Arquivo de Notícias Resultados para: "vulnerabilidade"

Estados do Nordeste têm centros de apoio a mulheres vítimas de violência; saiba onde achar ajuda

Publicado em: 11/03/2026 11:33

Centro de Referência Clarice Lispector acolhe mulheres vítimas de violência no Recife A violência contra as mulheres pode ser de diversos tipos: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. A depender da necessidade da vítima, existe uma forma diferente de acolhimento. Algumas precisam de atendimento médico, outras de orientação jurídica ou apoio psicológico. No Nordeste, existem iniciativas que auxiliam a busca por ajuda (conheça mais abaixo). A série "Marcas", da TV Globo, mostra onde é possível receber apoio na região. Em Pernambuco, há uma rede de apoio com atuação dos setores de segurança e assistência social. Um exemplo é o Centro de Referência Clarice Lispector, localizado no Recife e que recebe mulheres em situação de vulnerabilidade, além de oferecer orientações multidisciplinares (veja vídeo acima). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Cada estado conta com suas metodologias para o enfrentamento da violência contra mulher. Algumas iniciativas têm apoio da tecnologia, como em Fortaleza, onde o programa "Abrigo Amigo" instalou dispositivos de segurança em paradas de ônibus para que as mulheres acionem caso necessário. Já outras iniciativas promovem a conexão de diversos serviços em um único lugar. É o caso do "B.O. Fácil", no Piauí, onde as vítimas de violência podem registrar boletins de ocorrência, fazer denúncias anônimas e acionar a polícia via WhatsApp. No Recife, Centro de Referência Clarice Lispector conta com abrigo para vítimas de violência doméstica Reprodução/TV Globo Confira algumas iniciativas existentes nos estados nordestinos: Pernambuco Alagoas Sergipe Bahia Maranhão Piauí Ceará Rio Grande do Norte Paraíba Pernambuco Centro de Referência Clarice Lispector: com sede no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife, o espaço acolhe e orienta mulheres em situação de violência doméstica. O centro é formado por uma equipe multidisciplinar, com psicólogas, assistentes sociais, advogadas e educadoras sociais. O espaço tem, ainda, abrigamento emergencial para as mulheres e seus filhos. Centro de Atenção à Mulher Vítima de Violência Sony Santos: localizado no Hospital da Mulher do Recife, o centro oferece atendimento inicial de saúde para mulheres vítimas de violência. Os exames podem ser usados depois como provas para um possível processo judicial. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Alagoas Centro de Defesa dos Direitos da Mulher: instituição que oferece cursos de preparação profissional, de cultura e arte. Uma forma de oferecer oportunidades para que as mulheres vítimas rompam o ciclo da violência a partir da autonomia financeira. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Sergipe Centro de Referência de Atendimento à Mulher de Aracaju: local onde mulheres em medida protetiva podem participar de uma roda terapêutica. As vítimas de violência também têm acesso à Sala Lilás, um espaço de acolhimento onde podem fazer boletim de ocorrência, solicitam medida protetiva, com suporte de advogada e psicóloga, sem precisar ir a uma delegacia. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Bahia Casa da Mulher Brasileira em Salvador: a mulher é acolhida por uma equipe psicossocial, com terapeutas e psicólogas. Caso opte pela denúncia, é avaliada a necessidade de medida protetiva e ela pode ser encaminhada para a delegacia (DEAM), Defensoria Pública, Ministério Público e Tribunal de Justiça. Há ainda a possibilidade de encaminhamento para uma equipe de enfermagem. Centro de Referência Loreta Valadares: oferece apoio social e jurídico. E em caso de risco de vida, a mulher e os filhos dela, caso estejam acompanhando, podem ficar em quartos de acolhimento. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Maranhão Casa da Mulher Brasileira em São Luís: espaço centraliza diversos serviços de atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar, como Delegacia Especial da Mulher 24h, Departamento de Feminicídio e Defensoria Pública. Conta ainda com Alojamento de Passagem além de oferecer cursos de Capacitação, às assistidas, em parceria com instituições públicas e privadas visando à autonomia econômica das mulheres. Aluguel Maria da Penha: benefício que garante proteção e recomeço para mulheres vítimas de violência doméstica no estado. O programa assegura um auxílio de R$ 600 por até 12 meses para mulheres com medida protetiva e em situação de vulnerabilidade, ajudando a custear uma moradia segura, seja por meio de aluguel ou hospedagem. Além do suporte financeiro, o estado conta com uma rede de atendimento 24 horas, monitoramento das medidas protetivas, aplicativo para denúncia, transporte gratuito em São Luís e novas leis de amparo às vítimas e aos órfãos do feminicídio. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Piauí Delegacia do Feminicídio: o estado conta com a primeira delegacia especializada no Brasil, criada pela delegada Eugênia Vila, diretora de Avaliação de Riscos da Secretaria de Segurança Pública do Piauí. "B.O. Fácil": serviço que permite registrar boletins de ocorrência, fazer denúncias anônimas e acionar a polícia via WhatsApp. A ferramenta de inteligência artificial dispensando o deslocamento a uma delegacia física. "Ei, mermã, não se cale!": iniciativa estabelece um canal único denominado "Central de Acolhimento à Mulher", com profissionais capacitados para realizar a escuta qualificada, o acolhimento e a triagem das mulheres em situação de violência emergencial. O objetivo principal é garantir o registro adequado das ocorrências e oferecer atendimento psicossocial, com encaminhamento rápido à rede de apoio. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Ceará "Abrigo Amigo": uma iniciativa da prefeitura de Fortaleza, em pontos de ônibus, com telas interativas para videochamadas com atendentes treinadas durante a noite e a madrugada. As paradas da capital contam com totens que conectam a passageira uma central de atendimento remoto por vídeo, realizado por mulheres treinadas, das 20h às 5h. O serviço oferece tanto uma conversa de apoio quanto o acionamento rápido das forças de segurança. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Rio Grande do Norte Suporte para moradia: em Natal, é concedido auxílio-aluguel com base em uma avaliação técnica da situação de risco e vulnerabilidade da mulher. "Maria Vai à Cidade": programa do governo do estado voltado para prevenção e enfrentamento da violência contra mulheres com serviços e orientações às comunidades. O serviço conta com o apoio do Ônibus Lilás, unidade móvel que percorre municípios do Rio Grande do Norte, principalmente em áreas mais afastadas. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. Paraíba Campina Grande: mulheres com medidas protetivas têm direito à gratuidade na passagem de ônibus. Pelo aplicativo de mobilidade da cidade, também há um botão de emergência para acionar a Patrulha Maria da Penha em caso de violência dentro do transporte público. João Pessoa: a prefeitura ampliou o horário para que mulheres possam pedir parada do ônibus em qualquer local do trajeto em que se sintam mais seguras. A medida vale a partir das 20h. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

Programa oferece 30 mil vagas gratuitas para capacitação online em IA; veja como se inscrever

Publicado em: 11/03/2026 10:35

Habilidades como inteligência artificial, análise de dados e negociação estratégica serão diferenciais no mercado. Freepik/ Reprodução O programa Treina Brasil oferece 30 mil vagas gratuitas para uma capacitação online em Inteligência Artificial (IA). A iniciativa é uma parceria do AWS e o Instituto Gabriel Gastal. 👩‍💻 O lançamento oficial do programa acontece nesta quarta-feira (11), às 17h, no piso inferior da Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A partir desta quarta, as inscrições estão abertas, permitindo que os interessados acessem os conteúdos. 👉 Para se inscrever, basta acessar o site do Treina Brasil (clique aqui). A iniciativa oferece capacitação gratuita em IA e computação em nuvem. O programa é voltado para estudantes, jovens em situação de vulnerabilidade social, profissionais, empreendedores, pequenas e médias empresas (PMEs) e organizações do terceiro setor. Profissões que vão bombar em 2026 LEIA TAMBÉM: ENTENDA: aumento no preço de combustíveis no DF entra na mira de investigação do governo federal CONTRATO DE 2024: escritório de Ibaneis diz que recebeu só R$ 4 milhões dos R$ 38 milhões de honorários vendidos à Reag Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Palavras-chave: inteligência artificial

Ataques DDoS no Brasil: desafios da segurança digital

Publicado em: 10/03/2026 14:13

Ataques DDoS no Brasil: desafios da segurança digital – Crédito: Divulgação. Em um mundo onde praticamente tudo depende de redes e sistemas conectados, a segurança digital tornou-se parte central da soberania de qualquer país. Entre as ameaças mais recorrentes e disruptivas da atualidade estão os ataques DDoS (Distributed Denial of Service). Eles deixaram de ser ações isoladas de hackers oportunistas e passaram a integrar estratégias mais amplas de guerra cibernética, pressão geopolítica e sabotagem econômica. O que é um ataque DDoS e por que ele é tão perigoso Um ataque DDoS funciona como um congestionamento artificial da internet. Milhares ou até milhões de dispositivos comprometidos passam a enviar requisições simultâneas contra um servidor ou infraestrutura de rede, esgotando sua capacidade de processamento e tornando o serviço indisponível. Diferentemente de ataques voltados ao roubo de informações, o DDoS tem como objetivo principal a interrupção. Ele paralisa sites, aplicativos, plataformas bancárias, provedores de internet e até sistemas governamentais. Em um ambiente digitalizado, minutos de indisponibilidade significam prejuízos financeiros relevantes, quebra de confiança e impacto institucional. O Brasil entre os países mais atacados do mundo Segundo matéria publicada no Teletime, o Brasil figura entre os países que mais sofrem ataques DDoS no mundo. Esse cenário não é casual. O país possui mais de 20 mil provedores de internet (ISPs), o maior número global, criando uma infraestrutura extremamente distribuída. Embora essa característica favoreça a expansão da conectividade, também amplia os pontos de vulnerabilidade. Além disso, o Brasil é uma das maiores economias digitais da América Latina. O crescimento acelerado do setor financeiro digital, do e-commerce, das plataformas governamentais online e da infraestrutura conectada amplia a relevância do país no ambiente digital e, consequentemente, também o torna um alvo estratégico para ataques cibernéticos. Ataques de grande escala comprometem transações financeiras, sistemas logísticos, comunicações institucionais e serviços essenciais. Marinha do Brasil recebe treinamento da Sage Networks A Marinha do Brasil atua na proteção da soberania nacional, inclusive no ambiente cibernético. Sistemas de comunicação, logística, monitoramento marítimo, infraestrutura portuária e redes estratégicas dependem de alta disponibilidade para o funcionamento das operações de defesa e segurança do país. Um ataque DDoS direcionado a essas estruturas pode comprometer operações críticas, gerar instabilidade institucional e afetar a coordenação entre diferentes órgãos responsáveis pela defesa nacional. Diante desse cenário, o investimento em treinamento e capacitação tornou-se um elemento essencial para a preparação das forças armadas. Com esse objetivo, especialistas da Sage Networks realizaram dois dias de treinamentos técnicos para a Marinha do Brasil, abordando os principais conceitos relacionados a ataques DDoS, cenários de guerra cibernética e estratégias de mitigação dessas ameaças. Durante as apresentações, foram discutidos exemplos reais de ataques que impactaram infraestruturas críticas ao redor do mundo, além de estratégias de defesa voltadas à proteção de redes estratégicas e à manutenção da disponibilidade de sistemas essenciais. A iniciativa também buscou ampliar a compreensão dos líderes militares sobre o papel do ciberespaço nas disputas contemporâneas entre Estados. A preparação de lideranças militares para lidar com ameaças digitais é cada vez mais importante em um cenário internacional marcado pela intensificação da guerra cibernética. Ataques a redes, sistemas de comunicação e infraestruturas críticas podem gerar impactos semelhantes aos de operações militares convencionais. DDoS como instrumento de pressão geopolítica Nos últimos anos, ataques DDoS passaram a ser utilizados como ferramenta de pressão estratégica em cenários internacionais. Um exemplo recente ocorreu em fevereiro de 2026, quando autoridades da Dinamarca denunciaram uma série de ciberataques contra sites institucionais na Groenlândia, atribuídos a redes ligadas a hackers russos. Os ataques aconteceram no mesmo período da visita oficial do rei Frederico ao território e durante os primeiros exercícios da OTAN na chamada Operação Sentinela Árctica, voltada ao reforço militar na região. Embora não tenham comprometido dados sensíveis, as ações provocaram interrupções temporárias em páginas governamentais e evidenciaram como o ciberespaço passou a integrar disputas geopolíticas em áreas estratégicas como o Ártico. O DDoS pode funcionar como demonstração de capacidade técnica e instrumento de instabilidade. Ele não destrói infraestrutura física, mas pode comprometer comunicações, sistemas administrativos e operações críticas. Em cenários de crise, isso significa afetar desde portais governamentais e serviços financeiros até canais de coordenação institucional e comunicação pública. Mesmo ataques de curta duração podem gerar confusão operacional, sobrecarregar equipes técnicas e reduzir a capacidade de resposta das instituições. Por isso, a defesa contra DDoS deixou de ser apenas uma questão técnica e passou a integrar o debate sobre segurança nacional e resiliência digital. Defesa preventiva como estratégia de Estado Historicamente, muitos países investiram mais em resposta do que em prevenção. No entanto, em segurança cibernética, a antecipação é mais efetiva e menos custosa do que a reação. A defesa preventiva envolve monitoramento contínuo, análise inteligente de tráfego, identificação de padrões anômalos e capacidade de absorver grandes volumes de requisições maliciosas sem comprometer o serviço legítimo. Quando a proteção é bem estruturada, o usuário final sequer percebe que houve tentativa de ataque. Essa invisibilidade é um dos principais indicadores de maturidade digital. Proteger redes não é apenas evitar indisponibilidade. É certificar a continuidade operacional, preservar reputação e assegurar estabilidade econômica. Tecnologia e responsabilidade compartilhada A proteção contra DDoS exige arquitetura robusta, inteligência de tráfego e capacidade de mitigação em tempo real. Soluções de mitigação podem ser implementadas tanto em ambientes locais (on-premises), com controle direto sobre a infraestrutura, quanto em modelos baseados em nuvem, que oferecem escalabilidade e distribuição geográfica da proteção. A nuvem, em especial, democratiza o acesso à segurança, permitindo que empresas de diferentes portes adotem proteção sem a necessidade de grandes estruturas internas. Como a Sage protege empresas contra ataques DDoS A Sage Networks atua como parceira na proteção contra ataques DDoS. Especializada em segurança de infraestrutura, a empresa desenvolve soluções robustas que priorizam disponibilidade, continuidade operacional e prevenção. Hoje, a empresa ajuda a proteger mais de 20% de toda a internet do Brasil, atendendo provedores de internet, órgãos públicos e empresas privadas que não podem correr o risco de ter seus serviços fora do ar. Anti-DDoS em Nuvem: proteção escalável e imediata A solução Anti-DDoS em Nuvem da Sage oferece mitigação automática em tempo real, absorvendo grandes volumes de tráfego malicioso antes que atinjam a infraestrutura do cliente. Principais benefícios: Alta capacidade de mitigação contra os ataques volumétricos mais complexos do mercado Proteção distribuída e escalável Implementação rápida Monitoramento contínuo 24/7 Suporte multilíngue (português, inglês e espanhol) Dessa forma, a solução é indicada para empresas que precisam de agilidade, escalabilidade e segurança de alto nível sem grandes mudanças estruturais.

OpenAI blinda ecossistema corporativo com aquisição estratégica da Promptfoo

Publicado em: 09/03/2026 12:51 Fonte: Tudocelular

A OpenAI deu um novo passo para consolidar sua dominância no mercado corporativo ao anunciar a aquisição da Promptfoo. Para quem não sabe, é a plataforma líder em segurança e avaliação de sistemas de inteligência artificial, comprada em um acordo que visa reforçar a segurança de modelos e agentes de IA usados por empresas. OpenAI adquire Promptfoo para fortalecer a segurança de seus agentes de IA Em geral, essa compra foi anunciada para reforçar as ferramentas de testes e avaliação de segurança em IA para aplicações corporativas. No caso, a startup desenvolve soluções que ajudam as companhias a identificar e corrigir vulnerabilidades em meados de inteligência artificial durante o desenvolvimento.Tecnologia será integrada à plataforma OpenAI Frontier Com esse movimento, as ferramentas da Promptfoo serão incorporadas ao OpenAI Frontier, plataforma focada na criação de “AI coworkers”, que são os agentes de IA usados em ambientes corporativos. Com isso, será possível automatizar processos como:Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: tecnologia

Prefeitura do Rio abre 1.500 vagas para jovens de comunidades participarem do projeto Atitude Cidadã

Publicado em: 04/03/2026 18:56

Pólo Santa Cruz do projeto Atitude Cidadã Reprodução A Prefeitura do Rio de Janeiro abriu 1.500 vagas para jovens de 15 a 18 anos moradores de comunidades de Santa Cruz, Irajá e Penha participarem do projeto Atitude Cidadã. As inscrições poderão ser feitas entre os dias 3 e 8 de março de 2026, pela internet. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Especial de Cidadania e Família do Município do Rio de Janeiro (Secid) e integra o programa Cidadania Carioca. Ao todo, serão oferecidas 500 vagas em cada região. O projeto é voltado a adolescentes em situação de vulnerabilidade social que vivem em favelas e áreas periféricas. Para ajudar no deslocamento até as atividades, cada participante selecionado receberá uma bolsa mensal de R$ 350. Segundo a secretaria, o objetivo é que, ao longo de quatro meses de formação, os jovens desenvolvam autonomia para gerir o próprio crescimento pessoal e profissional. “O objetivo é fazer com que os jovens enxerguem caminhos de vida que ampliem suas perspectivas e oportunidades. Com isso, consigam construir um futuro com mais possibilidades e protagonismo”, afirmou o secretário municipal de Cidadania e Família, Otoni de Paula Filho. Como se inscrever As inscrições devem ser feitas pelo site. É necessário preencher um formulário com dados pessoais e escolares do candidato e, no caso de menores de idade, também do responsável. Os candidatos também deverão responder perguntas sobre suas motivações para participar do projeto. Todas as informações serão consideradas no processo seletivo, que será conduzido por uma equipe multidisciplinar da Secid. O resultado será enviado por e-mail no dia 11 de março, e as atividades começam ainda no mesmo mês. Quem pode participar Para concorrer a uma vaga, é preciso: ter entre 15 e 18 anos; estar matriculado na escola; ter família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); morar em uma das comunidades atendidas pelo projeto; demonstrar motivação e perfil compatível com as atividades. O pagamento da bolsa está condicionado ao cumprimento dos requisitos e à participação nas atividades. Em caso de descumprimento, o benefício poderá ser suspenso. Oficinas e atividades O percurso formativo terá carga de três horas semanais, com encontros presenciais uma vez por semana nos polos regionais, além de uma atividade externa mensal. Haverá turmas nos períodos da manhã e da tarde. As oficinas serão divididas em quatro eixos: Artes Integradas: a música será usada como ferramenta artística e pedagógica para estimular identidade, memória e reflexão sobre trajetórias pessoais e territoriais. Economia Criativa: os jovens terão contato com empreendedorismo juvenil, marketing social, economia digital, design gráfico, audiovisual, fotografia, edição de vídeo, marketing digital e inteligência artificial. Cidadania em Ação: serão trabalhados temas como autoconhecimento, autoestima, ética e consciência cidadã. Os participantes serão incentivados a criar “Mapas de Desejos” e projetos de vida. Ações Locais Comunitárias: os estudantes atuarão como monitores de civilidade, promovendo rodas de conversa, campanhas educativas e mostras nas comunidades. Ao final do ciclo, as famílias serão convidadas para a exibição de um documentário sobre a trajetória dos jovens no projeto. Onde ficam os polos O Polo Santa Cruz funcionará na Rua Felipe Cardoso, 540, atendendo comunidades como Saquaçu, Renascer, Jardim Coqueiral, Antares, Vila Verde, Três Pontes, Divinéia, Nova Brasília e 1º de Abril, entre outras. O Polo Irajá ficará na Rua Hannibal Porto, 450, contemplando comunidades como Acari, Parque Colúmbia e Para Pedro. Já o Polo Penha terá sede na Avenida Brás de Pina, 150, 2º andar, e será aberto a moradores de todas as comunidades do bairro. Segundo a prefeitura, as regiões foram escolhidas com base em indicadores de vulnerabilidade social, densidade populacional e critérios territoriais. A Secid informou ainda que novas 1.500 vagas serão abertas no segundo semestre de 2026. Em 2027, outras 2 mil vagas devem ser ofertadas, totalizando 5 mil jovens atendidos pelo projeto. Veja os vídeos que estão em alta no g1

Palavras-chave: inteligência artificial

Operação contra golpes em fintechs tem 3 presos; bando desviou R$ 322 milhões e negociou com o ‘Faraó dos Bitcoins’

Publicado em: 04/03/2026 06:30

Operação mira fraudes milionárias contra fintechs A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta quarta-feira (4) a Operação Pecunia Obscura, contra um esquema de fraudes contra fintechs e lavagem de dinheiro praticado na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Até a última atualização desta reportagem, 3 pessoas haviam sido presas. Os investigados desviaram, de acordo com o inquérito, R$ 322 milhões em 5 anos e chegaram a negociar com o grupo de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o Faraó dos Bitcoins. Glaidson não é alvo nesta quarta-feira. Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas e promotores do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco/MPRJ) saíram para cumprir, no total, 4 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Maranhão. O MPRJ denunciou 11 pessoas pelo esquema. As equipes foram para endereços em Armação dos Búzios, Saquarema e Araruama, na Região dos Lagos; nas zonas Sudoeste e Norte da capital; e em Niterói e em São Gonçalo. No Maranhão, a ação é integrada com a Polícia Civil daquele estado. A Justiça também determinou o sequestro de bens, móveis e imóveis, e da quantia de R$ 150 milhões. Os alvos são: Alex Maylon Passinho Dominici, preso no Maranhão; Celis de Castro Medeiros Júnior, preso no Maranhão; Saulo Zanibone de Paiva, foragido; Yago de Araujo Silva, preso no Rio de Janeiro. O inquérito apura os crimes de organização criminosa, estelionato, falsificação de documento público, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Fraude milionária A investigação começou em março de 2021, quando uma fintech denunciou ter sido vítima de um golpe de R$ 1 milhão. 🔎Fintechs vêm da abreviação de “financial technology” (tecnologia financeira, em inglês) e designam empresas que oferecem serviços bancários e financeiros digitais — como transferências, emissão de boletos, cartões, pagamentos por maquininha e até empréstimos — de forma mais simples e rápida que os bancos tradicionais. A força-tarefa descobriu que os estelionatários utilizaram documentos falsos para desviar dinheiro da empresa ao explorar uma vulnerabilidade no sistema. As autoridades acionaram o Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf), o que permitiu descobrir que o bando movimentou quantias muito maiores em um complexo esquema de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo fez depósitos em espécie de milhares de reais e os transferiu para diversas empresas fantasmas a fim de lavar o dinheiro. A organização criminosa também atua em Minas Gerais e no Maranhão.

Palavras-chave: cibernéticotecnologia

iPhone inseguro: Kit secreto de espionagem dos EUA cai nas mãos de hackers estrangeiros

Publicado em: 04/03/2026 05:59 Fonte: Tudocelular

E um novo alerta de segurança coloca usuários de iPhone em estado de atenção. Pesquisadores do Google Threats Intelligence Group (GTIG) e da empresa iVerify detalharam a existência de um kit de exploit avançado capaz de atingir dispositivos com versões do iOS entre 13.0 e 17.2.1. A ferramenta, apelidada de “Coruna”, reúne cinco cadeias completas de ataque e 23 brechas exploráveis. Segundo os especialistas, o método funciona encadeando vulnerabilidades para atravessar, passo a passo, as camadas de proteção do sistema. Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackerhackers

Terapia Ocupacional: mercado aquecido impulsiona oportunidades profissionais

Publicado em: 03/03/2026 16:18

Com laboratórios modernos e equipamentos atualizados, o curso garante vivência prática contínua e integrada a equipes multiprofissionais getty images A terapia ocupacional vive um momento de expansão no Brasil. Impulsionada por transformações sociais, envelhecimento populacional, ampliação das políticas públicas de inclusão e novas demandas em saúde mental, educação e assistência social, a profissão tem conquistado maior visibilidade e reconhecimento. Esse cenário aquece o mercado de trabalho e amplia as possibilidades de atuação para terapeutas ocupacionais, exigindo, ao mesmo tempo, uma formação sólida, crítica e conectada com a realidade contemporânea. Nos últimos anos, a procura por terapeutas ocupacionais cresceu mais de 35% . Na Universidade de Fortaleza, instituição da Fundação Edson Queiroz , a retomada do curso de Terapia Ocupacional chega alinhada a esse contexto. A graduação se apoia em um legado histórico da Unifor, uma proposta pedagógica atualizada e uma infraestrutura robusta, fatores que vêm sendo apontados por docentes e alunos como diferenciais importantes na formação profissional. Segundo a coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da Unifor, Elcyana Bezerra, a definição atual da Federação Mundial de Terapeutas Ocupacionais (WFOT) sintetiza bem o papel da profissão: a terapia ocupacional “promove a saúde e o bem-estar ao apoiar a participação em ocupações significativas que as pessoas desejam, precisam ou são esperadas que façam”. A ocupação, entendida como as atividades do cotidiano que dão sentido à vida, é o núcleo da prática profissional, com foco na autonomia, na dignidade e na inclusão social. Com mais de três décadas de trajetória na área, a coordenadora acompanha de perto a transformação do campo profissional. Ela relembra que iniciou sua carreira em um contexto de escassez de campos de atuação, com mercado restrito, pouca demanda espontânea e escasso conhecimento sobre a terapia ocupacional. Elcyana Bezerra, coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da Unifor acervo pessoal Hoje, o cenário é outro. “A demanda por terapeutas ocupacionais cresceu significativamente, há maior reconhecimento social e institucional dos benefícios da nossa atuação”, afirma Elcyana, destacando o amadurecimento da profissão no Brasil e o fortalecimento de práticas baseadas em evidências e modelos de intervenção próprios, sensíveis às realidades culturais e sociais do país. Áreas em alta e novas frentes de atuação A expansão do mercado de trabalho para terapeutas ocupacionais é evidenciada pela variedade de áreas em que podem atuar. No setor público, há muitas oportunidades em campos como saúde mental comunitária, atenção primária, assistência social e envelhecimento. Há a atuação do terapeuta ocupacional em serviços como o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), as Unidades Básicas de Saúde, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Instituições de longa permanência para idosos também vêm se tornando cada vez mais essenciais. “As transformações sociais, as políticas públicas inclusivas, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a valorização da intersetorialidade têm impulsionado a presença do terapeuta ocupacional em diversas esferas”. destaca a professora Elcyana. Ganham destaque abordagens como a Terapia Ocupacional Social e a Justiça Ocupacional, que ampliam o olhar da profissão para questões de direitos humanos, vulnerabilidade social e participação cidadã. No setor privado, a procura também aumenta, sobretudo nos campos de: desenvolvimento infantil; neurodesenvolvimento; reabilitação física; assistência domiciliar; cuidados paliativos; tecnologia assistiva; saúde do trabalhador. Além disso, novas áreas de atuação também se destacam, como: telessaúde; acessibilidade digital; trabalho em contextos de justiça restaurativa e sistema prisional; projetos intersetoriais que conectam saúde, educação, cultura e assistência social. Formação conectada às demandas do mercado Em um mercado em constante mudança, a formação do terapeuta ocupacional deve ultrapassar o domínio técnico. Para Elcyana, sobressair-se no mercado de trabalho requer a combinação de conhecimento científico, sensibilidade ética e habilidade para inovar. “Para se destacar no mercado, o terapeuta ocupacional precisa ir além das competências técnicas tradicionais, com uma atuação alinhada à complexidade do trabalho, às demandas da atenção integral à saúde e às transformações sociais. O mercado valoriza profissionais que articulam conhecimento científico, trabalho interdisciplinar, sensibilidade ética e criatividade”, afirma. Essas competências estão no centro do projeto pedagógico do curso da Unifor. Ao longo de oito semestres, a graduação integra conteúdos das ciências biológicas, da saúde, sociais e da terapia ocupacional. A proposta é formar profissionais generalistas, críticos e reflexivos, preparados para atuar em diferentes contextos ao longo do ciclo de vida. A formação valoriza metodologias ativas, aprendizagem significativa e a integração entre ensino, pesquisa e extensão. A curricularização da extensão e a inserção precoce dos estudantes em cenários reais de prática fortalecem o vínculo com a comunidade e com o mercado de trabalho. “A proposta valoriza uma formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, comprometida com a transformação social”, destaca Elcyana. Infraestrutura, práticas e vivências desde os primeiros semestres Um dos diferenciais apontados por alunos e professores é a infraestrutura da Unifor. Os espaços específicos do curso, como o Laboratório de Recursos Terapêuticos Ocupacionais e o Laboratório de Tecnologia Assistiva, permitem que os estudantes experimentem, analisem e adaptem atividades terapêuticas desde os primeiros semestres, desenvolvendo o raciocínio clínico e a tomada de decisão profissional. Essas experiências se articulam com as práticas desenvolvidas no Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI), onde os alunos vivenciam cenários reais de cuidado multiprofissional. Segundo a coordenação, essa integração garante “uma inserção precoce, qualificada e significativa na prática profissional”, fortalecendo competências técnicas, éticas e criativas. Além disso, os estudantes têm acesso a projetos institucionais, ligas acadêmicas, monitorias, ações de extensão e programas como o PET-Saúde Digital , desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza e a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará. Essas iniciativas ampliam o contato com o mercado e fortalecem a formação baseada em evidências e inovação. Formação direcionada para o mercado atual Para os estudantes, o curso tem se mostrado decisivo na construção de trajetórias profissionais mais seguras e conectadas com o mercado. Artur Mouta de Pinho, psicólogo, professor de teatro e aluno do curso de Terapia Ocupacional, conta que o interesse pela área surgiu a partir de sua experiência profissional em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Essa vivência prévia no serviço público de saúde contribui para que Artur chegasse ao curso com uma visão mais concreta das demandas sociais e do mercado de trabalho. A escolha pela Unifor, segundo ele, esteve relacionada à credibilidade da instituição, à oferta do curso noturno e à infraestrutura. “Eu sempre ouvi falar que um dos grandes diferenciais da Unifor era que eles têm muita estrutura e dão muito suporte para os alunos, não só no acadêmico, mas também no profissional”, afirma. Para Artur, o mercado está “extremamente aquecido”, especialmente nas áreas de inclusão, neurodesenvolvimento e gerontologia, o que torna o momento favorável para quem está se formando. “Vejo que, na Unifor, eles ajudam você não apenas no sentido acadêmico, mas também no profissional. Minha expectativa em relação ao curso, em si, é aprender mais a fundo, entender melhor o que faz e o que é preciso para ser um terapeuta ocupacional”, comenta Artur Mouta. Artur Mouta, psicólogo e aluno do curso de Terapia Ocupacional da Unifor arquivo pessoal Ao refletir sobre o próprio futuro profissional, Artur enxerga um campo ampliado de possibilidades a partir da vivência que vem construindo na Terapia Ocupacional, especialmente quando compara essa formação com suas outras trajetórias, como ator e professor de teatro. Segundo ele, a profissão possibilita a criação de conexões entre diferentes áreas do conhecimento, unindo arte, educação e cuidado com os alunos: “Eu vejo que há mais possibilidades de uma construção de pontes”, conclui. Sensibilidade e responsabilidade social A estudante Andréa Moreno de Carvalho destaca que a terapia ocupacional entrou em sua vida de forma pessoal, a partir da experiência com a filha. “Percebi que, principalmente na infância, a T.O. tem um poder enorme de mudar futuros”, afirma. Ao longo do curso, ela passou a compreender a amplitude da profissão, que “abraça o ser humano em todas as suas fases”, sempre com foco na autonomia e na qualidade de vida. Para Andréa, as atividades práticas e as visitas a espaços como o NAMI são fundamentais para transformar teoria em vivência. “Essas experiências não apenas consolidam o conhecimento adquirido em sala de aula, mas também nos preparam para os desafios e as recompensas da terapia ocupacional”, destaca a aluna. Integrante do PET-Saúde Digital na Unifor, a estudante vivencia, ainda durante a graduação, experiências que articulam ensino, pesquisa e extensão, aproximando o aprendizado acadêmico da realidade dos serviços de saúde. Andréa Moreno, aluna do curso de Terapia Ocupacional da Unifor arquivo pessoal A participação no PET permite que Andréa desenvolva competências como trabalho em equipe, pensamento crítico e responsabilidade social, ao mesmo tempo em que fortalece sua formação prática. Para ela, essas experiências complementam o que é aprendido em sala de aula e ampliam a compreensão sobre a atuação do terapeuta ocupacional em diferentes contextos, especialmente na promoção da autonomia e da qualidade de vida. “Os aprendizados na Unifor estão me transformando muito, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Pessoalmente, sinto que minha empatia e a capacidade de olhar para o outro com mais profundidade aumentaram. Passei a entender a importância da autonomia em cada detalhe da vida de uma pessoa, e essa visão mais humana se estende para fora da graduação, ajudando-me a lidar melhor com os desafios do dia a dia e a valorizar as pequenas conquistas”, revela Andréa Moreno. As atividades práticas e as visitas a equipamentos como o Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI) também ocupam papel central na formação dos estudantes. Para Andréa, esse contato direto com a prática profissional contribui para consolidar o aprendizado e preparar os alunos para os desafios cotidianos da profissão, tornando o processo de formação mais dinâmico e conectado com a realidade do mercado. O curso de Terapia Ocupacional da Unifor tem permitido a criação de carreiras mais reflexivas, baseadas na prática e sensíveis às necessidades sociais. A combinação de estrutura institucional, experiências práticas e programas como o PET-Saúde fortalece a capacitação de profissionais prontos para trabalhar em um mercado em crescimento, com sensibilidade, técnica e responsabilidade social.

Palavras-chave: tecnologia

Campanha Compra Premiada vai sortear celulares, TVs e moto no Acre; Veja como participar

Publicado em: 02/03/2026 21:53

Clientes vão ganhar um cupom para participar a cada R$ 50 em compra Odair Leal/Secom-AC Com o objetivo de estimular o comércio no estado em março, a Campanha Compra Premiada, lançada nesta segunda-feira (2), busca também contribuir com a economia acreana no período pós-Carnaval. Os clientes vão ganhar um cupom para participar a cada R$ 50 em compra. (Veja detalhes abaixo) Como forma de aumentar o fluxo de clientes nas lojas, vão ser sorteados prêmios como iPhones 17, uma moto CG 150 Fan e televisores de 50 polegadas. (Entenda mais abaixo como funciona) 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A ação ocorre tanto em Rio Branco como em Cruzeiro do Sul até 31 de março, como parte do Mês do Consumidor. Campanha visa movimentar comércio com sorteios de celulares, TVs e moto no Acre A campanha é desenvolvida pela Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) e a Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa). A expectativa é que 200 empreendimentos, de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, participem da campanha. LEIA TAMBÉM: Iniciativa reocupa praça com cultura, pequenos negócios e tour no Centro de Rio Branco: 'Pertencimento' Vale do Juruá é a área de maior vulnerabilidade econômica no Acre, aponta estudo A iniciativa conta com a parceria de diversas outras instituições e visa mobilizar empresas e consumidores para impulsionar as vendas em um período que é marcado pela redução do movimento no comércio. Como funciona? O sorteio dos prêmios está previsto para o dia 10 de abril, ao vivo e com a participação da população. Além disso, os comerciantes interessados em participar da Compra Premiada devem se dirigir à sede da Acisa na capital acreana, localizada na Avenida Ceará, nº 2351, ou entrar em contato via WhatsApp ou ligação no número (68) 9 9219-7365. Reveja os telejornais do Acre

Palavras-chave: tecnologia

Piauí Sustentável investe R$ 1 milhão em infraestrutura para comunidade rural

Publicado em: 02/03/2026 16:39

Intervenções impactam a rotina das famílias. Ascom Seplan Com investimento de mais de R$ 1 milhão, o Projeto Piauí Sustentável e Inclusivo (PSI) está promovendo mudanças concretas na vida das famílias da comunidade Piçarra, localizada na zona rural de Itainópolis, no Território do Vale do Rio Guaribas. As ações realizadas na localidade reforçam o compromisso do projeto com a inclusão produtiva, a segurança hídrica e o fortalecimento das comunidades rurais. Na Piçarra, 25 famílias foram contempladas com cisternas domiciliares já implantadas, além da execução de duas passagens molhadas, sendo uma com 95% de execução concluída e outra em fase de contratação da empresa de engenharia. As intervenções representam avanços estruturantes que impactam diretamente a rotina das famílias, reduzindo vulnerabilidades e ampliando oportunidades no campo. Durante a visita à comunidade, foi aplicada uma pesquisa para ouvir as famílias beneficiadas e a liderança local, com o objetivo de avaliar o nível de satisfação e os efeitos iniciais das obras. O resultado foi expressivo: 100% das famílias ouvidas declararam estar satisfeitas com a cisterna, destacando que a disponibilidade de água aumentou significativamente após a implantação da tecnologia. A água armazenada passou a ser utilizada para beber, cozinhar, tomar banho, lavar utensílios domésticos e também para apoiar pequenas atividades produtivas, como a irrigação de plantas e o fornecimento de água para os animais. A iniciativa trouxe mais segurança hídrica, reduziu a necessidade de deslocamentos longos em busca de água e contribuiu para melhorar a qualidade de vida das famílias. Passagens molhadas representam mudança na mobilidade rural. Ascom Seplan Joaquim Rocha, um dos beneficiários do projeto, relata que antes da implantação da cisterna a realidade era de incerteza constante. “Antigamente a gente dependia de água que, às vezes, ficava dez dias sem água. Era muito difícil. Água é vida. Hoje a gente pode dormir em paz, sabendo que no outro dia vai ter água para beber e cozinhar”, destacando a tranquilidade que a nova estrutura trouxe para sua família. As passagens molhadas representam uma mudança importante na mobilidade rural. Em períodos de chuva, quando o acesso à comunidade ficava comprometido, as novas estruturas garantem mais segurança no deslocamento de moradores, estudantes e no escoamento da produção agrícola, reduzindo o isolamento e fortalecendo a integração da comunidade com o município. Para o Especialista em Monitoramento e Avaliação do PSI, Alan Cronemberg, a escuta das famílias é fundamental para mensurar os resultados do projeto. “Mais do que entregar obras, o PSI acompanha de perto os impactos na vida das pessoas. Quando vemos que 100% das famílias relatam satisfação com as cisternas e percebem melhoria real no acesso à água e na mobilidade, temos a confirmação de que o investimento público está gerando transformação concreta e sustentável no território”, destacou. O investimento superior a R$ 1 milhão demonstra como o PSI tem atuado de forma estratégica para promover desenvolvimento sustentável e inclusão nas áreas rurais, transformando infraestrutura em qualidade de vida e novas perspectivas para as famílias do Vale do Rio Guaribas.

Palavras-chave: tecnologia

Olhos no céu: drones mudam a forma da PM fiscalizar e prevenir crimes nas rodovias de SP

Publicado em: 01/03/2026 13:36

Drones auxiliam PM a fiscalizar rodovias no litoral e interior de SP Motoristas que trafegam pelas rodovias da Baixada Santista e do Vale do Ribeira podem estar sendo monitorados do alto sem perceber. Isso porque, nesta Operação Verão, a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) passou a usar drones em seu patrulhamento. Segundo a corporação, a tecnologia ajudou a alcançar os melhores indicadores parciais dos últimos dez anos da Operação Verão. A tecnologia é utilizada tanto na fiscalização de infrações quanto no monitoramento de congestionamentos e conta, inclusive, com apoio de imagens térmicas. O uso vai desde a localização de suspeitos em áreas de mata até a verificação da condição dos sistemas de freios de veículos. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. O g1 conversou com o major PM Marcos da Silva Negrinho, coordenador operacional do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária, que explicou como funciona o uso dos drones no dia a dia. Ele destacou que as imagens não geram multas automaticamente, mas ajudam as equipes a selecionarem os infratores. Menores se passam por ambulantes e furtam motorista em rodovia O monitoramento aéreo também tem efeito preventivo ao reduzir o sentimento de anonimato de infratores e criminosos. No começo deste ano, dois adolescentes foram detidos ao serem flagrados por uma imagem de drone (veja acima). Simulação da PM mostra como imagens térmicas de drones que auxiliam no patrulhamento rodoviário PMRv Confira abaixo a entrevista completa: Desde quando a PMRv passou a usar drones no patrulhamento e o que levou à adoção dessa tecnologia? Com o início da Operação Verão, o Policiamento Rodoviário destinou equipes especializadas e devidamente habilitadas para o emprego dos drones na atividade de fiscalização de trânsito para seleção de veículos envolvidos em infrações de alto risco e também no monitoramento de congestionamentos, característicos dessa época do ano. Vimos a possibilidade de emprego da tecnologia em favor do policiamento, o que tem sido uma tendência não só do Policiamento Rodoviário, mas também dos Batalhões Territoriais. Hoje, com quantos drones o batalhão opera no Sistema Anchieta-Imigrantes? Hoje, operamos com equipes destinadas exclusivamente à utilização dos drones nas atividades policiais de Segurança Viária e Segurança Pública, com equipamentos principal e reserva, mas não divulgamos quantitativos por questões de segurança operacional, com base na Lei de Acesso à Informação e no decreto que regulamenta a LAI no Estado de São Paulo. A divulgação de tais informações pode expor capacidades e vulnerabilidades, o que compromete a proteção institucional e a efetividade das ações de fiscalização e segurança. Na prática, como as imagens captadas pelos drones são usadas para gerar autos de infração? Que tipo de resultado foi possível observar até agora? Na prática, as imagens dos drones não geram autos de infração. Esse é um imaginário que deve ser desmistificado. Os drones fazem parte da seleção de veículos infratores. A Equipe de Drones, durante as operações de fiscalização de trânsito, trabalha lado a lado com ao menos uma equipe de operações. Ao constatar uma infração de trânsito através das imagens do drone, uma equipe policial desloca ao bordo da via e efetua a abordagem, fiscalização do veículo, e a feitura dos autos de infração que porventura forem necessários. Consideramos muito importante esse contato entre o policial militar rodoviário e o condutor-infrator, pois é a oportunidade em que podemos orientá-lo e responsabilizá-lo de maneira presencial e apropriada, sendo a correção efetuada naquele exato momento. Major PM Marcos da Silva Negrinho, coordenador operacional do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária Arquivo pessoal Como foram definidos os trechos que recebem o monitoramento aéreo? Existe uma estimativa de área de cobertura dos drones? Os trechos e horários de emprego da equipe de drones obedecem a critérios, dentro de um planejamento operacional centralizado, que os considera como uma segunda camada de proteção do cidadão, em complemento aos pontos de estacionamento das patrulhas. Os horários e locais de maior fluxo de veículos tendentes a causar congestionamentos, e, dentre esses locais, alguns representam maior vulnerabilidade dentro da análise histórica de crimes contra o patrimônio, recebem o empenho das Equipes de Drones. Já o planejamento das operações de fiscalização de trânsito se atém às janelas de oportunidade derivadas da ausência de pontos de congestionamento. Ou seja, primariamente, o critério é a prevenção criminal, e as operações de fiscalização de trânsito entram como segundo critério de emprego. Contudo, esse planejamento não é rígido e, conforme necessidades momentâneas, as equipes podem ser direcionadas para outros pontos das rodovias, atendendo ao dinamismo do serviço. Assim, não encaramos o emprego das Equipes de Drones sob determinada área de cobertura, mas sim a capacidade e a mobilidade de emprego dentro da circunscrição de todo o Batalhão. Esse monitoramento veio para ficar ou será usado apenas em operações específicas, como finais de semana e feriados? Sim, esse modelo novo de policiamento veio para ficar, sendo seu emprego manejado em razão das demandas criminais e de trânsito. A prioridade do planejamento se dá nas ações de Segurança Pública, especialmente voltada aos congestionamentos. Mas, havendo janela, há aplicação dessa modalidade de policiamento especialmente em operações de combate às ultrapassagens em local proibido e na fiscalização de sistemas de freios de veículos de carga em localidades que antecedem trechos de serra existentes na região. Além da fiscalização de trânsito, essa tecnologia muda a estratégia da PMRv no combate a crimes nas rodovias, como roubo de cargas e tráfico? Sim, e já vemos mudanças. Hoje, as Equipes de Drones atuam essencialmente na prevenção de delitos nos congestionamentos, com bastante êxito, mas já planejamos um futuro emprego em operações matriciais em conjunto com os TOR e as ROCAM no combate aos roubos de cargas e ao tráfico de drogas. Rodovia dos Imigrantes terá terceira pista no litoral de SP Divulgação/Ecovias A corporação já trabalha com alguma projeção de redução de acidentes a partir do uso dessa tecnologia? Sim. Na Operação Carnaval 2026, por exemplo, registramos uma redução de 54,2% dos sinistros com vítimas e de 56% no número total de vítimas. Mas, para além da redução dos acidentes, durante toda a Operação Verão Integrada 2025/2026, apresentamos redução dos ilícitos na área do 1º BPRv, que compreende o Sistema Anchieta-Imigrantes (SP-150 e SP-160), a SP-055 (Rodovias Padre Manoel da Nóbrega, Cônego Domênico Rangoni e a Manoel Hyppólito Rêgo até Bertioga), a SPA-291/055 (Via Expressa Sul) e todas as rodovias estaduais do Vale do Ribeira. São quedas expressivas de 71,4% de roubos a usuários, 50% no roubo de veículos e não houve registros de roubos de carga ou de roubos com múltiplas vítimas, os chamados "arrastões", o que, considerando os 72 dias transcorridos até o momento, são números que a Polícia Militar comemora como um sucesso, não somente do emprego dos drones, mas de todo o planejamento efetuado e executado, que envolve as patrulhas, as Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (ROCAM), os Táticos Ostensivos Rodoviários (TOR), os drones, e o importantíssimo apoio dos Batalhões Territoriais e Especializados da Polícia Militar. O Sistema Anchieta-Imigrantes tem muitos túneis. Isso representa um desafio para o uso dos drones? Como a PMRv lida com essa limitação? Sim, geograficamente, os túneis limitam a ação dos drones, mas, historicamente, não se tratam de hotspots criminais, tampouco executamos operações de fiscalização em seu interior, de forma que os trechos de túneis não atendem nossos critérios de emprego do equipamento. Existe compartilhamento das imagens com outros órgãos, como a concessionária ou a Polícia Civil? Em regra não há compartilhamento de imagens, obedecendo-se a LGPD, salvo se houver demanda por requisição da Polícia Judiciária ou do Poder Judiciário. O senhor acredita que a simples divulgação do uso de drones já tem efeito educativo, já que o motorista pode estar sendo monitorado sem perceber? Sim, além da seleção qualificada de veículos e condutores no cometimento de infrações, o que nos traz ganhos operacionais significativos, a mera possibilidade de monitoramento remoto causa no condutor um efeito dissuasivo no cometimento de infrações, como a ultrapassagem em local proibido ou a direção perigosa, como exemplos. E não somente na fiscalização de trânsito, mas a existência de drones, em alguns locais, já tem causado efeito de dispersão de criminosos, pois lhes retira o sentimento de anonimato. Essa dissuasão de caráter geral contribui em muito para a segurança pública e viária, tornando as rodovias mais seguras, como mostram os resultados. Monitoramento por drone auxilia fiscalização de rodovias no interior e litoral de SP PMRv VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

Palavras-chave: lgpdtecnologia

Stellantis abre 20 vagas para curso gratuito em Porto Real

Publicado em: 01/03/2026 12:54

Stellantis Porto Real Reprodução/Redes Sociais A Stellantis abriu inscrições para a turma de 2026 do Programa Formare em Porto Real (RJ). Ao todo, são oferecidas 20 vagas para o curso gratuito de Assistente de Operações Automotivas Industriais. Os interessados podem se inscrever até o dia 5 de março pelo site da Fundação Iochpe. O programa é voltado para jovens em situação de vulnerabilidade econômica e social. Para participar do processo seletivo, é preciso ter nascido entre 2006 e 2008, estar cursando ou já ter concluído o ensino médio em escola pública, ter renda familiar de até um salário mínimo por pessoa e morar em Porto Real ou na região. Também é necessário não ter feito anteriormente cursos profissionalizantes e demonstrar interesse pela área industrial. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O curso terá duração de nove meses, com carga horária total de 900 horas. As aulas serão presenciais e realizadas nas instalações da Stellantis, em Porto Real. A formação inclui conteúdos técnicos e comportamentais, como processos produtivos, montagem automotiva, qualidade, manutenção industrial, informática aplicada, comunicação, criatividade e noções de inteligência artificial, além de atividades práticas no ambiente industrial. Durante o período de formação, os alunos selecionados receberão bolsa-auxílio, alimentação, transporte, uniforme, material didático, assistência médica ambulatorial e seguro de vida. ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp O Programa Formare é desenvolvido em parceria com a Fundação Iochpe e a AVSI Brasil. Segundo a empresa, desde 2008 mais de 200 jovens já foram qualificados em Porto Real por meio da iniciativa, que busca preparar participantes para o ingresso no mercado de trabalho e para a vivência no ambiente industrial. VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul

Palavras-chave: inteligência artificial

TJMG mantém condenação de Pâmela Volp após tecnologia comprovar rota de carro usada no crime

Publicado em: 27/02/2026 11:07

Ex-vereadora Pâmela Volp CMU/Divulgação O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação da ex-vereadora Pâmela Volp pelo crime de extorsão majorada contra uma garota de programa em Uberlândia. A decisão destacou o uso do sistema de rastreamento digital, chamado Córtex, como elemento técnico decisivo para comprovar a presença dela no local do crime. Ainda cabe recurso da decisão. O julgamento foi realizado pela 1ª Câmara Criminal do tribunal, que confirmou as penas de prisão fixadas em primeira instância. Os desembargadores mantiveram a pena de 7 anos de reclusão, em regime semiaberto, para Pâmela Volp, e 6 anos, também em regime semiaberto, para Paula Florentino, apontada no processo como comparsa de Volp. Apesar de a pena ter sido fixada em regime semiaberto, Pâmela Volp permanece presa desde 8 de novembro de 2021. Ela também possui outras condenações no âmbito da Operação Libertas, na qual foi apontada como líder de uma rede de exploração sexual que teria atuado por mais de três décadas. ✅ Clique aqui e siga o g1 Triângulo no WhatsApp O g1 procurou a defesa da ré, por meio da advogada Fabiane Martins, mas não houve resposta até a última atualização da reportagem. A reportagem também tenta contato com a defesa de Paula. Crime ocorreu em ponto de prostituição O crime ocorreu em novembro de 2021, quando a vítima foi abordada em ponto de prostituição no bairro Dona Zulmira. Armadas com revólver, faca e barra de ferro, Pâmela e mais duas acusadas ameaçaram a vítima de morte caso não pagasse uma “diária” de R$ 50 para trabalhar na região. De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), na ocasião, o ex-vereadora teria se autoproclamado “dona da cidade” e afirmou que ninguém trabalharia [nos pontos de prostituição] sem pagar em Uberlândia. Sistema Córtex confirmou rota do veículo O rastreamento do veículo utilizado pelas rés reforçou as demais provas reunidas durante a investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) regional de Uberlândia. De acordo com o relator do processo, desembargador Wanderley Paiva, o sistema Córtex permitiu traçar o histórico de deslocamento de um Peugeot 3008 laranja, apontado como utilizado pelas acusadas no dia dos fatos. 🔎 O sistema Córtex é uma tecnologia estadual que utiliza os radares da cidade para mapear os veículos que passaram naquela localidade. Na época, o Gaeco requisitou informações específicas do Peugeot 3008 e, baseado no depoimento da vítima com o horário, conseguiu provar que as rés saíram da casa da Pamela e foram à região do dona Zulmira. O relatório técnico demonstrou que o veículo circulou exatamente na região onde ocorreu o crime. Ainda conforme o voto, as próprias rés admitiram que estavam juntas no carro e que percorreram a cidade na data do ocorrido, o que aumentou a credibilidade da prova indireta obtida por meio do rastreamento tecnológico. "Trata-se de elemento fundamental para o esclarecimento dos fatos, na medida em que reforça a credibilidade da prova indireta resultante do rastreamento do veículo Peugeot 3008 laranja, por meio do sistema Córtex, conforme relatório juntado aos autos. Esse rastreamento demonstrou de modo inequívoco que esse veículo transitou pelo local dos fatos na data em que ocorreu o delito sub judice", disse Paiva. Os desembargadores Edison Feital Leite e José Luiz de Moura Faleiros seguiram o voto do relator. Carro não será confiscado Apesar da manutenção das penas de prisão, a Câmara Criminal retirou a condenação ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais à vítima. O entendimento foi de que não houve discussão específica sobre o valor durante a instrução processual. Além disso, decidiu não confiscar o veículo, entendendo que ele foi utilizado apenas como meio de transporte e não como instrumento essencial do crime. De acordo com o Ministério Público, o Tribunal também considerou que o automóvel era financiado e o banco responsável o vendeu para uma terceira pessoa. Quanto ao afastamento do pagamento de indenização para a vítima, o órgão avalia recorrer da decisão. Mais de 50 anos de prisão Condenada a mais de 50 anos de prisão em processos da Operação Libertas, Volp foi presa há exatamente 4 anos, em 8 de novembro de 2021, apontada como líder de uma rede de exploração sexual que atuou por mais de três décadas, atingindo principalmente travestis e mulheres trans em situação de vulnerabilidade. Segundo a Promotoria de Justiça de Uberlândia, Volp comandava o esquema mesmo após ser eleita vereadora em 2016 pelo Partido Progressista (PP), com 1.841 votos. Ela foi a primeira mulher transexual a se eleger em Uberlândia e também a primeira parlamentar de Minas Gerais a utilizar o nome social no diploma de eleita. A Operação Libertas, conduzida pelo Gaeco em agosto de 2021, revelou que Pâmela Volp comandava uma organização criminosa interestadual que mantinha controle sobre pontos de prostituição, impunha diárias abusivas, torturava as vítimas e promovia cirurgias clandestinas para colocação de próteses mamárias. Além disso, as denúncias apontam que a ex-parlamentar montou outro esquema paralelo, após ser presa pela força-tarefa, para cometer atos de violência, extorsões e fazer 'testes de orientação sexual' na ala LGBT+ da penitenciária, forçando presos a fazerem sexo entre si. Pâmela Volp foi eleita 1ª vereadora trans de Uberlândia em 2016 CMU/Divulgação O que dizem as denúncias As vítimas relataram que eram obrigadas a pagar diárias para atuar nos pontos de prostituição controlados por Pâmela Volp. Quem se recusava, era ameaçada, coagida e até torturada. Uma das mulheres contou que Pâmela a forçava a integrar uma espécie de gangue, com a missão de agredir e extorquir outras trabalhadoras que ocupavam os pontos sem pagar as taxas exigidas. Nos alojamentos, câmeras de monitoramento foram instaladas para vigiar as vítimas. Além disso, um caderno com registros detalhados de pagamentos e despesas de cada mulher foi apreendido. A denúncia ainda rendeu uma investigação nas esferas trabalhista e federal, por trabalho análogo à escravidão. Segundo o Ministério Público, também havia um esquema clandestino e superfaturado para a colocação de próteses de silicone. As vítimas eram induzidas a contribuir com uma espécie de poupança para realizar os procedimentos em clínicas ilegais. O caso revelou ainda a participação de médicos e práticas sem anestesia ou em pós-operatório inadequado. Conversas obtidas pela investigação mostram um dos médicos negociando um “pacote de próteses” com Pâmela, a quem ele chega a chamar de “sócia”. Os médicos envolvidos firmaram acordos de colaboração e não foram denunciados. Veja galeria de fotos durante as fases da operação Libertas. Operação Libertas; FOTOS Anos de medo, ameaças e poder Para lavar o dinheiro obtido com a exploração sexual e extorsões, Pâmela Volp investiu em carros de luxo, imóveis, joias e até na construção de um mausoléu de alto padrão para a família, no cemitério de Tupaciguara, cidade a 69 quilômetros de Uberlândia. As investigações indicam que Pâmela Volp movimentava mais de R$ 20 mil por mês em cartões e mantinha um padrão de vida elevado. Esse foi um dos argumentos usados pelo Gaeco para apontar que a maior parte da renda dela vinha de atividades criminosas. O valor do patrimônio de Pâmela Volp não consta no processo, mas o g1 apurou junto aos investigadores da Operação Libertas que é de aproximadamente R$ 4 milhões. O dinheiro também era usado para impor medo às vítimas. Nos depoimentos prestados ao MP e à Justiça, elas relataram o clima de medo constante que viviam sob o comando de Pâmela Volp. "No último julgamento dela do tráfico internacional, ela arrotou para todo mundo que tinha mandado uma maleta de dinheiro para Brasília, que nunca ia ser condenada, que nunca ia ser presa, que nunca ia acontecer nada [...] para gente tipo ter medo, que ela tinha o poder. Ela tinha esse poder do dinheiro, ela sempre usou esse poder do dinheiro para ameaçar a gente", contou uma das vítimas. A vítima ainda relatou que só teve coragem de colaborar com as investigações por acreditar que, desta vez, a ex-vereadora responderia pelos crimes dentro da cadeia. "A cidade é dela, ela é dona da cidade. Era né. Porque foram anos, tipo, não sei se de judiciário, se polícia, o que foi, mas foram anos de várias pessoas sabendo dos crimes, várias pessoas convivendo com os crimes e ninguém nunca fez absolutamente nada. A gente sabe que rolava um dinheirinho, mas não sabemos para quem", finalizou a vítima. Os supostos pagamentos de propina não foram alvo de investigação. O que diz a defesa Em nota enviada ao g1, a advogada Fabiane Martins informou que Pâmela Volp se mantém firme e dedicada na missão de reverter as acusações injustas que lhe foram atribuídas. Sobre a suposta 'compra de policiais' citada na reportagem, a defesa esclareceu que o Ministério Público se baseou em depoimentos de testemunhas do sistema prisional. No entanto, essas declarações carecem de provas e não sustentaram uma denúncia formal por corrupção ativa, demonstrando a inconsistência das acusações. Por fim, alegou que a cliente acredita ser alvo de perseguição transfóbica e que a atual defesa busca corrigir os equívocos da representação anterior e reverter a situação processual da cliente. ASSISTA: 6ª fase da operação Libertas teve como alvo travestis e transexuais de Uberlândia Trabalho de travestis e transexuais é alvo da 6ª fase da Operação Libertas em Uberlândia VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

Palavras-chave: tecnologia

Google interrompe ação de grupo hacker chinês que usou planilhas para roubar dados de operadoras de telefonia no Brasil

Publicado em: 27/02/2026 02:00

Google interrompe ação de grupo chinês que atacou operadoras no Brasil Um grupo hacker chinês que invadiu sistemas de governos e empresas de ao menos 42 países por meio de serviços como planilhas online foi desmontado após atuar por quase dez anos, revelou o Google na última quarta-feira (25). Conhecido como UNC2814 ou Gallium, o grupo conseguiu acessar dados sensíveis de operadoras de telecomunicações brasileiras em um de seus ataques, disse o Google. A empresa não revelou quais operadoras foram atingidas. Segundo a investigação, alguns dos sistemas brasileiros armazenavam dados como nome completo, número de telefone, data e local de nascimento, além de números de identidade e de título de eleitor. Nem todos os ataques levaram ao roubo de dados, mas o Google indicou que o grupo hacker também foi capaz de monitorar registros de chamadas e mensagens SMS em sistemas das operadoras. "Historicamente, esse foco em comunicações sensíveis visa possibilitar a vigilância de indivíduos e organizações, particularmente dissidentes e ativistas, bem como alvos tradicionais de espionagem", disse o Google. A análise foi feita pelo Grupo de Inteligência de Amaças do Google (GTIG), pela Mandiant, subsidiária da empresa na área de cibersegurança, e por parceiros que não foram identificados. Google desarticulou grupo hacker chinês que invadiu sistemas de operadoras no Brasil Andrew Kelly/Reuters; Altieres Rohr/g1 O setor de inteligência do Google monitorava o UNC2814 desde 2017 e estima que, além dos alvos confirmados, o grupo hacker tenha invadido sistemas em outros 20 países. A análise apontou que o grupo se infiltrava nos dispositivos por falhas já conhecidas na comunicação entre a rede interna e a internet. Em seguida, os invasores inseriam arquivos maliciosos para ganhar controle total sobre a máquina e se comunicar com uma central de comando e controle. Um deles, chamado de Gridtide, permitia a conexão entre dispositivo da vítima e o Google Planilhas. As planilhas online funcionavam como um canal de comunicação em que os invasores enviavam ordens ao arquivo malicioso por meio de códigos e monitoravam os ataques. "Essa atividade não é resultado de uma vulnerabilidade de segurança nos produtos do Google. Em vez disso, ela abusa da funcionalidade legítima da API do Google Sheets para disfarçar o tráfego de comando e controle", disse o Google. A empresa afirmou ainda que os hackers não comprometeram a segurança de produtos do Google, mas usaram as planilhas online para que a sua atividade ilegal não fosse detectada e seu tráfego de rede se misturasse ao de usuários legítimos. Por isso, a companhia decidiu encerrar os projetos do grupo hacker e desativou as contas usadas para acessar os arquivos. A embaixada da China nos Estados Unidos afirmou ao Google que a cibersegurança é um desafio para todos os países e deve ser abordada por meio do diálogo e da cooperação. "A China se opõe e combate consistentemente as atividades de hackers de acordo com a lei e, ao mesmo tempo, rejeita firmemente as tentativas de usar questões de segurança cibernética para difamar ou caluniar a China", afirmou a embaixada, em nota. LEIA TAMBÉM: 'Crise da memória' deve fazer venda de celulares ter maior queda da história em 2026 O que acontece com seus dados na internet quando você morre? Galaxy S26: Samsung lança celular com tela 'anti-curiosos' e IA turbinada; veja preços

Palavras-chave: hackerhackers

Julgamento sobre vício de crianças: ex-chefe do WhatsApp revela porque abandonou app no Brasil: ‘Frustração imensa’

Publicado em: 26/02/2026 03:00

As redes sociais no banco dos réus Em meio ao julgamento americano sobre o vício de crianças e adolescentes em redes sociais, a ex-chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil, Daniela de Almeida, revelou ao Fantástico o descontentamento que a fez sair do emprego na plataforma. “Eu tinha uma frustração imensa de fazer o meu trabalho por dentro de uma empresa e encontrar tantas barreiras para poder levantar formas mais seguras, formas mais íntegras de desenvolver as tecnologias que depois iam chegar ao público e que eu sabia que iam chegar também a crianças e adolescentes", disse. Na última quarta-feira, Mark Zuckerberg, fundador da Meta, empresa dona do Facebook, WhatsApp e Instagram, se sentou diante de um tribunal americano para depor pela primeira vez em um processo que pode mudar para sempre a relação das redes sociais com seus usuários mais jovens. A acusação central: as gigantes da tecnologia viciam propositalmente crianças e adolescentes, faturando às custas de sua saúde mental. O julgamento, que reúne mais de mil e seiscentas ações judiciais, pode criar uma jurisprudência inédita nos Estados Unidos sobre a responsabilização das empresas de mídia social. A batalha legal foi iniciada em 2023 por uma jovem na Califórnia, cuja identidade é mantida em sigilo. Hoje com 20 anos, ela começou a usar redes sociais aos seis e, segundo seus advogados, foi diagnosticada com severos problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e ideação suicida, como consequência do acesso a conteúdos perigosos. Daniela de Almeida, ex-chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil Reprodução Marie Santini, diretora do Netlab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmou que as plataformas são criadas para viciar. "Tudo isso foi desenhado para que crianças, adolescentes e adultos fiquem o máximo de tempo possível dentro da plataforma. O produto é desenhado pra reter e pra viciar”, afirmou. O vício entre crianças e adolescentes Nos antebraços, a advogada Laura Márquez carrega duzentos e noventa e seis traços. Cada um, segundo ela, representa uma criança que morreu em decorrência dos danos causados pelas redes sociais e pela Inteligência Artificial. Representando uma equipe de advogados no caso contra a Meta, ela afirma que as evidências são contundentes. "Você vai ver declarações de gente de dentro do Instagram dizendo coisas do tipo: 'O Instagram é uma droga'", revela. O processo forçou a Meta a entregar milhões de documentos internos. Muitos deles, segundo a acusação, confirmam que a empresa não só sabia dos danos potenciais de seus produtos na saúde mental de adolescentes, como também realizava estudos sobre o cérebro jovem, ainda em desenvolvimento, para explorar suas vulnerabilidades neurológicas. Os advogados chamam isso de "arquitetura do vício", criada para causar dependência. "Você vai ver documentos da Meta dizendo: 'pegue os jovens, os jovens são os melhores'. E falando sobre crianças: 'pré-adolescentes são animais de rebanho'", denuncia Márquez, citando o material do processo. Além da Meta, a Alphabet, dona do Google e YouTube, também é acusada. TikTok e Snapchat, que seriam incluídos na mesma ação, conseguiram fechar acordos confidenciais. Denúncias de dentro da empresa As acusações são reforçadas por Sarah Wynn-Williams, que trabalhou por seis anos na Meta e chegou a ocupar o cargo de diretora global de políticas públicas da empresa. Ela se tornou uma das vozes mais críticas sobre o tema. Em seu livro "Gente Descuidada", ela detalha como a empresa capitaliza sentimentos negativos. "A empresa desenvolveu a capacidade de avaliar quando um adolescente se sente inútil ou impotente", explicou Sarah. "Se uma menina de treze anos apaga uma selfie, porque não se sente bem com ela, essa é uma informação que a empresa consegue coletar”, diz. O que era feito com essa informação? "Eles deram essa pesquisa para um anunciante de produtos de beleza porque, do ponto de vista do anunciante, o momento em que uma adolescente se sente sem valor é um bom momento pra veicular um anúncio de beleza". Em depoimento ao Senado americano, no ano passado, Sarah disse: "Eu perguntava aos executivos: 'seu filho adolescente já usou o produto que vamos lançar?'. E eles respondiam: 'meu filho adolescente não tem permissão para usar o Facebook. Meu adolescente não está no Instagram'. Esses executivos conhecem os danos que esses produtos causam". A defesa de Zuckerberg e o custo humano Em seu depoimento, Mark Zuckerberg negou que os aplicativos sejam feitos para viciar. Ele reiterou que a idade mínima para criar uma conta no Instagram é de 13 anos. No entanto, um documento interno da própria Meta, apresentado no processo, estimava que em 2015 a rede já contava com mais de quatro milhões de usuários abaixo dessa idade. Questionado sobre recomendações de especialistas alertando para o impacto negativo de filtros de beleza, Zuckerberg afirmou que ignorou os avisos, considerando o uso dos filtros "uma questão de liberdade de expressão". Para a ativista Lóri, que também faz parte do processo, as consequências foram trágicas. Ela perdeu a filha, Annalee, de 18 anos, em 2020. "A ficha caiu quando li os diários dela, que diziam: 'como alguém vai amar uma pessoa tão feia quanto eu? Vejo os perfis das outras garotas, estou destruída e não tenho futuro'". Ela diz que as redes no celular da filha tinham conteúdos nocivos. As medidas pelo mundo Países ao redor do mundo começam a agir sobre o tema. A Austrália estabeleceu a idade mínima de 16 anos para uso de redes sociais. A China impôs um limite de 40 minutos diários na versão local do TikTok para menores de 14 anos. Dinamarca, França e Grécia discutem restrições semelhantes. Em nota ao Fantástico, a Meta afirmou que "discorda fortemente das alegações" do processo e que as evidências demonstrarão seu "compromisso de longa data em dar apoio aos jovens". A empresa citou a introdução de contas para adolescentes e ferramentas de supervisão para os pais como exemplos de suas iniciativas. “Há mais de uma década ouvimos pais, trabalhamos com especialistas e com as autoridades e conduzimos pesquisas aprofundadas para entender as questões mais relevantes nesta frente”, diz a nota da empresa. No tribunal americano, o advogado do google disse que o Youtube não é viciante, nem é rede social, mas sim uma plataforma de entretenimento. O Youtube divulga em seu blog iniciativas como recurso de contas supervisionadas para adolescentes e pré-adolescentes. Para os advogados das vítimas, no entanto, o objetivo vai além de uma compensação financeira. "Se o resultado do processo for apenas compensação financeira, nós perdemos", adverte Laura Márquez. "No fim das contas, o objetivo é parar com isso, forçar as redes a consertar seus produtos". Ouça os podcasts do Fantástico O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo.