Mãe ameaçou matar filha de 2 meses em mensagens e Justiça mantém prisão dos pais por homicídio
Publicado em: 14/10/2025 16:20
<br /> Renata Ferreira dos Santos, de 26 anos, e Halisson Conceição dos Santos, de 36, suspeitos de matar a filha Melinda Sofia Conceição dos Santos, de menos de 2 meses.
Reprodução
A Justiça de Roraima manteve a prisão do casal Renata Ferreira dos Santos, de 26 anos, e Halisson Conceição dos Santos, de 36, suspeitos de matar a filha Melinda Sofia Conceição dos Santos, de menos de 2 meses. O juiz levou em consideração que Renata enviou mensagens à Halisson ameaçando matar a própria filha.
Melinda foi encontrada morta com hematomas em um apartamento no bairro Jardim Equatorial, zona Oeste de Boa Vista. A decisão foi tomada nesta terça-feira (14) durante audiência de custódia.
O g1 teve acesso com exclusividade à decisão assinada pelo juiz plantonista Renato Albuquerque. O casal foi preso em flagrante pela Delegacia-Geral de Homicídios (DGH) e são investigados por homicídio qualificado com quatro agravantes, entre elas motivo torpe, motivo fútil, meio que dificultou a defesa da vítima e homicídio praticado contra menor de 14 anos por ascendente.
A reportagem tenta contato com a defesa de Renata e da Halisson.
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Na decisão, o magistrado destacou que o caso apresenta “risco real e atual à ordem pública” e que a conduta do casal “reforça a necessidade de segregação cautelar”.
Segundo o documento, as versões dos dois são contraditórias, e há mensagens de texto nas quais a mãe teria dito que mataria a filha, sem que o pai tomasse qualquer providência.
"As versões apresentadas por ambos são contraditórias, sendo que um aponta o outro como o responsável pelo resultado morte. Contudo, há mensagens de texto através da qual Renata fala de forma expressa que irá matar a infante, sendo que Halisson não age com a devida providência para evitar referido resultado", destacou o juiz na decisão.
O juiz também destacou que Halisson não agiu para evitar que Melinda fosse morta e afirmou que o fato de ambos estarem ingerindo bebidas alcoólicas mesmo na presença de um bebê de meses de idade.
"O cenário é de família em conflito, notadamente com ambos ingerindo bebida alcoólica antes de a criança ser encontrada sem vida e com sinais/marcas que apontam para morte não natural, portanto, repise-se, crime extremamente grave", consta no documento.
Brigas e histórico de violência
Conforme o delegado João Evangelista, diretor em exercício do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e titular da Delegacia-Geral de Homicídios (DGH), o casal foi inicialmente apresentado pela Polícia Militar no Plantão Central I e, depois, encaminhado à DGH, onde as diligências foram conduzidas.
O delegado informou que as investigações apontam que o relacionamento entre os dois era marcado por brigas constantes e episódios de violência. Há indícios de que a criança vivia em situação de vulnerabilidade desde o nascimento.
“Na madrugada em que o crime ocorreu, o casal teria ingerido bebida alcoólica e se envolvido em uma nova discussão, o que pode ter sido o estopim para o delito”, explicou o delegado.
O casal, de acordo com vizinhos, havia sido expulso do apartamento onde viviam há 3 meses pelos donos da vila por causa de "brigas constantes".
O caso
Melinda Sofia Conceição dos Santos tinha menos de 2 meses e foi encontrada morta
Caíque Rodrigues/g1 RR e Arquivo Pessoal
Segundo a Polícia Militar, a mãe relatou que, por volta das 4h da manhã, deixou a filha sozinha em casa para ir comprar absorventes. Depois, foi até uma distribuidora de bebidas onde estava o pai da bebê. Ela disse que entregou a chave do apartamento a ele, afirmando que era a vez dele cuidar da filha.
Cerca de duas horas depois, o homem teria voltado ao local, jogado a chave na direção dela e dito para ir cuidar da criança. A mulher permaneceu no bar e só retornou mais tarde, acompanhada de um amigo de 24 anos, quando encontrou a bebê sem vida no quarto.
A Delegacia Geral de Homicídios (DGH) e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para o local. O corpo da menina foi encaminhado para exame de necropsia, que deve apontar a causa da morte.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Roraima.
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Reprodução
A Justiça de Roraima manteve a prisão do casal Renata Ferreira dos Santos, de 26 anos, e Halisson Conceição dos Santos, de 36, suspeitos de matar a filha Melinda Sofia Conceição dos Santos, de menos de 2 meses. O juiz levou em consideração que Renata enviou mensagens à Halisson ameaçando matar a própria filha.
Melinda foi encontrada morta com hematomas em um apartamento no bairro Jardim Equatorial, zona Oeste de Boa Vista. A decisão foi tomada nesta terça-feira (14) durante audiência de custódia.
O g1 teve acesso com exclusividade à decisão assinada pelo juiz plantonista Renato Albuquerque. O casal foi preso em flagrante pela Delegacia-Geral de Homicídios (DGH) e são investigados por homicídio qualificado com quatro agravantes, entre elas motivo torpe, motivo fútil, meio que dificultou a defesa da vítima e homicídio praticado contra menor de 14 anos por ascendente.
A reportagem tenta contato com a defesa de Renata e da Halisson.
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Na decisão, o magistrado destacou que o caso apresenta “risco real e atual à ordem pública” e que a conduta do casal “reforça a necessidade de segregação cautelar”.
Segundo o documento, as versões dos dois são contraditórias, e há mensagens de texto nas quais a mãe teria dito que mataria a filha, sem que o pai tomasse qualquer providência.
"As versões apresentadas por ambos são contraditórias, sendo que um aponta o outro como o responsável pelo resultado morte. Contudo, há mensagens de texto através da qual Renata fala de forma expressa que irá matar a infante, sendo que Halisson não age com a devida providência para evitar referido resultado", destacou o juiz na decisão.
O juiz também destacou que Halisson não agiu para evitar que Melinda fosse morta e afirmou que o fato de ambos estarem ingerindo bebidas alcoólicas mesmo na presença de um bebê de meses de idade.
"O cenário é de família em conflito, notadamente com ambos ingerindo bebida alcoólica antes de a criança ser encontrada sem vida e com sinais/marcas que apontam para morte não natural, portanto, repise-se, crime extremamente grave", consta no documento.
Brigas e histórico de violência
Conforme o delegado João Evangelista, diretor em exercício do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e titular da Delegacia-Geral de Homicídios (DGH), o casal foi inicialmente apresentado pela Polícia Militar no Plantão Central I e, depois, encaminhado à DGH, onde as diligências foram conduzidas.
O delegado informou que as investigações apontam que o relacionamento entre os dois era marcado por brigas constantes e episódios de violência. Há indícios de que a criança vivia em situação de vulnerabilidade desde o nascimento.
“Na madrugada em que o crime ocorreu, o casal teria ingerido bebida alcoólica e se envolvido em uma nova discussão, o que pode ter sido o estopim para o delito”, explicou o delegado.
O casal, de acordo com vizinhos, havia sido expulso do apartamento onde viviam há 3 meses pelos donos da vila por causa de "brigas constantes".
O caso
Melinda Sofia Conceição dos Santos tinha menos de 2 meses e foi encontrada morta
Caíque Rodrigues/g1 RR e Arquivo Pessoal
Segundo a Polícia Militar, a mãe relatou que, por volta das 4h da manhã, deixou a filha sozinha em casa para ir comprar absorventes. Depois, foi até uma distribuidora de bebidas onde estava o pai da bebê. Ela disse que entregou a chave do apartamento a ele, afirmando que era a vez dele cuidar da filha.
Cerca de duas horas depois, o homem teria voltado ao local, jogado a chave na direção dela e dito para ir cuidar da criança. A mulher permaneceu no bar e só retornou mais tarde, acompanhada de um amigo de 24 anos, quando encontrou a bebê sem vida no quarto.
A Delegacia Geral de Homicídios (DGH) e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para o local. O corpo da menina foi encaminhado para exame de necropsia, que deve apontar a causa da morte.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Roraima.
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Palavras-chave:
vulnerabilidade
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