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Dona do Snapchat vai demitir 1.000 funcionários e cita eficiência com IA

Publicado em: 15/04/2026 14:21

App do Snapchat. Richard Drew/AP Foto A Snap, dona do Snapchat, anunciou nesta quarta-feira (15) que vai demitir cerca de 1.000 funcionários, o equivalente a 16% da equipe total. Segundo a empresa, a decisão está ligada, entre outros fatores, aos ganhos de eficiência com o uso de inteligência artificial. Em dezembro passado, a companhia tinha cerca de 5.261 funcionários. 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A medida também inclui o fechamento de mais de 300 vagas em aberto e ocorre semanas após a pressão da Irenic Capital Management, investidora com cerca de 2,5% de participação na companhia, para que a Snap otimize seu portfólio e melhore o desempenho. A empresa afirmou que os avanços em IA têm permitido simplificar operações e trabalhar com equipes menores. De acordo com a Snap, mais de 65% do novo código já é gerado com auxílio da tecnologia, enquanto tarefas críticas são direcionadas a equipes mais enxutas e a agentes de IA. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Por volta das 10h58 (horário de Brasília), as ações da empresa subiam cerca de 8%, mas ainda acumulavam queda próxima de 30% no ano. A Snap também tem investido em sua divisão de óculos de realidade aumentada, os Specs, que devem ser lançados ainda este ano. A Irenic Capital, no entanto, defende que a empresa avalie desmembrar ou encerrar a operação, citando investimentos superiores a US$ 3,5 bilhões e perdas anuais próximas de US$ 500 milhões. O fundo também pediu cortes mais amplos de custos. Segundo o presidente-executivo da Snap, Evan Spiegel, a empresa espera economizar mais de US$ 500 milhões em despesas anualizadas até o segundo semestre com as demissões, como parte de um plano mais amplo de redução de custos operacionais e de remuneração baseada em ações. LEIA TAMBÉM: Booking alerta clientes para possível vazamento de dados Galaxy A57 e A37: Samsung lança novos celulares intermediários com foco em IA Nissan vai enxugar oferta de carros e ampliar uso de direção com inteligência artificial EUA registram domínio 'alien.gov' após Trump mandar divulgar arquivos de supostos ETs Golpistas criam páginas falsas para vender ingressos de shows do BTS no Brasil Da infância na Ucrânia até a lista da Forbes: quem foi Leonid Radvinsky,dono do OnlyFans

Golpe do falso médico: comerciante perde R$ 2,5 mil em cobrança por exame em hospital no interior de SP

Publicado em: 09/04/2026 14:50

Atenção ao "golpe do hospital" com parentes de pessoas internadas Uma comerciante de Jacareí perdeu R$ 2,5 mil após cair no golpe do falso médico em um hospital em São José dos Campos, no interior de SP. Segundo a vítima, Adriana de Paula Silva, em entrevista à Rede Vanguarda, o criminoso entrou em contato com a mulher pelo celular, se passando por um profissional de saúde, e disse que o filho dela — que estava internado — precisava fazer um exame com urgência. Na mensagem, ele afirmou que o procedimento não poderia esperar a liberação do convênio e que seria necessário fazer o pagamento imediato, via Pix. Adriana relatou que a última informação que tinha era de que o filho estava se recuperando de uma cirurgia, o que aumentou o desespero diante da suposta emergência. Ela conseguiu o dinheiro emprestado com amigos e realizou a transferência de R$ 2,5 mil. Desconfiada, a comerciante foi até o hospital para entender a situação e descobriu que tudo não passava de um golpe. "Se essas informações estão saindo de dentro do hospital, então eles têm que tomar uma providência, porque tem outras pessoas envolvidas. Quando eu cheguei lá, eu fui a sexta pessoa", afirmou Adriana. Comerciante de Jacareí relatou desespero ao receber mensagens de falso médico. Reprodução/TV Vanguarda Casos semelhantes já foram registrados no Vale do Paraíba. Em outra situação, uma família — que preferiu não se identificar — recebeu mensagens de um suposto médico informando que uma paciente internada na UTI precisava de um exame urgente. O golpista chegou a ligar para reforçar a história e afirmou que uma bactéria havia sido encontrada no sangue da paciente, o que exigiria rapidez no procedimento. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Na sequência, ele perguntou se a família poderia pagar pelo exame de forma particular, com promessa de reembolso, e informou o valor de R$ 4,9 mil. Mensagem recebida por outra família do Vale do Paraíba em golpe de falso médico. Reprodução/TV Vanguarda Segundo o advogado Rodrigo Souza, os criminosos se aproveitam de momentos de fragilidade emocional das famílias. Eles se passam por médicos e utilizam informações detalhadas sobre o estado de saúde dos pacientes para dar credibilidade ao golpe. O advogado explica que, nesses casos, a responsabilidade pelo vazamento de dados sensíveis pode ser atribuída ao hospital. Ele afirma ainda que, além da possibilidade de indenização por danos materiais, também pode haver direito à reparação por danos morais, mesmo quando não há prejuízo financeiro, mas há abalo emocional. "Quando, na melhor das hipóteses, não acontece o prejuízo financeiro — por algum motivo não consegue fazer a transferência, algo nesse sentido — a gente defende a tese de que o dano moral já está presumido", explicou o advogado. Procurado, o Hospital Antoninho da Rocha Marmo, em São José dos Campos, informou que não realiza cobranças por telefone e orienta que qualquer contato suspeito seja desconsiderado e comunicado à instituição. O hospital afirmou ainda que todas as denúncias são apuradas internamente, com atuação da ouvidoria e do setor jurídico, além de monitoramento permanente com apoio da área de tecnologia da informação. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

Secretaria de Fazenda do Rio abre sindicância para apurar suspeita de fraude no sistema do IPTU

Publicado em: 02/04/2026 08:44

Secretaria de Fazenda do Rio abre sindicância para apurar fraude no IPTU A Secretaria Municipal de Fazenda do Rio de Janeiro abriu uma sindicância para apurar uma tentativa de fraude no sistema de cadastro do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). A investigação foi instaurada após um dispositivo eletrônico ter sido encontrado em um computador de atendimento do plantão fiscal do imposto. Segundo relatos, o equipamento teria sido utilizado para capturar logins e senhas de servidores, levantando suspeitas de uso indevido de credenciais funcionais. Ainda de acordo com essas informações, mais de 200 matrículas imobiliárias teriam sido alteradas, o que pode ter impactado os valores cobrados de IPTU. A suspeita é que dados cadastrais tenham sido modificados a partir do acesso ao sistema com credenciais de fiscais possivelmente comprometidas pelo dispositivo. Há indícios de que ao menos 7 servidores possam ter tido suas credenciais expostas. O caso, segundo relatos, foi descoberto após um contribuinte perceber uma redução no valor do imposto em relação ao ano anterior e procurar a prefeitura para entender a divergência. A partir disso, foi iniciada uma verificação interna, que levou à identificação do equipamento. Um servidor público e um despachante são suspeitos de participação no possível esquema. O caso é alvo de apuração interna conduzida pela administração municipal. IPTU 2026 no Rio Reprodução O que diz a secretaria Em nota, a Secretaria Municipal de Fazenda afirmou que o caso é “pontual e isolado, sem indícios de prática sistêmica”. Segundo o órgão, o dispositivo foi identificado em apenas um computador do plantão fiscal do IPTU, destinado à captura de dados de login e senha. “A situação foi prontamente detectada e solucionada, sem qualquer evidência de acesso indevido ao sistema do IPTU ou de vazamento de dados de contribuintes”, informou a pasta. A secretaria também afirmou que a sindicância foi instaurada para apuração detalhada dos fatos e eventual responsabilização e que o procedimento é sigiloso. Sobre a suposta redução de valores de IPTU, o órgão declarou que “não foram identificados elementos que indiquem irregularidade” e reiterou o compromisso com a integridade e a segurança das informações fiscais.

Palavras-chave: vazamento de dados

Moraes limita atuação do Coaf para fornecer relatórios de inteligência financeira

Publicado em: 27/03/2026 14:19

Flávia Oliveira analisa que decisão de Moraes sobre RIFs abre brecha para anulação de provas O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs nesta sexta-feira (27) restrições para o compartilhamento de relatórios de inteligência financeira, os chamados RIFs, produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). 🔎Esses relatórios detalham movimentações bancárias suspeitas de pessoas físicas ou jurídicas. Os critérios serão aplicados para a Justiça e também para as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), por exemplo. Entre as exigências, estão: os dados só poderão ser requisitados se tiver uma investigação formalmente aberta, ou em um processo administrativo e judicial de natureza sancionada; e o pedido tem que tratar especificamente do alvo da investigação. Moraes decidiu que o Coaf só estabeleça relatórios com: identificação objetiva do investigado ou do sujeito potencialmente sancionável; pertinência temática estrita entre o conteúdo do RIF e o objeto da apuração; impossibilidade de fishing expedition (pesca probatória). 'Risco sistêmico' Na decisão, Moraes afirma que há dados concretos de que há grave desvirtuamento da utilização dos relatórios, o que impacta diretamente direitos fundamentais e o regular funcionamento do sistema de Justiça. O ministro Alexandre de Moraes Wilton Junior/Estadão Conteúdo Segundo o ministro, os relatórios "passavam a ser utilizados como instrumento de pressão, constrangimento e extorsão, completamente dissociados de finalidade legítima de persecução penal, com grave violação à intimidade financeira e à autodeterminação informacional dos atingidos". "A gravidade do quadro é reforçada pelo fato de que as próprias autoridades responsáveis pela apuração descreveram o fenômeno como uma “epidemia” na utilização de RIFs, expressão que, longe de ser retórica, revela a disseminação estrutural da prática, e não a ocorrência de episódios isolados". Para Moraes, existe uma situação que evidencia risco sistêmico. "A ausência de balizas constitucionais claras e imediatamente aplicáveis tem permitido a normalização do uso de instrumentos de inteligência financeira como meio de prospecção patrimonial indiscriminada, abrindo espaço para abusos reiterados e institucionalmente corrosivos". O ministro ressaltou que a análise feita pelo Coaf não autoriza "acesso livre ou irrestrito a contas bancárias" e "não se presta a devassas genéricas". "Não se destina à coleta prospectiva dedados patrimoniais, nem tampouco à produção de relatórios “sob encomenda”, avalia. "O ponto central da controvérsia constitucional reside não na existência ou na validade abstrata da inteligência financeira, mas na forma como os RIFs vêm sendo requisitados, incorporados e utilizados em procedimentos estatais, muitas vezes sem investigação formal instaurada, sem finalidade sancionadora definida e sem controle jurisdicional efetivo". Vazamento As determinações do ministro ocorrem em meio a investigação autorizada por Moraes que investiga o vazamento indevido de dados de autoridades, entre eles, ministros do Supremo e Tribunal de Contas da União, além de políticos. PF faz operação contra suposto vazamento de dados sigilosos de ministros do STF e parentes A PF prendeu um contador que é apontado como "um dos mandantes" da organização criminosa que obteve ilegalmente e vendeu dados sigilosos de autoridades brasileiras e seus familiares. A quadrilha teria roubado dados da Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF) de 1.819 pessoas.

Palavras-chave: vazamento de dados

'Não houve vazamentos de dados da sala-cofre da CPI do INSS até o momento', diz Viana

Publicado em: 24/03/2026 14:55

Presidente da CPMI do INSS negou invasão ao local e afirmou que informações sobre fotos de O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, negou nesta terça-feira (24) que tenha ocorrido qualquer vazamento de dados ou invasão à sala-cofre da comissão, local onde ficam guardados materiais sigilosos, como o conteúdo dos celulares apreendidos do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso. Ao Estúdio i, da GloboNews, o parlamentar rebateu informações de que integrantes do colegiado teriam entrado no local sem autorização para filmar arquivos que estariam na nuvem dos aparelhos. "Até o momento não houve qualquer vazamento das informações que estavam na sala-cofre. O que nós temos até agora são apenas boatos, suposições e informações vagas. Nenhuma confirmação de vazamento", disse Viana. Questionado sobre a segurança do local, o senador garantiu que a vigilância é "severa" e monitorada por câmeras 24 horas por dia. "Ninguém invadiu a sala-cofre sem autorização, não há como fazer isso. Todos os acessos são filmados", explicou. Viana revelou, porém, que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, chegou a procurá-lo após a defesa de uma das investigadas relatar que veículos de imprensa estariam fazendo perguntas baseadas em supostas informações da sala-cofre. "Isso levou o ministro a conversar comigo e tomamos a decisão de o material ser devolvido ao Supremo Tribunal Federal. Mas, repito, a informação de invasão não é verdadeira", pontuou. "Nós só podemos fazer uma investigação efetiva quando tivermos fatos. Se tivéssemos qualquer cena feita com óculos escondido, como era a denúncia, aí sim teríamos dado sequência. A polícia está orientada, mas o fará quando eu determinar como presidente", concluiu o senador, reforçando que os parlamentares já foram avisados de que qualquer quebra de sigilo resultará em apuração rigorosa. Decisão de Mendonça é 'vitória do povo' O senador afirmou que a decisão do ministro André Mendonça, de determinar a prorrogação do colegiado, representa uma "vitória do povo e dos aposentados". Viana criticou a falta de diálogo com o presidente do Senado, David Alcolumbre (União-AP), e disse que a judicialização do prazo foi necessária porque a Secretaria-Geral da Mesa teria se recusado a receber o requerimento de prorrogação, mesmo com as assinaturas necessárias. "Nós não precisávamos de uma decisão do Supremo para que o presidente do Senado cumprisse o que é obrigação do Parlamento: investigar. Tínhamos as assinaturas e as exigências legais, mas infelizmente não quiseram nem receber o requerimento", afirmou o senador. A decisão de Mendonça na segunda-feira (23) deu um prazo de 48 horas para que Alcolumbre oficialize a prorrogação da CPMI. O presidente do Senado, por sua vez, solicitou um parecer da advocacia da Casa antes de responder à ordem judicial. Para Viana, a resistência interna no Congresso é injustificada diante dos resultados apresentados pela comissão. "Eu me pergunto: a quem interessa não investigar? Já pedimos a prisão de 21 pessoas e temos R$ 3,5 bilhões em bens apreendidos. A decisão do Mendonça melhora a imagem do próprio STF e do Parlamento", defendeu.

Palavras-chave: vazamento de dados

Crunchyroll se pronuncia sobre o caso de vazamento de informações

Publicado em: 24/03/2026 10:20 Fonte: Tudocelular

A Crunchyroll se pronunciou após rumores sobre um possível vazamento de dados envolvendo sua base de usuários. As alegações começaram a circular nas redes sociais na última segunda-feira, levantando preocupações sobre um suposto ataque cibernético. Segundo informações divulgadas por veículos especializados, o incidente teria ocorrido em meados de março, possivelmente ligado à Telus, fornecedora de suporte operacional para grandes companhias. Um agente malicioso afirma ter inserido malware no sistema, com acesso potencial a dados como e-mails, endereços IP e informações de cobrança.Em resposta aos rumores sobre vazamento de dados confidenciais, a Crunchyroll afirmou que a investigação segue em andamento, com apoio de especialistas em segurança. A empresa destacou que, até o momento, não há evidências de acesso contínuo aos sistemas nem confirmação de um vazamento amplo de dados sensíveis.Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: hackervazamento de dados

Moraes manda prender contador suspeito de quebra de sigilo fiscal de parentes de autoridades

Publicado em: 21/03/2026 21:52

Alexandre de Moraes durante julgamento da Primeira Turma do STF sobre os acusados de mandar matar Marielle Franco Mateus Bonomi/Reuters O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Washington Travassos de Azevedo, contador suspeito de obter ilegalmente dados de magistrados e outras autoridades. Segundo investigação da Polícia Federal, o contador é suspeito de ser "um dos mandantes" da organização criminosa que obteve ilegalmente e vendeu dados sigilosos de autoridades brasileiras e seus familiares. A prisão ocorreu na sexta-feira (13), pela Polícia Federal. No dia seguinte, Azevedo passou por uma audiência de custódia, que manteve a prisão. 🔎 A audiência de custódia é um rito previsto na lei penal. Serve para analisar as circunstâncias da prisão: se a ordem de prisão foi realizada dentro do que prevê as normas penais; e se houve respeito à integridade física e psicológica do preso. Além disso, é na audiência que a Justiça decidir ainda se a prisão será mantida ou não. Em fevereiro, a Polícia Federal realizou a primeira fase da operação de busca e apreensão contra servidores públicos em três estados. A ação da PF ocorreu em meio à investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo autoridades. Os servidores foram ouvidos pelos policiais. De acordo com a decisão de Moraes, a quadrilha teria roubado dados da Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF) de 1.819 pessoas. PF faz buscas para apurar vazamento de dados da Receita "Teria acessado dados constantes das DIRPF, entre os quais pessoas vinculadas a Ministros do STF, Ministros do TCU, Deputados Federais, ex-Senadores da República, ex-Governador, dirigentes de agências reguladoras, empresários e outras personalidades de notoriedade pública", afirmou Moraes. O que diz a Receita A Receita Federal informou que antes da operação realizada nesta terça, abriu auditoria prévia para apurar as suspeitas. O procedimento, segundo a instituição, ainda está em andamento. "Em 12 de janeiro desde ano, o STF solicitou à Receita Federal auditoria em seus sistemas para identificar desvios no acesso a dados de ministros da Corte, parentes e outros nos últimos 3 anos. O trabalho foi incluído em procedimento que já havia sido aberto no dia anterior pela Corregedoria da Receita Federal com base em notícias veiculadas pela imprensa", diz nota da Receita. A instituição reforçou "não tolerar" qualquer tipo de desvio, especialmente relacionados ao sigilo fiscal. Acrescentou que, desde 2023, foram ampliados os controles de acessos a dados e concluídos sete processos disciplinares, que resultaram em três demissões. "A auditoria, que envolve dezenas de sistemas e contribuintes, está em andamento, sendo que desvios já detectados foram preliminarmente informados ao relator no STF. Os sistemas da Receita Federal são totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal", prossegue a nota.

Palavras-chave: vazamento de dados

Banco Central comunica vazamento de dados cadastrais de 28,2 mil chaves PIX da Pefisa

Publicado em: 20/03/2026 18:06

O Banco Central do Brasil (BC) informou nesta sexta-feira (13) que houve vazamento de dados cadastrais vinculados a chaves PIX sob responsabilidade do Pefisa, Crédito, Financiamento e Investimento, em razão de falhas pontuais em sistemas dessa instituição. 🗓️ O vazamento dos dados aconteceu entre 30 de agosto de 2025 a 27 de fevereiro de 2026. 🗝️ Ao todo, foram expostos dados de 28.203 chaves, incluindo nome do usuário, CPF, instituição de relacionamento, número da agência, número e tipo da conta, data de abertura da conta e data de criação e de posse da chave PIX. 🔎 Em sua página na internet, a Pefisa informa que é uma fintech (empresa de tecnologia que oferecem serviços financeiros digitais) e braço financeiro do grupo Pernambucanas, sendo responsável pelo desenvolvimento e gestão de de produtos como cartões, empréstimos pessoais, seguros e contas dititais. "Não foram expostos dados sensíveis, tais como senhas, informações de movimentações ou saldos financeiros em contas transacionais, ou quaisquer outras informações sob sigilo bancário. As informações obtidas são de natureza cadastral, que não permitem movimentação de recursos, nem acesso às contas ou a outras informações financeiras", diz o Banco Central. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo a autoridade monetária, as pessoas que tiveram seus dados cadastrais obtidos a partir do incidente serão notificadas exclusivamente por meio do aplicativo ou pelo internet banking de sua instituição de relacionamento. "Nem o BC nem as instituições participantes usarão quaisquer outros meios de comunicação aos usuários afetados, tais como aplicativos de mensagens, chamadas telefônicas, SMS ou e-mail", acrescentou a autoridade monetária. O Banco Central informa ainda que foram adotadas as ações necessárias para a apuração detalhada do caso e serão aplicadas as medidas sancionadoras previstas na regulação vigente. Banco Central comunica vazamento de dados cadastrais de 28,2 mil chaves PIX da Pefisa Reprodução/Redes sociais

Relatório da PF sobre suposto esquema criminoso de deputado federal cita conversas com cantor Wesley Safadão e família

Publicado em: 14/03/2026 11:25

A Polícia Federal encontrou conversas entre Wesley Safadão e familiares e o deputado federal Júnior Mano. Reprodução; Divulgação/ Câmara dos Deputados. O relatório da Polícia Federal que apontou o envolvimento do deputado federal Júnior Mano (PSB) em um esquema de negociação de emendas parlamentares, fraudes a licitações de prefeituras e financiamentos ilegais de campanhas eleitorais no Ceará também mostrou que o parlamentar mantinha negociações constantes com o cantor Wesley Safadão e sua família. As conversas encontradas no aparelho celular do parlamentar mostram que Júnior Mano solicitou patrocínio de R$ 200 mil a uma empresa de Safadão, pouco após o artista fechar contrato para show na cidade de Nova Russas, que tem como prefeita a esposa do deputado, Giordanna Mano (PRD). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Júnior Mano também aparece discutindo apoios políticos com o irmão de Safadão, Yvens Watilla, e pedindo ao Ministério dos Portos e Aeroportos a liberação de aeronaves do cantor para que ele pudesse usar durante a campanha eleitoral. As conversas encontradas no aparelho celular do parlamentar fazem parte da investigação da PF sobre o grupo criminoso que seria liderado pelo ex-prefeito de Choró, Bebeto Queiroz (PSB), foragido há mais de um ano, e por Júnior Mano (PSB). A Polícia Federal apontou a participação de 13 pessoas no esquema, envolvidos em crimes como organização criminosa com fins eleitorais, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica eleitoral e captação ilícita de sufrágio. Safadão e família não são investigados por nenhum destes crimes. Por meio de nota enviada ao g1, Wesley Safadão disse que "não possui qualquer envolvimento político com as pessoas mencionadas" e que o pedido de patrocínio é "algo comum dentro do ambiente de eventos e entretenimento". "O artista segue dedicado integralmente à sua carreira musical", completou a nota. Por meio de nota, a assessoria jurídica do deputado Júnior Mano disse que a investigação da Polícia Federal "nada encontrou de relevante contra o deputado" e lamentou o "vazamento seletivo de informações sigilosas justamente num momento em que os partidos começam a definir as candidaturas para as eleições deste ano". Patrocínio e avião De acordo com o relatório da PF, Carlos Alberto Queiroz, o Bebeto, era o responsável por intermediar a destinação das emendas parlamentares do deputado Júnior Mano para prefeituras alinhadas ao grupo. O suspeito também negociava uma porcentagem da emenda que ficava com o grupo, uma “taxa” que variava entre 12 e 15% do recurso. As investigações apontam que Bebeto utilizava várias empresas, que tinham contratos com diversas prefeituras do interior do Ceará, para desviar recursos que eram utilizados tanto para enriquecimento ilícito quanto para financiar campanhas eleitorais de aliados, por meio de práticas como a compra de votos. Depois, as mesmas empresas conseguiam contratos nas prefeituras dos aliados eleitos. Entre as conversas captadas pelos investigadores, está a de Júnior Mano com Wesley Safadão. Em 2024, o deputado pede que a empresa de apostas de Safadão, a BetVip, patrocine em R$ 200 mil um evento em Nova Russas, cidade natal do parlamentar e sua base política. O cantor responde: "Vamos falar amanhã. Tô saindo agora para uma oração". O pedido para Safadão ocorreu pouco após a prefeitura de Nova Russas fechar um contrato de R$ 900 mil para que o cantor realizasse um show no evento Festeja Nova Russas, em 2024. O cantor se apresentou novamente no evento, em 2025, desta vez com um cachê de R$ 1,2 milhão. A atual prefeita do município, Giordanna Mano, é esposa de Júnior Mano. O relatório da PF sugere que o pedido de patrocínio de Júnior Mano para Safadão, na verdade, se trata "de solicitação camuflada de propina, com devolução de parte do valor contratado", em referência aos shows contratados pela prefeitura de Nova Russas. Ainda em 2024, Júnior Mano falou diretamente com o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, pedindo que ele acelerasse a liberação, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de duas aeronaves de Safadão que seriam usadas pelo deputado nas eleições de 2024. "Vou andar nesse [avião] menor nas campanhas, não aguento mais carro", disse o parlamentar ao ministro. Júnior Mano pediu que Ministério dos Portos e Aeroportos libarasse aeronaves de Wesley Safadão para ele usar Reprodução Outras conversas mostram a proximidade do parlamentar com Yvens Watilla, irmão de Safadão e administrador da sua carreira. Ao longo de uma série de conversas, Watilla e Júnior discutem quem apoiar em determinadas prefeituras, citam movimentações financeiras e pedidos para que o irmão do cantor fizesse intermediação com determinados políticos em prefeituras do interior. O relatório também cita que, durante cumprimento de mandados de busca e apreensão em um imóvel de Júnior Mano em Fortaleza, a PF encontrou na vaga de estacionamento do deputado um carro pertencente à empresa de Watilla. Para a Polícia Federal, as conversas evidenciam que "o relacionamento próximo entre o parlamentar e os familiares de Wesley Safadão não se limitou a fotografias, agendas e cordialidade: ele transbordou a para a gestão concreta de interesses". A defesa de Yvens Watilla não foi localizada para comentar a relação dele com Junior Mano e a investigação da Polícia Federal. A família de Wesley Safadão tem forte atuação na política na cidade cearense de Aracoiaba. Outro irmão do cantor, Wellington Silva de Oliveira, o Edim (PP), era prefeito do Município, até ser cassado pela Câmara dos Vereadores, em fevereiro deste ano. Pai e mãe do artista também foram vereadores na cidade. Como funcionava suposto esquema criminoso Esquema envolvendo deputado federal Júnior Mano (PSB) e ex-prefeito Bebeto Queiroz (PSB) negociava emendas parlamentares, fraudes em licitações de prefeituras e financiamento ilegal de campanhas eleitorais no Ceará Reprodução De acordo com a Polícia Federal, o deputado Júnior Mano e o ex-prefeito Bebeto operavam o esquema de distribuição de emendas parlamentares com cobrança de retorno financeiro. A PF indica que a estrutura montada por Bebeto já existia antes da entrada de Júnior Mano. Com sua chegada, porém, o deputado passou a contribuir com recursos que ampliaram o alcance do esquema. “A partir da influência de Junior Mano na captação de emendas, o grupo de Bebeto direcionava os recursos para determinados municípios estratégicos, onde a alocação financeira serviria de base para a cooptação política de prefeitos e a posterior manipulação dos processos de contratação pública”, diz o relatório da PF, ao qual o g1 teve acesso. O grupo ficava com parte do dinheiro das emendas, valor que variava entre 12 e 15% do recurso. Além disso, o caixa das empresas envolvidas era utilizado para movimentações financeiras expressivas, com o envio de milhares de reais tanto por transações via Pix quanto no saque de dinheiro vivo. O esquema se retroalimentava: mais tarde, uma vez que os candidatos apoiados pelo grupo fossem eleitos, as empresas do esquema conseguiam contratos com as prefeituras dos aliados eleitos. O relatório cita pelo menos dez empresas suspeitas de envolvimento no esquema. De acordo com análise de 2025 da Controladoria-Geral da União (CGU), nove dessas empresas envolvidas no esquema receberam de prefeituras cearenses cerca R$ 455,5 milhões entre janeiro de 2023 e janeiro de 2025. Bebeto Queiroz e Júnior Mano são acusados de chefiar grupo criminoso envolvido em fraudes e compra de votos no Ceará Reprodução Nas conversas, Bebeto constantemente orienta os supostos proprietários das empresas sobre valores que eles devem enviar para políticos aliados. Os operadores enviavam os valores e depois compartilhavam os comprovantes com Bebeto. Em outras conversas, Bebeto negocia a compra de votos nas eleições de 2024 por valores entre R$ 200 e R$ 500. O político costumava dizer que estava realizando atividades a pedido ou em favor de Júnior Mano, inclusive visitava gestores apoiados pelo grupo ou realizava transferências de dinheiro a pessoas indicadas pelo parlamentar. Os investigadores encontraram uma lista com pelo menos 71 prefeituras do Ceará que estariam vinculadas ao deputado. Destas, os candidatos apoiados pelo grupo teriam sido eleitos em aproximadamente 50 cidades. Não está claro se os políticos receberam dinheiro do esquema. Bebeto Queiroz está foragido há mais de um ano. Redes sociais/Reprodução O que dizem os citados no relatório Júnior Mano: Depois de um ano de uma ruidosa investigação,  a Polícia Federal nada encontrou de relevante contra o deputado Júnior Mano. As conclusões do relatório final são exageradas, genéricas e sem provas. Júnior Mano não é ordenador de despesas, não participou de licitações e, portanto,  não tem como controlar a aplicação final de recursos federais. O deputado reafirma, com firmeza, que não cometeu qualquer irregularidade. É lamentável o vazamento seletivo de informações sigilosas justamente num momento em que os partidos começam a definir as candidaturas para as eleições deste ano. Esperamos que o inquérito aberto pela PF para apurar o vazamento de dados protegidos por sigilo apresente uma resposta clara contra o uso de informações processuais com fins políticos. Wesley Safadão: Wesley Safadão não possui qualquer envolvimento político com as pessoas mencionadas. A troca de mensagens divulgada entre o deputado Júnior Mano e o artista diz respeito exclusivamente a um pedido de patrocínio encaminhado ao cantor, algo comum dentro do ambiente de eventos e entretenimento. Não houve, por parte de Wesley, qualquer participação em articulações políticas, apoio a iniciativas dessa natureza ou relação com decisões institucionais. O artista segue dedicado integralmente à sua carreira musical e aos seus projetos profissionais. Bebeto Queiroz: A defesa do Senhor Carlos Alberto esclarece que todas as manifestações são apresentadas exclusivamente nos procedimentos respectivos, foro adequado para o debate das questões em análise. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: vazamento de dados

PF desvenda esquema de fraudes a licitações e a financiamento de campanhas envolvendo deputado federal do Ceará

Publicado em: 13/03/2026 22:12

Esquema envolvendo deputado federal Júnior Mano (PSB) e ex-prefeito Bebeto Queiroz (PSB) negociava emendas parlamentares, fraudes em licitações de prefeituras e financiamento ilegal de campanhas eleitorais no Ceará Reprodução Um relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no final de janeiro deste ano, revelou um suposto esquema de negociação de emendas parlamentares, fraudes a licitações de prefeituras e financiamentos ilegais de campanhas eleitorais no Ceará. O grupo criminoso seria liderado pelo ex-prefeito de Choró, Bebeto Queiroz (PSB), foragido há mais de um ano, e pelo deputado federal Júnior Mano (PSB), pré-candidato ao Senado pelo Ceará nas eleições deste ano. De acordo com o relatório da PF, Carlos Alberto Queiroz, o Bebeto, era o responsável por intermediar a destinação das emendas parlamentares do deputado Júnior Mano para prefeituras alinhadas ao grupo. O suspeito também negociava uma porcentagem da emenda que ficava com o grupo, uma “taxa” que variava entre 12 e 15% do recurso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp As investigações apontam que Bebeto utilizava várias empresas, que tinham contratos com diversas prefeituras do interior do Ceará, para desviar recursos que eram utilizados tanto para enriquecimento ilícito quanto para financiar campanhas eleitorais de aliados, por meio de práticas como a compra de votos. Depois, as mesmas empresas conseguiam contratos nas prefeituras dos aliados eleitos. O relatório cita pelo menos dez empresas suspeitas de envolvimento no esquema. De acordo com análise de 2025 da Controladoria-Geral da União (CGU), nove dessas empresas envolvidas no esquema receberam de prefeituras cearenses cerca R$ 455,5 milhões entre janeiro de 2023 e janeiro de 2025. Além do deputado e do ex-prefeito, a PF cita outras 10 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema. Entre elas estão a irmã de Bebeto, Cleidiane Queiroz, que gerenciava o esquema; um assessor parlamentar de Júnior Mano, Adriano Almeida Bezerra; e o sócio-proprietário da MK Serviços, principal empresa do esquema, Maurício Gomes Coelho. (Veja a lista completa ao fim da matéria) A Polícia Federal afirma que os envolvidos cometeram crimes como: Organização criminosa com fins eleitorais Lavagem de dinheiro Falsidade ideológica eleitoral Captação ilícita de sufrágio Em julho de 2025, Júnior Mano foi alvo de uma operação da PF que investigava um esquema de fraudes em licitações no Ceará. Bebeto Queiroz foi preso em novembro de 2024, antes de tomar posse como prefeito de Choró, por suspeita de chefiar um esquema criminoso de fraudes em contratos. Porém, Bebeto foi solto após alguns dias e foi alvo de novo mandado de prisão - que ainda não foi cumprido, em quase um ano e meio. Por meio de nota, a assessoria jurídica do deputado Júnior Mano disse que a investigação da Polícia Federal "nada encontrou de relevante contra o deputado" e lamentou o "vazamento seletivo de informações sigilosas justamente num momento em que os partidos começam a definir as candidaturas para as eleições deste ano". A defesa de Bebeto Queiroz, que está foragido há mais de um ano, disse que somente iria se manifestar nos autos. Como funcionava o esquema De acordo com a Polícia Federal, o deputado Júnior Mano e o ex-prefeito Bebeto operavam o esquema de distribuição de emendas parlamentares com cobrança de retorno financeiro. A PF indica que a estrutura montada por Bebeto já existia antes da entrada de Júnior Mano. Com sua chegada, porém, o deputado passou a contribuir com recursos que ampliaram o alcance do esquema. “A partir da influência de Junior Mano na captação de emendas, o grupo de Bebeto direcionava os recursos para determinados municípios estratégicos, onde a alocação financeira serviria de base para a cooptação política de prefeitos e a posterior manipulação dos processos de contratação pública”, diz o relatório da PF, ao qual o g1 teve acesso. O esquema se retroalimentava: mais tarde, uma vez que os candidatos apoiados pelo grupo fossem eleitos, as empresas do esquema conseguiam contratos com as prefeituras dos aliados eleitos. As informações apresentadas no relatório foram colhidas a partir de operações da Polícia Federal, de relatórios de movimentação financeira e da análise de aparelhos celulares dos suspeitos. O grupo ficava com parte do dinheiro das emendas, valor que variava entre 12 e 15% do recurso. Além disso, o caixa das empresas envolvidas era utilizado para movimentações financeiras expressivas, com o envio de milhares de reais tanto por transações via Pix quanto no saque de dinheiro vivo. Bebeto Queiroz e Júnior Mano são acusados de chefiar grupo criminoso envolvido em fraudes e compra de votos no Ceará Reprodução Nas conversas, Bebeto constantemente orienta os supostos proprietários das empresas sobre valores que eles devem enviar para políticos aliados. Os operadores enviavam os valores e depois compartilhavam os comprovantes com Bebeto. Em outras conversas, Bebeto negocia a compra de votos nas eleições de 2024 por valores entre R$ 200 e R$ 500. O político frequentemente citava estar realizando determinada atividade a pedido ou em favor de Júnior Mano, inclusive visitava gestores apoiados pelo grupo ou realizava transferências de dinheiro a pessoas indicadas pelo parlamentar. Também foram encontradas conversas nas quais o político contata um assessor de Júnior Mano, identificado como Adriano Bezerra Almeida, para que ele pressione funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) a processaram com rapidez o pagamento das emendas. Extensão do esquema Os investigadores encontraram uma lista com pelo menos 71 prefeituras do Ceará que estariam vinculadas ao deputado. Destas, os candidatos apoiados pelo grupo teriam sido eleitos em aproximadamente 50 cidades. Não está claro se eles receberam dinheiro do esquema. O próprio Bebeto concorreu e foi eleito prefeito de Choró em 2024, mas foi preso em novembro daquele ano, antes da posse. Ele foi solto em dezembro, após dez dias na cadeia, e fugiu logo depois. Ele está foragido desde então. Bebeto Queiroz, prefeito eleito de Choró, se entrega à Polícia em Fortaleza. Redes sociais/Reprodução A investigação aponta que o município de Choró, a base política de Bebeto, era o centro das operações do político. No entanto, sua atuação se estendia para dezenas municípios e envolvia diversas empresas. O relatório cita pelo menos dez empresas suspeitas de envolvimento no esquema, que movimentaram mais de R$ 455 milhões entre janeiro de 2023 e janeiro de 2025. São elas: PGL Serviços, Locações e Construções Edmar Pereira da Silva Cariri Edificações, Serviços e Conduções EIRELI, CNPJ 39.420.606/0001-11 MK Serviços, Construções e Transporte Escolar, CNPJ 35.864.328/0001-30 E A Roque Dinâmica Transporte Escolar e Serviços de Locação Y T Construções BR Construções de Edifícios Transporte e Serviços Empresa LR Serviços e Construções Loca X A empresa do grupo com o maior número de contratos e movimentações é MK Serviços. Sozinha, ela movimentou mais de R$ 318 milhões. Ela era controlada por Maurício Gomes Coelho, que figura como operador financeiro central do esquema. Antes de liderar a empresa, ele era empregado como vigilante. Conforme a PF, Maurício "acatava imediatamente as ordens de Bebeto, confirmando sua posição subordinada". As contas da empresa eram usadas, inclusive, para pagar despesas pessoais de Bebeto. Entre os municípios com o maior volume de verbas pagas à MK Serviços estão: Pacajus: R$ 37,3 milhões Canindé: R$ 33,8 milhões Aquiraz: R$ 24,2 milhões Quiterianópolis: R$ 22 milhões Itapajé: R$ 16,8 milhões Russas: R$ 15,9 milhões São Gonçalo do Amarante: R$ 14,7 milhões Ibicuitinga: R$ 14 milhões Nova Russas: R$ 11,5 milhões Essas prefeituras e agentes públicos dessas cidades não aparecem, no relatório final da PF, como investigados. Porém, as cidades fizeram as maiores remessas à empresa MK Serviços. Nova Russas, município que aparece entre aquelas com o maior volume de contratos com a MK Empreendimentos, é cidade natal de Júnior Mano e sua base política. Atualmente, a esposa do deputado, Giordanna Mano, é a prefeita do local. Segundo a PF, esse modelo de receber recursos de emendas e de empresas que mais tarde conseguiriam contratos e repassariam lucros para os aliados se elegeram configura “um esquema de perpetuação do poder, em que o financiamento ilícito garantiria a vitória de candidatos aliados e, em contrapartida, o direcionamento de contratos para empresas vinculadas ao grupo”. Quem é quem no esquema, segundo a PF ➡️Carlos Alberto Queiroz Pereira – “Bebeto Queiroz" Apontado como líder máximo da organização criminosa; Controlador de fato de empresas envolvidas no esquema; Articulava os esquemas de fraudes de licitações e desvio de verba; Negociador de apoio político e financiamento de campanhas. O que diz a defesa: A defesa do Senhor Carlos Alberto esclarece que todas as manifestações são apresentadas exclusivamente nos procedimentos respectivos, foro adequado para o debate das questões em análise. ➡️Deputado federal Júnior Mano Apontado como líder político e patrocinador institucional do esquema; Articulava emendas parlamentares; Patrocinava a compra de votos (como financiador e articulador). O que diz a defesa: Depois de um ano de uma ruidosa investigação,  a Polícia Federal nada encontrou de relevante contra o deputado Júnior Mano. As conclusões do relatório final são exageradas, genéricas e sem provas. Júnior Mano não é ordenador de despesas, não participou de licitações e, portanto,  não tem como controlar a aplicação final de recursos federais. O deputado reafirma, com firmeza, que não cometeu qualquer irregularidade. É lamentável o vazamento seletivo de informações sigilosas justamente num momento em que os partidos começam a definir as candidaturas para as eleições deste ano. Esperamos que o inquérito aberto pela PF para apurar o vazamento de dados protegidos por sigilo apresente uma resposta clara contra o uso de informações processuais com fins políticos. ➡️Cleidiane de Queiroz Pereira Irmã de Bebeto, é apontada como braço direito e gestora operacional do esquema; Controle de planilhas de caixa dois, intermediação de pagamentos, organização logística da campanha. A defesa não foi localizada. ➡️Maurício Gomes Coelho Apontado como operador financeiro central do esquema; Sócio-proprietário da MK Serviços, apontada como a principal empresa envolvida no esquema; Repassava valores para campanhas e organizava outras transferências mediante ordens de Bebeto. A defesa não foi localizada. ➡️Adriano Almeida Bezerra Assessor parlamentar de Júnior Mano; Exercia função de intermediar, junto a funcionários da Caixa Econômica Federal, a liberação de recursos vinculados ao esquema do grupo; Negociava a porcentagem dos recursos que ficaria com o grupo. A defesa não foi localizada. ➡️Iago Viana Nascimento Controlador da empresa Colinas Construções, posteriormente renomeada para SFC Serviços; Integrava o núcleo empresarial responsável pela sustentação financeira do grupo criminoso; Atuava no financiamento de campanhas eleitorais de aliados do grupo. A defesa não foi localizada. ➡️Carlos Douglas Almeida Leandro Vinculado à empresa Cariri Edificações, é apontado como operador empresarial do esquema, envolvida na fraude de contratos; Emitia notas frias e negociava valores; É cunhado de Iago Viana (dono da SFC Serviços). A defesa não foi localizada. ➡️Iago Mariano Pedrosa Santana Responsável por atender pedidos de Bebeto relacionados ao pagamento de radialistas e influenciadores. A defesa não foi localizada. ➡️Lúcio Alves Barroso - "Lúcio Baixio" Vinculado à empresa Rapi Transportes, que integrou a mesma rede de movimentações atípicas das demais empresas investigadas; Integrante da rede de movimentações financeiras que sustentava o esquema criminoso e no financiamento de campanhas. A defesa não foi localizada. ➡️Maria Aurilene Martins Pinheiro Mãe de um dos filhos de Bebeto e gestora da empresa AM Transportes Locações, que funcionava como plataforma financeira; Operacionalizava transferências bancárias oriundas da empresa para irrigar despesas eleitorais a mando de Bebeto. A defesa não foi localizada. ➡️Alan Deybson Paulino Bezerra Integrante do círculo de confiança de Bebeto, exercia funções de apoio pessoal e logística; Fazia entregas de dinheiro vivo. A defesa não foi localizada. ➡️Carlos Dyogo Queiroz Moura Sobrinho de Bebeto, atuava como executor de pagamentos determinados pelo tio. A defesa não foi localizada. ➡️Bruno Nascimento dos Santos Motorista de Bebeto, emprestava sua conta bancária para movimentações financeiras do político; Participava do esquema de compra de votos a partir de valores recebidos de Bebeto. A defesa não foi localizada. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará

Palavras-chave: vazamento de dados

OAB-MA manifesta preocupação após Moraes autorizar busca contra jornalista no Maranhão

Publicado em: 12/03/2026 18:33

Polícia Federal cumpre mandado contra blogueiro em São Luís A Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da OAB do Maranhão manifestou preocupação com o mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal contra o jornalista Luís Pablo por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade destacou a necessidade de respeito às garantias constitucionais, como a liberdade de imprensa e o sigilo da fonte. Por meio de nota, a OAB-MA informou que "foram apreendidos equipamentos utilizados no exercício da atividade jornalística, entre eles computador e aparelhos celulares, o que causa preocupação institucional, na medida em que o Artigo 5º, incisos IV, IX e XIV da Constituição Federal assegura a liberdade de expressão e de imprensa como garantias fundamentais" (leia na íntegra ao final do texto). A Comissão da OAB-MA ressalta ainda que "segundo a jurisprudência do próprio Supremo, medidas de buscas e apreensão devem ser efetivadas com cautela e nos limites estritos à investigação eventualmente em curso, bem como a necessidade de observância ao texto constitucional quanto a preservação de sigilo de fonte e de proteção ao livre exercício profissional da atividade". ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Maranhão no WhatsApp A decisão também foi vista como preocupante por associações de imprensa no país. Em nota conjunta, divulgada nesta quinta-feira (12), as entidades destacaram que a atividade jornalística é protegida pela Constituição (leia na íntegra abaixo). "O eventual cometimento de crime por profissionais do jornalismo deve ser investigado e punido na forma da lei, observados o direito de defesa e o devido processo legal, mas resguardadas as prerrogativas da atividade jornalística, que existem para proteger toda a sociedade", disse Marcelo Rech, presidente-executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ). Segundo as investigações, que tramitam sob sigilo no STF, o blogueiro publicou, em 2025, conteúdos que expõem informações sobre o carro funcional utilizado por Flávio Dino e seus familiares, sob a alegação de um suposto uso irregular do veículo, que pertence ao Tribunal de Justiça do Maranhão e foi cedido para a equipe de segurança do ministro. De acordo com a Polícia Federal, as matérias divulgadas por Luís Pablo contêm informações que podem caracterizar, em tese, crime de perseguição. Também por meio de nota divulgada em uma rede social, o blogueiro Luís Pablo informou que aguarda acesso integral aos autos para compreender plenamente os fundamentos da decisão e reafirmou o seu compromisso com o exercício do jornalismo, com apuração dos fatos de interesse público e com respeito aos princípios constitucionais (leia na íntegra ao final do texto). Publicação de informações restritas Blogueiro Luís Pablo, Flávio Dino e Alexandre de Moraes. Arte: g1 Na decisão, o STF destaca que “o autor da publicação se valeu de algum mecanismo estatal para identificação e caracterização dos veículos empregados, expondo injustificadamente a segurança da autoridade”. Em outra publicação, o blog divulgou imagens do veículo funcional do ministro. Para a Polícia Federal, o conteúdo indicaria vigilância, monitoramento e acompanhamento do automóvel, além de possível acesso a informações restritas, com uso de ferramentas institucionais e participação de outras pessoas. Ainda segundo os investigadores, em uma nova publicação o blog voltou a divulgar informações consideradas restritas. Para a PF, o conteúdo reforça a intenção do blogueiro e pode provocar ameaças à integridade física ou psicológica do ministro. Os mesmos conteúdos também teriam sido divulgados nas redes sociais do blogueiro. Há, ainda, indícios da participação de outras pessoas na “empreitada criminosa”. Conforme os elementos reunidos no processo, há indícios de que Luís Pablo atentou contra a liberdade individual e pessoal do ministro do STF ao utilizar informações sensíveis, inclusive com possível vazamento de dados, além de monitorar e acompanhar o veículo utilizado por Flávio Dino, o que indicaria a prática do crime de perseguição. Diante das evidências, o ministro Alexandre de Moraes autorizou, a pedido da Polícia Federal, a realização de busca e apreensão pessoal e domiciliar contra o blogueiro. O órgão também solicitou a extração e preservação das publicações feitas no site e na rede social Instagram. Durante a operação, foram apreendidos aparelhos celulares e um computador. O material recolhido passará por análise pericial. O processo tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal. Leia, na íntegra, a nota da OAB-MA A Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão (OAB/MA) acompanha as informações relativas ao cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência de jornalista maranhense, ocorrido em 10 de março de 2026, por determinação do Supremo Tribunal Federal, no âmbito de investigação que tramita sob sigilo de justiça. Segundo informações divulgadas, durante a diligência foram apreendidos equipamentos utilizados no exercício da atividade jornalística, entre eles computador e aparelhos celulares, o que causa preocupação institucional, na medida em que o Artigo 5•, incisos IV, IX e XIV da Constituição Federal assegura a liberdade de expressão e de imprensa como garantias fundamentais. Nesse sentido, importante mencionar que segundo a jurisprudência do próprio Supremo, medidas de buscas e apreensão devem ser efetivadas com cautela e nos limites estritos à investigação eventualmente em curso, bem como a necessidade de observância ao texto constitucional quanto a preservação de sigilo de fonte e de proteção ao livre exercício profissional da atividade. Destarte, a Comissão reafirma seu compromisso com a proteção da liberdade de imprensa e com a defesa das garantias constitucionais que asseguram o livre exercício do jornalismo, mantendo-se vigilante na salvaguarda dos direitos dos jornalistas e profissionais da comunicação que atuam no Estado do Maranhão, especialmente no que diz respeito a defesa de bandeiras históricas da OAB, tais como a indispensável observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, bem como o pleno acesso da defesa aos autos, nos termos da Constituição e da legislação vigente. Leia, na íntegra, a nota das associações de imprensa NOTA À IMPRENSA A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) consideram preocupante a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar busca e apreensão na casa do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida. A decisão foi tomada em razão de informações publicadas pelo jornalista no Blog do Luís Pablo sobre o suposto uso de veículo oficial do TJMA pela família do ministro Flávio Dino, também do STF. A atividade jornalística, independentemente do veículo e de sua linha editorial, conta com a proteção constitucional do sigilo da fonte. Qualquer medida que eventualmente viole tal garantia deve ser entendida como um ataque ao livre exercício do jornalismo. O fato de a decisão se inserir no chamado inquérito das fake news, que não tem objeto determinado ou prazo de duração, e ainda ser aplicada a uma pessoa que não conta com prerrogativa de foro, torna ainda mais grave a situação. As entidades subscritas esperam a revisão da medida, que viola o preceito constitucional do sigilo da fonte e a própria liberdade de imprensa. Brasília, 12/03/2026 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO (ABERT) ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EDITORES DE REVISTAS (ANER) ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS (ANJ) Leia, na íntegra, a nota de Luís Pablo: "O jornalista Luís Pablo informa que foi alvo ontem, dia 10, de mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal em sua residência. A medida foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Durante a diligência, foram apreendidos equipamentos de trabalho utilizados na atividade jornalística, como computador e aparelhos celulares. O processo tramita sob sigilo no Supremo, razão pela qual, neste momento, não é possível comentar detalhes da investigação. O jornalista esclarece que ainda aguarda acesso integral aos autos para compreender plenamente os fundamentos da decisão. Luís Pablo reafirma seu compromisso com o exercício responsável do jornalismo, com a apuração de fatos de interesse público e com o respeito aos princípios constitucionais e convencionais que garantem a liberdade de imprensa e o direito à informação".

Palavras-chave: vazamento de dados

Alerta: hackers russos miram WhatsApp e Signal em nova campanha global de phishing

Publicado em: 12/03/2026 11:56 Fonte: Tudocelular

Em uma movimentação coordenada, grupos de cibercriminosos ligados ao governo russo estão conduzindo uma campanha global de phishing para assumir o controle das contas de WhatsApp e Signal de autoridades governamentais, militares e jornalistas. A informação tem como fonte o Serviço Militar de Inteligência e Segurança (MIVD) e o Serviço Geral de Inteligência e Segurança (AIVD) da Holanda. A estratégia do ataque consiste em enganar os alvos ao se passarem por equipes de suporte oficial ou pelo chatbot de suporte do serviço de mensagens.Como é comum neste tipo de investida, a invasão ocorre por meio de técnicas de engenharia social. Ao se passarem por agentes autênticos, os criminosos convencem as vítimas a compartilharem códigos de verificação e PINs ou a escanearem QR Codes maliciosos. Como desculpa, afirmam que houve um provável vazamento de dados e que, para confirmar a identidade, é necessário concluir o “processo de autenticação”.Clique aqui para ler mais

Grupo ligado ao Irã reivindica ciberataque a empresa de tecnologia médica dos EUA e diz que foi resposta a ataque em escola

Publicado em: 11/03/2026 16:44

Ciberataque REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo Um grupo de hackers vinculado ao Irã reivindicou, nesta quarta-feira (11), a autoria de um ataque cibernético em larga escala contra a gigante americana de tecnologia médica Stryker, em retaliação à ofensiva militar contra o Irã. O ataque destruiu mais de 200 mil sistemas e extraiu 50 terabytes de dados, afirmou o grupo de hackers Handala em um comunicado. "Nossa grande operação cibernética foi um sucesso completo", acrescentou, especificando que realizou o ataque cibernético em resposta ao "ataque brutal à escola de Minab", onde morreram 150 pessoas, segundo as autoridades iranianas. O grupo de hackers alegou que o ataque afetou os escritórios da Stryker em 79 países e que todos os dados roubados estão "nas mãos dos povos livres do mundo". "Este é apenas o começo de um novo capítulo na guerra cibernética", acrescentou o grupo Handala, que ameaçou diretamente "líderes sionistas e seus grupos de pressão". A Stryker reportou uma "interrupção global da rede" em seu "ambiente da Microsoft como resultado de um ciberataque". "Não temos indícios de ransomware ou malware e acreditamos que o incidente está contido", disse. Segundo fontes citadas pelo The Wall Street Journal, as interrupções começaram pouco depois da 1h00 (horário de Brasília) desta quarta-feira (11). Foto de menino acenando pra antes de morrer em ataque no Irã viraliza O grupo Handala reivindicou nas últimas semanas a autoria de uma série de ciberataques contra empresas israelenses e do Golfo Pérsico. Desde o início da guerra no Irã, desatada em 28 de fevereiro por uma ofensiva israelense-americana, o grupo reivindicou ataques cibernéticos contra infraestruturas israelenses, assegurando que tem "acesso total" às câmeras de segurança de Jerusalém. O grupo Handala é conhecido por sua afiliação "ao regime iraniano", disse o chefe de inteligência cibernética da empresa israelense Check Point. "Nós os vínhamos rastreando há anos", assinalou. Um relatório do Google Threat Intelligence, publicado no começo deste ano, destacou que a atividade maliciosa do grupo Handala "consistiu principalmente em operações de hackeamento e vazamento de dados, mas tem incorporado cada vez mais o doxxing (publicação de dados privados na internet) e táticas concebidas para promover o medo, a incerteza e a dúvida". Dispositivos com Windows - inclusive os móveis e smartphones conectados às redes da Stryker - foram apagados remotamente, assinalou o relatório. Fundada em Kalamazoo (Michigan), a Stryker é uma gigante global de dispositivos médicos com cerca de 56.000 funcionários e receita projetada de US$ 25,12 bilhões em 2025 (cerca de R$ 138 bilhões, na cotação da época). Fabrica de implantes ortopédicos e instrumentos cirúrgicos a leitos hospitalares e sistemas de cirurgia robótica. O grupo Handala anunciou posteriormente que também havia realizado um ataque contra a Verifone, empresa especializada em pagamentos eletrônicos. A AFP não pôde verificar de forma independente as afirmações do grupo, e a Verifone não respondeu de imediato a um pedido de comentários. Veja mais: China alerta EUA para apocalipse ao estilo 'Exterminador do Futuro' por uso militar da IA WhatsApp lança recurso para pais limitarem quem pode falar com seus filhos Trend de influenciadores sobre segurança de Dubai gera críticas nas redes

Análise: Caso Vorcaro e Banco Master: o sistema vai contra-atacar ou investigar a si mesmo?

Publicado em: 07/03/2026 08:49

Mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes foram extraídas e periciadas pela PF, diz jornal O que está em jogo agora no caso do banqueiro Daniel Vorcaro é algo maior do que a própria investigação. A pergunta que começa a circular nos bastidores de Brasília é: o sistema vai contra-atacar ou o sistema vai investigar o próprio sistema? Esse é o ponto central. 📱 Acesse o Canal da Sadi no WhatsApp E os personagens centrais nesse tabuleiro, agora, são André Mendonça (STF), Alexandre de Moraes (STF) e Davi Alcolumbre (Senado), além da Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República. Mendonça, na avaliação de quem acompanha o caso, mudou o ritmo das investigações. Ele tem dito a interlocutores que não existe proteção nem blindagem a ninguém, mesmo quando isso possa ser desconfortável dentro do próprio Judiciário. E que, se houver qualquer movimento que ele entenda como prejudicial à investigação, isso será cobrado. Foi o que aconteceu, por exemplo, quando ele chamou atenção para a atuação da Procuradoria na semana que passou. Em mensagens à namorada, Vorcaro diz estar 'sofrendo uma extorsão' em Brasília Crise cria 'tempestade perfeita' e abre caminho para delação de Vorcaro com aval de Mendonça, PF e sem a PGR Além disso, Mendonça usa como mantra para o caso Master lições de suas aulas introdutórias há mais de 10 anos: o servidor público e as instituições precisam ser isentas. Não são infalíveis- estão sujeitos a erros. Mas precisam preservar a relação de confiança com a sociedade. Não será justiceiro. Mas quem conhece Mendonça diz que ele não vai poupar ninguém. Mesmo que colegas ou pessoas de sua convivência. A Polícia Federal, que tem autonomia, está conduzindo as apurações, mas também sofre pressão política. Nikolas usou jato de Vorcaro para encontro com Bolsonaro em campanha de 2022 Do outro lado, existe uma leitura dentro do próprio Supremo de que a proteção institucional hoje passa muito pelo Senado, comandado por Davi Alcolumbre (União Brasil - AP). É ali que ministros encontram um escudo político contra pedidos de impeachment, por exemplo. Imagem de Daniel Vorcaro na prisão. Reprodução Existe uma dobradinha Alcolumbre-Moraes, na visão de senadores e também integrantes do STF. E, no meio disso tudo, cresce dentro do governo a preocupação com outro efeito colateral: o caso começa a contaminar a política como um todo. Porque, para muita gente hoje, Supremo e governo acabam sendo percebidos como parte do mesmo sistema — e isso pode transformar essa investigação também em um problema de impopularidade para o Executivo.” LEIA TAMBÉM Mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes foram extraídas e periciadas pela PF, diz jornal Mendonça manda PF investigar vazamento de dados de Vorcaro após entrega à CPMI do INSS 'Sicário' de Vorcaro morre no hospital, diz advogado

Palavras-chave: vazamento de dados

PF indicia Rodrigo Bacellar e mais 4 por vazamento de dados para o Comando Vermelho

Publicado em: 27/02/2026 21:47

Polícia Federal indicia presidente licenciado da Alerj, Rodrigo Bacellar A Polícia Federal indiciou o presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), e outras quatro pessoas por vazamento de informações sigilosas para a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Bacellar foi apontado pela PF como a liderança do núcleo político de uma organização criminosa. A investigação reuniu novas provas do vazamento de uma operação da PF contra o Comando Vermelho realizada em setembro de 2025. O alvo da ação era o ex-deputado TH Joias, eleito pelo MDB. Segundo a polícia, ele foi alertado por Bacellar na véspera da ação. TH Joias foi preso junto com um dos chefes da facção. Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, relatou aos policiais federais que perguntou ao ex-deputado sobre a operação: “Pô, mano, você já sabia da operação?” De acordo com o relato do chefe da facção, o ex-parlamentar respondeu: “Pô, já sabia, pô, o Bacellar me avisou”. Rodrigo Bacellar chegou a ser preso em dezembro, mas foi solto menos de uma semana depois por decisão de parlamentares da Alerj. Atualmente, ele está licenciado do cargo de presidente da assembleia. Os investigadores apontam a existência de um "verdadeiro estado paralelo" capitaneado por líderes da política fluminense que vazam informações e inviabilizam o sucesso de operações contra facções. No relatório, a PF afirma: "Todos esses elementos descortinam a existência de um verdadeiro estado paralelo, capitaneado pelos capos da política fluminense que nos bastidores vazam informações que inviabilizam o sucesso de operações policiais relevantes contra facções criminosas violentas, a exemplo do Comando Vermelho." Segundo a Polícia Federal, a principal força de Rodrigo Bacellar no esquema era a capacidade de interlocução e persuasão junto a integrantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado do Rio. No relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), aparece o nome do desembargador federal Macario Neto. Ele não foi indiciado porque a Lei Orgânica da Magistratura estabelece regras específicas para a responsabilização de magistrados. Os agentes afirmam que Macário tentou parar as investigações, sem sucesso. A investigação obteve imagens que mostram o desembargador na recepção do prédio do escritório de advocacia do ex-presidente Michel Temer, em São Paulo, no dia 10 de dezembro. Segundo a polícia, ele esteve no local por cerca de uma hora. De acordo com a investigação, Macário tinha o objetivo de encontrar Temer na esperança de que o ex-presidente acionasse o ministro do STF, Alexandre de Moraes, para frear o processo. PF indicia Rodrigo Bacellar por vazamento de dados para o Comando Vermelho Reprodução/TV Globo Michel Temer afirmou que recebeu o magistrado, mas não interferiu no caso, que achou que Bacellar viria pedir apoio para se candidatar ao STJ. O ministro Alexandre de Moraes mandou prender o desembargador Macario Neto no dia 16 de dezembro, menos de uma semana após o encontro em São Paulo. Ao todo, cinco pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal, incluindo Rodrigo Bacellar e o ex-deputado TH Joias. Os indiciados respondem por organização criminosa, tráfico internacional de armas e drogas, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. A defesa de Rodrigo Bacellar disse que não existem provas sobre práticas ilícitas do deputado, apenas ilações, e que o indiciamento é descabido. O advogado do ex-deputado TH Joias nega a participação dele em atividades criminosas e diz que ele não teve acesso às informações. LEIA MAIS 'Bacellar me avisou': PF diz que TH Joias confirmou para traficante ter sido avisado sobre operação contra CV

Palavras-chave: vazamento de dados