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Projeto Solo Vivo vai levar assistência técnica e mecanização a 600 produtores no RJ em 2026

Publicado em: 25/02/2026 16:10

Projeto Solo Vivo Divulgação O Projeto Solo Vivo começa a ser implantado em 2026 com a meta de atender 600 produtores rurais no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa vai oferecer assistência técnica contínua, mecanização agrícola e formação profissional, com atuação em diferentes regiões para elevar a produtividade e tornar a agricultura familiar mais competitiva e sustentável. O trabalho será desenvolvido em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária e instituições de ensino e assistência, como o Instituto Federal Fluminense, com execução entre fevereiro de 2026 e fevereiro de 2027. As ações vão abranger as regiões Norte e Noroeste Fluminense, Região Serrana, Sul Fluminense, Centro‑Sul e Metropolitana. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Idealizado e articulado pelo deputado Hugo Leal, o projeto foi estruturado para enfrentar uma das principais carências da agropecuária fluminense: a falta de acompanhamento técnico contínuo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo ele, muitos produtores trabalham sem assistência especializada e acabam produzindo menos do que poderiam. “Temos um grande potencial agrícola, mas falta apoio direto. O Solo Vivo leva conhecimento, tecnologia e estrutura ao produtor, permitindo mais renda e alimentos de melhor qualidade”, afirmou o parlamentar. Entre as ações previstas estão: instalação de cinco núcleos regionais de apoio técnico com agrônomos e veterinários; unidades mecanizadas com tratores, retroescavadeiras e implementos agrícolas; análises de solo e água para diagnóstico produtivo; acompanhamento técnico contínuo nas propriedades; cursos de gestão, empreendedorismo e boas práticas agrícolas; realização de feiras e encontros voltados ao setor; elaboração de planos de negócios personalizados. O Solo Vivo dará prioridade a agricultores familiares e propriedades com maior vulnerabilidade produtiva. A meta é estimular a inclusão econômica, diversificar culturas, fortalecer cadeias produtivas e apoiar a regularização de agroindústrias familiares.

Palavras-chave: tecnologia

Brasil tem 2,6 mil municípios em risco de desastres naturais

Publicado em: 25/02/2026 15:11

Chuvas deixam mortos em Juiz de Fora Pilar Olivares/Reuters O Brasil tem 2,6 mil cidades têm risco alto ou muito alto para desastres naturais – como seca, inundações e deslizamentos de terra – ou possíveis impactos causados pela chuva ou seca na segurança alimentar, segundo dados do AdaptaBrasil, uma ferramenta elaborada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Não entram nesse cálculo outros eventos extremos, como incêndios e ondas de calor ou frio. Essa cidades precisam se adaptar às mudanças climáticas. Primeiro, é preciso conhecer os riscos dos eventos extremos, como secas, incêndios, inundações e deslizamentos de terra. Em seguida, planejar como enfrentá-los. Esse planejamento deve resultar em ações concretas, que precisam ser avaliadas e, se necessário, aprimoradas. Frente fria, supercélula e cavado: a combinação de fatores que levou à tragédia das chuvas em Minas Gerais O aquecimento global gera uma série de alterações no clima, aumentando a intensidade e a frequência dos eventos extremos. Além de mitigar a causa, ao evitar ou reduzir a emissão de gases do efeito estufa, é preciso se adaptar às suas consequências, como os desastres naturais, principalmente nas cidades. "A adaptação é todo o processo de ajuste dos sistemas humanos e naturais para enfrentar as mudanças climáticas, reduzindo as vulnerabilidades e exposições de forma planejada e antecipada para que, sobretudo as populações que mais são impactadas, não sofram", explicou o pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) Pedro Ivo Camarinha. Veja os vídeos que estão em alta no g1 De acordo com Camarinha, especialista em mudanças climáticas, há poucos exemplos de adaptações planejadas, ou seja, realizadas a partir de políticas públicas. "No Brasil a situação é muito delicada. Porque há um somatório de muitas vulnerabilidades, muitas delas sem relação direta com o clima, mas acentuadas pelos seus efeitos." Uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), com participação de estados e municípios, busca mudar esse quadro. O AdaptaCidades visa apoiar a elaboração de planos municipais ou regionais de adaptação às mudanças climáticas. A previsão é de que a maioria das propostas esteja pronta em 2026, com as ações sendo colocadas em prática em 2027. Capacitação e recursos O AdaptaCidades criou um ranking para definir as cidades prioritárias. A metodologia usou diversos dados, como do AdaptaBrasil, do Atlas Digital de Desastres no Brasil e do número de beneficiários do Programa Bolsa Família (PBF), além de reuniões com representantes dos estados e municípios. Inicialmente, o objetivo era apoiar 260 cidades. No entanto, após conversas com os governos estaduais, o número passou de 500 — a lista final ainda não foi divulgada. A quantidade aumentou, por exemplo, porque alguns estados, como Espírito Santo e Rio Grande do Norte, decidiram construir planos em todos os municípios. A abrangência do projeto no Rio Grande do Sul também cresceu. "Não daria para apoiar dez municípios, quando quase a totalidade do estado foi terrivelmente atingida por tragédias", disse a diretora do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima (DPAR), Inamara Santos Mélo, do MMA. Lá serão elaborados 11 planos regionais, chegando a 206 municípios. De acordo com Mélo, haverá capacitação técnica nos estados e municípios para o planejamento em adaptação. Também serão disponibilizadas informações sobre os riscos climáticos e orientações metodológicas para a construção dos planos. Outro objetivo é fortalecer a governança e orientar para a busca do acesso a fontes de financiamento. Recife (PE) é um exemplo da importância de planejar o enfrentamento das mudanças climáticas, de acordo com a diretora do MMA. Um dos projetos que resultou da política daquela cidade é o Parque Capibaribe, que busca aumentar a área verde, reduzir a temperatura e diminuir a emissão de gases do efeito estufa, ao mesmo tempo que cria espaços de lazer. Outro projeto de Recife é o ProMorar, voltado para obras estruturais, como contenção de encostas e drenagem urbana. A cidade teve financiamento de R$ 2 bilhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Mélo cita outro exemplo importante de adaptação. "Santos (SP) tem algumas iniciativas interessantes, onde morros que sofreram com deslizamento estão sendo ocupados com projetos que trazem esse componente de adaptação baseada em ecossistemas." Já as áreas que não podem ser reocupadas por oferecer riscos, estão sendo destinadas a projetos coletivos, como hortas comunitárias. O desafio dos planos Elaborar planos é importante. Mas também é fundamental colocá-los em prática e monitorá-los, de acordo com Érico Masiero, professor do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Masiero e outros pesquisadores analisaram planos de adaptação e mitigação às mudanças climáticas de 18 cidades espalhadas pelo globo, entre elas três brasileiras: São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba. Observaram uma preocupação com os impactos das mudanças climáticas, mas notaram discrepâncias entre o que é proposto e o que é implementado. "A maioria das cidades estudadas lutou para passar da proposição à ação. Isto deve-se a uma série de fatores: orçamentos limitados, sensibilização da opinião pública para o ambiente e clima, outras prioridades definidas pelos setores público e privado, e mesmo a necessidade de acompanhamento e divulgação das medidas iniciadas", escreveram no artigo. Outro desafio, na análise do professor, é definir quais problemas a solucionar. Ele citou o exemplo de Rio Branco (AC), que, apesar de ter iniciativas muito positivas, não incluiu em seus planos o enfrentamento das ilhas de calor, um dos principais desafios urbanos. "As Ilhas de calor são decorrentes da própria ocupação, do uso excessivo de materiais que absorvem calor, aprisionando-os na cidade. Então, quando tem ondas de calor, que são temperaturas de 5 ºC acima da média durante cinco dias, também é preciso somar a isso as ilhas de calor." Em uma cidade, por exemplo, onde a média de temperatura é 25 ºC, ela pode passar de 30 ºC durante uma onda de calor. Mas se houver uma ilha de calor, os termômetros vão registrar cinco ou seis graus a mais. "As ilhas de calor podem ser evitadas tentando reduzir o tipo de ocupação através do plano diretor. Ele é fundamental para conseguir mesclar áreas mais adensadas com menos adensadas e tentar vegetar mais a cidade, utilizar mais corpos d'águas mais expostos, gerando mais evaporação na cidade", defendeu o professor, salientando a importância de apostar em um conjunto de soluções. Lente climática Adaptar as cidades às mudanças climáticas é um processo, argumentou Pedro Ivo Camarinha, do Cemaden. "Isso não tem um fim. Precisa sempre estar sendo reavaliado, porque existe um dinamismo muito grande das características sociais, de mudanças de uso e cobertura do solo e do próprio comportamento climático ao longo do tempo." Segundo o pesquisador, há uma variedade de possíveis ações. Embora muitas vezes se pense apenas em obras, é essencial investir também em soluções baseadas na natureza, além de fortalecer a capacidade institucional e a governança. "É preciso existir uma gestão climática forte. Ou seja, uma gestão que olhe para os problemas históricos, os problemas intrínsecos daquela cidade, mas sempre colocando o que nós chamamos de lente climática – o olhar para como o clima pode acentuar muito dos problemas que essa cidade possui."

Palavras-chave: tecnologia

Prefeitura de Fortaleza abre 120 vagas em curso gratuito de tecnologia para mulheres e pessoas com deficiência

Publicado em: 24/02/2026 14:13

O resultado das inscrições será divulgado em 23 de março, com início das aulas previstas para 6 de abril de 2026. Divulgação/Governo do Estado de São Paulo A Prefeitura de Fortaleza lança nesta quarta-feira (25) um curso gratuito de capacitação com 120 vagas, sendo 60 para mulheres e 60 para pessoas com deficiência, para formação na área de tecnologia da informação. 📚 As inscrições começam ainda na quarta e vão até o dia 13 de março, sem cobrança de taxa de inscrição, matrícula ou certificação. Para participar, é necessário ser residente em Fortaleza, prioritariamente em situação de vulnerabilidade social, egresso da escola pública e morador de áreas com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). LEIA TAMBÉM: Ceará tem vagas de emprego e concurso abertas nesta segunda (23); como se inscrever Porto Iracema das Artes abre inscrições para laboratórios de audiovisual, dança e mais A formação será realizada em formato híbrido, com aulas online e presenciais. O curso oferece trilhas de capacitação em suporte técnico e atendimento ao cliente, mentorias especializadas e conexão com oportunidades no mercado de trabalho, ampliando as chances de empregabilidade dos participantes. Veja os vídeos que estão em alta no g1 ➡️O resultado das inscrições será divulgado em 23 de março, com início das aulas previstas para 6 de abril de 2026. A ação integra o programa Citidigital e tem como objetivo promover qualificação profissional e inclusão de mulheres e pessoas com deficiência no setor de tecnologia. O projeto ocorre em parceria com a empresa de tecnologia Lanlink. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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Prefeitura de Nova Friburgo abre 62 vagas para pré-vestibular social do município

Publicado em: 24/02/2026 12:50

Prefeitura de Nova Friburgo abre 62 vagas para pré-vestibular social Rodrigo Marinho/g1 A Prefeitura de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, abre, nesta quarta-feira (25), as inscrições para o processo seletivo do curso pré-vestibular social do município. Ao todo, são oferecidas 62 vagas, em turma única. As aulas estão previstas para começar no dia 16 de março. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Econômico e tem como objetivo ampliar o acesso de estudantes em situação de vulnerabilidade social ao ensino superior. As inscrições seguem até 7 de março e podem ser feitas presencialmente na Avenida Conselheiro Julius Arp, 80, bloco 3, sala A. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, e aos sábados, das 8h às 13h. Também haverá link para inscrição on-line nos canais oficiais da prefeitura. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Quem pode participar Podem se inscrever candidatos que tenham renda familiar de até três salários mínimos, comprovem situação de vulnerabilidade social, tenham cursado todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais (100%) em escola particular e morem em Nova Friburgo. No ato da inscrição, é necessário apresentar RG, CPF, comprovante de residência no município, histórico escolar ou declaração oficial, comprovante de renda familiar ou cartão do CadÚnico, além de questionário motivacional preenchido. Critérios de seleção A classificação será feita com base na renda familiar, com prioridade para as menores rendas, na média geral do histórico escolar e na comprovação de vulnerabilidade social. Segundo o edital, as 62 vagas serão preenchidas nesta edição. A proposta do pré-vestibular social é oferecer suporte pedagógico gratuito a estudantes que desejam ingressar no ensino superior.

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Governo espera arrecadar R$ 14 bilhões neste ano com alta na tarifa de importação de mais de mil produtos; celulares foram taxados

Publicado em: 24/02/2026 00:00

Smartphones estão entre os produtos afetados pelo aumento do imposto de importação Naine Carvalho/ Rede Amazônica O Ministério da Fazenda estima que arrecadará R$ 14 bilhões a mais neste ano com o aumento do imposto de importação incidente sobre mais de mil produtos — medida adotada no início de novembro para proteger a indústria nacional. Entre os itens afetados, estão os telefones inteligentes (smartphones), freezers e painéis indicadores com LCD ou LED. Veja outros exemplos no fim desta reportagem. ➡️O aumento das tarifas de importação anunciado pela equipe econômica ajudará o governo federal a cumprir a meta de superávit nas suas contas neste ano. Desde o início de seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou uma série de impostos para tentar reequilibrar as contas públicas. A decisão do governo, que afeta bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos para a produção, além de bens de informática e telecomunicação, elevou a taxação desses produtos importados em até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países. A medida foi criticada por importadores, que veem impacto na competitividade e na inflação, e defendida pelo governo brasileiro — que busca preservar a indústria nacional. Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, conhecido como "tarifaço". E derrubou parte do aumento de impostos. Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço de Trump; presidente reage com nova taxa O que diz o governo O Ministério da Fazenda informou, em nota técnica, que a escalada das importações dos bens de capital e de informática mostrou crescimento acumulado, desde 2022, de 33,4%. Argumentou, também, que sua penetração no consumo nacional ficou acima de 45% (posição de dezembro do ano passado), ou seja, em "níveis que ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica do país, de difícil reversão". ➡️O Ministério da Fazenda avaliou, ainda, que a medida é "moderada e focalizada, necessária para reequilibrar preços relativos, mitigar a concorrência assimétrica, conter a tendência de aumento da penetração de importados e reduzir a vulnerabilidade externa estrutural associada ao déficit setorial". O governo também informa que a medida se alinha internacionalmente, pois diz que vários países elevaram proteção setorial ou por remédios comerciais em subgrupos de máquinas, "sinalizando que instrumentos tarifários continuam sendo usados para corrigir choques externos e dumping [prática ilegal de comércio]". ➡️O Ministério da Fazenda esclareceu que, no ano passado, as principais origens de importações foram Estados Unidos, com US$ 10,18 bilhões e 34,7% de participação; China, com US$ 6,18 bilhões e 21,1%; Singapura, com US$ 2,58 bilhões e 8,8%; e França, com US$ 2,52 bilhões e 8,6%. Apesar do aumento das tarifas, o governo também abriu uma porta para pedidos de redução temporária da alíquota para zero poderão até 31 de março para produtos anteriormente beneficiados, com concessão provisória por até 120 dias. Protecionismo 🌐Desde que o tarifaço foi imposto por Trump, o governo brasileiro vinha criticando a medida e tentando revertê-la. Nesta sexta (20), a Suprema Corte dos EUA decidiu derrubar a medida. Em abril do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula disse que responderia a qualquer iniciativa dos EUA de impor protecionismo que, segundo ele avaliou na ocasião, "não cabe mais' Estudo do Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) divulgado no ano passado mostra que o grau de abertura comercial da economia brasileira aumentou nos últimos anos. Entretanto, também conclui que o Brasil ainda é uma nação com uma economia mais fechada que outros países em desenvolvimento com os quais poderia ser comparado. Impacto para as empresas Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, que atua na importação de matérias-primas, produção, logística e entrega final, afirmou que o Brasil enfrenta um cenário em que boa parte do parque industrial opera com equipamentos com mais de 20 anos de uso, muitas vezes submetidos a modernizações improvisadas. E que, ao mesmo tempo, a indústria nacional de bens de capital não consegue atender plenamente à demanda interna nem acompanhar o ritmo da modernização global. Por isso, estimou que o aumento das tarifas de importação pode gerar efeitos em cadeia na economia brasileira. "O aumento das alíquotas impacta diretamente a capacidade de investimento das empresas. Estamos falando de máquinas, peças e tecnologia que são essenciais para modernização e ganho de produtividade. Quando o custo sobe de forma abrupta, muitos projetos ficam comprometidos e a competitividade do Brasil no cenário internacional é afetada”, avaliou Mauro Lourenço Dias, do Fiorde Group. Efeito inflacionário O Fiorde Grup estimou que, na prática, o aumento de tarifas pode se refletir: No preço de motores de portão em condomínios; No custo de televisores e eletrodomésticos; Na manutenção de equipamentos hospitalares; No valor de exames médicos; Em obras de infraestrutura, como metrôs e projetos de mineração. Já o Ministério da Fazenda diz esperar que o efeito do aumento de tarifas no IPCA "deve ter efeito indireto baixo e defasado, pois bens de capital e de informática são bens de produção, com exceções e regimes atenuando a cobertura efetiva". "Na cadeia produtiva, a alteração tarifária tem o potencial de reequilibrar preços relativos em favor do produto nacional, com ganhos de encadeamento e potencial de substituição competitiva nos elos mecânicos e de integração, com saldo que tende a ser positivo para a competitividade sistêmica", disse o Ministério da Fazenda. Segundo o governo, o efeito na inflação é parcialmente compensado por renegociação de preços e substituição de de compras. "Por fim, com a redução do vazamento de demanda via importações de bens de investimento, espera-se melhora do saldo em transações correntes por menor importação e maior conteúdo local em projetos", concluiu. Produtos afetados Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março. Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão: Telefones inteligentes (smartphones) Torres e pórticos Reatores nucleares Caldeiras Geradores de gás de ar Turbinas para embarcações Motores para aviação Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes Fornos industriais Congeladores (freezers) Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas Empilhadeiras Robôs industriais Máquinas de comprimir ou de compactar Distribuidores de adubos (fertilizantes) Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes Máquinas e aparelhos de impressão Cartuchos de tinta Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão Máquinas para fiação de matérias têxteis Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Martelos Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados Máquinas de cortar o cabelo Painéis indicadores com LCD ou LED Controladores de edição Tratores Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis Navios de guerra Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética Aparelhos dentários Aparelhos de tomografia computadorizada

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Brasileira encara Antártica para estudar genética de aves e monitorar gripe aviária

Publicado em: 23/02/2026 10:40

Pesquisadora brasileira na Antártida Raiane Amorim A rotina de campo na Antártica exige preparo físico, rigor científico e, sobretudo, sensibilidade para observar a vida em um dos ambientes mais extremos do planeta. Foi nesse cenário que a doutoranda brasileira Raiane Amorim desenvolveu parte de sua pesquisa sobre aves marinhas, unindo tecnologia de ponta e observação direta da fauna para estudar o biguá-antártico (Leucocarbo bransfieldensis) e monitorar o avanço da gripe aviária na região. 📱 Receba conteúdos do Terra da Gente também no WhatsApp Em parceria internacional com a Pontifícia Universidade Católica do Chile (PUC-Chile) e com financiamento da Capes, a pesquisadora investiga a história genética dessas aves e os impactos das mudanças climáticas sobre as populações. O estudo utiliza ferramentas modernas de genômica, genética populacional e modelagem de nicho ecológico para entender como fatores ambientais moldam a evolução, a dispersão e a estrutura genética das espécies ao longo do tempo. Um dos principais objetivos da pesquisa é a construção do primeiro genoma completo de referência do biguá em nível cromossômico — um avanço que deve contribuir para estudos futuros e para a elaboração de estratégias de conservação de aves marinhas. Veja mais notícias do Terra da Gente: VIDA CURTA: Nascer, acasalar e morrer em 5 minutos; os animais de vida curtíssima SUMIÇO DE 80 ANOS: Guará está de volta e aquece o turismo ambiental no litoral do PR SAIBA COMO: Lagos biodiversos viram terapia dentro de casa e até em apartamentos Expedição e desafios em campo Raiane em atividade de campo na Antártica Raiane Amorim Durante 18 dias, Raiane integrou uma expedição a bordo do navio chileno Betanzos, ao lado de outros 26 pesquisadores. O grupo percorreu ilhas da Península Antártica, como Avian, Lagotellerie, Horseshoe, Biscoe, Curville e Deception, em busca de colônias reprodutivas. O trabalho envolvia desde a localização e mapeamento das colônias até a coleta de material biológico das aves, sempre com técnicas que priorizam o bem-estar animal e minimizam o estresse. Entre as espécies monitoradas estavam diferentes tipos de pinguins, além de skuas, petréis e o próprio biguá-antártico (Leucocarbo bransfieldensis). Biguá-antártico (Leucocarbo bransfieldensis) Raiane Amorim "Além do escopo genético, também atuamos no monitoramento ativo da influenza aviária de alta patogenicidade, dado o aumento alarmante de notificações da doença na região. Em algumas colônias, registramos altos índices de mortalidade, especialmente entre filhotes, evidenciando a vulnerabilidade sanitária de ecossistemas remotos como a Antártica", conta Raiane. Veja o que é destaque no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Cenas marcantes da fauna Apesar dos desafios, a experiência em campo foi marcada por momentos únicos. Para a pesquisadora, encontrar colônias de biguás-antárticos em seu habitat natural foi especialmente emocionante. “Não apenas por serem meu objeto de estudo, mas por não serem considerados uma espécie carismática, como os pinguins. Ver esses animais onde realmente pertencem tornou tudo ainda mais especial”, conta. Entre as lembranças mais marcantes, uma cena delicada em meio ao clima hostil chamou atenção. Em um dia chuvoso, em uma colônia de pinguins, um casal ainda incubava seu ovo enquanto outros já cuidavam de filhotes. pinguim-de-barbicha (Pygoscelis antarcticus) Raiane Amorim “Enquanto a fêmea permanecia imóvel, chocando o ovo, o macho ia e voltava sob a chuva trazendo pedrinhas como presente. Era como se existisse um mundo à parte, só deles dois e daquele ovo, foi uma daquelas cenas que a gente nunca esquece.”, relembra. A pesquisadora também destaca o comportamento estratégico das skuas, aves que atuam em dupla para roubar ovos e filhotes de pinguins. “Enquanto uma distrai os pais, a outra aproveita para atacar. É impressionante ver como esse comportamento faz parte do equilíbrio natural.” Ao todo, Raiane avistou cerca de 13 espécies de aves durante a expedição, reforçando a diversidade da fauna antártica e a importância de estudos integrados. VÍDEOS: Destaques Terra da Gente Veja mais conteúdos sobre a natureza no Terra da Gente

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Brasil subiu imposto de importação de mais de mil produtos, incluindo smartphones

Publicado em: 21/02/2026 09:07

Jornal Nacional/ Reprodução O governo brasileiro elevou, no início deste mês, o imposto incidente sobre mais de mil produtos importados do exterior. Entre os itens afetados, estão os telefones inteligentes (smartphones). Veja outros exemplos no fim desta reportagem. A decisão, que afeta bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos para produção, além de bens de informática e telecomunicação, elevou a taxação dessas compras do exterior em até 7,2 pontos percentuais — impactando setores e consumidores que buscam esses produtos em outros países. A medida foi criticada por importadores, que veem impacto na competitividade e na inflação, e defendida pelo governo brasileiro — que busca preservar a indústria nacional. Nesta sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o presidente Donald Trump extrapolou sua autoridade ao impor um amplo aumento de tarifas sobre importações de quase todos os parceiros comerciais dos EUA, conhecido como "tarifaço". E derrubou parte do aumento de impostos. Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço de Trump; presidente reage com nova taxa O que diz o governo O Ministério da Fazenda informou, em nota técnica, que a escalada das importações dos bens de capital e de informática mostrou crescimento acumulado, desde 2022, de 33,4%. Argumentou, também, que sua penetração no consumo nacional ficou acima de 45% (posição de dezembro do ano passado), ou seja, em "níveis que ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica do país, de difícil reversão". ➡️O Ministério da Fazenda avaliou, ainda, que a medida é "moderada e focalizada, necessária para reequilibrar preços relativos, mitigar a concorrência assimétrica, conter a tendência de aumento da penetração de importados e reduzir a vulnerabilidade externa estrutural associada ao déficit setorial". O governo também informou que a medida se alinha internacionalmente, pois diz que vários países elevaram proteção setorial ou por remédios comerciais em subgrupos de máquinas, "sinalizando que instrumentos tarifários continuam sendo usados para corrigir choques externos e dumping [prática ilegal de comércio]". ➡️O Ministério da Fazenda esclareceu que, no ano passado, as principais origens de importações foram Estados Unidos, com US$ 10,18 bilhões e 34,7% de participação; China, com US$ 6,18 bilhões e 21,1%; Singapura, com US$ 2,58 bilhões e 8,8%; e França, com US$ 2,52 bilhões e 8,6%. Apesar do aumento das tarifas, o governo também abriu uma porta para pedidos de redução temporária da alíquota para zero poderão até 31 de março para produtos anteriormente beneficiados, com concessão provisória por até 120 dias. Protecionismo 🌐Desde que o tarifaço foi imposto por Trump, o governo brasileiro vinha criticando a medida e tentando revertê-la. Nesta sexta (20), a Suprema Corte dos EUA decidiu derrubar a medida. Em abril do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula disse que responderia a qualquer iniciativa dos EUA de impor protecionismo que, segundo ele avaliou na ocasião, "não cabe mais' Estudo do Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) divulgado no ano passado mostra que o grau de abertura comercial da economia brasileira aumentou nos últimos anos. Entretanto, também conclui que o Brasil ainda é uma nação com uma economia mais fechada que outros países em desenvolvimento com os quais poderia ser comparado. Impacto para as empresas Mauro Lourenço Dias, presidente do Fiorde Group, que atua na importação de matérias-primas, produção, logística e entrega final, afirmou que o Brasil enfrenta um cenário em que boa parte do parque industrial opera com equipamentos com mais de 20 anos de uso, muitas vezes submetidos a modernizações improvisadas. E que, ao mesmo tempo, a indústria nacional de bens de capital não consegue atender plenamente à demanda interna nem acompanhar o ritmo da modernização global. Por isso, estimou que o aumento das tarifas de importação pode gerar efeitos em cadeia na economia brasileira. "O aumento das alíquotas impacta diretamente a capacidade de investimento das empresas. Estamos falando de máquinas, peças e tecnologia que são essenciais para modernização e ganho de produtividade. Quando o custo sobe de forma abrupta, muitos projetos ficam comprometidos e a competitividade do Brasil no cenário internacional é afetada”, avaliou Mauro Lourenço Dias, do Fiorde Group. Efeito inflacionário O Fiorde Grup estimou que, na prática, o aumento de tarifas pode se refletir: No preço de motores de portão em condomínios; No custo de televisores e eletrodomésticos; Na manutenção de equipamentos hospitalares; No valor de exames médicos; Em obras de infraestrutura, como metrôs e projetos de mineração. Já o Ministério da Fazenda diz esperar que o efeito do aumento de tarifas no IPCA "deve ter efeito indireto baixo e defasado, pois bens de capital e de informática são bens de produção, com exceções e regimes atenuando a cobertura efetiva". "Na cadeia produtiva, a alteração tarifária tem o potencial de reequilibrar preços relativos em favor do produto nacional, com ganhos de encadeamento e potencial de substituição competitiva nos elos mecânicos e de integração, com saldo que tende a ser positivo para a competitividade sistêmica", disse o Ministério da Fazenda. Segundo o governo, o efeito na inflação é parcialmente compensado por renegociação de preços e substituição de de compras. "Por fim, com a redução do vazamento de demanda via importações de bens de investimento, espera-se melhora do saldo em transações correntes por menor importação e maior conteúdo local em projetos", concluiu. Produtos afetados Parte dos aumentos anunciados pelo governo já entrou em vigor, o restante começa em março. Entre os produtos que tiveram as tarifas elevadas, estão: Telefones inteligentes (smartphones) Torres e pórticos Reatores nucleares Caldeiras Geradores de gás de ar Turbinas para embarcações Motores para aviação Bombas para distribuição de combustíveis ou lubrificantes Fornos industriais Congeladores (freezers) Centrifugadores para laboratórios de análises, ensaios ou pesquisas científicas Máquinas e aparelhos para encher, fechar, arrolhar, capsular ou rotular garrafas Empilhadeiras Robôs industriais Máquinas de comprimir ou de compactar Distribuidores de adubos (fertilizantes) Máquinas e aparelhos para as indústrias de panificação, açúcar e cervejeira Máquinas para fabricação de sacos ou de envelopes Máquinas e aparelhos de impressão Cartuchos de tinta Descaroçadeiras e deslintadeiras de algodão Máquinas para fiação de matérias têxteis Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Máquinas e aparelhos para fabricar ou consertar calçado Martelos Circuitos impressos com componentes elétricos ou eletrônicos, montados Máquinas de cortar o cabelo Painéis indicadores com LCD ou LED Controladores de edição Tratores Transatlânticos, barcos de excursão e embarcações semelhantes Plataformas de perfuração ou de exploração, flutuantes ou submersíveis Navios de guerra Câmeras fotográficas para fotografia submarina ou aérea, para exame médico de órgãos internos ou para laboratórios de medicina legal ou de investigação judicial Aparelhos de diagnóstico de imagem por ressonância magnética Aparelhos dentários Aparelhos de tomografia computadorizada

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Regras da Anvisa sobre cannabis medicinal devem impulsionar pesquisas e produção no DF

Publicado em: 21/02/2026 02:00

Anvisa publica regras para cultivo e pesquisa de cannabis medicinal A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no começo deste mês, resoluções que detalham como vai funcionar o cultivo de cannabis no Brasil. As regras entram em vigor em agosto, quando começa também um "sandbox experimental" – período de cinco anos no qual a Anvisa vai testar atividades relacionadas à cannabis fora do modelo industrial tradicional e em pequena escala. A coordenadora do Centro de Referência sobre Drogas e Vulnerabilidades Associadas da Universidade de Brasília (UnB), Andrea Gallassi, já comemora o avanço. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Em entrevista ao g1, Andrea explica que as novas regras devem facilitar muito a realização de estudos científicos. Até aqui, cada nova pesquisa exigia uma autorização específica da Anvisa. "Isso mudou. Com as novas resoluções, você amplifica o processo da pesquisa científica. Em uma única autorização guarda-chuva, cabem várias pesquisas”, explica. Além de investigar as novas aplicabilidades terapêuticas, a autorização para pesquisa permite analisar rótulos e produtos com cannabis – incluindo óleos produzidos por associações de pacientes. “No modelo sandbox, como estão chamando o modelo regulatório experimental, vamos poder analisar os óleos para verificar qualidade e poder ajudar associações a extraírem produtos adequados”, detalhe. 🔎 O pacote também cria um ambiente regulatório experimental para testar, sob supervisão da agência, modelos de fornecimento fora do padrão industrial — como os adotados por associações de pacientes. 🔎 Com isso, a Anvisa normatiza toda a cadeia produtiva, do cultivo ao uso dos produtos, e passa a permitir que empresas cultivem a planta para fins medicinais e farmacêuticos. Detalhes de uma flor de cannabis Reprodução Mudanças na ponta As mudanças também podem favorever a atuação de entidades como a Associação Brasileira do Pito do Pango (Abrapango), que atua na defesa do acesso seguro e humanizado à cannabis medicinal. A ONG, que tem sede em Brasília, oferece suporte jurídico e técnico a pacientes, capacita profissionais da saúde e também produz e comercializa medicamentos à base de cannabis. Para Monica Barcelos, diretora executiva da Abrapango, a tendência é de expansão consistente. “As associações já produzem dados reais de uso terapêutico no Brasil. Isso deve evoluir para protocolos mais estruturados, estudos clínicos observacionais e parcerias científicas, gerando evidências nacionais em condições como TEA [transtorno do espectro autista], dor crônica, doenças neurodegenerativas, entre outras”, afirma. Monica destaca que o marco regulatório traz segurança jurídica para as pesquisas, destravando financiamentos, parcerias com universidades e aprovação ética. Segundo ela, isso garante mais estudos com melhor qualidade metodológica e validação científica real, além de permitir que a academia desmistifique os estigmas sobre o tema. A confirmação disso tudo, no entanto, só virá quando a Anvisa publicar os editais de chamamento do "sandbox" regulatório. "Só então, saberemos se as associações serão incluídas de forma justa ou se permaneceremos em um modelo excludente", finaliza. Quem pode cultivar❓ Universidades, instituições de ciência e tecnologia, órgãos de segurança pública e fabricantes de medicamentos estão autorizados a cultivar para pesquisa científica, inclusive variedades da planta com maior teor de THC. 🚨Todo processo será feito sob regras de segurança e fiscalização. Na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a nova regulamentação permite estruturar oficialmente um programa científico dedicado à Cannabis sativa, com foco em genética, manejo, industrialização e políticas públicas 👉 Em novembro de 2025, a Anvisa já havia concedido uma autorização excepcional para pesquisas da Embrapa, válida exclusivamente para fins científicos e sem comercialização. Agora, com o pacote de fevereiro deste ano, a expectativa é ainda mais positiva. Segundo Daniela Bittencourt, pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o ambiente regulatório mais definido abre oportunidade para o Brasil construir uma cadeia produtiva estruturada. Na prática, isso envolve estruturar quatro pilares: Cultivares: genética, sementes e melhoramento; Sistemas de produção: protocolos agronômicos, manejo e sanidade, indoor/outdoor conforme o caso; Pós-colheita e qualidade: padronização, estabilidade e controle de contaminantes; Economia, zoneamento e políticas públicas: modelos produtivos viáveis, inclusão e subsídios técnicos para regulação. “A regulamentação cria um ambiente mais previsível para transformar pesquisa em solução: viabiliza planejamento de infraestrutura, parcerias e rotinas de rastreabilidade e controle, e dá mais segurança para que a cadeia se organize com padrões de qualidade”, afirma. Ainda assim, Bittencourt aponta desafios: é preciso maior clareza sobre o caminho para o cultivo e uso medicinal de materiais com maior teor de THC, além da regulamentação do cânhamo para fins industriais. 🍀O cânhamo industrial é uma planta da espécie Cannabis sativa cultivada para uso industrial e comercial. Com baixo teor de THC, pode ser usado em medicamentos, cosméticos, alimentos, roupas, acessórios e até instrumentos musicais. Além disso, a pesquisadora chama a atenção para necessidade de haver políticas públicas, que estimulem o setor industrial e garantam inclusão produtiva, com participação de pequenos produtores. "Se o país seguir alinhando regulação, ciência e políticas públicas, a cannabis pode se conectar de forma consistente à agenda nacional de bioeconomia e desenvolvimento”, declara. O cannabis medicinal é um óleo extraído da planta da maconha Profissão Repórter LEIA TAMBÉM: AGRESSÃO: 'Vamos pegar eles’: veja prints de conversa de Pedro Turra antes de agressão em festa do DF; adolescente morreu ACIDENTE: 5 policiais militares ficam feridos após acidente com viaturas no DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Abuso de álcool: atendimentos caem 25% em São Paulo em três anos

Publicado em: 19/02/2026 12:14

Capital paulista tem 35 Caps AD, que oferecem tratamento gratuito contra álcool e drogas Divulgação/SMS - Prefeitura de São Paulo Nos últimos três anos, a cidade de São Paulo registrou uma queda de 25% nos atendimentos relacionados ao uso abusivo de álcool na rede pública de saúde mental. A redução acompanha um movimento mais amplo de conscientização sobre o impacto do álcool no organismo e a busca por hábitos mais saudáveis. Dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) mostram que os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) da capital paulista realizaram 7.900 atendimentos por uso abusivo de álcool em 2023, 6.626 em 2024 e 5.907 no ano passado. A mudança de comportamento tem sido observada em outras regiões do Brasil e acompanha uma tendência internacional. Em entrevista ao podcast O Assunto, do g1, a socióloga Mariana Thibes, coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), destacou que os jovens estão bebendo menos devido ao maior acesso à informação sobre os riscos à saúde, preocupação com reputação nas redes sociais e rejeição à embriaguez, vista cada vez mais como símbolo de vulnerabilidade. Para as gerações anteriores, ficar embriagado ainda era visto como algo positivo, muito presente na sociabilidade. Para essa geração, ficar bêbado é visto como símbolo de vulnerabilidade, de você estar se expondo a situações de violência. Essa também é uma geração que frequenta muito mais academia, preocupada com o corpo, com a saúde, com a estética. Pesquisa realizada pelo Ipsos-Ipec, com dados de 2025, mostra que 64% dos brasileiros declararam não ter bebido álcool durante todo o ano – em 2023, esse número era de 55%. E a queda é ainda mais acentuada entre os jovens: na faixa etária de 18 a 24 anos, a proporção dos que declaram não ter consumido álcool saltou de 46% para 64%. Benefícios ao reduzir o consumo de álcool Consumo de bebida alcoólica pode afetar organismo, mesmo que seja somente em situações "sociais" Mônica Costa/Rede Amazônica Segundo o cirurgião gastrointestinal Lucas Nacif, a melhora no organismo é perceptível mesmo para quem reduz -- e não abandona totalmente -- o consumo. “O álcool causa lesões em vasos sanguíneos, danos cerebrais e problemas gastrointestinais. Quando há abstenção, o corpo rapidamente mostra sinais de recuperação.” O médico alerta que até o consumo considerado “social” pode afetar os sistemas neurológico, cardiovascular e digestivo. “Evitar a bebida previne gastrite, esofagite e até pancreatite. Além disso, o sono, o desempenho físico e o equilíbrio emocional melhoram bastante”, completa. Quando é hora de buscar ajuda? De acordo com o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), o consumo abusivo de álcool é caracterizado por cinco ou mais doses em uma única ocasião para homens, e quatro ou mais para mulheres -- pelo menos uma vez no último mês. A instituição alerta para sinais de dependência que vão além da quantidade bebida: dificuldade em parar, sintomas físicos na abstinência, problemas familiares ou de trabalho e isolamento social são alguns deles. Quando o consumo começa a trazer prejuízos, a recomendação é procurar os Caps AD, unidades do SUS especializadas no tratamento de transtornos relacionados ao álcool e outras drogas. Somente na capital paulista, são 35 centros voltados a esse público. O atendimento nos Caps é gratuito, de livre demanda e não exige agendamento prévio. É possível localizar a unidade mais próxima por meio da plataforma Busca Saúde. Além disso, o Alcoólicos Anônimos (AA) oferece uma alternativa gratuita e complementar para quem busca apoio no combate ao alcoolismo. Os grupos realizam reuniões presenciais e online baseadas em um programa de 12 passos, focado na recuperação por meio de compartilhamento de experiências. Existem grupos que promovem encontros em todas as regiões da cidade e que podem ser consultados no site oficial. Tecnologia a favor da prevenção ModeraSP oferece aconselhamento em saúde e acesso ao tratamento para pessoas com risco de dependência por álcool Divulgação/Prefeitura de São Paulo Lançado em 2024, o ModeraSP já tem mais de 100 mil usuários cadastrados e mais de 35 mil triagens realizadas com base em orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A ferramenta, disponível no aplicativo e-saudeSP para Android e iOS, identifica o nível de risco do consumo de álcool e orienta o usuário com acompanhamento de uma assistente virtual chamada Susana. Nos casos mais graves, a plataforma já encaminhou 1.872 pessoas a Unidades Básicas de Saúde (UBSs) desde 2024. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) é pela Atenção Básica, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), administradas pelos municípios e fortalecidos pela SES, por meio de cursos, palestras, eventos, apoio técnico em programas, projetos e ações.

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'Vivo sob ameaças constantes': a australiana que tenta tirar crianças das redes sociais

Publicado em: 17/02/2026 10:01

Julie Inman Grant tem muito trabalho pela frente como reguladora da segurança da internet na Austrália. BBC Nossa entrevista com Julie Inman Grant ainda nem começou. Na verdade, ela ainda nem entrou na sala. Mas a conversa já trata da enxurrada de ameaças de morte e violação recebidas semanalmente pelo seu escritório. O cargo de diretora da Comissão de Segurança Eletrônica da Austrália a coloca na primeira linha das batalhas na internet: notícias falsas, censuras, trollagem e segurança infantil. O mundo digital pode ser um "poço sombrio", como admite um dos seus colegas. Ele destaca que a grande maioria dos abusos lançados ao escritório são dirigidos pessoalmente a Inman Grant. "Infelizmente, tenho vivido esta realidade nos últimos anos", lamenta ela minutos depois, no seu escritório com vista para o porto australiano de Sydney. Com 57 anos de idade, Inman Grant trabalhou por décadas em empresas privadas do setor de tecnologia. Agora, ela está do outro lado, chamando à responsabilidade algumas das empresas mais bem sucedidas do mundo, como diretora do organismo regulador independente de segurança na internet da Austrália. Poderíamos dizer que o cargo a transformou na burocrata mais famosa do país. Mas ela também se tornou um alvo fácil. Seus dados já foram expostos por grupos neonazistas. Ela também teve enfrentamentos públicos com Elon Musk e chegou a provocar a ira de alguns congressistas americanos. Tudo isso ocorreu quando ela foi encarregada de implementar a pioneira proibição das redes sociais para adolescentes no país. Ou, em outras palavras, de expulsar todos os australianos com menos de 16 anos das redes sociais. O trabalho de Inman Grant sempre foi de alta importância. Mas, agora, seu significado cresceu mais do que nunca, já que o mundo inteiro está observando o desenvolvimento do experimento australiano nas redes sociais. Legislação observada com lupa Experiência no mundo tecnológico Objeto de abusos e insultos Legislação observada com lupa A legislação entrou em vigor no dia 10 de dezembro e regulamenta 10 plataformas. Entre elas, o Facebook e o Instagram, da Meta, além do Snapchat e do YouTube. Os pais australianos aprovam majoritariamente esta política. Para muitos deles, contar com o apoio do governo é de grande ajuda para enfrentar a pressão dos seus pré-adolescentes que desejam ter acesso às redes sociais. Mas também há muitas críticas. Especialistas em tecnologia e defensores do bem-estar infantil expressaram sua preocupação. Eles afirmam que as crianças precisam ser educadas, não excluídas das plataformas. Muitos questionam a aplicabilidade da proibição. Para eles, a legislação exclui injustamente grupos minoritários, como as crianças das zonas rurais e adolescentes com incapacidades ou que se identificam como LGBTQIA+. Todos eles têm mais possibilidade de encontrar suas comunidades na internet. Os críticos afirmam que as plataformas de jogos deveriam ser incluídas na proibição australiana de redes sociais para menores de 16 anos. Getty Images via BBC Como era de se esperar, nenhuma das empresas se mostra muito favorável. De forma geral, elas afirmaram compartilhar a preocupação do governo sobre a segurança na internet e garantem que irão cumprir a lei, mas não acreditam que a "proibição" seja a solução. Inman Grant defende que vale a pena tentar qualquer medida que ajude a proteger as crianças online. "Se pudermos retardar a entrada das crianças nas redes sociais por três anos e complementar a medida com planos de ação digitais para desenvolver seu raciocínio crítico e resiliência, acredito que seja algo que valha a pena explorar", afirma ela. Inman Grant costuma comparar o mundo digital com o mar aberto, talvez em uma tática inteligente para atrair os australianos, orgulhosos da sua relação com o oceano e suas belas praias. "Da mesma forma que ocorre com a segurança na água, precisamos continuar ensinando nossos filhos a nadar até que sejam bons nadadores", defende ela. "Precisamos educá-los sobre os riscos, como as fraudes algorítmicas. Precisamos educá-los sobre os predadores na água. São os tubarões online, os pedófilos e outros criminosos." Mas ela também já usou a mesma analogia do mar para combater a proibição no passado. "Nós não cercamos o oceano, nem mantemos as crianças totalmente fora da água. Nós criamos entornos de natação protegidos, que oferecem proteção e ensinam lições importantes desde cedo", declarou ela em junho de 2024, quando o governo ainda avaliava a proibição. "De fato, precisei aceitar isso", admite ela, hoje. Depois de pressionar pela liberdade na sua implementação, ela se convenceu e seu papel tem sido fundamental para determinar quais empresas serão incluídas e como elas devem cumprir a legislação. Proibição das redes sociais para menores de 16 anos na Austrália pode deixar crianças isoladas? Inman Grant fala durante um evento em Sydney, no dia 10 de dezembro de 2025, quando entrou em vigor a proibição dos adolescentes nas redes sociais na Austrália. AFP/Getty Images via BBC Ela brinca dizendo que sua própria casa, que compartilha com três filhos (incluindo dois irmãos gêmeos de 13 anos), se transformou em um "laboratório". "Tenho uma filha que não se queixou muito da ideia, mas outra pensou que o mundo fosse desabar em cima dela se retirassem seu Instagram e seu Snapchat", ela conta. Mas Inman Grant não desanima. "Elas estão em processo de descobrir quem são, de construir sua identidade. Quando eu era adolescente, conseguia cometer erros sem que eles fossem gravados nem amplificados por toda parte." Clique aqui para retornar ao início. Experiência no mundo tecnológico Inman Grant passou seus anos de formação no mundo tecnológico. Ela cresceu em Seattle, nos Estados Unidos, berço da Microsoft e da Amazon. Por isso, não surpreende que ela se dedique a esta linha de trabalho, depois de flertar brevemente com a ideia de trabalhar para a CIA, a agência de inteligência americana. Ela aceitou um emprego no Capitólio, assessorando um congressista americano sobre tecnologia e telecomunicações. Posteriormente, ela concluiu um mestrado em comunicação internacional e passou a trabalhar na Microsoft. O seu cargo na empresa a levou para a Austrália no início dos anos 2000, exatamente quando começava a florescer o mundo das redes sociais. Ali, ela conheceu seu marido e se naturalizou australiana. Como parte do seu trabalho na Microsoft, Inman Grant procurava vulnerabilidades e falhas de segurança. E, depois de 17 anos, ela entrou para a divisão australiana do Twitter (hoje, X) e, depois, trabalhou brevemente na Adobe. Enquanto essas empresas de tecnologia prosperavam, graças à proliferação de smartphones e aplicativos, ela sentia que havia um problema oculto. Ela sentia que a segurança não era prioridade. Era uma época sem órgãos reguladores governamentais. "Por isso, tentei mudar as coisas por dentro", ela conta. E, depois de mais de duas décadas, Inman Grant decidiu verificar se a mudança poderia ocorrer a partir do lado de fora. Quando surgiu o cargo de Comissário de Segurança Eletrônica, ela explica timidamente que havia um pequeno grupo de candidatos para escolher. O homem que ajudou a redigir o projeto de lei, Malcolm Turnbull, chegou ao cargo de primeiro-ministro (2015-2018). Ele queria, segundo ela, um comissário com experiência em segurança online, mas também no próprio setor de tecnologia. E a contratou. "O governo acreditava que o órgão regulador só poderia ser eficaz se você conhecesse as pessoas, conhecesse os mecanismos, soubesse como eles pensavam e se fosse possível antecipar seus movimentos", explica ela. "É preciso entender que tudo isso depende da receita, do crescimento e de quem detém o poder nas empresas." A Ponte Story de Brisbane, na Austrália, recebeu iluminação verde e dourada para marcar o início da proibição das redes sociais. Getty Images via BBC Desde então, políticos de todas as tendências defenderam o cargo, o que muitos consideram testemunho da gestão de Inman Grant. E, especialmente em um período em que o organismo de controle da segurança na internet passou a sofrer escrutínio cada vez maior, seu orçamento quadruplicou e sua competência e o número de funcionários se expandiram exponencialmente. "Francamente, é uma gestão extraordinária em um campo de rápidas mudanças e bastante implacável para um órgão regulador", destaca o predecessor de Inman Grant, Alastair MacGibbon, sobre o trabalho da atual comissária. "O escritório simplesmente se torna mais relevante a cada dia", defende ele. O ex-ministro das Comunicações da Austrália, Paul Fletcher, ajudou a nomear Inman Grant e colaborou estreitamente com ela por vários anos. Ele afirma que ela assumiu esta função complexa com vigor e valentia. "Em uma nação ocidental moderna, as pessoas têm a certeza de que, se você for assaltado, atacado ou se outro fato ruim ocorrer no mundo físico, você pode obter reparações", declarou ele à BBC. "O Estado de direito deve se aplicar tanto à vida digital quanto à vida real e o Comissariado de Segurança Eletrônica é uma clara amostra disso." A Austrália é considerada líder mundial em segurança na internet. Mas algumas empresas de tecnologia, com sede em outras partes do mundo, acusam o país, há muito tempo, de extrapolar os seus limites. "Estamos regulamentando as grandes empresas de tecnologia, em relação à segurança online, há 10 anos", expõe Inman Grant. "E, nos primeiros sete, fomos os únicos." Atualmente, Inman Grant enfrenta um pedido do Congresso dos Estados Unidos para testemunhar sobre as leis australianas de proibição das redes sociais. O presidente republicano do Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes (a câmara baixa do Congresso americano), Jim Jordan, se referiu a ela como uma "conhecida fanática dos desmantelamentos globais", que "ameaça a liberdade de expressão dos cidadãos americanos". Jordan chegou a ameaçá-la com acusações de desacato, caso se negue a testemunhar. Inman Grant afirma que não é responsável por defender a política e, na verdade, só pode falar sobre a sua implementação. "Nada do que fazemos aqui afeta a capacidade das empresas americanas de mostrar o conteúdo que desejarem aos americanos", explica ela. Ela também se prepara para contestar pelo menos duas impugnações relativas à proibição, frente ao Supremo Tribunal australiano. Uma delas foi apresentada pelo fórum online Reddit e a outra, por dois adolescentes australianos. Paralelamente, ela processa judicialmente as empresas que infringiram as diversas leis de segurança na internet do país. Os críticos afirmam que as empresas de redes sociais não fazem o suficiente para proteger as crianças. Getty Images via BBC Mas esta não é sua primeira experiência deste tipo. Em 2024, quando um bispo foi esfaqueado em Sydney durante uma missa, Inman Grant pediu ao X que eliminasse o vídeo. Mas o dono da plataforma, Elon Musk, se recusou a fazê-lo. Musk a chamou de "comissária da censura" frente aos seus milhões de seguidores e os abusos dirigidos a ela atingiram um nível totalmente inédito. Clique aqui para retornar ao início. Objeto de abusos e insultos Um relatório da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, revelou que Julie Inman Grant foi alvo de dezenas de milhares de publicações abusivas, incluindo ameaças de morte e estupro. Somente no dia 23 de abril de 2024, o relatório contabilizou 73.694 menções do nome de Inman Grant ou do Comissariado de Segurança Eletrônica no X. Até aquela data, a média diária era de apenas 145. Por fim, o vídeo foi bloqueado geograficamente na Austrália, mas continuou disponível em todo o mundo. O organismo australiano de controle da internet levou o X à Justiça, mas o caso acabou sendo rejeitado. Inman Grant conta à BBC que há uma moral nesta história. A polícia britânica afirma que Axel Rudakubana viu o mesmo vídeo pouco antes de esfaquear e matar três crianças em uma aula de dança inspirada em Taylor Swift, na cidade inglesa de Southport, naquele mesmo ano. Ela defende que este tipo de conteúdo "normaliza, dessensibiliza e, às vezes, radicaliza. Em algum momento, é preciso assumir uma posição." Enquanto Inman Grant e seu escritório lutam para conseguir a proibição das redes sociais entre os adolescentes na Austrália, ela se prepara para novas batalhas, agora em relação à inteligência artificial (IA). Para ela, o mundo "se incorporou tardiamente" à regulamentação das redes sociais e não pode se permitir fazer o mesmo com a IA. "Esta será a próxima ameaça e muito mais preocupante, para ser sincera." Talvez ela não fique no cargo por tempo suficiente para observar os frutos da sua luta. Ela já é comissária há quase uma década e seu segundo mandato de cinco anos termina em 2027. "Acredito que, provavelmente, será o momento de passar o controle para outra pessoa", segundo ela. "Como disse, este cargo exige muita determinação e resiliência. Foi um privilégio e uma honra para toda a vida." Antes que as empresas de tecnologia respirem aliviadas, Inman Grant indica que não se deixará dissuadir da missão da sua carreira: tornar o mundo da tecnologia mais seguro. "Talvez isso signifique ajudar outros governos a estabelecer regulamentações de segurança online e ajudar as empresas a integrar a segurança desde o seu projeto", explica ela. Clique aqui para retornar ao início.

Carnaval do Maranhão terá 16 atrações nacionais e segurança reforçada nos circuitos

Publicado em: 16/02/2026 12:15

O Maranhão se prepara para realizar, em 2026, mais uma edição histórica do seu Carnaval. Com o slogan “A alegria do Carnaval te espera”, a expectativa é superar o recorde do ano passado, quando cerca de 4 milhões de foliões participaram da festa ao longo dos cinco dias oficiais de programação. Promovido pelo Governo do Estado do Maranhão e coordenado pela Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (Secma), o Carnaval deste ano tem como foco a ampliação de investimentos, reforço na estrutura dos circuitos e a expansão da programação artística. Carnaval do Maranhão terá 16 atrações nacionais e segurança reforçada nos circuitos Divulgação/Governo do Maranhão Somente no Circuito Vem Pro Mar, realizado na Avenida Litorânea, em São Luís, 16 atrações nacionais vão se apresentar ao longo dos cinco dias de folia, além mais de 30 artistas, bandas e grupos regionais, garantindo espaço para talentos maranhenses. Já o tradicional Lava-Pratos de Imperatriz também contará com cinco atrações nacionais, ampliando a festa para além da capital. Entre as atrações que passarão pelo corredor da folia à beira-mar estão Alok, Nattan, Chicabana, Cláudia Leitte, Anitta, Zé Cantor, Calcinha Preta, Zé Vaqueiro, Felipe Amorim, Mari Fernandez, Xand Avião, Dennis DJ, Durval Lelys, Wesley Safadão e Eric Land. O governador do estado, Carlos Brandão, destaca que o sucesso do circuito é fruto da combinação entre grandes atrações nacionais e o fortalecimento da cultura local. Segundo ele, a organização e o investimento em segurança e estrutura são fundamentais para garantir uma festa cada vez maior e mais segura para moradores e turistas. “Vamos fazer um Carnaval ainda melhor. O sucesso junto ao público é possível com grandes atrações nacionais, mas também com a valorização da nossa cultura, do que é feito aqui no Maranhão. É uma festa grandiosa, que é sucesso porque também conta com organização e segurança”, destacou o governador. A programação mantém como prioridade a valorização da cultura local, reunindo blocos tradicionais, grupos culturais, artistas do samba, reggae e expressões da música afro-maranhense, além de manifestações populares que dialogam com a ancestralidade e preservam as raízes do carnaval de rua. Segundo o secretário de Estado da Cultura, Yuri Arruda, a programação do Carnaval do Maranhão é resultado de planejamento e de uma diretriz que tem a identidade da cultura maranhense como protagonista. “A nossa diretriz é muito clara: o Carnaval do Maranhão precisa ter a nossa identidade como protagonista. Por isso, a programação deste ano foi construída com forte valorização das manifestações culturais locais — blocos tradicionais, alternativos, de rua, organizados, bandas maranhenses, artistas do samba, do reggae, da música afro-maranhense, além de expressões que dialogam com o tambor de crioula, a cultura popular e as raízes do nosso estado”, explica o secretário. Carnaval do Maranhão terá 16 atrações nacionais e segurança reforçada nos circuitos Divulgação/Governo do Maranhão Maior carnaval público do Brasil Considerado o maior carnaval público do Brasil, o modelo implementado no Carnaval do Maranhão garante acesso livre aos circuitos oficiais, diferente de outros estados onde é necessário adquirir abadá para acompanhar blocos em áreas exclusivas. No Circuito Vem Pro Mar, a festa acontece de forma democrática e transformando as ruas em um grande palco de celebração popular. E para colocar os blocos na rua, o Governo do Estado reforçou e ampliou investimentos em segurança e de serviços essenciais como saúde, acessibilidade e de organização dos espaços para comerciantes informais. “Para 2026, ampliamos investimentos, reforçamos a estrutura do Circuito Litorânea – Vem Pro Mar, fortalecemos o esquema de segurança e ampliamos os serviços de apoio, como saúde, acessibilidade e organização dos espaços para comerciantes informais. Também expandimos a programação, garantindo ainda mais espaço para artistas maranhenses, sem abrir mão de atrações nacionais que ajudam a projetar o nosso Carnaval para todo o Brasil”, explicou o secretário estadual de Cultura, Yuri Arruda. Na Avenida Litorânea, palco do Circuito Vem Pro Mar, serão utilizados 12 trios elétricos, cada um com cerca de 40 profissionais envolvidos na operação, totalizando aproximadamente 480 trabalhadores atuando diretamente durante o período carnavalesco. Valorização do berço cultural maranhense O Circuito Vem pra Madre, um dos mais tradicionais do Carnaval do Maranhão, também será palco de apresentações de blocos tradicionais, grupos culturais e artistas locais, reunindo moradores e visitantes em uma festa que celebrou a identidade, a ancestralidade e a força do carnaval de rua do estado. A festa acontece entre os dias 14 a 17 de fevereiro, no bairro cultural da Madre Deus, e terá uma programação diversa e democrática, marcada pela valorização da cultura popular maranhense. Segurança reforçada na folia O esquema de segurança contará com monitoramento em tempo real pelo Centro Integrado de Operações de Segurança, além do reforço do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, que terá mais de 100 militares atuando na prevenção e atendimento de emergências. O policiamento será ampliado nos circuitos e no entorno das festas, com uso de tecnologias de monitoramento, patrulhamento aéreo e equipes distribuídas estrategicamente para garantir tranquilidade aos foliões e trabalhadores. Na Avenida Litorânea, por exemplo, o Circuito Vem Pro Mar terá 10 torres de policiamento, barreiras de acesso e equipes acompanhando os trios elétricos. Toda a operação será monitorada em tempo real pelo Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), garantindo resposta rápida em momentos de maior fluxo. As equipes também farão policiamento na faixa de areia e em todo o entorno do circuito, com motopatrulhamento e cavalaria reforçando a presença nas áreas de maior circulação. No Circuito Vem Pra Madre, no Centro da capital maranhense, o reforço será ampliado com apoio de drones e aeronaves, que auxiliam o trabalho das equipes em terra e aumentam a cobertura durante toda a programação. Combate ao assédio sexual A proteção às mulheres é prioridade. As equipes atuarão com patrulhamento específico e estarão prontas para responder rapidamente a casos de assédio ou violência. A Patrulha Maria da Penha seguirá com atendimento 24 horas, acompanhando mulheres em situação de vulnerabilidade e fiscalizando o cumprimento de medidas protetivas de urgência. Os registros de ocorrência durante a folia poderão ser feitos normalmente nos Plantões Centrais — Cajazeiras, Cohatrac, Itaqui-Bacanga, Maiobão e Cidade Operária. Já os chamados de emergência seguem pelos números 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros). O Disque Denúncia Maranhão atende pelo 181 e pelo aplicativo disponível para celulares Android e iOS. Segurança e saúde reforçadas para os foliões No circuito Vem Pro Mar, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) implantou dois hospitais de campanha na Avenida Litorânea, estrategicamente localizados para atender urgências e emergências. As unidades contam com atendimento médico e de enfermagem, classificação de risco, administração de medicamentos, observação clínica, estabilização e ambulâncias de suporte básico e avançado. Circuito Vem Pro Mar - Avenida Litorânea Dia 13/02 – SEXTA-FEIRA 17h Chicabana 18h Bloco dos Defiças 19h Alok 20h30 Nattan 21h15 PP Junior 22h30 Thais Moreno Dia 14/02 – SÁBADO 11h Samba da Tamarineira 12h Jeydson Araujo 13h Paulinho Melodia 14h Bloco 100 Sigilo 15h Claudia Leitte 16h Nubia 17h Zé Cantor 18h Os Tropix 19h Bloco da Anitta 20h Confraria do Copo 21h Erick Andrade Dia 15/02 – DOMINGO 11h Bloco Mixiricu 12h Bloco do Cruz 13h Grupo Griô 14h Jeguefolia 15h Bloco 24/48 16h Bloco do Reggae GDAM 17h Calcinha Preta 18h Bicho Terra 19h Zé Vaqueiro 20h Márcio Kizoeira 21h Felipe Amorim Dia 16/02 – SEGUNDA 11h Sindicato do Samba 12h Marabloco 13h Feijoada Completa 14h Mix in Brazil 15h Bloco da Enme 16h Mari Fernandez 17h Hot Mix 18h Xand Avião 19h Nanda Furttado 20h Dennis DJ 21h Banda Vagabundos Du Jegue Dia 17/02 – TERÇA 11h Grupo Reflexão 12h A Máquina de Descascar’Alho 13h Patricia Linhares 14h Blocão do Jacaré 15h Durval Lelys 16h Samba de Reis 17h Wesley Safadão 18h Bloco Jamaica Brasileira 19h Eric Land 20h Baile do PV 21h Sambaceuma

Palavras-chave: tecnologia

Carnaval do Maranhão aposta em tecnologia para garantir festa segura

Publicado em: 16/02/2026 11:18

O Carnaval do Maranhão vem se firmando entre os maiores do país, reunindo grandes atrações, blocos tradicionais e uma rica diversidade cultural. Para acompanhar essa movimentação e garantir a segurança dos foliões, mais de 8 mil agentes da segurança pública vão atuar nos principais circuitos do estado durante a folia oficial. Na capital, ponto central da festa, 4 mil policiais farão a segurança, estando, também, distribuídos nos circuitos: Vem Pro Mar, na orla marítima, e Vem Pra Madre, no bairro da Madre Deus. Além dos circuitos oficiais, haverá policiamento nos carnavais de bairro, para que a festa ocorra de forma segura em todas as regiões. “Debatemos as estratégias para fazer do Carnaval deste ano um dos mais seguros já realizados. A expectativa de público, em razão das atrações que estamos trazendo, é muito grande; por isso, o policiamento tem de ser condizente. Vamos empenhar amplo efetivo, sem prejudicar o interior, uma vez que estamos convocando os policiais que estavam de férias e pagando extra”, destacou o governador Carlos Brandão. Estrutura reforçada nos circuitos Na Avenida Litorânea, o Circuito Vem Pro Mar terá 10 torres de policiamento, barreiras de acesso e equipes acompanhando os trios elétricos. Toda a operação será monitorada em tempo real pelo Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), garantindo resposta rápida em momentos de maior fluxo. As equipes também farão policiamento na faixa de areia e em todo o entorno do circuito, com motopatrulhamento e cavalaria reforçando a presença nas áreas de maior circulação. A Cavalaria da Polícia Militar também atuará na faixa de areia da praia, que contará ainda com patrulhamento por quadriciclo No Circuito Vem Pra Madre, o reforço será ampliado com apoio de drones e aeronaves, que auxiliam o trabalho das equipes em terra e aumentam a cobertura durante toda a programação. O Corpo de Bombeiros também integra a operação com equipes de prevenção, orientação ao público e pronto atendimento pré hospitalar. Mais de 100 militares atuarão nos circuitos, prestando suporte rápido em situações de risco. Circuito Vem Pro Mar terá 10 torres de policiamento, barreiras de acesso e equipes acompanhando os trios elétricos Governo do Maranhão Monitoramento inteligente com drones e reconhecimento facial Para proteger quem chega aos circuitos, haverá revista pessoal nas entradas e nas ruas laterais. A operação conta com câmeras de reconhecimento facial e equipes treinadas para coibir furtos, roubos e impedir a circulação de armas e drogas ilícitas. Bases da Polícia Militar e da Polícia Civil estarão distribuídas pelos pontos de festa, e a Perícia Oficial atuará em regime de plantão 24h. Além disso, helicópteros do Centro Tático Aéreo (CTA) dão suporte ao policiamento, orientam o fluxo de pessoas e reforçam a segurança nos horários de pico. Haverá também posto da Polícia Civil para registro de boletim de ocorrência no local, de forma rápida e segura. Com a segurança reforçada nos circuitos, quem trabalha vendendo na rua ou no comércio consegue atuar com mais tranquilidade e aproveitar melhor o movimento. Isso ajuda a gerar renda e também fortalece o turismo e a programação cultural durante a festa. Combate ao assédio sexual A proteção às mulheres é prioridade. As equipes atuarão com patrulhamento específico e estarão prontas para responder rapidamente a casos de assédio ou violência. A Patrulha Maria da Penha seguirá com atendimento 24 horas, acompanhando mulheres em situação de vulnerabilidade e fiscalizando o cumprimento de medidas protetivas de urgência. Estará disponível, ainda, o App Salve Maria Maranhão – para casos de violência contra a mulher. Canais de denúncia Os registros de ocorrência durante a folia poderão ser feitos normalmente nos Plantões Centrais — Cajazeiras, Cohatrac, Itaqui-Bacanga, Maiobão e Cidade Operária. Já os chamados de emergência seguem pelos números 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros). O Disque Denúncia Maranhão atende pelo 181 e pelo aplicativo disponível para celulares Android e iOS. Dicas segurança - Não leve objetos de grande valor para a folia; - Não use joias, relógios e acessórios que possam chamar atenção dos criminosos; - Evite levar documentos pessoais e cartões de bancos; - Não utilize bolsas grandes. Opte por modelos pequenos, que fiquem junto ao corpo; - Caso leve celular e carteira, não fique com os objetos na mão; - Guarde os pertences em bolsos com fechamento em zíper, botão ou adesivo, por exemplo; - Não reaja a assaltos. Mantenha a calma e entregue o que o criminoso pedir.

Palavras-chave: tecnologia

Google lança correção de emergência para o Chrome após ataques de hackers

Publicado em: 16/02/2026 10:51 Fonte: Tudocelular

O Google acaba de divulgar que corrigiu uma vulnerabilidade de alta gravidade em seu navegador. Segundo a própria empresa, o bug – que recebeu uma pontuação de gravidade de 8,3/10 (alta) – permite que invasores executem códigos arbitrários dentro de uma sandbox através de uma página HTML maliciosa. Na prática, a falha já estava sendo usada como um zero-day “in the wild”, em ataques reais. Usuários com uma versão do Google Chrome anterior à 145.0.7632.75 podem estar sob risco.Em comunicado oficial, o Google informou que corrigiu a falha CVE-2026-2441, descrita como um erro de "use after free" (uso de memória após liberação). Até o momento, a companhia não divulgou quem foram as vítimas, como o bug foi utilizado ou quem foram os atacantes.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackerhackers

MP aponta falta de estudo técnico e de debate ao pedir suspensão de aumento do IPTU em Piracicaba

Publicado em: 13/02/2026 07:42

MP pede suspensão de aumento de IPTU em Piracicaba e aponta irregularidades Ao pedir à Justiça a suspensão imediata do novo Código Tributário de Piracicaba (SP), o Ministério Público do Estado (MP-SP) apontou que a aprovação do projeto - que tem 588 páginas e revogou 27 outras leis - em regime de urgência e com menos de um mês de debate na Câmara de Vereadores foi "desproporcional e abusiva". O novo código altera a Planta Genérica de Valores e muda regras de cobrança de impostos municipais, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), além de outras taxas. Se o pedido de liminar for aceito, voltam a valer as regras e os valores de cobrança anteriores. Até a última atualização desta reportagem, não havia data para a Justiça analisar a solicitação. Siga o g1 Piracicaba no Instagram O MP-SP ainda afirmou que a prefeitura só poderá implementar mudanças tributárias se reapresentar o projeto de lei e seguir todas as etapas do processo legislativo de forma rigorosa. Aprovação do projeto Grupo convoca buzinaço contra projeto que altera valores do IPTU em Piracicaba Claudia Assencio/g1 O Novo Código Tributário foi instituído pelo Projeto de Lei (PL) 22/2025. A proposta foi enviada pela gestão do prefeito Helinho Zanatta (PSD) e foi aprovada em regime de urgência pela Câmara Municipal em 29 de dezembro de 2025, menos de um mês após chegar ao Legislativo. Projeto aumenta IPTU para 69,4% dos imóveis e reduz para 30,6% em Piracicaba; veja valores Segundo o MP-SP, o texto inclui fórmulas matemáticas, anexos técnicos e tabelas com novos valores, o que exigiria análise mais aprofundada e debate público. Veja, abaixo, os principais pontos questionados pelo Ministério Público. Falta de análise da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Promotor Luciano Gomes de Queiroz Coutinho Arquivo MP O MP-SP afirma que o projeto não foi analisado pela Comissão de Legislação, Justiça e Redação (CLJR) da Câmara Municipal antes da votação. A comissão é responsável por avaliar a constitucionalidade, a legalidade e a adequação da redação das propostas. "É inadmissível que um Projeto de Lei com 588 páginas e que revoga de 27 leis seja colocado em votação pelo Poder Legislativo sem parecer técnico e análise jurídica prévios”, escreveu o promotor do MP-SP, Luciano Coutinho. Falta de análise pelas comissões temáticas Câmara de Piracicaba retoma trabalhos com foco em obras inacabadas, auxílio para gestantes em situação de vulnerabilidade e atendimento de crianças com diabetes; veja pauta Claudia Assencio/g1 Segundo o MP-SP, o texto também não passou pelas comissões permanentes responsáveis por temas tributários e orçamentários, como determinam a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Câmara. Para o órgão, a ausência dessa etapa impediu uma avaliação técnica detalhada e debate específico sobre os impactos das mudanças. Mensagem modificativa irregular apresentada no dia da votação Câmara Municipal de Piracicaba durante sessão extraordinária nesta segunda-feira (15) TV Câmara A Mensagem Modificativa nº 1 foi apresentada em 15 de dezembro de 2025, mesma data prevista inicialmente para a votação. De acordo com o MP-SP, o documento alterou vários artigos, substituiu uma tabela de taxas, corrigiu fórmulas matemáticas e mudou valores e critérios do projeto. Embora a votação tenha sido adiada para 29 de dezembro por falta de quórum, em sessão extraordinária, o prazo foi considerado curto para análise técnica da CLJR, das comissões temáticas e dos vereadores. “Isso resultou em análise exclusivamente política do projeto, com sérios riscos de erros materiais. Afinal, os Vereadores não tiveram tempo de examinar as alterações, verificar impacto das mudanças, conferir correção das fórmulas matemáticas e avaliar novo Anexo IX. A publicidade é requisito essencial do processo legislativo”, escreveu o promotor. Aprovação em regime de urgência Auditório da Câmara de Piracicaba fica lotado durante sessão extraordinária para votar projeto que prevê mudanças nos valores do IPTU e outros impostos Wesley Justino/ EPTV O MP-SP também questionou a tramitação em regime de urgência. Segundo o órgão, o Regimento Interno da Câmara prevê prazos regulares e exige justificativa para esse tipo de procedimento. “O regime de urgência não pode servir de instrumento para supressão do debate parlamentar ou violação ao devido processo legislativo”, escreveu o promotor. A legislação determina que a urgência deve respeitar critérios de razoabilidade e proporcionalidade, especialmente em projetos extensos e técnicos, sob risco de comprometer a análise adequada, informou o órgão. Câmara aprova PL que altera valores do IPTU em Piracicaba; veja como votou cada vereador Falta de estudo de impacto financeiro Nova Piracicaba em Piracicaba (SP) Yasmin Moscoski/g1 Outro ponto levantado é a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro, como exige a Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo o MP-SP, não foram apresentados dados sobre projeção de arrecadação, impacto econômico sobre empresas, efeitos sociais para contribuintes de baixa renda nem análise regulatória das mudanças. “Além de ilegal, é inconcebível se aprovar uma reforma tributária sem saber quanto se arrecadará e ignorando o impacto sobre empresas e famílias”, informou o promotor. O que diz a prefeitura de Piracicaba Imagem aérea do prédio do Paço Municipal de Piracicaba Prefeitura de Piracicaba A Prefeitura informou que não foi intimada. Disse também que, após ter acesso ao conteúdo da ação, vai analisar o caso e apresentar suas justificativas à Justiça, defendendo a constitucionalidade da lei. Leia também IPTU: ato em frente à Câmara de Piracicaba convoca buzinaço contra PL que altera valores de impostos Ato em frente à Câmara de Piracicaba convoca buzinaço contra PL que altera valores do IPTU VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região Veja mais notícias sobre a região no g1 Piracicaba

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Piauí: Renda sobe e 17 mil saem da pobreza na agricultura familiar

Publicado em: 12/02/2026 15:09

Produção da agricultura familiar em Uruçuí. Francisco Leal Dados que apontam a melhoria da renda de famílias que vivem da agricultura familiar no Piauí foram apresentados nesta quinta-feira (12), em solenidade no Palácio de Karnak. Entre os destaques está o aumento no número de famílias da agricultura familiar inscritas no Cadastro Único do Governo Federal que passaram a ter renda per capita superior a meio salário-mínimo, ou seja, que saíram da linha de pobreza. Segundo levantamento da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), em 2023 havia 7.634 famílias nessa condição no Piauí. Com o crescimento registrado a partir do ano seguinte, o número chegou a 17.638 famílias em 2025 atendidas por políticas públicas do Governo Federal e do Governo do Estado, o que representa um aumento de 131%. A secretária da Agricultura Familiar do Piauí, Rejane Tavares, destaca que esse avanço é resultado de um conjunto de ações estruturantes de incentivo à agricultura, como o fortalecimento da base produtiva, o apoio à comercialização e o aumento da produção no campo. “A gente tem esse crescimento concreto que é fruto de políticas públicas que incentivam o processo de aquisição de sementes, o acesso à tecnologia, o acesso à assistência técnica e o acesso à comercialização da produção. Os programas institucionais são uma alavanca, mas a gente tem a agricultura familiar hoje inserida no mercado tradicional, no mercado convencional. Os produtos da agricultura familiar são frutos de uma dinâmica que fortalece e incentiva a comercialização da produção da agricultura familiar. É uma prova de que essa agricultura familiar nos últimos anos cresceu muito, se estruturou, e que a gente tem hoje o agricultor familiar produzindo mais, produzindo melhor e vendendo toda a sua produção”, destacou a secretária. O governador Rafael Fonteles ressaltou que é fundamental garantir condições para que quem vive da agricultura familiar e deseja permanecer no campo tenha incentivos para ampliar a produção e, consequentemente, melhorar a renda. “A gente precisa enxergar o agricultor e a agricultora familiar como um pequeno empreendedor rural que precisa de apoio para aumentar sua produtividade, sua produção e sua renda. No fundo nós queremos que o homem e a mulher do campo, que gostam de viver no campo, gostam de produzir na terra, consigam ali, com apoio de crédito, tecnologia, assistência técnica e acesso a mercados, melhorar muito a sua renda para ter uma vida cada vez melhor, mais digna, e alcancem a classe média”, afirmou o gestor. Feira de produtos da agricultura familiar. Geirlys Silva Mais de 357 mil famílias beneficiadas com alimentos Entre os dados que evidenciam o impacto das ações da SAF estão os números de famílias atendidas por meio de programas de compras institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa de Alimentação Saudável (PAS). As iniciativas adquirem alimentos da agricultura familiar e os distribuem a famílias em situação de vulnerabilidade socioassistencial. Entre 2023 e 2025, mais de 7 mil agricultores familiares foram atendidos, comercializando mais de 5 mil toneladas de alimentos, com investimentos superiores a R$ 35 milhões. Os produtos foram distribuídos para mais de 357 mil famílias em situação de vulnerabilidade. Agricultura familiar em Uruçuí. Francisco Leal Cisternas e fortalecimento da base produtiva Outro destaque é a construção de cisternas. Em 2025, mais de 1,4 mil unidades foram construídas por meio de parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), com previsão de alcançar mais de 22,7 mil cisternas. Também se destacam as ações de fortalecimento da base produtiva: foram distribuídos 394 equipamentos, mais de 6,7 milhões de alevinos e 4,9 mil kits de irrigação entre 2023 e 2025. O investimento soma R$ 39 milhões, beneficiando mais de 62,5 mil famílias. Outro ponto relevante é a distribuição de sementes crioulas: mais de 149 mil kg de sementes de milho, feijão, arroz e fava foram entregues, com investimento de R$ 2,9 milhões entre 2023 e 2025. Além dessas, foram distribuídas sementes convencionais, totalizando mais de 776 mil kg de feijão e milho, com investimento de quase R$ 10 milhões no período de três anos.

Palavras-chave: tecnologia