Investigado em operação contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, empresário André Borges é solto no AC
Publicado em: 19/09/2025 19:45
<br /> Empresários são presos em operação da PF contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
O empresário André Borges, um dos presos na Operação Interceptio, da Polícia Federal, no último dia 15, foi solto após decisão do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) nesta sexta-feira (19). A informação foi confirmada ao g1 pelos advogados João Rodholfo Wertz e Stéphane Quintiliano, que o representam.
Ele deverá cumprir medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de sair de casa à noite, de frequentar determinados locais e de manter contato com outras pessoas relacionadas ao caso. Borges também terá que comparecer em juízo quando solicitado e não poderá sair de Rio Branco sem autorização da Justiça.
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A defesa ressaltou que a decisão levou em conta o fato de Borges ter residência e emprego fixos, além do fato de ser réu primário.
"Não haveria possibilidade do réu ter nenhum tipo de conduta anti-ética ou anti-jurídica dentro das investigações estando com as medidas cautelares vigentes, porque, inclusive, os crimes imputados a ele são de condutas indiretas. Ele não participou diretamente dos ilícitos, então, isso foi levado em consideração para a soltura dele", disse Wertz.
Borges e outros proprietários de empresas que produzem shows no estado são investigados por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além dele, foram presos os irmãos John Muller Lisboa, Mayon Ricary Lisboa e Johnnes Lisboa e o sócio e primo deles, Douglas Henrique da Cruz.
A defesa dos demais presos informou que deve protocolar nesta sexta um pedido de liberdade para eles.
Empresário André Borges é um dos investigados na Operação Interceptio, da PF
Arquivo pessoal
Operação Interceptio
Presos durante a Operação Inceptio nesta segunda-feira (15)
Reprodução
A PF-AC deflagrou a Operação Inceptio em Rio Branco, Porto Velho (Rondônia), Ubaí (Minas Gerais), Camaçari, Ilhéus e Salvador, na Bahia, Cabedelo (Paraíba) e São Paulo (SP). Foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão.
O g1 apurou que John Muller, Mayon Ricary e Douglas Henrique foram presos em Rio Branco. Já Johnnes Lisboa estava em Porto Velho e André Borges na Bahia.
Os irmãos Lisboa e o primo são donos de várias empresas que organizam e promovem eventos no estado. Inclusive, duas empresas de Douglas Henrique Silva da Cruz, Moon Club RB DHS da Cruz Sociedade LTDA e DHS da Cruz Sociedade LTDA, foram responsáveis pela venda de camarotes privados e por trazer os artistas dos shows da Expoacre Rio Branco 2025, que ocorreu entre 26 de julho a 3 de agosto.
Já Jhonnes Lisboa é diretor geral da empresa Inove Eventos, que atualmente anunciou a vinda do DJ Alok para Rio Branco no próximo dia 3 de outubro. A apresentação do artista deve ocorrer na Arena da Floresta. À Rede Amazônica, um representante da empresa informou que a apresentação está mantida.
Entenda nesta matéria o que a investigação já apontou sobre os suspeitos.
Comissionado de secretaria
O empresário e cinegrafista John Muller Lisboa, um dos presos na operação, ocupa um cargo em comissão na Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) com salário de mais de R$ 6 mil.
A informação consta no Portal da Transparência, onde também é informado que ele ocupa o cargo desde abril deste ano com carga horária de 40 horas semanais. Por meio de nota, o governo informou que ele será exonerado. Até está sexta (18), a demissão ainda não foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).
Ainda conforme o cadastro de John, o total bruto previsto para a posição ocupada por ele é de R$ R$ 6.634,01 que, após descontos, ficavam em R$ 5.341,22.
Reveja os telejornais do Acre
O empresário André Borges, um dos presos na Operação Interceptio, da Polícia Federal, no último dia 15, foi solto após decisão do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) nesta sexta-feira (19). A informação foi confirmada ao g1 pelos advogados João Rodholfo Wertz e Stéphane Quintiliano, que o representam.
Ele deverá cumprir medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de sair de casa à noite, de frequentar determinados locais e de manter contato com outras pessoas relacionadas ao caso. Borges também terá que comparecer em juízo quando solicitado e não poderá sair de Rio Branco sem autorização da Justiça.
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A defesa ressaltou que a decisão levou em conta o fato de Borges ter residência e emprego fixos, além do fato de ser réu primário.
"Não haveria possibilidade do réu ter nenhum tipo de conduta anti-ética ou anti-jurídica dentro das investigações estando com as medidas cautelares vigentes, porque, inclusive, os crimes imputados a ele são de condutas indiretas. Ele não participou diretamente dos ilícitos, então, isso foi levado em consideração para a soltura dele", disse Wertz.
Borges e outros proprietários de empresas que produzem shows no estado são investigados por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além dele, foram presos os irmãos John Muller Lisboa, Mayon Ricary Lisboa e Johnnes Lisboa e o sócio e primo deles, Douglas Henrique da Cruz.
A defesa dos demais presos informou que deve protocolar nesta sexta um pedido de liberdade para eles.
Empresário André Borges é um dos investigados na Operação Interceptio, da PF
Arquivo pessoal
Operação Interceptio
Presos durante a Operação Inceptio nesta segunda-feira (15)
Reprodução
A PF-AC deflagrou a Operação Inceptio em Rio Branco, Porto Velho (Rondônia), Ubaí (Minas Gerais), Camaçari, Ilhéus e Salvador, na Bahia, Cabedelo (Paraíba) e São Paulo (SP). Foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão.
O g1 apurou que John Muller, Mayon Ricary e Douglas Henrique foram presos em Rio Branco. Já Johnnes Lisboa estava em Porto Velho e André Borges na Bahia.
Os irmãos Lisboa e o primo são donos de várias empresas que organizam e promovem eventos no estado. Inclusive, duas empresas de Douglas Henrique Silva da Cruz, Moon Club RB DHS da Cruz Sociedade LTDA e DHS da Cruz Sociedade LTDA, foram responsáveis pela venda de camarotes privados e por trazer os artistas dos shows da Expoacre Rio Branco 2025, que ocorreu entre 26 de julho a 3 de agosto.
Já Jhonnes Lisboa é diretor geral da empresa Inove Eventos, que atualmente anunciou a vinda do DJ Alok para Rio Branco no próximo dia 3 de outubro. A apresentação do artista deve ocorrer na Arena da Floresta. À Rede Amazônica, um representante da empresa informou que a apresentação está mantida.
Entenda nesta matéria o que a investigação já apontou sobre os suspeitos.
Comissionado de secretaria
O empresário e cinegrafista John Muller Lisboa, um dos presos na operação, ocupa um cargo em comissão na Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict) com salário de mais de R$ 6 mil.
A informação consta no Portal da Transparência, onde também é informado que ele ocupa o cargo desde abril deste ano com carga horária de 40 horas semanais. Por meio de nota, o governo informou que ele será exonerado. Até está sexta (18), a demissão ainda não foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).
Ainda conforme o cadastro de John, o total bruto previsto para a posição ocupada por ele é de R$ R$ 6.634,01 que, após descontos, ficavam em R$ 5.341,22.
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Palavras-chave:
tecnologia
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