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Terapia Ocupacional: mercado aquecido impulsiona oportunidades profissionais

Publicado em: 03/03/2026 16:18

Com laboratórios modernos e equipamentos atualizados, o curso garante vivência prática contínua e integrada a equipes multiprofissionais getty images A terapia ocupacional vive um momento de expansão no Brasil. Impulsionada por transformações sociais, envelhecimento populacional, ampliação das políticas públicas de inclusão e novas demandas em saúde mental, educação e assistência social, a profissão tem conquistado maior visibilidade e reconhecimento. Esse cenário aquece o mercado de trabalho e amplia as possibilidades de atuação para terapeutas ocupacionais, exigindo, ao mesmo tempo, uma formação sólida, crítica e conectada com a realidade contemporânea. Nos últimos anos, a procura por terapeutas ocupacionais cresceu mais de 35% . Na Universidade de Fortaleza, instituição da Fundação Edson Queiroz , a retomada do curso de Terapia Ocupacional chega alinhada a esse contexto. A graduação se apoia em um legado histórico da Unifor, uma proposta pedagógica atualizada e uma infraestrutura robusta, fatores que vêm sendo apontados por docentes e alunos como diferenciais importantes na formação profissional. Segundo a coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da Unifor, Elcyana Bezerra, a definição atual da Federação Mundial de Terapeutas Ocupacionais (WFOT) sintetiza bem o papel da profissão: a terapia ocupacional “promove a saúde e o bem-estar ao apoiar a participação em ocupações significativas que as pessoas desejam, precisam ou são esperadas que façam”. A ocupação, entendida como as atividades do cotidiano que dão sentido à vida, é o núcleo da prática profissional, com foco na autonomia, na dignidade e na inclusão social. Com mais de três décadas de trajetória na área, a coordenadora acompanha de perto a transformação do campo profissional. Ela relembra que iniciou sua carreira em um contexto de escassez de campos de atuação, com mercado restrito, pouca demanda espontânea e escasso conhecimento sobre a terapia ocupacional. Elcyana Bezerra, coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da Unifor acervo pessoal Hoje, o cenário é outro. “A demanda por terapeutas ocupacionais cresceu significativamente, há maior reconhecimento social e institucional dos benefícios da nossa atuação”, afirma Elcyana, destacando o amadurecimento da profissão no Brasil e o fortalecimento de práticas baseadas em evidências e modelos de intervenção próprios, sensíveis às realidades culturais e sociais do país. Áreas em alta e novas frentes de atuação A expansão do mercado de trabalho para terapeutas ocupacionais é evidenciada pela variedade de áreas em que podem atuar. No setor público, há muitas oportunidades em campos como saúde mental comunitária, atenção primária, assistência social e envelhecimento. Há a atuação do terapeuta ocupacional em serviços como o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), as Unidades Básicas de Saúde, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Instituições de longa permanência para idosos também vêm se tornando cada vez mais essenciais. “As transformações sociais, as políticas públicas inclusivas, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a valorização da intersetorialidade têm impulsionado a presença do terapeuta ocupacional em diversas esferas”. destaca a professora Elcyana. Ganham destaque abordagens como a Terapia Ocupacional Social e a Justiça Ocupacional, que ampliam o olhar da profissão para questões de direitos humanos, vulnerabilidade social e participação cidadã. No setor privado, a procura também aumenta, sobretudo nos campos de: desenvolvimento infantil; neurodesenvolvimento; reabilitação física; assistência domiciliar; cuidados paliativos; tecnologia assistiva; saúde do trabalhador. Além disso, novas áreas de atuação também se destacam, como: telessaúde; acessibilidade digital; trabalho em contextos de justiça restaurativa e sistema prisional; projetos intersetoriais que conectam saúde, educação, cultura e assistência social. Formação conectada às demandas do mercado Em um mercado em constante mudança, a formação do terapeuta ocupacional deve ultrapassar o domínio técnico. Para Elcyana, sobressair-se no mercado de trabalho requer a combinação de conhecimento científico, sensibilidade ética e habilidade para inovar. “Para se destacar no mercado, o terapeuta ocupacional precisa ir além das competências técnicas tradicionais, com uma atuação alinhada à complexidade do trabalho, às demandas da atenção integral à saúde e às transformações sociais. O mercado valoriza profissionais que articulam conhecimento científico, trabalho interdisciplinar, sensibilidade ética e criatividade”, afirma. Essas competências estão no centro do projeto pedagógico do curso da Unifor. Ao longo de oito semestres, a graduação integra conteúdos das ciências biológicas, da saúde, sociais e da terapia ocupacional. A proposta é formar profissionais generalistas, críticos e reflexivos, preparados para atuar em diferentes contextos ao longo do ciclo de vida. A formação valoriza metodologias ativas, aprendizagem significativa e a integração entre ensino, pesquisa e extensão. A curricularização da extensão e a inserção precoce dos estudantes em cenários reais de prática fortalecem o vínculo com a comunidade e com o mercado de trabalho. “A proposta valoriza uma formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, comprometida com a transformação social”, destaca Elcyana. Infraestrutura, práticas e vivências desde os primeiros semestres Um dos diferenciais apontados por alunos e professores é a infraestrutura da Unifor. Os espaços específicos do curso, como o Laboratório de Recursos Terapêuticos Ocupacionais e o Laboratório de Tecnologia Assistiva, permitem que os estudantes experimentem, analisem e adaptem atividades terapêuticas desde os primeiros semestres, desenvolvendo o raciocínio clínico e a tomada de decisão profissional. Essas experiências se articulam com as práticas desenvolvidas no Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI), onde os alunos vivenciam cenários reais de cuidado multiprofissional. Segundo a coordenação, essa integração garante “uma inserção precoce, qualificada e significativa na prática profissional”, fortalecendo competências técnicas, éticas e criativas. Além disso, os estudantes têm acesso a projetos institucionais, ligas acadêmicas, monitorias, ações de extensão e programas como o PET-Saúde Digital , desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza e a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará. Essas iniciativas ampliam o contato com o mercado e fortalecem a formação baseada em evidências e inovação. Formação direcionada para o mercado atual Para os estudantes, o curso tem se mostrado decisivo na construção de trajetórias profissionais mais seguras e conectadas com o mercado. Artur Mouta de Pinho, psicólogo, professor de teatro e aluno do curso de Terapia Ocupacional, conta que o interesse pela área surgiu a partir de sua experiência profissional em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Essa vivência prévia no serviço público de saúde contribui para que Artur chegasse ao curso com uma visão mais concreta das demandas sociais e do mercado de trabalho. A escolha pela Unifor, segundo ele, esteve relacionada à credibilidade da instituição, à oferta do curso noturno e à infraestrutura. “Eu sempre ouvi falar que um dos grandes diferenciais da Unifor era que eles têm muita estrutura e dão muito suporte para os alunos, não só no acadêmico, mas também no profissional”, afirma. Para Artur, o mercado está “extremamente aquecido”, especialmente nas áreas de inclusão, neurodesenvolvimento e gerontologia, o que torna o momento favorável para quem está se formando. “Vejo que, na Unifor, eles ajudam você não apenas no sentido acadêmico, mas também no profissional. Minha expectativa em relação ao curso, em si, é aprender mais a fundo, entender melhor o que faz e o que é preciso para ser um terapeuta ocupacional”, comenta Artur Mouta. Artur Mouta, psicólogo e aluno do curso de Terapia Ocupacional da Unifor arquivo pessoal Ao refletir sobre o próprio futuro profissional, Artur enxerga um campo ampliado de possibilidades a partir da vivência que vem construindo na Terapia Ocupacional, especialmente quando compara essa formação com suas outras trajetórias, como ator e professor de teatro. Segundo ele, a profissão possibilita a criação de conexões entre diferentes áreas do conhecimento, unindo arte, educação e cuidado com os alunos: “Eu vejo que há mais possibilidades de uma construção de pontes”, conclui. Sensibilidade e responsabilidade social A estudante Andréa Moreno de Carvalho destaca que a terapia ocupacional entrou em sua vida de forma pessoal, a partir da experiência com a filha. “Percebi que, principalmente na infância, a T.O. tem um poder enorme de mudar futuros”, afirma. Ao longo do curso, ela passou a compreender a amplitude da profissão, que “abraça o ser humano em todas as suas fases”, sempre com foco na autonomia e na qualidade de vida. Para Andréa, as atividades práticas e as visitas a espaços como o NAMI são fundamentais para transformar teoria em vivência. “Essas experiências não apenas consolidam o conhecimento adquirido em sala de aula, mas também nos preparam para os desafios e as recompensas da terapia ocupacional”, destaca a aluna. Integrante do PET-Saúde Digital na Unifor, a estudante vivencia, ainda durante a graduação, experiências que articulam ensino, pesquisa e extensão, aproximando o aprendizado acadêmico da realidade dos serviços de saúde. Andréa Moreno, aluna do curso de Terapia Ocupacional da Unifor arquivo pessoal A participação no PET permite que Andréa desenvolva competências como trabalho em equipe, pensamento crítico e responsabilidade social, ao mesmo tempo em que fortalece sua formação prática. Para ela, essas experiências complementam o que é aprendido em sala de aula e ampliam a compreensão sobre a atuação do terapeuta ocupacional em diferentes contextos, especialmente na promoção da autonomia e da qualidade de vida. “Os aprendizados na Unifor estão me transformando muito, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Pessoalmente, sinto que minha empatia e a capacidade de olhar para o outro com mais profundidade aumentaram. Passei a entender a importância da autonomia em cada detalhe da vida de uma pessoa, e essa visão mais humana se estende para fora da graduação, ajudando-me a lidar melhor com os desafios do dia a dia e a valorizar as pequenas conquistas”, revela Andréa Moreno. As atividades práticas e as visitas a equipamentos como o Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI) também ocupam papel central na formação dos estudantes. Para Andréa, esse contato direto com a prática profissional contribui para consolidar o aprendizado e preparar os alunos para os desafios cotidianos da profissão, tornando o processo de formação mais dinâmico e conectado com a realidade do mercado. O curso de Terapia Ocupacional da Unifor tem permitido a criação de carreiras mais reflexivas, baseadas na prática e sensíveis às necessidades sociais. A combinação de estrutura institucional, experiências práticas e programas como o PET-Saúde fortalece a capacitação de profissionais prontos para trabalhar em um mercado em crescimento, com sensibilidade, técnica e responsabilidade social.

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Campanha Compra Premiada vai sortear celulares, TVs e moto no Acre; Veja como participar

Publicado em: 02/03/2026 21:53

Clientes vão ganhar um cupom para participar a cada R$ 50 em compra Odair Leal/Secom-AC Com o objetivo de estimular o comércio no estado em março, a Campanha Compra Premiada, lançada nesta segunda-feira (2), busca também contribuir com a economia acreana no período pós-Carnaval. Os clientes vão ganhar um cupom para participar a cada R$ 50 em compra. (Veja detalhes abaixo) Como forma de aumentar o fluxo de clientes nas lojas, vão ser sorteados prêmios como iPhones 17, uma moto CG 150 Fan e televisores de 50 polegadas. (Entenda mais abaixo como funciona) 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A ação ocorre tanto em Rio Branco como em Cruzeiro do Sul até 31 de março, como parte do Mês do Consumidor. Campanha visa movimentar comércio com sorteios de celulares, TVs e moto no Acre A campanha é desenvolvida pela Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) e a Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa). A expectativa é que 200 empreendimentos, de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, participem da campanha. LEIA TAMBÉM: Iniciativa reocupa praça com cultura, pequenos negócios e tour no Centro de Rio Branco: 'Pertencimento' Vale do Juruá é a área de maior vulnerabilidade econômica no Acre, aponta estudo A iniciativa conta com a parceria de diversas outras instituições e visa mobilizar empresas e consumidores para impulsionar as vendas em um período que é marcado pela redução do movimento no comércio. Como funciona? O sorteio dos prêmios está previsto para o dia 10 de abril, ao vivo e com a participação da população. Além disso, os comerciantes interessados em participar da Compra Premiada devem se dirigir à sede da Acisa na capital acreana, localizada na Avenida Ceará, nº 2351, ou entrar em contato via WhatsApp ou ligação no número (68) 9 9219-7365. Reveja os telejornais do Acre

Palavras-chave: tecnologia

Piauí Sustentável investe R$ 1 milhão em infraestrutura para comunidade rural

Publicado em: 02/03/2026 16:39

Intervenções impactam a rotina das famílias. Ascom Seplan Com investimento de mais de R$ 1 milhão, o Projeto Piauí Sustentável e Inclusivo (PSI) está promovendo mudanças concretas na vida das famílias da comunidade Piçarra, localizada na zona rural de Itainópolis, no Território do Vale do Rio Guaribas. As ações realizadas na localidade reforçam o compromisso do projeto com a inclusão produtiva, a segurança hídrica e o fortalecimento das comunidades rurais. Na Piçarra, 25 famílias foram contempladas com cisternas domiciliares já implantadas, além da execução de duas passagens molhadas, sendo uma com 95% de execução concluída e outra em fase de contratação da empresa de engenharia. As intervenções representam avanços estruturantes que impactam diretamente a rotina das famílias, reduzindo vulnerabilidades e ampliando oportunidades no campo. Durante a visita à comunidade, foi aplicada uma pesquisa para ouvir as famílias beneficiadas e a liderança local, com o objetivo de avaliar o nível de satisfação e os efeitos iniciais das obras. O resultado foi expressivo: 100% das famílias ouvidas declararam estar satisfeitas com a cisterna, destacando que a disponibilidade de água aumentou significativamente após a implantação da tecnologia. A água armazenada passou a ser utilizada para beber, cozinhar, tomar banho, lavar utensílios domésticos e também para apoiar pequenas atividades produtivas, como a irrigação de plantas e o fornecimento de água para os animais. A iniciativa trouxe mais segurança hídrica, reduziu a necessidade de deslocamentos longos em busca de água e contribuiu para melhorar a qualidade de vida das famílias. Passagens molhadas representam mudança na mobilidade rural. Ascom Seplan Joaquim Rocha, um dos beneficiários do projeto, relata que antes da implantação da cisterna a realidade era de incerteza constante. “Antigamente a gente dependia de água que, às vezes, ficava dez dias sem água. Era muito difícil. Água é vida. Hoje a gente pode dormir em paz, sabendo que no outro dia vai ter água para beber e cozinhar”, destacando a tranquilidade que a nova estrutura trouxe para sua família. As passagens molhadas representam uma mudança importante na mobilidade rural. Em períodos de chuva, quando o acesso à comunidade ficava comprometido, as novas estruturas garantem mais segurança no deslocamento de moradores, estudantes e no escoamento da produção agrícola, reduzindo o isolamento e fortalecendo a integração da comunidade com o município. Para o Especialista em Monitoramento e Avaliação do PSI, Alan Cronemberg, a escuta das famílias é fundamental para mensurar os resultados do projeto. “Mais do que entregar obras, o PSI acompanha de perto os impactos na vida das pessoas. Quando vemos que 100% das famílias relatam satisfação com as cisternas e percebem melhoria real no acesso à água e na mobilidade, temos a confirmação de que o investimento público está gerando transformação concreta e sustentável no território”, destacou. O investimento superior a R$ 1 milhão demonstra como o PSI tem atuado de forma estratégica para promover desenvolvimento sustentável e inclusão nas áreas rurais, transformando infraestrutura em qualidade de vida e novas perspectivas para as famílias do Vale do Rio Guaribas.

Palavras-chave: tecnologia

Olhos no céu: drones mudam a forma da PM fiscalizar e prevenir crimes nas rodovias de SP

Publicado em: 01/03/2026 13:36

Drones auxiliam PM a fiscalizar rodovias no litoral e interior de SP Motoristas que trafegam pelas rodovias da Baixada Santista e do Vale do Ribeira podem estar sendo monitorados do alto sem perceber. Isso porque, nesta Operação Verão, a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) passou a usar drones em seu patrulhamento. Segundo a corporação, a tecnologia ajudou a alcançar os melhores indicadores parciais dos últimos dez anos da Operação Verão. A tecnologia é utilizada tanto na fiscalização de infrações quanto no monitoramento de congestionamentos e conta, inclusive, com apoio de imagens térmicas. O uso vai desde a localização de suspeitos em áreas de mata até a verificação da condição dos sistemas de freios de veículos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. O g1 conversou com o major PM Marcos da Silva Negrinho, coordenador operacional do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária, que explicou como funciona o uso dos drones no dia a dia. Ele destacou que as imagens não geram multas automaticamente, mas ajudam as equipes a selecionarem os infratores. Menores se passam por ambulantes e furtam motorista em rodovia O monitoramento aéreo também tem efeito preventivo ao reduzir o sentimento de anonimato de infratores e criminosos. No começo deste ano, dois adolescentes foram detidos ao serem flagrados por uma imagem de drone (veja acima). Simulação da PM mostra como imagens térmicas de drones que auxiliam no patrulhamento rodoviário PMRv Confira abaixo a entrevista completa: Desde quando a PMRv passou a usar drones no patrulhamento e o que levou à adoção dessa tecnologia? Com o início da Operação Verão, o Policiamento Rodoviário destinou equipes especializadas e devidamente habilitadas para o emprego dos drones na atividade de fiscalização de trânsito para seleção de veículos envolvidos em infrações de alto risco e também no monitoramento de congestionamentos, característicos dessa época do ano. Vimos a possibilidade de emprego da tecnologia em favor do policiamento, o que tem sido uma tendência não só do Policiamento Rodoviário, mas também dos Batalhões Territoriais. Hoje, com quantos drones o batalhão opera no Sistema Anchieta-Imigrantes? Hoje, operamos com equipes destinadas exclusivamente à utilização dos drones nas atividades policiais de Segurança Viária e Segurança Pública, com equipamentos principal e reserva, mas não divulgamos quantitativos por questões de segurança operacional, com base na Lei de Acesso à Informação e no decreto que regulamenta a LAI no Estado de São Paulo. A divulgação de tais informações pode expor capacidades e vulnerabilidades, o que compromete a proteção institucional e a efetividade das ações de fiscalização e segurança. Na prática, como as imagens captadas pelos drones são usadas para gerar autos de infração? Que tipo de resultado foi possível observar até agora? Na prática, as imagens dos drones não geram autos de infração. Esse é um imaginário que deve ser desmistificado. Os drones fazem parte da seleção de veículos infratores. A Equipe de Drones, durante as operações de fiscalização de trânsito, trabalha lado a lado com ao menos uma equipe de operações. Ao constatar uma infração de trânsito através das imagens do drone, uma equipe policial desloca ao bordo da via e efetua a abordagem, fiscalização do veículo, e a feitura dos autos de infração que porventura forem necessários. Consideramos muito importante esse contato entre o policial militar rodoviário e o condutor-infrator, pois é a oportunidade em que podemos orientá-lo e responsabilizá-lo de maneira presencial e apropriada, sendo a correção efetuada naquele exato momento. Major PM Marcos da Silva Negrinho, coordenador operacional do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária Arquivo pessoal Como foram definidos os trechos que recebem o monitoramento aéreo? Existe uma estimativa de área de cobertura dos drones? Os trechos e horários de emprego da equipe de drones obedecem a critérios, dentro de um planejamento operacional centralizado, que os considera como uma segunda camada de proteção do cidadão, em complemento aos pontos de estacionamento das patrulhas. Os horários e locais de maior fluxo de veículos tendentes a causar congestionamentos, e, dentre esses locais, alguns representam maior vulnerabilidade dentro da análise histórica de crimes contra o patrimônio, recebem o empenho das Equipes de Drones. Já o planejamento das operações de fiscalização de trânsito se atém às janelas de oportunidade derivadas da ausência de pontos de congestionamento. Ou seja, primariamente, o critério é a prevenção criminal, e as operações de fiscalização de trânsito entram como segundo critério de emprego. Contudo, esse planejamento não é rígido e, conforme necessidades momentâneas, as equipes podem ser direcionadas para outros pontos das rodovias, atendendo ao dinamismo do serviço. Assim, não encaramos o emprego das Equipes de Drones sob determinada área de cobertura, mas sim a capacidade e a mobilidade de emprego dentro da circunscrição de todo o Batalhão. Esse monitoramento veio para ficar ou será usado apenas em operações específicas, como finais de semana e feriados? Sim, esse modelo novo de policiamento veio para ficar, sendo seu emprego manejado em razão das demandas criminais e de trânsito. A prioridade do planejamento se dá nas ações de Segurança Pública, especialmente voltada aos congestionamentos. Mas, havendo janela, há aplicação dessa modalidade de policiamento especialmente em operações de combate às ultrapassagens em local proibido e na fiscalização de sistemas de freios de veículos de carga em localidades que antecedem trechos de serra existentes na região. Além da fiscalização de trânsito, essa tecnologia muda a estratégia da PMRv no combate a crimes nas rodovias, como roubo de cargas e tráfico? Sim, e já vemos mudanças. Hoje, as Equipes de Drones atuam essencialmente na prevenção de delitos nos congestionamentos, com bastante êxito, mas já planejamos um futuro emprego em operações matriciais em conjunto com os TOR e as ROCAM no combate aos roubos de cargas e ao tráfico de drogas. Rodovia dos Imigrantes terá terceira pista no litoral de SP Divulgação/Ecovias A corporação já trabalha com alguma projeção de redução de acidentes a partir do uso dessa tecnologia? Sim. Na Operação Carnaval 2026, por exemplo, registramos uma redução de 54,2% dos sinistros com vítimas e de 56% no número total de vítimas. Mas, para além da redução dos acidentes, durante toda a Operação Verão Integrada 2025/2026, apresentamos redução dos ilícitos na área do 1º BPRv, que compreende o Sistema Anchieta-Imigrantes (SP-150 e SP-160), a SP-055 (Rodovias Padre Manoel da Nóbrega, Cônego Domênico Rangoni e a Manoel Hyppólito Rêgo até Bertioga), a SPA-291/055 (Via Expressa Sul) e todas as rodovias estaduais do Vale do Ribeira. São quedas expressivas de 71,4% de roubos a usuários, 50% no roubo de veículos e não houve registros de roubos de carga ou de roubos com múltiplas vítimas, os chamados "arrastões", o que, considerando os 72 dias transcorridos até o momento, são números que a Polícia Militar comemora como um sucesso, não somente do emprego dos drones, mas de todo o planejamento efetuado e executado, que envolve as patrulhas, as Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (ROCAM), os Táticos Ostensivos Rodoviários (TOR), os drones, e o importantíssimo apoio dos Batalhões Territoriais e Especializados da Polícia Militar. O Sistema Anchieta-Imigrantes tem muitos túneis. Isso representa um desafio para o uso dos drones? Como a PMRv lida com essa limitação? Sim, geograficamente, os túneis limitam a ação dos drones, mas, historicamente, não se tratam de hotspots criminais, tampouco executamos operações de fiscalização em seu interior, de forma que os trechos de túneis não atendem nossos critérios de emprego do equipamento. Existe compartilhamento das imagens com outros órgãos, como a concessionária ou a Polícia Civil? Em regra não há compartilhamento de imagens, obedecendo-se a LGPD, salvo se houver demanda por requisição da Polícia Judiciária ou do Poder Judiciário. O senhor acredita que a simples divulgação do uso de drones já tem efeito educativo, já que o motorista pode estar sendo monitorado sem perceber? Sim, além da seleção qualificada de veículos e condutores no cometimento de infrações, o que nos traz ganhos operacionais significativos, a mera possibilidade de monitoramento remoto causa no condutor um efeito dissuasivo no cometimento de infrações, como a ultrapassagem em local proibido ou a direção perigosa, como exemplos. E não somente na fiscalização de trânsito, mas a existência de drones, em alguns locais, já tem causado efeito de dispersão de criminosos, pois lhes retira o sentimento de anonimato. Essa dissuasão de caráter geral contribui em muito para a segurança pública e viária, tornando as rodovias mais seguras, como mostram os resultados. Monitoramento por drone auxilia fiscalização de rodovias no interior e litoral de SP PMRv VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: lgpdtecnologia

Stellantis abre 20 vagas para curso gratuito em Porto Real

Publicado em: 01/03/2026 12:54

Stellantis Porto Real Reprodução/Redes Sociais A Stellantis abriu inscrições para a turma de 2026 do Programa Formare em Porto Real (RJ). Ao todo, são oferecidas 20 vagas para o curso gratuito de Assistente de Operações Automotivas Industriais. Os interessados podem se inscrever até o dia 5 de março pelo site da Fundação Iochpe. O programa é voltado para jovens em situação de vulnerabilidade econômica e social. Para participar do processo seletivo, é preciso ter nascido entre 2006 e 2008, estar cursando ou já ter concluído o ensino médio em escola pública, ter renda familiar de até um salário mínimo por pessoa e morar em Porto Real ou na região. Também é necessário não ter feito anteriormente cursos profissionalizantes e demonstrar interesse pela área industrial. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O curso terá duração de nove meses, com carga horária total de 900 horas. As aulas serão presenciais e realizadas nas instalações da Stellantis, em Porto Real. A formação inclui conteúdos técnicos e comportamentais, como processos produtivos, montagem automotiva, qualidade, manutenção industrial, informática aplicada, comunicação, criatividade e noções de inteligência artificial, além de atividades práticas no ambiente industrial. Durante o período de formação, os alunos selecionados receberão bolsa-auxílio, alimentação, transporte, uniforme, material didático, assistência médica ambulatorial e seguro de vida. ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp O Programa Formare é desenvolvido em parceria com a Fundação Iochpe e a AVSI Brasil. Segundo a empresa, desde 2008 mais de 200 jovens já foram qualificados em Porto Real por meio da iniciativa, que busca preparar participantes para o ingresso no mercado de trabalho e para a vivência no ambiente industrial. VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul

Palavras-chave: inteligência artificial

TJMG mantém condenação de Pâmela Volp após tecnologia comprovar rota de carro usada no crime

Publicado em: 27/02/2026 11:07

Ex-vereadora Pâmela Volp CMU/Divulgação O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação da ex-vereadora Pâmela Volp pelo crime de extorsão majorada contra uma garota de programa em Uberlândia. A decisão destacou o uso do sistema de rastreamento digital, chamado Córtex, como elemento técnico decisivo para comprovar a presença dela no local do crime. Ainda cabe recurso da decisão. O julgamento foi realizado pela 1ª Câmara Criminal do tribunal, que confirmou as penas de prisão fixadas em primeira instância. Os desembargadores mantiveram a pena de 7 anos de reclusão, em regime semiaberto, para Pâmela Volp, e 6 anos, também em regime semiaberto, para Paula Florentino, apontada no processo como comparsa de Volp. Apesar de a pena ter sido fixada em regime semiaberto, Pâmela Volp permanece presa desde 8 de novembro de 2021. Ela também possui outras condenações no âmbito da Operação Libertas, na qual foi apontada como líder de uma rede de exploração sexual que teria atuado por mais de três décadas. ✅ Clique aqui e siga o g1 Triângulo no WhatsApp O g1 procurou a defesa da ré, por meio da advogada Fabiane Martins, mas não houve resposta até a última atualização da reportagem. A reportagem também tenta contato com a defesa de Paula. Crime ocorreu em ponto de prostituição O crime ocorreu em novembro de 2021, quando a vítima foi abordada em ponto de prostituição no bairro Dona Zulmira. Armadas com revólver, faca e barra de ferro, Pâmela e mais duas acusadas ameaçaram a vítima de morte caso não pagasse uma “diária” de R$ 50 para trabalhar na região. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), na ocasião, o ex-vereadora teria se autoproclamado “dona da cidade” e afirmou que ninguém trabalharia [nos pontos de prostituição] sem pagar em Uberlândia. Sistema Córtex confirmou rota do veículo O rastreamento do veículo utilizado pelas rés reforçou as demais provas reunidas durante a investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) regional de Uberlândia. De acordo com o relator do processo, desembargador Wanderley Paiva, o sistema Córtex permitiu traçar o histórico de deslocamento de um Peugeot 3008 laranja, apontado como utilizado pelas acusadas no dia dos fatos. 🔎 O sistema Córtex é uma tecnologia estadual que utiliza os radares da cidade para mapear os veículos que passaram naquela localidade. Na época, o Gaeco requisitou informações específicas do Peugeot 3008 e, baseado no depoimento da vítima com o horário, conseguiu provar que as rés saíram da casa da Pamela e foram à região do dona Zulmira. O relatório técnico demonstrou que o veículo circulou exatamente na região onde ocorreu o crime. Ainda conforme o voto, as próprias rés admitiram que estavam juntas no carro e que percorreram a cidade na data do ocorrido, o que aumentou a credibilidade da prova indireta obtida por meio do rastreamento tecnológico. "Trata-se de elemento fundamental para o esclarecimento dos fatos, na medida em que reforça a credibilidade da prova indireta resultante do rastreamento do veículo Peugeot 3008 laranja, por meio do sistema Córtex, conforme relatório juntado aos autos. Esse rastreamento demonstrou de modo inequívoco que esse veículo transitou pelo local dos fatos na data em que ocorreu o delito sub judice", disse Paiva. Os desembargadores Edison Feital Leite e José Luiz de Moura Faleiros seguiram o voto do relator. Carro não será confiscado Apesar da manutenção das penas de prisão, a Câmara Criminal retirou a condenação ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais à vítima. O entendimento foi de que não houve discussão específica sobre o valor durante a instrução processual. Além disso, decidiu não confiscar o veículo, entendendo que ele foi utilizado apenas como meio de transporte e não como instrumento essencial do crime. De acordo com o Ministério Público, o Tribunal também considerou que o automóvel era financiado e o banco responsável o vendeu para uma terceira pessoa. Quanto ao afastamento do pagamento de indenização para a vítima, o órgão avalia recorrer da decisão. Mais de 50 anos de prisão Condenada a mais de 50 anos de prisão em processos da Operação Libertas, Volp foi presa há exatamente 4 anos, em 8 de novembro de 2021, apontada como líder de uma rede de exploração sexual que atuou por mais de três décadas, atingindo principalmente travestis e mulheres trans em situação de vulnerabilidade. Segundo a Promotoria de Justiça de Uberlândia, Volp comandava o esquema mesmo após ser eleita vereadora em 2016 pelo Partido Progressista (PP), com 1.841 votos. Ela foi a primeira mulher transexual a se eleger em Uberlândia e também a primeira parlamentar de Minas Gerais a utilizar o nome social no diploma de eleita. A Operação Libertas, conduzida pelo Gaeco em agosto de 2021, revelou que Pâmela Volp comandava uma organização criminosa interestadual que mantinha controle sobre pontos de prostituição, impunha diárias abusivas, torturava as vítimas e promovia cirurgias clandestinas para colocação de próteses mamárias. Além disso, as denúncias apontam que a ex-parlamentar montou outro esquema paralelo, após ser presa pela força-tarefa, para cometer atos de violência, extorsões e fazer 'testes de orientação sexual' na ala LGBT+ da penitenciária, forçando presos a fazerem sexo entre si. Pâmela Volp foi eleita 1ª vereadora trans de Uberlândia em 2016 CMU/Divulgação O que dizem as denúncias As vítimas relataram que eram obrigadas a pagar diárias para atuar nos pontos de prostituição controlados por Pâmela Volp. Quem se recusava, era ameaçada, coagida e até torturada. Uma das mulheres contou que Pâmela a forçava a integrar uma espécie de gangue, com a missão de agredir e extorquir outras trabalhadoras que ocupavam os pontos sem pagar as taxas exigidas. Nos alojamentos, câmeras de monitoramento foram instaladas para vigiar as vítimas. Além disso, um caderno com registros detalhados de pagamentos e despesas de cada mulher foi apreendido. A denúncia ainda rendeu uma investigação nas esferas trabalhista e federal, por trabalho análogo à escravidão. Segundo o Ministério Público, também havia um esquema clandestino e superfaturado para a colocação de próteses de silicone. As vítimas eram induzidas a contribuir com uma espécie de poupança para realizar os procedimentos em clínicas ilegais. O caso revelou ainda a participação de médicos e práticas sem anestesia ou em pós-operatório inadequado. Conversas obtidas pela investigação mostram um dos médicos negociando um “pacote de próteses” com Pâmela, a quem ele chega a chamar de “sócia”. Os médicos envolvidos firmaram acordos de colaboração e não foram denunciados. Veja galeria de fotos durante as fases da operação Libertas. Operação Libertas; FOTOS Anos de medo, ameaças e poder Para lavar o dinheiro obtido com a exploração sexual e extorsões, Pâmela Volp investiu em carros de luxo, imóveis, joias e até na construção de um mausoléu de alto padrão para a família, no cemitério de Tupaciguara, cidade a 69 quilômetros de Uberlândia. As investigações indicam que Pâmela Volp movimentava mais de R$ 20 mil por mês em cartões e mantinha um padrão de vida elevado. Esse foi um dos argumentos usados pelo Gaeco para apontar que a maior parte da renda dela vinha de atividades criminosas. O valor do patrimônio de Pâmela Volp não consta no processo, mas o g1 apurou junto aos investigadores da Operação Libertas que é de aproximadamente R$ 4 milhões. O dinheiro também era usado para impor medo às vítimas. Nos depoimentos prestados ao MP e à Justiça, elas relataram o clima de medo constante que viviam sob o comando de Pâmela Volp. "No último julgamento dela do tráfico internacional, ela arrotou para todo mundo que tinha mandado uma maleta de dinheiro para Brasília, que nunca ia ser condenada, que nunca ia ser presa, que nunca ia acontecer nada [...] para gente tipo ter medo, que ela tinha o poder. Ela tinha esse poder do dinheiro, ela sempre usou esse poder do dinheiro para ameaçar a gente", contou uma das vítimas. A vítima ainda relatou que só teve coragem de colaborar com as investigações por acreditar que, desta vez, a ex-vereadora responderia pelos crimes dentro da cadeia. "A cidade é dela, ela é dona da cidade. Era né. Porque foram anos, tipo, não sei se de judiciário, se polícia, o que foi, mas foram anos de várias pessoas sabendo dos crimes, várias pessoas convivendo com os crimes e ninguém nunca fez absolutamente nada. A gente sabe que rolava um dinheirinho, mas não sabemos para quem", finalizou a vítima. Os supostos pagamentos de propina não foram alvo de investigação. O que diz a defesa Em nota enviada ao g1, a advogada Fabiane Martins informou que Pâmela Volp se mantém firme e dedicada na missão de reverter as acusações injustas que lhe foram atribuídas. Sobre a suposta 'compra de policiais' citada na reportagem, a defesa esclareceu que o Ministério Público se baseou em depoimentos de testemunhas do sistema prisional. No entanto, essas declarações carecem de provas e não sustentaram uma denúncia formal por corrupção ativa, demonstrando a inconsistência das acusações. Por fim, alegou que a cliente acredita ser alvo de perseguição transfóbica e que a atual defesa busca corrigir os equívocos da representação anterior e reverter a situação processual da cliente. ASSISTA: 6ª fase da operação Libertas teve como alvo travestis e transexuais de Uberlândia Trabalho de travestis e transexuais é alvo da 6ª fase da Operação Libertas em Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: tecnologia

Google interrompe ação de grupo hacker chinês que usou planilhas para roubar dados de operadoras de telefonia no Brasil

Publicado em: 27/02/2026 02:00

Google interrompe ação de grupo chinês que atacou operadoras no Brasil Um grupo hacker chinês que invadiu sistemas de governos e empresas de ao menos 42 países por meio de serviços como planilhas online foi desmontado após atuar por quase dez anos, revelou o Google na última quarta-feira (25). Conhecido como UNC2814 ou Gallium, o grupo conseguiu acessar dados sensíveis de operadoras de telecomunicações brasileiras em um de seus ataques, disse o Google. A empresa não revelou quais operadoras foram atingidas. Segundo a investigação, alguns dos sistemas brasileiros armazenavam dados como nome completo, número de telefone, data e local de nascimento, além de números de identidade e de título de eleitor. Nem todos os ataques levaram ao roubo de dados, mas o Google indicou que o grupo hacker também foi capaz de monitorar registros de chamadas e mensagens SMS em sistemas das operadoras. "Historicamente, esse foco em comunicações sensíveis visa possibilitar a vigilância de indivíduos e organizações, particularmente dissidentes e ativistas, bem como alvos tradicionais de espionagem", disse o Google. A análise foi feita pelo Grupo de Inteligência de Amaças do Google (GTIG), pela Mandiant, subsidiária da empresa na área de cibersegurança, e por parceiros que não foram identificados. Google desarticulou grupo hacker chinês que invadiu sistemas de operadoras no Brasil Andrew Kelly/Reuters; Altieres Rohr/g1 O setor de inteligência do Google monitorava o UNC2814 desde 2017 e estima que, além dos alvos confirmados, o grupo hacker tenha invadido sistemas em outros 20 países. A análise apontou que o grupo se infiltrava nos dispositivos por falhas já conhecidas na comunicação entre a rede interna e a internet. Em seguida, os invasores inseriam arquivos maliciosos para ganhar controle total sobre a máquina e se comunicar com uma central de comando e controle. Um deles, chamado de Gridtide, permitia a conexão entre dispositivo da vítima e o Google Planilhas. As planilhas online funcionavam como um canal de comunicação em que os invasores enviavam ordens ao arquivo malicioso por meio de códigos e monitoravam os ataques. "Essa atividade não é resultado de uma vulnerabilidade de segurança nos produtos do Google. Em vez disso, ela abusa da funcionalidade legítima da API do Google Sheets para disfarçar o tráfego de comando e controle", disse o Google. A empresa afirmou ainda que os hackers não comprometeram a segurança de produtos do Google, mas usaram as planilhas online para que a sua atividade ilegal não fosse detectada e seu tráfego de rede se misturasse ao de usuários legítimos. Por isso, a companhia decidiu encerrar os projetos do grupo hacker e desativou as contas usadas para acessar os arquivos. A embaixada da China nos Estados Unidos afirmou ao Google que a cibersegurança é um desafio para todos os países e deve ser abordada por meio do diálogo e da cooperação. "A China se opõe e combate consistentemente as atividades de hackers de acordo com a lei e, ao mesmo tempo, rejeita firmemente as tentativas de usar questões de segurança cibernética para difamar ou caluniar a China", afirmou a embaixada, em nota. LEIA TAMBÉM: 'Crise da memória' deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026 O que acontece com seus dados na internet quando você morre? Galaxy S26: Samsung lança celular com tela 'anti-curiosos' e IA turbinada; veja preços

Palavras-chave: hackerhackers

Julgamento sobre vício de crianças: ex-chefe do WhatsApp revela porque abandonou app no Brasil: ‘Frustração imensa’

Publicado em: 26/02/2026 03:00

As redes sociais no banco dos réus Em meio ao julgamento americano sobre o vício de crianças e adolescentes em redes sociais, a ex-chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil, Daniela de Almeida, revelou ao Fantástico o descontentamento que a fez sair do emprego na plataforma. “Eu tinha uma frustração imensa de fazer o meu trabalho por dentro de uma empresa e encontrar tantas barreiras para poder levantar formas mais seguras, formas mais íntegras de desenvolver as tecnologias que depois iam chegar ao público e que eu sabia que iam chegar também a crianças e adolescentes", disse. Na última quarta-feira, Mark Zuckerberg, fundador da Meta, empresa dona do Facebook, WhatsApp e Instagram, se sentou diante de um tribunal americano para depor pela primeira vez em um processo que pode mudar para sempre a relação das redes sociais com seus usuários mais jovens. A acusação central: as gigantes da tecnologia viciam propositalmente crianças e adolescentes, faturando às custas de sua saúde mental. O julgamento, que reúne mais de mil e seiscentas ações judiciais, pode criar uma jurisprudência inédita nos Estados Unidos sobre a responsabilização das empresas de mídia social. A batalha legal foi iniciada em 2023 por uma jovem na Califórnia, cuja identidade é mantida em sigilo. Hoje com 20 anos, ela começou a usar redes sociais aos seis e, segundo seus advogados, foi diagnosticada com severos problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e ideação suicida, como consequência do acesso a conteúdos perigosos. Daniela de Almeida, ex-chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil Reprodução Marie Santini, diretora do Netlab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmou que as plataformas são criadas para viciar. "Tudo isso foi desenhado para que crianças, adolescentes e adultos fiquem o máximo de tempo possível dentro da plataforma. O produto é desenhado pra reter e pra viciar”, afirmou. O vício entre crianças e adolescentes Nos antebraços, a advogada Laura Márquez carrega duzentos e noventa e seis traços. Cada um, segundo ela, representa uma criança que morreu em decorrência dos danos causados pelas redes sociais e pela Inteligência Artificial. Representando uma equipe de advogados no caso contra a Meta, ela afirma que as evidências são contundentes. "Você vai ver declarações de gente de dentro do Instagram dizendo coisas do tipo: 'O Instagram é uma droga'", revela. O processo forçou a Meta a entregar milhões de documentos internos. Muitos deles, segundo a acusação, confirmam que a empresa não só sabia dos danos potenciais de seus produtos na saúde mental de adolescentes, como também realizava estudos sobre o cérebro jovem, ainda em desenvolvimento, para explorar suas vulnerabilidades neurológicas. Os advogados chamam isso de "arquitetura do vício", criada para causar dependência. "Você vai ver documentos da Meta dizendo: 'pegue os jovens, os jovens são os melhores'. E falando sobre crianças: 'pré-adolescentes são animais de rebanho'", denuncia Márquez, citando o material do processo. Além da Meta, a Alphabet, dona do Google e YouTube, também é acusada. TikTok e Snapchat, que seriam incluídos na mesma ação, conseguiram fechar acordos confidenciais. Denúncias de dentro da empresa As acusações são reforçadas por Sarah Wynn-Williams, que trabalhou por seis anos na Meta e chegou a ocupar o cargo de diretora global de políticas públicas da empresa. Ela se tornou uma das vozes mais críticas sobre o tema. Em seu livro "Gente Descuidada", ela detalha como a empresa capitaliza sentimentos negativos. "A empresa desenvolveu a capacidade de avaliar quando um adolescente se sente inútil ou impotente", explicou Sarah. "Se uma menina de treze anos apaga uma selfie, porque não se sente bem com ela, essa é uma informação que a empresa consegue coletar”, diz. O que era feito com essa informação? "Eles deram essa pesquisa para um anunciante de produtos de beleza porque, do ponto de vista do anunciante, o momento em que uma adolescente se sente sem valor é um bom momento pra veicular um anúncio de beleza". Em depoimento ao Senado americano, no ano passado, Sarah disse: "Eu perguntava aos executivos: 'seu filho adolescente já usou o produto que vamos lançar?'. E eles respondiam: 'meu filho adolescente não tem permissão para usar o Facebook. Meu adolescente não está no Instagram'. Esses executivos conhecem os danos que esses produtos causam". A defesa de Zuckerberg e o custo humano Em seu depoimento, Mark Zuckerberg negou que os aplicativos sejam feitos para viciar. Ele reiterou que a idade mínima para criar uma conta no Instagram é de 13 anos. No entanto, um documento interno da própria Meta, apresentado no processo, estimava que em 2015 a rede já contava com mais de quatro milhões de usuários abaixo dessa idade. Questionado sobre recomendações de especialistas alertando para o impacto negativo de filtros de beleza, Zuckerberg afirmou que ignorou os avisos, considerando o uso dos filtros "uma questão de liberdade de expressão". Para a ativista Lóri, que também faz parte do processo, as consequências foram trágicas. Ela perdeu a filha, Annalee, de 18 anos, em 2020. "A ficha caiu quando li os diários dela, que diziam: 'como alguém vai amar uma pessoa tão feia quanto eu? Vejo os perfis das outras garotas, estou destruída e não tenho futuro'". Ela diz que as redes no celular da filha tinham conteúdos nocivos. As medidas pelo mundo Países ao redor do mundo começam a agir sobre o tema. A Austrália estabeleceu a idade mínima de 16 anos para uso de redes sociais. A China impôs um limite de 40 minutos diários na versão local do TikTok para menores de 14 anos. Dinamarca, França e Grécia discutem restrições semelhantes. Em nota ao Fantástico, a Meta afirmou que "discorda fortemente das alegações" do processo e que as evidências demonstrarão seu "compromisso de longa data em dar apoio aos jovens". A empresa citou a introdução de contas para adolescentes e ferramentas de supervisão para os pais como exemplos de suas iniciativas. “Há mais de uma década ouvimos pais, trabalhamos com especialistas e com as autoridades e conduzimos pesquisas aprofundadas para entender as questões mais relevantes nesta frente”, diz a nota da empresa. No tribunal americano, o advogado do google disse que o Youtube não é viciante, nem é rede social, mas sim uma plataforma de entretenimento. O Youtube divulga em seu blog iniciativas como recurso de contas supervisionadas para adolescentes e pré-adolescentes. Para os advogados das vítimas, no entanto, o objetivo vai além de uma compensação financeira. "Se o resultado do processo for apenas compensação financeira, nós perdemos", adverte Laura Márquez. "No fim das contas, o objetivo é parar com isso, forçar as redes a consertar seus produtos". Ouça os podcasts do Fantástico O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.

Projeto Solo Vivo vai levar assistência técnica e mecanização a 600 produtores no RJ em 2026

Publicado em: 25/02/2026 16:10

Projeto Solo Vivo Divulgação O Projeto Solo Vivo começa a ser implantado em 2026 com a meta de atender 600 produtores rurais no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa vai oferecer assistência técnica contínua, mecanização agrícola e formação profissional, com atuação em diferentes regiões para elevar a produtividade e tornar a agricultura familiar mais competitiva e sustentável. O trabalho será desenvolvido em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária e instituições de ensino e assistência, como o Instituto Federal Fluminense, com execução entre fevereiro de 2026 e fevereiro de 2027. As ações vão abranger as regiões Norte e Noroeste Fluminense, Região Serrana, Sul Fluminense, Centro‑Sul e Metropolitana. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Idealizado e articulado pelo deputado Hugo Leal, o projeto foi estruturado para enfrentar uma das principais carências da agropecuária fluminense: a falta de acompanhamento técnico contínuo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo ele, muitos produtores trabalham sem assistência especializada e acabam produzindo menos do que poderiam. “Temos um grande potencial agrícola, mas falta apoio direto. O Solo Vivo leva conhecimento, tecnologia e estrutura ao produtor, permitindo mais renda e alimentos de melhor qualidade”, afirmou o parlamentar. Entre as ações previstas estão: instalação de cinco núcleos regionais de apoio técnico com agrônomos e veterinários; unidades mecanizadas com tratores, retroescavadeiras e implementos agrícolas; análises de solo e água para diagnóstico produtivo; acompanhamento técnico contínuo nas propriedades; cursos de gestão, empreendedorismo e boas práticas agrícolas; realização de feiras e encontros voltados ao setor; elaboração de planos de negócios personalizados. O Solo Vivo dará prioridade a agricultores familiares e propriedades com maior vulnerabilidade produtiva. A meta é estimular a inclusão econômica, diversificar culturas, fortalecer cadeias produtivas e apoiar a regularização de agroindústrias familiares.

Palavras-chave: tecnologia

Brasil tem 2,6 mil municípios em risco de desastres naturais

Publicado em: 25/02/2026 15:11

Chuvas deixam mortos em Juiz de Fora Pilar Olivares/Reuters O Brasil tem 2,6 mil cidades têm risco alto ou muito alto para desastres naturais – como seca, inundações e deslizamentos de terra – ou possíveis impactos causados pela chuva ou seca na segurança alimentar, segundo dados do AdaptaBrasil, uma ferramenta elaborada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Não entram nesse cálculo outros eventos extremos, como incêndios e ondas de calor ou frio. Essa cidades precisam se adaptar às mudanças climáticas. Primeiro, é preciso conhecer os riscos dos eventos extremos, como secas, incêndios, inundações e deslizamentos de terra. Em seguida, planejar como enfrentá-los. Esse planejamento deve resultar em ações concretas, que precisam ser avaliadas e, se necessário, aprimoradas. Frente fria, supercélula e cavado: a combinação de fatores que levou à tragédia das chuvas em Minas Gerais O aquecimento global gera uma série de alterações no clima, aumentando a intensidade e a frequência dos eventos extremos. Além de mitigar a causa, ao evitar ou reduzir a emissão de gases do efeito estufa, é preciso se adaptar às suas consequências, como os desastres naturais, principalmente nas cidades. "A adaptação é todo o processo de ajuste dos sistemas humanos e naturais para enfrentar as mudanças climáticas, reduzindo as vulnerabilidades e exposições de forma planejada e antecipada para que, sobretudo as populações que mais são impactadas, não sofram", explicou o pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) Pedro Ivo Camarinha. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com Camarinha, especialista em mudanças climáticas, há poucos exemplos de adaptações planejadas, ou seja, realizadas a partir de políticas públicas. "No Brasil a situação é muito delicada. Porque há um somatório de muitas vulnerabilidades, muitas delas sem relação direta com o clima, mas acentuadas pelos seus efeitos." Uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com participação de estados e municípios, busca mudar esse quadro. O AdaptaCidades visa apoiar a elaboração de planos municipais ou regionais de adaptação às mudanças climáticas. A previsão é de que a maioria das propostas esteja pronta em 2026, com as ações sendo colocadas em prática em 2027. Capacitação e recursos O AdaptaCidades criou um ranking para definir as cidades prioritárias. A metodologia usou diversos dados, como do AdaptaBrasil, do Atlas Digital de Desastres no Brasil e do número de beneficiários do Programa Bolsa Família (PBF), além de reuniões com representantes dos estados e municípios. Inicialmente, o objetivo era apoiar 260 cidades. No entanto, após conversas com os governos estaduais, o número passou de 500 — a lista final ainda não foi divulgada. A quantidade aumentou, por exemplo, porque alguns estados, como Espírito Santo e Rio Grande do Norte, decidiram construir planos em todos os municípios. A abrangência do projeto no Rio Grande do Sul também cresceu. "Não daria para apoiar dez municípios, quando quase a totalidade do estado foi terrivelmente atingida por tragédias", disse a diretora do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima (DPAR), Inamara Santos Mélo, do MMA. Lá serão elaborados 11 planos regionais, chegando a 206 municípios. De acordo com Mélo, haverá capacitação técnica nos estados e municípios para o planejamento em adaptação. Também serão disponibilizadas informações sobre os riscos climáticos e orientações metodológicas para a construção dos planos. Outro objetivo é fortalecer a governança e orientar para a busca do acesso a fontes de financiamento. Recife (PE) é um exemplo da importância de planejar o enfrentamento das mudanças climáticas, de acordo com a diretora do MMA. Um dos projetos que resultou da política daquela cidade é o Parque Capibaribe, que busca aumentar a área verde, reduzir a temperatura e diminuir a emissão de gases do efeito estufa, ao mesmo tempo que cria espaços de lazer. Outro projeto de Recife é o ProMorar, voltado para obras estruturais, como contenção de encostas e drenagem urbana. A cidade teve financiamento de R$ 2 bilhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Mélo cita outro exemplo importante de adaptação. "Santos (SP) tem algumas iniciativas interessantes, onde morros que sofreram com deslizamento estão sendo ocupados com projetos que trazem esse componente de adaptação baseada em ecossistemas." Já as áreas que não podem ser reocupadas por oferecer riscos, estão sendo destinadas a projetos coletivos, como hortas comunitárias. O desafio dos planos Elaborar planos é importante. Mas também é fundamental colocá-los em prática e monitorá-los, de acordo com Érico Masiero, professor do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Masiero e outros pesquisadores analisaram planos de adaptação e mitigação às mudanças climáticas de 18 cidades espalhadas pelo globo, entre elas três brasileiras: São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba. Observaram uma preocupação com os impactos das mudanças climáticas, mas notaram discrepâncias entre o que é proposto e o que é implementado. "A maioria das cidades estudadas lutou para passar da proposição à ação. Isto deve-se a uma série de fatores: orçamentos limitados, sensibilização da opinião pública para o ambiente e clima, outras prioridades definidas pelos setores público e privado, e mesmo a necessidade de acompanhamento e divulgação das medidas iniciadas", escreveram no artigo. Outro desafio, na análise do professor, é definir quais problemas a solucionar. Ele citou o exemplo de Rio Branco (AC), que, apesar de ter iniciativas muito positivas, não incluiu em seus planos o enfrentamento das ilhas de calor, um dos principais desafios urbanos. "As Ilhas de calor são decorrentes da própria ocupação, do uso excessivo de materiais que absorvem calor, aprisionando-os na cidade. Então, quando tem ondas de calor, que são temperaturas de 5 ºC acima da média durante cinco dias, também é preciso somar a isso as ilhas de calor." Em uma cidade, por exemplo, onde a média de temperatura é 25 ºC, ela pode passar de 30 ºC durante uma onda de calor. Mas se houver uma ilha de calor, os termômetros vão registrar cinco ou seis graus a mais. "As ilhas de calor podem ser evitadas tentando reduzir o tipo de ocupação através do plano diretor. Ele é fundamental para conseguir mesclar áreas mais adensadas com menos adensadas e tentar vegetar mais a cidade, utilizar mais corpos d'águas mais expostos, gerando mais evaporação na cidade", defendeu o professor, salientando a importância de apostar em um conjunto de soluções. Lente climática Adaptar as cidades às mudanças climáticas é um processo, argumentou Pedro Ivo Camarinha, do Cemaden. "Isso não tem um fim. Precisa sempre estar sendo reavaliado, porque existe um dinamismo muito grande das características sociais, de mudanças de uso e cobertura do solo e do próprio comportamento climático ao longo do tempo." Segundo o pesquisador, há uma variedade de possíveis ações. Embora muitas vezes se pense apenas em obras, é essencial investir também em soluções baseadas na natureza, além de fortalecer a capacidade institucional e a governança. "É preciso existir uma gestão climática forte. Ou seja, uma gestão que olhe para os problemas históricos, os problemas intrínsecos daquela cidade, mas sempre colocando o que nós chamamos de lente climática – o olhar para como o clima pode acentuar muito dos problemas que essa cidade possui."

Palavras-chave: tecnologia

Prefeitura de Fortaleza abre 120 vagas em curso gratuito de tecnologia para mulheres e pessoas com deficiência

Publicado em: 24/02/2026 14:13

O resultado das inscrições será divulgado em 23 de março, com início das aulas previstas para 6 de abril de 2026. Divulgação/Governo do Estado de São Paulo A Prefeitura de Fortaleza lança nesta quarta-feira (25) um curso gratuito de capacitação com 120 vagas, sendo 60 para mulheres e 60 para pessoas com deficiência, para formação na área de tecnologia da informação. 📚 As inscrições começam ainda na quarta e vão até o dia 13 de março, sem cobrança de taxa de inscrição, matrícula ou certificação. Para participar, é necessário ser residente em Fortaleza, prioritariamente em situação de vulnerabilidade social, egresso da escola pública e morador de áreas com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). LEIA TAMBÉM: Ceará tem vagas de emprego e concurso abertas nesta segunda (23); como se inscrever Porto Iracema das Artes abre inscrições para laboratórios de audiovisual, dança e mais A formação será realizada em formato híbrido, com aulas online e presenciais. O curso oferece trilhas de capacitação em suporte técnico e atendimento ao cliente, mentorias especializadas e conexão com oportunidades no mercado de trabalho, ampliando as chances de empregabilidade dos participantes. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️O resultado das inscrições será divulgado em 23 de março, com início das aulas previstas para 6 de abril de 2026. A ação integra o programa Citidigital e tem como objetivo promover qualificação profissional e inclusão de mulheres e pessoas com deficiência no setor de tecnologia. O projeto ocorre em parceria com a empresa de tecnologia Lanlink. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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Prefeitura de Nova Friburgo abre 62 vagas para pré-vestibular social do município

Publicado em: 24/02/2026 12:50

Prefeitura de Nova Friburgo abre 62 vagas para pré-vestibular social Rodrigo Marinho/g1 A Prefeitura de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, abre, nesta quarta-feira (25), as inscrições para o processo seletivo do curso pré-vestibular social do município. Ao todo, são oferecidas 62 vagas, em turma única. As aulas estão previstas para começar no dia 16 de março. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Econômico e tem como objetivo ampliar o acesso de estudantes em situação de vulnerabilidade social ao ensino superior. As inscrições seguem até 7 de março e podem ser feitas presencialmente na Avenida Conselheiro Julius Arp, 80, bloco 3, sala A. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, e aos sábados, das 8h às 13h. Também haverá link para inscrição on-line nos canais oficiais da prefeitura. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quem pode participar Podem se inscrever candidatos que tenham renda familiar de até três salários mínimos, comprovem situação de vulnerabilidade social, tenham cursado todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais (100%) em escola particular e morem em Nova Friburgo. No ato da inscrição, é necessário apresentar RG, CPF, comprovante de residência no município, histórico escolar ou declaração oficial, comprovante de renda familiar ou cartão do CadÚnico, além de questionário motivacional preenchido. Critérios de seleção A classificação será feita com base na renda familiar, com prioridade para as menores rendas, na média geral do histórico escolar e na comprovação de vulnerabilidade social. Segundo o edital, as 62 vagas serão preenchidas nesta edição. A proposta do pré-vestibular social é oferecer suporte pedagógico gratuito a estudantes que desejam ingressar no ensino superior.

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Governo espera arrecadar R$ 14 bilhões neste ano com alta na tarifa de importação de mais de mil produtos; celulares foram taxados

Publicado em: 24/02/2026 00:00

Smartphones estão entre os produtos afetados pelo aumento do imposto de importação Naine Carvalho/ Rede Amazônica O Ministério da Fazenda estima que arrecadará R$ 14 bilhões a mais neste ano com o aumento do imposto de importação incidente sobre mais de mil produtos — medida adotada no início de novembro para proteger a indústria nacional. Entre os itens afetados, estão os telefones inteligentes (smartphones), freezers e painéis indicadores com LCD ou LED. Veja outros exemplos no fim desta reportagem. ➡️O aumento das tarifas de importação anunciado pela equipe econômica ajudará o governo federal a cumprir a meta de superávit nas suas contas neste ano. Desde o início de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou uma série de impostos para tentar reequilibrar as contas públicas. A decisão do governo, que afeta bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos para a produção, além de bens de informática e telecomunicação, elevou a taxação desses produtos importados em até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países. A medida foi criticada por importadores, que veem impacto na competitividade e na inflação, e defendida pelo governo brasileiro — que busca preservar a indústria nacional. Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, conhecido como "tarifaço". E derrubou parte do aumento de impostos. Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço de Trump; presidente reage com nova taxa O que diz o governo O Ministério da Fazenda informou, em nota técnica, que a escalada das importações dos bens de capital e de informática mostrou crescimento acumulado, desde 2022, de 33,4%. Argumentou, também, que sua penetração no consumo nacional ficou acima de 45% (posição de dezembro do ano passado), ou seja, em "níveis que ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica do país, de difícil reversão". ➡️O Ministério da Fazenda avaliou, ainda, que a medida é "moderada e focalizada, necessária para reequilibrar preços relativos, mitigar a concorrência assimétrica, conter a tendência de aumento da penetração de importados e reduzir a vulnerabilidade externa estrutural associada ao déficit setorial". O governo também informa que a medida se alinha internacionalmente, pois diz que vários países elevaram proteção setorial ou por remédios comerciais em subgrupos de máquinas, "sinalizando que instrumentos tarifários continuam sendo usados para corrigir choques externos e dumping [prática ilegal de comércio]". ➡️O Ministério da Fazenda esclareceu que, no ano passado, as principais origens de importações foram Estados Unidos, com US$ 10,18 bilhões e 34,7% de participação; China, com US$ 6,18 bilhões e 21,1%; Singapura, com US$ 2,58 bilhões e 8,8%; e França, com US$ 2,52 bilhões e 8,6%. Apesar do aumento das tarifas, o governo também abriu uma porta para pedidos de redução temporária da alíquota para zero poderão até 31 de março para produtos anteriormente beneficiados, com concessão provisória por até 120 dias. Protecionismo 🌐Desde que o tarifaço foi imposto por Trump, o governo brasileiro vinha criticando a medida e tentando revertê-la. Nesta sexta (20), a Suprema Corte dos EUA decidiu derrubar a medida. Em abril do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula disse que responderia a qualquer iniciativa dos EUA de impor protecionismo que, segundo ele avaliou na ocasião, "não cabe mais' Estudo do Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) divulgado no ano passado mostra que o grau de abertura comercial da economia brasileira aumentou nos últimos anos. Entretanto, também conclui que o Brasil ainda é uma nação com uma economia mais fechada que outros países em desenvolvimento com os quais poderia ser comparado. Impacto para as empresas Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, que atua na importação de matérias-primas, produção, logística e entrega final, afirmou que o Brasil enfrenta um cenário em que boa parte do parque industrial opera com equipamentos com mais de 20 anos de uso, muitas vezes submetidos a modernizações improvisadas. E que, ao mesmo tempo, a indústria nacional de bens de capital não consegue atender plenamente à demanda interna nem acompanhar o ritmo da modernização global. Por isso, estimou que o aumento das tarifas de importação pode gerar efeitos em cadeia na economia brasileira. "O aumento das alíquotas impacta diretamente a capacidade de investimento das empresas. Estamos falando de máquinas, peças e tecnologia que são essenciais para modernização e ganho de produtividade. Quando o custo sobe de forma abrupta, muitos projetos ficam comprometidos e a competitividade do Brasil no cenário internacional é afetada”, avaliou Mauro Lourenço Dias, do Fiorde Group. Efeito inflacionário O Fiorde Grup estimou que, na prática, o aumento de tarifas pode se refletir: No preço de motores de portão em condomínios; No custo de televisores e eletrodomésticos; Na manutenção de equipamentos hospitalares; No valor de exames médicos; Em obras de infraestrutura, como metrôs e projetos de mineração. Já o Ministério da Fazenda diz esperar que o efeito do aumento de tarifas no IPCA "deve ter efeito indireto baixo e defasado, pois bens de capital e de informática são bens de produção, com exceções e regimes atenuando a cobertura efetiva". "Na cadeia produtiva, a alteração tarifária tem o potencial de reequilibrar preços relativos em favor do produto nacional, com ganhos de encadeamento e potencial de substituição competitiva nos elos mecânicos e de integração, com saldo que tende a ser positivo para a competitividade sistêmica", disse o Ministério da Fazenda. Segundo o governo, o efeito na inflação é parcialmente compensado por renegociação de preços e substituição de de compras. "Por fim, com a redução do vazamento de demanda via importações de bens de investimento, espera-se melhora do saldo em transações correntes por menor importação e maior conteúdo local em projetos", concluiu. Produtos afetados Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março. Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão: Telefones inteligentes (smartphones) Torres e pórticos Reatores nucleares Caldeiras Geradores de gás de ar Turbinas para embarcações Motores para aviação Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes Fornos industriais Congeladores (freezers) Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas Empilhadeiras Robôs industriais Máquinas de comprimir ou de compactar Distribuidores de adubos (fertilizantes) Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes Máquinas e aparelhos de impressão Cartuchos de tinta Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão Máquinas para fiação de matérias têxteis Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Martelos Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados Máquinas de cortar o cabelo Painéis indicadores com LCD ou LED Controladores de edição Tratores Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis Navios de guerra Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética Aparelhos dentários Aparelhos de tomografia computadorizada

Palavras-chave: tecnologia

Brasileira encara Antártica para estudar genética de aves e monitorar gripe aviária

Publicado em: 23/02/2026 10:40

Pesquisadora brasileira na Antártida Raiane Amorim A rotina de campo na Antártica exige preparo físico, rigor científico e, sobretudo, sensibilidade para observar a vida em um dos ambientes mais extremos do planeta. Foi nesse cenário que a doutoranda brasileira Raiane Amorim desenvolveu parte de sua pesquisa sobre aves marinhas, unindo tecnologia de ponta e observação direta da fauna para estudar o biguá-antártico (Leucocarbo bransfieldensis) e monitorar o avanço da gripe aviária na região. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp Em parceria internacional com a Pontifícia Universidade Católica do Chile (PUC-Chile) e com financiamento da Capes, a pesquisadora investiga a história genética dessas aves e os impactos das mudanças climáticas sobre as populações. O estudo utiliza ferramentas modernas de genômica, genética populacional e modelagem de nicho ecológico para entender como fatores ambientais moldam a evolução, a dispersão e a estrutura genética das espécies ao longo do tempo. Um dos principais objetivos da pesquisa é a construção do primeiro genoma completo de referência do biguá em nível cromossômico — um avanço que deve contribuir para estudos futuros e para a elaboração de estratégias de conservação de aves marinhas. Veja mais notícias do Terra da Gente: VIDA CURTA: Nascer, acasalar e morrer em 5 minutos; os animais de vida curtíssima SUMIÇO DE 80 ANOS: Guará está de volta e aquece o turismo ambiental no litoral do PR SAIBA COMO: Lagos biodiversos viram terapia dentro de casa e até em apartamentos Expedição e desafios em campo Raiane em atividade de campo na Antártica Raiane Amorim Durante 18 dias, Raiane integrou uma expedição a bordo do navio chileno Betanzos, ao lado de outros 26 pesquisadores. O grupo percorreu ilhas da Península Antártica, como Avian, Lagotellerie, Horseshoe, Biscoe, Curville e Deception, em busca de colônias reprodutivas. O trabalho envolvia desde a localização e mapeamento das colônias até a coleta de material biológico das aves, sempre com técnicas que priorizam o bem-estar animal e minimizam o estresse. Entre as espécies monitoradas estavam diferentes tipos de pinguins, além de skuas, petréis e o próprio biguá-antártico (Leucocarbo bransfieldensis). Biguá-antártico (Leucocarbo bransfieldensis) Raiane Amorim "Além do escopo genético, também atuamos no monitoramento ativo da influenza aviária de alta patogenicidade, dado o aumento alarmante de notificações da doença na região. Em algumas colônias, registramos altos índices de mortalidade, especialmente entre filhotes, evidenciando a vulnerabilidade sanitária de ecossistemas remotos como a Antártica", conta Raiane. Veja o que é destaque no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cenas marcantes da fauna Apesar dos desafios, a experiência em campo foi marcada por momentos únicos. Para a pesquisadora, encontrar colônias de biguás-antárticos em seu habitat natural foi especialmente emocionante. “Não apenas por serem meu objeto de estudo, mas por não serem considerados uma espécie carismática, como os pinguins. Ver esses animais onde realmente pertencem tornou tudo ainda mais especial”, conta. Entre as lembranças mais marcantes, uma cena delicada em meio ao clima hostil chamou atenção. Em um dia chuvoso, em uma colônia de pinguins, um casal ainda incubava seu ovo enquanto outros já cuidavam de filhotes. pinguim-de-barbicha (Pygoscelis antarcticus) Raiane Amorim “Enquanto a fêmea permanecia imóvel, chocando o ovo, o macho ia e voltava sob a chuva trazendo pedrinhas como presente. Era como se existisse um mundo à parte, só deles dois e daquele ovo, foi uma daquelas cenas que a gente nunca esquece.”, relembra. A pesquisadora também destaca o comportamento estratégico das skuas, aves que atuam em dupla para roubar ovos e filhotes de pinguins. “Enquanto uma distrai os pais, a outra aproveita para atacar. É impressionante ver como esse comportamento faz parte do equilíbrio natural.” Ao todo, Raiane avistou cerca de 13 espécies de aves durante a expedição, reforçando a diversidade da fauna antártica e a importância de estudos integrados. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente

Palavras-chave: tecnologia

Brasil subiu imposto de importação de mais de mil produtos, incluindo smartphones

Publicado em: 21/02/2026 09:07

Jornal Nacional/ Reprodução O governo brasileiro elevou, no início deste mês, o imposto incidente sobre mais de mil produtos importados do exterior. Entre os itens afetados, estão os telefones inteligentes (smartphones). Veja outros exemplos no fim desta reportagem. A decisão, que afeta bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos para produção, além de bens de informática e telecomunicação, elevou a taxação dessas compras do exterior em até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países. A medida foi criticada por importadores, que veem impacto na competitividade e na inflação, e defendida pelo governo brasileiro — que busca preservar a indústria nacional. Nesta sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, conhecido como "tarifaço". E derrubou parte do aumento de impostos. Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço de Trump; presidente reage com nova taxa O que diz o governo O Ministério da Fazenda informou, em nota técnica, que a escalada das importações dos bens de capital e de informática mostrou crescimento acumulado, desde 2022, de 33,4%. Argumentou, também, que sua penetração no consumo nacional ficou acima de 45% (posição de dezembro do ano passado), ou seja, em "níveis que ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica do país, de difícil reversão". ➡️O Ministério da Fazenda avaliou, ainda, que a medida é "moderada e focalizada, necessária para reequilibrar preços relativos, mitigar a concorrência assimétrica, conter a tendência de aumento da penetração de importados e reduzir a vulnerabilidade externa estrutural associada ao déficit setorial". O governo também informou que a medida se alinha internacionalmente, pois diz que vários países elevaram proteção setorial ou por remédios comerciais em subgrupos de máquinas, "sinalizando que instrumentos tarifários continuam sendo usados para corrigir choques externos e dumping [prática ilegal de comércio]". ➡️O Ministério da Fazenda esclareceu que, no ano passado, as principais origens de importações foram Estados Unidos, com US$ 10,18 bilhões e 34,7% de participação; China, com US$ 6,18 bilhões e 21,1%; Singapura, com US$ 2,58 bilhões e 8,8%; e França, com US$ 2,52 bilhões e 8,6%. Apesar do aumento das tarifas, o governo também abriu uma porta para pedidos de redução temporária da alíquota para zero poderão até 31 de março para produtos anteriormente beneficiados, com concessão provisória por até 120 dias. Protecionismo 🌐Desde que o tarifaço foi imposto por Trump, o governo brasileiro vinha criticando a medida e tentando revertê-la. Nesta sexta (20), a Suprema Corte dos EUA decidiu derrubar a medida. Em abril do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula disse que responderia a qualquer iniciativa dos EUA de impor protecionismo que, segundo ele avaliou na ocasião, "não cabe mais' Estudo do Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) divulgado no ano passado mostra que o grau de abertura comercial da economia brasileira aumentou nos últimos anos. Entretanto, também conclui que o Brasil ainda é uma nação com uma economia mais fechada que outros países em desenvolvimento com os quais poderia ser comparado. Impacto para as empresas Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, que atua na importação de matérias-primas, produção, logística e entrega final, afirmou que o Brasil enfrenta um cenário em que boa parte do parque industrial opera com equipamentos com mais de 20 anos de uso, muitas vezes submetidos a modernizações improvisadas. E que, ao mesmo tempo, a indústria nacional de bens de capital não consegue atender plenamente à demanda interna nem acompanhar o ritmo da modernização global. Por isso, estimou que o aumento das tarifas de importação pode gerar efeitos em cadeia na economia brasileira. "O aumento das alíquotas impacta diretamente a capacidade de investimento das empresas. Estamos falando de máquinas, peças e tecnologia que são essenciais para modernização e ganho de produtividade. Quando o custo sobe de forma abrupta, muitos projetos ficam comprometidos e a competitividade do Brasil no cenário internacional é afetada”, avaliou Mauro Lourenço Dias, do Fiorde Group. Efeito inflacionário O Fiorde Grup estimou que, na prática, o aumento de tarifas pode se refletir: No preço de motores de portão em condomínios; No custo de televisores e eletrodomésticos; Na manutenção de equipamentos hospitalares; No valor de exames médicos; Em obras de infraestrutura, como metrôs e projetos de mineração. Já o Ministério da Fazenda diz esperar que o efeito do aumento de tarifas no IPCA "deve ter efeito indireto baixo e defasado, pois bens de capital e de informática são bens de produção, com exceções e regimes atenuando a cobertura efetiva". "Na cadeia produtiva, a alteração tarifária tem o potencial de reequilibrar preços relativos em favor do produto nacional, com ganhos de encadeamento e potencial de substituição competitiva nos elos mecânicos e de integração, com saldo que tende a ser positivo para a competitividade sistêmica", disse o Ministério da Fazenda. Segundo o governo, o efeito na inflação é parcialmente compensado por renegociação de preços e substituição de de compras. "Por fim, com a redução do vazamento de demanda via importações de bens de investimento, espera-se melhora do saldo em transações correntes por menor importação e maior conteúdo local em projetos", concluiu. Produtos afetados Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março. Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão: Telefones inteligentes (smartphones) Torres e pórticos Reatores nucleares Caldeiras Geradores de gás de ar Turbinas para embarcações Motores para aviação Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes Fornos industriais Congeladores (freezers) Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas Empilhadeiras Robôs industriais Máquinas de comprimir ou de compactar Distribuidores de adubos (fertilizantes) Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes Máquinas e aparelhos de impressão Cartuchos de tinta Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão Máquinas para fiação de matérias têxteis Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Martelos Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados Máquinas de cortar o cabelo Painéis indicadores com LCD ou LED Controladores de edição Tratores Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis Navios de guerra Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética Aparelhos dentários Aparelhos de tomografia computadorizada

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