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Regras da Anvisa sobre cannabis medicinal devem impulsionar pesquisas e produção no DF

Publicado em: 21/02/2026 02:00

Anvisa publica regras para cultivo e pesquisa de cannabis medicinal A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no começo deste mês, resoluções que detalham como vai funcionar o cultivo de cannabis no Brasil. As regras entram em vigor em agosto, quando começa também um "sandbox experimental" – período de cinco anos no qual a Anvisa vai testar atividades relacionadas à cannabis fora do modelo industrial tradicional e em pequena escala. A coordenadora do Centro de Referência sobre Drogas e Vulnerabilidades Associadas da Universidade de Brasília (UnB), Andrea Gallassi, já comemora o avanço. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Em entrevista ao g1, Andrea explica que as novas regras devem facilitar muito a realização de estudos científicos. Até aqui, cada nova pesquisa exigia uma autorização específica da Anvisa. "Isso mudou. Com as novas resoluções, você amplifica o processo da pesquisa científica. Em uma única autorização guarda-chuva, cabem várias pesquisas”, explica. Além de investigar as novas aplicabilidades terapêuticas, a autorização para pesquisa permite analisar rótulos e produtos com cannabis – incluindo óleos produzidos por associações de pacientes. “No modelo sandbox, como estão chamando o modelo regulatório experimental, vamos poder analisar os óleos para verificar qualidade e poder ajudar associações a extraírem produtos adequados”, detalhe. 🔎 O pacote também cria um ambiente regulatório experimental para testar, sob supervisão da agência, modelos de fornecimento fora do padrão industrial — como os adotados por associações de pacientes. 🔎 Com isso, a Anvisa normatiza toda a cadeia produtiva, do cultivo ao uso dos produtos, e passa a permitir que empresas cultivem a planta para fins medicinais e farmacêuticos. Detalhes de uma flor de cannabis Reprodução Mudanças na ponta As mudanças também podem favorever a atuação de entidades como a Associação Brasileira do Pito do Pango (Abrapango), que atua na defesa do acesso seguro e humanizado à cannabis medicinal. A ONG, que tem sede em Brasília, oferece suporte jurídico e técnico a pacientes, capacita profissionais da saúde e também produz e comercializa medicamentos à base de cannabis. Para Monica Barcelos, diretora executiva da Abrapango, a tendência é de expansão consistente. “As associações já produzem dados reais de uso terapêutico no Brasil. Isso deve evoluir para protocolos mais estruturados, estudos clínicos observacionais e parcerias científicas, gerando evidências nacionais em condições como TEA [transtorno do espectro autista], dor crônica, doenças neurodegenerativas, entre outras”, afirma. Monica destaca que o marco regulatório traz segurança jurídica para as pesquisas, destravando financiamentos, parcerias com universidades e aprovação ética. Segundo ela, isso garante mais estudos com melhor qualidade metodológica e validação científica real, além de permitir que a academia desmistifique os estigmas sobre o tema. A confirmação disso tudo, no entanto, só virá quando a Anvisa publicar os editais de chamamento do "sandbox" regulatório. "Só então, saberemos se as associações serão incluídas de forma justa ou se permaneceremos em um modelo excludente", finaliza. Quem pode cultivar❓ Universidades, instituições de ciência e tecnologia, órgãos de segurança pública e fabricantes de medicamentos estão autorizados a cultivar para pesquisa científica, inclusive variedades da planta com maior teor de THC. 🚨Todo processo será feito sob regras de segurança e fiscalização. Na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a nova regulamentação permite estruturar oficialmente um programa científico dedicado à Cannabis sativa, com foco em genética, manejo, industrialização e políticas públicas 👉 Em novembro de 2025, a Anvisa já havia concedido uma autorização excepcional para pesquisas da Embrapa, válida exclusivamente para fins científicos e sem comercialização. Agora, com o pacote de fevereiro deste ano, a expectativa é ainda mais positiva. Segundo Daniela Bittencourt, pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o ambiente regulatório mais definido abre oportunidade para o Brasil construir uma cadeia produtiva estruturada. Na prática, isso envolve estruturar quatro pilares: Cultivares: genética, sementes e melhoramento; Sistemas de produção: protocolos agronômicos, manejo e sanidade, indoor/outdoor conforme o caso; Pós-colheita e qualidade: padronização, estabilidade e controle de contaminantes; Economia, zoneamento e políticas públicas: modelos produtivos viáveis, inclusão e subsídios técnicos para regulação. “A regulamentação cria um ambiente mais previsível para transformar pesquisa em solução: viabiliza planejamento de infraestrutura, parcerias e rotinas de rastreabilidade e controle, e dá mais segurança para que a cadeia se organize com padrões de qualidade”, afirma. Ainda assim, Bittencourt aponta desafios: é preciso maior clareza sobre o caminho para o cultivo e uso medicinal de materiais com maior teor de THC, além da regulamentação do cânhamo para fins industriais. 🍀O cânhamo industrial é uma planta da espécie Cannabis sativa cultivada para uso industrial e comercial. Com baixo teor de THC, pode ser usado em medicamentos, cosméticos, alimentos, roupas, acessórios e até instrumentos musicais. Além disso, a pesquisadora chama a atenção para necessidade de haver políticas públicas, que estimulem o setor industrial e garantam inclusão produtiva, com participação de pequenos produtores. "Se o país seguir alinhando regulação, ciência e políticas públicas, a cannabis pode se conectar de forma consistente à agenda nacional de bioeconomia e desenvolvimento”, declara. O cannabis medicinal é um óleo extraído da planta da maconha Profissão Repórter LEIA TAMBÉM: AGRESSÃO: 'Vamos pegar eles’: veja prints de conversa de Pedro Turra antes de agressão em festa do DF; adolescente morreu ACIDENTE: 5 policiais militares ficam feridos após acidente com viaturas no DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: tecnologia

Abuso de álcool: atendimentos caem 25% em São Paulo em três anos

Publicado em: 19/02/2026 12:14

Capital paulista tem 35 Caps AD, que oferecem tratamento gratuito contra álcool e drogas Divulgação/SMS - Prefeitura de São Paulo Nos últimos três anos, a cidade de São Paulo registrou uma queda de 25% nos atendimentos relacionados ao uso abusivo de álcool na rede pública de saúde mental. A redução acompanha um movimento mais amplo de conscientização sobre o impacto do álcool no organismo e a busca por hábitos mais saudáveis. Dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) mostram que os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) da capital paulista realizaram 7.900 atendimentos por uso abusivo de álcool em 2023, 6.626 em 2024 e 5.907 no ano passado. A mudança de comportamento tem sido observada em outras regiões do Brasil e acompanha uma tendência internacional. Em entrevista ao podcast O Assunto, do g1, a socióloga Mariana Thibes, coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), destacou que os jovens estão bebendo menos devido ao maior acesso à informação sobre os riscos à saúde, preocupação com reputação nas redes sociais e rejeição à embriaguez, vista cada vez mais como símbolo de vulnerabilidade. Para as gerações anteriores, ficar embriagado ainda era visto como algo positivo, muito presente na sociabilidade. Para essa geração, ficar bêbado é visto como símbolo de vulnerabilidade, de você estar se expondo a situações de violência. Essa também é uma geração que frequenta muito mais academia, preocupada com o corpo, com a saúde, com a estética. Pesquisa realizada pelo Ipsos-Ipec, com dados de 2025, mostra que 64% dos brasileiros declararam não ter bebido álcool durante todo o ano – em 2023, esse número era de 55%. E a queda é ainda mais acentuada entre os jovens: na faixa etária de 18 a 24 anos, a proporção dos que declaram não ter consumido álcool saltou de 46% para 64%. Benefícios ao reduzir o consumo de álcool Consumo de bebida alcoólica pode afetar organismo, mesmo que seja somente em situações "sociais" Mônica Costa/Rede Amazônica Segundo o cirurgião gastrointestinal Lucas Nacif, a melhora no organismo é perceptível mesmo para quem reduz -- e não abandona totalmente -- o consumo. “O álcool causa lesões em vasos sanguíneos, danos cerebrais e problemas gastrointestinais. Quando há abstenção, o corpo rapidamente mostra sinais de recuperação.” O médico alerta que até o consumo considerado “social” pode afetar os sistemas neurológico, cardiovascular e digestivo. “Evitar a bebida previne gastrite, esofagite e até pancreatite. Além disso, o sono, o desempenho físico e o equilíbrio emocional melhoram bastante”, completa. Quando é hora de buscar ajuda? De acordo com o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), o consumo abusivo de álcool é caracterizado por cinco ou mais doses em uma única ocasião para homens, e quatro ou mais para mulheres -- pelo menos uma vez no último mês. A instituição alerta para sinais de dependência que vão além da quantidade bebida: dificuldade em parar, sintomas físicos na abstinência, problemas familiares ou de trabalho e isolamento social são alguns deles. Quando o consumo começa a trazer prejuízos, a recomendação é procurar os Caps AD, unidades do SUS especializadas no tratamento de transtornos relacionados ao álcool e outras drogas. Somente na capital paulista, são 35 centros voltados a esse público. O atendimento nos Caps é gratuito, de livre demanda e não exige agendamento prévio. É possível localizar a unidade mais próxima por meio da plataforma Busca Saúde. Além disso, o Alcoólicos Anônimos (AA) oferece uma alternativa gratuita e complementar para quem busca apoio no combate ao alcoolismo. Os grupos realizam reuniões presenciais e online baseadas em um programa de 12 passos, focado na recuperação por meio de compartilhamento de experiências. Existem grupos que promovem encontros em todas as regiões da cidade e que podem ser consultados no site oficial. Tecnologia a favor da prevenção ModeraSP oferece aconselhamento em saúde e acesso ao tratamento para pessoas com risco de dependência por álcool Divulgação/Prefeitura de São Paulo Lançado em 2024, o ModeraSP já tem mais de 100 mil usuários cadastrados e mais de 35 mil triagens realizadas com base em orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A ferramenta, disponível no aplicativo e-saudeSP para Android e iOS, identifica o nível de risco do consumo de álcool e orienta o usuário com acompanhamento de uma assistente virtual chamada Susana. Nos casos mais graves, a plataforma já encaminhou 1.872 pessoas a Unidades Básicas de Saúde (UBSs) desde 2024. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) é pela Atenção Básica, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), administradas pelos municípios e fortalecidos pela SES, por meio de cursos, palestras, eventos, apoio técnico em programas, projetos e ações.

Palavras-chave: tecnologia

'Vivo sob ameaças constantes': a australiana que tenta tirar crianças das redes sociais

Publicado em: 17/02/2026 10:01

Julie Inman Grant tem muito trabalho pela frente como reguladora da segurança da internet na Austrália. BBC Nossa entrevista com Julie Inman Grant ainda nem começou. Na verdade, ela ainda nem entrou na sala. Mas a conversa já trata da enxurrada de ameaças de morte e violação recebidas semanalmente pelo seu escritório. O cargo de diretora da Comissão de Segurança Eletrônica da Austrália a coloca na primeira linha das batalhas na internet: notícias falsas, censuras, trollagem e segurança infantil. O mundo digital pode ser um "poço sombrio", como admite um dos seus colegas. Ele destaca que a grande maioria dos abusos lançados ao escritório são dirigidos pessoalmente a Inman Grant. "Infelizmente, tenho vivido esta realidade nos últimos anos", lamenta ela minutos depois, no seu escritório com vista para o porto australiano de Sydney. Com 57 anos de idade, Inman Grant trabalhou por décadas em empresas privadas do setor de tecnologia. Agora, ela está do outro lado, chamando à responsabilidade algumas das empresas mais bem sucedidas do mundo, como diretora do organismo regulador independente de segurança na internet da Austrália. Poderíamos dizer que o cargo a transformou na burocrata mais famosa do país. Mas ela também se tornou um alvo fácil. Seus dados já foram expostos por grupos neonazistas. Ela também teve enfrentamentos públicos com Elon Musk e chegou a provocar a ira de alguns congressistas americanos. Tudo isso ocorreu quando ela foi encarregada de implementar a pioneira proibição das redes sociais para adolescentes no país. Ou, em outras palavras, de expulsar todos os australianos com menos de 16 anos das redes sociais. O trabalho de Inman Grant sempre foi de alta importância. Mas, agora, seu significado cresceu mais do que nunca, já que o mundo inteiro está observando o desenvolvimento do experimento australiano nas redes sociais. Legislação observada com lupa Experiência no mundo tecnológico Objeto de abusos e insultos Legislação observada com lupa A legislação entrou em vigor no dia 10 de dezembro e regulamenta 10 plataformas. Entre elas, o Facebook e o Instagram, da Meta, além do Snapchat e do YouTube. Os pais australianos aprovam majoritariamente esta política. Para muitos deles, contar com o apoio do governo é de grande ajuda para enfrentar a pressão dos seus pré-adolescentes que desejam ter acesso às redes sociais. Mas também há muitas críticas. Especialistas em tecnologia e defensores do bem-estar infantil expressaram sua preocupação. Eles afirmam que as crianças precisam ser educadas, não excluídas das plataformas. Muitos questionam a aplicabilidade da proibição. Para eles, a legislação exclui injustamente grupos minoritários, como as crianças das zonas rurais e adolescentes com incapacidades ou que se identificam como LGBTQIA+. Todos eles têm mais possibilidade de encontrar suas comunidades na internet. Os críticos afirmam que as plataformas de jogos deveriam ser incluídas na proibição australiana de redes sociais para menores de 16 anos. Getty Images via BBC Como era de se esperar, nenhuma das empresas se mostra muito favorável. De forma geral, elas afirmaram compartilhar a preocupação do governo sobre a segurança na internet e garantem que irão cumprir a lei, mas não acreditam que a "proibição" seja a solução. Inman Grant defende que vale a pena tentar qualquer medida que ajude a proteger as crianças online. "Se pudermos retardar a entrada das crianças nas redes sociais por três anos e complementar a medida com planos de ação digitais para desenvolver seu raciocínio crítico e resiliência, acredito que seja algo que valha a pena explorar", afirma ela. Inman Grant costuma comparar o mundo digital com o mar aberto, talvez em uma tática inteligente para atrair os australianos, orgulhosos da sua relação com o oceano e suas belas praias. "Da mesma forma que ocorre com a segurança na água, precisamos continuar ensinando nossos filhos a nadar até que sejam bons nadadores", defende ela. "Precisamos educá-los sobre os riscos, como as fraudes algorítmicas. Precisamos educá-los sobre os predadores na água. São os tubarões online, os pedófilos e outros criminosos." Mas ela também já usou a mesma analogia do mar para combater a proibição no passado. "Nós não cercamos o oceano, nem mantemos as crianças totalmente fora da água. Nós criamos entornos de natação protegidos, que oferecem proteção e ensinam lições importantes desde cedo", declarou ela em junho de 2024, quando o governo ainda avaliava a proibição. "De fato, precisei aceitar isso", admite ela, hoje. Depois de pressionar pela liberdade na sua implementação, ela se convenceu e seu papel tem sido fundamental para determinar quais empresas serão incluídas e como elas devem cumprir a legislação. Proibição das redes sociais para menores de 16 anos na Austrália pode deixar crianças isoladas? Inman Grant fala durante um evento em Sydney, no dia 10 de dezembro de 2025, quando entrou em vigor a proibição dos adolescentes nas redes sociais na Austrália. AFP/Getty Images via BBC Ela brinca dizendo que sua própria casa, que compartilha com três filhos (incluindo dois irmãos gêmeos de 13 anos), se transformou em um "laboratório". "Tenho uma filha que não se queixou muito da ideia, mas outra pensou que o mundo fosse desabar em cima dela se retirassem seu Instagram e seu Snapchat", ela conta. Mas Inman Grant não desanima. "Elas estão em processo de descobrir quem são, de construir sua identidade. Quando eu era adolescente, conseguia cometer erros sem que eles fossem gravados nem amplificados por toda parte." Clique aqui para retornar ao início. Experiência no mundo tecnológico Inman Grant passou seus anos de formação no mundo tecnológico. Ela cresceu em Seattle, nos Estados Unidos, berço da Microsoft e da Amazon. Por isso, não surpreende que ela se dedique a esta linha de trabalho, depois de flertar brevemente com a ideia de trabalhar para a CIA, a agência de inteligência americana. Ela aceitou um emprego no Capitólio, assessorando um congressista americano sobre tecnologia e telecomunicações. Posteriormente, ela concluiu um mestrado em comunicação internacional e passou a trabalhar na Microsoft. O seu cargo na empresa a levou para a Austrália no início dos anos 2000, exatamente quando começava a florescer o mundo das redes sociais. Ali, ela conheceu seu marido e se naturalizou australiana. Como parte do seu trabalho na Microsoft, Inman Grant procurava vulnerabilidades e falhas de segurança. E, depois de 17 anos, ela entrou para a divisão australiana do Twitter (hoje, X) e, depois, trabalhou brevemente na Adobe. Enquanto essas empresas de tecnologia prosperavam, graças à proliferação de smartphones e aplicativos, ela sentia que havia um problema oculto. Ela sentia que a segurança não era prioridade. Era uma época sem órgãos reguladores governamentais. "Por isso, tentei mudar as coisas por dentro", ela conta. E, depois de mais de duas décadas, Inman Grant decidiu verificar se a mudança poderia ocorrer a partir do lado de fora. Quando surgiu o cargo de Comissário de Segurança Eletrônica, ela explica timidamente que havia um pequeno grupo de candidatos para escolher. O homem que ajudou a redigir o projeto de lei, Malcolm Turnbull, chegou ao cargo de primeiro-ministro (2015-2018). Ele queria, segundo ela, um comissário com experiência em segurança online, mas também no próprio setor de tecnologia. E a contratou. "O governo acreditava que o órgão regulador só poderia ser eficaz se você conhecesse as pessoas, conhecesse os mecanismos, soubesse como eles pensavam e se fosse possível antecipar seus movimentos", explica ela. "É preciso entender que tudo isso depende da receita, do crescimento e de quem detém o poder nas empresas." A Ponte Story de Brisbane, na Austrália, recebeu iluminação verde e dourada para marcar o início da proibição das redes sociais. Getty Images via BBC Desde então, políticos de todas as tendências defenderam o cargo, o que muitos consideram testemunho da gestão de Inman Grant. E, especialmente em um período em que o organismo de controle da segurança na internet passou a sofrer escrutínio cada vez maior, seu orçamento quadruplicou e sua competência e o número de funcionários se expandiram exponencialmente. "Francamente, é uma gestão extraordinária em um campo de rápidas mudanças e bastante implacável para um órgão regulador", destaca o predecessor de Inman Grant, Alastair MacGibbon, sobre o trabalho da atual comissária. "O escritório simplesmente se torna mais relevante a cada dia", defende ele. O ex-ministro das Comunicações da Austrália, Paul Fletcher, ajudou a nomear Inman Grant e colaborou estreitamente com ela por vários anos. Ele afirma que ela assumiu esta função complexa com vigor e valentia. "Em uma nação ocidental moderna, as pessoas têm a certeza de que, se você for assaltado, atacado ou se outro fato ruim ocorrer no mundo físico, você pode obter reparações", declarou ele à BBC. "O Estado de direito deve se aplicar tanto à vida digital quanto à vida real e o Comissariado de Segurança Eletrônica é uma clara amostra disso." A Austrália é considerada líder mundial em segurança na internet. Mas algumas empresas de tecnologia, com sede em outras partes do mundo, acusam o país, há muito tempo, de extrapolar os seus limites. "Estamos regulamentando as grandes empresas de tecnologia, em relação à segurança online, há 10 anos", expõe Inman Grant. "E, nos primeiros sete, fomos os únicos." Atualmente, Inman Grant enfrenta um pedido do Congresso dos Estados Unidos para testemunhar sobre as leis australianas de proibição das redes sociais. O presidente republicano do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes (a câmara baixa do Congresso americano), Jim Jordan, se referiu a ela como uma "conhecida fanática dos desmantelamentos globais", que "ameaça a liberdade de expressão dos cidadãos americanos". Jordan chegou a ameaçá-la com acusações de desacato, caso se negue a testemunhar. Inman Grant afirma que não é responsável por defender a política e, na verdade, só pode falar sobre a sua implementação. "Nada do que fazemos aqui afeta a capacidade das empresas americanas de mostrar o conteúdo que desejarem aos americanos", explica ela. Ela também se prepara para contestar pelo menos duas impugnações relativas à proibição, frente ao Supremo Tribunal australiano. Uma delas foi apresentada pelo fórum online Reddit e a outra, por dois adolescentes australianos. Paralelamente, ela processa judicialmente as empresas que infringiram as diversas leis de segurança na internet do país. Os críticos afirmam que as empresas de redes sociais não fazem o suficiente para proteger as crianças. Getty Images via BBC Mas esta não é sua primeira experiência deste tipo. Em 2024, quando um bispo foi esfaqueado em Sydney durante uma missa, Inman Grant pediu ao X que eliminasse o vídeo. Mas o dono da plataforma, Elon Musk, se recusou a fazê-lo. Musk a chamou de "comissária da censura" frente aos seus milhões de seguidores e os abusos dirigidos a ela atingiram um nível totalmente inédito. Clique aqui para retornar ao início. Objeto de abusos e insultos Um relatório da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, revelou que Julie Inman Grant foi alvo de dezenas de milhares de publicações abusivas, incluindo ameaças de morte e estupro. Somente no dia 23 de abril de 2024, o relatório contabilizou 73.694 menções do nome de Inman Grant ou do Comissariado de Segurança Eletrônica no X. Até aquela data, a média diária era de apenas 145. Por fim, o vídeo foi bloqueado geograficamente na Austrália, mas continuou disponível em todo o mundo. O organismo australiano de controle da internet levou o X à Justiça, mas o caso acabou sendo rejeitado. Inman Grant conta à BBC que há uma moral nesta história. A polícia britânica afirma que Axel Rudakubana viu o mesmo vídeo pouco antes de esfaquear e matar três crianças em uma aula de dança inspirada em Taylor Swift, na cidade inglesa de Southport, naquele mesmo ano. Ela defende que este tipo de conteúdo "normaliza, dessensibiliza e, às vezes, radicaliza. Em algum momento, é preciso assumir uma posição." Enquanto Inman Grant e seu escritório lutam para conseguir a proibição das redes sociais entre os adolescentes na Austrália, ela se prepara para novas batalhas, agora em relação à inteligência artificial (IA). Para ela, o mundo "se incorporou tardiamente" à regulamentação das redes sociais e não pode se permitir fazer o mesmo com a IA. "Esta será a próxima ameaça e muito mais preocupante, para ser sincera." Talvez ela não fique no cargo por tempo suficiente para observar os frutos da sua luta. Ela já é comissária há quase uma década e seu segundo mandato de cinco anos termina em 2027. "Acredito que, provavelmente, será o momento de passar o controle para outra pessoa", segundo ela. "Como disse, este cargo exige muita determinação e resiliência. Foi um privilégio e uma honra para toda a vida." Antes que as empresas de tecnologia respirem aliviadas, Inman Grant indica que não se deixará dissuadir da missão da sua carreira: tornar o mundo da tecnologia mais seguro. "Talvez isso signifique ajudar outros governos a estabelecer regulamentações de segurança online e ajudar as empresas a integrar a segurança desde o seu projeto", explica ela. Clique aqui para retornar ao início.

Carnaval do Maranhão terá 16 atrações nacionais e segurança reforçada nos circuitos

Publicado em: 16/02/2026 12:15

O Maranhão se prepara para realizar, em 2026, mais uma edição histórica do seu Carnaval. Com o slogan “A alegria do Carnaval te espera”, a expectativa é superar o recorde do ano passado, quando cerca de 4 milhões de foliões participaram da festa ao longo dos cinco dias oficiais de programação. Promovido pelo Governo do Estado do Maranhão e coordenado pela Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (Secma), o Carnaval deste ano tem como foco a ampliação de investimentos, reforço na estrutura dos circuitos e a expansão da programação artística. Carnaval do Maranhão terá 16 atrações nacionais e segurança reforçada nos circuitos Divulgação/Governo do Maranhão Somente no Circuito Vem Pro Mar, realizado na Avenida Litorânea, em São Luís, 16 atrações nacionais vão se apresentar ao longo dos cinco dias de folia, além mais de 30 artistas, bandas e grupos regionais, garantindo espaço para talentos maranhenses. Já o tradicional Lava-Pratos de Imperatriz também contará com cinco atrações nacionais, ampliando a festa para além da capital. Entre as atrações que passarão pelo corredor da folia à beira-mar estão Alok, Nattan, Chicabana, Cláudia Leitte, Anitta, Zé Cantor, Calcinha Preta, Zé Vaqueiro, Felipe Amorim, Mari Fernandez, Xand Avião, Dennis DJ, Durval Lelys, Wesley Safadão e Eric Land. O governador do estado, Carlos Brandão, destaca que o sucesso do circuito é fruto da combinação entre grandes atrações nacionais e o fortalecimento da cultura local. Segundo ele, a organização e o investimento em segurança e estrutura são fundamentais para garantir uma festa cada vez maior e mais segura para moradores e turistas. “Vamos fazer um Carnaval ainda melhor. O sucesso junto ao público é possível com grandes atrações nacionais, mas também com a valorização da nossa cultura, do que é feito aqui no Maranhão. É uma festa grandiosa, que é sucesso porque também conta com organização e segurança”, destacou o governador. A programação mantém como prioridade a valorização da cultura local, reunindo blocos tradicionais, grupos culturais, artistas do samba, reggae e expressões da música afro-maranhense, além de manifestações populares que dialogam com a ancestralidade e preservam as raízes do carnaval de rua. Segundo o secretário de Estado da Cultura, Yuri Arruda, a programação do Carnaval do Maranhão é resultado de planejamento e de uma diretriz que tem a identidade da cultura maranhense como protagonista. “A nossa diretriz é muito clara: o Carnaval do Maranhão precisa ter a nossa identidade como protagonista. Por isso, a programação deste ano foi construída com forte valorização das manifestações culturais locais — blocos tradicionais, alternativos, de rua, organizados, bandas maranhenses, artistas do samba, do reggae, da música afro-maranhense, além de expressões que dialogam com o tambor de crioula, a cultura popular e as raízes do nosso estado”, explica o secretário. Carnaval do Maranhão terá 16 atrações nacionais e segurança reforçada nos circuitos Divulgação/Governo do Maranhão Maior carnaval público do Brasil Considerado o maior carnaval público do Brasil, o modelo implementado no Carnaval do Maranhão garante acesso livre aos circuitos oficiais, diferente de outros estados onde é necessário adquirir abadá para acompanhar blocos em áreas exclusivas. No Circuito Vem Pro Mar, a festa acontece de forma democrática e transformando as ruas em um grande palco de celebração popular. E para colocar os blocos na rua, o Governo do Estado reforçou e ampliou investimentos em segurança e de serviços essenciais como saúde, acessibilidade e de organização dos espaços para comerciantes informais. “Para 2026, ampliamos investimentos, reforçamos a estrutura do Circuito Litorânea – Vem Pro Mar, fortalecemos o esquema de segurança e ampliamos os serviços de apoio, como saúde, acessibilidade e organização dos espaços para comerciantes informais. Também expandimos a programação, garantindo ainda mais espaço para artistas maranhenses, sem abrir mão de atrações nacionais que ajudam a projetar o nosso Carnaval para todo o Brasil”, explicou o secretário estadual de Cultura, Yuri Arruda. Na Avenida Litorânea, palco do Circuito Vem Pro Mar, serão utilizados 12 trios elétricos, cada um com cerca de 40 profissionais envolvidos na operação, totalizando aproximadamente 480 trabalhadores atuando diretamente durante o período carnavalesco. Valorização do berço cultural maranhense O Circuito Vem pra Madre, um dos mais tradicionais do Carnaval do Maranhão, também será palco de apresentações de blocos tradicionais, grupos culturais e artistas locais, reunindo moradores e visitantes em uma festa que celebrou a identidade, a ancestralidade e a força do carnaval de rua do estado. A festa acontece entre os dias 14 a 17 de fevereiro, no bairro cultural da Madre Deus, e terá uma programação diversa e democrática, marcada pela valorização da cultura popular maranhense. Segurança reforçada na folia O esquema de segurança contará com monitoramento em tempo real pelo Centro Integrado de Operações de Segurança, além do reforço do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, que terá mais de 100 militares atuando na prevenção e atendimento de emergências. O policiamento será ampliado nos circuitos e no entorno das festas, com uso de tecnologias de monitoramento, patrulhamento aéreo e equipes distribuídas estrategicamente para garantir tranquilidade aos foliões e trabalhadores. Na Avenida Litorânea, por exemplo, o Circuito Vem Pro Mar terá 10 torres de policiamento, barreiras de acesso e equipes acompanhando os trios elétricos. Toda a operação será monitorada em tempo real pelo Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), garantindo resposta rápida em momentos de maior fluxo. As equipes também farão policiamento na faixa de areia e em todo o entorno do circuito, com motopatrulhamento e cavalaria reforçando a presença nas áreas de maior circulação. No Circuito Vem Pra Madre, no Centro da capital maranhense, o reforço será ampliado com apoio de drones e aeronaves, que auxiliam o trabalho das equipes em terra e aumentam a cobertura durante toda a programação. Combate ao assédio sexual A proteção às mulheres é prioridade. As equipes atuarão com patrulhamento específico e estarão prontas para responder rapidamente a casos de assédio ou violência. A Patrulha Maria da Penha seguirá com atendimento 24 horas, acompanhando mulheres em situação de vulnerabilidade e fiscalizando o cumprimento de medidas protetivas de urgência. Os registros de ocorrência durante a folia poderão ser feitos normalmente nos Plantões Centrais — Cajazeiras, Cohatrac, Itaqui-Bacanga, Maiobão e Cidade Operária. Já os chamados de emergência seguem pelos números 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros). O Disque Denúncia Maranhão atende pelo 181 e pelo aplicativo disponível para celulares Android e iOS. Segurança e saúde reforçadas para os foliões No circuito Vem Pro Mar, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) implantou dois hospitais de campanha na Avenida Litorânea, estrategicamente localizados para atender urgências e emergências. As unidades contam com atendimento médico e de enfermagem, classificação de risco, administração de medicamentos, observação clínica, estabilização e ambulâncias de suporte básico e avançado. Circuito Vem Pro Mar - Avenida Litorânea Dia 13/02 – SEXTA-FEIRA 17h Chicabana 18h Bloco dos Defiças 19h Alok 20h30 Nattan 21h15 PP Junior 22h30 Thais Moreno Dia 14/02 – SÁBADO 11h Samba da Tamarineira 12h Jeydson Araujo 13h Paulinho Melodia 14h Bloco 100 Sigilo 15h Claudia Leitte 16h Nubia 17h Zé Cantor 18h Os Tropix 19h Bloco da Anitta 20h Confraria do Copo 21h Erick Andrade Dia 15/02 – DOMINGO 11h Bloco Mixiricu 12h Bloco do Cruz 13h Grupo Griô 14h Jeguefolia 15h Bloco 24/48 16h Bloco do Reggae GDAM 17h Calcinha Preta 18h Bicho Terra 19h Zé Vaqueiro 20h Márcio Kizoeira 21h Felipe Amorim Dia 16/02 – SEGUNDA 11h Sindicato do Samba 12h Marabloco 13h Feijoada Completa 14h Mix in Brazil 15h Bloco da Enme 16h Mari Fernandez 17h Hot Mix 18h Xand Avião 19h Nanda Furttado 20h Dennis DJ 21h Banda Vagabundos Du Jegue Dia 17/02 – TERÇA 11h Grupo Reflexão 12h A Máquina de Descascar’Alho 13h Patricia Linhares 14h Blocão do Jacaré 15h Durval Lelys 16h Samba de Reis 17h Wesley Safadão 18h Bloco Jamaica Brasileira 19h Eric Land 20h Baile do PV 21h Sambaceuma

Palavras-chave: tecnologia

Carnaval do Maranhão aposta em tecnologia para garantir festa segura

Publicado em: 16/02/2026 11:18

O Carnaval do Maranhão vem se firmando entre os maiores do país, reunindo grandes atrações, blocos tradicionais e uma rica diversidade cultural. Para acompanhar essa movimentação e garantir a segurança dos foliões, mais de 8 mil agentes da segurança pública vão atuar nos principais circuitos do estado durante a folia oficial. Na capital, ponto central da festa, 4 mil policiais farão a segurança, estando, também, distribuídos nos circuitos: Vem Pro Mar, na orla marítima, e Vem Pra Madre, no bairro da Madre Deus. Além dos circuitos oficiais, haverá policiamento nos carnavais de bairro, para que a festa ocorra de forma segura em todas as regiões. “Debatemos as estratégias para fazer do Carnaval deste ano um dos mais seguros já realizados. A expectativa de público, em razão das atrações que estamos trazendo, é muito grande; por isso, o policiamento tem de ser condizente. Vamos empenhar amplo efetivo, sem prejudicar o interior, uma vez que estamos convocando os policiais que estavam de férias e pagando extra”, destacou o governador Carlos Brandão. Estrutura reforçada nos circuitos Na Avenida Litorânea, o Circuito Vem Pro Mar terá 10 torres de policiamento, barreiras de acesso e equipes acompanhando os trios elétricos. Toda a operação será monitorada em tempo real pelo Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), garantindo resposta rápida em momentos de maior fluxo. As equipes também farão policiamento na faixa de areia e em todo o entorno do circuito, com motopatrulhamento e cavalaria reforçando a presença nas áreas de maior circulação. A Cavalaria da Polícia Militar também atuará na faixa de areia da praia, que contará ainda com patrulhamento por quadriciclo No Circuito Vem Pra Madre, o reforço será ampliado com apoio de drones e aeronaves, que auxiliam o trabalho das equipes em terra e aumentam a cobertura durante toda a programação. O Corpo de Bombeiros também integra a operação com equipes de prevenção, orientação ao público e pronto atendimento pré hospitalar. Mais de 100 militares atuarão nos circuitos, prestando suporte rápido em situações de risco. Circuito Vem Pro Mar terá 10 torres de policiamento, barreiras de acesso e equipes acompanhando os trios elétricos Governo do Maranhão Monitoramento inteligente com drones e reconhecimento facial Para proteger quem chega aos circuitos, haverá revista pessoal nas entradas e nas ruas laterais. A operação conta com câmeras de reconhecimento facial e equipes treinadas para coibir furtos, roubos e impedir a circulação de armas e drogas ilícitas. Bases da Polícia Militar e da Polícia Civil estarão distribuídas pelos pontos de festa, e a Perícia Oficial atuará em regime de plantão 24h. Além disso, helicópteros do Centro Tático Aéreo (CTA) dão suporte ao policiamento, orientam o fluxo de pessoas e reforçam a segurança nos horários de pico. Haverá também posto da Polícia Civil para registro de boletim de ocorrência no local, de forma rápida e segura. Com a segurança reforçada nos circuitos, quem trabalha vendendo na rua ou no comércio consegue atuar com mais tranquilidade e aproveitar melhor o movimento. Isso ajuda a gerar renda e também fortalece o turismo e a programação cultural durante a festa. Combate ao assédio sexual A proteção às mulheres é prioridade. As equipes atuarão com patrulhamento específico e estarão prontas para responder rapidamente a casos de assédio ou violência. A Patrulha Maria da Penha seguirá com atendimento 24 horas, acompanhando mulheres em situação de vulnerabilidade e fiscalizando o cumprimento de medidas protetivas de urgência. Estará disponível, ainda, o App Salve Maria Maranhão – para casos de violência contra a mulher. Canais de denúncia Os registros de ocorrência durante a folia poderão ser feitos normalmente nos Plantões Centrais — Cajazeiras, Cohatrac, Itaqui-Bacanga, Maiobão e Cidade Operária. Já os chamados de emergência seguem pelos números 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros). O Disque Denúncia Maranhão atende pelo 181 e pelo aplicativo disponível para celulares Android e iOS. Dicas segurança - Não leve objetos de grande valor para a folia; - Não use joias, relógios e acessórios que possam chamar atenção dos criminosos; - Evite levar documentos pessoais e cartões de bancos; - Não utilize bolsas grandes. Opte por modelos pequenos, que fiquem junto ao corpo; - Caso leve celular e carteira, não fique com os objetos na mão; - Guarde os pertences em bolsos com fechamento em zíper, botão ou adesivo, por exemplo; - Não reaja a assaltos. Mantenha a calma e entregue o que o criminoso pedir.

Palavras-chave: tecnologia

Google lança correção de emergência para o Chrome após ataques de hackers

Publicado em: 16/02/2026 10:51 Fonte: Tudocelular

O Google acaba de divulgar que corrigiu uma vulnerabilidade de alta gravidade em seu navegador. Segundo a própria empresa, o bug – que recebeu uma pontuação de gravidade de 8,3/10 (alta) – permite que invasores executem códigos arbitrários dentro de uma sandbox através de uma página HTML maliciosa. Na prática, a falha já estava sendo usada como um zero-day “in the wild”, em ataques reais. Usuários com uma versão do Google Chrome anterior à 145.0.7632.75 podem estar sob risco.Em comunicado oficial, o Google informou que corrigiu a falha CVE-2026-2441, descrita como um erro de "use after free" (uso de memória após liberação). Até o momento, a companhia não divulgou quem foram as vítimas, como o bug foi utilizado ou quem foram os atacantes.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackerhackers

MP aponta falta de estudo técnico e de debate ao pedir suspensão de aumento do IPTU em Piracicaba

Publicado em: 13/02/2026 07:42

MP pede suspensão de aumento de IPTU em Piracicaba e aponta irregularidades Ao pedir à Justiça a suspensão imediata do novo Código Tributário de Piracicaba (SP), o Ministério Público do Estado (MP-SP) apontou que a aprovação do projeto - que tem 588 páginas e revogou 27 outras leis - em regime de urgência e com menos de um mês de debate na Câmara de Vereadores foi "desproporcional e abusiva". O novo código altera a Planta Genérica de Valores e muda regras de cobrança de impostos municipais, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), além de outras taxas. Se o pedido de liminar for aceito, voltam a valer as regras e os valores de cobrança anteriores. Até a última atualização desta reportagem, não havia data para a Justiça analisar a solicitação. Siga o g1 Piracicaba no Instagram O MP-SP ainda afirmou que a prefeitura só poderá implementar mudanças tributárias se reapresentar o projeto de lei e seguir todas as etapas do processo legislativo de forma rigorosa. Aprovação do projeto Grupo convoca buzinaço contra projeto que altera valores do IPTU em Piracicaba Claudia Assencio/g1 O Novo Código Tributário foi instituído pelo Projeto de Lei (PL) 22/2025. A proposta foi enviada pela gestão do prefeito Helinho Zanatta (PSD) e foi aprovada em regime de urgência pela Câmara Municipal em 29 de dezembro de 2025, menos de um mês após chegar ao Legislativo. Projeto aumenta IPTU para 69,4% dos imóveis e reduz para 30,6% em Piracicaba; veja valores Segundo o MP-SP, o texto inclui fórmulas matemáticas, anexos técnicos e tabelas com novos valores, o que exigiria análise mais aprofundada e debate público. Veja, abaixo, os principais pontos questionados pelo Ministério Público. Falta de análise da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Promotor Luciano Gomes de Queiroz Coutinho Arquivo MP O MP-SP afirma que o projeto não foi analisado pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação (CLJR) da Câmara Municipal antes da votação. A comissão é responsável por avaliar a constitucionalidade, a legalidade e a adequação da redação das propostas. "É inadmissível que um Projeto de Lei com 588 páginas e que revoga de 27 leis seja colocado em votação pelo Poder Legislativo sem parecer técnico e análise jurídica prévios”, escreveu o promotor do MP-SP, Luciano Coutinho. Falta de análise pelas comissões temáticas Câmara de Piracicaba retoma trabalhos com foco em obras inacabadas, auxílio para gestantes em situação de vulnerabilidade e atendimento de crianças com diabetes; veja pauta Claudia Assencio/g1 Segundo o MP-SP, o texto também não passou pelas comissões permanentes responsáveis por temas tributários e orçamentários, como determinam a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Câmara. Para o órgão, a ausência dessa etapa impediu uma avaliação técnica detalhada e debate específico sobre os impactos das mudanças. Mensagem modificativa irregular apresentada no dia da votação Câmara Municipal de Piracicaba durante sessão extraordinária nesta segunda-feira (15) TV Câmara A Mensagem Modificativa nº 1 foi apresentada em 15 de dezembro de 2025, mesma data prevista inicialmente para a votação. De acordo com o MP-SP, o documento alterou vários artigos, substituiu uma tabela de taxas, corrigiu fórmulas matemáticas e mudou valores e critérios do projeto. Embora a votação tenha sido adiada para 29 de dezembro por falta de quórum, em sessão extraordinária, o prazo foi considerado curto para análise técnica da CLJR, das comissões temáticas e dos vereadores. “Isso resultou em análise exclusivamente política do projeto, com sérios riscos de erros materiais. Afinal, os Vereadores não tiveram tempo de examinar as alterações, verificar impacto das mudanças, conferir correção das fórmulas matemáticas e avaliar novo Anexo IX. A publicidade é requisito essencial do processo legislativo”, escreveu o promotor. Aprovação em regime de urgência Auditório da Câmara de Piracicaba fica lotado durante sessão extraordinária para votar projeto que prevê mudanças nos valores do IPTU e outros impostos Wesley Justino/ EPTV O MP-SP também questionou a tramitação em regime de urgência. Segundo o órgão, o Regimento Interno da Câmara prevê prazos regulares e exige justificativa para esse tipo de procedimento. “O regime de urgência não pode servir de instrumento para supressão do debate parlamentar ou violação ao devido processo legislativo”, escreveu o promotor. A legislação determina que a urgência deve respeitar critérios de razoabilidade e proporcionalidade, especialmente em projetos extensos e técnicos, sob risco de comprometer a análise adequada, informou o órgão. Câmara aprova PL que altera valores do IPTU em Piracicaba; veja como votou cada vereador Falta de estudo de impacto financeiro Nova Piracicaba em Piracicaba (SP) Yasmin Moscoski/g1 Outro ponto levantado é a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro, como exige a Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo o MP-SP, não foram apresentados dados sobre projeção de arrecadação, impacto econômico sobre empresas, efeitos sociais para contribuintes de baixa renda nem análise regulatória das mudanças. “Além de ilegal, é inconcebível se aprovar uma reforma tributária sem saber quanto se arrecadará e ignorando o impacto sobre empresas e famílias”, informou o promotor. O que diz a prefeitura de Piracicaba Imagem aérea do prédio do Paço Municipal de Piracicaba Prefeitura de Piracicaba A Prefeitura informou que não foi intimada. Disse também que, após ter acesso ao conteúdo da ação, vai analisar o caso e apresentar suas justificativas à Justiça, defendendo a constitucionalidade da lei. Leia também IPTU: ato em frente à Câmara de Piracicaba convoca buzinaço contra PL que altera valores de impostos Ato em frente à Câmara de Piracicaba convoca buzinaço contra PL que altera valores do IPTU VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba

Palavras-chave: câmara municipal

Piauí: Renda sobe e 17 mil saem da pobreza na agricultura familiar

Publicado em: 12/02/2026 15:09

Produção da agricultura familiar em Uruçuí. Francisco Leal Dados que apontam a melhoria da renda de famílias que vivem da agricultura familiar no Piauí foram apresentados nesta quinta-feira (12), em solenidade no Palácio de Karnak. Entre os destaques está o aumento no número de famílias da agricultura familiar inscritas no Cadastro Único do Governo Federal que passaram a ter renda per capita superior a meio salário-mínimo, ou seja, que saíram da linha de pobreza. Segundo levantamento da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), em 2023 havia 7.634 famílias nessa condição no Piauí. Com o crescimento registrado a partir do ano seguinte, o número chegou a 17.638 famílias em 2025 atendidas por políticas públicas do Governo Federal e do Governo do Estado, o que representa um aumento de 131%. A secretária da Agricultura Familiar do Piauí, Rejane Tavares, destaca que esse avanço é resultado de um conjunto de ações estruturantes de incentivo à agricultura, como o fortalecimento da base produtiva, o apoio à comercialização e o aumento da produção no campo. “A gente tem esse crescimento concreto que é fruto de políticas públicas que incentivam o processo de aquisição de sementes, o acesso à tecnologia, o acesso à assistência técnica e o acesso à comercialização da produção. Os programas institucionais são uma alavanca, mas a gente tem a agricultura familiar hoje inserida no mercado tradicional, no mercado convencional. Os produtos da agricultura familiar são frutos de uma dinâmica que fortalece e incentiva a comercialização da produção da agricultura familiar. É uma prova de que essa agricultura familiar nos últimos anos cresceu muito, se estruturou, e que a gente tem hoje o agricultor familiar produzindo mais, produzindo melhor e vendendo toda a sua produção”, destacou a secretária. O governador Rafael Fonteles ressaltou que é fundamental garantir condições para que quem vive da agricultura familiar e deseja permanecer no campo tenha incentivos para ampliar a produção e, consequentemente, melhorar a renda. “A gente precisa enxergar o agricultor e a agricultora familiar como um pequeno empreendedor rural que precisa de apoio para aumentar sua produtividade, sua produção e sua renda. No fundo nós queremos que o homem e a mulher do campo, que gostam de viver no campo, gostam de produzir na terra, consigam ali, com apoio de crédito, tecnologia, assistência técnica e acesso a mercados, melhorar muito a sua renda para ter uma vida cada vez melhor, mais digna, e alcancem a classe média”, afirmou o gestor. Feira de produtos da agricultura familiar. Geirlys Silva Mais de 357 mil famílias beneficiadas com alimentos Entre os dados que evidenciam o impacto das ações da SAF estão os números de famílias atendidas por meio de programas de compras institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa de Alimentação Saudável (PAS). As iniciativas adquirem alimentos da agricultura familiar e os distribuem a famílias em situação de vulnerabilidade socioassistencial. Entre 2023 e 2025, mais de 7 mil agricultores familiares foram atendidos, comercializando mais de 5 mil toneladas de alimentos, com investimentos superiores a R$ 35 milhões. Os produtos foram distribuídos para mais de 357 mil famílias em situação de vulnerabilidade. Agricultura familiar em Uruçuí. Francisco Leal Cisternas e fortalecimento da base produtiva Outro destaque é a construção de cisternas. Em 2025, mais de 1,4 mil unidades foram construídas por meio de parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), com previsão de alcançar mais de 22,7 mil cisternas. Também se destacam as ações de fortalecimento da base produtiva: foram distribuídos 394 equipamentos, mais de 6,7 milhões de alevinos e 4,9 mil kits de irrigação entre 2023 e 2025. O investimento soma R$ 39 milhões, beneficiando mais de 62,5 mil famílias. Outro ponto relevante é a distribuição de sementes crioulas: mais de 149 mil kg de sementes de milho, feijão, arroz e fava foram entregues, com investimento de R$ 2,9 milhões entre 2023 e 2025. Além dessas, foram distribuídas sementes convencionais, totalizando mais de 776 mil kg de feijão e milho, com investimento de quase R$ 10 milhões no período de três anos.

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Startup maranhense capacita mais de 5 mil mulheres em vulnerabilidade e projeta formar 20 mil até 2030

Publicado em: 12/02/2026 11:22

Trabalhadoras beneficiadas pela plataforma Ela Faz, do Maranhão. Divulgação/Programa Centelha A startup maranhense Ela Faz, que desenvolve uma plataforma de tecnologia educacional voltada à qualificação profissional de mulheres e à promoção da paridade de gênero, tornou-se um dos casos de sucesso impulsionados pela segunda edição do Programa Centelha. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Presente em 19 estados brasileiros, com cursos presenciais e online, a empresa já capacitou mais de 5 mil mulheres. Segundo a startup, 80% das participantes relatam aumento de renda após a formação. “Mais do que números, é sobre histórias de transformação. Mulheres que antes não acreditavam no próprio potencial hoje lideram obras, empreendem e inspiram suas comunidades”, afirma Lívia Viana, CEO da empresa. A Ela Faz foi criada em 2020, durante a pandemia, pela empreendedora Lívia Viana. Inicialmente, a iniciativa oferecia cursos e oficinas comunitárias focados em reparos domésticos, elétrica básica, pintura e outras habilidades práticas. O objetivo era apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade social a conquistarem autonomia, independência financeira e autoestima. Ao centro Lívia Vianna, CEO da Ela Faz, com trabalhadoras que utilizam a plataforma da startup. Divulgação/Programa Centelha Com o aumento da demanda, surgiu a necessidade de estruturar o negócio. Foi nesse contexto que a startup se inscreveu e foi aprovada no Programa Centelha. A participação marcou a validação do modelo de negócio e possibilitou a criação da plataforma digital, que atualmente leva capacitação a mulheres de todo o país. Especial: Como as startups estão transformando o mercado e o ecossistema de negócios no MA Após integrar o programa, a empresa triplicou o número de turmas, expandiu a oferta para cursos na modalidade de ensino a distância (EAD), firmou parcerias com empresas da construção civil e prefeituras, além de lançar oficialmente a plataforma digital Ela Faz. Em 2024, o ambiente online já soma mais de 2 mil usuárias ativas. “O programa foi um divisor de águas que nos ajudou a transformar nosso propósito em uma operação sustentável”, destaca Lívia Viana. Curso de capacitação em Construção Civil da Ela Faz. Divulgação/Programa Centelha Entre os reconhecimentos recebidos pela startup estão o Prêmio de Inovação Social e a participação em editais como Mulheres Inovadoras e Sebrae Delas. O faturamento anual atual varia entre R$ 300 mil e R$ 700 mil, com reinvestimento direcionado à ampliação do impacto social. A meta da empresa é ambiciosa. “Pretendemos capacitar 20 mil mulheres até 2030 e nos consolidar como a maior rede de formação técnica para mulheres do Brasil”, completa a CEO. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Programa Centelha Com inscrições abertas no Maranhão para a terceira edição, o Programa Centelha incentiva a transformação de ideias inovadoras em negócios com potencial de impacto econômico e social. A iniciativa é voltada a pessoas físicas e oferece capacitações empreendedoras e recursos financeiros para desenvolvimento dos projetos. O programa é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI. Segundo Priscila Procópio, coordenadora de projetos do Centro de Empreendedorismo Inovador da CERTI, o caso da Ela Faz reforça a importância da iniciativa. “O sucesso da startup nascida fora do eixo tradicional de negócios reforça a relevância do programa como alicerce para alavancar ideias com impacto social transformador em todas as regiões do país”, ressalta. Em duas edições, o Centelha já apoiou mais de 1.640 startups e envolveu mais de 65 mil empreendedores em todo o Brasil. Na terceira edição, o programa chega aos 26 estados e ao Distrito Federal, com expectativa de apoiar mais de 1.100 projetos em todo o país.

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Júri popular inédito contra Meta e Google entra no 3º dia nos EUA; redes são acusadas de causar vícios em crianças

Publicado em: 11/02/2026 11:24

Redes sociais vão a julgamento nos Estados Unidos Um júri popular inédito contra a Meta, dona do Instagram e Facebook, e Google, que detém o Youtube, entra no seu terceiro dia de julgamento nesta quarta-feira (11), nos Estados Unidos. A partir das 11h, o tribunal de Los Angeles irá ouvir o chefe do Instagram, Adam Mosseri, que deve prestar depoimentos sobre se o design do aplicativo traz prejuízos para a saúde mental de crianças e jovens. As duas big techs são acusadas de desenvolverem propositalmente produtos viciantes para crianças com o objetivo de aumentar seus lucros. A ação foi movida por uma jovem de 20 anos, identificada nos documentos do processo pelas iniciais K.G.M.. Ela é chamada de Kaley no tribunal. Ela afirma que começou a usar redes sociais aos 6 anos e que foi exposta a conteúdos prejudiciais e a filtros que contribuíram para depressão, ansiedade, pensamentos suicidas e distorções na forma como se enxerga. O julgamento deve se estender por oito semanas. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, também deve depor a partir do dia 18 deste mês. Na primeira audiência, na segunda-feira (9), o advogado argumentou que ela teve acesso a conteúdos perigosos e deprimentes, que intensificaram sua depressão, ansiedade e pensamentos suicidas; e que os filtros do Instagram a levaram a desenvolver uma distorção na forma como se enxerga. TikTok e Snapchat também eram alvos da ação, mas fecharam acordos confidenciais antes do início do julgamento. Defesa do Google: 'Ela não é viciada' No segundo dia de julgamento, a defesa do Google buscou afastar a ideia de que o YouTube tenha sido projetado para causar dependência. O advogado Luis Li afirmou aos jurados que a plataforma “não quer deixar as pessoas viciadas [em seu site] mais do que elas ficariam em bons livros ou em aprender coisas novas”. Ele também declarou que o YouTube não tenta “entrar no seu cérebro e reconfigurá-lo”. Li reforçou a linha de que a própria autora não se considera dependente. “Ela diz que não é viciada, o pai dela disse que ela não é viciada, o médico dela diz que ela não é viciada”, afirmou o advogado, segundo a Bloomberg. “Os prontuários médicos dela, em 10 mil páginas, não dizem que ela é viciada. O comportamento dela não parece o de alguém viciado. Então, por que estamos aqui?” O advogado também disse que a jovem usou o YouTube por uma média de apenas 29 minutos por dia ao longo dos últimos cinco anos. Sobre o funcionamento da plataforma, a defesa argumentou que o sucesso de vídeos se deve às recomendações dos próprios usuários, e não a um mecanismo deliberado para estimular consumo compulsivo. Segundo a Bloomberg, Li negou que o YouTube use ferramentas como “rolagem infinita” e “reprodução automática” para “fisgar” jovens e afirmou que muitos recursos podem ser desativados. “Todas essas coisas podem ser desativadas. Se você não gosta, desligue. É simples assim. A única ferramenta que funciona é aquela que você usa.” 'Máquinas caça-níqueis' Do outro lado, o advogado da jovem, Mark Lanier, sustenta que as plataformas foram desenhadas para explorar a vulnerabilidade de cérebros em desenvolvimento. Ele acusou as empresas de terem “construído máquinas projetadas para viciar o cérebro de crianças”. “Imagine uma máquina caça-níquel que cabe no seu bolso. Ela não exige que você leia ou digite, exige apenas um movimento físico.” “Para uma criança como Kaley, esse movimento é a alavanca de uma caça-níquel. Toda vez que ela desliza o dedo, ela está apostando. Não por dinheiro, mas por estimulação mental.” Na abertura do julgamento, a defesa da Meta também argumentou que os problemas de saúde mental da jovem estariam ligados a abusos e conflitos familiares, e não apenas ao uso das plataformas, como mostrou o g1. Rolagem infinita e saúde mental Adam Mosseri, chefe do Instagram, presta depoimento nesta quarta-feira (11) sobre se design de aplicativo é viciante. Imagem de 8 de dezembro de 2021, tirada em Washington, D.C., Estados Unidos. REUTERS/Elizabeth Frantz Kaley, autora do processo, disse que o recurso de rolagem infinita a mantinha presa ao aplicativo e aumentava sua ansiedade, de acordo trechos processo citados pela agência Reuters. A agência lembra que a Academia Americana de Pediatria declarou em janeiro que esse tipo de recurso pode tornar mais difícil para crianças “se desligarem de dispositivos digitais”. O chefe do Instagram, Adam Mosseri, irá depor nesta quarta, mas antes de ir ao júri, um porta-voz da Meta disse a companhia discorda "fortemente dessas alegações". "Estamos confiantes de que as evidências mostrarão nosso compromisso de longa data em apoiar os jovens", afirmou. Ainda segundo a Reuters, advogados da empresa afirmaram no tribunal que discussões internas tinham como objetivo “resolver problemas e adicionar recursos para dar aos usuários mais controle”. Já o advogado da jovem sustenta que registros internos mostram que a empresa estava ciente de danos a crianças e adolescentes. Possível efeito em cascata O resultado desse caso pode ter impacto muito além da história individual da autora. O caso é visto como um marco porque pode influenciar centenas de ações semelhantes movidas contra gigantes da tecnologia nos EUA. Os processos não se concentram apenas em conteúdos específicos, mas no próprio modelo das plataformas: algoritmos, sistemas de recomendação e mecanismos de personalização que, segundo os autores, incentivam o uso compulsivo. A estratégia jurídica é comparada à usada contra a indústria do tabaco nas décadas de 1990 e 2000, destacou agência de notícias France Presse. Com depoimentos de executivos de alto escalão e possíveis revelações de documentos internos, o terceiro dia de julgamento marca o início de uma fase considerada central para definir como a Justiça americana vai tratar a responsabilidade das redes sociais sobre a saúde mental de crianças e adolescentes.

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Câmara de Santarém aceita pedido de cassação do vereador Malaquias Mottin após incidente em protesto indígena

Publicado em: 10/02/2026 20:48

Sessão da Câmara de Santarém Kamila Andrade/g1 A Câmara Municipal de Santarém aceitou, por unanimidade, nesta terça-feira (10) a representação que pede a cassação do mandato do vereador Malaquias Mottin (PL). O pedido foi aprovado pelos 16 vereadores presentes na sessão e resultou na instalação de uma Comissão Processante que vai apurar as denúncias contra o parlamentar, garantindo a ele o direito à ampla defesa e ao contraditório. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A representação foi protocolada pelo Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns (CITA) e tem como base um incidente ocorrido na semana passada, durante um protesto indígena realizado na Avenida Tapajós, no cruzamento com a Avenida Cuiabá. O caso Indígenas do Baixo, Médio e Alto Tapajós realizavam uma manifestação no local, com interdição da via, em protesto devido a não revogação pelo Governo Federal do decreto 12.600/2025 que inclui a hidrovia do Tapajós no Plano Nacional de Desestatização. Durante o ato, o vereador Malaquias tentou atravessar a barreira sos manifestantes com veículo particular. Mais de mil indígenas percorrem a Avenida Tapajós em protesto Segundo relatos dos indígenas, no momento em que o parlamentar foi cercado, um indígena chegou a se posicionar à frente do carro. Ainda conforme os manifestantes, o vereador teria avançado com o veículo para sair do local, o que gerou revolta e agravou a tensão no protesto. Além do episódio específico da barreira, a representação também aponta que o vereador já teria feito falas públicas, inclusive na tribuna da Câmara, questionando a autodeclaração indígena de povos da região do Tapajós-Arapiuns, o que, segundo o CITA, caracteriza conduta incompatível com o decoro parlamentar. Comissão Processante Por meio de sorteio, foi formada a Comissão Processante responsável pela apuração das denúncias. A comissão é composta pelas vereadoras Ivanira Figueira (PSD), Alba Leal (MDB) e pelo vereador Alberto Portela (UNIÃO), que foi eleito o presidente dessa comissão. Agora, eles têm 30 dias para realizar os primeiros procedimentos e 120 dias para apresentar o resultado. A partir da instalação da comissão, o vereador Malaquias Mottin será oficialmente notificado e terá prazo legal para apresentar sua defesa. O grupo vai conduzir a investigação, ouvir testemunhas e, ao final, emitir um parecer que será votado em plenário. Nota do vereador Após o episódio com os indígenas, o vereador Malaquias Mottin divulgou uma nota de esclarecimento, na qual afirma que ele e a esposa, que é cadeirante, teriam sido agredidos durante o protesto. Segundo o parlamentar, o casal ficou em situação de risco ao ser cercado por manifestantes armados com pedaços de madeira. Confira a nota na íntegra: NOTA DE ESCLARECIMENTO DO VEREADOR MALAQUIAS MOTTIN "O Vereador Malaquias Mottin e sua esposa, cadeirante, vêm a público esclarecer os fatos ocorridos na noite desta quinta-feira, dia 5, na cidade de Santarém, enquanto transitavam em veículo particular pela Avenida Tapajós. Ao se aproximarem da esquina com a Avenida Cuiabá, depararam-se com a interdição da via pública realizada por um grupo de manifestantes e autodeclarados indígenas, em protesto contra ações do Governo Federal. Naquele momento, o vereador, que é idoso e possui posicionamentos públicos divergentes em relação a pautas defendidas por parte do movimento, foi reconhecido por vários manifestantes, alguns dos quais portavam pedaços de madeira semelhantes a porretes, conforme demonstrado em vídeos, nos quais é possível observar que boa parte estava armada com esses objetos. Na sequência, o veículo foi cercado, e o parlamentar foi atacado com pedaços de madeira, sofrendo lesões físicas, inclusive na região da cabeça. Nesse momento, sua esposa, que se encontrava no banco do passageiro, em condição de extrema vulnerabilidade em razão de sua deficiência física, conseguiu se esquivar, ficando em estado de extremo desespero e sofrendo grave abalo psicológico ao ver seu esposo correndo risco de vida. Ao tentar deixar o local por meio de manobra de retorno, o condutor foi impedido, com manifestantes posicionando-se à frente do veículo. Assim, já agredido e diante do temor iminente pela própria vida, munido do direito de se proteger, o motorista forçou a saída e conseguiu deixar o local. Livrando-se de um pior desfecho nas mãos de manifestantes armados com porretes e buscando proteger sua esposa de também receber uma pancada na cabeça, ainda assim o automóvel sofreu vários danos materiais, evidenciando o grave risco ao qual o casal, cercado, foi submetido. A família encontra-se profundamente abalada com o ocorrido, especialmente diante do fato de o casal ser idoso e ter sido submetido a uma situação de grave risco. Ressaltamos que o direito à manifestação é assegurado pela Constituição Federal, devendo, contudo, ser exercido de forma pacífica, sem violência, sem ameaças e com respeito." VÍDEOS: mais vistos do g1 Santarém e Região

Palavras-chave: câmara municipal

Justiça determina que padrasto de criança torturada e morta em SC vá a júri popular; vítima chegou em hospital com marcas de agressão

Publicado em: 10/02/2026 20:43

Sede do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) Maurício Vieira/Secom A Justiça de Santa Catarina determinou que o padrasto do menino de quatro anos morto em Florianópolis, em agosto de 2025, irá a julgamento pelo Tribunal do Júri. Não há data definida para a sessão, segundo documentos obtidos pela NSC TV. O homem responde por homicídio qualificado, por meio cruel e por a vítima ter menos de 14 anos, e por quatro crimes de tortura. A denúncia aponta que ele aumentou a vulnerabilidade da criança por sua posição dentro da família. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Mãe vira ré por tortura e morte de menino de 4 anos em SC O g1 tentou contato com a defesa do padrasto, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) havia solicitado duas outras qualificadoras: motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), porém, rejeitou ambas. LEIA MAIS: Menino que morreu em hospital com marcas de agressão já foi internado com sinais de maus-tratos Sindicância apura conduta do Conselho Tutelar de Florianópolis no caso de morte de menino de 4 anos Relembre o caso O menino morreu em 17 de agosto. O crime foi descoberto após a vítima ser levada ao Multi-hospital da capital desacordada e em parada cardiorrespiratória. O casal foi detido após a morte, mas a mulher foi solta e vai cumprir medidas cautelares. O homem teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. A NSC TV teve acesso a um relatório que embasou o inquérito policial sobre o caso, que reúne várias trocas de mensagens, em dias diferentes, entre a mãe do menino e o padrasto, que apontaram que o homem agredia a criança, com o conhecimento da mãe. A polícia também descobriu no celular do padrasto uma pesquisa em um aplicativo de inteligência artificial, com sessão ainda ativa no dia da morte do menino. A pergunta feita foi: "o que acontece se ficar enforcando muito uma criança". MPSC oferece denúncia no caso Moisés, em Florianópolis Em setembro, o padrasto do menino de 4 anos virou réu por homicídio qualificado e tortura. A mãe virou ré em dezembro por homicídio qualificado e tortura. A defesa contestou a decisão, mas o TJSC rejeitou o pedido. Padrasto perguntou à IA: 'O que acontece se ficar enforcando muito uma criança' A decisão citou buscas feitas pelo réu no ChatGPT sobre comportamentos de crianças autistas, vistas como tentativa de entender a situação e melhorar a convivência. As pesquisas incluíam perguntas como: “quando uma criança altista tem medo ou chora perto de tal pessoa, o que significa?” “e se a criança ficar variando [...] às vezes fica perto da pessoa bem e em outra já não chora ou sente medo?” O tribunal rejeitou a qualificadora que dizia que o menino não teve chance de defesa, avaliando que isso já está contemplado na qualificadora de homicídio contra menor de 14 anos. O MP recorreu, e o TJSC aguarda as justificativas. Além do homicídio, o padrasto foi denunciado por tortura em pelo menos quatro ocasiões. O processo reúne mensagens, depoimentos e confissões. Em uma das agressões, o menino precisou ser internado por vários dias. O acusado admitiu ter mordido o rosto da criança porque estava “estressado”. Em uma audiência no início de dezembro, ele confessou ter agredido o menino com socos e tapas. Disse que teve um “ataque de fúria” por problemas pessoais, negou intenção de matar e afirmou considerar a criança “um filho”. Segundo o depoimento, o homem cuidava do menino enquanto a mãe trabalhava e havia ido visitar familiares com ele. De volta para casa, disse ter aguardado a cunhada e pensado em dificuldades financeiras e conflitos com a esposa. Na mesma decisão, o TJSC manteve a prisão preventiva do acusado, citando a gravidade dos crimes. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Palavras-chave: inteligência artificial

Entenda por que famílias fecharam o Anel Rodoviário para protesto

Publicado em: 10/02/2026 15:05

Manifestação fecha Anel Rodoviário em Belo Horizonte Famílias da Vila Maria, na Região Oeste de Belo Horizonte, fecharam o trânsito no Anel Rodoviário para uma manifestação nesta terça-feira (10). O protesto ocorreu horas antes da votação de um projeto de lei que delimita a área do Parque Municipal Jacques Cousteau para o terreno da ocupação. Nesta terça-feira (10), está prevista a votação, em segundo turno, do PL 9/2025, de autoria do próprio Executivo municipal. A proposta, em análise pelos vereadores na Câmara Municipal de BH, delimita a área do Parque Municipal Jacques Cousteau para o terreno da ocupação Vila Maria (entenda mais abaixo). Por volta das 6h, na altura do bairro Betânia, os moradores usaram madeiras e pneus em chamas para bloquear as pistas. A Polícia Militar, a Guarda Municipal, a BHTrans e o Corpo de Bombeiros foram acionados. Durante o ato, houve registro de retenção nos dois sentidos da via. O fluxo de veículos foi liberado depois das 8h30. A área onde atualmente está a ocupação Vila Maria é alvo de uma disputa antiga. De um lado, cerca de 200 famílias reivindicam o direito de permanecer morando no local. Do outro, a Prefeitura de Belo Horizonte alega que as moradias estão em uma área de preservação permanente do município. Entenda o caso partir dos seguintes pontos: Ocupação Vila Maria O que dizem os envolvidos Projeto de lei Ocupação Vila Maria Ocupação Vila Maria, em Belo Horizonte Lucas Franco/TV Globo A ocupação Vila Maria está localizada na Região Oeste de Belo Horizonte, nas proximidades do bairro Betânia e do Anel Rodoviário, em uma área adjacente ao Parque Municipal Jacques Cousteau. Segundo os movimentos pelo direito à moradia, cerca de 200 famílias que residem no local são formadas por pessoas em situação de vulnerabilidade social, que não conseguem arcar com o pagamento de aluguéis. A ocupação já foi alvo de uma ação de reintegração de posse movida pela Prefeitura de Belo Horizonte em 2022. No entanto, a medida foi suspensa liminarmente após mobilização dos moradores e a intercessão da Defensoria Pública. O que dizem os envolvidos A administração municipal alega que o terreno é de propriedade do município, está situado dentro dos limites do Parque Municipal Jacques Cousteau e integra área de preservação permanente, sendo vedada por lei qualquer intervenção no local. Os ocupantes, por outro lado, contestam a propriedade do espaço, que, de acordo com eles, pertencia a uma empresa falida e foi doado a uma antiga funcionária, há mais de 40 anos. A mulher teria permitido que famílias desabrigadas e de baixa renda construíssem moradias. Projeto de lei Nesta terça-feira (10), está prevista a votação, em segundo turno, do PL 9/2025, de autoria do próprio Executivo municipal. A proposta delimita a área do Parque Municipal Jacques Cousteau para o terreno da ocupação Vila Maria. Ao encaminhar o projeto de lei aos vereadores da Câmara de Belo Horizonte, a prefeitura argumentou que, apesar de instituído ainda em 1971, o parque até hoje não possui seus limites definidos no ordenamento jurídico do município. "Tal omissão acaba por fragilizar a proteção da mencionada unidade de conservação, na medida em que expõe a sua área a invasões e a usos contrários ao objetivo de salvaguardar as espécies florestais e os mananciais de água existentes no local", justificou o Executivo. O PL foi aprovado em primeiro turno em maio de 2025. Durante a tramitação, ele recebeu emendas de parlamentares para a apresentação de um plano de manejo da área e medidas de reassentamento das famílias que ocupam a Vila Maria, entre outras deliberações. Famílias da Vila Maria fizeram protesto no Anel Rodoviário de Belo Horizonte nesta terça-feira (10) Reprodução/TV Globo

Palavras-chave: câmara municipal

Simples, alegre e trabalhador: Veja quem era o vereador que morreu após ser atropelado por moto, em Goiás

Publicado em: 10/02/2026 04:01

Câmara de Anápolis posta homenagem para vereador que morreu após ser atropelado, em Goiás O vereador Carlos Antônio dos Santos, conhecido como Carlim da Feira (PSD), de 56 anos, é lembrado por amigos e colegas como uma pessoa simples, alegre e sempre disposta a ajudar. Feirante há mais de 30 anos, ele construiu sua trajetória em Anápolis a partir do trabalho na feira e da proximidade com a população. Carlim morreu na madrugada desta segunda-feira (9), após ser atropelado por uma motocicleta. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O acidente aconteceu na noite de domingo (8), na Avenida Jamel Cecílio, em Anápolis. Segundo a Polícia Militar, o vereador tentou atravessar a via quando foi atingido por uma moto. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado em estado grave ao Hospital de Urgências de Anápolis (Heana). De acordo com o hospital, Carlim deu entrada na unidade com diagnóstico de Traumatismo Crânio-Encefálico (TCE) grave. Ele foi submetido a uma cirurgia de craniotomia descompressiva, mas apresentou paradas cardiorrespiratórias no pós-operatório. Apesar das tentativas de reanimação, morreu durante a madrugada. Além do vereador, os dois ocupantes da motocicleta também foram levados ao hospital. O estado de saúde deles não foi divulgado. LEIA TAMBÉM: ANÁPOLIS: Vereador morre após ser atropelado por moto em Goiás LUZIÂNIA: Homem é denunciado por matar filho de vereador em frente a distribuidora ESCÂNDALO: Presidente da Câmara de Rio Verde é preso suspeito de envolvimento em fraudes na área de educação em que delegado foi denunciado Vereador Carlim da Feira é atropelado e está em estado grave em Goiás Divulgação/Câmara Municipal de Anápolis Carlim da Feira Natural de São Francisco de Goiás, Carlim construiu sua vida em Anápolis, onde se tornou um feirante conhecido e respeitado. De acordo com amigos, Carlos, sempre manteve uma rotina simples e nunca se afastou da feira, mesmo após ser eleito vereador. Líder entre os feirantes, era reconhecido pela atuação em trabalhos sociais, especialmente com doação de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade. Tímido, evitava discursos na tribuna da Câmara, mas era lembrado pelo trabalho constante nos bastidores e pela defesa da categoria. Em um vídeo de homenagem publicado nas redes sociais, o vereador contou que lutou até conseguir a própria banca. Com o tempo, ampliou a clientela e construiu laços de amizade com os fregueses. Conhecido pelo domínio no comércio de frutas e verduras, destacava o vínculo com o público e o conhecimento adquirido ao longo dos anos. O vereador dizia que não se considerava um político tradicional, se definia como tímido e destacava que a vida não mudou após assumir o cargo. A rotina seguia dividida entre o mandato e o trabalho como feirante. “Eu sou feirante. Não largo a feira, não. Sou o Carlinho da Feira e aqui é meu lugar.” disse. Carlim foi candidato a vereador três vezes em 2016, 2020 e 2024 quando conquistou o mandato na terceira tentativa. Na última eleição, foi eleito com 2.217 votos. Vereador de Anápolis morre após ser atropelado por moto Arquivo pessoal/ Andreia Rezende Homenagens A morte do vereador gerou forte comoção nas redes sociais. Amigos, eleitores e colegas lamentaram a perda. “Um homem de fé, de trabalho e de uma humildade rara. Carlim da Feira deixou sua marca na história de Anápolis através do serviço e do amor ao próximo”, publicou outro amigo. A vereadora Andreia Rezende destacou o perfil simples e trabalhador do colega. “Era uma pessoa simples, alegre, muito disposto a ajudar em tudo, humilde. Não era de tribuna, mas trabalhava incansavelmente”, afirmou. Em nota, a Câmara Municipal lamentou a morte do parlamentar e destacou o legado deixado por ele. A Polícia Civil informou que o caso é investigado pela 3ª Delegacia de Polícia de Anápolis. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

Palavras-chave: câmara municipal

Classificados do Edimilson: veja as vagas de emprego de 9 a 13 de fevereiro

Publicado em: 09/02/2026 10:36

Selo dos Classificados do Edimilson Ávila Infografia: Wagner Magalhães/G1 Faetec Drogarias Pacheco Colégio Pedro II SMCT e CIEDS 1. Faetec A Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) abriu inscrições para a seleção de bolsistas do projeto “Educação que Transforma – Promoção do Hábito da Leitura”, voltado ao fortalecimento da leitura e da pesquisa em unidades de ensino da instituição. As vagas são para cadastro de reserva e contemplam diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro. O processo seletivo oferece bolsas concedidas pela Faperj e é destinado a bibliotecários e auxiliares de biblioteca, que irão atuar em atividades pedagógicas e técnicas nos espaços das bibliotecas da Faetec. As inscrições seguem até o dia 12 de fevereiro e devem ser feitas pelo site. 2. Drogarias Pacheco O Grupo DPSP, que reúne as redes Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo, está com mais de 1.300 vagas de emprego abertas em dez estados do Brasil, incluindo o Rio de Janeiro. As oportunidades são para diferentes perfis, como estágio, jovem aprendiz, PCD e profissionais 50+, com chances nas lojas, centros de distribuição e no setor corporativo. Entre os cargos disponíveis estão atendente de loja, farmacêuticos e auxiliar de operação em centro de distribuição. No estado do Rio, são 208 vagas abertas neste momento, distribuídas em diversas unidades. 3. Colégio Pedro II O Colégio Pedro II abriu inscrições para o Curso Técnico Subsequente em Guia de Turismo, no Campus Humaitá II, com início em 2026. São 36 vagas disponíveis e as aulas serão noturnas, com duração de dois semestres. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas entre 5 e 27 de fevereiro de 2026, na página de concursos do CPII. Para participar, é necessário ter o Ensino Médio completo. Os estudantes selecionados terão direito à merenda escolar e, em casos de vulnerabilidade social, poderão receber auxílio estudantil de R$ 300 por até oito meses. Todas as informações, incluindo edital e cronograma, estão disponíveis no site. 4. SMCT e CIEDS As inscrições para o Projeto Jovens Cientistas Cariocas, idealizado e promovido pela Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio (SMCT) em parceria com o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS), começam na próxima segunda, dia 9 de fevereiro. Para participar, os interessados devem acessar o site. O que colocar no 'objetivo' do currículo para primeiro emprego?

Palavras-chave: tecnologia