Arquivo de Notícias Resultados para: "vulnerabilidade"

Bandido que invadiu hospital e matou paciente disse a porteiro que entraria de qualquer jeito para 'terminar um serviço'

Publicado em: 23/09/2025 08:07

Fantástico revela invasão de criminosos armados em hospital do Rio O criminoso armado que invadiu o Hospital Municipal Pedro II, na zona oeste do Rio de Janeiro, na última semana, afirmou ao porteiro que entraria na unidade "de qualquer jeito" porque precisava "terminar um serviço". O alvo era Lucas Fernandes de Souza, de 31 anos, que havia sobrevivido a cinco tiros horas antes. Câmeras de segurança mostram que o bando chegou em dois carros. Identificado como Erlan Oliveira de Araújo, conhecido como "Orelha", o invasor usava colete da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Segundo a polícia, Erlan era ligado à milícia e foi encontrado morto na sexta-feira (19). Ao todo, seis homens participaram da ação. Dois ficaram do lado de fora com fuzis, dando cobertura, enquanto outros quatro entraram pelo estacionamento. Vestidos com casacos pretos e usando luvas médicas, eles subiram as escadas do hospital em busca de Lucas. O ferido já havia sido preso por extorsão em 2019 e teve ligações com a milícia, mas mudou de lado, se aliando ao tráfico de drogas. Lucas era um dos 300 pacientes internados quando a unidade de saúde foi invadida. De acordo com testemunhas, os criminosos chegaram a circular pelo centro cirúrgico, onde havia oito mulheres em trabalho de parto. No entanto, Lucas já tinha sido transferido para a enfermaria. O hospital, que atende em média 470 pacientes por dia, ficou em alerta. Profissionais de saúde relataram medo e sensação de vulnerabilidade. "A gente se sente muito exposto. Pode acontecer de tudo a qualquer momento", disse uma funcionária que não quis se identificar. Após o crime, Lucas foi transferido para outra unidade. A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que só neste ano unidades do Rio tiveram que interromper o atendimento mais de 500 vezes por episódios de violência, como tiroteios, invasões e operações policiais. Já a Secretaria de Segurança do estado disse que vai verificar a procedência dos dados. Enquanto isso, médicos e enfermeiros seguem trabalhando sob ameaça constante. "O serviço não para. A porta continua aberta, os pacientes chegam e a gente precisa acolher", disse outro profissional. Secretário de Saúde fala sobre invasão ao Hospital Pedro II Medo: atendimentos já foram paralisados 500 vezes O medo ronda hospitais e postos de saúde em todo o Rio. Um levantamento da Secretaria Municipal de Saúde mostrou que, só neste ano, unidades de saúde tiveram que paralisar o trabalho mais de 500 vezes em decorrência de tiroteios e outras violências. Daniel Soranz, Secretário Municipal de Saúde, afirmou que "a gente não pode naturalizar isso acontecer na cidade do Rio de Janeiro". Ele citou exemplos de unidades invadidas por traficantes ou policiais em busca de pacientes. Os dados, entretanto, foram motivo de discordância. O secretário de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, afirmou à reportagem do Fantástico que só recebeu o ofício com a relação dos 516 casos no dia 18, após a invasão. “Qual é o papel da segurança pública agora? Verificar a procedência da informação. E é isso que nós vamos fazer com cada um dos fatos elencados naquela planilha”, afirmou. “Toda a sociedade sabe do conflito armado (...) toda a imprensa, toda a notícia, todos os moradores e policiais (...) acompanham o problema”, disse Daniel Soranz, secretário de Saúde do Rio. Secretários de Castro e Paes trocam farpas após invasão armada a hospital no Rio “A gente não deve politizar dois serviços muito importantes para a população: segurança e saúde pública. Quer trabalhar em conjunto? A Secretaria de Segurança Pública está de portas abertas”, completou Victor Santos. Apesar do perigo (o Hospital Pedro II fica em uma área dominada pela milícia), os profissionais de saúde já voltaram ao trabalho. Optando por não se identificar, um deles enfatizou o compromisso: "O serviço não para. Teve a ocorrência, mas a porta está aberta e os pacientes vêm chegando, um atrás do outro. E a gente tem que acolher, é a nossa função". Imagens exclusivas mostram como foi invasão de milicianos armados para matar desafeto internado em hospital no Rio Reprodução/TV Globo Estacionamento fica ao lado do Hospital Pedro II Arte/g1

Palavras-chave: vulnerabilidade

Em Óbidos, agricultores aprendem técnicas de beneficiamento da farinha e derivados da mandioca

Publicado em: 23/09/2025 08:04

Agricultores aprenderam novas técnicas de aprimoramento do beneficiamento da farinha de mandioca Ascom PMO / Divulgação Agricultores familiares do município de Óbidos, no oeste do Pará, inseridos no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), participaram na semana passada, de um curso de aprimoramento do beneficiamento da farinha e dos derivados da mandioca, promovido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Abastecimento (Semab) em parceria com o Serviço de Aprendizagem Rural (Senar-PA). ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp O foco da capacitação foi a melhoria da qualidade da farinha produzida pelos agricultores obidenses, a partir da implementação de técnicas de processamento mais eficientes desde a colheita da mandioca, adoção de boas práticas de fabricação (BPF), higienização adequada das casas de farinha, desde a limpeza e conservação dos equipamentos até o manuseio da matéria-prima, visando agregar valor e atender às novas exigências do mercado. As atividades práticas foram realizadas em uma casa de produção de farinha na comunidade Cipoal de Cima. A casa é certificada pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), por estar adaptado para atender às exigências sanitárias para o armazenamento e beneficiamento da mandioca. No local estiveram presentes produtores vindos das comunidades Cipoal, Canta Galo, Silêncio, Mamiazinho e do Ramal do São Pedro. Os participantes aprenderam a produzir diferentes tipos de farinha, entre elas as farinhas seca, mista e a farinha “toco mole”, além da farinha de tapioca e a goma de tapioca. Também foram repassadas técnicas para reutilizar os derivados para a produção do tucupi e de ração animal, com a casca e as ramas da mandioca. Produtores aprenderam a produzir diferentes tipos de farinha Ascom PMO / Divulgação De acordo com o secretário de Desenvolvimento Rural e Abastecimento, Roberto Pinedo, o curso vai ter impacto direto para quem consome os produtos da agricultura familiar obidense, já que a maioria dos produtores comercializa os seus produtos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “Esse grupo de agricultores que participou do curso contempla cerca de 12 famílias que vieram para cá em busca de melhorar as técnicas de beneficiamento de farinha, farinha de tapioca, goma e outros produtos derivados da mandioca. Essa produção vai parar, em sua maioria, na mesa das famílias em situação de vulnerabilidade alimentar e das escolas, o que torna este momento de aprendizado ainda mais significativo. Com os novos métodos de produção, esses produtos são inspecionados e recebem a certificação do Serviço de Inspeção Municipal, que dá a garantia à sociedade de que esses alimentos passaram por rigorosos processos de produção”, disse Pinedo. Melhorias na produção Moradora da comunidade Silêncio, Cleuzibe Batista, que trabalha com a produção de farinha com a família, participou pela segunda vez de um curso com o Senar. A agricultora garantiu que vai implantar as técnicas aprendidas para melhorar a produção e aumentar as vendas. “É importante a gente aprimorar a nossa produção de farinha, pra poder ter comercialização. Até porque na nossa comunidade não tem comprador de farinha. A gente tá fazendo a maioria do alimento para o nosso consumo e a gente passou a vender para a Secretaria de Educação. Então, a gente quer expandir essa venda e esse curso vai nos ajudar”, ressaltou. Agricultoras peneirando farinha de mandioca Ascom PMO / Divulgação Os processos de secagem da maniva e torra das farinhas foram realizados na casa de farinha do Valmir Chagas. O agricultor diz que, desde que fez as adaptações necessárias no local de preparo, o meio de subsistência da família mudou bastante. Agora, com o curso, ele também espera alavancar ainda mais as vendas. “A Semab sempre deu apoio pra gente fazer essas melhorias na casa de farinha. Sempre nos visitando, orientando. Isso melhorou bastante o nosso trabalho. Agora não entra mais animal, a gente usa touca, luva e tudo arrumado e limpo. Com essas novas técnicas, a gente espera produzir mais, com qualidade, pra poder vender mais também”, mensurou Valmir. Avaliação Ao final do curso, na sexta-feira (19), foi realizada a exposição da produção, embalada, com selo e pronta para a comercialização. O momento também serviu para reforçar o convite para que todos os produtores participem da Feira da Agricultura Familiar que será realizada no domingo (28), na Praça de Sant’Ana no Centro da cidade, de 08h às 12h, com a exposição e comercialização da produção da agricultura familiar e de produtos orgânicos. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

Palavras-chave: vulnerabilidade

'Pupilas da Prazeres', o legado de uma das maiores e mais antigas parteiras do Brasil

Publicado em: 23/09/2025 07:53

Dona Prazeres já trouxe mais de 5 mil bebês ao mundo em mais de 60 anos dedicados ao parto natural Arquivo Fudarpe "O meu maior prazer é repassar o que aprendi para as outras", diz Maria dos Prazeres de Souza, de 86 anos, Com mais de 70 anos de partos tradicionais e mais de 5 mil bebês trazidos ao mundo, em Pernambuco, a frase acima resume outra parte importante do seu legado: a rede de pupilas a quem ela vêm ensinando "o dom de aparar menino". ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE As Pupilas das Prazeres são mais de 200 mulheres, vindas de todas as regiões do Estado de Pernambuco, que têm preservado a tradição do parto natural. A formação dessas mulheres ocorre através de vivências práticas, encontros e reuniões, realizadas na casa da própria Prazeres, em projetos sociais ou em associações como a das Parteiras Tradicionais e Hospitalares de Jaboatão dos Guararapes, da qual Dona Prazeres é presidenta. Na segunda metade da década de 1980, na gestão do governador Miguel Arraes (PMDB), Prazeres atuou como gestora do Projeto Comadre, direcionado à garantia de direitos básicos às mulheres em condição de vulnerabilidade, com pouco ou nenhum acesso à renda. "Eu passava nas residências, orientava as mulheres sobre como atuar em partos naturais. Nunca houve um óbito nas casas que visitei", orgulha-se. Somando essas mulheres capacitadas nos projetos, afirma Prazeres, são mais de 2 mil, todavia atuando como parteiras são cerca de 200. Por pouco Dona Prazeres não seguiu outro destino. Diferente de muitas de suas pupilas, ela nasceu em uma família indígena, que não tinha a tradição do partejar. "Quando fui adotada por uma mãe que era parteira, aí sim, eu passei a conviver com essa tradição e fiz o meu primeiro parto, aos 15 anos", informa. Uma das pupilas, Maria Fernanda da Silva, 53 anos, nasceu em uma casa onde era comum ver mulheres dançando o balé das contrações e cabeça de menino coroando. "A minha trajetória começa acompanhando a minha mãe, fazendo chá, acompanhando a gestante durante o trabalho de parto, vendo o parto." Fernanda tinha 12 anos quando realizou o primeiro parto. "Essa mulher morava numa Serra e veio para a casa da minha mãe, que já tinha feito outros partos dela. Como a minha mãe tinha saído, eu fiz o parto. Quando o meu pai chegou, já estava tudo resolvido", relembra. Nos anos 1990, ela participou de formações com Dona Prazeres e aperfeiçoou o dom herdado da mãe. Pupilas aprendem conceitos e técnicas para aperfeiçoar prática Eduardo Queiroga/ Acervo Museu da Parteir "Dona Prazeres costuma dizer que eu cheguei tão novinha para a casa dela, que ainda fiz xixi no colo dela (risos). Além de ensinar a questão técnica, ela me ensinou a acolher, a estar presente, trazer a humanização que ela [a parturiente] tanto merece, levando adiante a profissão e essa sabedoria popular", resume. O trabalho das parteiras tradicionais é essencial, especialmente para as mulheres que vivem em áreas remotas, praticamente sem acesso a hospitais. Essa responsabilidade faz com que muitas delas tenham dedicação total, fiquem de atalaia de noite e de dia. Fernanda chegou a percorrer 2 horas e meia de caminhada em terreno íngreme para realizar o parto de uma mulher no cume da Serra de São Bento. "O hospital mais próximo dessa mulher ficava a umas 3 horas, ela teria que descer a serra em uma rede ou lençol, pois não passa carro", explica. Alguns anos depois, ela se formou em enfermagem obstetrícia e passou a atuar em hospitais, também inspirada pelo legado da mestra Prazeres. "Ela me mostrou que, como enfermeira, eu posso atuar, levando para a mulher o melhor que eu podia oferecer dentro do hospital", reforça. Desde que passou pelas mãos da Prazeres, nos anos 90 até aqui, a parteira avalia que muita coisa mudou. O aplicativo de troca de mensagens WhatsApp, por exemplo, tem sido um aliado no acompanhamento das gestantes. "O zap é muito útil, pois permite conversar o tempo todo com a gente, saber como ela está, o que está fazendo. Se ela tiver um sangramento, expelir o muco, manda a foto, a gente já olha e avalia e toma providência. Tudo isso sem custo", pontua. Hoje, Fernanda já soma mais de 2 mil partos naturais. É presidente da Associação de Parteiras Tradicionais do Agreste, que tem 27 integrantes vindas dos municípios de Caruaru e das redondezas. Ela vem repassando o conhecimento para outras pessoas. Já treinou uma prima, uma irmã e colegas de profissão. A motivação para o trabalho segue a mesma: "É um dom! Você não escolhe, você é escolhido", arremata. 'Aprendi o que é períneo' As mãos da parteira se dedicam há décadas a trazer crianças ao mundo Eduardo Queiroga/ Acervo Museu da Parteir Severina Bezerra, de 71 anos, conhecida como Mainha Naninha, é uma das mais longevas integrantes da rede. Não tem a conta certa, mas acredita que já trouxe ao mundo mais de 3 mil bebês. Ela conta que Dona Prazeres ensina as parteiras tanto a sabedoria tradicional, quanto o conhecimento técnico, combinação que ela pôs em prática quando realizou o parto da própria filha. "A minha filha teve contração, a gente correu para o hospital, botaram ela no quarto, eu fiz o parto e quando médico chegou o bebê estava amamentando", afirma, orgulhosa e completa: "Peguei uma tesoura, cortei a placenta com cuidado para não romper o períneo. Eu descobri o que era períneo com a Dona Prazeres", afirma. O períneo é uma região localizada entre o ânus e a vagina que tem a função de sustentar os órgãos pélvicos, a exemplo da bexiga e do útero. Unindo saber ancestral, observação e conhecimento técnico sobre a reprodução das mulheres, o parto natural vem resistindo em meio à propagação das cesarianas — procedimento cirúrgico recomendado nos casos em que o parto natural não é viável. Dados do Ministério da Saúde, publicados pela Universidade de São Paulo (USP) em artigo que indica que o Brasil tem o segundo maior número de cesáreas no mundo, revelam que anualmente são realizados 3 milhões de partos no país, sendo que 1,68 milhão são cesáreas. Desse total, 870 mil são realizadas sem recomendação médica. Entre os meses de janeiro e outubro de 2022, foi registrado um aumento de 57,6% no número de cesáreas, diz outro trecho do texto. Na Grande Recife, em Pernambuco, a realidade é semelhante. Há mais de uma década, a taxa de cesarianas supera o total de partos normais. Segundo o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), 52,04% dos partos nessa região são cirúrgicos. As cesarianas são essenciais para salvar a vida da mulher e do bebê em casos de partos de risco, mas esse excesso de procedimentos sem indicação é resultado de uma cultura de medicalização excessiva do parto, medo da dor, preferência por ter um médico específico auxiliando no parto, entre outras causas. Recorrer a essa prática sem indicação necessária pode trazer riscos à paciente, afirma a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). As mulheres podem ter complicações nos próximos partos, sangramentos intensos, recuperação mais lenta, atrasos no início da amamentação e no contato pele a pele com o bebê, assegura a organização. Em estudo publicado na revista Ciência e Saúde Coletiva, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) pesquisadores chamaram atenção para "evidências epidemiológicas que demonstram que o Brasil vive um cenário epidêmico de cesarianas desnecessárias e indesejadas". O estudo sugere que experiências de parto desenvolvidas com apoio de movimentos sociais "parecem contribuir para experiências mais igualitárias entre as mulheres e os profissionais de saúde". Um exemplo dessas experiências é a rede de Pupilas da Prazeres, que vem assistindo mulheres sem acesso à rede hospitalar ou que facilmente cederiam à tentação de realizar uma cesariana sem necessidade comprovada por um ou mais médicos. Algumas parteiras sinalizam na frente da casa que estão sempre prontas para receber mais uma criança no mundo Eduardo Queiroga/ Acervo Museu da Parteir O chamado para povoar mundo não tem hora Além da longevidade e do grande número de partos sem óbitos, a disposição diligente de Dona Prazeres é uma marca da sua trajetória que a sagrou com uma das parteiras mais importantes do Brasil. Certa vez, relembra, o médico chamou uma enfermeira para realizar um parto de uma mulher que estava em um quarto de difícil acesso dentro de uma casa abandonada. "Ela [a primeira enfermeira convidada] se recusou, então, eu fui. Tinham três policiais. Eu entrei pela janela do primeiro andar depois de subir de corda. Fiz o parto, depois desceu um policial com o bebê, outro com a mulher parida e o outro comigo", relata eufórica. Para Prazeres, compartilhar conhecimento aumenta as chances de preservar a saúde da mulher. "Eu trabalho esses anos todinhos e ainda me sinto na obrigação de ensinar as parteiras e qualquer pessoa que possa agir para evitar a morte de uma mulher em qualquer complicação. Saber identificar um líquido amarelo, o tipo sanguíneo da mulher, pois se for Rh Negativo, precisa tomar uma vacina dentro de 72 horas", observa. Ela conta que certa vez enfrentou um homem armado para prestar assistência a uma mulher em trabalho de parto. "A gente não conhecia esse homem e sempre que a mulher gemia com a contração, ele puxava o cabelo dela, beliscava e dizia 'quando minha mãe ia parir, só se ouvia o grito do menino'. Eu deixei ele esbravejar, esbravejar, depois disse, pronto, 'agora, pare! fique calado que quem manda sou eu' e fiz o parto da mulher", recorda. Em outra situação, ela precisou furar um bloqueio policial em um protesto para realizar o parto no Suvaco da Cobra, uma comunidade da periferia que liga o Cabo de Santo Agostinho, município da Região Metropolitana, ao Recife. "Os policiais bloquearam o acesso ao bairro, e disseram 'minha senhora, não pode passar'. Eu disse, vocês estão batalhando pela segurança e eu estou batalhando pela vida e furei o bloqueio. Me seguraram, veio uma policial mulher e disse 'a senhora me pegou, eu tô lhe reconhecendo' e eu passei pra fazer o parto", relembra. Parteira Mãe Naninha considera a sua arte um chamado Eduardo Queiroga/ Acervo Museu da Parteir Dona Prazeres foi condecorada, em 2013, com o Prêmio Bertha Lutz do Senado da República e é uma dos Patrimônios Vivos de Pernambuco. Muitas das mulheres que aprenderam ou aperfeiçoaram o seu ofício de partejar ao cruzar os caminhos da velha e sábia parteira têm a sua história guardada e disponível ao público no Museu da Parteira, que reúne imagens, documentos e estudos, e realiza exposições itinerantes em eventos e espaços públicos. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: vulnerabilidade

‘Passou a facial do 'cracudo', vai ter que tirar foto 3x4’: entenda como golpistas 'roubavam rosto' de moradores de rua

Publicado em: 23/09/2025 04:01

Criminosos se fantasiavam para desviar dinheiro de benefícios sociais dos cidadãos Criminosos utilizavam pessoas em situação de vulnerabilidade, como moradores de rua e até mesmo crianças, para inserir novos rostos no sistema de reconhecimento facial e abrir cadastros falsos em bancos. A Polícia Federal do Rio de Janeiro prendeu parte do grupo, que também recorria a disfarces, como perucas e rostos pintados, para invadir contas e desviar benefícios sociais. O esquema contava com a participação de funcionários da Caixa Econômica Federal e de lotéricas. As investigações apontam que um dos funcionários chegou a receber mais de R$ 300 mil em propina para liberar acessos ao aplicativo Caixa Tem. Assim, benefícios como Bolsa Família, abono salarial e FGTS eram desviados, afetando principalmente famílias de baixa renda. A Polícia Federal identificou Felipe Quaresma como chefe da quadrilha. Ele e Cristiano Bloise de Carvalho foram presos em flagrante, enquanto outros quatro integrantes seguem foragidos. Leia também Donald Trump, Elon Musk e J.D. Vance: saiba quais autoridades estavam presentes no funeral de Charlie Kirk Pessoas em situação de rua eram usados para aplicar golpes. Reprodução/TV Globo/Fantástico Como funcionava golpe? Para criar “novos clientes”, os golpistas buscavam rostos que nunca haviam sido usados no sistema. Em mensagens interceptadas, um deles ironiza: “Passou a facial do cracudo, vai ter que tirar uma foto 3x4”, revelando que moradores de rua eram explorados no golpe. Além disso, milhares de imagens falsas foram geradas por inteligência artificial para enganar a biometria. O esquema incluía ainda os próprios criminosos posando para fotos, alterando cor da pele, cortes de cabelo e até barba. Segundo a PF, a estratégia era criar variedade de rostos para multiplicar os cadastros. A Caixa informou que colaborou com as investigações, afastou os funcionários envolvidos e reforçou que atualiza diariamente seus sistemas de segurança. A instituição anunciou ainda a criação de uma diretoria de cibersegurança. Para especialistas, nenhuma tecnologia funciona sem a integridade humana: quando o elo principal é corrompido, todo o sistema desmorona.

Vazamento de dados de mais de 600 pessoas com HIV na BA viola Constituição, LGPD e outras normas

Publicado em: 23/09/2025 04:00

Prefeitura de Feira de Santana vai abrir sindicância para apurar vazamento de dados O vazamento dos nomes e dados de mais de 600 pessoas que vivem com o HIV pela Prefeitura de Feira de Santana viola ao menos quatro direitos fundamentais da Constituição Brasileira, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), o Código de Ética Médica e as normas do Sistema Único de Saúde (SUS). A lista, que também incluia o nome de pessoas com fibromialgia e anemia falciforme, foi divulgada no Diário Oficial da cidade, no fim de semana. Segundo Bráulio Coutinho, advogado especialista em direito digital, dados de saúde são sensíveis e a divulgação deste tipo de informação possui uma série de restrições. "[o vazamento] viola fundamentos da Constituição federal, como: direito a dignidade da pessoa humana, ao sigilo, a privacidade, viola como os dados digitais devem ser tratados. Viola também a LGPD, como os dados devem ser tratados, pois informações sobre saúde são dados sensíveis e tem restrições para serem divulgados", afirmou o advogado, em entrevista à TV Subaé. Mulher que teve nome divulgado em lista de pessoas que vivem com HIV relata indignação: 'Desrespeito e desamparo' O Código de Ética Médica e normas do Sistema Único de Saúde (SUS) também afirmam que existe a necessidade de confidencialidade em informações relacionadas à saúde e orientam que a identidade de pessoas que vivem com HIV deve ser protegida para evitar estigmatização e discriminação. A Defensoria Pública da Bahia considera a publicação como indevida e deve acompanhar o caso. "Já fomos procurados pelo Conselho de Pessoas com Deficiência, que disse que vai representar o caso e a Defensoria [já] pode ajuizar uma ação coletiva", afirmou o defensor público de estado, João Gabriel de Melo. O órgão afirmou ainda que poderá adotar as medidas necessárias à remoção pública do conteúdo indevidamente exposto em sites e outros veículos de internet, para resguardar o direito de personalidade dos atingidos e se colocou à disposição para prestar o atendimento jurídico necessário ao resguardo dos direitos violados. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Feira de Santana e região Por meio de nota, a prefeitura de Feira de Santana informou que uma sindicância será aberta para identificar as causas do vazamento e responsabilizar eventuais envolvidos. Além disso, o processo tem o objetivo de implementar novas medidas para evitar futuros incidentes. A gestão municipal informou que o resultado da sindicância será publicado nos próximos 15 dias e reiterou que tem feito "todo o possível para reparar o erro e evitar que situações como esta ocorram novamente". Dirigentes de associações que reúnem pessoas com fibromialgia e anemia falciforme também começaram a se movimentar para judicializar o caso. Eles consideram o caso um desrespeito e uma humilhação das pessoas diagnosticadas. "Isso aí é um crime que não pode passar impune. A gente quer entrar com uma ação coletiva [...] e andar de mãos dadas nessa questão", enfatizou Suzana Neves, representante da Associação Feirense de Pessoas com Fibromialgia. 'Falha do sistema' Prefeitura na Bahia publica lista com nomes de pessoas que vivem com HIV ao suspender benefício Reprodução/Redes Sociais No domingo (21), procurada pela g1, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana informou que a divulgação dos nomes foi feita após uma falha do sistema. Atualmente, um diagnóstico positivo para o vírus HIV não é mais considerado uma "sentença de morte". Embora a cura ainda não tenha sido descoberta, a expectativa de vida de pessoas que vivem com o vírus HIV foi transformada ao longo dos anos com os avanços da medicina. Com o tratamento adequado, é possível levar uma rotina ativa e saudável. Além disso, há medicamentos que atuam na proteção contra o vírus, como a profilaxia pré-exposição, mais conhecida como PrEP. Segundo o Ministério da Saúde, a função do remédio é justamente evitar que o HIV infecte o organismo. Pode ser tomado esporadicamente, até 24 horas antes de uma relação sexual sem proteção, ou diariamente. Nesse caso, a recomendação é para pessoas que deixam de usar preservativo com frequência, que têm histórico de infecções sexualmente transmissíveis ou estão em situação de vulnerabilidade ao HIV. Suspensão do passe livre Segundo foi informado no Diário Oficial, a medida cumpre decisão judicial que revogou uma tutela provisória de urgência anteriormente concedida pela Justiça. De acordo com a portaria, os beneficiários devem devolver seus cartões no prazo de cinco dias úteis, além de apresentar defesa escrita ou documentos junto à Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, sob pena de suspensão ou cancelamento definitivo do benefício. A portaria ainda estabelecia que as defesas devem ser protocoladas presencialmente na sede da Secretaria Municipal de Mobilidade, no bairro Mangabeira, durante o horário de expediente. Secretaria de Saúde desmente surto de HIV entre jovens na Bahia Proteção de informações sensíveis A divulgação desse tipo de dado pode configurar violação às normas constitucionais e legais de proteção de informações sensíveis. A Constituição Federal assegura a inviolabilidade da intimidade, da vida privada e do sigilo de dados. Já a Lei Geral de Proteção de Dados considera como sensíveis os dados referentes à saúde. O Código de Ética Médica e normas do Sistema Único de Saúde (SUS) também afirmam que existe a necessidade de confidencialidade em informações relacionadas à saúde e orientam que a identidade de pessoas que vivem com HIV deve ser protegida para evitar estigmatização e discriminação. A Defensoria Pública da Bahia (DPE-BA) afirmou que pediu um efeito para renovar a liminar na segunda instância para continuar valendo o benefício do passe livre e seu reuniu com representantes da sociedade civil e dos movimentos sociais nesta segunda-feira (22), na Casa dos Conselhos, em Feira de Santana, para escutar os atingidos, oferecer apoio jurídico e discutir as medidas necessárias para reparar os danos e prevenir que situações como essa se repitam. O órgão afirmou que poderá adotar as medidas necessárias à remoção pública do conteúdo indevidamente exposto em sites e outros veículos de internet, para resguardar o direito de personalidade dos atingidos e se colocou à disposição para prestar o atendimento jurídico necessário ao resguardo dos direitos violados. LEIA TAMBÉM: Vazamento de dados expõe 16 bilhões de senhas, diz site; especialistas contestam número Influenciadora que teve vídeos íntimos vazados após roubo de celular diz que foi assaltada em corrida por aplicativo na Bahia Veja mais notícias de Feira de Santana e região. Assista aos vídeos do g1 e TV Subaé 💻

Brecha no WhatsApp permitiu espionar alvos com versões desatualizadas do app

Publicado em: 23/09/2025 03:00

WhatsApp Reuters/Thomas White Um grupo de usuários de WhatsApp para iPhone e Mac pode ter sido atingido por uma campanha de espionagem que aproveitou uma brecha no aplicativo. A estimativa é de que cerca de 200 pessoas em todo o mundo tenham sido alvos da operação. Elas receberam alertas do WhatsApp com instruções para restaurar seus dispositivos e sempre manter o aplicativo atualizado. Os ataques teriam sido concluídos graças a uma falha no processo de sincronização de mensagens entre dispositivos. O erro foi corrigido e informado pela plataforma no final de agosto. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Segundo o WhatsApp, uma verificação incompleta na etapa de sincronização permitia a terceiros processar no dispositivo da vítima conteúdos de sites maliciosos. Ainda de acordo com o aplicativo, a brecha poderia ser explorada em conjunto com uma falha da Apple em que a execução de arquivos de imagem mal-intencionados corromperia a memória do dispositivo. O WhatsApp e a Apple afirmaram que as vulnerabilidades podem ter sido exploradas em ataques contra alvos específicos. A falha afetou usuários das seguintes versões: WhatsApp para iOS (antes da versão 25.21.73) WhatsApp Business para iOS (antes da versão 25.21.78) WhatsApp para Mac (antes da versão 25.21.78) Para encontrar a versão do WhatsApp no seu dispositivo da Apple, clique em "Ajustes" (o ícone da engrenagem) e, então, em "Ajuda". Ataque 'zero-clique' A vulnerabilidade no WhatsApp permitiu o chamado ataque "zero-clique", segundo a empresa de cibersegurança ISH Tecnologia. Um ataque "zero-clique" é aquele em que o usuário não realiza nenhuma ação – como clicar em links ou baixar arquivos suspeitos – e, mesmo assim, seu dispositivo é invadido. "É um ataque muito sofisticado que envolve conhecimento avançado da vulnerabilidade", afirmou Paulo Trindade, gerente de Serviços de Segurança Cibernética da ISH Tecnologia. Com a possibilidade de enviar arquivos maliciosos para a vítima, cibercriminosos podem instalar programas espiões para ter o controle de praticamente todo o celular, incluindo câmera, microfone e histórico de chamadas. "Essas vulnerabilidades ocorrem em diversos sistemas. Ao escrever o código, pode não haver uma falha, mas ela surge ao ser combinada com outros fatores", disse Trindade. LEIA TAMBÉM: Lula e Janja encontram chefe do TikTok em Nova York e rede cita investimentos no Nordeste Nvidia anuncia investimento de até US$ 100 bilhões na OpenAI, dona do ChatGPT Crescimento do PIX e falhas de segurança: por que ataques a bancos têm se repetido? Deu ruim: lançamento de óculos da Meta é marcado por falhas

Palavras-chave: tecnologiavulnerabilidade

Polícia Civil deve pedir que Justiça feche torcida jovem do Flamengo no DF; membros são suspeitos de matar vascaíno em ônibus

Publicado em: 23/09/2025 02:00

Vascaíno é atacado e morto por integrantes de torcida organizada do Flamengo A Polícia Civil do Distrito Federal deve pedir à Justiça que decrete o fechamento da sede da Torcida Jovem do Flamengo na capital. O pedido é baseado no suposto envolvimento de membros da torcida no assassinato de Eumar Vaz, de 34 anos – torcedor do Vasco que foi esfaqueado por flamenguistas em um ônibus no domingo (21). Até a noite desta segunda-feira (22), ninguém tinha sido preso e a identidade dos suspeitos não tinha sido divulgada. Segundo a Polícia Civil, cerca de 20 torcedores do Flamengo estavam no ônibus, incluindo quatro mulheres. Um vídeo feito por testemunha mostra o momento em que Eumar Vaz é atacado a golpes de faca por flamenguistas. Veja: VÍDEO mostra momento em que torcedor do Vasco é atacado por flamenguistas no DF Ele foi alvo das agressões após se recusar a tirar a camisa do time. Eumar morreu no hospital, na manhã desta segunda (22). Os suspeitos fugiram e são procurados pela polícia. Em nota, a torcida jovem do Flamengo repudia os episódios de violência envolvendo torcedores. Afirma que os agressores não fazem parte do pelotão e que seus atos não representam os valores da torcida (veja a íntegra abaixo). Nota de Repúdio da Torcida Jovem do Flamengo – 23° Pelotão Brasília Reprodução/Redes Sociais Declara ainda que a torcida é contra a violência, defendendo que rivalidade deve ficar apenas dentro do campo e reafirma o compromisso de promover a paz no futebol, para que todos possam torcer de forma segura e sem medo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O caso aconteceu em Samambaia, na linha 812.1. As imagens mostram Eumar caído no ônibus, enquanto sangra no peito. Três homens aparecem próximos a ele, com pedaços de madeira nas mãos e tentando puxar a camisa de Eumar. Eumar Vaz, torcedor do Vasco que foi morto por torcedores do Flamengo no DF reprodução Segundo familiares, Eumar foi esfaqueado duas vezes, no peito e braço. Ele foi levado para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC), onde faleceu nesta segunda. Eumar deixa dois filhos. Como foi o ataque Vídeo mostra rastros de sangue no ônibus onde torcedor do Vasco foi esfaqueado no DF. Vídeo: @patrulhaeaborsagemdf Flamengo e Vasco se enfrentaram na noite de domingo, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. O jogo terminou empatado. Neste dia, Eumar Vaz pegou um ônibus em Samambaia, que tinha torcedores do time rival. Segundo a Polícia Militar, flamenguistas pediram ele tirasse a camisa do Vasco, mas Eumar se recusou. Foi quando o ataque começou. Imagens publicadas em rede social mostram o ônibus após o ataque, com rastros de sangue (veja vídeo acima). Eumar Vaz, torcedor do Vasco que foi morto por torcedores do Flamengo no DF reprodução O que diz a Torcida Jovem do Flamengo "A Torcida Jovem do Flamengo, 23° Pelotão de Brasília, vem a público repudiar veementemente os atos de violência e selvageria ocorridos recentemente. Nossos princípios não compactuam com esse tipo de comportamento, e é com grande pesar que observamos o uso da violência por pessoas que se dizem parte de torcidas organizadas. O verdadeiro torcedor defende suas cores, seu time e sua bandeira com paixão, mas nunca com covardia. Os agressores envolvidos nos atos recentes não são membros, integrantes ou sócios do nosso pelotão. Eles não nos representam e seus atos não refletem os valores que a Torcida Jovem do Flamengo preza. A sede da Torcida Jovem do Flamengo em Brasília é um espaço familiar, frequentado por crianças, pais e mães de família, que encontram no convívio da torcida um ambiente de amizade, acolhimento e respeito. Nossa caminhada é pautada pela não violência e pelo compromisso social. Realizamos palestras educativas, campanhas de solidariedade e ações sociais como o Dia das Crianças, com arrecadação e doação de brinquedos, o Natal Sem Fome, com doações de alimentos, e a Campanha do Agasalho, destinada a ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade durante o inverno. Reafirmamos que nossas diferenças com torcedores rivais devem ficar restritas ao campo, à euforia do jogo e à paixão pelo futebol. A violência que vimos nos últimos dias, resultando em feridos e na perda irreparável de uma vida, não nos traz qualquer alegria. O choro da mãe do adversário não traz sorriso para a nossa. Manifestamos aqui nossos mais sinceros pêsames aos familiares e amigos do torcedor covardemente assassinado. Que sua memória seja respeitada e que a justiça seja feita, para que casos como este jamais se repitam. Seguiremos firmes no compromisso de promover uma cultura de paz no futebol. Queremos torcer, cantar e vibrar sem medo, em um ambiente que seja seguro para todos." LEIA TAMBÉM: SÃO SEBASTIÃO: mulher de 43 anos morre após bater carro em poste no DF; filhas de 6 e 8 anos ficam feridas PRISÃO DOMICILIAR: Moraes cobra do governo do DF relatórios de inspeção de carros que visitaram Bolsonaro Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Grupo que agrediu e matou torcedor do Vasco tinha 20 flamenguistas; polícia do DF analisa imagens

Publicado em: 22/09/2025 20:28

VÍDEO mostra momento em que torcedor do Vasco é atacado por flamenguistas no DF O grupo que agrediu e matou o torcedor do Vasco em um ônibus no Distrito Federal neste domingo (21) tinha 20 flamenguistas, segundo a investigação. A Polícia Civil do DF ainda analisa imagens internas do ônibus para identificar os envolvidos. Até a noite desta segunda-feira (22), ninguém tinha sido preso. Vídeo feito por uma testemunha mostra o momento em que um torcedor do Vasco, Eumar Vaz, de 34 anos, é atacado a golpes de faca por flamenguistas no Distrito Federal, no domingo (21) (veja acima). Eumar Vaz foi alvo das agressões após se recusar a tirar a camisa do time. Ele morreu no hospital, na manhã desta segunda. Os suspeitos fugiram e são procurados pela polícia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. O ônibus está passando por perícia, e a polícia busca as digitais dos suspeitos. De acordo com o delegado Alexandre Gratão, equipes da 32ª Delegacia de Polícia Civil (Samambaia Sul) estão nas ruas em busca dos envolvidos. A Torcida Jovem do Flamengo repudiou os atos de violência e afirmou que "o verdadeiro torcedor defende suas cores, seu time e sua bandeira com paixão, mas nunca com covardia" (veja nota completa abaixo). Como foi o ataque Eumar Vaz, torcedor do Vasco que foi morto por torcedores do Flamengo no DF reprodução Flamengo e Vasco se enfrentaram na noite de domingo (21), em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. O jogo terminou empatado. Eumar fazia parte de uma torcida organizada do Vasco e assistiu o jogo com amigos no Guará. Na hora do ataque, ele estava voltando para casa, no Riacho Fundo II. O caso aconteceu em Samambaia, dentro do ônibus da Urbi da linha 812.1. Segundo a Polícia Militar, flamenguistas pediram ele tirasse a camisa do Vasco, mas Eumar se recusou. Foi quando o ataque começou. Em um vídeo, três homens aparecem próximos a Eumar, com pedaços de madeira nas mãos e tentando puxar a camisa dele. As imagens mostram Eumar caído no ônibus, enquanto sangra no peito. Segundo familiares, Eumar foi esfaqueado duas vezes, no peito e braço. Ele foi levado para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC), onde faleceu nesta segunda. Eumar trabalhava como motorista e deixa dois filhos: um de 13 anos e outro, de 3 anos. Vídeo mostra rastros de sangue no ônibus onde torcedor do Vasco foi esfaqueado no DF. Vídeo: @patrulhaeaborsagemdf Imagens publicadas em rede social mostram o ônibus após o ataque, com rastros de sangue (veja vídeo acima). Eumar Vaz, torcedor do Vasco que foi morto por torcedores do Flamengo no DF reprodução O que diz a Torcida Jovem do Flamengo "A Torcida Jovem do Flamengo, 23° Pelotão de Brasília, vem a público repudiar veementemente os atos de violência e selvageria ocorridos recentemente. Nossos princípios não compactuam com esse tipo de comportamento, e é com grande pesar que observamos o uso da violência por pessoas que se dizem parte de torcidas organizadas. O verdadeiro torcedor defende suas cores, seu time e sua bandeira com paixão, mas nunca com covardia. Os agressores envolvidos nos atos recentes não são membros, integrantes ou sócios do nosso pelotão. Eles não nos representam e seus atos não refletem os valores que a Torcida Jovem do Flamengo preza. A sede da Torcida Jovem do Flamengo em Brasília é um espaço familiar, frequentado por crianças, pais e mães de família, que encontram no convívio da torcida um ambiente de amizade, acolhimento e respeito. Nossa caminhada é pautada pela não violência e pelo compromisso social. Realizamos palestras educativas, campanhas de solidariedade e ações sociais como o Dia das Crianças, com arrecadação e doação de brinquedos, o Natal Sem Fome, com doações de alimentos, e a Campanha do Agasalho, destinada a ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade durante o inverno. Reafirmamos que nossas diferenças com torcedores rivais devem ficar restritas ao campo, à euforia do jogo e à paixão pelo futebol. A violência que vimos nos últimos dias, resultando em feridos e na perda irreparável de uma vida, não nos traz qualquer alegria. O choro da mãe do adversário não traz sorriso para a nossa. Manifestamos aqui nossos mais sinceros pêsames aos familiares e amigos do torcedor covardemente assassinado. Que sua memória seja respeitada e que a justiça seja feita, para que casos como este jamais se repitam. Seguiremos firmes no compromisso de promover uma cultura de paz no futebol. Queremos torcer, cantar e vibrar sem medo, em um ambiente que seja seguro para todos." LEIA TAMBÉM: SÃO SEBASTIÃO: mulher de 43 anos morre após bater carro em poste no DF; filhas de 6 e 8 anos ficam feridas PRISÃO DOMICILIAR: Moraes cobra do governo do DF relatórios de inspeção de carros que visitaram Bolsonaro Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Tropa de Choque retira indígenas Guarani e Kaiowá após ocupação de fazenda em MS

Publicado em: 22/09/2025 19:56

Tropa de Choque retira indígenas Guarani e Kaiowá após ocupação de fazenda Indígenas Guarani e Kaiowá foram retirados da Fazenda Ipuitã, em Caarapó (MS), nesta segunda-feira (22), por equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar. No dia anterior, a comunidade da Terra Indígena Guyraroka (TI Guyraroka) havia ocupado parte da área, que ainda está sob domínio privado, para tentar impedir a aplicação de agrotóxicos no local. Segundo relatos de indígenas ao g1, os policiais usaram força física, cacetetes e balas de borracha para expulsar o grupo da fazenda. Já a Polícia Militar afirmou, em nota, que houve negociação e que não foi preciso usar força. A corporação também disse que não houve confrontos nem prisões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Um vídeo enviado pela comunidade mostra o momento em que os policiais chegam à fazenda. Veja o vídeo acima. "Acho que a intenção deles era matar todos que estavam ali, porque o ódio e a raiva era muito. A gente não fez nada pra eles. Tinha um casal morando na chácara e não precisava de dois caminhões cheios de tropa de choque", disse uma indígena, que não será identificada. Segundo a indígena, a ocupação foi motivada pelo uso contínuo de agrotóxicos na área. Ela afirma que a comunidade já havia pedido diversas vezes para que os responsáveis parassem com a pulverização. "O agrotóxico, ele é tão tenso que a gente não consegue mais produzir. A gente planta, eles matam tudo [...] Agora a gente não consegue mais produzir nada sequer". O Ministério dos Povos Indígenas informou, em nota, que acompanha o caso e que a Força Nacional de Segurança Pública está no local junto com representantes da Coordenação Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) de Dourados. A Polícia Militar informou que enviou forças especializadas — como o Batalhão de Choque, Batalhão Rural, Batalhão Rodoviário e equipes do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) — após receber informações preliminares de que o caseiro da fazenda e sua esposa teriam sido feitos reféns. Confira abaixo as notas na íntegra: Nota do MPI Neste domingo (21/09), a comunidade da Terra Indígena Guyraroka, em Caarapó (MS), conduziu a retomada de parte de seu território tradicional, ainda em posse particulares, com o objetivo de frear a pulverização de agrotóxicos que vem causando adoecimento e gerando insegurança hídrica e alimentar às famílias indígenas. Após a mediação conduzida pela Coordenação Regional da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (CR/FUNAI) em Dourados/MS, os indígenas retornaram para a aldeia na tarde desta segunda-feira (22), estabelecendo um prazo para a apresentação de medidas de mitigação. O Ministério dos Povos Indígenas (MPI), por meio do Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiárias Indígenas (DEMED), juntamente com a FUNAI e a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), acompanha a situação de forma contínua. A FNSP cumpre diligências no local desde ontem, em apoio à FUNAI, e a pedido do MPI. No momento, encontra-se no território junto com representantes da Coordenação Regional da FUNAI de Dourados. Importante destacar que a TI Guyraroka é objeto da Medida Cautelar nº 458-19, concedida pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em 29 de setembro de 2019. A medida visa garantir os direitos à vida e à integridade pessoal dos indígenas, diante do contexto de vulnerabilidade, ameaças, assédio e atos de violência, historicamente vivenciados pelas comunidades. Contexto do território: Em 2009, a Portaria do Ministério da Justiça nº 3.219 declarou a TI Guyraroka de posse permanente dos Guarani e Kaiowá, com área de 11.401 hectares. Contudo, em 2014, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) anulou o procedimento administrativo de demarcação, aplicando a tese do marco temporal sem que a comunidade indígena fosse ouvida. A área de ocupação tradicional indígena tem Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID), com registros documentais que atestam a presença dos indígenas desde a década de 1920. O território corresponde, portanto, a uma área de ocupação tradicional de parentelas desse povo anterior à década de 1940, ao menos, quando o governo passou a vender e titular as terras para particulares. Desde o início dos anos 2000, as famílias indígenas lutam pela recuperação de seu território. Atualmente, apenas 50 hectares estão ocupados pelas famílias indígenas, que enfrentam sucessivos agravamentos de saúde e impactos ambientais causados pela pulverização de agrotóxicos nas plantações lindeiras à área. O MPI enfatiza que a instabilidade gerada pela lei do marco temporal (lei 14.701/23), além de outras tentativas de se avançar com a pauta, como a PEC 48, tem como consequência não só a incerteza jurídica sobre as definições territoriais que afetam os povos indígenas, mas abre ocasião para atos de violência que têm os indígenas como as principais vítimas. Nota PMMS A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul foi acionada neste último fim de semana em resposta à ocupação de uma propriedade rural no município de Caarapó, por indígenas da etnia Guarani-Kaiowá, que denunciam o suposto uso de agrotóxicos em áreas próximas à sua comunidade. Segundo informações preliminares enviadas à corporação, o caseiro da fazenda e sua esposa teriam sido mantidos como reféns, o que motivou o deslocamento de unidades especializadas (Batalhão de Choque, Batalhão Rural, Batalhão Rodoviário e equipes do DOF) para mediar a situação. Após negociação, não foi necessário o uso da força. O caseiro foi encaminhado à Defron, em Dourados, para os procedimentos cabíveis. Não houve, até o momento, relatos de confrontos ou prisões registradas. Equipes da FUNAI e Força Nacional também estiveram pelo local. A Polícia Militar reafirma seu compromisso com a segurança, o diálogo e o respeito aos povos originários e aos direitos humanos. Indígenas na Fazenda Ipuitã, em Caarapó (MS) TI Guyraroka Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

Palavras-chave: vulnerabilidade

Cataguá Construtora entrega doações da Corrida Turística de Piracicaba

Publicado em: 22/09/2025 18:08

Doação de cadeiras de rodas, camas hospitalares, andadores e cadeiras de banho irá zerar fila de espera do Fussp - Crédito: Divulgação Energia, emoção, superação de desafios e solidariedade. A Corrida Turística de Piracicaba, realizada pela Cataguá Construtora, reuniu 6,5 mil atletas entre a prova principal e crianças na Corridinha Turística, com resultado que possibilitou a doação de 460 itens hospitalares ao Fussp (Fundo Social de Solidariedade de Piracicaba). Os donativos irão ajudar centenas de famílias da cidade que hoje dependem de itens como cadeira de rodas, cama hospitalar, cadeira de banho e andador, seja por mobilidade reduzida ou necessidade temporária de cuidados domiciliares. Uma iniciativa que gera acolhimento e apoio a famílias em situação de vulnerabilidade social, promovendo um cuidado domiciliar de forma digna e segura. A entrega das doações ocorreu no dia 11 de setembro, na sede da Cataguá, com participação do diretor-presidente do Grupo, João Evangelista de Carvalho Filho, da primeira-dama e presidente do Fussp, Valkíria Callovi, além de representantes da entidade, patrocinadores e organizadores da 14ª Corrida Turística. “O propósito da Cataguá é transformar positivamente a vida das pessoas e muito nos emociona ser parte ativa de uma entrega como esta, que impactará centenas de famílias imediatamente, proporcionando mais bem-estar e dignidade no tratamento domiciliar. E, por se tratar de um bem durável, continuará beneficiando inúmeras pessoas ao longo do tempo. Quero agradecer a todos que contribuíram para que a Corrida Turística acontecesse, especialmente aos atletas que se uniram ao nosso propósito, permitindo esse resultado totalmente direcionado para a comunidade”, pontua o diretor-presidente. Todo o resultado da Corrida Turística é revertido em benefício da comunidade piracicabana. Nesta edição, o volume de recursos foi 30% maior em relação à edição anterior, quando foram doadas 153 mil fraldas ao Fundo Social da cidade. “O Fundo Social é muito grato a todos que participaram da corrida e colaboraram. A Cataguá tem sido nossa parceira, temos recebido muita ajuda. Nosso objetivo é sempre fazer o bem e deixar um legado positivo para a população”, agradeceu Valkíria. Cataguá Construtora entrega doações da Corrida Turística de Piracicaba – Crédito: Divulgação Impacto da corrida turística Além do cunho social, a Corrida Turística também movimenta a economia piracicabana, reverberando nos setores de hotelaria e gastronomia, principalmente, além de posicionar Piracicaba no radar de grandes eventos de corrida. Na 14ª edição foram recebidos atletas de 216 cidades, vindos de 13 estados brasileiros, que correram pelo percurso considerado um dos mais bonitos do interior paulista, contemplando pontos como Rio Piracicaba, Engenho Central, Véu da Noiva e Rua do Porto. Os atletas puderam escolher entre 5,5 K, 10K e Desafio 15K. Além da prova principal, cerca de 300 crianças participaram da 10ª edição da Corridinha Turística, evento que reúne a família e garante a diversão dos pequenos. Desde 2015, já foram quase 2 mil atletinhas ganhando medalhas e sorrisos.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Parque Palafitas e Retrofit Santos recebem prêmio nacional de habitação

Publicado em: 22/09/2025 18:05

O projeto-piloto do Parque Palafitas prevê a construção de 60 unidades habitacionais no Dique da Vila Gilda. Divulgação/ Prefeitura de Santos A cidade de Santos, no litoral de São Paulo, conquistou dois prêmios no 72º Fórum Nacional de Habitação de Interesse Social, realizado em Cabedelo, na Paraíba. Os projetos Parque Palafitas e Retrofit Santos AD receberam o 'Selo de Mérito 2025'. O reconhecimento foi dado pela Associação Brasileira de Cohabs e pelo Fórum Nacional de Secretarias de Habitação e Desenvolvimento Urbano, na sexta-feira (19). Os projetos foram destacados pela inovação e impacto social. O Parque Palafitas foi premiado na categoria Solução Inovadora para Habitação, pelo uso de tecnologias e sistemas alternativos aplicados à Habitação de Interesse Social (HIS). Já o Retrofit Santos AD também recebeu o reconhecimento na categoria de Interesse Social. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Em nota, o presidente da Cohab Santista, Maurício Prado, afirmou que as equipes da companhia e da prefeitura se sentiram honradas com os prêmios, concedidos após avaliação de técnicos renomados de todo o país. “Nossa maior realização acontece quando entregamos as chaves às famílias que mais precisam”, disse, segundo nota divulgada pela prefeitura. O 72º Fórum Nacional de Habitação de Interesse Social é o principal evento do setor no Brasil, realizado anualmente pela ABC e pelo FNSHDU. A edição de 2025 foi promovida em parceria com o Estado da Paraíba e a Prefeitura de João Pessoa, reunindo gestores de habitação de todo o país, além de representantes do Governo Federal, Poder Judiciário e sociedade civil organizada. Entenda os projetos: Parque Palafitas Entorno do Parque Palafitas, em Santos, SP, ganhará novo sistema viário e infraestrutura urbana. Divulgação/Prefeitura de Santos O Parque Palafitas está sendo implantado como projeto-piloto na Zona Noroeste, onde dará origem ao novo bairro Vila Gilda. A iniciativa prevê a revitalização da maior favela sobre palafitas do Brasil, com investimento de R$ 26 milhões na construção de 60 moradias, divididas em quatro prédios residenciais e 16 casas térreas. As unidades habitacionais terão entre 48 e 49m², todas com dois dormitórios, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. O complexo contará ainda com área comercial, associação de moradores e deck flutuante. Santos AD: primeiro retrofit público da Baixada Santista Prédio do antigo Ambulatório de Especialidades (Ambesp) terá as salas comerciais transformadas em habitações. Marcelo Martins O Retrofit Santos AD, é um edifício localizado no Centro Histórico que será transformado em apartamentos destinados a estudantes da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) em situação de vulnerabilidade social. O imóvel passará por um processo de retrofit, uma técnica de revitalização de construções antigas que busca modernizar o espaço, corrigir problemas de infraestrutura e torná-lo mais seguro sem retirar elementos originais históricos e arquitetônicos. A construção possui 2.800 metros quadrados e sete andares, que abrigarão duas unidades comerciais e 36 habitacionais de um e dois dormitórios, sendo 18 de cada tipo. Três apartamentos serão acessíveis a pessoas com deficiência. Áreas comuns como lavanderia, bicicletário e salão para festas e reuniões também serão construídos. Veja mais detalhes do retrofit: Chaves do primeiro retrofit a abrigar moradias de interesse social são entregues VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Palavras-chave: tecnologiavulnerabilidade

Justiça aumenta pena e líder espiritual é condenado a mais de 50 anos de prisão por estupro de vulnerável na Bahia

Publicado em: 22/09/2025 18:01

Líder espiritual que diz incorporar espírito de Dr. Fritz foi preso por suspeita de crimes sexuais na BA O líder da Associação Sociedade Espírita Brasileira Amor Supremo (Sebas), Kleber Aran Ferreira e Silva, foi condenado a 50 anos, 16 meses e 25 dias de prisão pelos crimes de violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. A nova sentença, que deve ser cumprida em regime fechado, foi ampliada após um pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA). O órgão solicitou o redimensionamento da pena inicial de 20 anos e cinco meses de prisão, estabelecida em primeira instância, em novembro de 2024. Kleber Aran foi condenado por violação sexual mediante fraude contra três fiéis que frequentavam a associação espírita. A condenação também previa uma indenização de R$ 50 mil por danos morais, que devia ser paga a cada vítima. Na época, a denúncia foi oferecida por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos de Salvador e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), após investigação instaurada em 2021. Na nova decisão, os desembargadores reconheceram que uma das vítimas estava em estado de vulnerabilidade, decorrente de uma embriaguez induzida pelo acusado. Na análise da 1ª Turma da Segunda Câmara Criminal do TJ-BA, o fato configura crime de estupro de vulnerável. O documento também enfatiza o padrão de manipulação psicológica e espiritual exercido pelo réu sobre as vítimas. Relembre o caso Kléber Aran Ferreira da Silva diz incorporar o espírito do médico alemão Adolph Fritz, conhecido popularmente como Dr. Fritz. As investigações apontam que ele se aproveitava da fragilidade de fiéis para cometer os abusos. Segundo o MP-BA, ele operava um "esquema de abuso de poder e manipulação psicológica", atraindo seguidores em busca de cura e orientação espiritual. O homem utilizava a posição de líder para assediar mulheres vulneráveis, convencendo as vítimas de que manter relações com ele era necessário para fornecer "energia sexual" para as entidades. Kléber Aran Ferreira da Silva foi denunciado por abusos sexuais Reprodução/TV Bahia As vítimas, conforme o MP, relataram que eram coagidas a consumir bebidas alcoólicas durante os encontros, o que facilitava os abusos por parte do líder espiritual. Ao decidir pela condenação em primeira instância, a 4ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Salvador destacou a gravidade das ações, ressaltando que o homem explorava a fé e o lado emocional das seguidoras para satisfazer seus desejos, e que os abusos foram praticados por um longo período e de forma reiterada. Denúncias surgiram em 2020 A denúncia contra Kleber Aran foi oferecida à Justiça pelo Ministério Público da Bahia, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos de Salvador e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que instauraram uma investigação própria a partir de notícias de abusos encaminhadas à Ouvidoria do Conselho Nacional do Ministério Público pelo projeto “Justiceiras”, que atua na proteção dos direitos de mulheres e no combate à violência de gênero. Em setembro do 2020, o órgão recebeu relatos de quatro pessoas, das quais três eram mulheres — todas da capital baiana. A polícia e o MP não confirmaram se essas três pessoas são as mesmas que procuraram o órgão estadual há pouco mais de quatro anos. Na época, a defesa de Kléber Aran disse que as acusações eram falsas. Em abril de 2021, o MP-BA cumpriu mandados de busca e apreensão na "Operação Cristal", desencadeada por meio de atuação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da 24ª Promotoria de Justiça de Salvador. O objetivo era complementar as provas das práticas ilícitas relatadas pelas vítimas. Delegado acusado de assédio sexual por investigadoras na BA é indiciado após exoneração Sede do Ministério Público da Bahia (MP-BA), em Salvador Alan Oliveira/G1 Na época, o MP-BA divulgou que elas eram levadas a participar de rituais supostamente religiosos, mas que serviam, na verdade, para "satisfação dos desejos libertinos" do investigado. O órgão detalhou que o suspeito conseguia o silêncio das pessoas por meio de ameaças à integridade física e mental. Durante as investigações, foram apresentados pelas vítimas ao órgão estadual arquivos de áudio extraídos de conversas de aplicativo de mensagens, revelando "as ações de Kléber Aran para submetê-las à sua lascívia, após criar a ilusão de que teriam sido escolhidas para serem as guardiãs do Cristal". Ainda conforme informações do MP, essas pessoas eram cercadas de uma atmosfera de confiança e apreço, levadas a acreditar que a conduta do investigado partia de necessidades espirituais. Após a concretização dos crimes, ele submetia as mulheres a “situações de humilhação e subserviência, permeadas por forte violência espiritual, psicológica, sexual e até financeira”. VEJA TAMBÉM: Dois são presos em operação contra grupo que induz crianças a gravarem e divulgarem conteúdo sexual na internet Homem é preso em flagrante na BA por abuso sexual infantil; suspeito era investigado por usar redes sociais para molestar crianças Quem é o líder espiritual Conheça líder religioso preso por suspeita de crimes sexuais em Salvador Kléber Aran Ferreira da Silva afirma incorporar o espírito do médico alemão Adolph Fritz em seus atendimentos. O líder religioso chega a falar com sotaque estrangeiro durante os chamados momentos de cura. [Veja vídeo acima] Nas redes sociais, ele se diz "eleito três vezes como o maior paranormal da América do Sul", e também se apresenta como médium de efeito físico, terapeuta holístico e reiki 7º nível. Através da internet, o líder religioso vende o curso "Despertando a Intuição: Uma Jornada para o Crescimento Pessoal e Profissional", que custa R$ 197. "Ao adquirir este curso de crescimento pessoal e profissional com Mestre Aran, você não apenas aprimora suas habilidades intuitivas, mas também se torna um agente de mudança na vida das pessoas", diz a descrição do curso. Ele é líder religioso do templo Amor Supremo, na capital baiana, há 27 anos, mas também fazia atendimentos em outras cidades como São Luís (MA), Manaus (AM) e Maceió (AL). Suspeito foi preso por ordem judicial no sábado (9), em Salvador Redes sociais Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻 .

Palavras-chave: vulnerabilidade

Lixo Zero: prédios públicos iniciam coleta seletiva obrigatória em Juiz de Fora

Publicado em: 22/09/2025 18:01

Programa Lixo Zero: prédios públicos de Juiz de Fora iniciam separação de resíduos Prédios públicos municipais de Juiz de Fora começaram nesta segunda-feira (22) a implantação da coleta seletiva. A ação faz parte da primeira etapa do programa “Lixo Zero”, lei que visa promover a destinação ambientalmente adequada dos resíduos recicláveis secos e integra o conjunto de ações do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. Segundo o Departamento de Limpeza Urbana (Demlurb), das 500 toneladas de lixo produzidas diariamente em Juiz de Fora, 7 toneladas são de coleta seletiva, mas apenas 1% do total produzido é reciclado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Apesar do serviço chegar em todos os bairros da cidade, a frota conta com quatro caminhões e os veículos passam apenas um dia da semana em cada bairro, o que torna a adesão baixa. Conforme o Executivo, a implementação do programa será gradual, com previsão de conclusão em dois anos – em maio de 2027. O telefone para tirar dúvidas sobre como fazer a coleta seletiva é o (32) 98466-4842. O número atende ligações e mensagens por WhatsApp, das 9h às 17h. Etapas do programa Lixo Zero Residências, estabelecimentos comerciais, indústrias e edificações públicas terão que fazer a coleta seletiva Pixabay/Divulgação A estimativa é de três etapas de aplicação. São elas: Primeira etapa: até maio de 2026 pelos órgãos públicos pelos geradores de resíduos sólidos com geração superior a 200 litros ou 100kg por coleta pelos produtores e/ou organizadores de eventos em áreas de domínio público e/ou particular com previsão de público igual ou superior a 1.000 pessoas Segunda etapa: até novembro de 2026 pelos produtores e/ou organizadores de eventos em áreas de domínio público e/ou particular com previsão de público igual ou superior a 500 e inferior a 1.000 pessoas pelos condomínios residenciais e/ou comerciais com até 50 unidades Terceira etapa: até maio de 2027 pelos produtores e/ou organizadores de eventos em áreas de domínio público e/ou particular com previsão de público inferior a 500 pessoas pelos condomínios residenciais e/ou comerciais com menos de 50 unidades pelos demais geradores de resíduos sólidos Fiscalização Conforme o decreto 17.237, publicado no mesmo dia da sanção da nova lei, equipes da Fiscalização de Posturas da Prefeitura serão responsáveis por fiscalizar o cumprimento das normas, lavrar autos de infração e aplicar penalidades, caso necessário. Haverá fiscalização quanto à forma correta de separação, que deverá ser da seguinte maneira: resíduos recicláveis secos: papéis, plásticos, vidros e metais que não apresentem contaminação biológica, química ou radiológica associada rejeitos: resíduos que, por sua natureza ou estado, não possam ser destinados à reutilização, à reciclagem ou a qualquer outro processo de recuperação No caso de recolhimento feito pelo Demlurb, os resíduos deverão ser expostos nos passeios em frente ao imóvel com até duas horas de antecedência ao horário previsto. Associações ou cooperativas de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis credenciados junto ao Demlurb também poderão auxiliar na coleta dos materiais. LEIA TAMBÉM: Juiz de Fora passa a ter todos os bairros atendidos pela coleta seletiva; veja como consultar rotas, dias e horários Juiz de Fora ganha mais dois ecopontos para descarte consciente de resíduos Falta de educação ambiental e políticas públicas ainda tímidas fazem com que apenas 1% do lixo reciclável seja reaproveitado em Juiz de Fora Outras ações "Recicle": uma parceria entre a Prefeitura de Juiz de Fora e a Universidade Federal de Juiz de Fora para promover ações de educação ambiental em escolas municipais; “Coleta Seletiva na Praça”: ocorre semanalmente e promove o recolhimento de resíduos recicláveis e eletroeletrônicos em parceria com as Associações de Catadores de Materiais Recicláveis; “Da Minha Casa Para a Sua Casa”: realiza a coleta de móveis e eletrodomésticos que ainda possam ser reutilizados e os encaminha para famílias em vulnerabilidade social; “Domingo no Parque”: ocorre mensalmente e promove atividades de educação ambiental e preservação do meio ambiente no Parque da Lajinha. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

Palavras-chave: vulnerabilidade

Teleconsultas levam saúde a comunidades ribeirinhas de Breves, no Marajó, com uso de ‘maletas inteligentes’

Publicado em: 22/09/2025 14:52

Maletas inteligentes e teleconsultas levam saúde até comunidades afastadas no Marajó. Divulgação / Instituto Mondó Uma iniciativa tem levado atendimentos remotos de saúde a moradores de comunidades ribeirinhas afastadas em Breves, no arquipélago do Marajó, no Pará. As teleconsultas são conduzidas por estudantes do internato de uma faculdade particular de São Paulo, sob supervisão de professores. O projeto tem beneficiado as famílias pelo programa Rede+, fornecendo assistência médica qualificada a territórios de difícil acesso. Segundo o Instituto Mondó, envolvido no projeto, as teleconsultas são realizadas com apoio técnico local e com o uso de "maletas inteligentes". Os equipamentos foram criados para funcionar mesmo em locais sem internet e permitem a realização de até 15 exames, como eletrocardiograma, aferição de pressão, dermatoscopia, entre outros. A partir dos exames é possível identificar casos e encaminhar pacientes para consultas médicas online. No início do estágio os estudantes são introduzidos ao contexto do projeto. Conhecem a realidade local, aprendem sobre a prática da teleconsulta e discutem as diferenças culturais entre São Paulo e Breves. Os atendimentos são feitos em grupo, com pausas para avaliação conjunta dos casos, solicitação de exames e definição de condutas. Entre os principais quadros clínicos observados estão dores de cabeça, nas costas, distúrbios do sono, sintomas de tristeza e ansiedade, além de hipertensão, diabetes e problemas dermatológicos. Segundo a médica de família, professora e coordenadora de atenção primária, Juliana Nobre, "também surgem demandas específicas por ser uma região de floresta, com alta vulnerabilidade social". Impactos sociais Morador da zona rural de Breves, o jovem Nikson Martins, de 21 anos, é um dos beneficiários do projeto. Ele vive com a família na roça e até pouco tempo atrás o acesso à saúde era quase inexistente. “Antes, só tinha médico no posto. Mas era difícil ir até a cidade, longe, com pouca estrutura. Quando o pessoal do Mondó foi lá explicar como funcionava o atendimento por vídeo, a gente achou interessante. Deu certo”, relatou. Um dos casos acompanhados foi o do pai de Nikson, que sofre de hipertensão e problemas cardíacos. Após receber orientações médicas durante a teleconsulta, passou a cuidar melhor da saúde e apresentou melhoras significativas. “Foi um alívio. A gente se sentiu mais seguro. Era algo que parecia distante demais da nossa realidade", disse Nikson. Formação diante da realidade Por outro lado, a vivência tem sido mais do que um estágio curricular, mas tem provocado uma transformação na formação dos alunos, que aprendem a adaptar condutas à realidade do território e desenvolvem habilidades de comunicação, empatia e flexibilidade. “Projetos como este agregam um valor imensurável à formação dos estudantes. Eles rompem barreiras culturais e se tornam profissionais mais completos”, avalia Juliana. Edelita Matiuci, estudante do 11º período de medicina, disse que a experiência foi profundamente gratificante e desafiadora. “O que mais me impactou foi a receptividade das pessoas, tão dispostas a buscar ajuda e compartilhar suas dores. Entendi, na prática, o poder da escuta, da empatia e do cuidado, mesmo a quilômetros de distância”, disse. Desdobramentos O impacto do projeto já começa a gerar desdobramentos, como o projeto de duas alunas de medicina que sugeriram a criação de uma nova frente de atuação voltada às questões dermatológicas, uma das demandas mais frequentes identificadas. A proposta inclui a produção de vídeos educativos sobre cuidados com a pele, prevenção e tratamento, com linguagem acessível à população de Breves. Três estudantes viajaram até a comunidade, de forma voluntária, durante o período de férias. Outros já demonstraram interesse em seguir o mesmo caminho.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Prefeita de Juiz de Fora veta projeto que previa o retorno de pessoas em situação de rua à cidade de origem

Publicado em: 22/09/2025 11:44

Moradores em situação de rua em Juiz de Fora, foto de arquivo Reprodução/TV Integração A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT), vetou integralmente o projeto de lei n.º 38/2025, aprovado em 25 de agosto pela Câmara Municipal, que criava o programa “De Volta para Minha Terra”. A decisão foi publicada na última quinta-feira (18) no Atos do Governo. A proposta, de autoria da vereadora Roberta Lopes (PL), previa apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade social que desejassem retornar à cidade de origem, tendo como objetivo “promover a reintegração social, reconstruir vínculos familiares e devolver dignidade a cidadãos em situação de vulnerabilidade”. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Para a prefeita, o projeto é inconstitucional, pois atribuía funções diretas a órgãos da Prefeitura, como a Secretaria de Assistência Social e a Secretaria de Direitos Humanos. 🔎 De acordo com a Constituição Federal e a Lei Orgânica do Município, somente o Executivo pode propor leis que criem programas, políticas públicas ou obrigações para secretarias municipais. Outro ponto apontado por Margarida foi o impacto financeiro. “O projeto geraria despesas permanentes sem indicar a origem dos recursos nem apresentar estudo de impacto orçamentário, conforme exige a Lei de Responsabilidade Fiscal. Por isso, foi considerado inviável”, explica a prefeita no veto. Em nota enviada ao g1, a Prefeitura reforçou que “o projeto aprovado pela Câmara Municipal foi vetado integralmente por apresentar vício de iniciativa e ausência de estimativa orçamentária, em desacordo com a Constituição Federal e a Lei de Responsabilidade Fiscal”. Agora, após o veto da prefeita, a proposta retorna à Câmara, que pode manter ou derrubar o veto e, se este for derrubado, o projeto é promulgado e se torna lei. LEIA TAMBÉM: Projeto que proíbe arquitetura hostil é rejeitado por vereadores de Juiz de Fora Projeto para levar pessoas em situação de rua de volta à cidade de origem é aprovado em Juiz de Fora Entenda mais sobre o programa O programa tinha como objetivo oferecer os seguintes serviços e benefícios: Transporte para o destino solicitado, a partir de convênios com os entes federados competentes; Suporte logístico para o transporte de pertences pessoais, caso necessário; Auxílio na emissão de documentos necessários para o deslocamento; Intermediação com programas sociais da cidade de destino, quando aplicável; Acompanhamento social, com a realização de entrevistas e levantamentos socioeconômicos. A coordenação do programa ficaria sob a responsabilidade do órgão competente. De acordo com a proposta, o morador deveria: estar em situação de vulnerabilidade social; comprovar vínculo com o município de destino, ou ter um núcleo familiar no local; O auxílio só poderia ser concedido apenas uma vez para cada pessoa. Projeto de lei recebeu vistas O projeto de lei começou a tramitar na Câmara em fevereiro deste ano e teve oito pedidos de vista — quando o parlamentar solicita mais tempo para analisá-lo antes da votação. Ele foi aprovado em três discussões no dia 25 de agosto e recebeu uma emenda aditiva da vereadora Kátia Franco (PSB), que incluia a obrigatoriedade do transporte de animais de estimação dos moradores em situação de rua. Votaram contra a matéria os parlamentares do PT: Cida Oliveira, Juraci Scheffer, Laiz Perrut e Letícia Delgado. Os vereadores André Vieira (Republicanos), Antônio Aguiar (União), João do Joaninho (PSB), Maurício Delgado (Rede) e Vitinho (PSB) estavam ausentes na 3ª e ultima discussão, que resultou na aprovação da proposta. ASSISTA TAMBÉM: Projeto contra a arquitetura hostil é rejeitado por vereadores em Juiz de Fora Projeto contra a arquitetura hostil é rejeitado por vereadores em Juiz de Fora VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes