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Carreta Digital chega a Codó com cursos gratuitos de tecnologia para jovens da rede pública

Publicado em: 27/10/2025 14:24

Carreta Digital chega a Codó com cursos gratuitos de tecnologia para jovens da rede pública Divulgação/Assessoria A Carreta Digital chegou a Codó, no interior do Maranhão, oferecendo cursos gratuitos de informática, robótica e tecnologia para estudantes da rede pública. A unidade está estacionada na Praça de São Sebastião, no pátio do Colégio Militar 2 de Julho, e deve capacitar cerca de 700 jovens até 15 de dezembro. As inscrições estão abertas e podem ser feitas por meio da Secretaria Municipal de Educação. O projeto é uma iniciativa do Ministério das Comunicações, executado pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP). Desde setembro de 2024, a Carreta Digital já passou por escolas públicas do Rio Grande do Sul, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, beneficiando quase 9 mil alunos em situação de vulnerabilidade social. Os laboratórios móveis são equipados com impressoras 3D, kits de robótica e computadores de alto desempenho. Entre os cursos oferecidos estão robótica, montagem e configuração de PCs para jogos (PC Games), além de manutenção e conserto de celulares. Carreta Digital chega a Codó com cursos gratuitos de tecnologia para jovens da rede pública Divulgação/Assessoria 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou a importância do projeto: "Essa é uma iniciativa que leva tecnologia, capacitação e oportunidades até quem mais precisa. O projeto integra as ações de inclusão digital do Ministério das Comunicações e vem percorrendo municípios de todo o Brasil, oferecendo cursos gratuitos em informática e cidadania digital." Em todo o país, 8.927 crianças e adolescentes já foram atendidos pelo programa. Com um novo investimento de R$ 7,8 milhões, o projeto será ampliado para os estados do Rio de Janeiro, Paraíba e Pernambuco, onde mais 8 mil jovens devem ser capacitados. Segundo Aline Marcon, coordenadora executiva da Carreta Digital, a meta inicial era formar 15 mil alunos. Com a expansão, o número deve chegar a 23 mil em sete estados. "É uma grande oportunidade de iniciação profissional, que pode facilitar o ingresso no mercado de trabalho, ajudar as famílias com o uso de novas tecnologias e complementar o aprendizado em disciplinas como matemática e física." O prefeito de Codó, Francisco Carlos de Oliveira, comemorou a chegada da carreta: "É nessa Carreta Digital onde nós vamos incluir o jovem. Isso é um momento de beleza para nossa população. A carreta vai fazer com que a gente profissionalize nossa juventude, isso é uma coisa que eu tenho, mais uma vez, só que agradecer a Deus." Horários previstos para as aulas da Carreta Digital em Codó Matutino 1ª turma: 8h00 a 9h45 2ª turma: 10h00 a 11h40 Vespertino 3ª turma: 14h00 a 15h45 4ª turma: 16h00 a 17h40 Endereço: Praça de São Sebastião, no pátio do Colégio Militar 2 de Julho, Codó- MA. Veja também: Carreta Digital chega a mais uma escola pública em SL Em março deste ano, a Carreta Digital do Ministério das Comunicações levou cursos de capacitação digital ao Centro Educa Mais João Francisco Lisboa, em São Luís. Na escola, mais de 350 alunos foram qualificados pelo projeto. Saiba mais na reportagem da TV Mirante: Carreta Digital do Ministério das Comunicações chega a mais uma escola pública em SL

Palavras-chave: tecnologiavulnerabilidade

Prato Cheio 2025: veja as instituições parceiras da campanha

Publicado em: 27/10/2025 12:50

Dia D da a Campanha Prato Cheio: Alimente a Esperança Lucas Marreiros/g1 A campanha Prato Cheio contará com cinco instituições parceiras para fortalecer a rede solidária do projeto neste ano. A iniciativa arrecada alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social e, em 2025, conta com o apoio do Armazém Paraíba e do Teresina Shopping. A campanha terá seis pontos de coleta de doações no Piauí: três em Teresina, um em Picos, um em Floriano e outro em Parnaíba. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp "As pessoas têm vontade de fazer algo para ajudar quem vive em situação de extrema pobreza, mas não conhecem uma instituição em que confiem para fazer isso. Essa campanha tem esse papel. E neste ano cresceu, com o apoio do Teresina Shopping e do Armazém Paraíba, a expectativa é arrecadar ainda mais alimentos e ajudar mais pessoas a ter um Natal mais farto", afirma o diretor de jornalismo da Rede Clube, Claudinei Moreira. O recebimento das doações no Teresina Shopping será realizado do dia 1º a 12 de dezembro. O Dia D da campanha ocorre em 12 de dezembro. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Confira as instituições selecionadas Em Teresina: Associação dos Cadeirantes do Município de Teresina (ASCAMTE) representa, defende e promove os direitos das pessoas com deficiência física, em especial usuários de cadeira de rodas, há cerca de 20 anos, na Zona Sul de Teresina. A instituição atende cerca de 150 pessoas em cadeira de rodas e suas famílias. Associação de Mielomenigocele e Hidrocefalia (AMH) trabalha diariamente com pessoas que enfrentam desafios físicos e sociais no bairro Piçarra, na Zona Sul da capital. Movimento Pela Paz Na Periferia (MP3) tem a missão de promover inclusão social e cultural de crianças, adolescentes e jovens da periferia desde 2004. Com o Prato Cheio, o serviço de cozinha solidária da associação será ampliada. Em Parnaíba: A Obras Sociais Luz da Esperança busca praticar serviços gratuitos e permanentes aos usuários da assistência social, principalmente crianças e adolescentes em situação de risco social. Eles ficam localizados no bairro Piauí e também ofertam cursos profissionalizantes. Em Floriano: A Associação Casa Dorcas acolhe mulheres em situação de vulnerabilidade social e dependência química, oferecendo alimentação, abrigo, apoio emocional, espiritual e social há cerca de 10 anos, no bairro Riacho Fundo. *Estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

Palavras-chave: vulnerabilidade

Mutirão oferece 150 exames gratuitos de glaucoma e catarata em Salvador; veja como participar

Publicado em: 27/10/2025 10:05

Mutirão oferece 150 exames gratuitos de glaucoma e catarata em Salvador Fundação Lar Harmonia O 23º Mutirão de Glaucoma e Catarata oferecerá 150 vagas para exames gratuitos de detecção das doenças, no domingo (2), no bairro de Piatã, em Salvador. A ação feita pela Fundação Lar Harmonia acontecerá no Ambulatório Médico Odontológico Eurípedes Barsanulfo (AMEB), das 7h às 14h. O agendamento está aberto e pode ser feito no site da instituição. Podem participar homens e mulheres a partir de 50 anos. Pessoas com histórico familiar de glaucoma ou catarata também podem se inscrever a partir dos 20 anos. Para realizar os exames, é necessário apresentar originais e cópias do RG, cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) de Salvador e comprovante de residência. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia Veja os vídeos que estão em alta no g1 Criada em 1994, a Fundação Lar Harmonia é uma instituição sem fins lucrativos que há mais de 30 anos dedica-se à promoção da saúde, bem-estar e inclusão social, com foco em famílias em situação de vulnerabilidade dos bairros Bairro da Paz, Alto do Coqueirinho e Baixa do Tubo. Entre suas frentes de atuação estão o ambulatório médico-odontológico, o Lar de Idosos Fabiano de Cristo, escola integral, creche-escola, núcleo de psicologia e jurídico, núcleo de assistência social, além de editora e distribuidora de livro. SERVIÇO 23º Mutirão de Glaucoma e Catarata Local: Fundação Lar Harmonia, Rua Deputado Paulo Jackson, Nº 560, em Piatã. Vagas: 150 atendimentos gratuitos Agendamento: Site da instituição Data: 2 de novembro de 2025 Horário: das 7h às 14h Documentos necessários: RG, Cartão SUS de Salvador e comprovante de residência LEIA TAMBÉM Prefeitura de Salvador oferece inserção gratuita de DIU em unidades de saúde; saiba como acessar Programa oferece assistência especializada gratuita para pessoas interessadas em gestar em Salvador; veja como ter acesso Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

Palavras-chave: vulnerabilidade

Assistente social relata transformação após acolhimento de bebês; conheça o programa

Publicado em: 27/10/2025 07:22

Assistente social divide rotina com acolhimento de bebês afastados da família no interior de SP Ana Klipper/Unsplash A assistente social Maria dos Anjos (nome fictício), de Sorocaba (SP), acorda todos os dias às 6h. Na rotina, uma nova função: levar as crianças na creche. Embora o filho mais velho dela tenha 19 anos, a atividade voltou a ser obrigatória depois que ela se inscreveu no programa Família Acolhedora, que leva crianças em vulnerabilidade a um lar até que sejam adotadas. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp O programa foi aprovado por força de lei em 2019, e instituído como programa efetivo da Prefeitura de Sorocaba em 2022, por meio da Secretaria da Cidadania (Secid). Maria acolheu dois irmãos, de dois e três anos. Para ela, a mudança não representa uma dificuldade, e sim um motivo de gratidão. "São muitos benefícios, atendimento individual, vínculo afetivo, viver em ambiente seguro, ter uma família de referência, desenvolvimento saudável, memórias afetivas importantes, entre outros", afirma. A presença das crianças no dia a dia da família trouxe benefícios, segundo a assistente social. Maria dos Anjos conta que a experiência fortaleceu os vínculos familiares. "Percebemos a nossa família mais fortalecida e nossos filhos sensibilizados com essa ação. Acredito que isso seja um exemplo para eles e que, futuramente, eles possam acolher também. Fazer parte do programa não beneficia somente a criança, mas também a família que está acolhendo. Acreditamos neste programa que transforma vidas de crianças e adolescentes”, lembra. Desafios e preparação Segundo Maria, uma das principais dificuldades é o processo de adaptação, tanto das crianças quanto da família. “Os principais desafios enfrentados ocorreram, sobretudo, na primeira e na última semana do acolhimento. A semana inicial exige sensibilidade, compreensão e paciência", comenta. "Já a semana final é especialmente delicada devido ao momento da despedida, que representa uma etapa emocionalmente significativa para todos os envolvidos. Esse momento é cuidadosamente preparado pela equipe técnica, desde a fase de capacitação até a efetiva concretização da despedida, visando garantir que ocorra de forma respeitosa e menos dolorida", acrescenta. Esta é a segunda vez que a assistente social acolhe crianças pelo programa Família Acolhedora. O primeiro, em 2024, foi de um bebê de nove meses. “A mudança mais significativa é em relação ao horário da creche das crianças, considerando que temos horário fixo e levá-las e buscá-las.” Sobre o programa A promotora Cristina Palma e Ana Lúcia Batista, da Secretaria da Cidadania (Secid), de Sorocaba (SP), falam sobre Família Acolhedora Marcel Scinocca/g1 Segundo a promotora Cristina Palma, da Promotoria da Infância e Juventude, que ajudou a idealizar o programa na cidade, a ideia é ampliar o número de famílias habilitadas a fazer o acolhimento. “Nós estamos com muitas crianças institucionalizadas e com a necessidade de abrir mais acolhimento. Não sabemos ao certo o motivo, mas a vulnerabilidade social aumentou. São dados que temos levantado e está aumentando essa necessidade de tirar as crianças dessas famílias”, diz, citando como exemplo o aumento das famílias onde há problemas com violência e drogas. Segundo ela, o acolhimento é a melhor alternativa. “Nossa ideia é aumentar a capacidade social do programa, aumentar o número de famílias que poderiam receber essas crianças, ao invés de elas irem para o ambiente institucional.” Ela lembra que o período é temporário, até que a Justiça decida sobre o destino da criança. Outro ponto abordado, diz respeito aos benefícios para a criança, para as famílias e para sociedade. Ana Lúcia Batista, coordenadora da Criança e do Adolescente da Secretaria da Cidadania (Secid), explica que os interessados passam por um processo criterioso de avaliação. Ainda conforme ela, não há um período definido para a duração do acolhimento. “O Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) determina um período de 18 meses o prazo máximo de acolhimento, mas, às vezes, pode até ultrapassar.” A situação vai depender, por exemplo, da disponibilidade das famílias ou de eventuais decisões judiciais. Os acolhidos podem ter de zero a 17 anos incompletos e que o processo dura pelo menos dois meses. Sorocaba tem 140 crianças que estão em instituições, mas que, segundo Palma, podem viver em lares estruturados. A cidade tem ainda 12 crianças com 11 famílias acolhedoras. Outras dez famílias estão aptas a escolher. A família que acolhe não tem contato com a família biológica da criança ou do adolescente, e vice-versa. Como participar Para as famílias aprovadas no programa, a Prefeitura de Sorocaba oferece uma bolsa-auxílio mensal no valor de um salário-mínimo por acolhido. Os requisitos para participar são: Pelo menos 21 anos; Residir em Sorocaba há no mínimo um ano; Não possuir interesse em adoção; Apresentar boa saúde física e mental: Não ter antecedentes criminais; Participar das capacitações ofertadas pela equipe. LEIA TAMBÉM CRIMES NA INTERNET: Stalking e ameaça lideram crimes virtuais contra mulheres; saiba como denunciar VIOLÊNCIA NO INTERIOR: Suspeitos invadem casa de idosos, fogem com carro e acabam presos em Tietê ROUBO DE INSUMOS AGRÍCOLAS: Trio armado invade sítio, rende idosos e tranca as vítimas no banheiro Pessoas que estejam interessadas em conhecer mais sobre o serviço e o trabalho voluntário podem entrar em contato pelo WhatsApp: (15) 99101-4772 ou presencialmente, de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, na Avenida Armando Sales de Oliveira, 241, no bairro Trujillo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí

Palavras-chave: vulnerabilidade

Com aumento no número de mulheres e crianças, migração tem um novo perfil e demanda políticas de acolhimento no Paraná

Publicado em: 27/10/2025 04:01

Migração tem novo perfil e demanda políticas de acolhimento "Os lugares por onde passamos não são lugares seguros. Ainda mais com um bebê", lembra Yoana Pérez Gonzalez, de 19 anos, que percorreu o trajeto de Havana, em Cuba, até o Brasil. Ela chegou a Curitiba com 35 semanas de gravidez, fase final da gestação. "A gente vem com medo. Mas, graças a Deus, tudo acabou bem", conta. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Yoana viajou de barco ao lado do companheiro, Eudy Guerra, até chegar à costa da Guiana, país no norte da América do Sul que faz fronteira com o Brasil. De lá, ela explica que a família seguiu viagem por conta própria até Curitiba. Receosa, ela evita dar detalhes sobre o percurso. A jovem diz que passar tanto tempo na estrada naquela fase da gestação foi difícil. "Eu me sentia muito mal, com cólica, enjoo e todas essas coisas." Yoana Pérez Gonzalez, de 19 anos, se mudou de Havana, em Cuba, para Curitiba Maycon Hoffmann/RPC Em agosto deste ano, o casal chegou a Curitiba e foram para o apartamento que alugaram à distância, pela internet. A quitinete de menos de 40 metros quadrados estava vazia. Sem conhecer ninguém na cidade, Yoana e Eudy dormiram no chão durante as primeiras noites. “Nós estávamos dormindo no piso, com apenas uma colcha no chão para poder dormir”, descreve Yoana. O casal veio de Cuba apenas com uma mochila. "Eu não podia carregar peso, ainda mais naquela fase da gravidez", diz a jovem. Sem móveis em casa, Yoana dormia no chão aos 8 meses de gravidez Arquivo familiar Yoana e Eudy fazem parte de uma tendência identificada pelas instituições públicas e do terceiro setor que acompanham o tema: o perfil dos migrantes que chegam ao Brasil está passando por uma mudança. O g1 e a RPC investigaram, ao longo dos últimos três meses, o acesso de famílias migrantes e refugiadas às políticas públicas voltadas à primeira infância em Curitiba e no Paraná. Leia mais abaixo. ▶️ Este texto faz parte da série "Infâncias em Travessia". Com foco na primeira infância e nos impactos das políticas públicas sobre famílias migrantes, os textos discutem e mapeiam os caminhos físicos, emocionais e sociais que crianças migrantes e refugiadas percorrem na chegada ao Paraná. Acesse aqui todos os textos da série. Navegue por esta reportagem: Mudança no perfil migratório Acolhimento além do idioma Busca por um futuro Yoana e Eudy estão reconstruindo a vida no Paraná Maycon Hoffmann/RPC Foi uma vizinha cubana quem indicou a Yoana e Eudy o contato da voluntária Marluce Bely, da ONG Unidade Fraternidade, que apoia migrantes em Curitiba e integra a Pastoral do Migrante. Após uma mensagem enviada num domingo à noite Marluce mobilizou uma rede de solidariedade e, por meio de doações, ajudou a conseguir o básico para o lar da família. “Lembro que ela comprou um chuveiro para tomarmos banho, porque não havia nada. Eles nos forneceram cama, pia, fogão, malas, sofá, pratos e coisas para o bebê”, lembra Yoana. Eles contam que não têm amigos nem familiares em Curitiba e que escolheram a capital paranaense porque ouviram boas referências da cidade. O edifício no bairro Novo Mundo onde vivem Yoana, o companheiro e o bebê abriga dezenas de outras famílias estrangeiras, de diferentes nacionalidades. Mudança no perfil migratório: cubanos superam venezuelanos em pedidos de refúgio Dados do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) apontam uma mudança na nacionalidade que lidera os pedidos de refúgio no Brasil. Entre janeiro e outubro de 2025, foram 26.647 pedidos feitos por cubanos. Pela primeira vez, os cidadãos da ilha caribenha superaram os pedidos de refúgio feitos por venezuelanos, que somaram 13.686 no período. No Paraná, o cenário acompanha essa tendência: foram 2.270 pedidos de cubanos, sendo 1.666 registrados em Curitiba, o que revela uma nova configuração migratória na região. Além disso, Curitiba é a cidade brasileira que mais recebeu venezuelanos por meio da Operação Acolhida - que é coordenada pelo Subcomitê Federal de Acolhimento e Interiorização de Imigrantes em Situação de Vulnerabilidade. De acordo com o último levantamento realizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência da ONU, 8.812 venezuelanos estão acolhidos na capital paranaense por meio do programa. O OBMigra aponta também um aumento no percentual de mulheres que solicitam refúgio no Brasil. Elas eram 10,1% em 2013, mas em 2025 passaram a representar 43,6% dos pedidos. Se em anos anteriores, os homens eram maioria absoluta nos pedidos de refúgio, a diferença tem se encurtado. Até setembro deste ano, foram 24.368 pedidos de mulheres contra 31.383 de homens. Segundo Márcia Ponce, secretária executiva da Regional Paraná da Cáritas Brasileira, o novo rosto da migração é um fenômeno global e já se reflete nos atendimentos realizados pela entidade, que atua como ponte entre o poder público e os migrantes. "Historicamente, a migração era liderada por homens. Hoje, vemos um movimento crescente de mulheres à frente", afirma. Muitas dessas mulheres chegam acompanhadas de filhos pequenos ou em grupos familiares maiores, com avós, filhas e netas. Acolhimento além do idioma Clefaude Estimable é psicólogo, especialista em mediação cultural e pesquisador na área de migração e saúde mental. Atua no apoio a migrantes e refugiados em diversos países da América Latina e do Caribe. Segundo ele, o acolhimento com migrantes vai muito além da tradução do idioma — exige sensibilidade e compreensão da diversidade cultural. Clefaude lembra de um caso que atendeu e o marcou: “Ela gritava durante o parto, mas era algo cultural, uma forma de expressão dela. O médico obstetra chamou um psiquiatra porque imaginava que ela estava em surto”. Claudia Vidigal, representante da Fundação Van Leer no Brasil — organização independente que promove o desenvolvimento integral na primeira infância — atua há mais de 20 anos na defesa dos direitos das crianças. Ela também colaborou na elaboração de guias voltados a famílias venezuelanas refugiadas e migrantes com filhos pequenos. Claudia destaca a importância de respeitar as diferenças culturais nas formas de exercer a maternidade, e valorizar a força dessas mulheres que recomeçam em um novo país. “Além da dor e dos desafios da migração, essas histórias carregam alegria, alívio e o desejo de recomeçar — de oferecer aos filhos um futuro diferente, mesmo diante das incertezas.” Ela reforça que essas trajetórias não devem ser apagadas, mas reconhecidas como histórias de resiliência. “É também bonito ver a coragem de quem pega os filhos e parte de um território de risco em busca de dignidade. E construir esse senso de gratidão — não como quem recebe, mas como povos irmãos que se apoiam — é essencial.” Yasiel Enrique, filho de Yoana e Eudy Maycon Hoffmann/RPC Busca por um futuro Migrante cubana faz pré-natal em Unidade de Saúde de Curitiba Danay Ivete Medina Figueired, de 25 anos, chegou de Havana no fim de janeiro, acompanhada do marido e do filho de três anos. Ela está na reta final de uma nova gestação e a reportagem a acompanhou em uma consulta na Unidade de Saúde Vitória Régia, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). A enfermeira que a atendeu contou que Danay chegou ao posto com baixo peso e anemia. Para a cubana, o atendimento em Curitiba é muito diferente do que recebeu no país de origem, durante a primeira gestação. “Aqui é totalmente diferente de Cuba. Tudo limpo, organizado. A ecografia mostra tudo direitinho. Lá não era assim.” Ela disse que espera um futuro melhor em Curitiba. Com um sorriso largo no rosto, Danay diz que o filho mais velho está encantado com Curitiba e adora os parques da cidade. “Ele está muito feliz por ter um irmãozinho e por estar no Brasil. Diz que não quer voltar para Cuba. Está muito contente aqui.” O bebê de Danay nasceu saudável no dia 16 de outubro. *Com colaboração de Matheus Karam e Maria Pohler, assistentes de produtos digitais do g1 Paraná. Esta reportagem recebeu apoio do programa “Early Childhood Reporting Fellowship”, do Global Center for Journalism and Trauma. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: vulnerabilidade

O que está em jogo para Milei e Trump nas eleições legislativas da Argentina?

Publicado em: 26/10/2025 10:48

Auxílio de Trump a Milei põe à prova influência dos EUA nas eleições argentinas? Getty Images via BBC Como uma eleição legislativa na América do Sul pode se tornar tão relevante a ponto de o governo americano tentar influenciar seu resultado? A resposta está na Argentina. A votação de domingo (26/10), que renovará parte do Congresso argentino, ganhou uma relevância incomum nos âmbitos políticos, econômicos e geopolíticos. Ou seja, as urnas podem definir muito mais do que a metade das cadeiras da Câmara dos Deputados e um terço do Senado em disputa. Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Para o presidente argentino, Javier Milei, um economista libertário aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o episódio é o teste mais delicado de seus quase dois anos de governo. Mas esta eleição também pode ser crucial para a oposição argentina e para a nova aliança de Buenos Aires com Washington, como disse o próprio Trump. Então, o que afinal está em jogo para cada lado? Para Milei: um teste delicado Meses atrás, a eleição legislativa parecia para Milei uma oportunidade para consolidar seu projeto político e ampliar seu respaldo em um Congresso onde não tem maioria (algo crucial para a aprovação de mudanças na lei e de vetos presidenciais, por exemplo). Seu drástico plano de ajuste começou a mostrar resultados: a inflação mensal caiu de 25% quando assumiu o governo, em dezembro de 2023, para cerca de 2% atualmente; a taxa de pobreza recuou 10 pontos percentuais até o primeiro semestre deste ano; o país obteve em 2024 um superávit fiscal inédito em mais de uma década. Esses avanços, porém, vieram acompanhados de grandes sacrifícios para a população. Por exemplo: A renda real média de muitos argentinos caiu, de servidores públicos a aposentados; A taxa de pobreza ainda alcançava 31,6% ou 14,5 milhões de pessoas, no meio do ano, segundo dados oficiais. O ajuste fiscal promovido por Milei provoca forte impacto na economia e no cotidiano dos argentinos. AFP/Getty Images via BBC "É uma eleição importante, porque o que está em jogo é a continuidade desse esforço, que é duro, para estabilizar a economia ou para o retorno da Argentina ao período de alta inflação", disse Sergio Berensztein, analista político argentino, à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC). Em paralelo ao ajuste promovido por Milei, alguns escândalos atingiram o presidente, que chegou ao poder com a promessa de acabar com a corrupção da "casta" política. O próprio Milei protagonizou um caso obscuro, hoje sob investigação da Justiça dos EUA, após promover em fevereiro uma criptomoeda cujo valor despencou em questão de segundos. Karina Milei, irmã do presidente, secretária-geral da Presidência e uma das pessoas mais influentes do governo argentino, foi citada em áudios vazados em agosto, que sugeriam ela ter recebido parte de um suposto esquema de propina na Agência Nacional para a Deficiência (Andis, na sigla em espanhol). E o candidato do governo Milei a deputado pela província de Buenos Aires, José Luis Espert, renunciou neste mês à candidatura depois que vieram a público seus vínculos com um empresário acusado de narcotráfico nos EUA. Embora todos neguem ter agido de forma irregular, as urnas também deverão medir o custo político desses casos e o apoio popular que Milei ainda tem. Na reta final da campanha legislativa, Milei tenta reanimar a base governista. Getty Images via BBC Seu partido, La Libertad Avanza, sofreu no mês passado a sua pior derrota eleitoral ao perder para a oposição peronista as eleições legislativas da província de Buenos Aires, a mais populosa do país. O resultado causou apreensão nos mercados e levou muitos investidores a trocarem pesos por dólares como proteção para eventuais perdas, o que gerou instabilidade cambial. Um dos pontos-chave da votação do próximo domingo será saber se Milei conseguirá o apoio de um terço da Câmara dos Deputados, margem necessária para manter seus vetos às leis aprovadas que o presidente rejeita. "Se [Milei] não tiver sozinho esse terço, poderá alcançá-lo negociando com aliados no Congresso", afirma Berensztein. "A grande dúvida é se ele estará disposto a moderar suas posições sempre agressivas e bastante controversas nesses dois primeiros anos." A capacidade de costurar acordos com o PRO, partido do ex-presidente Mauricio Macri, e com outros setores também será determinante para a viabilidade das reformas trabalhista, tributária e previdenciária que Milei quer implementar. Sem o apoio necessário, seja por um desempenho abaixo do previsto nas urnas, seja por isolamento político, é provável que os mercados voltem a reagir de forma negativa, e que o restante do mandato do presidente fique comprometido. Para a oposição: disputa pela agenda No campo oposto, a oposição argentina busca consolidar no domingo sua influência sobre a agenda nacional a partir do Congresso. Nos últimos meses, Milei sofreu derrotas legislativas relevantes em razão de acordos pontuais entre diferentes blocos, após vetar leis que considerava contrárias ao seu plano de austeridade e entrar em confronto tanto com o Congresso quanto com governadores provinciais. O governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, é um dos principais nomes da oposição peronista. Getty Images via BBC Mas a oposição está longe de formar um bloco único. Mesmo dentro do peronismo, principal força contrária ao governo, há grupos que respondem a diferentes líderes: a ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner (em prisão domiciliar após ser condenada por corrupção), o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof (que tem adotado tom mais moderado), e o ex-ministro e ex-candidato Sergio Massa. Por outro lado, no centro político, surgiu um novo grupo chamado Províncias Unidas, que reúne governadores de diferentes partidos. Esses líderes regionais, observa Berensztein, "têm potencial para construir uma alternativa eleitoral distinta, que quebre um pouco a polarização". Assim, as eleições de domingo podem servir para que a oposição comece a se reorganizar, com perfis diversos, de olho na disputa presidencial de 2027. Para Trump: o destino do resgate Trump ordenou um auxílio financeiro inédito nos EUA à Argentina para aliviar os crescentes problemas políticos e econômicos de Milei, com quem mantém afinidade ideológica. Até agora, essa ajuda se traduziu na abertura de uma linha swap (acordo para o intercâmbio de moedas), por US$ 20 bilhões (cerca de R$ 108 bilhões) entre os dois países e na destinação de cerca de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões) para comprar pesos argentinos, a fim de evitar uma desvalorização ainda maior da moeda. Trump também mencionou a possibilidade de importar carne argentina, e o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, declarou que pretende criar um fundo adicional de US$ 20 milhões (cerca de R$ 108 bilhões) com bancos privados para investir no país sul-americano. A iniciativa, porém, ainda não saiu do papel. Para Washington, o apoio financeiro à Argentina atende a 'interesses estratégicos' dos Estados Unidos. Bloomberg/Getty Images via BBC "Não queremos outro Estado falido na América Latina, e uma Argentina forte e estável como bom vizinho é explicitamente de interesse estratégico dos EUA", afirmou Bessent na rede social X, na terça-feira (21/10). Monica de Bolle, pesquisadora sênior do Instituto Peterson de Economia Internacional, com sede em Washington, afirma que, com essas medidas, o governo Trump tenta reverter "a presença bastante forte da China" na América do Sul. "A Argentina tem ativos de interesse econômico, estratégico e geopolítico para os EUA", disse De Boelle à BBC News Mundo, citando como exemplo o gás natural, as reservas de minerais críticos como o lítio e as terras raras. "Essa ajuda à Argentina permite uma negociação mais agressiva dos EUA para afirmar seus interesses em várias áreas", explicou. Mesmo assim, o próprio Trump advertiu que o auxílio ao país depende do desempenho eleitoral de Milei. "Se ele não ganhar, vamos embora", declarou ao receber Milei na Casa Branca neste mês. No domingo (19/10), Trump defendeu o acordo com a Argentina afirmando que o país "está lutando por sua vida". Apesar da ação do Tesouro dos EUA, o dólar voltou a encostar no limite da banda cambial antes das eleições legislativas. Bloomberg/Getty Images via BBC Diante disso, a pressão sobre a cotação do dólar continuou na Argentina, e o Tesouro aumentou a compra de pesos para contê-la. Ainda é uma incógnita como tudo isso influenciará o voto dos argentinos. Trump, porém, vem recebendo críticas tanto de opositores democratas quanto de setores nacionalistas próximos a ele, que consideram arriscado apostar dinheiro dos contribuintes americanos nesse apoio. De Bolle, do Instituto Peterson de Economia Internacional, afirma que o resgate prometido pelo governo americano não resolve o "problema de fundo" da vulnerabilidade do sistema monetário argentino e da dependência do país em relação ao dólar. "O risco para os EUA é que, em algum momento, terão de decidir entre sair da Argentina ou continuar enviando dinheiro sem saber como serão reembolsados", disse De Bolle.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Como a academia de boxe que nasceu na favela do Moinho foi parar no maior evento de arte do Brasil

Publicado em: 26/10/2025 05:01

Apresentação na Bienal de Arte de SP do Boxe Autônomo, academia que dá treinos populares na capital paulista Denis Hornos de Queiroz O coletivo Boxe Autônomo, que nasceu em ocupações e espaços públicos do Centro de São Paulo, como a Favela do Moinho, estreou na 36ª Bienal de São Paulo entre os dias 16 e 18 de outubro, com uma instalação-performance que mistura luta, dança e debates sobre esporte e política. Fundado em 2015 por três amigos e baseado na Casa do Povo, no Bom Retiro, o projeto transformou o gesto esportivo em linguagem artística para mostrar que o boxe pode ser ferramenta de transformação social. O grupo começou realizando treinos ao ar livre na Favela do Moinho, nos Campos Elíseos, uma das últimas comunidades remanescentes da região central da capital, marcada por conflitos por moradia, PCC e ações do governo estadual. As atividades combinavam exercícios físicos com rodas de conversa sobre racismo, machismo e cidadania. “Antes de começar os treinos, a gente fazia uma roda para conversar sobre política, racismo, machismo, antifascismo e o combate a todas as formas de discriminação. Era um espaço de aprendizado e escuta”, diz Breno Macedo, um dos fundadores do projeto. Foi nesse ambiente que Kelvy Alecrim, hoje tricampeão brasileiro e tetracampeão estadual, conheceu o boxe aos 14 anos. “Comecei a treinar no mesmo dia e me apaixonei”, conta. O atleta também conquistou títulos nos Jogos Abertos e no desafio Brasil-Argentina, e virou símbolo da filosofia do projeto: esporte como instrumento de transformação social. LEIA TAMBÉM: Academias populares de boxe resistem debaixo de viadutos em SP Projeto social leva boxe para comunidade na Zona Sul de SP e inspira meninas Em 2018, o grupo se instalou na Casa do Povo, no Bom Retiro — um espaço histórico ligado à resistência cultural e política desde os anos 1940. Lá, o Boxe Autônomo consolidou sua rotina de treinos populares, debates e, agora, apresentações artísticas. Boxe, performance e política O Boxe Autônomo já montou ringues no Sesc Pompeia e reforça que não busca reconhecimento artístico, mas visibilidade social. Divulgação/@eurodrigoespindola O convite para a Bienal veio da Casa do Povo, que integra o programa “Ensaio Geral”, realizado no subsolo do Teatro de Arte Israelita Brasileiro (TAIB), localizado na própria instituição histórica. Durante três dias, o coletivo promoveu treinos abertos, apresentações de sparring, mesas de debate e performances que exploram o corpo, a luta e a arte. A estreia contou até com a presença do ex-jogador de futebol Raí. 🥊Sparring é uma simulação de combate, ou treinamento, usado em esportes de luta para praticar técnicas, táticas e condicionamento físico em um ambiente controlado. Os objetivos principais são desenvolver habilidades, aprimorar movimentos e preparar o atleta para competições de forma segura e realista. Entre as performances, “Quadrilátero da Fragilidade” chamou atenção ao unir socos e palavras sobre medo e vulnerabilidade. Segundo Michael de Paula Soares, o Micha, doutor em antropologia pela USP e coordenador do coletivo, atuar no campo expandido das artes é uma forma de mostrar que o boxe pode ser muito mais do que agressão. “A nossa modalidade é constantemente desvalorizada porque os corpos que estão em ascensão nesse esporte são corpos negros, racializados, de diversas origens. Mas existe uma pedagogia, um método, uma tradição muito antiga no Brasil.” Para Micha, o boxe é também cuidado, linguagem e invenção. “Quando um corpo periférico entra em um espaço de arte, ele mostra que também produz pensamento. Nossa atuação no campo das artes é uma forma de mostrar isso e desafiar o olhar conservador sobre o boxe." Inspirado nas academias antifascistas italianas, o projeto surgiu em um contexto de forte politização das lutas de contato. Enquanto parte significativa das artes marciais se aproximava de discursos conservadores, o coletivo decidiu criar um ambiente inclusivo e seguro para pessoas LGBTQIA+, mulheres, migrantes e trabalhadores precarizados. “Queríamos um espaço em que cada pessoa se sentisse respeitada, independentemente de quem fosse ou de onde viesse. Se não gosta, se afasta; quem se identifica, fica”, afirma Raphael Piva, um dos fundadores. Apresentação na Bienal de Arte de SP do Boxe Autônomo, academia que dá treinos populares na capital paulista Denis Hornos de Queiroz Novos horizontes Em setembro deste ano, Anderson participou de intercâmbio cultural em Paris, na França, unindo boxe e arte, e na Bienal descobriu que o esporte também pode ser dança. Divulgação/@eurodrigoespindola Entre os participantes da Bienal está Anderson Diniz, de 20 anos, ex-aluno e hoje treinador do Boxe Autônomo. Paraibano, ele enfrentou desafios pessoais desde cedo e encontrou no projeto um caminho de transformação. “Vim da Paraíba com muitos problemas familiares e comecei a morar sozinho aos 15 anos. Com 17, entrei numa academia só para emagrecer. Depois conheci o Boxe Autônomo e contei minha história para o Breno. Ele me colocou num campeonato de estreantes — e fui campeão", conta. Quando chegou a São Paulo, Anderson conciliava treinos com jornadas de trabalho exaustivas e, depois, passou a dar aulas no projeto. Em setembro deste ano, o jovem participou de intercâmbio cultural em Paris, na França, unindo boxe e arte, e na Bienal descobriu que o esporte também pode ser dança. “Para ser sincero, eu nem sabia o que era Bienal. Quando me chamaram para dançar, pensei que tivessem escolhido a pessoa errada. Mas era uma dança com o boxe, e no fim deu tudo certo. Descobri que o boxe também pode ser arte.” Na Bienal, a apresentação "Aproximações!" uniu a dança popular brasileira e o boxe. No ringue, Micha e Anderson exploram os gestos que unem a capoeira, festa e luta. “É a ideia de que o corpo é memória. A gente traz para dentro da arte o que o Brasil sempre teve nas ruas: o movimento, o enfrentamento, a invenção”, explica Micha. O Boxe Autônomo já montou ringues no Sesc Pompeia e reforça que não busca reconhecimento artístico, mas visibilidade social. “A gente não separa arte, esporte e política. Tudo está junto no mesmo corpo”, resume. Apresentação na Bienal de Arte de SP do Boxe Autônomo, academia que dá treinos populares na capital paulista Denis Hornos de Queiroz Apresentação na Bienal de Arte de SP do Boxe Autônomo, academia que dá treinos populares na capital paulista Denis Hornos de Queiroz Segundo Michael de Paula Soares, doutor em antropologia pela USP e coordenador do coletivo, atuar no campo expandido das artes é uma forma de mostrar que o boxe pode ser muito mais do que agressão. Divulgação/@eurodrigoespindola Durante três dias, o coletivo promoveu treinos abertos, apresentações de sparring, mesas de debate e performances que exploram o corpo, a luta e a arte. Divulgação/@eurodrigoespindola

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COP 30: pesquisadores de BH saem de motorhome em expedição inédita de 3 mil km até Belém

Publicado em: 26/10/2025 05:01

Motorhome sairá de BH com destino a Belém, no Pará Divulgação Pesquisadores de Minas Gerais farão pela primeira vez uma viagem de mais de 3 mil quilômetros rumo à Convenção do Clima da Organização das Nações Unidas (COP-30), que será realizada em novembro em Belém, no Pará. Em um motorhome, o grupo sairá de Belo Horizonte no dia 1º de novembro. A empreitada ambiental vai coletar dados e informações sobre os principais biomas brasileiros. Veja mais abaixo o infográfico com a rota que será feita pelo grupo. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O motorhome do Instituto Bem Ambienta (Ibam) fará paradas em diversos municípios antes de chegar a Belém, compartilhando atualizações em tempo real, conteúdo visual e histórias da comunidade. Os pesquisadores também farão workshops públicos sobre temas diversos relacionados ao meio ambiente. Para Sergio Myssior, arquiteto e coordenador institucional da expedição, entre o discurso de alerta sobre as mudanças climáticas e a participação popular como agentes das transformações urgentes e necessárias, ainda existe uma lacuna a ser preenchida. "Estamos na ponta lidando com as comunidades, cidades, com a realidade local e muitas vezes essa construção dessa política global parece muito desconectada do dia a dia. Isso nos motivou a fazer a conexão entre o global e o local", afirmou ao g1. Delegações ainda negociam hospedagem para a COP 30, em Belém LEITA TAMBÉM Às vésperas da COP30, apenas Brasil investiu em fundo para preservar florestas ONU aponta que 90% dos vazamentos de metano detectados por satélite continuam sem resposta; veja IMAGENS Expedição A expedição passará por 4 biomas brasileiros: Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Amazônia. Durante cerca de dez dias, os pesquisadores conversarão com moradores, gestores e representantes do poder público. O objetivo é registrar locais que já sofrem com os impactos da mudança do clima e destacar iniciativas locais de adaptação das cidades e resiliência de territórios. "O termo mudança climática ainda é muito difuso, distante. Quando a gente traduz para uma linguagem acessível, falando sobre vetores de doenças como dengue, zika, ou deslizamentos, enchentes e efeitos da onda de calor, conseguimos aproximar o tema das pessoas", afirmou Sérgio. Belém: metrópole de rica herança cultural Belém é conhecida por ser uma metrópole de rica herança cultural e histórica, com influência das florestas pela diversidade amazônica. A cidade está listada entre as capitais brasileiras de maior vulnerabilidade diante da crise climática. O município tem lidado com o aumento da intensidade de enchentes, a elevação do nível do mar e a ocorrência de eventos climáticos extremos. "A gente tem falado muito dessa pauta, da fragilidade da infraestrutura. Tentando ver por outro ângulo, Belém tem suas fragilidades, e isso tem impacto também na possibilidade de as pessoas se deslocarem para o encontro. Por outro lado, é a oportunidade de mostrar para o mundo a realidade das cidades brasileiras de lidar com problemas do passado que se tornam mais agudos diante dos eventos climáticos", completou Sérgio. Como será a rota dos pesquisadores Pesquisadores de MG farão expedição de 3 mil g1 Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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Criança Esperança transforma vidas e realiza sonhos na Casa Azul, no Distrito Federal

Publicado em: 25/10/2025 21:52

Criança Esperança: conheça a Casa Azul, projeto que transforma vida de jovens no DF Nos últimos 40 anos, o Criança Esperança criou oportunidades para 5 milhões de crianças e jovens no Brasil. Um dos projetos beneficiados é a Casa Azul, que atende adolescentes em situação de vulnerabilidade. Em Samambaia, no Distrito Federal, a casa dos sonhos tem endereço. Cada passo, cada movimento, cada ideia que surge é chance de transformar uma vida. "Quando eu danço, eu sinto como se eu esquecesse um pouco dos meus problemas. Quando eu danço, eu não consigo mais lembrar de nada", contou Gildevânia Ribeiro do Vale, de 15 anos. O refúgio dela é a Casa Azul Felipe Augusto, que atende atualmente 950 crianças e adolescentes em três unidades. Os alunos são encaminhados pelo Centro de Assistência Social do Distrito Federal e, no contraturno da escola, se tornam dançarinos de hip-hop, leitores, especialistas em robótica, entre outras tantas atividades. "Quando eu crescer, eu quero ser educadora da Casa Azul e professora de balé. Eu acredito que eu também posso ser. Além de eu ser uma aluna, eu posso ser uma professora também", disse Marina Costa Alves, de 11 anos. Reciprocidade: na Casa Azul, quem recebe, aprende a também estender a mão e ajudar o próximo. O caminho que a Marina quer trilhar vai contar com a mão e o exemplo da Josy Pacello, professora de balé. "Meus primeiros passos foram aqui na instituição quando eu tinha 8 anos de idade. O motivo pelo qual eu me tornei educadora social foi acreditar que o projeto social pode transformar sonhos em realidade. Eu sou prova disso. Hoje, eu sou educadora há 14 anos", disse Josy. Esse sonho de transformação começou em 1989. Há seis anos, a instituição é apoiada pelo Criança Esperança. "O que a gente faz aqui é desenvolver habilidades e dar oportunidades para que eles possam galgar, procurar os seus caminhos. Quando eu transformo um menino, eu transformo o menino, a família dele e a comunidade onde ele está inserido", afirmou Daise Lourenço Moisés, fundadora e presidente da Casa Azul Felipe Augusto. Há 36 anos, a Casa Azul atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e insegurança alimentar. Além de alimentar sonhos, o projeto também garante a refeição de todos os dias. Para alguns alunos, essa é a única refeição completa do dia. "Ainda brinco com eles. Sonhou, realizou? Sonha outro. Porque não pode parar de sonhar. Porque o que nos impulsiona para a gente crescer são os nossos sonhos", contou Daise. LEIA TAMBÉM: Criança Esperança, que já beneficiou cerca de 5 milhões de brasileiros, completa 40 anos Começa processo seletivo de projetos sociais que queiram receber o apoio do Criança Esperança em 2026 Casa Azul atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e insegurança alimentar Reprodução/TV Globo

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Inscrições para casamento comunitário estão abertas em Cuiabá; cerimônia será em dezembro

Publicado em: 25/10/2025 15:55

A próxima edição do Casamento Abençoado será realizada no Ginásio Aecim Tocantins, em Cuiabá João Reis 💍Estão abertas as inscrições para mais uma edição do casamento comunitário, feito pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), em Cuiabá. As inscrições vão até a próxima sexta-feira (31) e a cerimônia está marcada para o dia 7 de dezembro, no Ginásio Aecim Tocantins. O objetivo do projeto é proporcionar, de forma gratuita, a regularização civil matrimonial de casais de todas as religiões, pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social, com renda total de até três salários mínimos e inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Os casais interessados devem procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Cuiabá ou dos municípios da baixada cuiabana. 👉Para realizar a inscrição, o casal precisa apresentar: Certidão de nascimento original e atualizada (emitida há no máximo 90 dias), Documento oficial com foto (RG, CNH ou Passaporte) Comprovante de endereço do município onde reside Além disso, o casal deve estar acompanhado de duas testemunhas maiores de 18 anos, portando a mesma documentação, com exceção de pais e mães. Cerimônia do Casamento Abençoado será realizada no ginásio Aecim Tocantis em Cuiabá

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VÍDEO: Morador em situação de rua tem barraca incendiada enquanto dormia em Pouso Alegre; prefeitura tenta identificar vítima

Publicado em: 25/10/2025 14:53

Morador em situação de rua tem barraca incendiada enquanto dormia em Pouso Alegre A Prefeitura de Pouso Alegre (MG) tenta identificar o morador em situação de rua que teve a barraca incendiada enquanto dormia. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens provocaram as chamas, durante a madrugada de sexta-feira (24). Segundo a Polícia Militar, até o momento não foi feito registro da ocorrência e os suspeitos ainda não foram identificados. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O homem dormia dentro de uma cabana improvisada com um carrinho de reciclagem, em frente a um galpão na Avenida Vereador da Costa Rios, quando, por volta das 4h, os suspeitos se aproximaram e incendiaram o abrigo. As chamas se espalharam rapidamente, mas a vítima conseguiu acordar a tempo e tentou conter o fogo. Morador em situação de rua tem barraca incendiada enquanto dormia em Pouso Alegre (MG) EPTV/Reprodução Cerca de uma hora depois, o homem recolheu o que restou de seus pertences e deixou o local. Moradores relataram que ele dormia ali havia cerca de dois meses. Em nota, a prefeitura informou que está trabalhando para identificar o morador, a fim de prestar o apoio necessário. O município ainda repudiou qualquer ato de violência, intolerância ou desrespeito à dignidade humana, e reforçou compromisso com a proteção social e o acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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Banco de Alimentos do RS completa 25 anos com mais de 300 milhões de refeições distribuídas

Publicado em: 25/10/2025 11:46

O Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul foi criado no ano 2000 com o objetivo de arrecadar e doar alimentos para entidades assistenciais. Inspirado em um modelo português, é o mais antigo do Brasil, completa 25 anos em 2025 e, nesse tempo, arrecadou e distribuiu mais de 100 milhões de quilos de alimentos, o suficiente para preparar mais de 300 milhões de refeições. A organização surgiu pelas mãos de pessoas interessadas em mudar para melhor a realidade de quem vive em situação de vulnerabilidade. "Quando a gente fala que a doação não é só uma doação, é um gerenciador da nutrição, é porque a gente olha para essas necessidades do indivíduo e envia para a instituição. Não dá para a gente só comer arroz, só carboidrato, né? Vai faltar proteína, que constrói os nossos tecidos e músculos, por exemplo. Então, seria mais ou menos assim: olhar para o indivíduo como ele é e construir ele através do alimento", afirmou Adriana da Silva Lockman, gerente do serviço de saúde. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Banco de Alimentos do RS completa 25 anos com mais de 300 milhões de refeições distribuídas RBS TV/Reprodução Desde 2010, uma equipe técnica visita regularmente as instituições beneficiadas para garantir a qualidade das refeições. Nutricionistas conferem o armazenamento da comida, medem a temperatura dela pronta e dão dicas para o aproveitamento do alimento do começo ao fim. "Trazemos novas receitas de alimentos para que a gente possa diversificar, fazer o bom aproveitamento dos alimentos: quais partes que a gente joga fora, geralmente, mas que a gente pode também consumir? Que traga uma variedade, sem desperdício, que não vá trazer nenhum prejuízo para a saúde", conta Débora Machado, nutricionista do banco. A alimentação de crianças, adolescentes e idosos é monitorada. É um trabalho que busca combater tanto a desnutrição quanto a obesidade. "Além de tu aprender, a gente consegue levar esse conhecimento para as pessoas [atendidas]. O alimento é distribuído de forma mais segura, evitando doenças", explicou Lauren Garcia, estagiária da organização. Banco de Alimentos do RS completa 25 anos com mais de 300 milhões de refeições distribuídas RBS TV/Reprodução Solidariedade Um dos lugares atendidos pelo banco é a entidade Mãezinha do Céu, na Zona Norte de Porto Alegre, que serve até quatro refeições por dia para mais de 60 crianças de até 6 anos "Se não fosse o Banco de Alimentos, não sei se conseguiríamos manter a escola. Os alimentos são caros. E a gente precisa ter um apoio, como a gente tem do banco", disse Selma Santos de Souza, dirigente da entidade. E para que o banco possa funcionar bem, o trabalho voluntário é essencial. São os voluntários os responsáveis pela triagem dos alimentos que passam pelo depósito até chegar aos locais atendidos. “É muito bom. Quando a gente vê as crianças almoçando com tanta vontade, deixa a gente muito feliz”, relatou Nadir Pagliarini, voluntária há mais de dez anos. Banco de Alimentos do RS completa 25 anos com mais de 300 milhões de refeições distribuídas RBS TV/Reprodução Em 2015, começou o Natal do Bem, campanha que é uma parceria com o Grupo RBS e que, nas 10 edições anteriores, arrecadou mais de 5 toneladas de alimentos que viraram 15 milhões de refeições para as pessoas que mais precisam. "A cada conquista, a cada prato de comida que chega, a cada uma foto que a gente recebe de uma instituição mostrando o quanto foi valioso aquele alimento estar naquele local, naquele momento, para a gente, isso é o combustível para buscar mais e mais. E que outras pessoas possam sentir a mesma coisa que aquela pessoa beneficiada", afirmou Lucelene Navarro, gerente administrativo-financeira do Banco de Alimentos do RS. Para quem quiser doar, existe um site com todas as instruções. “Doamos alimentos todos os dias. Precisamos de doações frequentes. Nosso agradecimento a todos que doaram e que ainda vão doar”, completa Lucelene. Rede de atuação A Rede de Bancos de Alimentos atende 1.041 entidades assistenciais em 31 municípios: No Rio Grande do Sul: Porto Alegre, Alegrete, Alvorada, Bagé, Cachoeirinha, Camaquã, Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Cruz Alta, Encruzilhada do Sul, Gravataí, Guaíba, Novo Hamburgo, Estância Velha, Sapiranga, Campo Bom, Rio Grande, Santa Maria, Tramandaí, Uruguaiana, Portão, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Esteio, Venâncio Aires, Torres (núcleo), Viamão (núcleo) Em Santa Catarina: Florianópolis E no Paraná: Curitiba Banco de Alimentos do RS completa 25 anos com mais de 300 milhões de refeições distribuídas RBS TV/Reprodução VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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Número de vítimas de acidentes de trânsito em PE cresce em 2024; Petrolina lidera a lista

Publicado em: 25/10/2025 09:42

Sexta-feira violenta: Petrolina registra 4 acidentes com 1 vítima fatal Dados do Boletim de Morbimortalidade por Acidentes de Transporte Terrestre (ATT), divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), mostram que Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), em Petrolina, no Sertão, registrou o maior número de notificações de acidentes e mortes no trânsito em Pernambuco em 2024. Das 47.130 vítimas de acidentes nas 18 unidades sentinela (Usiatt) do estado, 10.415 vítimas foram atendidas no HU-Univasf. Segundo a SES-PE, em todo estado, houve um aumento de acidentes e mortes de 12% em relação a 2023. A altano Hospital Universitário em Petrolina chama atenção por impactar diretamente a taxa de ocupação hospitalar e superando os atendimentos em unidades como o Hospital da Restauração, em Recife, e o Hospital Regional do Agreste, que atende à população da macrorregional Caruaru. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça As motocicletas continuam liderando as estatísticas, representando 73,3% das ocorrências, com 7.949 notificações no HU. Entre as vítimas, 76,7% eram homens, com predominância da faixa etária entre 20 e 29 anos, evidenciando a vulnerabilidade dos jovens condutores no trânsito. Hospital Universitário em Petrolina Emerson Rocha / g1 Petrolina Os dados apontam que o período entre a noite da sexta-feira e a madrugada da segunda-feira concentram o maior quantitativo de registros de ATT. O sábado e domingo são os dias com mais registros, especialmente no período noturno e vespertino. Entre os fatores de risco mais frequentes estão: 33,2% dos acidentados sem habilitação; 22,9% dos motociclistas sem capacete; 38,1% das vítimas sem cinto de segurança; 20,5% acima da velocidade permitida; 12% sob efeito de álcool O boletim aponta 1.811 óbitos de residentes de Pernambuco, número maior em relação ao ano anterior. Dessas mortes, 55,2% envolveram motocicletas. As maiores taxas de mortalidade por 100 mil habitantes foram observadas nas Regiões IX - Ouricuri (27,6%), VIII - Petrolina (26%) e V - Garanhuns (24,3%). Vídeos: Mais assistidos do Sertão de PE

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Saúde dos professores: mais de 1,7 mil profissionais da rede estadual se afastaram por adoecimento mental em 2025

Publicado em: 25/10/2025 06:01

Psicólogo comenta sobre afastamento e bem-estar de professores Mais de 1.700 professores da rede estadual no Tocantins foram afastados por questões relacionadas à saúde mental, em 2025. Na rede municipal de Palmas, o número de licenças médicas concedidas a professores da rede pública chega a 769, no ano. O município não especificou quais os motivos dos afastamentos (veja os dados abaixo). "Eu fiquei sem sentir a minha perna por um dia inteiro, eu fiquei cega por um dia inteiro, crise de ansiedade. O médico jurou que eu estava tendo um derrame. Eu passei várias vezes por um fio para ter um ataque cardíaco. Então assim, a situação que nós estamos vivendo é desesperadora", contou uma professora. Sobrecarga, ameaças, violência verbal, ansiedade e falta de assistência médica estão entre os fatores relatados por professores. Veja relatos de quem vivencia o ambiente escolar no Tocantins. A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) afirmou que tem adotado medidas contínuas de aperfeiçoamento da gestão escolar, apoio técnico e acolhimento aos servidores (confira abaixo o que disse o órgão sobre os assuntos levantados pelos docentes). A Secretaria Municipal de Educação (Smed) afirmou que "mantém o Programa Saúde do Educador, que está desenvolvendo protocolos institucionais voltados ao bem-estar dos servidores, incluindo ações de acolhimento, acompanhamento psicológico e orientações para lidar com situações de vulnerabilidade e violência no ambiente escolar". ➡️ Na reportagem você confere: Dados sobre professores afastados no Tocantins Relatos de professores da rede pública O que aconteceu com professor de Palmas após agressão na sala de aula Crise dos recém-concursados Saúde mental dos professores como um problema coletivo Professores afastados no Tocantins A rede estadual do Tocantins possui 4.047 professores efetivos e 3.809 contratados, segundo a Secretaria de Estado da Educação (Seduc). O número de afastamentos por saúde mental entre esses profissionais entre janeiro e setembro de 2025 superou o quantitativo de licenças concedidas em todo o ano de 2024. Somente em 2025, mais de 1.700 professores do Estado foram afastados por questões relacionadas à saúde mental. O número corresponde a 22,29% do total de profissionais da rede estadual. Veja no gráfico abaixo: Na rede municipal de educação de Palmas, entre janeiro e 13 de outubro de 2025, foram concedidas 769 licenças médicas para professores. No ano passado, foram autorizadas 1.039 licenças. O município não especificou quais tipos de licenças médicas foram solicitadas nesses períodos. Conforme a Secretaria Municipal de Educação (Semed), "por questões éticas e de sigilo profissional, não é possível divulgar as causas dos afastamentos". O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) informou que tem recebido denúncias feitas por professores sobre assédio moral e outras situações. Conforme o sindicato, é oferecida orientação jurídica gratuita aos filiados, especialmente sobre as licenças para tratamento de saúde e garantia dos direitos trabalhistas e previdenciários. 'Como se não tivesse direito ao descanso' Em entrevista ao g1, professores da rede pública de ensino no Tocantins compartilharam as principais problemáticas vivenciadas no ambiente escolar. Os nomes deles e locais de atuação não serão revelados na reportagem por questões se segurança. Confira abaixo os depoimentos desses profissionais. Sala de aula em escola pública do Tocantins Elias Oliveira/Governo do Tocantins Violência verbal e falta de respeito Com 27 anos de carreira na educação, sendo 13 deles em uma única escola, uma professora da rede estadual dá aulas turmas com 40 a 45 estudantes. Ela conta que a falta de respeito com o professor e a violência verbal têm prejudicado o dia a dia dos educadores. "O aluno não tem mais respeito nenhum pelo professor. Ele não tem respeito pelo patrimônio, ele não tem respeito pelo copo que ele bebe, pela vasilha que ele come, manda tomar no [...] a hora que quer. Então, é isso que nos adoece mesmo", contou. O excesso de projetos também tem sido um dos problemas desses profissionais, conforme a professora. "Lá em cima, na cúpula, eles montam um monte de projeto e jogam para a gente. Eles não testam. Quem tem que testar e ver se dá certo somos nós, professores". Como se não tivesse direito ao descanso Trabalhando na área da educação há 10 anos, outra professora da rede estadual e recentemente realizou o sonho de tomar posse como efetiva no concurso da educação do Estado. Mas, desde que passou a atuar em uma escola no estado, tem sofrido com burocracias como o funcionamento do Sistema de Gestão Escolar (SGE). Segundo a educadora, problemas no sistema e preenchimentos de uma mesma informação repetidas vezes na plataforma tomam muito tempo, principalmente nos finais de semana. "Então nós temos que planejar uma mesma aula várias vezes. É um plano de curso, é um plano de aula, é um plano diário, é a mesma coisa, só que dividida em formas diferentes. Isso demanda muito do nosso tempo, por mais que a gente reclame, por mais que a gente fale, ainda assim eles não nos atendem". No caso dela, além do SGE, ainda é necessário fazer o preenchimento de planilhas. "É como se a gente tivesse que provar que está o tempo todo trabalhando. É como se a gente não tivesse direito ao descanso". Como foi efetivada recentemente, ela afirma que a pressão é maior devido ao período probatório. Segundo a professora, os educadores são "coagidos o tempo todo, assediados o tempo todo e perseguidos". Por conta da sobrecarga de trabalho e perseguição, a professora teve problemas de saúde relacionados ao desgaste mental e precisou fazer uso de medicamentos para ansiedade. "Cheguei aqui com uma saúde 100%. Eu nunca tive que tomar remédio para controlar a ansiedade, para controlar qualquer coisa. Aqui adquiri uma ansiedade que quase me matou. Por várias vezes eu fui para o hospital, com o meu coração acelerado de tal forma e com a pressão tão alta, a ponto de dar um infarto, a ponto de dar um derrame, crise de ansiedade", contou. Sem tempo para organizar uma boa aula Outro professor ouvido pela reportagem também trabalha na área da educação há cerca de 10 anos. Segundo ele, os problemas com a saúde mental afetam não só os educadores, mas impactam diretamente os alunos. "Se a gente não tem um projeto de vida, porque a gente está ferido psicologicamente, a gente está passando por toda essa pressão, a gente não consegue atender o nosso alunado. Então, as aulas não vão ser tão boas, ela poderia ser melhor, mas com tanta burocracia de sistema, com tudo aquilo, você acaba não tendo tempo até para organizar uma boa aula, por exemplo. Então, isso impacta diretamente a aprendizagem dos alunos, com certeza", contou. Segundo o professor, apesar de o Estado ter um programa de bem-estar para os profissionais da educação, as atividades realizadas não atendem às necessidades dos educadores. "A gente não teve um psicólogo ali para fazer uma terapia quando precisa, a gente não teve apoio de nada. Simplesmente chamam um professor de educação física, faz um alongamento, tá feito, pronto. Curou o professor. E não é assim". Além do adoecimento mental, alguns professores também sofrem com a violência física, como aconteceu neste ano em Palmas. O que diz a Seduc sobre os problemas com o SGE? A Secretaria informou que mantém contato direto e diário com a empresa responsável pela manutenção do SGE e que solicita a implementação de correções e melhorias sempre que necessário. O governo disse que foi criado um Comitê de Gestão do SGE para tornar a ferramenta mais eficiente e desburocratizada para o professor. A secretaria afirmou que os problemas relatados pelos professores são acompanhados pelas Superintendências Regionais de Educação. Também foi informado que os docentes podem solicitar suporte direto por meio de e-mail, call center e grupos de WhatsApp. O que diz a Seduc sobre o bem-estar dos professores? O governo disse que as equipes das superintendências e escolas têm realizado orientações e acompanhado a ambiência e o clima escolar. A secretaria também citou que foi decretada a Polícia Pública de Bem-Estar Profissional (Probem), que atua em três eixos: Atenção ao bem-estar profissional, voltada à percepção de emoções e satisfação no ambiente de trabalho; Valorização dos profissionais da educação, com práticas que favorecem vivências de bem-estar, saúde integral e desenvolvimento pessoal e relacional; Qualidade de vida no trabalho, integrando as condições laborais às necessidades biopsicossociais e culturais dos servidores. LEIA TAMBÉM Professora registra boletim de ocorrência após ser agredida com soco e ameaçada por estudante em sala de aula Aluno de 17 anos é suspeito de agredir professor com cadeira e socos dentro de sala de aula, diz Polícia Militar Pai de aluna dá nove socos em professor após bronca por uso de celular em sala de aula Agressão na sala de aula Colégio Estadual Criança Esperança, na região norte de Palmas Reprodução/Google Street View Em agosto de 2025, um professor do Colégio Estadual Criança Esperança, na região norte de Palmas, foi agredido com uma cadeirada e socos por um adolescente de 17 anos. A agressão aconteceu no momento em que o professor apagava o quadro para iniciar a aula. O jovem deu uma cadeirada e, em seguida, continuou o ataque com socos. "Doeu bastante, foi um susto, mas ainda assim eu estava acreditando que era um acidente, que algum aluno esbarrou em mim ou jogou a cadeira sem querer, ou que a intenção era outra e não me acertar", relembrou o professor. O professor tomou posse no último concurso público da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e pediu afastamento por causa do trauma que passou. Ao g1, o professor informou que segue afastado. Ele foi informado, na época, que receberia apoio do departamento de Política de Bem-Estar do Profissional da Educação (Probem) da Seduc, mas só foi procurado pela equipe do programa nesta sexta-feira (24). "Vieram ver como eu estava e dizer que posso procurar atendimento quando precisar lá na Superintendência Regional de Educação, na equipe multi de lá", contou. A Secretaria de Educação disse que está realizando os devidos encaminhamentos para garantir o atendimento multiprofissional, incluindo suporte psicológico e médico, conforme avaliação técnica. A Seduc informou que "trata com seriedade todas as situações de violência ou ameaças no ambiente escolar". Segundo o órgão, os casos comunicados para a ouvidoria são apurados pelos setores competentes, que promovem orientação, formação e acompanhamento dos profissionais envolvidos. A secretaria disse que também são realizadas "mentoria e suporte às equipes gestoras para a construção de ambientes escolares mais seguros e acolhedores". Crise dos recém-concursados Sala de aula vazia em escola de Gurupi Prefeitura de Gurupi/Divulgação Quem passou no último concurso da educação no Tocantins, realizado em 2023, tem enfrentado a realidade dos ambientes escolares. Muitos que foram designados para trabalhar nas salas de aula estão pedindo transferência para outros setores ou estão solicitando afastamento médico. "Eu tenho 13 anos nessa escola. Os novatos que tomaram posse no ano passado e neste ano, os recém-concursados, muitos que vieram, não ficaram", contou uma professora da rede estadual. Um dos professores entrevistados contou que, por causa da ansiedade provocada pelo ambiente escolar, teve sintomas físicos semelhantes a um infarto. Como entrou no último concurso da educação do Estado, apesar de ter o direito ao afastamento, preferiu não solicitar a licença por causa do período probatório. "Há uma pressão constante. Tudo é utilizado desse probatório, então a gente tem que sofrer calado, basicamente. Então a gente acaba ficando doente. Não pode pedir uma licença porque senão a gente vai ser prejudicado no probatório". Conforme o psicólogo e doutor em psicologia social, Ladislau Ribeiro, a nova geração de professores tem vivenciado uma frustração nos ambientes escolares. Acolher esses profissionais e fazer uma boa integração entre os experientes e novatos é uma oportunidade de promover melhorias na educação. "Muitos chegam com vontade de darem o seu melhor no exercício da docência, mas rapidamente se frustram porque se deparam com ambientes que nem sempre são muito acolhedores. É muito importante nós aproveitarmos o desejo, este ânimo e a criatividade dos professores que estão chegando. Eles ainda não têm experiência, mas, se houver uma boa integração envolvendo gerações mais experientes com esta turma um pouco mais nova, as chances de haver uma melhoria na qualidade da educação, elas serão muito grandes", explicou. Saúde mental dos professores é um problema coletivo Em entrevista ao g1, o psicólogo Ladislau Ribeiro falou como o adoecimento mental dos professores acaba sendo um problema coletivo, que afeta os educadores, os alunos e familiares. Ele explica que a natureza da atividade docente mudou com os avanços tecnológicos e isso levou a uma série de problemas. "Os professores passaram a lidar com muitos sistemas. Precisam lidar com demandas administrativas, com dados que antigamente eram alimentados por técnicos de secretaria. Quando o professor não se encontra em condições mínimas para se regular na relação com os alunos e na relação com o seu trabalho, que é um trabalho complexo, obviamente o coletivo sente". Esse acúmulo de serviços é um fator que faz os professores lidarem com estresse e esgotamento físico e mental. Esses sintomas muitas vezes se apresentam por meio da Síndrome de Burnout, doença que leva ao esvaziamento e falta de sentido em atividades cotidianas. "Então, no caso dos profissionais professores, a Burnout se expressa como um esvaziamento de sentido na relação do professor com o trabalho, com os alunos, com a própria missão que nós temos, que é a missão de educar, de transformar vidas através da educação. Então, um professor com esta síndrome, em geral, não consegue mais executar as tarefas mais simples, com as quais ele estava habituado a lidar", explicou. Isso impacta a forma como esses profissionais se veem enquanto educadores, pois a docência muitas vezes é atrelada à identidade. Esses trabalhadores são lidos como professores dentro e fora da sala de aula. "A autoestima tem muito a ver com o reconhecimento que um sujeito conquista na relação com o outro. O professor começa a duvidar da sua capacidade na medida em que ele percebe uma dificuldade de manter os alunos concentrados em sua aula, quando nas reuniões de planejamento suas ideias já não têm a mesma repercussão, quando as pessoas começam a olhar esse profissional com um olhar distinto". Segundo o Ladislau, o adoecimento mental pode provocar sintomas físicos como: Quedas de cabelo Distúrbios do sono Dificuldades de concentração Aumento na irritabilidade Aperto no peito Dificuldade para respirar Mas como ajudar esses professores? Para o psicólogo, ouvi-los é o primeiro passo. "Se os professores forem ouvidos, se eles tiverem condições de se perceberem como parte desse processo de formação, a tendência é de que os resultados sejam alcançados de um modo satisfatório", afirmou. Segundo o presidente do Sintet, José Roque Santiago, é necessário um ambiente de trabalho saudável para os professores, valorização financeira e investimento nos espaços escolares. "Tem que vir uma parte para valorizar e a para outra reconhecer. Valorizar monetariamente, financeiramente. Reconhecer é outra coisa nós precisamos de democracia dentro das escolas, um ambiente de trabalho saudável, com a participação de todos e de todas no que diz respeito ao dia a dia da escola. Isso precisa ser reconhecido. E os espaços escolares. Escolas precarizadas não ajudam na educação", disse. Dia do Professor: profissionais compartilham história, amor e conhecimento Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Professor transforma bairro em sala de aula e é finalista do Prêmio Educador Nota 10 com projeto de sustentabilidade

Publicado em: 25/10/2025 06:01

Rafael César Silva é um dos finalistas do Prêmio Educador Nota 10 Rafael César Silva/Arquivo pessoal Quando o professor de geografia Rafael César Silva, de 29 anos, decidiu levar seus alunos para “dentro” do bairro Matosinhos, em São João del Rei, com a produção de maquetes, ele não imaginava que essa escolha o colocaria entre os nove finalistas do Prêmio Educador Nota 10, um dos mais importantes reconhecimentos da educação brasileira. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp O projeto "Riscos em Perspectiva: o bairro Matosinhos em maquetes" nasceu em 2024, com alunos do 1º ano do ensino médio integral da Escola Estadual Governador Milton Campos. A ideia era usar maquetes para representar áreas de risco ambiental do bairro onde a maioria dos estudantes vivem, tornando a geografia mais tangível e conectada com a realidade dos adolescentes. “A ideia nasceu da necessidade de aproximar os conteúdos de geografia da realidade dos estudantes. As maquetes surgiram como recurso didático para transformar informações abstratas em algo concreto, estimulando a leitura crítica do espaço, a reflexão sobre problemas locais e a busca por soluções sustentáveis, dialogando com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil da ONU”, explica Rafael. Com apoio de estagiários da Universidade Federal de São João del Rei, os estudantes mapearam pontos de vulnerabilidade urbana, como enchentes, deslizamentos e ocupações irregulares e propuseram estratégias para minimizar os problemas. Tudo isso através de trabalho em grupo, pesquisa com mapas, fotografias e muita criatividade. Projeto "Riscos em Perspectiva: o Bairro Matosinhos em maquetes" Rafael César Silva/Arquivo pessoal “Foi muito mais que um projeto escolar. Os alunos se sentiram protagonistas. Eles perceberam que seu bairro é digno de estudo, de atenção e de transformação”, destaca o professor, que é natural de Oliveira, no Centro-Oeste Minas, e leciona há 4 anos, sendo 3 na atual escola. Do bairro para o Brasil Estudantes da Escola Estadual Governador Milton Campos, em São João del Rei Rafael César Silva/Arquivo pessoal A relevância do projeto foi reconhecida nacionalmente: Rafael foi um dos mais de 4 mil inscritos no Prêmio Educador Nota 10 e chegou à final na categoria Sustentabilidade, que premia práticas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. “Decidi inscrever o projeto porque vi nele um exemplo de como a escola pode ir além da sala de aula. Foi também uma forma de dar visibilidade ao esforço coletivo dos estudantes e mostrar que eles são protagonistas do processo educativo”, afirma. A notícia foi recebida com emoção tanto por Rafael quanto pelos alunos. “Foi uma emoção enorme. Para mim, é a certeza de que estamos no caminho certo, unindo educação, ciência e cidadania. Os estudantes ficaram muito orgulhosos, disseram que nunca imaginaram que um trabalho da escola deles pudesse chegar tão longe.” O trabalho de Rafael mostra como a escola pública pode ser um espaço de transformação social concreta, mesmo em cidades do interior, e como educadores comprometidos podem fazer a diferença com poucos recursos, mas com muita escuta, criatividade e envolvimento comunitário. “Espero que o prêmio dê mais visibilidade ao projeto e incentive outras escolas a desenvolverem práticas que unam aprendizagem e realidade local. É isso que faz sentido”, conclui Rafael. Produto final do projeto com as maquetes no Bairro Matosinhos, em São João del Rei Rafael César Silva/Arquivo pessoal Divulgação do resultado O resultado será divulgado nesta segunda-feira (27), em cerimônia na Pinacoteca de São Paulo. Os finalistas serão ranqueados em 1º, 2º e 3º lugar dentro de suas categorias e receberão premiação em dinheiro que varia de R$ 25 mil a R$ 15 mil. Os vencedores também concorrão ao título de Educador do Ano, com premiação de R$ 25 mil em dinheiro e bolsas de pós-graduação. Criado em 1998, o prêmio é uma iniciativa do Instituto SOMOS, que já reconheceu 279 educadores em todo o país. O prêmio já distribuiu cerca de R$ 3,5 milhões ao longo de sua história e é referência nacional em valorização docente. *Estagiária sob supervisão da editora Juliana Netto ASSISTA TAMBÉM: Alunos de Muriaé avançam à final da Olimpíada Nacional de História Alunos de escola rural de Muriaé avançam à final da Olimpíada Nacional de História VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

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