Arquivo de Notícias Resultados para: "vazamento de dados"

Instagram se manifesta sobre vazamento de dados em envio de e-mail de recuperação de senha

Publicado em: 11/01/2026 09:40 Fonte: Tudocelular

Muitos usuários reclamaram nas redes sociais nas últimas semanas sobre a chegada de e-mails de recuperação de conta/restauração de senha do Instagram, dando margem a suspeitas de um vazamento massivo de dados da plataforma. De acordo com novas informações, tivemos sim um problema de segurança na rede social da Meta, mesmo que a empresa negue. Segundo a companhia de segurança Malwarebytes, cibercriminosos conseguiram acesso a um banco com nada menos que 17,5 milhões de contas do Instagram, incluindo não apenas seus nomes de usuário como também endereços físicos, números de telefone, e-mails e muito mais. Como esperado, o pacote foi disponibilizado para venda na dark web, o que teria iniciado os ataques. Cybercriminals stole the sensitive information of 17.5 million Instagram accounts, including usernames, physical addresses, phone numbers, email addresses, and more. This data is available for sale on the dark web and can be abused by cybercriminals. [image or embed]Clique aqui para ler mais

Palavras-chave: vazamento de dados

Defesa Civil confirma ataque hacker em sistema de alertas em Rondônia

Publicado em: 07/01/2026 11:14

Mensagem falsa enviada pelo canal da Defesa Civil Reprodução A Defesa Civil de Rondônia confirmou que o sistema de envio de alertas à população foi alvo de um ataque hacker na última segunda-feira (5). O problema aconteceu na plataforma IDAP, usada para disparar mensagens de emergência. De acordo com o órgão, as credenciais de alguns usuários ligados a Defesa Civil vazaram. Com isso, o invasor conseguiu entrar no sistema e encaminhar dois alertas falsos para moradores de Rondônia, com o título “Chuvas Intensas – Alagamento – Risco Muito Alto” e com o texto contendo mensagem para que as pessoas seguissem uma conta nas redes sociais. O ataque foi percebido rapidamente, assim que os avisos chegaram aos celulares da população e também aos membros das Defesas Civis estaduais e municipais. Como o texto não seguia o padrão oficial, a inconsistência foi logo identificada e comunicada à Defesa Civil Nacional, que passou a acompanhar o caso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do DF em tempo real e de graça De acordo com o órgão, não foi possível descobrir quem realizou o ataque nem de onde ele partiu, e as investigações seguem com os órgãos responsáveis. Para evitar novos problemas, todos os acessos à plataforma foram bloqueados de forma preventiva. Os usuários receberam a orientação de criar novas senhas individuais para voltar a utilizar o sistema. O órgão também garantiu que não houve vazamento de dados pessoais da população cadastrada para receber os alertas, como números de telefone ou outras informações sensíveis. O ataque se limitou ao uso indevido das credenciais de operadores do sistema, sem comprometer a base de dados dos cidadãos. Veja vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Mais de 4,3 mil vagas estão disponíveis em concurso para professores e técnicos em RO VÍDEO: Morador se aventura de caiaque em ruas alagadas após forte chuva em Vilhena, RO

Palavras-chave: hackervazamento de dados

Retrospectiva 2025: relembre os fatos que marcaram o ano no Sul do Rio e Costa Verde

Publicado em: 31/12/2025 09:51

Retrospectiva 2025: relembre os fatos que marcaram o ano no Sul do Rio e Costa Verde Montagem g1 Aparições inéditas. Desastres naturais. Crimes bárbaros. Histórias emocionantes. Esses foram alguns dos assuntos mais marcantes de 2025 no Sul do Rio e Costa Verde. Nesta terça-feira (31), último dia do ano, o g1 relembra, mês a mês, os fatos que marcaram a região. ✅Clique aqui e entre no canal do g1 no WhatsApp Janeiro Mulher é esfaqueada pelo namorado em Rio Claro - A primeira notícia do ano publicada pelo g1 foi a prisão de um homem suspeito de esfaquear a namorada em Rio Claro. De acordo com a PM, a vítima, de 37 anos, foi encontrada dentro de uma casa. Ela estava com dificuldades para falar e respirar. O homem foi preso em flagrante por tentativa de homicídio. Procissão marítima em Angra dos Reis - Neste ano, a tradicional procissão marítima de Angra dos Reis homenageou José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-vice-presidente de operações da Rede Globo. Procissão Marítima Angra dos Reis 2025 Divulgação/Prefeitura de Angra dos Reis Acidente causa congestionamento - Um acidente entre três carros e um caminhão causou vários transtornos no trânsito na descida da Serra das Araras em Piraí. Os motoristas enfrentaram longos congestionamentos que chegaram a mais de 30 km de extensão. Muitos veículos ficaram parados na estrada por mais de cinco horas. Maus-tratos aos animais - Um cachorro morreu depois de ser arremessado do alto de um viaduto em Barra Mansa. Uma câmera de segurança registrou o momento em que o animal foi arremessado. O autor do crime não foi identificado. Cachorro é arremessado de viaduto em Barra Mansa (RJ) Morador de Resende conta sobre incêndio em Los Angeles - O brasileiro Carlos Márcio Moreira, morador da Califórnia, relatou os dias de tensão que tem vivido por causa do incêndio mais devastador da história de Los Angeles. Prisão por estupro - Um homem, de 26 anos, foi preso por agarrar e passar as mãos no corpo de uma mulher em Paraíba do Sul. Uma câmera de segurança flagrou o momento em que o homem desce de uma bicicleta e abraça a mulher por trás. Em depoimento, a vítima disse que, neste momento, ele passou as mãos nos seios e nas nádegas dela. Ataque a tiros deixa mortos em Barra Mansa - Um ataque a tiros de fuzil terminou com três pessoas mortas e três feridas na noite de quarta-feira (15) na Avenida Joaquim Leite, no Centro. Segundo a Polícia Militar, três destas seis pessoas foram vítimas de balas perdidas e duas são adolescentes. Ataque a tiros de fuzil termina com três mortos e três feridos no RJ Divulgação/Polícia Militar Chuva alaga ruas - Uma forte chuva causou vários alagamentos e derrubou duas árvores em Paraty. O volume registrado foi de 130 milímetros. Motorista de aplicativo é vítima de sequestro - Um motorista de aplicativo, de 34 anos, foi vítima de um sequestro relâmpago na noite de quarta-feira (15) em Vassouras (RJ). Um homem, de 35 anos, foi preso em flagrante. Fevereiro Eros Alves Simeão tinha 41 anos Reprodução/Redes sociais Médico morre em acidente - Eros Alves Simeão, de 41 anos, após ficar seis dias internado em um hospital particular em Volta Redonda. O médico era o motorista de um carro que invadiu a pista contrária e bateu de frente com uma carreta na altura do km 272. Ao g1, o irmão Henrique Simeão definiu Eros como "uma pessoa muito boa, com coração enorme" e reforçou a paixão dele pela profissão. "Escolheu dedicar a vida na medicina de saúde da família por amor à profissão", disse o irmão. Picada de aranha - Um idoso, de 70 anos, foi picado por uma aranha no bairro Muqueca, em Barra do Piraí (RJ). A vítima estava capinando o quintal de uma casa quando foi picada pelo aracnídeo. Ele percebeu que tinha sido atacado e foi para a Santa Casa. De acordo com a unidade médica, ao ver que havia sido picado, o idoso pisou na aranha, a esmagou e levou para o hospital. Ele passou por atendimento e recebeu alta. Ave rara é devolvida à natureza - Uma ave que foi resgatada debilitada em janeiro deste ano foi devolvida à natureza em fevereiro no Parque Estadual Serra da Concórdia, em Valença (RJ). O animal é um Socó-boi (Tigrisoma lineatum), raramente encontrado na região Sul do Rio. Acidente grave - Uma van escolar, uma ambulância, dois ônibus e um carro se envolveram em um acidente na manhã desta quarta-feira (12) em Barra Mansa (RJ). Segundo a prefeitura, 40 pessoas ficaram feridas. Ainda de acordo com o poder público municipal, um dos ônibus perdeu o freio na Rua K1, no bairro Boa Vista II, e atingiu os outros veículos. Câmeras de segurança de uma academia flagraram o acidente. Acidente entre van escolar, dois ônibus e carro deixa pelo menos 9 feridos em Barra Mansa Condenados por envolvimento em chacina - Dois homens foram condenados a 160 anos de prisão por matar duas pessoas, entre elas uma criança, e ferir seis da mesma família em Três Rios (RJ). O crime, que ficou conhecido como a “Chacina da Ladeira”, aconteceu em junho de 2020 Incêndio em Barra Mansa - Um idoso foi resgatado de uma casa que pegou fogo em Barra Mansa (RJ). O imóvel fica na RuaSegundo a Polícia Militar, a vítima, de 69 anos, estava dormindo quando sentiu o cheiro forte de fumaça. O idoso tem uma deficiência física e por isso não conseguiu sair da residência quando o incêndio começou. Idoso é resgatado de casa que pegou fogo em Barra Mansa Ainda de acordo com a PM, a esposa dele saiu do imóvel e pediu ajuda aos agentes, que pularam o muro da casa, entraram e resgataram a vítima. Vereador Cantionilio da Silva Branco, no bairro Jardim América. Maus-tratos aos animais - Um carro foi flagrado puxando um cavalo por uma corda em Barra Mansa (RJ). O vídeo foi enviado para a Secretaria de Proteção e Bem-Estar dos Animais. Cavalo amarrado em corda é puxado por carro em Barra Mansa No primeiro vídeo, é possível ver o carro andando na rua enquanto o cavalo é puxado na mesma velocidade em que o automóvel está. Já no segundo vídeo, o animal é visto abandonado no sol em uma área de mata. Segundo a prefeitura, o motorista já foi identificado e será autuado conforme a lei. Apreensão de drogas - Um caminhoneiro foi preso após ser flagrado transportando cerca de 300 kg de maconha e 30 kg de skunk na Via Dutra, em Piraí (RJ). Segundo a Polícia Federal, cães farejadores encontraram os entorpecentes escondidos em uma carga de arroz durante uma revista no veículo. Caminhoneiro é preso com 300 kg de maconha e 30 kg de skank escondidos em carga de arroz na Via Dutra, em Piraí Divulgação/Polícia Federal Golpe plano de saúde - Um jovem, de 23 anos, foi preso por aplicar golpes em clientes de uma empresa de plano de saúde em Volta Redonda (RJ). Ele foi encontrado no bairro Belvedere. Segundo a Polícia Civil, ele é funcionário de uma empresa administradora de plano de saúde e por ter acesso aos dados dos clientes, entrava em contato com eles, enviava falsos boletos bancários que ao serem pagos eram direcionados para a conta bancária pessoal dele. Amor de Carnaval - Se na marchinha é falado que "Amor de carnaval desaparece na fumaça. Saudade é coisa que dá e passa", na vida real, a história foi completamente diferente para os casais: Bruna e Breno; Vivian e Bernardo; e Elis e José Benedito. Neste sábado de Carnaval, o g1 conversou com casais da região que se conheceram na folia e estão juntos até hoje. Confira as histórias aqui. Da esquerda para a direita: Bruna e Breno, Vivian e Bernard e Elis e José Montagem g1 Março Churrasco na capela - Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um grupo fazendo churrasco na área externa da Capela do Senhor do Bonfim, em Angra dos Reis (RJ). O local é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan). No vídeo, é possível ver as pessoas em um canto da área externa da capela perto de uma churrasqueira. Vídeo mostra grupo fazendo churrasco na Capela do Senhor do Bonfim, em Angra dos Reis Jaguatirica devolvida à natureza - Uma jaguatirica fêmea foi resgatada pela Guarda Municipal na região de Penedo, em Itatiaia (RJ). O animal estava preso em um galinheiro. Condenação - A Justiça condenou o policial militar Janitom Celso Rosa Amorim a 30 anos de prisão por ter matado a namorada, Mayara Pereira de Oliveira, em novembro de 2020, no estacionamento de uma universidade, em Valença (RJ), onde ela fazia uma pós-graduação em Odontologia. Além disso, a juíza Tula Corrêa de Mello, que presidiu o júri, determinou a perda do cargo de policial militar na corporação. Na época do crime, ele era lotado no Batalhão da Polícia Militar em Resende, e atuava em Itatiaia. Cachoeira com acessibilidade - O Parque Nacional do Itatiaia inaugurou a Cachoeira Acessível do Camapuã, que é a primeira cachoeira com acessibilidade no Estado do Rio de Janeiro, em Itatiaia (RJ). O espaço, que fica na parte baixa do parque, estará aberto ao público durante o horário de funcionamento do parque. Parque Nacional do Itatiaia inaugura primeira cachoeira com acessibilidade no RJ Divulgação/Parque Nacional do Itatiaia Invasão - Um homem, de 34 anos, foi espancado e entrou na casa de um idoso, de 88 anos, para tentar fugir dos agressores, em Volta Redonda (RJ). O caso aconteceu no bairro Água Limpa. De acordo com a Polícia Militar, um idoso acionou os agentes após um homem cair em sua residência com marcas de espancamento. A vítima estava acompanhada pelos agressores e buscava abrigo. Tentativa de tráfico internacional - Dois europeus foram presos em flagrante ao tentar transportar 47 kg de cocaína em um cruzeiro, em Angra dos Reis (RJ). Dois europeus são presos por tentar transportar quase 50 kg de cocaína em navio de cruzeiro, em Angra dos Reis Reprodução/Redes Sociais Segundo a Polícia Federal, os funcionários desconfiaram do nervosismo dos homens, acionando os agentes federais para verificar esse comportamento. Os policiais localizaram a droga escondida no barco de apoio do navio. Tragédia - Um bebê, de dois meses de idade, morreu atropelado depois que um carro da família perdeu o freio e desceu uma ladeira no distrito de Arrozal, em Piraí (RJ). Assalto em Barra do Piraí - Uma família foi feita refém por bandidos em Barra do Piraí (RJ). O crime aconteceu na casa das vítimas, no bairro Matadouro. Segundo a Polícia Militar, dois homens invadiram a residência por volta das 2h e amarraram as vítimas. Os suspeitos roubaram joias avaliadas em R$ 50 mil, diversos relógios, seis celulares e R$ 12 mil em espécie e perfumes. Abril Primeiras pinturas rupestres do RJ são descobertas no Parque Nacional do Itatiaia Divulgação/PNI Descoberta - O Parque Nacional do Itatiaia (RJ) divulgou imagens inéditas de pinturas rupestres descobertas na reserva. Os registros são os primeiros a serem encontrados no estado do Rio de Janeiro. As pinturas rupestres são uma das expressões culturais mais antigas da humanidade, transmitindo informações sobre valores estéticos e simbólicos das sociedades que as produziram. Parto na estrada - Um parto foi realizado por uma equipe do Samu no acostamento da BR-393, na altura do bairro Moura Brasil, em Três Rios (RJ). O procedimento foi considerado bem sucedido e a mãe, Leandra Valéria, deu luz ao menino Benício, que nasceu com 3,020 kg e 47 cm. Temporal - Uma chuva forte deixou 346 pessoas desalojadas em Angra dos Reis (RJ). Segundo a Defesa Civil, o volume acumulado é de 357 milímetros em 48 horas e de 324 mm em 24h. O temporal na cidade chegou a arrastar animais, como vacas e cavalos. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que vacas são arrastadas pela correnteza da enchente no bairro Parque Mambucaba. Que susto - Um vídeo circulou nas redes sociais de uma cobra que foi encontrada no motor de uma motocicleta em Sapucaia (RJ). O caso aconteceu na Rua Arthur Marques de Carvalho, no Centro da cidade e causou um grande susto na proprietária do veículo. Cobra cascavel é encontrada enrolada em motor de moto em Sapucaia Morte do Papa Francisco - Elisângela Gouvêa, moradora de Volta Redonda (RJ), enviou uma carta para o Papa Francisco e recebeu uma resposta do Vaticano há quase sete anos. Após a morte do pontífice, ela relembrou com carinho deste momento: "Ele estava orando por mim". Quem também lembrou de um momento com o Papa Francisco foi o Monsenhor Alércio de Carvalho, que esteve com o pontífice em 2017. "Ele me pediu: Seja ponte de diálogo", disse monsenhor que esteve com Papa Francisco em 2017 Reproduçao/Redes Sociais A audiência foi no dia 1º de fevereiro de 2017. Um dos principais conselhos que o Papa deu para o monsenhor foi: “Ele me pediu: Seja ponte de diálogo, esse é o principal papel de um sacerdote” Furto de torneiras históricas - Duas torneiras de bronze instaladas no século 18 foram furtadas da Praça XV de Novembro, em Valença (RJ). Segundo a prefeitura, os objetos fazem parte da decoração do chafariz que fica na praça. O local, popularmente conhecido como ‘Jardim de Baixo’, está localizado no Centro. Tragédia no mundo da música- A cantora Karen Silva, ex-The Voice Kids, morreu aos 17 anos em Volta Redonda (RJ). A adolescente estava internada havia alguns dias no Hospital São João Batista. Cantora Karen Silva morre aos 17 anos em Volta Redonda Reprodução Segundo a assessoria da cantora, a causa da morte foi um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, que ocorre quando há o rompimento de um vaso sanguíneo, provocando sangramento cerebral (entenda abaixo). Tiroteio em barbearia - Uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas em um tiroteio dentro de uma barbearia em Três Rios (RJ). O caso aconteceu a Rua Fagundes Varela, no bairro Vila Isabel. Segundo a Polícia Civil, dois suspeitos chegaram ao local em uma moto, desceram, entraram no estabelecimento e atiraram várias vezes. Maio Mais de 110 tubarões galha-preta são vistos no mar da Ilha Grande Aparição - Dezenas de tubarões galha-preta foram vistos nesta semana na Baía da Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ). A espécie está ameaçada de extinção. A aparição foi na Enseada de Piraquara de Fora, área que integra a Estação Ecológica de Tamoios - unidade de conservação marinha de proteção integral. Gravidez usando DIU - Surpresa e gratidão. Esses foram os sentimentos da moradora de Paraíba do Sul (RJ), Rafaela de Souza, de 35 anos, ao descobrir que estava grávida mesmo usando DIU (dispositivo intrauterino) há mais de dois anos. Rafaela, Saulo e o bebê Ravi Arquivo pessoal Baleia na Ilha Grande - A segunda maior baleia do mundo foi vista na Baía da Ilha Grande. O animal e da espécie baleia-fin, que pode atingir até 27 metros de comprimento e pesar cerca de 70 toneladas. Resgate no Parque Nacional do Itatiaia - Um homem se feriu após escorregar em uma rocha no Parque Nacional de Itatiaia em Itatiaia. Segundo a Equipe de Resgate Anjos da Montanha, o visitante, de aproximadamente 35 anos, estava realizando uma trilha quando escorregou, caiu e machucou o joelho. Ele não conseguiu se levantar depois da queda e foi resgatado. Apreensão de três toneladas de maconha - Cerca de três toneladas de maconha foram apreendidas na Via Dutra, em Resende (RJ). As drogas estavam escondidas em um fundo falso de um caminhão frigorífico. Apreensão de 100 kg de camarão - Dois homens, de 38 anos, foram presos em flagrante após serem flagrados vendendo cerca de 100 kg de camarão em condições inadequadas e sem autorização legal em Volta Redonda (RJ). Morte por febre oropouche - A Seretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) recebeu a confirmação de mais duas mortes por Febre do Oropouche no estado. Uma em Paraty (RJ), na Costa Verde do estado, e outra em Macaé (RJ), na Região Norte Fluminense. Os casos aconteceram em março de 2025. Dia Nacional da Adoção - "Tive a certeza que eu queria muito que desse certo o nosso amor, nosso vínculo e a nossa família". Este é o relato de Luena Largem, de 45 anos, que adotou dois irmãos em Barra Mansa (RJ). Luena Lage e os dois filhos Divulgação/Arquivo pessoal Luena é mãe de um adolescente, que atualmente tem 14 anos, e uma menina, de 10. O processo de adoção começou em 2020 durante a pandemia. Desde quando era mais nova, Luena já sonhava em ser mãe e adotar uma criança. Carreta invade casa - Um motorista de uma carreta dormiu, perdeu o controle da direção e sofreu um acidente na altura do km 302, na Via Dutra, em Porto Real (RJ). O veículo em que ele estava se chocou com um carro de uma empresa particular e depois invadiu uma casa. Motorista perde controle, caminhão bate em veículo de empresa e invade casa na Dutra, em Resende Isabela Campos/TV Rio Sul De acordo com a concessionária que administra a rodovia, duas vítimas com ferimentos leves foram atendidas e encaminhadas para o Hospital de Emergência de Resende. A PRF informou que estas vítimas são funcionários da empresa que teve o carro atingido. Colombianos detidos - Cinco colombianos foram encaminhados para a delegacia da Polícia Federal, em Volta Redonda (RJ) durante uma abordagem na Via Dutra, em Barra Mansa (RJ). Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, os estrangeiros tentaram pagar uma empresa de viagens por um transporte do Rio de Janeiro para São Paulo com notas falsas de dólar. Dia das Mães - "Não desistir jamais. Apesar das dificuldades, é uma espera que valeu a pena". É assim que Gabriele Maria, de 28 anos, definiu o tempo de 3 anos que demorou para engravidar. Ela comemorou o primeiro Dia das Mães com o filho Vicente, de nove meses, nos braços. Gabriele e o filho Vicente Arquivo pessoal Junho Visto negado - O bailarino brasileiro Luiz Fernando da Silva, de 29 anos, natural de Barra Mansa (RJ), teve o visto de trabalho negado pelos Estados Unidos e precisou interromper a carreira que construiu ao longo de 10 anos no país. Inspiração - Imagine passar a vida inteira sem fazer algo por conta de um trauma e decidir tentar de novo aos 74 anos de idade. Esta é a história de Aílton Lima Teixeira, morador de Volta Redonda (RJ), aposentado, que aprendeu a andar de bicicleta com a ajuda de um projeto voluntário, o "Bike Anjo". Idoso de 74 anos decide aprender a andar de bicicleta em projeto voluntário de Volta Redonda Reprodução/Redes Sociais Fatalidade - Um motorista de um caminhão morreu depois de cair de um viaduto na Via Dutra, em Porto Real. Ele parou para ajudar a conter um princípio de incêndio em uma carreta. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, devido à falta de visibilidade do local, o homem pulou a mureta e não percebeu que se havia um vão entre as pistas. Ele caiu de aproximadamente 10 metros, não resistiu aos ferimentos e foi a óbito no local. Apreensão - Quatro fuzis de fabricação norte-americana foram encontrados dentro de um carro em Três Rios (RJ). A apreensão aconteceu durante uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal na BR-040. Ninguém foi preso. Morte em clube hípico - Vários equinos morreram em diferentes estado do país. Em Volta Redonda, um clube hípico perdeu quase 20 animais. Segundo a Polícia Civil, a principal suspeita é de que a causa das mortes tenha sido intoxicação por uma substância presente em uma ração da marca Nutratta Nutrição Animal. Envenenamento - A Polícia Civil está investigando a morte de dois cachorros em situação de rua em Engenheiro Paulo de Frontin (RJ). Os animais foram encontrados mortos próximo ao Centro da cidade. Segundo a Polícia Civil, a principal suspeita é de envenenamento. 'Xandinho' foi encontrado sem sinais de violência em uma calçada de loja e 'Dobô' foi encontrado deitado, machucado e sem vida perto do Hospital Nelson Sales. Resgate - Um filhote de jacaré-do-papo-amarelo foi resgatado por brigadistas florestais em Barra Mansa (RJ). O animal foi encontrado nas proximidades do Rio Barra Mansa, no Bairro Nova Esperança. Filhote de jacaré-do-papo-amarelo é resgatado Divulgação/prefeitura de Barra Mansa O jacaré-do-papo-amarelo é uma espécie nativa da América do Sul, encontrada principalmente no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Frio intenso - O Parque Nacional do Itatiaia registrou a segunda temperatura mais baixa do ano na reserva na madrugada desta quarta-feira (25) após uma estação meteorológica medir -9.2ºC. VÍDEO: Parque Nacional do Itatiaia registra segunda temperatura mais baixa do ano com -9.2 Segundo o PNI, a mínima foi registrada às 4h16 por um termômetro localizado na estação de Campo Belo RJ/MG, conhecida por estar em uma das regiões mais altas do parque e por ser uma das mais frias do local, próxima a nascente do rio que carrega o mesmo nome. Acidente - Três homens foram atropelados durante trabalho de revitalização da RJ-145, em Barra do Piraí (RJ). O acidente foi registrado na altura do bairro Roseira. De acordo com o Comando de Policiamento Rodoviário, as vítimas foram levadas para a Santa Casa de Barra do Piraí. Ainda de acordo com o CPRv, os homens estão fora de perigo. Rojão - Um grupo de motoboys jogou um rojão e fez um buzinaço na frente da casa de um cliente em Barra do Piraí (RJ). Um homem e uma mulher, ambos de 34 anos, foram presos por envolvimento no crime. Motoboys jogam rojão na casa de cliente após pedido para não buzinar em Barra do Piraí O caso aconteceu na noite da última quinta-feira (26), no bairro Matadouro. A ação foi gravada por uma pessoa que estava com os envolvidos. Julho Resgate - Cinco visitantes que entraram no Parque Nacional do Itatiaia foram resgatados por um helicóptero após passarem a noite na região das Agulhas Negras. Grupo de visitantes é resgatado por helicóptero no Parque Nacional do Itatiaia Segundo o PNI, o grupo foi orientado a realizar a trilha da Asa de Hermes, mas decidiu seguir pela trilha das Agulhas Negras, o que não é permitido sem acompanhamento técnico e agendamento prévio. Ainda de acordo com o Parque, os trilheiros não retornaram no horário previsto e o Corpo de Bombeiros de Itatiaia teve que ser acionado ainda durante a noite. Furto - Uma Igreja Católica foi furtada, na madrugada da última quarta-feira (9), em Barra Mansa (RJ). A estimativa do prejuízo é de R$20 mil. O caso foi divulgado pela Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda. O templo religioso está localizado no bairro Barbará. Suspeitos burlaram o sistema de segurança do espaço e roubaram diversos objetos litúrgicos. Segundo a Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda, o sacrário não foi violado. Formatura - A Aldeia Sapukai, em Angra dos Reis (RJ), celebrou a formatura da primeira turma de magistério indígena no estado do Rio de Janeiro. Ao todo, 16 indígenas Guarani Mbyá concluíram o curso no Colégio Estadual Indígena Karai Kuery Renda. Aldeia Sapukai celebra formatura da primeira turma de magistério em Angra dos Reis A formação, voltada à preparação de professores indígenas para atuar em escolas das próprias comunidades, marca um avanço importante na educação intercultural no estado. Prisão - Cinco homens suspeitos de formarem uma quadrilha que cometia furtos em série em lojas do comércio da região do Sul do Rio foram presos por agentes da Operação Segurança Presente na Avenida Paulo de Frontin, no bairro Aterrado, em Volta Redonda (RJ). Incêndio - Um ônibus que levava alunos da Escola de Especialistas da Aeronáutica pegou fogo no km 236 da Via Dutra, na pista sentido São Paulo, em Piraí (RJ). No veículo estavam 44 membros da EEAR e o motorista. Apesar do susto, ninguém ficou ferido. Ônibus com alunos da EEAR pega fogo e interdita a pista na Via Dutra, em Piraí Tombamento - Mãe, de 68 anos, e filho, de 36 anos, morreram após um caminhão carregado com serragem tombar em cima do carro que eles estavam na Serra das Araras, em Piraí (RJ). De acordo com a CCR RioSP, concessionária que administra a rodovia, o motorista do caminhão sofreu ferimentos leves e o condutor do carro saiu ileso. Caminhão carregado com serragens tomba na Serra das Araras, em Piraí Polícia Rodoviária Federal O acidente aconteceu na altura do km 229, na pista sentido Rio de Janeiro. Em imagens registradas pela Polícia Rodoviária Federal, o caminhão aparece totalmente deitado com parte da carga espalhada pela pista e parte do carro coberta pela serragem. Parece neve - Uma forte chuva de granizo impressionou moradores e causou transtornos nas cidades de Rio Claro (RJ) e Valença (RJ) . VÍDEO: Chuva de granizo impressiona moradores e causa transtornos no RJ A Prefeitura de Valença divulgou que a tempestade provocou danos materiais em diversos bairros da cidade, afetando diretamente mais de 150 famílias. As imagens impressionaram por parecer neve. Aparição inédita - O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) registrou a volta da onça-pintada (Panthera onca) às matas do do Rio de Janeiro. O animal, que vem sendo monitorado de forma intensiva desde dezembro de 2024, não era registrado no território fluminense desde os anos 70, de onde desapareceu devido ao avanço urbano. O maior predador das américas, e um dos maiores felinos do mundo, a onça-pintada é de extrema importância no equilíbrio dos ecossistemas onde estão inseridas. O indivíduo, que vem sendo registrado por câmeras do Inea e do Projeto Aventura Animal, parceiro do órgão, é um macho adulto e habita a área do Parque Estadual da Serra da Concórdia, em Valença (RJ). Ressaca do mar - A ressaca com ondas que podem chegar a 3,5 metros assustou banhistas na última terça-feira (29) em uma praia de Trindade, em Paraty (RJ). Ressaca do mar assusta banhistas em Trindade, em Paraty Em um vídeo enviado por um telespectador para o WhatsApp da TV Rio Sul é possível ver que a água invadiu completamente a faixa de areia da praia e que as ondas quebraram por cima das pedras. Crime - Dois jovens, de 19 e 23 anos, foram presos por extorquir um engenheiro estrangeiro em Resende (RJ). A prisão aconteceu no bairro Campos Elíseos. Segundo a Polícia Civil, a vítima, que é natural do Japão, teve seus pertences furtados do hotel onde estava hospedada no dia 5 de julho. Após o crime, ele passou a receber e-mails com ameaças de vazamento de dados pessoais e exigências financeiras para recuperar seus pertences, entre eles notebooks e cartões de crédito. Dois celulares foram comprados com o cartão furtado. Os primeiros pedidos eram de R$ 250, mas posteriormente os criminosos passaram a exigir R$ 7 mil via Pix. Agosto Morte - Um brasileiro morreu após cair da sacada de um prédio em Ibiza, na Espanha. A vítima foi identificada como Lucca Cambraia Braga Ferreira, de 26 anos. Segundo a família, ele estava passeando pela ilha durante férias, quando sofreu o acidente. Lucca Cambraia Braga Ferreira, vítima de queda de sacada de hotel em Ibiza. Divulgação/Arquivo Pessoal Lucca era morador de Barra do Piraí (RJ), no Sul do RJ, e estava a passeio no exterior. Ao g1, o avô da vítima, Luiz Antônio Ferreira, disse que o neto caiu de uma altura equivalente ao primeiro andar do hotel que ele estava hospedado. Com o impacto da queda, Lucca sofreu ferimentos na cabeça e morreu no local. Carro desce escadaria - Um motorista foi flagrado por câmeras de segurança fazendo manobras perigosas com uma caminhonete na Praça de Santana, em Piraí (RJ). A denúncia foi feita pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Motorista desce escadaria de praça com caminhonete em Piraí Nas imagens capturadas pelas câmeras de monitoramento da prefeitura e em vídeos que circulam pelas redes sociais, é possível ver o momento em que o automóvel está transitando na praça. O motorista foi intimado. Bomba - Uma moradora de Três Rios (RJ) procurou as polícias Civil e Militar para denunciar que sua casa foi alvo de tiros, na madrugada deste domingo (10), no bairro Vila Isabel. Uma granada também foi arremessada no portão da residência e o Esquadrão Antibombas foi acionado para realizar a detonação. Casa de moradora é alvo de tiros e granada em Três Rios Reprodução/Redes Sociais Felinos em Valença - Entre os meses de julho e agosto deste ano, o Parque Estadual da Serra da Concórdia, unidade de conservação administrada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em Valença (RJ), realizou a instalação de câmeras fotográficas que captaram imagens de seis felinos percorrendo as trilhas da unidade de conservação. As câmeras registraram as presenças de onça-pintada, onça-parda, jaguatirica, jaguarundi, gato-maracajá e um gato-do-mato-pequeno. Confronto - Um soldado da PM e um homem foram mortos durante uma troca de tiros com suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas em Barra Mansa (RJ). O soldado foi identificado como Felipe dos Santos Amaral. Ele fazia parte do 28º Batalhão da PM e atuava na cidade. Soldado da PM Felipe dos Santos Amaral foi morto durante confronto com cirminosos. Divulgação/Polícia Militar Segundo a PM, a outra vítima fatal é um homem apontado como um dos maiores criminosos de Barra Mansa. Ele foi identificado como Oziel Guilherme da Silva. Mãe e avós de Flávio Bolsonaro feitos reféns - A mãe e os avós maternos do senador Flávio Bolsonaro foram feitos reféns durante um assalto na casa da família, em Resende (RJ). O crime aconteceu quando os assaltantes abordaram a mãe de Flávio — ex-mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro e também mãe de Carlos e Eduardo Bolsonaro — na entrada da residência. Ninguém ficou ferido. Os assaltantes fugiram levando um carro da família, que deixou o local escoltado por outro veículo ainda não identificado. Super carga na região - O maior veículo com carga superdimensionada da história a passar pela Via Dutra chegou ao estado do Rio de Janeiro. Maior carga superdimensionada a passar pela Via Dutra chega a região nesta quinta-feira Após passar um dia estacionada no km 5 da Via Dutra, em Queluz (SP), próximo à divisa entre os estados de Rio de Janeiro e São Paulo, a carreta chegou no distrito de Engenheiro Passos, em Resende (RJ) Trem atinge carreta - Um trem atingiu uma carreta em uma passagem de nível no Centro, em Paraíba do Sul (RJ). A colisão aconteceu na Avenida Ayrton Senna. Trem atinge caminhão em Paraíba do Sul Nas imagens acima enviadas para a produção da TV Rio Sul, é possível ver que o veículo estava parado com a traseira em cima dos trilhos. Em seguida, o trem colidiu com a carroceria e arrastou a carreta por alguns metros. Estabelecimentos próximos foram atingidos com a frente do veículo, que foi empurrada com o impacto da batida. Segundo o Corpo de Bombeiros, ninguém ficou ferido. O comércio na área estava fechado no momento do acidente e a via foi interditada. Violência contra mulher - Uma mulher fugiu do cárcere privado após ser torturada pelo companheiro em Barra do Piraí (RJ). O homem, de 32 anos, foi preso dois dias depois. Vítima foi agredida por várias horas em Barra do Piraí Divulgação/Polícia Civil Segundo a Polícia Civil, a vítima, de 24 anos, foi agredida por várias horas no domingo. O homem ainda gravou vídeos das agressões e enviou aos familiares dela como forma de intimidação. Susto - Um carro invadiu uma padaria e deixou sete pessoas feridas em Barra Mansa (RJ). O acidente aconteceu na Avenida Joaquim Leite, no Centro. Carro invade padaria e deixa sete pessoas feridas em Barra Mansa Entre as vítimas estão o motorista, de 45 anos, e o filho, de 15 anos, que estava dentro do carro. As outras cinco pessoas que ficaram feridas estavam dentro do estabelecimento e na calçada no momento do acidente. Surpreendente - Uma mulher, de 117 anos, está surpreendendo uma equipe de saúde do município de Valença (RJ). Maria Reolina nasceu em 14 de fevereiro de 1908. Segundo a agente de saúde que atende ela, Maria Aparecida da Silva, o sistema não reconhece a idade dela por conta do limite. Moradora de Valença pode ser a pessoa mais velha do mundo "O sistema não reconhece a idade que ela tem. Já tentei fazer a parte alimentar dela e não consigo, o sistema não reconhece. O limite dele é 110 anos", destacou a agente. Dia dos Pais - "Aprendi a ser homem e pai de verdade". Este é o relato de Glauder Cardoso, de 36 anos, que cria os dois filhos sozinho. Entre compromissos na escola, consultas médicas e o trabalho na barbearia, ele aprendeu a lidar com desafios que vão desde correr de madrugada ao hospital até assumir todos os cuidados. Glauder e os filhos Kemilly e Bryan Arquivo pessoal Setembro Homicídio - O vereador Denilson Nogueira "Ligeirinho" foi assassinado a tiros na Avenida Brasil, no bairro Arcozelo, em Paty do Alferes (RJ). Vereador Denilson 'Ligeirinho' é morto a tiros em Paty do Alferes Reprodução/Redes Sociais Denilson "Ligeirinho" tinha 56 anos e estava em seu terceiro mandato como vereador na Câmara Municipal de Paty do Alferes. Anteriormente, ele já ocupou os cargos de Secretário de Esportes e também de Ordem Pública e Cultura. Aposta premiada - Uma aposta de Angra dos Reis (RJ) foi contemplada com os R$ 4,2 milhões da Lotofácil da Independência. O concurso 3480 foi realizado em São Paulo. Outras 53 apostas, registradas em diferentes partes do país, também acertaram as 15 dezenas. Barriga de peixe - Um homem foi preso por esconder drogas dentro de um peixe morto em Paracambi (RJ). A ação foi realizada por agentes da Operação Segurança Presente. Homem é preso por esconder trouxinha de cocaína dentro de peixe morto em Paracambi No vídeo acima é possível ver um policial abrindo o animal com o auxílio de um canivete e, em seguida, tirando a trouxinha de cocaína de dentro dele. Furto de hóspedes - Um colombiano suspeito de furtar hóspedes de um hostel no Rio de Janeiro foi preso na tarde desta terça-feira (16) em Volta Redonda (RJ). Segundo a Polícia Rodoviária Federal, após cometer os furtos, o homem, de 33 anos, embarcou em um ônibus em direção a São Paulo (SP). Ataque - Um pitbull foi morto a facadas após atacar um cachorro em Valença (RJ). O caso aconteceu em uma praça no bairro Alicácio. Segundo a Polícia Militar, o animal da raça shih-tzu estava passeando com a dona quando o pitbull avançou nele. Pitbull é morto a facadas após atacar cachorro em Valença Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver que a tutora colocou o shih-tzu em cima de um carro, mas o outro animal conseguiu pular e ataca-lo. Nas imagens é possível ver ainda que a mulher tentou para os ataques do pitbull com uma coleira, mas não conseguiu. Logo depois, um vizinho saiu de casa com uma faca e esfaqueou o animal várias vezes. Os dois cachorros morreram. Violência - Um homem em situação de rua morreu depois de ser brutalmente agredido a pedradas em Barra do Piraí (RJ). O crime aconteceu na Praça dos Expedicionários, conhecida como “Cobra Fumando”, no Centro. Uma mulher, de 22 anos, foi presa em flagrante por envolvimento no homicídio. Acidente no mar - Uma colisão entre uma lancha e um taxi aquático matou uma passageira, de 28 anos, e deixou outras quatro pessoas feridas na noite deste sábado (20), próximo ao Terminal da Baía da Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ). Acidente entre lancha e taxi aquático mata mulher e deixa quatro pessoas feridas em Angra dos Reis Divulgação/Polícia Civil Segundo a Polícia Civil, o condutor da lancha, um homem de 26 anos, que causou o acidente foi preso por suspeita de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Incêndio em prédio histórico - Um restaurante pegou fogo na noite de terça-feira (23) no Centro Histórico em Paraty (RJ). O incêndio aconteceu na Rua Domingos Gonçalves de Abreu, por volta de 19h30. A casa é do ano de 1899. Boi influencer - Um boi dócil, carismático e fã de televisão tem conquistado corações dentro e fora de Anta, distrito de Sapucaia (RJ). Conhecido como Churrasco, o animal, de cerca de três anos de idade e meia tonelada de peso, já ultrapassou a marca de 200 mil seguidores nas redes sociais, onde sua rotina inusitada ao lado da família viralizou e virou atração na internet. Conheça o "Churrasco", boi que é criado como animal de estimação no interior do RJ O que para a família era rotina, um boi dentro de casa assistindo TV e acompanhando de perto o dia a dia, virou sucesso nas redes. Em poucas semanas, o perfil de Churrasco viralizou, atraindo seguidores de várias partes do país. Assalto - Um grupo armado invadiu um edifício residencial e assaltou moradores em Três Rios (RJ). O crime aconteceu na Rua Sete de Setembro, no Centro. Os assaltantes renderam os moradores, que foram amarrados e amordaçados por cerca de 20 minutos. Durante a ação, o grupo roubou dois celulares, dinheiro e um cofre com joias. Em seguida, eles fugiram. Ataque - Um homem, de 50 anos, morreu após ser atacado por abelhas em Barra Mansa (RJ). O caso aconteceu na Rua Maurício Caetano da Silva, no bairro Piteiras. Segundo a prefeitura, a vítima estava tentando retirar uma colmeia de abelhas sem a proteção necessária quando foi atacada. Ele chegou a ser levado para a Santa Casa, mas não resistiu. Prisão - Um jovem, de 24 anos, fantasiado do personagem Chaves, foi detido com drogas em Miguel Pereira (RJ). O caso aconteceu dentro de um ônibus que fazia a linha Japeri x Arcozelo. Jovem fantasiado de Chaves é detido com drogas em Miguel Pereira Ao ser questionado pelos agentes, ele confessou estava com dois cigarros artesanais, semelhantes à maconha, para consumo próprio. O jovem foi encaminhado para a delegacia de Miguel Pereira, autuado por Uso e Consumo de Drogas e liberado após prestar depoimento. Outubro Morte na Serra das Araras - Um homem, de 45 anos morreu após um caminhão cair em uma ribanceira na descida da Serra das Araras, em Piraí (RJ). O acidente aconteceu na altura do km 229 da Via Dutra, por volta das 12h. Motorista de caminhão morre em grave acidente na Via Dutra, na Serra das Araras Divulgação / PRF Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a vítima fatal era o condutor do veículo. Ele perdeu o controle da direção ao passar por uma curva acentuada, saiu da pista e bateu contra a barreira de proteção. Ataque a tiros - Um homem foi baleado em frente de casa durante um ataque a tiros no bairro Residência, em Vassouras (RJ). Homem é baleado durante ataque a tiros em frente de casa em Vassouras Nas imagens de uma câmera de monitoramento que circulam nas redes sociais, é possível ver o momento em que a vítima sai do imóvel, por volta de 1h25. Já na calçada, sobe em uma moto e, quando dá a partida, é atingido pelos disparos. Ainda nas imagens, um suspeito aparece do outro lado da rua em uma área de mata esperando pelo homem. Homicídio - Um homem, de 63 anos, foi preso na sexta-feira (17) por suspeita de assassinar um idoso, de 68 anos, dentro de uma casa de repouso em Barra Mansa (RJ). Homem é preso por jogar idoso do segundo andar de casa de repouso em Barra Mansa Segundo a Polícia Civil, o suspeito agiu com intenção de matar ao jogar a vítima do segundo andar do imóvel. O idoso não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Fuga na Serra das Araras - Um taxista foi preso e o motorista de um caminhão morreu após dois acidentes na Dutra, na altura da Serra das Araras, em Piraí (RJ). A pista ficou interditada no sentido São Paulo e, por volta das 11h47, foi totalmente liberada. Por volta de 1 hora, um taxista em fuga invadiu a contramão durante uma perseguição policial e bateu em um carro no km 227. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o taxista carregava quase 70 quilos de drogas e desobedeceu a ordem de parada. No acidente, o taxista saiu ileso e os dois ocupantes do outro veículo ficaram feridos. Taxista em fuga bate em carro na Dutra no RJ; caminhoneiro morre em acidente após bloqueio Os feridos foram levados ao Hospital São João Batista, em Volta Redonda (RJ). A unidade médica informou que o paciente, de 27 anos, foi atendido e liberado. Já o outro, um adolescente de 16 anos, fez exames e segue internado. Na fila de veículos formada pelo bloqueio da pista, cerca de 3h30 mais tarde, houve uma batida entre três caminhões e um dos motoristas morreu preso às ferragens. Um dos veículos transportava carga de granito, que ficou espalhada na pista. Naufrágio - Uma embarcação com 21 pessoas naufragou nas proximidades da Lagoa Azul, na Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ). Até o momento, não há informações sobre o que teria provocado o acidente. Embarcação com 21 pessoas naufraga em Angra dos Reis Segundo informações da Prefeitura de Angra dos Reis, quatro pessoas precisaram de atendimento médico no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da Vila do Abraão, na Ilha Grande. Tombamento - Uma câmera na Rodovia Presidente Dutra flagrou o momento em que o ônibus com torcedores do Flamengo rodou na pista e tombou em Barra Mansa (RJ). Segundo a Polícia Rodoviária Federal, 46 pessoas estavam no coletivo e 35 foram levadas para hospitais da região. Momento do tombamento do ônibus com torcedores do Flamengo na Via Dutra Tragédia - Um advogado, de 61 anos, morreu após ser esfaqueado pelo próprio cliente na manhã desta terça-feira (28) em Piraí (RJ). A secretária, que também estava no local, ficou ferida. Segundo a Polícia Civil, o autor do crime foi morto a tiros por um agente da Operação Segurança Presente. A vítima foi identificada como João Barros. Ainda de acordo com a polícia, o suspeito era cliente do advogado e foi até o escritório para resolver uma situação que envolvia um dinheiro que tinha ganhado com um processo. Apreensão - Cerca de R$ 240 mil em produtos sem nota fiscal são apreendidos dentro de uma van em Piraí (RJ). O caso aconteceu na RJ-145, no posto de fiscalização de Rosa Machado. Segundo o Comando de Policiamento Rodoviário (CPRv), emn uma fiscalização de rotina na rodovia, os agentes abordaram o veículo transportando todo o material. Megaoperação - Um dos policiais mortos na megaoperação no Rio de Janeiro era natural de Mendes. Cleiton Serafin Gonçalves, de 42 anos, 3° Sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Ex-guarda municipal de Volta Redonda morre durante megaoperação policial no Rio de Janeiro Divulgação/PMERJ De acordo com a PM, Cleiton foi baleado durante a Operação Contenção, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele chegou a ser encaminhado ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos. Homicídio na UPA - Um homem foi preso em Pinheiral (RJ), por suspeita de matar um homem a tiros dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Santo Agostinho, em Volta Redonda (RJ). Uma câmera de segurança do local flagrou o momento em que o suspeito entra na unidade e efetua os disparos contra a vítima, que tinha 26 anos. Câmera flagra momento em que suspeito mata homem dentro da UPA, em Volta Redonda Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi encontrado na Rua 22, no bairro Parque Maíra, em Pinheiral. No interior da residência também foram encontrados três tabletes de maconha. Novembro Resgate - Uma operação aérea da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) garantiu a chegada a tempo de uma equipe médica que transportava órgãos para transplante em Volta Redonda (RJ). Helicóptero resgata equipe médica presa na Serra das Araras para garantir transplante em Volta Redonda Reprodução/Redes Sociais A aeronave da Superintendência de Operações Aéreas (SOAer), precisou pousar na Serra das Araras, trecho da Via Dutra para resgatar os cirurgiões que estavam presos no trânsito por causa das obras de duplicação da via. A equipe havia captado dois rins e um fígado em Macaé, no Norte Fluminense, e seguia para Volta Redonda. O apoio aéreo foi solicitado devido ao tempo de isquemia — o período em que o órgão permanece sem irrigação sanguínea entre a retirada do doador e o implante no receptor. O atraso previsto era de cerca de três horas. Acidente - Um homem morreu esmagado após um caminhão carregado com mesas tombar na descida da Serra das Araras (sentido Rio de Janeiro), em Piraí (RJ). O acidente aconteceu no km 231. A vítima era o motorista do veículo. Segundo a CCR RioSP, concessionária que administra a rodovia, ele ficou preso às ferragens, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Susto - Um ataque de abelhas deixou 20 pessoas feridas na Avenida Prefeito Alberto da Silva Lavinas, no Centro de Três Rios (RJ). Entre as vítimas estão crianças e adultos. VÍDEO: Ataque de abelhas deixa pessoas feridas em Três Rios De acordo com a prefeitura, a origem das abelhas e o motivo que desencadeou o ataque estão sendo investigados. Que fofo - O Parque Estadual da Pedra Selada, em Resende (RJ), registrou uma aparição inédita: uma tamanduá-mirim fêmea levando um filhote nas costas. Tamanduá-mirim é flagrado levando filhote nas costas no RJ As imagens foram feitas por uma das armadilhas fotográficas que ficam espalhadas pela reserva. No vídeo, é possível ver o mamífero passando em frente à câmera com o filhote nas costas. Flagrante - Um homem de 33 anos foi preso por agredir e ameaçar a ex-companheira em Angra dos Reis (RJ). A prisão aconteceu dentro da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher após o suspeito perseguir e fazer novas ameaças a vítima dentro da unidade policial. Diabetes - "Aprendi a conviver com a minha doença e entendi que ela não me limita a nada". Este é o relato de Railla Haenel, de 25 anos, que foi diagnosticada com diabetes aos 9 anos. Railla Haenel, de 25 anos, foi diagnosticada com diabetes aos 9 anos Arquivo pessoal O g1 conversou com a moradora de Volta Redonda (RJ) sobre como foi possível levar uma vida leve e cheia de sonhos após o diagnóstico. Violência - Um homem morreu queimado em Paraíba do Sul. O crime foi no distrito de Werneck. Na ocasião, a vítima, de 32 anos, chegou a ficar internada alguns dias, mas não resistiu aos ferimentos. Um homem foi preso e dois adolescentes apreendidos por suspeita de envolvimento no crime. Segundo a Polícia Civil, além de terem ateado fogo na vítima, o trio também esfaqueou o homem. Maus-tratos - Cerca de 35 animais, entre galos, galinhas e pintinhos, foram resgatados pela Secretaria de Proteção e Bem-Estar dos Animais, em conjunto com a Polícia Militar, em situação de maus-tratos no bairro São Luiz, em Barra Mansa. Dezenas de aves são resgatadas em situação de maus-tratos em Barra Mansa Reprodução/Redes Sociais Segundo a prefeitura de Barra Mansa, além de animais com lesões no corpo – como ferimentos nas asas e no peito – o local também apresentava material utilizado em rinhas de galo, como biqueiras e capas protetoras para os pés. Violência - Uma mulher, de 36 anos, foi resgatada do cárcere privado após ser agredida brutalmente pelo companheiro por quase quatro dias em Barra Mansa (RJ). O caso aconteceu no bairro São Sebastião. O suspeito fugiu e foi preso cinco dias depois. A vítima estava presa na casa com a filha, de 9 anos. A criança não estava ferida, mas testemunhou todas as agressões que a mãe sofreu. Pedaço de madeira usado para cometer agressões Divulgação/Polícia Militar Segundo a Polícia Militar, a mulher contou que foi submetida à sucessivas agressões, incluindo espancamentos com pedaço de madeira, chutes, socos e puxões de cabelo. Ainda de acordo com a PM, o suspeito ainda usou um pedaço de madeira para cometer violência sexual contra a vítima. Acidente - Um acidente entre carro e van deixou, pelo menos, 17 feridos, na BR-101 (Rodovia Rio-Santos), em Paraty (RJ). A colisão frontal aconteceu na altura do km 537, na pista sentido São Paulo, Acidente entre carro e van deixa, pelo menos, 17 feridos na Rio-Santos, em Paraty Reprodução/Redes Sociais Todas as vítimas foram socorridas e encaminhadas para o Hospital da Praia Brava e para o Hospital da Japuíba, ambos em Angra dos Reis (RJ), cidade vizinha. Susto - Um redemoinho de poeira impressionou moradores em Porto Real (RJ). Em um vídeo que circula nas redes sociais é possível ver o momento em que o fenômeno natural acontece no estacionamento de uma empresa. VÍDEO: Redemoinho impressiona moradores em Porto Real Segundo a Defesa Civil de Porto Real, este tipo de caso acontece por conta do aquecimento do solo e do ar na superfície. O fenômeno não causou estragos e não deixou ninguém ferido. Feminicídios - Dois casos de feminicídio foram registrados em novembro na região. O primeiro foi em Resende. A vítima, Zaira Vicente Moreira, de 41 anos, foi morta a tiros. Segundo a Polícia Civil, o suspeito é o namorado dela, que foi preso em flagrante. Vítima foi identificada como Zaira Vicente Moreira, de 41 anos Reprodução O segundo caso foi em Miguel Pereira. Uma mulher foi morta esfaqueada pelo cunhado, no bairro Javari. A vítima fatal foi identificada como Ellen Fernandes Duarte Santos. Ela já estava sem vida quando os agentes chegaram ao endereço. A irmã dela — namorada do autor do crime — é Karolayne Fernandes Duarte Santos, de 22 anos, que ficou ferida. O suspeito de cometer o crime foi preso dias no dia 8 de dezembro. Ele se apresentou na delegacia da cidade acompanhado de um advogado. Da esquerda para a direita: pai das vítimas, Karolayne, Ellen e a mãe das vítimas Arquivo pessoal Dezembro Apreensão - Drogas foram encontradas escondidas dentro de um saco de pão de forma no Presídio Franz de Castro Holzwarth, em Volta Redonda (RJ). Segundo a Secretária de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), os materiais estavam com uma visitante e foram encontrados durante um procedimento de revista na entrada do local. Os entorpecentes seriam levados para dentro da unidade penitenciária. Foram apreendidos sete tabletes de erva seca e um tablete de pó branco. A mulher foi presa e encaminhada para a delegacia de Volta Redonda. Condenação - A Justiça analisou o pedido de recurso da defesa e decidiu manter integralmente a sentença de primeira instância de Pedro Paulo Pereira Júnior, condenado a 40 anos de prisão em regime fechado pela morte da ex-mulher, Karina Garofalo. Karina Garofalo foi morta na Barra da Tijuca, bairro da Zona Oeste do Rio Reprodução/ Redes sociais Pedro foi condenado em julho deste ano e a defesa havia apresentado um pedido de recurso, que foi negado pela Justiça nesta semana O crime foi no dia 15 de agosto de 2018. Karina era de Volta Redonda e foi morta na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em agosto de 2018, na frente do filho. A criança tinha 11 anos na época. Tentativa de feminicídio - Uma mulher teve o corpo queimado em Angra dos Reis (RJ). Segundo a Polícia Civil, o suspeito é o companheiro dela, que foi preso em flagrante. Os dois foram socorridos durante a madrugada após um incêndio atingir o quarto onde estavam. De acordo com a Polícia MIlitar, o homem alegou que o ar-condicionado teve um curto-circuito e pegou fogo. No entanto, a Polícia Militar disse que a vítima assim que foi resgatada contou que o companheiro jogou álcool no corpo dela e ateou fogo. Abertura - O Museu Vassouras, o mais novo do Rio de Janeiro, foi inaugurado na manhã deste sábado com programação especial. O museu fica em um casarão histórico, no Sul do Estado, e conta com obras que celebram a identidade, a memória e as tradições do Vale do Café. Rio de Janeiro ganha um novo museu O museu tem entrada gratuita e fica na Praça Barão de Campo Belo, no Centro de Vassouras (RJ). O local fica aberto das 10h às 21h. A inauguração é marcada pela "Exposição Chegança", que ficará aberta para visitação até 31 de maio de 2026. Vídeo - Um homem, de 44 anos, ficou ferido em um acidente entre carro e trem em Engenheiro Paulo de Frontin (RJ). A colisão foi registrada em uma passagem em nível na Praça Nelson Salles, no Centro. Acidente entre carro e trem deixa uma pessoa ferida em Paulo de Frontin De acordo com a Polícia Militar, o motorista do automóvel sofreu pequenas escoriações. A prefeitura da cidade informou que ele foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao Hospital Nelson Salles. O homem passou por atendimento e foi liberado. Ainda segundo a PM, uma testemunha informou que a cancela da passagem em nível estava aberta no momento do acidente e que o motorista não viu a aproximação do trem. Com o impacto da batida, o carro capotou. Crime brutal - Um homem de 31 anos, suspeito de participar do duplo homicídio de dois primos, foi preso em Angra dos Reis (RJ). As vítimas vieram da Bahia para trabalhar em uma construção naval e estavam sem responder à família desde o dia 30 de novembro. Copos estavam enterrados e coberto com concreto em um região do bairro Lambicada. Divulgação/Polícia Civil Durante a abordagem, o suspeito confessou aos policiais os detalhes da execução e informou que as vítimas foram mortas a tiros, enterradas em covas rasas na mata e, posteriormente, cobertas com concreto. Ele levou os agentes até o local onde os corpos estavam ocultados. Com apoio do Corpo de Bombeiros, as covas foram abertas e dois corpos masculinos foram encontrados, compatíveis com as características das vítimas desaparecidas. Tragédia - Um militar do Exército, de 34 anos, morreu após sofrer uma queda durante um salto de paraquedas em Resende (RJ). O acidente aconteceu próximo ao 37º Batalhão da Polícia Militar, na altura do bairro Morada da Colina. A vítima foi identificada como Ricardo Costa Oliveira. O 2º sargento pertencia ao Batalhão de Dobragens, Manutenção de Paraquedas e Suprimentos pelo Ar e participava de um treinamento de salto livre. Vítima foi identificada como Ricardo Costa Oliveira, de 34 anos. Divulgação/Redes Sociais Acidente no mar - Uma lancha pegou fogo no início da tarde de sábado (27) e deixou seis pessoas feridas no mar da Baía da Ribeira, em Angra dos Reis (RJ). O incêndio aconteceu na região da Japuíba, próximo à Ilha da Gipóia, por volta das 12h32. Em nota, a Marinha do Brasil informou que o todos os passageiros e tripulantes foram resgatados. Uma equipe da Capitania dos Portos foi enviada ao local e um inquérito administrativo será instaurado para investigar as causas e responsabilidades do incidente. Lancha pega fogo e deixa pelo menos cinco feridos em Angra dos Reis A cidade de Três Rios(RJ) foi considerada a cidade mais quente do país no domingo (28). As temperaturas no munícipio chegaram aos 39,1 °C. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o registro foi feito durante uma intensa onda de calor que marcou recordes em diversas regiões do país. VÍDEOS: as notícias que foram ao ar na TV Rio Sul

Escavador diz ter removido dados sigilosos de crianças e reforçado sistemas de proteção após reportagens do g1

Publicado em: 19/12/2025 05:02

Dados sigilosos de crianças e adolescentes vazam em sites jurídicos Após reportagens do g1 revelarem que dados sensíveis e sigilosos de crianças e adolescentes estavam aparecendo em sites jurídicos, o Escavador afirmou que adotou medidas para remover o conteúdo e reforçar seus mecanismos de prevenção contra novas exposições indevidas. Em nova nota enviada ao g1, a plataforma informou que tomou conhecimento dos casos a partir das reportagens e que passou a tratar o tema com “máxima seriedade e transparência”. Segundo o Escavador, os dados exibidos em resultados de busca tiveram origem em fontes oficiais, como Tribunais de Justiça e o portal Jus.br, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “O Escavador não produz, altera ou cria conteúdos judiciais. A plataforma apenas indexa informações disponibilizadas como públicas por fontes oficiais”, afirmou a empresa. Nos casos noticiados, segundo a nota, os processos foram originalmente divulgados como públicos, embora devessem tramitar sob segredo de justiça. Depois da publicação da reportagem, o Jusbrasil, o outro site jurídico que divulgou informações sigilosas de processos envolvendo crianças e adolescentes, já havia identificado a falha e removeu os conteúdos. O site não sabe o número exato de dados expostos, mas afirmou que retirou centenas de processos, oriundos de fontes oficiais, só na semana passada. Saiba mais: Dados sigilosos de crianças e adolescentes de processos do TJ-SP vazam em sites jurídicos e expõem jovens a constrangimentos e riscos Como ocorreu o vazamento de dados de crianças e adolescentes de processos de SP; veja as principais suspeitas Após reportagem do g1, Jusbrasil identifica falha que reproduziu dados de crianças do Diário Oficial de Justiça e remove conteúdo Crianças vítimas de estupro têm dados expostos por anos em site jurídico após processo do TJ-SP vazar: 'Sempre alguém manda print' Mãe pede indenização após ter dados sigilosos de processo de adoção expostos na internet Remoção e força-tarefa interna Ainda de acordo com o Escavador, assim que a situação foi identificada, a empresa realizou a remoção imediata das páginas citadas nas reportagens e iniciou uma força-tarefa interna para revisar a base de dados e eliminar outros casos semelhantes. A plataforma afirma também que está promovendo um aprimoramento preventivo de seus sistemas, com o objetivo de identificar processos que apresentem indícios de sigilo, mesmo quando a classificação feita pelas fontes oficiais esteja incorreta. O Escavador informou ainda que está em comunicação com as fontes oficiais de dados, como tribunais e sistemas institucionais, para atuar de forma colaborativa e evitar novas ocorrências. “Embora não tenhamos dado causa à publicidade do conteúdo que deveria estar sob sigilo, estamos cooperando para prevenir novos casos”, afirmou a empresa. O posicionamento ocorre após uma série de reportagens do g1 mostrar que falhas no sigilo judicial permitiram a exposição de informações pessoais de crianças e adolescentes na internet, incluindo processos de adoção, casos de adolescentes infratores e vítimas de estupro de vulnerável. Em alguns relatos, as informações permaneceram acessíveis por anos, gerando constrangimento, sofrimento psicológico e riscos à segurança das vítimas. Na nota, o Escavador reafirmou seu compromisso com a proteção de dados pessoais, a privacidade dos jurisdicionados e a conformidade com a legislação, especialmente em casos que envolvem crianças e adolescentes. A empresa informou ainda que mantém um formulário específico para solicitação de remoção, ocultação ou correção de dados, além de canais de atendimento ativos para usuários e titulares de dados. “O papel social de democratizar o acesso à informação jurídica é indissociável do respeito à ética e à segurança da informação”, afirmou (leia nota completa abaixo). O Escavador disse permanecer à disposição da imprensa, das autoridades e da sociedade para prestar esclarecimentos e colaborar para a construção de um ambiente digital mais seguro. Normas de Serviço da Corregedoria-Geral O Judiciário alterou a redação de artigos das Normas de Serviço da Corregedoria-Geral da Justiça de São Paulo para reforçar a proteção da identidade de partes em processos que tramitam sob segredo de justiça. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial de Justiça de São Paulo de terça-feira (16). A apuração mostrou que nomes completos de menores de idade apareciam em decisões judiciais e em publicações oficiais, mesmo em ações que deveriam ter sigilo absoluto, o que expôs crianças e adolescentes a constrangimentos e riscos. Com a repercussão das reportagens, a Corregedoria decidiu endurecer e detalhar as regras, deixando explícito que o nome completo das partes não pode constar nem das publicações, nem do conteúdo das decisões e sentenças. Em nota, o TJ afirmou que "trata-se de atualização das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça para constar, de forma expressa, disposições que já estavam previstas em outros normativos vigentes. A revisão atende à necessidade permanente de atualização das Normas de Serviço e observa determinações já estabelecidas." "Ressalte-se que não houve inovação de conteúdo. A redação anterior fazia referência à sentença de forma mais genérica, enquanto o texto atualizado passou a mencionar, de maneira individualizada, cada uma de suas partes - relatório, fundamentação etc. A alteração das normas reforça a preocupação do TJSP na proteção dos dados dos processos sob segredo de Justiça", diz. Normas de Serviço da Corregedoria-Geral de Justiça – antes e depois Artigo 138 - antes e depois 🔹 Como era antes: Art. 138. Da publicação no Diário da Justiça Eletrônico a respeito de processos sujeitos ao segredo de justiça constarão as iniciais das partes. 🔹 Como ficou depois: Art. 138 – Nos processos que tramitam sob segredo de justiça, é vedada a menção ao nome completo das partes, devendo constar das decisões judiciais, das sentenças – relatório, fundamentação e/ou parte dispositiva – e das publicações no Diário de Justiça Eletrônico Nacional (DJEN) apenas as respectivas iniciais. Artigo 762 – antes e depois 🔹 Como era antes: Art. 762. Para resguardar o segredo de justiça, os editais de citação limitar-se-ão aos dados essenciais à identificação dos pais ou responsáveis. Parágrafo único. Da publicação no Diário da Justiça Eletrônico a respeito de processos sujeitos ao segredo de justiça constarão as iniciais das partes. 🔹 Como ficou depois: Art. 762. Parágrafo único – Nos processos que tramitam sob segredo de justiça, é vedada a menção ao nome completo das partes, devendo constar das decisões judiciais, das sentenças – relatório, fundamentação e/ou parte dispositiva – e das publicações no Diário de Justiça Eletrônico Nacional (DJEN) apenas as respectivas iniciais. Na prática, as normas anteriores mencionavam apenas as publicações no Diário da Justiça, sem detalhar o conteúdo das decisões e sentenças. A nova redação amplia o alcance da regra e busca impedir que nomes completos apareçam em documentos judiciais que acabam sendo replicados por plataformas privadas na internet. Os dados divulgados Como o g1 mostrou, o problema veio à tona após técnicos de serviços de medidas socioeducativas perceberem que adolescentes acompanhados por eles estavam sendo identificados publicamente. Um desses serviços mapeou 40 nomes vazados apenas em uma única região da capital paulista, segundo a Defensoria. A partir daí, denúncias passaram a chegar de forma contínua ao Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), que hoje contabiliza mais de 50 casos confirmados, embora a estimativa real seja muito maior. Depois da publicação da reportagem, o g1 recebeu denúncias de vazamentos também de processos de crianças vítimas de estupros e de processos de adoção (leia mais abaixo). Além dos nomes e idades, também ficam expostos detalhes sobre os atos infracionais atribuídos aos adolescentes — em sua maioria, crimes contra o patrimônio, como furto. É algo completamente inédito. Estou na Infância há quase dez anos e nunca havia visto qualquer tipo de vazamento”, diz a defensora responsável pelo núcleo. “Esses processos têm camadas de sigilo e, em alguns tipos, até os próprios defensores precisam de credenciais especiais para acessá-los. Encontrar esse material exposto em sites abertos é extremamente grave. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro: o artigo 247 proíbe qualquer divulgação, total ou parcial, de dados que identifiquem adolescentes envolvidos em atos infracionais, seja por publicação original ou republicação — argumento que contradiz a defesa apresentada por sites que afirmam apenas “republicar dados públicos”. A pena é de multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência. Quem exibe ou transmite imagem e dados de adolescentes incorre na mesma pena. "Entendo que o TJ pode responder com base no ECA e na Constituição Federal ao expor nomes e informações de processos de crianças e adolescentes, que deveriam tramitar em sigilo. O segredo de Justiça visa evitar a revitimização das próprias crianças e adolescentes", diz Ariel de Castro Alves, advogado e membro da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB. Dados de adolescente expostos em site jurídico Reprodução Constrangimentos e violação de direitos O vazamento não é apenas uma falha administrativa: ele tem consequências diretas na vida dos jovens. Uma adolescente perdeu o emprego depois que o empregador, ao buscar seu nome na internet, encontrou o processo sigiloso e decidiu demiti-la. Em outro caso, um estudante abandonou o ano letivo após ser exposto de forma vexatória na escola. Há ainda situações envolvendo adolescentes em contextos de ameaça, nos quais a divulgação aumenta o risco real à integridade física. Um desses casos é de um adolescente que cumpriu medida socioeducativa por seis meses em uma creche para crianças pequenas. O pai explica que o filho só passou a responder ao processo porque se aproximou de um adolescente que, segundo ele, era o verdadeiro responsável pelo ato infracional investigado. “O principal adolescente no processo é o 'fulano'. Meu filho acabou sendo investigado por estar perto dele, mas o juiz enxergou que ele não tinha cometido nada. Ele foi inocentado”, afirma. Sombra de adolescente, menino, garoto Navneet Kaur/Pexels O pai conta que o jovem ficava muito tempo sozinho em casa e acabou se envolvendo com um grupo que considerava perigoso, mas que o acolhia. “Ele mesmo dizia: 'Eu sabia que eles faziam coisa errada, mas eu falava que era contra. Eram as pessoas que conversavam comigo, que jogavam joguinho online comigo'.” Por isso, ele acabou recebendo uma medida socioeducativa leve, voltada para orientação. “O juiz entendeu que ele precisava aprender a selecionar amizades, a tomar cuidado com internet, com redes sociais”, diz o pai. O processo do adolescente foi arquivado após seis meses, quando a Justiça concluiu que ele não havia participado do ato infracional. Mesmo assim, passou a ser alvo de estigma na escola depois que o processo apareceu ao se digitar seu nome no Google. “Eu tenho o print do Jusbrasil. Se digitava o nome dele na internet, aparecia o processo”, disse. Ele afirma que, a partir disso, o adolescente passou a ser visto como “perigoso” e “agressivo” por colegas e funcionários. “O segurança falava no rádio: 'menino chegou, toma cuidado', como se ele fosse um ladrão”, relatou. O pai conta ainda que a coordenadora o chamou numa sala fechada e insistiu para que ele admitisse ter machucado alguém, o que ele negou repetidas vezes. A família também acredita que a escola vasculhou as redes sociais do jovem, já que um vídeo postado apenas para amigos acabou enviado ao técnico da medida. O pai diz que o conjunto dessas situações fez o filho voltar a apresentar sintomas de depressão. “Ele estava muito bem, mas voltou a ficar triste, revoltado. Parou de ir para a escola.” Hoje, o adolescente estuda em regime domiciliar. Dados sigilosos de menores em processos do TJ-SP vazam em sites 'Sempre alguém manda print' Um processo sigiloso envolvendo crimes sexuais contra crianças e adolescentes, em uma cidade da Grande São Paulo, tramitou por anos com todas as informações abertas ao público, permitindo que sites jurídicos reproduzissem o conteúdo integral, incluindo nomes completos das vítimas, endereço aproximado, escola, bairro onde moravam e detalhes suficientes para identificá-las. O material permaneceu acessível por anos no Diário Oficial da Justiça de São Paulo e no Jusbrasil, mesmo se tratando de um procedimento que deveria ter segredo absoluto, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Jusbrasil retirou o material do ar na sexta-feira (12), após o g1 acioná-lo. Um dos jovens atingidos pelo vazamento, que teve seu nome publicado tanto como vítima de abuso sexual quanto, posteriormente, como suposto aliciador, afirma que a divulgação do processo inteiro marcou sua vida. “Esse processo já me causou muita coisa ruim. Já rolou em grupos de WhatsApp, já fui exposto na minha comunidade. Eu tive que mudar de escola”, disse ao g1. O jovem explica que, embora tenha sido inicialmente tratado como se participasse dos crimes, a Justiça posteriormente reconheceu que ele era vítima, usada e manipulada pelo agressor, um militar, amigo da sua mãe, que também o havia violentado aos sete anos de idade. TJ e CNJ negam falhas; origem do vazamento segue desconhecida O Núcleo da Defensoria notificou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas, até agora, nenhum órgão identificou a origem do vazamento ou apresentou medidas concretas para solucioná-lo. O Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou, por meio de nota, que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. "As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal", diz. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados. Já o CNJ afirmou que a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao TJ. "O TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos", diz. A defensora discordou sobre o número de casos que foram apresentados pelo órgão ao TJ e CNJ. “O CNJ arquivou dizendo que eram poucos casos, mas já mapeamos dezenas, e sabemos que o universo é muito maior. É indispensável uma investigação mais profunda sobre como esses dados sigilosos estão sendo extraídos e repassados.” Possíveis fontes do vazamento Segundo a Defensoria, três caminhos têm sido identificados como potenciais pontos de fragilidade: Publicações judiciais que não foram anonimizadas, inclusive em varas criminais, onde adolescentes são citados nominalmente. Casos com atuação de advogados, que acabam indo para o Diário de Justiça Eletrônico sem o devido cuidado com o sigilo. A publicação indevida de atos processuais que jamais poderiam ser divulgados, como os do juízo corregedor — o tipo de processo que possui o maior nível de sigilo. A defensora também aponta a possibilidade de que o problema esteja em um banco de dados nacional abastecido obrigatoriamente por todos os tribunais, como o sistema Códex do CNJ, mas reforça que não há elementos suficientes para confirmar a hipótese. Retiradas pontuais não resolvem o problema A Defensoria tem solicitado a remoção de páginas individualmente, e alguns portais atendem aos pedidos — mas de forma irregular. Mesmo nomes cuja retirada já foi confirmada continuam reaparecendo em buscas recentes. “É um universo infinito. Não há como rastrear manualmente todos os adolescentes expostos. Sem identificar a fonte do vazamento, o problema continua”, diz a defensora. Por enquanto, nenhuma ação coletiva de indenização foi movida, mas a Defensoria afirma que os jovens afetados têm direito à reparação civil pelos danos sofridos. “É uma violação grave, inédita e contínua. E ninguém está assumindo responsabilidade”, resume a defensora. Nota do Escavador "O Escavador tomou conhecimento das reportagens que apontam a aparição de dados sensíveis e sigilosos em resultados de busca disponibilizados em nossa plataforma. Levamos o tema com máxima seriedade e transparência. É importante esclarecer que o Escavador não produz, altera ou cria conteúdos judiciais por conta própria. Nossa plataforma apenas indexa e reflete informações que são disponibilizadas como públicas por fontes oficiais, especialmente os Tribunais de Justiça e sistemas institucionais, como o portal Jus.br, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No caso noticiado, os processos em questão foram originalmente divulgados como públicos por essas fontes, quando, na realidade, deveriam estar protegidos por segredo de justiça na origem. Desde a identificação da situação, o Escavador adotou medidas imediatas e concretas: Remoção imediata: todas as páginas mencionadas foram prontamente removidas, e realizamos uma força-tarefa interna para varrer nossa base de dados e eliminar quaisquer outros casos semelhantes. Aprimoramento preventivo: estamos reforçando e aprimorando nossos sistemas para conseguir atuar preventivamente e identificar processos que contenham indícios de sigilo, mesmo quando haja falha na classificação por parte da fonte oficial. Cooperação institucional: estamos em comunicação com as fontes oficiais de dados, com o objetivo de atuar de forma colaborativa para evitar novas ocorrências, ainda que não tenhamos dado causa à publicidade do conteúdo que deveria estar sigiloso. O Escavador tem, há mais de uma década, o papel social de democratizar o acesso à informação jurídica no Brasil. Essa função social é indissociável do respeito à ética, à segurança da informação e à conformidade legal. Não abrimos mão desses princípios e seguimos totalmente abertos à cooperação com autoridades, instituições e a sociedade para o contínuo aprimoramento de nossos processos. Reafirmamos nosso compromisso com a proteção de dados pessoais, com a privacidade dos jurisdicionados e com a melhoria constante do ecossistema de informação jurídica no país. Nesse sentido, o Escavador disponibiliza formulário específico para que qualquer usuário possa solicitar a exclusão, atualização ou correção de informações a seu respeito, além de manter canal de atendimento ativo 24 horas por dia, dedicado ao recebimento, análise e tratamento das solicitações de usuários e titulares de dados. Exercício de direitos e canais de atendimento O Escavador incentiva que qualquer titular de dados exerça plenamente seus direitos de privacidade e autodeterminação informativa. Para isso, mantém canais específicos e acessíveis: Política de Privacidade https://www.escavador.com/politica-de-privacidade Formulário de Remoção de Dados Disponível na plataforma para solicitações de exclusão, ocultação ou desindexação de resultados associados a nomes de pessoas físicas ou jurídicas, analisadas com a maior brevidade possível. Canais de atendimento contato@escavador.com dpo@escavador.com O Escavador permanece à disposição da imprensa, das autoridades e da sociedade para prestar todos os esclarecimentos necessários e reforça seu compromisso com a proteção de dados, o respeito à legislação e a construção de um ambiente digital mais seguro, especialmente para crianças e adolescentes." O que diz o TJ "O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. A apuração teve início após comunicações enviadas por magistrados e pelo Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), da Defensoria Pública do Estado. As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados." Nova nota na quinta-feira, após publicação da reportagem: "O TJSP continua as apurações no âmbito interno nos expedientes já abertos, não tendo arquivado nenhum deles, mesmo considerando que as conclusões obtidas indicam, como já informado, que não houve vazamento de dados por parte do Tribunal. O intuito principal, como não poderia deixar de ser, é esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." O que diz o CNJ "Em 20 de agosto, a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em relação a suposto vazamento de dados de processos relativos ao cumprimento de medidas socioeducativas ou a atos infracionais em plataforma privada que reúne dados de processos judiciais. A solicitação foi feita após o CNJ receber denúncia da Defensoria Pública do Estado de São Paulo em que relatou facilidade na identificação desses processos, o que viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê que os dados de menores de idade constantes em processos judiciais devem ser resguardados de exposição. Em resposta, o TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos. Diante disso, a Corregedoria Nacional de Justiça considerou que não foram apresentadas provas concretas de falha na proteção de dados que justifiquem a instauração de medidas mais severas neste momento."

Judiciário altera normas após reportagem do g1 revelar exposição de dados de crianças e adolescentes

Publicado em: 17/12/2025 05:03

Dados sigilosos de crianças e adolescentes vazam em sites jurídicos Após reportagem do g1 revelar que dados sigilosos de crianças e adolescentes estavam expostos em sites jurídicos, o Judiciário alterou a redação de artigos das Normas de Serviço da Corregedoria-Geral da Justiça de São Paulo para reforçar a proteção da identidade de partes em processos que tramitam sob segredo de justiça. As mudanças foram publicadas no Diário Oficial de Justiça de São Paulo desta terça-feira (16). A apuração mostrou que nomes completos de menores apareciam em decisões judiciais e em publicações oficiais, mesmo em ações que deveriam ter sigilo absoluto, o que expôs crianças e adolescentes a constrangimentos e riscos. Com a repercussão das reportagens, a Corregedoria decidiu endurecer e detalhar as regras, deixando explícito que o nome completo das partes não pode constar nem das publicações, nem do conteúdo das decisões e sentenças. Em nota, o TJ afirmou que "trata-se de atualização das Normas de Serviço da Corregedoria Geral da Justiça para constar, de forma expressa, disposições que já estavam previstas em outros normativos vigentes. A revisão atende à necessidade permanente de atualização das Normas de Serviço e observa determinações já estabelecidas." "Ressalte-se que não houve inovação de conteúdo. A redação anterior fazia referência à sentença de forma mais genérica, enquanto o texto atualizado passou a mencionar, de maneira individualizada, cada uma de suas partes - relatório, fundamentação etc. A alteração das normas reforça a preocupação do TJSP na proteção dos dados dos processos sob segredo de Justiça", diz. Normas de Serviço da Corregedoria-Geral de Justiça – antes e depois Artigo 138 - antes e depois 🔹 Como era antes: Art. 138. Da publicação no Diário da Justiça Eletrônico a respeito de processos sujeitos ao segredo de justiça constarão as iniciais das partes. 🔹 Como ficou depois: Art. 138 – Nos processos que tramitam sob segredo de justiça, é vedada a menção ao nome completo das partes, devendo constar das decisões judiciais, das sentenças – relatório, fundamentação e/ou parte dispositiva – e das publicações no Diário de Justiça Eletrônico Nacional (DJEN) apenas as respectivas iniciais. Artigo 762 – antes e depois 🔹 Como era antes: Art. 762. Para resguardar o segredo de justiça, os editais de citação limitar-se-ão aos dados essenciais à identificação dos pais ou responsáveis. Parágrafo único. Da publicação no Diário da Justiça Eletrônico a respeito de processos sujeitos ao segredo de justiça constarão as iniciais das partes. 🔹 Como ficou depois: Art. 762. Parágrafo único – Nos processos que tramitam sob segredo de justiça, é vedada a menção ao nome completo das partes, devendo constar das decisões judiciais, das sentenças – relatório, fundamentação e/ou parte dispositiva – e das publicações no Diário de Justiça Eletrônico Nacional (DJEN) apenas as respectivas iniciais. Saiba mais: Dados sigilosos de crianças e adolescentes de processos do TJ-SP vazam em sites jurídicos e expõem jovens a constrangimentos e riscos Como ocorreu o vazamento de dados de crianças e adolescentes de processos de SP; veja as principais suspeitas Após reportagem do g1, Jusbrasil identifica falha que reproduziu dados de crianças do Diário Oficial de Justiça e remove conteúdo Crianças vítimas de estupro têm dados expostos por anos em site jurídico após processo do TJ-SP vazar: 'Sempre alguém manda print' Mudança amplia proteção de dados Na prática, as normas anteriores mencionavam apenas as publicações no Diário da Justiça, sem detalhar o conteúdo das decisões e sentenças. A nova redação amplia o alcance da regra e busca impedir que nomes completos apareçam em documentos judiciais que acabam sendo replicados por plataformas privadas na internet. Falhas Depois da publicação da reportagem, o Jusbrasil, um dos sites jurídicos que divulgou informações sigilosas de processos envolvendo crianças e adolescentes, identificou a falha e removeu os conteúdos. O site não sabe o número exato de dados expostos, mas afirmou que retirou centenas de processos, oriundos de fontes oficiais, só na semana passada. "A partir de investigações internas detalhadas, o Jusbrasil identificou que houve uma falha operacional em nossos mecanismos de identificação e remoção de conteúdos reproduzidos na plataforma com informações que identificam adolescentes envolvidos em atos infracionais, que foram original e indevidamente publicadas nos diários oficiais de justiça. Trata-se de um tema relevante, que demanda ação coordenada, responsabilidade compartilhada e total transparência", diz. "Diante dessa situação, revisamos imediatamente nossos fluxos internos de prevenção e monitoramento proativo, bem como conduzimos uma varredura técnica para identificar os documentos jurídicos com esse tipo de informação. Estamos removendo do site todos os conteúdos identificados até o momento com este tipo de informação em nossos sistemas. Seguimos com o monitoramento para garantir que novos casos sejam prontamente tratados. Temos um canal de atendimento que funciona 24h por dia para a solicitação de desidentificação de informações. Nos casos em que os conteúdos têm origem em diários oficiais, o pedido de desidentificação é tratado de forma imediata", completa. O Jusbrasil afirmou ainda que a exposição "contraria os princípios de proteção à infância e adolescência, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e não reflete os valores da nossa plataforma". "Reconhecemos a gravidade do impacto que esse tipo de exposição pode causar a adolescentes e suas famílias", dizem. Além do Jusbrasil, o Escavador também reproduziu dados de crianças e adolescentes. O Tirbunal de Justiça segue investigando a origem do vazamento. Segundo a instituição, as apurações têm como "intuito principal esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." Os dados divulgados Como o g1 mostrou, o problema veio à tona após técnicos de serviços de medidas socioeducativas perceberem que adolescentes acompanhados por eles estavam sendo identificados publicamente. Um desses serviços mapeou 40 nomes vazados apenas em uma única região da capital paulista, segundo a Defensoria. A partir daí, denúncias passaram a chegar de forma contínua ao Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), que hoje contabiliza mais de 50 casos confirmados, embora a estimativa real seja muito maior. Depois da publicação da reportagem, o g1 recebeu denúncias de vazamentos também de processos de crianças vítimas de estupros e de processos de adoção (leia mais abaixo). Além dos nomes e idades, também ficam expostos detalhes sobre os atos infracionais atribuídos aos adolescentes — em sua maioria, crimes contra o patrimônio, como furto. É algo completamente inédito. Estou na Infância há quase dez anos e nunca havia visto qualquer tipo de vazamento”, diz a defensora responsável pelo núcleo. “Esses processos têm camadas de sigilo e, em alguns tipos, até os próprios defensores precisam de credenciais especiais para acessá-los. Encontrar esse material exposto em sites abertos é extremamente grave. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro: o artigo 247 proíbe qualquer divulgação, total ou parcial, de dados que identifiquem adolescentes envolvidos em atos infracionais, seja por publicação original ou republicação — argumento que contradiz a defesa apresentada por sites que afirmam apenas “republicar dados públicos”. A pena é de multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência. Quem exibe ou transmite imagem e dados de adolescentes incorre na mesma pena. "Entendo que o TJ pode responder com base no ECA e na Constituição Federal ao expor nomes e informações de processos de crianças e adolescentes, que deveriam tramitar em sigilo. O segredo de Justiça visa evitar a revitimização das próprias crianças e adolescentes", diz Ariel de Castro Alves, advogado e membro da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB. Dados de adolescente expostos em site jurídico Reprodução Constrangimentos e violação de direitos O vazamento não é apenas uma falha administrativa: ele tem consequências diretas na vida dos jovens. Uma adolescente perdeu o emprego depois que o empregador, ao buscar seu nome na internet, encontrou o processo sigiloso e decidiu demiti-la. Em outro caso, um estudante abandonou o ano letivo após ser exposto de forma vexatória na escola. Há ainda situações envolvendo adolescentes em contextos de ameaça, nos quais a divulgação aumenta o risco real à integridade física. Um desses casos é de um adolescente que cumpriu medida socioeducativa por seis meses em uma creche para crianças pequenas. O pai explica que o filho só passou a responder ao processo porque se aproximou de um adolescente que, segundo ele, era o verdadeiro responsável pelo ato infracional investigado. “O principal adolescente no processo é o 'fulano'. Meu filho acabou sendo investigado por estar perto dele, mas o juiz enxergou que ele não tinha cometido nada. Ele foi inocentado”, afirma. Sombra de adolescente, menino, garoto Navneet Kaur/Pexels O pai conta que o jovem ficava muito tempo sozinho em casa e acabou se envolvendo com um grupo que considerava perigoso, mas que o acolhia. “Ele mesmo dizia: 'Eu sabia que eles faziam coisa errada, mas eu falava que era contra. Eram as pessoas que conversavam comigo, que jogavam joguinho online comigo'.” Por isso, ele acabou recebendo uma medida socioeducativa leve, voltada para orientação. “O juiz entendeu que ele precisava aprender a selecionar amizades, a tomar cuidado com internet, com redes sociais”, diz o pai. O processo do adolescente foi arquivado após seis meses, quando a Justiça concluiu que ele não havia participado do ato infracional. Mesmo assim, passou a ser alvo de estigma na escola depois que o processo apareceu ao se digitar seu nome no Google. “Eu tenho o print do Jusbrasil. Se digitava o nome dele na internet, aparecia o processo”, disse. Ele afirma que, a partir disso, o adolescente passou a ser visto como “perigoso” e “agressivo” por colegas e funcionários. “O segurança falava no rádio: 'menino chegou, toma cuidado', como se ele fosse um ladrão”, relatou. O pai conta ainda que a coordenadora o chamou numa sala fechada e insistiu para que ele admitisse ter machucado alguém, o que ele negou repetidas vezes. A família também acredita que a escola vasculhou as redes sociais do jovem, já que um vídeo postado apenas para amigos acabou enviado ao técnico da medida. O pai diz que o conjunto dessas situações fez o filho voltar a apresentar sintomas de depressão. “Ele estava muito bem, mas voltou a ficar triste, revoltado. Parou de ir para a escola.” Hoje, o adolescente estuda em regime domiciliar. Dados sigilosos de menores em processos do TJ-SP vazam em sites 'Sempre alguém manda print' Um processo sigiloso envolvendo crimes sexuais contra crianças e adolescentes, em uma cidade da Grande São Paulo, tramitou por anos com todas as informações abertas ao público, permitindo que sites jurídicos reproduzissem o conteúdo integral, incluindo nomes completos das vítimas, endereço aproximado, escola, bairro onde moravam e detalhes suficientes para identificá-las. O material permaneceu acessível por anos no Diário Oficial da Justiça de São Paulo e no Jusbrasil, mesmo se tratando de um procedimento que deveria ter segredo absoluto, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Jusbrasil retirou o material do ar na sexta-feira (12), após o g1 acioná-lo. Um dos jovens atingidos pelo vazamento, que teve seu nome publicado tanto como vítima de abuso sexual quanto, posteriormente, como suposto aliciador, afirma que a divulgação do processo inteiro marcou sua vida. “Esse processo já me causou muita coisa ruim. Já rolou em grupos de WhatsApp, já fui exposto na minha comunidade. Eu tive que mudar de escola”, disse ao g1. O jovem explica que, embora tenha sido inicialmente tratado como se participasse dos crimes, a Justiça posteriormente reconheceu que ele era vítima, usada e manipulada pelo agressor, um militar, amigo da sua mãe, que também o havia violentado aos sete anos de idade. TJ e CNJ negam falhas; origem do vazamento segue desconhecida O Núcleo da Defensoria notificou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas, até agora, nenhum órgão identificou a origem do vazamento ou apresentou medidas concretas para solucioná-lo. O Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou, por meio de nota, que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. "As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal", diz. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados. Já o CNJ afirmou que a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao TJ. "O TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos", diz. A defensora discordou sobre o número de casos que foram apresentados pelo órgão ao TJ e CNJ. “O CNJ arquivou dizendo que eram poucos casos, mas já mapeamos dezenas, e sabemos que o universo é muito maior. É indispensável uma investigação mais profunda sobre como esses dados sigilosos estão sendo extraídos e repassados.” Possíveis fontes do vazamento Segundo a Defensoria, três caminhos têm sido identificados como potenciais pontos de fragilidade: Publicações judiciais que não foram anonimizadas, inclusive em varas criminais, onde adolescentes são citados nominalmente. Casos com atuação de advogados, que acabam indo para o Diário de Justiça Eletrônico sem o devido cuidado com o sigilo. A publicação indevida de atos processuais que jamais poderiam ser divulgados, como os do juízo corregedor — o tipo de processo que possui o maior nível de sigilo. A defensora também aponta a possibilidade de que o problema esteja em um banco de dados nacional abastecido obrigatoriamente por todos os tribunais, como o sistema Códex do CNJ, mas reforça que não há elementos suficientes para confirmar a hipótese. Retiradas pontuais não resolvem o problema A Defensoria tem solicitado a remoção de páginas individualmente, e alguns portais atendem aos pedidos — mas de forma irregular. Mesmo nomes cuja retirada já foi confirmada continuam reaparecendo em buscas recentes. “É um universo infinito. Não há como rastrear manualmente todos os adolescentes expostos. Sem identificar a fonte do vazamento, o problema continua”, diz a defensora. Por enquanto, nenhuma ação coletiva de indenização foi movida, mas a Defensoria afirma que os jovens afetados têm direito à reparação civil pelos danos sofridos. “É uma violação grave, inédita e contínua. E ninguém está assumindo responsabilidade”, resume a defensora. O que diz o TJ "O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. A apuração teve início após comunicações enviadas por magistrados e pelo Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), da Defensoria Pública do Estado. As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados." Nova nota na quinta-feira, após publicação da reportagem: "O TJSP continua as apurações no âmbito interno nos expedientes já abertos, não tendo arquivado nenhum deles, mesmo considerando que as conclusões obtidas indicam, como já informado, que não houve vazamento de dados por parte do Tribunal. O intuito principal, como não poderia deixar de ser, é esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." O que diz o CNJ "Em 20 de agosto, a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em relação a suposto vazamento de dados de processos relativos ao cumprimento de medidas socioeducativas ou a atos infracionais em plataforma privada que reúne dados de processos judiciais. A solicitação foi feita após o CNJ receber denúncia da Defensoria Pública do Estado de São Paulo em que relatou facilidade na identificação desses processos, o que viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê que os dados de menores de idade constantes em processos judiciais devem ser resguardados de exposição. Em resposta, o TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos. Diante disso, a Corregedoria Nacional de Justiça considerou que não foram apresentadas provas concretas de falha na proteção de dados que justifiquem a instauração de medidas mais severas neste momento." O que diz o Escavador Nota de esclarecimento do Escavador sobre alegações de exposição de dados processuais sigilosos envolvendo crianças e adolescentes. O Escavador vem a público prestar esclarecimentos, com total transparência, sobre reportagens que mencionam suposta exposição, em sua plataforma, de dados processuais que deveriam tramitar sob segredo de justiça, especialmente em casos envolvendo crianças e adolescentes. Lamentamos profundamente qualquer preocupação ou constrangimento que a situação possa ter causado a familiares, responsáveis e demais envolvidos. A proteção de dados pessoais – em especial de pessoas em situação de vulnerabilidade – é prioridade absoluta na nossa atuação. 1. Compromisso com proteção de dados e com a legislação O Escavador reafirma seu compromisso integral com: a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD); o Marco Civil da Internet (MCI); o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o chamado ECA Digital. Nosso modelo de atuação não envolve a coleta clandestina, a venda ou o vazamento de dados sigilosos. A plataforma organiza e indexa informações que já foram tornadas públicas em bases oficiais do Poder Judiciário, com o objetivo de facilitar o acesso e a compreensão de dados públicos. O Escavador não tem poder de alterar, classificar como sigiloso ou tornar público qualquer dado na origem. Toda informação exibida reflete, de forma automatizada, o status com que ela é disponibilizada pelos órgãos oficiais competentes. 2. Origem das informações exibidas A partir da análise técnica já realizada, constatamos que os processos mencionados na reportagem constavam como publicamente acessíveis em bases oficiais de consulta, incluindo a plataforma Jus.br, administrada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nesses casos, o Escavador: apenas reproduziu e indexou informações que já estavam abertas à consulta pública; não teve participação na decisão de tornar tais dados públicos; não realizou qualquer ação de invasão, extração indevida ou quebra de sigilo. A responsabilidade pela correta classificação (público/sigiloso) dos processos e pela proteção especial de dados de crianças e adolescentes é, por lei, dos órgãos que administram esses sistemas oficiais. Ainda assim, o Escavador entende que faz parte do mesmo ecossistema de Justiça digital e, por isso, age de forma colaborativa e preventiva. 3. Medidas imediatas adotadas pelo Escavador Assim que fomos notificados sobre as alegações, adotamos, com máxima prioridade, as seguintes medidas: Remoção imediata de conteúdo Todas as páginas relacionadas aos processos citados foram prontamente removidas da plataforma, impedindo novos acessos por meio do Escavador. Reforço de rotinas de monitoramento Intensificamos nossos mecanismos de verificação e monitoramento de dados provenientes de fontes oficiais, com atenção especial a situações que possam envolver crianças, adolescentes e outros grupos vulneráveis. Colaboração técnica com o Poder Judiciário Colocamos nossa equipe técnica à disposição do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e demais órgãos competentes para: apoiar na identificação da origem das publicações indevidas em bases oficiais; colaborar em melhorias de prevenção e correção de eventuais inconsistências na classificação de processos sigilosos. As informações colhidas em nossa análise técnica estão à disposição das autoridades para quaisquer apurações que entenderem cabíveis. 4. Papel do Escavador no ecossistema de Justiça digital O Escavador é uma das mais de 20 lawtechs e legaltechs associadas à AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs) que atuam de forma legítima e transparente na organização de dados públicos, contribuindo para a democratização do acesso à Justiça. Situações em que processos que deveriam ser sigilosos aparecem como públicos em bases oficiais representam um desafio relevante para todo o sistema de Justiça digital. Por isso, o enfrentamento desse tipo de problema exige: correções na origem, nos sistemas oficiais que classificam e divulgam os dados; diálogo técnico constante entre Poder Judiciário, órgãos reguladores, especialistas em proteção de dados e empresas de tecnologia jurídica. O Escavador reitera sua postura colaborativa e responsável, colocando-se à disposição para contribuir com soluções que reforcem a proteção de dados – em especial de crianças e adolescentes – em todo o ciclo de vida da informação, desde a publicação oficial até eventuais indexadores de busca. 5. Exercício de direitos e canais de atendimento O Escavador incentiva que qualquer titular de dados exerça plenamente seus direitos de privacidade e autodeterminação informativa. Para isso, mantém canais específicos e acessíveis: Política de Privacidade https://www.escavador.com/politica-de-privacidade Formulário de Remoção de Dados Disponível na plataforma para solicitações de exclusão, ocultação ou desindexação de resultados associados a nomes de pessoas físicas ou jurídicas, analisadas com a maior brevidade possível. Canais de atendimento: contato@escavador.com dpo@escavador.com O Escavador permanece à disposição da imprensa, das autoridades e da sociedade para prestar todos os esclarecimentos necessários.

Mãe pede indenização após ter dados sigilosos de processo de adoção expostos na internet

Publicado em: 17/12/2025 05:03

Dados sigilosos de crianças e adolescentes vazam em sites jurídicos Uma mãe que adotou uma criança em São Paulo relata ter vivido meses de medo, insegurança e sofrimento psicológico depois de descobrir que dados sigilosos do processo de adoção do filho estavam disponíveis em sites jurídicos, como JusBrasil e Escavador, apesar de o caso tramitar sob segredo de Justiça. Segundo o relato feito ao g1, informações que deveriam estar protegidas, incluindo nomes completos e detalhes do processo, ficaram acessíveis por meses e chegaram a ser removidas após pedidos, mas voltaram a aparecer repetidamente com atualizações automáticas das plataformas. O g1 também recebeu informações de que outros processos de adoção estão expostos na internet. A história faz parte de uma série de reportagens do g1 que revelou que falhas no sigilo judicial levaram à exposição indevida de dados de crianças e adolescentes, como nos casos de adolescentes infratores e vítimas de estupro de vulnerável, que relataram ter tido informações pessoais divulgadas por anos em sites jurídicos, gerando constrangimento e riscos. A mãe contou que chegou a acreditar que se tratava de um problema pontual do próprio processo, mas passou a desconfiar de um vazamento sistêmico ao perceber que os dados reapareciam mesmo após solicitações de retirada. “Eu tirava, voltava. Tirava, voltava. Teve vezes em que eu parei de receber resposta. Foi aí que percebi que o problema não era só comigo”, disse. Saiba mais: Dados sigilosos de crianças e adolescentes de processos do TJ-SP vazam em sites jurídicos e expõem jovens a constrangimentos e riscos Como ocorreu o vazamento de dados de crianças e adolescentes de processos de SP; veja as principais suspeitas Após reportagem do g1, Jusbrasil identifica falha que reproduziu dados de crianças do Diário Oficial de Justiça e remove conteúdo A exposição dos dados afetou diretamente a rotina da família. A mãe relata noites sem dormir, crises de ansiedade e medo constante de que pessoas ligadas ao passado da criança descobrissem onde ela vive. “Qualquer pessoa que eu via na rua, eu achava que podia ser alguém do passado dele. Isso mexeu com a nossa estrutura familiar”, afirmou. "Eu fiquei com medo de genitores biológicos descobrirem onde meu filho está”, completou. Segundo ela, o receio maior não é o filho descobrir os dados no futuro, mas que ele seja estigmatizado. “As pessoas podem criar rótulos, associar comportamentos à origem. O judiciário não pode permitir isso.” A mãe diz ter buscado ajuda junto ao CNJ e à Corregedoria do Tribunal de Justiça, mas relata ter recebido respostas contraditórias. Enquanto isso, afirma, os dados continuavam circulando. “Um órgão dizia que era responsabilidade do outro", diz. Ação judicial e pedido de indenização A mãe afirma que já ingressou com ação judicial pedindo indenização por danos morais, de cerca de R$ 30 mil para cada órgão envolvido. Segundo ela, o pedido tem caráter simbólico e educativo. “Não é pelo dinheiro. É para que isso não volte a acontecer com nenhuma criança”, disse. Ela também pede a responsabilização dos sites que divulgaram os dados e de buscadores que mantiveram links ativos mesmo após solicitações de remoção, com previsão de multa em caso de nova publicação. Outros casos A mãe também relatou ao g1 um outro caso que a deixou ainda mais alarmada. Segundo ela, crianças que tinham genitores criminosos tiveram dados expostos em processos judiciais, o que poderia permitir sua identificação e localização. Em alguns desses casos, as famílias adotivas vivem sob receio de retaliações ou de que pessoas ligadas ao passado dos genitores descubram onde as crianças estão. “Tem crianças que vieram fugidas de outros estados. Ninguém pode saber onde elas estão. Quando esses dados aparecem na internet, o risco é maior”, afirmou. Integrantes da Associação dos Grupos de Apoio à Adoção do Estado de São Paulo (Agaaesp) informaram ao g1 que estão reunindo dados para mapear quantos processos tiveram informações expostas em cada município. Além disso, a OAB/SP, por meio da Comissão Especial para Adoção enviou um ofício ao Tribunal de Justiça de São Paulo solicitando esclarecimentos e providências sobre o vazamento de dados. Vítimas de estupro Um processo sigiloso envolvendo crimes sexuais contra crianças e adolescentes, em uma cidade da Grande São Paulo, tramitou por anos com todas as informações abertas ao público, permitindo que sites jurídicos reproduzissem o conteúdo integral, incluindo nomes completos das vítimas, endereço aproximado, escola, bairro onde moravam e detalhes suficientes para identificá-las. O material permaneceu acessível por anos no Diário Oficial da Justiça de São Paulo e no Jusbrasil, mesmo se tratando de um procedimento que deveria ter segredo absoluto, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Jusbrasil retirou o material do ar na sexta-feira (12), após o g1 acioná-lo. Um dos jovens atingidos pelo vazamento, que teve seu nome publicado tanto como vítima de abuso sexual quanto, posteriormente, como suposto aliciador, afirma que a divulgação do processo inteiro marcou sua vida. “Esse processo já me causou muita coisa ruim. Já rolou em grupos de WhatsApp, já fui exposto na O que diz a lei O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina: segredo absoluto em processos que envolvem crimes contra crianças e adolescentes; proibição de divulgação de nomes, imagens ou informações que permitam identificar vítimas ou adolescentes em procedimentos judiciais; sanções administrativas a quem divulgar ou permitir a divulgação — incluindo agentes públicos. A Defensoria Pública de São Paulo afirma que a exposição pode gerar indenização aos jovens. Remoção de conteúdos O Jusbrasil, um dos sites jurídicos que divulgou informações sigilosas de processos envolvendo crianças e adolescentes, afirmou na sexta-feira (12) que identificou a falha e removeu os conteúdos. O site não sabe o número exato de dados expostos, mas afirmou que retirou centenas de processos, oriundos de fontes oficiais, só entre quinta e esta sexta. "A partir de investigações internas detalhadas, o Jusbrasil identificou que houve uma falha operacional em nossos mecanismos de identificação e remoção de conteúdos reproduzidos na plataforma com informações que identificam adolescentes envolvidos em atos infracionais, que foram original e indevidamente publicadas nos diários oficiais de justiça. Trata-se de um tema relevante, que demanda ação coordenada, responsabilidade compartilhada e total transparência", diz. "Diante dessa situação, revisamos imediatamente nossos fluxos internos de prevenção e monitoramento proativo, bem como conduzimos uma varredura técnica para identificar os documentos jurídicos com esse tipo de informação. Estamos removendo do site todos os conteúdos identificados até o momento com este tipo de informação em nossos sistemas. Seguimos com o monitoramento para garantir que novos casos sejam prontamente tratados. Temos um canal de atendimento que funciona 24h por dia para a solicitação de desidentificação de informações. Nos casos em que os conteúdos têm origem em diários oficiais, o pedido de desidentificação é tratado de forma imediata", completa. O Jusbrasil afirmou ainda que a exposição "contraria os princípios de proteção à infância e adolescência, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e não reflete os valores da nossa plataforma". "Reconhecemos a gravidade do impacto que esse tipo de exposição pode causar a adolescentes e suas famílias", dizem. Além do Jusbrasil, o Escavador também reproduziu dados de crianças e adolescentes. O Tirbunal de Justiça segue investigando a origem do vazamento. Segundo a instituição, as apurações têm como "intuito principal esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." Dados divulgados Como o g1 mostrou, o problema veio à tona após técnicos de serviços de medidas socioeducativas perceberem que adolescentes acompanhados por eles estavam sendo identificados publicamente. Um desses serviços mapeou 40 nomes vazados apenas em uma única região da capital paulista, segundo a Defensoria. A partir daí, denúncias passaram a chegar de forma contínua ao Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), que hoje contabiliza mais de 50 casos confirmados, embora a estimativa real seja muito maior. Além dos nomes e idades, também ficam expostos detalhes sobre os atos infracionais atribuídos aos adolescentes — em sua maioria, crimes contra o patrimônio, como furto. "É algo completamente inédito. Estou na Infância há quase dez anos e nunca havia visto qualquer tipo de vazamento”, diz Gabriele Estabile Bezerra, coordenadora Auxiliar do Núcleo Especializado da Infância e Juventude da Defensoria. “Esses processos têm camadas de sigilo e, em alguns tipos, até os próprios defensores precisam de credenciais especiais para acessá-los. Encontrar esse material exposto em sites abertos é extremamente grave", completou. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro: o artigo 247 proíbe qualquer divulgação, total ou parcial, de dados que identifiquem adolescentes envolvidos em atos infracionais, seja por publicação original ou republicação — argumento que contradiz a defesa apresentada por sites que afirmam apenas “republicar dados públicos”. A pena é de multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência. Quem exibe ou transmite imagem e dados de adolescentes incorre na mesma pena. "Entendo que o TJ pode responder com base no ECA e na Constituição Federal ao expor nomes e informações de processos de crianças e adolescentes, que deveriam tramitar em sigilo. O segredo de Justiça visa evitar a revitimização das próprias crianças e adolescentes", diz Ariel de Castro Alves, advogado e membro da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB. Constrangimentos e violação de direitos O vazamento não é apenas uma falha administrativa: ele tem consequências diretas na vida dos jovens. Uma adolescente perdeu o emprego depois que o empregador, ao buscar seu nome na internet, encontrou o processo sigiloso e decidiu demiti-la. Em outro caso, um estudante abandonou o ano letivo após ser exposto de forma vexatória na escola. Há ainda situações envolvendo adolescentes em contextos de ameaça, nos quais a divulgação aumenta o risco real à integridade física. TJ e CNJ negam falhas; origem do vazamento segue desconhecida O Núcleo da Defensoria notificou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas, até agora, nenhum órgão identificou a origem do vazamento ou apresentou medidas concretas para solucioná-lo. O Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou, por meio de nota, que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. "As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal", diz. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados. Já o CNJ afirmou que a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao TJ. "O TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos", diz. A defensora discordou sobre o número de casos que foram apresentados pelo órgão ao TJ e CNJ. “O CNJ arquivou dizendo que eram poucos casos, mas já mapeamos dezenas, e sabemos que o universo é muito maior. É indispensável uma investigação mais profunda sobre como esses dados sigilosos estão sendo extraídos e repassados.” Sombra de adolescente, menino, garoto Navneet Kaur/Pexels Possíveis fontes do vazamento Segundo a Defensoria, três caminhos têm sido identificados como potenciais pontos de fragilidade: Publicações judiciais que não foram anonimizadas, inclusive em varas criminais, onde adolescentes são citados nominalmente. Casos com atuação de advogados, que acabam indo para o Diário de Justiça Eletrônico sem o devido cuidado com o sigilo. A publicação indevida de atos processuais que jamais poderiam ser divulgados, como os do juízo corregedor — o tipo de processo que possui o maior nível de sigilo. A defensora também aponta a possibilidade de que o problema esteja em um banco de dados nacional abastecido obrigatoriamente por todos os tribunais, como o sistema Códex do CNJ, mas reforça que não há elementos suficientes para confirmar a hipótese. Retiradas pontuais não resolvem o problema A Defensoria tem solicitado a remoção de páginas individualmente, e alguns portais atendem aos pedidos — mas de forma irregular. Mesmo nomes cuja retirada já foi confirmada continuam reaparecendo em buscas recentes. “É um universo infinito. Não há como rastrear manualmente todos os adolescentes expostos. Sem identificar a fonte do vazamento, o problema continua”, diz a defensora. Por enquanto, nenhuma ação coletiva de indenização foi movida, mas a Defensoria afirma que os jovens afetados têm direito à reparação civil pelos danos sofridos. “É uma violação grave, inédita e contínua. E ninguém está assumindo responsabilidade”, resume a defensora. O que diz o TJ "O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. A apuração teve início após comunicações enviadas por magistrados e pelo Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), da Defensoria Pública do Estado. As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados." Nova nota na quinta-feira, após publicação da reportagem: "O TJSP continua as apurações no âmbito interno nos expedientes já abertos, não tendo arquivado nenhum deles, mesmo considerando que as conclusões obtidas indicam, como já informado, que não houve vazamento de dados por parte do Tribunal. O intuito principal, como não poderia deixar de ser, é esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." O que diz o CNJ "Em 20 de agosto, a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em relação a suposto vazamento de dados de processos relativos ao cumprimento de medidas socioeducativas ou a atos infracionais em plataforma privada que reúne dados de processos judiciais. A solicitação foi feita após o CNJ receber denúncia da Defensoria Pública do Estado de São Paulo em que relatou facilidade na identificação desses processos, o que viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê que os dados de menores de idade constantes em processos judiciais devem ser resguardados de exposição. Em resposta, o TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos. Diante disso, a Corregedoria Nacional de Justiça considerou que não foram apresentadas provas concretas de falha na proteção de dados que justifiquem a instauração de medidas mais severas neste momento." O que diz o Escavador "Nota de esclarecimento do Escavador sobre alegações de exposição de dados processuais sigilosos envolvendo crianças e adolescentes. O Escavador vem a público prestar esclarecimentos, com total transparência, sobre reportagens que mencionam suposta exposição, em sua plataforma, de dados processuais que deveriam tramitar sob segredo de justiça, especialmente em casos envolvendo crianças e adolescentes. Lamentamos profundamente qualquer preocupação ou constrangimento que a situação possa ter causado a familiares, responsáveis e demais envolvidos. A proteção de dados pessoais – em especial de pessoas em situação de vulnerabilidade – é prioridade absoluta na nossa atuação."

Tome cuidado! Históricos de navegação no Pornhub foram roubados por hackers

Publicado em: 16/12/2025 06:16 Fonte: Tudocelular

O Pornhub confirmou ter sido afetado por um vazamento de dados ocorrido em 8 de novembro, envolvendo a plataforma de análise Mixpanel, fornecedora terceirizada que também impactou outras empresas de tecnologia. A confirmação ocorreu em 12 de dezembro e aponta exposição limitada a usuários específicos do serviço Premium. Segundo o site adulto, o incidente não envolveu os sistemas internos do Pornhub Premium e ocorreu dentro do ambiente da Mixpanel, apesar de a empresa afirmar que não utiliza o serviço desde 2021. Ainda assim, uma investigação interna segue em andamento para apurar a natureza e a extensão do ocorrido.Não é de hoje que hackers se apropriam de informações pessoais, geralmente dados bancários ou emails, para chantagear suas vítimas e conseguir dinheiro, mas um recente vazamento relacionado ao Pornhub Premium pode acabar se tornando ainda mais nocivo do que golpes anteriores. Clique aqui para ler mais

Vítimas de estupro de vulnerável têm dados expostos por anos em site jurídico após vazamento de processo do TJ-SP: 'Sempre alguém me manda um print'

Publicado em: 13/12/2025 05:00

Dados sigilosos de crianças e adolescentes vazam em sites jurídicos Um processo sigiloso envolvendo crimes sexuais contra crianças e adolescentes, em uma cidade da Grande São Paulo, tramitou por anos com todas as informações abertas ao público, permitindo que sites jurídicos reproduzissem o conteúdo integral, incluindo nomes completos das vítimas, endereço aproximado, escola, bairro onde moravam e detalhes suficientes para identificá-las. O material permaneceu acessível por anos no Diário Oficial da Justiça de São Paulo e no Jusbrasil, mesmo se tratando de um procedimento que deveria ter segredo absoluto, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Jusbrasil retirou o material do ar nesta sexta-feira (12), após o g1 acioná-lo. O caso é mais um do vazamento massivo de dados de crianças e adolescentes em decisões e registros públicos do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que o g1 revelou nesta semana. Saiba mais: Dados sigilosos de crianças e adolescentes de processos do TJ-SP vazam em sites jurídicos e expõem jovens a constrangimentos e riscos Como ocorreu o vazamento de dados de crianças e adolescentes de processos de SP; veja as principais suspeitas Após reportagem do g1, Jusbrasil identifica falha que reproduziu dados de crianças do Diário Oficial de Justiça e remove conteúdo Vítima relata anos de exposição: “Sempre aparece alguém me julgando” Um dos jovens atingidos pelo vazamento, que teve seu nome publicado tanto como vítima de abuso sexual quanto, posteriormente, como suposto aliciador, afirma que a divulgação do processo inteiro marcou sua vida. “Esse processo já me causou muita coisa ruim. Já rolou em grupos de WhatsApp, já fui exposto na minha comunidade. Eu tive que mudar de escola”, disse ao g1. O jovem explica que, embora tenha sido inicialmente tratado como se participasse dos crimes, a Justiça posteriormente reconheceu que ele era vítima, usada e manipulada pelo agressor, um militar, amigo da sua mãe, que também o havia violentado aos sete anos de idade. Ele cumpriu medida socioeducativa e passou por diversas unidades da Fundação Casa, onde chegou a sofrer ameaças. Em uma das unidades, houve até tentativa de agressão durante uma rebelião. Mais tarde, um juiz determinou a extinção do processo, reconhecendo que ele era vítima, mas a decisão que o colocava como autor de ato infracional continuou publicada online. "Eu tenho áudios, tenho prints das pessoas me perguntando, me julgando, sabe? Porque ali é só uma parte do processo, né? Onde expõe o meu nome, até onde eu moro, onde eu frequento, onde eu estudava, mas não fala o processo, o que desenrolou no processo, né? Então as pessoas acabam julgando aquilo que elas veem, então elas não sabem exatamente o que aconteceu", diz. “Eu me formei, fiz faculdade, trabalho. Mas vira e mexe aparece alguém me mandando print, perguntando o que aconteceu. É uma ferida que não fecha porque o processo está lá, público, até hoje”, afirma. Atualmente, ele tem 29 anos e trabalha como motorista de aplicativo. Processo trazia nome de criança de 8 anos vítima do mesmo agressor O mesmo documento que teve as informações do adolescente expostas também revelava o nome da outra vítima, um menino de 8 anos à época dos fatos. O processo trazia: nome completo bairro onde morava escola que frequentava descrição cronológica dos fatos depoimentos detalhados Segundo especialistas consultados pelo g1, qualquer parte desses dados já configuraria violação grave de direitos. “Faz mais de dez anos que isso está aberto. Eu era criança. Nunca imaginei que algo tão grave ficaria exposto por tanto tempo”, afirma o jovem. Ao ver a reportagem do g1 sobre o vazamento no TJ-SP, ele entrou em contato com a reportagem. “Quando eu vi a matéria, foi um alívio. Eu pensei: finalmente alguém está falando disso.” Tratamento e reconstrução da vida Depois da medida socioeducativa, o jovem passou três anos em acompanhamento psicológico especializado para vítimas de abuso sexual na infância. “Não superei, porque isso não se supera. Mas aprendi a viver com isso. O que não dá é continuar sendo exposto por causa de um erro do sistema”, diz. O que diz a lei O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina: segredo absoluto em processos que envolvem crimes contra crianças e adolescentes; proibição de divulgação de nomes, imagens ou informações que permitam identificar vítimas ou adolescentes em procedimentos judiciais; sanções administrativas a quem divulgar ou permitir a divulgação — incluindo agentes públicos. A Defensoria Pública de São Paulo afirma que a exposição pode gerar indenização aos jovens. Remoção de conteúdos O Jusbrasil, um dos sites jurídicos que divulgou informações sigilosas de processos envolvendo crianças e adolescentes, afirmou na sexta-feira (12) que identificou a falha e removeu os conteúdos. O site não sabe o número exato de dados expostos, mas afirmou que retirou centenas de processos, oriundos de fontes oficiais, só entre quinta e esta sexta. "A partir de investigações internas detalhadas, o Jusbrasil identificou que houve uma falha operacional em nossos mecanismos de identificação e remoção de conteúdos reproduzidos na plataforma com informações que identificam adolescentes envolvidos em atos infracionais, que foram original e indevidamente publicadas nos diários oficiais de justiça. Trata-se de um tema relevante, que demanda ação coordenada, responsabilidade compartilhada e total transparência", diz. "Diante dessa situação, revisamos imediatamente nossos fluxos internos de prevenção e monitoramento proativo, bem como conduzimos uma varredura técnica para identificar os documentos jurídicos com esse tipo de informação. Estamos removendo do site todos os conteúdos identificados até o momento com este tipo de informação em nossos sistemas. Seguimos com o monitoramento para garantir que novos casos sejam prontamente tratados. Temos um canal de atendimento que funciona 24h por dia para a solicitação de desidentificação de informações. Nos casos em que os conteúdos têm origem em diários oficiais, o pedido de desidentificação é tratado de forma imediata", completa. O Jusbrasil afirmou ainda que a exposição "contraria os princípios de proteção à infância e adolescência, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e não reflete os valores da nossa plataforma". "Reconhecemos a gravidade do impacto que esse tipo de exposição pode causar a adolescentes e suas famílias", dizem. Além do Jusbrasil, o Escavador também reproduziu dados de crianças e adolescentes. O Tirbunal de Justiça segue investigando a origem do vazamento. Segundo a instituição, as apurações têm como "intuito principal esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." Os dados divulgados Como o g1 mostrou, o problema veio à tona após técnicos de serviços de medidas socioeducativas perceberem que adolescentes acompanhados por eles estavam sendo identificados publicamente. Um desses serviços mapeou 40 nomes vazados apenas em uma única região da capital paulista, segundo a Defensoria. A partir daí, denúncias passaram a chegar de forma contínua ao Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), que hoje contabiliza mais de 50 casos confirmados, embora a estimativa real seja muito maior. Além dos nomes e idades, também ficam expostos detalhes sobre os atos infracionais atribuídos aos adolescentes — em sua maioria, crimes contra o patrimônio, como furto. "É algo completamente inédito. Estou na Infância há quase dez anos e nunca havia visto qualquer tipo de vazamento”, diz Gabriele Estabile Bezerra, coordenadora Auxiliar do Núcleo Especializado da Infância e Juventude da Defensoria. “Esses processos têm camadas de sigilo e, em alguns tipos, até os próprios defensores precisam de credenciais especiais para acessá-los. Encontrar esse material exposto em sites abertos é extremamente grave", completou. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro: o artigo 247 proíbe qualquer divulgação, total ou parcial, de dados que identifiquem adolescentes envolvidos em atos infracionais, seja por publicação original ou republicação — argumento que contradiz a defesa apresentada por sites que afirmam apenas “republicar dados públicos”. A pena é de multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência. Quem exibe ou transmite imagem e dados de adolescentes incorre na mesma pena. "Entendo que o TJ pode responder com base no ECA e na Constituição Federal ao expor nomes e informações de processos de crianças e adolescentes, que deveriam tramitar em sigilo. O segredo de Justiça visa evitar a revitimização das próprias crianças e adolescentes", diz Ariel de Castro Alves, advogado e membro da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB. Constrangimentos e violação de direitos O vazamento não é apenas uma falha administrativa: ele tem consequências diretas na vida dos jovens. Uma adolescente perdeu o emprego depois que o empregador, ao buscar seu nome na internet, encontrou o processo sigiloso e decidiu demiti-la. Em outro caso, um estudante abandonou o ano letivo após ser exposto de forma vexatória na escola. Há ainda situações envolvendo adolescentes em contextos de ameaça, nos quais a divulgação aumenta o risco real à integridade física. Um desses casos é de um adolescente que cumpriu medida socioeducativa por seis meses em uma creche para crianças pequenas. O pai explica que o filho só passou a responder ao processo porque se aproximou de um adolescente que, segundo ele, era o verdadeiro responsável pelo ato infracional investigado. “O principal adolescente no processo é o 'fulano'. Meu filho acabou sendo investigado por estar perto dele, mas o juiz enxergou que ele não tinha cometido nada. Ele foi inocentado”, afirma. O pai conta que o jovem ficava muito tempo sozinho em casa e acabou se envolvendo com um grupo que considerava perigoso, mas que o acolhia. “Ele mesmo dizia: 'Eu sabia que eles faziam coisa errada, mas eu falava que era contra. Eram as pessoas que conversavam comigo, que jogavam joguinho online comigo'.” Por isso, ele acabou recebendo uma medida socioeducativa leve, voltada para orientação. “O juiz entendeu que ele precisava aprender a selecionar amizades, a tomar cuidado com internet, com redes sociais”, diz o pai. O processo do adolescente foi arquivado após seis meses, quando a Justiça concluiu que ele não havia participado do ato infracional. Mesmo assim, passou a ser alvo de estigma na escola depois que o processo apareceu ao se digitar seu nome no Google. “Eu tenho o print do Jusbrasil. Se digitava o nome dele na internet, aparecia o processo”, disse. Ele afirma que, a partir disso, o adolescente passou a ser visto como “perigoso” e “agressivo” por colegas e funcionários. “O segurança falava no rádio: 'menino chegou, toma cuidado', como se ele fosse um ladrão”, relatou. O pai conta ainda que a coordenadora o chamou numa sala fechada e insistiu para que ele admitisse ter machucado alguém, o que ele negou repetidas vezes. A família também acredita que a escola vasculhou as redes sociais do jovem, já que um vídeo postado apenas para amigos acabou enviado ao técnico da medida. O pai diz que o conjunto dessas situações fez o filho voltar a apresentar sintomas de depressão. “Ele estava muito bem, mas voltou a ficar triste, revoltado. Parou de ir para a escola.” Hoje, o adolescente estuda em regime domiciliar. TJ e CNJ negam falhas; origem do vazamento segue desconhecida O Núcleo da Defensoria notificou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas, até agora, nenhum órgão identificou a origem do vazamento ou apresentou medidas concretas para solucioná-lo. O Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou, por meio de nota, que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. "As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal", diz. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados. Já o CNJ afirmou que a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao TJ. "O TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos", diz. A defensora discordou sobre o número de casos que foram apresentados pelo órgão ao TJ e CNJ. “O CNJ arquivou dizendo que eram poucos casos, mas já mapeamos dezenas, e sabemos que o universo é muito maior. É indispensável uma investigação mais profunda sobre como esses dados sigilosos estão sendo extraídos e repassados.” Sombra de adolescente, menino, garoto Navneet Kaur/Pexels Possíveis fontes do vazamento Segundo a Defensoria, três caminhos têm sido identificados como potenciais pontos de fragilidade: Publicações judiciais que não foram anonimizadas, inclusive em varas criminais, onde adolescentes são citados nominalmente. Casos com atuação de advogados, que acabam indo para o Diário de Justiça Eletrônico sem o devido cuidado com o sigilo. A publicação indevida de atos processuais que jamais poderiam ser divulgados, como os do juízo corregedor — o tipo de processo que possui o maior nível de sigilo. A defensora também aponta a possibilidade de que o problema esteja em um banco de dados nacional abastecido obrigatoriamente por todos os tribunais, como o sistema Códex do CNJ, mas reforça que não há elementos suficientes para confirmar a hipótese. Retiradas pontuais não resolvem o problema A Defensoria tem solicitado a remoção de páginas individualmente, e alguns portais atendem aos pedidos — mas de forma irregular. Mesmo nomes cuja retirada já foi confirmada continuam reaparecendo em buscas recentes. “É um universo infinito. Não há como rastrear manualmente todos os adolescentes expostos. Sem identificar a fonte do vazamento, o problema continua”, diz a defensora. Por enquanto, nenhuma ação coletiva de indenização foi movida, mas a Defensoria afirma que os jovens afetados têm direito à reparação civil pelos danos sofridos. “É uma violação grave, inédita e contínua. E ninguém está assumindo responsabilidade”, resume a defensora. O que diz o TJ "O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. A apuração teve início após comunicações enviadas por magistrados e pelo Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), da Defensoria Pública do Estado. As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados." Nova nota na quinta-feira, após publicação da reportagem: "O TJSP continua as apurações no âmbito interno nos expedientes já abertos, não tendo arquivado nenhum deles, mesmo considerando que as conclusões obtidas indicam, como já informado, que não houve vazamento de dados por parte do Tribunal. O intuito principal, como não poderia deixar de ser, é esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." O que diz o CNJ "Em 20 de agosto, a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em relação a suposto vazamento de dados de processos relativos ao cumprimento de medidas socioeducativas ou a atos infracionais em plataforma privada que reúne dados de processos judiciais. A solicitação foi feita após o CNJ receber denúncia da Defensoria Pública do Estado de São Paulo em que relatou facilidade na identificação desses processos, o que viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê que os dados de menores de idade constantes em processos judiciais devem ser resguardados de exposição. Em resposta, o TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos. Diante disso, a Corregedoria Nacional de Justiça considerou que não foram apresentadas provas concretas de falha na proteção de dados que justifiquem a instauração de medidas mais severas neste momento." O que diz o Escavador "Nota de esclarecimento do Escavador sobre alegações de exposição de dados processuais sigilosos envolvendo crianças e adolescentes. O Escavador vem a público prestar esclarecimentos, com total transparência, sobre reportagens que mencionam suposta exposição, em sua plataforma, de dados processuais que deveriam tramitar sob segredo de justiça, especialmente em casos envolvendo crianças e adolescentes. Lamentamos profundamente qualquer preocupação ou constrangimento que a situação possa ter causado a familiares, responsáveis e demais envolvidos. A proteção de dados pessoais – em especial de pessoas em situação de vulnerabilidade – é prioridade absoluta na nossa atuação."

Após reportagem do g1, Jusbrasil identifica falha que reproduziu dados de crianças do Diário Oficial de Justiça e remove conteúdo

Publicado em: 12/12/2025 17:19

Dados sigilosos de crianças e adolescentes vazam em sites jurídicos O Jusbrasil, um dos sites jurídicos que divulgou informações sigilosas de processos envolvendo crianças e adolescentes, afirmou nesta sexta-feira (12) que identificou a falha e removeu os conteúdos. Reportagem do g1 desta quinta-feira (11) mostrou que o vazamento, considerado inédito pela Defensoria Pública de São Paulo, já provocou demissões, abandono escolar e situações de constrangimento entre jovens cujos nomes passaram a aparecer em buscas simples na internet. O site não sabe o número exato de dados expostos, mas afirmou que retirou centenas de processos, oriundos de fontes oficiais, só entre quinta e esta sexta. "A partir de investigações internas detalhadas, o Jusbrasil identificou que houve uma falha operacional em nossos mecanismos de identificação e remoção de conteúdos reproduzidos na plataforma com informações que identificam adolescentes envolvidos em atos infracionais, que foram original e indevidamente publicadas nos diários oficiais de justiça. Trata-se de um tema relevante, que demanda ação coordenada, responsabilidade compartilhada e total transparência", diz. "Diante dessa situação, revisamos imediatamente nossos fluxos internos de prevenção e monitoramento proativo, bem como conduzimos uma varredura técnica para identificar os documentos jurídicos com esse tipo de informação. Estamos removendo do site todos os conteúdos identificados até o momento com este tipo de informação em nossos sistemas. Seguimos com o monitoramento para garantir que novos casos sejam prontamente tratados. Temos um canal de atendimento que funciona 24h por dia para a solicitação de desidentificação de informações. Nos casos em que os conteúdos têm origem em diários oficiais, o pedido de desidentificação é tratado de forma imediata", completa. O Jusbrasil afirmou ainda que a exposição "contraria os princípios de proteção à infância e adolescência, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e não reflete os valores da nossa plataforma". "Reconhecemos a gravidade do impacto que esse tipo de exposição pode causar a adolescentes e suas famílias", dizem. Além do Jusbrasil, o Escavador também reproduziu dados de crianças e adolescentes. O Tirbunal de Justiça segue investigando a origem do vazamento. Segundo a instituição, as apurações têm como "intuito principal esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." Os dados divulgados Como o g1 mostrou, o problema veio à tona após técnicos de serviços de medidas socioeducativas perceberem que adolescentes acompanhados por eles estavam sendo identificados publicamente. Raio X da violência contra a criança e o adolescente no Brasil Justiça vai contra a lei e expõe nomes e até endereços de crianças e mulheres vítimas de estupro e violência doméstica Um desses serviços mapeou 40 nomes vazados apenas em uma única região da capital paulista, segundo a Defensoria. A partir daí, denúncias passaram a chegar de forma contínua ao Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), que hoje contabiliza mais de 50 casos confirmados, embora a estimativa real seja muito maior. Além dos nomes e idades, também ficam expostos detalhes sobre os atos infracionais atribuídos aos adolescentes — em sua maioria, crimes contra o patrimônio, como furto. É algo completamente inédito. Estou na Infância há quase dez anos e nunca havia visto qualquer tipo de vazamento”, diz a defensora responsável pelo núcleo. “Esses processos têm camadas de sigilo e, em alguns tipos, até os próprios defensores precisam de credenciais especiais para acessá-los. Encontrar esse material exposto em sites abertos é extremamente grave. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro: o artigo 247 proíbe qualquer divulgação, total ou parcial, de dados que identifiquem adolescentes envolvidos em atos infracionais, seja por publicação original ou republicação — argumento que contradiz a defesa apresentada por sites que afirmam apenas “republicar dados públicos”. A pena é de multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência. Quem exibe ou transmite imagem e dados de adolescentes incorre na mesma pena. "Entendo que o TJ pode responder com base no ECA e na Constituição Federal ao expor nomes e informações de processos de crianças e adolescentes, que deveriam tramitar em sigilo. O segredo de Justiça visa evitar a revitimização das próprias crianças e adolescentes", diz Ariel de Castro Alves, advogado e membro da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB. Dados de adolescente expostos em site jurídico Reprodução Constrangimentos e violação de direitos O vazamento não é apenas uma falha administrativa: ele tem consequências diretas na vida dos jovens. Uma adolescente perdeu o emprego depois que o empregador, ao buscar seu nome na internet, encontrou o processo sigiloso e decidiu demiti-la. Em outro caso, um estudante abandonou o ano letivo após ser exposto de forma vexatória na escola. Há ainda situações envolvendo adolescentes em contextos de ameaça, nos quais a divulgação aumenta o risco real à integridade física. Um desses casos é de um adolescente que cumpriu medida socioeducativa por seis meses em uma creche para crianças pequenas. O pai explica que o filho só passou a responder ao processo porque se aproximou de um adolescente que, segundo ele, era o verdadeiro responsável pelo ato infracional investigado. “O principal adolescente no processo é o 'fulano'. Meu filho acabou sendo investigado por estar perto dele, mas o juiz enxergou que ele não tinha cometido nada. Ele foi inocentado”, afirma. Sombra de adolescente, menino, garoto Navneet Kaur/Pexels O pai conta que o jovem ficava muito tempo sozinho em casa e acabou se envolvendo com um grupo que considerava perigoso, mas que o acolhia. “Ele mesmo dizia: 'Eu sabia que eles faziam coisa errada, mas eu falava que era contra. Eram as pessoas que conversavam comigo, que jogavam joguinho online comigo'.” Por isso, ele acabou recebendo uma medida socioeducativa leve, voltada para orientação. “O juiz entendeu que ele precisava aprender a selecionar amizades, a tomar cuidado com internet, com redes sociais”, diz o pai. O processo do adolescente foi arquivado após seis meses, quando a Justiça concluiu que ele não havia participado do ato infracional. Mesmo assim, passou a ser alvo de estigma na escola depois que o processo apareceu ao se digitar seu nome no Google. “Eu tenho o print do Jusbrasil. Se digitava o nome dele na internet, aparecia o processo”, disse. Ele afirma que, a partir disso, o adolescente passou a ser visto como “perigoso” e “agressivo” por colegas e funcionários. “O segurança falava no rádio: 'menino chegou, toma cuidado', como se ele fosse um ladrão”, relatou. O pai conta ainda que a coordenadora o chamou numa sala fechada e insistiu para que ele admitisse ter machucado alguém, o que ele negou repetidas vezes. A família também acredita que a escola vasculhou as redes sociais do jovem, já que um vídeo postado apenas para amigos acabou enviado ao técnico da medida. O pai diz que o conjunto dessas situações fez o filho voltar a apresentar sintomas de depressão. “Ele estava muito bem, mas voltou a ficar triste, revoltado. Parou de ir para a escola.” Hoje, o adolescente estuda em regime domiciliar. Dados sigilosos de menores em processos do TJ-SP vazam em sites TJ e CNJ negam falhas; origem do vazamento segue desconhecida O Núcleo da Defensoria notificou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas, até agora, nenhum órgão identificou a origem do vazamento ou apresentou medidas concretas para solucioná-lo. O Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou, por meio de nota, que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. "As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal", diz. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados. Já o CNJ afirmou que a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao TJ. "O TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos", diz. A defensora discordou sobre o número de casos que foram apresentados pelo órgão ao TJ e CNJ. “O CNJ arquivou dizendo que eram poucos casos, mas já mapeamos dezenas, e sabemos que o universo é muito maior. É indispensável uma investigação mais profunda sobre como esses dados sigilosos estão sendo extraídos e repassados.” Possíveis fontes do vazamento Segundo a Defensoria, três caminhos têm sido identificados como potenciais pontos de fragilidade: Publicações judiciais que não foram anonimizadas, inclusive em varas criminais, onde adolescentes são citados nominalmente. Casos com atuação de advogados, que acabam indo para o Diário de Justiça Eletrônico sem o devido cuidado com o sigilo. A publicação indevida de atos processuais que jamais poderiam ser divulgados, como os do juízo corregedor — o tipo de processo que possui o maior nível de sigilo. A defensora também aponta a possibilidade de que o problema esteja em um banco de dados nacional abastecido obrigatoriamente por todos os tribunais, como o sistema Códex do CNJ, mas reforça que não há elementos suficientes para confirmar a hipótese. Retiradas pontuais não resolvem o problema A Defensoria tem solicitado a remoção de páginas individualmente, e alguns portais atendem aos pedidos — mas de forma irregular. Mesmo nomes cuja retirada já foi confirmada continuam reaparecendo em buscas recentes. “É um universo infinito. Não há como rastrear manualmente todos os adolescentes expostos. Sem identificar a fonte do vazamento, o problema continua”, diz a defensora. Por enquanto, nenhuma ação coletiva de indenização foi movida, mas a Defensoria afirma que os jovens afetados têm direito à reparação civil pelos danos sofridos. “É uma violação grave, inédita e contínua. E ninguém está assumindo responsabilidade”, resume a defensora. O que diz o TJ "O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. A apuração teve início após comunicações enviadas por magistrados e pelo Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), da Defensoria Pública do Estado. As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados." Nova nota na quinta-feira, após publicação da reportagem: "O TJSP continua as apurações no âmbito interno nos expedientes já abertos, não tendo arquivado nenhum deles, mesmo considerando que as conclusões obtidas indicam, como já informado, que não houve vazamento de dados por parte do Tribunal. O intuito principal, como não poderia deixar de ser, é esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." O que diz o CNJ "Em 20 de agosto, a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em relação a suposto vazamento de dados de processos relativos ao cumprimento de medidas socioeducativas ou a atos infracionais em plataforma privada que reúne dados de processos judiciais. A solicitação foi feita após o CNJ receber denúncia da Defensoria Pública do Estado de São Paulo em que relatou facilidade na identificação desses processos, o que viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê que os dados de menores de idade constantes em processos judiciais devem ser resguardados de exposição. Em resposta, o TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos. Diante disso, a Corregedoria Nacional de Justiça considerou que não foram apresentadas provas concretas de falha na proteção de dados que justifiquem a instauração de medidas mais severas neste momento." O que diz o Escavador Nota de esclarecimento do Escavador sobre alegações de exposição de dados processuais sigilosos envolvendo crianças e adolescentes. O Escavador vem a público prestar esclarecimentos, com total transparência, sobre reportagens que mencionam suposta exposição, em sua plataforma, de dados processuais que deveriam tramitar sob segredo de justiça, especialmente em casos envolvendo crianças e adolescentes. Lamentamos profundamente qualquer preocupação ou constrangimento que a situação possa ter causado a familiares, responsáveis e demais envolvidos. A proteção de dados pessoais – em especial de pessoas em situação de vulnerabilidade – é prioridade absoluta na nossa atuação. 1. Compromisso com proteção de dados e com a legislação O Escavador reafirma seu compromisso integral com: a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD); o Marco Civil da Internet (MCI); o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o chamado ECA Digital. Nosso modelo de atuação não envolve a coleta clandestina, a venda ou o vazamento de dados sigilosos. A plataforma organiza e indexa informações que já foram tornadas públicas em bases oficiais do Poder Judiciário, com o objetivo de facilitar o acesso e a compreensão de dados públicos. O Escavador não tem poder de alterar, classificar como sigiloso ou tornar público qualquer dado na origem. Toda informação exibida reflete, de forma automatizada, o status com que ela é disponibilizada pelos órgãos oficiais competentes. 2. Origem das informações exibidas A partir da análise técnica já realizada, constatamos que os processos mencionados na reportagem constavam como publicamente acessíveis em bases oficiais de consulta, incluindo a plataforma Jus.br, administrada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nesses casos, o Escavador: apenas reproduziu e indexou informações que já estavam abertas à consulta pública; não teve participação na decisão de tornar tais dados públicos; não realizou qualquer ação de invasão, extração indevida ou quebra de sigilo. A responsabilidade pela correta classificação (público/sigiloso) dos processos e pela proteção especial de dados de crianças e adolescentes é, por lei, dos órgãos que administram esses sistemas oficiais. Ainda assim, o Escavador entende que faz parte do mesmo ecossistema de Justiça digital e, por isso, age de forma colaborativa e preventiva. 3. Medidas imediatas adotadas pelo Escavador Assim que fomos notificados sobre as alegações, adotamos, com máxima prioridade, as seguintes medidas: Remoção imediata de conteúdo Todas as páginas relacionadas aos processos citados foram prontamente removidas da plataforma, impedindo novos acessos por meio do Escavador. Reforço de rotinas de monitoramento Intensificamos nossos mecanismos de verificação e monitoramento de dados provenientes de fontes oficiais, com atenção especial a situações que possam envolver crianças, adolescentes e outros grupos vulneráveis. Colaboração técnica com o Poder Judiciário Colocamos nossa equipe técnica à disposição do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e demais órgãos competentes para: apoiar na identificação da origem das publicações indevidas em bases oficiais; colaborar em melhorias de prevenção e correção de eventuais inconsistências na classificação de processos sigilosos. As informações colhidas em nossa análise técnica estão à disposição das autoridades para quaisquer apurações que entenderem cabíveis. 4. Papel do Escavador no ecossistema de Justiça digital O Escavador é uma das mais de 20 lawtechs e legaltechs associadas à AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs) que atuam de forma legítima e transparente na organização de dados públicos, contribuindo para a democratização do acesso à Justiça. Situações em que processos que deveriam ser sigilosos aparecem como públicos em bases oficiais representam um desafio relevante para todo o sistema de Justiça digital. Por isso, o enfrentamento desse tipo de problema exige: correções na origem, nos sistemas oficiais que classificam e divulgam os dados; diálogo técnico constante entre Poder Judiciário, órgãos reguladores, especialistas em proteção de dados e empresas de tecnologia jurídica. O Escavador reitera sua postura colaborativa e responsável, colocando-se à disposição para contribuir com soluções que reforcem a proteção de dados – em especial de crianças e adolescentes – em todo o ciclo de vida da informação, desde a publicação oficial até eventuais indexadores de busca. 5. Exercício de direitos e canais de atendimento O Escavador incentiva que qualquer titular de dados exerça plenamente seus direitos de privacidade e autodeterminação informativa. Para isso, mantém canais específicos e acessíveis: Política de Privacidade https://www.escavador.com/politica-de-privacidade Formulário de Remoção de Dados Disponível na plataforma para solicitações de exclusão, ocultação ou desindexação de resultados associados a nomes de pessoas físicas ou jurídicas, analisadas com a maior brevidade possível. Canais de atendimento: contato@escavador.com dpo@escavador.com O Escavador permanece à disposição da imprensa, das autoridades e da sociedade para prestar todos os esclarecimentos necessários.

TJ-SP investiga origem da publicação de dados de crianças e adolescentes em sites jurídicos

Publicado em: 12/12/2025 04:01

Dados sigilosos de crianças e adolescentes vazam em sites jurídicos O Tribunal de Justiça de São Paulo investiga a divulgação de informações sigilosas de processos envolvendo crianças e adolescentes que responderam por atos infracionais em sites jurídicos, como Escavador e Jusbrasil. Por lei, estes dados são sigilosos. Segundo o Tribunal, as apurações têm como "intuito principal esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." O vazamento, considerado inédito pela Defensoria Pública de São Paulo, já provocou demissões, abandono escolar e situações de constrangimento entre jovens cujos nomes passaram a aparecer em buscas simples na internet. Os sites jurídicos lamentaram a exposição dos jovens e alegaram que apenas reproduziram dados. A origem do vazamento é desconhecida. (leia mais abaixo) Como o g1 mostrou, o problema veio à tona após técnicos de serviços de medidas socioeducativas perceberem que adolescentes acompanhados por eles estavam sendo identificados publicamente. Raio X da violência contra a criança e o adolescente no Brasil Justiça vai contra a lei e expõe nomes e até endereços de crianças e mulheres vítimas de estupro e violência doméstica Um desses serviços mapeou 40 nomes vazados apenas em uma única região da capital paulista, segundo a Defensoria. A partir daí, denúncias passaram a chegar de forma contínua ao Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), que hoje contabiliza mais de 50 casos confirmados, embora a estimativa real seja muito maior. Além dos nomes e idades, também ficam expostos detalhes sobre os atos infracionais atribuídos aos adolescentes — em sua maioria, crimes contra o patrimônio, como furto. É algo completamente inédito. Estou na Infância há quase dez anos e nunca havia visto qualquer tipo de vazamento”, diz a defensora responsável pelo núcleo. “Esses processos têm camadas de sigilo e, em alguns tipos, até os próprios defensores precisam de credenciais especiais para acessá-los. Encontrar esse material exposto em sites abertos é extremamente grave. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro: o artigo 247 proíbe qualquer divulgação, total ou parcial, de dados que identifiquem adolescentes envolvidos em atos infracionais, seja por publicação original ou republicação — argumento que contradiz a defesa apresentada por sites que afirmam apenas “republicar dados públicos”. A pena é de multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência. Quem exibe ou transmite imagem e dados de adolescentes incorre na mesma pena. "Entendo que o TJ pode responder com base no ECA e na Constituição Federal ao expor nomes e informações de processos de crianças e adolescentes, que deveriam tramitar em sigilo. O segredo de Justiça visa evitar a revitimização das próprias crianças e adolescentes", diz Ariel de Castro Alves, advogado e membro da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB. "Embora os portais se esquivem de assumir uma responsabilidade, o fato é que qualquer divulgação, independentemente da fonte de obtenção, é uma infração administrativa. Então, os portais são responsáveis por essa divulgação, sim. Além da indenização, que esses adolescentes podem fazer jus. E aí, teria que investigar a origem para poder pensar em espécies de responsabilidade seja penal, administrativa ou cível", completou Gabriele. Dados de adolescente expostos em site jurídico Reprodução Constrangimentos e violação de direitos O vazamento não é apenas uma falha administrativa: ele tem consequências diretas na vida dos jovens. Uma adolescente perdeu o emprego depois que o empregador, ao buscar seu nome na internet, encontrou o processo sigiloso e decidiu demiti-la. Em outro caso, um estudante abandonou o ano letivo após ser exposto de forma vexatória na escola. Há ainda situações envolvendo adolescentes em contextos de ameaça, nos quais a divulgação aumenta o risco real à integridade física. Um desses casos é de um adolescente que cumpriu medida socioeducativa por seis meses em uma creche para crianças pequenas. O pai explica que o filho só passou a responder ao processo porque se aproximou de um adolescente que, segundo ele, era o verdadeiro responsável pelo ato infracional investigado. “O principal adolescente no processo é o 'fulano'. Meu filho acabou sendo investigado por estar perto dele, mas o juiz enxergou que ele não tinha cometido nada. Ele foi inocentado”, afirma. Sombra de adolescente, menino, garoto Navneet Kaur/Pexels O pai conta que o jovem ficava muito tempo sozinho em casa e acabou se envolvendo com um grupo que considerava perigoso, mas que o acolhia. “Ele mesmo dizia: 'Eu sabia que eles faziam coisa errada, mas eu falava que era contra. Eram as pessoas que conversavam comigo, que jogavam joguinho online comigo'.” Por isso, ele acabou recebendo uma medida socioeducativa leve, voltada para orientação. “O juiz entendeu que ele precisava aprender a selecionar amizades, a tomar cuidado com internet, com redes sociais”, diz o pai. O processo do adolescente foi arquivado após seis meses, quando a Justiça concluiu que ele não havia participado do ato infracional. Mesmo assim, passou a ser alvo de estigma na escola depois que o processo apareceu ao se digitar seu nome no Google. “Eu tenho o print do Jusbrasil. Se digitava o nome dele na internet, aparecia o processo”, disse. Ele afirma que, a partir disso, o adolescente passou a ser visto como “perigoso” e “agressivo” por colegas e funcionários. “O segurança falava no rádio: 'menino chegou, toma cuidado', como se ele fosse um ladrão”, relatou. O pai conta ainda que a coordenadora o chamou numa sala fechada e insistiu para que ele admitisse ter machucado alguém, o que ele negou repetidas vezes. A família também acredita que a escola vasculhou as redes sociais do jovem, já que um vídeo postado apenas para amigos acabou enviado ao técnico da medida. O pai diz que o conjunto dessas situações fez o filho voltar a apresentar sintomas de depressão. “Ele estava muito bem, mas voltou a ficar triste, revoltado. Parou de ir para a escola.” Hoje, o adolescente estuda em regime domiciliar. Dados sigilosos de menores em processos do TJ-SP vazam em sites TJ e CNJ negam falhas; origem do vazamento segue desconhecida O Núcleo da Defensoria notificou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas, até agora, nenhum órgão identificou a origem do vazamento ou apresentou medidas concretas para solucioná-lo. O Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou, por meio de nota, que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. "As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal", diz. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados. Já o CNJ afirmou que a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao TJ. "O TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos", diz. A defensora discordou sobre o número de casos que foram apresentados pelo órgão ao TJ e CNJ. “O CNJ arquivou dizendo que eram poucos casos, mas já mapeamos dezenas, e sabemos que o universo é muito maior. É indispensável uma investigação mais profunda sobre como esses dados sigilosos estão sendo extraídos e repassados.” Possíveis fontes do vazamento Segundo a Defensoria, três caminhos têm sido identificados como potenciais pontos de fragilidade: Publicações judiciais que não foram anonimizadas, inclusive em varas criminais, onde adolescentes são citados nominalmente. Casos com atuação de advogados, que acabam indo para o Diário de Justiça Eletrônico sem o devido cuidado com o sigilo. A publicação indevida de atos processuais que jamais poderiam ser divulgados, como os do juízo corregedor — o tipo de processo que possui o maior nível de sigilo. A defensora também aponta a possibilidade de que o problema esteja em um banco de dados nacional abastecido obrigatoriamente por todos os tribunais, como o sistema Códex do CNJ, mas reforça que não há elementos suficientes para confirmar a hipótese. Retiradas pontuais não resolvem o problema A Defensoria tem solicitado a remoção de páginas individualmente, e alguns portais atendem aos pedidos — mas de forma irregular. Mesmo nomes cuja retirada já foi confirmada continuam reaparecendo em buscas recentes. “É um universo infinito. Não há como rastrear manualmente todos os adolescentes expostos. Sem identificar a fonte do vazamento, o problema continua”, diz a defensora. Por enquanto, nenhuma ação coletiva de indenização foi movida, mas a Defensoria afirma que os jovens afetados têm direito à reparação civil pelos danos sofridos. “É uma violação grave, inédita e contínua. E ninguém está assumindo responsabilidade”, resume a defensora. O que diz o TJ "O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. A apuração teve início após comunicações enviadas por magistrados e pelo Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), da Defensoria Pública do Estado. As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados." Nova nota na quinta-feira, após publicação da reportagem: "O TJSP continua as apurações no âmbito interno nos expedientes já abertos, não tendo arquivado nenhum deles, mesmo considerando que as conclusões obtidas indicam, como já informado, que não houve vazamento de dados por parte do Tribunal. O intuito principal, como não poderia deixar de ser, é esgotar todas as possibilidades ao seu alcance, na busca das informações que possam levar à identificação da origem da publicação dos dados por terceiros e, principalmente, assegurar o cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes." O que diz o CNJ "Em 20 de agosto, a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em relação a suposto vazamento de dados de processos relativos ao cumprimento de medidas socioeducativas ou a atos infracionais em plataforma privada que reúne dados de processos judiciais. A solicitação foi feita após o CNJ receber denúncia da Defensoria Pública do Estado de São Paulo em que relatou facilidade na identificação desses processos, o que viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê que os dados de menores de idade constantes em processos judiciais devem ser resguardados de exposição. Em resposta, o TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos. Diante disso, a Corregedoria Nacional de Justiça considerou que não foram apresentadas provas concretas de falha na proteção de dados que justifiquem a instauração de medidas mais severas neste momento." O que diz o Escavador Nota de esclarecimento do Escavador sobre alegações de exposição de dados processuais sigilosos envolvendo crianças e adolescentes. O Escavador vem a público prestar esclarecimentos, com total transparência, sobre reportagens que mencionam suposta exposição, em sua plataforma, de dados processuais que deveriam tramitar sob segredo de justiça, especialmente em casos envolvendo crianças e adolescentes. Lamentamos profundamente qualquer preocupação ou constrangimento que a situação possa ter causado a familiares, responsáveis e demais envolvidos. A proteção de dados pessoais – em especial de pessoas em situação de vulnerabilidade – é prioridade absoluta na nossa atuação. 1. Compromisso com proteção de dados e com a legislação O Escavador reafirma seu compromisso integral com: a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD); o Marco Civil da Internet (MCI); o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o chamado ECA Digital. Nosso modelo de atuação não envolve a coleta clandestina, a venda ou o vazamento de dados sigilosos. A plataforma organiza e indexa informações que já foram tornadas públicas em bases oficiais do Poder Judiciário, com o objetivo de facilitar o acesso e a compreensão de dados públicos. O Escavador não tem poder de alterar, classificar como sigiloso ou tornar público qualquer dado na origem. Toda informação exibida reflete, de forma automatizada, o status com que ela é disponibilizada pelos órgãos oficiais competentes. 2. Origem das informações exibidas A partir da análise técnica já realizada, constatamos que os processos mencionados na reportagem constavam como publicamente acessíveis em bases oficiais de consulta, incluindo a plataforma Jus.br, administrada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nesses casos, o Escavador: apenas reproduziu e indexou informações que já estavam abertas à consulta pública; não teve participação na decisão de tornar tais dados públicos; não realizou qualquer ação de invasão, extração indevida ou quebra de sigilo. A responsabilidade pela correta classificação (público/sigiloso) dos processos e pela proteção especial de dados de crianças e adolescentes é, por lei, dos órgãos que administram esses sistemas oficiais. Ainda assim, o Escavador entende que faz parte do mesmo ecossistema de Justiça digital e, por isso, age de forma colaborativa e preventiva. 3. Medidas imediatas adotadas pelo Escavador Assim que fomos notificados sobre as alegações, adotamos, com máxima prioridade, as seguintes medidas: Remoção imediata de conteúdo Todas as páginas relacionadas aos processos citados foram prontamente removidas da plataforma, impedindo novos acessos por meio do Escavador. Reforço de rotinas de monitoramento Intensificamos nossos mecanismos de verificação e monitoramento de dados provenientes de fontes oficiais, com atenção especial a situações que possam envolver crianças, adolescentes e outros grupos vulneráveis. Colaboração técnica com o Poder Judiciário Colocamos nossa equipe técnica à disposição do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e demais órgãos competentes para: apoiar na identificação da origem das publicações indevidas em bases oficiais; colaborar em melhorias de prevenção e correção de eventuais inconsistências na classificação de processos sigilosos. As informações colhidas em nossa análise técnica estão à disposição das autoridades para quaisquer apurações que entenderem cabíveis. 4. Papel do Escavador no ecossistema de Justiça digital O Escavador é uma das mais de 20 lawtechs e legaltechs associadas à AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs) que atuam de forma legítima e transparente na organização de dados públicos, contribuindo para a democratização do acesso à Justiça. Situações em que processos que deveriam ser sigilosos aparecem como públicos em bases oficiais representam um desafio relevante para todo o sistema de Justiça digital. Por isso, o enfrentamento desse tipo de problema exige: correções na origem, nos sistemas oficiais que classificam e divulgam os dados; diálogo técnico constante entre Poder Judiciário, órgãos reguladores, especialistas em proteção de dados e empresas de tecnologia jurídica. O Escavador reitera sua postura colaborativa e responsável, colocando-se à disposição para contribuir com soluções que reforcem a proteção de dados – em especial de crianças e adolescentes – em todo o ciclo de vida da informação, desde a publicação oficial até eventuais indexadores de busca. 5. Exercício de direitos e canais de atendimento O Escavador incentiva que qualquer titular de dados exerça plenamente seus direitos de privacidade e autodeterminação informativa. Para isso, mantém canais específicos e acessíveis: Política de Privacidade https://www.escavador.com/politica-de-privacidade Formulário de Remoção de Dados Disponível na plataforma para solicitações de exclusão, ocultação ou desindexação de resultados associados a nomes de pessoas físicas ou jurídicas, analisadas com a maior brevidade possível. Canais de atendimento: contato@escavador.com dpo@escavador.com O Escavador permanece à disposição da imprensa, das autoridades e da sociedade para prestar todos os esclarecimentos necessários. O que diz o Jusbrasil "O Jusbrasil organiza e disponibiliza dados públicos extraídos de fontes oficiais do sistema de justiça. Desde a entrada no ar do Jusbrasil, criamos mecanismos de remoção de informações pessoais, mesmo que estejam disponíveis em sites oficiais. Já foram mais de 15 milhões de processos que tiveram informações desidentificadas de forma proativa. Essas medidas incluem casos de adolescentes que cumprem ou cumpriram medidas socioeducativas. Nos casos de informações que tenham sido publicadas erroneamente pelas fontes oficiais e não tenham sido contempladas em nossos mecanismos automáticos de prevenção, temos um canal de atendimento que funciona 24 horas por dia para solicitação de desidentificação das informações. Nos diários oficiais, havendo o pedido, a desidentificação é imediata."

Como ocorreu o vazamento de dados de crianças e adolescentes de processos de SP; veja as principais suspeitas

Publicado em: 12/12/2025 04:01

Dados sigilosos de crianças e adolescentes vazam em sites jurídicos Informações sigilosas de processos envolvendo crianças e adolescentes que responderam por atos infracionais, que, por lei, deveriam estar totalmente protegidas, foram encontradas em sites jurídicos como Escavador e Jusbrasil. O g1 apurou que o caso tem provocado demissões, abandono escolar e constrangimentos entre jovens que passaram a aparecer em buscas simples na internet. A origem do vazamento ainda é desconhecida. 1. Como o vazamento foi descoberto Segundo apurou o g1, o problema veio à tona quando técnicos de serviços de medidas socioeducativas perceberam que adolescentes acompanhados por eles estavam sendo identificados publicamente na internet. Um desses serviços mapeou 40 nomes expostos em apenas uma região de SP. A Defensoria Pública de SP, então, passou a receber denúncias de forma contínua e já contabiliza mais de 50 casos confirmados, embora estime que o número real seja muito maior. Os dados vazados incluem nome, idade e detalhes do ato infracional, como furtos e outros crimes patrimoniais. “É algo completamente inédito. Estou na Infância há quase dez anos e nunca havia visto qualquer tipo de vazamento. Esses processos têm camadas de sigilo”, disse Gabriele Estabile Bezerra, coordenadora auxiliar do Núcleo da Infância da Defensoria. O ECA proíbe qualquer divulgação que identifique adolescentes envolvidos em atos infracionais. A pena para quem publica ou reproduz esses dados vai de 3 a 20 salários de referência, dobrada em caso de reincidência. 2. O que pode ter causado o vazamento A Defensoria trabalha com três principais suspeitas: Publicações judiciais feitas sem ocultar os nomes dos envolvidos, inclusive em varas criminais, onde adolescentes chegaram a ser citados nominalmente. Casos que envolvem advogados, cujas decisões acabam publicadas no Diário de Justiça Eletrônico sem sigilo. Divulgação de atos processuais que deveriam permanecer totalmente sigilosos, como os do juízo corregedor, que têm o nível máximo de restrição. Há ainda a hipótese de que o problema esteja relacionado a sistemas nacionais como o Códex, do CNJ, onde tribunais alimentam informações processuais. Não há confirmação. A Defensoria afirma que solicitar a remoção caso a caso não resolve: “É um universo infinito. Sem identificar a fonte do vazamento, o problema continua”, disse Gabriele. 3. Impacto real na vida dos adolescentes O vazamento tem provocado consequências diretas e graves. Entre os casos mapeados pela Defensoria: uma adolescente foi demitida quando o empregador encontrou seu processo na internet; um estudante abandonou a escola constrangimentos após serem reconhecidos O g1 conversou com o pai de um adolescente inocentado pela Justiça que viu seu nome parar nos sites jurídicos. “Se digitava o nome dele na internet, aparecia o processo”, contou. “O segurança falava no rádio: 'menino chegou, toma cuidado', como se ele fosse um ladrão.” O adolescente passou a apresentar sintomas de depressão e hoje estuda em regime domiciliar. 4. O que diz a lei e quais são as sanções O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe qualquer divulgação — total ou parcial — de informações que permitam identificar crianças ou adolescentes envolvidos em atos infracionais, incluindo nome, idade, atos atribuídos e dados de processos. A regra vale tanto para a publicação original quanto para qualquer tipo de republicação. Pela lei, quem divulga esses dados comete infração administrativa e está sujeito à aplicação de multa que varia de três a vinte salários de referência, podendo dobrar em caso de reincidência. A exposição de imagens ou documentos que permitam identificar o adolescente também está sujeita às mesmas penalidades. Defensoria também diz que cabe indenização aos adolescentes. 5. O que dizem TJ-SP, CNJ e os sites citados TJ-SP: O Tribunal afirma que não houve falha interna, segundo auditoria feita pela área de TI, e diz que os dados encontrados teriam sido obtidos por “meios externos”, sem relação com seus sistemas. O órgão também diz que não pode retirar conteúdos de sites privados sem ordem judicial. CNJ: A Corregedoria pediu esclarecimentos ao TJ e disse que, diante das informações apresentadas, não encontrou provas de falha no sistema que justificassem medidas mais severas. O órgão também mencionou apenas dois casos formalmente encaminhados ao tribunal — número contestado pela Defensoria. Escavador: A empresa lamentou a exposição, afirmou que apenas reproduz informações já tornadas públicas em bases oficiais e que removeu imediatamente as páginas citadas. Disse ainda que detectou que esses processos constavam como públicos em bases ligadas ao próprio Judiciário e que se colocou à disposição para colaborar. Jusbrasil: O site disse ter mecanismos que desidentificam automaticamente informações pessoais e que oferece remoção imediata quando solicitado. Informou que já desidentificou mais de 15 milhões de processos. Dados de adolescente expostos em site jurídico Reprodução

Palavras-chave: vazamento de dados

Dados sigilosos de crianças e adolescentes de processos do TJ-SP vazam em sites jurídicos e expõem jovens a constrangimentos e riscos

Publicado em: 11/12/2025 04:01

Dados sigilosos de crianças e adolescentes vazam em sites jurídicos Informações sigilosas de processos envolvendo crianças e adolescentes que responderam por atos infracionais, que, por lei, deveriam estar completamente protegidas, têm sido divulgadas por sites jurídicos como Escavador e Jusbrasil. O vazamento, considerado inédito pela Defensoria Pública de São Paulo, já provocou demissões, abandono escolar e situações de constrangimento entre jovens cujos nomes passaram a aparecer em buscas simples na internet. O Tribunal de Justiça nega falha, e a Defensoria afirma que cabe indenização aos jovens. Os sites jurídicos amentaram a exposição dos jovens e alegaram que apenas reproduziram dados. A origem do vazamento é desconhecida. (leia mais abaixo) Segundo o g1 apurou, o problema veio à tona após técnicos de serviços de medidas socioeducativas perceberem que adolescentes acompanhados por eles estavam sendo identificados publicamente. Raio X da violência contra a criança e o adolescente no Brasil Um desses serviços mapeou 45 nomes vazados apenas em uma única região da capital paulista, segundo a Defensoria. A partir daí, denúncias passaram a chegar de forma contínua ao Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), que hoje contabiliza mais de 50 casos confirmados, embora a estimativa real seja muito maior. Além dos nomes e idades, também ficam expostos detalhes sobre os atos infracionais atribuídos aos adolescentes — em sua maioria, crimes contra o patrimônio, como furto. “É algo completamente inédito. Estou na Infância há quase dez anos e nunca havia visto qualquer tipo de vazamento”, diz a defensora responsável pelo núcleo. “Esses processos têm camadas de sigilo e, em alguns tipos, até os próprios defensores precisam de credenciais especiais para acessá-los. Encontrar esse material exposto em sites abertos é extremamente grave", diz Gabriele Estabile Bezerra, coordenadora Auxiliar do Núcleo Especializado da Infância e Juventude da Defensoria. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é claro: o artigo 247 proíbe qualquer divulgação, total ou parcial, de dados que identifiquem adolescentes envolvidos em atos infracionais, seja por publicação original ou republicação — argumento que contradiz a defesa apresentada por sites que afirmam apenas “republicar dados públicos”. A pena é de multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência. Quem exibe ou transmite imagem e dados de adolescentes incorrem na mesma pena. "Entendo que o TJ pode responder com base no ECA e na Constituição Federal ao expor nomes e informações de processos de crianças e adolescentes, que deveriam tramitar em sigilo. O segredo de Justiça visa evitar a revitimização das próprias crianças e adolescentes", diz Ariel de Castro Alves, advogado, membro da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB. "Nesse momento, embora os portais se esquivem de assumir uma responsabilidade, o fato é que qualquer divulgação, independentemente da fonte de obtenção, ela é uma infração administrativa, então os portais são responsáveis por essa divulgação, sim. Além da indenização, que esses adolescentes podem fazer jus. E aí, teria que investigar qual que é a origem para a gente poder pensar em espécies de responsabilidade seja penal, seja administrativa, seja na indenização da história cível", completou Gabriele. Dados de adolescente expostos em site jurídico Reprodução Constrangimentos e violação de direitos O vazamento não é apenas uma falha administrativa: ele tem consequências diretas na vida dos jovens. Uma adolescente perdeu o emprego depois que o empregador, ao buscar seu nome na internet, encontrou o processo sigiloso e decidiu demiti-la. Em outro caso, um estudante abandonou o ano letivo após ser exposto de forma vexatória na escola. Há ainda situações envolvendo adolescentes em contextos de ameaça, nos quais a divulgação aumenta o risco real à integridade física. Um desses casos é de um adolescente que cumpriu medida socioeducativa por seis meses em uma creche para crianças pequenas. O pai explica que o filho só passou a responder ao processo porque se aproximou de um adolescente que, segundo ele, era o verdadeiro responsável pelo ato infracional investigado. “O principal adolescente no processo é o 'fulano'. Meu filho acabou sendo investigado por estar perto dele, mas o juiz enxergou que ele não tinha cometido nada. Ele foi inocentado”, afirma. O pai conta que o jovem ficava muito tempo sozinho em casa e acabou se envolvendo com um grupo que considerava perigoso, mas que o acolhia. “Ele mesmo dizia: 'Eu sabia que eles faziam coisa errada, mas eu falava que era contra. Eram as pessoas que conversavam comigo, que jogavam joguinho online comigo'.” Por isso, ele acabou recebendo uma medida socioeducativa leve, voltada para orientação. “O juiz entendeu que ele precisava aprender a selecionar amizades, a tomar cuidado com internet, com redes sociais”, diz o pai. O processo do adolescente foi arquivado após seis meses, quando a Justiça concluiu que ele não havia participado do ato infracional. Segundo o pai, o processo foi arquivado e o filho inocente pelo juiz. Mesmo assim, passou a ser alvo de estigma na escola depois que o processo apareceu ao se digitar seu nome no Google. “Eu tenho o print do Jusbrasil. Se digitava o nome dele na internet, aparecia o processo”, disse. Ele afirma que, a partir disso, o adolescente passou a ser visto como “perigoso” e “agressivo” por colegas e funcionários. “O segurança falava no rádio: 'menino chegou, toma cuidado', como se ele fosse um ladrão”, relatou. O pai conta ainda que a coordenadora o chamou numa sala fechada e insistiu para que ele admitisse ter machucado alguém, o que ele negou repetidas vezes. A família também acredita que a escola vasculhou as redes sociais do jovem, já que um vídeo postado apenas para amigos acabou enviado ao técnico da medida. O pai diz que o conjunto dessas situações fez o filho voltar a apresentar sintomas de depressão. “Ele estava muito bem, mas voltou a ficar triste, revoltado. Parou de ir para a escola.” Hoje, o adolescente estuda em regime domiciliar. TJ e CNJ negam falhas; origem do vazamento segue desconhecida O Núcleo da Defensoria notificou o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o Ministério Público e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas, até agora, nenhum órgão identificou a origem do vazamento ou apresentou medidas concretas para solucioná-lo. O Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou, por meio de nota, que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. "As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal", diz. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados. Já o CNJ afirmou que a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao TJ. "O TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos", diz. A defensora discordou sobre o número de casos que foram apresentados pelo órgão ao TJ e CNJ. “O CNJ arquivou dizendo que eram poucos casos, mas já mapeamos dezenas, e sabemos que o universo é muito maior. É indispensável uma investigação mais profunda sobre como esses dados sigilosos estão sendo extraídos e repassados.” Possíveis fontes do vazamento Segundo a Defensoria, três caminhos têm sido identificados como potenciais pontos de fragilidade: Publicações judiciais que não foram anonimizadas, inclusive em varas criminais, onde adolescentes são citados nominalmente. Casos com atuação de advogados, que acabam indo para o Diário de Justiça Eletrônico sem o devido cuidado com o sigilo. A publicação indevida de atos processuais que jamais poderiam ser divulgados, como os do juízo corregedor — o tipo de processo que possui o maior nível de sigilo. A defensora também aponta a possibilidade de que o problema esteja em um banco de dados nacional abastecido obrigatoriamente por todos os tribunais, como o sistema Códex do CNJ, mas reforça que não há elementos suficientes para confirmar a hipótese. Retiradas pontuais não resolvem o problema A Defensoria tem solicitado a remoção de páginas individualmente, e alguns portais atendem aos pedidos — mas de forma irregular. Mesmo nomes cuja retirada já foi confirmada continuam reaparecendo em buscas recentes. “É um universo infinito. Não há como rastrear manualmente todos os adolescentes expostos. Sem identificar a fonte do vazamento, o problema continua”, diz a defensora. Por enquanto, nenhuma ação coletiva de indenização foi movida, mas a Defensoria afirma que os jovens afetados têm direito à reparação civil pelos danos sofridos. “É uma violação grave, inédita e contínua. E ninguém está assumindo responsabilidade”, resume a defensora. O que diz o TJ "O Tribunal de Justiça de São Paulo informa que foram instaurados expedientes administrativos na Presidência, com análise conduzida pelo Setor de Tecnologia da Informação, diante da notícia de eventual exposição indevida de dados de adolescentes vinculados a processos da Infância e Juventude. A apuração teve início após comunicações enviadas por magistrados e pelo Núcleo Especializado da Infância e Juventude (NEIJ), da Defensoria Pública do Estado. As análises realizadas pela área de TI confirmaram que não houve vazamento de dados, falha no sistema informatizado ou irregularidade nas publicações. Os levantamentos indicam que as informações mencionadas estão sendo obtidas por meios externos, alheios à atuação do TJSP e de seus agentes, sem qualquer falha na guarda dos dados pelo Tribunal. As conclusões obtidas até o momento foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça e à Defensoria Pública, para as providências que entenderem cabíveis. O TJSP esclarece que não pode agir de ofício para determinar a retirada de conteúdos eventualmente publicados por terceiros, sendo necessária a provocação judicial por parte dos órgãos ou interessados legitimados." O que diz o CNJ "Em 20 de agosto, a Corregedoria Nacional de Justiça pediu esclarecimentos ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) em relação a suposto vazamento de dados de processos relativos ao cumprimento de medidas socioeducativas ou a atos infracionais em plataforma privada que reúne dados de processos judiciais. A solicitação foi feita após o CNJ receber denúncia da Defensoria Pública do Estado de São Paulo em que relatou facilidade na identificação desses processos, o que viola o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê que os dados de menores de idade constantes em processos judiciais devem ser resguardados de exposição. Em resposta, o TJSP informou que, após auditoria interna, não foram encontradas falhas, erros de procedimento ou disponibilização indevida de dados por parte do Tribunal. A corte esclareceu ainda que a própria Defensoria havia identificado apenas dois casos desses vazamentos, os quais foram verificados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Sobre isso, o TJSP levanta a hipótese de que a coleta indevida de informações sobre esses dois casos tenha ocorrido por pessoas com acesso legítimo ao processo, que utilizaram os dados para fins ilegítimos. O presidente do TJSP sugeriu que apenas uma investigação mais aprofundada, possivelmente de caráter policial, poderá identificar a origem dos vazamentos. Diante disso, a Corregedoria Nacional de Justiça considerou que não foram apresentadas provas concretas de falha na proteção de dados que justifiquem a instauração de medidas mais severas neste momento." O que diz o Escavador Nota de esclarecimento do Escavador sobre alegações de exposição de dados processuais sigilosos envolvendo crianças e adolescentes. O Escavador vem a público prestar esclarecimentos, com total transparência, sobre reportagens que mencionam suposta exposição, em sua plataforma, de dados processuais que deveriam tramitar sob segredo de justiça, especialmente em casos envolvendo crianças e adolescentes. Lamentamos profundamente qualquer preocupação ou constrangimento que a situação possa ter causado a familiares, responsáveis e demais envolvidos. A proteção de dados pessoais – em especial de pessoas em situação de vulnerabilidade – é prioridade absoluta na nossa atuação. 1. Compromisso com proteção de dados e com a legislação O Escavador reafirma seu compromisso integral com: a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD); o Marco Civil da Internet (MCI); o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o chamado ECA Digital. Nosso modelo de atuação não envolve a coleta clandestina, a venda ou o vazamento de dados sigilosos. A plataforma organiza e indexa informações que já foram tornadas públicas em bases oficiais do Poder Judiciário, com o objetivo de facilitar o acesso e a compreensão de dados públicos. O Escavador não tem poder de alterar, classificar como sigiloso ou tornar público qualquer dado na origem. Toda informação exibida reflete, de forma automatizada, o status com que ela é disponibilizada pelos órgãos oficiais competentes. 2. Origem das informações exibidas A partir da análise técnica já realizada, constatamos que os processos mencionados na reportagem constavam como publicamente acessíveis em bases oficiais de consulta, incluindo a plataforma Jus.br, administrada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nesses casos, o Escavador: apenas reproduziu e indexou informações que já estavam abertas à consulta pública; não teve participação na decisão de tornar tais dados públicos; não realizou qualquer ação de invasão, extração indevida ou quebra de sigilo. A responsabilidade pela correta classificação (público/sigiloso) dos processos e pela proteção especial de dados de crianças e adolescentes é, por lei, dos órgãos que administram esses sistemas oficiais. Ainda assim, o Escavador entende que faz parte do mesmo ecossistema de Justiça digital e, por isso, age de forma colaborativa e preventiva. 3. Medidas imediatas adotadas pelo Escavador Assim que fomos notificados sobre as alegações, adotamos, com máxima prioridade, as seguintes medidas: Remoção imediata de conteúdo Todas as páginas relacionadas aos processos citados foram prontamente removidas da plataforma, impedindo novos acessos por meio do Escavador. Reforço de rotinas de monitoramento Intensificamos nossos mecanismos de verificação e monitoramento de dados provenientes de fontes oficiais, com atenção especial a situações que possam envolver crianças, adolescentes e outros grupos vulneráveis. Colaboração técnica com o Poder Judiciário Colocamos nossa equipe técnica à disposição do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e demais órgãos competentes para: apoiar na identificação da origem das publicações indevidas em bases oficiais; colaborar em melhorias de prevenção e correção de eventuais inconsistências na classificação de processos sigilosos. As informações colhidas em nossa análise técnica estão à disposição das autoridades para quaisquer apurações que entenderem cabíveis. 4. Papel do Escavador no ecossistema de Justiça digital O Escavador é uma das mais de 20 lawtechs e legaltechs associadas à AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs) que atuam de forma legítima e transparente na organização de dados públicos, contribuindo para a democratização do acesso à Justiça. Situações em que processos que deveriam ser sigilosos aparecem como públicos em bases oficiais representam um desafio relevante para todo o sistema de Justiça digital. Por isso, o enfrentamento desse tipo de problema exige: correções na origem, nos sistemas oficiais que classificam e divulgam os dados; diálogo técnico constante entre Poder Judiciário, órgãos reguladores, especialistas em proteção de dados e empresas de tecnologia jurídica. O Escavador reitera sua postura colaborativa e responsável, colocando-se à disposição para contribuir com soluções que reforcem a proteção de dados – em especial de crianças e adolescentes – em todo o ciclo de vida da informação, desde a publicação oficial até eventuais indexadores de busca. 5. Exercício de direitos e canais de atendimento O Escavador incentiva que qualquer titular de dados exerça plenamente seus direitos de privacidade e autodeterminação informativa. Para isso, mantém canais específicos e acessíveis: Política de Privacidade https://www.escavador.com/politica-de-privacidade Formulário de Remoção de Dados Disponível na plataforma para solicitações de exclusão, ocultação ou desindexação de resultados associados a nomes de pessoas físicas ou jurídicas, analisadas com a maior brevidade possível. Canais de atendimento: contato@escavador.com dpo@escavador.com O Escavador permanece à disposição da imprensa, das autoridades e da sociedade para prestar todos os esclarecimentos necessários. O que diz o Jusbrasil "O Jusbrasil organiza e disponibiliza dados públicos extraídos de fontes oficiais do sistema de justiça. Desde a entrada no ar do Jusbrasil, criamos mecanismos de remoção de informações pessoais, mesmo que estejam disponíveis em sites oficiais. Já foram mais de 15 milhões de processos que tiveram informações desidentificadas de forma proativa. Essas medidas incluem casos de adolescentes que cumprem ou cumpriram medidas socioeducativas. Nos casos de informações que tenham sido publicadas erroneamente pelas fontes oficiais e não tenham sido contempladas em nossos mecanismos automáticos de prevenção, temos um canal de atendimento que funciona 24 horas por dia para solicitação de desidentificação das informações. Nos diários oficiais, havendo o pedido, a desidentificação é imediata."

Sua senha é segura? Veja quais as mais usadas pela Geração Z, Millennials e mais

Publicado em: 10/12/2025 09:07 Fonte: Tudocelular

Em uma época repleta de tentativas de golpes e invasões, usar uma senha forte é essencial para manter seus dados seguros. Entretanto, pesquisas realizadas pela NordPass e Comparitech indicam que mais de 25% das mil senhas mais populares são fracas e tão óbvias quanto 123456.Os resultados das pesquisas indicam que as senhas fracas não são exclusividade dos idosos, pois a senhas mais usadas pela geração Geração Z, nascidos entre 1997 e 2007, são as seguintes: 12345 123456 12345678 123456789 password O uso deste tipo de senha é potencialmente prejudicial, pois facilita a sua descoberta por hackers e algoritmos que visam invadir contas, adivinhando-as em menos de um segundo, de acordo com a Verizon, que relata que 70% dos incidentes de vazamento de dados são causados por senhas fracas.Clique aqui para ler mais

CCJ adia reunião para votar se é a favor ou contra manutenção da prisão de Bacellar

Publicado em: 05/12/2025 13:37

Deputado Rodrigo Bacellar Reprodução/ Instagram A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj decidiu adiar a reunião desta sexta-feira (5), que seria o primeiro passo para decidir se o deputado e presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), segue preso ou não. O novo encontro será na segunda (8). Na reunião, um relator será escolhido para elaborar um projeto de resolução que indicaria se Bacellar deve ou não seguir detido. Em seguida, a CCJ vota. Saiba quem são os deputados que compõem a Comissão. A TV Globo teve acesso ao documento, assinado pelo presidente da CCJ, Rodrigo Amorim (União Brasil). O adiamento é baseado no artigo 268 b do regimento interno da Casa, que diz que o caso vai à CCJ diante da seguinte condição: "Facultar ao réu ou seu defensor o oferecimento de alegações orais ou escritas na reunião expressamente convocada para essa finalidade, dentro de quarenta e oito horas". 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A CCJ entende que, no futuro, a defesa de Bacellar poderia alegar cerceamento de defesa caso não seja concedido um prazo de 48h para se manifestar no processo. Na prática, não deve haver mudança significativa porque o plenário pode acontecer na própria segunda, logo após a reunião da CCJ. Investigação sobre vazamento de dados Bacellar foi preso na quarta-feira (3) dentro da Superintendência da PF do Rio, na Operação Unha e Carne. Ele é acusado de vazar informações sigilosas da Operação Zargun e de orientar o deputado TH Joias a destruir provas. O deputado nega ter cometido qualquer irregularidade. Presidente da Alerj é preso suspeito de vazar operação sigilosa TH Joias está preso desde setembro por suspeita de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, além de negociar armas e acessórios para o Comando Vermelho (CV). A votação na CCJ é a 1ª etapa do rito previsto pela Constituição para casos de prisão de parlamentares. Pela regra, prisões só podem ser mantidas pelos respectivos Legislativos quando referendadas pelos deputados, mesmo no caso de flagrante por crimes inafiançáveis. Alerj convoca reunião extraordinária da CCJ para analisar prisão de Rodrigo Bacellar Reprodução TV Globo Rito da votação Se não houver unanimidade pela manutenção da prisão, a CCJ vai elaborar e votar um Projeto de Resolução indicando se o deputado Rodrigo Bacellar deve permanecer preso e afastado do mandato ou não. Esse parecer funciona como a posição formal da comissão sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Membros da CCJ: Rodrigo Amorim (União) - presidente da CCJ; Fred Pacheco (PMN) - vice-presidente; Chico Machado (SDD); Luiz Paulo (PSD); Alexandre Knoploch (PL); Elika Takimoto (PT); Vinícius Cozzolino (União). No plenário, o Projeto de Resolução funciona como uma recomendação. Os parlamentares não são obrigados a segui-lo. Alerj vai definir sobre prisão de Bacellar A Constituição determina que a prisão só pode ser mantida com maioria simples, ou seja, pelo menos 36 votos favoráveis entre os 70 deputados (descontada a ausência do próprio Bacellar). Sem a íntegra do processo A convocação da CCJ ocorreu mesmo sem que a Alerj recebesse a íntegra do processo. Os parlamentares vão ter acesso somente ao comunicado da Polícia Federal com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão preventiva de Bacellar. Como o STF não enviou a íntegra do processo, a Mesa Diretora enviou o material recebido para análise da Procuradoria da Casa, que deu aval para que o procedimento legislativo siga com base no documento encaminhado pela PF.

Palavras-chave: vazamento de dados

Documentos de pacientes são furtados de unidade de saúde em Ourinhos

Publicado em: 05/12/2025 13:04

Documentos foram furtados da UBS em Ourinhos Reprodução Documentos de pacientes da Unidade Básica de Saúde Cohab, em Ourinhos, foram furtados nesta quinta-feira (4). Os papéis foram encontrados espalhados pela Avenida dos Expedicionários, a mais de 3 km de distância da unidade de saúde. Em nota, a Secretaria de Saúde de Ourinhos informou que tomou conhecimento do caso e registrou um boletim de ocorrência. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp A gestão reforçou que “está comprometida em proteger os dados dos usuários do Sistema único de Saúde e garantir a segurança dos processos internos, tratando a privacidade dos cidadãos com total seriedade”, diz o texto. Veja abaixo os vídeos mais acessados no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 A preocupação é com o vazamento de dados sigilosos de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O caso segue em investigação pela Polícia Civil para tentar identificar os responsáveis pelo furto. Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

Palavras-chave: vazamento de dados