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Justiça da Paraíba decide manter prisão de Hytalo Santos e marido após julgamento de habeas corpus

Publicado em: 23/09/2025 15:14

Influenciador Hytalo Santos está preso em João Pessoa em investigação contra exploração de menores Polícia Civil/Divulgação O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu, nesta terça-feira (23), manter preso o influenciador Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, após analisar um pedido de habeas corpus. O julgamento aconteceu na Câmara Criminal, em João Pessoa. O desembargador relator do caso, João Benedito, disse em seu voto para manter a prisão que apesar de não haver medidas cautelares contra os investigados, a ida de Hytalo Santos e do marido para São Paulo durante investigações pode ser considerado um problema, porque o período de ambos no estado se "estendeu" e aconteceu muito próximo ao período de buscas e apreensões na casa do influenciador. Em seu voto, ele também citou que o pedido de prisão preventiva foi fundamentado com provas, testemunhas, relatos e outros aspectos que não são somente matérias jornalísticas, como os advogados haviam alegado no pedido de soltura. O desembargador Carlos Martins seguiu o relator integralmente e acrescentou que nas investigações e no pedido de prisão preventiva existe provas para manter a prisão. O desembargador Joás Filho também seguiu o relator, resultando em uma votação unânime na Câmara Criminal para manter a prisão. Hytalo Santos e marido foram presos em São Paulo no dia 15 de agosto. Depois, foram transferidos para o Presídio do Róger, onde estão detidos de forma preventiva desde o dia 28 do mesmo mês. Ambos são investigados por tráfico de pessoas e exploração de menores por conta da produção de conteúdos para as redes sociais com a presença de menores de idade. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias do PB em tempo real e de graça A defesa de Hytalo Santos entrou com o pedido de habeas corpus na Justiça da Paraíba com a alegação de que a prisão preventiva estava baseada em matérias jornalísticas, sem provas robustas ou risco de fuga do casal. Antes do pedido de liberação ter sido julgado pela Câmara do Tribunal de Justiça nesta terça-feira, inicialmente uma juíza de plantão negou a soltura e, posteriormente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também indeferiu a liberdade do casal, após recurso. Também foi negado, nas duas oportunidades, o relaxamento da prisão e substituição para medidas cautelares. Durante a sessão, os advogados do casal afirmaram que medidas cautelares contra os investigados não existiam quando a prisão preventiva foi decretada, o que não impedia de ambos se deslocarem de ponto a ponto do Brasil. Eles alegaram que a ida para São Paulo não representava que estavam em fuga. Os advogados também alegaram que ambos têm residência fixa, são primários e sem antecedentes criminais. No caso de Israel Vicente, o advogado que falou por ele na sessão, Sean Abib, disse que o pedido de prisão não individualizou a conduta do suspeito, alegando que ele foi preso por ser marido do Hytalo Santos e não pela indicação de conduta ilítcita dele. Ambos os advogados afirmaram que antes do processo do Ministério Público, que resultou na prisão dos investigados, houve outras investigações e recusas de crimes semelhantes ao casal por parte do próprio órgão e também pela Justiça. Hytalo Santos e marido viraram réus por produção de conteúdo pornográfico com adolescentes Também nesta terça-feira (23), a 2ª Vara Mista de Bayeux aceitou parcialmente a denúncia e tornou réus Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, por produção de conteúdo pornográfico com crianças e adolescentes. Essa decisão determinou o desmembramento do processo, de forma que outros três crimes relacionados à exploração sexual e imputados aos investigados devem ser analisados pela Vara Criminal do município. O influenciador Hytalo Santos e o marido dele foram denunciados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) pelos crimes de tráfico de pessoas, produção de material pornográfico e favorecimento da prostituição e exploração sexual de vulneráveis. De acordo com o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que é responsável pelas investigações, a apuração revelou um modus operandi estruturado e premeditado, voltado à exploração sexual de crianças e adolescentes, caracterizado pela utilização de artifícios de fraude, promessas de fama e vantagens materiais para atrair vítimas em situação de vulnerabilidade. O MP apontou que procedimentos estéticos e tatuagens de caráter sexualizado eram realizados, além de ambos fazerem rígido controle sobre as rotinas e meios de comunicação dos adolescentes. Um pedido de indenização por danos coletivos no valor de R$ 10 milhões também foi requisitado. Cronologia do caso Hytalo Santos Quem é Hytalo Santos, influenciador preso por suspeita de exploração infantil VÍDEO DE FELCA DENUNCIA HYTALO SANTOS: Em 6 de agosto, o youtuber Felca denunciou as práticas do paraibano. A conta do Instagram do influenciador saiu do ar. BUSCA E APREENSÃO: mandado cumprido na quarta-feira (13) em um condomínio de luxo, onde o influenciador mora, no bairro do Portal do Sol, pela promotoria de João Pessoa; BLOQUEIO DE REDES SOCIAIS: decisão da Justiça que bloqueou o acesso às redes sociais do influenciador; PROIBIÇÃO DE CONTATO COM AS VÍTIMAS: Hytalo não pode ter contato com os adolescentes citados no processo; DESMONETIZAÇÃO: ele não pode receber dinheiro por conteúdos publicados nas redes sociais; SEGUNDO PEDIDO DE BUSCA E APREENSÃO: na quinta-feira (14), a Justiça da Paraíba autorizou novas buscas e apreensões em endereços ligados a Hytalo Santos. Desta vez, a autorização é relacionada à ação da promotoria de Bayeux. PRISÃO DE HYTALO SANTOS E DO MARIDO: Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, foram presos preventivamente na sexta-feira (15) em uma casa em Carapicuíba, na Grande São Paulo, após a Justiça decretar a prisão de ambos. TJPB NEGA SOLTURA DE HYTALO: O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou o pedido de liberdade do influenciador Hytalo Santos e do marido dele, no sábado (16). JUSTIÇA BLOQUEIA BENS DE HYTALO SANTOS: A Justiça do Trabalho da Paraíba acatou pedido do MPT para bloquear carros, bens e valores de até R$ 20 milhões sob propriedade do influenciador. HYTALO SANTOS E MARIDO SÃO TRANSFERIDOS PARA A PARAÍBA: O influenciador e o marido foram transferidos para o presídio do Roger, em João Pessoa, no dia 28 de agosto. Infográfico - Entenda o debate sobre 'adultização' que viralizou nas redes envolvendo Felca e Hytalo. Arte/g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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Cendfol faz mais de 8 mil atendimentos de prevenção ao álcool e drogas

Publicado em: 23/09/2025 14:35

Atividades desenvolvidas pela Cendfol. Ascom Cendfol A Coordenadoria de Enfrentamento às Drogas e Fomento ao Lazer (Cendfol) registrou 8.114 atendimentos no primeiro semestre de 2025, por meio de atividades voltadas à prevenção ao uso abusivo de álcool e outras drogas. As ações foram desenvolvidas em parceria com 11 entidades de prevenção distribuídas em diferentes regiões do Piauí, contemplando crianças, adolescentes, jovens e famílias. Dentre as atividades realizadas, 3.970 pessoas participaram de práticas esportivas, 834 de oficinas, 669 de palestras e 351 de aulas de dança. Além disso, o projeto ofereceu atendimentos multiprofissionais e uma variedade de atividades complementares, como reforço escolar, colônia de férias, escotismo, aulas de informática e violão. Também foram disponibilizados serviços com nutricionista, psicólogo, assessoria jurídica e terapia ocupacional, além de ações para fortalecer vínculos familiares e sociais. Segundo Keila Damasceno, coordenadora de prevenção ao uso abusivo de álcool e outras drogas da Cendfol, os resultados alcançados no período refletem o compromisso com políticas públicas fundamentadas em evidências. “As ações priorizam o desenvolvimento de habilidades e o fortalecimento de fatores de proteção, garantindo intervenções que impactam positivamente a vida de crianças, adolescentes e suas famílias”, afirmou. A coordenadora destacou ainda a implementação, em parceria com a Senad, Ministério da Justiça e Fiocruz, do programa CRIA, que oferece formação continuada nas metodologias de prevenção ELOS e #Tamo Junto. Gráfico de atividades. Ascom Cendfol A diretora de Interlocução Institucional da Cendfol, Karina Sampaio, ressaltou que o trabalho também envolve a qualificação de profissionais que atuam diretamente nos territórios. “Estamos investindo na capacitação de professores do ensino fundamental e de equipes dos centros de referência da assistência social, para que possam utilizar metodologias inovadoras e mais eficazes no enfrentamento às vulnerabilidades”, explicou. Com os avanços registrados no primeiro semestre, a Cendfol segue fortalecendo sua rede de prevenção e ampliando ações integradas entre sociedade civil e poder público, com foco no desenvolvimento de políticas de prevenção efetivas e duradouras em todo o estado.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Estudantes de Medicina terão auxílio de pelo menos R$ 700 para concluir o curso; veja o que se sabe

Publicado em: 23/09/2025 14:21

‘Formatura de meio-médico’: alunos de medicina viralizam com festa de R$ 1,4 milhão Estudantes em vulnerabilidade socioeconômica, matriculados em cursos de Medicina credenciados no Programa Mais Médicos, terão direito a um auxílio financeiro mensal que será pago pelo governo federal. O benefício faz parte do Programa de Bolsa Permanência do Programa Mais Médicos (PBP-PMM). O objetivo do programa é "minimizar as desigualdades sociais e contribuir para permanência e diplomação dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica que possuam matrícula ativa em cursos de Medicina autorizados no âmbito do Programa Mais Médicos - PMM", de acordo com a portaria que institui a iniciativa, publicada na segunda-feira (22) no Diário Oficial da União (DOU). Abaixo, veja o que se sabe sobre o programa. Estudantes de Medicina Divulgação 1. De quanto será o valor da bolsa? O valor do benefício ainda será definido, mas não será inferior ao de uma bolsa de iniciação científica, que atualmente é de R$ 700. 2. Quem pode participar? O programa é válido para alunos de cursos de Medicina de instituições de ensino superior federais e privadas. Para ter direito ao benefício, é preciso que o estudante esteja devidamente inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal - CadÚnico, com cadastro ativo e atualizado. Estudantes matriculados em cursos de instituições privadas devem ter bolsa de estudo integral oferecida pela própria faculdade. Além de estar devidamente inscrito no CadÚnico e estar matriculado em um curso credenciado pelo programa Mais Médicos, o aluno não pode: possuir renda bruta familiar per capita de até 1,5 salário mínimo (R$ 2.277); ter concluído qualquer outro curso de ensino superior; ser beneficiário do Programa Bolsa Permanência de Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), com matrícula ativa em curso de Medicina de universidades federais. O aluno interessado em concorrer ao auxílio financeiro deve se cadastrar no do Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP), com login do Gov.br. (Acesse o SISBP neste link: sisbp.mec.gov.br/primeiro-acesso.) No sistema, é preciso anexar documentos que comprovem a renda familiar por pessoa e a matrícula ativa em curso de Medicina autorizado. Também é preciso assinar o termo de compromisso do bolsista-PMM, disponibilizado na portaria do programa. 3. Todos os inscritos receberão a bolsa? O benefício não é automático e está sujeito a seleção e classificação dos candidatos. Ainda não se sabe quantos estudantes serão beneficiados, já que a quantidade de bolsas vai depender da disponibilidade orçamentária. A seleção dos beneficiários será feita pelas instituições de ensino superior (IES). 4. Quais são os critérios de seleção? De acordo com os critérios estabelecidos pela portaria do programa, as instituições de ensino deverão selecionar os estudantes com menor renda familiar. E dentro de cada uma das faixas de renda bruta mensal familiar per capita, a prioridade é para quem estudou o ensino médio em escolas públicas. Nas universidades federais, a prioridade deve ser para estudantes que entraram no ensino superior por cotas de vulnerabilidade social. 5. Posso concorrer se recebo outro benefício? O benefício pode ser acumulado com outras bolsas acadêmicas, desde que o total recebido pelo estudante não ultrapasse 1,5 salário mínimo por mês. O pagamento será feito diretamente pelo FNDE ao beneficiário, mediante à validação mensal da matrícula e da situação do aluno por parte da instituição de ensino. 6. Posso perder o direito à bolsa? O estudante está sujeito a perder o benefício caso: suspenda ou tranque a matrícula no curso de Medicina; perca a bolsa de estudo integral oferecida pela instituição privada; troque de curso ou de faculdade no qual foi originalmente selecionado; tenha rendimento acadêmico insuficiente (inferior a 75% por período letivo); ultrapasse dois semestres do prazo previsto para a conclusão do curso; receba outra bolsa de permanência do Programa IFES; preste informações ou documentos falsos para concorrer ao benefício. LEIA TAMBÉM Em 10 anos, número de matrículas em EAD quase quadriplicou no ensino superior

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Uber, iFood e outros: estudo mostra que apps seguem sem garantir trabalho justo no Brasil

Publicado em: 23/09/2025 12:00

Trabalhadores de app sofrem com baixos salários, jornadas longas e custos próprios, apontou relatório Rowan Freeman/Unsplash Exploração, salários baixos e falta de direitos básicos. Esses são os principais problemas enfrentados por quem trabalha em plataformas digitais de entrega, transporte e serviços sob demanda no Brasil. A conclusão vem do relatório “Endividamento e Precariedade: O retrato do trabalho em plataforma no Brasil”, elaborado pelo Projeto Fairwork Brasil em parceria com a Universidade de Oxford. O estudo analisou 10 plataformas populares no país, como apps de transporte e aulas particulares, com base em cinco critérios que definem o que seria um trabalho justo. São eles: remuneração, condições, contratos, gestão e representação. Cada critério pode render até dois pontos para a empresa, um por atender ao requisito básico e outro por ir além, oferecendo condições mais avançadas. No total, uma plataforma pode somar até 10 pontos. Segundo os pesquisadores, os resultados foram alarmantes. Apenas duas empresas (InDrive e Superprof) conseguiram pontuar, e mesmo assim, apenas um ponto cada. Nenhuma das outras plataformas demonstrou conformidade com os critérios avaliados. InDrive e Superprof foram reconhecidas por pagarem, pelo menos, o equivalente ao salário mínimo por hora, já descontados os custos do trabalho, como combustível ou manutenção de equipamentos. Veja o ranking abaixo: Entre agosto de 2023 e agosto de 2025, os pesquisadores entrevistaram diversos trabalhadores de aplicativos. Os relatos foram duros: baixa remuneração, jornadas longas e insegurança financeira fazem parte da rotina. Muitos também contaram que estão se endividando para continuar trabalhando, seja para pagar manutenção de veículos, multas, seguros ou até empréstimos incentivados pelas próprias plataformas. De acordo com a organização, mesmo com a melhora nos indicadores econômicos do país, os trabalhadores de aplicativos continuam expostos a riscos elevados, ausência de proteção social e práticas de gestão que dificultam melhorias nas condições de trabalho. O relatório também apontou que o modelo atual de trabalho plataformizado representa um retrocesso histórico, comparável ao século XIX, quando não havia proteção social para trabalhadores formais. A falta de avanços regulatórios no Brasil e em outros países da América Latina agrava esse cenário. Como as empresas são avaliadas A avaliação das plataformas é realizada com base em cinco princípios fundamentais que definem os parâmetros mínimos de "trabalho decente". Cada categoria é dividida em 2 pontos, um para presença de requisito básico e outro para uma condição mais avançada de empregabilidade. Veja abaixo o descritivo das categorias da pesquisa e quem pontuou em qual: Remuneração justa: para pontuar, as plataformas precisam mostrar que o trabalhador não fica com ganhos abaixo de um limite mínimo, mesmo depois dos custos. A InDrive e a Superprof pontuaram no primeiro item, porque havia evidências de que pagam acima do salário mínimo por hora, garantem pagamentos em dia e permitem que o trabalhador defina seus preços. Já no segundo critério, nenhuma plataforma comprovou que, após os custos, o rendimento final chegue ao salário mínimo local. Quem pontuou: InDrive e Superprof (só no primeiro item). Condições Justas: nesse princípio, as plataformas deveriam demonstrar que reconhecem os riscos do trabalho e adotam medidas para reduzi-los. Nenhuma empresa apresentou evidências suficientes. O relatório conclui que as plataformas não garantem segurança nem proteção social, e que mecanismos como seguros e botões de emergência mostraram-se limitados. Também cita que a pressão por produtividade pode aumentar a vulnerabilidade dos trabalhadores. Quem pontuou: nenhuma. Contratos justos Para pontuar com base neste princípio, é preciso que as plataformas tenham contratos claros, acessíveis e ofereçam recursos legais em caso de descumprimento. De acordo com o relatório, mesmo que os contratos estejam disponíveis, nenhuma plataforma recebeu ponto porque não ficou comprovado que eles sejam transparentes, livres de cláusulas abusivas e em conformidade com normas de proteção de dados. Quem pontuou: nenhuma. Gestão justa: o relatório destaca que as plataformas precisam oferecer canais de comunicação efetivos e políticas contra discriminação. Foram identificados canais como chats, mas considerados limitados, especialmente em situações de bloqueio de contas. Também não houve evidências de políticas de inclusão ou combate à discriminação. Por isso, nenhuma pontuou nesse princípio. Quem pontuou: nenhuma. Representação justa: segundo o estudo, as plataformas deveriam garantir espaço para expressão coletiva dos trabalhadores, sem retaliação, além de engajamento real em negociações. Nenhuma empresa apresentou comprovação nesse sentido. Quem pontuou: nenhuma. Metodologia Os pontos são atribuídos apenas quando a plataforma consegue demonstrar satisfatoriamente a implementação dos princípios. A ausência de um ponto não indica necessariamente que o princípio não seja cumprido, apenas que não foi possível evidenciar a conformidade. A pontuação segue uma série de etapas. Inicialmente, a equipe local reúne as evidências e atribui pontuações preliminares. Em seguida, essas evidências são enviadas a revisores externos para avaliação independente. Esses revisores incluem membros das equipes do Fairwork em outros países, bem como da equipe central. Após a avaliação, todos os revisores se reúnem para discutir e definir a pontuação final. As plataformas têm a oportunidade de enviar informações adicionais para obter pontos que não receberam inicialmente. As pontuações finais são publicadas no relatório anual do Fairwork do país e, antes da divulgação, as empresas avaliadas podem revisar e comentar os resultados. O que dizem especialistas? A professora Maria Aparecida Bridi, da UFPR, alerta que a tecnologia das plataformas está sendo usada para reproduzir práticas antigas de exploração, contrariando as promessas da economia digital. O professor Ricardo Festi, da UnB, destaca que os relatos mostram uma degradação acelerada das condições de trabalho, com aumento do sofrimento e da discriminação. Já a coordenadora da pesquisa no Brasil, Julice Salvagni, da UFRGS, afirma que os dados revelam uma precariedade persistente e profunda, com violações de direitos fundamentais. “É essencial que esses relatos sejam formalizados em um relatório. O país não pode continuar ignorando a falta de proteção para esses trabalhadores”, afirma Salvagni. O professor Rodrigo de Lacerda Carelli, da UFRJ, também coordenador do projeto, reforça que a classificação dos trabalhadores como autônomos tem sido usada para negar direitos básicos, impedindo que as empresas ofereçam condições mínimas de trabalho decente. Defender home office nas redes custou o emprego deles

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Suspeito de integrar facção criminosa morre após confronto com a PM em Rio Claro

Publicado em: 23/09/2025 11:52

PM confrontou suspeito em Rio Claro Reprodução/ TV Globo Um homem de 31 anos morreu após um confronto com a Polícia Militar na noite de segunda-feira (22), no bairro Terra Nova, em Rio Claro (SP). Os policiais receberam a denúncia de que o suspeito armazenava armas em sua casa e que, supostamente, faria parte de um facção criminosa. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais foram ao local, na Rua 15, para averiguar uma denúncia anônima recebida no mesmo dia. Veja mais notícias da região: DENÚNCIAS: Maus-tratos a animais crescem 25% em São Carlos; multa chega a R$ 8 mil VÍDEO: GCM é flagrado agredindo homem em situação de rua no interior de SP ALERTA: Radares começam a operar em São Carlos em rodovias da região; veja locais Dois suspeitos Ao chegarem ao endereço, os agentes cercaram o imóvel. Segundo o relato dos policiai, dois homens armados foram vistos nos fundos da casa. Um dos suspeitos conseguiu fugir pulando o muro e não foi localizado. O outro, identificado posteriormente como Ariel De Paula Miranda, correu para dentro do imóvel. Ao tentarem a abordagem, os agentes foram recebidos a tiros de dentro do imóvel. Os policiais revidaram, resultando na morte de Miranda no local. Ainda segundo o registro oficial, Ariel possuía antecedentes criminais por roubo. No local, a polícia apreendeu a arma que teria sido usada por Miranda, uma pistola calibre 9 mm, além de um fuzil calibre 7.62, ambos com numeração raspada. O caso foi registro pela Polícia Civil segue para apuração das autoridades competentes. VEJA VÍDEO: GCM é flagrado agredindo morador em situação de vulnerabilidade GCM flagrado agredindo morador em situação de vulnerabilidade REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara O caso foi registrado na Delegacia Seccional de Rio Claro, e a ocorrência foi comunicada à Corregedoria da Polícia Militar

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Quem era Eumar Vaz, torcedor vascaíno morto por flamenguistas no DF

Publicado em: 23/09/2025 10:45

Eumar Vaz, torcedor do Vasco que foi morto por torcedores do Flamengo no DF reprodução O vascaíno Eumar Vaz foi esfaqueado por torcedores do Flamengo, no Distrito Federal, na noite de domingo (21). Ele morreu na manhã de segunda (22). Conhecido como Dark, ele tinha 34 anos e foi agredido dentro de um ônibus em Samambaia, quando retornava para casa depois do jogo entre Vasco e Flamengo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Eumar vivia no Riacho Fundo II e, de acordo com familiares e amigos, trabalhava como motorista. Ele deixou dois filhos, de três e 13 anos. A vítima era integrante da Força Jovem Vasco, a organizada do time em Brasília. Como foi o ataque Vídeos mostram torcedor do Vasco sendo agredido por torcedores do Flamengo no DF Flamengo e Vasco se enfrentaram em partida válida pelo Campeonato Brasileiro na tarde de domingo. O jogo terminou empatado. Eumar assistiu ao clássico carioca com amigos no Guará — cerca de 25 minutos de onde ele morava. O torcedor vascaíno estava retornando para casa em um ônibus da linha 812.1 da Urbi, quando se envolveu em uma confusão com torcedores do time rival. Cerca de 20 flamenguistas que também estavam no ônibus, sendo 16 homens e quatro mulheres, agrediram o vascaíno depois que ele se recusou a tirar a camisa do Vasco. Em imagens obtidas pela reportagem, é possível ver um homem de camisa laranja guardando uma faca na cintura (veja o vídeo acima) e, em outro registro, um segundo homem segura um pedaço de madeira na mão. A vítima aparece caída no ônibus, enquanto sangra no peito. Segundo familiares, Eumar foi esfaqueado no peito e braço. Após os ataques, Eumar Vaz chegou a ser encaminhado ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), mas não resistiu aos ferimentos. Polícia procura suspeitos Após as agressões, o grupo de 20 torcedores flamenguistas fugiu do local. De acordo com Polícia Civil, agentes da corporação estão nas ruas em busca dos envolvidos. O ônibus onde aconteceu os ataques passa por perícia e polícia busca pelas digitais dos suspeitos. Além disso, as imagens das câmeras de segurança do veículo também são analisadas. Até a manhã de terça-feira (23), dois dias após os ataques, ninguém havia sido preso ou identificado. A polícia ainda deve pedir à Justiça que decrete o fechamento da sede da Torcida Jovem do Flamengo na capital. Devido ao suposto envolvimento de seus membros no assassinato de Eumar Vaz. Em nota, a organizada flamenguista repudiou os atos de violência e afirmou que "o verdadeiro torcedor defende suas cores, seu time e sua bandeira com paixão, mas nunca com covardia" (veja nota completa abaixo). O que diz a Torcida Jovem do Flamengo "A Torcida Jovem do Flamengo, 23° Pelotão de Brasília, vem a público repudiar veementemente os atos de violência e selvageria ocorridos recentemente. Nossos princípios não compactuam com esse tipo de comportamento, e é com grande pesar que observamos o uso da violência por pessoas que se dizem parte de torcidas organizadas. O verdadeiro torcedor defende suas cores, seu time e sua bandeira com paixão, mas nunca com covardia. Os agressores envolvidos nos atos recentes não são membros, integrantes ou sócios do nosso pelotão. Eles não nos representam e seus atos não refletem os valores que a Torcida Jovem do Flamengo preza. A sede da Torcida Jovem do Flamengo em Brasília é um espaço familiar, frequentado por crianças, pais e mães de família, que encontram no convívio da torcida um ambiente de amizade, acolhimento e respeito. Nossa caminhada é pautada pela não violência e pelo compromisso social. Realizamos palestras educativas, campanhas de solidariedade e ações sociais como o Dia das Crianças, com arrecadação e doação de brinquedos, o Natal Sem Fome, com doações de alimentos, e a Campanha do Agasalho, destinada a ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade durante o inverno. Reafirmamos que nossas diferenças com torcedores rivais devem ficar restritas ao campo, à euforia do jogo e à paixão pelo futebol. A violência que vimos nos últimos dias, resultando em feridos e na perda irreparável de uma vida, não nos traz qualquer alegria. O choro da mãe do adversário não traz sorriso para a nossa. Manifestamos aqui nossos mais sinceros pêsames aos familiares e amigos do torcedor covardemente assassinado. Que sua memória seja respeitada e que a justiça seja feita, para que casos como este jamais se repitam. Seguiremos firmes no compromisso de promover uma cultura de paz no futebol. Queremos torcer, cantar e vibrar sem medo, em um ambiente que seja seguro para todos." LEIA TAMBÉM: MORTE DE VASCAÍNO: Polícia Civil deve pedir que Justiça feche torcida jovem do Flamengo no DF SEIS MORTOS: vítima de incêndio em clínica ilegal no DF morre em hospital, diz avó Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Curso sobre manipulação de alimentos para comunidades terapêuticas é ofertado em Petrolina

Publicado em: 23/09/2025 10:11

O evento será realizado às 9h no auditório do IGEPREV, localizado na Avenida José de Sá Maniçoba, Centro. Ascom/PMP A Agência Municipal de Vigilância Sanitária (AMVS), vai realizar nesta sexta-feira (26), uma capacitação gratuita sobre Boas Práticas de Manipulação de Alimentos, no auditório do IGEPREV, localizado na Avenida José de Sá Maniçoba, Centro de Petrolina, Sertão de Pernambuco. A iniciativa é voltada para comunidades terapêuticas, representantes de empresas e instituições que doam alimentos para locais que acolhem pessoas em vulnerabilidade social.  O curso tem objetivo de garantir a segurança alimentar e promover a saúde dos acolhidos nessas comunidades, em especial aquelas em tratamento contra dependência química. Para participar não é necessário realizar inscrição prévia. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região A ação visa qualificar os responsáveis pela manipulação e doação de alimentos, promovendo mais segurança e qualidade nas refeições oferecidas aos pacientes acolhidos. Além disco, busca prevenir surtos alimentares e evitar o desperdício por más condições de conservação ou armazenamento.  Durante o evento, serão abordados conceitos fundamentais relacionados à higiene, formas de conservar, de preparo, armazenamento e transporte de alimentos. Também é voltado para a importância do controle de pragas e do uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). O curso também vai abordar normas da legislação sanitária e os riscos à saúde quando os alimentos são manipulados de forma inadequada. Ao final do curso, os participantes receberão certificado, que também servirá como comprovação junto aos órgãos de fiscalização sanitária. Veja dicas de limpeza e armazenamento de frutas, verduras e legumes Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE

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Bandido que invadiu hospital e matou paciente disse a porteiro que entraria de qualquer jeito para 'terminar um serviço'

Publicado em: 23/09/2025 08:07

Fantástico revela invasão de criminosos armados em hospital do Rio O criminoso armado que invadiu o Hospital Municipal Pedro II, na zona oeste do Rio de Janeiro, na última semana, afirmou ao porteiro que entraria na unidade "de qualquer jeito" porque precisava "terminar um serviço". O alvo era Lucas Fernandes de Souza, de 31 anos, que havia sobrevivido a cinco tiros horas antes. Câmeras de segurança mostram que o bando chegou em dois carros. Identificado como Erlan Oliveira de Araújo, conhecido como "Orelha", o invasor usava colete da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Segundo a polícia, Erlan era ligado à milícia e foi encontrado morto na sexta-feira (19). Ao todo, seis homens participaram da ação. Dois ficaram do lado de fora com fuzis, dando cobertura, enquanto outros quatro entraram pelo estacionamento. Vestidos com casacos pretos e usando luvas médicas, eles subiram as escadas do hospital em busca de Lucas. O ferido já havia sido preso por extorsão em 2019 e teve ligações com a milícia, mas mudou de lado, se aliando ao tráfico de drogas. Lucas era um dos 300 pacientes internados quando a unidade de saúde foi invadida. De acordo com testemunhas, os criminosos chegaram a circular pelo centro cirúrgico, onde havia oito mulheres em trabalho de parto. No entanto, Lucas já tinha sido transferido para a enfermaria. O hospital, que atende em média 470 pacientes por dia, ficou em alerta. Profissionais de saúde relataram medo e sensação de vulnerabilidade. "A gente se sente muito exposto. Pode acontecer de tudo a qualquer momento", disse uma funcionária que não quis se identificar. Após o crime, Lucas foi transferido para outra unidade. A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que só neste ano unidades do Rio tiveram que interromper o atendimento mais de 500 vezes por episódios de violência, como tiroteios, invasões e operações policiais. Já a Secretaria de Segurança do estado disse que vai verificar a procedência dos dados. Enquanto isso, médicos e enfermeiros seguem trabalhando sob ameaça constante. "O serviço não para. A porta continua aberta, os pacientes chegam e a gente precisa acolher", disse outro profissional. Secretário de Saúde fala sobre invasão ao Hospital Pedro II Medo: atendimentos já foram paralisados 500 vezes O medo ronda hospitais e postos de saúde em todo o Rio. Um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde mostrou que, só neste ano, unidades de saúde tiveram que paralisar o trabalho mais de 500 vezes em decorrência de tiroteios e outras violências. Daniel Soranz, Secretário Municipal de Saúde, afirmou que "a gente não pode naturalizar isso acontecer na cidade do Rio de Janeiro". Ele citou exemplos de unidades invadidas por traficantes ou policiais em busca de pacientes. Os dados, entretanto, foram motivo de discordância. O secretário de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, afirmou à reportagem do Fantástico que só recebeu o ofício com a relação dos 516 casos no dia 18, após a invasão. “Qual é o papel da segurança pública agora? Verificar a procedência da informação. E é isso que nós vamos fazer com cada um dos fatos elencados naquela planilha”, afirmou. “Toda a sociedade sabe do conflito armado (...) toda a imprensa, toda a notícia, todos os moradores e policiais (...) acompanham o problema”, disse Daniel Soranz, secretário de Saúde do Rio. Secretários de Castro e Paes trocam farpas após invasão armada a hospital no Rio “A gente não deve politizar dois serviços muito importantes para a população: segurança e saúde pública. Quer trabalhar em conjunto? A Secretaria de Segurança Pública está de portas abertas”, completou Victor Santos. Apesar do perigo (o Hospital Pedro II fica em uma área dominada pela milícia), os profissionais de saúde já voltaram ao trabalho. Optando por não se identificar, um deles enfatizou o compromisso: "O serviço não para. Teve a ocorrência, mas a porta está aberta e os pacientes vêm chegando, um atrás do outro. E a gente tem que acolher, é a nossa função". Imagens exclusivas mostram como foi invasão de milicianos armados para matar desafeto internado em hospital no Rio Reprodução/TV Globo Estacionamento fica ao lado do Hospital Pedro II Arte/g1

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Em Óbidos, agricultores aprendem técnicas de beneficiamento da farinha e derivados da mandioca

Publicado em: 23/09/2025 08:04

Agricultores aprenderam novas técnicas de aprimoramento do beneficiamento da farinha de mandioca Ascom PMO / Divulgação Agricultores familiares do município de Óbidos, no oeste do Pará, inseridos no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), participaram na semana passada, de um curso de aprimoramento do beneficiamento da farinha e dos derivados da mandioca, promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Abastecimento (Semab) em parceria com o Serviço de Aprendizagem Rural (Senar-PA). ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O foco da capacitação foi a melhoria da qualidade da farinha produzida pelos agricultores obidenses, a partir da implementação de técnicas de processamento mais eficientes desde a colheita da mandioca, adoção de boas práticas de fabricação (BPF), higienização adequada das casas de farinha, desde a limpeza e conservação dos equipamentos até o manuseio da matéria-prima, visando agregar valor e atender às novas exigências do mercado. As atividades práticas foram realizadas em uma casa de produção de farinha na comunidade Cipoal de Cima. A casa é certificada pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), por estar adaptado para atender às exigências sanitárias para o armazenamento e beneficiamento da mandioca. No local estiveram presentes produtores vindos das comunidades Cipoal, Canta Galo, Silêncio, Mamiazinho e do Ramal do São Pedro. Os participantes aprenderam a produzir diferentes tipos de farinha, entre elas as farinhas seca, mista e a farinha “toco mole”, além da farinha de tapioca e a goma de tapioca. Também foram repassadas técnicas para reutilizar os derivados para a produção do tucupi e de ração animal, com a casca e as ramas da mandioca. Produtores aprenderam a produzir diferentes tipos de farinha Ascom PMO / Divulgação De acordo com o secretário de Desenvolvimento Rural e Abastecimento, Roberto Pinedo, o curso vai ter impacto direto para quem consome os produtos da agricultura familiar obidense, já que a maioria dos produtores comercializa os seus produtos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “Esse grupo de agricultores que participou do curso contempla cerca de 12 famílias que vieram para cá em busca de melhorar as técnicas de beneficiamento de farinha, farinha de tapioca, goma e outros produtos derivados da mandioca. Essa produção vai parar, em sua maioria, na mesa das famílias em situação de vulnerabilidade alimentar e das escolas, o que torna este momento de aprendizado ainda mais significativo. Com os novos métodos de produção, esses produtos são inspecionados e recebem a certificação do Serviço de Inspeção Municipal, que dá a garantia à sociedade de que esses alimentos passaram por rigorosos processos de produção”, disse Pinedo. Melhorias na produção Moradora da comunidade Silêncio, Cleuzibe Batista, que trabalha com a produção de farinha com a família, participou pela segunda vez de um curso com o Senar. A agricultora garantiu que vai implantar as técnicas aprendidas para melhorar a produção e aumentar as vendas. “É importante a gente aprimorar a nossa produção de farinha, pra poder ter comercialização. Até porque na nossa comunidade não tem comprador de farinha. A gente tá fazendo a maioria do alimento para o nosso consumo e a gente passou a vender para a Secretaria de Educação. Então, a gente quer expandir essa venda e esse curso vai nos ajudar”, ressaltou. Agricultoras peneirando farinha de mandioca Ascom PMO / Divulgação Os processos de secagem da maniva e torra das farinhas foram realizados na casa de farinha do Valmir Chagas. O agricultor diz que, desde que fez as adaptações necessárias no local de preparo, o meio de subsistência da família mudou bastante. Agora, com o curso, ele também espera alavancar ainda mais as vendas. “A Semab sempre deu apoio pra gente fazer essas melhorias na casa de farinha. Sempre nos visitando, orientando. Isso melhorou bastante o nosso trabalho. Agora não entra mais animal, a gente usa touca, luva e tudo arrumado e limpo. Com essas novas técnicas, a gente espera produzir mais, com qualidade, pra poder vender mais também”, mensurou Valmir. Avaliação Ao final do curso, na sexta-feira (19), foi realizada a exposição da produção, embalada, com selo e pronta para a comercialização. O momento também serviu para reforçar o convite para que todos os produtores participem da Feira da Agricultura Familiar que será realizada no domingo (28), na Praça de Sant’Ana no Centro da cidade, de 08h às 12h, com a exposição e comercialização da produção da agricultura familiar e de produtos orgânicos. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

Palavras-chave: vulnerabilidade

'Pupilas da Prazeres', o legado de uma das maiores e mais antigas parteiras do Brasil

Publicado em: 23/09/2025 07:53

Dona Prazeres já trouxe mais de 5 mil bebês ao mundo em mais de 60 anos dedicados ao parto natural Arquivo Fudarpe "O meu maior prazer é repassar o que aprendi para as outras", diz Maria dos Prazeres de Souza, de 86 anos, Com mais de 70 anos de partos tradicionais e mais de 5 mil bebês trazidos ao mundo, em Pernambuco, a frase acima resume outra parte importante do seu legado: a rede de pupilas a quem ela vêm ensinando "o dom de aparar menino". ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE As Pupilas das Prazeres são mais de 200 mulheres, vindas de todas as regiões do Estado de Pernambuco, que têm preservado a tradição do parto natural. A formação dessas mulheres ocorre através de vivências práticas, encontros e reuniões, realizadas na casa da própria Prazeres, em projetos sociais ou em associações como a das Parteiras Tradicionais e Hospitalares de Jaboatão dos Guararapes, da qual Dona Prazeres é presidenta. Na segunda metade da década de 1980, na gestão do governador Miguel Arraes (PMDB), Prazeres atuou como gestora do Projeto Comadre, direcionado à garantia de direitos básicos às mulheres em condição de vulnerabilidade, com pouco ou nenhum acesso à renda. "Eu passava nas residências, orientava as mulheres sobre como atuar em partos naturais. Nunca houve um óbito nas casas que visitei", orgulha-se. Somando essas mulheres capacitadas nos projetos, afirma Prazeres, são mais de 2 mil, todavia atuando como parteiras são cerca de 200. Por pouco Dona Prazeres não seguiu outro destino. Diferente de muitas de suas pupilas, ela nasceu em uma família indígena, que não tinha a tradição do partejar. "Quando fui adotada por uma mãe que era parteira, aí sim, eu passei a conviver com essa tradição e fiz o meu primeiro parto, aos 15 anos", informa. Uma das pupilas, Maria Fernanda da Silva, 53 anos, nasceu em uma casa onde era comum ver mulheres dançando o balé das contrações e cabeça de menino coroando. "A minha trajetória começa acompanhando a minha mãe, fazendo chá, acompanhando a gestante durante o trabalho de parto, vendo o parto." Fernanda tinha 12 anos quando realizou o primeiro parto. "Essa mulher morava numa Serra e veio para a casa da minha mãe, que já tinha feito outros partos dela. Como a minha mãe tinha saído, eu fiz o parto. Quando o meu pai chegou, já estava tudo resolvido", relembra. Nos anos 1990, ela participou de formações com Dona Prazeres e aperfeiçoou o dom herdado da mãe. Pupilas aprendem conceitos e técnicas para aperfeiçoar prática Eduardo Queiroga/ Acervo Museu da Parteir "Dona Prazeres costuma dizer que eu cheguei tão novinha para a casa dela, que ainda fiz xixi no colo dela (risos). Além de ensinar a questão técnica, ela me ensinou a acolher, a estar presente, trazer a humanização que ela [a parturiente] tanto merece, levando adiante a profissão e essa sabedoria popular", resume. O trabalho das parteiras tradicionais é essencial, especialmente para as mulheres que vivem em áreas remotas, praticamente sem acesso a hospitais. Essa responsabilidade faz com que muitas delas tenham dedicação total, fiquem de atalaia de noite e de dia. Fernanda chegou a percorrer 2 horas e meia de caminhada em terreno íngreme para realizar o parto de uma mulher no cume da Serra de São Bento. "O hospital mais próximo dessa mulher ficava a umas 3 horas, ela teria que descer a serra em uma rede ou lençol, pois não passa carro", explica. Alguns anos depois, ela se formou em enfermagem obstetrícia e passou a atuar em hospitais, também inspirada pelo legado da mestra Prazeres. "Ela me mostrou que, como enfermeira, eu posso atuar, levando para a mulher o melhor que eu podia oferecer dentro do hospital", reforça. Desde que passou pelas mãos da Prazeres, nos anos 90 até aqui, a parteira avalia que muita coisa mudou. O aplicativo de troca de mensagens WhatsApp, por exemplo, tem sido um aliado no acompanhamento das gestantes. "O zap é muito útil, pois permite conversar o tempo todo com a gente, saber como ela está, o que está fazendo. Se ela tiver um sangramento, expelir o muco, manda a foto, a gente já olha e avalia e toma providência. Tudo isso sem custo", pontua. Hoje, Fernanda já soma mais de 2 mil partos naturais. É presidente da Associação de Parteiras Tradicionais do Agreste, que tem 27 integrantes vindas dos municípios de Caruaru e das redondezas. Ela vem repassando o conhecimento para outras pessoas. Já treinou uma prima, uma irmã e colegas de profissão. A motivação para o trabalho segue a mesma: "É um dom! Você não escolhe, você é escolhido", arremata. 'Aprendi o que é períneo' As mãos da parteira se dedicam há décadas a trazer crianças ao mundo Eduardo Queiroga/ Acervo Museu da Parteir Severina Bezerra, de 71 anos, conhecida como Mainha Naninha, é uma das mais longevas integrantes da rede. Não tem a conta certa, mas acredita que já trouxe ao mundo mais de 3 mil bebês. Ela conta que Dona Prazeres ensina as parteiras tanto a sabedoria tradicional, quanto o conhecimento técnico, combinação que ela pôs em prática quando realizou o parto da própria filha. "A minha filha teve contração, a gente correu para o hospital, botaram ela no quarto, eu fiz o parto e quando médico chegou o bebê estava amamentando", afirma, orgulhosa e completa: "Peguei uma tesoura, cortei a placenta com cuidado para não romper o períneo. Eu descobri o que era períneo com a Dona Prazeres", afirma. O períneo é uma região localizada entre o ânus e a vagina que tem a função de sustentar os órgãos pélvicos, a exemplo da bexiga e do útero. Unindo saber ancestral, observação e conhecimento técnico sobre a reprodução das mulheres, o parto natural vem resistindo em meio à propagação das cesarianas — procedimento cirúrgico recomendado nos casos em que o parto natural não é viável. Dados do Ministério da Saúde, publicados pela Universidade de São Paulo (USP) em artigo que indica que o Brasil tem o segundo maior número de cesáreas no mundo, revelam que anualmente são realizados 3 milhões de partos no país, sendo que 1,68 milhão são cesáreas. Desse total, 870 mil são realizadas sem recomendação médica. Entre os meses de janeiro e outubro de 2022, foi registrado um aumento de 57,6% no número de cesáreas, diz outro trecho do texto. Na Grande Recife, em Pernambuco, a realidade é semelhante. Há mais de uma década, a taxa de cesarianas supera o total de partos normais. Segundo o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), 52,04% dos partos nessa região são cirúrgicos. As cesarianas são essenciais para salvar a vida da mulher e do bebê em casos de partos de risco, mas esse excesso de procedimentos sem indicação é resultado de uma cultura de medicalização excessiva do parto, medo da dor, preferência por ter um médico específico auxiliando no parto, entre outras causas. Recorrer a essa prática sem indicação necessária pode trazer riscos à paciente, afirma a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). As mulheres podem ter complicações nos próximos partos, sangramentos intensos, recuperação mais lenta, atrasos no início da amamentação e no contato pele a pele com o bebê, assegura a organização. Em estudo publicado na revista Ciência e Saúde Coletiva, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) pesquisadores chamaram atenção para "evidências epidemiológicas que demonstram que o Brasil vive um cenário epidêmico de cesarianas desnecessárias e indesejadas". O estudo sugere que experiências de parto desenvolvidas com apoio de movimentos sociais "parecem contribuir para experiências mais igualitárias entre as mulheres e os profissionais de saúde". Um exemplo dessas experiências é a rede de Pupilas da Prazeres, que vem assistindo mulheres sem acesso à rede hospitalar ou que facilmente cederiam à tentação de realizar uma cesariana sem necessidade comprovada por um ou mais médicos. Algumas parteiras sinalizam na frente da casa que estão sempre prontas para receber mais uma criança no mundo Eduardo Queiroga/ Acervo Museu da Parteir O chamado para povoar mundo não tem hora Além da longevidade e do grande número de partos sem óbitos, a disposição diligente de Dona Prazeres é uma marca da sua trajetória que a sagrou com uma das parteiras mais importantes do Brasil. Certa vez, relembra, o médico chamou uma enfermeira para realizar um parto de uma mulher que estava em um quarto de difícil acesso dentro de uma casa abandonada. "Ela [a primeira enfermeira convidada] se recusou, então, eu fui. Tinham três policiais. Eu entrei pela janela do primeiro andar depois de subir de corda. Fiz o parto, depois desceu um policial com o bebê, outro com a mulher parida e o outro comigo", relata eufórica. Para Prazeres, compartilhar conhecimento aumenta as chances de preservar a saúde da mulher. "Eu trabalho esses anos todinhos e ainda me sinto na obrigação de ensinar as parteiras e qualquer pessoa que possa agir para evitar a morte de uma mulher em qualquer complicação. Saber identificar um líquido amarelo, o tipo sanguíneo da mulher, pois se for Rh Negativo, precisa tomar uma vacina dentro de 72 horas", observa. Ela conta que certa vez enfrentou um homem armado para prestar assistência a uma mulher em trabalho de parto. "A gente não conhecia esse homem e sempre que a mulher gemia com a contração, ele puxava o cabelo dela, beliscava e dizia 'quando minha mãe ia parir, só se ouvia o grito do menino'. Eu deixei ele esbravejar, esbravejar, depois disse, pronto, 'agora, pare! fique calado que quem manda sou eu' e fiz o parto da mulher", recorda. Em outra situação, ela precisou furar um bloqueio policial em um protesto para realizar o parto no Suvaco da Cobra, uma comunidade da periferia que liga o Cabo de Santo Agostinho, município da Região Metropolitana, ao Recife. "Os policiais bloquearam o acesso ao bairro, e disseram 'minha senhora, não pode passar'. Eu disse, vocês estão batalhando pela segurança e eu estou batalhando pela vida e furei o bloqueio. Me seguraram, veio uma policial mulher e disse 'a senhora me pegou, eu tô lhe reconhecendo' e eu passei pra fazer o parto", relembra. Parteira Mãe Naninha considera a sua arte um chamado Eduardo Queiroga/ Acervo Museu da Parteir Dona Prazeres foi condecorada, em 2013, com o Prêmio Bertha Lutz do Senado da República e é uma dos Patrimônios Vivos de Pernambuco. Muitas das mulheres que aprenderam ou aperfeiçoaram o seu ofício de partejar ao cruzar os caminhos da velha e sábia parteira têm a sua história guardada e disponível ao público no Museu da Parteira, que reúne imagens, documentos e estudos, e realiza exposições itinerantes em eventos e espaços públicos. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: vulnerabilidade

‘Passou a facial do 'cracudo', vai ter que tirar foto 3x4’: entenda como golpistas 'roubavam rosto' de moradores de rua

Publicado em: 23/09/2025 04:01

Criminosos se fantasiavam para desviar dinheiro de benefícios sociais dos cidadãos Criminosos utilizavam pessoas em situação de vulnerabilidade, como moradores de rua e até mesmo crianças, para inserir novos rostos no sistema de reconhecimento facial e abrir cadastros falsos em bancos. A Polícia Federal do Rio de Janeiro prendeu parte do grupo, que também recorria a disfarces, como perucas e rostos pintados, para invadir contas e desviar benefícios sociais. O esquema contava com a participação de funcionários da Caixa Econômica Federal e de lotéricas. As investigações apontam que um dos funcionários chegou a receber mais de R$ 300 mil em propina para liberar acessos ao aplicativo Caixa Tem. Assim, benefícios como Bolsa Família, abono salarial e FGTS eram desviados, afetando principalmente famílias de baixa renda. A Polícia Federal identificou Felipe Quaresma como chefe da quadrilha. Ele e Cristiano Bloise de Carvalho foram presos em flagrante, enquanto outros quatro integrantes seguem foragidos. Leia também Donald Trump, Elon Musk e J.D. Vance: saiba quais autoridades estavam presentes no funeral de Charlie Kirk Pessoas em situação de rua eram usados para aplicar golpes. Reprodução/TV Globo/Fantástico Como funcionava golpe? Para criar “novos clientes”, os golpistas buscavam rostos que nunca haviam sido usados no sistema. Em mensagens interceptadas, um deles ironiza: “Passou a facial do cracudo, vai ter que tirar uma foto 3x4”, revelando que moradores de rua eram explorados no golpe. Além disso, milhares de imagens falsas foram geradas por inteligência artificial para enganar a biometria. O esquema incluía ainda os próprios criminosos posando para fotos, alterando cor da pele, cortes de cabelo e até barba. Segundo a PF, a estratégia era criar variedade de rostos para multiplicar os cadastros. A Caixa informou que colaborou com as investigações, afastou os funcionários envolvidos e reforçou que atualiza diariamente seus sistemas de segurança. A instituição anunciou ainda a criação de uma diretoria de cibersegurança. Para especialistas, nenhuma tecnologia funciona sem a integridade humana: quando o elo principal é corrompido, todo o sistema desmorona.

Vazamento de dados de mais de 600 pessoas com HIV na BA viola Constituição, LGPD e outras normas

Publicado em: 23/09/2025 04:00

Prefeitura de Feira de Santana vai abrir sindicância para apurar vazamento de dados O vazamento dos nomes e dados de mais de 600 pessoas que vivem com o HIV pela Prefeitura de Feira de Santana viola ao menos quatro direitos fundamentais da Constituição Brasileira, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), o Código de Ética Médica e as normas do Sistema Único de Saúde (SUS). A lista, que também incluia o nome de pessoas com fibromialgia e anemia falciforme, foi divulgada no Diário Oficial da cidade, no fim de semana. Segundo Bráulio Coutinho, advogado especialista em direito digital, dados de saúde são sensíveis e a divulgação deste tipo de informação possui uma série de restrições. "[o vazamento] viola fundamentos da Constituição federal, como: direito a dignidade da pessoa humana, ao sigilo, a privacidade, viola como os dados digitais devem ser tratados. Viola também a LGPD, como os dados devem ser tratados, pois informações sobre saúde são dados sensíveis e tem restrições para serem divulgados", afirmou o advogado, em entrevista à TV Subaé. Mulher que teve nome divulgado em lista de pessoas que vivem com HIV relata indignação: 'Desrespeito e desamparo' O Código de Ética Médica e normas do Sistema Único de Saúde (SUS) também afirmam que existe a necessidade de confidencialidade em informações relacionadas à saúde e orientam que a identidade de pessoas que vivem com HIV deve ser protegida para evitar estigmatização e discriminação. A Defensoria Pública da Bahia considera a publicação como indevida e deve acompanhar o caso. "Já fomos procurados pelo Conselho de Pessoas com Deficiência, que disse que vai representar o caso e a Defensoria [já] pode ajuizar uma ação coletiva", afirmou o defensor público de estado, João Gabriel de Melo. O órgão afirmou ainda que poderá adotar as medidas necessárias à remoção pública do conteúdo indevidamente exposto em sites e outros veículos de internet, para resguardar o direito de personalidade dos atingidos e se colocou à disposição para prestar o atendimento jurídico necessário ao resguardo dos direitos violados. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região Por meio de nota, a prefeitura de Feira de Santana informou que uma sindicância será aberta para identificar as causas do vazamento e responsabilizar eventuais envolvidos. Além disso, o processo tem o objetivo de implementar novas medidas para evitar futuros incidentes. A gestão municipal informou que o resultado da sindicância será publicado nos próximos 15 dias e reiterou que tem feito "todo o possível para reparar o erro e evitar que situações como esta ocorram novamente". Dirigentes de associações que reúnem pessoas com fibromialgia e anemia falciforme também começaram a se movimentar para judicializar o caso. Eles consideram o caso um desrespeito e uma humilhação das pessoas diagnosticadas. "Isso aí é um crime que não pode passar impune. A gente quer entrar com uma ação coletiva [...] e andar de mãos dadas nessa questão", enfatizou Suzana Neves, representante da Associação Feirense de Pessoas com Fibromialgia. 'Falha do sistema' Prefeitura na Bahia publica lista com nomes de pessoas que vivem com HIV ao suspender benefício Reprodução/Redes Sociais No domingo (21), procurada pela g1, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana informou que a divulgação dos nomes foi feita após uma falha do sistema. Atualmente, um diagnóstico positivo para o vírus HIV não é mais considerado uma "sentença de morte". Embora a cura ainda não tenha sido descoberta, a expectativa de vida de pessoas que vivem com o vírus HIV foi transformada ao longo dos anos com os avanços da medicina. Com o tratamento adequado, é possível levar uma rotina ativa e saudável. Além disso, há medicamentos que atuam na proteção contra o vírus, como a profilaxia pré-exposição, mais conhecida como PrEP. Segundo o Ministério da Saúde, a função do remédio é justamente evitar que o HIV infecte o organismo. Pode ser tomado esporadicamente, até 24 horas antes de uma relação sexual sem proteção, ou diariamente. Nesse caso, a recomendação é para pessoas que deixam de usar preservativo com frequência, que têm histórico de infecções sexualmente transmissíveis ou estão em situação de vulnerabilidade ao HIV. Suspensão do passe livre Segundo foi informado no Diário Oficial, a medida cumpre decisão judicial que revogou uma tutela provisória de urgência anteriormente concedida pela Justiça. De acordo com a portaria, os beneficiários devem devolver seus cartões no prazo de cinco dias úteis, além de apresentar defesa escrita ou documentos junto à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, sob pena de suspensão ou cancelamento definitivo do benefício. A portaria ainda estabelecia que as defesas devem ser protocoladas presencialmente na sede da Secretaria Municipal de Mobilidade, no bairro Mangabeira, durante o horário de expediente. Secretaria de Saúde desmente surto de HIV entre jovens na Bahia Proteção de informações sensíveis A divulgação desse tipo de dado pode configurar violação às normas constitucionais e legais de proteção de informações sensíveis. A Constituição Federal assegura a inviolabilidade da intimidade, da vida privada e do sigilo de dados. Já a Lei Geral de Proteção de Dados considera como sensíveis os dados referentes à saúde. O Código de Ética Médica e normas do Sistema Único de Saúde (SUS) também afirmam que existe a necessidade de confidencialidade em informações relacionadas à saúde e orientam que a identidade de pessoas que vivem com HIV deve ser protegida para evitar estigmatização e discriminação. A Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA) afirmou que pediu um efeito para renovar a liminar na segunda instância para continuar valendo o benefício do passe livre e seu reuniu com representantes da sociedade civil e dos movimentos sociais nesta segunda-feira (22), na Casa dos Conselhos, em Feira de Santana, para escutar os atingidos, oferecer apoio jurídico e discutir as medidas necessárias para reparar os danos e prevenir que situações como essa se repitam. O órgão afirmou que poderá adotar as medidas necessárias à remoção pública do conteúdo indevidamente exposto em sites e outros veículos de internet, para resguardar o direito de personalidade dos atingidos e se colocou à disposição para prestar o atendimento jurídico necessário ao resguardo dos direitos violados. LEIA TAMBÉM: Vazamento de dados expõe 16 bilhões de senhas, diz site; especialistas contestam número Influenciadora que teve vídeos íntimos vazados após roubo de celular diz que foi assaltada em corrida por aplicativo na Bahia Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻

Brecha no WhatsApp permitiu espionar alvos com versões desatualizadas do app

Publicado em: 23/09/2025 03:00

WhatsApp Reuters/Thomas White Um grupo de usuários de WhatsApp para iPhone e Mac pode ter sido atingido por uma campanha de espionagem que aproveitou uma brecha no aplicativo. A estimativa é de que cerca de 200 pessoas em todo o mundo tenham sido alvos da operação. Elas receberam alertas do WhatsApp com instruções para restaurar seus dispositivos e sempre manter o aplicativo atualizado. Os ataques teriam sido concluídos graças a uma falha no processo de sincronização de mensagens entre dispositivos. O erro foi corrigido e informado pela plataforma no final de agosto. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o WhatsApp, uma verificação incompleta na etapa de sincronização permitia a terceiros processar no dispositivo da vítima conteúdos de sites maliciosos. Ainda de acordo com o aplicativo, a brecha poderia ser explorada em conjunto com uma falha da Apple em que a execução de arquivos de imagem mal-intencionados corromperia a memória do dispositivo. O WhatsApp e a Apple afirmaram que as vulnerabilidades podem ter sido exploradas em ataques contra alvos específicos. A falha afetou usuários das seguintes versões: WhatsApp para iOS (antes da versão 25.21.73) WhatsApp Business para iOS (antes da versão 25.21.78) WhatsApp para Mac (antes da versão 25.21.78) Para encontrar a versão do WhatsApp no seu dispositivo da Apple, clique em "Ajustes" (o ícone da engrenagem) e, então, em "Ajuda". Ataque 'zero-clique' A vulnerabilidade no WhatsApp permitiu o chamado ataque "zero-clique", segundo a empresa de cibersegurança ISH Tecnologia. Um ataque "zero-clique" é aquele em que o usuário não realiza nenhuma ação – como clicar em links ou baixar arquivos suspeitos – e, mesmo assim, seu dispositivo é invadido. "É um ataque muito sofisticado que envolve conhecimento avançado da vulnerabilidade", afirmou Paulo Trindade, gerente de Serviços de Segurança Cibernética da ISH Tecnologia. Com a possibilidade de enviar arquivos maliciosos para a vítima, cibercriminosos podem instalar programas espiões para ter o controle de praticamente todo o celular, incluindo câmera, microfone e histórico de chamadas. "Essas vulnerabilidades ocorrem em diversos sistemas. Ao escrever o código, pode não haver uma falha, mas ela surge ao ser combinada com outros fatores", disse Trindade. LEIA TAMBÉM: Lula e Janja encontram chefe do TikTok em Nova York e rede cita investimentos no Nordeste Nvidia anuncia investimento de até US$ 100 bilhões na OpenAI, dona do ChatGPT Crescimento do PIX e falhas de segurança: por que ataques a bancos têm se repetido? Deu ruim: lançamento de óculos da Meta é marcado por falhas

Palavras-chave: tecnologiavulnerabilidade

Polícia Civil deve pedir que Justiça feche torcida jovem do Flamengo no DF; membros são suspeitos de matar vascaíno em ônibus

Publicado em: 23/09/2025 02:00

Vascaíno é atacado e morto por integrantes de torcida organizada do Flamengo A Polícia Civil do Distrito Federal deve pedir à Justiça que decrete o fechamento da sede da Torcida Jovem do Flamengo na capital. O pedido é baseado no suposto envolvimento de membros da torcida no assassinato de Eumar Vaz, de 34 anos – torcedor do Vasco que foi esfaqueado por flamenguistas em um ônibus no domingo (21). Até a noite desta segunda-feira (22), ninguém tinha sido preso e a identidade dos suspeitos não tinha sido divulgada. Segundo a Polícia Civil, cerca de 20 torcedores do Flamengo estavam no ônibus, incluindo quatro mulheres. Um vídeo feito por testemunha mostra o momento em que Eumar Vaz é atacado a golpes de faca por flamenguistas. Veja: VÍDEO mostra momento em que torcedor do Vasco é atacado por flamenguistas no DF Ele foi alvo das agressões após se recusar a tirar a camisa do time. Eumar morreu no hospital, na manhã desta segunda (22). Os suspeitos fugiram e são procurados pela polícia. Em nota, a torcida jovem do Flamengo repudia os episódios de violência envolvendo torcedores. Afirma que os agressores não fazem parte do pelotão e que seus atos não representam os valores da torcida (veja a íntegra abaixo). Nota de Repúdio da Torcida Jovem do Flamengo – 23° Pelotão Brasília Reprodução/Redes Sociais Declara ainda que a torcida é contra a violência, defendendo que rivalidade deve ficar apenas dentro do campo e reafirma o compromisso de promover a paz no futebol, para que todos possam torcer de forma segura e sem medo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O caso aconteceu em Samambaia, na linha 812.1. As imagens mostram Eumar caído no ônibus, enquanto sangra no peito. Três homens aparecem próximos a ele, com pedaços de madeira nas mãos e tentando puxar a camisa de Eumar. Eumar Vaz, torcedor do Vasco que foi morto por torcedores do Flamengo no DF reprodução Segundo familiares, Eumar foi esfaqueado duas vezes, no peito e braço. Ele foi levado para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC), onde faleceu nesta segunda. Eumar deixa dois filhos. Como foi o ataque Vídeo mostra rastros de sangue no ônibus onde torcedor do Vasco foi esfaqueado no DF. Vídeo: @patrulhaeaborsagemdf Flamengo e Vasco se enfrentaram na noite de domingo, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. O jogo terminou empatado. Neste dia, Eumar Vaz pegou um ônibus em Samambaia, que tinha torcedores do time rival. Segundo a Polícia Militar, flamenguistas pediram ele tirasse a camisa do Vasco, mas Eumar se recusou. Foi quando o ataque começou. Imagens publicadas em rede social mostram o ônibus após o ataque, com rastros de sangue (veja vídeo acima). Eumar Vaz, torcedor do Vasco que foi morto por torcedores do Flamengo no DF reprodução O que diz a Torcida Jovem do Flamengo "A Torcida Jovem do Flamengo, 23° Pelotão de Brasília, vem a público repudiar veementemente os atos de violência e selvageria ocorridos recentemente. Nossos princípios não compactuam com esse tipo de comportamento, e é com grande pesar que observamos o uso da violência por pessoas que se dizem parte de torcidas organizadas. O verdadeiro torcedor defende suas cores, seu time e sua bandeira com paixão, mas nunca com covardia. Os agressores envolvidos nos atos recentes não são membros, integrantes ou sócios do nosso pelotão. Eles não nos representam e seus atos não refletem os valores que a Torcida Jovem do Flamengo preza. A sede da Torcida Jovem do Flamengo em Brasília é um espaço familiar, frequentado por crianças, pais e mães de família, que encontram no convívio da torcida um ambiente de amizade, acolhimento e respeito. Nossa caminhada é pautada pela não violência e pelo compromisso social. Realizamos palestras educativas, campanhas de solidariedade e ações sociais como o Dia das Crianças, com arrecadação e doação de brinquedos, o Natal Sem Fome, com doações de alimentos, e a Campanha do Agasalho, destinada a ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade durante o inverno. Reafirmamos que nossas diferenças com torcedores rivais devem ficar restritas ao campo, à euforia do jogo e à paixão pelo futebol. A violência que vimos nos últimos dias, resultando em feridos e na perda irreparável de uma vida, não nos traz qualquer alegria. O choro da mãe do adversário não traz sorriso para a nossa. Manifestamos aqui nossos mais sinceros pêsames aos familiares e amigos do torcedor covardemente assassinado. Que sua memória seja respeitada e que a justiça seja feita, para que casos como este jamais se repitam. Seguiremos firmes no compromisso de promover uma cultura de paz no futebol. Queremos torcer, cantar e vibrar sem medo, em um ambiente que seja seguro para todos." LEIA TAMBÉM: SÃO SEBASTIÃO: mulher de 43 anos morre após bater carro em poste no DF; filhas de 6 e 8 anos ficam feridas PRISÃO DOMICILIAR: Moraes cobra do governo do DF relatórios de inspeção de carros que visitaram Bolsonaro Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Grupo que agrediu e matou torcedor do Vasco tinha 20 flamenguistas; polícia do DF analisa imagens

Publicado em: 22/09/2025 20:28

VÍDEO mostra momento em que torcedor do Vasco é atacado por flamenguistas no DF O grupo que agrediu e matou o torcedor do Vasco em um ônibus no Distrito Federal neste domingo (21) tinha 20 flamenguistas, segundo a investigação. A Polícia Civil do DF ainda analisa imagens internas do ônibus para identificar os envolvidos. Até a noite desta segunda-feira (22), ninguém tinha sido preso. Vídeo feito por uma testemunha mostra o momento em que um torcedor do Vasco, Eumar Vaz, de 34 anos, é atacado a golpes de faca por flamenguistas no Distrito Federal, no domingo (21) (veja acima). Eumar Vaz foi alvo das agressões após se recusar a tirar a camisa do time. Ele morreu no hospital, na manhã desta segunda. Os suspeitos fugiram e são procurados pela polícia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O ônibus está passando por perícia, e a polícia busca as digitais dos suspeitos. De acordo com o delegado Alexandre Gratão, equipes da 32ª Delegacia de Polícia Civil (Samambaia Sul) estão nas ruas em busca dos envolvidos. A Torcida Jovem do Flamengo repudiou os atos de violência e afirmou que "o verdadeiro torcedor defende suas cores, seu time e sua bandeira com paixão, mas nunca com covardia" (veja nota completa abaixo). Como foi o ataque Eumar Vaz, torcedor do Vasco que foi morto por torcedores do Flamengo no DF reprodução Flamengo e Vasco se enfrentaram na noite de domingo (21), em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. O jogo terminou empatado. Eumar fazia parte de uma torcida organizada do Vasco e assistiu o jogo com amigos no Guará. Na hora do ataque, ele estava voltando para casa, no Riacho Fundo II. O caso aconteceu em Samambaia, dentro do ônibus da Urbi da linha 812.1. Segundo a Polícia Militar, flamenguistas pediram ele tirasse a camisa do Vasco, mas Eumar se recusou. Foi quando o ataque começou. Em um vídeo, três homens aparecem próximos a Eumar, com pedaços de madeira nas mãos e tentando puxar a camisa dele. As imagens mostram Eumar caído no ônibus, enquanto sangra no peito. Segundo familiares, Eumar foi esfaqueado duas vezes, no peito e braço. Ele foi levado para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC), onde faleceu nesta segunda. Eumar trabalhava como motorista e deixa dois filhos: um de 13 anos e outro, de 3 anos. Vídeo mostra rastros de sangue no ônibus onde torcedor do Vasco foi esfaqueado no DF. Vídeo: @patrulhaeaborsagemdf Imagens publicadas em rede social mostram o ônibus após o ataque, com rastros de sangue (veja vídeo acima). Eumar Vaz, torcedor do Vasco que foi morto por torcedores do Flamengo no DF reprodução O que diz a Torcida Jovem do Flamengo "A Torcida Jovem do Flamengo, 23° Pelotão de Brasília, vem a público repudiar veementemente os atos de violência e selvageria ocorridos recentemente. Nossos princípios não compactuam com esse tipo de comportamento, e é com grande pesar que observamos o uso da violência por pessoas que se dizem parte de torcidas organizadas. O verdadeiro torcedor defende suas cores, seu time e sua bandeira com paixão, mas nunca com covardia. Os agressores envolvidos nos atos recentes não são membros, integrantes ou sócios do nosso pelotão. Eles não nos representam e seus atos não refletem os valores que a Torcida Jovem do Flamengo preza. A sede da Torcida Jovem do Flamengo em Brasília é um espaço familiar, frequentado por crianças, pais e mães de família, que encontram no convívio da torcida um ambiente de amizade, acolhimento e respeito. Nossa caminhada é pautada pela não violência e pelo compromisso social. Realizamos palestras educativas, campanhas de solidariedade e ações sociais como o Dia das Crianças, com arrecadação e doação de brinquedos, o Natal Sem Fome, com doações de alimentos, e a Campanha do Agasalho, destinada a ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade durante o inverno. Reafirmamos que nossas diferenças com torcedores rivais devem ficar restritas ao campo, à euforia do jogo e à paixão pelo futebol. A violência que vimos nos últimos dias, resultando em feridos e na perda irreparável de uma vida, não nos traz qualquer alegria. O choro da mãe do adversário não traz sorriso para a nossa. Manifestamos aqui nossos mais sinceros pêsames aos familiares e amigos do torcedor covardemente assassinado. Que sua memória seja respeitada e que a justiça seja feita, para que casos como este jamais se repitam. Seguiremos firmes no compromisso de promover uma cultura de paz no futebol. Queremos torcer, cantar e vibrar sem medo, em um ambiente que seja seguro para todos." LEIA TAMBÉM: SÃO SEBASTIÃO: mulher de 43 anos morre após bater carro em poste no DF; filhas de 6 e 8 anos ficam feridas PRISÃO DOMICILIAR: Moraes cobra do governo do DF relatórios de inspeção de carros que visitaram Bolsonaro Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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