Prefeitura de Itu envia amostras de cachorro-quente ao Instituto Adolfo Lutz após surto em festa de igreja
Publicado em: 13/10/2025 19:27
<br /> Vítimas foram levadas para Pronto Atendimento da Vila Martins, em Itu (SP)
Prefeitura de Itu/Reprodução
A Vigilância Sanitária de Itu (SP) enviou ao Instituto Adolfo Lutz amostras do cachorro-quente servido em uma festa organizada por uma igreja evangélica no domingo (12), após pelo menos 78 pessoas apresentarem sintomas de intoxicação alimentar. Entre os afetados, estão crianças e adultos que participaram do evento em comemoração ao Dia das Crianças.
De acordo com a Prefeitura de Itu, o órgão investiga, em conjunto com os organizadores, as possíveis causas do surto. Crianças e adolescentes com idades entre sete meses e 14 anos relataram sintomas como dor abdominal, vômito e diarreia.
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Victor Cesário, de 12 anos, foi uma das crianças que precisou de atendimento médico. Ele contou que começou a se sentir mal algumas horas após consumir um cachorro-quente na festa.
"Deram doce. Aí eu peguei um cachorro-quente, meus amigos pegaram também. Aí a gente comeu. Cheguei na rua da minha casa, no momento não senti nada, mas depois comecei a passar mal, comecei a sentir enjoo", relata a criança.
Fátima Dantas, mãe de Victor, diz que o filho estava jogando bola em casa quando começou a passar mal.
"Ele chegou, começar a brincar de bola, de repente entrou para casa e já foi para o banheiro. Era vômito em cima de vômito. Quando acabou de vomitar tudo, veio a diarreia."
Diante da alta demanda, a Secretaria de Saúde precisou abrir uma ala do Pronto Atendimento que normalmente não funciona aos domingos e reforçar a equipe médica. Segundo o secretário municipal da Saúde, Tiago Teixeira, o atendimento foi ajustado para seguir o protocolo de casos suspeitos de intoxicação.
"Começaram a chegar, a partir das 18h, pacientes oriundos de uma festa infantil das crianças, promovida por uma igreja próxima ao Pronto Atendimento, que relatavam dor abdominal, enjoo, vômito, diarreia. Começaram a chegar muitos pacientes, entre adultos e crianças, sendo a maioria crianças. A partir disso, nós adotamos o protocolo de contingência, criamos uma nova ala para atendimento, colocamos mais médicos, mais enfermeiros e adotamos os protocolos para casos suspeitos de intoxicação alimentar."
Segundo a prefeitura, a festa era um evento particular promovido por uma igreja na região do Pirapitingui. O secretário explicou que o município mantém protocolos de orientação para eventos que envolvam a distribuição de alimentos.
"Existe um protocolo municipal, da nossa Vigilância Sanitária, junto a todas as igrejas e demais estabelecimentos que promovem eventos e festas no município. A gente faz a qualificação, o treinamento das boas-práticas de manuseio, garantindo que aquilo que será servido não apresente nenhum nível de contaminação", explica.
A organização religiosa, responsável pela festa, também divulgou uma nota explicando que a iniciativa faz parte de um programa social que realiza a festa para crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo doações como cestas básicas, brinquedos e áreas kids.
"Nunca tivemos qualquer situação semelhante, tanto que nos causou surpresa sabermos dessa ocorrência. (...) Portanto, a Universal lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com quem teve o mal-estar. Não se sabe se o clima do dia colaborou para tal quadro ou se alguém guardou o alimento em casa para consumo posterior, resultando no problema. Mas, seja qual for o motivo, a Igreja está à disposição para esclarecimentos. As salsichas usadas no preparo dos hot-dogs foram doadas por voluntários que compraram o alimento em mercado, estando dentro da data de validade registrada na embalagem", também diz o documento.
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Prefeitura de Itu/Reprodução
A Vigilância Sanitária de Itu (SP) enviou ao Instituto Adolfo Lutz amostras do cachorro-quente servido em uma festa organizada por uma igreja evangélica no domingo (12), após pelo menos 78 pessoas apresentarem sintomas de intoxicação alimentar. Entre os afetados, estão crianças e adultos que participaram do evento em comemoração ao Dia das Crianças.
De acordo com a Prefeitura de Itu, o órgão investiga, em conjunto com os organizadores, as possíveis causas do surto. Crianças e adolescentes com idades entre sete meses e 14 anos relataram sintomas como dor abdominal, vômito e diarreia.
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Victor Cesário, de 12 anos, foi uma das crianças que precisou de atendimento médico. Ele contou que começou a se sentir mal algumas horas após consumir um cachorro-quente na festa.
"Deram doce. Aí eu peguei um cachorro-quente, meus amigos pegaram também. Aí a gente comeu. Cheguei na rua da minha casa, no momento não senti nada, mas depois comecei a passar mal, comecei a sentir enjoo", relata a criança.
Fátima Dantas, mãe de Victor, diz que o filho estava jogando bola em casa quando começou a passar mal.
"Ele chegou, começar a brincar de bola, de repente entrou para casa e já foi para o banheiro. Era vômito em cima de vômito. Quando acabou de vomitar tudo, veio a diarreia."
Diante da alta demanda, a Secretaria de Saúde precisou abrir uma ala do Pronto Atendimento que normalmente não funciona aos domingos e reforçar a equipe médica. Segundo o secretário municipal da Saúde, Tiago Teixeira, o atendimento foi ajustado para seguir o protocolo de casos suspeitos de intoxicação.
"Começaram a chegar, a partir das 18h, pacientes oriundos de uma festa infantil das crianças, promovida por uma igreja próxima ao Pronto Atendimento, que relatavam dor abdominal, enjoo, vômito, diarreia. Começaram a chegar muitos pacientes, entre adultos e crianças, sendo a maioria crianças. A partir disso, nós adotamos o protocolo de contingência, criamos uma nova ala para atendimento, colocamos mais médicos, mais enfermeiros e adotamos os protocolos para casos suspeitos de intoxicação alimentar."
Segundo a prefeitura, a festa era um evento particular promovido por uma igreja na região do Pirapitingui. O secretário explicou que o município mantém protocolos de orientação para eventos que envolvam a distribuição de alimentos.
"Existe um protocolo municipal, da nossa Vigilância Sanitária, junto a todas as igrejas e demais estabelecimentos que promovem eventos e festas no município. A gente faz a qualificação, o treinamento das boas-práticas de manuseio, garantindo que aquilo que será servido não apresente nenhum nível de contaminação", explica.
A organização religiosa, responsável pela festa, também divulgou uma nota explicando que a iniciativa faz parte de um programa social que realiza a festa para crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo doações como cestas básicas, brinquedos e áreas kids.
"Nunca tivemos qualquer situação semelhante, tanto que nos causou surpresa sabermos dessa ocorrência. (...) Portanto, a Universal lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com quem teve o mal-estar. Não se sabe se o clima do dia colaborou para tal quadro ou se alguém guardou o alimento em casa para consumo posterior, resultando no problema. Mas, seja qual for o motivo, a Igreja está à disposição para esclarecimentos. As salsichas usadas no preparo dos hot-dogs foram doadas por voluntários que compraram o alimento em mercado, estando dentro da data de validade registrada na embalagem", também diz o documento.
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Palavras-chave:
vulnerabilidade
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