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‘Devolve o Sorriso Delas’: projeto oferece atendimento odontológico gratuito a mulheres vítimas de violência doméstica

Publicado em: 05/10/2025 06:01

Projeto oferece atendimento odontológico gratuito a mulheres vítimas de violência O projeto “Devolve o Sorriso Delas”, promovido pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP-Unicamp), oferece atendimento gratuito a mulheres vítimas de violência doméstica. Para garantir uma atenção humanizada, a iniciativa também realiza capacitação de profissionais da área. De acordo com Luciane Miranda Guerra, docente do Departamento de Saúde Coletiva, Odontopediatria e Ortodontia da FOP-Unicamp, o dentista é um dos profissionais mais procurados pelas vítimas porque as lesões, nesses casos, são na boca e no rosto. “E essas lesões não são nessa região por acaso. As lesões são na região de cabeça e pescoço porque, em geral, o agressor tem a intencionalidade de destruir a identidade”, afirma. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram A pesquisadora explica que o atendimento a populações vulneráveis não se resume à técnica aprendida na graduação, e que exige acolhimento, criação de vínculo, encaminhamento na rede de saúde e notificação do caso. Como surgiu a iniciativa? 🦷 A coordenadora do atendimento, Adriana de Jesus Soares, conta que a iniciativa surgiu no pós-pandemia, quando os casos de violência doméstica se tornaram mais frequentes. Foi necessário desmembrar esse atendimento do Serviço de Atendimento aos Traumatismos Dentários (SATD). Ela relembra que a proposta partiu dos alunos Rodolfo Figueiredo de Almeida e Yanna Omena Soares. Rodolfo contou ao g1 que o projeto, criado em 2021, se inspirou na “Turma do Bem”, que atende crianças em situação de vulnerabilidade, e em seu desdobramento, o “Apolônias do Bem”. “Dentro da ‘Turma do Bem’, alguns dentistas começaram a ver essa parte da violência doméstica e surgiu o projeto chamado ‘Apolônias do Bem’. [...] A Santa Apolônia é a padroeira dos dentistas”. Hoje, o projeto conta com apoio de alunas da graduação e da pós-graduação. FOP-Unicamp oferece atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica Acervo Pessoal/Adriana de Jesus Soares Como é o atendimento? 💉 O Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) de Piracicaba é responsável por encaminhar as pacientes. Adriana estima que cerca de 35 a 40 mulheres já passaram por triagem na FOP. Os filhos podem ser levados pelas vítimas no primeiro atendimento. Coordenadora do Cram, Fabiana Menegon informa que não há necessidade de comprovar a violência para ser atendida. Basta que a vítima procure o serviço, seja de forma espontânea ou pelo encaminhamento a partir da detecção da situação de violência. "Não há necessariamente a obrigatoriedade ou a necessidade de vir com um encaminhamento ou, de repente, ter um boletim de ocorrência, uma medida protetiva. Isto independe para o atendimento do Cram", explica. Apenas estudantes do sexo feminino realizam os atendimentos, que acontecem às quartas-feiras à tarde, na FOP. “Normalmente, a gente faz dois agendamentos por período. Por quê? Porque esses atendimentos são atendimentos mais longos, né? Principalmente na primeira consulta, que é feita toda essa coleta de dados. Então, a gente deixa sempre uma para a primeira consulta e outra de atendimento para procedimento”. Antes dos procedimentos, é feita uma anamnese específica, que é uma entrevista para coleta de dados e informações sobre a qualidade de vida da paciente. Além de uma avaliação física, com análises intraorais (condição bucal) e extraorais (face). “Algumas vezes, a paciente não relata essa agressão inicialmente, nas primeiras consultas, mesmo a gente sabendo que teve um histórico. Normalmente, elas relatam com mais segurança na segunda consulta”, afirma a docente. O que é feminicídio? Procedimentos 📋 Exodontia (extração dos dentes) Tratamento periodontal (gengiva) Tratamento de canal Tratamento de prótese O doutorando Rodolfo Figueiredo de Almeida afirma que o projeto proporciona experiências valiosas às estudantes envolvidas nos atendimentos. “Traz esse olhar um pouco mais sensível, de ver o ser humano ali como um ser humano que está fragilizado, que precisa de um apoio maior, que muitas vezes não é só a restauração ou o dente que a gente vai repor, mas também entender que é uma pessoa que precisa ser acolhida com bastante empatia”, conta. 🎓 Formar para acolher Luciane Miranda Guerra coordena frentes de pesquisa ligadas às mulheres e aos profissionais que as atendem, como dentistas, assistentes sociais, psicólogos e médicos. Júlia Vitório Octaviani iniciou sua pesquisa sobre os impactos da violência doméstica na saúde bucal durante o mestrado. Ela realizou um mapeamento das áreas mais vulneráveis ao serviço público. No doutorado, aprofundou a análise no Cram, investigando tanto o significado da violência para as atendentes quanto os impactos odontológicos nas vítimas. “A gente descobriu uma fragilidade no sentido de que as mulheres que trabalham no Cram também sofrem pela violência sofrida e atendida por elas. Isso foi uma das partes da minha tese. A outra parte foi descobrir diretamente qual era o impacto odontológico que a violência contra a mulher causava na boca das vítimas”, conta. Os impactos podem ser diretos, na perda de dentes, cortes nos lábios, fratura. Ou indiretos, como depressão, que reduz a frequência de escovação e aumenta o consumo de açúcar. Os problemas bucais provocados pela agressão também afetam os filhos das vítimas. Durante o penúltimo ano de seu doutorado, a Unicamp lançou um edital para a criação de um curso de capacitação e, junto com a sua orientadora, Luciane Miranda Guerra desenvolveu um projeto para capacitação de profissionais sobre violência contra mulheres, crianças e populações vulneráveis. Outra motivação para a criação do curso foi que o tema não é abordado durante a graduação, de acordo com Octaviani. “Hoje sou professora de universidade também e tento mudar essa realidade. Eu converso bastante com os meus alunos sobre violência. Mas é um assunto que, até então, é novo”, diz. Júlia Vitório Octaviani em curso capacitação para dentistas sobre o atendimento de vítimas de violência doméstica Acervo Pessoal/Júlia Vitório Octaviani O curso começou com foco em dentistas da rede pública de Piracicaba, formando 17 profissionais na primeira edição presencial. Com a alta demanda, tornou-se online. A segunda turma abriu 50 vagas e, até agora, 67 dentistas já foram capacitados. A próxima edição, com 100 vagas, abre inscrições em outubro e começa em fevereiro. “A gente tem que oferecer além da capacitação técnica, o dentista precisa de mais. Então, nós buscamos oferecer outros conteúdos”, afirma Luciane. Abaixo, veja os conteúdos abordados no curso: Diretos humanos Marcadores sociais Interseccionalidades História do movimento feminista Notificação da violência Rede de atenção às mulheres vítimas de violência Acolhimento Curso capacitação de dentistas para o atendimento de vítimas de violência doméstica desenvolvido pela FOP-Unicamp Acervo Pessoal/Júlia Vitório Octaviani Um guia para quem cuida 📒 Para consolidar o conteúdo do curso, foi criada em 2024 a cartilha “A Equipe de Saúde Bucal e o Enfrentamento das Violências”, em parceria com a Universidade Estadual do Piauí e a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, a pedido do Ministério da Saúde. O material gratuito orienta equipes do SUS com dados teóricos e recomendações práticas. “Todos os profissionais que atuam na atenção primária, nas equipes de saúde da família, todos os profissionais de saúde bucal recebem essas cartilhas para poder apoiá-los no atendimento a essas mulheres”. Lei 15.116 ⚖️ Em 2 de abril de 2025, foi promulgada a Lei n.º 15.116, que institui o Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica no SUS. A tese de doutorado de Júlia e seus produtos integraram os documentos que ajudaram a embasar a lei, que garante serviços odontológicos para reconstrução e reparação dentária. Duas frentes, um só propósito 🫱🏻‍🫲🏻 Enquanto o projeto “Devolve o Sorriso Delas” transforma a autoestima de mulheres na clínica, a capacitação multiplica esse cuidado. Os profissionais envolvidos nos atendimentos às pacientes também fizeram o curso. “Uma das coisas que a gente pediu para as alunas que iam participar com a gente, foi para que elas se inscrevessem no curso da professora Luciane para ter também essa base e esse olhar diferenciado, para trazer isso para o nosso atendimento”, conta Rodolfo, que junto de Adriana, integrou a primeira turma do curso de capacitação, buscando por contribuições para o atendimento. Existem outros projetos da faculdade que atende outras vítimas de violência, como crianças, idosos e população LGBTQIA+. VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e Região = Veja outras notícias sobre a região no g1 Piracicaba

Palavras-chave: vulnerabilidade

Pecuária cresce 85% em Roraima em sete anos, aponta Agência de Defesa Agropecuária

Publicado em: 05/10/2025 06:01

Pecuária cresce 85% em Roraima em sete anos. Naamã Mourão/Rede Amazônica A pecuária cresceu 85,7% em Roraima nos últimos sete anos e, em 2025, o estado atingiu um rebanho de 1,3 milhão de cabeças de gado, segundo a Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr). O assunto foi um dos destaques do Amazônia Agro deste domingo (5). No primeiro semestre de 2025, foram abatidos 105.301 bois no estado. A previsão é atingir 180.515 abates até o fim do ano, o que representa desempenho histórico para o setor. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Entre os municípios, Mucajaí lidera o ranking com 19.876 abates, seguido por Rorainópolis (13.064) e Caracaraí (11.923). Na sequência aparecem: Iracema: 11.496; Cantá: 10.645; Alto Alegre: 10.420; Caroebe: 9.412; Bonfim: 8.310; São Luiz do Anauá: 3.236; Amajari: 2.883; São João da Baliza: 2.820; Boa Vista: 1.216. Gado criado em Roraima. Naamã Mourão/Rede Amazônica LEIA TAMBÉM: Cavalgada reúne vaqueiros e produtores rurais em encontro tradicional no interior de Roraima Agronegócio, produção rural: tudo sobre o Amazônia Agro Produtor rural aposta no cultivo de arroz sequeiro em Roraima Exportações ganham força Com o aumento da produção, o setor se prepara para exportar carne bovina. Em Iracema, a 93 km da capital Boa Vista, uma fazenda mantém cerca de 7 mil bois destinados ao abate, com foco no mercado de outros estados. O pecuarista Chrystiano Ricardo, que chegou a Roraima há 15 anos, acompanha de perto o crescimento da pecuária no estado. “Estamos aqui desde 2001, e a gente conseguiu já mudar muito na área tecnológica da fazenda, com inseminações, com a própria recria do gado. Nós temos Goiânia, temos Manaus, que somando esses dois, a gente pode escoar mais ou menos 2 mil a 3 mil animais por mês", disse. "Isso é muito bom, com o estado que era pequeno, que não tinha essa saída de gado, hoje a gente está crescendo, a gente vê uma luz no fundo do túnel”, ressaltou. Para ele, exportar parte da produção ajuda a valorizar o produto e fortalece o setor. Ele explicou que, para exportar, é necessário ter rastreabilidade animal desde o nascimento até o abate. "Com a ajuda do frigorífico, conseguimos agregar valor ao produto e trabalhar com volume. Antigamente, a gente ficava pensando: como vou vender? Para quem? Hoje, não", contou Chrystiano. Caribe é oportunidade de expansão Pecuaristas de Roraima miram exportação para o Caribe. Naamã/Rede Amazônica O zootecnista Diógenes Fernando Cardoso avalia que a abertura do mercado para a Comunidade do Caribe (Caricom), bloco que reúne países da região, representa uma grande oportunidade para Roraima. “Nós temos 11 milhões de habitantes e 40 milhões de turistas. Se você pensar nesse mercado, é algo extraordinário. Você tem infinitas possibilidades de crescer. Não dá mais para pensar em abrir novas áreas. O segredo agora é aproveitar o que já existe, aumentar a produtividade e fazer isso de forma sustentável", afirmou Diógenes Fernando. Para o especialista, o segredo está está na intensificação produtiva, com investimento em tecnologia, genética, manejo e nutrição para aumentar a produção em menos espaço. Com o mercado em expansão, a pecuária deve seguir como um dos principais motores da economia roraimense nos próximos anos, segundo o especialista. A meta dos produtores é manter o ritmo de crescimento. Em Iracema, por exemplo, a fazenda de Chrystiano projeta chegar a 6 mil vacas até 2026. “A gente procura dobrar o número de vacas. Toda propriedade que pensa em crescer tem que ter a sua própria recria, sem depender de compras externas. A nossa meta aqui é chegar nesse número até o ano que vem”, disse. Evento discute futuro da pecuária O crescimento da pecuária será discutido no Roraima Beef Summit 2025, que acontece no dia 21 de outubro. O evento vai reunir produtores, especialistas e pesquisadores para debater inovação, manejo e oportunidades de mercado. Toda a renda do evento será doada ao Hospital de Amor, destinado ao tratamento de pacientes com câncer no estado, O evento também arrecada alimentos para o Programa Mesa Brasil, do Sesc, que distribui doações a famílias em situação de vulnerabilidade. Outros destaques do Amazônia Agro: Cavalgada reúne vaqueiros e produtores na região do Paredão em Alto Alegre Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Palavras-chave: tecnologiavulnerabilidade

Observatório, parques e meta de carbono: como Fortaleza tenta reagir ao aquecimento global

Publicado em: 05/10/2025 05:04

Entenda as medidas da Prefeitura para enfrentar crise climática em Fortaleza De 1961 a 2023, a temperatura no Ceará aumentou em 1,8°C, segundo dados da Funceme. O aumento é superior à média global de 2024, evidenciando que o estado está sendo mais afetado pelo aquecimento climático do que outras áreas do planeta. Em resposta a esse cenário, Fortaleza tem adotado uma série de ações para mitigar os impactos da crise climática. A Prefeitura anunciou a criação de novos Parques Urbanos; a Política Municipal de Mudança do Clima, que prevê inventários de emissões de gases de efeito estufa e metas para neutralidade de carbono até 2050; e o Observatório dos Riscos Climáticos, que vai reunir dados sobre temperatura, chuvas e ilhas de calor para orientar políticas públicas e preparar a cidade para eventos extremos. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Apesar das medidas, especialistas apontam um descompasso entre o discurso e a prática. A seguir, entenda como essas iniciativas podem contribuir para a adaptação de Fortaleza às mudanças climáticas e quais são os principais desafios e contradições apontados por especialistas. Como Fortaleza está enfrentando o aquecimento global O que é o aquecimento global? Durante a conferência "Diálogos Rumo à COP 30", realizada no dia 10 de setembro, o prefeito Evandro Leitão anunciou uma série de medidas para enfrentar a crise climática na capital cearense. Confira abaixo como as iniciativas funcionam na prática. Parques urbanos 🌳 O Plano Diretor Participativo da cidade de Fortaleza, documento que visa ordenar o planejamento urbano e o desenvolvimento sustentável, estabelece que a cidade deve ampliar, conservar, fiscalizar, monitorar, manejar e promover a gestão democrática dos sistemas ambientais, das áreas verdes, das unidades de conservação e dos espaços públicos. O texto orienta a criação de parques urbanos como ação estratégica para o fortalecimento das áreas verdes do município. O que são parques urbanos? São áreas verdes urbanas, consideradas áreas de proteção especial, com predomínio da vegetação e preservação de características naturais. Esses espaços desempenham um papel essencial na melhoria da qualidade de vida nas cidades, ao oferecerem locais de lazer, contato com a natureza e incentivo à prática de atividades físicas. Lago Jacarey é um dos parques urbanos de Fortaleza. Kid Junior/SVM No contexto do Plano Diretor Participativo de Fortaleza 2019–2029, essas áreas verdes estão inseridas dentro da Macrozona de Proteção Ambiental. Os parques urbanos que possuem recursos hídricos em sua composição são classificados como Zonas de Proteção Ambiental (ZPA), correspondendo à Faixa de Preservação Permanente dos Recursos Hídricos. Já os parques sem recursos hídricos são enquadrados como Zonas Ambientais de Desenvolvimento Sustentável. O prefeito Evandro Leitão assinou no dia 10 de setembro um decreto que oficializa a criação de cinco novos parques urbanos em Fortaleza, elevando para 30 o total de unidades desse tipo na cidade. Os novos parques são: Lagoa do Aracapé; Lagoa do Urubu; Zeza-Olho D’água; Zoobotânico do Passaré; Lagoa da Paupina. [Mapa] João Vicente, titular da Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), explica que, ao serem transformados em parques urbanos, os espaços passam a seguir diretrizes de manejo mais específicas, com maior rigor técnico e foco na sustentabilidade. “A ideia é tornar os usos mais sustentáveis, recuperando áreas degradadas, construindo o ideal da mobilidade ativa e do convívio com a natureza por meio de conectores verdes ecológicos. Então, de modo generalista, cada território protegido tem um objetivo específico de proteção, no entanto, de modo comum, todos eles visam uma integração dos usos públicos já existentes, mas garantindo que os serviços ecossistêmicos mantenham-se preservados”, explica. A Seuma informou que ainda não há estudo técnico sobre os usos de cada novo parque, mas destaca que a criação de parques urbanos abre espaço para ações sociais, culturais e esportivas, integradas à natureza e alinhadas ao desenvolvimento sustentável. Política Municipal de Mudança do Clima 📋 A nova Política Municipal de Mudança do Clima define diretrizes inéditas voltadas à adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. A Seuma informou que a implementação da política ocorrerá por meio dos seguintes instrumentos: Inventários de emissões de gases de efeito estufa: ajudam a entender de onde vêm as emissões e a definir metas para reduzi-las. Plano de Ação Climática (PAC): é o principal guia com metas e ações para reduzir os impactos das mudanças climáticas e se adaptar a elas. Observatório de Riscos Climáticos e Plano de Contingência: vão monitorar os riscos e preparar respostas rápidas a desastres como enchentes, secas e ondas de calor. De acordo com o secretário João Vicente, a nova política tem como meta alcançar a neutralidade de carbono até 2050. As metas específicas de mitigação serão definidas no Plano de Ação Climática (PAC), que atualmente está em processo de revisão. “Para chegar lá, serão incentivadas medidas como eficiência energética em edifícios, incentivo à energia renovável, fortalecimento da reciclagem e da mobilidade sustentável. O progresso será monitorado por Inventários Municipais de Emissões de GEE, atualizados bianualmente, e a governança será coordenada pelo Gabinete de Governança Climática (GGC), com resultados publicados periodicamente para garantir transparência”, detalha. A política também prevê a implementação de incentivos fiscais para promover práticas sustentáveis. Entre as medidas, estão possíveis descontos em tributos municipais, como o IPTU Verde, voltado para imóveis que adotem soluções ambientais, como energia solar, reuso de água e telhados verdes. Imóveis com energia solar poderão ter descontos em tributos municipais. Thiago Gadelha/SVM Além disso, estão previstos estímulos como linhas de crédito com condições especiais, redução de taxas e o fortalecimento de certificações ambientais já existentes, como o Selo Empresa Amiga do Meio Ambiente, que reconhece empresas engajadas em ações sustentáveis. Na área da construção civil, o destaque é o Fator Verde, voltado para empreendimentos que adotem critérios de sustentabilidade. O projeto incentiva práticas como eficiência energética, uso racional da água e integração de áreas verdes aos projetos. A política cria condições para que cidadãos e empresas vejam vantagens concretas em adotar soluções que aproximem Fortaleza de um modelo urbano mais resiliente e de baixo carbono. A política também contempla ações educativas voltadas à sociedade, por meio do Programa Municipal de Educação para Riscos Climáticos, que será regulamentado por decreto. O objetivo é ampliar o acesso da população a informações sobre os impactos das mudanças climáticas, promovendo a participação social e incentivando hábitos mais sustentáveis no dia a dia da cidade. Observatório dos Riscos Climáticos 🌤️ Outra novidade é a criação do Observatório dos Riscos Climáticos, que está sob a gestão do Instituto de Planejamento (Ipplan). Para entender melhor o funcionamento dessa nova ferramenta, o g1 conversou com Artur Bruno, presidente do Ipplan. O observatório começará suas atividades como uma plataforma integrada, que reunirá e analisará dados históricos de eventos registrados pela Defesa Civil entre 2012 e julho de 2025. Além disso, o recurso contará com informações sobre a limpeza e manutenção de canais e lagoas a partir de janeiro de 2024. Como parte das ações do Observatório, foram instaladas dez estações meteorológicas em pontos estratégicos da cidade durante o mês de setembro. O objetivo é coletar dados climáticos em tempo real, o que possibilitará o monitoramento da temperatura urbana, a identificação das ilhas de calor e o registro da pluviometria. ➡️ Entenda como funcionará: As informações serão organizadas em mapas, séries temporais e indicadores, permitindo identificar áreas de risco, monitorar padrões climáticos e apoiar ações preventivas e de adaptação da cidade aos impactos das mudanças climáticas. Uma das estações foi instalada na Defesa Civil de Fortaleza. Ipplan/Divulgação Dados produzem informação. As informações têm alto potencial de gerar conteúdos valiosos para nortear políticas públicas e estas, sim, é que podem ajudar na mitigação dos impactos climáticos na cidade. Atualmente, o Observatório já está em operação como uma ferramenta interna de análise para a Prefeitura de Fortaleza. De acordo com o Artur Bruno, a plataforma será disponibilizada para o público em geral a partir de outubro. O presidente acredita que, por meio da análise dos dados, será possível identificar padrões de vulnerabilidade e áreas críticas, além de orientar o planejamento de obras de drenagem, manutenção preventiva e contenção de encostas, priorizando investimentos com maior impacto. Além de apoiar a gestão pública, o Ipplan também vê o Observatório como uma ferramenta essencial na disseminação de conhecimento. “Os dados reunidos são inéditos e estarão disponíveis para a sociedade e para a comunidade acadêmica, estimulando pesquisas, análises e o desenvolvimento de novas soluções para os desafios climáticos de Fortaleza”, pontua. Desafios e contradições Apesar das novas medidas, o professor Jeovah Meireles, do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC) alerta para um descompasso entre o discurso oficial e as práticas cotidianas de gestão socioambiental em Fortaleza. As ações planejadas pela gestão municipal já estão presentes há décadas nos diversos programas de enfrentamento à emergência climática. (...) Entretanto, a gestão pública vem cometendo graves crimes ambientais, especialmente com licenças emitidas para o desmatamento das florestas e a impermeabilização do solo da cidade de Fortaleza. O pesquisador avalia que a flexibilização das áreas de preservação permanente, somada à fragilidade da fiscalização ambiental, tem resultado na degradação de ecossistemas fundamentais. Entre os impactos apontados estão: O desmatamento de bosques ribeirinhos; A extinção de riachos e lagoas; A redução de áreas da Mata Atlântica, como restingas, dunas fixas e manguezais. Esses territórios estão cada vez mais visados pela especulação imobiliária e pelo setor da construção civil. O professor alerta que a perda desses espaços agrava os efeitos das mudanças climáticas já perceptíveis em Fortaleza. Um dos casos mais recentes que expõem essa contradição é a flexibilização da proteção da Zona de Interesse Ambiental (ZIA) da Sabiaguaba. Sancionada pelo prefeito Evandro Leitão em setembro, a lei complementar alterou os parâmetros urbanos e a adequação de usos, permitindo maior ocupação urbana na região. Evandro Leitão sancionou redução da área verde da Sabiaguaba. Kid Junior/SVM Para Jeovah, a mudança compromete ecossistemas estratégicos, como dunas, mangues e áreas de recarga de aquíferos, que atuam como reservas de água doce e barreiras naturais contra a erosão costeira e a salinização. “Os ecossistemas urbanos são integrados às bacias hidrográficas e à planície litorânea e estão em avançado colapso ambiental: ao desmatar uma área, os danos ambientais já afetam o conjunto de ecossistemas urbanos”, explica. O desmatamento nas imediações do Aeroporto Pinto Martins é outro capítulo polêmico da crise ambiental em Fortaleza. De acordo com o Ministério Público do Ceará, 46 hectares de vegetação foram desmatados em setembro para a construção de um Centro Logístico ligado à Aerotrópolis Empreendimentos. Initial plugin text Após denúncias de intervenção em Área de Preservação Permanente (APP), supressão além dos limites autorizados e manejo inadequado da fauna, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) anunciaram a suspensão da licença concedida à empresa responsável. “A Superintendência ressalta que todo o processo de licenciamento havia seguido a legislação ambiental vigente, com anuência do Município desde 2023, levantamento de dados na plataforma SOS Mata Atlântica, vistoria de campo e inventário florestal. A atuação da empresa não seguiu o autorizado, o que resultou na medida atual de suspensão de referida licença", diz a nota. A Aerotrópolis afirma ter seguido rigorosamente a legislação ambiental, com estudos de viabilidade, plano de compensação, manejo e monitoramento de fauna. Em coletiva de imprensa, o prefeito Evandro Leitão destacou que a área do aeroporto é de responsabilidade do Governo do Estado e que o Plano Diretor prevê a ampliação das áreas verdes de Fortaleza. Sobre a redução da área verde na Sabiaguaba, ele pontuou que uma emenda à lei limita a aplicação da norma, preservando dunas e comunidades tradicionais. Para o professor Jeovah, recuperar áreas verdes é crucial para restabelecer serviços ecológicos essenciais, como a recarga dos aquíferos, a preservação da biodiversidade e a manutenção do microclima litorâneo. “Reflorestar esses espaços é essencial para retomar serviços vitais, como o equilíbrio térmico e a melhoria da saúde coletiva”, defende. A principal medida administrativa é institucionalizar o desmatamento zero e ampliar a fiscalização. E, sobre a área desmatada, proceder o reflorestamento. As medidas compensatórias não deverão mais ser utilizadas para justificar desmatamentos dos bosques e florestas urbanas: a destruição sistêmica, perdulária e programada dos serviços ecológicos promoverá o incremento das cheias e inundações, consolidação das ilhas de calor e interferirá progressivamente na saúde pública e na qualidade de vida de todas as espécies. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: vulnerabilidade

Sobrevivente de abuso na infância, cearense se torna ativista e lança livro sobre o tema: 'Literatura é instrumento poderoso'

Publicado em: 05/10/2025 05:02

“Menino Bernardo”: literatura como escudo contra a violência sexual infantil "Acho que o que faço agora é o que não pude fazer na infância", escreveu Manoel de Barros (1916-2024) no poema 'Manoel por Manoel'. E essa frase tem guiado a vida e os escritos de Mônica Mota, cearense que sobreviveu aos abusos sexuais sofridos dos seis aos 12 anos e resolveu se tornar ativista da causa. Agora, Mônica lança o livro "Menino Bernardo", que aborda a violência contra crianças com deficiência. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp A obra foi lançada na Casa de Saberes Cego Aderaldo, em Quixadá, e é inspirada em uma conversa entre a escritora e o pequeno Vinícius, filho de amigos dela. Diagnosticado com uma má formação da medula, o menino abriu os olhos da escritora para uma realidade cruel: pessoas com deficiência estão mais suscetíveis à violência do que aquelas sem essa característica. LEIA TAMBÉM: Empresário e político Tasso Jereissati é contemplado com o Troféu Sereia de Ouro 2025 Vídeo: Bebê cearense é escolhida para encontro com Papa Leão XIV no Vaticano "Eu faço agora o que não tive na infância: eu não tive um adulto que protegesse meus direitos, eu não tive um adulto que cuidasse de mim. Eu tento hoje fazer o contrário e espero que eu esteja conseguindo fazer", explica a escritora. ➡️ Atenção: esta matéria apresenta conteúdo sensível sobre violência sexual contra crianças e adolescentes, o que pode despertar gatilhos. Para denunciar casos semelhantes, entre em contato com o Disque 100. No fim da reportagem, confira mais detalhes sobre como realizar denúncias. Literatura como ferramenta de proteção Mônica Mota, escritora cearense e assistente social, sobreviveu a abusos sexuais na infância e transformou sua dor em ação literária para proteger outras crianças. Divulgação O livro conta a história de uma criança com deficiência física que, ao ser abordada por um adulto com más intenções, consegue denunciar e pedir ajuda da escola e de sua família. De maneira lúdica, com ilustrações e linguagem acessível, a obra também se torna um guia sobre como adultos devem agir para prevenir casos de abuso sexual: "O Bernardo, na história, já sabe que ninguém pode tocar no seu corpinho, ninguém pode fotografar ele sem roupa ou filmar; ninguém pode tocar em suas partes íntimas. Porém, mesmo assim, chega um adulto querendo tocar no seu corpinho. E por mais que o Bernardo diga que em seu corpo ninguém toca porque é um crime, fica o alerta de que sozinho ele não consegue sair (da situação). E é então que chega toda a sociedade, representada pela escola, pela família e pela comunidade para proteger o Bernardo". O personagem simboliza um cenário difícil enfrentado pelo Brasil. De acordo com dados do Atlas da Violência divulgado neste ano, quase 2,4 mil crianças e adolescentes com deficiência sofreram violência sexual no país em 2023. "Estudos indicam que esse grupo enfrenta taxas desproporcionalmente altas de vitimização, evidenciando a necessidade de abordagens específicas para sua proteção. Fatores como dependência de terceiros para atividades cotidianas, isolamento social e estigma contribuem para essa vulnerabilidade. Além disso, os agressores costumam ser pessoas do convívio próximo, como familiares, parceiros ou amigos, o que torna a identificação e a denúncia dos casos ainda mais difíceis", descreve o estudo. A obra, lançada em Quixadá, aborda de forma lúdica e educativa a violência sexual contra crianças com deficiência, ensinando sobre autoproteção e a importância do apoio da sociedade. Divulgação Foi o que ocorreu com a escritora Mônica Mota. Ela revela que dos seis aos 12 anos de idade sofreu abuso sexual de um adulto de sua família. "Foram seis anos seguidos de violência. A gente tem uma inversão de valores: quem deveria proteger está na verdade violando direitos. Acho que consegui transformar um tema muito difícil em uma ferramenta leve com o objetivo único e absoluto de proteger infâncias". Além de escritora, Mônica atua também como assistente social no Instituto da Primeira Infância (Iprede), onde trabalha com o público de crianças com deficiências, crianças com autismo, entre outras. “Tom, Elis e Chico” é seu primeiro livro e foi lançado em 2019 na XII Edição da Bienal Internacional do Livro. Junto com "Menino Bernardo", as histórias fazem um alerta urgente: "A literatura é um instrumento poderoso para prevenir violências, como a sexual. Apesar de ser um tema muito pesado, consegui transformar essa história trazendo as ilustrações como uma outra ferramenta. Muitas vezes essa criança ainda não sabe ler (...) Através das ilustrações e das palavras, a criança vai conseguindo criar repertório e ferramentas de autoproteção", comenta ao g1. É preciso ficar de olho nos sinais Abusos sexuais no Marajó inspiram 'Manas' No filme brasileiro "Manas", da diretora Marianna Brennand e com Dira Paes no elenco, a personagem Tielle (Jamilli Correa), de 13 anos, sobre abusos e assédios de seu pai. O longa foi baseado nos casos de exploração sexual infantil da Ilha do Marajó (PA), mas evidencia a violência intrafamiliar que afeta diversas meninas e meninos no Brasil. Como mostra o Atlas da Violência, a vulnerabilidade é ainda maior entre crianças com deficiências, "que têm quase quatro vezes mais probabilidade de serem vítimas de violência do que aquelas sem deficiência". "Especificamente, o risco é 3,7 vezes maior para qualquer tipo de violência, 3,6 vezes maior para violência física e 2,9 vezes maior para violência sexual. Crianças com deficiências mentais ou intelectuais são as mais expostas, com um risco 4,6 vezes maior de sofrer violência sexual", aponta a pesquisa. 💡 A violência sexual é definida como qualquer ação na qual uma pessoa, valendo-se de sua posição de poder e fazendo uso de força física, coerção, intimidação ou influência psicológica, obriga outra pessoa, de qualquer sexo e idade, a ter, presenciar ou participar de interações sexuais. Cena do filme 'Manas' Divulgação Para a escritora e assistente social Mônica Mota, a educação sexual é uma das principais formas de prevenir esses casos e ficar de olho no comportamento das crianças também ajuda a evitar o pior. No "Manas", a pequena Tielle passa a apresentar dificuldade na escola e até sintomas físicos depois que os abusos começam. "Essa criança pode não verbalizar de forma imediata, mas ela vai dar sinais no comportamento. É preciso observar os desenhos feitos por essa criança ou as brincadeiras dela. Se era uma criança comunicativa, que tinha uma boa interação social, mas que está mais retraída ou se tornou mais agressiva, por exemplo. E, sobretudo, ouvir a criança, acolher, deixar a criança falar exatamente o que ela quer falar", sinaliza Mônica. Dados do Atlas da Violência mostram que em 2023, cerca de 2,4 mil crianças e adolescentes com deficiência sofreram violência sexual no Brasil, evidenciando a vulnerabilidade desse grupo. Arte g1 Onde denunciar Polícia Miliar - 190: quando a criança está correndo risco imediato Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres Qualquer delegacia de polícia Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa Conselho tutelar Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia. WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008 Ministério Público Onde e como denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: vulnerabilidade

Piracicaba chega a sete anos sem novas moradias populares, e comunidades cobram reserva de verba em orçamento

Publicado em: 04/10/2025 18:52

Manifestações de comunidades em frente à Câmara Municipal de Piracicaba, na última quinta-feira (2) Caio Garcia Em 2025, Piracicaba (SP) chega a sete anos sem novas moradias populares. Comunidades da cidade cobram a destinação de verba no orçamento de 2026 para desapropriações e construção de conjuntos habitacionais de interesse social. Atualmente, o único projeto em andamento prevê 150 novos imóveis. O déficit habitacional da cidade é de 10.880 unidades. Famílias das comunidades Lago Negro, Renascer e Canaã realizaram uma manifestação em frente à Câmara Municipal na última quinta-feira (2) e programam outros atos ao longo do mês. Parte dessas áreas ocupadas pelas comunidades é alvo de processos de reintegração de posse, movidos pelos donos dos terrenos. No caso da Renascer, já há determinação de desocupação de parte da área. 📲 Siga o g1 Piracicaba no Instagram "As comunidades reivindicam a destinação de verbas do orçamento do PPA (plano plurianual) para habitação, com fins de seu uso para desapropriações e construção de habitações populares, no próximo ano", explicou o advogado popular Caio Garcia, que representa os moradores em processos judiciais. Ao longo do mês de outubro, ocorrerá a apresentação de emendas ao PPA, e o grupo pressiona pela inclusão de, no mínimo, R$ 20 milhões desse orçamento para as moradias populares. Na manifestação da quinta-feira, Caio afirma que estiveram presentes cerca de 120 pessoas. "Ocorrerão mobilizações de massa ao longo de todo o mês de outubro, considerando que as votações da emenda será a partir do dia 21/10", finalizou. O orçamento de 2026 da cidade tem previsão de R$ 1 milhão para desapropriações. Moradores de três comunidades participaram do ato Caio Garcia O que é o PPA? O PPA funciona como um plano estratégico que estabelece objetivos e metas para as diversas áreas da prefeitura nos próximos quatro anos, como saúde, educação, saneamento, transportes, entre outras. Ele faz a ligação entre o planejamento do governo e os orçamentos de cada ano, que são definidos pelas Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e pelas Leis Orçamentárias Anuais (LOA). O plano abrange os três anos finais do mandato do atual prefeito e o primeiro ano do próximo governo. O projeto do PPA de Piracicaba para o próximo quadriênio apresenta um orçamento global estimado em R$ 15,1 bilhões. Uma audiência pública, onde a população poderá se manifestar a respeito do PPA, está agendada para 21 de outubro, às 19h, no plenário da Câmara Municipal de Piracicaba. Vista aérea da comunidade Portelinha em Piracicaba (SP) Prefeitura de Piracicaba/Divulgação Um projeto em andamento Em nota, a Prefeitura de Piracicaba (SP) afirmou que a gestão do prefeito Helinho Zanatta (PSD) tem como prioridade a implantação de políticas públicas voltadas à habitação e à regularização fundiária. "Atualmente, além das 150 moradias anunciadas em maio para atender às famílias da Comunidade Frederico, não existem outros projetos de moradias populares em andamento. Essa realidade decorre da ausência de novas parcerias firmadas nos últimos anos, que inviabilizou a disponibilização de unidades habitacionais de interesse social em curto prazo", informou. Os últimos empreendimentos habitacionais da cidade, entregues em 2018, foram os conjuntos habitacionais Vida Nova 1 a 4, com 1.200 apartamentos, viabilizado por meio de parceria do governo federal com a então Empresa Municipal de Desenvolvimento Habitacional de Piracicaba (Emdhap). Regularizações fundiárias Apesar desse cenário, a Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária afirmou que tem avançado na regularização fundiária. Atualmente, Piracicaba conta com 77 núcleos informais de interesse social, dos quais 67 são passíveis de regularização. "Dois núcleos já tiveram a REURB-S concluída, com a entrega de 388 matrículas, enquanto outros 30 núcleos encontram-se em processo de regularização, contemplando 2.841 famílias. Ainda, 30 núcleos terão os serviços licitados em breve, beneficiando mais 1.650 famílias, e o processo de regularização do Conjunto Habitacional Jardim Gilda abrange 951 residências, totalizando 5.830 matrículas/famílias atendidas, o maior programa de regularização fundiária da história de Piracicaba", detalhou a pasta. Como funciona a destinação de moradias? Segundo a prefeitura, interessados em comprar um imóvel por meio de programa de moradias populares precisam preencher um formulário de "cadastro de demanda" disponibilizado pela secretaria. Também conforme o governo municipal, o nível de vulnerabilidade da família é levado em consideração. "Cada inscrito recebe pontuação baseada em critérios de vulnerabilidade socioeconômica e é ranqueado em ordem decrescente, mas é importante destacar que o cadastro não garante automaticamente a obtenção de uma moradia, sendo necessária a inscrição em cada novo empreendimento lançado, seguindo os critérios definidos em edital", orientou. Veja também Justiça dá 90 dias para que famílias desocupem parte de área em comunidade em Piracicaba Justiça dá 90 dias para que famílias desocupem parte de área em comunidade em Piracicaba VÍDEOS: tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias no g1 Piracicaba

Prefeito de cidade do AC contrata Joelma por R$ 650 mil para show apenas em 2026

Publicado em: 04/10/2025 15:30

Joelma canta 'Voando pro Pará' no Amazônia Live A cantora Joelma foi contratada para se apresentar no XIII Circuito Country e Feira de Agronegócio de Epitaciolândia, interior do Acre, previsto para 2026. O contrato, no valor de R$ 650 mil, foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) da última quarta-feira (1º). A oficialização foi assinada pelo prefeito Sérgio Lopes (PL) e gerou repercussão porque a contratação foi divulgada, segundo a gestão municipal, com um ano de antecedência do evento. No entanto, o g1 apurou que, habitualmente, o Circuito Country ocorre entre os meses de abril e maio na cidade. A reportagem entrou em contato com o gestor para questionar sobre a possível data do show, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A publicação detalha ainda que a execução do contrato será vinculada ao programa “Apoio às Promoções Artísticas Populares e Culturais”, ação que financia eventos como festas típicas, festivais e feiras no município. Após a repercussão do contrato, a Secretaria de Planejamento de Epitaciolândia (Seplan) publicou um vídeo nas redes sociais, na última quinta (2), onde a secretária da pasta, Marinete Mesquita, contextualizou a contratação e os recursos públicos destinados ao show da cantora. LEIA MAIS: Festival da Banana tem rodeio e escolha de rainha da festa no interior do Acre; VEJA programação Contratação da Banda Djavú em festival no AC gera polêmica envolvendo disputa pelo nome Festival da Macaxeira: 2ª edição ocorre em novo local em Rio Branco; VEJA programação Com shows que custaram mais de R$ 1,1 milhão, Festa do Trabalhador reúne mais de 40 mil pessoas no AC Circuito Country em Epitaciolândia, no interior do estado Eldson Júnior/Divulgação No vídeo, ela citou ainda a emenda da deputada federal Antônia Lúcia (Republicanos) como fonte de parte do financiamento das ações culturais mencionadas. "Emenda especial não é recurso próprio. A emenda destinada ao município pela deputada Antônia Lúcia é no valor de R$ 1,5 milhão, com o objeto 'apoio a evento cultural, festas típicas, festivais e feiras'. O evento acontecerá em 2026'', destacou. Initial plugin text Ainda de acordo com a secretária, toda contratação precisa ser publicada no Diário Oficial do Estado. A Seplan também disse que, na 12ª edição do Circuito Country, que ocorreu no início deste ano, o município arrecadou mais de 40 toneladas de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade. Para 2026, além do show de Joelma, há previsão de mais contratações artísticas. "Nós teremos três outras atrações nacionais e temos recursos destinados para essa ação", complementou. VÍDEOS: g1

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Pai é preso suspeito de dopar e estuprar três filhos com transtornos mentais no Ceará

Publicado em: 04/10/2025 15:18

Pai preso suspeito de estuprar três filhos em Guaraciaba do Norte Um pai de 51 anos foi preso em flagrante na manhã desta sexta-feira (4), em Guaraciaba do Norte, no Ceará, suspeito de estuprar as três filhas, que são diagnosticadas com transtornos mentais. De acordo com a Polícia Civil, o homem também é suspeito de dopar e espancar as vítimas. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp As investigações, que tiveram início a partir de uma denúncia do Conselho Tutelar, apontam que os crimes sexuais ocorrem há pelo menos três anos, desde 2022. As vítimas são duas meninas e um menino. Conforme documentos do Conselho Tutelar obtidos pela polícia, a esposa do suspeito também tem transtornos mentais, o que, segundo as autoridades, pode ter dificultado as denúncias por parte da família, que vivia em situação de medo e vulnerabilidade. Dopagem e tentativas de defesa As investigações revelam que, quando as vítimas reagiam aos abusos, eram espancadas pelo pai. Além disso, ele as dopava para facilitar os crimes. Em um dos depoimentos colhidos pela Polícia Civil, consta que uma das filhas, de 14 anos, passou a se vestir com roupas masculinas na tentativa de evitar os estupros. A estratégia, no entanto, não impediu que os abusos continuassem. Suspeita de gravidez e boletins de ocorrência falsos Há a suspeita ainda de que o homem tenha engravidado uma de suas filhas. Um exame de DNA será realizado para confirmar ou descartar a paternidade. A investigação também descobriu que o suspeito registrou dois boletins de ocorrência há alguns anos, alegando que os filhos haviam sido vítimas de estupro por outra pessoa. A polícia acredita que a intenção era tentar se afastar das suspeitas e desviar o foco das investigações. O caso é apurado pela Polícia Civil de Guaraciaba do Norte. A identidade do suspeito não foi divulgada para preservar as vítimas. Pai é preso suspeito de estuprar três filhos com transtornos mentais TV Verdes Mares/Reprodução Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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Metanol em bebidas alcoólicas: veja o que se sabe até agora sobre casos de intoxicação

Publicado em: 04/10/2025 00:01

Metanol usado para higienizar garrafas é a principal linha de investigação da polícia O Brasil já registra 113 notificações por intoxicação por metanol no Brasil, segundo balanço do Ministério da Saúde divulgado na tarde desta sexta-feira (3). As notificações incluem casos confirmados e suspeitos, além de mortes. Bahia, Paraná e Mato Grosso do Sul notificaram seus primeiros casos em investigação. Em todo o país, são 11 casos confirmados e 102 em investigação. Do total de 113 notificações por esse tipo de intoxicação, 101 são em São Paulo (11 confirmados e 90 em investigação), 6 casos em investigação em Pernambuco, 2 em investigação na Bahia e no Distrito Federal, e 1 caso está sendo investigado no Paraná e Mato Grosso do Sul. Em coletiva de imprensa na quinta-feira (2), o ministro da Saúde Alexandre Padilha disse que o governo instalou uma sala de situação em Brasília para monitorar os casos e anunciou a compra de 4.300 ampolas de antídoto. 🔍 O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos, é altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até morte. Também pode provocar insuficiência pulmonar e renal. O g1 reuniu abaixo o que já se sabe até agora sobre a crise. Como começou a crise do metanol? Qual é a principal linha de investigação? O que o governo tem feito para combater a adulteração? Como descartar garrafas de destilados para evitar falsificação? Como se proteger? É seguro beber cerveja, vinho ou chope? O que acontece no corpo após beber metanol? Existem antídoto para o metanol? Qual é o impacto para bares e outros estabelecimentos? Quem são as vítimas? Como começou a crise do metanol? Os primeiros alerta surgiram no dia 22 de setembro, quando médicos em São Paulo passaram a relatar pacientes com sintomas típicos de intoxicação por metanol. A troca de informações entre profissionais da saúde revelou que não se tratava de episódios isolados: vários hospitais recebiam casos semelhantes. Diferentemente de intoxicações comuns — geralmente associadas a pessoas em situação de vulnerabilidade que ingerem combustível —, desta vez as vítimas haviam consumido bebidas alcoólicas em bares, festas e encontros sociais. Isso acendeu a suspeita de que garrafas adulteradas estavam circulando no comércio. Qual é a principal linha de investigação? A principal linha de investigação da Polícia Civil é que fábricas clandestinas estariam usando metanol para higienizar garrafas falsificadas antes de envasá-las. A substância, que não está disponível legalmente no Brasil, teria entrado ilegalmente no país e sido aplicada em recipientes reutilizados. Mais de mil garrafas já foram apreendidas em operações conjuntas entre polícia e Vigilância Sanitária. O Instituto de Criminalística analisa os lotes suspeitos em duas etapas: primeiro a autenticidade da embalagem (selo, rótulo e lacre) e depois o líquido em laboratório. Até agora, parte das amostras já testou positivo para metanol. Bar nos Jardins com suspeita de contaminação por metanol é interditado em operação da polícia. Abraão Cruz/TV Globo O que o governo tem feito para combater a adulteração? O governo de São Paulo anunciou medidas mais duras contra bares e comércios flagrados vendendo bebidas adulteradas. A Secretaria da Fazenda vai suspender de forma cautelar o cadastro estadual desses estabelecimentos, impedindo que continuem a operar. Segundo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), 36% das bebidas destiladas no Brasil são adulteradas. Ele defendeu que o Congresso transforme a falsificação de bebidas em crime hediondo e prometeu que o estado vai “cassar a inscrição estadual de quem comercializar produto falsificado, para proteger a saúde pública”. Nesta semana, forças integradas realizaram operações de apreensões de garrafas com suspeita de adulteração, além de interditar bares e distribuidoras. Além disso, a Polícia Civil prendeu na Zona Norte da capital um homem apontado como um dos principais fornecedores de material usado na produção de destilados falsificados. Em imóveis ligados a ele, os policiais encontraram cerca de 20 mil garrafas, além de tampas, rótulos, caixas e até selos falsificados. Segundo o Deic, o esquema abastecia destilarias clandestinas e bares de várias regiões do estado. Como descartar garrafas de destilados para evitar falsificação? A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) recomenda que consumidores adotem cuidados extras no descarte de garrafas de destilados, para dificultar a ação de falsificadores. Isso porque muitas vezes embalagens originais são reutilizadas em bebidas adulteradas, como as envolvidas nos casos de intoxicação por metanol em São Paulo. As orientações são: Nunca descartar a tampa junto com a garrafa (coloque em lixos diferentes); Rasgar ou retirar o rótulo antes de jogar fora; Encaminhar a embalagem a pontos de coleta de vidro ou locais de reciclagem autorizados; Evitar descartar no lixo comum, o que facilita o reaproveitamento. Segundo o diretor da Abrasel, Gabriel Pinheiro, há até um mercado paralelo de compra dessas garrafas. Ele defende fiscalização mais rigorosa contra falsificadores e destilarias ilegais. O tema também deve chegar ao Congresso, com um projeto de lei para tornar obrigatória a destruição das embalagens após o consumo. Como se proteger? Não é possível identificar a presença do metanol apenas olhando, cheirando ou provando a bebida. Ele não altera cor, odor ou sabor, e só pode ser detectado por testes laboratoriais. Por isso, especialistas o chamam de “substância traiçoeira”. Autoridades recomendam que consumidores fiquem atentos a embalagens suspeitas (como lacres tortos ou rótulos mal impressos), desconfiem de preços muito baixos e sempre exijam nota fiscal. A Abrasel, entidade que representa bares e restaurantes, orienta que garrafas vazias sejam inutilizadas para evitar que falsificadores as reutilizem. Autoridades orientam a população a: Desconfiar de preços muito baixos; Comprar apenas em locais conhecidos; Verificar se as garrafas têm lacre e selo fiscal. Em caso de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediato e informar a origem da bebida para ajudar na investigação. Método identifica metanol em 15 minutos Larissa Modesto/Unesp Araraquara É seguro beber cerveja, vinho ou chope? Não há consumo 100% seguro. Especialistas reforçam que, neste momento, nenhuma bebida pode ser considerada totalmente segura. O risco maior, porém, está nos destilados, especialmente os incolores, como a vodca e a cachaça. De acordo com médicos ouvidos pelo g1, cerveja, vinho e chope apresentam menor vulnerabilidade à adulteração com metanol, principalmente pela forma de produção e envase. A cerveja em lata é apontada como a opção de menor risco, já que o recipiente é mais difícil de ser adulterado Mesmo assim, autoridades de saúde recomendam cautela. “Não existe bebida totalmente segura. Neste momento de crise, a orientação é evitar os destilados, sobretudo os incolores, e sempre ter certeza da procedência do produto”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A médica intensivista Patrícia Mello lembra que já houve episódios de contaminação química em cervejas no Brasil, e que qualquer sintoma suspeito após o consumo deve ser investigado. Com mais casos de intoxicação por metanol, deputados querem tornar adulteração de bebidas um crime hediondo Reprodução/TV Globo O que acontece no corpo após beber metanol? Nas primeiras horas, a intoxicação pode ser confundida com uma ressaca comum: náusea, tontura e dor de cabeça. Mas o fígado logo transforma o metanol em substâncias tóxicas, como formaldeído e ácido fórmico, que atacam principalmente olhos e sistema nervoso. Entre 12 e 24 horas, surgem sintomas mais graves, como visão borrada e respiração acelerada. Em até 48 horas, há risco de cegueira irreversível, falência de órgãos e morte. O tratamento imediato é fundamental, pois cada hora de atraso reduz as chances de recuperação. Infográfico: o impacto do metanol no corpo humano. Arte/g1 Existe antídoto para o metanol? Sim. O antídoto considerado padrão-ouro é o fomepizol, mas ele não está disponível no Brasil. O medicamento bloqueia a transformação do metanol em metabólitos tóxicos e aumenta as chances de sobrevivência sem sequelas. Diante da emergência, a Anvisa acionou agências regulatórias dos Estados Unidos, Europa, Canadá, Japão, entre outros países, para viabilizar a importação. Enquanto isso, hospitais brasileiros têm usado etanol farmacêutico como alternativa — ele compete com o metanol no fígado e retarda seus efeitos, embora não seja tão eficaz. 🔍O etanol farmacêutico age como antídoto, pois impede que o metanol seja convertido em ácido fórmico, uma substância ainda mais perigosa. Qual é o impacto para bares? Os casos já afetam diretamente bares e restaurantes em São Paulo. Estabelecimentos em regiões como Itaim Bibi, Pinheiros e Berrini relatam mesas vazias, queda no movimento e maior procura por cerveja em vez de destilados. Alguns bares suspenderam a venda de vodca, uísque e cachaça até que as investigações avancem. Gerentes relatam cancelamentos de reservas e clientes mais desconfiados da procedência das bebidas. “Caipirinha não dá mais para beber. Tem que estar sempre alerta como um escoteiro”, resumiu um frequentador ao g1. Quem são as vítimas? As autoridades não divulgaram oficialmente a identidade das vítimas, mas a TV Globo e o g1 conseguiram localizar alguns dos pacientes. A seguir, conheça as histórias de pessoas que tiveram a vida profundamente afetada após o consumo de bebidas adulteradas. Radharani Domingos, Bruna Araújo de Souza e Rafael Anjos Martins são vítimas de intoxicação por metanol. Montagem/g1/Reprodução Adega na Zona Sul No dia 30 de agosto, Rafael Anjos Martins, de 28 anos, comprou duas garrafas de gin, além de gelo de coco e energético, em uma adega localizada na região da Cidade Dutra, na Zona Sul da capital. Em seguida, ele se reuniu com quatro amigos em casa para confraternizar. Nenhum deles desconfiou da adulteração. Rafael Anjos Martins, de 28 anos, está em coma desde 1º de setembro após consumir gin em SP Arquivo Pessoal Poucas horas depois do consumo, Rafael começou a passar mal e foi levado às pressas para o hospital. Os médicos realizaram procedimentos para remover a toxina do sangue, mas o metanol já havia atingido o cérebro e o nervo óptico. Desde então, o jovem está em coma, internado na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital de Osasco, respirando com ajuda de aparelhos. Os amigos, que ingeriram a bebida adulterada em menor quantidade, também sofreram consequências. Nathalia Carozzi Gama contou à TV Globo que a visão foi afetada. "As coisas estavam com muito contraste e muita falta de ar, com mal-estar, um peso no corpo. Eu fui para o hospital, fizeram o exame e viram que estava com metanol”, relatou. Bar nos Jardins Radharani Domingos fala em entrevista ao Fantástico após intoxicação por metanol Reprodução A designer de interiores Radharani Domingos, de 43 anos, perdeu a visão após consumir três caipirinhas feitas com vodca em no bar Ministrão na Alameda Lorena, bairro nobre de São Paulo. O local foi interditado. Ela chegou a ser internada na UTI, onde sofreu convulsões e precisou ser intubada, mas recebeu alta para o quarto nesta segunda (29). “Era uma região nobre, não era nenhum boteco de esquina. Causou um estrago bem grande. Não estou enxergando nada”, disse Radharani ao Fantásrico. No local, a polícia apreendeu cerca de 100 garrafas de bebidas destiladas suspeitas de adulteração. Segundo a irmã dela, Lalita Domingos, ainda não há previsão de alta. "O oftalmologista entrou com tratamentos para reverter o quadro da visão, mas ela [visão] permanece comprometida. Estamos na expectativa de que algo mude." Show de pagode Jovem de São Bernardo é internada após consumir vodca Reprodução; e Adobe Stock No domingo (28), Bruna Araújo de Souza, de 30 anos, saiu para assistir a um show de pagode com amigos em um bar de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Durante a tarde e a noite, ela consumiu algumas doses de bebida, incluindo um “combo” de vodca com suco de pêssego. Na manhã seguinte, Bruna começou a sentir sintomas como dor intensa no corpo, falta de ar e visão embaçada. Foi levada a uma UPA da cidade, mas seu quadro se agravou rapidamente e ela precisou ser transferida entubada para o Hospital de Clínicas de São Bernardo, onde permanece em estado grave. Familiares relatam que o namorado dela também apresentou sintomas e foi internado em outra unidade de saúde. “Ela estava feliz, se divertindo, e agora a gente não sabe como vai ser daqui para frente”, contou um parente. Uísque em festa Wesley Pereira, de 31 anos, passou mal após consumir uísque em uma festa. Reprodução O caso de Wesley Pereira, de 31 anos, começou em agosto, quando ele participou de uma festa na Zona Sul da capital paulista. Em determinado momento da comemoração, Wesley consumiu uísque que havia sido levado ao local. Poucas horas depois, passou mal e entrou em coma. Desde então, ele permanece internado no Hospital do Campo Limpo. Segundo a família, Wesley sofreu uma série de complicações: teve pneumonia por broncoaspiração, um dos rins parou de funcionar e, quando os médicos reduziram a sedação para tentar acordá-lo, ele sofreu um AVC. “Ele perdeu a visão e a vida dele nunca mais vai ser a mesma”, contou a irmã, Sheilene Pereira Neves. Wesley continua em tratamento intensivo e luta para se recuperar. Vodca adulterada Marcelo Lombardi tinha 45 anos e morava na região do Sacomã, na Zona Sul de SP, divisa com o ABC Paulista. Reprodução/TV Globo O advogado e empresário Marcelo Lombardi, de 45 anos, dono de uma imobiliária familiar na região do Sacomã, Zona Sul de São Paulo, morreu após consumir uma garrafa de vodca adulterada. Segundo a família, ele comprou a bebida em uma adega para beber em casa, sem suspeitar de irregularidades. Na manhã seguinte, Marcelo acordou desorientado, já sem visão, e foi levado ao hospital. O quadro evoluiu para uma parada cardiorrespiratória e falência múltipla dos órgãos. No atestado de óbito, os médicos apontaram o metanol como causa da intoxicação. Marcelo era casado e morava com a esposa e uma cachorrinha. A irmã relatou ao g1 que ele era o pilar da família. “Perdemos a nossa base”, desabafou.

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Chef dinamarquês é eleito o melhor do mundo pela 2ª vez; conheça suas propostas inusitadas

Publicado em: 04/10/2025 00:00

Chef Rasmus Munk e algumas de suas criações Divulgação/Guia Michelin Um prato que imita um globo ocular e esconde uma 'pupila' de caviar e frutos do mar e uma réplica de língua untada em tártaro. Essas são algumas das experiências gastronômicas que podem ser encontradas no Alchemist, restaurante do chef Rasmus Munk. O dinamarquês, de 33 anos, foi eleito novamente o melhor chef do mundo pelo prêmio internacional The Best Chef Awards, anunciado na última quinta-feira (2). É o segundo ano consecutivo em que ele conquista o topo do ranking, que em 2025 também incluiu 22 brasileiros. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Ele virá ao Brasil em novembro para participar do Mesa São Paulo, encontro gastronômico que acontece de 30 de outubro a 1º de novembro, segundo a organização do evento. Quem é Rasmus Munk Chef Rasmus Munk Divulgação/The Best Chef Awards De origem humilde, Rasmus começou a se destacar ainda jovem. Aos 22 anos, assumiu a cozinha do restaurante TreeTop, em Vejle, onde iniciou suas primeiras experiências fora do padrão tradicional. Em 2015, abriu o Alchemist, hoje com duas estrelas Michelin e presença constante nos principais rankings internacionais: foi eleito o 5º melhor do mundo pelo 50 Best 2025 e o 6º melhor na categoria “únicos” pelo TripAdvisor. Além da carreira, o chef também mantém projetos sociais, segundo o seu perfil no The Best Chef Awards. Em 2020, durante a pandemia, fundou a Junk Food, que cozinha para pessoas em situação de vulnerabilidade. A experiência no Alchemist Restaurante Alchemist, na Dinamarca Divulgação/Guia Michelin O restaurante é descrito no site como uma imersão sensorial e teatral que pode durar de 4 a 8 horas. O jantar é dividido em “atos” e acontece em diferentes ambientes — um deles dentro de uma cúpula gigante com projeções que recriam cenários como o espaço ou o fundo do mar (veja na imagem acima). O menu completo, que custa 5.400 coroas dinamarquesas (cerca de R$ 4.500), traz em torno de 50 criações que unem impacto visual, técnica e mensagens provocativas. Entre os pratos já apresentados estão: uma réplica gigante do olho do próprio chef Rasmus, com caviar e frutos do mar no centro — onde seria a pupila —, segundo o Guia Michelin (veja abaixo); uma língua humana em silicone, untada com tártaro de tomate e morango e decorada com flores, segundo reportagem do The New Yorker (veja abaixo). Prato do Alchemist Divulgação/Guia Michelin Prato que imita língua do Alchemist Divulgação/Guia Michelin Veja mais: Quanto custa comer nos 8 restaurantes brasileiros entre os melhores do mundo Quanto custam as experiências oferecidas pela 'nata' do turismo?

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Denúncia do Ministério Público identifica novas vítimas de padre afastado por crimes sexuais e pede indenizações

Publicado em: 03/10/2025 21:02

Ministério Público oferece denúncia contra o padre investigado em Cascavel A denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) contra o padre afastado Genivaldo Oliveira dos Santos, de 42 anos, identificou três novas vítimas. Genivaldo foi denunciado nesta sexta-feira (3) por 21 crimes, sendo oito crimes de estupro de vulnerável, cinco de importunação sexual, dois de violação sexual mediante fraude (um consumado e um tentado), cinco de tráfico de drogas (na modalidade ministrar/induzir e vender) e um de entrega de substância nociva à saúde destinada a fim medicinal. Os crimes vieram à tona no fim de agosto, quando o padre foi preso pela suspeita de abusar sexualmente de adolescentes religiosos e em situação de vulnerabilidade. Ele atuava como sacerdote há 12 anos em diferentes cidades da região de Cascavel, no oeste do Paraná. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp Na denúncia, o número de vítimas subiu das 10 identificadas no indiciamento, para 13 pessoas. Conforme o MP, elas têm entre 12 e 48 anos e foram vítimas em cidades diferentes, incluindo Cascavel, Rio de Janeiro, Santa Lúcia e Boa Vista da Aparecida. Segundo o MP, são 11 homens vítimas de crimes sexuais e duas mulheres que são apontadas como vítimas na parte da denúncia que aponta o crime de tráfico de drogas. Foram apreendidos durante a operação da polícia uma porção de maconha e uma substância que foi encaminhada para perícia. Segundo a promotoria, uma das vítimas relatou que o denunciado ministrava gotas dessa substância, para que a vítima ficasse inconsciente. Além da condenação do religioso afastado, o Ministério Público solicitou também o pagamento de indenização por danos materiais e morais para cada uma das vítimas. Os valores variam entre R$ 20 mil e R$ 150 mil. A denúncia foi encaminhada para a Justiça, que avalia se a aceita ou não. O caso está em sigilo. Durante interrogatório, Genivaldo optou por permanecer em silêncio. O Ministério Público informou que parte dos fatos inicialmente investigados foi arquivada porque prescreveram ou pela falta de provas suficientes para inclusão na denúncia. O g1 procurou a defesa de Genivaldo Oliveira dos Santos, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem. A Arquidiocese de Cascavel optou por não comentar o processo criminal, mas informou que o processo canônico – procedimento da Igreja Católica para investigar e julgar casos de infrações às leis da igreja – está em fase final e será encaminhado ao Vaticano. LEIA TAMBÉM: Saúde: Paraná investiga primeiro caso suspeito de intoxicação por metanol Polícia: Stalker é preso por fazer montagens de vítimas em conteúdos sexuais e distribuí-las em igreja e universidade Trânsito: Casal sobrevive após ser prensado contra carreta em engavetamento envolvendo sete veículos Genivaldo é padre há 12 anos Arquivo pessoal Pedidos de novas investigações Na denúncia, o Ministério Público fez 25 requerimentos, entre eles que a Polícia Civil investigue supostas práticas dos crimes de charlatanismo e/ou exercício irregular da medicina e violação sexual mediante fraude por parte do padre afastado. Ao Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), o MP solicita a continuidade das investigações para apurar uma suposta prática de crime contra a dignidade sexual, que teria acontecido em um seminário no município, cometidos por outra pessoa. O órgão pede ainda que as cópias do processo sejam encaminhadas para o Tribunal e ao Vigário Judicial da Arquidiocese de Cascavel para embasar investigações de supostas condutas do padre afastado que indicam desvio de recursos de doações de fiéis e uso indevido de bens paroquiais para fins econômicos pessoais ou práticas criminosas. Transferência não comunicada Entre os pedidos do Ministério Público está também a abertura de procedimento junto à Vara de Corregedoria dos Presídios para apurar o motivo da transferência de Genivaldo para o Complexo Médico Penal (CMP), em Curitiba. Conforme o MP, a mudança aconteceu no dia 15 de setembro, durante as investigações, sem aviso prévio nem posterior às autoridades policial, ministerial e judicial. Por meio de nota, a Polícia Penal do Paraná afirmou que "as decisões referentes à transferência de pessoas privadas de liberdade são de competência exclusiva da instituição, sempre adotadas com a finalidade de preservar a integridade física e a segurança dos custodiados". Padre foi preso em Cascavel. Polícia Civil (PC-PR) Documento aponta que arcebispo sabia de denúncia feita há quase 15 anos O Ministério Público informou que os documentos do caso serão encaminhados à 12ª Promotoria de Justiça de Cascavel, responsável pela área de Garantias Constitucionais. O objetivo é viabilizar a reparação civil por possíveis danos sofridos pelas famílias das vítimas – além de buscar compensações por prejuízos coletivos e difusos que possam ter atingido toda a comunidade, em razão de crimes ou condutas inadequadas. Segundo o MP, as ações violaram direitos fundamentais como a liberdade de consciência e religião, e causaram prejuízos, incluindo a exploração de vulnerabilidades socioeconômica, fé e religiosidade, dependência química e de álcool, e sexual. Conforme o Ministério Público, o pedido considera o fato de autoridades eclesiásticas terem sido informadas sobre os fatos, com a possibilidade de configuração de omissão juridicamente relevante. Um documento assinado em 2011 por um seminarista que denunciou o padre Genivaldo Oliveira dos Santos aos superiores da igreja por tentativa de abuso sexual indica que o então arcebispo de Cascavel, Dom Mauro Aparecido dos Santos, tinha conhecimento do caso e não o relatou à polícia. O documento faz parte do processo policial que deu origem à denúncia. O arcebispo Dom Mauro Aparecido dos Santos atuou em Cascavel de 2008 até o seu falecimento, em 2021. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

Palavras-chave: vulnerabilidade

Prefeitura é condenada a indenizar servidora temporária demitida após nascimento da filha

Publicado em: 03/10/2025 16:33

Ex-servidora de Ponte Alta deverá ser indenizada após ser dispensada durante gravidez Uma decisão judicial condenou o município de Ponte Alta do Tocantins, na região do Jalapão, a pagar indenização a uma servidora contratada temporariamente que foi desligada do cargo enquanto estava em licença-maternidade. O processo é por danos materiais e morais e a sentença saiu na quinta-feira (2). De acordo com o processo, a ex-servidora de 41 anos era contratada como auxiliar de serviços gerais. Ela começou a trabalhar no cargo do município em fevereiro de 2020. Em janeiro de 2021, logo após ter um bebê, a mulher foi informada sobre o desligamento do cargo. O g1 pediu posicionamento para o município, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. A decisão cabe recurso. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A funcionária entrou na Justiça e alegou que houve ilegalidade na demissão, pois tinha direito à estabilidade temporária no emprego, por conta da gestação. A decisão é do juiz William Trigilio, da Comarca de Ponte Alta do Tocantins. Ele destacou que a então servidora tinha direito à licença-maternidade e à estabilidade provisória conforme prevê a Constituição, e isso independe do tipo de contrato de trabalho. O ato da prefeitura "violou seu direito constitucional", entendeu o juiz. Entretanto, como o período de estabilidade terminou, ela não poderia ser reintegrada ao quadro de servidores. Diante disso, o magistrado converteu esse direito em uma indenização substitutiva. A prefeitura ainda terá que pagar salários e demais verbas correspondentes ao período de estabilidade, além das contribuições previdenciárias. LEIA TAMBÉM: Laurez Moreira analisa primeiro mês como governador em exercício: 'Cortando desperdícios' Ex-pastor é preso após ser condenado por crimes sexuais contra adolescentes de igreja Suspeita de crime cibernético é investigada após disparo de mensagens com arquivo malicioso Como a mulher foi demitida em um momento de vulnerabilidade, o que "causou abalo psicológico e violou a dignidade da trabalhadora", a prefeitura terá que responder por dano moral, com uma indenização de R$ 5 mil. A prefeitura também terá que arcar com os honorários advocatícios, fixados em 10% sobre o valor total da condenação. O único ponto negado pelo juiz no processo é o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Isso ocorreu porque o contrato de trabalho firmado com a ex-servidora era em regime estatutário do município e não pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Prefeitura de Ponte Alta do Tocantins Reprodução/Google Street View Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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Fundação Rede Amazônica promove terceira edição do Círio na Rede em Macapá

Publicado em: 03/10/2025 15:13

Projeto Círio na Rede terá mais uma edição realizada em Macapá Fundação Rede Amazônica/divulgação O Círio de Nazaré, uma das maiores manifestações de fé da Amazônia, acontece no próximo dia 12 de outubro, em Macapá, reunindo milhares de fiéis na tradicional procissão que celebra a devoção a Nossa Senhora de Nazaré. Neste ano, o evento ganha ainda mais significado com a realização do projeto Círio na Rede, promovido pela Fundação Rede Amazônica (FRAM). Entre as ações de destaque está a campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis. Com o apoio direto da Diocese de Macapá, as doações poderão ser trocadas por itens promocionais da festividade, como brindes personalizados que levam a marca do Círio na Rede. A iniciativa busca fortalecer a solidariedade e transformar o gesto da doação em um momento de integração comunitária. Empresas e entidades locais também serão incentivadas a contribuir, o que deve ampliar o impacto da ação. No ano passado foram arrecadados três toneladas de alimentos, a expectativa para este são de quatro toneladas, beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça   LEIA TAMBÉM: Círio de Nazaré 2025: veja programação completa em Macapá Veja regras e onde se inscrever para participar da Romaria Fluvial do Círio de Nazaré 2025 no Amapá Um ponto alto da 3ª edição do Círio na Rede é a garantia de inclusão e acessibilidade durante o festejo. Este ano, novamente será disponibilizado um espaço exclusivo para pessoas com deficiência (PCDs) na missa do Círio, realizada na Praça Santuário de Fátima. O ambiente contará com estrutura adaptada e equipe dedicada ao acolhimento, assegurando conforto, segurança e participação digna para todos. “Mais do que infraestrutura, o Espaço PCD é um gesto de respeito: assegura que pessoas com deficiência vivam o Círio com conforto, autonomia e emoção. É o acesso digno à fé e à celebração, transformando inclusão em prática e pertencimento real.” explica o coordenador de projetos da fundação, Matheus Aquino. Além dessas iniciativas, o projeto também prevê a distribuição gratuita de água ao longo do percurso da procissão, ações de coleta seletiva de resíduos, campanhas educativas em diferentes plataformas e a transmissão ao vivo da missa do Círio no domingo dia 12 a partir das 6h da manhã pelas plataformas do Grupo Rede Amazônica, como o g1 Amapá, ampliando o alcance da celebração para todo o país e até mesmo para o público internacional. Segundo a diretora executiva da Fundação Rede Amazônica, Mariane Cavalcante, o Círio na Rede reafirma o compromisso institucional da FRAM com a valorização da fé, da cultura e da cidadania: "O Círio na Rede é mais do que um projeto, é uma oportunidade de unir pessoas em torno da fé e da solidariedade. Para a FRAM, é motivo de orgulho apoiar uma manifestação tão significativa para nossa cultura e nossa identidade amazônica, fortalecendo também a cidadania e sustentabilidade por meio de ações sociais e ambientais." O projeto evidencia o papel do Círio de Nazaré em Macapá como um patrimônio vivo da região, capaz de unir fé, tradição e responsabilidade social em uma celebração que emociona e transforma vidas. O Círio na Rede tem o apoio da Prefeitura de Macapá, Geap Saúde, Grupo Equatorial, tem o apoio institucional da Diocese de Macapá, Águas da Amazônia, Exército Brasileiro, Tratalix e a realização da Fundação Rede Amazônica. Sobre a Fundação Rede Amazônica A Fundação Rede Amazônica é o braço institucional do Grupo Rede Amazônica, comprometida com a integração e desenvolvimento da Amazônia, com a missão de capacitar pessoas, articular parcerias e contribuir para o desenvolvimento social, ambiental e científico-tecnológico da região. SERVIÇO Projeto Círio na rede – Círio de Nazaré (em Macapá) Data: 12 de outubro Local: Praça Santuário de Fátima – Macapá. Círio na Rede: 4 toneladas de alimentos serão distribuídos para famílias carentes Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá:

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Polícia investiga série de ataques a pessoas em situação de rua; uma vítima foi baleada na cabeça

Publicado em: 03/10/2025 14:56

Caso é investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Cataguases Polícia Civil/Divulgação Uma ação da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, cumpriu sete mandados de busca e apreensão visando combater uma série de ataques a pessoas em situação de rua em Cataguases. A Operação 'Sentinela', realizada na quinta-feira (2), aconteceu em endereços ligados a três investigados. Conforme a polícia, os ataques, ocorridos nos últimos meses, têm sido feitos com disparos de arma de pressão (chumbinho), causando ferimentos e traumas psicológicos nas vítimas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Durante um dos ataques, ocorrido no dia 15 de setembro, três moradores em situação de rua foram surpreendidos pelos tiros. Uma das vítimas foi alvejada na cabeça. Entenda mais abaixo. "O nome da operação faz referência à vigilância permanente do Estado e à resposta firme diante da violência dirigida a cidadãos em extrema vulnerabilidade social", explicou o delegado Marcelo Manna, responsável pelo caso. "As investigações prosseguem com a análise dos materiais apreendidos, para que seja possível identificar todos os envolvidos, elucidar os fatos e responsabilizar os autores”, detalhou. A Polícia Civil não informou quantos ataques aconteceram e quais seriam as motivações. Vítima baleada na região da cabeça No dia 15 de setembro, três pessoas em situação de rua foram surpreendidas pelos disparos na região central de Cataguases. Segundo testemunhas, dois ocupantes de um carro passaram atirando. Uma mulher foi atingida na região da cabeça, apresentando ferimento e sangramento. Um homem foi baleado no pescoço, com sangramento intenso, e outro alvejado nas pernas e nas costas, sofrendo diversas lesões. As vítimas precisaram ser socorridas pelo Samu e Corpo de Bombeiros e encaminhadas para atendimento médico. O g1 não conseguiu atualizações sobre o estado de saúde delas. No dia do ataque, a PM fez buscas pelos suspeitos, mas eles não foram localizados. LEIA TAMBÉM: Moradora em situação de rua é encontrada morta no Centro de Juiz de Fora Morador em situação de rua é encontrado morto no Parque Halfeld, em Juiz de Fora ASSISTA TAMBÉM: Homem em situação de rua é encontrado morto Homem em situação de rua é encontrado morto no Parque Halfeld, em Juiz de Fora VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

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'Médico disse que ele poderia perder as duas mãozinhas', diz conselheira tutelar sobre adolescente que relatou ter sido queimado no fogão no RS

Publicado em: 03/10/2025 13:41

'Médico disse que ele poderia perder as duas mãozinhas', diz conselheira tutelar A conselheira tutelar que atendeu o caso do adolescente que relatou ter as mãos queimadas pela mãe diz que ficou "sem chão" com o episódio. Segundo Karina de Vargas Barbosa, a situação do menino de 15 anos causou impacto até nos médicos que fizeram o primeiro atendimento. "Eu não conseguia olhar, fiquei sem chão. Quando o médico disse que ele poderia perder as duas mãozinhas, foi quando nos chocou. Uma mãe que tem que proteger um filho, né? Fazer uma crueldade dessas...", relata a conselheira tutelar. A mãe do adolescente foi presa preventivamente nesta quinta-feira (2) em Balneário Pinhal, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, suspeita de tortura. Segundo a Polícia Civil, além das queimaduras, o menino teve sal aplicado nas feridas, o que teria agravado o sofrimento do adolescente. O caso veio à tona após a escola do adolescente comunicar a ausência dele por 10 dias. Assim que retomou os estudos, o estudante estaria com as mãos enfaixadas e teria relatado para a escola que havia sido queimado pela mãe em um fogão, como forma de castigo por supostamente ter furtado um vizinho. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp De acordo com outra conselheira tutelar que atendeu o caso, o menino tentou explicar as queimaduras sem citar a mãe em um primeiro momento, mas depois contou a história que levou à prisão preventiva. "Ele disse que tinha queimado na gordura da banha do fogão. Só que ele estava muito nervoso, então eu perguntei: 'tu tem mais algo para falar?' Aí ele disse: 'então vou falar a verdade, minha mãe queimou'. Ele disse que a mãe ligou os dois bicos do fogão, desligou quando estava bem quente, colocou as mãos dele em cima e apertou bem forte. E aí queimou", conta Maria Elaine de Almeida. No hospital, foram identificadas queimaduras de terceiro grau nas duas mãos, além de sinais de infecção avançada e odor característico de necrose. A mãe foi localizada no bairro Magistério e encaminhada ao sistema prisional após os procedimentos legais. A prisão aconteceu durante a terceira fase da Operação Elo de Proteção, que tem como objetivo reforçar o combate a crimes contra pessoas em situação de vulnerabilidade. A mulher deve responder, durante a investigação, pelos crimes de tortura e omissão de socorro. O adolescente permanece internado e segue em tratamento para recuperação das lesões e da sensibilidade das mãos. Filho relata ter sido queimado no fogão pela própria mãe, diz polícia Divulgação/ Polícia Civil VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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STF suspende desocupação de área privada ocupada por moradores em Cuiabá

Publicado em: 03/10/2025 13:41

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, com estátua da Justiça em destaque Divulgação/STF O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, nessa quinta-feira (2), qualquer medida de desocupação em uma área do Contorno Leste, onde vivem cerca de 5 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social, em Cuiabá, após um grupo de moradores fazer uma manifestação contra a ordem de desocupação. A liminar foi assinada pelo ministro Flávio Dino, que apontou irregularidades no relatório social elaborado pelo governo de Mato Grosso e considerou que os critérios adotados para definir quem é vulnerável desrespeitam decisões já fixadas pelo STF e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Na ação, movida pelo morador José Leonardo Vargas Galvis, são citados como réus o CNJ, a Comissão de Soluções Fundiárias de Mato Grosso e o governador Mauro Mendes (União Brasil). O ministro consideou que a triagem do Estado ignora a realidade local e viola direitos fundamentais, como o acesso à moradia digna. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias de MT em tempo real e de graça Segundo a decisão, a Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc) analisou mais de 1,2 mil cadastros, mas excluiu a maioria dos moradores ao aplicar filtros restritivos, como renda per capita superior a meio salário mínimo, vínculo formal de emprego, registro de CNPJ ativo, inclusive MEI, e antecedentes criminais. Com esses critérios, o número de famílias consideradas vulneráveis caiu para apenas 172. Em nota, a Setasc informou que apenas fornece apoio técnico e informações à Comissão de Soluções Fundiárias, e que eventuais esclarecimentos sobre a suspensão devem ser solicitados ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, responsável pela condução do processo. Para o ministro, esses parâmetros "impedem o encaminhamento de pessoas vulneráveis a abrigos dignos e comprometem a preservação da unidade familiar". Ele afirmou que a vulnerabilidade social não pode ser reduzida a fatores como renda ou situação criminal, e que o Estado deve adotar uma abordagem mais humana e abrangente. A liminar suspende qualquer remoção até o julgamento final do caso, impede a entrada de novas famílias na ocupação e determina que a União e o governo de Mato Grosso prestem esclarecimentos. A medida ainda será submetida a referendo do plenário do STF. A decisão representa um freio judicial às tentativas de reintegração de posse sem garantias de reassentamento e pode influenciar casos semelhantes em todo o país. A manifestação Moradores fazem protesto em Cuiabá Há duas semana, vários moradores se reuniram e protestaram em frente à Prefeitura Municipal. Na época, pediram a regularização do local após serem notificados pela Justiça para deixarem a região, que é propriedade privada. A decisão deu às famílias 40 dias para desocupar a área, mas agora, com a decisão do STF, esse prazo está suspenso até o julgamento final do processo. Segundo os moradores, eles ocupam a área desde 2023, antes de o proprietário entrar com uma ação pedindo a reintegração de posse do local. O caso segue sendo acompanhado pela administração pública. Moradores durante o protesto, em Cuiabá TVCA

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