'Moeda branca': cocaína foi usada para compra de votos e ajudou a eleger político em SC
Publicado em: 05/06/2026 13:39
Arte/GloboNews
Um ex-vereador de Timbé do Sul (SC) foi beneficiado por um esquema de compra de votos que utilizava cocaína como pagamento. A investigação da Polícia Civil de Santa Catarina revelou que fotos do título de eleitor eram trocadas pelo equivalente a R$ 50 pagos em "moeda branca", gíria usada para a droga.
Em depoimento à Polícia Civil, um dos eleitores confessou ter enviado a foto do documento e recebido a mercadoria em troca. O nome do vereador, Sadi Vieira (PP), foi revelado em reportagem especial da GloboNews sobre a infiltração do crime organizado na política (assista abaixo).
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Crime organizado se infiltra nas eleições e troca até cocaína por votos
As investigações começaram entre os anos de 2021 e 2022, após a polícia prender um traficante em flagrante. Na ocasião, os policiais encontraram no celular apreendido com o suspeito conversas explícitas que detalhavam o acordo com eleitores do município.
Nas mensagens, o traficante pedia fotos dos títulos de eleitor e oferecia R$ 50 por voto. No entanto, o pagamento não era feito em dinheiro, mas sim em "moeda branca", gíria que o grupo usava para se referir a porções de cocaína.
Em depoimento, os próprios eleitores confirmaram que enviaram as fotos dos documentos e receberam a droga antes da votação.
Ex-vereador de SC alvo de esquema de compras de votos que utiliza cocaína como pagamento
Câmara de Vereadores de Timbé do Sul
O cruzamento de dados pela Polícia Civil provou que o então candidato a vereador sabia de tudo. Mensagens entre o político e o traficante, antes e depois da eleição, mostraram que os dois combinavam o esquema e faziam a contabilidade dos votos comprados. O g1 tenta contato com a defesa dele.
“Foi a primeira vez, em 15 anos como delegado de polícia, que nós conseguimos verificar uma compra de voto com cocaína, com droga”, afirmou o delegado da Polícia Civil Lucas Fernandes da Rosa.
Sadi Vieira se elegeu vereador e chegou a presidir a Câmara Municipal. Ele foi condenado por corrupção eleitoral apenas no último mês de seu mandato, em 2024. A prefeitura de Timbé do Sul informou que não vai se manifestar sobre o assunto.
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Link original: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/06/05/moeda-branca-cocaina-usada-compra-de-votos-sc.ghtml
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