Atenção à fauna, flora e comunidade: conheça projetos e desafios voltados à preservação do Jalapão
Publicado em: 20/09/2025 06:00
<br /> Área de Proteção Ambiental do Jalapão (APA Jalapão) completou 25 anos em 2025
Daniel Andrade/Governo do Tocantins
A Área de Proteção Ambiental do Jalapão (APA Jalapão) completou 25 anos com muitos avanços na gestão ambiental e preservação das espécies do Cerrado, com a participação de órgãos estaduais, organizações privadas e comunidade. Ainda existem desafios, como o desmatamento, mas para os responsáveis, o saldo é positivo.
A APA do Jalapão possui 461.730 hectares, integrando parques ecológicos, nascentes de rios e englobando três municípios, e desempenhando papel de grande importância na conservação da fauna e flora tocantinense.
"A APA Jalapão protege uma das maiores áreas de Cerrado conservado do país, garante a proteção de nascentes, veredas e recursos hídricos, atua como corredor ecológico, conectando unidades de conservação estaduais e federais, criando o verdadeiro Mosaico do Jalapão, mantendo espécies endêmicas e ameaçadas do Cerrado", completou Perla, sobre a importância da região.
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A APA Jalapão, gerida pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), foi criada pela Lei Estadual nº 1.172, de 31 de julho de 2000. Sua diversidade faz parte do Mosaico do Jalapão e o Corredor Ecológico Mangabeiras, que segundo o órgão se trata de uma faixa ao redor da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, do Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba e do Parque Estadual do Jalapão.
Os municípios que abrangem a APA são Mateiros, Ponte Alta do Tocantins e Novo Acordo.
Nesses 25 anos, diversas ações foram criadas em atenção à preservação ambiental local. De acordo com Perla Oliveira, diretora de Biodiversidade e Áreas Protegidas, entre os avanços na gestão estão os planos de ação, monitoramento e a parceria com instituições e a população.
"A consolidação do plano de manejo como instrumento de ordenamento territorial, criação e fortalecimento do conselho gestor, com participação social, projetos de pesquisas sobre manejo integrado do fogo, recuperação de áreas degradadas e monitoramento de fauna e flora, com apoio de parceiros como WWF, ISPN e universidades, e o avanço na regulação do uso público e turístico, valorizando o turismo de base comunitária", explicou.
Entre os principais desafios para a APA estão o desmatamento e a conciliação entre a preservação ambiental e as necessidades da população local, o que exige mais ações e projetos por parte do Naturatins e de seus parceiros.
"A pressão do desmatamento e da expansão agropecuária, incidência de queimadas e necessidade de manejo adequado do fogo, conciliação entre conservação ambiental e demandas das comunidades locais e associações comunitárias, que dependem dos recursos naturais para viver", pontuou.
Dentro da APA Jalapão, o Naturatins e parceiros promovem práticas sustentáveis e a pesquisa dentro da unidade, além do monitoramento ambiental. Isso possibilitou que espécies ameaçadas de extinção pudessem receber maior atenção, como o lobo-guará e a arara-azul-grande.
O pato-mergulhão, que é criticamente ameaçado de extinção e uma das aves mais raras da América Latina, também é alvo de projetos voltados à proteção da espécie.
Pato-mergulhão, espécie em extinção, pode ser encontrada no Jalapão
Marcelo Barbosa/Governo do Tocantins
Mudanças ao longo das décadas
Desde a criação da área, foram observadas e promovidas mudanças dentro do território da APA do Jalapão. Entre elas, segundo a diretora, estão:
Maior controle do uso do solo e monitoramento de desmatamento;
Expansão do turismo sustentável como alternativa econômica;
Reconhecimento nacional e internacional do Jalapão como patrimônio natural e cultural do Tocantins.
A diretora também apontou que as demandas ainda geraram novos desafios em decorrência do aumento da visitação e da pressão por infraestrutura na APA.
Com o aumento das tecnologias, passou a ser possível fazer o monitoramento por satélite e geoprocessamento para desmatamento e queimadas. Hoje as equipes contam com drones, aplicativos e sistemas digitais para fiscalização em campo, controle da visitação e gestão de informações, conforme explicou Perla.
População envolvida
Operação Capim-Dourado combate a colheita ilegal da espécie nos campos naturais do Jalapão
Para incluir e conscientizar a população sobre a necessidade de preservação da área rica em espécies endêmicas do cerrado, o Naturatins incentivou a participação popular no 9º conselho gestor da APA, além de fortalecer as associações comunitárias.
"A educação ambiental tem sido trabalhada com oficinas e capacitações em parceria com escolas, associações comunitárias e organizações parceiras, sensibilização de visitantes para práticas de turismo responsável, projetos que valorizam a cultura local junto com a conservação da natureza", explicou.
Para o futuro, o Naturatins pretende, entre outras ações, fazer uma revisão e atualização do plano de manejo, atuar no fortalecimento do conselho gestor e da participação comunitária, ampliar ações de manejo integrado do fogo e dar estruturação ao turismo sustentável, em parceria com associações comunitárias e ONGs.
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Daniel Andrade/Governo do Tocantins
A Área de Proteção Ambiental do Jalapão (APA Jalapão) completou 25 anos com muitos avanços na gestão ambiental e preservação das espécies do Cerrado, com a participação de órgãos estaduais, organizações privadas e comunidade. Ainda existem desafios, como o desmatamento, mas para os responsáveis, o saldo é positivo.
A APA do Jalapão possui 461.730 hectares, integrando parques ecológicos, nascentes de rios e englobando três municípios, e desempenhando papel de grande importância na conservação da fauna e flora tocantinense.
"A APA Jalapão protege uma das maiores áreas de Cerrado conservado do país, garante a proteção de nascentes, veredas e recursos hídricos, atua como corredor ecológico, conectando unidades de conservação estaduais e federais, criando o verdadeiro Mosaico do Jalapão, mantendo espécies endêmicas e ameaçadas do Cerrado", completou Perla, sobre a importância da região.
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A APA Jalapão, gerida pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), foi criada pela Lei Estadual nº 1.172, de 31 de julho de 2000. Sua diversidade faz parte do Mosaico do Jalapão e o Corredor Ecológico Mangabeiras, que segundo o órgão se trata de uma faixa ao redor da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, do Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba e do Parque Estadual do Jalapão.
Os municípios que abrangem a APA são Mateiros, Ponte Alta do Tocantins e Novo Acordo.
Nesses 25 anos, diversas ações foram criadas em atenção à preservação ambiental local. De acordo com Perla Oliveira, diretora de Biodiversidade e Áreas Protegidas, entre os avanços na gestão estão os planos de ação, monitoramento e a parceria com instituições e a população.
"A consolidação do plano de manejo como instrumento de ordenamento territorial, criação e fortalecimento do conselho gestor, com participação social, projetos de pesquisas sobre manejo integrado do fogo, recuperação de áreas degradadas e monitoramento de fauna e flora, com apoio de parceiros como WWF, ISPN e universidades, e o avanço na regulação do uso público e turístico, valorizando o turismo de base comunitária", explicou.
Entre os principais desafios para a APA estão o desmatamento e a conciliação entre a preservação ambiental e as necessidades da população local, o que exige mais ações e projetos por parte do Naturatins e de seus parceiros.
"A pressão do desmatamento e da expansão agropecuária, incidência de queimadas e necessidade de manejo adequado do fogo, conciliação entre conservação ambiental e demandas das comunidades locais e associações comunitárias, que dependem dos recursos naturais para viver", pontuou.
Dentro da APA Jalapão, o Naturatins e parceiros promovem práticas sustentáveis e a pesquisa dentro da unidade, além do monitoramento ambiental. Isso possibilitou que espécies ameaçadas de extinção pudessem receber maior atenção, como o lobo-guará e a arara-azul-grande.
O pato-mergulhão, que é criticamente ameaçado de extinção e uma das aves mais raras da América Latina, também é alvo de projetos voltados à proteção da espécie.
Pato-mergulhão, espécie em extinção, pode ser encontrada no Jalapão
Marcelo Barbosa/Governo do Tocantins
Mudanças ao longo das décadas
Desde a criação da área, foram observadas e promovidas mudanças dentro do território da APA do Jalapão. Entre elas, segundo a diretora, estão:
Maior controle do uso do solo e monitoramento de desmatamento;
Expansão do turismo sustentável como alternativa econômica;
Reconhecimento nacional e internacional do Jalapão como patrimônio natural e cultural do Tocantins.
A diretora também apontou que as demandas ainda geraram novos desafios em decorrência do aumento da visitação e da pressão por infraestrutura na APA.
Com o aumento das tecnologias, passou a ser possível fazer o monitoramento por satélite e geoprocessamento para desmatamento e queimadas. Hoje as equipes contam com drones, aplicativos e sistemas digitais para fiscalização em campo, controle da visitação e gestão de informações, conforme explicou Perla.
População envolvida
Operação Capim-Dourado combate a colheita ilegal da espécie nos campos naturais do Jalapão
Para incluir e conscientizar a população sobre a necessidade de preservação da área rica em espécies endêmicas do cerrado, o Naturatins incentivou a participação popular no 9º conselho gestor da APA, além de fortalecer as associações comunitárias.
"A educação ambiental tem sido trabalhada com oficinas e capacitações em parceria com escolas, associações comunitárias e organizações parceiras, sensibilização de visitantes para práticas de turismo responsável, projetos que valorizam a cultura local junto com a conservação da natureza", explicou.
Para o futuro, o Naturatins pretende, entre outras ações, fazer uma revisão e atualização do plano de manejo, atuar no fortalecimento do conselho gestor e da participação comunitária, ampliar ações de manejo integrado do fogo e dar estruturação ao turismo sustentável, em parceria com associações comunitárias e ONGs.
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Palavras-chave:
tecnologia
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