Como ajudar adolescentes a superar incertezas na tomada de decisões
Publicado em: 02/10/2025 15:51
<br /> Como ajudar adolescentes a superar incertezas na tomada de decisões – Crédito: Divulgação
A adolescência é uma fase marcada por intensas descobertas e incertezas. Em meio a esse processo de transformação, uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos jovens é a autorregulação emocional, fundamental para a tomada de decisões. Porém, o que muitos pais e educadores podem não perceber é que a dificuldade em decidir não é um sinal de imaturidade, mas sim uma parte natural do desenvolvimento humano.
Para entender como a rede de apoio pode auxiliar nesse importante processo de desenvolvimento psicoemocional dos jovens, a coordenadora do Curso de Psicologia do UNISAL Campinas, Prof.ª Drª. Juliana dos Santos Corbertt, explica que, embora as funções cognitivas e emocionais dos adolescentes se desenvolvam de forma acelerada durante essa fase, a maturação completa dessas funções ocorrerá apenas por volta dos 25 anos. Até lá, o apoio empático nas grandes decisões e o reconhecimento das emoções são essenciais.
Prof. ª Dr.ª Juliana dos Santos – Crédito: Divulgação
“Até a maturidade, é essencial que pais, cuidadores e responsáveis estejam presentes de maneira consciente e acolhedora. Esse apoio ajuda os adolescentes a se aproximarem de suas próprias emoções, aprendendo a reconhecê-las, nomeá-las e compreendê-las de forma mais profunda. Assim, o vínculo se torna um espaço seguro para que possam crescer com mais confiança e sensibilidade em relação a si mesmos, ao mundo ao redor e em suas escolhas”, afirma Juliana.
A família, ou o principal núcleo cuidador, é quem proporciona os alicerces para o desenvolvimento emocional saudável. Esse núcleo desempenha um papel fundamental na socialização, sendo ainda o ambiente mais influente para o bem-estar psicológico e emocional dos jovens.
Conflito e Identidade: Estratégias Familiares para um Desenvolvimento Emocional Seguro na Adolescência
De acordo com Juliana, a formação incompleta do córtex pré-frontal durante a adolescência dificulta a regulação emocional. Por isso, a família e os círculos íntimos de convivência têm uma função crucial no apoio a um desenvolvimento emocional mais saudável e seguro. Além disso, segundo a coordenadora, é importante implementar estratégias práticas dentro do contexto familiar para proporcionar esse apoio.
“Na adolescência, o cérebro ainda está em obra: o córtex pré-frontal, responsável por decisões e controle dos impulsos, só amadurece na vida adulta. É um período marcado pela busca de validação e, muitas vezes, pela negação do que os adultos dizem. Esse confronto não só é esperado, como também faz parte do processo de construção da identidade. Ao mesmo tempo, os adolescentes precisam de contorno: limites claros e afetivos que lhes transmitam cuidado, segurança e a certeza de que são importantes”, pontua.
A bússola interna: comunicação e afeto como guias
O apoio e a comunicação são as principais ferramentas que pais e educadores podem utilizar para acompanhar os filhos. Relações familiares que promovem confiança e respeito ainda são essenciais para que os adolescentes se sintam seguros e capazes de lidar com suas emoções.
Algumas estratégias eficazes que a família pode adotar incluem:
1. Manter uma comunicação clara, aberta e assertiva, utilizando empatia, validação emocional e reflexão conjunta.
Exemplos práticos:
Ao invés de questionar “Por que você fez isso?”, tente: “O que aconteceu e como você se sentiu?”
Definam um momento da semana para um "check-in" em família, onde todos possam compartilhar sobre o que estão passando, sem julgamentos.
Esteja presente. Coloque o celular de lado e olhe nos olhos do seu filho quando ele estiver falando.
2. Auxiliar na gestão e regulação das emoções, estabelecendo confiabilidade e acolhendo as vulnerabilidades emocionais que surgem durante a adolescência.
Exemplos práticos:
Quando seu filho estiver chateado, valide o sentimento com frases como: “Entendo que você se sinta assim. É difícil mesmo.”
Ofereça um abraço e reforce que você está ali para o que ele precisar, independentemente do problema.
Participe de atividades que ele goste, como assistir a um filme juntos, jogar videogame ou simplesmente passar tempo de qualidade, para mostrar que você se importa com os interesses dele.
3. Criar rotinas e ambientes saudáveis, que favoreçam o senso de pertencimento e as trocas afetivas significativas.
Exemplos práticos:
Ensine o adolescente a valorizar o descanso e cuidar da saúde mental e física.
Estabeleça horários regulares para acordar, estudar, comer e dormir. A consistência ajuda a criar um senso de segurança, fundamental durante a fase de transição da adolescência.
Os adolescentes precisam de apoio e uma sensação de pertencimento. Demonstre que a participação e presença importam e são bem-vindas.
4. Estabelecer decisões conjuntas e participativas, por meio da escuta ativa e da capacidade de perceber as necessidades dos adolescentes.
Exemplos práticos:
Em vez de impor uma decisão, promova o consenso — uma escolha que seja aceitável para todos, levando em conta as diferentes opiniões.
Utilize dinâmicas de grupo para ajudar os adolescentes a identificarem e definirem objetivos em conjunto. Isso permite que todos se sintam parte da decisão e reafirma o sentimento de pertencimento.
É essencial que os adolescentes recebam feedback durante o processo decisório, o que ajuda a criar um ambiente de transparência e aprendizado conjunto.
5. Oferecer acesso a processos criativos que aliviem a carga mental, promovam a elaboração simbólica e reflexiva dos processos emocionais, além de proporcionarem benefícios hormonais que estimulam a saúde e o bem-estar como um todo.
Exemplos práticos:
Ofereça acesso à arte: música, teatro, dança, desenho etc.
Proporcione jogos que estimulem o raciocínio criativo e a resolução de problemas. Isso ajuda os adolescentes a desenvolverem habilidades de enfrentamento.
Incentive a prática regular de esportes e atividades físicas, próprias para a faixa etária, para promover alívio mental e melhor secreção hormonal.
A Pedagogia Salesiana no coração da família
No UNISAL Campinas, os princípios e estratégias mencionados na matéria refletem a essência da Pedagogia Salesiana, idealizada por São João Bosco. Sua filosofia educativa, conhecida como Sistema Preventivo, é baseada em três pilares: Razão, Religião e Amorevolezza (bondade, afeto e carinho).
A Amorevolezza é o elemento central dessa pedagogia e a base que inspira a formação oferecida pelo UNISAL (Centro Universitário Salesiano de São Paulo), com unidades em Campinas, Americana, Lorena e São Paulo. A Pedagogia Salesiana se manifesta no cotidiano da família, onde os pais são convidados a educar "com o coração". Envolve criar um ambiente de acolhimento e confiança, baseado na proximidade e no respeito mútuo.
A Razão promove o desenvolvimento do pensamento crítico e da autonomia, capacitando os jovens a refletirem sobre suas escolhas e se tornarem protagonistas de suas próprias vidas.
Por fim, a Religião cultiva um senso de propósito e valores, oferecendo uma base ética e espiritual que orienta as decisões dos adolescentes e fortalece sua resiliência diante dos desafios.
UNISAL: Faz sentido para você!
O UNISAL está comprometido em formar profissionais completos, capazes de liderar com empatia e responsabilidade social. Nossos valores, inspirados em Dom Bosco, orientam a jornada de cada estudante, unindo excelência acadêmica a um propósito de vida. Descubra como essa abordagem pode fazer sentido para o seu futuro, explorando os cursos oferecidos no nosso site.
A adolescência é uma fase marcada por intensas descobertas e incertezas. Em meio a esse processo de transformação, uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos jovens é a autorregulação emocional, fundamental para a tomada de decisões. Porém, o que muitos pais e educadores podem não perceber é que a dificuldade em decidir não é um sinal de imaturidade, mas sim uma parte natural do desenvolvimento humano.
Para entender como a rede de apoio pode auxiliar nesse importante processo de desenvolvimento psicoemocional dos jovens, a coordenadora do Curso de Psicologia do UNISAL Campinas, Prof.ª Drª. Juliana dos Santos Corbertt, explica que, embora as funções cognitivas e emocionais dos adolescentes se desenvolvam de forma acelerada durante essa fase, a maturação completa dessas funções ocorrerá apenas por volta dos 25 anos. Até lá, o apoio empático nas grandes decisões e o reconhecimento das emoções são essenciais.
Prof. ª Dr.ª Juliana dos Santos – Crédito: Divulgação
“Até a maturidade, é essencial que pais, cuidadores e responsáveis estejam presentes de maneira consciente e acolhedora. Esse apoio ajuda os adolescentes a se aproximarem de suas próprias emoções, aprendendo a reconhecê-las, nomeá-las e compreendê-las de forma mais profunda. Assim, o vínculo se torna um espaço seguro para que possam crescer com mais confiança e sensibilidade em relação a si mesmos, ao mundo ao redor e em suas escolhas”, afirma Juliana.
A família, ou o principal núcleo cuidador, é quem proporciona os alicerces para o desenvolvimento emocional saudável. Esse núcleo desempenha um papel fundamental na socialização, sendo ainda o ambiente mais influente para o bem-estar psicológico e emocional dos jovens.
Conflito e Identidade: Estratégias Familiares para um Desenvolvimento Emocional Seguro na Adolescência
De acordo com Juliana, a formação incompleta do córtex pré-frontal durante a adolescência dificulta a regulação emocional. Por isso, a família e os círculos íntimos de convivência têm uma função crucial no apoio a um desenvolvimento emocional mais saudável e seguro. Além disso, segundo a coordenadora, é importante implementar estratégias práticas dentro do contexto familiar para proporcionar esse apoio.
“Na adolescência, o cérebro ainda está em obra: o córtex pré-frontal, responsável por decisões e controle dos impulsos, só amadurece na vida adulta. É um período marcado pela busca de validação e, muitas vezes, pela negação do que os adultos dizem. Esse confronto não só é esperado, como também faz parte do processo de construção da identidade. Ao mesmo tempo, os adolescentes precisam de contorno: limites claros e afetivos que lhes transmitam cuidado, segurança e a certeza de que são importantes”, pontua.
A bússola interna: comunicação e afeto como guias
O apoio e a comunicação são as principais ferramentas que pais e educadores podem utilizar para acompanhar os filhos. Relações familiares que promovem confiança e respeito ainda são essenciais para que os adolescentes se sintam seguros e capazes de lidar com suas emoções.
Algumas estratégias eficazes que a família pode adotar incluem:
1. Manter uma comunicação clara, aberta e assertiva, utilizando empatia, validação emocional e reflexão conjunta.
Exemplos práticos:
Ao invés de questionar “Por que você fez isso?”, tente: “O que aconteceu e como você se sentiu?”
Definam um momento da semana para um "check-in" em família, onde todos possam compartilhar sobre o que estão passando, sem julgamentos.
Esteja presente. Coloque o celular de lado e olhe nos olhos do seu filho quando ele estiver falando.
2. Auxiliar na gestão e regulação das emoções, estabelecendo confiabilidade e acolhendo as vulnerabilidades emocionais que surgem durante a adolescência.
Exemplos práticos:
Quando seu filho estiver chateado, valide o sentimento com frases como: “Entendo que você se sinta assim. É difícil mesmo.”
Ofereça um abraço e reforce que você está ali para o que ele precisar, independentemente do problema.
Participe de atividades que ele goste, como assistir a um filme juntos, jogar videogame ou simplesmente passar tempo de qualidade, para mostrar que você se importa com os interesses dele.
3. Criar rotinas e ambientes saudáveis, que favoreçam o senso de pertencimento e as trocas afetivas significativas.
Exemplos práticos:
Ensine o adolescente a valorizar o descanso e cuidar da saúde mental e física.
Estabeleça horários regulares para acordar, estudar, comer e dormir. A consistência ajuda a criar um senso de segurança, fundamental durante a fase de transição da adolescência.
Os adolescentes precisam de apoio e uma sensação de pertencimento. Demonstre que a participação e presença importam e são bem-vindas.
4. Estabelecer decisões conjuntas e participativas, por meio da escuta ativa e da capacidade de perceber as necessidades dos adolescentes.
Exemplos práticos:
Em vez de impor uma decisão, promova o consenso — uma escolha que seja aceitável para todos, levando em conta as diferentes opiniões.
Utilize dinâmicas de grupo para ajudar os adolescentes a identificarem e definirem objetivos em conjunto. Isso permite que todos se sintam parte da decisão e reafirma o sentimento de pertencimento.
É essencial que os adolescentes recebam feedback durante o processo decisório, o que ajuda a criar um ambiente de transparência e aprendizado conjunto.
5. Oferecer acesso a processos criativos que aliviem a carga mental, promovam a elaboração simbólica e reflexiva dos processos emocionais, além de proporcionarem benefícios hormonais que estimulam a saúde e o bem-estar como um todo.
Exemplos práticos:
Ofereça acesso à arte: música, teatro, dança, desenho etc.
Proporcione jogos que estimulem o raciocínio criativo e a resolução de problemas. Isso ajuda os adolescentes a desenvolverem habilidades de enfrentamento.
Incentive a prática regular de esportes e atividades físicas, próprias para a faixa etária, para promover alívio mental e melhor secreção hormonal.
A Pedagogia Salesiana no coração da família
No UNISAL Campinas, os princípios e estratégias mencionados na matéria refletem a essência da Pedagogia Salesiana, idealizada por São João Bosco. Sua filosofia educativa, conhecida como Sistema Preventivo, é baseada em três pilares: Razão, Religião e Amorevolezza (bondade, afeto e carinho).
A Amorevolezza é o elemento central dessa pedagogia e a base que inspira a formação oferecida pelo UNISAL (Centro Universitário Salesiano de São Paulo), com unidades em Campinas, Americana, Lorena e São Paulo. A Pedagogia Salesiana se manifesta no cotidiano da família, onde os pais são convidados a educar "com o coração". Envolve criar um ambiente de acolhimento e confiança, baseado na proximidade e no respeito mútuo.
A Razão promove o desenvolvimento do pensamento crítico e da autonomia, capacitando os jovens a refletirem sobre suas escolhas e se tornarem protagonistas de suas próprias vidas.
Por fim, a Religião cultiva um senso de propósito e valores, oferecendo uma base ética e espiritual que orienta as decisões dos adolescentes e fortalece sua resiliência diante dos desafios.
UNISAL: Faz sentido para você!
O UNISAL está comprometido em formar profissionais completos, capazes de liderar com empatia e responsabilidade social. Nossos valores, inspirados em Dom Bosco, orientam a jornada de cada estudante, unindo excelência acadêmica a um propósito de vida. Descubra como essa abordagem pode fazer sentido para o seu futuro, explorando os cursos oferecidos no nosso site.
Palavras-chave:
vulnerabilidade
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