‘Passou a facial do 'cracudo', vai ter que tirar foto 3x4’: entenda como golpistas 'roubavam rosto' de moradores de rua
Publicado em: 23/09/2025 04:01
<br /> Criminosos se fantasiavam para desviar dinheiro de benefícios sociais dos cidadãos
Criminosos utilizavam pessoas em situação de vulnerabilidade, como moradores de rua e até mesmo crianças, para inserir novos rostos no sistema de reconhecimento facial e abrir cadastros falsos em bancos.
A Polícia Federal do Rio de Janeiro prendeu parte do grupo, que também recorria a disfarces, como perucas e rostos pintados, para invadir contas e desviar benefícios sociais. O esquema contava com a participação de funcionários da Caixa Econômica Federal e de lotéricas.
As investigações apontam que um dos funcionários chegou a receber mais de R$ 300 mil em propina para liberar acessos ao aplicativo Caixa Tem. Assim, benefícios como Bolsa Família, abono salarial e FGTS eram desviados, afetando principalmente famílias de baixa renda.
A Polícia Federal identificou Felipe Quaresma como chefe da quadrilha. Ele e Cristiano Bloise de Carvalho foram presos em flagrante, enquanto outros quatro integrantes seguem foragidos.
Leia também
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Pessoas em situação de rua eram usados para aplicar golpes.
Reprodução/TV Globo/Fantástico
Como funcionava golpe?
Para criar “novos clientes”, os golpistas buscavam rostos que nunca haviam sido usados no sistema.
Em mensagens interceptadas, um deles ironiza: “Passou a facial do cracudo, vai ter que tirar uma foto 3x4”, revelando que moradores de rua eram explorados no golpe. Além disso, milhares de imagens falsas foram geradas por inteligência artificial para enganar a biometria.
O esquema incluía ainda os próprios criminosos posando para fotos, alterando cor da pele, cortes de cabelo e até barba. Segundo a PF, a estratégia era criar variedade de rostos para multiplicar os cadastros.
A Caixa informou que colaborou com as investigações, afastou os funcionários envolvidos e reforçou que atualiza diariamente seus sistemas de segurança. A instituição anunciou ainda a criação de uma diretoria de cibersegurança. Para especialistas, nenhuma tecnologia funciona sem a integridade humana: quando o elo principal é corrompido, todo o sistema desmorona.
Criminosos utilizavam pessoas em situação de vulnerabilidade, como moradores de rua e até mesmo crianças, para inserir novos rostos no sistema de reconhecimento facial e abrir cadastros falsos em bancos.
A Polícia Federal do Rio de Janeiro prendeu parte do grupo, que também recorria a disfarces, como perucas e rostos pintados, para invadir contas e desviar benefícios sociais. O esquema contava com a participação de funcionários da Caixa Econômica Federal e de lotéricas.
As investigações apontam que um dos funcionários chegou a receber mais de R$ 300 mil em propina para liberar acessos ao aplicativo Caixa Tem. Assim, benefícios como Bolsa Família, abono salarial e FGTS eram desviados, afetando principalmente famílias de baixa renda.
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Reprodução/TV Globo/Fantástico
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O esquema incluía ainda os próprios criminosos posando para fotos, alterando cor da pele, cortes de cabelo e até barba. Segundo a PF, a estratégia era criar variedade de rostos para multiplicar os cadastros.
A Caixa informou que colaborou com as investigações, afastou os funcionários envolvidos e reforçou que atualiza diariamente seus sistemas de segurança. A instituição anunciou ainda a criação de uma diretoria de cibersegurança. Para especialistas, nenhuma tecnologia funciona sem a integridade humana: quando o elo principal é corrompido, todo o sistema desmorona.
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