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Startup maranhense capacita mais de 5 mil mulheres em vulnerabilidade e projeta formar 20 mil até 2030

Publicado em: 12/02/2026 11:22

Trabalhadoras beneficiadas pela plataforma Ela Faz, do Maranhão. Divulgação/Programa Centelha A startup maranhense Ela Faz, que desenvolve uma plataforma de tecnologia educacional voltada à qualificação profissional de mulheres e à promoção da paridade de gênero, tornou-se um dos casos de sucesso impulsionados pela segunda edição do Programa Centelha. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Presente em 19 estados brasileiros, com cursos presenciais e online, a empresa já capacitou mais de 5 mil mulheres. Segundo a startup, 80% das participantes relatam aumento de renda após a formação. “Mais do que números, é sobre histórias de transformação. Mulheres que antes não acreditavam no próprio potencial hoje lideram obras, empreendem e inspiram suas comunidades”, afirma Lívia Viana, CEO da empresa. A Ela Faz foi criada em 2020, durante a pandemia, pela empreendedora Lívia Viana. Inicialmente, a iniciativa oferecia cursos e oficinas comunitárias focados em reparos domésticos, elétrica básica, pintura e outras habilidades práticas. O objetivo era apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade social a conquistarem autonomia, independência financeira e autoestima. Ao centro Lívia Vianna, CEO da Ela Faz, com trabalhadoras que utilizam a plataforma da startup. Divulgação/Programa Centelha Com o aumento da demanda, surgiu a necessidade de estruturar o negócio. Foi nesse contexto que a startup se inscreveu e foi aprovada no Programa Centelha. A participação marcou a validação do modelo de negócio e possibilitou a criação da plataforma digital, que atualmente leva capacitação a mulheres de todo o país. Especial: Como as startups estão transformando o mercado e o ecossistema de negócios no MA Após integrar o programa, a empresa triplicou o número de turmas, expandiu a oferta para cursos na modalidade de ensino a distância (EAD), firmou parcerias com empresas da construção civil e prefeituras, além de lançar oficialmente a plataforma digital Ela Faz. Em 2024, o ambiente online já soma mais de 2 mil usuárias ativas. “O programa foi um divisor de águas que nos ajudou a transformar nosso propósito em uma operação sustentável”, destaca Lívia Viana. Curso de capacitação em Construção Civil da Ela Faz. Divulgação/Programa Centelha Entre os reconhecimentos recebidos pela startup estão o Prêmio de Inovação Social e a participação em editais como Mulheres Inovadoras e Sebrae Delas. O faturamento anual atual varia entre R$ 300 mil e R$ 700 mil, com reinvestimento direcionado à ampliação do impacto social. A meta da empresa é ambiciosa. “Pretendemos capacitar 20 mil mulheres até 2030 e nos consolidar como a maior rede de formação técnica para mulheres do Brasil”, completa a CEO. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Programa Centelha Com inscrições abertas no Maranhão para a terceira edição, o Programa Centelha incentiva a transformação de ideias inovadoras em negócios com potencial de impacto econômico e social. A iniciativa é voltada a pessoas físicas e oferece capacitações empreendedoras e recursos financeiros para desenvolvimento dos projetos. O programa é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI. Segundo Priscila Procópio, coordenadora de projetos do Centro de Empreendedorismo Inovador da CERTI, o caso da Ela Faz reforça a importância da iniciativa. “O sucesso da startup nascida fora do eixo tradicional de negócios reforça a relevância do programa como alicerce para alavancar ideias com impacto social transformador em todas as regiões do país”, ressalta. Em duas edições, o Centelha já apoiou mais de 1.640 startups e envolveu mais de 65 mil empreendedores em todo o Brasil. Na terceira edição, o programa chega aos 26 estados e ao Distrito Federal, com expectativa de apoiar mais de 1.100 projetos em todo o país.

Palavras-chave: tecnologia

Júri popular inédito contra Meta e Google entra no 3º dia nos EUA; redes são acusadas de causar vícios em crianças

Publicado em: 11/02/2026 11:24

Redes sociais vão a julgamento nos Estados Unidos Um júri popular inédito contra a Meta, dona do Instagram e Facebook, e Google, que detém o Youtube, entra no seu terceiro dia de julgamento nesta quarta-feira (11), nos Estados Unidos. A partir das 11h, o tribunal de Los Angeles irá ouvir o chefe do Instagram, Adam Mosseri, que deve prestar depoimentos sobre se o design do aplicativo traz prejuízos para a saúde mental de crianças e jovens. As duas big techs são acusadas de desenvolverem propositalmente produtos viciantes para crianças com o objetivo de aumentar seus lucros. A ação foi movida por uma jovem de 20 anos, identificada nos documentos do processo pelas iniciais K.G.M.. Ela é chamada de Kaley no tribunal. Ela afirma que começou a usar redes sociais aos 6 anos e que foi exposta a conteúdos prejudiciais e a filtros que contribuíram para depressão, ansiedade, pensamentos suicidas e distorções na forma como se enxerga. O julgamento deve se estender por oito semanas. O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, também deve depor a partir do dia 18 deste mês. Na primeira audiência, na segunda-feira (9), o advogado argumentou que ela teve acesso a conteúdos perigosos e deprimentes, que intensificaram sua depressão, ansiedade e pensamentos suicidas; e que os filtros do Instagram a levaram a desenvolver uma distorção na forma como se enxerga. TikTok e Snapchat também eram alvos da ação, mas fecharam acordos confidenciais antes do início do julgamento. Defesa do Google: 'Ela não é viciada' No segundo dia de julgamento, a defesa do Google buscou afastar a ideia de que o YouTube tenha sido projetado para causar dependência. O advogado Luis Li afirmou aos jurados que a plataforma “não quer deixar as pessoas viciadas [em seu site] mais do que elas ficariam em bons livros ou em aprender coisas novas”. Ele também declarou que o YouTube não tenta “entrar no seu cérebro e reconfigurá-lo”. Li reforçou a linha de que a própria autora não se considera dependente. “Ela diz que não é viciada, o pai dela disse que ela não é viciada, o médico dela diz que ela não é viciada”, afirmou o advogado, segundo a Bloomberg. “Os prontuários médicos dela, em 10 mil páginas, não dizem que ela é viciada. O comportamento dela não parece o de alguém viciado. Então, por que estamos aqui?” O advogado também disse que a jovem usou o YouTube por uma média de apenas 29 minutos por dia ao longo dos últimos cinco anos. Sobre o funcionamento da plataforma, a defesa argumentou que o sucesso de vídeos se deve às recomendações dos próprios usuários, e não a um mecanismo deliberado para estimular consumo compulsivo. Segundo a Bloomberg, Li negou que o YouTube use ferramentas como “rolagem infinita” e “reprodução automática” para “fisgar” jovens e afirmou que muitos recursos podem ser desativados. “Todas essas coisas podem ser desativadas. Se você não gosta, desligue. É simples assim. A única ferramenta que funciona é aquela que você usa.” 'Máquinas caça-níqueis' Do outro lado, o advogado da jovem, Mark Lanier, sustenta que as plataformas foram desenhadas para explorar a vulnerabilidade de cérebros em desenvolvimento. Ele acusou as empresas de terem “construído máquinas projetadas para viciar o cérebro de crianças”. “Imagine uma máquina caça-níquel que cabe no seu bolso. Ela não exige que você leia ou digite, exige apenas um movimento físico.” “Para uma criança como Kaley, esse movimento é a alavanca de uma caça-níquel. Toda vez que ela desliza o dedo, ela está apostando. Não por dinheiro, mas por estimulação mental.” Na abertura do julgamento, a defesa da Meta também argumentou que os problemas de saúde mental da jovem estariam ligados a abusos e conflitos familiares, e não apenas ao uso das plataformas, como mostrou o g1. Rolagem infinita e saúde mental Adam Mosseri, chefe do Instagram, presta depoimento nesta quarta-feira (11) sobre se design de aplicativo é viciante. Imagem de 8 de dezembro de 2021, tirada em Washington, D.C., Estados Unidos. REUTERS/Elizabeth Frantz Kaley, autora do processo, disse que o recurso de rolagem infinita a mantinha presa ao aplicativo e aumentava sua ansiedade, de acordo trechos processo citados pela agência Reuters. A agência lembra que a Academia Americana de Pediatria declarou em janeiro que esse tipo de recurso pode tornar mais difícil para crianças “se desligarem de dispositivos digitais”. O chefe do Instagram, Adam Mosseri, irá depor nesta quarta, mas antes de ir ao júri, um porta-voz da Meta disse a companhia discorda "fortemente dessas alegações". "Estamos confiantes de que as evidências mostrarão nosso compromisso de longa data em apoiar os jovens", afirmou. Ainda segundo a Reuters, advogados da empresa afirmaram no tribunal que discussões internas tinham como objetivo “resolver problemas e adicionar recursos para dar aos usuários mais controle”. Já o advogado da jovem sustenta que registros internos mostram que a empresa estava ciente de danos a crianças e adolescentes. Possível efeito em cascata O resultado desse caso pode ter impacto muito além da história individual da autora. O caso é visto como um marco porque pode influenciar centenas de ações semelhantes movidas contra gigantes da tecnologia nos EUA. Os processos não se concentram apenas em conteúdos específicos, mas no próprio modelo das plataformas: algoritmos, sistemas de recomendação e mecanismos de personalização que, segundo os autores, incentivam o uso compulsivo. A estratégia jurídica é comparada à usada contra a indústria do tabaco nas décadas de 1990 e 2000, destacou agência de notícias France Presse. Com depoimentos de executivos de alto escalão e possíveis revelações de documentos internos, o terceiro dia de julgamento marca o início de uma fase considerada central para definir como a Justiça americana vai tratar a responsabilidade das redes sociais sobre a saúde mental de crianças e adolescentes.

Palavras-chave: tecnologia

Câmara de Santarém aceita pedido de cassação do vereador Malaquias Mottin após incidente em protesto indígena

Publicado em: 10/02/2026 20:48

Sessão da Câmara de Santarém Kamila Andrade/g1 A Câmara Municipal de Santarém aceitou, por unanimidade, nesta terça-feira (10) a representação que pede a cassação do mandato do vereador Malaquias Mottin (PL). O pedido foi aprovado pelos 16 vereadores presentes na sessão e resultou na instalação de uma Comissão Processante que vai apurar as denúncias contra o parlamentar, garantindo a ele o direito à ampla defesa e ao contraditório. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A representação foi protocolada pelo Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns (CITA) e tem como base um incidente ocorrido na semana passada, durante um protesto indígena realizado na Avenida Tapajós, no cruzamento com a Avenida Cuiabá. O caso Indígenas do Baixo, Médio e Alto Tapajós realizavam uma manifestação no local, com interdição da via, em protesto devido a não revogação pelo Governo Federal do decreto 12.600/2025 que inclui a hidrovia do Tapajós no Plano Nacional de Desestatização. Durante o ato, o vereador Malaquias tentou atravessar a barreira sos manifestantes com veículo particular. Mais de mil indígenas percorrem a Avenida Tapajós em protesto Segundo relatos dos indígenas, no momento em que o parlamentar foi cercado, um indígena chegou a se posicionar à frente do carro. Ainda conforme os manifestantes, o vereador teria avançado com o veículo para sair do local, o que gerou revolta e agravou a tensão no protesto. Além do episódio específico da barreira, a representação também aponta que o vereador já teria feito falas públicas, inclusive na tribuna da Câmara, questionando a autodeclaração indígena de povos da região do Tapajós-Arapiuns, o que, segundo o CITA, caracteriza conduta incompatível com o decoro parlamentar. Comissão Processante Por meio de sorteio, foi formada a Comissão Processante responsável pela apuração das denúncias. A comissão é composta pelas vereadoras Ivanira Figueira (PSD), Alba Leal (MDB) e pelo vereador Alberto Portela (UNIÃO), que foi eleito o presidente dessa comissão. Agora, eles têm 30 dias para realizar os primeiros procedimentos e 120 dias para apresentar o resultado. A partir da instalação da comissão, o vereador Malaquias Mottin será oficialmente notificado e terá prazo legal para apresentar sua defesa. O grupo vai conduzir a investigação, ouvir testemunhas e, ao final, emitir um parecer que será votado em plenário. Nota do vereador Após o episódio com os indígenas, o vereador Malaquias Mottin divulgou uma nota de esclarecimento, na qual afirma que ele e a esposa, que é cadeirante, teriam sido agredidos durante o protesto. Segundo o parlamentar, o casal ficou em situação de risco ao ser cercado por manifestantes armados com pedaços de madeira. Confira a nota na íntegra: NOTA DE ESCLARECIMENTO DO VEREADOR MALAQUIAS MOTTIN "O Vereador Malaquias Mottin e sua esposa, cadeirante, vêm a público esclarecer os fatos ocorridos na noite desta quinta-feira, dia 5, na cidade de Santarém, enquanto transitavam em veículo particular pela Avenida Tapajós. Ao se aproximarem da esquina com a Avenida Cuiabá, depararam-se com a interdição da via pública realizada por um grupo de manifestantes e autodeclarados indígenas, em protesto contra ações do Governo Federal. Naquele momento, o vereador, que é idoso e possui posicionamentos públicos divergentes em relação a pautas defendidas por parte do movimento, foi reconhecido por vários manifestantes, alguns dos quais portavam pedaços de madeira semelhantes a porretes, conforme demonstrado em vídeos, nos quais é possível observar que boa parte estava armada com esses objetos. Na sequência, o veículo foi cercado, e o parlamentar foi atacado com pedaços de madeira, sofrendo lesões físicas, inclusive na região da cabeça. Nesse momento, sua esposa, que se encontrava no banco do passageiro, em condição de extrema vulnerabilidade em razão de sua deficiência física, conseguiu se esquivar, ficando em estado de extremo desespero e sofrendo grave abalo psicológico ao ver seu esposo correndo risco de vida. Ao tentar deixar o local por meio de manobra de retorno, o condutor foi impedido, com manifestantes posicionando-se à frente do veículo. Assim, já agredido e diante do temor iminente pela própria vida, munido do direito de se proteger, o motorista forçou a saída e conseguiu deixar o local. Livrando-se de um pior desfecho nas mãos de manifestantes armados com porretes e buscando proteger sua esposa de também receber uma pancada na cabeça, ainda assim o automóvel sofreu vários danos materiais, evidenciando o grave risco ao qual o casal, cercado, foi submetido. A família encontra-se profundamente abalada com o ocorrido, especialmente diante do fato de o casal ser idoso e ter sido submetido a uma situação de grave risco. Ressaltamos que o direito à manifestação é assegurado pela Constituição Federal, devendo, contudo, ser exercido de forma pacífica, sem violência, sem ameaças e com respeito." VÍDEOS: mais vistos do g1 Santarém e Região

Palavras-chave: câmara municipal

Justiça determina que padrasto de criança torturada e morta em SC vá a júri popular; vítima chegou em hospital com marcas de agressão

Publicado em: 10/02/2026 20:43

Sede do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) Maurício Vieira/Secom A Justiça de Santa Catarina determinou que o padrasto do menino de quatro anos morto em Florianópolis, em agosto de 2025, irá a julgamento pelo Tribunal do Júri. Não há data definida para a sessão, segundo documentos obtidos pela NSC TV. O homem responde por homicídio qualificado, por meio cruel e por a vítima ter menos de 14 anos, e por quatro crimes de tortura. A denúncia aponta que ele aumentou a vulnerabilidade da criança por sua posição dentro da família. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Mãe vira ré por tortura e morte de menino de 4 anos em SC O g1 tentou contato com a defesa do padrasto, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) havia solicitado duas outras qualificadoras: motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), porém, rejeitou ambas. LEIA MAIS: Menino que morreu em hospital com marcas de agressão já foi internado com sinais de maus-tratos Sindicância apura conduta do Conselho Tutelar de Florianópolis no caso de morte de menino de 4 anos Relembre o caso O menino morreu em 17 de agosto. O crime foi descoberto após a vítima ser levada ao Multi-hospital da capital desacordada e em parada cardiorrespiratória. O casal foi detido após a morte, mas a mulher foi solta e vai cumprir medidas cautelares. O homem teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. A NSC TV teve acesso a um relatório que embasou o inquérito policial sobre o caso, que reúne várias trocas de mensagens, em dias diferentes, entre a mãe do menino e o padrasto, que apontaram que o homem agredia a criança, com o conhecimento da mãe. A polícia também descobriu no celular do padrasto uma pesquisa em um aplicativo de inteligência artificial, com sessão ainda ativa no dia da morte do menino. A pergunta feita foi: "o que acontece se ficar enforcando muito uma criança". MPSC oferece denúncia no caso Moisés, em Florianópolis Em setembro, o padrasto do menino de 4 anos virou réu por homicídio qualificado e tortura. A mãe virou ré em dezembro por homicídio qualificado e tortura. A defesa contestou a decisão, mas o TJSC rejeitou o pedido. Padrasto perguntou à IA: 'O que acontece se ficar enforcando muito uma criança' A decisão citou buscas feitas pelo réu no ChatGPT sobre comportamentos de crianças autistas, vistas como tentativa de entender a situação e melhorar a convivência. As pesquisas incluíam perguntas como: “quando uma criança altista tem medo ou chora perto de tal pessoa, o que significa?” “e se a criança ficar variando [...] às vezes fica perto da pessoa bem e em outra já não chora ou sente medo?” O tribunal rejeitou a qualificadora que dizia que o menino não teve chance de defesa, avaliando que isso já está contemplado na qualificadora de homicídio contra menor de 14 anos. O MP recorreu, e o TJSC aguarda as justificativas. Além do homicídio, o padrasto foi denunciado por tortura em pelo menos quatro ocasiões. O processo reúne mensagens, depoimentos e confissões. Em uma das agressões, o menino precisou ser internado por vários dias. O acusado admitiu ter mordido o rosto da criança porque estava “estressado”. Em uma audiência no início de dezembro, ele confessou ter agredido o menino com socos e tapas. Disse que teve um “ataque de fúria” por problemas pessoais, negou intenção de matar e afirmou considerar a criança “um filho”. Segundo o depoimento, o homem cuidava do menino enquanto a mãe trabalhava e havia ido visitar familiares com ele. De volta para casa, disse ter aguardado a cunhada e pensado em dificuldades financeiras e conflitos com a esposa. Na mesma decisão, o TJSC manteve a prisão preventiva do acusado, citando a gravidade dos crimes. VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Palavras-chave: inteligência artificial

Entenda por que famílias fecharam o Anel Rodoviário para protesto

Publicado em: 10/02/2026 15:05

Manifestação fecha Anel Rodoviário em Belo Horizonte Famílias da Vila Maria, na Região Oeste de Belo Horizonte, fecharam o trânsito no Anel Rodoviário para uma manifestação nesta terça-feira (10). O protesto ocorreu horas antes da votação de um projeto de lei que delimita a área do Parque Municipal Jacques Cousteau para o terreno da ocupação. Nesta terça-feira (10), está prevista a votação, em segundo turno, do PL 9/2025, de autoria do próprio Executivo municipal. A proposta, em análise pelos vereadores na Câmara Municipal de BH, delimita a área do Parque Municipal Jacques Cousteau para o terreno da ocupação Vila Maria (entenda mais abaixo). Por volta das 6h, na altura do bairro Betânia, os moradores usaram madeiras e pneus em chamas para bloquear as pistas. A Polícia Militar, a Guarda Municipal, a BHTrans e o Corpo de Bombeiros foram acionados. Durante o ato, houve registro de retenção nos dois sentidos da via. O fluxo de veículos foi liberado depois das 8h30. A área onde atualmente está a ocupação Vila Maria é alvo de uma disputa antiga. De um lado, cerca de 200 famílias reivindicam o direito de permanecer morando no local. Do outro, a Prefeitura de Belo Horizonte alega que as moradias estão em uma área de preservação permanente do município. Entenda o caso partir dos seguintes pontos: Ocupação Vila Maria O que dizem os envolvidos Projeto de lei Ocupação Vila Maria Ocupação Vila Maria, em Belo Horizonte Lucas Franco/TV Globo A ocupação Vila Maria está localizada na Região Oeste de Belo Horizonte, nas proximidades do bairro Betânia e do Anel Rodoviário, em uma área adjacente ao Parque Municipal Jacques Cousteau. Segundo os movimentos pelo direito à moradia, cerca de 200 famílias que residem no local são formadas por pessoas em situação de vulnerabilidade social, que não conseguem arcar com o pagamento de aluguéis. A ocupação já foi alvo de uma ação de reintegração de posse movida pela Prefeitura de Belo Horizonte em 2022. No entanto, a medida foi suspensa liminarmente após mobilização dos moradores e a intercessão da Defensoria Pública. O que dizem os envolvidos A administração municipal alega que o terreno é de propriedade do município, está situado dentro dos limites do Parque Municipal Jacques Cousteau e integra área de preservação permanente, sendo vedada por lei qualquer intervenção no local. Os ocupantes, por outro lado, contestam a propriedade do espaço, que, de acordo com eles, pertencia a uma empresa falida e foi doado a uma antiga funcionária, há mais de 40 anos. A mulher teria permitido que famílias desabrigadas e de baixa renda construíssem moradias. Projeto de lei Nesta terça-feira (10), está prevista a votação, em segundo turno, do PL 9/2025, de autoria do próprio Executivo municipal. A proposta delimita a área do Parque Municipal Jacques Cousteau para o terreno da ocupação Vila Maria. Ao encaminhar o projeto de lei aos vereadores da Câmara de Belo Horizonte, a prefeitura argumentou que, apesar de instituído ainda em 1971, o parque até hoje não possui seus limites definidos no ordenamento jurídico do município. "Tal omissão acaba por fragilizar a proteção da mencionada unidade de conservação, na medida em que expõe a sua área a invasões e a usos contrários ao objetivo de salvaguardar as espécies florestais e os mananciais de água existentes no local", justificou o Executivo. O PL foi aprovado em primeiro turno em maio de 2025. Durante a tramitação, ele recebeu emendas de parlamentares para a apresentação de um plano de manejo da área e medidas de reassentamento das famílias que ocupam a Vila Maria, entre outras deliberações. Famílias da Vila Maria fizeram protesto no Anel Rodoviário de Belo Horizonte nesta terça-feira (10) Reprodução/TV Globo

Palavras-chave: câmara municipal

Simples, alegre e trabalhador: Veja quem era o vereador que morreu após ser atropelado por moto, em Goiás

Publicado em: 10/02/2026 04:01

Câmara de Anápolis posta homenagem para vereador que morreu após ser atropelado, em Goiás O vereador Carlos Antônio dos Santos, conhecido como Carlim da Feira (PSD), de 56 anos, é lembrado por amigos e colegas como uma pessoa simples, alegre e sempre disposta a ajudar. Feirante há mais de 30 anos, ele construiu sua trajetória em Anápolis a partir do trabalho na feira e da proximidade com a população. Carlim morreu na madrugada desta segunda-feira (9), após ser atropelado por uma motocicleta. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O acidente aconteceu na noite de domingo (8), na Avenida Jamel Cecílio, em Anápolis. Segundo a Polícia Militar, o vereador tentou atravessar a via quando foi atingido por uma moto. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado em estado grave ao Hospital de Urgências de Anápolis (Heana). De acordo com o hospital, Carlim deu entrada na unidade com diagnóstico de Traumatismo Crânio-Encefálico (TCE) grave. Ele foi submetido a uma cirurgia de craniotomia descompressiva, mas apresentou paradas cardiorrespiratórias no pós-operatório. Apesar das tentativas de reanimação, morreu durante a madrugada. Além do vereador, os dois ocupantes da motocicleta também foram levados ao hospital. O estado de saúde deles não foi divulgado. LEIA TAMBÉM: ANÁPOLIS: Vereador morre após ser atropelado por moto em Goiás LUZIÂNIA: Homem é denunciado por matar filho de vereador em frente a distribuidora ESCÂNDALO: Presidente da Câmara de Rio Verde é preso suspeito de envolvimento em fraudes na área de educação em que delegado foi denunciado Vereador Carlim da Feira é atropelado e está em estado grave em Goiás Divulgação/Câmara Municipal de Anápolis Carlim da Feira Natural de São Francisco de Goiás, Carlim construiu sua vida em Anápolis, onde se tornou um feirante conhecido e respeitado. De acordo com amigos, Carlos, sempre manteve uma rotina simples e nunca se afastou da feira, mesmo após ser eleito vereador. Líder entre os feirantes, era reconhecido pela atuação em trabalhos sociais, especialmente com doação de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade. Tímido, evitava discursos na tribuna da Câmara, mas era lembrado pelo trabalho constante nos bastidores e pela defesa da categoria. Em um vídeo de homenagem publicado nas redes sociais, o vereador contou que lutou até conseguir a própria banca. Com o tempo, ampliou a clientela e construiu laços de amizade com os fregueses. Conhecido pelo domínio no comércio de frutas e verduras, destacava o vínculo com o público e o conhecimento adquirido ao longo dos anos. O vereador dizia que não se considerava um político tradicional, se definia como tímido e destacava que a vida não mudou após assumir o cargo. A rotina seguia dividida entre o mandato e o trabalho como feirante. “Eu sou feirante. Não largo a feira, não. Sou o Carlinho da Feira e aqui é meu lugar.” disse. Carlim foi candidato a vereador três vezes em 2016, 2020 e 2024 quando conquistou o mandato na terceira tentativa. Na última eleição, foi eleito com 2.217 votos. Vereador de Anápolis morre após ser atropelado por moto Arquivo pessoal/ Andreia Rezende Homenagens A morte do vereador gerou forte comoção nas redes sociais. Amigos, eleitores e colegas lamentaram a perda. “Um homem de fé, de trabalho e de uma humildade rara. Carlim da Feira deixou sua marca na história de Anápolis através do serviço e do amor ao próximo”, publicou outro amigo. A vereadora Andreia Rezende destacou o perfil simples e trabalhador do colega. “Era uma pessoa simples, alegre, muito disposto a ajudar em tudo, humilde. Não era de tribuna, mas trabalhava incansavelmente”, afirmou. Em nota, a Câmara Municipal lamentou a morte do parlamentar e destacou o legado deixado por ele. A Polícia Civil informou que o caso é investigado pela 3ª Delegacia de Polícia de Anápolis. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás.

Palavras-chave: câmara municipal

Classificados do Edimilson: veja as vagas de emprego de 9 a 13 de fevereiro

Publicado em: 09/02/2026 10:36

Selo dos Classificados do Edimilson Ávila Infografia: Wagner Magalhães/G1 Faetec Drogarias Pacheco Colégio Pedro II SMCT e CIEDS 1. Faetec A Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) abriu inscrições para a seleção de bolsistas do projeto “Educação que Transforma – Promoção do Hábito da Leitura”, voltado ao fortalecimento da leitura e da pesquisa em unidades de ensino da instituição. As vagas são para cadastro de reserva e contemplam diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro. O processo seletivo oferece bolsas concedidas pela Faperj e é destinado a bibliotecários e auxiliares de biblioteca, que irão atuar em atividades pedagógicas e técnicas nos espaços das bibliotecas da Faetec. As inscrições seguem até o dia 12 de fevereiro e devem ser feitas pelo site. 2. Drogarias Pacheco O Grupo DPSP, que reúne as redes Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo, está com mais de 1.300 vagas de emprego abertas em dez estados do Brasil, incluindo o Rio de Janeiro. As oportunidades são para diferentes perfis, como estágio, jovem aprendiz, PCD e profissionais 50+, com chances nas lojas, centros de distribuição e no setor corporativo. Entre os cargos disponíveis estão atendente de loja, farmacêuticos e auxiliar de operação em centro de distribuição. No estado do Rio, são 208 vagas abertas neste momento, distribuídas em diversas unidades. 3. Colégio Pedro II O Colégio Pedro II abriu inscrições para o Curso Técnico Subsequente em Guia de Turismo, no Campus Humaitá II, com início em 2026. São 36 vagas disponíveis e as aulas serão noturnas, com duração de dois semestres. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas entre 5 e 27 de fevereiro de 2026, na página de concursos do CPII. Para participar, é necessário ter o Ensino Médio completo. Os estudantes selecionados terão direito à merenda escolar e, em casos de vulnerabilidade social, poderão receber auxílio estudantil de R$ 300 por até oito meses. Todas as informações, incluindo edital e cronograma, estão disponíveis no site. 4. SMCT e CIEDS As inscrições para o Projeto Jovens Cientistas Cariocas, idealizado e promovido pela Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio (SMCT) em parceria com o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS), começam na próxima segunda, dia 9 de fevereiro. Para participar, os interessados devem acessar o site. O que colocar no 'objetivo' do currículo para primeiro emprego?

Palavras-chave: tecnologia

Golpe da falsa Defensoria: Criminosos se passam por defensores públicos para enganar moradores do AC

Publicado em: 07/02/2026 16:04

No golpe da falsa defensoria, estelionatários se passam por agentes públicos para enganar população Tânia Rêgo/Agência Brasil Criminosos estão se passando por defensores públicos para aplicar golpes e cobrar por serviços gratuitos pelo WhatsApp à população acreana. A prática criminosa foi percebida pela Defensoria Pública do Estado (DPE-AC) após clientes relatarem terem sido procurados pelos golpistas. A DPE-AC confirmou que já repassou as informações à Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O órgão pede que a população desconfie de atendimentos que solicitem dados bancários via celular. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉Contexto: No golpe da falsa defensoria, o modus operandi é sempre semelhante: estelionatários se passam por agentes públicos para extorquir e enganar quem utiliza os serviços da instituição. Após o contato inicial, o grupo criminoso pede pagamentos antecipados e até dados das vítimas. Ao g1, a corregedora-geral da DPE-AC, Roberta de Paula Caminha Melo, explicou que os criminosos utilizam logomarcas institucionais nas fotos de perfil, números de processos e adotam linguagem jurídica para dar credibilidade ao contato com as vítimas. Cuidados para não cair em golpes online "Criminosos estão se utilizando indevidamente do nome, da imagem e até de fotos de defensores públicos para aplicar golpes. É importante lembrar que a Defensoria Pública não cobra por serviços jurídicos e não solicita nenhum tipo de pagamento para atendimento ou liberação de valores", destacou. Ainda conforme a corregedora, os bandidos solicitam dados pessoais e bancários, com a desculpa de que falta algum dado, ocasião em que as informações pessoais eram capturadas e a fraude concluída. LEIA MAIS: Polícia investiga golpista que se passou por delegado para aplicar golpes em lanchonetes no AC Criminosos tentam aplicar golpe do PIX em prefeitura de cidade do AC devastada por cheia histórica Estelionato cresce 28,3% no Acre em um ano e golpes eletrônicos disparam, revela Anuário "Inicialmente eles passavam informações a fim de conquistar a confiança do usuário, utilizando números de processos reais e, em seguida, diziam que tinham supostos valores a receber, momento em que solicitavam pagamentos por PIX sob a promessa de liberação de valores ou serviços", disse. Apesar dos relatos, Defensoria Pública do Acre ainda não tem o número de vítimas que caíram no golpe. "Temos recebido vários alertas e registros isolados de tentativas, mas não há estatística oficial consolidada sobre vítimas ou prejuízos. É um crime que tem se propagado em vários estados", explicou. ⚠️Orientações Desconfie de mensagens de WhatsApp informando ganho de causa ou liberação de valores Nunca faça pagamentos, baixe aplicativos ou acesse seu banco a pedido de contatos não verificados; Sempre tratar assuntos jurídicos pessoalmente na Defensoria. O atendimento pode ser feito pelo WhatsApp (68) 999275436, ou pelo telefone (68) 3215-4185. Caso ainda tenha dúvida, o atendimento presencial na DPE-AC, é feito de 08h às 12h e das 14h às 17h na avenida Antônio da Rocha Viana, próximo ao Horto Florestal. Defensoria não cobra Ainda conforme a corregedora, a Defensoria Pública não cobra por nenhum dos serviços jurídicos do órgão e, para esclarecer melhor a população, a DPE tem adotado uma série de ações preventivas com foco na proteção dos usuários e dos próprios servidores. “É importante que a população esteja atenta e bem informada. Esses golpistas entram em contato com cidadãos que, muitas vezes, já possuem processos judiciais em andamento ou que estão em situação de vulnerabilidade. É fundamental deixar muito claro: isso é golpe", explicou. Ações da DPE contra o crime: Divulgação de alertas nas redes sociais, esclarecendo que a Defensoria não cobra; Orientação à população para que desconfie de mensagens e ligações; Reforço de incentivo para que qualquer dúvida seja confirmada na DPE; Orientação aos servidores que tenham sido vítimas que registrem um boletim de ocorrência. Com o avanço e praticidade dos recursos de inteligência artificial, as fraudes virtuais vêm se tornando mais convincentes. Em 2024, o Acre registrou 464 casos dessa categoria. À época, a taxa geral de estelionatos a cada 100 mil habitantes ficou em 723,3 no Acre, estando abaixo da média nacional, que foi de 1.019,2. "Nenhum servidor ou servidora da instituição está autorizado a pedir dinheiro, transferências, PIX ou qualquer tipo de pagamento aos usuários ou a terceiros", finalizou a corregedora-geral. Reveja os telejornais do Acre

Palavras-chave: inteligência artificial

Foliões relatam roubos e arrastões em blocos, e PM fala em ‘crimes de oportunidade’ fora da rota oficial

Publicado em: 07/02/2026 05:00

Delegada dá dicas para não cair em golpes no carnaval Em meio à festa, o carnaval de rua do Rio também é palco de preocupações com segurança pública, ano após ano. Enquanto a Polícia Militar afirma intensificar suas operações, crescem os relatos de foliões indicando uma realidade de violência, com furtos, arrastões e assaltos dividindo espaço com a folia. A região da Cinelândia, Lapa, Glória e Aterro do Flamengo tem sido alvo de relatos. "São grupos grandes, com 20, 30 meninos. Eles passam carregando tudo. Próximo à Lapa, também teve arrastão dia desses. Bateram em uma menina pra pegar as coisas dela, foi horrível", conta a estudante universitária Amanda Magalhães. Outra foliã, que não quis se identificar, contou ao g1 que presenciou menores de idade fugindo da polícia durante a passagem de um bloco no Centro. "Eu estava com uma amiga, na rua do Carmo. Íamos voltar pra Carioca, mas vimos pessoas voltando correndo e reportando para a polícia que tinham gangues de menores na saída do bloco. Logo depois, vimos a molecada correndo da polícia. Desistimos de continuar indo aos blocos e fomos embora." Do golpe do PIX ao ‘boa noite, Cinderela’: veja como se proteger no carnaval Blocos do carnaval de rua do Rio: veja a lista oficial e faça sua busca PM diz que risco é maior em cortejos não-oficiais De acordo com a Polícia Militar, muitas ocorrências acontecem no decorrer da passagem de cortejos não-oficiais, que não integram o planejamento das unidades operacionais da corporação. “Blocos não-oficiais acabam se tornando cenários dos chamados crimes de oportunidade, nos quais criminosos se valem de momentos de distração e vulnerabilidade do público presente para cometer delitos”, diz a PM, em nota. A recorrência de arrastões e assaltos, inclusive com o uso de armas brancas, gera um clima de insegurança que contrasta com o espírito festivo do carnaval. A ação da PM no último final de semana resultou na apreensão de 93 materiais perfurocortantes e um dispositivo de eletrochoque. Além disso, um homem foi preso no sábado (31) após tentar furtar um telefone celular de uma mulher. Ele foi encaminhado à 4ª DP (Praça da República). A PM informou que tem intensificado suas estratégias de patrulhamento. Entre os dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, mais de 1.500 policiais militares foram empregados para garantir a segurança dos foliões nos blocos de rua em diferentes pontos da cidade. LEIA TAMBÉM Rio terá 118 blocos no último fim de semana antes do carnaval; veja a lista Imagens captadas por câmeras Para coibir os atos de violência em áreas do Centro, a PM informou que equipes de tecnologia atuam nos locais dos blocos, acompanhando em tempo real as imagens captadas por câmeras. O Grupamento de Patrulhamento em Multidão (GPM), com policiais identificados por capacetes brancos e lotados no RECOM (Rondas Especiais e Controle de Multidão), também atua em meio aos foliões para a prevenção de tumultos. A comerciante Jordana Rios contou ao g1 que presenciou um arrastão no último bloco que foi, no dia 18 de janeiro, no Aterro do Flamengo, e que não se sente mais segura para continuar frequentando o carnaval de rua. “A distinção entre blocos oficiais e não-oficiais é um fator relevante. Embora a PM concentre seus esforços nos eventos planejados, existem diversas manifestações espontâneas há muitos anos, isso já faz parte do roteiro de carnaval, e atraem um público grande. Não dá pra ficar tão vulnerável assim”, destacou Jordana. Câmara do Rio pede choque de ordem na Cinelândia A Câmara do Rio vai sediar, na próxima quarta-feira (11), a terceira reunião para tratar do reforço do policiamento na região, onde circulam muitos trabalhadores e turistas. O encontro terá a presença de representantes de diversos órgãos responsáveis pela segurança e pela ordem pública na área. A ideia é promover um choque de ordem e reduzir significativamente as ocorrências policiais. Reuniões da Câmara com as forças de segurança Divulgação/ Câmera do Rio No dia 28 de janeiro, chefes de órgãos de segurança e de ordem pública também discutiram o tema, juntamente com a Coordenadoria de segurança da Câmara, a pedido do coordenador do Segurança Presente no Centro, major Gustavo Valagão. Proprietário da Banca do André, localizada na Cinelândia, André Breves diz que a falta de segurança no local vai além do carnaval. Para ele, a discussão é complexa e precisa de uma atenção especial. "Não dá para culpar os PM e nem os moleques que roubam. A questão é que a segurança do Rio de Janeiro é falha, precisa de uma atenção. Da Cinelândia mesmo, não sai e nem para nenhum bloco e mesmo assim a região sofre muito com a violência, principalmente noturna. São muitos relatos de roubos, já presenciei também. Até os camelôs estão reclamando da violência", comenta André. Proprietário da Banca do André diz que a violência tem afetado o movimento na região. Instagram Transporte terá esquema especial para ensaios técnicos e megablocos no Rio

Palavras-chave: tecnologia

Estado com mais mortes violentas em 2025, Ceará tem cidade sem assassinatos há mais de 10 anos

Publicado em: 07/02/2026 04:01

Estado com mais mortes violentas do país tem cidade sem homicídio há 10 anos Uma cidade em que ainda se pode ficar na calçada até tarde conversando com os vizinhos, enquanto crianças brincam nas ruas sem medo. Assim é Baixio, município do interior do Ceará que não registra, há mais de uma década, mortes violentas como feminicídio, homicídio doloso, latrocínio ou lesão corporal seguida de morte. ➡️ Um levantamento feito pelo g1 com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostra que Baixio não registrou mortes violentas entre os anos de 2015 e 2025. Esse período pode ser maior, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Ceará (SSPDS). Conforme a pasta, o último crime violento na cidade ocorreu em 21/10/2010. A cidade de Baixio vai na contramão do estado, pois o Ceará lidera o ranking nacional de assassinatos por 100 mil habitantes em 2025, segundo dados divulgados no último dia 20 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O levantamento, feito pelo g1, considera crimes como homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. No Ceará, a média é de 32,6 mortes violentas para 100 mil habitantes - mais que o dobro da taxa do Brasil, que é de 15,97%. Ao todo, foram registrados 3.022 assassinatos no Ceará em 2025, dos quais 96,9% correspondem a homicídios dolosos — quando há intenção de matar. Em todo o país foram 34.086 mortes violentas e a taxa nacional por 100 mil habitantes é de 15,97. Baixio fica a cerca de 415 quilômetros de Fortaleza, é a terceira menos populosa do estado: tem 5.821 habitantes, de acordo com dados de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fica atrás apenas de Granjeiro e São João do Jaguaribe. Ela faz divisa com o estado da Paraíba e as cidades cearenses de Umari, Ipaumirim e Lavras da Mangabeira. A principal atividade econômica da cidade é a agricultura e lá não tem delegacia. Três agentes da Polícia Militar fazem revezamento para monitorar a cidade 24 horas. "Desde a minha infância nunca tive privação em relação à brincadeira na rua. Sempre foi tranquilo, sempre fui livre. Aqui na cidade tem uma cultura forte em relação ao esporte, principalmente futebol e corrida", diz João Pedro, estudante de 20 anos. "Você anda tranquilo, não tem o risco de ser abordado por um assaltante. Aqui na minha rua mesmo, a vizinhança costuma ficar sentada até 23h. As crianças brincam tranquilamente", diz Ana Meyrice, agente administrativa de 44 anos. LEIA TAMBÉM: Ceará lidera assassinatos puxado por guerra de facções e aumento de feminicídios Assassinatos no Brasil: como a guerra entre facções explica cenários 🤔 Mas como é possível uma cidade manter-se por tanto tempo sem registrar assassinatos? De acordo com a Prefeitura, os resultados positivos estão relacionados a um conjunto de fatores, como: Trabalho integrado entre as políticas públicas; Ações de prevenção à violência doméstica; Fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários; Parceria com outras áreas e instituições. Harley Filho, da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS), explica que o investimento em profissionais e tecnologia e a integração entre a polícia cearense e a paraibana também ajudam a manter os índices positivos. Especialistas consultados pelo g1 apontam que investimentos em políticas de educação, saúde, esporte, lazer e cultura contribuem para a redução da violência. Ainda assim, o município não está isento da chegada das facções criminosas e das drogas (entenda mais abaixo). Initial plugin text Três pontos para entender números O coordenador da Coordenadoria Integrada e Planejamento Operacional (Copol) da Secretaria da Segurança Pública do Ceará, Harley Filho, explica que a 'receita de sucesso' está em três elementos principais: a população pequena de Baixio, que fortalece a ideia de que 'todo mundo se conhece', o investimento em segurança pública e o trabalho integrado com a polícia da Paraíba. "Baixio, Umari e Ipaumirim são oriundos do município de Lavras da Mangabeira. Ao longo dos anos 40/60, eles foram se emancipando. Uma expressão utilizada pelo comandante local [para se referir às três cidades] é 'Três Marias', porque costuma ser muito tranquilo", revela Harley. De acordo com o representante da SSPDS, a baixa taxa populacional de Baixio facilita a comunicação entre os moradores e os policiais da cidade, fortalecendo um vínculo de confiança. "Se chega alguém de fora, por exemplo, ligeiramente chama a atenção. Foi o que aconteceu em Umari, onde teve uma intervenção recente. Duas pessoas oriundas da Paraíba, da facção Okaida, estiveram no município e a população já identificou como gente de fora. Em Baixio, não é diferente: toda e qualquer pessoa estranha já gera essa dúvida e o pessoal faz essa comunicação imediata com os policiais". Baixio conta, atualmente, com um destacamento da Polícia Militar, uma viatura e três policiais que atuam 24 horas. Para Harley, a equipe é suficiente, embora os agentes possam contar também com a polícia das cidades vizinhas e com apoio de uma base do RAIO instalada em Ipaumirim. Eles também estão em constante contato com profissionais da Paraíba. "Todo mundo se conhece, todo mundo respeita e confia na Polícia Militar. Qualquer dúvida, entram em contato até mesmo no telefone particular do policial. Para se ter uma ideia, o sentimento de união é tão grande que nesse dia da intervenção em Umari, os policiais de folga [de Baixio] tomaram conhecimento, colocaram colete e foram para a ocorrência [dar apoio]", exemplifica Harley Filho. Outra estratégia revelada pela SSPDS é o trabalho preventivo realizado nas escolas do município. Frequentemente, agentes da Polícia Militar vão às salas de aula trabalhar o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD). Harley afirma que não há registros de atuação de grupos criminosos em Baixio e policiais não identificaram, até agora, locais de comercialização de drogas. Ainda conforme o coordenador, a cidade tem apenas dois mandados de prisão em aberto: um por estupro de 2012, e outro de 2017, por roubo. Os suspeitos ainda não foram presos. A SSPDS não soube informar quanto foi investido nos últimos cinco anos na cidade na área da segurança, mas acredita que o trabalho de inteligência realizado em todo o Ceará influencia na ausência de crimes em Baixio. "A população meio que se acostumou a viver em plena tranquilidade. Obviamente deve ter pequenos furtos de galinhas, outros animais, alguma coisa de desentendimento [entre vizinhos]. Mas nada que vá afetar realmente essa tranquilidade no município", reforça. Para Harley, a cidade é um exemplo a ser replicado no estado do Ceará, embora cidades mais populosas sejam grandes desafios. No estado, as cidades de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Sobral e Maranguape foram os municípios com mais mortes violentas em 2025. A Grande Fortaleza concentrou 1.645 homicídios em 2025, o que representa aproximadamente 54% de todas as mortes violentas registradas no Ceará. A capital lidera o ranking estadual, com 742 homicídios, seguida por Caucaia e Maracanaú. Acho que o que está dando certo a gente não altera. Baixio tem um trabalho de prevenção muito forte e a quantidade de policiais está sendo suficiente para a quantidade de população (...) É um case de sucesso, mas não podemos deixar de apontar que temos 13 municípios sem o registro de CVLIs há mais de dois anos. São casos que realmente merecem a atenção do Estado para saber o porquê do sucesso e nós tentarmos ampliar as boas práticas em outros municípios. Municípios sem registro de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) no Ceará Trabalho entre setrores no município fortalece segurança Cidade de Baixio é a terceira menos populosa do Ceará. Divulgação e Cícero Coutinho Ivana Ferreira Farias , titular da Secretaria de Assistência Social de Baixio, corrobora com os pontos apontados pelo delegado. Para ela, os bons índices de segurança do município são atribuídos ao 'trabalho intersetorial' em que a família e a comunidade são o centro de tudo. "É um conjunto de fatores, é claro: o trabalho integrado entre as políticas públicas, a atuação em rede, ações de prevenção e, principalmente, o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. A gente tem uma parceria muito bacana, tanto com a Saúde, como com o Conselho Tutelar, a Educação também, e Cultura", pontua. Eum ano em que o Ceará teve 47 feminicídios, Baixio não é responsável por nenhum deles. ➡️ Há 10 anos, a cidade cearense não registra nenhum caso do crime que já vitimou 281 mulheres entre 2018 e 2025 no estado. De acordo com Ivana, um dos fatores que contribuem para que mulheres não sejam assassinadas é o acompanhamento preventivo que a secretaria faz com as famílias de Baixio, especialmente as mais vulneráveis. Nas visitas, temas como violência doméstica, uso de drogas, gravidez na adolescência, entre outros, são trabalhados. A pasta também faz um trabalho em conjunto com a polícia, a fim de identificar mulheres vítimas de agressão física ou de qualquer outro tipo de violência: "A gente entra na casa das famílias fazendo esse acompanhamento não só com a vítima, mas com o violador. Temos que trabalhar não só com as mulheres (...) Em 2025 começamos a investir na parentalidade. A gente quis trazer o público masculino para trabalhar a afetividade e não jogar a responsabilidade só para a mulher. Hoje ainda temos essa ideia de que educar e criar é papel da mulher. Mas o homem também tem esse papel fundamental dentro da família (...) Ano passado também fizemos um trabalho muito bacana com as crianças, porque às vezes elas crescem reproduzindo comportamentos que não são delas, mas que viram no pai", exemplifica Ivana. Conforme a secretária, a violência patrimonial é a mais identificada entre mulheres acompanhadas na cidade. Em 2025, foram seis casos acompanhados. Ela é definida pelo Instituto Maria da Penha (IMP) como "qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades". "A gente faz esse trabalho voltado [para conscientização sobre violência doméstica] durante todo o ano, mas intensifica no mês de agosto, quando tem a campanha Agosto Lilás. Estamos sempre mostrando às famílias aqui no município que a violência não é só bater, não é só o ato físico; é também a patrimonial, a psicológica", pontua Ivana. O trabalho com crianças e adolescentes é outra frente da gestão da cidade. Segundo Ivana, o ideal é manter esses públicos conectados com os esportes e as artes. O futebol, o vôlei, a pintura e a corrida são atividades que fazem parte do dia a dia dos baixienses, afirma a titular da pasta de Assistência Social. "A gente tenta ocupar eles o máximo possível para que eles não fiquem vulneráveis a entrar no mundo das drogas, a praticar algum tipo de violência. Por mais que seja um município pequeno e que a gente se orgulhe [do fato de] ele não estar dentro desses dados [de mortes violentas], aqui existe sim violência, existem as drogas, infelizmente". Com quase 6 mil habitantes, Baixio tem um clima tropical quente semiárido, caracterizado por temperaturas mais altas durante boa parte do ano ano e chuvas irregulares. Divulgação/Prefeitura de Baixio Para isso, a prefeitura conta com o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), um projeto do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município. Através dessa política, a gestão oferta atividades esportivas, rodas de conversa, momentos de lazer e ações educativas para o público jovem de Baixio, "prevenindo situações de vulnerabilidade e risco social". A cidade conta, atualmente, com cinco escolas municipais, uma estadual e uma particular. Segundo o IBGE, em 2022 a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade no município era de 98,68%. Conheça detalhes: Indicadores educacionais de Baixio de 2022 a 2024 'Não tem o risco de ser abordado por um assaltante': como é morar na cidade João Pedro Ramalho, de 20 anos, nasceu em uma maternidade na Paraíba, mas mora em Baixio desde o primeiro dia de vida. Com esforço, ele consegue lembrar da última vez em que um crime mais grave assustou a cidade: Em 2017, um grupo criminoso atacou um caixa eletrônico do Banco do Brasil, mas não levou dinheiro algum. O único ponto negativo da cidade para João é a falta de oportunidades de emprego na sua área. Por isso, o jovem planeja se mudar após a formatura, um caminho seguido também por colegas seus: "Eu acho que a grande maioria, depois que se forma, infelizmente busca outro lugar para viver. Aqui, por ser uma cidade de porte pequeno, para uma pessoa que tem nível superior, não é tão legal". Ana Meyrice, no centro da foto, com sua família. A agente administrativa tem 44 anos - todos vividos na cidade de Baixio. Arquivo pessoal Diferentemente de João, a agente administrativa Ana Meyrice, de 44 anos, nunca pensou em mudar de Baixio. Ela celebra os baixos índices de violência no município, apesar de reconhecer que vez ou outra surge um caso que tira a paz da cidade. "Há muitos anos, lembro que teve um caso de tentativa de feminicídio. Um esposo tentou contra a vida da esposa, mas ela não morreu. Isso chocou bastante a cidade. Foi na zona rural", relembra. Mesmo assim, ela se sente segura na cidade. "Eu que sou mulher, já houve necessidade de ir no hospital à noite, sozinha. E você abre seu portão, tira a sua moto, vai no hospital, recebe um atendimento, volta pra casa. Então, eu me sinto bem em saber que Baixio é uma cidade que trabalha essa prevenção e traz esclarecimentos [sobre o assunto]". Ana tem três filhos: uma jovem de 23 anos, um adolescente de 13 e o menor, de quatro anos. Segundo a mãe, todos cresceram brincando na rua e nas pracinhas da cidade. A moradora define Baixio como uma 'grande família'. A ideia de que todo mundo se conhece aumenta a sensação de segurança, assim como a rede de assistência social citada e o fortalecimento do laço comunitário. Esse tripé faz da cidade uma solitária - mas intrigante - 'ilha de paz' em meio a um cenário de incertezas: "Às vezes, quando você está em uma roda de conversa, termina descobrindo que fulano é parente do outro. Baixio é tranquilo mesmo. A gente até comenta o quanto ainda é bom viver aqui. Falo 'ainda' porque o futuro a Deus pertence, não é? A gente não sabe como vai ser daqui uns anos. Mas hoje morar aqui é tranquilo. Você anda tranquilo, não tem o risco de ser abordado por um ltante", comenta. Infográfico - Conheça Baixio, cidade do Ceará sem registro de assassinatos há mais de dez anos. Arte/g1 'Paraíso' ameaçado Relembre: Operação da polícia cumpre mandados de prisão contra facção criminosa em Baixio e Ipaumirim. Longe de ser um paraíso sem crimes, Baixio também vive seus problemas. Em 2025, o município registrou três tentativas de homicídio e uma morte no trânsito. Lá também houve, ainda no ano passado, buscas da Polícia Federal durante operação contra fraudes em licitações e desvio de emendas. 📌 Na época, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete do deputado federal Júnior Mano (PSB-CE), na Câmara dos Deputados. O parlamentar era investigado por suposto envolvimento em esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares no Ceará. Ao todo, a PF cumpriu 15 mandados autorizados pelo ministro Gilmar Mendes, do STF. As ações ocorreram - além de Baixio - nas cidades de Fortaleza, Nova Russas, Eusébio e Canindé. A presença de facções criminosas na cidade também preocupa a população. Em junho de 2024, uma operação da Polícia Civil cumpriu 46 mandados judiciais, sendo 22 prisões preventivas e 24 buscas e apreensões no município pacato e em Ipaumirim, cidade vizinha. A operação investigava uma facção criminosa de origem paraibana que atua no tráfico de drogas, homicídios, delitos patrimoniais, dentre outros, no interior do Ceará e Paraíba. Conforme a polícia disse à época, a investigação descobriu que a o grupo criminoso tentava se instalar no estado do Ceará. "Nosso trabalho de investigação descobriu que existiam pessoas da facção dentro de presídios em contato com outras pessoas planejando expandir a facção primeiramente para a cidade de Ipaumirim no Ceará. Foram apreendidos armas e drogas", explicou o diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior Sul, Pedro Viana. A expansão de grupos criminosos paraibanos para outros estados brasileiros não é novidade. O tema é trabalho central do pesquisador Eduardo Jorge Porto, que em 2025 defendeu a monografia 'Evolução das organizações criminosas na Paraíba'. Segundo ele, um dos grupos que se originou na PB e está presente em outros três estados do Nordeste - Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte - é a 'Nova Okaida': A Okaida se compara a outras facções criminosas do Nordeste em termos de estrutura organizacional, alianças e estratégias de expansão. No entanto, cada facção possui suas especificidades, influenciadas pelo contexto local, pela história da criminalidade na região e pelas dinâmicas de poder em cada estado. Algumas facções se destacam pelo controle do tráfico de drogas, outras pela violência extrema e outras pela sofisticação na lavagem de dinheiro, por exemplo O sociólogo e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) César Barreira, que também coordena o Laboratório de Estudos da Violência (LEV), concorda com o estudo de Eduardo. Segundo César, pesquisas do LEV têm observado a chegada desse grupo criminoso no Ceará. Ele ainda pontua que é preciso analisar com cuidado os dados sobre a ausência de mortes violentas na cidade de Baixio. Isso porque, de acordo com pesquisador, "os dados não dizem tudo". "É muito mais interessante a gente ver porque aquilo ocorreu e o que impulsionou [essa ausência de dados]. Todos nós torcemos para que as coisas diminuam, para que a gente tenha uma sensação de segurança melhor", diz César. O especialista explica que a chegada de facções no Ceará tem ocorrido, principalmente, por pequenas cidades, e não mais por grandes centros. E uma aparente sensação de "tranquilidade" nessas regiões pode esconder um problema maior, conforme César: quando um território tem a atuação de apenas uma facção, é provável que os conflitos e mortes sejam menores. "Na hora que chega outra facção é que, provavelmente, começa a haver disputa e homicídios", revela o pesquisador. Ele complementa: "Isso é um procedimento normal das facções, que não é de hoje. Eles não chegam aqui em Fortaleza, eles chegam em outras cidades. Isso é no Brasil todo. Estou lembrando do Pará, que é a mesma história. [As facções] não entram por Belém, entram por outras cidades. E é assim em outros estados também", exemplifica. A prefeitura de Baixio nega que alguma facção tenha se consolidado na cidade, embora reconheça a presença de poucos 'suspeitos que podem ser faccionados'. Cidade pacata e com forte tradição religiosa ⛪ 🚃 Município autônomo desde outubro de 1956, Baixio foi construído na região onde antes habitavam indígenas da etnia Kariri. A história da cidade está completamente entrelaçada à chegada da estrada de ferro na região, em 1922. Na época, Baixio ainda não tinha esse nome e era apenas uma fazenda localizada na cidade de Umari - hoje município vizinho desmembrado da cidade de Lavras da Mangabeira. Com a construção do ramal da estrada de ferro da Rede de Viação Cearense (RVC), que ligou o Ceará à Paraíba, o território tornou-se o mais populoso da região inteira. Com forte tradição religiosa, um dos meses mais visitados da cidade é setembro, quando acontece a festa do padroeiro da cidade, São Francisco. O Carnaval e as festas juninas também rendem atenção, além da vaquejada que atrai público jovem de cidades vizinhas. Por fazer divisa com a Paraíba, moradores de Baixio acabam utilizando alguns serviços do estado vizinho, como faculdades e hospitais. Religiões mais praticadas em Baixio Cidade é ponto fora da curva do Ceará. O estado registrou mais de 3 mil mortes violentas em 2025, liderando ranking por 100 mil habitantes. Divulgação/Prefeitura de Baixio De acordo com o IBGE, a religião mais praticada da cidade é a católica apostólica romana, com 4.338 pessoas adeptos. Divulgação/Prefeitura de Baixio Um dos principais pontos turísticos da cidade é a imagem de São Francisco esculpida perto de cachoeira. Imagens cedidas por Cicero Coutinho, Luiz Felipe e João Pedro Ramalho. Conforme a prefeitura, o interesse por esportes tem aumentado nos últimos anos na cidade. Divulgação/Prefeitura de Baixio Edição 2025 da 'Corrida da Fé'. Arquivo pessoal Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

Palavras-chave: tecnologia

Ataques misteriosos colocam hospitais na Alemanha em alerta para 'guerra híbrida'

Publicado em: 06/02/2026 15:58

Hospital universitário Charité: centros clínicos são alvo de série de "incidentes inexplicáveis" Schoening/picture alliance A Associação de Hospitais de Berlim (BKG) emitiu um alerta descrevendo uma série de incidentes aparentemente “inexplicáveis” em hospitais e instalações de saúde na capital da Alemanha. Eles vão desde incursões de drones em terrenos hospitalares e ciberataques até arrombamentos e incêndios criminosos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A BKG afirmou que os serviços de segurança e inteligência da Alemanha classificaram pelo menos alguns desses ataques como potenciais atos de guerra híbrida. A proteção de instalações de saúde “não é mais uma questão puramente interna dos hospitais, mas uma tarefa que deve ser abordada em conjunto com os serviços de segurança”, segundo a associação. Por razões de segurança, a BKG informou à DW que não poderia divulgar exatamente onde ocorreram os incidentes mencionados na declaração. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A “crescente ameaça híbrida” levou a entidade a tentar conscientizar administradores de hospitais de Berlim sobre a importância de estabelecer medidas eficazes de autoproteção, afirmou. Existem mais de 80 hospitais em Berlim, incluindo o Charité, o maior hospital universitário da Europa, que oferece atendimento integral e realiza pesquisas de ponta. Explosões, incêndios criminosos, ciberataques Ciberataque REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo Em novembro, uma forte explosão danificou severamente o hospital Vivantes, no sudeste de Berlim. Poucas horas depois, um incêndio foi deflagrado na entrada do hospital Charité, no bairro de Mitte, no centro da cidade. Em ambos os casos, os incidentes danificaram áreas destinadas ao tratamento de pacientes com câncer. Isso levou os serviços de segurança do Estado a iniciarem uma investigação sob suspeita de incêndio criminoso com motivação política. Em meados do ano passado, foi noticiado que seis incêndios distintos haviam ocorrido no porão do hospital militar Bundeswehrkrankenhaus (BWK) de Berlim, também localizado em Mitte. Citando fontes de segurança, o jornal BZ informou que as especulações incluíam uma possível ligação com o tratamento de soldados ucranianos na unidade. O Departamento Federal de Proteção da Constituição (BfV) informou à DW que atualmente não está “observando qualquer aumento nas atividades [híbridas] por parte de serviços de inteligência estrangeiros ou outras agências de potências estrangeiras em relação a hospitais”. No entanto, afirmou que, nos últimos anos, hospitais têm sido alvo de diversos agentes de crimes cibernéticos. O órgão acrescentou que está investigando uma série de ataques de ransomware, em que sistemas ou arquivos são sequestrados e criminosos cobram resgate para liberá-los. Os ataques são supostamente feitos por hackers russos na Alemanha. “Há indícios crescentes de que a linha divisória entre ciberespionagem e cibercrime está se tornando cada vez mais tênue. Uma ligação direta com agências estatais russas geralmente não pode ser comprovada de forma inequívoca”, afirmou o BfV em comunicado. LEIA TAMBÉM EUA anunciam novas sanções ao Irã após rodada de negociações sobre acordo nuclear Governo Trump diz que errou ao postar montagem de casal Obama como macacos e derruba publicação após 12 horas no ar Brasil não deve aderir à aliança proposta pelos EUA sobre minerais críticos, dizem auxiliares de Lula Alvos fáceis de extorsão e violência Paciente hospital leito maca Divulgação Segundo Manuel Atug, fundador da AG Kritis, uma associação de especialistas focada em aprimorar a segurança de TI e a resiliência da infraestrutura crítica na Alemanha, hospitais são mais propensos a ser alvos de grupos de ransomware interessados em extorquir dinheiro do que de agentes patrocinados por Estados. “Quase sempre é uma questão de dinheiro. Isso é muito comum, mas, claro, em casos raros também pode haver sabotagem ou espionagem”, disse Atug. “Temos visto hospitais sendo invadidos recentemente, e também houve sobrevoos de drones sobre hospitais.” De acordo com ele, hospitais sempre foram alvos por estarem mal preparados, em grande parte devido à falta de investimento — o que afetou particularmente clínicas menores. “Alguns hospitais financiados com recursos públicos simplesmente não têm dinheiro, enquanto outros têm fundos, mas preferem investi-los em seus principais centros de lucro, em vez de em todas as instalações.” Atug também apontou uma “crescente disposição em usar violência contra aqueles que tentam ajudar”, que ele associou à desinformação disseminada online. “Esse é um nível geral de agressão que não se limita a ataques cibernéticos ou atos de sabotagem.” Em 2024, foram registrados 683 casos de violência contra bombeiros em todo o país, afetando 1.012 pessoas. Outros 2.042 casos envolveram profissionais de resgate, segundo dados do Departamento Federal de Polícia Criminal da Alemanha. No dia 27 de janeiro, um suposto ataque incendiário ao Hospital Judaico de Berlim deixou 14 feridos. Um paciente de 71 anos teria ateado fogo a um objeto no próprio quarto, provocando o incêndio de um colchão. A polícia investiga o caso. Uma recente sabotagem das linhas de energia no sudoeste de Berlim, no início do ano, deixou cerca de 100 mil pessoas sem aquecimento, energia elétrica e internet por vários dias, em meio a temperaturas congelantes. O grupo extremista de esquerda denominado Grupo Vulcão reivindicou a autoria do ataque, mas as investigações ainda estão em andamento. Falhas de segurança Equipes de emergência e da polícia respondem a atropelamento no centro de Mannheim, na Alemanha, em 3 de março de 2025. Dieter Leder/DPA via AP Felix Neumann, especialista em extremismo e contraterrorismo da Fundação Konrad Adenauer, ligada ao partido de centro-direita União Democrata Cristã (CDU), afirmou que a Alemanha ainda tem “muito a fazer” na proteção de infraestruturas críticas contra agentes mal-intencionados. “Algumas medidas foram tomadas. Mas foram tomadas tarde demais e são insuficientes. Estamos preparados para a situação atual? Não, na verdade não. Mas existem conversas e estratégias para lidar com o cenário atual”, disse. A BKG afirma que a cidade está no caminho certo com o Plano Diretor de Defesa Civil dos Hospitais (ZVKH, na sigla em alemão), apresentado em meados do ano passado. Berlim é o primeiro estado alemão a elaborar esse tipo de plano, mas Neumann ressalta que também são essenciais investimentos direcionados à resiliência estrutural e técnica do sistema de saúde. Em outubro, o Instituto Alemão de Hospitais e o Instituto para Negócios da Saúde publicaram um estudo sobre os investimentos necessários para defender hospitais alemães em diferentes cenários. O levantamento identificou uma longa lista de problemas de segurança, incluindo escassez de pessoal, falta de cibersegurança e de proteção no terreno, pontos de acesso desprotegidos e preparação amplamente inadequada para potenciais ameaças químicas, biológicas, nucleares e militares. O estudo constatou que a capacidade de armazenamento de medicamentos, produtos sanguíneos e energia de emergência é atualmente suficiente apenas para tempos de paz. Essas vulnerabilidades também se aplicam a centros de reabilitação, lares de idosos e clínicas psiquiátricas. A pesquisa estimou que seriam necessários 2,7 bilhões de euros (R$ 16,8 bilhões), além de custos operacionais adicionais de 670 milhões de euros por ano, para proteger hospitais da Alemanha diante do atual nível de ameaça de ataques cibernéticos e atos de sabotagem. No mês passado, o Bundestag (Parlamento alemão) aprovou uma nova lei para reforçar a proteção de infraestruturas críticas, incluindo sistemas de TI e telecomunicações, em meio ao aumento de ataques e espionagem na Europa. A legislação foi reforçada por meio de uma resolução complementar após o ataque às linhas de energia no sudoeste de Berlim. Ela obriga empresas e instituições de setores estrategicamente importantes a aprimorar a proteção física das instalações e implementar medidas para impedir que potenciais autores de ataques tenham acesso a informações sensíveis e vulnerabilidades, como o trajeto exato das linhas de energia. A Secretaria do Interior de Berlim afirmou que continua a existir um “elevado nível de risco abstrato” na cidade. Isso se deve tanto à intensificação da espionagem e das atividades de sabotagem por serviços de inteligência estrangeiros — em particular da Rússia — quanto à crescente ameaça de grupos extremistas. VÍDEOS: mais assistidos do g1

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Tarcísio de Freitas fala sobre saúde, educação e escolas cívico-militares em entrevista exclusiva

Publicado em: 06/02/2026 15:16

"Quem não erra?", diz Tarcísio sobre erro de português em escola cívico-militar Depois da inauguração do Hospital Regional de Cruzeiro, que contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), a equipe da Rede Vanguarda conversou com ele em entrevista exclusiva. O governador falou sobre saúde, educação e comentou o início das aulas nas escolas que adotaram o modelo cívico-militar, incluindo sobre os erros de português feitos por monitores policiais em Caçapava. A íntegra da entrevista você confere abaixo: Hospital Regional de Cruzeiro Pergunta: O hospital regional de Cruzeiro começou a ser construído em 2022, último ano do mandato do governador João Dória, do PSDB. O senhor herdou uma obra, que tinha previsão de terminar em abril de 2024, mas o hospital ficou pronto agora, quase dois anos depois. Por que atrasou? Resposta do governador: Na verdade, nós nunca prometemos entregar dois anos antes. Olha o tamanho e a dimensão desse hospital. É uma obra de grande porte. A gente pega essa obra e resolve tocar. E a nossa previsão era entregar realmente no final de 2025 e começo de 2026, como está acontecendo. Se você pegar os registros, a gente jamais prometeu que ia ser (há dois anos), então não dá para se falar em atraso. Agora o mais importante é celebrar o que está acontecendo aqui. São 210 leitos que estão à disposição das pessoas do nosso Vale Histórico e Circuito da Fé. Observe o problema que a gente vai resolver, que nós temos aqui pacientes renais crônicos, que precisam de hemodiálise, que se deslocavam horas para fazer esse tratamento em São José dos Campos, ou em Guarulhos, ou em São Paulo, ou em Caraguatatuba. São pacientes que agora vão contar com serviço de traumatologia e ortopedia, serviços de obstetrícia de alto risco, então a gente vai poder realizar os partos de alto risco. A gente vai ter UTI neonatal, UTI adulto, neurologia, neurocirurgia, então a gente tem uma série de serviços que vão estar à disposição dos pacientes do Vale Histórico e da Fé. Pessoas que não vão mais precisar se deslocar horas para ter aquilo que poderiam ter dentro de casa. É uma forma também de atenuar a pressão que existe em outros hospitais do Vale do Paraíba, como o de Guaratinguetá, Taubaté, Lorena. Então parte dessa demanda vai ser absorvida aqui pelo hospital de Cruzeiro, que é um hospital de grande porte, e a gente melhora a assistência e permite que a gente regionalize a questão da regulação. E ai fica mais fácil a gente achar vagas para os pacientes e vaga perto de casa. Após erros de português, Tarcísio defende monitor de escola cívico-militar que escreveu 'descançar': ‘Quem não erra?’ Reprodução/TV Vanguarda Pergunta: O hospital vai atender pacientes de 17 municípios. Algumas cidades estão a 1h45 de distância. Há previsão de novos investimentos para a saúde aqui no vale histórico? Resposta do governador: A gente está fazendo uma aquisição de 200 ambulâncias que a gente vai entregar agora, provavelmente em março, para transporte de pacientes. Depois, a gente vai fazer a aquisição de mais 300 ambulâncias. E a gente vai reforçar não só os municípios do Vale do Paraíba, mas de todo o estado de SP, para que a gente possa fazer esse transporte facilitado. Agora observe, esse serviço se dá em rede. Eu estou aqui absorvendo parte da demanda, mas nem toda demanda vai vir para Cruzeiro. A partir do momento que eu tenho o hospital de Cruzeiro, então estamos abrindo vagas, por exemplo, em Taubaté, em Lorena, então pessoas vão ter acesso e vagas mair perto de casa, porque a gente descomprimiu essas unidades. Essa integração é fundamental e é nesse ponto que a regulação regionalizada vai entrar. Escola cívico-militar Pergunta: As aulas na rede estadual foram retomadas nesta segunda-feira, e com o modelo cívico-militar, que é uma das bandeiras do seu governo para a educação. Ainda na segunda, o Jornal Vanguarda exibiu duas reportagens: uma, que apresentou o projeto, explicou que ele passou por consulta a comunidade escolar, e tratou das atribuições policiais militares reformados, que atuam como monitores. Mas a segunda reportagem que ganhou maior atenção do público: dois monitores falavam sobre ordem unida dentro de sala de aula. E um deles cometia erros grosseiros de ortografia ao escrever na lousa. Ainda que não sejam professores e que não se tratasse de uma disciplina escolar, eu pergunto: é aceitável para o senhor que isso ocorra numa sala de aula, e pago com dinheiro do contribuinte? Eles foram treinados para isso, o governo acompanhou essa seleção, o governo assistiu essa palestra que eles iriam dar para estudantes em sala de aula? Resposta do governador: Quem não erra? Você trabalha com comunicação, você nunca errou? Não é palestra. Ele está ensinando ordem unida. Ele não está lá pra dar aula, ele não vai interferir em pedagogia. Ele está lá pra ensinar postura. O que ele está tentando ali: a gente vai ter uma atitude de respeito na chegada do professor, a gente vai apresentar uma turma para o professor, a gente vai cantar o hino nacional, a gente vai hastear uma bandeira. Qual o problema disso? Ele vai dar aula pros alunos, não! Pra isso nós temos os nossos professores, eles estão passando por formação continuada, a gente tem o "Multiplica", que é um programa de formação de professores. A gente tem o reforço de aprendizagem que já virou case em Harvard. Pela primeira vez SP ganhou a medalha de ouro na alfabetização porque a gente reforçou muito a alfabetização na idade certa, um trabalho conjunto do estado junto com os municípios. A gente teve o melhor resultado do Saresp que vai ser divulgado daqui a pouco. Nós estamos avançando. Por quê? A gente está melhorando as nossas escolas de tempo integral, está atuando na recuperação do aprendizado, está atuando na formação continuada dos nossos professores, está investindo na alfabetização na idade certa. Estamos investindo para ter os melhores resultados. Eu gostaria de ver, por exemplo, os alunos ficando de pé e cumprimentando o professor na chegada deles. Essa é uma questão de deferência, não tem problema nenhum. Cometer um erro no quadro, uma pena. O erro não é legal, mas eles não estão lá pra isso, eles não são professores. A gente tá procurando qualificar os nossos professores. E a gente vai atuar numa outra competência, outras habilidades, na questão do respeito, do civismo, e eu tenho certeza que no final o resultado vai ser legal. E a gente não pode crucificar uma pessoa porque ela cometeu um erro no quadro e ela não tá lá pra isso, ela não é professor. A gente vai trabalhar conteúdo com os professores mas com alunos que vão estar aprendendo pra que eles tenham mais respeito, mais civilidade, para que a gente respeite mais o professor, pra que a gente cumprimente o professor na chegada da sala de aula, pra que a gente entenda os valores dos nossos símbolos nacionais, pra que a gente desperte mais civismo. Essa é a finalidade. Não tem nada a ver com a questão pedagógica. Palavras são escritas erradas em monitoria de escola cívico-militar. Reprodução/TV Vanguarda Falta de água Pergunta: Moradores do Vale do Paraíba, especialmente de cidades como São José dos Campos, Taubaté, Caçapava, e Caraguatatuba, sofrem com a falta de água em suas casas. Isso mais de um ano depois da privatização da Sabesp - que também é uma das bandeiras do seu governo. O senhor pode dizer para quem nos assiste agora, e que enfrenta esse problema, que a privatização valeu a pena? E o que o governo vai fazer, para que esse problema acabe? Resposta do governador: Desde quando existe falta de água? Não é um assunto novo e não tem nada a ver com a privatização e essa é a primeira coisa que a gente tem que deixar claro. Por que a gente privatizou? Primeiro, para manter a Sabesp viva, porque se não, as pessoas não sabem disso, é importante esclarecer, mas os contratos com os programas dos municípios iriam se encerrar e, no final de cada contrato, cada município teria que fazer a sua licitação e fazer a sua autarquia. Ou seja, a Sabesp ia deixar de existir e a gente ia perder a lógica que sustenta a Sabesp, do investimento cruzado, onde poucos municípios sustentam muitos municípios. Esse é o primeiro ponto. Segundo ponto, a gente tinha que trazer investimentos importantes para a rede. Investimentos que estão sendo feitos. Só no Vale do Paraíba, ano passado, foram R$ 370 milhões de investimento. Agora, nós temos uma rede envelhecida, que precisa ser reabilitada, e nós temos ciclos de investimentos muito claros. A gente vai investir quase R$ 100 bilhões até 2029, na universalização do saneamento, e muitos paulistas não tinham acesso à água tratada e agora têm. A gente está tratando 5 bilhões de litros de esgoto a mais por mês. O que a gente vai fazer, a partir de agora, vai resolver problemas de natureza estrutural. E para resolver esses problemas estruturais, a gente precisa de soluções definitivas. A gente tem exatamente o que a gente vai fazer. Olha a quantidade de reservatórios que a gente tem pra contratar a partir deste ano, novas interligações de bacias, a gente está reforçando os nossos reservatórios com o Alto Tietê. Os investimentos vão nos dar mais resiliência hídrica. A gente tem uma vulnerabilidade enorme e a gente tem que combater essa vulnerabilidade. Onde é que a gente tem problema, por exemplo, é a quantidade enorme de perdas que temos na rede e essas perdas não são de hoje. São fruto de uma rede que já está com 70 anos e não teve a modernização ao longo do tempo. E isso está previsto no contrato. Então modernização, substituição e sensorização de rede, pra que a gente possa ofertar o melhor serviço. É neste caminho que a gente está indo. Pergunta: Na época da privatização o senhor chegou a afirmar que não teria aumento de tarifa, né? Teve um aumento agora no mês de janeiro 6,11%, que ficou acima da inflação que foi menos de 4,30%. De novo eu me coloco no lugar do consumidor, que escutou o senhor falando que não ia ter aumento e recebe esse aumento na conta. Resposta do governador: Isso é muito bom esclarecer, a gente disse que a tarifa da Sabesp ia sempre estar abaixo da tarifa da Sabesp pública, vou te perguntar uma coisa: a tarifa da Sabesp pública ia aumentar? Ela ia ter o reajuste inflacionário ou não? Ela ia ter o ajuste inflacionário. E aí nós temos os índices que são setoriais. O que a gente fez para proteger o cidadão, o consumidor neste caso: a gente colocou no contrato, e pouca gente sabe disso e eu nunca vi ninguém explorar isso em nenhum tipo de matéria, a curva tarifária, de acordo com o plano original de negócios da Sabesp pública, ou seja, os 55 bi até 2033. E a gente disse "a nossa nova curva tarifária vai sempre caminhar abaixo dessa curva, ou seja, o que a gente tá garantindo é que a tarifa da Sabesp privada hoje, ela é da que seria se a gente não tivesse feito esse movimento. E por quê? Porque a gente criou um fundo de apoio universalização, porque a gente aportou 30% do valor de venda nesse fundo, porque a gente deposita 100% do nosso dividendo, o dividendo do estado, que continua sendo o maior acionista da Sabesp neste fundo e isso amortece tarifa. Então a gente consegue trabalhar com patamar de tarifa mais baixo do que a tarifa da Sabesp pública. A tarifa da Sabesp pública também ia ter o mesmo acréscimo e hoje a gente tem uma tarifa que tá mais baixa do que aquela. Além disso, nós temos três faixas de tarifa social, uma que dá o desconto de 50%, uma que dá o desconto de 72% e uma que dá o desconto de 70%. Então vale a pena fazer o seguinte exercício, pega lá o que tá no anexo 5 do contrato, que é a curva tarifária da Sabesp pública, e compara com o que nós temos e vê se a gente não tá abaixo. Moradores da Zona Leste de São José estão sem água há tres dias Segurança Pública Pergunta: O senhor quando esteve no estúdio do Link Vanguarda com a gente, ainda na época da campanha, o senhor mesmo colocou a segurança pública como maior problema do Vale do Paraíba. De lá pra cá, alguns índices caíram, inclusive taxas de mortes violentas, ainda assim a nossa região continua como a mais violenta do estado, quase o dobro por 100 mil se a gente pegar e comparar com a média do estado. Por que é tão difícil baixar esses números de homicídios na nossa região? Resposta do governador: Nós temos uma questão aqui com a influência de outros estados, nós a questão que é a pior de todas que é o crime organizado, o tráfico de drogas; e aqui a gente ainda tem disputa territorial porque a maioria dos homicídios estão relacionados a disputa de pontos de venda de droga, aqui a gente não tem a hegemonia que nós temos de uma determinada facção, nós temos outras organizações que trabalham no Vale do Paraíba. Agora, a gente tá reforçando efetivo, a gente tá investindo em tecnologia, a gente tá integrando os sensores dos municípios ao muralha paulista, então a gente tá tendo uma atuação cada vez mais integrada, a gente tá investindo cada vez mais em inteligência e os indicadores estão caindo. Chegamos onde a gente quer? De jeito nenhum, estamos longe do que a gente quer, longe do que a gente almeja. É um trabalho contínuo, é um trabalho que tem que ser perene, a gente vai continuar colocando mais viatura, colocando mais efetivo, nós fizemos as maiores contratações da história, 14 mil novo policias militares foram incorporados, eles são distribuídos no estado todo inclusive no Vale do Paraíba; a gente incorporou mais de 7 mil e 100 policiais civis que também são distribuídos para todo estado mas vieram aqui pro Vale do Paraíba. E hoje, a gente tá conseguindo baixar os indicadores, estamos longe do que a gente quer, a gente sabe que não adianta a gente chegar nos menores indicadores da série histórica, se você pegar roubos em geral caiu quase 30% no Vale do Paraíba, se pegar roubo de carga teve uma redução expressiva no Vale do Paraíba, homicídio? Caiu no Vale do Paraíba. Não chegamos onde a gente quer, a gente ainda não conseguiu traduzir isso em percepção de segurança para o cidadão, enquanto isso não acontecer a gente também não vai descansar. Leia também Mortes violentas: Vale do Paraíba tem menor número da série histórica, mas segue líder no interior de SP Trem Intercidades Pergunta: O governo do estado anunciou nesta semana um pacote bilionário em relação a trem intercidades em relação à linha de Campinas - capital. Vai ser uma integração com as estações, inclusive com construção de unidades habitacionais. O pessoal a região olha isso e fala "e o lado de cá?". Quando é que vem o trem intercidades da capital para o Vale do Paraíba e se esse tipo de investimento no entorno das estações também será feito? Resposta do governador: Claro, sem dúvida. Isso é uma questão de planejamento e desenvolvimento urbano. A gente já fez o leilão do trem intercidades Campinas - São Paulo, e a gente sabe que ali vai virar um novo eixo de desenvolvimento. E é importante que a gente faça o planejamento urbano para que esse crescimento na área lindeira da ferrovia ao longo da faixa de domínio não seja desordenado e é por isso que a gente lançou ontem esse projeto centralidades, onde a gente combina planejamento urbano com a construção de unidades residenciais. Nessa faixa que vai de São Paulo até Campinas, a gente tá falando de 23 mil novas unidades, que se somam as outras 14 mil que a gente anunciou no dia de ontem e inclusive algumas que vão ser providas pela CDHU em 146 municípios do nosso estado. E a ideia é ter esse desenvolvimento integrado né, então olhar que nós vamos ter um novo vetor de desenvolvimento, a gente muda a dinâmica imobiliária quando a gente faz uma nova ferrovia, um investimento desse porte, e a gente precisa olhar pra isso pra que o crescimento não seja desordenado e a gente possa ajudar no planejamento urbano. Pergunta: Mas para o lado de cá, como é que está? Tem estudo técnico, qual é a viabilidade disso, quando que o senhor imagina que vai ser possível começar com a construção desse eixo no Vale do Paraíba? Resposta do governador: A gente hoje está desenvolvendo um projeto de engenharia daquilo que vai ser o trem intercidades São José dos Campos - São Paulo. A gente estabeleceu quatro projetos como prioridade, a gente começou com Campinas - São Paulo que já foi licitado, a gente tá com Sorocaba - São Paulo que é o próximo na fila, já tá pronto, a gente entra agora na fase de diálogo competitivo para fazer a contratação do projeto. A gente tá desenvolvendo dois projetos: o Santos - São Paulo e o São José dos Campos - São Paulo. A gente fez recentemente as concessões das linhas da CPTM 11, 12 e 13. E por que isso é importante? Porque a linha 13 vai sair lá estação Cecap/Guarulhos até o Bonsucesso e a continuidade dessa linha é o que vai nos proporcionar chegar em São José do Campos, então a gente vai usar a faixa de domínio das ferrovias existentes e vamos fazer a conexão com a linha 13 para fazer o trem intercidades São José dos Campos - São Paulo. E a partir daí, a lógica vai ser a mesma, a gente tá com outros projetos curso, por exemplo, a gente quer compartilhar da MRS e pensar num transporte de passageiros para Aparecida, principalmente pra levar passageiros na época da romaria. A gente tem que conversar com a concessionária, nós estamos fazendo os estudos de viabilidade, é difícil dar uma data agora. A gente já autorizou a licitação do trem de Campos do Jordão. A gente vai sair de Campos do Jordão, Santo Antônio do Pinhal, a gente vai poder chegar lá e tem uma previsão de investimento contingente para Pindamonhangaba. Então são projetos que estão em curso, a gente precisa resgatar o transporte ferroviário em todo estado de São Paulo e, obviamente, aqui também no Vale do Paraíba. Eleições Pergunta: Ano de eleição, não tem como não te perguntar, o seu vice hoje é o Felício Ramuth, do PSD, ex-prefeito de São José dos Campos. Ele continua na chapa para a tentativa de reeleição esse ano? Resposta do governador: Essa definição não vai ser tomada agora e nem vai ser tomada sozinha, ela vai ser tomada em conjunto com os partidos, nós vamos conversar acerca disso, o momento não é agora, o momento agora é de olhar pra frente, olhar o estado, governar. A gente tem até o período anterior das convenções, ou seja, até o período anterior a agosto pra tomar essa decisão. O que eu poso dizer é que eu sou muito grato ao trabalho que o Felício vem fazendo, considero ele um grande quadro, um grande vice-governador, tem siso um parceiro de primeira hora, foi decisivo na extinção da cracolândia, porque ele foi o gerente desse projeto e tem ajudado a gente em todas as oportunidades. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

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Galo gigante revela primeiras imagens da versão 2026; confira

Publicado em: 05/02/2026 19:03

Galo gigante revela primeiras imagens da versão 2026 Um dos maiores símbolos do carnaval do Recife, o Galo gigante está ficando pronto para reinar sobre os foliões na Ponte Duarte Coelho, no Centro da cidade (veja vídeo acima). Nesta quinta-feira (5), a uma semana da abertura oficial da festa, foram reveladas as primeiras imagens da alegoria (confira fotos mais abaixo). Segundo o artista plástico Leopoldo Nóbrega, responsável pelo design da peça, foram concluídos 75% da escultura, que deve ser finalizada até sábado (7). A estrutura, de 32 metros de altura e 8 toneladas, será erguida na quarta-feira (11). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE A alegoria está sendo montada em um galpão no bairro de Peixinhos, em Olinda. Quem observa o Galo gigante já instalado dificilmente imagina a mão de obra envolvida na criação da escultura, que conta com a participação de cerca de 100 profissionais. Neste ano, a escultura tem como tema "Galo Folião Fraterno", em homenagem ao arcebispo emérito de Olinda e Recife, Dom Helder Câmara, e é produzida com técnicas como mosaico, upcycling, pontilhismo e impressões aplicadas em diferentes partes, além de materiais sustentáveis. "Esse galo traz um arsenal de experimentações criativas com materiais descartados, com técnicas e tecnologias de inovação porque a gente traz desde a robótica a serviço da arte, quanto a própria artesania dessa coisa feita a mão. É a experiência, por exemplo, de trazer conchinhas do mar, como parte desse repertório de materiais e as redes de arrasto também", detalhou. Os objetos citados por Leopoldo vão ficar na perna do Galo gigante, que receberá uma biojoia produzida com materiais retirados do mangue próximo à Ilha de Deus, no bairro de Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife. "Do mangue ao mar, foi uma relação que a gente trouxe de inspiração para os pés do galo, que traz esses materiais e outros materiais como, por exemplo, as lonas que a gente está trabalhando, materiais que são tampinhas, que também estão entrando, CDs, DVDs e sobras de materiais de cenografia", explicou. No peito do galo, será aplicado o pontilhismo com tampinhas de garrafa e materiais descartáveis, que também compõem a “chama” do coração instalado no centro da estrutura, em referência a Dom Helder Câmara. "Ninguém melhor do que Dom Hélder Câmara para poder falar sobre essa fraternidade e essa capacidade de incluir com coração gigante. A gente vai ter um coração em homenagem a Dom Hélder e a essa fraternidade que a gente deseja para o carnaval", disse. Durante a apresentação da obra, uma das unhas do pé do Galo Gigante foi pintada por uma artesã da equipe de montagem. No detalhe, a unha branca recebeu um coração vermelho em homenagem ao símbolo da fraternidade que inspira o projeto. Também foram apresentadas as sombrinhas de frevo que irão compor o rabo do Galo, além de partes da coxa, que vão receber uma manta produzida a partir de recortes feitos em oficinas de arteterapia com pessoas em situação de rua ou com transtornos mentais. "É uma obra inclusiva, que traz metodologias de participação, de co-criação, de inovação criativa, fala sobre sustentabilidade, a importância da saúde mental. [...] A gente fez oficinas com mosaicos, que são descartes de plástico, feito com moradores em situação de rua ou em vulnerabilidade, que participaram através dos centros de apoio da prefeitura e também da traços, estudos em arte terapia", contou Leopoldo Nóbrega. Uma das unhas do pé do Galo Gigante foi pintada durante apresentação de parte da estrutura Mariane Monteiro/g1 PE Cortejo Na terça-feira (10), um dia antes da subida do Galo Folião Fraterno um cortejo sairá do Convento de Santo Antônio, às 18h, na Rua do Imperador Dom Pedro II, no bairro de Santo Antônio, em direção à Ponte Duarte Coelho. No local, será colocado no peito do gigante o coração em homenagem a Dom Helder Câmara. “Teremos um cortejo com bloco lírico e parceiros, levando esse coração que sai da igreja e segue até a ponte. É uma ação que une a irreverência do carnaval com o espírito de fraternidade e antecipa ainda mais esse momento simbólico, que é a subida do Galo”, explicou o artista plástico Leopoldo Nóbrega. Segundo a secretária de Cultura do Recife, Milu Megale, a montagem do Galo se tornou um evento que tem ganhado uma maior adesão do público nos últimos anos. "O folião recifense já sabe: quando o Galo sobe, a folia começa. Então, a gente prepara um dia mais especial para isso. A gente começou a notar que as pessoas vão até a ponte. Então por que não fazer decidir uma festa? [...] Acho que isso mexe muito com o imaginário de quem vive aqui na cidade", disse. Veja imagens do Galo gigante 2026: Galo Gigante terá manta produzida a partir de recortes feitos em oficinas de arteterapia Mariane Monteiro/g1 PE Estrutura no peito do Galo Gigante receberá coração em homenagem a Dom Helder Câmara Mariane Monteiro/g1 PE Sombrinhas de frevo irão compor a estrutura do rabo do Galo Gigante Mariane Monteiro/g1 PE VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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Furtos a apartamentos crescem 12,9% em Campinas; exposição em redes sociais pode facilitar ação de criminosos

Publicado em: 04/02/2026 14:10

Furtos em apartamentos crescem 13% na cidade de Campinas em 2025 Os furtos a apartamentos aumentaram em 12,9% em Campinas (SP), segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Os dados mostram que número de crimes registrados saltou de 85 para 96 entre 2024 e 2025. Com o aumento nas ocorrências, a especialista em segurança patrimonial Márcia Gomes explica que ter cautela com a exposição nas redes sociais pode ser uma medida de segurança para dificultar a ação dos criminosos. "Os criminosos acabam se valendo da digitalização do crime. Então, eles podem monitorar moradores de condomínios. Eles acabam usando as redes sociais e usam a tecnologia para verificar a movimentação de determinado condomínio. [...] Tem pessoas que viajam e colocam lá na rede social: "Estou viajando". Mostram onde mora. As pessoas têm que evitar esse tipo de comportamento", orienta a profissional. 📲 Participe do canal do g1 Campinas no Whatsapp 🏡 O levantamento mostra que houve um aumento de furtos a imóveis residenciais de forma geral, incluindo nas casas, que representam a maioria dos registros. Ao todo, a cidade registrou 1.053 crimes deste gênero no ano passado — veja abaixo: 2024: 1.028 Casas: 924 Apartamentos: 104 2025: 1.053 (alta de 2,4%) Casas: 940 Apartamentos: 113 Orientações de segurança Para além da necessidade de ter cuidado com a exposição em redes sociais, Márcia Gomes ressalta que é importante que os profissionais de segurança dos condomínios estejam treinados, e que o próprio condomínio adote medidas de precaução. Segundo a profissional, uma rotina de treinamentos que promovam a reciclagem dos colaboradores e simulações de invasão pode "minimizar a entrada dos criminosos". Também é importante que o condomínio não tenha só um portão inicial, e mantenha uma segunda porta dentro do condomínio que evite que pessoas não autorizadas entrem nos prédios. "Evitar de todo modo que o entregador ingresse dentro do condomínio. A pessoa tem que descer e retirar a sua entrega na portaria. Evitar sair em grupo da garagem, por exemplo, [para evitar que] saiam vários carros e o portão fique aberto por muito tempo. Porque os criminosos, eles estão atentos na movimentação. E quanto mais vulnerável eles perceberem que o condomínio esteja, vão se aproveitar dessa vulnerabilidade", conta a profissional. Informações privilegiadas Os registros de furtos a imóveis de 2026 já começaram. Em 17 de janeiro, um dos primeiros sábados do ano, Kristine teve o apartamento furtado durante uma saída com marido. O casal passou o dia fora, e quando retornaram, encontraram a porta arrombada e o imóvel todo revirado. Segundo a vítima, os criminosos ligaram para a portaria do prédio e falaram se identificaram como o marido da Kristine, avisando que o filho dele ia entrar no condomínio acompanhado da nora. Os criminosos passaram nomes errados, e falaram que os invasores estavam com uma chave, e autorizaram a entrada. "Como é que eles sabiam que a gente ia sair naquele momento? Como é que eles sabiam que a gente ia passar o dia fora? Como é que eles sabiam o nome do meu marido? Como é que eles sabiam que meu marido tem um filho? São informações muito privilegiadas", conta Kristine. Furtos em apartamentos crescem 12,9% em Campinas; exposição em redes sociais pode facilitar ação dos criminosos Acervo Pessoal As câmeras de segurança registraram os criminosos chegando no edifício e saindo com objetos furtados em bolsas. Eles, inclusive, se vestiram com roupas das vítimas. Foram levadas joias, pertences pessoais, e um cofre da parede foi arrancado da parede. "Eu, hoje, eu estou totalmente insegura. Tenho medo até de sair na rua. Estou extremamente passada. Você chegar em casa e ver sua casa de cabeça para baixo. Isso me atingiu profundamente, tanto a mim como o meu marido", desabafa a vítima. Criminoso reincidente O prédio onde Fábio vive foi invadido duas vezes. Na primeira, o criminoso pulou o muro do prédio, entrou na garagem e tentou roubar uma bicicleta. Ele foi impedido, mas suspeita é que ele seja responsável por uma segunda invasão, em que conseguiu levar uma escada e uma barraca em uma das garagens. "Nós trocamos a cerca elétrica, aumentamos o número de câmeras e agora a gente está contratando portaria eletrônica também. Vamos ver se isso melhora. [...] A gente tem uma viela aqui que é uma rota de fuga do pessoal, né? Então, essa sensação de segurança sempre existiu. E quanto mais a gente investe em segurança, mais a nossa liberdade é tolhida, porque a gente que acaba ficando preso", relata. Furtos em apartamentos crescem 12,9% em Campinas; exposição em redes sociais pode facilitar ação dos criminosos Reprodução/EPTV VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

Palavras-chave: tecnologia

Com atuação em Rondônia, Aegea firma parceria com o MDS

Publicado em: 03/02/2026 11:31

Iniciativa integra as empresas Aegea ao Programa Acredita no Primeiro Passo, do Governo Federal, ampliando oportunidades de emprego para inscritos no Cadastro Único Moisés Saba A Aegea, companhia referência em saneamento básico no Brasil, e holding da qual a Águas de Ariquemes, Águas de Buritis, Águas de Jaru, Águas de Pimenta Bueno e Águas de Rolim de Moura fazem parte, aderiu ao Programa Acredita no Primeiro Passo, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Em Rondônia, região Norte, a parceria será operacionalizada pelas concessionárias em Rondônia, reforçando o compromisso da concessionária com a inclusão socioeconômica de pessoas inscritas no Cadastro Único, com foco especial em mulheres, jovens, negros, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais. O acordo foi celebrado nesta sexta-feira (16) em Teresina, Piauí. A parceria foi formalizada por meio de Protocolo de Intenções assinado com o MDS, com objetivo de promover a inserção produtiva de pessoas em situação de vulnerabilidade social, por meio da destinação de vagas de emprego, contribuindo para a ampliação da empregabilidade. Como parte do grupo Aegea, as concessionárias se comprometem a destinar postos de trabalho a candidatos oriundos do CadÚnico e apresentará relatórios periódicos sobre o avanço dessas contratações junto às demais concessionárias da Aegea. Com presença em mais de 890 municípios, a Aegea é referência em soluções de saneamento com foco na redução de desigualdades. A adesão ao programa reforça o papel da companhia como agente de transformação social, ao conectar sua estrutura e escala operacional à política pública federal, priorizando as regiões com maiores índices de vulnerabilidade. O acordo firmado é o primeiro com uma empresa do setor de saneamento e prevê a designação de pontos focais locais e nacionais para gestão da parceria. Moisés Saba “Acreditamos na potência do saneamento como vetor de desenvolvimento e inclusão. Essa parceria nos permite ampliar o alcance das nossas ações sociais, gerando prosperidade compartilhada, e colaborar com o esforço nacional de geração de emprego e renda, especialmente para quem mais precisa”, afirma Radamés Casseb, CEO da Aegea. “É muito potente essa parceria que firmamos com a Aegea. Agora vamos abrir o Cadastro Único e o público do Bolsa Família e do Cadastro Social vai poder participar da qualificação para o emprego e, também, para o empreendedorismo junto à companhia. É uma empresa que trabalha em 15 estados e 892 municípios, isso vai trazer um grande resultado na superação da pobreza no Brasil. E tenho certeza de que a Aegea vai ganhar um quadro extraordinário de profissionais”, destacou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. A Aegea e suas unidades de negócio já atuam com programas voltados à capacitação e empregabilidade, como o “Pioneiros”, que oferece formação a jovens, e mantém iniciativas contínuas de inclusão por meio da Tarifa Social, além de ações com foco em diversidade e equidade racial e de gênero por meio do programa “Respeito Dá o Tom”. O acordo firmado é o primeiro com uma empresa do setor de saneamento e prevê a designação de pontos focais locais e nacionais para gestão da parceria, além da integração com programas já existentes na companhia, como trilhas de capacitação, comunidades e iniciativas de desenvolvimento territorial. Sobre a Aegea A Aegea atua por meio de ativos de saneamento em todas as regiões do País. Com um crescimento sustentável, a Companhia saltou de seis municípios atendidos em 2010 para mais de 890 em 2025, distribuídos em 15 estados, beneficiando mais de 39 milhões de pessoas. Em 2023, a empresa ampliou sua atuação em mais uma frente do saneamento com a gestão dos resíduos sólidos urbanos, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e com ações que geram impacto positivo para a população, principalmente a mais vulnerável, e o meio ambiente. Essa evolução foi possível devido ao modelo de negócio da Companhia, que tem como base eficiência e expertise operacional, disciplina financeira e o alinhamento aos princípios ESG. Para mais informações, acesse: http://www.aegea.com.br Sobre a Aegea em Rondônia Presente no estado desde 2015, a Aegea em Rondônia é protagonista na expansão do saneamento básico na região, operando por meio das concessionárias Águas de Ariquemes, Águas de Buritis, Águas de Jaru, Águas de Pimenta Bueno e Águas de Rolim de Moura. Com foco nas metas do Marco Legal do Saneamento, a companhia une eficiência operacional — via tecnologias de monitoramento inteligente e redução de perdas — ao desenvolvimento socioambiental, através de programas como o Afluentes e Saúde Nota 10. Além de elevar os índices de saúde pública, sua atuação impulsiona a economia regional, viabilizando a modernização urbana e a valorização imobiliária nos municípios atendidos.

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