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Senhas fortes ajudam a evitar golpes e proteger dados no ambiente digital

Publicado em: 05/06/2026 16:19

Criação de senhas mais complexas e adoção de hábitos simples de segurança contribuem para proteger contas, dispositivos e informações utilizadas no dia a dia. Assessoria/CrediSIS O uso de senhas fortes continua sendo uma das medidas mais importantes para reduzir riscos de golpes e invasões no ambiente digital. Apesar dos avanços em tecnologias de autenticação, milhões de pessoas ainda utilizam combinações simples, como sequências numéricas, datas de aniversário ou informações facilmente associadas à própria identidade. Para contribuir com a prevenção desses riscos, o Sistema CrediSIS orienta sobre boas práticas para a criação de credenciais mais seguras e destaca como pequenos cuidados podem evitar prejuízos financeiros e exposição de dados pessoais. O crescimento dos serviços digitais ampliou a quantidade de contas utilizadas diariamente para operações bancárias, compras, redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas de trabalho. Ao mesmo tempo, aumentou também o interesse de criminosos em obter acessos indevidos por meio de técnicas que exploram senhas previsíveis ou reutilizadas em diferentes serviços. Entre os erros mais comuns estão o uso de sequências, como “123456”, “senha123”, datas de nascimento, nomes de familiares e combinações repetidas em múltiplas plataformas. Quando uma dessas credenciais é descoberta ou vazada, diversas outras contas podem ficar expostas, ampliando significativamente os riscos para o usuário. O gerente de Segurança da Informação do Sistema CrediSIS, Anderson Galvão Ribeiro, explica que a criação de senhas fortes e seguras ainda representa uma das barreiras mais eficientes contra tentativas de invasão. Segundo ele, muitas ocorrências poderiam ser evitadas com a adoção de medidas simples, no momento da criação das credenciais. “Uma senha fraca facilita o trabalho de quem tenta acessar uma conta sem autorização. Muitas vezes, o criminoso nem precisa utilizar ferramentas sofisticadas, porque as combinações mais comuns já estão entre as primeiras tentativas realizadas. Por isso, gastar alguns minutos para criar uma senha mais segura faz toda a diferença”, afirmou Anderson. As recomendações incluem a utilização de letras maiúsculas e minúsculas, números, caracteres especiais e combinações com pelo menos oito caracteres. Também é importante evitar informações pessoais facilmente identificáveis, como nomes, datas comemorativas, números de documentos ou referências públicas encontradas em redes sociais. Outro hábito que merece atenção é a reutilização de senhas, já que muitas pessoas ainda optam por repetir a mesma combinação, em diferentes plataformas, para facilitar o acesso, mas essa prática aumenta consideravelmente a exposição em caso de vazamento de dados. Sidclei Lima, analista de Segurança Cibernética do Sistema CrediSIS, destaca que o impacto de uma única credencial comprometida pode ultrapassar a conta originalmente invadida. Por isso, ele ressalta a importância de adotar senhas distintas para serviços considerados mais sensíveis. “Quando uma senha é utilizada em vários locais, um único incidente pode abrir caminho para diferentes tipos de fraude. O ideal é que contas bancárias, e-mails e serviços importantes tenham combinações exclusivas, reduzindo o potencial de prejuízo caso alguma informação seja exposta”, explicou Sidclei. Além da criação de senhas robustas, a recomendação é ativar a autenticação em dois fatores, sempre que o recurso estiver disponível. Essa camada adicional de proteção exige uma segunda verificação para o acesso, dificultando a ação de criminosos mesmo quando a senha principal é descoberta. As orientações fazem parte das iniciativas de conscientização promovidas pelo Sistema CrediSIS para ampliar o conhecimento sobre segurança digital. Entre essas ações está o Rivaldo Golpp, personagem criado para compartilhar dicas práticas e situações do cotidiano relacionadas à prevenção de golpes e à proteção de informações pessoais. A proposta é transformar conceitos técnicos em informações acessíveis para o público. Por meio de uma linguagem leve e direta, o personagem apresenta situações que ajudam a identificar comportamentos de risco e incentivam a adoção de hábitos mais seguros no ambiente digital. “Quando as pessoas entendem, de forma simples, como uma invasão pode acontecer, elas passam a enxergar a segurança digital como algo próximo da realidade delas. O objetivo dessas ações é justamente mostrar que a prevenção começa com atitudes do dia a dia e que todos podem adotar medidas para proteger suas informações”, destacou Anderson.

Criminosos usam foto de advogado para aplicar golpe e causar prejuízo de R$ 47 mil em SP

Publicado em: 04/06/2026 06:15

Golpistas entravam em contato se passando pelo advogado. Reprodução Um grupo de criminosos usou a foto de um advogado de Cubatão (SP) para se passar pelo profissional e aplicar golpes. Conforme apurado pelo g1, uma das vítimas sofreu um prejuízo de R$ 47 mil após fazer transferências aos suspeitos. Ao g1, o advogado João Ivaniel de França Abreu, de 71 anos, informou ter sido procurado por oito pessoas que relataram ter recebido mensagens enviadas em nome dele. "Meus clientes sabem que não envio mensagens por escrito, apenas faço ligações ou mando áudios", afirmou. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Um dos clientes do advogado, que trabalha como caminhoneiro, forneceu os dados bancários aos criminosos e relatou ter perdido R$ 47 mil após movimentações na conta. De acordo com o boletim de ocorrência, os suspeitos fariam parte de uma quadrilha especializada em se passar por advogados, utilizando de forma indevida e criminosa o nome e a imagem do profissional para enganar as vítimas. Agora no g1 Conversas via WhatsApp As abordagens eram feitas por meio do WhatsApp, em um número que exibia a foto de perfil do advogado. Os criminosos informavam que os clientes teriam valores a receber em ações judiciais supostamente já vencidas. Em mensagens obtidas pelo g1, é possível ver que os criminosos usavam informações reais sobre os processos para dar credibilidade ao golpe (veja acima). Após o primeiro contato, os suspeitos pediam dados bancários e exigiam transferências sob a alegação de que seriam necessárias para liberar indenizações ou dar andamento aos processos. Tribunal de Justiça Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que não identificou invasão aos sistemas nem vazamento de dados processuais. Segundo o órgão, os acessos indevidos têm ocorrido por meio do uso de senhas válidas, e as apurações internas não encontraram falhas de segurança. O TJ-SP também afirmou que mantém investimentos em proteção de dados e orienta a população sobre golpes. Como se proteger? Por conta do alto número de denúncias do golpe do falso advogado, a OAB nacional lançou uma plataforma digital para confirmar a identidade de advogados de forma rápida e segura. Veja abaixo como funciona: 👉 O site é o ConfirmADV Para fazer a pesquisa, basta colocar o número de inscrição na OAB, selecionar o estado e informar o e-mail fornecido pelo suposto profissional. Em seguida, será enviada uma solicitação automática para o e-mail do advogado, informando que um cliente deseja confirmar sua identidade. O profissional terá até 5 minutos para responder e confirmar os dados. Caso a confirmação seja feita dentro desse prazo, o cidadão receberá a autenticação validada do advogado. Se o tempo expirar sem resposta, tanto o cidadão quanto o advogado serão notificados de que a verificação não foi concluída. O site faz parte de uma campanha de conscientização para orientar a população e evitar novas vítimas. VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

Palavras-chave: vazamento de dados

iFood finalmente assume vazamento catastrófico de dados, mas os danos podem ser ainda piores

Publicado em: 03/06/2026 08:48 Fonte: Tudocelular

Depois de ter negado um suposto vazamento de dados, novas evidências sugerem que os usuários do iFood estão em risco e que milhões de usuários podem ser afetados nos próximos dias. O iFood confirmou ao TecMundo um vazamento de dados envolvendo pelo menos 1,2 milhão de usuários da plataforma. A revelação acontece dias após criminosos anunciarem suposto acesso a informações de dezenas de milhões de clientes, levantando preocupações sobre a dimensão real do incidente.Segundo o iFood, o material compartilhado na internet teria origem em um episódio isolado ocorrido em dezembro de 2025. O problema, no entanto, nunca havia sido divulgado publicamente até agora, aumentando questionamentos sobre transparência e tempo de resposta da companhia.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: vazamento de dados

É #FAKE vídeo alegando que Caixa Tem paga indenização de até R$ 15 mil para CPFs com finais de 0 a 9

Publicado em: 02/06/2026 15:12

É #FAKE que vídeo que afirma que Caixa Tem paga indenização de até R$ 15 para CPFs com finais de 0 a 9 Reprodução Circulam nas redes sociais vídeos alegando que usuários do aplicativo Caixa Tem com Cadastro de Pessoa Física (CPF) de final 0 a 9 têm direito a uma indenização de R$ 15 mil por causa de um suposto vazamento de dados. É #FAKE. Selo Fake (Horizontal) g1 🛑 Como são os vídeos falsos? O Fato ou Fake encontrou três vídeos com o mesmo teor na Biblioteca de anúncios da Meta (controladora de Facebook, Instagram, Threads e WhatsApp). Trata-se de uma central de informações sobre todos os conteúdos de publicidade (pagos por usuários ou empresas) veiculados nas redes sociais da plataforma. Eles aparecem para os usuários de acordo com idade, gênero, localização e interesses. Cada uma das três gravações mostra uma pessoa dando declarações criadas inteligência artificial (IA) – leia detatalhes mais abaixo. Veja o exemplo de uma dessas afirmações mentirosas: "Acabou de ser confirmado, pessoal. Todas as pessoas que possuem os finais do CPF com esses números que vão aparecer aqui na tela (0 a 9), fazem parte dos beneficiados de setembro do Caixa Tem. Recentemente, foi identificado uma falha no sistema que ocasionou um vazamento de informações pessoais. Se você já recebeu algum benefício da Caixa entre 2020 e 2025, você pode ter sido afetado e ter direito ao reembolso social. Dá só uma olhada no pronunciamento da Caixa". Em seguida, a tela exibe o seguinte comunicado, atribuído à Caixa: "A Caixa informa que foi identificado um incidente que afetou todos os usuários cadastrados no aplicativo CAIXA Tem. Houve falhas no sistema que causaram o vazamento de milhares de dados pessoais. Como medida de reparação, foi criado um programa indenizatório para todos os clientes que utilizaram o CAIXA Tem durante o período em que ocorreram os problemas. O valor da indenização é simbólico e pode chegar a até R$ 15 mil. Todos os clientes que foram impactados podem consultar pelo site oficial do programa e solicitar o recebimento via Pix em até 24 horas. O acesso é rápido, seguro e pode ser feito diretamente pelo celular. Para verificar o seu direito à indenização, clique em saiba mais e siga as instruções". Um dos personagens diz, na sequência: "Para você descobrir se tem direito de receber essa quantia, é muito simples. Você só precisa acessar o site oficial e consultar se, no seu nome, consta algum valor disponível. É muito rápido e fácil. Lembrando que você consegue solicitar o resgate via Pix em menos de 5 minutos. Eu vou deixar o link aqui embaixo do vídeo, então já clique quem saiba mais e acesse agora mesmo." Uma das telas mostra um print falso atribuído ao g1 com título: "Usuários do caixa Tem com os finais do CPF 4,5,3,6,2,7,1,8,9,0 possuem direito de receber uma indenização". Mas o g1 jamais publicou uma reportagem com esse enúnciado ou conteúdo. Trata-se de uma montagem fake. O link que acompanha esse vídeos leva a um site que vende um livro eletrônico com dicas sobre como receber benefícios e indenizações. A página apresenta valores que variam de R$ 40 a R$ 70. Mas, ao clicar em qualquer dos botôes, o usuário vai para um novo endereço, no qual o preço exibido é R$ 170. ⚠️ Por que é #FAKE? O Fato ou Fake submeteu trechos dos vídeos ao Hive Moderation, que detecta conteúdos criados com IA. Os resultados apontaram probabilidade de 99,3%, 97,8% e 99,2% de o áudio ter sido fabricado com esse recurso (veja infográfico a seguir). O Fato ou Fake submeteu trechos dos vídeos ao detector de inteligência artificial Hive Moderation. Os resultados apontaram probabilidade de 99,3%, 97,8% e 99,2% de o áudio ter sido gerado por inteligência artificial. (veja infográfico no final do texto) Reprodução O Fato ou Fake também mostrou o vídeo à assessoria de imprensa da Caixa. A resposta, enviada por e-mail, cita que "eventuais comunicações oficiais do banco são realizadas exclusivamente por canais oficiais da instituição". Alerta também que as informações do vídeo são falsas: não existe o programa indenizatório mencionado – nem a "indenização" de R$ 15 mil prometida. Além disso, a lista de finais de CPF (4, 5, 3, 6, 2, 7, 1, 8, 9, 0) engloba todos os números possíveis, justamente para levar as vítimas a acreditarem, de cara, que têm direito a alguma indenização. A Caixa destaca alguns cuidados para evitar golpes e fraudes: Não forneça senhas ou outros dados de acesso em outros sites ou aplicativos. Links suspeitos podem levar à instalação de programas espiões, que podem ficar ocultos no celular ou computador, coletando informações de navegação e dados do usuário. Utilize sempre navegadores e softwares de antivírus atualizados. A Caixa jamais pede senha e assinatura eletrônica numa mesma página, sendo a assinatura digitada somente por meio da imagem do teclado virtual. A Caixa não envia SMS com link. Senhas e cartões são pessoais e intransferíveis. Senhas bancárias não devem estar disponíveis em aparelhos celulares ou computadores. A Caixa disponibiliza mais informações de segurança na página: www.caixa.gov.br/seguranca, onde o cliente pode pesquisar as principais dicas e orientações de segurança com relação a diversos assuntos relacionados à atividade bancária, entre elas como resguardar senhas e se proteger contra fraudes. Procurada, a Meta enviou por e-mail a seguinte manifestação: "Atividades que visam enganar, fraudar ou explorar terceiros não são permitidas em nossas plataformas, e estamos sempre aprimorando nossa tecnologia para combater atividades suspeitas. Também recomendamos que as pessoas relatem qualquer conteúdo que considerem violar os Padrões da Comunidade do Facebook, as Diretrizes da Comunidade do Instagram e os Padrões de Publicidade da Meta diretamente pelos próprios aplicativos". É #FAKE que vídeo que afirma que Caixa Tem paga indenização de até R$ 15 para CPFs com finais de 0 a 9 Reprodução Veja também É #FAKE foto de Carlo Ancelotti dormindo no jogo Athletico-PR x Flamengo É #FAKE foto de Carlo Ancelotti dormindo no jogo Athletico-PR x Flamengo; VÍDEOS: Os mais vistos agora no g1 Agora no g1 VÍDEOS: Fato ou Fake explica VEJA outras checagens feitas pela equipe do FATO ou FAKE Adicione nosso número de WhatsApp +55 (21) 97305-9827 (após adicionar o número, mande uma saudação para ser inscrito) GloboPop: clique para ver vídeos do palco de Fato ou Fake

Vazamento de dados do INSS atingiu 2,8 milhões de CPFs, diz Dataprev; 98% eram de falecidos

Publicado em: 26/05/2026 16:47

O vazamento de dados de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu 2,8 milhões de CPFs, informou nesta terça-feira (26) a Dataprev, empresa estatal de tecnologia responsável por gerenciamento de dados de aposentados e pensionistas. Desse total, 98% pertenciam a pessoas já falecidas. Um mesmo CPF foi consultado mais de uma vez. Além disso, cerca de 52 mil pessoas vivas tiveram a data de nascimento exposta durante o incidente de segurança ocorrido em abril. As informações foram divulgadas por Edmar dos Santos Ferreira Junior, representante da Dataprev na reunião desta terça-feira do Conselho Nacional da Previdência Social. O número é superior ao que foi divulgado quando o caso veio a público, na semana passada. Na ocasião, técnicos do INSS informaram que teriam sido vazados dados de cerca de 2 milhões de segurados. Embora as causas do incidente ainda estejam sendo investigadas, Ferreira Junior afirmou que já foi identificada uma falha em uma consulta de serviço do Meu INSS. Segundo ele, o sistema, que deveria exigir autenticação por login, estava acessível sem essa etapa de segurança. "Era uma consulta que estava dentro de uma interface logada, mas ela aceitava uma resposta para quando você tivesse em um ambiente público", explicou Ferreira, esclarecendo que o incidente durou um dia. O erro, assim que identificado, foi corrigido, afirmou o representante da Dataprev. No momento, segundo ele, está sendo desenvolvido uma atualização dos sistemas que vai restringir que somente um usuário possa consultar um CPF por vez. Relembre o caso Na semana passada, veio a público um incidente de segurança no órgão sobre o vazamento de dados de cerca de 2 milhões de segurados. O caso foi identificado há quase um mês, no dia 22 de abril, pela Dataprev, empresa estatal de tecnologia que gerencia dados de milhões de pessoas, inclusive de aposentados e pensionistas. Em nota, o INSS disse que foram adotadas as devidas providências e informou que a maioria dos dados que foram expostos eram de cidadãos falecidos. "De acordo com as informações preliminares, do total de CPFs acessados, 97% foram de cidadãos falecidos. A Dataprev apurou a ocorrência de aproximadamente 50 mil casos envolvendo indivíduos que não possuem registro de óbito – menos de 3% dos casos registrados. Os dados ainda estão sendo consolidados pela Dataprev", afirmou a autarquia. Falha de segurança O instituto afirmou que, apesar do vazamento dos dados, uma série de documentos e etapas são exigidos para que seja aprovada, por exemplo, a concessão de um empréstimo consignado. A pensão por óbito exige certidão de óbito, dentre outros documentos e procedimentos, completou o INSS. “A concessão de qualquer benefício possui uma série de travas de segurança. O INSS tem reforçado seus controles internos a fim de oferecer maior segurança à análise de seus benefícios”, diz a nota. Em 2024, o INSS também confirmou que outra vulnerabilidade no sistema deixou expostas informações sigilosas de pessoas com aposentadorias e benefícios sociais e assistenciais.

Falha de segurança na plataforma digital do INSS provoca vazamento de dados de cerca de 2 milhões de segurados

Publicado em: 22/05/2026 20:41

Uma falha de segurança na plataforma digital do INSS, o Meu INSS, provocou o vazamento de dados de cerca de 2 milhões de segurados. O problema foi detectado há quase um mês, mas só agora o INSS tornou público. Uma brecha no sistema do Meu INSS, controlado pela Dataprev, permitiu que informações sigilosas ficassem expostas. O vazamento pode ter atingido ao menos 2 milhões de segurados. O INSS informou que 97% dos dados vazados são de pessoas já falecidas e cerca de 50 mil acessos foram de dados de contribuintes vivos. A falha ocorria no momento em que alguém tentava fazer um requerimento de benefício no sistema Meu INSS. Há suspeita de uso de ferramentas de inteligência artificial para acessar em massa essas informações. O INSS afirma que o vazamento não afeta o sistema de concessão de benefícios, por exemplo, porque o processo exige documentos e passa por etapas de comprovação. Os consignados exigem reconhecimento de biometria facial. Mesmo assim, segundo especialistas em segurança digital, a exposição de dados pessoais pode abrir caminho para atuação de criminosos que usam nome, CPF e histórico de trabalho para aplicar golpes. Falha de segurança na plataforma digital do INSS provoca vazamento de dados de cerca de 2 milhões de segurados Jornal Nacional/ Reprodução A Dataprev informou que está apurando o caso e que, no mesmo dia do incidente, o endereço de IP utilizado foi bloqueado automaticamente e não foram identificados novos acessos semelhantes na plataforma digital. A empresa também informou que implementou novos controles de segurança com limites de acesso. Para o professor Alexandre Veronese, pesquisador de segurança de dados da Universidade de Brasília, há um compartilhamento excessivo da base de informações do INSS com outros órgãos, o que fragiliza o controle no acesso: "Quanto mais usuários você tem, mais pessoas vão ter, por exemplo, credenciais de acesso e login para aquela base de dados, vão poder mexer, alterar, vão poder utilizar. Quando você tem um compartilhamento, você passa isso para outro conjunto de pessoas. Não só utilizar login e senha, utilizar autenticação de dois fatores, utilizar meios tradicionais, mas também fazer um redesenho das bases e dos seus sistemas de compartilhamento com base em experiências mais bem-sucedidas dentro do governo federal mesmo, para reorganizar isso". GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM INSS confirma que informações de beneficiários foram expostas em vazamento

Brecha de segurança expõe dados sigilosos de segurados do INSS na internet

Publicado em: 22/05/2026 18:02 Fonte: Tudocelular

Uma falha crítica de segurança nos sistemas digitais do Instituto Nacional do Seguro Social provocou o vazamento de dados confidenciais de milhares de segurados previdenciários em todo o país. O incidente cibernético, confirmado por analistas e autoridades ministeriais, expôs informações pessoais e cadastrais sensíveis de aposentados e pensionistas da autarquia federal. Dados de segurados do INSS vazam após falha de segurança O INSS confirmou o vazamento após falha de segurança envolvendo a Dataprev. Esse incidente ocorreu em 22 de abril e foi comunicado à ANPD, mas o número oficial de afetados ainda não foi fechado, mesmo que estimativas apontem para algo em torno de 1,7 milhão a 2 milhões de segurados atingidos.Falha na Dataprev expõe informações de beneficiários do INSS Ainda segundo o INSS, aproximadamente 97% dos dados expostos seriam de pessoas falecidas, enquanto cerca de 50 mil registros teriam relação com segurados vivos. Seja como for, a Dataprev ainda consolida informações técnicas sobre a extensão do problema.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: vazamento de dados

Dados expostos: Trump Mobile assume falha de segurança após lançar Trump T1 Phone

Publicado em: 22/05/2026 13:55 Fonte: Tudocelular

A novela da Trump Mobile acaba de ganhar mais um capítulo. Depois de ter lançado seu primeiro smartphone, o Trump T1 Phone, no início desta semana – após quase um ano de atraso –, com unboxing já disponível, a empresa confirmou que a suspeita levantada sobre um possível vazamento de dados é real. A confirmação foi enviada ao portal internacional TechCrunch. A falha no site da companhia expôs informações de clientes, incluindo nomes, números de telefone, endereços residenciais e de e-mail.Segundo declaração da empresa, investigações estão sendo conduzidas e, até o momento, não há nenhuma evidência que comprove o uso mal-intencionado dos dados.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: vazamento de dados

Dados de 135 mil clientes da Cemig são expostos após incidente cibernético

Publicado em: 16/05/2026 19:33

Vazamento de dados expõe clientes da Cemig Cerca de 135 mil clientes da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) tiveram seus dados pessoais expostos após um incidente cibernético. Segundo a empresa, informações como nome, filiação, CPF e endereço foram vazadas. A Cemig informou que já está entrando em contato com os clientes afetados e garantiu que, assim que o problema foi identificado, a falha no sistema foi corrigida. Apesar disso, a companhia alerta que as pessoas que tiveram os dados expostos podem ser alvo de tentativas de golpe. A orientação é para que os clientes não repassem senhas, códigos, dados de cartão ou realizem pagamentos por canais não oficiais. A empresa reforçou que especialistas em segurança da informação estão investigando o caso e que o incidente foi comunicado à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A Cemig segue monitorando a situação e recomenda que os clientes fiquem atentos a qualquer contato suspeito. Cemig; foto ilustrativa Cemig/Divulgação Vídeos mais assistidos do g1 MG

Estudante identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil em MG

Publicado em: 16/05/2026 05:01

Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa Um estudante de Engenharia de Telecomunicações do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) identificou uma falha crítica na plataforma X, antigo Twitter, e foi recompensado pela descoberta. O erro, que atingia a parte financeira da rede social, foi comunicado à equipe de segurança da empresa no mês passado, passou por análises técnicas e já foi corrigido. Pelo trabalho, o aluno recebeu uma recompensa de 5 mil dólares. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O responsável pela descoberta é o estudante Nicolas Marquetti, que dedica cerca de 20 horas por semana à busca de brechas em sistemas de segurança digital de grandes empresas. O tempo é dividido entre o trabalho em casa e as atividades no laboratório de cibersegurança do Inatel. Segundo ele, o conhecimento adquirido na faculdade foi fundamental para encontrar a vulnerabilidade na plataforma do bilionário Elon Musk. “Eu descobri uma falha que atinge a parte financeira do Twitter. Eu não posso falar muito bem sobre a falha porque tem questões sigilosas e tudo mais, mas eu basicamente utilizei uma ferramenta que ajuda o pesquisador a entender um pouquinho sobre como funciona o tráfego da rede até o usuário final e modifiquei alguns parâmetros para conseguir extrair uma vantagem financeira em cima do Twitter”, explicou Nicolas. Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil Reprodução EPTV A plataforma utilizada pelo estudante é conhecida entre especialistas em cibersegurança. Empresas de tecnologia costumam incentivar estudantes e pesquisadores independentes a encontrar falhas nos sistemas, antes que elas sejam exploradas por criminosos. Como forma de incentivo, oferecem recompensas financeiras, prática conhecida como “bug bounty”. Com o valor recebido, Nicolas afirma que pretende investir no próprio futuro profissional. “Eu estou basicamente fundando uma empresa agora, então estou usando esse dinheiro para isso. E também para ajudar em equipamentos melhores e coisas para o meu computador, para ajudar e talvez tentar gerar mais dinheiro”, contou o estudante. Essa não foi a primeira vez que o aluno encontrou falhas em sistemas da plataforma. Em abril, Nicolas já havia identificado um erro relacionado a vazamento de dados da empresa. Além disso, um terceiro informe de vulnerabilidade foi comunicado recentemente e está em fase de análise. Caso seja confirmado, o estudante pode receber uma nova recompensa. Estudante do Inatel identifica falha crítica na plataforma X e recebe recompensa de US$ 5 mil Reprodução EPTV Investimento em segurança Para o professor do Inatel, Guilherme Aquino, o caso mostra como a formação acadêmica aliada à prática contribui para a atuação de jovens talentos na área de segurança digital. “A gente promove, por exemplo, desde a iniciação científica, a iniciação tecnológica para o aluno que está na graduação, como também a participação de times de competição, de competições de cibersegurança, podendo também fazer estágio e trabalhar no Centro de Segurança Cibernética do Inatel, e até mesmo fazer suas pesquisas de alto nível no curso de mestrado e doutorado dentro do Inatel”, explicou. Segundo o professor, esse processo permite que o estudante evolua desde os conceitos básicos até a identificação de falhas complexas em grandes sistemas. “Desde ali do básico, entendendo as coisas básicas de criptografia, de segurança da informação, até mesmo a exploração de falhas que leva a encontrar esses problemas”, completou. Estudante do Inatel ganha cinco mil dólares após reportar falha no "X" Ainda de acordo com Guilherme Aquino, o investimento em cibersegurança tem se tornado cada vez mais necessário, tanto por parte das empresas quanto de pesquisadores independentes, diante do crescimento dos crimes digitais. “O cybercrime vem crescendo cada vez mais. Os criminosos vêm saindo daqueles crimes que eles cometem na rua e começam a cometer essas fraudes, esses golpes, esses crimes dentro da internet por causa daquela questão do falso anonimato. Então a gente tem que tomar muito cuidado, as empresas também, investir cada vez mais na prevenção e na correção desses erros da cibersegurança”, alertou. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

BC comunica vazamento de dados de 46 chaves PIX de clientes da Credifit Sociedade de Crédito

Publicado em: 12/05/2026 10:55

O Banco Central (BC) informou que ocorreu um incidente segurança com dados pessoais vinculados a chaves PIX de 46 pessoas com conta na Credifit Sociedade de Crédito, em razão de "falhas pontuais em sistemas dessa instituição". De acordo com comunicado do BC divulgado na última sexta-feira (9), não foram expostos dados sensíveis, tais como senhas, informações de movimentações ou saldos financeiros em contas transacionais, ou quaisquer outras informações sob sigilo bancário. "As informações obtidas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras", acrescentou o Banco Central. O BC explicou, ainda, que as pessoas que tiveram seus dados cadastrais obtidos a partir do incidente serão notificadas exclusivamente por meio do aplicativo ou pelo internet banking de sua instituição de relacionamento. Vídeos em alta no g1 "Nem o BC nem as instituições participantes usarão quaisquer outros meios de comunicação aos usuários afetados, tais como aplicativos de mensagens, chamadas telefônicas, SMS ou e-mail", informou o Banco Central. O Banco Central informou, ainda, que foram adotadas as ações necessárias para a apuração detalhada do caso e serão aplicadas as medidas sancionadoras previstas na regulação vigente. Dados pessoais vinculados a chaves PIX de 46 pessoas com conta na Credifit Sociedade de Crédito foram afetados Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Palavras-chave: vazamento de dados

Lei Geral da Cibersegurança: o que pode mudar na sua empresa?

Publicado em: 08/05/2026 14:27

De acordo com um estudo da Fortinet, apenas no primeiro semestre de 2025 o Brasil registrou 315 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, o que representa 84% de todas as ocorrências da América Latina. Diante desse volume de ameaças, a segurança digital deixa de ser uma questão técnica restrita ao departamento de TI para se tornar uma prioridade jurídica e de reputação para as empresas. Nesse cenário, a minuta da Lei Geral da Cibersegurança, apresentada pelo CNCiber em abril de 2026, se torna cada vez mais urgente. Embora o texto ainda precise passar pela aprovação do Congresso, ele já desenha o novo padrão de proteção para redes e sistemas no Brasil. A minuta, que prevê 180 dias para adequação após a aprovação da lei, não apenas organiza as regras de segurança cibernética em nível nacional, como também estabelece o Sistema Nacional de Cibersegurança e uma Autoridade Nacional para fiscalizar o setor, trazendo uma clareza regulatória que o mercado ainda não tinha. LGPD x Lei Geral da Cibersegurança Diferente da LGPD, que foca na privacidade e no tratamento de dados pessoais, a nova Lei Geral da Cibersegurança tem um escopo mais amplo, voltado à proteção de infraestruturas digitais e redes e na resiliência contra ataques como o ransomware. Sua empresa está preparada para lidar com um vazamento de dados? Enquanto a legislação publicada em 2018 regula como as empresas coletam, armazenam e compartilham informações de pessoas físicas, a Lei Geral de Cibersegurança olha para os ativos tecnológicos e a continuidade da operação, independentemente de haver dados pessoais envolvidos. Essa diferença cria um desafio para o compliance digital: o seu negócio pode estar em dia com a privacidade dos clientes e, ainda assim, estar em risco perante a nova lei se não contar com controles de segurança, ferramentas de monitoramento ou planos de ação para responder a invasões que paralisem os sistemas. Simplificando o comparativo: enquanto a LGPD protege o ouro (ou seja, os dados pessoais), a Lei Geral da Cibersegurança foca na resistência do cofre (a infraestrutura tecnológica). Não basta garantir que o dado esteja sob sigilo se a estrutura que o protege puder ser danificada. Por isso, as duas leis são complementares: enquanto uma cuida da informação, a outra garante que o sistema onde ela trafega permaneça seguro. 3 destaques da nova lei A proposta estabelece os pilares de como o governo pretende fiscalizar e punir quem não priorizar a segurança digital: A lei cria o Sistema Nacional de Cibersegurança (SNCiber), que seria coordenado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e uma autoridade específica para ditar as regras e monitorar o mercado. Atualmente, a Anatel é a principal candidata para assumir o lado operacional da fiscalização O descumprimento das normas envolve penalidades que incluem: advertência com prazo para correção, multas que podem chegar a 2% do faturamento — limitadas a R$ 50 milhões por infração —, suspensão da distribuição de produtos ou serviços de cibersegurança e restrição ao acesso a financiamentos públicos O texto enquadra como serviços essenciais áreas como comunicações, serviços via satélite, data centers e nuvem. Estão obrigados a se adequar os operadores de infraestruturas críticas e provedores de serviços essenciais, além de entes públicos. O alcance se estende também aos fornecedores diretos e indiretos, ou seja, se o seu negócio faz parte da cadeia de suprimentos de um setor crítico, você também terá que seguir as diretrizes. Vale destacar ainda que a responsabilidade pela segurança não pode ser terceirizada: mesmo com parceiros externos envolvidos, o agente principal responde pela implementação das medidas Quem precisa se adequar agora e como agir A minuta prevê um prazo de 180 dias para adequação após a aprovação da lei, contados a partir da publicação oficial. É um período curto para mudanças estruturais, o que reforça a importância de iniciar o diagnóstico antes mesmo da sanção final pelo Congresso. A regra atinge qualquer operadora de infraestrutura crítica, provedora de serviços essenciais e a sua cadeia de suprimentos. Entenda por onde começar: Identifique de forma minuciosa os sistemas que sustentam o seu negócio e faça um inventário rigoroso de permissões para saber quem acessa cada base de dados e por qual motivo Designe um responsável por cibersegurança integrado à alta administração da sua empresa Implemente uma Equipe de Tratamento e Resposta a Incidentes (ETIRs), ou seja, um grupo dedicado à prevenção e à ação rápida diante de crises cibernéticas Estabeleça controles técnicos e operacionais que façam sentido para o porte e o nível de risco da sua empresa. Isso inclui manter planos de gestão de incidentes atualizados e protocolos para notificar autoridades e usuários afetados em caso de invasões relevantes Avalie seus fornecedores de tecnologia, incluindo os de ferramentas de CRM, automação, analytics e armazenamento para que eles estejam alinhados à lei, lembrando que a responsabilidade pela integridade da operação não termina na contratação do serviço Antecipe-se à nova regulamentação com a Ligga Telecom Estar em dia com a nova Lei Geral da Cibersegurança é o que garante que o seu negócio continue crescendo sem interrupções, mesmo em um cenário de ataques cibernéticos constantes. Na Ligga Telecom, entregamos a inteligência necessária para blindar os seus sistemas e garantir que a sua infraestrutura esteja pronta para as novas exigências nacionais. Conheça todas as nossas soluções corporativas e comece a se preparar para o novo marco legal da cibersegurança no Brasil.

TCU libera novos consignados do INSS até análise final de recurso do governo

Publicado em: 08/05/2026 12:44

O ministro Marcos Bemquerer, do Tribunal de Contas da União (TCU), acolheu recurso apresentado pelo governo e autorizou a retomada da concessão de novos empréstimos pessoais consignados, apurou o g1. As modalidades “cartão de crédito consignado” e “cartão consignado de benefício”, no entanto, continuam suspensas. No recurso encaminhado à Corte, o governo solicitava a concessão de efeito suspensivo até o julgamento do mérito da ação envolvendo os novos empréstimos consignados. - Esta reportagem está em atualização Vídeos em alta no g1 No documento, o Executivo argumentou que a suspensão do empréstimo pessoal consignado com desconto em folha teria “relevantes impactos sociais e econômicos”, ao empurrar segurados para modalidades de crédito mais caras, para a informalidade ou até para situações de superendividamento. Segundo o governo, a medida também reduziria a circulação de recursos em setores sensíveis da economia. O g1 apurou que integrantes do governo se reuniram com o ministro na manhã de quarta-feira (6) para apresentar os argumentos do recurso. Em um novo encontro realizado nesta sexta-feira (8), ficou definido o desbloqueio da modalidade. Entenda o caso Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o INSS suspendesse imediatamente concessão de novos empréstimos pessoais consignados até que as travas de segurança e controles internos estejam adequados no sistema eConsignado. A Corte de Contas também mandou suspender novas concessões de crédito consignado nas modalidades “cartão de crédito consignado” e “cartão consignado de benefício” até que o tribunal volte a decidir sobre o tema. Segundo o ministro relator, Marcos Bemquerer, as medidas são necessárias diante do risco iminente de danos ao erário e aos segurados do INSS, visto que a ausência desses controles permite a ocorrência de fraudes críticas, como consignações em nome de pessoas falecidas, contratações sem suporte contratual ou com identificação biométrica prejudicada, entre outros. 🔎A decisão foi dada no contexto de uma representação que apontou indícios de práticas abusivas e fraudulentas em empréstimos consignados, impulsionadas pelo vazamento de dados sigilosos de aposentados e pensionistas do INSS. Fachada do edifício-sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Brasília (DF) Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Palavras-chave: vazamento de dados

Hackers ligados ao ataque à Rockstar afirmam invasão com roubo massivo no Canvas

Publicado em: 08/05/2026 08:59 Fonte: Tudocelular

A Instructure, empresa responsável pela plataforma educacional Canvas, confirmou ter sofrido um grande incidente de segurança cibernética envolvendo acesso não autorizado a dados de usuários. O caso ganhou repercussão após o grupo de ransomware ShinyHunters afirmar ter roubado informações relacionadas a cerca de 280 milhões de estudantes, professores e funcionários de instituições de ensino. Segundo informações divulgadas pela própria companhia, o ataque afetou instâncias do Canvas utilizadas por 8.809 universidades, escolas e plataformas educacionais. Entre os dados potencialmente expostos aparecem nomes, endereços de e-mail e até mensagens privadas trocadas dentro do sistema.O vazamento de dados do Canvas foi revelado oficialmente pela Instructure no dia 1º de maio. A empresa afirmou ter identificado uma ação conduzida por um “agente criminoso” após exploração de uma vulnerabilidade ligada às contas Free-For-Teacher da plataforma.Clique aqui para ler mais

Ex-chefe do WhatsApp no Brasil cria ONG para denúncias contra big techs; entenda como funciona

Publicado em: 05/05/2026 05:03

Daniela da Silva é ex-diretora do WhatsApp no Brasil CTRL+Z/Rebeca Figueiredo O Brasil acaba de ganhar uma ONG voltada a receber denúncias contra big techs. A CTRL+Z permite que usuários que tiveram problemas com plataformas como Instagram, Facebook, Google e X registrem seus casos e tenham acesso a suporte de advogados sem custo. A iniciativa também abre espaço para que funcionários dessas empresas façam denúncias e revelem práticas que ainda não vieram a público. 🔎 O que são big techs? O termo, em inglês, se refere às grandes empresas de tecnologia. Fazem parte desse grupo companhias como Apple, Amazon, Google, Microsoft e Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp). Em comum, elas dominam o mercado digital, concentram milhões de usuários e estão entre as maiores empresas do mundo. Por enquanto, a iniciativa está em fase de testes, o que significa que o suporte ainda pode demorar, segundo as responsáveis pela ONG, as jornalistas Tatiana Dias e Daniela da Silva. Vídeos em alta no g1 Daniela era chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil e deixou a empresa após Mark Zuckerberg anunciar o fim do programa de checagem de fatos na companhia. (saiba mais abaixo) Em conversa com o g1, Daniela afirmou que o objetivo da CTRL+Z é criar uma cultura de responsabilização das big techs. Segundo ela, a ONG busca parcerias e já conta com uma equipe de advogados para atuar nos casos. "E já surgiram ofertas. Começamos a receber várias mensagens de escritórios de advocacia interessados em fechar parceria", disse. Tatiana Dias é uma das fundadoras da ONG CTRL+Z. CTRL+Z/Rebeca Figueiredo Como funciona É possível fazer uma denúncia gratuitamente pelo site oficial da ONG (https://ctrlz.org.br/add/). Segundo as responsáveis, as vítimas podem relatar casos como encerramento de conta sem aviso, perfil falso, vazamento de dados pessoais, bloqueio temporário injustificado ou perda de acesso, por exemplo, em situações de conta hackeada. Daniela citou como exemplo o caso de uma pessoa que teve uma conta do Google, usada há 20 anos, suspensa de forma equivocada, segundo ela, sob suspeita de uso de imagem de exploração infantil. Ela explica que, por causa do login único da empresa, a suspensão da conta principal pode levar à perda de acesso a diversas plataformas e ferramentas essenciais. "Além dos prejuízos financeiros, pois muita atividade econômica hoje está diretamente ligada a essa presença online", afirmou. Segundo ela, após a atuação da ONG, o acesso foi recuperado. 🗣️ Para denunciar, no site oficial tem um formulário onde as vítimas devem informar o nome da plataforma e descrever o problema, relatando o que aconteceu, se houve contato com a empresa e se teve respostas. 🔍Também é possível anexar provas e fornecer dados pessoais, como nome, cidade e e-mail. Ao final, a pessoa pode indicar se autoriza o contato de um advogado para tirar dúvidas e prestar auxílio, além de decidir se permite ou não a divulgação pública do caso. Segundo as fundadoras, a ONG preferiu não usar formulários de big techs, como Google Forms e Microsoft Forms, para impedir que essas empresas tenham acesso ao conteúdo das denúncias. Por isso, utiliza um sistema com criptografia de ponta a ponta, uma camada de proteção em que apenas remetente e destinatário conseguem acessar as informações enviadas. Já o #VazaBigTech é o programa criado pela ONG para incentivar funcionários de big techs a denunciar casos de interesse público. Embora a plataforma possa ser acessada por navegadores comuns, as fundadoras destacam que o nível máximo de segurança e anonimato só é garantido com o uso do navegador Tor, que dificulta o rastreamento na internet. O objetivo é reunir relatos, documentos e informações sobre decisões consideradas arbitrárias ou negligências com potencial interesse público. Tatiana Dias afirma que a ferramenta permite o envio de denúncias anônimas. Nesse caso, "nem a gente tem como saber quem é", diz, ressaltando que a identidade da fonte permanece protegida. ONG foi criada por ex-chefe do WhatsApp no Brasil Mark Zuckerberg anuncia que Meta vai encerrar sistema de checagem de fatos Daniela da Silva deixou a Meta no início de 2025. Ela era diretora de políticas públicas do WhatsApp no Brasil e atuou no cargo entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025. A saída dela ocorreu após Mark Zuckerberg anunciar, em um vídeo, o fim da checagem de fatos nos EUA. Na ocasião, o executivo também disse que a Meta passaria a pressionar governos, em parceria com a administração Trump, contra o que classificou como tentativas de censura a companhias americanas. Ao g1, Daniela disse que já havia sinais de aproximação da Meta com o governo Trump, mas que a forma como isso se concretizou internamente, por meio do vídeo de Zuckerberg, foi uma surpresa. Ela disse que ficou sabendo da mudança "junto com todo mundo", ou no máximo uma hora antes da divulgação ao público. A brasileira expôs sua indignação em uma publicação no LinkedIn, onde também anunciou sua demissão. "A velocidade e a intensidade dessa virada retórica da Meta, e a adesão a uma base ideológica tão distinta dos valores que orientavam meu o trabalho até então (pensando nas medidas de integridade e segurança implementadas no WhatsApp nos últimos anos), isso simplesmente não é algo que eu possa compreender, muito menos apoiar", escreveu ela no LinkedIn. Daniela afirmou ao g1 que sua saída não foi planejada. "Foi inesperada e eu não tinha exatamente um plano do que fazer depois, eu não estava saindo de uma empresa indo para outra". Ela também disse que a decisão de deixar a Meta e criar uma ONG foi motivada pela percepção de que há insatisfação dentro das big techs. "Muitos funcionários dessas empresas pensam diferente do que a companhia defende e estão preocupados, mesmo trabalhando lá dentro". Brasileira processa empresa do youtuber MrBeast por assédio