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Rios que abastecem Piracicaba têm vazão e nível abaixo da média esperada para outubro

Publicado em: 16/10/2025 08:29

Escassez hídrica: Bacia do Rio Piracicaba integra alerta do governo de SP Mesmo com as chuvas registradas no segunda quinzena de outubro, os Rios Piracicaba e Corumbataí, responsáveis pelo abastecimento de água em Piracicaba (SP), têm vazão e nível abaixo da média esperada para o mês, apontam dados do boletim Sala de Situação do Consórcio das Bacias PCJ, a partir de dados do SP Águas, divulgados nesta quarta-feira (15). Rio Corumbataí 🏞️A vazão atual do Rio Corumbataí, responsável por mais de 80% do abastecimento de Piracicaba, é de 5,85 mil litros de água por segundo (m3/s) nesta quarta-feira (15). A marca é 28,09 % menor do que o volume médio esperado para o reservatório, de 8,13 m3/s. O nível do manancial na mesma data era de 0,88m de profundidade, 6% abaixo da média histórica esperada para outubro no trecho de Piracicaba, que é de 0,94m. Rio Piracicaba 🏞️O Rio Piracicaba, responsável por cerca de 20% do abastecimento, tem vazão 67,8% abaixo da média para outubro. Com 22,23 mil litros de água por segundo (m3/s) na estação de captação na região da Rua do Porto, em Piracicaba. A expectativa para o mês é de 69,63 m3/s. O nível do manancial também ficou abaixo da média para outubro. Nesta quarta (15), a profundidade do Rio Piracicaba era 1,08 metro, nível 30% menor que a expectativa prevista no mês, que é de 1,55m. Chuvas Na primeira quinzena de outubro, Piracicaba registrou 46,2 milímetros de chuvas. As precipitações ficaram concentradas na segunda semana, entre os dias 8 e 13 de outubro, segundo medições da estação meteorológica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), o campus da Universidade de São Paulo (USP) na cidade. A média história de chuvas é de 110,3 milímetros. Setembro seco Piracicaba somou 20,6 milímetros (mm) de chuvas em todo mês de setembro de 2025. O volume, concentrado em apenas dois dias do mês, representa 34% da média histórica esperada para este período do ano, que é de 60,4 mm. As medições são da estação meteorológica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), o campus da Universidade de São Paulo (USP) na cidade. Setembro registrou chuvas nos dias 21 e 22 de setembro, com volumes de 1,8 milímetros e 18,8 milímetros em cada um, respectivamente. Protocolo de Escassez Hídrica O Rio Piracicaba, em Piracicaba (SP), integra alerta da Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), em documento que instituiu o "Protocolo de Escassez Hídrica", aprovado no dia 23 de setembro. O manancial integra uma das bacias estratégicas para o abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP). O Rio Piracicaba é responsável por 20% do abastecimento em Piracicaba (SP), mas a bacia hidrográfica do manancial oferta água para outras dezenas de municípios. Siga o g1 Piracicaba no Instagram📱 As áreas abrangidas pelas declarações são: Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (UGRHI-06), que concentra a maior parte dos sistemas produtores da RMSP Porção paulista da Bacia do Rio Piracicaba (parte da UGRHI-05), cuja cabeceira integra o Sistema Cantareira, maior sistema produtor do Estado Baixa vazão impede saída de barcos turísticos pelo Rio Piracicaba, em Piracicaba (SP), neste domingo (21) Edijan Del Santo Segundo o governo do Estado de São Paulo, o novo protocolo de escassez hídrica se ampara em indicadores hidrometeorológicos e estudos conduzidos pelas Superintendências de Segurança Hídrica e de Regulação da SP Águas. "O estudo considerou séries históricas de chuvas e afluências, projeções climáticas e volumes dos reservatórios, além das regras de operação e outorgas vigentes. Também foi avaliada a vulnerabilidade hídrica nas dimensões de exposição, sensibilidade e capacidade de resposta institucional, assegurando a prioridade do abastecimento humano e da dessedentação animal", detalhou. O que passa a valer após o protocolo? 📝 Segundo o governo de São Paulo, passam a valer imediatamente as condições previstas no Protocolo, como: priorização dos processos de concessão de outorga emergencial e sazonal para os usos prioritários suspensão da emissão de novos processos de novas outorgas para usos não prioritários O Protocolo de Escassez Hídrica é implantado como experimento regulatório com vigência inicial de 24 meses. "O objetivo é organizar a atuação da Agência em cinco estágios de disponibilidade hídrica (Normalidade, Atenção, Alerta, Crítico e Emergência), definidos a partir da combinação de indicadores hidrometerológicos", detalhou. Cada estágio prevê medidas proporcionais que vão da intensificação do monitoramento até ajustes temporários de outorgas, sempre assegurando a prioridade estabelecida pela legislação vigente. PCJ O Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ) informou em nota, enviada ao g1, no dia 25 de setembro, a Deliberação do SP Águas busca assegurar a sustentabilidade hídrica das Bacias Hidrográficas do Estado de São Paulo, com ações a serem adotadas divididas, também, por grau de intensidade da estiagem. “O Consórcio PCJ entende que as ações que a entidade vem tomando durante todo o ano de 2025, como o monitoramento da disponibilidade hídrica, a produção de boletins hidrológicos e as medidas da Operação Estiagem 365 estão preparando os municípios, empresas e a sociedade das Bacias PCJ para o enfrentamento de impactos de estiagens mais severas, que possam acarretar medidas de contingenciamento como a realizada essa semana pelo SP Águas”, observou. Ainda no documento, o Consório PCJ afirmou que monitora, periodicamente, o comportamento hídrico das Bacias PCJ, por meio de boletins hidrológicos disponibilizados aos municípios e empresas associados e à sociedade. “[O objetivo] é a apresentar o cenário presente e projetar possíveis comportamentos hídricos futuros para balizar a tomada de decisões quanto à segurança hídrica”, completou. Operação estiagem Desde o início de 2025, o Consórcio PCJ, prevendo a intensificação da estiagem nesse ano e com possibilidade de reflexos para o período seguinte, instituiu a Operação Estiagem 365, com objetivo de garantir a disponibilidade hídrica durante o ano todo, mesmo com a redução das precipitações. O documento tem propostas de ações divididas em três graus de criticidade de atendimento do abastecimento de água: Baixa dificuldade no atendimento de água ou fase verde Média dificuldade ou fase amarela Alta dificuldade ou fase vermelha Em cada uma das fases medidas são recomendadas para amenizar os impactos à população e evitar uma possível interrupção do serviço de abastecimento. Essas medidas buscaram preparar os municípios e empresas para possíveis desdobramentos de um agravamento da estiagem, com base nos aprendizados de anos anteriores, em modo especial da crise hídrica de 2014/2015. O Consórcio PCJ segue com suas recomendações para o uso sustentável das fontes de água para assegurar a passagem por esse período de escassez sem prejuízos à disponibilidade hídrica. Águas escuras em setembro Após as chuvas registradas em Piracicaba (SP) no dia 22 de setembro, as águas do manancial que corta a cidade ficaram escuras e turvas. O município não tinha volume de chuvas significativo há quase um mês, desde o dia 27 de agosto de 2025, segundo medições da estação meteorológica da Esalq-USP. Entenda cenário, abaixo. Segundo especialista consultado pelo g1, a coloração escura da água no manancial pode ser perigosa porque mexe com a matéria orgânica no fundo do leito do rio e, a depender da situação, alterar o nível de oxigenação da água, o que também pode provocar mortandade de peixes. A análise é do professor e pesquisador em Ecologia Aplicada, Plínio Barbosa de Camargo, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba. Saiba por que água do Rio Piracicaba fica escura após chuvas e entenda riscos "O cenário pode ser explicado pelo revolvimento do lodo do fundo do rio. Fizemos a medição da água um dia antes das chuvas, no início da semana. A situação não era tão crítica, apesar da estiagem", observou o professor. Após chuvas registradas no leito do Rio Piracicaba, águas do manancial ficam escuras e Cetesb monitora situação Edijan Del Santo/EPTV O pesquisador da Esalq-USP alerta que é importante monitorar a qualidade da água nesse período após chuvas. "É preciso verificar se essa coloração continua após alguns dias. Como estava há muito tempo se chover, formou muito lodo no fundo. Se a cor da água não mudar, indica possível descarga química no leito", pontuou. Águas do Rio Piracicaba apresentam coloração escura e turbidez após chuvas registradas na região da Rua do Porto Edijan Del Santo/EPTV LEIA TAMBÉM Pico da estiagem: após 78 sem chuvas, Rio Piracicaba tem baixa vazão e Semae aumenta uso de cloro no tratamento de água VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Piracicaba

Palavras-chave: vulnerabilidade

Auxílio emergencial: saiba quem recebeu indevidamente e como devolver o benefício

Publicado em: 16/10/2025 06:01

Famílias em Goiás terão que devolver auxílio emergencial As 6 mil famílias em Goiás que devem devolver cerca de R$ 16,6 milhões recebidos de forma indevida no pagamento do auxílio emergencial durante o período da pandemia de Covid-19 têm 60 dias após a notificação para o pagamento. A lista dos beneficiários foi divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) (veja quem deve devolver abaixo). No total, em todo o país, 177,4 mil famílias receberam o benefício de forma indevida, somando R$ 478,8 milhões a serem devolvidos aos cofres públicos. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Quem precisa devolver As pessoas que tiverem dúvida podem consultar suas situações de forma direta no site do sistema Vejae. Caso haja uma notificação vinculada ao CPF, significa que há uma pendência a ser paga. LEIA TAMBÉM: Auxílio emergencial: mais de 6 mil famílias em Goiás devem devolver R$ 16,6 milhões pagos indevidamente, diz governo PF prende em Goiânia suspeito de participar de fraudes de R$ 50 milhões no Auxílio Emergencial Preso em Goiânia suspeito de participar de fraudes de R$ 50 milhões no Auxílio Emergencial é hacker e criou programa para aplicar golpes O governo também notifica as pessoas por meio de mensagens enviadas por SMS, WhatsApp, e-mail e pelo aplicativo Notifica. Mas o ministério alerta que não envia links nem boletos e reforça que, em caso de dúvidas, o cidadão pode entrar em contato pelo Disque Social 121 ou consultar o portal e as redes oficiais do MDS. Os que não concordarem com a cobrança podem apresentar recurso em até 30 dias. Caso o pedido seja negado, há um novo prazo de 45 dias para pagamento ou interposição de recurso. Aplicativo para ter acesso ao auxílio emergencial, vigente entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19 Marcello Casal jr/Agência Brasil Quem recebeu indevidamente O pagamento foi considerado irregular nos casos em que o governo identificou inconsistências, como: Emprego formal ativo Recebimento de benefício previdenciário ou assistencial Recebimento de seguro-desemprego Recebimento do Benefício Emergencial (BEm) Renda acima do limite legal Pagamento duplicado Mais de duas pessoas da mesma família recebendo o auxílio Renda familiar superior a três salários mínimos Quem não precisa devolver Ficam fora do processo de cobrança as pessoas em situação de vulnerabilidade social. Segundo o MDS, não precisam devolver: Beneficiários do Bolsa Família Inscritos no Cadastro Único Quem recebeu menos de R$ 1,8 mil Famílias com renda per capita de até dois salários mínimos ou renda familiar total de até três salários mínimos Como devolver o valor A devolução deve ser feita exclusivamente pelo sistema Vejae, com pagamento por meio da plataforma PagTesouro, utilizando: PIX Cartão de crédito Boleto (GRU Simples, pagável apenas no Banco do Brasil) O pagamento pode ser à vista ou parcelado em até 60 vezes, com parcela mínima de R$ 50. Não há cobrança de juros nem multa. Quem não devolver dentro do período pode ser inscrito na Dívida Ativa da União, no Cadin (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados) e ter o nome negativado. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

Palavras-chave: hackervulnerabilidade

Beneficiários de programa habitacional do PA denunciam atrasos e cobranças abusivas em materiais de construção

Publicado em: 15/10/2025 21:48

Famílias denunciam golpe no programa habitacional 'Sua Casa', antigo 'Cheque Moradia' Famílias em Belém denunciam ter sido vítimas de fraude ao tentar usar o benefício do programa "Sua Casa", antigo "Cheque Moradia", do governo do estado do Pará, destinado a construir, ampliar ou reformar residências de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Segundo a denúncia das famílias, taxas abusivas estão sendo cobradas em cima dos valores dos materiais e há também atraso nas entregas das compras. Em nota, a Companhia de Habitação do Pará (Cohab) disse que os beneficiários podem comprar materiais em qualquer loja com CNPJ ativo e que não deve ser aceita cobrança de taxa. O valor do cheque é compensado diretamente nos impostos dos estabelecimentos devidos ao estado. Gleice Souza é uma das afetadas. Em 2024, a filha dela recebeu o valor de R$ 10 mil por ser a melhor aluna do colégio. A dona de casa foi até a loja de construção mais próxima, fez a compra do material, mas não recebeu os produtos comprados. A residência da família fica localizada sobre o Canal do Mata Fome, e começou a desmoronar. Gleice, o marido e os três filhos tiveram que se mudar para casa de parentes. Beneficiários do programa, antigo "Cheque Moradia", denunciam cobrança indevida e atraso na entrega de materiais, prejudicando reformas em Belém. TV Liberal Segundo Gleice, a loja de construção reteve 50% do valor do cheque, o que é proibido pelo regulamento do programa. 📲 Clique e siga o canal do g1 Pará do WhatsApp A empresa W.W Materiais de Construção, registrada no bairro do Bengui no nome de Alcilene Dias Ferreira, é responsável pelo fornecimento. Diversas famílias relatam problemas semelhantes. Na casa de Aline e Nildo Braga, os R$ 7 mil do auxílio resultaram apenas na construção de uma escada. O segundo andar, que incluiria quartos do casal e dos filhos, além do banheiro, não saiu do papel porque o material nunca foi entregue. A proprietária da W.W Materiais de Construção justificou para as famílias a demora na entrega dos materiais, alegando o grande número de rotas de entrega e as chuvas recentes. Beneficiários do programa, antigo "Cheque Moradia", denunciam cobrança indevida e atraso na entrega de materiais, prejudicando reformas em Belém. TV Liberal O casal registrou boletim de ocorrência em junho deste ano e descobriu que outras famílias também haviam reclamado. A proprietária da estância foi intimada e recebeu prazo de 30 dias para entregar os materiais, que não foi cumprido. As famílias dizem que Alcilene não atende mais as ligações. O g1 também tenta contato com a proprietária. Outra vítima é Scarlet Santos, manicure, que entregou o cheque em novembro de 2024 e também não recebeu o material. A Polícia Civil informou que a proprietária já foi ouvida e alegou que as entregas são feitas de forma gradativa. A orientação da polícia é que os beneficiários que se sintam lesados registrem boletim de ocorrência. VÍDEOS com as principais notícias do Pará Acesse todas as notícias do estado no g1 Pará.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Polícia encontra crianças em alojamento precário de escolinha de futebol em MG

Publicado em: 15/10/2025 18:10

Viatura da Polícia Civil em frente à casa onde seis meninos foram encontrados vivendo em condições precárias no Bairro Santa Luzia, em Formiga Polícia Civil/Divulgação A Polícia Civil investiga uma denúncia de que seis meninos, com idades entre 11 e 14 anos, eram mantidos em condições precárias em uma casa no Bairro Santa Luzia, em Formiga, sob a justificativa de participarem de treinamentos em uma escolinha de futebol. A ação foi realizada na manhã desta quarta-feira (15) e contou com o apoio do Conselho Tutelar. Segundo a polícia, os meninos são naturais de Arcos e Lagoa da Prata. Quatro deles apresentaram documentação e autorização dos responsáveis, enquanto dois não tinham qualquer tipo de identificação. O responsável pelo local, um treinador de 51 anos, natural da Bahia, foi levado à delegacia para prestar depoimento e permanece à disposição da Justiça. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com o delegado Emmanuel Gomes, responsável pela investigação, a denúncia chegou à Polícia Civil após relatos de que “menores estariam perambulando pelo Bairro Santa Luzia, com fome, pedindo dinheiro e dizendo que faziam parte de uma escolinha de futebol próxima ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae)”. Ao chegar ao endereço indicado, a equipe constatou que os meninos dormiam em um local sem condições básicas de permanência. “Encontramos seis crianças dormindo nesse imóvel, sob o pretexto de estarem treinando em uma escolinha de futebol. Ninguém na cidade tinha conhecimento da existência dessa escola”, relatou o delegado. LEIA TAMBÉM: Criança e mais de 100 adolescentes são retirados de trabalho infantil em fábricas de calçados em MG Treinador de handebol é denunciado pelo Ministério Público por maus-tratos e violência sexual contra adolescentes em MG Imagens mostram o interior da casa usada como alojamento de escolinha de futebol em Formiga. No local, a Polícia Civil encontrou geladeira com alimentos estragados, bebidas alcoólicas e ambiente desorganizado Polícia Civil/Divulgação Durante a vistoria, as condições da casa chamaram a atenção dos policiais. “Não se espera que um lugar que mexe com esporte e com o sonho de crianças apresente um cenário assim. Havia bebidas alcoólicas, roupas sujas, alimentos estragados na geladeira, uma bagunça tremenda e nenhuma cama digna”, disse Emmanuel. O delegado explicou ainda que, segundo os relatos colhidos durante as escutas especializadas, as crianças eram orientadas a vender rifas para ajudar na manutenção do projeto. “Para sustentar o projeto, elas eram orientadas a vender cerca de R$ 500 em rifas. Isso é completamente incompatível com o funcionamento de uma iniciativa idônea”, acrescentou. Os meninos foram levados à Delegacia de Polícia Civil de Formiga, e os pais ou responsáveis foram acionados para comparecer ao local e regularizar a situação. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para apurar se as crianças estavam frequentando a escola, além de verificar possíveis situações de vulnerabilidade relacionadas à saúde e à segurança delas. O Conselho Tutelar acompanha o caso. Cômodo da casa usada como alojamento de escolinha de futebol em Formiga tinha móveis quebrados, entulho e objetos amontoados Polícia Civil/Divulgação VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas O

Palavras-chave: vulnerabilidade

Caso Melinda: o que se sabe sobre caso dos pais suspeitos de matar filha de 2 meses em Roraima

Publicado em: 15/10/2025 15:43

Mãe suspeita de matar filha de 2 meses aparece com bebê em bar horas antes da morte A bebê Melinda Sofia Conceição dos Santos, de quase 2 meses, foi encontrada morta na segunda-feira (13) em um apartamento em Boa Vista. A mãe, Renata Pereira dos Santos, de 26 anos, e o pai, Halisson Conceição dos Santos, de 36, foram presos por homicídio qualificado pela morte da criança. A justiça manteve a prisão preventiva do casal nessa terça-feira (14). O juiz levou em consideração que Renata enviou mensagens a Halisson ameaçando matar a própria filha. Melinda faria dois meses no próximo dia 18. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp O g1 tenta contato com a defesa de Renata e de Halisson. Confira abaixo o que se sabe e o que ainda falta saber sobre o caso. Onde a bebê foi encontrada? Mãe apareceu com a criança em um bar horas antes da morte Os pais foram presos em flagrante? Justiça manteve casal preso Qual foi a causa da morte da bebê? Qual foi o papel de cada um dos suspeitos? 1. Onde a bebê foi encontrada? Melinda Sofia Conceição dos Santos tinha menos de 2 meses e foi encontrada morta Caíque Rodrigues/g1 RR e Arquivo Pessoal Melinda foi encontrada sem vida com hematomas pelo corpo no apartamento onde morava com a mãe, no bairro Jardim Equatorial, zona Oeste de Boa Vista. O caso aconteceu na manhã de segunda-feira. Segundo a Polícia Militar, a mãe relatou que, por volta das 4h da manhã, deixou a filha sozinha em casa para ir comprar absorventes. Depois, foi até uma distribuidora de bebidas onde estava o pai da bebê. Ela disse que entregou a chave do apartamento a ele, afirmando que era a vez dele cuidar da filha. Renata dos Santos foi presa em flagrante pelo crime de abandono de incapaz com resultado em morte, e o pai foi levado, inicialmente apenas para prestar depoimento na delegacia. Durante o depoimento, o churrasqueiro afirmou que passou a noite anterior em bares diferentes da cidade e não chegou a entrar no apartamento. Segundo ele, a mãe teria jogado a chave do apartamento dizendo que “a filha estava lá jogada” antes de sair. O pai contou ainda que só soube da morte da bebê ao receber fotos da criança já sem vida enviadas por um conhecido. 2. A mãe apareceu com a criança em um bar horas antes da morte Suspeita de matar a própria filha aparece bom o bebê em bar horas antes da morte Reprodução/Portal Raniely Carvalho Horas antes de a menina ser encontrada morta, por volta das 10h30 de domingo (12), Renata foi filmada com a filha em um bar (assista no vídeo acima). No vídeo, feito por uma testemunha, Renata aparece com a criança no colo enquanto briga com a pessoa que filma. Em outro momento, a mãe afirma que o pai de Melinda é advogado e por isso ela não tem medo de expor a criança. Halisson é churrasqueiro. "Para tu ver, o tanto que eu sou doida, porque se eu fosse normal, aonde que eu ia expor minha filha, desse jeito... eu não ia expor, mas eu sou tão doida que eu exponho mesmo", afirma Renata enquanto briga. No dia seguinte, a bebê foi achada sem vida no apartamento da família. 3. Os pais foram presos em flagrante? Na delegacia, Renata e Halisson foram presos em flagrante pela Polícia Civil. Os dois foram autuados por homicídio qualificado com quatro agravantes: motivo torpe; motivo fútil; meio que dificultou a defesa da vítima; homicídio praticado contra menor de 14 anos por ascendente, ou seja, quando o crime é praticado pelos próprios pais ou responsáveis. Renata Ferreira dos Santos, de 26 anos, e Halisson Conceição dos Santos, de 36, suspeitos de matar a filha Melinda Sofia Conceição dos Santos, de menos de 2 meses. Reprodução Segundo o delegado João Evangelista, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e titular da Delegacia-Geral de Homicídios (DGH), o casal foi levado pela Polícia Militar ao Plantão Central e depois encaminhado à DGH, onde o caso é investigado. O delegado informou que as investigações apontam que o relacionamento entre os dois era marcado por brigas constantes e episódios de violência. Há indícios de que a criança vivia em situação de vulnerabilidade desde o nascimento. “Na madrugada em que o crime ocorreu, o casal teria ingerido bebida alcoólica e se envolvido em uma nova discussão, o que pode ter sido o estopim para o delito”, explicou o delegado. O casal, de acordo com vizinhos, havia sido expulso do apartamento onde viviam há 3 meses pelos donos da vila por causa de "brigas constantes". 4. Justiça manteve casal preso A Justiça de Roraima converteu a prisão em flagrante do casal em prisão preventiva. Na decisão, o juiz Renato Albuquerque destacou que Renata enviou mensagens ao pai da criança ameaçando matar a filha, e que Halisson não tomou nenhuma providência para evitar o crime. O magistrado considerou as versões do casal contraditórias e disse que o caso representa “risco real e atual à ordem pública”. 5. Qual a causa da morte da bebê? Ainda não se sabe qual a causa da morte da bebê Melinda Sofia. O laudo pericial está em fase de conclusão. O corpo da bebê foi levado ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde passou por exames, e foi liberado para a família ainda na segunda-feira. 6. Qual foi o papel de cada um dos suspeitos? Ainda não há uma definição oficial sobre o papel dos suspeitos na morte da bebê. Ambos foram presos e são investigados por homicídio qualificado. Segundo a Polícia Civil, as investigações seguem em andamento. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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Governo entrega novo batalhão da PM e reforça segurança no Centro de Teresina

Publicado em: 15/10/2025 14:39

Batalhão vai reforçar a segurança no centro de Teresina. Gabriel Paulino/Secom O governador do Piauí, Rafael Fonteles, inaugurou, nesta quarta-feira (15), o novo prédio do 1º Batalhão da Polícia Militar (BPMPI), localizado na Rua David Caldas, no Centro-Sul de Teresina. A obra, realizada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-PI), teve investimento de R$ 1,75 milhão. O novo espaço foi totalmente reformado e ampliado, oferecendo mais funcionalidade e acessibilidade aos policiais e à população. No térreo, há recepção, salas operacionais, cozinha, refeitório e alojamentos com banheiros individuais. Já o pavimento superior conta com auditório, áreas administrativas e sala multifuncional para treinamentos e reuniões. Todos os ambientes são climatizados, com internet, mobiliário novo e estrutura adaptada às normas de segurança e acessibilidade. Assim como os demais batalhões da capital, o 1º BPM funciona 24 horas por dia, garantindo atendimento contínuo à população. Durante a solenidade, o governador Rafael Fonteles destacou que a entrega marca a modernização do primeiro batalhão da capital dentro do programa de ampliação e revitalização das Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP). “Estamos revitalizando e modernizando todos os prédios da segurança pública, assim como fazemos na saúde e na educação. É o maior investimento da história em infraestrutura e tecnologia na segurança. Esse batalhão é o centro da segurança pública da região central, um espaço adequado tanto para o trabalho dos nossos policiais quanto para o atendimento da população”, afirmou o governador. Segurança reforçada Centro de Teresina terá reforço na segurança. Gabriel Paulino/Secom O secretário da Segurança Pública, Chico Lucas, destaca que o novo espaço é estratégico para o reforço das ações de combate ao crime na região central, que concentra grande fluxo de pessoas e comércios. “O 1º Batalhão precisava dessa revitalização. Estamos entregando uma sede estruturada e digna, que fortalece o policiamento e o atendimento à população. Mas, o problema do Centro não se resolve só com polícia, é preciso pensar em moradia, assistência social e recuperação de pessoas em situação de vulnerabilidade”, pontuou. Policiais atuarão no centro de Teresina. Gabriel Paulino/Secom O comandante-geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Scheiwann Lopes, destacou a continuidade dos serviços prestados mesmo durante a obra e os resultados positivos já alcançados na região. “O batalhão continuou atuando durante a reforma e agora volta para um prédio moderno e funcional. Já são três meses sem homicídios no Centro e uma redução de mais de 50% nos casos de furtos e arrombamentos. Isso mostra o impacto do trabalho integrado e da presença policial”, finaliza o coronel.

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Sistema que oferece companhia em pontos de ônibus é acionado ao menos 2 vezes por dia em Campinas

Publicado em: 15/10/2025 13:20

Sistema que oferece companhia em pontos de ônibus é usado 2 vezes por dia em Campinas Um sistema criado para oferecer companhia a quem se sente vulnerável em pontos de ônibus durante a noite tem sido acionado, em média, 2 a 3 vezes por dia em Campinas (SP). Confira os pontos com mais acionamentos no mapa abaixo. Desde que foi lançado, em setembro de 2023, o projeto Abrigo Amigo já registrou 1.952 acionamentos nos treze endereços em que está disponível, até setembro de 2025, segundo dados da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). A iniciativa busca aumentar a sensação de segurança de mulheres que utilizam o transporte público desacompanhadas entre 20h e 5h, mas está disponível para qualquer pessoa que se sinta em situação de vulnerabilidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp Em 2024, foram contabilizados 1.002 acionamentos, o que representa uma média de aproximadamente 83 atendimentos por mês - ou 2,7 por dia. Entre janeiro e setembro de 2025, foram 532 registros. Dos treze abrigos em funcionamento, o ponto que concentra a maior quantidade de acionamentos é o da Rua Jacy Teixeira de Camargo. O local acumula 459 registros desde o início do projeto — o equivalente a cerca de 1 em cada 4 acionamentos. Em seguida, os pontos com mais chamadas são os que ficam na R. Dr. Alfredo Maia Bonato (227 registros), Av. Orosimbo Maia (215 registros), Av. Dr. Moraes Salles (204 registros) e Av. Benjamin Constant (191). Confira o ranking dos 10 pontos de ônibus com mais registros em Campinas: Como acionar o Abrigo Amigo? O Abrigo Amigo permite, por meio de totens interativos, com câmeras, sensores e microfone, que qualquer pessoa que se sinta vulnerável entre 20h e 5h da madrugada acionem a central de atendimento e tenham uma "companhia virtual". Para acionar a chamada, basta tocar na tela. A ideia é que a tecnologia auxilie no combate à violência e diminua a vulnerabilidade nos pontos de ônibus. A iniciativa da empresa Eletromídia envolve a Prefeitura de Campinas, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e a Secretaria de Transportes (Setransp). Sistema que oferece companhia em pontos de ônibus é acionado ao menos 2 vezes por dia em Campinas Reprodução EPTV LEIA TAMBÉM Quadrilha suspeita de furtar motos de até R$ 50 mil é alvo de operação da polícia em Indaiatuba Motorista tem mal súbito, perde controle de carro e derruba poste em Paulínia O Abrigo Amigo está disponível nos endereços: Av. Julio Mesquita, 705 Av. Dr. Moraes Salles, 988 Av. Benjamin Constant, 1633 Av. Orosimbo Maia, 1309 Av. Jose De Souza Campos, 1220 R. Dr. Alfredo Maia Bonato Av. Almeida Garret, 1925 Av. Albino José Barbosa de Oliveira, 1000 Av. Francisco Glicério, 572 CS Jardim Aurélia R. Jacy Teixeira de Camargo, 940 R. Joaquim Vilac, 500 Av. Brasil, 1128 Sistema que oferece companhia em pontos de ônibus é acionado ao menos 2 vezes por dia em Campinas Reprodução EPTV VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias da região no g1 Campinas.

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Garimpo ameaça saúde de crianças Yanomami com contaminação por mercúrio, desnutrição e malária, aponta Unicef

Publicado em: 15/10/2025 12:06

Lideranças denunciam garimpos ativos e falhas graves na saúde Yanomami Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgado nessa quarta-feira (15) mostra que o avanço do garimpo ilegal dentro da Terra Indígena Yanomami está diretamente ligado ao agravamento da crise de saúde e de proteção entre crianças e jovens do povo. A mineração clandestina destrói rios e florestas, contamina peixes com mercúrio, atrai doenças como malária e provoca escassez de alimentos — fatores que intensificam a desnutrição infantil, mortalidade evitável e violação de direitos. 📍️ A Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil com quase 10 milhões de hectares entre os estados do Amazonas e Roraima. Garimpeiros atuam na região desde, ao menos, a década de 1970. ❓ Em 2023 o governo federal decretou emergência no território para combater uma crise sanitária sem precedente. Quase três anos após o decreto de emergência na Terra Yanomami, lideranças indígenas denunciam que o garimpo ilegal segue ativo, destruindo roças, contaminando rios com mercúrio e, consequentemente, provocando desnutrição e impactos na rotina dos indígenas. LEIA TAMBÉM Lideranças denunciam garimpos: Terra Yanomami segue sob ameaça quase 3 anos após emergência Crianças com a mãe em unidade de saúde de Surucucu, Terra Yanomami Samantha Rufino/g1 RR Segundo o estudo, mais da metade das crianças Yanomami (56%) com até 5 anos apresentavam baixo peso ou desnutrição crônica, conforme dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) de 2022. A situação é mais grave nas regiões com presença de garimpeiros, onde o desmatamento e a poluição dos rios dificultam o cultivo e a pesca, principais fontes de alimentação das famílias. O relatório aponta que a contaminação por mercúrio usada na extração de ouro afeta igarapés e peixes consumidos pelas comunidades, podendo causar problemas neurológicos, má formação fetal e danos permanentes no desenvolvimento infantil. Além disso, a presença de garimpeiros está associada a um aumento considerável de casos de malária: entre 2018 e 2021, foram mais de 40 mil infecções na TI Yanomami, muitas delas em crianças pequenas. Poças d’água e buracos de escavação se tornam criadouros do mosquito transmissor, explica o Unicef. O estudo destaca ainda que o garimpo ilegal atua em conjunto com a desestruturação do sistema de saúde Yanomami, agravando a crise sanitária. Postos de saúde foram fechados, destruídos ou tomados por invasores, dificultando a chegada de vacinas, medicamentos e alimentos. Entre 2018 e 2022, centenas de crianças morreram de causas evitáveis, como pneumonia, diarreia e desnutrição. “O garimpo desestrutura a vida das comunidades. Ele contamina os rios, espalha doenças e impede o acesso à saúde e à alimentação. O resultado é a violação sistemática dos direitos da infância Yanomami”, afirma o estudo. Com apoio da Hutukara Associação Yanomami (HAY) e da Urihi Associação Yanomami, o estudo foi realizado pelos antropólogos Ana Maria Machado e Marcelo Moura. A publicação é uma iniciativa da área de Mudança Social e de Comportamento (SBC) e da Coordenadoria para Assuntos Indígenas do UNICEF Brasil, com financiamento da União Europeia, por meio do Departamento de Proteção Civil e Ajuda Humanitária (ECHO). O g1 procurou a Casa Civil, Ministério da Saúde e a Casa de Governo, órgão especializado no combate à crise Yanomami, e aguarda resposta. Abusos e violências contra jovens e crianças Jovens da região do Xite, na Terra Yanomami, com armas de fogo Reprodução/Condisi-YY Além da saúde, o relatório aponta impactos sociais graves. O avanço da mineração ilegal provoca aumento do consumo de álcool, distribuição de armas e conflitos internos, deixando crianças e jovens em situação de vulnerabilidade extrema. Há registros de exploração sexual e aliciamento de adolescentes, especialmente meninas, nas áreas dominadas por garimpeiros. Organizações como o Ministério Público Federal, o Conselho Distrital de Saúde Yanomami (Condisi), a Hutukara Associação Yanomami e a Wanasseduume Associação Ye’kwana reforçam que o avanço do garimpo é um dos principais fatores que agravam a desnutrição e a desestruturação social, econômica e sanitária das comunidades. Segundo eles, o problema não é a completa falta de alimentos, mas sim a interrupção do acesso e da produção local causada pelo garimpo. Recomendações do estudo Além de apontar as problemáticas levadas pelo garimpo, o estudo também apresenta recomendações, incluindo: Fortalecer políticas públicas específicas e diferenciadas para os povos Yanomami. Combater o garimpo ilegal e garantir a proteção territorial como condição básica para a sobrevivência e preservação cultural. Reconhecer e apoiar organizações indígenas, garantindo diálogo com associações que elaboraram o Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA). Escutar crianças e jovens, oferecendo acesso a novos conhecimentos e tecnologias como ferramentas para defesa de seus direitos e dignidade. Crises persiste no maior território indígena do Brasil Infográfico - Garimpo ilegal ativo na Terra Yanomami Arte/g1 Apesar das operações do governo federal, que apontam redução de áreas de garimpo e aumento de profissionais de saúde, as comunidades continuam enfrentando precariedade no atendimento, falta de medicamentos, estrutura insuficiente e dificuldade de acesso a hospitais, com relatos de mortes evitáveis e crianças em situação crítica de desnutrição. As lideranças reivindicam ações permanentes, fiscalização de financiadores e integração da medicina tradicional com o sistema público de saúde. O dossiê entregue à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) aponta falhas graves na resposta à contaminação por mercúrio, com poucas triagens e tratamento limitado aos indígenas, além de alerta sobre a presença constante de pistas clandestinas e aviões que abastecem os invasores. Especialistas destacam que o garimpo ilegal é sustentado por uma rede econômica complexa, que vai muito além dos trabalhadores na ponta, e que a dificuldade maior não é retirar os invasores, mas impedir seu retorno. A situação da Terra Yanomami reflete problemas históricos e estruturais mais amplos: desde a década de 1970, o garimpo se consolidou como uma atividade econômica e cultural na região, gerando violência, destruição ambiental e dependência das comunidades em relação aos invasores. Menina Yanomami com desnutrição grave recebe tratamento no Hospital da Criança, em Boa Vista Caíque Rodrigues/g1 RR Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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PF investiga suspeito de se aproximar de famílias em vulnerabilidade para abusar de crianças

Publicado em: 15/10/2025 10:53

Mandados foram cumpridos no RN, no Ceará e na Paraíba PF/Divulgação A Polícia Federal no Rio Grande do Norte investiga um homem que se aproximava de mulheres em vulnerabilidade social e com filhas pequenas para ter acesso às crianças. Pelo menos oito menores podem ter sido vítimas do suspeito. Segundo a PF, cinco já foram identificadas. A PF deflagrou nesta quarta-feira (15) a segunda fase da Operação Saman, com o objetivo de apurar crimes de armazenamento e compartilhamento de material contendo abuso sexual infantojuvenil. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp A investigação é conduzida pela Delegacia de Mossoró. De acordo com a corporação, o principal investigado também utilizava diversas contas para aliciar menores e induzi-las à produção e envio de imagens com conteúdo ilícito. Em alguns casos, as mães das vítimas facilitaram o contato com o suspeito e chegaram a enviar imagens das crianças em troca de ajuda financeira. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva nas cidades de Alhandra e Pitimbu (PB), Acaraú e Paracuru (CE) e Baraúnas, no RN. Segundo a PF, a prisão ocorreu na Paraíba. No entanto, a corporação não confirmou ao g1 se o preso é o homem apontado como principal investigado por abusos. A PF ainda fez um alerta aos pais e aos responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, para protege-los dos riscos de abusos sexuais. "Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades online dos jovens são medidas essenciais de proteção", informou a corporação. Ainda orientou os pais a ficarem atentos a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou segredo em relação ao uso do celular e do computador.

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Propaganda enganosa, censura e mais de 120 mil reclamações: entenda processo envolvendo WePink, empresa de Virginia

Publicado em: 15/10/2025 07:24

MP quer que empresa de Virginia pague indenização de R$ 5 milhões Com faturamento anual de R$ 750 milhões e quase 5 milhões de seguidores no Instagram, a WePink, empresa da influenciadora Virginia Fonseca, é alvo de um processo judicial ajuizado pelo Ministério Público e pelo Procon Goiás. Entre os principais motivos estão supostas práticas abusivas contra consumidores, como propaganda enganosa, problemas na entrega resultando em centenas de reclamações no estado, além de milhares no Brasil, e até censura. A companhia já foi autuada mais de uma vez pelo Procon por atraso e falta de entrega dos produtos e, ainda, recusa de reembolso para os consumidores que cancelam as compras e pedem o dinheiro de volta. Devido às ações reiteradas, o MP pede que a empresa pague uma indenização coletiva, de R$ 5 milhões, por práticas abusivas contra os consumidores, além de uma individual, com valor a ser definido durante o processo. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp WePink: MP diz que situação é agravada pelo uso da imagem de Virginia porque milhares de seguidores confiam em sua recomendação Reprodução/Instagram da WePink LEIA TAMBÉM WePink: MP quer que empresa de Virginia pague indenização de R$ 5 milhões por práticas abusivas contra consumidores Empresa de Virginia deve oferecer atendimento humano e não apenas por robôs, determina liminar Caso WePink: Empresa de Virginia diz que terceiriza trocas e reembolsos e que envios são automatizados, diz liminar Ao se manifestar diante do pedido de liminar do MP para que a empresa fosse proibida de fazer lives, o que foi concedido pela Justiça, a WePink afirma que terceiriza as trocas e reembolsos e faz envios automatizados. O g1 entrou em contato com a defesa da empresa nesta quarta-feira (15) e na terça-feira (14), mas não obteve resposta. Na sexta (7), o advogado Felipe de Paula informou que a WePink ainda não havia sido citada legalmente e que a empresa não iria manifestar até ser citada. Veja abaixo os principais pontos envolvendo o processo contra a empresa da influenciadora. Propaganda enganosa O promotor de Justiça de Goiás, Élvio Vicente da Silva, afirma que um dos problemas da empresa é a propaganda enganosa. Ele destaca que consumidores também denunciaram a falta de entrega de produtos pagos, dificuldades na hora de solicitar o reembolso e um péssimo atendimento pós-venda. Na ação conjunta com o Procon, o MP diz que a estratégia de "flash sales" (ofertas-relâmpago) da empresa nas redes sociais criou um senso artificial de urgência, induzindo à compra impulsiva e explorando a vulnerabilidade psicológica das pessoas. O Ministério Público enfatizou, ainda, que a situação é agravada pelo uso da imagem da influenciadora, uma vez que milhares de seguidores confiam em sua recomendação. 120 mil reclamações Segundo o processo, em 2025 foram registradas 30 mil reclamações contra a empresa no site RECLAMEAQUI até a data da ação. No ano passado, foram 90 mil queixas. O texto também destaca que o número total pode chegar a 300 mil consumidores, considerando aqueles que não reclamaram oficialmente. Só no Procon Goiás, foram cerca de 340 reclamações entre 2024 e 2025. Em nota, a empresa alega, porém, que hoje não sofre mais com atrasos frequentes e que uma prova disso é a sua nota 8.1 na plataforma RECLAMEAQUI, na qual possui um índice de 93% de resolução das reclamações. Censura Outra prática recorrente da empresa, segundo o promotor, é a censura contra consumidores, por meio da exclusão de comentários negativos nas redes sociais. Soma-se a isso a dificuldade que os clientes têm para entrar em contato com a central de atendimento da empresa, em função do atendimento automatizado. Em função disso, a Justiça determinou, na liminar, que a WePink deverá oferecer atendimento humano aos clientes. Dessa forma, o sistema não poderá ser automatizado, somente com robôs respondendo aos comandos. Além disso, o sistema deverá estar disponível em múltiplos canais e obrigatoriamente por telefone. O processo O processo contra a WePink tramita na 14ª Vara Cível e Ambiental do Tribunal de Justiça de Goiás. A medida liminar (decisão provisória), adotada no caso, foi concedida pela Justiça no dia 10 de outubro, a pedido do Ministério Público, autor da ação. O MP argumentou que uma possível demora da decisão poderia causar mais prejuízos aos consumidores. Um dos argumentos do MP para embasar a urgência foi um vídeo de um dos sócios de Virgínia Fonseca na WePink, Thiago Stabile, em que ele diz que a alta demanda causou problemas de abastecimento. A liminar porém, não significa que o processo está encerrado ou não há chance de reversão da decisão. O mérito da ação, ou seja, todo o caso envolvendo a WePink, ainda será julgado pela Justiça. O g1 entrou em contato com o advogado da empresa nesta quarta-feira (15), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

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VÍDEO: Mãe suspeita de matar filha de 2 meses aparece com bebê em bar horas antes da morte

Publicado em: 15/10/2025 06:01

Mãe suspeita de matar filha de 2 meses aparece com bebê em bar horas antes da morte Um vídeo mostra Renata Pereira dos Santos, de 26 anos — suspeita de matar a própria filha Melinda Sofia Conceição dos Santos, de quase 2 meses — com a bebê no colo em um bar de Boa Vista, horas antes de a criança ser encontrada morta no apartamento da família. Renata e o pai, Halisson Conceição dos Santos, de 36, estão presos por homicídio qualificado pela morte de Melinda. As imagens foram gravadas por uma testemunha por volta das 10h30 de domingo (12). Melinda foi encontrada morta com hematomas em um apartamento no bairro Jardim Equatorial, zona Oeste de Boa Vista na manhã da segunda-feira (13). No vídeo, Renata aparece com a criança no colo enquanto briga com a testemunha. Ela então começou a filmá-la ao ver que ela estava bebendo em um bar com a bebê. O g1 tenta contato com a defesa de Renata e de Halisson. LEIA TAMBÉM: Mãe ameaçou matar filha de 2 meses em mensagens e Justiça mantém prisão dos pais por homicídio Mãe é presa após filha de menos de 2 meses ser encontrada morta em apartamento com hematomas Pais de bebê de 2 meses encontrada morta foram expulsos de apartamento por brigas, diz vizinha Pais de bebê de menos 2 meses encontrada morta com hematomas são autuados por homicídio qualificado Em vários trechos, a mãe expõe a menina à câmera — segurando-a e encorajando que a outra pessoa “poste” imagens ou grave a cena. Suspeita de matar a própria filha aparece bom o bebê em bar horas antes da morte Reprodução/Portal Raniely Carvalho Em outro momento ela afirma que o pai de Melinda é advogado e por isso ela não tem medo de expor a criança. Halisson é churrasqueiro. "Para tu ver, o tanto que eu sou doida, porque se eu fosse normal, aonde que eu ia expor minha filha, desse jeito... eu não ia expor, mas eu sou tão doida que eu exponho mesmo", afirma Renata enquanto briga. Mesmo aparecendo com a criança no colo, Renata afirmou no depoimento que não saiu com a criança e que a deixou em casa com o pai. Presos por homicídio qualificado Renata Ferreira dos Santos, de 26 anos, e Halisson Conceição dos Santos, de 36, suspeitos de matar a filha Melinda Sofia Conceição dos Santos, de menos de 2 meses. Reprodução A Justiça de Roraima decretou a prisão preventiva do casal Renata e Halisson por homicídio qualificado. O juiz levou em consideração que Renata enviou mensagens a Halisson ameaçando matar a própria filha. O casal foi preso em flagrante pela Delegacia-Geral de Homicídios (DGH) e é investigado por homicídio qualificado com quatro agravantes, entre elas motivo torpe, motivo fútil, meio que dificultou a defesa da vítima e homicídio praticado contra menor de 14 anos por ascendente. Na decisão, o magistrado destacou que o caso apresenta “risco real e atual à ordem pública” e que a conduta do casal “reforça a necessidade de segregação cautelar”. Segundo o documento, as versões dos dois são contraditórias, e há mensagens de texto nas quais a mãe teria dito que mataria a filha, sem que o pai tomasse qualquer providência. "As versões apresentadas por ambos são contraditórias, sendo que um aponta o outro como o responsável pelo resultado morte. Contudo, há mensagens de texto através da qual Renata fala de forma expressa que irá matar a infante, sendo que Halisson não age com a devida providência para evitar referido resultado", destacou o juiz na decisão. Conforme o delegado João Evangelista, diretor em exercício do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e titular da Delegacia-Geral de Homicídios (DGH), o casal foi inicialmente apresentado pela Polícia Militar no Plantão Central I e, depois, encaminhado à DGH, onde as diligências foram conduzidas. O delegado informou que as investigações apontam que o relacionamento entre os dois era marcado por brigas constantes e episódios de violência. Há indícios de que a criança vivia em situação de vulnerabilidade desde o nascimento. “Na madrugada em que o crime ocorreu, o casal teria ingerido bebida alcoólica e se envolvido em uma nova discussão, o que pode ter sido o estopim para o delito”, explicou o delegado. O casal, de acordo com vizinhos, havia sido expulso do apartamento onde viviam há 3 meses pelos donos da vila por causa de "brigas constantes". O caso Melinda Sofia Conceição dos Santos tinha menos de 2 meses e foi encontrada morta Caíque Rodrigues/g1 RR e Arquivo Pessoal Cerca de duas horas depois, o homem teria voltado ao local, jogado a chave na direção dela e dito para ir cuidar da criança. A mulher permaneceu no bar e só retornou mais tarde, acompanhada de um amigo de 24 anos, quando encontrou a bebê sem vida no quarto. A Delegacia Geral de Homicídios (DGH) e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para o local. O corpo da menina foi encaminhado para exame de necropsia, que deve apontar a causa da morte. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Roraima. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

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'Professores da educação infantil fazem o trabalho mais importante da sociedade, mas são desvalorizados', diz pesquisadora de Harvard

Publicado em: 15/10/2025 03:01

'Professores da educação infantil fazem o trabalho mais importante da sociedade' “Ser levada a sério é o maior desafio.” É assim que Elisangela Lima, de 47 anos, define seu principal obstáculo como professora de educação infantil no Brasil. Ela trabalha em uma creche pública conveniada à prefeitura de São Paulo: são 10 horas por dia dedicadas a uma turma de 25 crianças (de 3 e 4 anos). “A maioria das pessoas acha que é só cuidar e brincar. E não é assim — exige formação e planejamento. Estamos formando cidadãos”, afirma. 👩‍🏫Neste 15 de outubro, Dia dos Professores, o g1 explica por que os docentes dessa etapa desempenham uma função tão relevante para o país — e como, ainda assim, não são reconhecidos. Em entrevista à reportagem, Dana McCoy, professora da Universidade Harvard e co-presidente do Programa de Desenvolvimento Humano e Educação (HDE) da instituição americana, reforça que a tendência mundial ainda é esta: desvalorizar os profissionais de creches (instituições para bebês de 0 a 3 anos) e pré-escolas (4 e 5 anos). Unidade de Educação Infantil na cidade de SP Reprodução/Prefeitura de São Paulo “Eu ficaria feliz se pelo menos recebessem o mesmo que os outros professores”, afirma ela, que esteve em São Paulo neste mês para o Simpósio Internacional de Educação Infantil da Fundação Bracel. “Eles não só ensinam leitura e matemática, mas também ajudam a desenvolver o ‘todo’ da criança: auxiliam na regulação emocional, nas relações sociais, no cuidado físico.” McCoy diz que eles não têm um status compatível com o impacto que são capazes de produzir. “Fazem o trabalho mais importante de toda a sociedade. O futuro econômico e a capacidade de inovação nascem nas creches e pré-escolas, porque é lá que as habilidades fundamentais serão desenvolvidas”, afirma. Dana McCoy é professora de Harvard e estuda sobre a primeira infância Divulgação Veja 4 fatores que demonstram o peso da fase escolar inicial: 🧠Os primeiros anos de vida são os mais importantes para o aprimoramento do sistema neurológico. Experiências educativas nessa etapa estimulam áreas do cérebro responsáveis por linguagem, raciocínio lógico e criatividade. 👶A interação com outras crianças em ambientes educativos favorece o desenvolvimento de habilidades sociais, como empatia, cooperação e resolução de conflitos. 📉O acesso à educação infantil de qualidade ajuda a diminuir disparidades socioeconômicas: reduz em 65% o risco de um indivíduo cometer crimes violentos no futuro e em 20% a probabilidade de não ter um trabalho (de acordo com estudo de Sneha, Garcia, Hojman e Heckman, de 2016). 💪Ambientes estimulantes e acolhedores contribuem para a formação de autoestima, autonomia e segurança emocional dos alunos. Em resumo: programas de educação infantil melhoram os resultados dos alunos não só em aprendizado e em habilidades acadêmicas, mas também em bem-estar emocional, saúde física, autonomia e desenvolvimento motor. “Os investimentos que fazemos em políticas e programas voltados para a primeira infância têm maior retorno do que em qualquer outro período da vida. Claro que nunca é tarde para investir, mas, se quisermos ter o maior benefício possível para cada dólar investido, esse é o momento ideal”, explica a professora de Harvard. 'Algumas crianças só se alimentam na escola' Elisangela é professora em escola de educação infantil pública Arquivo pessoal Nos casos de alunos que vivem em contextos de vulnerabilidade, a escola acaba assumindo funções que inicialmente nem seriam atribuídas a ela. Um exemplo básico: o mais importante para uma criança nos primeiros anos de vida é ter uma relação forte e afetiva com um adulto que realmente se importe com ela. Se não houver essa possibilidade na família, é o professor que acaba assumindo o papel, por mais sobrecarregado que já esteja. “Caso seja uma educação infantil de alta qualidade, com um professor dedicado e afetuoso, isso pode proteger alguém dos impactos negativos e das adversidades vividas em casa”, afirma McCoy, de Harvard. Elisangela, professora citada no início da reportagem, conta que, na sua turma de 25 alunos, há três com deficiência. Um deles, com paralisia cerebral, ainda está na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) para ter acesso a terapias. “Enquanto a aprovação não sai, a gente tenta desenvolvê-lo com o que tem aqui dentro da escola”, diz Elisangela, citada no início da reportagem. “Há também crianças que só se alimentam aqui dentro. Eu sei que algumas delas precisam da creche também para isso.” O que falta aos professores? Dana McCoy divide as necessidades dos docentes em dois aspectos: 🔴Níveis básicos de segurança e de estrutura: por quantas crianças cada professor é responsável? Há acesso a brinquedos, livros, água potável e banheiros infantis? O ambiente é seguro e estimulante? No Brasil, apenas 35% das escolas públicas de educação infantil têm área verde. Nem metade (41%) disponibiliza parquinho, e 30% não possuem material pedagógico específico para crianças, segundo microdados do Censo Escolar da Educação Básica, formulado pelo Inep e analisado pela ONG Todos Pela Educação. 🔴Qualidade processual: a remuneração é compatível com a função desempenhada pelos professores? Eles estão sobrecarregados emocionalmente ou recebem cuidados? Os currículos são completos? Todos receberam a formação adequada? “Precisamos oferecer condições para que eles próprios estejam bem. Só assim poderão fazer esse trabalho essencial de cuidar e interagir com as crianças”, diz Dana McCoy. Segundo ela, houve, historicamente, uma tendência nas políticas públicas e nas pesquisas sobre educação infantil de focar apenas na criança — e de ver no educador alguém que apenas transmite conteúdos, “como se ele não fosse um ser humano, mas um ‘agente de entrega’”. “Isso está começando a mudar”, diz. ➡️Entre os avanços, especificamente no Brasil, estão a instituição da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) com diretrizes sobre a creche e a pré-escola, e a instituição de um piso salarial nacional para todos os professores. Mas nem sempre os documentos e decisões públicas são respeitados no dia a dia. No caso da remuneração, como os responsáveis pelo pagamento são as redes de ensino, cada estado e município oficializa seus valores. Segundo pesquisa do QueroBolsa, professores de educação infantil recebem, em média, R$ 2.604,57, bem abaixo do piso (R$ 4.867,77, para a jornada de 40 horas semanais). 🔽A sociedade tende a subvalorizar o trabalho de cuidado de crianças pequenas. “Historicamente, isso foi visto como responsabilidade das famílias, especialmente das mães, que faziam esse trabalho sem apoio social e sem remuneração. Há, portanto, uma dimensão de gênero muito forte”, diz McCoy. No Brasil, as mulheres representam 97% dos professores de creche e 94% dos de pré-escola. Formação frágil dos pedagogos agrava o quadro ✏️No Brasil, outro obstáculo é a qualidade na formação dos professores. Na creche, dos 373.181 docentes, 19% estudaram até o ensino fundamental ou médio, sem faculdade. A situação é parecida na pré-escola, em que, dos 366.042 professores, 17% não têm graduação. E, mesmo no caso daqueles que cursaram pedagogia, existe outro problema: a baixa qualidade dos cursos oferecidos, principalmente à distância. “Estudos que avaliaram os currículos dos cursos de pedagogia mostram que eles não estão tão voltados para a educação infantil. Quando essas disciplinas existem, são muito teóricas e pouco voltadas para a prática docente”, diz Abuchaim, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. “O professor acaba não tendo uma formação inicial que realmente o prepare para o que encontrará em sala de aula.” Veja questões que os professores enfrentam na educação infantil e que requerem a formação em pedagogia, e não apenas "instinto" ou "improviso": saber colocar intencionalidade educativa nas brincadeiras e no convívio entre todos, para que mais habilidades sejam desenvolvidas; conhecer os objetivos da etapa de ensino e conseguir organizar o processo escolar para dar conta de todos esses eixos. conseguir elaborar atividades adequadas à idade de cada criança e aos objetivos de aprendizagem a serem atingidos; fazer uma observação sistemática de cada aluno, para monitorar o desenvolvimento dele; saber rever o próprio trabalho e, quando necessário, mudar a estratégia pedagógica. É um ciclo: quanto mais atrativa for a carreira, mais bem preparados estarão os professores. E quanto mais qualificados eles forem, melhor será a educação oferecida às crianças — especialmente nas regiões mais vulneráveis. Vídeos de Educação Por que o alto nº de professores temporários é ruim para o Brasil? Censo Escolar mostra precarização dos professores e descumprimento de meta nas creches

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Prefeitura fortalece trabalho de assistência social em Atibaia

Publicado em: 14/10/2025 18:26

A Prefeitura de Atibaia vem, desde janeiro, fortalecendo as ações de assistência social no município. Com o reforço das equipes de abordagem social, a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social intensificou a identificação e o encaminhamento de pessoas em situação de rua aos serviços de acolhimento, ampliando o acesso aos serviços especializados, como o Centro POP. Como resultado desse trabalho integrado, a cidade registrou uma redução de 46% no número de pessoas em situação de rua. A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social oferece acolhimento e acompanhamento especializado, com o objetivo de promover a reintegração social e o fortalecimento da cidadania, assegurando o acesso a direitos e a oportunidades que favorecem a superação da vulnerabilidade social. No Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), o atendimento é pautado pelo acolhimento humanizado e pela escuta qualificada. As equipes técnicas realizam o acompanhamento dos atendidos, além de realizarem encaminhamentos para a rede pública de serviços, garantindo o acesso a benefícios socioassistenciais, saúde, educação, qualificação profissional e moradia. O equipamento também oferece estrutura para o atendimento das necessidades básicas, como espaço para higiene pessoal, guarda de pertences, lavagem de roupas, alimentação e descanso. São promovidas ainda atividades socioeducativas e de convivência, com rodas de conversa, oficinas e ações voltadas ao exercício da cidadania e ao fortalecimento de vínculos comunitários. Outro eixo fundamental de atuação é o apoio na obtenção de documentos pessoais – como RG, CPF e título de eleitor – e a articulação com serviços de acolhimento institucional para aqueles que desejam deixar as ruas. Por meio do trabalho intersetorial e da integração com diferentes políticas públicas, o Centro POP busca promover autonomia e inserção social, contribuindo para que cada pessoa atendida possa reconstruir sua trajetória de vida com dignidade. As ações conjuntas da Prefeitura têm garantido um atendimento cada vez mais humanizado, promovendo não apenas a redução quantitativa da população em situação de rua, mas também a melhoria qualitativa da resposta assistencial oferecida em Atibaia.

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Quatro escolas de Atibaia recebem Prêmio de Excelência Educacional do Estado

Publicado em: 14/10/2025 18:25

Quatro escolas da rede municipal de ensino de Atibaia foram contempladas, no dia 1º de outubro, com o Prêmio Excelência Educacional, concedido pelo Programa Alfabetiza Juntos SP, do Governo do Estado de São Paulo. A cerimônia de premiação foi realizada no Teatro Carlos Gomes, em Bragança Paulista, e reconheceu as escolas municipais que alcançaram as metas estabelecidas na avaliação do Saresp 2024 (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo). As escolas premiadas foram: EM Dr. José Aparecido Ferreira Franco EM Professora Maria Helena Faria Ferraz EM Therezinha do Menino Jesus Silveira Campos Sirera EM Walda Paolinetti Lozasso O reconhecimento é resultado direto das políticas públicas implementadas pela Secretaria Municipal de Educação de Atibaia, voltadas à melhoria contínua da qualidade do ensino e à garantia da alfabetização na idade certa. A premiação reflete o comprometimento de toda a rede municipal: gestores, professores, equipes pedagógicas e alunos, com a aprendizagem. Para os estudantes, representa uma alfabetização mais consistente e significativa; para os educadores, é o reconhecimento das práticas pedagógicas eficazes e do empenho coletivo em prol da educação pública de qualidade. Iniciativas que contribuíram para a conquista: - Parceria com o Programa Alfabetiza Juntos SP, em colaboração com o Governo do Estado; - Projetos Ler e Escrever e Fonte do Saber, voltados ao enriquecimento curricular; - Formação continuada dos profissionais da educação; - Monitoramento e intervenção pedagógica, com a criação de um grupo específico para acompanhar e apoiar alunos dos anos iniciais. O Prêmio Excelência Educacional faz parte do programa Alfabetiza Juntos SP, iniciativa da Secretaria Estadual da Educação em parceria com os municípios, que visa garantir a alfabetização de todas as crianças até o final do 2º ano do Ensino Fundamental. Os resultados são avaliados pelo Saresp e pelo Índice de Excelência Educacional (IEE), que considera não apenas o desempenho acadêmico, mas também fatores como vulnerabilidade social e evolução das escolas. Além do reconhecimento simbólico, as escolas contempladas receberam placas de honra ao mérito e um incentivo financeiro de R$ 100 por aluno matriculado, recurso que poderá ser aplicado em projetos pedagógicos, capacitação docente e melhorias na infraestrutura escolar.

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Ação da Defensoria revela cenário de fome e insalubridade em abrigos de Belém a menos de um mês da COP 30

Publicado em: 14/10/2025 16:33

Defensoria Pública denuncia precariedade em abrigos de Belém e cobra medidas da prefeitura A Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE) ajuizou uma ação civil pública contra a Prefeitura de Belém e a Fundação Papa João XXIII (Funpapa), responsável pela gestão da assistência social no município. A denúncia aponta a existência de banheiros sem portas, falta de comida e água imprópria para consumo nos abrigos de Belém, onde vivem refugiados, crianças e adolescentes, a menos de um mês da realização da COP 30. Um vídeo mostra a situação dos banheiros, sem portas e em condições insalubres na unidade do bairro do Tapanã - (veja no vídeo acima). O g1 entrou em contato com a prefeitura de Belém e a Funpapa pedindo um posicionamento sobre o caso, mas ainda não obteve retorno até a última atualização da reportagem. De acordo com a ação do Núcleo de Atendimento Especializado da Criança e do Adolescente (NAECA), os espaços fazem parte da rede de proteção de alta complexidade do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), e têm como objetivo assegurar a proteção integral de crianças e adolescentes privados da convivência familiar. Eles atendem menores que, por decisão judicial ou administrativa, precisam se afastar do núcleo familiar de forma excepcional e provisória, diante de situações de risco, violência, negligência, abandono ou grave vulnerabilidade social. O documento aponta que, de acordo com dados da Fundação Papa João XXIII (Funpapa), cerca de 270 pessoas vivem nesses locais, todos em condição de extrema vulnerabilidade. A Defensoria alerta que a função protetiva dessas instituições vem sendo comprometida pela descontinuidade contratual e pela ineficiência administrativa do município. Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp Irregularidades na alimentação e higiene Alimentação irregular servida nas casas de acolhimento em Belém DPE De acordo com a Defensoria, a nova gestão da Fundação desativou as cozinhas que antes funcionavam nos espaços de acolhimento e passou a contratar os serviços de uma empresa privada, responsável pelo fornecimento das refeições. Contudo, as marmitas encaminhadas pela empresa têm apresentado graves irregularidades e defeitos, comprometendo a qualidade da alimentação oferecida às crianças e adolescentes acolhidos. Entre as irregularidades apontadas pela Defensoria estão: Ausência de vigilantes nos serviços da Fundação; Fornecimento exclusivo das refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) em quentinhas, com pouca quantidade de proteína; Ausência de lanches matinais e vespertinos, sendo que os lanches oferecidos são irregulares e limitados a bolachas, sem itens básicos como leite, suco e café; Condições insalubres nos espaços, além de quantidade insuficiente de materiais de limpeza (faltam sabão em pó, álcool, desinfetante, água sanitária e esponjas); Fornecimento insuficiente de itens de higiene pessoal para crianças e adolescentes, como shampoo, condicionador e desodorante. CRAS e CREAS sem fornecimento de lanches para atividades coletivas e sem apoio alimentar adequado às famílias vulneráveis, com denúncias de moradores sobre a necessidade de chegar de madrugada para conseguir atendimento nos CRAS. Espaços de acolhimento afetados Espaço destinado a indígenas venezuelanos da etnia Warao DPE No documento, a Defensoria Pública do Pará, aponta também os espaços de acolhimentos afetados pela escassez de alimentos, materiais de higiene e problemas estruturais. São eles: SAI Tapanã: destinado a indígenas venezuelanos da etnia Warao; SAIF 1: acolhe pessoas em situação de rua do sexo masculino, com idade entre 18 e 59 anos; SAIF 2: destinado a pessoas e grupos familiares em situação de rua; SAICA: Recomeçar: espaço para crianças e adolescentes de 7 a 12 anos, de ambos os sexos; SAICA: Esperança: acolhe adolescentes de 12 a 18 anos do sexo masculino; SAICA: Dulce Accioli: destinado a adolescentes de 12 a 18 anos do sexo feminino; CAERD: Emanuelle Rendeiro Diniz: espaço para mulheres vítimas de violência doméstica sob risco de morte. Medidas solicitadas pela Defensoria Pública De acordo com a DPE, diante da situação de grave violação de direitos, uma das determinações solicitadas na ação é a retomada imediata da oferta contínua de refeições adequadas e de materiais de higiene e limpeza nos serviços de acolhimento vinculados à CPSEAC. O pedido prevê que, no prazo máximo de 10 dias, sejam disponibilizadas pelo menos seis refeições diárias nutricionalmente adequadas e seguras, além de materiais básicos de higiene pessoal e de limpeza, especialmente destinados às crianças e adolescentes atendidos nos espaços. Além da retomada imediata da oferta de refeições e materiais de higiene, a Defensoria Pública do Pará pede que a prefeitura de Belém e a FUNPAPA adotem medidas orçamentárias, administrativas e operacionais para garantir a continuidade desse fornecimento nos serviços de acolhimento vinculados à Coordenação de Proteção Social Especial de Alta Complexidade (CPSEAC), com atenção especial às crianças e adolescentes. O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 10 mil, a ser revertida ao Fundo Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente ou outro destino definido pela Justiça. O órgão também solicita que qualquer interrupção ou descontinuidade no fornecimento de refeições só pode ocorrer mediante decisão prévia e justificada em processo administrativo transparente, com ampla participação do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional ou entidade equivalente. O descumprimento dessas regras acarretaria multa e responsabilização por desvio de finalidade. Para o Espaço de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias Indígenas Warao, a Defensoria pede medidas específicas, como substituição dos bebedouros quebrados, oferta de água potável, reabertura da sala de informática e espaço lúdico, instalação de portas nos banheiros coletivos, conserto da fossa, castração dos cachorros e reestruturação da equipe técnica. Preparação para a COP 30 preocupa Defensoria A Defensoria também apontou que em maio deste ano, encaminhou um ofício ao presidente da Funpapa questionando o planejamento das unidades de acolhimento para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30). Na ocasião, a equipe técnica informou que não existia um plano especial para acolhimentos de emergência durante o evento. O órgão destacou a necessidade de ampliar vagas nos espaços de acolhimento, criar fluxos de contato com autoridades de consulados e embaixadas, e garantir serviços de tradução, assegurando a assistência consular. Também foram solicitadas informações sobre os planos da Fundação para atender crianças e adolescentes que precisarem de acolhimento institucional durante a COP 30, mas, segundo a Defensoria, o pedido foi ignorado. Diante das irregularidades e da falta de resposta, a Defensoria alerta que, enquanto o mundo volta sua atenção para a Amazônia durante a COP-30, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade no Pará continuam enfrentando a falta de estrutura nos serviços de acolhimento. Espaço destinado a indígenas venezuelanos da etnia Warao DPE Vídeos com as principais notícias do Pará

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