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Estudantes de alta renda de Indaiatuba recebem R$ 513 mil em bolsa da prefeitura para alunos em vulnerabilidade

Publicado em: 09/11/2025 21:42

Estudantes de Indaiatuba-SP recebem bolsa de estudos mesmo sem ter direito ao auxílio  Três estudantes de faculdades particulares, com alto padrão de vida, têm algo em comum: receberam dinheiro público de um programa destinado a estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os casos ocorreram em Indaiatuba, no interior de São Paulo, município conhecido pelos condomínios fechados e casas de alto padrão. A prefeitura mantém há cerca de 20 anos o programa Passe Bolsa, que prevê reembolso de mensalidades para alunos "em situação socioeconômica desfavorável" matriculados em cursos superiores ou técnicos. A lei que criou o benefício veda o pagamento a estudantes de segunda graduação e pós-graduação e exige comprovação de necessidade financeira. Mas, segundo apuração do Fantástico, ao menos 25 estudantes que receberam o auxílio não se enquadrariam nessas condições. Caso Ísis Furlan Uma das beneficiárias é Ísis Furlan, formada em administração e atualmente estudante de medicina. Nas redes sociais, Ísis relata viagens e cursos no exterior, como um estágio no Japão. Os repórteres também identificaram outros registros de viagens ao país. Ísis atende em uma clínica de estética de alto padrão, com jardins e tanque ornamental. Quando uma produtora do Fantástico marcou consulta, Ísis respondeu por mensagem: "Eu sou estudante de medicina, e até dia 20/11, estarei em avaliações práticas e teóricas na faculdade, portanto, não estou atendendo.". A equipe tentou falar com a estudante na clínica. Quem atendeu foi o pai: Repórter: "Ela recebeu 55 mil reais. Só que a lei diz que esse reembolso tem que demonstrar a carência de recursos financeiros, né? E ela não tem essa carência". Pai: "Tem, ué? Eu que estou pagando, pô". Repórter: "Ela não tem condições, então?". Pai: "Não tem". Repórter: "Mesmo morando aqui?". Pai: "Claro, eu que fiz a casa pra ela. Ela é minha filha". Repórter: "Pelo que eu estou entendendo, o senhor tem condições". Pai: "Desde quando só pessoas vulneráveis têm direito a alguma bolsa?". Repórter: "Não, é porque é a lei". Pai: "Que lei? Eu conheço milhares de pessoas na minha toda que recebeu bolsa que se for ver direitinho nem teria direito". Repórter: "Quer dizer, ela pegando esse reembolso não tá tirando de quem realmente precisa?". Pai: "Não, acho que não. Porque a prefeitura tem dinheiro, ela tem verba pra isso". Em mensagem ao Fantástico, Ísis disse que "não tem nada a esconder" e que é "apenas uma estudante que fez inscrição". Um promotor ouvido pela reportagem questionou: "Se a prefeitura não ajudasse ela a pagar a faculdade de medicina, ela conseguiria estudar? Ah, ela conseguiria mesmo assim. Então você começa a fazer qual é o conceito de vulnerabilidade". Caso Samya Arthuzo Outra beneficiária é Samya Arthuzo, também estudante de medicina. Ela recebeu quase R$ 33 mil entre 2024 e 2025. A estudante vive em um condomínio onde cada casa é avaliada entre R$ 5 milhões e R$ 7 milhões. A mãe de Samya é procuradora do município de Salto e recebe salário de R$ 41 mil mensais. "A renda familiar deve ser considerada como daquele que de alguma forma sustenta aquela pessoa", explica o promotor. Recentemente, os pais da jovem concederam uma entrevista a um podcast que recebe profissionais bem sucedidos. Já a filha deles fez um estágio em um hospital de Orlando, nos Estados Unidos. Em um vídeo nas redes sociais, Samya falou sobre a experiência: "Eu achei que eu ia gastar muito e, enfim, na realidade, como eu consegui ficar na casa dos meus padrinhos, eu não estou gastando com quase nada". Em nota, os pais afirmaram que, quando solicitaram o benefício, "não havia indicação de que o benefício estivesse restrito a pessoas carentes". Mas a lei de 2005 é bem clara: o programa é destinado a famílias que comprovem carência financeira. Caso Luana Scallet Em depoimento ao Ministério Público, o prefeito Custódio Tavares Dias Neto (MDB) afirmou que realiza um levantamento para identificar pagamentos indevidos e que os estudantes cadastrados em 2025 estariam dentro das regras, por isso, têm direito ao reembolso. No entanto, o Fantástico teve acesso à ficha de inscrição. Nela, a estudante de medicina Luana Scallet foi aprovada para receber o auxílio em 2025. Ela vive em uma casa grande, em um condomínio fechado, e seus pais são donos de uma das principais imobiliárias da cidade. Nas redes sociais, a jovem publicou viagens recentes à Argentina, Uruguai e Itália. Mesmo assim, recebeu R$ 10.145 em reembolsos nos primeiros meses de 2025 pelo curso de medicina. A família informou que a bolsa foi concedida "seguindo rigorosamente todos os critérios e requisitos". Investigação O Fantástico procurou o prefeito de Indaiatuba, mas só consegui falar com o secretário de Negócios Jurídicos. "Eu preciso definir se é um erro do servidor ou se é uma má prestação de informações por parte do beneficiário", disse Tiago. Na semana passada, a prefeitura informou que “em 2024 identificou inconsistências no programa Passe Bolsa”. Segundo a administração municipal, a servidora responsável pela análise das concessões foi demitida, e os “beneficiários irregulares foram notificados para devolver valores recebidos”. O Fantástico fez um levantamento a partir de documentos da prefeitura e do Ministério Público: 170 estudantes receberam recursos do Passe Bolsa. O total pago foi de R$ 967 mil entre 2023 e julho deste ano. Mais da metade do valor — R$ 513 mil — foi para apenas 25 alunos, justamente os que têm indícios de não precisavam desse dinheiro para estudar. Estudantes de alta renda de Indaiatuba recebem R$ 513 mil em bolsa da prefeitura para alunos em vulnerabilidade Fantástico Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Famílias atingidas por tornado no Paraná receberão até R$ 50 mil para reconstrução das casas destruídas

Publicado em: 09/11/2025 18:38

Rio Bonito do Iguaçu ficou 90% destruída por causa de tornado O Governo do Paraná destinará dinheiro para que as famílias de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, possam reconstruir as casas que foram destruídas por um tornado que deixou pelo menos 750 feridos e seis mortos. Os critérios serão estabelecidos por decreto, mas o objetivo do governo estadual é liberar até R$ 50 mil por família. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp Conforme o governo, o valor sairá do Fundo Estadual de Calamidade Pública (Fecap), totalizando uma destinação de R$ 50 milhões. Um projeto de lei que altera as regras de repasse do Fecap foi encaminhado pelo Governo do Estado para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) em regime de urgência. O projeto foi aprovado em uma votação simbólica no fim da tarde deste domingo (9). Antes da votação, o presidente da Alep, Alexandre Curi (PSD) informou que a assembleia vai repassar R$ 3 milhões do Fundo da instituição para o Fecap. Tornado causa destruição em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná Portal Boletim O que muda? Antes, em casos de desastres, a legislação previa o envio de dinheiro para o município apenas para obras ou auxílio na recuperação geral. Com a mudança, o Estado poderá enviar dinheiro para a prefeitura ajudar diretamente as famílias afetadas, inclusive para a compra de comida, roupas ou itens essenciais. A prefeitura ficará responsável por cadastrar e validar as famílias em condições de vulnerabilidade social afetadas pelo desastre, além de prestar contas do que fez com o dinheiro. Conforme o governo, a mudança permitirá que as famílias afetadas sejam auxiliadas de forma mais rápida e direta. “A mudança vai desburocratizar o processo, já que o repasse será feito diretamente ao cidadão, sem intermediação da prefeitura”, disse o secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira. A Cohapar também está levantando, junto com engenheiros do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA/PR), todos os prejuízos para auxiliar no direcionamento dos recursos. Pelo menos 90% do município foi afetado pelo tornado, com a destruição de residências e prédios públicos. LEIA MAIS: Tornado que destruiu cidade no Paraná pode ser um dos mais fortes já registrados Saiba quem são as seis vítimas que morreram durante tornado no Paraná Prefeito diz que cidade do Paraná terá que ser reconstruída Saiba como ajudar cidade atingida por tornado no Paraná FOTOS: Veja o antes e depois da cidade Idoso chora ao contar que perdeu tudo no tornado: 'É o que sobrou para nós, roupas e documento' 'Sem florestas, as cidades ficam mais vulneráveis', diz climatologista sobre tornado Outras medidas Além do crédito do Fecap, o governo estadual preparou um plano que inclui diferentes fases, que ocorrerão em etapas, mas de forma simultânea, com prioridade para as famílias desalojadas e desabrigada. Outras medidas estão sendo tomadas para reconstruir a cidade com ajuda do município, estado, da União e de empresas. Entre elas, foi decretado estado de calamidade pública em Rio Bonito do Iguaçu, o que permite a adoção de procedimentos emergenciais, como dispensa de licitações, liberação imediata de recursos e pedido de apoio federal. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou que moradores de Rio Bonito do Iguaçu que recebem benefícios assistenciais poderão solicitar a antecipação da renda mensal. Mais de mil moradores ficaram desalojados e abrigos emergenciais começaram a ser montados com o apoio de cidades próximas. A aplicação do Enem 2025, marcada para este domingo (9), foi suspensa no município. Infográfico: tornado deixa rastro de destruição em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná Arte/g1 VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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Justiça cassa mandato de conselheira tutelar acusada de injúria racial

Publicado em: 09/11/2025 15:48

Conselheira tutelar perde mandato após denúncia de injúria racial Prefeitura do Crato/Divulgação A conselheira tutelar Vanessa Lima Santos, eleita em 2023 no Crato (CE), teve o mandato cassado pela Justiça, conforme decisão proferida em 27 de outubro e divulgada na última semana pelo Ministério Público do Ceará (MPCE). A medida foi tomada após o órgão receber uma denúncia de injúria racial supostamente cometida pela conselheira. De acordo com o MPCE, Vanessa teria chamado o filho do ex-marido de “macaco” em mensagens enviadas por uma rede social em 2017. Para o Ministério Público, a conduta demonstra que a conselheira não possuía a idoneidade moral exigida para o exercício da função, o que levou à cassação do mandato. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Na decisão, o magistrado destacou que o cargo de conselheiro tutelar exige dos ocupantes um comportamento "ilibado, probo e equilibrado", uma vez que as funções desses profissionais estão diretamente ligadas à proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Ainda conforme a decisão, mesmo sem uma condenação pelo crime, a Justiça entendeu que a agente pública não preenche mais o requisito de idoneidade moral, considerado essencial para o exercício da função de conselheira tutelar. O g1 não conseguiu localizar a defesa de Vanessa Lima Santos. Racismo e injúria racial: saiba o que é e como denunciar Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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Adolescente adota cadela encontrada em sacola de lixo com focinho amarrado: 'escapou da morte'

Publicado em: 09/11/2025 15:02

Menino resgata cadela do lixo e viraliza com história comovente; 'escapou da morte' "Eu achava que era uma cobra", relembrou Nonato Martins, de 14 anos, que brincava em uma praia na cidade de Luís Correia, litoral do Piauí, quando uma sacola de lixo lhe chamou a atenção. Para a surpresa do adolescente, havia dentro da sacola uma cadela com patas e focinho amarrados. A cadela então foi acolhida por Nonato e pela família do adolescente. E ganhou um nome que ressignifica sua história: Preciosa. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A mãe de Nonato, Andreia, contou ao g1 que a cadela foi encontrada junto com outro cachorrinho em situação de bastante vulnerabilidade. O segundo animal, que apresentava inchaço na região abdominal, morreu após o resgate. Para a família, Preciosa "escapou da morte". "Ele chegou em casa com uma cachorrinha cheia de sarna. Perguntei onde ele tinha encontrado, ele disse que achou no lixo, dentro de um saco, e ela estava com a boquinha e patinhas amarradas. E eu pensei: tem gente pra tudo, que maltrata um bichinho desse, inocente. Aí eu disse 'bora cuidar'", contou a mãe. Em um vídeo que circula nas redes sociais, Nonato aparece com Preciosa no colo enquanto espera o momento da castração. Após a repercussão da história, Preciosa ganhou uma ação solidária de políticos do munícipio, recebeu apoio de uma equipe veterinária e está em tratamento contra a sarna. "Eu adotei ela e hoje ela é minha filha", afirmou Nonato ao g1. "Eu queria pedir que quem tivesse vendo algum cachorro sendo mal tratado, que vocês falassem com a polícia, denunciassem, porque é muito feio a pessoa mal tratar os animais, e o bichinho não faz nada com a pessoa", finalizou o adolescente. Além de Preciosa, a família tem uma cadela chamada Princesa. Menino resgata cadela do lixo; 'escapou da morte', diz ele Reprodução *Estagiária sob supervisão de Ilanna Serena. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Redação sobre envelhecimento tem 'pegadinha': veja como 7 professores analisam o tema do Enem 2025

Publicado em: 09/11/2025 13:58

Dani Toffoli, professora do Curso Anglo, comenta redação Enem 2025 O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 é "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. Dani Toffoli, professora do Curso Anglo, diz que o tema segue padrão Enem, focando em uma minoria – neste caso, a população envelhecida. A "pegadinha" estaria no termo "perspectivas": "O aluno que não está bem preparado pode se confundir com o uso da palavra 'perspectiva', porque veio na contramão dos três últimos anos, que trouxeram 'desafios' de alguma coisa'", analisa a professora. De acordo com a professora, um erro comum que o aluno pode cometer é, ao longo dos parágrafos de desenvolvimento, tentar trazer aspectos positivos ou interpretar ao pé da letra essas perspectivas. "A gente sabe que, no Enem, é preciso antes problematizar", explica Dani. Enem 2025: veja exemplos de redação sobre o tema ''Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira" Thiago Braga, autor e professor de Língua Portugues, comenta redação do Enem Tema não é surpresa Rayane Roale, assistente pedagógica da plataforma Redação Nota 1000, lembra que tema semelhante apareceu na questão discursiva da Prova Nacional do Docente (PND), que abordou "o idadismo como desafio social e educacional do Brasil". O enunciado destacava a importância de combater estereótipos e práticas discriminatórias baseadas na idade. É uma discussão em alta na sociedade e próxima dos candidatos e, justamente por isso, Rayane avalia o nível de complexidade do tema como mediano. "A questão da idade perpassa todas as camadas da sociedade, e as pessoas estão envelhecendo no Brasil. Acredito que não vai ser um tema muito difícil de abordar, porque existe repertório, conhecimento de mundo, e muita informação disseminada sobre o tópico", comenta. Tema da redação do Enem 2025 é semelhante ao de prova vazada em 2009 A professora Tanay Gonçalves, da plataforma Professor Ferretto, concorda e destaca que "o tema, assim como nos últimos quatro anos, trabalha com a questão de um recorte de invisibilidade". "É um tema que não é difícil. É amplamente estudado por muitos candidatos e abre diferentes possibilidades de abordagem", acrescenta Tanay. No Brasil, "observamos a invisibilidade que recai sobre a população idosa e sobre o próprio processo de envelhecer, marcado por uma série de preconceitos", diz. "Há perspectivas midiáticas sobre o envelhecimento, perspectivas históricas, e também um padrão social que enxerga o envelhecimento sob uma lógica utilitarista — ou não. Cabe aos textos de apoio delimitar quais caminhos os candidatos poderão seguir em sua argumentação", reforça. Isabela Canella, professora da Escola SEB Lafaiete, também avalia o tema como esperado. "Quando a gente pensa na palavra 'perspectivas', acerca do envelhecimento, entendemos que existem muitos desafios para a inclusão dessa minoria na sociedade: mercado de trabalho, inclusão digital, estigmas relacionados ao comportamento etc", destaca. Diferentes possibilidades de abordagem Luiz Carlos Dias, coordenador de redação do Colégio Etapa, concorda que a proposta pode ser desafiadora, já que o recorte "perspectivas" supõe múltiplas visões de uma situação. "Daria para trabalhar questões como pessoas com doenças neurodegenerativas, como a demência, e como a sociedade olha para essas pessoas; o número cada vez maior de idosos voltando a estudar, ingressando em universidades e até mesmo fazendo o Enem, e como construir perspectiva de novos futuros; os efeitos das mudanças climáticas na população da terceira idade", enumera o Dias. O professor Ademar Celedônio, Diretor de Ensino e Inovações Educacionais no SAS Plataforma de Educação lembra que, nesse primeiro momento, ainda não temos acesso a coletânea de textos motivadores que acompanham a proposta de redação e direcionam o tema. Ele acredita que um recorte possível é sobre como a sociedade brasileira enxerga o envelhecimento populacional e como "vai se organizar em relação à longevidade, seja na participação social, seja no combate ao idadismo". “O Brasil precisa reposicionar a velhice como etapa ativa da cidadania, com políticas intersetoriais e com uma mudança cultural que se converta em capital social — não necessariamente só em vulnerabilidade", aponta Celedônio. Repertório sociocultural Mara Coura Linhares, autora de Redação do Fibonacci Sistema de Ensino, lembra que a Agenda 2030 da ONU é um repertório trabalhado com frequência pelos professores nas salas de aula e poderia ser aproveitado pelos estudantes. "Um dos grandes objetivos desse plano é a promoção de uma vida saudável para todas as idades, incluindo a preocupação com o envelhecimento saudável", comenta. Também deve ser bastante citado nas redações o filme "Um Senhor Estagiário" (2015), em que Robert De Niro encena os desafios de um idoso que retorna ao mercado de trabalho depois de aposentado. "O filme aborda essas dificuldades e também mostra a importância de o idoso se sentir ativo, se sentir vivo, se sentir útil", comenta Mara. Luiz Carlos Dias, coordenador de redação do Colégio Etapa, cita um lançamento mais recente: "O Último Azul", de Gabriel Mascaro, vencedor do Leão de Prata no Festival de Cinema de Berlim. O longa brasileiro "fala sobre uma sociedade distópica em que o envelhecer deve ser enclausurado, contido, como se fosse um problema", analisa Dias. Lembra, também, da participação de Fernanda Montenegro em cena impactante de "Ainda Estou Aqui", longa de Walter Salles que venceu o Oscar. Ravena Srur, professora de Redação da Plataforma AZ, diz que é interessante acrescentar a questão da previdência. "A Previdência está implodindo. Temos uma juventude que se encaminha para um envelhecimento que é extremamente inseguro. Isso pode ser colocado de maneira extremamente atual e crítica na redação do candidato", comenta. O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 é: "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira". Ministério da Educação Confira o tema da redação do Enem em outros anos Enem 2024 - "Desafios para a valorização da herança africana no Brasil" Enem 2023 - "Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil” Enem 2022 - "Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil" Enem 2021 - "Invisibilidade e Registro Civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil" Enem 2020 - "O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira", na versão impressa; e "O desafio de diminuir a desigualdade entre regiões no Brasil", na digital. Enem 2019 - "Democratização do acesso ao cinema no Brasil" Enem 2018 - "Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet" Enem 2017 - "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil" Enem 2016 - "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil” Enem 2015 - "A Persistência da Violência contra a Mulher na Sociedade Brasileira" Enem 2014 - "Publicidade infantil em questão no Brasil"

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Polícia conclui investigação e diz que adolescente de 14 anos que matou padrasto no RN era vítima de violência

Publicado em: 09/11/2025 13:53

Giroflex Foto: Divulgação O adolescente de 14 anos de idade suspeito de matar o padrasto a facadas em São Miguel, no Alto Oeste potiguar, era vítima de violência desde os dois anos de idade, segundo a Polícia Civil. Ele confessou o crime. A corporação concluiu a investigação e remeteu o caso para a Justiça, que poderá definir se o jovem deverá ficar internado em um centro de atendimento socioeducativo. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp O crime aconteceu no dia 5 de outubro. O homem de 32 anos chegou a ser socorrido com vários ferimentos ao hospital do município, mas não resistiu e morreu. O jovem fugiu após o crime. Segundo a polícia, ele se apresentou à polícia no dia 8 de outubro e prestou depoimento, mas não foi apreendido porque não havia mais flagrante. O que acontece quando um menor comete ato considerado crime? Em nota, a Polícia Civil que o adolescente confessou o crime e relatou ter utilizado uma faca para matar a vítima. Inicialmente, ele afirmou que o motivo teria sido uma brincadeira feita pelo padrasto. "No entanto, conforme relatório elaborado pelo Conselho Tutelar, o jovem era vítima de maus-tratos desde os dois anos de idade, sofrendo violência física e psicológica dentro do ambiente familiar", diz a nota. "Diante desse histórico de violência, a Polícia Civil concluiu que o adolescente vivia em situação de extrema vulnerabilidade e apresentava sinais de trauma decorrentes dos abusos sofridos", conclui o documento. Veja os vídeos mais assistidos no g1 RN

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Pais, irmãos e pets acompanham alunos no 1° dia de prova do Enem: ‘na torcida’

Publicado em: 09/11/2025 13:42

Pais e familiares acompanham alunos no primeiro dia de prova do Enem: ‘na torcida’ No primeiro dia de prova do Enem 2025, muitos estudantes contaram com o apoio da família na entrada para a prova. A presença de irmãos, amigos e mesmo pets marcaram o pré-prova dos candidatos. Neste domingo (09), Kayo Renan, de 17 anos, contou com o apoio de seus pais e irmãos o acompanharam na porta da escola momentos antes dos portões abrirem para fazer a prova pela primeira vez. Natural de Amarante, seu sonho é cursar Engenharia Civil. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O jovem fez a prova na Escola Estadual Professora Julia Nunes Alves, no bairro Dirceu, em Teresina. "Os meus pais e os meus irmãos me trouxeram aqui pra me desejar uma boa prova, pois é a minha primeira vez (fazendo o Enem). Eu acho que o tema da redação vai ser algo relacionado à atualidade, como vulnerabilidade na internet", disse o estudante. Já Letícia Santos, de 20 anos, tenta o sonho de passar em medicina e, para ganhar mais força na hora da prova, foi acompanhada pela sua mãe e sua pet. "Eu aposto em um tema relacionado a adultização infantil ou algo relacionado ao meio ambiente", afirmou a estudante. Pais e familiares acompanham alunos no 1° dia de prova do Enem: ‘na torcida’ Reprodução/ Montagem G1 Para Glenda Dutra e Maicon Ângelo, pais do adolescente Lucas, o papel dos pais é passar tranquilidade. Eles acompanharam o rapaz que fazia prova na Universidade Federal do Piauí e também trouxeram a irmã pequena dele. "A gente tem que dar força e a presença dos pais é super importante para encorajá-los nessa prova exaustiva. Ele nem gosta, porque é adolescente né, mas a gente tá do lado e vai junto, dá beijo, abraço e isso é da gente, gostamos de ser assim", afirmou a mãe. Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 entraram nos locais de prova em todo o Brasil. Na Universidade Estadual do Piauí (Uespi), em Teresina, centenas de alunos aguardavam a abertura dos portões que aconteceu às 12h. O fechamento está previsto para as 13h. Pais e familiares acompanham alunos no 1° dia de prova do Enem: ‘na torcida’ Reprodução/ Montagem G1 Enem 2025 no Piauí Mais de 120 mil piauienses devem participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 nos dias 9 e 16 de novembro. O número é o maior registrado nos últimos cinco anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). No primeiro dia, os participantes respondem questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Ciências Humanas e suas Tecnologias. No segundo dia, as provas são de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Jovem que teve problemas de ansiedade em edições passadas do Enem auxilia estudantes no dia da prova: 'É legal ter um acolhimento'

Publicado em: 09/11/2025 11:16

ENEM 2025 - DOMINGO (9) - JOÃO PESSOA (PB) - Jovem que teve problemas de ansiedade em edições passadas do Enem auxilia estudantes no dia da prova Rafaela Gambarra/g1 A jovem Letícia Victoria, de 21 anos, fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em outras edições, mas teve problemas de ansiedade que atrapalharam na realização das provas. Agora, ela usa a própria experiência para ajudar os estudantes que vão fazer as provas do Enem 2025 neste domingo (9), em João Pessoa. Ela auxilia os outros jovens compartilhando a história dela em conversas antes do exame. Ela explica que desde 2021, quando realizou os exames, esquecia alguns conhecimentos devido problemas de ansiedade e, mesmo tendo conseguido superar a etapa, pensa nos estudantes que podem passar pela mesma situação no Enem em 2025. Por isso, mesmo não sendo candidata foi até um local de prova para dar acolhimento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp "Em 2021, eu estava no terceiro ano do ensino médio. Eu tentei fazer meu primeiro ano do ENEM. Eu estudei por meses. Mas isso acabou me frustrando um pouco porque na hora da prova eu não conseguia me lembrar muito também por conta da ansiedade. gente coloca muita pressão pra gente tentar um futuro só pelo Enem", disse. Ela diz que também fez o exame em 2022, mas teve o mesmo problema. Nessas edições, inclusive, ela tentava passar para o curso de psicologia. Agora, no curso de gestão de recursos humanos e auxilia quem precisa. "A gente chega muito pressionado com os nossos próprios pensamentos, às vezes a família pressiona, a gente pensa muito no nosso futuro e acaba colocando muita pressão no Enem e pressão na gente mesmo. Saber que outras pessoas conseguiram passar no Enem, outras pessoas conseguiram fazer faculdade, é algo legal a gente ter um acolhimento", contou. Projeto ajuda estudantes em situação de vulnerabilidade ENEM 2025 - DOMINGO (9) - JOÃO PESSOA (PB) - Jovem auxilia pessoas em situação de vulnerabilidade, durante Enem, em João Pessoa Rafaela Gambarra/g1 Jerfferson Ferreira, voluntário do projeot FJUni, em João Pessoa, conta que auxilia jovens em situação de vulnerabilidade, pessoas em situação de rua, dando suporte oferecendo aulas de diversas matérias para que essas pessoas consigam fazer o exame. "São pessoas que já são formadas, já completaram, já são profissionais, trabalham na área como médicos e formou, entrou curso, uma bolsa de estudo do Enem , hoje entraram na faculdade, hoje são profissionais, tanto como na área de construção civil", disse Jerferson sobre as pessoas que auxiliam no projeto. O projeto é vinculado também a uma igreja na capital paraibana, trazendo as pessoas também para dentro de outros afazeres além do estudo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Enem 2025 na Paraíba Ao todo, 142.050 inscritos no Enem 2025 (Exame Nacional do Ensino Médio) podem fazer as provas neste domingo (9) em toda a Paraíba. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A quantidade de inscritos neste ano é 10,6% maior do que a de 2024, quando o estado registrou 128.376 inscritos. Entre os inscritos, as mulheres são maioria. Elas equivalem a 58,28%, ou seja, 82.787 das inscrições. Já os homens representam 41.72%, ou seja, 59.263. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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Pobreza Menstrual: escola oferece absorventes para adolescentes em situação de vulnerabilidade no interior de SP

Publicado em: 09/11/2025 08:00

Estudo revela que mulheres faltam da escola ou do trabalho quando estão menstruadas Uma escola estadual de São José do Rio Preto (SP) criou maneiras de falar sobre menstruação com mais naturalidade e empatia. Nas rodas de conversa, as alunas têm a oportunidade de tirar dúvidas com professores e profissionais da saúde, criando um espaço seguro para compartilhar experiências. Além das atividades educativas, em dois locais da escola, há estoque de absorventes, caso as alunas em situação de vulnerabilidade precisem. A pobreza menstrual interfere na liberdade de adolescentes e mulheres, podendo gerar prejuízo psicológico e problemas sérios de saúde física. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp Durante os encontros, as estudantes são incentivadas a falar sobre o próprio corpo, entender o ciclo menstrual e desconstruir preconceitos que ainda cercam o assunto. A proposta é tratar a menstruação como um processo biológico comum e não como algo vergonhoso. Pobreza Menstrual: escola distribui gratuitamente absorventes para adolescentes do interior de São Paulo Reprodução/TV TEM Em entrevista à TV TEM, o diretor da escola, Denis Vander Rocha, comentou que o diálogo é o primeiro passo para quebrar tabus que atravessam gerações. “A falta de informação é um problema, e a falta do produto [absorvente] também é outro problema. Existem relatos de meninas que, nesse período, não vêm para a escola porque não têm o absorvente. Apesar da orientação de que é uma coisa fisiológica e comum a todas as mulheres, ainda há esse tabu, essa resistência, há a vergonha. Por isso, procuramos deixar onde há mulheres”, comenta. Pobreza Menstrual: escola distribui gratuitamente absorventes para adolescentes do interior de São Paulo Reprodução/TV TEM Aos dez anos, Rayssa Abraão Ignácio menstruou pela primeira vez. A infância marcada por dificuldades financeiras traz lembranças de situações que ela não gostaria de ter vivido. Mesmo que para muitas mulheres ter acesso ao produto seja algo corriqueiro, para a dona de casa fazia falta durante sua adolescência. À reportagem, ela explicou que ir para a escola sem ter o absorvente adequado era um desafio. "A minha família é muito humilde. Então, a gente não tinha dinheiro para comprar absorvente. Minha mãe usava pano velho e costurava atrás do papel de arroz, aí eu ia para a escola. Às vezes, quando não tinha pano, eu precisava faltar ou perguntava se alguma vizinha tinha para emprestar. Quando não, pegava jornal ou papel para usar. Eu ficava com medo de manchar a minha roupa, alguém olhar e falar alguma coisa ", relembra Rayssa. Pobreza Menstrual: escola distribui gratuitamente absorventes para adolescentes do interior de São Paulo Reprodução/TV TEM A médica ginecologista Vanessa Goulart alerta que a utilização de materiais inadequados ao longo do período menstrual pode trazer riscos à saúde da mulher. “O uso de materiais inadequados para o cuidado pode levar a infecções genitais. Algumas meninas usam pão, folhas e tecidos sujos. Nas escolas, não há acesso à água encanada para lavar as próprias mãos e para se higienizar caso haja um transbordamento de sangue desses materiais já inadequados. A gente vê um absenteísmo grande nas escolas e no trabalho também”, comenta a médica. Pobreza Menstrual: escola distribui gratuitamente absorventes para adolescentes do interior de São Paulo Reprodução/TV TEM Dificuldade comum no Brasil Essa é uma realidade presente em todo o país. Um estudo feito pela Unicef mostrou que seis a cada dez jovens brasileiras já deixaram de ir à escola ou ao trabalho porque estavam menstruadas. Das 2,2 mil entrevistadas na pesquisa, 19% alegaram não ter dinheiro para comprar absorventes e 37% têm dificuldades de acesso a itens de higiene em escolas ou locais públicos. Esses números caracterizam um problema socioeconômico que tem nome: "pobreza menstrual", ou seja, a falta de acesso a itens básicos de higiene durante a menstruação, por falta de poder aquisitivo ou de informação. Pobreza Menstrual: escola distribui gratuitamente absorventes para adolescentes do interior de São Paulo Reprodução/TV TEM Na pesquisa da Unicef, 77% das jovens disseram que já sentiram constrangimento em escolas ou lugares públicos por menstruarem e quase a metade nunca teve aulas ou palestras sobre o tema. Embora os números retratem o problema, a oficial de participação de adolescentes da Unicef Brasil, Gabriela Mora, explicou que existem poucas políticas públicas voltadas ao tema. “É preciso fornecer às meninas e mulheres todos os insumos necessários para garantir sua dignidade nesse período em que todas passam e que é natural. Para que possam ocupar espaços de liderança, praticar esportes, ir à praia e à piscina e também trabalhar sua própria educação sobre o tema, para que as escolas o abordem de maneira saudável, ajudando não só as meninas, mas os meninos também, a entender que isso não é motivo de vergonha. É preciso apoiar as meninas e mulheres nesse período menstrual para que elas não tenham seus direitos violados ou menos direitos que ninguém”, comenta Gabriela. Pobreza Menstrual: escola distribui gratuitamente absorventes para adolescentes do interior de São Paulo Reprodução/TV TEM Veja mais notícias da região em g1 Rio Preto e Araçatuba VÍDEOS: confira as reportagens da TV TEM

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Brasil tem histórico de tornados, e o que destruiu cidade no Paraná pode ser um dos mais fortes já registrados

Publicado em: 09/11/2025 06:30

Entenda como se forma um tornado O tornado que devastou cidades da região Centro-Sul do Paraná nesta sexta-feira (7) – e atingiu o índice EF3 em uma escala que vai até 5 – pode estar entre os mais fortes já registrados no Brasil. A avaliação é do pesquisador Daniel Henrique Cândido, doutor em geografia pela Unicamp. Segundo ele, o país tem um histórico expressivo de tornados e ocupa uma posição de destaque no cenário mundial. “Continua sendo a segunda área de risco mais intenso de ocorrência de tornados no mundo. Ela só fica atrás do chamado corredor dos tornados nos Estados Unidos”. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Em 2012, Candido defendeu uma tese de doutorado em que catalogou 205 desses fenômenos ocorridos entre 1990 e 2011. Entre eles está um registro de maio de 1992, que atingiu Almirante Tamandaré (PR) e também chegou a EF3, com seis mortos. Para ele, o de sexta, que também deixou seis vítimas fatais e destruiu 90% do município de Rio Bonito do Iguaçu (PR), pode estar entre os 10 piores já registrados. A lista inclui, ainda, tornados Itu (SP), que deixou 15 mortos em 1991, e de Nova Laranjeiras (PR), com quatro em 1997. 🌪️ Os tornados são fenômenos atmosféricos menores, mas muito intensos. Eles surgem geralmente de tempestades severas em áreas com grandes variações de vento. Nesta reportagem, o g1 detalha a diferença entre tornados, ciclones e furacões. LEIA TAMBÉM: Saiba quem são as seis vítimas que morreram durante tornado no Paraná Por que o Brasil tem tantos tornados Imagens aéreas da destruição após passagem de tornado em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná Reuters/via Governo do Estado do Paraná O pesquisador explica que o alto número de tornados no país está diretamente ligado às condições geográficas e climáticas da América do Sul. “O motivo desse valor tão elevado na ocorrência de eventos está relacionado exatamente com a situação geográfica do país.” Entenda: O Centro-Sul do continente, incluindo Brasil, Paraguai e norte da Argentina, é uma área relativamente plana, com relevo que favorece o encontro de massas de ar; As massas de ar acabam sendo canalizadas pela presença da Cordilheira dos Andes, a oeste, e pela Serra do Mar, no litoral brasileiro; Isso cria um canal que facilita o escoamento dessas massas de ar, permitindo que avancem de forma mais rápida e intensa; Essas condições criam o ambiente ideal para a formação de ciclones e tempestades severas, de acordo com o pesquisador. “Essas áreas de baixa pressão aumentam a turbulência atmosférica, e quando o ar fica mais turbulento, você tende a ter intensificação de movimentos convectivos.” Somados, os fatores climáticos e geográficos tornam as regiões Sul e Sudeste mais propensas aos tornados, como demonstra o histórico destacado por Daniel em sua tese: em 28 de novembro de 1995, um tornado foi registrado entre Paulínia (SP) e Jaguariúna (SP); dez anos depois, em maio de 2005, foi a vez de Indaiatuba (SP) ser atingida por um tornado. Fábricas, prédios municipais e pelo menos 400 casas foram destruídos por ventos que atingiram cerca de 250 km/h; no Rio Grande do Sul, as áreas mais suscetíveis à ocorrência de tornados são a faixa litorânea e as imediações do lago Guaíba, com probabilidade em torno dos 25% ao ano; em Santa Catarina, as regiões mais propensas à formação do fenômeno estão localizadas também no litoral e no extremo sul do Estado, mais ou menos nos mesmos patamares. Daniel detalha que combinação entre o aquecimento do ar, a condensação da umidade e os ventos em altitude pode gerar tanto tornados quanto outros fenômenos destrutivos, como microexplosões atmosféricas, fenômeno que ocorreu no interior de São Paulo em 2016. Tornado no Paraná superou 250 km/h Com base nas imagens e nos danos observados na cidade paranaense, o geólogo avalia que o tornado foi excepcionalmente forte. Na tese de doutorado publicada em 2012, ele também defendia a criação de uma Escala Brasileira de Ventos (Ebrav), com níveis de 0 a 7, voltada às especificidades do país. O primeiro estágio equivale a ventos de até 50 km/h, intensidade que não apresenta potencial de danos. O último classifica ventos acima de 260 km/h, capazes de provocar destruição generalizada de instalações urbanas. Se fosse adotada, a Ebrav colocaria o desastre do Paraná no nível 6, devido ao potencial de: desabamento de casas de alvenaria; levantamento de automóveis com a força do vento; quebra de postes de cimento e derrubada de torres de alta tensão; quebra de vidros de janelas em edifícios altos pela força do vento. Cultura de prevenção ainda é desafio Embora não sejam tão recorrentes como na América do Norte, os tornados no Brasil têm gravidade importante, segundo o pesquisador. No entanto, os impactos tendem a ser notados de forma diferente devido a fatores como a densidade populacional das regiões afetadas, os padrões construtivos de cada país e a cultura de prevenção. “Nos Estados Unidos, as casas são predominantemente de madeira ou estruturas leves, o que as torna mais frágeis ao vento, mas mais fáceis de reconstruir.” Já no Brasil, segundo ele, “as habitações são construídas em material mais pesado, como concreto e tijolo. Elas resistem mais, mas quando desabam, o impacto é muito maior.” “Áreas mais pobres, mais periféricas, tendem a ter um grau de vulnerabilidade muito maior. No fim, a gravidade e a fatalidade não é nem tão vinculada à intensidade do evento, mas sim ao local onde ele foi registrado.” Para o especialista, o Brasil ainda está distante da cultura de prevenção presente em países como os Estados Unidos. “Lá, é comum ligar a TV e ver as condições do tempo logo pela manhã. As pessoas crescem aprendendo a acompanhar e confiar na meteorologia.” Ele aponta dois motivos principais para essa diferença: educação e infraestrutura. “Eles têm uma rede de radares muito mais adensada que a brasileira, com cobertura praticamente total e dados acessíveis ao público. No Brasil, a burocracia para acessar informações meteorológicas muitas vezes dificulta a criação dessa cultura.” Infográfico: tornado deixa rastro de destruição em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.

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Mais de 14 mil inscritos devem fazer o Enem 2025 em Roraima; veja horários da prova

Publicado em: 09/11/2025 06:01

As provas do Enem serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro de 2025. Paulo Pinto/Agência Brasil Em Roraima, 14.162 mil pessoas devem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 nesse domingo (9), segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). A segunda etapa da prova ocorre no próximo domingo (16). O município com o maior número de inscritos é Boa Vista, com 12.157 mil. Amajari teve o menor número, são 61 inscritos. As mulheres são a maioria das pessoas inscritas no exame: 8.456 mil, o que representa 59,71%. Os homens são 40,29%, equivalente a 5.706 das inscrições. Neste domingo, a prova será de linguagens e ciências humanas e no próximo de matemática e ciências da natureza. ⌚ Veja os horários de aplicação (no fuso de Roraima): Abertura dos portões: 11h Fechamento dos portões: 12h Início das provas: 12h30 Até que horário é possível fazer o Enem no primeiro dia: 18h Até que horário é possível fazer o Enem no segundo dia: 17h30 Quem pode sair com o caderno de questões? Os que ficarem até os últimos 30 minutos. Neste ano, Roraima teve 1.492 inscritos a mais do que em 2024, quando o estado registrou 12.670 mil pessoas. O percentual de inscrições de Roraima no Enem 2025 em relação ao total nacional é de cerca de 0,29%. Em todo o Brasil, foram registradas 4.811.338 inscrições. Dos participantes em Roraima, 8.653 são isentos da taxa de inscrição e 5.509 a pagaram. 4.943 mil confirmados são estudantes concluintes do ensino médio. A participação gratuita no Enem é prevista para pessoas que se enquadram em, pelo menos, um dos seguintes perfis: Matriculados na 3ª série do ensino médio (neste ano de 2023), em escola da rede pública declarada ao Censo Escolar; Quem fez todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em escola privada; Pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica por serem membros de família de baixa renda – com registro no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico). 🗓️ Datas das provas 9 de novembro 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol); 45 questões de ciências humanas; redação. 16 de novembro 45 questões de matemática; e 45 questões de ciências da natureza. Pela primeira vez, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) permitirá o uso das notas das três edições mais recentes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — 2023, 2024 e 2025 — para seleção dos candidatos em universidades públicas. 🖋️ O que precisa levar para o Enem Documento: RG ou outra documentação oficial com foto (documentos digitais também são válidos); Caneta para Enem: a caneta deve ser esferográfica transparente com tinta na cor preta (leve pelo menos duas para o caso de uma falhar); Opcional: cartão de confirmação de inscrição; O que levar para comer: lanche, idealmente levar alimentos que deem energia, como chocolates, castanhas e barras de cereal, e água em garrafa transparente (a embalagem não deve ter rótulo). O lanche poderá ser vistoriado pelo fiscal de sala. Exemplos de documentos digitais de identificação que serão aceitos pelo Inep: e-Título; Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Digital; e RG Digital. Atenção: O candidato deve apresentar o aplicativo oficial ao fiscal --- capturas de tela não serão válidas. Após a entrada na sala de aula, o uso do celular continuará vetado. 🎒 Ah, e pode levar bolsa e mochila para o Enem, já que o edital não proíbe. Mas, uma vez dentro da sala de aplicação, a mochila deve ser colocada debaixo da cadeira e não pode ser manuseada. Então, tudo que for ser utilizado durante a prova, como canetas, água, lanche e máscaras, deve ficar fora da bolsa. As identificações físicas aceitas são: Cédula de Identidade expedida por secretarias de Segurança Pública, Forças Armadas, Polícia Militar e Polícia Federal; Identidade expedida pelo Ministério da Justiça para estrangeiros, inclusive aqueles reconhecidos como refugiados, em consonância com a Lei n.º 9.474, de 22 de julho de 1997; Carteira de Registro Nacional Migratório, de que trata a Lei n.º 13.445, de 24 de maio de 2017; Documento Provisório de Registro Nacional Migratório, de que trata o Decreto n.º 9.277, de 5 de fevereiro de 2018; Identificação fornecida por ordens ou conselhos de classes que por lei tenha validade como documento de identidade; Passaporte; Carteira Nacional de Habilitação, na forma da Lei n.º 9.503, de 23 de setembro de 1997; Carteira de Trabalho (emitida após 27 de janeiro de 1997); Identidade funcional, em consonância com o Decreto n.º 5.703, de 15 de fevereiro de 2006 (crachá de servidor público municipal, distrital, estadual, federal e dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário). ❌ O que não pode levar para o Enem Telefones celulares, calculadoras ou qualquer equipamento eletrônico devem ser desligados e guardados no envelope porta-objetos antes de entrar na sala de provas. Caso algum som seja emitido dos aparelhos durante a prova, o candidato será eliminado; Qualquer dispositivo que receba imagens, vídeos ou mensagens; Óculos escuros, bonés, chapéus, viseiras ou gorros; Bebidas alcoólicas, cigarro e/ou drogas ilícitas. 🚨 Atenção: O envelope porta-objetos, lacrado e identificado, deve ser mantido debaixo da carteira desde o ingresso na sala de provas até a saída definitiva do local de provas. Fique Por Dentro: Confira dicas para se dar bem na redação do Enem

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Correios lançam campanha Papai Noel em MG; presentes podem ser adotados presencialmente ou online

Publicado em: 09/11/2025 05:01

Cartinhas da campanha Papai Noel dos Correios (ILUSTRATIVA) Ana Clara Pontes/g1 Estamos em novembro, mas o "bom velhinho" já está a postos para receber as cartinhas com os pedidos de presentes de Natal. A campanha Papai Noel dos Correios foi lançada, em cidades de Minas Gerais, nesta sexta-feira (7). Para realizar o sonho dos pequenos, basta pegar uma cartinha na agência de Correios Presidente Juscelino Kubitscheck, na Avenida Afonso Pena, 1.270, no Centro de BH, ou fazer uma adoção on-line, pelo site da Campanha. As cartinhas podem ser adotadas até o dia 15 de dezembro. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp A ação disponibiliza pedidos de crianças matriculadas em escolas da rede pública (do 1º ao 5º anos do ensino fundamental, independentemente da idade) e de instituições parceiras, como creches, abrigos e núcleos socioeducativos. Também são disponibilizadas para adoção cartinhas enviadas por crianças da sociedade, com até 10 anos, em situação de vulnerabilidade social. ✅Mande sua denúncia, reclamação ou sugestão para o g1 Minas e os telejornais da TV Globo Veja os vídeos que estão em alta no g1 Vídeos mais vistos no g1 Minas:

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Violência contra pessoas em situação de rua cresce quase 50% em Minas Gerais

Publicado em: 09/11/2025 05:00

Minas Gerais é o terceiro estado com mais pessoas em situação de rua no país A violência contra pessoas em situação de rua aumentou de forma expressiva em Minas Gerais neste ano. Entre janeiro e setembro, 40 pessoas foram assassinadas no estado, o que representa alta de quase 50% em relação ao mesmo período de 2024. Em Belo Horizonte, o número de homicídios desse público cresceu 43%. Além dos assassinatos, os registros de agressão e lesão corporal também subiram. Somente na capital mineira, foram 56 casos de agressão e 155 de lesão corporal contra pessoas em situação de rua no período. Os dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania mostram que, no Brasil, o Disque 100 recebeu 724 denúncias de violações de direitos de pessoas em situação de rua entre janeiro e setembro de 2025. Em Belo Horizonte, foram 218 vítimas — casos que envolvem agressões físicas, negligência e outros tipos de violência. Para o pesquisador Cristiano Silva, do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua/UFMG), a falta de compreensão sobre a vulnerabilidade desse grupo agrava o problema. “Tem vários casos e relatos de violência, principalmente de agentes públicos, com relação à população em situação de rua, de uma não compreensão dessa situação de vulnerabilidade que essas pessoas estão”, afirmou. Em nota, o Governo de Minas informou que tem reforçado as ações de apoio à população em situação de rua, oferecendo capacitação aos municípios e repassando recursos por meio do Piso Mineiro de Assistência Social. Neste ano, o repasse chegou a quase R$ 131 milhões. Com esses recursos, o estado auxilia na manutenção de Centros Pop, abrigos, casas de passagem e repúblicas. Pessoas em situação de rua em Belo Horizonte. TV Globo 'Tem que ter muita coragem' As histórias se repetem entre pessoas que perderam o vínculo familiar por motivos econômicos, de saúde mental ou por rejeição após assumirem a orientação sexual. A chef de cozinha Rayssa Bittencourt, de 42 anos, mulher trans e desempregada, vive nas ruas de Belo Horizonte e relata o medo constante. “Pra viver na rua tem que ter muita coragem. Tem que ter a cabeça boa, porque se não tiver, você inverna na droga e se acaba. A rua tá muito perigosa. Qualquer coisa que a gente fala a gente é agredida, qualquer coisa que a gente olha a pessoa bate na gente sem ter feito nada”, contou. Levantamento do grupo Polos de Cidadania, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), aponta que o Brasil tem 358.553 pessoas em situação de rua. Cerca de 61% vivem na Região Sudeste. Minas Gerais aparece em terceiro lugar, com 32.685 sem-teto, atrás apenas de São Paulo (148.730) e Rio de Janeiro (33.081). Entre as capitais, Belo Horizonte também ocupa o terceiro lugar, com 15.359 pessoas vivendo nas ruas. Para tentar mudar essa realidade, entidades e projetos de acolhimento atuam em diferentes pontos da capital. A Pastoral de Rua da Arquidiocese de Belo Horizonte oferece refeições, apoio espiritual e, principalmente, escuta. “Nós somos uma porta aberta e acolhemos as pessoas da forma que elas chegam. Muitas vezes cansadas, e aqui acaba sendo um lugar que pode sentar, tomar uma água fresca, usar o sanitário, passar algumas horas de descanso, ser ouvida”, explicou a coordenadora Claudenice Rodrigues Lopes. Casos com final feliz Acolhido pela Pastoral há 15 anos, Rafael Roberto Fonseca da Silva viveu nas ruas por mais de uma década e hoje trabalha como agente social. “O grande diferencial pra eu poder mudar dessa situação foi a acolhida e a escuta. Minha mãe faleceu, a minha família desestruturou e eu fiquei em situação de rua”, lembrou. Graziele Soares da Silva, também agente social, chegou às ruas após sofrer violência doméstica. “Fiquei sofrendo violência doméstica durante 9 anos. Eu não estava suportando mais e um dia eu tomei uma atitude. Como eu não tinha pra onde ir, eu fui pra rua”, relatou. População em situação de rua em BH. TV Globo Vídeos mais assistidos do g1 MG

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Árvore Solidária 2025: campanha da TV TEM arrecada brinquedos no interior de SP; saiba como participar

Publicado em: 08/11/2025 11:47

Árvore Solidária: campanha da TV TEM arrecada brinquedos no interior de SP Júlia Martins/g1 A campanha Árvore Solidária da TV TEM arrecada brinquedos novos e usados até o dia 13 de dezembro em Itapetininga, Sorocaba, Jundiaí, Bauru e São José do Rio Preto (SP) Em sua terceira edição, a iniciativa, promovida pela emissora, destinará as doações a famílias e crianças em estado de vulnerabilidade social. No dia 13 de dezembro será realizado o "Dia D", que funciona como a última chamada para as doações. Toda a comunidade é convidada a participar. As doações devem ser entregues nos pontos de coleta dos parceiros comerciais (veja abaixo) ou na recepção das emissoras participantes, em dias úteis e durante o horário comercial, em Sorocaba, Bauru, São José do Rio Preto e Itapetininga (SP). Para que o movimento se concretize, o projeto conta com o apoio dos Correios para triagem, contagem e destinação das doações. A entrega será no dia 15 de dezembro. Os parceiros desta edição são: Anauger e USCS em Itapetininga; Proença e Kodilar, em São José do Rio Preto; Tauste, em Bauru; e Tauste, em Sorocaba. Pontos de arrecadação Itapetininga Anauger (em frente à TV TEM Itapetininga, no Itapê Shopping - Rua Doutor Coutinho, 733 - Centro). USCS - Av. Dr Ciro Albuquerque, 4.750 - Bairro-da 8h às 18h São José do Rio Preto TV TEM São José do Rio Preto (Av. Jornalista Roberto Marinho, 997 - Jardim Yolanda); Proença Loja 15 - Av. José da Silva Sé, 2.009 - Condomínio Res. Parque Da Liberdade I; Loja 8 - Av. Anísio Haddad, 6.889 - Jd. Palmeira; Loja 9 - Rua Pedro Amaral, 3.515 - Villa Ercília; Loja 11 - Av. Fortunato Ernesto Vetorazzo, 710 - Jardim Vetorazzo; Loja 19 - Av. Nossa Sra. da Paz, 1.441 - Jd.Bordon; (é possível doar em todas as lojas da rede) Kodilar (Casa Thales - R. Dr. Raul Silva, 1.523 - Nova Redentora). Bauru e Marília TV TEM Bauru (Rua Padre Anchieta, 9-41- Bela Vista); Tauste (confira as unidades) Av. Tiradentes, 1.131, Fragata - Marília; Loja República - Av. República, 2.355, Vila Mariana - Marília; Loja Rio Branco - Rua Rio Branco, 20-40, Vila América - Bauru; Loja Duque - Avenida Duque de Caxias, 22-42, Vila Cardia - Bauru. Sorocaba e Jundiaí TV TEM Sorocaba (Avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, 2.700 - Alto da Boa Vista); Tauste (confira as unidades) Avenida General Carneiro, 1.120, Vila Lucy - Sorocaba; Avenida Itavuvu, 2.005, Jd. Maria Antonia Prado - Sorocaba; Avenida Professora Izoraida Marques Peres, 600, Parque Campolim - Sorocaba; Avenida Antônio Segre, 79, Ponte de Campinas - Jundiaí. 'Árvore Solidária' da TV TEM: brinquedos arrecadados são entregues em Itapetininga Veja mais notícias no g1 Itapetininga e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Presa há 4 anos, ex-vereadora de Uberlândia, Pâmela Volp já soma mais de cinco décadas em penas por exploração sexual, tortura e lavagem de dinheiro

Publicado em: 08/11/2025 04:02

Pâmela Volp, ex-vereadora de Uberlândia CMU/Divulgação Por trás da imagem pública de ativismo em defesa dos direitos da população LGBT+, a ex-vereadora de Uberlândia, Pâmela Volp, escondia um dos esquemas criminosos mais complexos e duradouros já investigados na cidade, segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Condenada a mais de 50 anos de prisão em processos da Operação Libertas, Volp foi presa há exatamente 4 anos, em 8 de novembro de 2021, apontada como líder de uma rede de exploração sexual que atuou por mais de três décadas, atingindo principalmente travestis e mulheres trans em situação de vulnerabilidade. Segundo a Promotoria de Justiça de Uberlândia, Volp comandava o esquema mesmo após ser eleita vereadora em 2016 pelo Partido Progressista (PP), com 1.841 votos. Ela foi a primeira mulher transexual a se eleger em Uberlândia e também a primeira parlamentar de Minas Gerais a utilizar o nome social no diploma de eleita. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp O g1 entrou em contato com a defesa de Volp, representada pela advogada Fabiane Martins, para comentar as condenações e os detalhes dos processos citados na reportagem. Em nota, a defesa contestou a soma das penas informada pelo MPMG e esclareceu que a cliente só teve um dos processos concluído até o momento, justificando que não há pena definitiva a ser cumprida, tornando a ré uma "presa tecnicamente provisória". Saiba mais sobre a posição da defesa ao final da reportagem. Já o MP esclareceu que existem processos que a ré responde em liberdade, então as penas não foram unificadas, ou seja, no atestado de pena só constam os crimes com condenações em que há execução provisória da pena. Chefe de organização interestadual A Operação Libertas, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em agosto de 2021, revelou que Pâmela Volp comandava uma organização criminosa interestadual que mantinha controle sobre pontos de prostituição, impunha diárias abusivas, torturava as vítimas e promovia cirurgias clandestinas para colocação de próteses mamárias. Além disso, as denúncias apontam que a ex-parlamentar montou outro esquema paralelo, após ser presa pela força-tarefa, para cometer atos de violência, extorsões e fazer 'testes de orientação sexual' na ala LGBT+ da penitenciária, forçando presos a fazerem sexo entre si. Nesta reportagem especial, o g1 traz detalhes dos processos criminais que levaram à condenação da ex-vereadora Pâmela Volp. Ao longo das investigações, dezenas de vítimas foram ouvidas, revelando como o poder político e a influência social foram utilizados para perpetuar abusos e silenciar denúncias ao longo dos anos. Pâmela Volp foi eleita 1ª vereadora trans de Uberlândia em 2016 CMU/Divulgação Três décadas de crimes contra a população transexual O Ministério Público apontou que Pâmela chefiava a organização criminosa há mais de 30 anos. Em 2014, ela foi condenada pela Justiça Federal por tráfico internacional de pessoas e rufianismo. 🔎 Rufianismo é crime previsto no artigo 230 do Código Penal Brasileiro e ocorre quando alguém tira proveito financeiro da prostituição de outra pessoa, mesmo sem forçá-la a se prostituir. A lei prevê pena de 1 a 4 anos de reclusão, além de multa. Quatro anos depois ela foi absolvida em segunda instância pelo tráfico, mas condenada por favorecimento à prostituição. A Promotoria de Justiça de Uberlândia, através do Gaeco, começou a investigá-la e ouviu dezenas de vítimas a quem Pâmela chamava de 'filhas' e as acolhia em alojamentos em Uberlândia e Criciúma (SC). Conforme as denúncias, as vítimas exploradas sexualmente no esquema chefiado pela ex-vereadora relataram episódios de tortura, extorsão, ameaças e até procedimentos cirúrgicos clandestinos. O que dizem as denúncias As vítimas relataram que eram obrigadas a pagar diárias para atuar nos pontos de prostituição controlados por Pâmela Volp. Quem se recusava, era ameaçada, coagida e até torturada. Uma das mulheres contou que Pâmela a forçava a integrar uma espécie de gangue, com a missão de agredir e extorquir outras trabalhadoras que ocupavam os pontos sem pagar as taxas exigidas. Nos alojamentos, câmeras de monitoramento foram instaladas para vigiar as vítimas. Além disso, um caderno com registros detalhados de pagamentos e despesas de cada mulher foi apreendido. A denúncia ainda rendeu uma investigação nas esferas trabalhista e federal, por trabalho análogo à escravidão. Segundo o Ministério Público, também havia um esquema clandestino e superfaturado para a colocação de próteses de silicone. As vítimas eram induzidas a contribuir com uma espécie de poupança para realizar os procedimentos em clínicas ilegais. O caso revelou ainda a participação de médicos e práticas sem anestesia ou em pós-operatório inadequado. Conversas obtidas pela investigação mostram um dos médicos negociando um “pacote de próteses” com Pâmela, a quem ele chega a chamar de “sócia”. Os médicos envolvidos firmaram acordos de colaboração e não foram denunciados. Veja galeria de fotos durante as fases da operação Libertas. Operação Libertas; FOTOS Anos de medo, ameaças e poder Para lavar o dinheiro obtido com a exploração sexual e extorsões, Pâmela Volp investiu em carros de luxo, imóveis, joias e até na construção de um mausoléu de alto padrão para a família, no cemitério de Tupaciguara, cidade a 69 quilômetros de Uberlândia. As investigações indicam que Pâmela Volp movimentava mais de R$ 20 mil por mês em cartões e mantinha um padrão de vida elevado. Esse foi um dos argumentos usados pelo Gaeco para apontar que a maior parte da renda dela vinha de atividades criminosas. O valor do patrimônio de Pâmela Volp não consta no processo, mas o g1 apurou junto aos investigadores da Operação Libertas que é de aproximadamente R$ 4 milhões. O dinheiro também era usado para impor medo às vítimas. Nos depoimentos prestados ao MP e à Justiça, elas relataram o clima de medo constante que viviam sob o comando de Pâmela Volp. "No último julgamento dela do tráfico internacional, ela arrotou para todo mundo que tinha mandado uma maleta de dinheiro para Brasília, que nunca ia ser condenada, que nunca ia ser presa, que nunca ia acontecer nada [...] para gente tipo ter medo, que ela tinha o poder. Ela tinha esse poder do dinheiro, ela sempre usou esse poder do dinheiro para ameaçar a gente", contou uma das vítimas. A vítima ainda relatou que só teve coragem de colaborar com as investigações por acreditar que, desta vez, a ex-vereadora responderia pelos crimes dentro da cadeia. "A cidade é dela, ela é dona da cidade. Era né. Porque foram anos, tipo, não sei se de judiciário, se polícia, o que foi, mas foram anos de várias pessoas sabendo dos crimes, várias pessoas convivendo com os crimes e ninguém nunca fez absolutamente nada. A gente sabe que rolava um dinheirinho, mas não sabemos para quem", finalizou a vítima. Os supostos pagamentos de propina não foram alvo de investigação. Condenações na operação Libertas Durante as sete fases da Operação Libertas, Pâmela Volp foi denunciada em mais de dez processos. Até o momento, foi condenada em oito deles. As penas apuradas pela reportagem junto ao Ministério Público já somam 52 anos, 3 meses e 3 dias de prisão, além de multa e indenizações às vítimas. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), alguns processos estão em segredo de justiça ou aguardam julgamento. O TJMG informou que Pâmela Volp, até o dia 31 de outubro, já havia cumprido 4 anos, 1 mês e 24 dias da pena. Ela continua presa no sistema prisional de Uberlândia. Roubo qualificado e extorsões A denúncia apontou que a organização criminosa comandava diversos pontos de prostituição em Uberlândia. As mulheres eram obrigadas a pagar diárias como forma de permissão para atuar nos pontos de prostituição. Quem não obedecia era ameaçada ou agredida. Por esse motivo, em março de 2018, Volp e duas comparsas agrediram violentamente uma travesti em um ponto de prostituição no Bairro Marta Helena. A vítima foi golpeada com barra de ferro na nuca e agredida com socos e chutes e teve o celular roubado. De acordo com o Gaeco, as agressões deixaram a vítima gravemente ferida. Pâmela foi inicialmente condenada a 10 anos de prisão. Após recurso da defesa, a pena foi reduzida para 5 anos e 4 meses de reclusão, além de 3 meses de detenção. Em dois episódios ocorridos em 2020, Pâmela Volp ameaçou mais uma vítima, desta vez no Bairro Osvaldo Rezende. No primeiro caso, exigiu que a vítima deixasse o local sob ameaça de agressão. No segundo, jogou o carro em direção à vítima e reafirmou as ameaças. A vítima abandonou o trabalho por meses após as ameaças. Pâmela foi reconhecida como autora e condenada a 4 anos e 8 meses de reclusão. Em novembro de 2021, outra vítima foi abordada em ponto de prostituição no Bairro Dona Zulmira. Armadas com revólver, faca e barra de ferro, Pâmela e mais duas comparsas ameaçaram a vítima de morte caso não pagasse uma “diária” de R$ 50 para trabalhar na região. A ex-vereadora teria se autoproclamado “dona da cidade” e afirmou que ninguém trabalharia [nos pontos de prostituição] sem pagar em Uberlândia. A vítima fugiu e denunciou o caso. Por esse crime, Pâmela foi condenada a 7 anos de reclusão. Garotas de programa eram torturadas e agredidas pela 'dona da cidade' O Gaeco também apurou que, na madrugada de 7 de novembro de 2021, Pâmela Volp agrediu uma garota de programa com chinelo e mangueira por ter chegado tarde do trabalho na rua. As agressões duraram cerca de 15 minutos. Depois, a vítima foi impedida de dormir, o que causou sofrimento físico e psicológico A mulher trans vivia sob controle rígido de Pâmela, que a usava como exemplo de submissão para outras travestis em seus alojamentos. A vítima só conseguiu sair do local após a prisão da agressora. Pâmela foi denunciada pelo crime de tortura e condenada a 2 anos e 3 meses de reclusão. Em outro caso, a vítima relatou ter sido agredida com golpes de canivete nos seios recém-operados. A travesti ainda foi sequestrada duas vezes, ameaçada de morte e forçada a fugir da cidade. Por esse crime de tortura, Pâmela Volp foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão. Rufianismo, organização criminosa e lavagem de dinheiro Pâmela também foi condenada por chefiar a organização criminosa e pelos crimes de rufianismo (exploração sexual) e lavagem de dinheiro. A organização com atuação interestadual, segundo o MPMG, estendeu as atividades criminosas em Santa Catarina. Consta na denúncia, que a chefe contava com a parceria de outras mulheres trans, para o gerenciamento da operação no Sul do país com o mesmo modelo de operação: cobrança de diárias e controle dos pontos de prostituição. Mesmo presa, a chefe do esquema continuava exercendo influência sobre a rede. Ainda conforme o MP, a estrutura era altamente lucrativa e explorava a vulnerabilidade das vítimas. Por esses crimes, Pâmela foi condenada no último mês a 14 anos, 6 meses e 28 dias de reclusão. Além disso, as rés foram condenadas a indenizar cada uma das vítimas em R$ 20 mil por danos morais. Ela também foi condenada por dano material e perdeu todos os bens. Apreensão de joias Em outro processo envolvendo lavagem de dinheiro, a ré foi condenada por manter um depósito de diversas joias e pedras preciosas, avaliado em mais de R$ 300 mil. De acordo com o MPMG, esses bens foram adquiridos com recursos obtidos direta ou indiretamente por meio de crimes como organização criminosa, sendo posteriormente convertidos em ativos de aparência lícita. As joias foram localizadas e apreendidas em Tupaciguara. A sentença em primeira instância ocorreu em junho deste ano, condenando a ex-vereadora a 4 anos e 6 meses de reclusão pelo crime em regime inicial aberto. Esquema de extorsão e violência no sistema prisional Ser presa não impediu que a ex-vereadora continuasse a exercer sua liderança. A Operação Libertas também investigou um esquema de extorsão e outros crimes praticados por Volp no sistema prisional de Uberlândia. Pâmela Volp, se tornou líder da ala LGBT+ da Penitenciária Professor João Pimenta da Veiga, ordenou que cinco detentos espancassem seu companheiro de cela, por supostamente ter furtado 17 cigarros dela. A vítima, sob efeito de remédios, foi brutalmente agredida com chutes, socos e pisões na cabeça e no peito. Na denúncia consta que a morte só não ocorreu por intervenção de uma testemunha. Após o crime, Pâmela deu cigarros a dois agressores para que assumissem a culpa. Por esse crime, ela foi condenada a 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. 'Teste de orientação sexual' Por fim, Volp também foi denunciada pelo Gaeco por lesão corporal sofrida por outro preso na penitenciária. A detenta é acusada de criar 'teste de orientação sexual' dentro do pavilhão LGBT+. Segundo o MP, Pâmela Volp obrigava novos presos da ala a manterem relações sexuais com outros detentos. Um interno que se recusou teria sido espancado por outros dois presos a mando dela. A denúncia aponta que a vítima perdeu dentes e sofreu deformidade facial. Com a apuração dos crimes, ela foi transferida para o Presídio Professor Jacy de Assis, também em Uberlândia, onde permanece cumprindo pena. Segundo a Promotoria, o processo tramita no Fórum de Uberlândia e não houve julgamento. A ré também aguarda julgamento pelos crimes de associação criminosa e extorsão praticados no sistema prisional. O que diz a defesa Em nota enviada ao g1, a advogada Fabiane Martins informou que Pâmela Volp se mantém firme e dedicada na missão de reverter as acusações injustas que lhe foram atribuídas. Sobre a suposta 'compra de policiais' citada na reportagem, a defesa esclareceu que o Ministério Público se baseou em depoimentos de testemunhas do sistema prisional. No entanto, essas declarações carecem de provas e não sustentaram uma denúncia formal por corrupção ativa, demonstrando a inconsistência das acusações. Por fim, alegou que a cliente acredita ser alvo de perseguição transfóbica e que a atual defesa busca corrigir os equívocos da representação anterior e reverter a situação processual da cliente. Initial plugin text ASSISTA: 6ª fase da operação Libertas teve como alvo travestis e transexuais de Uberlândia Trabalho de travestis e transexuais é alvo da 6ª fase da Operação Libertas em Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

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