Não nos preparamos, física e mentalmente, para viver vidas longas
Publicado em: 21/05/2026 04:02
<br /> Depois de uma carreira de sucesso no mercado editorial, Michael Clinton se tornou um autor best-seller e militante da causa da longevidade. Em 2021, seu livro ROAR mostrava como é possível dar um novo rumo à carreira – e à vida – na meia-idade. Trata-se de um acrônimo para os ensinamentos que prega: Reimagine yourself (Reimagine-se); Own who you are (Assuma quem você é); Act on what’s next for you (Trabalhe para viabilizar seus próximos passos); Reassess your relationships (Reavalie seus relacionamentos). Agora, ele se dedica a divulgar seu mais recente lançamento, Longevity Nation: the people, ideas, and trends changing the second half of our lives (Nação Longevidade: as pessoas, ideias e tendências que estão mudando a segunda metade de nossas vidas), e afirma:
Michael Clinton, autor de Longevity Nation: the people, ideas, and trends changing the second half of our lives
Divulgação
“Ainda convivemos com muito do pensamento do século XX, e uma dessas construções é de que a vida é curta. Por isso, falta preparação, física e mental, para vivermos vidas mais longas. Aos 65 anos, as pessoas vão se fechando para novas possibilidades, baseadas na crença de que seu tempo passou. Minha proposta é caminhar na direção oposta: se abrir para novas experiências”.
Clinton diz que essa mudança de visão vale também para as crianças. “Há uma grande probabilidade de quem tem hoje 5 anos chegar aos 100. Longevidade é para ser ensinada desde a infância, o que inclui de escolhas saudáveis para o estilo de vida a educação financeira”, explica. Otimista, acrescenta que a questão do envelhecimento se transformou em uma conversa global: “É um novo ecossistema que começa a receber a atenção que merece”.
Clinton escreve sobre como diversos setores estão evoluindo à medida que a população mundial envelhece. Na sua avaliação, há uma revolução a caminho em áreas como a inteligência artificial e a medicina de precisão. “Temos que acompanhar o trabalho realizado em Singapura, cujas políticas públicas vêm sendo direcionadas para a construção de uma sociedade voltada para a longevidade. Bairros são remodelados com parques que ficam, no máximo, a dez minutos de caminhada dos domicílios, todos equipados com estações de exercícios. Centros para idosos são erguidos ao lado de escolas, para promover a convivência entre gerações”, detalha.
Na sua opinião, o segmento mais defasado é o do marketing: “Há uma falta de reconhecimento de que pessoas acima dos 50 anos são vibrantemente dinâmicas nas redes sociais. Elas estão no TikTok, no Facebook, no Instagram, mas as campanhas as ignoram. Há uma oportunidade enorme, em um mercado que movimenta US$ 8 trilhões em gastos. No entanto, na matriz de mídia tradicional, praticamente não há anúncios para esse grupo. Mais um caso de visão do século XX em pleno século XXI”, critica.
Idoso centenário mostra que bom humor ajuda a envelhecer bem
Michael Clinton, autor de Longevity Nation: the people, ideas, and trends changing the second half of our lives
Divulgação
“Ainda convivemos com muito do pensamento do século XX, e uma dessas construções é de que a vida é curta. Por isso, falta preparação, física e mental, para vivermos vidas mais longas. Aos 65 anos, as pessoas vão se fechando para novas possibilidades, baseadas na crença de que seu tempo passou. Minha proposta é caminhar na direção oposta: se abrir para novas experiências”.
Clinton diz que essa mudança de visão vale também para as crianças. “Há uma grande probabilidade de quem tem hoje 5 anos chegar aos 100. Longevidade é para ser ensinada desde a infância, o que inclui de escolhas saudáveis para o estilo de vida a educação financeira”, explica. Otimista, acrescenta que a questão do envelhecimento se transformou em uma conversa global: “É um novo ecossistema que começa a receber a atenção que merece”.
Clinton escreve sobre como diversos setores estão evoluindo à medida que a população mundial envelhece. Na sua avaliação, há uma revolução a caminho em áreas como a inteligência artificial e a medicina de precisão. “Temos que acompanhar o trabalho realizado em Singapura, cujas políticas públicas vêm sendo direcionadas para a construção de uma sociedade voltada para a longevidade. Bairros são remodelados com parques que ficam, no máximo, a dez minutos de caminhada dos domicílios, todos equipados com estações de exercícios. Centros para idosos são erguidos ao lado de escolas, para promover a convivência entre gerações”, detalha.
Na sua opinião, o segmento mais defasado é o do marketing: “Há uma falta de reconhecimento de que pessoas acima dos 50 anos são vibrantemente dinâmicas nas redes sociais. Elas estão no TikTok, no Facebook, no Instagram, mas as campanhas as ignoram. Há uma oportunidade enorme, em um mercado que movimenta US$ 8 trilhões em gastos. No entanto, na matriz de mídia tradicional, praticamente não há anúncios para esse grupo. Mais um caso de visão do século XX em pleno século XXI”, critica.
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Palavras-chave:
inteligência artificial
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