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Cem porções de cocaína engolidas por pessoa: Justiça condena 14 bolivianos por tráfico internacional de drogas no interior de SP

Publicado em: 18/09/2025 05:00

Cápsulas com cocaína que eram engolidas pelos acusados Polícia Militar A Justiça Federal de Limeira (SP) condenou 14 bolivianos por tráfico internacional de drogas. Eles foram flagrados durante uma operação policial, no dia 27 de janeiro deste ano, em uma chácara da cidade. Segundo a sentença, 13 deles engoliam e transportavam cápsulas de cocaína dentro de seus corpos até o Brasil, e receberam penas de quatro anos e quatro meses de prisão em regime aberto. Já o 14º réu é apontado como o líder do esquema, e recebeu pena de sete anos e sete meses em regime fechado. No dia das prisões, a Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima de que, em uma chácara localizada entre Limeira e Santa Bárbara d'Oeste (SP), havia bolivianos que poderiam estar trazendo drogas ao Brasil. Ao chegarem perto do local, notaram que três pessoas correram pelos fundos do imóvel. LEIA TAMBÉM: PF mapeia rota de tráfico internacional usada por bolivianos presos no interior de SP Diante da atitude suspeita, a equipe entrou na chácara e encontrou pessoas no banheiro expelindo cápsulas, enquanto outras contabilizavam entorpecentes. Segundo os policiais, imediatamente, alguns já confessaram que estavam trazendo drogas da Bolívia. Além disso, havia no imóvel um tablete de um quilo de cocaína e um de 940 gramas de maconha. No local, também foram localizados R$ 77 mil em uma mochila. Mais tarde, durante buscas, foi localizado mais um suspeito, na Rodovia Luis Ometto (SP-306), com 27 cápsulas no bolso. ARQUIVO: veja reportagem sobre a operação que prendeu os réus 100 cápsulas e até R$ 2 mil de pagamento O suspeito apontado como organizador do esquema relatou aos militares que cada pessoa ingeriu cerca de 100 cápsulas. Um dos réus revelou que engoliu uma quantidade que totalizou um peso de 1,9 quilo. O peso de cada cápsula não foi divulgado. A sentença detalha que eles informaram que receberiam pelo transporte entre R$ 1 mil e R$ 2 mil cada um. 📲 Participe do canal do g1 Piracicaba no WhatsApp A rota do tráfico Segundo as investigações, os recrutadores, geralmente bolivianos, contatavam os réus em cidades como Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra, onde as cápsulas eram ingeridas antes da viagem para o Brasil. A rota incluía a passagem pela fronteira em Corumbá (MS) e uma viagem de ônibus até São Paulo, de onde eram levados por motoristas de aplicativo para a chácara em Limeira. Operação policial foi realizada pelo 10º Baep Polícia Militar Réus relatam dificuldades financeiras A principal alegação dos réus que transportavam as drogas foi de necessidade financeira devido a dívidas, desemprego e tratamentos médicos de familiares. Uma ré afirmou que precisava pagar uma cirurgia para a filha, enquanto outro acusado relatou que tem um filho com leucemia. As defesas argumentaram que os réus agiram devido à sua situação de vulnerabilidade. "Apesar de não se ignorar a lamentável situação de vulnerabilidade financeira na qual os Réus se encontravam em seu país, a mera alegação de dificuldades financeiras, por si só, também não é hábil a caracterizar a excludente de culpabilidade [...]", avaliou o juiz federal Adolpho Augusto Lima Azevedo. Já o acusado de chefiar o esquema negou que tinha essa função, afirmou que foi contratado apenas como tradutor e que colaborou com a polícia no momento da prisão. Cápsulas com drogas e dinheiro apreendidos durante a operação policial Polícia Militar Justificativas das penas O acusado de chefiar o esquema teve pena maior que os demais, entre outros fatores, por ser apontado como o responsável pela recepção, ambientação e pagamento dos demais envolvidos. Além disso, segundo a sentença, ele é reincidente. Foi negado a ele o direito de recorrer em liberdade. Quanto aos demais, foi reconhecido que são réus primários, sem antecedentes criminais, e que não há prova suficiente de que se dedicam às atividades criminosas ou que integram organização criminosa. Foi ordenado que sejam soltos e permitido que recorram em liberdade. Os R$ 77 mil apreendidos durante a operação foram confiscados em favor da União. Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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Mulher presa por espancar a filha de 12 anos é solta; Justiça nega medida protetiva para vítima no Piauí

Publicado em: 17/09/2025 18:20

Mulher é presa por espancar a própria filha de 12 anos no interior do PI A mulher presa suspeita de agredir a filha em Miguel Alves, foi liberada nesta quarta-feira (17) após audiência de custódia. Durante a prisão, na noite de terça-feira (16), a vítima, de 12 anos, pediu uma medida protetiva de urgência contra a mãe. No entanto, segundo o delegado Paulo Nogueira, a Justiça não autorizou o pedido. "O juiz aceitou a questão do flagrante e o caso segue sendo investigado, porém ele entendeu que nesse momento não cabia. A mulher foi solta com algumas restrições como comparecer à vara da cidade e se comprometer a não mais agredir a filha", afirmou o delegado. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A Polícia Civil está ouvindo vizinhos, testemunhas e familiares para esclarecer o caso. O padrasto da menina também será interrogado, já que a menina afirmou, durante a prisão da mãe, que ele também a agrediu em outra ocasião. O Conselho Tutelar, a Assistência Social de Miguel Alves e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), responsável pelo atendimento à família, foram acionados para acompanhar a situação. “O inquérito segue em andamento. Vou ouvir outras pessoas mencionadas, inclusive o suposto agressor — o atual padrasto — que, segundo relatos da menina e da mãe, também teria agredido a criança por outro motivo. Se as denúncias forem confirmadas, ele pode ser indiciado”, afirmou o delegado Paulo Nogueira. O caso Uma mulher identificada pelas iniciais M. L. S. L. foi presa na noite desta terça-feira (16), suspeita de maus tratos contra a própria filha, de 12 anos, na cidade de Miguel Alves, no Piauí. Vizinhos denunciaram o caso para a Polícia Militar, que encontrou a vítima com lesões em todo o corpo e rosto. Segundo informações do 26º Batalhão da Polícia Militar (26º BPM), moradores da região ligaram para a polícia após perceberem a menina na rua, aparentemente em situação de vulnerabilidade, e apresentando marcas de agressão física. Policiais atenderam a denúncia e encontraram a menina com sinais de maus tratos no meio da rua por volta das 22h. Mulher é presa por espancar a própria filha no interior do PI Montagem g1 VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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Catadores protestam em Cuiabá e cobram implantação da coleta seletiva prometida pela prefeitura há 3 anos

Publicado em: 17/09/2025 12:49

Os catadores reivindicam condições mínimas de trabalho e inclusão social para a categoria Catadores de materiais recicláveis realizaram, nesta quarta-feira (17), uma manifestação em frente à Prefeitura de Cuiabá. O protesto cobra o cumprimento de um acordo firmado entre a gestão municipal e a Cooperativa Coopervida, que previa a construção de um barracão para viabilizar a coleta seletiva na capital, promessa que, segundo os trabalhadores, não saiu do papel. O g1 tentou contato com a Prefeitura de Cuiabá, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. De acordo com os manifestantes, o grupo de catadores foi retirado do aterro sanitário, onde trabalhava anteriormente, após assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Pelo acordo, os trabalhadores passariam por capacitação e, em seguida, atuariam em uma cooperativa estruturada pela Prefeitura. Porém, mais de um ano após o curso de formação, realizado em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, com apoio da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), nenhuma das promessas teria sido cumprida. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Atualmente, 98 catadores estão registrados na cooperativa Coopervida. Sem estrutura adequada e sem coleta seletiva ativa no município, muitos afirmam que são obrigados a revirar lixo pelas ruas para conseguir materiais recicláveis. Além da construção do galpão, o acordo também previa o fornecimento de 50 moradias para os trabalhadores em situação de vulnerabilidade, já que muitos não têm condições de arcar com aluguel. Até agora, nenhuma casa foi entregue, segundo eles. "Está muito difícil, estamos aqui reivindicando nossos direitos. Nós não estamos sendo atendidos. Esse barracão seria para coleta seletiva dentro do município de Cuiabá, que é onde não existe essa coleta ainda", afirmou William Geraldo de Jesus, representante da Coopervida. Durante o protesto, os catadores tentaram contato com representantes da prefeitura, incluindo o secretário da pasta responsável e o próprio prefeito Abilio Brunini (PL). O ato faz parte de uma mobilização nacional do Movimento dos Catadores de Materiais Recicláveis, que luta por condições mínimas de trabalho e inclusão social para a categoria. O protesto cobra o cumprimento de um acordo firmado entre a gestão municipal e a Cooperativa Coopervida Bárbara Siviero/TVCA Promessa foi feita há três anos O projeto de coleta seletiva em Cuiabá foi anunciado pela Prefeitura há três anos, com a meta de levar o serviço a todos os bairros da capital até o fim de 2025. A proposta previa a implementação gradual da coleta em três fases, com início neste ano e apoio de cooperativas de catadores. Projeto prevê que serviço de coleta seletiva chegue em todos os bairros de Cuiabá neste ano No entanto, até o momento, o serviço ainda não foi ampliado de forma efetiva, e muitos bairros seguem sem cobertura. A lentidão na execução do projeto e a falta de estrutura prometida às cooperativas motivaram o protesto desta quarta-feira em frente à sede da Prefeitura.

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Ex-funcionários de hospital de Ijuí são condenados por receptação de remédios contra câncer roubados em MG

Publicado em: 17/09/2025 12:44

Duas pessoas foram presas em flagrante por suspeita de receptação qualificada. Polícia Civil/Divulgação Dois ex-funcionários do Hospital de Caridade de Ijuí (HCI), no noroeste do Rio Grande do Sul, foram condenados por receptação qualificada de medicamentos usados no tratamento contra o câncer. A sentença foi publicada nesta semana, após um processo que tramitava desde 2019. Ivone Fátima Siqueira, ex-diretora financeira, e Edemar Ribeiro da Cruz, ex-coordenador de compras do hospital, receberam penas de 4 anos e 6 meses de reclusão em regime semiaberto. Eles poderão recorrer em liberdade. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O ex-presidente da instituição, Cláudio Matte Martins, também respondia ao processo, mas foi absolvido por insuficiência de provas. Relembre o caso A investigação da Polícia Civil apontou que, em outubro de 2019, uma carga de medicamentos para tratamento de câncer foi roubada em Minas Gerais. Os produtos foram enviados a uma distribuidora não credenciada em Nova Iguaçu (RJ), de onde o hospital adquiriu os lotes por cerca de R$ 600 mil. Cada caixa do medicamento tinha um selo holográfico, o que permitiu à polícia comprovar a origem ilícita. Na época, os dois funcionários foram presos preventivamente e liberados em seguida. O hospital afirmou ter sido surpreendido e afastou os envolvidos. Funcionários de hospital de Ijuí são afastados em investigação de receptação de remédios Entendimento da Justiça Segundo a sentença do juiz Eduardo Giovelli, ficou comprovado que os ex-funcionários foram alertados sobre a possível origem ilegal dos medicamentos e, mesmo assim, realizaram a compra. A decisão também destacou que os remédios eram destinados a pacientes em situação de extrema vulnerabilidade. O hospital ficou desabastecido e houve aplicação do produto ilícito em alguns pacientes, sem comprovação de eficácia. Outros tiveram atrasos no tratamento. A defesa dos condenados informou que respeita a decisão, mas vai recorrer. Disse ainda que pretende demonstrar a inocência dos réus no processo. O Hospital de Clínicas de Ijuí informou que não faz parte do processo judicial e que os envolvidos foram afastados da instituição em 2019. Apreensão aconteceu na sexta-feira (1), em Ijuí. Polícia Civil/Divulgação VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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Apps de relacionamento LGBT+ viram alvo de investigação do MPF após onda de crimes

Publicado em: 17/09/2025 12:24

Apps de relacionamento para pblico LGBT+ são alvo de investigação Banco de Imagens/Pixabay O Ministério Público Federal (MPF) abriu uma investigação para apurar se aplicativos de relacionamento voltados ao público LGBTQIAPN+ — como o Grindr e o Hornet — têm adotado medidas eficazes para garantir a segurança de seus usuários. A apuração ocorre após uma série de crimes registrados em diferentes cidades brasileiras, incluindo São Paulo, envolvendo roubos, extorsões e até homicídios. No ano passado, o g1 revelou que jovens gays foram vítimas de emboscadas na região do Sacomã, na Zona Sul da capital paulista, depois de marcar encontros por meio desses aplicativos. O que seria um encontro amoroso acabou em assaltos violentos, que deixaram a comunidade em alerta. (Leia mais abaixo.) ✅ Clique aqui para se inscrever no canal do g1 SP no WhatsApp Segundo o procurador da República Lucas Costa Almeida Dias, responsável pelo procedimento, os crimes cometidos por meio de apps de relacionamento já são reconhecidos como uma questão de segurança pública. Mas, quando atingem usuários LGBTQIA+, a situação se agrava pela vulnerabilidade das vítimas, frequentemente expostas a condutas motivadas por preconceito e ódio. O procurador aponta dois fatores que facilitam a ação criminosa: o receio das vítimas em denunciar e a eventual falta de cautela no compartilhamento de dados pessoais. Para Dias, as plataformas digitais são ineficientes na implementação de medidas de segurança. Procurados, o Hornet e o Grindr não se manifestaram até a última atualização da reportagem. Responsabilidade das plataformas A investigação também considera um julgamento recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs às plataformas digitais o chamado “dever de cuidado”. Isso significa que as empresas devem agir de forma proativa para remover conteúdos que incitem discriminação por raça, sexualidade ou identidade de gênero. Segundo levantamento do MPF, Grindr e Hornet já possuem termos especiais de serviço no Brasil que preveem responsabilização da empresa e se comprometeram a melhorar os mecanismos de segurança. No Brasil, ofícios já foram enviados à Secretaria Nacional de Direitos LGBTQIA+, ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e às empresas responsáveis pelos aplicativos para prestarem informações. Relembre o caso do Sacomã Leonardo tinha 24 anos. Arquivo pessoal Entre fevereiro e maio do ano passado, ao menos nove roubos e tentativas de assalto foram registrados na região do Sacomã, na Zona Sul de São Paulo, segundo levantamento do g1. As vítimas relataram que, após marcarem encontros pelo Grindr ou Hornet, eram atraídas para ruas desertas e abordadas por criminosos armados em motos. Os assaltantes tinham como principal alvo os celulares, mas também levaram cartões, fones de ouvido e até calçados. Em alguns casos, as vítimas foram obrigadas a entregar senhas e viram seus aplicativos de banco ou delivery usados para compras. Um dos jovens chegou a ser agredido por não lembrar a senha do aparelho; outro quase foi baleado ao tentar resistir. A série de crimes aconteceu na mesma região em que o jovem Leonardo Rodrigues Nunes, de 24 anos, foi assassinado em julho. A vítima foi morta após marcar um encontro por meio de um app de relacionamento. "Ódio é direcionado contra pretos, pobres e gays", diz pai de jovem que foi assassinado após marcar encontro por aplicativo de relacionamento gay

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Universidade Gratuita: 44 estudantes são indiciados por falsidade em investigação em SC

Publicado em: 17/09/2025 10:21

Programa Universidade Gratuita, do governo de Santa Catarina Roberto Zacarias/Secom A Polícia Civil indiciou 44 estudantes por falsidade ideológica a partir de suspeitas de fraudes na documentação para ingresso em dois programas do Governo de Santa Catarina que ofertam bolsas na educação superior, entre eles o Universidade Gratuita. A investigação iniciou após o relatório do Tribunal de Contas (TCE-SC) sinalizar, em junho, possíveis inconsistências em 18 mil matrículas. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (17) pelo colunista Ânderson Silva, da NSC. O indiciamento é parte da investigação, dividida em três inquéritos. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Neste primeiro, os suspeitos teriam cometido o crime sobre um dos requisitos para a bolsa, que diz respeito à comprovação de que o estudante seja natural ou more no estado há mais de 5 anos. A investigação foi encaminhada ao Ministério Público (MPSC) e assinada pelo delegado Ícaro Freitas Malveira. Com base no relatório do TCE, a polícia fez um filtro e ouviu os estudantes que teriam inserido informações falsas para conseguirem as bolsas. Maiores 'milionários' que receberam bolsas gratuitas foram erros de digitação Como é o programa de SC investigado por indícios de fraude O que mais é investigado Outros dois inquéritos seguem em andamento: Um deles apura os casos dos supostos alunos com patrimônio familiar milionário, entre R$ 200 e R$ 850 milhões, que receberam bolsas; O outro inquérito investiga as demais inconsistências encontradas pelo TCE. O que são os programas As investigações avaliam a oferta de bolsas de estudos no Universidade Gratuita e no Fundo de Apoio à Manutenção e ao Desenvolvimento da Educação Superior Catarinense (Fumdesc). Os programas são recentes, criados em 2023 pelo atual governador Jorginho Mello (PL) e semelhantes entre si. Na prática, o governo compra vagas na rede privada e destina aos estudantes em vulnerabilidade que atendam critérios sociais e de renda, como até quatro salários mínimos de renda per capita. A exceção é o curso de medicina, que prevê renda de até oito salários mínimos per capita. As principais diferenças são: Universidade Gratuita se destina somente aos cursos de graduação prestados pelas fundações e autarquias municipais universitárias e por entidades sem fins lucrativos de assistência social. As bolsas são integrais. Fumdesc destina recursos a cursos de graduação oferecidos por instituições de ensino superior mantidas por pessoas jurídicas de direito privado e outras instituições universitárias. Bolsas parciais ou integrais. Universidade Gratuita: 44 estudantes são indiciados por falsidade em investigação em SC VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

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Número de mulheres vítimas de violência cresce mais de 60% em Álvares Machado

Publicado em: 17/09/2025 07:21

Número de mulheres vítimas de violência cresce mais de 60% em Álvares Machado Banco de imagens De janeiro ao início de setembro de 2025, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Álvares Machado (SP) registrou 47 atendimentos a mulheres vítimas de violência na cidade. O número já supera o total de 29 casos atendidos em 2024. Um aumento de 62,06%. Segundo o levantamento, a maioria das vítimas (25 mulheres) está na faixa etária de 18 a 39 anos, e também foram identificadas seis idosas entre os casos de 2025, demonstrando que a violência não está totalmente atribuída ao gênero, mas também ao ciclo etário. Quando analisadas as áreas territoriais, os bairros Parque dos Pinheiros e Jardim Panorama concentram os maiores indicadores de violência contra a mulher no município. Em 2024, foram seis casos no Jardim Panorama (20,7%) e três casos no Parque dos Pinheiros (10,3%). Já neste ano, o Parque dos Pinheiros soma nove casos (19,1%) e o Jardim Panorama tem sete registros (14,9%). Em resumo: Faixa etária predominante: 18 a 39 anos; Idosas vítimas: seis casos em 2025; Locais com mais ocorrências: Parque dos Pinheiros e Jardim Panorama. Rede de proteção O município oferece atendimento especializado por meio do Creas, que faz acolhimento psicossocial, acompanhamento familiar, encaminhamentos à rede de saúde e segurança pública, além de orientações sobre a Lei Maria da Penha e medidas protetivas. Quando necessário, vítimas e seus dependentes podem ser encaminhados para casas de acolhimento regionalizadas. O Creas está localizado na Rua José Paulo dos Santos, 58, no Jardim das Rosas, e também atende pelo telefone/WhatsApp (18) 3273-2352. LEIA TAMBÉM: Homem é preso suspeito de estuprar mulher durante carona em Dracena Prudente cria programa de prevenção à gravidez indesejada para mulheres em situação de vulnerabilidade Homem é preso por agredir companheira com soco no rosto e ameaçá-la com foice em Presidente Prudente Transparência Diante da alta de casos, a Câmara de Álvares Machado aprovou um projeto de lei que determina que dados estatísticos sobre violência doméstica contra mulheres sejam divulgados periodicamente. A proposta, de autoria do presidente do Legislativo, vereador Joel Nunes (União Brasil), aponta que deverão ser sistematizados todos os registros de agressões ou outras formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, conforme disposto na Lei Maria da Penha. Entram na lista registros reportados, comunicados ou atendidos por qualquer órgão ou entidade da administração pública municipal, direta ou indireta, inclusive os equipamentos da rede assistencial e os serviços de saúde e educação. Conforme o projeto, os dados estatísticos coletados deverão ser centralizados em plataforma oficial acessível ao público, respeitadas as disposições da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei Federal nº 13.709/2018), bem como os direitos à intimidade, à vida privada e à proteção da identidade das vítimas. Segundo o parlamentar, a medida busca dar mais transparência, fortalecer a rede de proteção e estimular a participação da sociedade no enfrentamento à violência doméstica. Caberá à prefeitura a elaboração e publicação pelo menos uma vez por ano no site oficial e nas redes sociais das estatísticas referentes às violações de direitos praticadas contra mulheres no site oficial da prefeitura e nas redes sociais oficiais. A proposta está em análise pela prefeitura. Violência contra mulher: como pedir ajuda Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

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19ª Primavera dos Museus em Poços de Caldas terá programação voltada às mudanças climáticas

Publicado em: 17/09/2025 07:05

19ª edição da Primavera dos Museus em Poços de Caldas terá programação voltada às mudanças climáticas Prefeitura de Poços de Caldas (MG) Começa nesta quarta-feira (17) a 19ª edição da Primavera dos Museus, evento nacional promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em Poços de Caldas (MG). A programação local se estende até 28 de setembro e contará com palestras, oficinas, bate-papos. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Já a exposição denominada "A Poços de ontem e o clima de hoje", em cartaz no Museu Histórico e Geográfico, fica aberta até o dia 30. Com o tema “Museus e Mudanças Climáticas”, a edição de 2025 busca aproximar a pauta ambiental da realidade das comunidades, destacando as vulnerabilidades locais e incentivando atitudes individuais e coletivas. Segundo a coordenadora do Museu Histórico e Geográfico, Lavínia du Valle, o evento reforça o papel dos museus na conscientização e ação diante da crise ambiental. "A 19ª Primavera dos Museus nos convida a refletir sobre como as instituições museológicas podem documentar, pesquisar, educar e intervir nas práticas relacionadas aos impactos ambientais, evidenciando suas conexões com a memória, a justiça e a criatividade humana", destacou. Programação A agenda de palestras será aberta no dia 22, às 19h, com a conferência "Emergência climática global: a crise socioambiental do capitaloceno", conduzida por Rildo Borges Duarte, que discutirá os impactos do atual modelo produtivo sobre o planeta e as desigualdades sociais. Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público, sem necessidade de inscrição prévia. Quem desejar certificado de participação poderá solicitar por e-mail. Confira o cronograma abaixo: 🎭 Exposição “A Poços de ontem e o clima de hoje” - 17 a 30/09: Traz a pauta das mudanças climáticas para o âmbito local, mostrando as vulnerabilidades de Poços de Caldas, impactos e quais ações os cidadãos podem adotar para reverter esse quadro. 📆 Segunda-feira, 22/09 19h, Palestra: Emergência climática global: a crise socioambiental do capitaloceno, com Rildo Borges Duarte 📆 Terça-feira, 23/09 13h, Oficina: Poesia Colada, com Bruna Villela e Alyson Dias 19h, Palestra: Preservação ambiental e patrimonial: responsabilidades brasileiras rumo à COP 30, com Victor de Matos Nascimento 20h, Palestra: Integração de Saúde, Clima e Gênero na Agenda Global, com Ana Beatriz de Oliveira e Gabriela Martins Carvalho 📆 Quarta-feira, 24/09 19h, Palestra: Inventários de Emissões de Gases de Efeito Estufa em Ambientes Acadêmicos e Naturais: Caminhos para a Responsabilidade Climática, com Letícia Oliveira Nicácio 20h, Bate-papo: Moda e Meio Ambiente, com Áurea Grizatti, Zi Marcon e Chiara Carvalho 📆 Quinta-feira, 25/09 19h, Palestra: Reciclagem e Vida: Desafios e Soluções, com Elizabete de Cássia da Costa 20h, Palestra: Arborização Urbana sob uma Perspectiva Eco-Lógica 📆 Sexta-feira, 26/09 20h, Música: O Eco da Montanha 📆 Sábado, 27/09 14h às 16h, Oficina: "Tintas naturais e saberes da terra: uma experiência poética", com Jussara Soares e Lênin Nelson; clique aqui para se inscrever. 📆 Domingo, 28/09 10h às 12h, Oficina: "Tintas naturais e saberes da terra: uma experiência poética", com Jussara Soares e Lênin Nelson; clique aqui para se inscrever. VEJA TAMBÉM: Águas terapêuticas: fontes de Poços de Caldas são visitadas por quem busca cuidar da saúde VÍDEOS: tudo sobre o Sul de Minas Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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Pai de uma das vítimas que foi abusada sexualmente por pastor na Bahia detalha como homem agia: 'me veja como seu pai'

Publicado em: 17/09/2025 06:43

Pastor é preso suspeito de abusar sexualmente de fiéis O pastor que foi preso suspeito de abusar sexualmente de fiéis agia sob o pretexto de supostos rituais espirituais de purificação, na cidade de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador. Ele foi detido em Valença, no baixo sul da Bahia, na segunda-feira (15). O pai de uma das vítimas, que preferiu não se identificar, contou como o suspeito se aproximava das mulheres durante os encontros religiosos. “Ele pegava, chamava ela para um canto, um lugar mais escuro. E na hora de praticar [o crime] dizia para ela: ‘Não me veja como o pastor, me veja como seu pai’”, relatou, em entrevista à TV Bahia. Segundo informações da Polícia Civil, as vítimas eram convencidas a manter sigilo sobre os encontros, apresentados como parte de “campanhas de libertação” conduzidas pelo suspeito, na cidade de Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador, na igreja Assembleia de Deus Trindade Santa. Em suas pregações, o pastor, identificado como Nerivaldo Jesus Santos, chegava a mencionar a existência de “íncubos e súcubos” — que, segundo ele, eram espíritos malignos que surgiriam em sonhos para atormentar os fiéis —, alegando que apenas com os rituais particulares que conduzia seria possível a libertação espiritual. Uma das vítimas falou sobre o medo de denunciar o líder religioso. "Custou para mim 'confessar' para alguém. E muito. Com medo, não sei o que ele ia fazer realmente, o que ia expor. Não sei o que ele ia dizer se eu falasse. E aí eu fiquei trancada para mim mesma, até que eu não aguentei", disse a mulher, que preferiu não se identificar. Outra mulher relatou que, após o término de um relacionamento, foi abordada pelo pastor, que a convenceu de que a separação teria ocorrido por conta de “fornicação”, ato de manter relações sexuais, e que a solução seria participar de sete dias ininterruptos de uma suposta campanha espiritual. Ainda de acordo com a denúncia, Nerivaldo afirmava que tais rituais deveriam permanecer em segredo, alegando que apenas seriam compreendidos em “culturas africanas”. Conforme a PC, os relatos colhidos durante a investigação revelaram um padrão de manipulação da fé, da vulnerabilidade emocional e da confiança depositada na figura de autoridade espiritual. Em entrevista à TV Bahia, outra vítima, que também preferiu não se identificar, contou que procurou a igreja do pastor Nerivaldo porque estava tendo "sonhos perturbadores". "Eu sonhei que estava tendo relações sexuais com o demônio e eu me apresentei a ele [ao pastor]. Ele disse que eu tinha que fazer uma campanha durante três dias e, no primeiro e no segundo dia, fizemos o ato sexual. No terceiro não teve porque eu faltei", falou a mulher. A mulher contou que não desconfiou do suspeito porque ele a convenceu a fazer essas relações, que aconteciam dentro do carro do homem. Segundo ela, Nerivaldo dizia que o ato sexual era um ritual da África e as mulheres seriam curadas. Ela contou que o abuso sexual aconteceu em 2021 e demorou a contar para outras pessoas o que tinha acontecido porque sentia medo e vergonha, por Nerivaldo ser um homem casado. A mulher relatou que só teve coragem de denunciar o pastor após a iniciativa de outra vítima. A vítima afirmou que, apesar das denúncias, pessoas continuam frequentando a igreja e não acreditam que ele tenha cometido os abusos sexuais. 📲 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia De acordo com o delegado Aldacir Ferreira, responsável pelas investigações, o crime fere a dignidade das vítimas, "porque envolve não apenas a violência sexual, mas também a manipulação psicológica e espiritual". Em entrevista à TV Bahia, o delegado disse que o suspeito alegou que pediu para uma vítima se masturbar e negou que teve relação sexual com as vítimas. Conforme o delegado, pelo menos quatro vítimas procuraram a polícia. “Duas vítimas denunciaram ele inicialmente, aonde nós fizemos um inquérito policial e remetemos para a Justiça com um pedido de prisão. Posteriormente mais duas vítimas apareceram aqui na delegacia, fizemos um novo procedimento e em um desses inquéritos foi representado pela prisão. No outro, representamos também e está sendo analisado pelo Poder Judiciário”, explicou. O delegado ressaltou ainda a riqueza de detalhes dos depoimentos. “Elas categoricamente estão falando a verdade e narraram de forma muito precisa tudo o que ocorreu”, completou. O pastor, que já responde a outro inquérito policial por estupro, foi localizado no município de Valença, no baixo sul da Bahia, e, após a realização dos exames legais, permanece custodiado à disposição da Justiça. A ação contou com equipes da 1ª Delegacia Territorial (DT/Mata de São João), do Núcleo de Inteligência do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), da 5ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin/Valença) e do Núcleo de Atendimento à Mulher (Neam/Valença). LEIA TAMBÉM: Pastor é preso na BA após ameaçar e perseguir ex-companheira Pastor é preso suspeito de importunar sexualmente cinco mulheres em atendimentos de aconselhamento espiritual Professor suspeito de importunar sexualmente aluno é preso na BA; celular e chuteira foram oferecidos à vítima por silêncio, diz polícia Nerivaldo Jesus Santos foi preso suspeito de abusar sexualmente mulheres sob justificativa de rituais espirituais de purificação Reprodução/Redes Sociais Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻

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Mãe ganha indenização de R$ 10 mil após comprar doce 'zero lactose' e filha ter reação alérgica grave

Publicado em: 17/09/2025 06:00

Propaganda enganosa: mãe é indenizada após filho passar mal com biscoito zero lactose Uma fabricante de biscoitos foi condenada a pagar R$ 10 mil de indenização, por danos morais, para uma mãe após a filha dela ter uma reação alérgica ao comer um doce chamado Suspiro. Segundo a sentença, a mãe tinha comprado o produto cuja embalagem que dizia ser "zero lactose", mas a criança acabou tendo uma reação grave, pois é alérgica à proteína do leite de vaca A decisão ainda cabe recurso. O g1 solicitou um posicionamento à fabricante dos doces, mas não teve resposta até a publicação da reportagem. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A decisão foi assinada pelo juiz Océlio Nobre da Silva, na 2ª Vara Cível, Família, Sucessões, Infância e Juventude de Guaraí, no dia 15 de setembro de 2025. No documento, o juiz afirma que foi comprovado que a embalagem do produto dizia ser zero lactose, mas as informações nutricionais indicavam a presença de lactose no doce. Ao comer o produto, a criança apresentou inchaço abdominal e irritação nos olhos. "Considerando-se a gravidade do fato, a vulnerabilidade da vítima, a condição econômica das partes e os parâmetros jurisprudenciais, fixo a indenização por danos morais em R$ 10.000, quantia que se mostra proporcional e razoável às circunstâncias do caso", decidiu o juiz. LEIA TAMBÉM Governador em exercício anuncia nomes de três novos secretários Lavradora 'ressuscitada' pela Justiça descobriu certidão de óbito em seu nome após morte de irmão: 'Fiquei foi preocupada' Comarca de Guaraí Divulgação/TJTO Compra de Suspiro Conforme a decisão, em agosto de 2022, a mãe da menina comprou um pacote de suspiro que tinha indicação de ser zero açúcar e zero lactose, por meio de um pedido feito pelo WhatsApp. A criança tem alergia à lactose e precisa seguir uma dieta restritiva. A menina comeu o doce e passou a ter reações alérgicas, como inchaço e irritação nos olhos. A mãe verificou a embalagem e percebeu que, na verdade, o produto tinha a proteína do leite de vaca. Ela entrou em contato com a vendedora e foi informada de que houve erro da gráfica responsável pela impressão dos rótulos. No documento não é informado o nome da gráfica. Segundo a decisão, a empresa ainda alegou nos autos que não havia comprovação de danos morais ou físicos e alegou que o caso seria uma tentativa de enriquecimento ilícito por parte da mãe. O juiz também afirmou, na sentença, que o Código de Defesa do Consumidor garante que o comprador tenha informações necessárias sobre o produto e que qualquer defeito ou informações insuficientes sobre o produto são de responsabilidade do fabricante. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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Execução de delegado Ruy Ferraz Fontes é 3º assassinato de servidor ligado a combate a facções em 22 anos em SP

Publicado em: 16/09/2025 21:47

Execução de delegado Ruy Ferraz Fontes é o 3º assassinato de servidor ligado ao combate a facções em 22 anos A execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo Ruy Ferraz Fontes é o terceiro assassinato de servidores públicos que atuaram diretamente no combate ao crime organizado nos últimos 22 anos no estado. Além do policial, um juiz e um ex-diretor de presídio também foram mortos em atentados. Ruy, que atuou contra o PCC, foi assassinado a tiros na tarde de segunda-feira (15) em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Os criminosos fizeram ao menos 21 disparos de fuzil. Em 2003, o juiz corregedor das execuções criminais Antonio José Machado Dias, conhecido como “Machadinho”, foi assassinado a tiros em Presidente Prudente, no interior do estado, depois de dispensar a escolta policial. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SP no WhatsApp Dois anos depois, em 2005, o ex-diretor da Casa de Detenção do Carandiru, José Ismael Pedrosa, de 70 anos, foi executado em Taubaté, também no interior, onde vivia após se aposentar. A morte de Ruy reabriu a discussão sobre a vulnerabilidade de autoridades ligadas ao combate ao crime, mesmo após deixarem os cargos. “Depois da sua aposentadoria, a partir de 2023, ele não tinha nenhum tipo de proteção do Estado. Me parece que uma autoridade que dedicou mais de 40 anos ao crime organizado deveria ter alguma proteção”, disse o promotor Lincoln Gakyia, do Gaeco, em entrevista à GloboNews. O secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubo, afirmou que o Ministério da Justiça prepara um projeto de lei que prevê medidas de proteção a profissionais da segurança pública, incluindo aposentados. “É algo necessário e muito importante. O texto será apresentado ao presidente da República em breve e deve seguir ao Congresso Nacional”, declarou. Para o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindipesp), o crime teve efeito direto sobre a sensação de insegurança. “Não foi apenas contra um homem, mas contra as instituições e a própria ideia de justiça. Mostra o quão vulnerável a sociedade está”, disse a presidente do sindicato, Jaqueline Valadares. Ela também criticou a falta de investimento na Polícia Civil. “Onde a polícia não consegue investigar de forma efetiva, o crime organizado ocupa espaço. É fundamental que a instituição seja valorizada, porque ela é o limite entre a ordem e o caos.” Investigação Nesta terça-feira (16), a polícia de São Paulo identificou o segundo suspeito da execução do ex-delegado-geral e pediu à Justiça a prisão dos dois, segundo o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite. Segundo o secretário, os criminosos não conseguiram atear fogo em um segundo veículo utilizado no crime, um Renegade, e a Polícia Técnico-Científica conseguiu coletar material para identificação dos envolvidos. Os homens foram identificados por meio de impressões digitais. Há pelo menos duas linhas de investigação sobre a morte do ex-delegado-geral. Vingança em razão da atuação histórica de Ruy Fontes contra os chefes do PCC Reação de criminosos contrariados pela atuação dele à frente de Secretaria de Administração da Prefeitura de Praia Grande À TV Globo, fontes do Palácio dos Bandeirantes destacaram que Ruy investigava contratos na Prefeitura de Praia Grande, o que teria causado certo incômodo em algumas lideranças e grupos e acreditam que os dois homens suspeitos teriam ligações com esses grupos. LEIA MAIS: Derrite recusa ajuda da PF e diz que execução de ex-delegado geral será investigada só pelo governo de SP ÁUDIO: Ex-delegado-geral de SP executado no litoral disse que vivia sem proteção; ouça Ruy Ferraz já escapou de plano do PCC para matá-lo em 2010 e foi salvo pelo então tenente da Rota Guilherme Derrite, conta promotor Ruy Ferraz Fontes foi executado a tiros em Praia Grande, SP Prefeitura de Praia Grande e Reprodução O governador Tarcísio de Freitas determinou mobilização total da polícia. “Estou estarrecido. É muita ousadia. Uma ação muito planejada, por tudo que me foi relatado”, afirmou o governador. A SSP-SP criou uma força-tarefa integrada das polícias Civil e Militar. Ambos os departamentos contam com policiais que têm muitos informantes no crime organizado e que podem ajudar a elucidar a execução de Ruy. Quem era Ruy Ferraz Fontes O ex-delegado-geral atuou há mais de 20 anos na prisão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no estado. O que se sabe sobre a execução do delegado Ruy Ferraz Fontes em SP Criminosos atiraram mais de 20 vezes em atentado contra delegado Câmeras de segurança gravaram o momento em que criminosos em um carro perseguem o veículo da vítima, que bate em um ônibus. Em seguida, o grupo desembarca do automóvel e atira em Ruy (veja vídeo nesta reportagem). Delegado Ruy Ferraz Fontes é executado a tiros em Praia Grande, SP "Estou em choque, fui o último a falar com ele [por telefone]", disse ao g1 Marcio Christino, ex-promotor que atuou no combate à facção e seus chefes, no início dos anos 2000, com Ruy, que à época era delegado no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), na capital paulista. Atualmente, Christino é procurador de Justiça. Christino chegou a mencionar a atuação de Ruy como delegado contra o Primeiro Comando da Capital no livro "Laços de sangue: A história secreta do PCC", que escreveu com o jornalista Claudio Tognolli. Foram mais de 40 anos como policial. O ex-delegado-geral comandou a Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022, quando foi indicado pelo então governador João Doria, à época no PSDB. Ele também atuou no Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Departamento Estadual de Investigações contra Narcóticos (Denarc) e no Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). "[Ruy] foi uma das pessoas que prendeu o Marcola ao longo da história do PCC, que esteve passo a passo nesse enfrentamento ao PCC, e ser executado dessa maneira. Isso mostra, infelizmente, o poderio do crime organizado, a falta de controle que o crime organizado tem dentro do Brasil, dentro do estado de São Paulo. É uma ação extremamente ousada", disse Rafael Alcadipani, professor da Faculdade Getulio Vargas e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Formado em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, Ruy se tornou delegado depois e começou a investigar o PCC no início dos anos 2000. Quando esteve no Deic, participou das prisões de alguns dos chefes da facção, incluindo Marcola, por tráfico de drogas, formação de quadrilha e outros crimes relacionados ao grupo criminoso. Em 2006, ele e sua equipe de policiais indiciaram Marcola e a cúpula do Primeiro Comando da Capital. Segundo Christino, ele, Ruy e todas as autoridades, sejam elas do MP ou da polícia que atuaram no combate à facção, já foram ameaçadas antes pelo PCC. "Ele [Ruy], eu e todos que trabalharam naqueles casos, inclusive nos ataques de 2006." Em 2006, ordens do PCC de dentro das cadeias determinaram uma série de ataques contra agentes de segurança pública devido à decisão do governo paulista de transferir as lideranças da facção, incluindo Marcola, para o presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau, no interior do estado. Infográfico: criminosos fazem tocaia antes de iniciar ataque e perseguição ao delegado Arte/g1

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MPF aciona Justiça contra o governo do RS e cobra inclusão indígena em programa dos 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis

Publicado em: 16/09/2025 18:18

Sitio Histórico São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões Reprodução/ Prefeitura Municipal de São Miguel das Missões O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma ação civil pública contra o estado do Rio Grande do Sul para exigir a reestruturação do programa “400 Anos das Missões Jesuíticas Guaranis no RS”. De acordo com o MPF, a iniciativa, que prevê investimentos públicos superiores a R$ 50 milhões, exclui o povo Guarani das decisões e dos benefícios do projeto. Segundo o MPF, o programa estadual, lançado para celebrar o quadricentenário da experiência jesuítico-guarani, destina quase todos os recursos à infraestrutura turística e cultural da chamada Região das Missões, enquanto ignora as necessidades básicas das comunidades indígenas. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Apenas 0,6% do orçamento foi reservado para ações diretamente voltadas aos Guarani, como a construção de uma Casa de Cultura em uma única aldeia. O g1 entrou em contato com a Procuradoria-Geral do Estado, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. “Semelhante a uma migalha” De acordo com a petição, o programa distribui R$ 35 milhões à Secretaria de Turismo e R$ 14,6 milhões à Secretaria de Cultura, enquanto R$ 330 mil foram destinados a uma ação indígena. “Se o investimento total fosse um pão francês de 50 gramas, a parcela destinada aos Guarani equivaleria a apenas 0,33 gramas, algo semelhante a uma migalha”, compara o documento. O MPF ainda aponta que a Comissão Oficial responsável pela governança do programa é composta por 45 entidades, das quais apenas uma representa os povos indígenas, o Conselho Estadual dos Povos Indígenas (CEPI), com participação considerada “simbólica” e sem poder de decisão. Violação de direitos A ação denuncia a violação de direitos constitucionais e internacionais, como o direito à consulta prévia, livre e informada, previsto na Convenção 169 da OIT. O MPF também destaca que o programa ignora a extrema vulnerabilidade das comunidades Guarani, documentada em diagnóstico da EMATER/RS. Entre os dados, estão: 92% das comunidades enfrentam problemas habitacionais; 37% dependem de caminhões-pipa para acesso à água potável; 75% das escolas indígenas funcionam em estruturas precárias; Apenas 21% vivem em terras devidamente demarcadas. Pedido de desculpas e reparação Além da reestruturação do programa, o MPF pede que o estado realize um ato público de pedido de desculpas ao povo Guarani pelas violações históricas, e que implemente medidas efetivas de valorização cultural. Entre elas, estão: criação de um festival anual de cultura Guarani; fomento à soberania alimentar; inclusão da história indígena na rede estadual de ensino. A ação também requer o pagamento de R$ 49,67 milhões por dano moral coletivo, valor equivalente ao orçamento total do programa, a ser destinado às aldeias Guarani do estado. O MPF solicita ainda a suspensão imediata das obras e repasses do programa até que sua estrutura seja revista com participação efetiva dos indígenas. A medida liminar, segundo os procuradores, é necessária para evitar danos irreparáveis ao patrimônio cultural e à dignidade do povo Guarani. A ação foi assinada pelos procuradores Pedro Nicolau Moura Sacco, Raphael Rebello Horta Gorgen e Ricardo Gralha Massia, e tramita na Justiça Federal de Porto Alegre. Descubra o Brasil: Ruínas de S. Miguel das Missões (RS) são Patrimônio Mundial VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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Homem desaparece após sair de casa, em Itapaci

Publicado em: 16/09/2025 16:19

Família procura homem desaparecido em Itapaci Um homem de 37 anos desapareceu após sair de casa, em Itapaci, na região central de Goiás. Osvaldo Caldas Teixeira foi visto pela última vez por uma vizinha há mais de 20 anos, segundo a assistente social responsável por ele, Silvia Aparecida de Jesus Ferreira. A Polícia Civil investiga o caso. “Ele desapareceu dia 23 de agosto, disse que iria na rua e voltava em seguida, mas nunca foi visto mais”, relatou a irmã, Elenir Teixeira, ao g1. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp De acordo com Silvia, Osvaldo faz uso de medicamentos controlados e esteve internado meses antes de desaparecer para tratar de um transtorno mental. Desde o seu desaparecimento, a família realiza buscas pela região, mas ele não foi encontrado. Em entrevista ao g1, o delegado Fabio Mendanha Castilho, responsável pelo caso, informou que testemunhas relataram terem visto Osvaldo na região de colheita de açafrão em Mara Rosa. A delegacia da cidade está realizando varreduras para tentar localizá-lo. LEIA TAMBÉM: Jovem desaparece após sair de casa para trabalhar, diz marido Dona de casa desaparece após sair de casa, diz família Doméstica que desapareceu em Goiás pediu que polícia não avisasse familiares que ela havia sido encontrada, diz delegada Segundo a assistente social, Osvaldo mora com o irmão e com um idoso, amigo da família. Silvia mencionou que ficou responsável por ampará-lo em Itapaci após uma medida judicial devido à vulnerabilidade social que enfrentava. Ela registrou um boletim de ocorrência e comunicou o desaparecimento às autoridades. Osvaldo Caldas Teixeira, de 37 anos, está desaparecido, em Goiás Divulgação/Polícia Civil 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

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'Afago' de Paes em Silas Malafaia não é aproximação, mas manutenção de relacionamento histórico

Publicado em: 16/09/2025 14:59

Eduardo Paes e Silas Malafaia Reprodução O "afago" que o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, fez no pastor evangélico Silas Malafaia não é uma aproximação - mas manutenção de um relacionamento histórico. ➡️No último domingo (14), Paes participou do culto de celebração de aniversário do pastor, e, no púlpito, disparou: "mexeu com o Silas Malafaia, mexeu comigo". Em todas as eleições que concorreu, Paes contou com o apoio ou, na pior das hipóteses, com a neutralidade das principais lideranças evangélicas do país. Além do bom relacionamento com os pastores, Paes visita as igrejas evangélicas mesmo fora da eleição e nunca abraçou as teses da esquerda que afastam esse campo político de lideranças evangélicas, como a legalização do aborto. Ao se tornar o conselheiro mais importante de Bolsonaro, Silas Malafaia, em tese, poderia se afastar de Eduardo Paes, por conta de sua relação pessoal com Lula. Mas, mesmo quando o bolsonarismo tinha mais foco na eleição para a Prefeitura do Rio foi capaz de derrotar Paes. Na eleição contra Crivella, Bolsonaro fez corpo mole na campanha do pastor. Na época, Bolsonaro declarou que o Paes era muito trabalhador e deu o seguinte recado para seus eleitores: 'se quiserem, tem um outro nome aí', referindo-se a Crivella. Foi diferente na eleição recente contra Ramagem, em que o bolsonarismo agiu pesado para tentar eleger o ex-delegado da Polícia Federal, que saiu derrotado da eleição. Em 2026, o campo bolsonarista está menos interessado na disputa pelo governo do Rio e mais atento à eleição para o Senado. A prioridade é reeleger Flávio Bolsonaro, favorito na corrida, mas com uma vulnerabilidade: as pesquisas indicam que ele aparece como primeira opção do eleitor, mas não como a segunda opção. No próximo ano, duas vagas estarão em disputa. Por sua proximidade com Lula e pelo apoio que o presidente deu ao Rio - trazendo grandes encontros internacionais, como o G20 e o Brics, e pressionando pela revitalização do Galeão, que impulsionou o turismo -, Paes perderia o voto da esquerda se não estivesse ao lado dele. No entanto, seus principais candidatos a deputado federal, como Pedro Paulo e Laura Carneiro, estariam mais confortáveis em um palanque à direita, ao lado de Tarcísio e Ratinho. Por ora, porém, a estratégia é Paes “jogar parado”, por conta do seu amplo favoritismo e da desorganização da oposição, além da grande impopularidade do governador Claudio Castro. Quem é o pastor Silas Malafaia

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Machado lança aplicativo 'Botão do Pânico' para mulheres com medidas protetivas

Publicado em: 16/09/2025 14:23

Botão do pânico: ferramenta deve proteger mulheres com medida protetiva em Machado Um recurso tecnológico que pode salvar vidas começou a ser utilizado nesta terça-feira (16) em Machado (MG). Trata-se do Botão do Pânico, um aplicativo voltado para mulheres com medidas protetivas, que permite pedir socorro em situações de risco. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O lançamento foi feito na Casa da Mulher, espaço de acolhimento e apoio a vítimas de violência doméstica na cidade. A ferramenta vai atender, neste primeiro momento, 150 mulheres em situação de vulnerabilidade. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Polícia Civil, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e a Casa da Mulher, com investimento de R$ 32 mil, custeado por emenda impositiva da Câmara Municipal e projeto junto ao TJMG. Machado lança aplicativo 'Botão do Pânico' para mulheres com medidas protetivas Reprodução EPTV Como funciona O aplicativo é instalado diretamente no celular da vítima e, ao ser acionado, envia em tempo real áudio, vídeo e localização para a central da Casa da Mulher. A equipe, então, aciona a Polícia Militar para o atendimento imediato. Conforme a coordenação do espaço, o diferencial do Botão do Pânico está justamente na possibilidade de registrar não apenas a localização, mas também as imagens e sons do ambiente, o que pode servir como prova do descumprimento da medida protetiva. A expectativa é que a ferramenta aumente a segurança das vítimas e incentive mais mulheres a procurarem ajuda. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas