foi feito. Esse arcebispo fez esses dois seminaristas assinarem um termo de acordo que esse fato não seria levado até as autoridades, então não foi levado", disse Zanatta. O arcebispo em questão, Dom Mauro Aparecido dos Santos, morreu em 2021, vítima da Covid-19. Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que a Igreja Católica foi informada de parte dos abusos, mas não levou os casos às autoridades. RPC Outros depoimentos apontam que parte das vítimas era adolescente quando sofreu os abusos. Um jovem relatou que entrou em depressão grave, tentou suicídio e só conseguiu contar o que aconteceu anos depois. Conforme a delegada, até o momento, o abuso sexual mais recente cometido pelo padre aconteceu há duas semanas, com uma vítima de 20 anos, dentro da clínica em que ele oferecia "terapias complementares". O arcebispo de Cascavel, Dom José Mário Scalon Angonese, disse em comunicado à RPC, que o padre foi suspenso assim que a denúncia chegou oficialmente à diocese, no dia 14 de agosto. "Um processo de investigação já está em andamento. Temos um prazo de 90 dias na diocese e depois encaminhamos para a Congregação da Doutrina da Fé, no Vaticano. Se confirmado que houve pedofilia, a decisão de Roma tem sido clara: a demissão do estado clerical. Ele deixará de ser padre", afirmou. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil também foi contactada, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Ao g1, o advogado do padre enviou uma nota dizendo que ele atua há 12 anos como sacerdote e "desenvolve com retidão, às questões dos menos favorecidos, moradores de rua, dependentes químicos, vulneráveis, mas sempre com a questão do auxílio ao próximo". Primeiras denúncias chegaram à Polícia Militar As primeiras denúncias contra Genivaldo chegaram à Polícia Militar (PM-PR). A tia de uma das vítimas procurou a corporação em março de 2024, depois que o sobrinho enfrentou uma depressão grave e tentou suicídio. O serviço de inteligência da PM passou a monitorar o padre e elaborou um relatório que foi encaminhado à Polícia Civil (PC-PR), após um ano e quatro meses de trabalho. Segundo a delegada, o padre estava tentando entrar em contato de forma insistente com vítimas e testemunhas e, por isso, foi necessário decretar a prisão temporária dele. Genivaldo foi preso por policiais do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA) no domingo (24). As equipes também cumpriram um mandado de busca de apreensão na casa dele e em uma clínica onde ele atuava como terapeuta. Computadores e o celular do padre foram apreendidos para serem periciados. Conforme a polícia, também foram identificadas irregularidades na gestão financeira da paróquia onde o padre atuou com pároco até o fim de 2024. Na investigação, a polícia também descobriu que ele oferecia "terapias complementares" em um consultório próprio, praticando o exercício ilegal da medicina. Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Oeste e Sudoeste.

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Governo brasileiro acompanha caso de trans brasileira presa nos EUA e cobra garantias de direitos

Publicado em: 26/08/2025 14:51

Brasileira trans é detida de forma truculenta por agentes de imigração nos Estados Unidos O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) informou nesta terça-feira (26) que acompanha, em articulação com o Itamaraty e a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH), o caso da brasileira Alice Barbosa, mulher trans de 28 anos, detida de forma brusca por agentes de imigração no último sábado (23) em Maryland, nos Estados Unidos. Segundo comunicado do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), Alice permanecerá presa até ser deportada. O governo americano justificou a medida alegando detenções anteriores “por posse de substância controlada e posse de maconha”. O texto do ICE, no entanto, tratou Alice pelo nome de nascimento masculino — e não pelo nome social. A prática segue uma diretriz do presidente Donald Trump, que, ao reassumir o cargo em janeiro, determinou como política oficial a classificação binária de gênero (“masculino e feminino”), além de prometer combater o que chamou de “loucura transgênero”. Um vídeo feito por amigos no momento da detenção mostra Alice sendo puxada para fora do carro de forma truculenta. Nas imagens, um dos agentes se refere a ela no gênero masculino e é corrigido por uma mulher que acompanhava a ação. Reação do governo brasileiro Em nota, o MDHC afirmou que segue acompanhando o caso “para garantir assistência consular e o resguardo dos direitos da vítima”. A pasta manifestou solidariedade à brasileira e reiterou compromisso em apoiar pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade no exterior. “Nos solidarizamos com a cidadã brasileira, reconhecendo a coragem de todas as pessoas que, em situação de vulnerabilidade, enfrentam diariamente a xenofobia, a violência institucional e a discriminação”, diz o texto. O ministério ainda destacou que o acompanhamento será permanente, para garantir que Alice tenha seus direitos respeitados enquanto durar a detenção. Risco de violência O uso do nome de nascimento pela imigração norte-americana reforça o temor de que Alice esteja sendo tratada como homem e levada a um centro de detenção masculino, o que aumenta os riscos de abuso e violência. Segundo a comentarista da GloboNews Flávia Oliveira, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) já havia relatado situação semelhante ao renovar seu visto nos EUA, sem o uso do nome social. Hilton procurou o Itamaraty para pedir atenção ao caso de Alice.

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Prorrogadas inscrições para casamento comunitário em Petrolina

Publicado em: 26/08/2025 06:44

Petrolina abre inscrições para casamento comunitário com 600 vagas disponíveis A prefeitura de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, prorrogou o prazo de inscrições para casamento comunitário. Foram disponibilizadas 600 vagas, em parceria com Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC), Cartório de Registro Civil e o projeto Transforma Petrolina. A data e o local da cerimônia serão divulgados em breve. Os casais interessados podem se inscrever até o dia 29 de agosto, no prédio onde funcionam o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), localizado na Avenida Gilberto Freire, s/n°, Vila Mocó, em frente ao SESI, das 8h às 13h. Casamento comunitário abre inscrições em Petrolina Pexels 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça Segundo a prefeitura, embora não haja custo para participar, os casais são convidados a levar, no momento da inscrição, dois quilos de alimento que serão destinados ao programa de voluntariado Transforma Petrolina, com o objetivo de garantir segurança nutricional para pessoas em situação de vulnerabilidade social. No ato da inscrição, não é necessário levar testemunhas, basta que uma pessoa do casal compareça com a documentação exigida. Casais maiores de 18 anos devem apresentar certidão de nascimento (original), folha resumo do Cadastro Único atualizada, comprovante de residência em Petrolina (no nome dos noivos ou dos pais), além de cópias do CPF e RG dos noivos e das testemunhas. Casais a partir de 16 anos também podem participar, desde que apresentem os documentos dos pais. Situações como divórcio ou viuvez exigem documentação complementar. A medida busca garantir a segurança jurídica e facilitar o acesso de todos ao direito fundamental de oficializar a união. Relação de documentos para o Casamento Comunitário Solteiro(a): Certidão de nascimento atualizada (emitida nos últimos 90 dias) RG e CPF ou CNH (original) do noivo e da noiva Comprovante de endereço em Petrolina (conta de água, energia) em nome do noivo(a), dos pais ou contrato de aluguel Divorciado(a): Certidão de casamento com averbação de divórcio atualizada (emitida nos últimos 90 dias) RG e CPF ou CNH (original) do noivo e da noiva Comprovante de endereço em Petrolina (conta de água, energia) em nome do noivo(a), dos pais ou contrato de aluguel Viúvo(a): Certidão de casamento Certidão de óbito do cônjuge falecido RG e CPF ou CNH (original) do noivo e da noiva Comprovante de endereço em Petrolina (conta de água, energia) em nome do noivo(a), dos pais ou contrato de aluguel Casamento comunitário: 160 casais oficializaram a união em Petrolina Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

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Erika Hilton pede prisão de conselheira tutelar do DF que coagiu jovem agredida e disse que 'lésbica e ateia é coisa do demônio'

Publicado em: 25/08/2025 19:45

Deputada Erika Hilton (PSOL) Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou o Ministério Público do Distrito Federal nesta segunda-feira (25) para pedir providências contra a conselheira tutelar do DF Cláudia Damiana da Silva – investigada por condutas violentas no atendimento a uma adolescente em 2024. No documento de nove páginas (veja detalhes abaixo), Erika Hilton sugere que o MP peça à Justiça a destituição de Cláudia Damiana do cargo e a prisão preventiva da conselheira. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O pedido será analisado pela Promotoria de Justiça dos Direitos da Infância e Juventude. Um inquérito civil sobre o caso foi aberto pelo MP no último dia 18. O g1 revelou nesta segunda que Cláudia Damiana é acusada de: violência institucional após comentários discriminatórios; coação psicológica; revitimização; exibição de conteúdo sensível para a jovem. 🔎 Violência institucional: é quando o agente público submete uma vítima de infração penal ou testemunha de crimes violentos a procedimentos desnecessários, repetitivos ou invasivos, que a leve a reviver a situação de violência ou gere sofrimento ou estigmatização. "Estou pedindo a prisão de Cláudia Damiana por homotransfobia - termo utilizado pelo STF ao criminalizar todas as formas de LGBTFobia - e pela indução ao suicídio", escreveu a deputada em uma rede social. "Pois não basta ela apenas perder o cargo. Quem pratica a lesbofobia e induz uma pessoa em vulnerabilidade ao suicídio não precisa ser Conselheira Tutelar para fazer isso. Quero que ela pague por este crime vil. Que, na prisão, ela tente provar para as paredes a existência desse seu "Deus" deturpado feito à imagem de sua própria maldade", seguiu a parlamentar. Suicídio: sinais de alerta, como ajudar e como buscar ajuda Suicídio: como pais e educadores podem trabalhar a prevenção Infância despedaçada: como curar o trauma do abuso sexual? Violência, coação e ultimato O caso foi em 19 de setembro de 2024. Nesse dia, a vítima foi atendida por Cláudia Damiana na UPA do Sol Nascente – e durante a conversa, relatou ter sido vítima de violência psicológica e violência sexual cometidas pelo próprio pai. Em resposta, a conselheira tutelar disse uma série de ofensas e repreendeu a adolescente, com frases como: "ser lésbica e ateia é coisa do demônio" "vou te provar que Deus existe" "você precisa ler a Bíblia" "o que você está me dizendo é pecado" Depois, ainda segundo o relato da vítima, Cláudia Damiana deu um ultimato à jovem. "Você escolhe: mudar de cidade para um lugar desconhecido, com outra família, sem celular; ou ficar com sua mãe?" Já ao fim do atendimento, a conselheira tutelar teria mostrado à jovem uma foto com um conteúdo sobre automutilação. Após a visita de Cláudia Damiana, a adolescente de 17 anos tentou se matar. Uma medida protetiva de urgência foi aplicada contra a conselheira sob pena de prisão em caso de descumprimento. O g1 perguntou ao Conselho Tutelar do Sol Nascente se Cláudia Damiana segue atendendo na unidade. Até a publicação deste texto, ainda não havia resposta. Segundo o Portal da Transparência do Governo do Distrito Federal, o último salário recebido pela conselheira tutelar foi em junho, um valor líquido de R$ 9.092,23. O pedido de prisão No documento enviado ao MP, Erika Hilton diz que a "gravidade das condutas exige responsabilização imediata da conselheira, tanto na esfera administrativa quanto na penal". "É necessária a decretação de prisão preventiva e a destituição do cargo de Cláudia Damiana, considerando que a medida não se limita à perda funcional, mas visa proteger crianças e adolescentes de uma pessoa que demonstrou comportamento criminoso e abusivo, inclusive por homotransfobia, conforme previsto pelo STF ao criminalizar todas as formas de LGBTFobia", escreve. "Quem pratica lesbofobia e induz uma pessoa em vulnerabilidade ao suicídio representa risco à sociedade e deve ser responsabilizado criminalmente, tanto para garantir justiça à vítima quanto para prevenir novos atos de violência institucional", segue Erika. Investigação em múltiplas esferas Além da Polícia Civil (PCDF) e do Ministério Público (MPDFT), a Comissão de Ética e Disciplina dos Conselheiros Tutelares (Cedicon) abriu um processo administrativo. Entenda abaixo como cada órgão apura o caso: MPDFT: começou o inquérito civil na segunda-feira (18), publicado no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira (22). O Ministério Público aguarda andamento e conclusão das apurações em outras instâncias, mas vai intimar envolvidos e pedir informações. PCDF: a Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM II), em Ceilândia, investiga o caso. Cedicon: começou o processo administrativo em fevereiro de 2025 após denúncia anônima na Ouvidoria do DF. Em junho, a comissão informou que o caso seguia em apuração e que Cláudia Damiana da Silva Teixeira tinha sido ouvida e informações foram solicitadas ao Conselho Tutelar do Sol Nascente. 📽️ Veja abaixo sobre a escuta protegida: 'Lei da Escuta Protegida' completa oito anos LEIA TAMBÉM: PRESO EM MINAS GERAIS: homem é preso após tentar estuprar e matar mulher em Águas Claras, no DF SOBRADINHO: menina de 1 ano cai em piscina, se afoga e é salva no DF; reanimação levou cerca de 30 minutos Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Quem era Dona Cida, presidente da ONG Mão Amiga, que dedicou a vida a ajudar o próximo e foi premiada em rede nacional

Publicado em: 25/08/2025 18:15

Maria Aparecida da Silva, presidente e fundadora da Sociedade Beneficente Mão Amiga, em Juiz de Fora Reprodução/TV Integração Maria Aparecida da Silva, conhecida como Dona Cida, morreu na noite deste domingo (24), aos 63 anos. Presidente e fundadora da Sociedade Beneficente Mão Amiga, em Juiz de Fora, ela dedicou mais de três décadas ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade no Bairro Vila Olavo Costa e região. Segundo o filho, Janderson Silva Ferreira, e o neto, Wendel Araújo Ferreira, Dona Cida teve uma infecção urinária não tratada, que evoluiu para uma infecção generalizada. Ela faleceu na UPA 24h do Bairro Santa Luzia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Morre aos 63 anos Cida, presidente da ONG 'Mão Amiga' “No sábado (16), ela vomitou muito, passou o dia na UPA, recebeu soro e voltou para casa. No dia seguinte, acordou pior. Quando o marido a ajudava no banheiro, ela desmaiou. Chamaram o Samu, a pressão estava muito baixa, e ela foi levada novamente à UPA, mas não resistiu. Foi tudo muito rápido”, relatou o filho Janderson Silva. Mãe de 14 filhos — sete biológicos e sete adotados — e avó de mais de 30 netos, Dona Cida nasceu em Além Paraíba e se mudou para Juiz de Fora aos 17 anos, quando estava grávida da primogênita. "Eu acho que a maior mensagem que ela deixou foi saber dividir e amar, porque, além de dividir o que tinha, ela amava o que fazia. É o legado do amor ao próximo", disse a filha Joana Silva. Dona Cida, Mão Amiga; juiz de fora Reprodução/TV Integração Inicialmente, Dona Cida viveu no Bairro Jóquei Clube, onde conheceu o marido. Depois, mudou-se para o Bairro Furtado de Menezes, onde iniciou os trabalhos sociais e fundou a ONG Mão Amiga. “Minha mãe é um grande exemplo de amor. Crescemos vendo esse trabalho dela com a ação social. Mas os filhos, os netos, nós vamos dar continuidade ao trabalho dela. Ela amava muita gente, ela amava o que fazia. Aquilo, para ela, não era um trabalho — era amor”, contou o filho Janderson Silva. Conforme a família, a inspiração para a vida solidária veio da própria Cida, que, mesmo tendo pouco, dividia com vizinhos e conhecidos as doações que recebia para sustentar os filhos. Mão Amiga 'Heróis do Cotidiano': conheça Cida que criou uma associação em Juiz de Fora A história da Sociedade Beneficente Mão Amiga começou em 1984. Dona Cida trabalhava como faxineira quando percebeu que, em um abatedouro vizinho à casa onde prestava serviços, partes de frango eram descartadas. Ao receber baldes com dorsos de frango, decidiu dividir com a comunidade. A iniciativa simples se transformou em campanhas e projetos que, ao longo de 41 anos, marcaram a vida de diversas pessoas em Juiz de Fora. Premiada no quadro do 'Inspiração' do 'Melhores do Ano' Dona Cida foi homenageada pela TV Globo em 2022 Mão Amiga/Divulgação Em 2022, Dona Cida foi uma das premiadas no quadro “Inspiração”, em uma edição do “Melhores do Ano”, no programa Domingão com Huck, da TV Globo. “Foi na minha dificuldade como mãe de família e empregada, anos atrás, na Vila Olavo Costa, que tomei uma decisão: fazer de tudo para amenizar as dificuldades e o sofrimento das famílias em vulnerabilidade, lhes dando a oportunidade de uma vida mais digna”, afirmou Cida na época. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

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CNH Popular abre mil vagas para população de baixa renda no RN; veja como participar

Publicado em: 25/08/2025 17:50

Fachada do Detran-RN em Natal Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi O Governo do RN abre nesta terça-feira (26) as inscrições para o programa CNH Popular, que oferece mil carteiras de habilitação gratuitas para população de baixa renda (veja, mais abaixo, como participar). Através do CNH Popular, os beneficiários ficam isentos de todas as taxas, exames e custos de autoescola para a primeira CNH ou mudança de categoria. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp As inscrições abrem a partir das 12h desta terça no site do Departamento de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran-RN). ➡️ Os critérios para acessar o programa exigem que o beneficiário seja de baixa renda, esteja cadastrado no CadÚnico, ou outro programa social como o Bolsa Família ou similar, comprove residência no estado, declaração de renda, alfabetização escrita, responsabilidades e aceitação das condições. ➡️ Pelo programa também fica assegurada a isenção de exames clínicos, psicológicos (incluindo retestes), licença de aprendizagem, taxa de confecção da CNH e exames de atualização sobre Leis Estaduais. ➡️ O beneficiário precisa ser alfabetizado e penalmente imputável; ter RG, CPF, comprovação de domicílio no estado; e não ter impedimentos judiciais ou penalidade por infrações de trânsito. As mil vagas estão assim distribuídas: Primeira Habilitação Categoria A – 500 vagas; Primeira Habilitação Categoria B – 350 vagas; Mudança de Categoria C – 50 vagas; Mudança de Categoria D – 50 vagas; Mudança de Categoria E – 50 vagas. Investimento no programa é de R$ 1,6 milhão A edição 2025 deste programa foi lançado nesta segunda-feira (25). O governo informou que vai investir R$ 1,67 milhão para a concessão e renovação das CNHs. O Programa CNH Popular é um direito previsto em uma lei complementar de 2011, mas que foi regulamentada em 2020. "O programa beneficia pessoas de baixa renda, é uma ação social que significa também cidadania e capacitação para o trabalho. Pessoas habilitadas são pessoas educadas para o trânsito”, disse o diretor-geral do Detran, Jonielson Oliveira. A governadora do RN, Fátima Bezerra, lembrou o valor médio cobrado para se tirar a CNH atualmente. “Estamos lançando nova edição do Programa CNH Popular que garante a pessoas em vulnerabilidade social o direito à CNH de forma gratuita. O processo de emissão da CNH custa hoje em torno de R$ 2 mil reais, valor não suportado por grande parte da população", afirmou a governadora. ⬇️ Detran-RN anunciou, em julho, isenção de taxa de renovação da CNH para idosos a partir dos 65 anos. Veja, abaixo, na reportagem: Detran-RN anuncia isenção de taxa de renovação da CNH para idosos a partir dos 65 anos Vídeos mais assistidos do g1 RN

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MP pede que Polícia Civil identifique homens que foram filmados agredindo idoso no MA; veja as imagens

Publicado em: 25/08/2025 16:36

Homens são filmados agredindo idoso no MA O Ministério Público do Maranhão pediu, nesta segunda-feira (25), que a Delegacia Regional de Timon instaure um inquérito policial para identificar e responsabilizar criminalmente dois homens que foram flagrados agredindo um idoso, de 62 anos. O crime aconteceu nesse sábado (23), em frente a uma pizzaria de Timon, no leste do Maranhão. Imagens feitas por câmera de celular mostram a vítima, aparentemente desnorteada, indo em direção aos homens e depois sendo agredida por eles (veja o vídeo acima). As imagens mostram que um dos homens tenta atingir o idoso com um capacete, enquanto o outro dá um tapa nas costas da vítima. Por fim, o primeiro dá um chute nas costas do idoso, que cai no chão. MP pede que Polícia Civil identifique homens que foram filmados agredindo idoso no MA Reprodução/Redes sociais 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp O vídeo circulou nas redes sociais e chegou ao conhecimento do MP-MA, que solicitou a investigação policial do caso, para que os agressores sejam responsabilizados pelos atos de violência. De acordo com o Ministério Público, o caso gerou grande repercussão social, devido à vulnerabilidade da vítima, que teria, segundo informações preliminares, transtornos mentais. Leia também: Polícia Civil identifica homens que deixaram idoso em calçada no Mercado Central de São Luís Homem que abandonou idoso no Mercado Central de São Luís é irmão da vítima, afirma Polícia Civil VÍDEO: idoso é deixado em calçada de estabelecimento comercial no Mercado Central de São Luís Além de acionar a Polícia Civil, o titular da 6ª Promotoria de Justiça Especializada de Timon, Fábio Menezes de Miranda, determinou buscas para localizar a vítima, que já foi encontrada e recebe atendimento na rede pública de saúde com o acompanhamento da família. O MP-MA também instaurou Notícia de Fato para apurar o caso.

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Homem preso por ameaçar Felca é investigado por exploração de menores em 'desafios' da internet

Publicado em: 25/08/2025 14:34

Delegados falam sobre prisão de homem que enviou ameaças a youtuber Felca O homem preso nesta segunda-feira (25) por ameaçar o youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, também é investigado por fazer parte de uma quadrilha que, por meio de "desafios" na internet, promovia exploração sexual de crianças e adolescentes. Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos, foi detido em Olinda, pelas polícias civis de São Paulo e de Pernambuco. No dia 6 de agosto, Felca publicou um vídeo-denúncia sobre exploração e abuso de crianças e adolescentes na internet. O youtuber fez um compilado de denúncias sobre influenciadores que abusam da imagem de crianças, e relatou como o algoritmo divulga esse tipo de conteúdo. Desde então, ele recebia ameaças e um dos responsáveis seria o homem detido em Pernambuco. Junto com ele, foi preso outro jovem, identificado apenas como Paulo Vinícius, flagrado acessando indevidamente sistemas da Secretaria de Defesa Social. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Em coletiva de imprensa, o delegado de São Paulo Guilherme Caselli contou que Cayo Lucas costumava ganhar dinheiro vendendo acessos a informações sigilosas, por meio da invasão a sistemas das secretarias de segurança e do Judiciário de diversos estados. Ele responde pelos crimes de associação criminosa e ameaça. Questionado sobre o porquê de Felca ter virado alvo do criminoso, o delegado afirmou que há a possibilidade de isso ter ocorrido devido a uma suposta participação de Cayo Lucas com uma rede de exploração de menores na internet. "Tem uma possibilidade [...] a investigação ainda está em curso, mas que, de fato, ele participe de uma organização, de uma estrutura, que tem um apelo, via rede Discord, de exploração sexual de crianças e adolescentes, através daqueles famigerados desafios. Através desses desafios, eles exploram sexualmente crianças e adolescentes. Mas, entenda, isso ainda está na fase embrionária", informou o delegado. LEIA TAMBÉM: Saiba quem é o homem preso em Olinda por fazer ameaças a Felca Preso por ameaçar Felca vendia material infantil na internet, diz Derrite Felca enumera resultados duas semanas após denúncia contra adultização de crianças Preso por ameaçar Felca é preso em Olinda pela Polícia Civil de SP Reprodução/Polícia Civil Segundo o delegado, Cayo Lucas e Paulo Vinícius moravam em casas próximas e frequentavam as residências um do outro. No momento em que a polícia chegou, Cayo se preparava para sair de casa. Já Paulo Vinícius foi preso porque ele foi flagrado acessando sistemas sigilosos. "Nós sabíamos que ele [Paulo] era associado, não temos provas de que ele participou, que ele concorreu nas ameaças. Mas, no dispositivo, no ambiente onde os dois estavam, nós encontramos o computador que era dispositivo desse que foi preso em situação flagrancial. E aí sim, de fato, a gente viu o acesso a diversas plataformas. No próprio computador, a gente viu o registro de pesquisa sobre o influenciador digital Felca, vimos conversas ali no WhatsApp que estavam abertas falando da atuação policial. Então, de fato, eles sabiam que eles estavam sendo investigados", explicou. Ainda segundo o delegado, embora tenham conhecimento avançado em informática, os dois homens são, na verdade, "oportunistas", que compravam acesso a ferramentas para praticar os crimes e, assim, ganhar dinheiro. "São pessoas que, de fato, têm um conhecimento elevado de informática, mas a gente não pode dizer que são hackers. São oportunistas, porque eles não fazem programação. A vulnerabilidade que eles buscam [nos sistemas], eles compram essa espécie de vulnerabilidade através de bancos de dados com login e senha", disse. A prisão Polícia de SP prende homem acusado de fazer ameaças ao youtuber Felca O delegado Eronides Meneses, da Delegacia de Crimes Cibernéticos de Pernambuco, disse que, inicialmente, foram feitas buscas por Cayo Lucas em Gravatá, no Agreste, onde ele mora. Entretanto, a polícia descobriu que ele tinha se mudado para Olinda, onde morava perto de Paulo Vinícius, o outro homem preso. O delegado informou que as investigações sobre os crimes desse segundo suspeito serão tocadas no estado. "Eles foram autuados em flagrante pelo crime do artigo 154-A do Código Penal, a pena chega a até cinco anos, de invasão de dispositivo informático com acesso a informações sigilosas. [...] Já representei pela manutenção e conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva", declarou. A Polícia Civil de São Paulo pediu a transferência de Cayo Lucas para um presídio em São Paulo, para responder pelos crimes. Entretanto, a Justiça é quem deve decidir. Conteúdo das ameaças Os e-mails com ameaças foram enviados no dia 16 de agosto e fazem referência ao vídeo no qual Felca denunciou o influenciador Hytalo Santos por exploração de menores de idade nos conteúdos que divulga nas redes sociais. Em um dos e-mails, enviado às 5h30 da manhã, o remetente diz "você acha que vai ficar impune por denunciar o Hytalo Santos". A mensagem prossegue com ameaças: "Você tá enganado você vai ferrar muito sua vida", "prepara pra morrer" e "você vai pagar com a sua vida". Um segundo e-mail, enviado às 8h05 pelo mesmo remetente, reitera as ameaças. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Justiça de SP determina soltura de donos da Camisaria Colombo, suspeitos de fraude milionária

Publicado em: 25/08/2025 14:24

Donos da Camisaria Colombo são alvos de operação por fraude milionária A Justiça de São Paulo determinou a soltura dos irmãos Álvaro Jabur Maluf e Paulo Jabur Maluf, donos da Camisaria Colombo, presos na quinta-feira (21) por suspeita de fraude milionária no sistema bancário e ocultação de patrimônio. A decisão é de primeira instância. Como o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, não pediu prorrogação da temporária nem preventiva, o juiz determinou que os irmãos fossem colocados em liberdade, sem medidas cautelares. Bruno Gomes de Souza, representante legal da BS Capital, também foi preso na quinta-feira. O grupo criminoso, formado por pelo menos sete pessoas, é investigado pelos crimes de furto mediante fraude e fraude contra credores. Segundo a polícia, eles exploraram uma falha em um sistema de pagamentos para gerar créditos falsos. Alvo de mandado de prisão temporária, Mauricio Miwa, funcionário da empresa de gestão de valores, está no exterior. O empresário Paulo Jabur Maluf Reprodução Outros mandados Além das prisões, a Justiça também autorizou o cumprimento de mais 12 mandados de busca e apreensão em endereços na capital paulista, Birigui e Avaré, cidades do interior do estado, e Brasília. Os outros investigados são pessoas beneficiadas pelos valores que foram transferidos da conta da empresa BS Capital. O g1 tenta contato com as defesas dos alvos da operação. O advogado Victor Waquil Nasralla, que defende Álvaro, informou que "somente teve ciência da presente investigação na data de hoje. Até o momento, contudo, não lhe foi franqueado o acesso integral aos autos, o que inviabiliza qualquer manifestação mais aprofundada sobre o caso. Não obstante, todas as medidas cabíveis já estão sendo adotadas a fim de garantir o pleno exercício do direito de defesa". A defesa de Paulo, feita pelo escritório Bialski Advogados Associados, informou que seu cliente "nega que ele tenha praticado qualquer tipo de fraude e que as operações financeiras contestadas foram devidamente explicadas em seu depoimento. Acresça-se que o desacordo entre as partes ainda pende da devida prestação de contas. E, nosso cliente nunca se recusou a ressarcir eventual prejuízo. Por fim, a defesa espera a restituição da liberdade de Paulo e irá comprovar que, efetivamente, ele jamais agiu de má fé ou de forma criminosa." Mais de 20 policiais da Divisão de Crimes Cibernéticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo participam da operação. "Esse esquema perdurou por algum tempo, tendo como vítima a instituição financeira. Ela detectou desvios, eventuais desvios nas operações ali... com determinado cliente, que é a empresa Colombo. E aí veio nos procurar. Procurou a Divisão de Crimes Cibernéticos e iniciou-se a investigação", falou à TV Globo o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian. Como o esquema funcionava Camisaria Colombo Reprodução/Shopping Gurarapes As investigações começaram em dezembro após uma denúncia formalizada pela instituição financeira PagSeguro, que apontou um furto milionário por meio de fraude tecnológica. Segundo as investigações, o esquema tinha como finalidade dissimular bens e valores em processo da recuperação judicial da Camisaria Colombo, dando prejuízo a credores do sistema financeiro nacional. Paulo Barbosa, delegado de Polícia Divisionário da DCCIBE/Deic, explicou como o grupo agia: A operação em si era feita por meio de uma conta operada pelos proprietários da empresa, utilizando uma conta de meio de pagamento; A Camisaria Colombo contratou uma empresa terceirizada que fazia a gestão de todos os pagamentos de franquias, de fornecedores, de funcionários; Ao encontrar uma vulnerabilidade no sistema, esse gestor fez o "verdadeiro milagre da multiplicação dos peixes", segundo o delegado; Ele remetia valores para outras contas, esses valores chegavam ao destino, mas não eram debitados na origem. Segundo o delegado, "ele conseguiu operar em mais de 2.500 transações ao longo de 20 dias. O dinheiro já foi destinado a outra seis empresas fora da capital, que foram objetos de cumprimento de mandado de busca e apreensão. Houve R$ 21 milhões de prejuízo. As transações foram de R$ 26 milhões no total. Desses R$ 26 milhões, a empresa tinha como crédito em conta-corrente cinco. Então ele utilizou desse cinco para multiplicar os 26, aí houve esse milagre“. O grupo conseguiu transferir cerca de R$ 21 milhões para uma conta da BS Capital. Desse total, R$ 9 milhões foram transferidos entre os dias 1º e 21 de outubro do ano passado. Procurada pela equipe de reportagem, o PagSeguro informou que "não comenta sobre processos judiciais.” A Camisaria Colombo foi fundada em 1917, em São Paulo, e se consolidou como uma das maiores varejistas de moda masculina do país. A rede vende ternos, camisas, gravatas e outros itens de vestuário, com lojas em shoppings e centros comerciais. Polícia Civil de São Paulo faz operação contra donos da Camisaria Colombo Divulgação/Polícia Civil de SP Endereço ligado a Paulo Jabur Maluf, um dos alvos da 'Operação Fractal' da Polícia Civil de São Paulo Divulgação/Polícia Civil de SP

Palavras-chave: cibernéticovulnerabilidade

Nova Lei do Luto Parental garante acolhimento a famílias que enfrentam perdas gestacionais

Publicado em: 25/08/2025 14:13

A dor de perder um filho durante a gestação, no parto ou nos primeiros dias de vida é profunda, muitas vezes silenciosa e, por muito tempo, pouco reconhecida. Para mudar essa realidade, entrou em vigor neste mês de agosto a Lei do Luto Parental (Lei nº 15.139/2025), que estabelece a Política Nacional de Atenção Psicossocial no Luto Materno e Perinatal. MINUTO SANTA CASA 22/08/2025 Com uma série de medidas obrigatórias para os sistemas públicos e privado de saúde, a nova legislação determina medidas de acolhimento, escuta ativa e dignidade para mães, pais e cuidadores nesse momento de extrema vulnerabilidade emocional. Luto é um processo natural e não uma doença - Durante o processo de luto, a presença de uma rede de apoio, familiares, amigos e também os profissionais de saúde é essencial SANTA CASA DE MACEIÓ A psicóloga da Santa Casa Nossa Senhora da Guia, Cibelle Araújo, explica que o luto perinatal é o processo vivenciado após a perda de um bebê ainda durante a gestação ou logo após o nascimento. “É um luto intenso, com experiências únicas, que muitas vezes não são legitimadas socialmente. Independentemente da fase gestacional, para aquela mãe ou família, não é apenas a perda de um corpo físico, mas de um sonho, de um vínculo, da vivência da maternidade que se construiu desde muito antes”, explica a profissional. Cibelle Araújo, psicóloga da Santa Casa Nossa Senhora da Guia SANTA CASA DE MACEIÓ Cibelle reforça que o luto é um processo natural, e não uma doença. “Tristeza, angústia e desesperança são reações esperadas. Mas quando não acolhido, esse luto pode se transformar em um sofrimento psíquico ainda maior, especialmente em casos de mães que já convivem com quadros de ansiedade ou depressão.” De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mais de 5 milhões de crianças morrem a cada ano no mundo — quase metade ainda no primeiro mês de vida. A mortalidade perinatal, que engloba perdas durante a gestação e logo após o nascimento, é uma preocupação global e integra os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. No Brasil, apenas em 2024, foram registrados 24.237 óbitos fetais e 20.007 mortes de bebês com até 28 dias de vida, em um universo de 2.380.450 nascimentos. Esses números evidenciam a dimensão do problema e a importância de políticas públicas voltadas para prevenção, acolhimento e assistência qualificada. Avanços – A nova legislação representa um marco no reconhecimento da dor das famílias que vivenciam o luto gestacional ou neonatal. Entre as medidas previstas estão: Reservas de alas específicas para mães em luto, evitando a internação junto a puérperas com seus bebês; Acompanhamento psicológico especializado desde a internação até a alta hospitalar; Direito a acompanhante no parto de natimorto e apoio para a realização de rituais de despedida; Permissão para que os pais escolham o nome do bebê natimorto e tenham acesso a documentos com sua identificação; Realização de exames para investigar causas da perda e acompanhamento na gestação futura; Capacitação de profissionais de saúde para o atendimento humanizado. Na Santa Casa Nossa Senhora da Guia, unidade do complexo Santa Casa de Maceió e referência em saúde materno-infantil, todas as medidas já estão em funcionamento. “As mães que vivenciam perdas são acolhidas em enfermarias separadas e têm o acompanhamento da psicologia desde a internação. A equipe também oferece suporte durante o momento de despedida do bebê, respeitando os desejos e limites de cada família”. Durante o processo de luto, a presença de uma rede de apoio é essencial. Essa rede envolve familiares, amigos e também os profissionais de saúde. Na maternidade, é garantido o direito a acompanhante durante o processo de internação até a alta para todas as pacientes. Segundo a psicóloga, mais importante do que encontrar as palavras certas é estar presente com respeito e empatia. “É muito comum que na tentativa de consolar, frases como ‘você pode ter outro filho’ ou ‘Deus sabe o que faz’ sejam ditas por amigos, parentes ou pessoas próximas. Mas elas podem invalidar a dor daquele momento. O que aquela mãe perdeu foi o seu filho. Um ser único, amado e esperado. Às vezes, o silêncio respeitoso, a escuta e um espaço para que a pessoa expresse sua dor podem ser tão reconfortantes quanto qualquer palavra”, destaca. Tempos diferentes – O acompanhamento na maternidade Nossa Senhora da Guia às famílias enlutadas é iniciado desde a internação e pode se estender conforme a necessidade emocional de cada mãe ou pai. “Cada pessoa vivencia o luto de uma forma diferente, em tempos diferentes. Não há uma linha reta ou etapas fixas. Em alguns momentos, a dor toma conta; em outros, a esperança aparece. E tudo isso é normal”, explica a psicóloga. Além do suporte emocional, o processo de luto envolve também aspectos práticos e burocráticos. Por isso, a atuação da equipe multiprofissional é essencial. Na maternidade, médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos atuam de forma integrada, orientando sobre documentos, exames, sepultamento e possíveis encaminhamentos pós-alta. “Nosso compromisso, enquanto profissionais de saúde, é garantir que cada mulher que vive essa perda seja cuidada com dignidade. Que seu luto seja validado, e que a memória do seu bebê seja respeitada. Para que, com o tempo, ela possa reconstruir sua história a partir dessa ausência, da forma como conseguir, mas com apoio”, conclui Cibelle Araújo. Artur Gomes Neto Diretor Técnico Médico CRM-AL 2503/RQE 1874

Palavras-chave: vulnerabilidade

Padre preso por estupro dopou jovem e teve denúncias abafadas por superiores na Igreja, diz delegada

Publicado em: 25/08/2025 13:57

Padre foi preso na manhã deste domingo (24), em Cascavel. Polícia Civil (PC-PR) O padre de Cascavel preso preventivamente por suspeita de estupro de vulnerável no domingo (24), é investigado por ter dopado um jovem de 19 anos e abusado sexualmente dele enquanto oferecia tratamento contra o vício em drogas, segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR). A delegada responsável pelo caso, Thaís Zanatta, afirma que a investigação aponta ainda que denúncias anteriores, incluindo casos envolvendo crianças e outro seminarista, foram abafadas por superiores na Igreja, permitindo que o suspeito continuasse atuando como padre por anos. De acordo com a polícia, o religioso já foi formalmente acusado por três crimes de abuso de vulnerável, mas o número de vítimas pode ser maior. O nome do padre não foi divulgado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp O caso mais recente é de 2019, quando o padre teria abusado de um jovem de 19 anos, que estava sob efeito de medicamentos. “Quando o jovem pede ajuda, o padre diz que ele terá que pernoitar na casa, porque iria receber um remédio. Esse jovem foi dopado e na terceira noite foi estuprado”, diz a delegada. O padre está preso na Cadeia Pública de Cascavel e, posteriormente, será encaminhado ao sistema penitenciário. Relembre: Padre é preso por ser suspeito de abusar sexualmente de adolescentes religiosos e em situação de vulnerabilidade, no Paraná O arcebispo de Cascavel, Dom José Mário Scalon Angonese, disse em comunicado à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que o padre foi suspenso assim que a denúncia chegou oficialmente à diocese, no dia 14 de agosto. “Um processo de investigação já está em andamento. Temos um prazo de 90 dias na diocese e depois encaminhamos para a Congregação da Doutrina da Fé, no Vaticano. Se confirmado que houve pedofilia, a decisão de Roma tem sido clara: a demissão do estado clerical. Ele deixará de ser padre”, afirmou. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também foi contactada, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Leia também: Entenda: Sob ameaças de pai e madrasta, adolescentes do PR eram forçadas a produzir até 20 conteúdos sexuais por dia Veja previsão do tempo: Paraná volta a ficar gelado após registrar 37,6ºC no fim de semana, diz Simepar 'Amarrados, com magreza extrema e doenças graves': Polícia flagra 11 cachorros e filhotes em situação de maus-tratos no Paraná Vítimas e investigações O primeiro registro contra o padre relatando abusos, segundo a delegada foi em 2010, quando ele ainda era seminarista. “Esse abuso se deu contra outro seminarista, apesar da vítima ser maior de idade, ele estava em estado de sonolência, sendo considerado vulnerável”, conta a delegada Zanatta. Outro caso foi registrado entre 2013 e 2014, quando um menino de 13 anos, que atuava como acólito (auxiliar de missas), sofreu abusos. Relatos colhidos pela polícia indicam que o padre realizava festas com bebidas alcoólicas, presenteava crianças e adolescentes e pedia que dormissem em sua casa. “Há indícios de que algumas dessas crianças dormiam no quarto do padre, inclusive na cama dele”, afirmou a delegada. Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças Polícia diz que superiores tinham conhecimento dos abusos Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que a Igreja Católica foi informada de parte dos abusos, mas não levou os casos às autoridades. RPC Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que os superiores do padre na Igreja Católica foram informados sobre abusos, mas não levaram os casos às autoridades policiais. “Esse caso foi levado na época para o arcebispo de Cascavel, porém nada foi feito, o arcebispo fez os dois seminaristas assinarem um acordo de que o fato não seria levado para as autoridades”, disse Zanatta. Ainda segundo a delegada, em 2021, quando outro arcebispo assumiu a diocese, novas denúncias foram encaminhadas, mas também não chegaram ao conhecimento da polícia. "O caso também tinha sido levado para a igreja católica em 2021, para o arcebispo que assumiu naquele ano, porém ele também fez pouco caso, não trouxe ao conhecimento das autoridades." Segundo o arcebispo de Cascavel, dom José Mário Scalon Angonese, nomeado em 2 de maio de 2024, desde que assumiu trabalhou um código de conduta com os presbíteros. "Esse tipo de acusação feita a esse nosso irmão padre, a igreja não aceita e não aprova. Há um desejo nosso de que a justiça, de fato, seja feita", afirma o arcebispo. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.

Palavras-chave: vulnerabilidade