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Garimpo ameaça saúde de crianças Yanomami com contaminação por mercúrio, desnutrição e malária, aponta Unicef

Publicado em: 15/10/2025 12:06

Lideranças denunciam garimpos ativos e falhas graves na saúde Yanomami Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgado nessa quarta-feira (15) mostra que o avanço do garimpo ilegal dentro da Terra Indígena Yanomami está diretamente ligado ao agravamento da crise de saúde e de proteção entre crianças e jovens do povo. A mineração clandestina destrói rios e florestas, contamina peixes com mercúrio, atrai doenças como malária e provoca escassez de alimentos — fatores que intensificam a desnutrição infantil, mortalidade evitável e violação de direitos. 📍️ A Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil com quase 10 milhões de hectares entre os estados do Amazonas e Roraima. Garimpeiros atuam na região desde, ao menos, a década de 1970. ❓ Em 2023 o governo federal decretou emergência no território para combater uma crise sanitária sem precedente. Quase três anos após o decreto de emergência na Terra Yanomami, lideranças indígenas denunciam que o garimpo ilegal segue ativo, destruindo roças, contaminando rios com mercúrio e, consequentemente, provocando desnutrição e impactos na rotina dos indígenas. LEIA TAMBÉM Lideranças denunciam garimpos: Terra Yanomami segue sob ameaça quase 3 anos após emergência Crianças com a mãe em unidade de saúde de Surucucu, Terra Yanomami Samantha Rufino/g1 RR Segundo o estudo, mais da metade das crianças Yanomami (56%) com até 5 anos apresentavam baixo peso ou desnutrição crônica, conforme dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) de 2022. A situação é mais grave nas regiões com presença de garimpeiros, onde o desmatamento e a poluição dos rios dificultam o cultivo e a pesca, principais fontes de alimentação das famílias. O relatório aponta que a contaminação por mercúrio usada na extração de ouro afeta igarapés e peixes consumidos pelas comunidades, podendo causar problemas neurológicos, má formação fetal e danos permanentes no desenvolvimento infantil. Além disso, a presença de garimpeiros está associada a um aumento considerável de casos de malária: entre 2018 e 2021, foram mais de 40 mil infecções na TI Yanomami, muitas delas em crianças pequenas. Poças d’água e buracos de escavação se tornam criadouros do mosquito transmissor, explica o Unicef. O estudo destaca ainda que o garimpo ilegal atua em conjunto com a desestruturação do sistema de saúde Yanomami, agravando a crise sanitária. Postos de saúde foram fechados, destruídos ou tomados por invasores, dificultando a chegada de vacinas, medicamentos e alimentos. Entre 2018 e 2022, centenas de crianças morreram de causas evitáveis, como pneumonia, diarreia e desnutrição. “O garimpo desestrutura a vida das comunidades. Ele contamina os rios, espalha doenças e impede o acesso à saúde e à alimentação. O resultado é a violação sistemática dos direitos da infância Yanomami”, afirma o estudo. Com apoio da Hutukara Associação Yanomami (HAY) e da Urihi Associação Yanomami, o estudo foi realizado pelos antropólogos Ana Maria Machado e Marcelo Moura. A publicação é uma iniciativa da área de Mudança Social e de Comportamento (SBC) e da Coordenadoria para Assuntos Indígenas do UNICEF Brasil, com financiamento da União Europeia, por meio do Departamento de Proteção Civil e Ajuda Humanitária (ECHO). O g1 procurou a Casa Civil, Ministério da Saúde e a Casa de Governo, órgão especializado no combate à crise Yanomami, e aguarda resposta. Abusos e violências contra jovens e crianças Jovens da região do Xite, na Terra Yanomami, com armas de fogo Reprodução/Condisi-YY Além da saúde, o relatório aponta impactos sociais graves. O avanço da mineração ilegal provoca aumento do consumo de álcool, distribuição de armas e conflitos internos, deixando crianças e jovens em situação de vulnerabilidade extrema. Há registros de exploração sexual e aliciamento de adolescentes, especialmente meninas, nas áreas dominadas por garimpeiros. Organizações como o Ministério Público Federal, o Conselho Distrital de Saúde Yanomami (Condisi), a Hutukara Associação Yanomami e a Wanasseduume Associação Ye’kwana reforçam que o avanço do garimpo é um dos principais fatores que agravam a desnutrição e a desestruturação social, econômica e sanitária das comunidades. Segundo eles, o problema não é a completa falta de alimentos, mas sim a interrupção do acesso e da produção local causada pelo garimpo. Recomendações do estudo Além de apontar as problemáticas levadas pelo garimpo, o estudo também apresenta recomendações, incluindo: Fortalecer políticas públicas específicas e diferenciadas para os povos Yanomami. Combater o garimpo ilegal e garantir a proteção territorial como condição básica para a sobrevivência e preservação cultural. Reconhecer e apoiar organizações indígenas, garantindo diálogo com associações que elaboraram o Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA). Escutar crianças e jovens, oferecendo acesso a novos conhecimentos e tecnologias como ferramentas para defesa de seus direitos e dignidade. Crises persiste no maior território indígena do Brasil Infográfico - Garimpo ilegal ativo na Terra Yanomami Arte/g1 Apesar das operações do governo federal, que apontam redução de áreas de garimpo e aumento de profissionais de saúde, as comunidades continuam enfrentando precariedade no atendimento, falta de medicamentos, estrutura insuficiente e dificuldade de acesso a hospitais, com relatos de mortes evitáveis e crianças em situação crítica de desnutrição. As lideranças reivindicam ações permanentes, fiscalização de financiadores e integração da medicina tradicional com o sistema público de saúde. O dossiê entregue à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) aponta falhas graves na resposta à contaminação por mercúrio, com poucas triagens e tratamento limitado aos indígenas, além de alerta sobre a presença constante de pistas clandestinas e aviões que abastecem os invasores. Especialistas destacam que o garimpo ilegal é sustentado por uma rede econômica complexa, que vai muito além dos trabalhadores na ponta, e que a dificuldade maior não é retirar os invasores, mas impedir seu retorno. A situação da Terra Yanomami reflete problemas históricos e estruturais mais amplos: desde a década de 1970, o garimpo se consolidou como uma atividade econômica e cultural na região, gerando violência, destruição ambiental e dependência das comunidades em relação aos invasores. Menina Yanomami com desnutrição grave recebe tratamento no Hospital da Criança, em Boa Vista Caíque Rodrigues/g1 RR Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: tecnologiavulnerabilidade

PF investiga suspeito de se aproximar de famílias em vulnerabilidade para abusar de crianças

Publicado em: 15/10/2025 10:53

Mandados foram cumpridos no RN, no Ceará e na Paraíba PF/Divulgação A Polícia Federal no Rio Grande do Norte investiga um homem que se aproximava de mulheres em vulnerabilidade social e com filhas pequenas para ter acesso às crianças. Pelo menos oito menores podem ter sido vítimas do suspeito. Segundo a PF, cinco já foram identificadas. A PF deflagrou nesta quarta-feira (15) a segunda fase da Operação Saman, com o objetivo de apurar crimes de armazenamento e compartilhamento de material contendo abuso sexual infantojuvenil. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp A investigação é conduzida pela Delegacia de Mossoró. De acordo com a corporação, o principal investigado também utilizava diversas contas para aliciar menores e induzi-las à produção e envio de imagens com conteúdo ilícito. Em alguns casos, as mães das vítimas facilitaram o contato com o suspeito e chegaram a enviar imagens das crianças em troca de ajuda financeira. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva nas cidades de Alhandra e Pitimbu (PB), Acaraú e Paracuru (CE) e Baraúnas, no RN. Segundo a PF, a prisão ocorreu na Paraíba. No entanto, a corporação não confirmou ao g1 se o preso é o homem apontado como principal investigado por abusos. A PF ainda fez um alerta aos pais e aos responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, para protege-los dos riscos de abusos sexuais. "Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades online dos jovens são medidas essenciais de proteção", informou a corporação. Ainda orientou os pais a ficarem atentos a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou segredo em relação ao uso do celular e do computador.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Propaganda enganosa, censura e mais de 120 mil reclamações: entenda processo envolvendo WePink, empresa de Virginia

Publicado em: 15/10/2025 07:24

MP quer que empresa de Virginia pague indenização de R$ 5 milhões Com faturamento anual de R$ 750 milhões e quase 5 milhões de seguidores no Instagram, a WePink, empresa da influenciadora Virginia Fonseca, é alvo de um processo judicial ajuizado pelo Ministério Público e pelo Procon Goiás. Entre os principais motivos estão supostas práticas abusivas contra consumidores, como propaganda enganosa, problemas na entrega resultando em centenas de reclamações no estado, além de milhares no Brasil, e até censura. A companhia já foi autuada mais de uma vez pelo Procon por atraso e falta de entrega dos produtos e, ainda, recusa de reembolso para os consumidores que cancelam as compras e pedem o dinheiro de volta. Devido às ações reiteradas, o MP pede que a empresa pague uma indenização coletiva, de R$ 5 milhões, por práticas abusivas contra os consumidores, além de uma individual, com valor a ser definido durante o processo. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp WePink: MP diz que situação é agravada pelo uso da imagem de Virginia porque milhares de seguidores confiam em sua recomendação Reprodução/Instagram da WePink LEIA TAMBÉM WePink: MP quer que empresa de Virginia pague indenização de R$ 5 milhões por práticas abusivas contra consumidores Empresa de Virginia deve oferecer atendimento humano e não apenas por robôs, determina liminar Caso WePink: Empresa de Virginia diz que terceiriza trocas e reembolsos e que envios são automatizados, diz liminar Ao se manifestar diante do pedido de liminar do MP para que a empresa fosse proibida de fazer lives, o que foi concedido pela Justiça, a WePink afirma que terceiriza as trocas e reembolsos e faz envios automatizados. O g1 entrou em contato com a defesa da empresa nesta quarta-feira (15) e na terça-feira (14), mas não obteve resposta. Na sexta (7), o advogado Felipe de Paula informou que a WePink ainda não havia sido citada legalmente e que a empresa não iria manifestar até ser citada. Veja abaixo os principais pontos envolvendo o processo contra a empresa da influenciadora. Propaganda enganosa O promotor de Justiça de Goiás, Élvio Vicente da Silva, afirma que um dos problemas da empresa é a propaganda enganosa. Ele destaca que consumidores também denunciaram a falta de entrega de produtos pagos, dificuldades na hora de solicitar o reembolso e um péssimo atendimento pós-venda. Na ação conjunta com o Procon, o MP diz que a estratégia de "flash sales" (ofertas-relâmpago) da empresa nas redes sociais criou um senso artificial de urgência, induzindo à compra impulsiva e explorando a vulnerabilidade psicológica das pessoas. O Ministério Público enfatizou, ainda, que a situação é agravada pelo uso da imagem da influenciadora, uma vez que milhares de seguidores confiam em sua recomendação. 120 mil reclamações Segundo o processo, em 2025 foram registradas 30 mil reclamações contra a empresa no site RECLAMEAQUI até a data da ação. No ano passado, foram 90 mil queixas. O texto também destaca que o número total pode chegar a 300 mil consumidores, considerando aqueles que não reclamaram oficialmente. Só no Procon Goiás, foram cerca de 340 reclamações entre 2024 e 2025. Em nota, a empresa alega, porém, que hoje não sofre mais com atrasos frequentes e que uma prova disso é a sua nota 8.1 na plataforma RECLAMEAQUI, na qual possui um índice de 93% de resolução das reclamações. Censura Outra prática recorrente da empresa, segundo o promotor, é a censura contra consumidores, por meio da exclusão de comentários negativos nas redes sociais. Soma-se a isso a dificuldade que os clientes têm para entrar em contato com a central de atendimento da empresa, em função do atendimento automatizado. Em função disso, a Justiça determinou, na liminar, que a WePink deverá oferecer atendimento humano aos clientes. Dessa forma, o sistema não poderá ser automatizado, somente com robôs respondendo aos comandos. Além disso, o sistema deverá estar disponível em múltiplos canais e obrigatoriamente por telefone. O processo O processo contra a WePink tramita na 14ª Vara Cível e Ambiental do Tribunal de Justiça de Goiás. A medida liminar (decisão provisória), adotada no caso, foi concedida pela Justiça no dia 10 de outubro, a pedido do Ministério Público, autor da ação. O MP argumentou que uma possível demora da decisão poderia causar mais prejuízos aos consumidores. Um dos argumentos do MP para embasar a urgência foi um vídeo de um dos sócios de Virgínia Fonseca na WePink, Thiago Stabile, em que ele diz que a alta demanda causou problemas de abastecimento. A liminar porém, não significa que o processo está encerrado ou não há chance de reversão da decisão. O mérito da ação, ou seja, todo o caso envolvendo a WePink, ainda será julgado pela Justiça. O g1 entrou em contato com o advogado da empresa nesta quarta-feira (15), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

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VÍDEO: Mãe suspeita de matar filha de 2 meses aparece com bebê em bar horas antes da morte

Publicado em: 15/10/2025 06:01

Mãe suspeita de matar filha de 2 meses aparece com bebê em bar horas antes da morte Um vídeo mostra Renata Pereira dos Santos, de 26 anos — suspeita de matar a própria filha Melinda Sofia Conceição dos Santos, de quase 2 meses — com a bebê no colo em um bar de Boa Vista, horas antes de a criança ser encontrada morta no apartamento da família. Renata e o pai, Halisson Conceição dos Santos, de 36, estão presos por homicídio qualificado pela morte de Melinda. As imagens foram gravadas por uma testemunha por volta das 10h30 de domingo (12). Melinda foi encontrada morta com hematomas em um apartamento no bairro Jardim Equatorial, zona Oeste de Boa Vista na manhã da segunda-feira (13). No vídeo, Renata aparece com a criança no colo enquanto briga com a testemunha. Ela então começou a filmá-la ao ver que ela estava bebendo em um bar com a bebê. O g1 tenta contato com a defesa de Renata e de Halisson. LEIA TAMBÉM: Mãe ameaçou matar filha de 2 meses em mensagens e Justiça mantém prisão dos pais por homicídio Mãe é presa após filha de menos de 2 meses ser encontrada morta em apartamento com hematomas Pais de bebê de 2 meses encontrada morta foram expulsos de apartamento por brigas, diz vizinha Pais de bebê de menos 2 meses encontrada morta com hematomas são autuados por homicídio qualificado Em vários trechos, a mãe expõe a menina à câmera — segurando-a e encorajando que a outra pessoa “poste” imagens ou grave a cena. Suspeita de matar a própria filha aparece bom o bebê em bar horas antes da morte Reprodução/Portal Raniely Carvalho Em outro momento ela afirma que o pai de Melinda é advogado e por isso ela não tem medo de expor a criança. Halisson é churrasqueiro. "Para tu ver, o tanto que eu sou doida, porque se eu fosse normal, aonde que eu ia expor minha filha, desse jeito... eu não ia expor, mas eu sou tão doida que eu exponho mesmo", afirma Renata enquanto briga. Mesmo aparecendo com a criança no colo, Renata afirmou no depoimento que não saiu com a criança e que a deixou em casa com o pai. Presos por homicídio qualificado Renata Ferreira dos Santos, de 26 anos, e Halisson Conceição dos Santos, de 36, suspeitos de matar a filha Melinda Sofia Conceição dos Santos, de menos de 2 meses. Reprodução A Justiça de Roraima decretou a prisão preventiva do casal Renata e Halisson por homicídio qualificado. O juiz levou em consideração que Renata enviou mensagens a Halisson ameaçando matar a própria filha. O casal foi preso em flagrante pela Delegacia-Geral de Homicídios (DGH) e é investigado por homicídio qualificado com quatro agravantes, entre elas motivo torpe, motivo fútil, meio que dificultou a defesa da vítima e homicídio praticado contra menor de 14 anos por ascendente. Na decisão, o magistrado destacou que o caso apresenta “risco real e atual à ordem pública” e que a conduta do casal “reforça a necessidade de segregação cautelar”. Segundo o documento, as versões dos dois são contraditórias, e há mensagens de texto nas quais a mãe teria dito que mataria a filha, sem que o pai tomasse qualquer providência. "As versões apresentadas por ambos são contraditórias, sendo que um aponta o outro como o responsável pelo resultado morte. Contudo, há mensagens de texto através da qual Renata fala de forma expressa que irá matar a infante, sendo que Halisson não age com a devida providência para evitar referido resultado", destacou o juiz na decisão. Conforme o delegado João Evangelista, diretor em exercício do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e titular da Delegacia-Geral de Homicídios (DGH), o casal foi inicialmente apresentado pela Polícia Militar no Plantão Central I e, depois, encaminhado à DGH, onde as diligências foram conduzidas. O delegado informou que as investigações apontam que o relacionamento entre os dois era marcado por brigas constantes e episódios de violência. Há indícios de que a criança vivia em situação de vulnerabilidade desde o nascimento. “Na madrugada em que o crime ocorreu, o casal teria ingerido bebida alcoólica e se envolvido em uma nova discussão, o que pode ter sido o estopim para o delito”, explicou o delegado. O casal, de acordo com vizinhos, havia sido expulso do apartamento onde viviam há 3 meses pelos donos da vila por causa de "brigas constantes". O caso Melinda Sofia Conceição dos Santos tinha menos de 2 meses e foi encontrada morta Caíque Rodrigues/g1 RR e Arquivo Pessoal Cerca de duas horas depois, o homem teria voltado ao local, jogado a chave na direção dela e dito para ir cuidar da criança. A mulher permaneceu no bar e só retornou mais tarde, acompanhada de um amigo de 24 anos, quando encontrou a bebê sem vida no quarto. A Delegacia Geral de Homicídios (DGH) e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para o local. O corpo da menina foi encaminhado para exame de necropsia, que deve apontar a causa da morte. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Roraima. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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'Professores da educação infantil fazem o trabalho mais importante da sociedade, mas são desvalorizados', diz pesquisadora de Harvard

Publicado em: 15/10/2025 03:01

'Professores da educação infantil fazem o trabalho mais importante da sociedade' “Ser levada a sério é o maior desafio.” É assim que Elisangela Lima, de 47 anos, define seu principal obstáculo como professora de educação infantil no Brasil. Ela trabalha em uma creche pública conveniada à prefeitura de São Paulo: são 10 horas por dia dedicadas a uma turma de 25 crianças (de 3 e 4 anos). “A maioria das pessoas acha que é só cuidar e brincar. E não é assim — exige formação e planejamento. Estamos formando cidadãos”, afirma. 👩‍🏫Neste 15 de outubro, Dia dos Professores, o g1 explica por que os docentes dessa etapa desempenham uma função tão relevante para o país — e como, ainda assim, não são reconhecidos. Em entrevista à reportagem, Dana McCoy, professora da Universidade Harvard e co-presidente do Programa de Desenvolvimento Humano e Educação (HDE) da instituição americana, reforça que a tendência mundial ainda é esta: desvalorizar os profissionais de creches (instituições para bebês de 0 a 3 anos) e pré-escolas (4 e 5 anos). Unidade de Educação Infantil na cidade de SP Reprodução/Prefeitura de São Paulo “Eu ficaria feliz se pelo menos recebessem o mesmo que os outros professores”, afirma ela, que esteve em São Paulo neste mês para o Simpósio Internacional de Educação Infantil da Fundação Bracel. “Eles não só ensinam leitura e matemática, mas também ajudam a desenvolver o ‘todo’ da criança: auxiliam na regulação emocional, nas relações sociais, no cuidado físico.” McCoy diz que eles não têm um status compatível com o impacto que são capazes de produzir. “Fazem o trabalho mais importante de toda a sociedade. O futuro econômico e a capacidade de inovação nascem nas creches e pré-escolas, porque é lá que as habilidades fundamentais serão desenvolvidas”, afirma. Dana McCoy é professora de Harvard e estuda sobre a primeira infância Divulgação Veja 4 fatores que demonstram o peso da fase escolar inicial: 🧠Os primeiros anos de vida são os mais importantes para o aprimoramento do sistema neurológico. Experiências educativas nessa etapa estimulam áreas do cérebro responsáveis por linguagem, raciocínio lógico e criatividade. 👶A interação com outras crianças em ambientes educativos favorece o desenvolvimento de habilidades sociais, como empatia, cooperação e resolução de conflitos. 📉O acesso à educação infantil de qualidade ajuda a diminuir disparidades socioeconômicas: reduz em 65% o risco de um indivíduo cometer crimes violentos no futuro e em 20% a probabilidade de não ter um trabalho (de acordo com estudo de Sneha, Garcia, Hojman e Heckman, de 2016). 💪Ambientes estimulantes e acolhedores contribuem para a formação de autoestima, autonomia e segurança emocional dos alunos. Em resumo: programas de educação infantil melhoram os resultados dos alunos não só em aprendizado e em habilidades acadêmicas, mas também em bem-estar emocional, saúde física, autonomia e desenvolvimento motor. “Os investimentos que fazemos em políticas e programas voltados para a primeira infância têm maior retorno do que em qualquer outro período da vida. Claro que nunca é tarde para investir, mas, se quisermos ter o maior benefício possível para cada dólar investido, esse é o momento ideal”, explica a professora de Harvard. 'Algumas crianças só se alimentam na escola' Elisangela é professora em escola de educação infantil pública Arquivo pessoal Nos casos de alunos que vivem em contextos de vulnerabilidade, a escola acaba assumindo funções que inicialmente nem seriam atribuídas a ela. Um exemplo básico: o mais importante para uma criança nos primeiros anos de vida é ter uma relação forte e afetiva com um adulto que realmente se importe com ela. Se não houver essa possibilidade na família, é o professor que acaba assumindo o papel, por mais sobrecarregado que já esteja. “Caso seja uma educação infantil de alta qualidade, com um professor dedicado e afetuoso, isso pode proteger alguém dos impactos negativos e das adversidades vividas em casa”, afirma McCoy, de Harvard. Elisangela, professora citada no início da reportagem, conta que, na sua turma de 25 alunos, há três com deficiência. Um deles, com paralisia cerebral, ainda está na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) para ter acesso a terapias. “Enquanto a aprovação não sai, a gente tenta desenvolvê-lo com o que tem aqui dentro da escola”, diz Elisangela, citada no início da reportagem. “Há também crianças que só se alimentam aqui dentro. Eu sei que algumas delas precisam da creche também para isso.” O que falta aos professores? Dana McCoy divide as necessidades dos docentes em dois aspectos: 🔴Níveis básicos de segurança e de estrutura: por quantas crianças cada professor é responsável? Há acesso a brinquedos, livros, água potável e banheiros infantis? O ambiente é seguro e estimulante? No Brasil, apenas 35% das escolas públicas de educação infantil têm área verde. Nem metade (41%) disponibiliza parquinho, e 30% não possuem material pedagógico específico para crianças, segundo microdados do Censo Escolar da Educação Básica, formulado pelo Inep e analisado pela ONG Todos Pela Educação. 🔴Qualidade processual: a remuneração é compatível com a função desempenhada pelos professores? Eles estão sobrecarregados emocionalmente ou recebem cuidados? Os currículos são completos? Todos receberam a formação adequada? “Precisamos oferecer condições para que eles próprios estejam bem. Só assim poderão fazer esse trabalho essencial de cuidar e interagir com as crianças”, diz Dana McCoy. Segundo ela, houve, historicamente, uma tendência nas políticas públicas e nas pesquisas sobre educação infantil de focar apenas na criança — e de ver no educador alguém que apenas transmite conteúdos, “como se ele não fosse um ser humano, mas um ‘agente de entrega’”. “Isso está começando a mudar”, diz. ➡️Entre os avanços, especificamente no Brasil, estão a instituição da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) com diretrizes sobre a creche e a pré-escola, e a instituição de um piso salarial nacional para todos os professores. Mas nem sempre os documentos e decisões públicas são respeitados no dia a dia. No caso da remuneração, como os responsáveis pelo pagamento são as redes de ensino, cada estado e município oficializa seus valores. Segundo pesquisa do QueroBolsa, professores de educação infantil recebem, em média, R$ 2.604,57, bem abaixo do piso (R$ 4.867,77, para a jornada de 40 horas semanais). 🔽A sociedade tende a subvalorizar o trabalho de cuidado de crianças pequenas. “Historicamente, isso foi visto como responsabilidade das famílias, especialmente das mães, que faziam esse trabalho sem apoio social e sem remuneração. Há, portanto, uma dimensão de gênero muito forte”, diz McCoy. No Brasil, as mulheres representam 97% dos professores de creche e 94% dos de pré-escola. Formação frágil dos pedagogos agrava o quadro ✏️No Brasil, outro obstáculo é a qualidade na formação dos professores. Na creche, dos 373.181 docentes, 19% estudaram até o ensino fundamental ou médio, sem faculdade. A situação é parecida na pré-escola, em que, dos 366.042 professores, 17% não têm graduação. E, mesmo no caso daqueles que cursaram pedagogia, existe outro problema: a baixa qualidade dos cursos oferecidos, principalmente à distância. “Estudos que avaliaram os currículos dos cursos de pedagogia mostram que eles não estão tão voltados para a educação infantil. Quando essas disciplinas existem, são muito teóricas e pouco voltadas para a prática docente”, diz Abuchaim, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. “O professor acaba não tendo uma formação inicial que realmente o prepare para o que encontrará em sala de aula.” Veja questões que os professores enfrentam na educação infantil e que requerem a formação em pedagogia, e não apenas "instinto" ou "improviso": saber colocar intencionalidade educativa nas brincadeiras e no convívio entre todos, para que mais habilidades sejam desenvolvidas; conhecer os objetivos da etapa de ensino e conseguir organizar o processo escolar para dar conta de todos esses eixos. conseguir elaborar atividades adequadas à idade de cada criança e aos objetivos de aprendizagem a serem atingidos; fazer uma observação sistemática de cada aluno, para monitorar o desenvolvimento dele; saber rever o próprio trabalho e, quando necessário, mudar a estratégia pedagógica. É um ciclo: quanto mais atrativa for a carreira, mais bem preparados estarão os professores. E quanto mais qualificados eles forem, melhor será a educação oferecida às crianças — especialmente nas regiões mais vulneráveis. Vídeos de Educação Por que o alto nº de professores temporários é ruim para o Brasil? Censo Escolar mostra precarização dos professores e descumprimento de meta nas creches

Palavras-chave: vulnerabilidade

Prefeitura fortalece trabalho de assistência social em Atibaia

Publicado em: 14/10/2025 18:26

A Prefeitura de Atibaia vem, desde janeiro, fortalecendo as ações de assistência social no município. Com o reforço das equipes de abordagem social, a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social intensificou a identificação e o encaminhamento de pessoas em situação de rua aos serviços de acolhimento, ampliando o acesso aos serviços especializados, como o Centro POP. Como resultado desse trabalho integrado, a cidade registrou uma redução de 46% no número de pessoas em situação de rua. A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social oferece acolhimento e acompanhamento especializado, com o objetivo de promover a reintegração social e o fortalecimento da cidadania, assegurando o acesso a direitos e a oportunidades que favorecem a superação da vulnerabilidade social. No Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), o atendimento é pautado pelo acolhimento humanizado e pela escuta qualificada. As equipes técnicas realizam o acompanhamento dos atendidos, além de realizarem encaminhamentos para a rede pública de serviços, garantindo o acesso a benefícios socioassistenciais, saúde, educação, qualificação profissional e moradia. O equipamento também oferece estrutura para o atendimento das necessidades básicas, como espaço para higiene pessoal, guarda de pertences, lavagem de roupas, alimentação e descanso. São promovidas ainda atividades socioeducativas e de convivência, com rodas de conversa, oficinas e ações voltadas ao exercício da cidadania e ao fortalecimento de vínculos comunitários. Outro eixo fundamental de atuação é o apoio na obtenção de documentos pessoais – como RG, CPF e título de eleitor – e a articulação com serviços de acolhimento institucional para aqueles que desejam deixar as ruas. Por meio do trabalho intersetorial e da integração com diferentes políticas públicas, o Centro POP busca promover autonomia e inserção social, contribuindo para que cada pessoa atendida possa reconstruir sua trajetória de vida com dignidade. As ações conjuntas da Prefeitura têm garantido um atendimento cada vez mais humanizado, promovendo não apenas a redução quantitativa da população em situação de rua, mas também a melhoria qualitativa da resposta assistencial oferecida em Atibaia.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Quatro escolas de Atibaia recebem Prêmio de Excelência Educacional do Estado

Publicado em: 14/10/2025 18:25

Quatro escolas da rede municipal de ensino de Atibaia foram contempladas, no dia 1º de outubro, com o Prêmio Excelência Educacional, concedido pelo Programa Alfabetiza Juntos SP, do Governo do Estado de São Paulo. A cerimônia de premiação foi realizada no Teatro Carlos Gomes, em Bragança Paulista, e reconheceu as escolas municipais que alcançaram as metas estabelecidas na avaliação do Saresp 2024 (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo). As escolas premiadas foram: EM Dr. José Aparecido Ferreira Franco EM Professora Maria Helena Faria Ferraz EM Therezinha do Menino Jesus Silveira Campos Sirera EM Walda Paolinetti Lozasso O reconhecimento é resultado direto das políticas públicas implementadas pela Secretaria Municipal de Educação de Atibaia, voltadas à melhoria contínua da qualidade do ensino e à garantia da alfabetização na idade certa. A premiação reflete o comprometimento de toda a rede municipal: gestores, professores, equipes pedagógicas e alunos, com a aprendizagem. Para os estudantes, representa uma alfabetização mais consistente e significativa; para os educadores, é o reconhecimento das práticas pedagógicas eficazes e do empenho coletivo em prol da educação pública de qualidade. Iniciativas que contribuíram para a conquista: - Parceria com o Programa Alfabetiza Juntos SP, em colaboração com o Governo do Estado; - Projetos Ler e Escrever e Fonte do Saber, voltados ao enriquecimento curricular; - Formação continuada dos profissionais da educação; - Monitoramento e intervenção pedagógica, com a criação de um grupo específico para acompanhar e apoiar alunos dos anos iniciais. O Prêmio Excelência Educacional faz parte do programa Alfabetiza Juntos SP, iniciativa da Secretaria Estadual da Educação em parceria com os municípios, que visa garantir a alfabetização de todas as crianças até o final do 2º ano do Ensino Fundamental. Os resultados são avaliados pelo Saresp e pelo Índice de Excelência Educacional (IEE), que considera não apenas o desempenho acadêmico, mas também fatores como vulnerabilidade social e evolução das escolas. Além do reconhecimento simbólico, as escolas contempladas receberam placas de honra ao mérito e um incentivo financeiro de R$ 100 por aluno matriculado, recurso que poderá ser aplicado em projetos pedagógicos, capacitação docente e melhorias na infraestrutura escolar.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Ação da Defensoria revela cenário de fome e insalubridade em abrigos de Belém a menos de um mês da COP 30

Publicado em: 14/10/2025 16:33

Defensoria Pública denuncia precariedade em abrigos de Belém e cobra medidas da prefeitura A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE) ajuizou uma ação civil pública contra a Prefeitura de Belém e a Fundação Papa João XXIII (Funpapa), responsável pela gestão da assistência social no município. A denúncia aponta a existência de banheiros sem portas, falta de comida e água imprópria para consumo nos abrigos de Belém, onde vivem refugiados, crianças e adolescentes, a menos de um mês da realização da COP 30. Um vídeo mostra a situação dos banheiros, sem portas e em condições insalubres na unidade do bairro do Tapanã - (veja no vídeo acima). O g1 entrou em contato com a prefeitura de Belém e a Funpapa pedindo um posicionamento sobre o caso, mas ainda não obteve retorno até a última atualização da reportagem. De acordo com a ação do Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente (NAECA), os espaços fazem parte da rede de proteção de alta complexidade do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), e têm como objetivo assegurar a proteção integral de crianças e adolescentes privados da convivência familiar. Eles atendem menores que, por decisão judicial ou administrativa, precisam se afastar do núcleo familiar de forma excepcional e provisória, diante de situações de risco, violência, negligência, abandono ou grave vulnerabilidade social. O documento aponta que, de acordo com dados da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), cerca de 270 pessoas vivem nesses locais, todos em condição de extrema vulnerabilidade. A Defensoria alerta que a função protetiva dessas instituições vem sendo comprometida pela descontinuidade contratual e pela ineficiência administrativa do município. Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Irregularidades na alimentação e higiene Alimentação irregular servida nas casas de acolhimento em Belém DPE De acordo com a Defensoria, a nova gestão da Fundação desativou as cozinhas que antes funcionavam nos espaços de acolhimento e passou a contratar os serviços de uma empresa privada, responsável pelo fornecimento das refeições. Contudo, as marmitas encaminhadas pela empresa têm apresentado graves irregularidades e defeitos, comprometendo a qualidade da alimentação oferecida às crianças e adolescentes acolhidos. Entre as irregularidades apontadas pela Defensoria estão: Ausência de vigilantes nos serviços da Fundação; Fornecimento exclusivo das refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) em quentinhas, com pouca quantidade de proteína; Ausência de lanches matinais e vespertinos, sendo que os lanches oferecidos são irregulares e limitados a bolachas, sem itens básicos como leite, suco e café; Condições insalubres nos espaços, além de quantidade insuficiente de materiais de limpeza (faltam sabão em pó, álcool, desinfetante, água sanitária e esponjas); Fornecimento insuficiente de itens de higiene pessoal para crianças e adolescentes, como shampoo, condicionador e desodorante. CRAS e CREAS sem fornecimento de lanches para atividades coletivas e sem apoio alimentar adequado às famílias vulneráveis, com denúncias de moradores sobre a necessidade de chegar de madrugada para conseguir atendimento nos CRAS. Espaços de acolhimento afetados Espaço destinado a indígenas venezuelanos da etnia Warao DPE No documento, a Defensoria Pública do Pará, aponta também os espaços de acolhimentos afetados pela escassez de alimentos, materiais de higiene e problemas estruturais. São eles: SAI Tapanã: destinado a indígenas venezuelanos da etnia Warao; SAIF 1: acolhe pessoas em situação de rua do sexo masculino, com idade entre 18 e 59 anos; SAIF 2: destinado a pessoas e grupos familiares em situação de rua; SAICA: Recomeçar: espaço para crianças e adolescentes de 7 a 12 anos, de ambos os sexos; SAICA: Esperança: acolhe adolescentes de 12 a 18 anos do sexo masculino; SAICA: Dulce Accioli: destinado a adolescentes de 12 a 18 anos do sexo feminino; CAERD: Emanuelle Rendeiro Diniz: espaço para mulheres vítimas de violência doméstica sob risco de morte. Medidas solicitadas pela Defensoria Pública De acordo com a DPE, diante da situação de grave violação de direitos, uma das determinações solicitadas na ação é a retomada imediata da oferta contínua de refeições adequadas e de materiais de higiene e limpeza nos serviços de acolhimento vinculados à CPSEAC. O pedido prevê que, no prazo máximo de 10 dias, sejam disponibilizadas pelo menos seis refeições diárias nutricionalmente adequadas e seguras, além de materiais básicos de higiene pessoal e de limpeza, especialmente destinados às crianças e adolescentes atendidos nos espaços. Além da retomada imediata da oferta de refeições e materiais de higiene, a Defensoria Pública do Pará pede que a prefeitura de Belém e a FUNPAPA adotem medidas orçamentárias, administrativas e operacionais para garantir a continuidade desse fornecimento nos serviços de acolhimento vinculados à Coordenação de Proteção Social Especial de Alta Complexidade (CPSEAC), com atenção especial às crianças e adolescentes. O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 10 mil, a ser revertida ao Fundo Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente ou outro destino definido pela Justiça. O órgão também solicita que qualquer interrupção ou descontinuidade no fornecimento de refeições só pode ocorrer mediante decisão prévia e justificada em processo administrativo transparente, com ampla participação do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional ou entidade equivalente. O descumprimento dessas regras acarretaria multa e responsabilização por desvio de finalidade. Para o Espaço de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias Indígenas Warao, a Defensoria pede medidas específicas, como substituição dos bebedouros quebrados, oferta de água potável, reabertura da sala de informática e espaço lúdico, instalação de portas nos banheiros coletivos, conserto da fossa, castração dos cachorros e reestruturação da equipe técnica. Preparação para a COP 30 preocupa Defensoria A Defensoria também apontou que em maio deste ano, encaminhou um ofício ao presidente da Funpapa questionando o planejamento das unidades de acolhimento para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30). Na ocasião, a equipe técnica informou que não existia um plano especial para acolhimentos de emergência durante o evento. O órgão destacou a necessidade de ampliar vagas nos espaços de acolhimento, criar fluxos de contato com autoridades de consulados e embaixadas, e garantir serviços de tradução, assegurando a assistência consular. Também foram solicitadas informações sobre os planos da Fundação para atender crianças e adolescentes que precisarem de acolhimento institucional durante a COP 30, mas, segundo a Defensoria, o pedido foi ignorado. Diante das irregularidades e da falta de resposta, a Defensoria alerta que, enquanto o mundo volta sua atenção para a Amazônia durante a COP-30, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade no Pará continuam enfrentando a falta de estrutura nos serviços de acolhimento. Espaço destinado a indígenas venezuelanos da etnia Warao DPE Vídeos com as principais notícias do Pará

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Mãe ameaçou matar filha de 2 meses em mensagens e Justiça mantém prisão dos pais por homicídio

Publicado em: 14/10/2025 16:20

Renata Ferreira dos Santos, de 26 anos, e Halisson Conceição dos Santos, de 36, suspeitos de matar a filha Melinda Sofia Conceição dos Santos, de menos de 2 meses. Reprodução A Justiça de Roraima manteve a prisão do casal Renata Ferreira dos Santos, de 26 anos, e Halisson Conceição dos Santos, de 36, suspeitos de matar a filha Melinda Sofia Conceição dos Santos, de menos de 2 meses. O juiz levou em consideração que Renata enviou mensagens à Halisson ameaçando matar a própria filha. Melinda foi encontrada morta com hematomas em um apartamento no bairro Jardim Equatorial, zona Oeste de Boa Vista. A decisão foi tomada nesta terça-feira (14) durante audiência de custódia. O g1 teve acesso com exclusividade à decisão assinada pelo juiz plantonista Renato Albuquerque. O casal foi preso em flagrante pela Delegacia-Geral de Homicídios (DGH) e são investigados por homicídio qualificado com quatro agravantes, entre elas motivo torpe, motivo fútil, meio que dificultou a defesa da vítima e homicídio praticado contra menor de 14 anos por ascendente. A reportagem tenta contato com a defesa de Renata e da Halisson. LEIA TAMBÉM: Mãe é presa após filha de menos de 2 meses ser encontrada morta em apartamento com hematomas Pais de bebê de 2 meses encontrada morta foram expulsos de apartamento por brigas, diz vizinha Pais de bebê de menos 2 meses encontrada morta com hematomas são autuados por homicídio qualificado Na decisão, o magistrado destacou que o caso apresenta “risco real e atual à ordem pública” e que a conduta do casal “reforça a necessidade de segregação cautelar”. Segundo o documento, as versões dos dois são contraditórias, e há mensagens de texto nas quais a mãe teria dito que mataria a filha, sem que o pai tomasse qualquer providência. "As versões apresentadas por ambos são contraditórias, sendo que um aponta o outro como o responsável pelo resultado morte. Contudo, há mensagens de texto através da qual Renata fala de forma expressa que irá matar a infante, sendo que Halisson não age com a devida providência para evitar referido resultado", destacou o juiz na decisão. O juiz também destacou que Halisson não agiu para evitar que Melinda fosse morta e afirmou que o fato de ambos estarem ingerindo bebidas alcoólicas mesmo na presença de um bebê de meses de idade. "O cenário é de família em conflito, notadamente com ambos ingerindo bebida alcoólica antes de a criança ser encontrada sem vida e com sinais/marcas que apontam para morte não natural, portanto, repise-se, crime extremamente grave", consta no documento. Brigas e histórico de violência Conforme o delegado João Evangelista, diretor em exercício do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e titular da Delegacia-Geral de Homicídios (DGH), o casal foi inicialmente apresentado pela Polícia Militar no Plantão Central I e, depois, encaminhado à DGH, onde as diligências foram conduzidas. O delegado informou que as investigações apontam que o relacionamento entre os dois era marcado por brigas constantes e episódios de violência. Há indícios de que a criança vivia em situação de vulnerabilidade desde o nascimento. “Na madrugada em que o crime ocorreu, o casal teria ingerido bebida alcoólica e se envolvido em uma nova discussão, o que pode ter sido o estopim para o delito”, explicou o delegado. O casal, de acordo com vizinhos, havia sido expulso do apartamento onde viviam há 3 meses pelos donos da vila por causa de "brigas constantes". O caso Melinda Sofia Conceição dos Santos tinha menos de 2 meses e foi encontrada morta Caíque Rodrigues/g1 RR e Arquivo Pessoal Segundo a Polícia Militar, a mãe relatou que, por volta das 4h da manhã, deixou a filha sozinha em casa para ir comprar absorventes. Depois, foi até uma distribuidora de bebidas onde estava o pai da bebê. Ela disse que entregou a chave do apartamento a ele, afirmando que era a vez dele cuidar da filha. Cerca de duas horas depois, o homem teria voltado ao local, jogado a chave na direção dela e dito para ir cuidar da criança. A mulher permaneceu no bar e só retornou mais tarde, acompanhada de um amigo de 24 anos, quando encontrou a bebê sem vida no quarto. A Delegacia Geral de Homicídios (DGH) e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para o local. O corpo da menina foi encaminhado para exame de necropsia, que deve apontar a causa da morte. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Roraima. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima. Veja os vídeos que estão em alta no g1

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Pais de criança de menos 2 meses encontrada morta com hematomas são autuados por homicídio qualificado

Publicado em: 14/10/2025 12:40

A PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DGH (Delegacia-Geral de Homicídios), autuou em flagrante, na tarde desta segunda-feira, dia 13, os pais da criança M. S. C. S., de apenas dois meses de idade. O casal H. C. S., de 36 anos, e R. P. S., de 26 anos, foi enquadrado nos crimes de homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe; homicídio qualificado por motivo fútil; homicídio qualificado por meio que dificultou a defesa da vítima; e homicídio contra menor de 14 anos praticado por ascendente ou pessoa com autoridade sobre ela, todos previstos no artigo 121 do Código Penal Brasileiro, com qualificadoras de natureza hedionda. A criança foi encontrada morta ontem, em cima de uma cama, no bairro Jardim Equatorial, onde morava com a mãe. De acordo com o delegado João Evangelista, diretor em exercício do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) e titular da DGH, o casal foi apresentado inicialmente pela Polícia Militar no Plantão Central I e, após análise da gravidade dos fatos, encaminhado à Delegacia-Geral de Homicídios, onde as diligências foram conduzidas. Segundo o delegado, as investigações apontam que o relacionamento entre os suspeitos era marcado por brigas constantes e histórico de violência, havendo indícios de que a criança vivia em situação de vulnerabilidade desde o nascimento. Na madrugada em que o crime ocorreu, conforme apurado pela equipe policial, o casal teria ingerido bebida alcoólica e se envolvido em uma nova discussão, o que pode ter sido o estopim para o delito. Ainda segundo o delegado, peritos criminais realizaram exames no local do fato, e o corpo da vítima foi submetido a exame necroscópico para determinar a causa da morte. Os policiais também analisam imagens de câmeras de segurança nas proximidades, com o objetivo de esclarecer toda a dinâmica do crime e as ações dos envolvidos. O delegado informou ainda que a Delegacia-Geral de Homicídios segue com as investigações, colhendo depoimentos de testemunhas e analisando evidências digitais para elucidar completamente o caso. Na manhã desta terça-feira, dia 14, o casal foi apresentado Audiência de Custódia.

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MP-RO identifica série de golpes contra idosos cometidos por ex-bancário em área rural de RO

Publicado em: 14/10/2025 12:02

Golpe RPC O Ministério Público de Rondônia (MPRO) identificou novas vítimas de um ex-bancário denunciado por fraudes financeiras cometidas em Colorado do Oeste (RO). Os alvos têm o mesmo perfil: idade avançada, residência em zona rural e baixa familiaridade com tecnologias bancárias — o que, segundo o órgão, configura um contexto de vulnerabilidade explorado de forma criminosa. O homem foi preso no dia 6 de outubro na Flórida (EUA), depois que seu nome foi incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol a pedido do MP-RO. Até então, ele era suspeito de desviar mais de meio milhão de reais de um idoso. A partir da prisão, novas vítimas foram identificadas. Segundo o promotor de Justiça de Colorado do Oeste, Bruno Ribeiro de Almeida, já são quatro idosos que tiveram valores indevidamente retirados de suas contas. “Além desse idoso de 82 anos, identificamos mais um idoso da zona rural que teve R$ 140 mil desviados de sua conta, uma outra vítima com mais de 80 anos e uma idosa que sofreu um golpe diferente, com baixa indevida de cheque”, detalhou o promotor. Saiba como funciona a prisão preventiva: Quais as diferenças entre a prisão temporária e a preventiva? Um golpe que começou dentro do banco Segundo as investigações, o suspeito usou o próprio cargo dentro da instituição financeira para realizar contratos e transações bancárias não autorizadas, entre 2022 e 2023, contra uma cliente de 82 anos. A vítima, moradora de Colorado do Oeste, só descobriu os desvios após o rombo em sua conta se tornar irrecuperável. Diante da gravidade do caso, o Ministério Público solicitou à Justiça a prisão preventiva do suspeito. Em seguida, a Polícia Federal incluiu seu nome na lista de Difusão Vermelha da Interpol, o que permitiu sua localização e prisão nos Estados Unidos no mesmo dia. Ministério Público: Proteção além da punição Para o MPRO, o caso vai além da investigação de crimes financeiros: trata-se da defesa de grupos sociais vulneráveis, em especial os idosos. “O Ministério Público não atua apenas na persecução criminal, mas também na proteção daqueles que mais precisam: crianças, idosos, pessoas com deficiência. Temos ferramentas legais e institucionais para atuar com rigor quando esses grupos são atingidos”, afirmou Bruno Ribeiro. A extradição ou deportação do suspeito está agora em fase de tramitação, e ele deverá responder por seus atos na Justiça de Rondônia. Enquanto isso, o MPRO segue reunindo provas e apurando se há mais vítimas com o mesmo perfil, reforçando sua atuação como garantidor de direitos na Amazônia Legal. “Conseguimos localizar e prender, fora do país, um investigado por crimes cometidos em uma cidade pequena do interior de Rondônia que fica distante cerca de 760 km da capital do estado. Isso mostra a força das nossas instituições e o alcance da Justiça brasileira”, aponta o promotor Bruno Ribeiro de Almeida.

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Nova lei que estimula geração de renda e inclusão digital de jovens amazonenses

Publicado em: 14/10/2025 11:14

Nova lei que estimula geração de renda e inclusão digital de jovens amazonenses Herick Pereira O Amazonas conta, a partir de agora, com uma nova lei voltada à transformação social por meio da tecnologia. De autoria do presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputado Roberto Cidade, a Lei Ordinária nº 7.715, de 17 de julho de 2025, institui diretrizes de incentivo ao empreendedorismo jovem no mercado digital, com prioridade aos jovens amazonenses em situação de vulnerabilidade. A legislação estimula a criação de oportunidades econômicas e profissionais para jovens entre 18 e 29 anos, com foco em capacitação tecnológica, inovação e acesso a novas formas de geração de renda no ambiente digital. “Com esta lei, queremos preparar nossos jovens para os desafios e oportunidades do futuro, promovendo a inclusão digital, o protagonismo e a autonomia financeira. O empreendedorismo digital é um caminho concreto para reduzir desigualdades e fortalecer a economia do Amazonas”, destacou o deputado Roberto Cidade. A norma define diretrizes para o desenvolvimento de incubadoras e aceleradoras digitais, a oferta gratuita de cursos de formação em tecnologia, gestão e inovação, além da criação de linhas de crédito com condições especiais para jovens empreendedores. Outro ponto de destaque é a criação de uma plataforma digital estadual, que servirá como vitrine para a divulgação e comercialização de produtos e serviços desenvolvidos pelos participantes do programa, estimulando o crescimento de negócios locais e o fortalecimento do ecossistema digital amazonense. Roberto Cidade ressaltou que a iniciativa abre espaço para parcerias estratégicas entre o poder público, o setor privado, universidades e organizações da sociedade civil. “O empreendedorismo digital é uma ferramenta de transformação social. Nosso papel, como representantes do povo, é garantir que os jovens do Amazonas tenham acesso a conhecimento, infraestrutura e oportunidades para prosperar nesse novo cenário econômico”, afirmou o presidente da Aleam. O Projeto de Lei nº 91/2025 foi sancionado e transformado na Lei nº 7.715/2025 no dia 17 de julho de 2025.

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Feira de Santana prorroga prazo de sindicância sobre vazamento de nomes de pessoas com HIV

Publicado em: 14/10/2025 10:50

Feira de Santana prorroga prazo de sindicância sobre vazamento de nomes de pessoas com HIV Jorge Magalhães A Prefeitura de Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, prorrogou a sindicância interna que apura o vazamento de dados de mais de 600 pessoas que vivem com HIV no município. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município nesta terça‑feira (14). O prazo foi prorrogado em oito dias. Inicialmente, a conclusão da investigação estava prevista para a segunda-feira (6), conforme a primeira publicação da comissão. No entanto, no dia 26 de setembro houve uma republicação no Diário Oficial com a atualização dos nomes de dois integrantes da sindicância, o que resultou na prorrogação do prazo. Com isso, a nova data prevista para a conclusão foi o último sábado (11). Em nota divulgada nesta terça-feira (14), o município informou que “a decisão foi tomada com base nos artigos 171 e seguintes da Lei Complementar nº 01/94, a fim de garantir a apuração completa dos fatos com o devido rigor e responsabilidade”. Prefeitura de Feira de Santana prorrogou prazo para sindicância que apura lista com nomes de mais de 600 pessoas que vivem com HIV Redes Sociais A lista com os nomes foi publicada na edição do dia 20 de setembro do Diário Oficial do Município. O texto tratava da suspensão do benefício do passe livre no transporte coletivo urbano para essas pessoas. De acordo com a prefeitura, a sindicância tem o objetivo de identificar as causas do vazamento, responsabilizar eventuais envolvidos e adotar medidas para evitar novos incidentes. Além das pessoas que vivem com HIV, também tiveram seus nomes divulgados pacientes com fibromialgia e anemia falciforme. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região O Ministério Público da Bahia (MP-BA) também informou que instaurou um procedimento para investigar o caso. 'Falha do sistema' Procurada pelo g1, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana informou que a divulgação dos nomes foi feita após uma falha do sistema. Atualmente, um diagnóstico positivo para o vírus HIV não é mais considerado uma "sentença de morte". Embora a cura ainda não tenha sido descoberta, a expectativa de vida de pessoas que vivem com o vírus HIV foi transformada ao longo dos anos com os avanços da medicina. Com o tratamento adequado, é possível levar uma rotina ativa e saudável. Além disso, há medicamentos que atuam na proteção contra o vírus, como a profilaxia pré-exposição, mais conhecida como PrEP. Segundo o Ministério da Saúde, a função do remédio é justamente evitar que o HIV infecte o organismo. Pode ser tomado esporadicamente, até 24 horas antes de uma relação sexual sem proteção, ou diariamente. Nesse caso, a recomendação é para pessoas que deixam de usar preservativo com frequência, que têm histórico de infecções sexualmente transmissíveis ou estão em situação de vulnerabilidade ao HIV. Suspensão do passe livre Segundo foi informado no Diário Oficial, a medida cumpria decisão judicial que revogou uma tutela provisória de urgência anteriormente concedida pela Justiça. De acordo com a portaria, os beneficiários deveriam devolver seus cartões no prazo de cinco dias úteis, além de apresentar defesa escrita ou documentos junto à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, sob pena de suspensão ou cancelamento definitivo do benefício. A portaria ainda estabelecia que as defesas devem ser protocoladas presencialmente na sede da Secretaria Municipal de Mobilidade, no bairro Mangabeira, durante o horário de expediente. Proteção de informações sensíveis A divulgação desse tipo de dado pode configurar violação à normas constitucionais e legais de proteção de informações sensíveis. A Constituição Federal assegura a inviolabilidade da intimidade, da vida privada e do sigilo de dados. Já a Lei Geral de Proteção de Dados considera como sensíveis os dados referentes à saúde. O Código de Ética Médica e normas do Sistema Único de Saúde (SUS) também afirmam que existe a necessidade de confidencialidade em informações relacionadas à saúde e orientam que a identidade de pessoas que vivem com HIV deve ser protegida para evitar estigmatização e discriminação. Prefeitura de Feira de Santana prorroga sindicância sobre vazamento de lista com nomes de pessoas que vivem com HIV Reprodução/TV Subaé LEIA MAIS: Mulher exposta em lista de prefeitura sobre cidadãos com HIV destaca revolta: 'Desrespeito' Secretaria de Saúde desmente surto de HIV entre jovens na Bahia Vazamento de dados de mais de 600 pessoas com HIV na BA viola Constituição, LGPD e outras normas Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Vazamento de dados de pessoas com HIV em Feira de Santana Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻

Cuidadora é presa por golpe contra idoso; homem era dopado e perdeu R$ 500 mil

Publicado em: 14/10/2025 08:03

Cuidadora é presa por golpe contra idoso Uma cuidadora de idosos foi presa nesta segunda-feira (13) em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, acusada de dopar um idoso sob seus cuidados e aplicar um golpe de cerca de R$ 500 mil. Segundo a Polícia Civil, Vanisse Silva de Almeida, de 34 anos, integrava uma quadrilha que realizava empréstimos e transferências bancárias fraudulentas em nome da vítima, à revelia dela. A prisão foi feita por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. Vanisse foi encontrada na casa de parentes. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Vanisse Silva de Almeida foi presa na casa de parentes Reprodução/TV Globo De acordo com as investigações, o grupo dopava o idoso com medicamentos em dosagens superiores às prescritas, o que o deixava sonolento e incapaz de perceber as fraudes. Aproveitando-se da vulnerabilidade da vítima — um homem lúcido, em recuperação de um AVC —, os suspeitos pegaram cartões, senhas e documentos pessoais. Com esses dados, os criminosos abriram contas bancárias, contrataram empréstimos consignados e realizaram transferências via PIX e TED sem autorização do idoso ou de seus familiares. A polícia também apura a possível participação de uma gerente bancária, suspeita de autorizar movimentações de alto valor sem a presença do titular da conta, em desacordo com os protocolos de segurança. Segundo a DRF, as investigações continuam para identificar e prender outras pessoas envolvidas no esquema e apurar se houve participação de agentes financeiros. “O caso gera profunda comoção pela frieza e pela quebra de confiança: pessoas contratadas para zelar pela vida e dignidade de um idoso vulnerável o dopavam e o exploravam financeiramente, transformando o cuidado em instrumento de crime”, disse a DRF, em nota. Denúncias podem ser feitas ao Disque-Denúncia, pelo telefone (21) 2253-1177, ou via WhatsApp da DRF, no número (21) 98596-7068.

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Caso WePink: Empresa de Virginia diz que terceiriza trocas e reembolsos e que envios são automatizados, diz liminar

Publicado em: 14/10/2025 07:40

WePinl, de Virginia Fonseca, é autuada pelo Procon Reprodução/Instagram da WePink A empresa da influenciadora Virginia Fonseca, WePink, diz que terceiriza as trocas e reembolsos e faz envios automatizados, segundo liminar expedida pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO). Segundo o órgão, a empresa de cosméticos não demonstrou correção das supostas práticas abusivas. WePink é alvo de uma ação conjunta entre o Procon e o Ministério Público por atrasos e falta de entrega de produtos comprados online. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O g1 entrou em contato com a defesa da empresa nesta terça-feira (14), mas não obteve resposta. Na sexta (7), o advogado Felipe de Paula informou que a WePink ainda não foi citada legalmente e que a empresa não se manifestará até que seja citada. Quanto à autuação do Procon, o advogado da empresa informou que está tratando com o órgão para tentar a revogação da multa, pois continua dentro do prazo recursal. LEIA TAMBÉM: QUANDO COMEÇOU: Empresa de Virginia, WePink é autuada pelo Procon por atrasos e falta de entrega de produtos comprados online LIMINAR DO MP: WePink é proibida em liminar de fazer novas lives até comprovar que há estoque para atender pedidos WePink: empresa de Virginia fez publicidade enganosa, teve mais de 120 mil reclamações e censurou nas redes sociais, diz promotor Segundo a liminar do MP, a WePink continua promovendo lives para vender produtos sem regularizar as pendências que foram advertidas pelo órgão. Diante disso, a empresa está proibida de fazer novas lives enquanto não for comprovado que há disponibilidade em estoque dos produtos que estão sendo ofertados. Se a WePink descumprir a ordem da liminar poderá ser multada no valor de R$ 100 mil. Ao atender o pedido de tutela de urgência do MP, o Tribunal de Justiça de Goiás determinou que, além de estar proibida de fazer lives, a empresa de Virginia deverá estruturar um canal de atendimento não automatizado em 30 dias, solucionar reclamações que solicitarem reembolso ou cancelamento e manter o registro de reclamações acessível. Práticas abusivas MP quer que empresa de Virginia pague indenização de R$ 5 milhões A WePink foi autuada pelo Procon Goiás, no final de setembro, por atrasos e falta de entrega de produtos comprados online. De acordo com o Procon, a empresa anuncia e comercializa os produtos nacionalmente, mas não realiza a entrega no prazo estabelecido. O promotor de Justiça Élvio Vicente da Silva informou que a empresa da Virginia, teve 120 mil reclamações registradas em menos de 2 anos (veja acima). Entre os problemas apontados pelo MP, estão propaganda enganosa e censura nas redes sociais com a exclusão de reclamações. A ação foi protocolada na quarta-feira (8), em conjunto com o Procon. O Ministério Público explicou que a estratégia de ofertas-relâmpago criou um senso artificial de urgência nos consumidores, induzindo à compra impulsiva e explorando a vulnerabilidade psicológica. O uso da imagem da Virginia agravou isso, já que milhares de seguidores confiam em sua recomendação, destacou o MP. O MP listou as seguintes práticas abusivas contra a WePink: Falta de entrega de produtos: consumidores que pagaram pelos produtos e nunca receberam; Descumprimento de prazos: alguns atrasos ultrapassaram sete meses; Dificuldade de reembolso: resistência da empresa em devolver valores pagos; Atendimento deficiente: o sistema é automatizado, mas não resolve os problemas; Exclusão de críticas: a empresa removeu comentários negativos nas redes sociais; Produtos com defeito: os cosméticos chegam estragados na entrega e estão diferentes do enunciado. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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