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Projeto Travessia: ação voluntária leva atendimento médico gratuito para a comunidade Santa Rosa em Sorocaba

Publicado em: 16/09/2025 12:00

Moradores da comunidade Santa Rosa em Sorocaba recebem atendimentos de saúde O Projeto Travessia oferece atendimento médico gratuito para pessoas em situação de vulnerabilidade, e é uma parceria entre estudantes de medicina da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, em São Paulo (SP), e a Central Única das Favelas (Cufa-Sorocaba). Mais de 40 estudantes de diferentes áreas da saúde participaram da iniciativa, realizada no sábado (13), na Comunidade Santa Rosa, zona norte de Sorocaba. A ação tem apoio da TV TEM. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Comunidade de Sorocaba (SP) foi atendida pelo Projeto Travessia, neste sábado (13) TV TEM/Reprodução Segundo Drika Martim, presidente da Central Única das Favelas de Sorocaba, a equipe fez um levantamento com os moradores para identificar as especialidades médicas mais necessárias. Com base nos dados, foi criado um plano de atendimento. Durante o evento, foram realizados atendimentos voluntários em pediatria, ginecologia, medicina da família e outras especialidades. A ação buscou garantir o acesso à saúde para quem enfrenta dificuldades para ser atendido pelo sistema público. "É pra gente poder trazer o atendimento especializado pra comunidade porque, muitas vezes, as pessoas não conseguem ter acesso a uma UBS, por causa de filas muito grandes ou falta de disponibilidade", explica Mariana Vieira Pacheco, estudante de medicina. Projeto Travessia atende pessoas em situação de vulnerabilidade TV TEM/Reprodução Além das consultas, foi montada uma farmácia provisória no terreno onde será construído um mercado. No local, os moradores receberam medicamentos gratuitamente. "Foi uma parceria muito boa para termos uma visão da realidade brasileira, em comunidades de muita vulnerabilidade social. E isso tem um impacto na saúde das pessoas. Porque a saúde é o maior patrimônio que nós temos. Valoriza a comunidade e é uma oportunidade de aprendizado para os estudantes", explica o médico Eduardo Troster. Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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Universalização do saneamento pode gerar mais de R$ 2,4 bilhões por ano ao Amazonas até 2040, mostra estudo

Publicado em: 16/09/2025 11:43

Manaus está entre as 20 piores cidades em saneamento básico O Amazonas pode ter ganhos de R$ 2,4 bilhões por ano com a universalização do saneamento básico entre 2024 e 2040. O valor representa 12,8% de todos os benefícios previstos para a Amazônia Legal, segundo o estudo "Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento na Amazônia Legal", divulgado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a EX ANTE Consultoria, nesta terça-feira (16). 🔎 No estudo, a universalização do saneamento é entendida como o acesso pleno da população à água potável e aos serviços de coleta e tratamento de esgoto, condição essencial para melhorar a saúde, gerar desenvolvimento econômico e preservar o meio ambiente. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do AM em tempo real e de graça A pesquisa analisou os efeitos do saneamento nos 772 municípios que compõem a Amazônia Legal, região que abrange nove estados e abriga mais de 26 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE). O objetivo foi avaliar os avanços já alcançados e projetar os impactos econômicos, sociais e ambientais da universalização do acesso à água tratada e à coleta e tratamento de esgoto. Entre 2005 e 2023, os ganhos acumulados na Amazônia Legal chegaram a R$ 176,5 bilhões, superando os custos sociais do período (R$ 85,6 bilhões) e gerando saldo positivo de R$ 90,8 bilhões. Ganhos per capita da universalização O levantamento também coloca o Amazonas entre os estados que mais vão se destacar no retorno econômico per capita, com média de R$ 817 por habitante ao ano até 2040. Em Manaus, capital do estado, a média de retorno econômico estimada é de R$ 384,79 por habitante ao ano. Apesar do potencial, o Amazonas ainda tem um grande desafio. Em 2022, dos 3,9 milhões de habitantes, 3,1 milhões têm acesso à água tratada, mas apenas 560 mil contam com coleta de esgoto. Isso significa que 20,4% da população não recebe água de qualidade e 85,8% está sem rede de esgoto. A presidente executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, afirma que os ganhos da universalização vão além do aspecto financeiro. "O ganho de R$ 330 bilhões, advindo da universalização do saneamento, oferece a oportunidade de recuperar áreas degradadas pelo despejo irregular do esgoto e, principalmente, de melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos povos tradicionais e das populações em situação de vulnerabilidade que habitam na região, além de influenciar positivamente todo o ecossistema brasileiro", explicou. A capital Manaus está entre as piores do país em questão de saneamento básico Divulgação/ Agência Brasil

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Defensoria Pública do DF oferece serviços gratuitos nesta quarta; veja detalhes

Publicado em: 16/09/2025 11:25

Defensoria Pública do DF promove "Quarta do Cidadão" DPDF/Reprodução A Defensoria Pública do Distrito Federal promove, nesta quarta-feira (17), serviços gratuitos para a população em vulnerabilidade social. A ação será voltada ao atendimento sobre a Tarifa Social de Água e Esgoto, mas também envolve atendimento jurídico, serviços de saúde, corte de cabelo e mais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. 🔎 Tarifa Social de Água e Esgoto: programa que oferece desconto de, no mínimo, 50% nas contas de água e esgoto para famílias de baixa renda. Atendimento desta quarta 👉 Os atendimentos desta quarta acontecem das 8h às 14h em frente à Biblioteca Nacional de Brasília, na região central da capital. Entre os serviços que serão prestados também há: assistência jurídica atendimento psicossocial (Suap) exames de DNA gratuitos emissão da Carteira de Trabalho Digital inscrições e orientações para os cursos oferecidos pela Sedet-DF serviços do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) corte de cabelo e barba orientação ao trabalhador apoio ao trabalhador desempregado fornecimento da Carteira de Trabalho (CTPS) criação de acesso/senha ao GOV.br desbloqueio dos aplicativos Caixa Tem e FGTS emissão de boletos, cartão social, poupança e conta corrente consulta ao PIS e ao FGTS renegociação de dívidas distribuição de água potável serviços de saúde esclarecimento de dúvidas sobre energia elétrica acesso ao eixos Morar Bem e programas habitacionais promovidos pelo GDF regularização de imóveis Tarifa de água e esgoto De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, mais de 270 mil pessoas têm direito à Tarifa Social de Água e Esgoto no DF. Têm direito ao benefício: famílias inscritas no CadÚnico; famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa; beneficiários do programa Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC); famílias com pessoa com deficiência ou idosa (65 anos ou mais), sem condições de autossustento. Programe-se Quarta do Cidadão da DPDF 🗓️ Quando: quarta-feira (17) ⏰ Horário: as 8h às 14h 📍Local: Em frente à Biblioteca Nacional de Brasília, localizada no Setor Cultural da República, Área Cívica, Lote S/N. Bolsa Família 2025: veja as regras e o calendário de pagamentos de agosto LEIA TAMBÉM: ATENÇÃO: Novos pardais são instalados na via Estrutural; DER afirma que radares já estão multando motoristas LAGO NORTE: Mulher denuncia racismo após abordagem abusiva de segurança em mercado, no DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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Pastor é preso suspeito de abusar sexualmente mulheres sob justificativa de rituais espirituais de purificação na Bahia

Publicado em: 16/09/2025 07:50

Pastor é preso suspeito de abusar sexualmente mulheres sob justificativa de rituais espirituais de purificação na Bahia PC-BA Um pastor foi preso, suspeito de abusar sexualmente de mulheres, se aproveitando da posição de liderança na igreja para induzir e constranger fiéis à pratica de atos sexuais, sob a justificativa de supostos rituais espirituais de purificação. Homem foi detido na segunda-feira (15), em Valença, no baixo sul da Bahia. Segundo informações da Polícia Civil, as vítimas eram convencidas a manter sigilo sobre os encontros, apresentados como parte de “campanhas de libertação” conduzidas pelo suspeito, na cidade de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador. Conforme a PC, os relatos colhidos durante a investigação revelaram um padrão de manipulação da fé, da vulnerabilidade emocional e da confiança depositada na figura de autoridade espiritual. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia De acordo com o delegado Aldacir Ferreira, o crime fere a dignidade das vítimas, "porque envolve não apenas a violência sexual, mas também a manipulação psicológica e espiritual". O pastor, que já responde a outro inquérito policial por estupro, foi localizado no município de Valença, no baixo sul da Bahia, e, após a realização dos exames legais, permanece custodiado à disposição da Justiça. A ação contou com equipes da 1ª Delegacia Territorial (DT/Mata de São João), do Núcleo de Inteligência do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), da 5ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin/Valença) e do Núcleo de Atendimento à Mulher (Neam/Valença). LEIA TAMBÉM: Pastor é preso na BA após ameaçar e perseguir ex-companheira Pastor é preso suspeito de importunar sexualmente cinco mulheres em atendimentos de aconselhamento espiritual Professor suspeito de importunar sexualmente aluno é preso na BA; celular e chuteira foram oferecidos à vítima por silêncio, diz polícia Pastor é preso suspeito de importunação sexual contra fiéis na Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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Primeiro grupo escolar de Presidente Prudente completa 100 anos em 2025

Publicado em: 16/09/2025 07:24

O grupo escolar Adolpho Arruda Mello foi a primeira escola estadual de Presidente Prudente Etec Professor Adolpho Arruda Mello/Reprodução Ainda em celebração ao aniversário de 108 anos de Presidente Prudente (SP), o g1 traz uma reportagem especial sobre o primeiro grupo escolar da cidade. O espaço, criado em 1925 a partir da transformação das antigas escolas reunidas, completa 100 anos em 2025. Em meados de 1922, havia pequenas escolas, e o interesse pelos estudos cresceu rapidamente: o número de matrículas passou de pouco mais de 200, naquele ano, para quase 500. Assim, coronel Goulart viu a necessidade de expandir a educação. Tudo começou em uma casa de madeira na Avenida Washington Luís, onde se formaram as primeiras gerações alfabetizadas da cidade, e que hoje abriga a ETEC Adolpho Arruda Mello, referência em cursos técnicos. A instituição marcou o início da educação pública organizada na cidade. "Em 1924, 1925, o coronel Goulart foi em São Paulo pedir mais escola para Prudente, porque a que tinha feito logo em 1922, não era grupo escolar, era uma escola que tinha duas classes, femininas e duas classes masculinas. Com isso, foi expandido e fez o grupo escolar, sendo o primeiro Grupo Escolar em Presidente Prudente", contou Benjamin. LEIA TAMBÉM: FUNDADOR: Presidente Prudente: conheça a história por trás do mural gigante e o nome da cidade FEIRA: Feiras livres de Presidente Prudente completam 60 anos e reúnem histórias de gerações de feirantes Em entrevista ao g1, o escritor e historiador Benjamin Resende explicou o início da escola e a relação com o desenvolvimento da cidade. Segundo o historiador, a oficialização do grupo escolar aconteceu em 1939, após a construção de um prédio atrás da Catedral. O terreno foi cedido pelo coronel Goulart e a obra realizada pelo coronel Brizola, consolidando a junção de pequenas classes espalhadas pela cidade. A iniciativa partiu de Dona Isabel, esposa do coronel Goulart, que cobrava a criação de um espaço para alfabetizar as crianças prudentinas. Estrutura O grupo escolar Adolpho Arruda Mello foi a primeira escola estadual de Presidente Prudente Etec Professor Adolpho Arruda Mello/Reprodução Nos primeiros anos, a escola Arruda Mello atendia do 1º ao 4º ano primário, com turmas inicialmente separadas entre meninos e meninas. Depois, por necessidade, as classes passaram a ser mistas. Alguns professores vieram de Campinas e Tietê, já que a cidade ainda não formava profissionais da educação. Entre os pioneiros está a professora Dona Nina Brandão, uma das primeiras a lecionar no município. Assim, o grupo escolar deu uma ascensão social para a cidade, trazendo professoras e professores. Além de preparar para a continuidade dos estudos em colégios como o Fernando Costa, inaugurado em 1941, a escola era motivo de orgulho para as famílias. "À medida que o grupo escolar ia formando uma classe, a cidade ficava feliz, ficava entusiasmada, fazia festa de ter uma escola que dava instrução para os seus filhos. E todos os habitantes queriam que seus filhos estudassem numa escola. Essa escola, padronizada do jeito que era ela, sustentava a cultura de Prudente", relembrou Benjamin. Queda Em 2008, a escola atendia mais de 1.100 alunos, mas, no ano seguinte, o total caiu para cerca de 600. A pouca procura levou o governo do Estado a rever a função do colégio. Com um prédio amplo e bem localizado, a decisão foi transferir o espaço para o Centro Paula Souza, que já utilizava parte da estrutura desde 2009 para cursos técnicos de marketing e contabilidade. A partir da mudança, que aconteceu em 2011, o colégio passou a oferecer Ensino Médio com Habilitação Profissional e cursos técnicos articulados às demandas do mercado. O grupo escolar Adolpho Arruda Mello foi a primeira escola estadual de Presidente Prudente Etec Professor Adolpho Arruda Mello/Reprodução Etec Desde então, a unidade se consolidou como referência na formação de jovens e adultos, fortalecendo a relação com empresas e instituições da região para ampliar as oportunidades de estágios e inserção no mundo do trabalho. Também em entrevista ao g1, o superintendente da escola, professor doutor Matheus Monteiro de Lima, falou sobre a mudança ter sido marcante. “Ainda há resquícios da antiga Escola Estadual Professor Adolpho Arruda Mello, mesmo após 14 anos e, seguimos trabalhando para apresentar nosso melhor Ensino Público de Presidente Prudente”, afirmou. O grupo escolar Adolpho Arruda Mello foi a primeira escola estadual de Presidente Prudente Etec Professor Adolpho Arruda Mello/Reprodução A Etec começou apenas com cursos técnicos e, ao longo dos anos, ampliou sua atuação. Atualmente, além do Ensino Médio com Habilitação Profissional em áreas como Administração, Marketing e Informática para Internet, a escola oferece oito cursos técnicos presenciais: Administração; Contabilidade; Recursos Humanos; Redes de Computadores; Serviços Jurídicos. Além de classes descentralizadas em Álvares Machado, Martinópolis, Pirapozinho e Taciba. Impacto na comunidade O fortalecimento da qualificação profissional abriu novas perspectivas para os jovens prudentinos. Segundo Matheus, ex-alunos já conquistaram vagas em universidades públicas concorridas, participaram de intercâmbios culturais, abriram seus próprios negócios e foram efetivados no mercado de trabalho após experiências de estágio. Projetos internos também se tornaram referência. Entre eles, o AprovETEC, cursinho preparatório oferecido por alunos da própria escola, o Etec Plus, com professores que ministram aulas extras aos sábados para preparação de vestibulares e olimpíadas e o Etec Solidária, que arrecada alimentos e produtos de higiene para famílias em situação de vulnerabilidade. Estrutura e modernização Atualmente, a unidade passa por uma das maiores reformas de sua história. Com investimento de mais de R$ 11 milhões, iniciado em novembro de 2024, o objetivo é modernizar e expandir a infraestrutura, garantindo um espaço mais acessível e seguro para toda a comunidade escolar. Na área pedagógica, a adaptação aos avanços tecnológicos tem sido constante. A escola aposta na capacitação docente, no uso de metodologias ativas e no incentivo ao empreendedorismo, sempre buscando alinhar ensino e mercado de trabalho. O grupo escolar Adolpho Arruda Mello foi a primeira escola estadual de Presidente Prudente Etec Professor Adolpho Arruda Mello/Reprodução Futuro e legado Neste ano de 2025, a instituição completa 100 anos. Para quem trabalha na escola, fazer parte da história é uma honra. “É um privilégio fazer parte dessa história e saber que temos a oportunidade de continuar escrevendo para os próximos 200 anos, 300 anos. Nosso trabalho representa o fortalecimento do compromisso com a formação de cidadãos prudentinos e região, onde reunimos o ensino, desenvolvimento, além de histórias, memórias e legado de inúmeras gerações”, afirmou. Para complementar, ele relatou que o desafio para os próximos anos é oferecer educação pública de qualidade, consolidando a escola como referência em formação integral, inovação e desenvolvimento tecnológico. “Desejamos que a Etec Professor Adolpho Arruda Mello continue sendo referência em educação pública de qualidade, impulsionando ideias, projetos e soluções que beneficiem não apenas os alunos, mas toda a comunidade prudentina, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico local e regional”, completou. O historiador também finaliza explicando que o impacto do Arruda Mello foi além da alfabetização básica. A escola inaugurou uma cultura de valorização do ensino em uma cidade que ainda tinha pouca infraestrutura. A partir dela, vieram novas instituições, como o Ginásio Estadual Fernando Costa (atualmente conhecido como IE E.E. Fernando Costa) e o curso normal, na década de 1940, responsável por formar professoras prudentinas que antes precisavam vir de outras regiões. Outras instituições de peso também nasceram a partir desse movimento, como o Colégio das Irmãs (atualmente conhecido como Colégio Cristo Rei) e o Colégio São Paulo (atualmente conhecido como Colégio SP Mackenzie). "O grande legado da escola primária do Arruda Mello foi dar condições de uma população pequena aprender a ler, escrever, contar e assumir a responsabilidade do seu dia a dia", finalizou Benjamin. O grupo escolar Adolpho Arruda Mello foi a primeira escola estadual de Presidente Prudente Etec Professor Adolpho Arruda Mello/Reprodução *Colaborou sob supervisão de Stephanie Fonseca Veja outros destaques do g1 abaixo: g1 em 1 minuto: Sorocaba tem uma farmácia para cada 2 mil habitantes Sorocaba tem uma farmácia para cada 2 mil habitantes; veja mapa De Quito a Presidente Prudente: conheça o médico equatoriano que escolheu o interior de SP para construir carreira e família Veja mais notícias da região em g1 Presidente Prudente VÍDEOS: assista às reportagens da região

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MP cobra que estado indenize jovem autista agredido por policiais com pancada na cabeça

Publicado em: 16/09/2025 07:19

Jovem é agredido por policial com pancada na cabeça durante abordagem em Aquiraz O Ministério Público do Ceará pediu na sexta-feira (12) que o estado do Ceará indenize um jovem com Transtorno do Espectro Autista agredido por policiais militares em Aquiraz. O caso ocorreu em março deste ano. Um vídeo mostra o momento em que um agente arremessa uma bicicleta na cabeça da vítima (assista acima). Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Siga o g1 Ceará também no Instagram Na ação, o MP pede à Justiça que condene o Estado a indenizar a vítima, por danos morais e materiais, no valor de R$ 50 mil. Conforme as investigações, o rapaz de 21 anos, que possui deficiência intelectual, estava na companhia da avó quando foi abordado por policiais do Comando de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (CPRAIO). LEIA TAMBÉM: Suspeitos de participar de facção são presos após queima de fogos de artifício em Fortaleza Roubos de celular no Ceará diminuem 22,6% em um ano, conforme SSPDS "Mesmo sem oferecer qualquer resistência ou representar ameaça, foi agredido com socos e chutes na região da cabeça e nos membros inferiores. Durante o ocorrido, a avó da vítima chegou a implorar, sem sucesso, que os policiais parassem com as agressões", descreve o Ministério Público. A abordagem ocorreu em um condomínio residencial popular na cidade de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, no dia 15 de março. Um vídeo gravado pela câmera de segurança do condomínio mostra o momento em que vários policiais cercaram a vítima, que estava rendida e com as mãos na cabeça. Um dos militares arremessou a bicicleta, que atingiu o jovem na cabeça, fazendo-o cair. A vítima foi socorrida por uma testemunha e levada ao Hospital Municipal de Aquiraz com um corte na cabeça, um ferimento no rosto e escoriações pelo corpo. Ele precisou levar dois pontos na cabeça. Na época do crime, a Polícia Militar informou ao g1 que abriria investigação preliminar para apurar os fatos. A corporação também ressaltou que "não compactua com eventuais desvios de conduta de seus integrantes". Ainda na ação, o MP destacou a "conduta arbitrária, desproporcional e discriminatória dos agentes". "Não apenas demonstrou a falha no dever de proteger, como também afrontou os direitos fundamentais da vítima, desrespeitando sua condição de vulnerabilidade.". "A gravidade do ato, aliada à condição da vítima, torna necessário que haja reparação proporcional e contundente, de modo a desestimular o cometimento de abusos semelhantes", comentou o ministério. Vítima iria comprar lanche Jovem agredido por policial durante abordagem em Aquiraz possui uma deficiência intelectual de grau leve, atestada por um neurologista Reprodução O jovem agredido é morador do condomínio e possui uma deficiência intelectual de grau leve. Um laudo médico assinado por um neurologista atesta que a vítima possui um "transtorno de neurodesenvolvimento que causa prejuízos no comportamento e limitações em habilidades sociais". Segundo familiares do jovem, que teve a identidade preservada, o rapaz saiu de casa de bicicleta para comprar um lanche e não estava usando o crachá que aponta o transtorno oculto. No trajeto, ele foi abordado pelos policiais e teria respondido "que não era vagabundo". A família da vítima suspeita que essa resposta possa ter ofendido o agente que arremessou a bicicleta na cabeça do rapaz. A ação foi presenciada pela avó do jovem, que informou aos policiais sobre o problema de saúde mental do neto. A agressão ocorreu mesmo após os policiais estarem cientes da condição do jovem, conforme denúncia dos familiares. Conforme testemunhas, um dia depois do ocorrido, policias militares estiveram no condomínio e arrancaram as câmeras após tomarem conhecimento de que o vídeo da agressão estava circulando em grupos do WhatsApp. Testemunhas denunciam que policiais arrancaram câmeras de condomínio popular um dia depois de equipamentos registrarem agente arremessando bicicleta na cabeça de jovem com transtorno mental. Arquivo pessoal Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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Hytalo Santos e marido submetiam menores a procedimentos estéticos e tatuagens para criação de conteúdos nas redes, diz MP

Publicado em: 16/09/2025 00:00

MP denuncia Hytalo Santos e marido por exploração sexual e tráfico de pessoas O influenciador Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, conhecido como Euro, submetiam menores de idade a procedimentos estéticos e tatuagens para alterar as aparências deles com objetivo de criar conteúdos nas redes sociais. É o que afirma a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra o casal pelos crimes de tráfico de pessoas, produção de conteúdo pornográfico infantil e exploração sexual. De acordo com o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela investigação no MP, o casal fazia isso mantendo rígido controle das rotinas e meios de comunicação dos menores de idade. As tatuagens feitas nos menores tinham cunho sexual. Na denúncia, o MP apontou “um modus operandi estruturado e premeditado” do casal para a exploração sexual de crianças e adolescentes, caracterizado pela utilização de fraude, promessas de fama e vantagens materiais para atrair menores em situação de vulnerabilidade. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias do PB em tempo real e de graça O órgão também pediu indenização por danos coletivos no valor de R$ 10 milhões. A denúncia foi apresentada à 2ª Vara Mista de Bayeux. O g1 entrou em contato com a defesa do casal, mas até a última atualização desta matéria não obteve retorno. Hytalo e o marido estão presos no Presídio do Róger, em João Pessoa, desde 28 de agosto, quando foram transferidos para a Paraíba após prisão em São Paulo, no dia 15 de agosto. Os crimes cometidos por Hytalo e marido, segundo o MP Hytalo Santos e marido submetiam menores a procedimentos estéticos e tatuagens para criação de conteúdos nas redes, diz MP Reprodução/TV Globo De acordo com o Gaeco, os crimes apontados na denúncia são três e aconteciam da seguinte forma: Tráfico de Pessoas - Hytalo e Euro agenciavam e aliciavam adolescentes e suas famílias, com promessas, visando ao controle da liberdade e da vida íntima das vítimas para fins de exploração sexual; Produção de Material Pornográfico Envolvendo Criança ou Adolescente - geração e divulgação de conteúdos de cunho sexual em redes sociais, com a finalidade de monetização e aumento de engajamento digital; Favorecimento da Prostituição ou Exploração Sexual de Vulnerável - incentivo à prática de atos sexuais com terceiros, inclusive mediante situações de constrangimento, como a exposição de adolescentes em ambientes e papéis destinados à exploração sexual. Cronologia do caso Hytalo Quem é Hytalo Santos, influenciador preso por suspeita de exploração infantil VÍDEO DE FELCA DENUNCIA HYTALO SANTOS: Em 6 de agosto, o youtuber Felca denunciou as práticas do paraibano. A conta do Instagram do influenciador saiu do ar. BUSCA E APREENSÃO: mandado cumprido na quarta-feira (13) em um condomínio de luxo, onde o influenciador mora, no bairro do Portal do Sol, pela promotoria de João Pessoa; BLOQUEIO DE REDES SOCIAIS: decisão da Justiça que bloqueou o acesso às redes sociais do influenciador; PROIBIÇÃO DE CONTATO COM AS VÍTIMAS: Hytalo não pode ter contato com os adolescentes citados no processo; DESMONETIZAÇÃO: ele não pode receber dinheiro por conteúdos publicados nas redes sociais; SEGUNDO PEDIDO DE BUSCA E APREENSÃO: na quinta-feira (14), a Justiça da Paraíba autorizou novas buscas e apreensões em endereços ligados a Hytalo Santos. Desta vez, a autorização é relacionada à ação da promotoria de Bayeux. PRISÃO DE HYTALO SANTOS E DO MARIDO: Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, foram presos preventivamente na sexta-feira (15) em uma casa em Carapicuíba, na Grande São Paulo, após a Justiça decretar a prisão de ambos. TJPB NEGA SOLTURA DE HYTALO: O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou o pedido de liberdade do influenciador Hytalo Santos e do marido dele, no sábado (16). JUSTIÇA BLOQUEIA BENS DE HYTALO SANTOS: A Justiça do Trabalho da Paraíba acatou pedido do MPT para bloquear carros, bens e valores de até R$ 20 milhões sob propriedade do influenciador. HYTALO SANTOS E MARIDO SÃO TRANSFERIDOS PARA A PARAÍBA: O influenciador e o marido foram transferidos para o presídio do Roger, em João Pessoa, no dia 28 de agosto. MP DENUNCIA HYTALO SANTOS: Em 15 de setembro, o MP denunciou Hytalo Santos e o marido por tráfico de pessoas, produção de conteúdo pornográfico infantil e exploração sexual de vulneráveis. Infográfico - Entenda o debate sobre 'adultização' que viralizou nas redes envolvendo Felca e Hytalo. Arte/g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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Programas de bolsas transformam vidas e ampliam inclusão

Publicado em: 15/09/2025 18:02

Em Maringá (PR), uma instituição de ensino superior tem se destacado por suas políticas de bolsas de estudo que contemplam diferentes segmentos da população — estrangeiros residentes na cidade, jovens de baixa renda, atletas e pacientes renais em tratamento. Esses programas demonstram como a educação, quando planejada com inclusão, pode gerar impactos sociais positivos profundos, não apenas para os estudantes com bolsas, mas para toda a comunidade. Entre as ações oferecidas estão: bolsas integrais para estrangeiros residentes na região para diversos cursos como Administração, Fisioterapia, Biomedicina, Engenharia e Pedagogia; o Projeto ReAprender em parceria com a Associação Renal Vida, voltado a pacientes renais e seus dependentes com cursos gratuitos e suporte para que mantenham sua formação mesmo durante terapias; concessão de bolsas para jovens do Promec com bom desempenho acadêmico, e apoio a atletas do time de handebol de Maringá, que conciliam treinos e graduação. Para o reitor do Centro Universitário Cidade Verde (UniCV), José Carlos Barbieri, “nosso compromisso é usar a educação como ponte para inclusão e desenvolvimento. Quando damos uma bolsa, não oferecemos apenas um curso, mas uma nova perspectiva de futuro para o estudante e para toda a comunidade em que ele está inserido.” A aluna da Promec, Maria Eduarda Bueno, acrescenta: “essa bolsa mudou a minha vida. Hoje posso sonhar com uma carreira e no futuro poderei retribuir o que recebi para a sociedade.” Já o atleta do handebol, Gustavo Damaceno, comenta: “o incentivo acadêmico nos motiva a dar o melhor em quadra e nas salas de aula.” E o idealizador do Projeto ReAprender, Fabiel Furtado da Rocha, observa: “a educação traz autoestima, novas habilidades e até oportunidades de trabalho para pessoas que muitas vezes se sentem limitadas pelo tratamento de saúde.” Os programas locais são importantes, mas se inserem num contexto nacional que mostra avanços — e ainda muitos desafios. De acordo com dados do IBGE, apenas 18,4% da população com 25 anos ou mais tinha ensino superior completo em 2022, embora esse percentual seja praticamente três vezes maior do que o registrado em 2000. Além disso, em 2024, cerca de 20,5% das pessoas de 25 anos ou mais haviam concluído o ensino superior, o que indica leve crescimento. Também se observa que 72,6% dos que frequentaram o ensino médio provenham de escolas públicas, outro dado relevante para políticas de bolsa que visem reduzir desigualdades. O governo federal possui programas que complementam esse cenário, como o Bolsa Permanência, que atende estudantes indígenas, quilombolas e outros em situação de vulnerabilidade socioeconômica, oferecendo auxílio mensal que pode chegar a R$ 1.400 para alguns grupos. Há também iniciativas como Sisu, Prouni, políticas de cotas e expansão da educação a distância, que contribuíram para que mais pessoas de baixa renda ou de regiões menos favorecidas tivessem acesso à graduação. O que essas estatísticas revelam é que, ainda que o acesso ao ensino superior tenha melhorado, ele permanece restrito: não é a maioria que conclui graduação, e há desigualdades expressivas por cor, raça, renda e local de residência. Nesse cenário, os programas de bolsas que focam em públicos específicos (estrangeiros residentes, atletas, pacientes com doenças crônicas, jovens vulneráveis) atuam como mecanismos de regulação social. Além do acesso, há retorno comunitário: formados ou em formação, esses alunos tendem a gerar benefícios locais — exercício profissional em saúde, educação, serviços; estímulo ao esporte; promoção de engajamento social; inclusão de migrantes; melhoria da saúde mental e da autoestima; fortalecimento da cultura de que estudar vale a pena, mesmo diante das adversidades.

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Empresário pernambucano procurado pela Interpol por violência doméstica é preso nos EUA

Publicado em: 15/09/2025 16:32

Saulo Ferreira Melo, de 34 anos, responde a processo no Brasil por violência doméstica Reprodução/WhatsApp O empresário pernambucano Saulo Ferreira Melo, de 34 anos, foi preso nos Estados Unidos (EUA) enquanto estava foragido por crimes cometidos no Brasil. Ele foi acusado pela ex-companheira de descumprimento de medidas protetivas, estelionato, fraude, extorsão, violência psicológica e lesão corporal. A prisão foi confirmada, nesta segunda-feira (15), pela Polícia Federal em Pernambuco. Segundo a PF, ele foi detido pelo Serviço de Imigração Americano no dia 26 de agosto. Saulo continua nos EUA, sob custódia da polícia de imigração americana, num centro de imigrantes em Rancho Road, na Califórnia. De acordo com a defesa de Saulo Ferreira Melo, a prisão não se deu em razão do mandado de prisão que estava em aberto, mas por conta de uma irregularidade administrativa em seu visto de permanência nos Estados Unidos (entenda mais abaixo). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Vara de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital, no Recife, em abril deste ano. No processo, o réu foi condenado a 5 anos de reclusão. No mesmo período, ele fugiu para os EUA e, desde junho de 2025, seu nome foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Ele estava foragido há quatro meses e era procurado nos 192 países que compõem a Organização Internacional de Polícia Criminal (OIPC). Em nota, a Polícia Federal em Pernambuco informou que "trabalha na transferência em tempo hábil para o país – a depender da celeridade do processo de deportação levado a efeito pelas autoridades americanas – não se descartando o início de processo de extradição". As medidas visam apresentar o foragido à Justiça brasileira. Violência contra mulher O processo segue em segredo de Justiça, por isso o nome da vítima não será divulgado. O g1 teve acesso à decisão judicial assinada no dia 28 de abril pela juíza Catarina Vila-Nova Alves de Lima, da 1ª Vara de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. O documento informa que, segundo o boletim de ocorrência, Saulo praticou diversos crimes contra a vítima. De acordo com a sentença, os fatos "são graves, demonstrando elevado grau de perversidade, encontrando-se a vítima em maior situação de vulnerabilidade". Além disso, a mulher informou que Saulo não estava pagando pensão alimentícia. Na audiência preliminar de conciliação, ao ser questionado sobre seu endereço atualizado, o acusado não respondeu. Ele precisou ser intimado para indicar os endereços residenciais, porém, segundo a juíza, ele "apresentou resposta preliminar de forma intempestiva e restou silente em relação ao endereço". A vítima ficou sabendo que Saulo saiu do país e informou à Justiça. Por esses motivos, foi decretada a prisão preventiva do acusado. Segundo Amanda Florentino, responsável pela defesa da vítima, embora a prisão não tenha acontecido em decorrência dos crimes cometidos no Brasil, a prisão do emprésario pela Interpol deve facilitar a transferência do acusado de volta ao país. “Ele foi preso pelo serviço de imigração americana, possivelmente por algum problema com o seu visto, mas não impede de ter a verificação e a confirmação do mandado de prisão em aberto”, comentou a advogada. De acordo com a advogada, voltando ao Brasil, o empresário pode responder ao processo em liberdade, mas a defesa acredita que a fuga para os Estados Unidos deve justificar a manutenção da prisão preventiva. “Há a possibilidade de ele responder em liberdade. Dentro da Constituição, ele tem alguns benefícios previstos. Óbvio que a defesa vai lutar para que isso não aconteça, pela magnitude das violências sofridas pela vítima e por demonstrar que ele não tem interesse em cooperar com a justiça, por ter fugido do país e passado quatro meses foragido”, apontou. Ainda de acordo com a advogada, sua cliente não é a única vítima de violência doméstica conhecida. “Ele responde a diversos processos criminais de outras naturezas. Existe outra vítima de violência doméstica. [...] Nós temos conhecimento de duas mulheres, a ex-mulher dele e minha cliente. Pode ser que tenha outros [casos]. [...] Até saiu na mídia um vídeo onde ele agrediu sua ex-companheira, na frente, inclusive, das crianças”, disse Amanda. “É uma prisão que a gente vem esperando enquanto defesa. Cada passo que o processo dá, mexe um pouquinho mais na ferida, traz as lembranças e, óbvio, o medo. Nesse momento, ela segue com bastante medo”. O que diz a defesa de Saulo Ferreira Melo Procurado pelo g1, o advogado Paulo de Tarso Frazão Negromonte, responsável pela defesa de Saulo Ferreira Melo, disse que irá se manifestar sobre as acusações apenas nos autos processuais "para comprovar de forma efetiva o seu estado de inocência". Em relação à prisão nos EUA, Paulo de Tarso disse que o procedimento não teve relação com o processo que tramita no Brasil. Segundo ele, a detenção aconteceu por conta de uma "irregularidade administrativa de visto de permanência nos Estados Unidos junto ao serviço de imigração". O g1 perguntou ao advogado quais foi a irregularidade administrativa que motivou a prisão do empresário pela polícia de imigração, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta. Quem é Saulo Ferreira Melo O empresário Saulo Ferreira Melo é sócio-administrador da Agittos Promoções e Eventos, fundada em 2019 no Recife. A empresa tem como atividade principal serviços de organização de feiras, congressos, exposições e festas. Em 2024, a Agittos Promoções e Eventos foi responsável por promover o festival de música Rock Remembers. O evento, que seria realizado em 19 de julho daquele ano, foi cancelado. A promessa da produtora foi que o valor dos ingressos seriam devolvidos aos clientes no mesmo mês. Porém, denúncias no portal Reclame Aqui indicam que diversas pessoas não receberam reembolso. ⏬Veja, no vídeo abaixo, como mulheres vítimas de violência doméstica podem ajudar: Violência contra mulher: como pedir ajuda VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Palavras-chave: vulnerabilidade

Ministério Público denuncia Hytalo Santos e marido por tráfico de pessoas, pornografia infantil e exploração sexual

Publicado em: 15/09/2025 16:07

Prisão de Hytalo Santos e Israel Vicente completa um mês O influenciador Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, conhecido como Euro, foram denunciados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) pelos crimes de tráfico de pessoas, produção de material pornográfico e favorecimento da prostituição e exploração sexual de vulneráveis. O casal está preso em João Pessoa, no presídio do Roger, desde 28 de agosto, quando foram transferidos de São Paulo. De acordo com o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que é responsável pela investigações, a apuração revelou um modus operandi estruturado e premeditado, voltado à exploração sexual de crianças e adolescentes, caracterizado pela utilização de artifícios de fraude, promessas de fama e vantagens materiais para atrair vítimas em situação de vulnerabilidade. O MP também pede indenização por danos coletivos no valor de R$ 10 milhões. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias do PB em tempo real e de graça Gaeco investiga Hytalo Santos e o marido; Polícia Civil presta apoio técnico O caso do influenciador Hytalo Santos e do marido dele, Israel Vicente, conhecido como Euro, cuja prisão completa um mês nesta segunda-feira (15), desde que eles foram detidos em São Paulo por tráfico de pessoas e exploração de crianças e adolescentes, passou a ser investigado integralmente pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado da Paraíba (Gaeco-PB). De acordo com o promotor Dennys Carneiro, do Gaeco, a investigação corre em segredo de Justiça e detalhes em relação ao oferecimento de denúncia por parte do órgão não podem ser revelados. Inicialmente o caso era investigado também pelas promotorias de Bayeux e João Pessoa, pelos promotores Ana Maria França e João Arlindo. Porém, desde o final de agosto, o caso foi transferido integralmente para o Gaeco, que passou a ser o órgão que, agora, junta as provas do caso. Sobre a Polícia Civil, o g1 entrou em contato com o delegado Carlos Othon, que informou que a corporação não investiga o influenciador e o marido dele, e que essas investigações são exclusivas do Gaeco. O delegado disse que apenas o setor de Inteligência da corporação está envolvido no caso, prestando apoio técnico para extração de dados em oito equipamentos eletrônicos. A polícia também havia participado da transferência do casal para a Paraíba em 28 de agosto. O advogado do casal, Felipe Cassimiro, disse para a reportagem que "muitos pedidos" para soltar Hytalo e Euro foram protocolados para a Justiça e ainda aguardam decisão. A defesa disse acreditar que a prisão "se encerre nos próximos dias". Ele já afirmou que o casal é inocente. Caso de Hytalo Santos passa a ser investigado por grupo de combate ao crime organizado na Paraíba Fantástico/Reprodução Cronologia do caso Hytalo Santos Quem é Hytalo Santos, influenciador preso por suspeita de exploração infantil VÍDEO DE FELCA DENUNCIA HYTALO SANTOS: Em 6 de agosto, o youtuber Felca denunciou as práticas do paraibano. A conta do Instagram do influenciador saiu do ar. BUSCA E APREENSÃO: mandado cumprido na quarta-feira (13) em um condomínio de luxo, onde o influenciador mora, no bairro do Portal do Sol, pela promotoria de João Pessoa; BLOQUEIO DE REDES SOCIAIS: decisão da Justiça que bloqueou o acesso às redes sociais do influenciador; PROIBIÇÃO DE CONTATO COM AS VÍTIMAS: Hytalo não pode ter contato com os adolescentes citados no processo; DESMONETIZAÇÃO: ele não pode receber dinheiro por conteúdos publicados nas redes sociais; SEGUNDO PEDIDO DE BUSCA E APREENSÃO: na quinta-feira (14), a Justiça da Paraíba autorizou novas buscas e apreensões em endereços ligados a Hytalo Santos. Desta vez, a autorização é relacionada à ação da promotoria de Bayeux. PRISÃO DE HYTALO SANTOS E DO MARIDO: Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, foram presos preventivamente na sexta-feira (15) em uma casa em Carapicuíba, na Grande São Paulo, após a Justiça decretar a prisão de ambos. TJPB NEGA SOLTURA DE HYTALO: O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou o pedido de liberdade do influenciador Hytalo Santos e do marido dele, no sábado (16). JUSTIÇA BLOQUEIA BENS DE HYTALO SANTOS: A Justiça do Trabalho da Paraíba acatou pedido do MPT para bloquear carros, bens e valores de até R$ 20 milhões sob propriedade do influenciador. HYTALO SANTOS E MARIDO SÃO TRANSFERIDOS PARA A PARAÍBA: O influenciador e o marido foram transferidos para o presídio do Roger, em João Pessoa, no dia 28 de agosto. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

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Troca de ingressos da Festa da Uva Fina de Ferraz de Vasconcelos começa nesta segunda-feira

Publicado em: 15/09/2025 10:40

Fundo Social é um dos pontos de troca da Festa da Uva de Ferraz de Vasconcelos Laura Ramos/Secom Ferraz de Vasconcelos A troca dos ingressos solidários da 41ª Festa da Uva Fina de Ferraz de Vasconcelos começa nesta segunda-feira (15). Os interessados devem ficar atentos ao que pode ser trocado pelo ingresso (confira a lista abaixo). ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Todos os alimentos arrecadados serão destinados às famílias em situação de vulnerabilidade do município. No total são 12 pontos de troca espalhados pela cidade (veja abaixo a lista) A Prefeitura orienta os moradores a fazerem um cadastro antes para que a troca ocorra de forma rápida. O link está disponível no QR Code nos cartazes afixados nos pontos de troca e também nas redes sociais da Prefeitura de Ferraz. Clique aqui para se cadastrar para fazer a troca dos ingressos Os shows fazem parte do aniversário de 72 anos de Ferraz de Vasconcelos e o line-up tem estrelas do sertanejo, forró, pagode e gospel, como Ana Castela, Leonardo, Menos é Mais, Bruno e Marrone, Nattan e Fernandinho. A Festa da Uva Fina acontece entre 9 e 14 de outubro, no Complexo Esportivo Gotthard Kaesemodel Jr, o Birutão. Veja os alimentos para troca de ingressos Ana Castela: um brinquedo novo Leonardo: 1 quilo de arroz ou um pacote de café Menos é Mais: 1 quilo de arroz ou um pacote de café Bruno e Marrone: 1 quilo de feijão ou 1 quilo de açúcar Nattan: 1 quilo de feijão ou 1 quilo de açúcar; Fernandinho: 1 quilo de feijão ou 1 quilo de açúcar Confira os pontos de troca UBS CSII UBS Vila São Paulo UBS Vila Margarida UBS Vila Santo Antônio UBS Jardim Yone Parque Nosso Recanto Casa da Mulher Paulista Ferrazense Centro de Arte e Cultura (CAC), no centro Estação Cidadania e Cultura, no Kemel Procon (dentro do CIC) no Parque São Francisco Fundo Social de Solidariedade Prefeitura de Ferraz Feira gastronômica movimenta Ferraz de Vasconcelos Assista a mais notícias

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Favela do Moinho: do abandono da fábrica à luta por moradia na última comunidade do Centro de SP

Publicado em: 15/09/2025 05:03

Montagem feita com auxílio de inteligência artificial a partir de fotos de diversas fases da Favela do Moinho, no Centro de São Paulo AYRTON VIGNOLA/ESTADÃO; PAULO LIEBERT/ESTADÃO CONTEÚDO; ROBERTO SUNGI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO; CAIO CASTOR; e RAUL LUCIANO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Moinho é a última favela remanescente no Centro de São Paulo. Alvo de disputas territoriais e habitacionais, a favela deve desaparecer em breve com a remoção compulsória dos moradores e a transferência da sede do governo para a região. Localizada entre os bairros Campos Elíseos e Bom Retiro, entre duas linhas de trens, a comunidade brotou em um terreno abandonado após a falência da indústria Moinho Central no início da década de 1990. Antes disso, algumas pessoas já se abrigavam na área encoberta pelo viaduto Engenheiro Orlando Murgel. Sua trajetória é marcada por décadas de conflitos habitacionais, grandes incêndios, violência policial, a sombra da gentrificação e a ausência de políticas públicas adequadas, transformando o local em um palco de disputas intensas entre moradores e o poder público. Enquanto o poder público aponta riscos estruturais e de segurança, além da presença do crime organizado, moradores e especialistas denunciam políticas de “higienização social” e processos de gentrificação cujo objetivo é expulsar populações de baixa renda de uma área com potencial no mercado imobiliário. Na segunda-feira (8), a favela virou palco de uma grande operação do Ministério Público. Dez pessoas foram presas acusadas de participar de uma rede criminosa que incluía tráfico de drogas. O alvo principal da ação foi Alessandra Moja, líder comunitária do Moinho (leia mais abaixo). ⬇️ No final desta reportagem, você pode ver um infográfico que mostra a cronologia da Favela do Moinho, da década de 1980 até os dias atuais. Da indústria ao abandono: como surgiu a comunidade O terreno que hoje abriga a Favela do Moinho já foi símbolo industrial. Inaugurado em 1949, o Moinho Central tinha capacidade para moer 450 toneladas de farinha por dia e armazenar até 5.600 toneladas de trigo em seus silos, explica o arquiteto Breno Felisbino em artigo publicado no Arch Daily. Com a crise industrial e a desativação de fábricas no Centro, a região passou a ser ocupada por trabalhadores sem alternativa de moradia. No início dos anos 1990, famílias ergueram barracos sob o Viaduto Engenheiro Orlando Murgel e, em seguida, expandiram a ocupação para dentro do terreno. “O começo foi muito precário. Um fez uma casa ali, outro acolá, e aquilo foi crescendo. Aos poucos, virou uma comunidade”, contou o documentarista Caio Castor em conversa com o g1. Ele morou no Moinho entre 2012 e 2014. Favela do Moinho, no Centro de SP PAULO LIEBERT/ESTADÃO CONTEÚDO Em 2005, os moradores se organizaram e fundaram a Associação de Moradores da Favela do Moinho. Em contato com a assessoria jurídica gratuita de uma universidade, o grupo ingressou na Justiça Federal com um pedido de usucapião. 🔎 Usucapião é o instrumento jurídico usado para adquirir a propriedade de um bem que, normalmente, está negligenciado pelo proprietário, normalmente sem cumprir uma função social ou econômica. O direito só é garantido se a posse for prolongada (ocupação por tempo determinado em lei), pacífica e sem oposição. Justiça atende pedido da comunidade Em 2008, após quase 20 anos de ocupação, o juiz federal José Marcos Lunardelli, da 17ª Vara Federal, reconheceu de forma liminar a posse do espaço, garantindo provisoriamente o direito à permanência. A conquista, porém, não durou. Em 2024, o Judiciário revogou a decisão, devolvendo a área ao mercado. Favela do Moinho em 2012 Caio Castor Os grandes incêndios de 2011 e 2012 O Moinho também ficou marcado por grandes incêndios. Em dezembro de 2011, um incêndio matou uma pessoa e deixou cerca de 600 famílias desabrigadas. Os moradores afirmam que muitas pessoas morreram na ocorrência e contestam a versão oficial de duas mortes. No ano seguinte, em 2012, outro incêndio atingiu cerca de 200 barracos, ampliando a vulnerabilidade da comunidade. “Muitos moradores entendem esses episódios como tentativas de expulsão”, relata Caio. Foi justamente nesse contexto que o documentarista decidiu viver no local. Ele tinha dois objetivos: ajudar na reconstrução do espaço e fazer o registro histórico da comunidade. Ele participou ativamente dos mutirões de reconstrução e da criação do espaço coletivo "Casa Pública", que se tornou sede da associação. Nesse período, ele e outros parceiros utilizaram o audiovisual para registrar a vida na favela, as invasões policiais e as reuniões com o poder público, utilizando essas imagens para denunciar abusos e informar a comunidade. Caio revelou que pretende produzir um longa-metragem sobre o Moinho como forma de perpetuar a história de luta da favela. Apesar de décadas de reivindicações, apenas em 2022 a comunidade recebeu saneamento básico. Criminalização e operações policiais Em 2017, na gestão João Doria (PSDB), a Prefeitura anunciou uma operação de remoção das famílias. O discurso oficial associava a favela ao tráfico de drogas. O resultado foi a intensificação da repressão policial. Moradores denunciaram prisões arbitrárias, agressões e até a morte de um adolescente de 17 anos durante abordagem da PM. Para Caio, esse processo foi emblemático: “A criminalização do Moinho veio em um momento muito próximo do início da remoção. Associar a comunidade ao crime foi uma forma de justificar a expulsão”, apontou. Aumento das operações após perda do usucapião Em 2024, a Justiça revogou a tutela antecipada de usucapião concedida em 2008, deixando a comunidade sob risco iminente de despejo. Nos meses seguintes, se iniciou uma escalada nos conflitos — tanto o policial quanto o político. Em abril de 2025, moradores protestaram contra a desocupação, mas foram dispersados pela PM com bombas de efeito moral. Segundo o governo, a CDHU tem se reunido com os moradores desde o ano passado e está presente na região para “apresentar opções de atendimento habitacional” e “manter tratativas com as famílias que hoje moram na área, a fim de oferecer moradias dignas e seguras, de acordo com a política habitacional vigente.” Em maio, novas operações do CDHU, acompanhadas por policiais, demoliram casas e forçaram saídas. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano argumentou que a presença da polícia na favela foi necessária para garantir a segurança dos funcionários do órgão. A comerciante Cíntia Bonfim, de 40 anos, vive no Moinho há quase 20 anos. Ela relatou ao g1 que a violência policial já resvalou em sua família. “Meu sobrinho de 16 anos saiu para comprar pão e um policial apontou o laser no peito dele. Ele chegou em casa apavorado”. Movimentação da tropa de choque da PM na Favela do Moinho, nesta quinta-feira (15) ROBERTO SUNGI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Gentrificação e higienização social A urbanista Isadora Guerreiro, do LabCidade da USP, analisa as ações como parte de uma estratégia maior de reestruturação do bairro, que deve ser alvo de uma grande mudança em razão da chegada da sede do governo estadual. Ela entende que o território tem passado por um processo de gentrificação e "higienização". "Toda a região ali está em processo de fechamento de cortiços, de criminalização, inclusive, de todo o comércio popular que existe, para retirada dessas pessoas e limpeza da área para a Parceria Público-Privada (PPP) para a mudança da sede do governo. Com certeza, é um acirramento de conflitos", destacou. A pesquisadora diz que o caso ilustra um modelo em que o combate ao tráfico e a “guerra às drogas” servem de justificativa para transformar áreas populares em espaços de interesse do mercado imobiliário. Renaci Marques, de 48 anos, cresceu na favela. Morador do Moinho desde 1987, ele está com dificuldade para conseguir uma nova casa. Para ele, a CDHU está dificultando a compra de imóveis no Centro: “Sempre desvalorizam os apartamentos que a gente encontra na região para obrigar a aceitar opções que ficam mais longe, em lugares como Itaquera ou Cidade Tiradentes. Mas nossa vida está aqui”, lamentou. Ele afirmou que teme o impacto da mudança em seu trabalho de reciclagem, já que é muito conhecido no Centro. Cíntia Bonfim afirmou que sua documentação para a carta de crédito está parada há cerca de 40 dias, sem previsão de andamento, enquanto, segundo ela, o processo é mais rápido para quem compra diretamente com a CDHU. O futuro incerto da comunidade Em maio de 2025, o governo federal afirmou que paralisaria o processo de cessão da área da favela em razão do modus operandi truculento utilizado pelo estado durante as desocupações. No dia seguinte ao comunicado da União, o Moinho amanheceu com forte presença da tropa de choque da PM. Os moradores fizeram protestos por três dias seguidos. Governos federal e estadual, então, firmaram um acordo para subsidiar imóveis de até R$ 250 mil pelo programa Minha Casa Minha Vida. A União deve arcar com R$ 180 mil e o estado com R$ 70 mil. Na prática, porém, o modelo exige que famílias aceitem sair do Centro. “A gente não quer ir embora. Queremos apenas condições dignas para continuar aqui, onde já construímos nossa vida”, resumiu Renaci. Para Caio Castor, o significado vai além da moradia: “O Moinho é símbolo da resistência contra a expulsão da população pobre do coração de São Paulo”, disse. Até julho de 2025, cerca de 441 famílias — o equivalente à metade dos moradores — já havia deixado a comunidade. Desse total, 280 casas foram descaracterizadas, 103 emparedadas e 14 demolidas. A moradora Cíntia reitera que a comunidade está vivendo em meio a ruínas e o medo é constante. Operação do MP na favela Na última semana, uma operação prendeu dez pessoas na favela. A investigação defende que Alessandra Moja agia para defender os interesses do irmão Leonardo Moja, conhecido como Leo do Moinho, que chefiava o tráfico no local e foi preso no ano passado. O MP argumenta que a Favela do Moinho funcionava como um "quartel-general" do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Centro da capital por meio do tráfico de drogas, extorsão de moradores e da lavagem de dinheiro. Nas redes sociais, o perfil da Favela do Moinho se manifestou em relação às prisões. O texto diz que as autoridades forjaram drogas na casa de Alessandra para criar uma situação de flagrante delito. A nota diz que Alessandra e a filha, que também foi presa, são reconhecidas por sua atuação na luta por moradia e direitos das cerca de mil famílias da comunidade. "A presença do PCC está literalmente em todos os lugares. Vai estar no Moinho, vai estar na Faria Lima, vai estar em vários lugares. Acho que a gente tem que falar o quanto a guerra às drogas tem servido de cortina de fumaça para outros interesses, sejam imobiliários, no caso da reestruturação de Campos Elísios, sejam políticos", pontuou Isadora Guerreiro. Cronologia da Favela do Moinho, em SP Arte/g1

Casos de coqueluche em Ribeirão Preto causam preocupação; saiba como se proteger

Publicado em: 15/09/2025 04:01

Casos de coqueluche em Ribeirão Preto causam preocupação após três anos sem infectados Dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que Ribeirão Preto (SP) registrou 23 casos de coqueluche até o início de agosto. A situação acende um alerta para autoridades de saúde e especialistas, que apontam a queda nas coberturas vacinais como principal fator para a doença, que pode causar complicações graves, especialmente em bebês com menos de 1 ano. Em 2024, a cidade voltou a registrar casos após três anos consecutivos sem nenhuma ocorrência. Foram 88 pessoas infectadas, o maior número dos últimos 10 anos. 📱Siga o g1 Ribeirão Preto e Franca no Instagram Casos zerados por três anos seguidos A coqueluche voltou a aparecer de forma expressiva após um período de controle eficaz graças à vacinação. De acordo com a Vigilância em Saúde de Ribeirão Preto, de 2021 a 2023, a cidade não registrou nenhum caso da doença. A médica pediatra e infectologista Silvia Fonseca, que tem acompanhado a evolução da doença no município e o avanço das ocorrências após anos de estabilidade, vê os casos com preocupação. A gente já tinha conseguido controlar a coqueluche. Zerar os casos por três anos foi uma conquista importante, graças a vacinação. Ver esses números voltando a subir, é frustrante, especialmente porque temos vacina e sabemos que ela funciona" O cenário de estabilidade por três anos foi resultado direto da ampla cobertura vacinal, especialmente após a inclusão da vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto) para gestantes, implantada em 2014. Essa vacina tem o objetivo de transferir anticorpos da mãe para o bebê durante a gestação, protegendo a criança nos primeiros meses de vida, período em que ela ainda não completou o esquema vacinal. Desde então, com o avanço da imunização, os números vinham diminuindo gradativamente. De acordo com a especialista, doenças como a coqueluche são altamente transmissíveis e precisam de uma cobertura vacinal próxima de 95% para se manter sob controle. Quando a imunização cai, os casos reaparecem. A vacina é o principal meio de prevenção da coqueluche TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL via BBC Casos da coqueluche em Ribeirão Preto Segundo dados da Vigilância Epidemiológica, o maior pico de coqueluche em Ribeirão Preto ocorreu em 2013, com 90 casos confirmados. LEIA TAMBÉM SUPERAÇÃO: Menino vence leucemia e é o 1º a ter alta em novo centro de transplante em Ribeirão Preto CONQUISTA: Gêmeas siamesas recebem alta após primeira cirurgia para separação de crânios em Ribeirão Preto, SP IMUNIZAÇÃO: Ribeirão Preto amplia vacinação contra gripe para toda população; veja como receber Foi justamente naquele ano que o município, alinhado às diretrizes do Ministério da Saúde, passou a reforçar as ações de imunização, sobretudo com a introdução da vacina dTpa para gestantes. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a taxa de cobertura da dTpa até junho deste ano era de 19,66%. No ano todo de 2024, o índice foi de 89,89%. O gráfico abaixo mostra a queda expressiva após 2013, seguida por um período de estabilidade sem casos, e, agora, uma nova ascensão em 2024 e 2025. Silvia explica que esse padrão é típico de doenças com alta transmissibilidade e dependentes de cobertura vacinal elevada para se manterem sob controle. “A gente observa surtos cíclicos da coqueluche quando a vacinação cai. Não é uma surpresa epidemiológica. O que surpreende é que, mesmo com vacina disponível, a gente ainda veja crianças adoecendo gravemente”, afirma. Ela alerta que a queda na imunização de bebês, adultos e gestantes durante a pandemia pode ter favorecido o retorno da doença. Durante a pandemia, muita gente deixou de vacinar. As gestantes pararam de ir ao pré-natal com frequência. Crianças perderam doses do calendário. E mesmo os adultos, que deveriam receber reforço com a dTpa, não procuraram a vacina. O vírus da Covid tirou o foco de todo o resto" Bebês são os mais vulneráveis A coqueluche costuma ser mais grave em bebês com menos de 1 ano, principalmente nos menores de 2 meses, que ainda não iniciaram ou não completaram o esquema vacinal. É justamente essa faixa etária que mais preocupa os especialistas. A doutora lembra que, em casos mais severos, a coqueluche pode levar à internação em UTI, complicações pulmonares e até à morte. “O bebê pequeno não tem defesa. Ele depende da mãe vacinada para receber anticorpos durante a gestação. Se a mãe não toma a dTpa, ele nasce desprotegido e pode evoluir rapidamente para um quadro grave. A bactéria da coqueluche produz uma toxina que paralisa os cílios das vias respiratórias. O bebê não consegue eliminar o muco e começa a se afogar na própria secreção. É muito angustiante". Além da vulnerabilidade dos bebês, a volta da doença acende outro alerta: a população adulta também pode se infectar e transmitir, muitas vezes sem saber que está contaminada. “Um adulto com coqueluche pode não ter os sintomas clássicos. Ele vai achar que está com uma tosse prolongada, uma virose comum, e vai conviver com um bebê em casa, sem saber que está passando a bactéria”, afirma Silvia. Principal prevenção contra a coqueluche é a imunização Divulgação/Semcom O que é a coqueluche? A coqueluche, também conhecida como "tosse comprida", é uma doença infecciosa que afeta as vias respiratórias, causa crises de tosse seca e falta de ar. A doença atinge principalmente bebês e crianças. É altamente transmissível, já que o contaminado pode infectar outras pessoas através de gotículas da tosse, espirros ou mesmo ao falar. Segundo o Ministério da Saúde, em alguns casos, a transmissão pode ocorrer por objetos recentemente contaminados com secreções de pessoas doentes, mas isso é pouco frequente. A coqueluche pode ser tratada com antibióticos, principalmente no início do quadro. No entanto, o medicamento tem efeito limitado sobre os sintomas mais avançados, como a tosse. Por isso, além do tratamento, é fundamental o isolamento do paciente infectado para evitar surtos, especialmente em ambientes escolares ou domiciliares com crianças pequenas. “O antibiótico interrompe a transmissão da bactéria, mas a toxina já produzida continua agindo no organismo. A pessoa pode continuar tossindo por semanas. Um caso confirmado deve ficar afastado por pelo menos cinco dias após o início do antibiótico. Se não houver tratamento, o isolamento precisa durar até 21 dias após o início da tosse”, explica Silvia. Como prevenir? A principal forma de prevenção é a vacina, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças de até 6 anos, gestantes e profissionais da área da saúde. Adultos também podem se proteger com a dose de reforço, que deve ser aplicada a cada 10 anos. No primeiro ano de vida, os bebês recebem a vacina pentavalente em três etapas: aos 2, 4 e 6 meses. Depois, são recomendadas doses de reforço aos 15 meses e novamente aos 4 anos. A pentavalente protege contra cinco doenças: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e influenza tipo B. 'Morrer por coqueluche em 2025 é inadmissível' Para Silvia Fonseca, a atual situação exige uma resposta imediata das autoridades de saúde, das famílias e da sociedade. Ela reforça que a imunização é a única forma eficaz de interromper o ciclo de transmissão da doença. É como andar de carro sem cinto e com o motorista bêbado. A gente tem o recurso, tem a vacina, sabe como funciona. Morrer por coqueluche em 2025 é inadmissível. A gente precisa vacinar os bebês, os adultos, os adolescentes, as gestantes. Só assim a gente quebra essa cadeia. Não dá para esperar a próxima onda O que é coqueluche, doença que acendeu o alerta no Brasil e em países da Europa *Sob supervisão de Thaisa Figueiredo e Hélio Carvalho Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

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Iza diz que sua era reggae 'demorou para começar': 'é algo que me acompanha desde sempre'

Publicado em: 14/09/2025 22:21

Iza fala sobre sua era no reggae: 'Começou, mas demorou pra começar' Depois de levar Olodum, Toni Garrido e Célia Sampaio ao palco do The Town 2025, Iza falou sobre sua "era reggae". Em entrevista ao g1, a artista afirmou que está namorando a nova fase há dois anos e que ela "começou, mas demorou para começar". "Porque é uma coisa que me acompanha desde sempre", explicou a artista. "Estou abraçando esse meu lado mais lúdico e profetiza da coisa. Às vezes eu subo no palco e começo a falar um monte de coisa, o que sinto vontade de falar. E acho que essa vulnerabilidade e essa busca por falar coisas que estão dentro do meu coração tem tudo a ver com coisas que o reggae defende", diz. "O reggae faz parte da minha vida desde sempre. A música que mais me deixou conhecida no início da minha carreira foi 'Pesadão', que foi abençoada pelo Marcelo Falcão." A artista também analisou se o Brasil entrou em um momento de valorização do reggae nacional. Além de seus projetos, também foi anunciado recentemente a participação de Edson Gomes no Lollapalooza 2026. "Estou achando isso muito louco. Às vezes a gente se pergunta se os conteúdos que estamos vendo estão ali por causa da nossa bolha. Mas não." "Está todo mundo se voltando para essa história maravilhosa que é o reggae no nosso país, que se veste de outras formas, como o Olodum, como o xote e várias outras vertentes. Fico muito feliz que está todo mundo muito ligado no reggae." "É maravilhoso para o meu trabalho, faz com que eu consiga conhecer novas pessoas, e que novas pessoas consigam também conhecer meu som", comemora. Iza no The Town Fábio Tito/g1

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Quadrilha internacional usa dados de vítimas de enchentes em esquema milionário de lavagem de dinheiro com fintechs

Publicado em: 14/09/2025 21:16

Esquema fez fortuna transformando uma das áreas mais pobres de São Paulo num laranjal Uma investigação exclusiva do Fantástico revelou que moradores do Jardim Pantanal, um dos maiores e mais pobres bairros da zona leste de São Paulo, foram usados por uma organização criminosa internacional em um esquema de lavagem de dinheiro. A quadrilha se aproveita da vulnerabilidade da população para aplicar golpes e movimentar milhões de reais por meio de fintechs. Santielle de Souza, moradora do bairro, foi uma das vítimas. Ela perdeu tudo na enchente que atingiu o Jardim Pantanal em 2022 e dias depois das fortes chuvas, um grupo bateu à sua porta. "Eles vinham nas casas, aí perguntavam se não queria fazer um cadastro para pegar uma cesta e ganhar R$ 100 para ajudar na enchente. Só que precisava dar o RG", lembra. Ela fez o cadastrou, recebeu o dinheiro, mas a cesta nunca chegou. E surgiram só problemas: multas de trânsito, contas bloqueadas e CPF inválido. Os dados são usados para abrir contas bancárias em nome das vítimas. Essas contas viram ferramentas para lavar dinheiro. A investigação mostrou que os dados dos moradores são repassados a empresas de fachada, que transferem os valores para fintechs ligadas à quadrilha. Uma dessas empresas, a RMD Administração Empresarial, teria movimentado R$ 480 milhões. Parte do dinheiro passa pela 2GO Instituição de Pagamentos, em nome do policial civil Cyllas Salerno Elias, preso durante a operação. O esquema foi descoberto por acaso, a mais de 700 km da capital, na cidade de Rosana. Um morador investiu em uma plataforma digital que prometia lucros por tarefas online. Ele perdeu R$ 33 mil e denunciou o caso à polícia. A investigação revelou que o site está hospedado fora do país e que o golpe é sofisticado, com uso de robôs para aplicar fraudes em larga escala. Já foram identificadas mais de 3 mil vítimas em todo o Brasil. O núcleo da quadrilha é formado por brasileiros e chineses. Entre os nomes apontados pela polícia estão Ricardo Daffre, Carlos Donizete de Souza, Lin Chen, Jie Zhang, Jie Wang, Yao Ji e Xiangguo Li. Cinco deles estão presos. Lin Chen e Yao Ji seguem foragidos. As defesas dos investigados negam envolvimento. O advogado de Xiangguo Li e Yao Ji afirma que não há provas concretas contra os dois. A defesa de Ricardo Daffre diz que ele colabora com a Justiça e é inocente. Já o advogado de Cyllas Salerno Elias afirmou que a 2GO forneceu todos os dados à polícia e que a fraude ocorreu no banco de origem. As defesas de Jie Wang e Jie Zhang não se manifestaram. O Fantástico não conseguiu contato com os advogados de Lin Chen e Carlos Donizete. Alguns moradores do Jardim Pantanal chegaram a ser denunciados à Justiça. Mas os promotores concluíram que eles também são vítimas. "Usaram de má fé contra muitos pais e mães de família, até senhoras, idosos mesmo, que estavam esperando alimento e tiveram seus nomes usados", lamenta Santielle. Ouça os podcasts do Fantástico ISSO É FANTÁSTICO O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. PRAZER, RENATA O podcast 'Prazer, Renata' está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o 'Prazer, Renata' na sua plataforma preferida.

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