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Ligação de golpista que se passou por membro de facção mostra simulação de execução que levou empresário a perder R$ 2 mil: 'Caçar a família'

Publicado em: 08/10/2025 07:26

Áudio de golpista se passando por integrante de facção para aplicar golpe O empresário de 32 anos de Araçatuba (SP) que perdeu R$ 2 mil ao receber uma ligação de um homem que se passou por um membro de uma facção criminosa no sábado (4) contou que viveu momentos de pânico. A reportagem teve acesso com exclusividade ao áudio da chamada, em que o criminoso faz ameaças de morte à vítima, à família dela e simula uma execução. Pelo áudio, é possível ouvir o golpista exigindo o pagamento de R$ 5 mil, alegando que o nome do empresário e da esposa consta no “livro administrativo do PCC”, no qual estariam pessoas “marcadas” pela facção. Caso não efetuasse o pagamento, a vítima e a família estariam “na mira”. Escute acima. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp “No livro administrativo do PCC, ainda mais quem está em uma residência que está denunciando nós da facção, certo? Se fizerem minha família chorar aqui dentro da quebrada, pode ter certeza que vou devolver na mesma moeda. Tamo chegando nas ideias, para evitar de ‘botar’ um fuzil, uma pistola na cara de morador”, diz o golpista. O empresário negociou o pagamento de R$ 2 mil via PIX. Na intimidação, o criminoso promete violência contra familiares da vítima caso não envie mais dinheiro e há a simulação de execução de um dos membros, que supostamente foi morto por ajudar a vítima ao negociar um valor menor do que o exigido inicialmente. "Vou mandar caçar a família do senhor. Vou decapitar um por um e vou mandar jogar na frente da casa do senhor pra mostrar que é nóis do PCC. Eu tive que matar o meu soldado aqui, porque ele quis ajudar o senhor com esse negócio de R$ 2 mil. Porque foi por causa do senhor que eu matei ele", diz o golpista na ligação. Ao g1, o empresário, que não vai ser identificado pela reportagem, informou que acreditou nas ameaças do homem uma vez que, há oito meses, sua sogra concedeu imagens de câmeras de segurança que flagrou um homicídio para a polícia. Empresário perde R$ 2 mil ao receber ligação de golpista se passando por membro de facção criminosa em Araçatuba (SP) Cacá Trovó/EPTV - Arquivo Na ocasião, o empresário detalhou que as câmeras ajudaram a polícia a localizar os suspeitos do crime. Por isso, afirmou que a ligação parecia convincente, porque acreditava que o falso membro do PCC estivesse se referindo ao homicídio meses antes. Segundo a vítima, o desespero foi tão grande que a esposa começou a rezar enquanto ouvia as ameaças. O empresário relatou o terror que viveu durante a ligação, uma vez que os golpistas repassaram dados e informações reais sobre ele e a família. “Eles disseram que tinha tido uma denúncia contra eles, que eles não iam aceitar, que tinha gente deles preso. Minha mulher já estava com o terço na mão, chorando aos prantos”, lembra o empresário. A vítima ainda comentou que percebeu que poderia estar sofrendo um golpe quando fez o PIX para a conta do golpista e outro suspeito assumiu a ligação, simulando a morte de um membro da facção. A ligação durou mais de uma hora. Mesmo enquanto ainda falava com os golpistas, o empresário procurou a delegacia, onde foi informado de que a ameaça era falsa. Ele registrou boletim de ocorrência e acionou o banco pedindo o bloqueio da transação. “Eu já saí de vários golpes, mas esse teve essa ligação de uma informação com a outra, eles mexem com a cabeça. Essa foi a mais pesada, porque a comunicação deles foi pesada. É chocante”, revela o empresário. Como se proteger? Delegado responsável pela Delegacia de Crimes Virtuais e Estelionato de Araçatuba (SP), Flávio Barbiere Brassioli Flávio Barbiere Brassioli/Arquivo pessoal De acordo com o delegado responsável pela Delegacia de Crimes Virtuais e Estelionato de Araçatuba, Flávio Barbiere Brassioli, de 43 anos, possivelmente se trata de um golpe telefônico praticado por estelionatários, muitas vezes praticado dentro de presídios. O delegado explicou que os golpistas se passam por integrantes para intimidar e extorquir as vítimas. Contudo, na maioria das vezes, não há qualquer vínculo real com a facção crimonosa. A combinação com a técnica de intimidação, menção de supostas listas, uso de vozes de terceiros na linha e sons que simulam violência, tornam o golpe mais eficaz. Veja abaixo como identificar o golpe. “É uma simulação destinada a provocar medo e obter vantagem financeira. Jamais se deve negociar ou permanecer em contato com o golpista, pois eles se aproveitam do medo e da vulnerabilidade emocional”, detalha o delegado. O delegado orienta que, diante de ligações com esse tipo de ameaça, a vítima deve encerrar imediatamente o contato, procurar a polícia para registrar o boletim de ocorrência e acionar o banco para o bloqueio da transação, em caso de pagamento. Segundo ele, as investigações podem identificar tanto a origem das ligações quanto os titulares das contas utilizadas nos golpes. Crimes dessa natureza costumam ser enquadrados como estelionato e fraude eletrônica, com penas de quatro a oito anos de prisão, além de multa. Quando há uso de meio eletrônico, a legislação prevê aumentos de pena. ⚠️Como identificar o golpe? Os indícios mais claros, de acordo com o delegado, são: Ligação inesperada com discurso agressivo e ameaçador; Pedido de pagamento via PIX para contas de terceiros desconhecidos; Proibição de desligar o telefone ou de acionar a polícia; Ausência de provas concretas sobre as supostas ameaças; Qualquer exigência de dinheiro sob ameaça deve ser entendida como tentativa de golpe. Delegacia de Polícia Civil de Araçatuba (SP) Eduardo Parede/TV TEM Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

Palavras-chave: vulnerabilidade

Tarcísio se desculpa por brincadeira com Coca-Cola durante coletiva sobre casos de intoxicação por metanol: 'Errei'

Publicado em: 07/10/2025 21:38

'No dia que começarem a falsificar Coca-Cola, vou me preocupar', diz Tarcísio sobre intoxicações por metanol em SP O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), divulgou nesta terça-feira (7) um vídeo em suas redes sociais pedindo desculpas pela brincadeira sobre a Coca-Cola feita durante coletiva sobre os casos de intoxicação por metanol no estado. Na ocasião, Tarcísio disse que "iria só se preocupar com o assunto no dia em que começassem a adulterar Coca-Cola". A declaração ocorreu após uma reunião com representantes do setor de bebidas, que, segundo ele, tem se mostrado disposto a ajudar nas investigações. "Errei. Ontem, ao prestar contas das ações do governo do estado no âmbito da crise do metanol, no momento em que falávamos das várias medidas que estamos tomando, como o convênio com o setor privado para o combate à falsificação, as proposições legislativas que pretendemos apresentar, a destruição de bebidas de origem duvidosa em estoque, o aperfeiçoamento da logística reversa das garrafas, o programa de qualidade para distribuidores e comerciantes, a suspensão das inscrições na fazenda, acabei fazendo uma brincadeira para descontrair a coletiva que foi muito mal interpretada e que de fato não cabia naquele momento em face da gravidade do que vem acontecendo." E continuou: "E é por isso que eu peço perdão. Perdão às famílias que sofrem por terem perdido entes queridos, aos comerciantes que estão vendo os seus negócios sofrerem, aos que dão duro, ao público que quer uma ação firme do estado, que quer segurança. Não tenho compromisso com erro. Nosso compromisso é com as pessoas, é resolver a crise, é dar tranquilidade às famílias. Não é a primeira vez que eu venho aqui pedir desculpas. Não será a última. Estou ciente das minhas limitações, das minhas falhas". O governador ainda disse que o arrependimento não vai apagar o passado. "Mas ensina e vai nos ajudar na construção de um caminho que queremos e estejam certos que nós vamos continuar dando o nosso melhor." O estado de São Paulo concentra a maior parte dos registros do país de intoxicação pelo metanol em bebidas, com 18 casos confirmados, segundo o último boletim divulgado nesta terça-feira (7). Há 158 sendo investigados e 38 casos foram descartados. 176 casos 18 confirmados (há laudo atestando presença de metanol e confirmação de circunstâncias que indicam que a pessoa ingeriu bebida adulterada); 158 em investigação (há indícios clínicos, mas aguardam laudo para confirmar presença de metanol e investigações para entender circunstâncias de eventual ingestão da substância). 10 mortes 3 óbitos confirmados (com laudo e confirmação de ingestão de bebida adulterada); 7 mortes em investigação (sem laudo e sob investigação das circunstâncias). 85 casos descartados após análise clínica A Polícia de São Paulo trabalha com duas linhas principais de investigação sobre as bebidas "batizadas" com metanol, que causaram diversas internações e mortes no estado. Uma delas é que o metanol teria sido usado para a higienização de garrafas reaproveitadas que acabaram não indo para a reciclagem, segundo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Outra hipótese é o uso do metanol para aumentar na produção o volume de bebidas falsificadas. Uma possibilidade é que a intenção do falsificador fosse adicionar etanol puro, sem saber que o produto estava contaminando com metanol. 🔍 O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos. Ele é altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até morte. Também pode provocar insuficiência pulmonar e renal. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (6). João Valério/GESP A perícia feita pela Superintendência de Polícia Técnico-Científica confirmou a presença de metanol em bebidas de duas distribuidoras no estado. O governador disse ainda que vai solicitar à Justiça a destruição de garrafas, rótulos, lacres, tampas e selos apreendidos durante as ações de fiscalização. Só na última semana, mais de 7 mil garrafas suspeitas de falsificação ou adulteração foram recolhidas. Tarcísio e o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afastaram qualquer participação do PCC ou de outras facções criminosas, argumentando que o negócio é pouco lucrativo em comparação com o tráfico de drogas. Brasil tem mais de 200 casos de intoxicação por metanol em investigação Quais bebidas estão sendo 'batizadas' com metanol? Os casos de intoxicação por metanol identificados até agora envolvem bebidas destiladas, como vodca e gin. No entanto, especialistas reforçam que, neste momento, nenhuma bebida pode ser considerada totalmente segura. O risco maior, porém, está nos destilados, especialmente os incolores. De acordo com médicos ouvidos pelo g1, cerveja, vinho e chope apresentam menor vulnerabilidade à adulteração com metanol, principalmente pela forma de produção e envase. A cerveja em lata é apontada como a opção de menor risco, já que o recipiente é mais difícil de ser adulterado. Como identificar metanol na bebida? Não é possível identificar a presença do metanol apenas olhando, cheirando ou provando a bebida. Ele não altera cor, odor ou sabor, e só pode ser detectado por testes laboratoriais. Por isso, especialistas o chamam de “substância traiçoeira”. Autoridades recomendam que consumidores fiquem atentos a embalagens suspeitas (como lacres tortos ou rótulos mal impressos), desconfiem de preços muito baixos e sempre exijam nota fiscal. A Abrasel, entidade que representa bares e restaurantes, orienta que garrafas vazias sejam inutilizadas para evitar que falsificadores as reutilizem. Autoridades orientam a população a: Desconfiar de preços muito baixos; Comprar apenas em locais conhecidos; Verificar se as garrafas têm lacre e selo fiscal. Em caso de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediato e informar a origem da bebida para ajudar na investigação. Saiba como descartar garrafas de destilados para evitar falsificação Nunes veta emendas que queriam repassar ruas de SP para igreja e ONG de mãe de vereador Infográfico: o impacto do metanol no corpo humano. Arte/g1

Palavras-chave: vulnerabilidade

Defensoria do AM pede criação de CPI no Senado para investigar operações contra garimpo no Rio Madeira

Publicado em: 07/10/2025 16:29

Operação contra garimpo ilegal assusta moradores e vira alvo de críticas no Amazonas A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) recomendou ao Senado Federal, nesta terça-feira (7), a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis abusos cometidos durante operações da Polícia Federal (PF) e de outros órgãos contra o garimpo ilegal na calha do Rio Madeira, no Sul do Amazonas. De acordo com o documento encaminhado aos senadores, as ações iniciadas em 15 de setembro de 2025 teriam causado “graves impactos humanitários” e colocado em risco mais de 25 mil pessoas, entre elas crianças, mulheres, idosos e povos tradicionais. A DPE-AM afirma que recebeu diversos relatos de famílias ribeirinhas denunciando destruição de moradias, barcos, motores e alimentos — bens considerados essenciais para a sobrevivência na região. O órgão alega que a operação federal tem provocado situações de extrema vulnerabilidade e pede que o Senado apure possíveis excessos de força e violações de direitos fundamentais. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do AM em tempo real e de graça “Há indícios de que os procedimentos adotados extrapolaram os limites legais e geraram danos irreversíveis a grupos vulneráveis que dependem do rio e da floresta para sobreviver”, diz um trecho da recomendação. A Defensoria reforça que, embora reconheça a importância do combate à mineração ilegal, “não se combate ilegalidade com ilegalidade” e que as ações do Estado devem ocorrer dentro dos princípios da legalidade, proporcionalidade e respeito aos direitos humanos. O g1 entrou em contato com a Polícia Federal para um posicionamento sobre a recomendação da Defensoria Pública, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Operações com explosivos e destruição de embarcações As operações federais na calha do Rio Madeira, entre os municípios de Humaitá e Manicoré, têm incluído o uso de explosivos para destruir balsas e dragas usadas na extração ilegal de ouro. Segundo a Defensoria, o impacto ambiental e social dessas ações é severo: o vazamento de combustível e a destruição de embarcações têm comprometido a pesca, o transporte fluvial e a alimentação de comunidades inteiras. Em alguns casos, famílias relataram ter perdido o único meio de subsistência e o local onde viviam. A DPE-AM afirma estar prestando atendimento jurídico emergencial às famílias e cobrando medidas de reparação e assistência humanitária. Dragas são destruídas em operação contra garimpo ilegal no Amazonas Balanço sem plano de mitigação O documento cita informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Ministério Público Federal (MPF), que acompanham as ações. O balanço aponta a destruição de dezenas de embarcações e equipamentos, mas, segundo a Defensoria, não há registros de planos de mitigação ou apoio às famílias afetadas. A instituição argumenta que a ausência de medidas compensatórias agrava o quadro de insegurança alimentar e desabrigo, e defende que o combate ao crime ambiental seja acompanhado de políticas sociais que garantam o mínimo existencial das comunidades atingidas. Visitas e relatos em campo Integrantes do Grupo de Trabalho Teko Porã – Vida Digna, da Defensoria, estiveram entre os dias 22 e 24 de setembro em Humaitá e comunidades próximas, onde ouviram relatos de famílias que perderam barcos e casas. Os defensores informaram que o órgão segue acompanhando de perto a situação, com o objetivo de assegurar o direito à moradia e à vida das populações tradicionais. Na recomendação, a DPE-AM pede que o Senado adote medidas imediatas de proteção e reparação às famílias e que o governo federal apresente um plano de apoio social e humanitário para os atingidos. “A Defensoria Pública não se opõe às ações de fiscalização, mas exige que elas respeitem os direitos fundamentais das pessoas que vivem da floresta e do rio. O combate à ilegalidade deve andar lado a lado com a proteção da vida”, conclui o documento. Operação Boiúna da PF destrói dragas utilizadas no garimpo ilegal no sul do Amazonas Divulgação/PF

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Intoxicações por metanol: Unicamp recebe 100 ampolas de etanol e aumenta capacidade de testagem

Publicado em: 07/10/2025 13:04

Intoxicação por metanol: HC da Unicamp recebe 100 frascos de antídoto O Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas (SP), recebeu nesta terça-feira (7) 100 ampolas de álcool absoluto, usado como antídoto para tratar casos de intoxicação por metanol. De acordo com a superintendência do hospital, o Centro de Informações Toxicológicas (CIATox) também aumentou a capacidade de testagem dos pacientes (entenda abaixo). 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça No fim da última semana, o governo de São Paulo anunciou que distribuiria 2 mil novas frascos da substância nos principais centros de referência do Estado, o que inclui o HC. "Nós recebemos 100 dessas ampolas. Cada ampola de álcool absoluto tem 10 ml. O estado de São Paulo disponibilizou 100 e estará disponibilizando mais se necessário for", comentou Elaine Cristina de Ataide, superintendente da unidade. 🔍 O etanol farmacêutico, também chamado de álcool absoluto, funciona como alternativa ao fomepizol, que é considerado tratamento de referência internacional, mas que não está disponível no mercado brasileiro. A substância age como antídoto, pois impede que o metanol seja convertido em ácido fórmico, uma substância ainda mais perigosa. Unicamp recebe doses de metanol absoluto para o tratamento de pacientes com intoxicação por metanol Reprodução/EPTV Aumento da capacidade de testagem Elaine conta também que o CIATox ampliou a capacidade de testagem das amostras de pacientes com suspeita de intoxicação. Para isso, houve o remanejamento de profissionais do hospital. "A gente conseguia fazer um número um pouco menor, mas hoje nós conseguimos fazer oito exames por hora. São cerca de 190 exames por dia. Cada exame leva, em média 15 minutos por dia". "Esse exame pode tanto ser sangue, quando a ingesta é mais precoce, quanto exame de urina, quando a ingesta é um pouco mais tardia. Ele dando positivo, confirma a necessidade do etanol". Casos de intoxicação no Brasil O Ministério da Saúde confirmou 17 casos de intoxicação por metanol no país, segundo balanço divulgado na segunda-feira (6). Ao todo, foram 217 notificações relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas — 200 delas ainda em investigação. O estado de São Paulo concentra a maior parte dos registros: 15 casos confirmados e 164 sob análise, o que representa 82,5% do total. Infográfico explica ação dos antídotos em casos de intoxicação por metanol Arte/g1 Linhas de investigação A Polícia de São Paulo trabalha com duas linhas principais de investigação sobre as bebidas "batizadas" com metanol. Uma delas é que o metanol teria sido usado para a higienização de garrafas reaproveitadas que acabaram não indo para a reciclagem, segundo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Outra hipótese é o uso do metanol para aumentar na produção o volume de bebidas falsificadas. Uma possibilidade é que a intenção do falsificador fosse adicionar etanol puro, sem saber que o produto estava contaminando com metanol. A perícia feita pela Superintendência de Polícia Técnico-Científica confirmou a presença de metanol em bebidas de duas distribuidoras no estado. Quais bebidas estão sendo 'batizadas' com metanol? Os casos de intoxicação por metanol identificados até agora envolvem bebidas destiladas, como vodca e gin. No entanto, especialistas reforçam que, neste momento, nenhuma bebida pode ser considerada totalmente segura. O risco maior, porém, está nos destilados, especialmente os incolores. De acordo com médicos ouvidos pelo g1, cerveja, vinho e chope apresentam menor vulnerabilidade à adulteração com metanol, principalmente pela forma de produção e envase. A cerveja em lata é apontada como a opção de menor risco, já que o recipiente é mais difícil de ser adulterado. Como identificar metanol na bebida? Não é possível identificar a presença do metanol apenas olhando, cheirando ou provando a bebida. Ele não altera cor, odor ou sabor, e só pode ser detectado por testes laboratoriais. Por isso, especialistas o chamam de “substância traiçoeira”. Autoridades recomendam que consumidores fiquem atentos a embalagens suspeitas (como lacres tortos ou rótulos mal impressos), desconfiem de preços muito baixos e sempre exijam nota fiscal. A Abrasel, entidade que representa bares e restaurantes, orienta que garrafas vazias sejam inutilizadas para evitar que falsificadores as reutilizem. Autoridades orientam a população a: desconfiar de preços muito baixos; comprar apenas em locais conhecidos; verificar se as garrafas têm lacre e selo fiscal. Em caso de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediato e informar a origem da bebida para ajudar na investigação. Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas (SP) Reprodução/EPTV VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

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Antídoto contra metanol deve chegar nesta semana ao Brasil, mas não vai ser vendido em farmácias, diz fabricante

Publicado em: 07/10/2025 11:57

Brasil tem mais de 200 casos de intoxicação por metanol em investigação O fomepizol, antídoto capaz de tratar intoxicações por metanol, deve chegar ao Brasil ainda nesta semana e não será vendido em farmácia, segundo Fabiana Sanches, diretora de Assuntos Médicos da Daiichi Sankyo Brasil, representante da farmacêutica japonesa responsável por fornecer o medicamento ao país. O fomepizol, que tem uso estritamente hospitalar, será importado dos Estados Unidos em caráter emergencial e distribuído pelo Ministério da Saúde. A negociação foi conduzida entre a farmacêutica, o ministério, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Apesar da urgência, o envio ainda depende de trâmites burocráticos. A expectativa é que o medicamento esteja aqui essa semana, mas ainda não conseguimos precisar a data, porque tudo correu de maneira muito célere durante o fim de semana. Segundo ela, "a empresa, o ministério, a Opas e a afiliada nos Estados Unidos estão trabalhando para trazer o mais rápido possível para cá", mas não é possível "precisar datas ainda”. “Estão sendo trazidas 2.500 ampolas dos Estados Unidos, mas cem ampolas a empresa está fazendo essa doação”, disse. Uso restrito a hospitais O fomepizol não será vendido em farmácias, nem poderá ser adquirido livremente pela população. Segundo Sanches, o medicamento é de uso hospitalar e injetável, administrado via intravenosa sob supervisão médica. “Mesmo vindo para o Brasil, ele não vai ficar disponível em farmácias. É um medicamento de uso estritamente hospitalar. Ele deve ser administrado com supervisão médica dentro dos hospitais, e serão apenas alguns hospitais de referência que terão essa medicação disponível”, disse. Ela ressalta que essa restrição não é exclusiva do Brasil. “No mundo inteiro, ele não está disponível para o consumidor em farmácias. É um medicamento injetável, que vai na veia, e só deve ser usado em ambiente hospitalar”, completou. Como o antídoto age O fomepizol atua bloqueando a enzima álcool desidrogenase, responsável por transformar o metanol em substâncias altamente tóxicas ao organismo, como o formaldeído e o ácido fórmico; Essas substâncias são as principais responsáveis pelos efeitos graves da intoxicação, que incluem cegueira, danos neurológicos e falência de órgãos. “Todo o problema do metanol é o metabólito dele, que é transformado no fígado. O fomepizol atua inibindo essa enzima que faz a transformação do metanol nessas substâncias tóxicas. Com isso, o metanol permanece intacto na circulação e é eliminado pelos rins”, explicou. O antídoto é mais eficaz do que o etanol farmacêutico, usado atualmente em hospitais como alternativa temporária. “O fomepizol tem uma ligação mais potente com essa enzima, competindo de forma mais eficaz. Por isso ele é o antídoto específico para o metanol, enquanto o etanol não é”, disse. Tratamento O tratamento deve começar assim que houver suspeita de intoxicação, sem necessidade de confirmação laboratorial. “Os médicos não precisam esperar a confirmação de ser uma intoxicação por metanol. Com base na história clínica e no quadro do paciente, já podem iniciar o tratamento com o antídoto”, destacou Sanches. O protocolo inclui uma dose de ataque, seguida por doses menores a cada 12 horas, totalizando quatro aplicações principais. “Ele vai receber a dose de ataque, com um volume um pouco maior, e as doses subsequentes, até quatro doses com 12 horas de intervalo. A manutenção vai depender do quadro clínico do paciente e, se possível, dos níveis de metanol no sangue”, explicou. A melhora costuma ocorrer dentro de 48 horas, conforme o organismo elimina o metanol. Em casos graves, o tratamento pode ser combinado com diálise, para acelerar a eliminação da substância. “Se tiver alguma suspeita de ingestão de bebida adulterada, procure atendimento médico imediatamente. Os sintomas não aparecem de forma imediata — podem surgir em 12, 24 ou até 48 horas. E o mais importante: não se automedique, não tente contrabalançar a ingestão tomando outro tipo de álcool, porque isso pode piorar a situação". Casos de intoxicação no Brasil O Ministério da Saúde confirmou 17 casos de intoxicação por metanol no país, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira (6). Ao todo, foram 217 notificações relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas — 200 delas ainda em investigação. O estado de São Paulo concentra a maior parte dos registros: 15 casos confirmados e 164 sob análise, o que representa 82,5% do total. Linhas de investigação A Polícia de São Paulo trabalha com duas linhas principais de investigação sobre as bebidas "batizadas" com metanol, que causaram diversas internações e mortes no estado. Uma delas é que o metanol teria sido usado para a higienização de garrafas reaproveitadas que acabaram não indo para a reciclagem, segundo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Outra hipótese é o uso do metanol para aumentar na produção o volume de bebidas falsificadas. Uma possibilidade é que a intenção do falsificador fosse adicionar etanol puro, sem saber que o produto estava contaminando com metanol. A perícia feita pela Superintendência de Polícia Técnico-Científica confirmou a presença de metanol em bebidas de duas distribuidoras no estado. 🔎 Segundo dados do governo, o estado de São Paulo tem 15 casos confirmados (incluindo 2 mortes) e 164 em investigação (incluindo 6 mortes). A morte da mulher de 30 anos em São Bernardo é a terceira no estado, mas não foi incluída ainda no último balanço porque foi informada depois da divulgação. 🔎 O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos, é altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até morte. Também pode provocar insuficiência pulmonar e renal. Existem regras de logística reversa que, infelizmente, não estão sendo cumpridas. Um grande insumo para o falsificador é a garrafa que foi consumida e que deveria ir para a reciclagem, o que não está acontecendo. Ela é comprada no mercado clandestino e facilita esse objeto de falsificação. LEIA MAIS: 'No dia que começarem a falsificar Coca-Cola, vou me preocupar', diz Tarcísio sobre intoxicações por metanol em SP SP tem 14 casos confirmados de intoxicação por metanol e 178 em investigação Perícia confirma presença de metanol em bebidas de duas distribuidoras em SP, diz Derrite Jovem de 30 anos morta em São Bernardo após tomar drinque 'batizado' com metanol será enterrada nesta terça O governador Tarcísio de Freitas durante entrevista coletiva sobre intoxicação de bebidas por metanol em SP ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Quais bebidas estão sendo 'batizadas' com metanol? Os casos de intoxicação por metanol identificados até agora envolvem bebidas destiladas, como vodca e gin. No entanto, especialistas reforçam que, neste momento, nenhuma bebida pode ser considerada totalmente segura. O risco maior, porém, está nos destilados, especialmente os incolores. De acordo com médicos ouvidos pelo g1, cerveja, vinho e chope apresentam menor vulnerabilidade à adulteração com metanol, principalmente pela forma de produção e envase. A cerveja em lata é apontada como a opção de menor risco, já que o recipiente é mais difícil de ser adulterado. Como identificar metanol na bebida? Não é possível identificar a presença do metanol apenas olhando, cheirando ou provando a bebida. Ele não altera cor, odor ou sabor, e só pode ser detectado por testes laboratoriais. Por isso, especialistas o chamam de “substância traiçoeira”. Autoridades recomendam que consumidores fiquem atentos a embalagens suspeitas (como lacres tortos ou rótulos mal impressos), desconfiem de preços muito baixos e sempre exijam nota fiscal. A Abrasel, entidade que representa bares e restaurantes, orienta que garrafas vazias sejam inutilizadas para evitar que falsificadores as reutilizem. Autoridades orientam a população a: Desconfiar de preços muito baixos; Comprar apenas em locais conhecidos; Verificar se as garrafas têm lacre e selo fiscal. Em caso de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediato e informar a origem da bebida para ajudar na investigação. Infográfico: o impacto do metanol no corpo humano. Arte/g1

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Comunidade terapêutica que mantinha dependentes químicos como trabalhadores é condenada por trabalho escravo em Juiz de Fora

Publicado em: 07/10/2025 11:56

Alojamento encontrado em comunidade terapêutica em Juiz de Fora Ministério do Trabalho/Divulgação A Justiça do Trabalho condenou uma comunidade terapêutica localizada em Juiz de Fora por manter seis dependentes químicos em situação análoga à escravidão. Embora fossem apresentados como “acolhidos”, eles viviam em condições degradantes e eram obrigados a trabalhar. A decisão, divulgada na segunda-feira (6), determina o pagamento de R$ 50 mil por danos morais coletivos, valor que será destinado ao Fundo de Direitos Difusos, e R$ 10 mil a cada trabalhador por danos morais individuais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Há um recurso em andamento para tentar reverter a sentença do juiz Luiz Olympio Brandão Vidal, da 4ª Vara do Trabalho, após o Ministério Público do Trabalho (MPT) entrar com uma Ação Civil Pública — ação judicial que serve para proteger interesses coletivos e responsabilizar quem causa danos a alguém. Ainda na segunda-feira, o governo federal também atualizou a “lista suja”, que divulga os nomes de empregadores que submeteram trabalhadores a condições semelhantes à escravidão, e a Comunidade Terapêutica Tenda do Encontro foi incluída. Entenda mais abaixo. Em nota, a defesa da Comunidade Terapêutica Tenda do Encontro, representada pelo advogado Flávio Nunes, afirmou que, no processo criminal, a instituição foi absolvida de todas as acusações. Já na esfera trabalhista, foi interposto um recurso. A nota completa pode ser lido ao final da reportagem. Trabalhadores em condições degradantes Comunidade terapêutica localizada em Juiz de Fora Ministério do Trabalho/Divulgação A fiscalização que revelou o caso foi realizada por auditores do Ministério do Trabalho, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2023, após uma denúncia da Vigilância Sanitária de Juiz de Fora, que apontou diversas irregularidades. Confira abaixo quais: Seis homens que viviam e trabalhavam no local; Três trabalhavam em obras de construção civil e os demais, na cozinha, na horta e na supervisão do espaço; Nenhum tinha registro em carteira; Os trabalhadores afirmaram atuar como voluntários, mas os fiscais constataram que o trabalho ocorria em troca de abrigo e comida, sem salário e sem registro; O local apresentava obras inacabadas, condições precárias de higiene e ausência de saneamento básico. Os “acolhidos” residiam na propriedade e exerciam funções contínuas, sem remuneração e sem equipamentos de proteção individual (EPIs), mesmo em obras; Os homens eram dependentes químicos e não recebiam acompanhamento médico, psicológico ou social, conforme determina a legislação para tratamento terapêutico; O alojamento era improvisado, coberto por telhas de zinco e apresentava várias frestas; Os colchões estavam sujos e danificados; Havia alimentos vencidos, como feijão e maionese; A água usada para beber e cozinhar vinha de uma cisterna sem tampa e sem tratamento; Existia risco de explosão em uma panela de pressão com defeito; Os homens trabalhavam de chinelos e sem equipamentos de proteção. Resumo da condenação: entenda Além das indenizações, o juiz determinou que a instituição registre os vínculos na Carteira de Trabalho Digital, pague as verbas trabalhistas e corrija as irregularidades sanitárias e de segurança. O magistrado destacou que o dano moral “é presumido diante da violação da dignidade humana e da exploração da vulnerabilidade social dos trabalhadores”. Resumo da condenação: 1) Justiça reconheceu vínculo de emprego entre seis trabalhadores e a comunidade terapêutica. 2) Instituição e responsável foram condenados ao pagamento de indenizações. 3) Determinação para registro em carteira e correção das irregularidades sanitárias e de segurança. ‘Lista suja’ do trabalho escravo é atualizada 'Lista suja' do trabalho escravo é atualizada com 159 novos nomes O governo federal incluiu 159 novos empregadores na “lista suja” do trabalho escravo, divulgada na segunda-feira pelo Ministério do Trabalho. O número representa um aumento de 20% em relação à atualização anterior. Do total, 101 são pessoas físicas e 58 são empresas. Minas Gerais lidera o ranking, com 33 empregadores incluídos, sendo dois em Juiz de Fora. 🔎 Um dos casos registrados na cidade envolve a Comunidade Terapêutica Tenda do Encontro, e o outro envolve o Santuário Nacional de Bom Jesus. A reportagem tenta contato com este último. Veja abaixo na tabela quem entrou na “lista suja”, que também inclui registros de nove empregadores em Santa Bárbara do Monte Verde, Barbacena, Mar de Espanha, Santos Dumont, Bom Jardim de Minas, Orizânia, São João del Rei e Além Paraíba. Nota na íntegra "A COMUNIDADE TERAPEUTICA TENDA DO ENCONTRO, diante das recentes informações e interpretações equivocadas divulgadas a respeito de sua atuação, vem a público reafirmar seu compromisso com a verdade, com a justiça e com o acolhimento humano que sempre norteou suas atividades. Em primeiro lugar, é fundamental destacar que no processo criminal que tramitou perante a Justiça Federal, a Comunidade e seus Diretores foram absolvidos de todas as acusações, com trânsito em julgado da sentença absolutória, o que reafirma a lisura de sua atuação e a inexistência de qualquer prática ilícita. Essa decisão é definitiva e irrefutável. No âmbito trabalhista, a Comunidade, por meio de seus representantes legais, defende a incompetência da Justiça do Trabalho para o julgamento do caso, uma vez que a relação existente entre a instituição e os participantes era de natureza civil e voluntária, e não empregatícia. No recurso interposto, foi pleiteada a declaração de nulidade de todos os atos processuais, inclusive da sentença condenatória, com o consequente envio dos autos à Justiça Comum, foro adequado para apreciação de relações dessa natureza. Importa ressaltar que os vínculos firmados com os acolhidos tinham base em contratos de trabalho voluntário, nos termos da legislação vigente. Tratava-se de ex-dependentes químicos que, após longos períodos de exclusão social, encontraram na Comunidade uma oportunidade real de reabilitação, dignidade e reintegração. Muitos deles chegaram até a Comunidade Tenda do Encontro em situações extremas, abandonados por suas famílias, ignorados pelo poder público e ameaçados por facções criminosas, em razão de dívidas e envolvimento anterior com o tráfico de drogas. A missão da Comunidade é transformar dor em esperança. E é por isso que, mesmo diante das adversidades e dos mal-entendidos, segue firme na vocação de acolher, recuperar e reintegrar seres humanos que um dia foram esquecidos pela sociedade". VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

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Governo do DF lança edital de R$ 15 milhões para decoração de Natal; relembre polêmicas e investigações passadas

Publicado em: 07/10/2025 11:42

Estrutura da decoração de natal de 2024, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília TV Globo O Governo do Distrito Federal vai gastar R$ 15 milhões para a decoração de fim de ano na Esplanada dos Ministérios, no centro de Brasília. O edital foi lançado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa nesta segunda-feira (6), em edição extra do Diário Oficial. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A contratação de empresas para a decoração já acumulou polêmicas, investigações e suspeitas de superfaturamento desde o início do governo de Ibaneis Rocha (MDB), em 2019. O g1 questionou a Secretaria de Cultura para saber se as regras do edital de 2025 foram pensadas para evitar irregularidades. A pasta ainda não respondeu. O valor do edital de 2025 é o maior já destinado para custear eventos de fim de ano, durante o governo de Ibaneis. Relembre casos passados 2019 – Iluminação com sobrepreço Auditoria aponta 35% de sobrepreço no gasto com iluminação de fim de ano em 2019 Em 2019, o governo do DF gastou R$ 4,5 milhões com a decoração de Natal. A contratação foi alvo de uma auditoria interna que apontou sobrepreço de 35% no valor pago pela iluminação. O pente-fino foi feito pela própria equipe de fiscalização do governo, que identificou falhas na execução e na justificativa dos custos. Apesar da constatação técnica, o caso não gerou investigação formal por parte do Ministério Público. 2020 – 'Brasília Iluminada' com verba redirecionada Brasília Iluminada em 2020. Joel Rodrigues (Agência Brasília)/Divulgação A primeira edição do projeto “Brasília Iluminada” custou R$ 9,6 milhões, pagos com recursos de emenda parlamentar do deputado distrital José Gomes. O dinheiro, inicialmente destinado à saúde, esporte e iluminação pública, foi redirecionado para o evento, o que motivou um pedido de apuração ao Ministério Público. O MP apontou indícios de superfaturamento, falhas na prestação de contas e entrega fora do prazo. À época, a Secretaria de Turismo, responsável pela execução, afirmou que todos os trâmites foram legais. O evento teve shows e atrações culturais ao ar livre, com promessa de geração de empregos e fomento ao turismo. 2021 – Superfaturamento e operação Tenebris Operação faz buscas na casa do ex-secretário de Economia André Clemente, no DF TV Globo A segunda edição do “Brasília Iluminada” teve orçamento de R$ 14 milhões e se tornou o caso mais emblemático. O MP e a Polícia Civil deflagraram a operação “Tenebris”, que investigou fraude, superfaturamento e uso de organização social de fachada. O Instituto Idheias, contratado sem licitação, teria servido apenas como intermediário para subcontratar empresas privadas. Um dos alvos foi o então secretário de Economia, André Clemente, que virou conselheiro do TCDF. Isso abriu brecha para a suspeita de que ele e outros alvos da operação tivessem conhecimento da investigação antes dela ser divulgada. A investigação apontou que o contrato foi estruturado para burlar a legislação e permitir repasses milionários a empresas amigas. O STJ chegou a suspender a investigação por questões de foro. 2022 – Edital cancelado após repercussão negativa Em 2022, o governo do DF lançou um novo edital com valor estimado em R$ 14 milhões, mas nenhuma proposta foi aceita. Diante da repercussão negativa e das investigações em curso, o governo decidiu cancelar o projeto. A Secretaria de Cultura anunciou que o orçamento seria redirecionado para uma festa de Réveillon mais modesta, com custo de R$ 3 milhões. A decisão foi vista como uma tentativa de evitar novos escândalos, após o desgaste causado pelo “Brasília Iluminada”. 2023 – Nova estratégia Em 2023, o governo reformulou o evento e lançou o projeto “Réveillon Cidade Luz”, com orçamento de R$ 12 milhões. A mudança de nome foi uma estratégia para se desvincular das polêmicas do “Brasília Iluminada”. O novo formato incluiu festas simultâneas em várias regiões do DF, com shows e iluminação temática. A festa se dividiu em pontos como a Esplanada dos Ministérios, Praça do Buriti, Praça do Cruzeiro e Rainha da Paz, além de shows em Ceilândia, Planaltina e na Praça dos Orixás. Apesar da tentativa, o histórico recente de investigações ainda pairou sobre a iniciativa. O governo prometeu mais controle e transparência, mas não detalhou mudanças estruturais no modelo de contratação. 2024 – 'Nosso Natal' vira alvo da operação Krampus Polícia deflagra operação "Krampus", que investiga desvio de recursos públicos no DF. O projeto “Nosso Natal 2024” foi contratado por R$ 14 milhões com a Associação Amigos do Futuro, sem licitação. Em 30 de dezembro, o MP do DF deflagrou a operação Krampus, que apontou superfaturamento de quase R$ 6 milhões e indícios de que a entidade era de fachada. Segundo o MP, a associação não tinha funcionários registrados e não apresentava consumo de energia elétrica no endereço informado como sede. Na segunda fase da operação, em 15 de maio de 2025, os promotores revelaram que os R$ 14 milhões recebidos pela associação foram repassados integralmente a empresas cujos sócios são amigos e têm parcerias comerciais antigas. A investigação apontou que a entidade foi usada apenas como intermediária para viabilizar os repasses, sem executar diretamente nenhuma etapa do projeto. O MP também destacou que a contratação foi feita sem transparência, e que a associação não possuía fins lucrativos, o que contraria os critérios legais para esse tipo de parceria. Edital de 2025 Pelo documento, a decoração do "Nosso Natal 2025" vai contar, entre outras coisas, com: cidade do Papai Noel, com ambientação temática e iluminação cênica; apresentações teatrais, musicais e corais; oficinas de Natal e ações comunitárias. As atrações vão se concentrar no quadrante entre o Teatro Nacional e o Museu Nacional, na Esplanada dos Ministérios. As empresas interessadas em participar da seleção deverão apresentar as propostas até o dia 4 de novembro e serão avaliadas conforme os critérios do edital. Como contrapartida, a organização selecionada deverá atender, no mínimo, 400 crianças em situação de vulnerabilidade social, sendo 100 em cada uma das regiões administrativas Norte, Sul, Leste e Oeste do Distrito Federal. A proposta apresentada pela entidade deve detalhar como esse atendimento será realizado, incluindo indicadores de desempenho e um plano de trabalho deverá atender. O documento não determinou o período em que a decoração estará disponível para visitação. LEIA TAMBÉM VÍDEO: Polícia prende grupo que se passava por policiais para roubar casas no DF PRESENTE DE AMIGO: Empresário alvo da PF em operação sobre fraudes no INSS diz ter dado Fusca de R$ 71 mil como presente a Ibaneis: 'Amigo querido' Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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'No dia em que começarem a falsificar Coca-Cola, vou me preocupar', diz Tarcísio sobre intoxicações por metanol em SP

Publicado em: 07/10/2025 10:03

'No dia que começarem a falsificar Coca-Cola, vou me preocupar', diz Tarcísio sobre intoxicações por metanol em SP O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse, em tom de brincadeira durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira (6) sobre os casos de intoxicação por metanol, que iria se preocupar com o assunto no dia em que começassem a adulterar Coca-Cola. (Veja vídeo acima.) No dia em que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar... Ainda bem que ainda não chegaram nesse ponto. Coca-Cola, até aqui, não. E a minha é normal [com açúcar na fórmula]. Tarcísio deu a declaração após uma reunião com representantes do setor de bebidas, que, segundo ele, tem se mostrado disposto a ajudar nas investigações. “Nós ouvimos uma vontade enorme de colaborar. Quem estava aqui eram os fabricantes, os maiores fabricantes, os maiores players do Brasil estavam na mesa, que fabricam as maiores bebidas que são objetos de falsificação, Jack Daniels, Johnny Walker, enfim, todas essas bebidas que são objetos de falsificação. [Mas] não vou me aventurar nessa área, que não é minha praia”, afirmou. O governador ponderou ainda que as empresas "sofrem muito com isso" porque "há uma crise de confiança". "As pessoas estão com medo. E precisamos restabelecer a confiança com ações integradas entre estado e iniciativa privada”, completou. O estado de São Paulo concentra a maior parte dos registros do país de intoxicação pelo metanol em bebidas, com 15 casos confirmados e 164 sob análise, o que representa mais de 82% do total do país, segundo o Ministério da Saúde. A morte da mulher de 30 anos em São Bernardo é a terceira no estado, mas não foi incluída ainda no último balanço porque foi informada depois da divulgação. 🔍 O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos. Ele é altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até morte. Também pode provocar insuficiência pulmonar e renal. A Polícia de São Paulo trabalha com duas linhas principais de investigação sobre as bebidas "batizadas" com metanol, que causaram diversas internações e mortes no estado. Uma delas é que o metanol teria sido usado para a higienização de garrafas reaproveitadas que acabaram não indo para a reciclagem, segundo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Outra hipótese é o uso do metanol para aumentar na produção o volume de bebidas falsificadas. Uma possibilidade é que a intenção do falsificador fosse adicionar etanol puro, sem saber que o produto estava contaminando com metanol. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (6). João Valério/GESP A perícia feita pela Superintendência de Polícia Técnico-Científica confirmou a presença de metanol em bebidas de duas distribuidoras no estado. O governador disse ainda que vai solicitar à Justiça a destruição de garrafas, rótulos, lacres, tampas e selos apreendidos durante as ações de fiscalização. Só na última semana, mais de 7 mil garrafas suspeitas de falsificação ou adulteração foram recolhidas. Tarcísio e o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afastaram qualquer participação do PCC ou de outras facções criminosas, argumentando que o negócio é pouco lucrativo em comparação com o tráfico de drogas. Brasil tem mais de 200 casos de intoxicação por metanol em investigação Quais bebidas estão sendo 'batizadas' com metanol? Os casos de intoxicação por metanol identificados até agora envolvem bebidas destiladas, como vodca e gin. No entanto, especialistas reforçam que, neste momento, nenhuma bebida pode ser considerada totalmente segura. O risco maior, porém, está nos destilados, especialmente os incolores. De acordo com médicos ouvidos pelo g1, cerveja, vinho e chope apresentam menor vulnerabilidade à adulteração com metanol, principalmente pela forma de produção e envase. A cerveja em lata é apontada como a opção de menor risco, já que o recipiente é mais difícil de ser adulterado. Como identificar metanol na bebida? Não é possível identificar a presença do metanol apenas olhando, cheirando ou provando a bebida. Ele não altera cor, odor ou sabor, e só pode ser detectado por testes laboratoriais. Por isso, especialistas o chamam de “substância traiçoeira”. Autoridades recomendam que consumidores fiquem atentos a embalagens suspeitas (como lacres tortos ou rótulos mal impressos), desconfiem de preços muito baixos e sempre exijam nota fiscal. A Abrasel, entidade que representa bares e restaurantes, orienta que garrafas vazias sejam inutilizadas para evitar que falsificadores as reutilizem. Autoridades orientam a população a: Desconfiar de preços muito baixos; Comprar apenas em locais conhecidos; Verificar se as garrafas têm lacre e selo fiscal. Em caso de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediato e informar a origem da bebida para ajudar na investigação. Saiba como descartar garrafas de destilados para evitar falsificação Nunes veta emendas que queriam repassar ruas de SP para igreja e ONG de mãe de vereador Infográfico: o impacto do metanol no corpo humano. Arte/g1

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Quais são as linhas de investigação sobre as bebidas 'batizadas' com metanol em SP

Publicado em: 07/10/2025 08:40

Brasil tem mais de 200 casos de intoxicação por metanol em investigação A Polícia de São Paulo trabalha com duas linhas principais de investigação sobre as bebidas "batizadas" com metanol, que causaram diversas internações e mortes no estado. Uma delas é que o metanol teria sido usado para a higienização de garrafas reaproveitadas que acabaram não indo para a reciclagem, segundo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Outra hipótese é o uso do metanol para aumentar na produção o volume de bebidas falsificadas. Uma possibilidade é que a intenção do falsificador fosse adicionar etanol puro, sem saber que o produto estava contaminando com metanol. A perícia feita pela Superintendência de Polícia Técnico-Científica confirmou a presença de metanol em bebidas de duas distribuidoras no estado. 🔎 Até a manhã de segunda-feira, o estado de São Paulo tinha 192 registros de contaminação por metanol, segundo os dados do governo. São 14 casos confirmados (incluindo 2 mortes) e 178 em investigação (incluindo 7 mortes). A morte da mulher de 30 anos em São Bernardo é a terceira no estado, mas não foi incluída ainda no último balanço porque foi informada depois da divulgação. Existem regras de logística reversa que, infelizmente, não estão sendo cumpridas. Um grande insumo para o falsificador é a garrafa que foi consumida e que deveria ir para a reciclagem, o que não está acontecendo. Ela é comprada no mercado clandestino e facilita esse objeto de falsificação. Em entrevista à imprensa na segunda, o governador disse que vai solicitar à Justiça a destruição de garrafas, rótulos, lacres, tampas e selos apreendidos durante as ações de fiscalização. Só na última semana, mais de 7 mil garrafas suspeitas de falsificação ou adulteração foram recolhidas. Tarcísio e o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afastaram qualquer participação do PCC ou de outras facções criminosas, argumentando que o negócio é pouco lucrativo em comparação com o tráfico de drogas. O governador Tarcísio de Freitas durante entrevista coletiva sobre intoxicação de bebidas por metanol em SP ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Quais bebidas estão sendo 'batizadas' com metanol? Os casos de intoxicação por metanol identificados até agora envolvem bebidas destiladas, como vodca e gin. No entanto, especialistas reforçam que, neste momento, nenhuma bebida pode ser considerada totalmente segura. O risco maior, porém, está nos destilados, especialmente os incolores. De acordo com médicos ouvidos pelo g1, cerveja, vinho e chope apresentam menor vulnerabilidade à adulteração com metanol, principalmente pela forma de produção e envase. A cerveja em lata é apontada como a opção de menor risco, já que o recipiente é mais difícil de ser adulterado. Como identificar metanol na bebida? Não é possível identificar a presença do metanol apenas olhando, cheirando ou provando a bebida. Ele não altera cor, odor ou sabor, e só pode ser detectado por testes laboratoriais. Por isso, especialistas o chamam de “substância traiçoeira”. Autoridades recomendam que consumidores fiquem atentos a embalagens suspeitas (como lacres tortos ou rótulos mal impressos), desconfiem de preços muito baixos e sempre exijam nota fiscal. A Abrasel, entidade que representa bares e restaurantes, orienta que garrafas vazias sejam inutilizadas para evitar que falsificadores as reutilizem. Autoridades orientam a população a: Desconfiar de preços muito baixos; Comprar apenas em locais conhecidos; Verificar se as garrafas têm lacre e selo fiscal. Em caso de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediato e informar a origem da bebida para ajudar na investigação.

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Google lança programa de recompensa para quem achar vulnerabilidades na IA

Publicado em: 07/10/2025 08:29 Fonte: Tudocelular

O desenvolvimento de ferramentas de IA gera melhorias em diversos âmbitos, mas também pode ampliar o poder dos invasores. Agora, o Google foca em transformar a tecnologia em um trunfo dos defensores. A empresa acaba de anunciar diversas ferramentas e protocolos que usam IA para antecipar, detectar e neutralizar ameaças, em vez de apenas reagir a elas. A principal novidade é o CodeMender, um agente de IA que corrige vulnerabilidades críticas automaticamente. Utilizando o modelo Gemini para raciocínio avançado, ele não só identifica o problema raiz como também aplica patches que revisam essas correções antes que sejam propostas a desenvolvedores humanos. Clique aqui para ler mais

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José de Paiva Netto, jornalista e presidente da Legião da Boa Vontade, morre no Rio aos 84 anos

Publicado em: 07/10/2025 07:56

O escritor, jornalista, radialista, compositor e educador brasileiro José de Paiva Netto morreu aos 84 anos, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (7), segundo nota divulgada pela Legião da Boa Vontade (LBV), da qual era presidente. Paiva Netto estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, e morreu de madrugada. As causas não foram divulgadas. Reconhecido por sua atuação na área social e educacional, Paiva Netto liderou a LBV por décadas, período em que a instituição se consolidou como um dos maiores movimentos humanitários do planeta, com projetos de assistência social, educação e comunicação voltados a pessoas em situação de vulnerabilidade. Com uma proposta pedagógica que unia valores espirituais e formação cidadã, desenvolveu a linha educacional conhecida como *Pedagogia do Afeto* e *Pedagogia do Cidadão Ecumênico*, que busca integrar razão e sentimento no processo de aprendizagem. Sob sua liderança, a entidade passou a ter papel de destaque na Organização das Nações Unidas (ONU), mantendo relação consultiva há mais de 30 anos. Em 2000, Paiva Netto criou o Fórum Mundial Espírito e Ciência, voltado à aproximação entre saber científico e tradições espirituais. Em 1989, fundou o Templo da Boa Vontade, em Brasília, monumento ecumênico que se tornou um dos principais pontos de peregrinação da capital federal e foi eleito uma das Sete Maravilhas da cidade. Autor de diversas obras traduzidas para mais de 25 idiomas e publicadas em braile, Paiva Netto foi um dos principais divulgadores do Evangelho-Apocalipse. Seus livros superaram a marca de 10 milhões de exemplares vendidos. Também colaborou com veículos como *Folha de S.Paulo*, *Jornal de Brasília*, *A Tarde* e *revista Manchete*. Ao longo da trajetória, recebeu diversas condecorações, entre elas a Medalha do 1º Centenário da Academia Brasileira de Letras, a Ordem do Rio Branco, a Ordem do Mérito Aeronáutico (grau de Comendador) e a Medalha do Pacificador, concedida pelo Exército Brasileiro. A LBV informou que as homenagens ao educador serão realizadas nesta quarta-feira (8), em São Paulo, em cerimônia aberta ao público, com local ainda a ser definido. Segundo a entidade, Paiva Netto deixa a esposa, Lucimara Augusta, e os filhos Franklin (in memoriam), Pedro, José Eduardo, Iraci, Tatiana, Alziro e Emmanuel Adolfo, além de netos e bisneto.

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Stalking e ameaça lideram crimes virtuais contra mulheres, aponta SSP; saiba como agir

Publicado em: 07/10/2025 07:19

'Stalking': saiba quando a perseguição na internet se torna crime A Polícia Civil de Sorocaba (SP) registrou 38 boletins de ocorrência por crimes cometidos contra mulheres na internet, de janeiro a julho de 2025. Dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), indicam que perseguição (ou stalking) e ameaças são as principais formas de violência cometidas na web. No mesmo período do ano passado - isto é, entre janeiro a julho de 2025 -, o número de boletins registrados por violência digital foi o mesmo, 38. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Ameaças lideram os crimes virtuais sofridos por moradoras de Sorocaba. Foram 14 nos primeiros sete meses de 2025 e 15 no mesmo intervalo do ano anterior. Casos de stalking vêm logo depois, com 10 registros em 2025 e 11 em 2024. Ainda conforme o levantamento, a maioria dos criminosos mantinha relação amorosa com a vítima, em diferentes níveis de relacionamento. Do total de casos, de 2024 e 2025, 27 vítimas tinham algum tipo de envolvimento amoroso, sendo que 21 delas eram casadas e 19 estavam em união estável. Ainda entre o total de casos, sete afirmaram que foram vítimas da violência por parentes. Confira: Envolvimento amoroso: 27; Casamento: 21; União estável: 19; Parentesco: 7; e Não declarado: 2. Em todo o estado de São Paulo, neste ano, de janeiro a julho, 3.220 boletins de ocorrência por violência contra a mulher na internet foram registrados. No ano passado, no mesmo período, foram 4.539 boletins. 'Vai morrer sozinha' Ninguém inicia um relacionamento pedindo antecedentes criminais. Quem tem um passado obscuro também não expõe isso no primeiro encontro ou publica nas redes sociais. Fosse o contrário, uma mulher de 38 anos, moradora de Sorocaba (SP), que preferiu não se identificar, não teria passado o que passou e ainda está passando. Ela teve de mudar sua vida, seus comportamentos e suas rotinas em função do último relacionamento. Entre as diversas mensagens, teve de ler que ela tinha um encosto e que iria morrer sozinha. Em outra ocasião, o agressor disse que ela tinha que ter relações sexuais com ele, ou ele e o cachorro dele morreriam. Ela não foi. Como punição, recebeu fotos de um cachorro com múltiplos ferimentos. “Ele me mandou mensagem dizendo que o cachorro dele morreu por minha culpa.” O agressor tem como passado uma extensa ficha criminal, com denúncia de seis mulheres e medidas protetivas, duas somente de 2024. Ele ainda responde por tentativa de homicídio. “Um ponto importante aqui é que, geralmente, falam que é preciso ficar atento aos sinais. Só que a gente precisa entender que, às vezes, não vai ter sinais. Ninguém vem com letreiro na testa dizendo 'estuprador', 'agressor'." E no meio de tantas privações, ela também encontrou insegurança onde deveria mais receber apoio. Ela relata que teve problemas para registrar o caso na Delegacia da Mulher em Sorocaba. Em vez de prontidão, recebeu burocracia proposital. “Fiquei lá plantada quatro horas pra ver se alguém me atendia. Quem me atendeu foi um homem, que disse que só foi ameaça e que não aconteceu nada demais comigo.” Na sua residência, em vez de proteção, ao acionar a Polícia Militar, recebeu sermão e quase um tutorial para se expor a riscos. “Eles começaram a brigar comigo e me intimar, o porquê de eu não ter ido lá fora filmar o agressor.” Como resultado de tudo isso, ela está fazendo tratamento para crise do pânico, estresse pós-traumático e transtorno adaptativo, quando a pessoa tem diversos gatilhos em função de algum trauma. Atualmente, ela ainda conta com uma medida protetiva, que é renovada a cada seis meses. Violência combinada Caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sorocaba (SP) Victor Cardoso/TV TEM Em Jundiaí (SP), mais um exemplo de violência contra a mulher. Nesse caso, uma combinação de violência física e a forma digital. A vítima, de 39 anos, sofreu tentativa de feminicídio por enforcamento por parte do ex-companheiro. Ele também usou uma faca e pedaços de madeira contra a mulher, que prefere não ser identificada. O agressor ainda violou uma medida protetiva determinada pela Justiça. O homem chegou a ser preso, mas foi solto na audiência de custódia. Além disso, as ameaças continuaram, inclusive na forma digital. A mulher recebeu mensagem com os dizeres 'quero ver vc (sic) no inferno', 'tenho ódio de vc' (sic), 'te odeio' e 'te busco no inferno'". Ela ainda tenta reverter a situação na Justiça, mas, enquanto isso, segue uma rotina de medo e insegurança, a qual ele define como cárcere privado na própria casa. Comportamentos repetitivos e obsessivos Emanuela Barros, advogada de Sorocaba (SP) Arquivo Pessoal A advogada Emanuela Barros é uma das mais conhecidas ativistas da causa quando se trata de violência contra a mulher em Sorocaba. “O crime de stalking é caracterizado por comportamentos repetitivos e obsessivos direcionados a uma pessoa, causando medo, angústia ou interferência na rotina da vítima. As leis variam conforme o país, mas geralmente incluem perseguição, ameaças ou monitoramento constante", explica. Ela comenta que não é fácil atuar nessas situações. “Muitas vezes, a questão da violência cibernética depende ainda de comprovação de como que foi, e, na verdade, é uma perseguição que a pessoa faz através de redes sociais, das mídias sociais e deixam a mulher numa condição muito vulnerável”, diz. “Você não tem lugar seguro, onde que você está, está sendo perseguida, você está sendo, de certa forma, podada, porque onde que você está, a pessoa te persegue sabendo que você está, manda mensagem, manda foto, às vezes até faz a violência de forma bastante direta”, lembra. A especialista diz ainda que é importante orientar a vítima de que é essencial ter provas da perseguição para conseguir, durante o processo, demonstrar que a história da vítima é verídica. "Salvar e-mails, postagens em redes sociais, tirar prints (capturas de tela) de mensagens ou registrar chamadas telefônicas. Tem que armazenar tudo e nunca apagar as provas", completa. Emanuela ainda comenta outro ponto que envolve os crimes cibernéticos: eles têm relação com o chamado "revenge porn", ou pornografia da vingança, que é quando fotos e momentos íntimos da vítima são postadas em sites e redes sociais, ou encaminhadas em aplicativos de mensagem. Forma de controle e poder Kelly Pedroso, psicóloga de Sorocaba (SP) Arquivo Pessoal A dificuldade em aceitar o fim do relacionamento é uma das principais causas das perseguições online. Conforme a psicóloga Kelly Pedroso, muitos desses casos de violência digital têm origem em relações amorosas anteriores, e o ambiente virtual acaba sendo usado para manter o controle e prolongar os laços de poder. “O stalking muitas vezes emerge de uma dificuldade em aceitar o fim da relação. Ex-parceiros usam o ambiente digital como forma de controle, prolongando vínculos de poder e dependência emocional. A tecnologia facilita essa continuidade da violência, que já existia em muitos casos durante o relacionamento”, explica Kelly. Segundo a especialista, esse tipo de comportamento dos ex-parceiros e ex-parceiras causa nas vítimas grande sofrimento emocional e acaba causando danos à saúde mental. “As ameaças e perseguições virtuais desencadeiam um estado de vigilância constante, gerando ansiedade, medo e estresse crônico. Muitas vítimas desenvolvem insônia, dificuldades de concentração e quadros depressivos”, detalha. A psicóloga ainda destaca que a violência digital acaba corroendo a autoestima das pessoas, fazendo com que elas se isolem dos outros por conta do medo do que pode acontecer. Mesmo que o ambiente seja online, as vítimas têm medo de que as ameaças virem realidade. “A vítima tende a duvidar da própria autonomia e passa a evitar a exposição online. Em muitos casos, reduz o contato com amigos e familiares, o que aprofunda o isolamento e o sentimento de vulnerabilidade.” A especialista ainda reforça que um dos primeiros passos para quem sofre esse tipo de violência é reconhecer que não se trata apenas de um problema individual, mas sim de uma agressão, e compartilhar com pessoas que têm mais confiança nesses momentos. “É importante não se culpar. Procurar apoio emocional, preservar provas e buscar ajuda profissional e jurídica são passos fundamentais para quebrar o ciclo de controle”, orienta. Nesses momentos, como explica a profissional, é importante ter um suporte de familiares e amigos. “Eles devem validar a experiência da vítima e oferecer presença e escuta, sem minimizar o que ela sente. Acolher e acompanhar o processo ajuda a reduzir o isolamento”, diz. Por fim, a psicóloga lembra que o ambiente digital não apenas reproduz, mas também intensifica a violência de gênero. “O digital amplia o alcance e o impacto das agressões, reforçando desigualdades que já estão presentes nas relações offline”, conclui. Perseguição e morte Anna Carolina Pascuin Nicoletti foi achada morta em Sorocaba Arquivo Pessoal Um dos casos mais lembrados desse tipo de violência em Sorocaba ocorreu em novembro de 2021, na zona oeste da cidade. A influenciadora Anna Carolina Pascuin Nicoletti, à época com 24 anos, foi encontrada morta em um apartamento, no bairro Wanel Ville. De acordo com a Polícia Civil, o ex-padrasto de Anna era considerado um stalker - crime de perseguição, conhecido também como "stalking". Os depoimentos de conhecidos da vítima e de parente sobre a suposta obsessão e uma possível arma guardada na casa dele foram embasados no pedido de prisão temporária. Ele virou réu, está preso e já foi condenado a mais de dois anos de prisão. Como denunciar As duas principais formas de denunciar esse tipo de violência são na delegacia virtual da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), ou nas delegacias da mulher do estado. Veja como e quando denunciar o 'stalking', crime de perseguição Daniel Ivanaskas/G1 Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí

Ipsos: 52% dos brasileiros dizem que saúde mental é o principal problema de saúde do país

Publicado em: 07/10/2025 07:00

Problemas de saúde mental entre crianças e adolescentes preocupam especialistas. Freepik Pesquisa Ipsos divulgada nesta terça-feira (7) aponta que, para 52% dos brasileiros, saúde mental é o principal problema de saúde do país. De acordo com o instItuto, o número representa um "salto significativo" em relação a 2018, quando 18% dos entrevistados tinham a mesma percepção. O levantamento Ipsos Health Service Report, realizado em 30 países, ainda revela que o câncer (37%) e o estresse (33%) aparecem na sequência como as maiores preocupações de saúde no Brasil. Veja os números: Saúde mental: 52% (eram 18% em 2018); Câncer: 37% (eram 57%); Estresse: 33% (eram 19%); Abuso de drogas: 26% (eram 42%); Obesidade: 22% (eram 24%). A pesquisa ouviu 23.172 adultos em 30 países. No Brasil, foram entrevistados aproximadamente 1 mil indivíduos, e a margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Para Marcos Calliari, CEO da Ipsos Brasil, o crescimento da preocupação dos brasileiros com a saúde mental também é observado nos demais países pesquisados, e um dos principais fatores para o aumento é a pandemia de Covid-19. "A média dos 30 países, por exemplo, que citam saúde mental como principal preocupação na área da saúde, saiu de 27%, em 2018, para 45% em 2025, portanto a gente vê um aumento igualmente robusto, igualmente intenso em diversos outros países também", diz Calliari. "A partir de 2020 a gente tem o processo de pandemia e, mesmo durante a pandemia, quando a gente perguntava para a população brasileira, a gente via que a preocupação com saúde mental apresentava crescimento muito alto, muito intensos inclusive muito mais altos do que em outros países. Então a gente obviamente tem a pandemia como principal fator acelerador da preocupação com saúde mental". O estudo também revela que 74% dos brasileiros pensam "com muita frequência" sobre seu bem-estar mental, colocando o país em terceiro lugar no ranking global, atrás de México e África do Sul. Veja ranking abaixo: Preocupação com saúde mental nos países: Chile – 68% Suécia – 63% Austrália – 62% Espanha – 62% Canadá – 59% Irlanda – 58% Holanda – 54% Singapura – 53% Colômbia – 53% Brasil – 52% Argentina – 51% Grã-Bretanha – 50% Estados Unidos – 50% Alemanha – 48% Indonésia – 48% França – 47% Coreia do Sul – 46% Peru – 44% Bélgica – 44% Polônia – 42% Itália – 41% Malásia – 40% Mulheres e geração Z A preocupação com a saúde mental é ainda mais acentuada entre as mulheres brasileiras (60%) do que entre os homens (44%), aponta a Ipsos. Entre as gerações, a diferença também é marcante: o tema é citado por 60% da geração Z (nascidos entre 1997 e 2012), contra 40% dos Boomers (nascidos entre 1947 e 1963). "O que a gente nota é que as gerações mais jovens, por exemplo, geração Z, se percebe sentindo mais problema de saúde mental, mais vulnerabilidade. Então a gente vê aqui que tanto a questão geracional quanto a questão da pandemia tiveram efeitos bastante importantes, aumentando e acelerando a preocupação com saúde mental entre os brasileiros", diz o CEO da Ipsos. Também houve uma melhora na percepção sobre a qualidade dos serviços de saúde nos últimos anos, segundo a Ipsos. Em 2025, 34% dos entrevistados classificam como "boa ou muito boa" a qualidade dos cuidados que recebem, um aumento em relação aos 18% de 2018. Por outro lado, o percentual de brasileiros que acreditam que a qualidade dos serviços vai melhorar nos próximos anos passou de 61% em 2018 para 57% neste ano. Para 80% dos brasileiros, a população em geral não consegue arcar com uma boa assistência à saúde. Os principais desafios apontados para o sistema são os longos tempos de espera por atendimento (43%) e a falta de investimentos (39%). O custo do tratamento é visto como uma barreira por 24% dos brasileiros, um índice abaixo da média global, que é de 33%. Outros destaques sobre a saúde no Brasil segundo a pesquisa: Vacinação: 70% dos brasileiros apoiam a vacinação obrigatória contra doenças infecciosas graves, um índice 9 pontos percentuais acima da média global (61%). Custo da saúde: 24% no Brasil citam o custo do tratamento de saúde como uma barreira significativa, abaixo da média global de 33%. Obesidade: 55% dos brasileiros entrevistados acreditam que obesidade irá aumentar no país nos próximos 10 anos, seguindo a média global de 54%. Remédios para obesidade: a conscientização sobre medicamentos como Ozempic (do tipo GLP-1) é de 58% no Brasil, muito acima da média global de 36%. A maioria (45%) ouviu falar sobre eles nas redes sociais, e não por um profissional de saúde (19%). Como o clima extremo afeta sua saúde mental? Problemas de saúde mental entre crianças e adolescentes preocupam especialistas. Freepik

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Mães de Pernambuco: governo abre 2.654 vagas para mulheres receberem auxílio de R$ 300 por mês; saiba como participar

Publicado em: 07/10/2025 05:04

Cartão do programa Mães de Pernambuco, em imagem de arquivo Governo de Pernambuco/Divulgação Foram abertas 2.654 vagas no novo ciclo de inscrições do "Mães de Pernambuco", projeto do governo do estado que oferta um auxílio mensal de R$ 300 para mulheres de baixa renda. Somente pessoas que recebem Bolsa Família têm direito ao benefício. As interessadas devem se inscrever pela internet, confirmando a participação no programa assistencial, até o dia 23 de outubro. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O pagamento do auxílio será liberado no dia 7 de novembro. As beneficiárias são selecionadas por um ranking formado com dados do Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal, levando em consideração aspectos que as põem em maior situação de vulnerabilidade social. Para participar do programa, é preciso que as beneficiárias cumpram os seguintes critérios: ser responsável familiar; morar em Pernambuco; receber Bolsa Família, com dados do CadÚnico atualizados; estar gestante ou ser mãe ou responsável por criança de até 6 anos; não ter emprego formal. No momento do cadastro, ao informar o Número de Identificação Social (NIS) e a data de nascimento, o sistema informa imediatamente se a mulher será contemplada, ou a posição da candidata na lista de espera do programa. Como se inscrever É preciso acessar o site e, em seguida, informar o NIS e a data de nascimento. O sistema, de forma automática, vai informar se a mulher está elegível e dentro das vagas. Caso positivo, basta confirmar o interesse em participar do programa. Se não estiver dentro das vagas, a mulher será informada sobre sua posição na fila de espera. Os cartões para recebimento do benefício serão entregues na casa das beneficiadas, mas, em caso de não recebimento, o valor também pode ser sacado nas agências da Caixa Econômica Federal, apresentando documento com foto. Também é possível movimentar o valor por meio do aplicativo Caixa Tem. Em caso de dificuldades, é possível entrar em contato com a Ouvidoria Social pelo e-mail ouvidoria@sas.pe.gov.br ou por meio de uma ligação gratuita para o telefone 0800.081.4421, informando nome completo, CPF e NIS. As mulheres também procurar orientações sobre o processo de inscrição e os critérios de seleção no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo de casa. Segundo o governo, as mulheres que estão na fila de espera devem acessar o site mensalmente para verificar sua classificação. De acordo com a gestão estadual, mais de 131 mil mulheres foram beneficiadas desde o lançamento do projeto, em março do ano passado (veja vídeo abaixo). Governo de Pernambuco anuncia auxílio de R$ 300 para mães em vulnerabilidade VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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Festival Curicaca: lideranças vão lançar 'Carta das Mulheres' que será levada à COP 30 em Belém; veja como colaborar

Publicado em: 07/10/2025 02:01

Festival Curicaca vai discutir inovação e tecnologia na indústria Deputadas, senadoras e mulheres líderes na política nacional se reúnem em Brasília, nesta semana, para lançar a "Carta das Mulheres para a COP 30". O documento, que será levado à Conferência do Clima em Belém (PA) no mês que vem, será construído como parte da programação do Festival Curicaca, que começa nesta terça (7) e vai até sábado (11) no estádio Mané Garrincha, no centro da capital. 💌 A carta é resultado de um processo colaborativo nacional, que reúne coletivos, institutos e grupos educacionais de diferentes regiões do país. 💌 O objetivo é amplificar a voz das mulheres nas discussões sobre políticas climáticas e na construção de um novo futuro político e ambiental para o Brasil. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Complexo da Arena BRB; estádio Mané Garrincha reprodução/Arena BRB O encontro integra a programação especial do festival e busca destacar o protagonismo feminino na formulação de propostas voltadas à sustentabilidade, à equidade e à justiça climática. O público também poderá contribuir com temáticas durante debates e atividades interativas, ou ainda, enviar sugestões para o e-mail querovoceeleita@gmail.com. Os debates são presenciais, mas quem está longe pode acompanhar a transmissão pela internet, ao vivo. As mulheres podem sugerir desafios, caminhos e soluções que ajudem a transformar a realidade feminina no DF e no Brasil. Veja alguns eixos que devem integrar a proposta: Combate ao feminicídio e à violência doméstica: ideias práticas para prevenção, acolhimento e reeducação de agressores. Autonomia econômica: formas de garantir renda, crédito e emprego digno para mulheres em vulnerabilidade. Saúde física e mental feminina: acesso a cuidado integral, combate ao esgotamento e valorização da saúde hormonal. Educação para igualdade: projetos que ensinem respeito, empatia e limites desde a infância. Representatividade política e liderança feminina: incentivo à participação ativa em decisões comunitárias e institucionais. Proteção da maternidade: apoio a mães solo, licença justa e combate à discriminação no trabalho. Tecnologia e segurança: uso de dados e ferramentas digitais para proteger e informar mulheres. Mulheres e fé: o papel da espiritualidade na reconstrução emocional e social das mulheres. Cultura e memória feminina: valorização de histórias e saberes de mulheres que moldaram o país. Sororidade na prática: criar pontes entre mulheres com trajetórias e opiniões diferentes. A coordenadora do evento, Gabriela Rollemberg, lembra que as mulheres e meninas são "80% das pessoas mais impactadas pela emergência climática, mas permanecem subrepresentadas nas decisões políticas". A produção da carta é realizada pelo Grupo Mulheres do Brasil, que mobiliza mais de 135 mil mulheres, juntamente com as organizações Quero Você Eleita, Azmina, Elas Pedem Vista e Elas no Poder. COP30 - Onde vai ser a COP 30? Festival Curicaca O Festival Curicaca é o maior encontro internacional de inovação e tecnologia da indústria brasileira. 👉Confira a programação aqui O festival tem entrada gratuita e acontece de 7 a 11 de outubro, na Arena BRB Mané Garrincha, e contará com grandes palestrantes, shows, experiências imersivas, e gastronomia. Com o ingresso, é possível acompanhar as palestras sobre inovação e tecnologia na indústria brasileira, que acontecem no Mané Garrincha. 👉Retire seu ingresso aqui O nome remete à ave típica do Cerrado, Curicaca, que é símbolo de mudança e inovação. A ave canta para anunciar novos tempos. E, segundo os idealizadores do projeto "é justamente isso que o festival representa: transformação, criatividade, desenvolvimento e oportunidades". LEIA TAMBÉM: PROGRAMAÇÃO: Festival Curicaca começa nesta terça (7) em Brasília; veja programação e como retirar ingressos de graça GASTRONOMIA: Tour gastronômico Esquenta Curicaca começa nesta sexta e celebra culinária do DF; saiba tudo

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