Operação da polícia de SP mira influencer suspeito de esquema que teria desviado R$ 146 milhões via PIX

Publicado em: 23/09/2025 07:54

Operação da polícia de SP mira influencer suspeito de esquema que teria desviado R$ 146 milhões via PIX
<br /> Policiais cumprem mandados de busca e apreensão de carros e entram em imóveis de investigados no esquema de fraude com o PIX em São Paulo
Reprodução/Divulgação
A Polícia Civil de São Paulo realiza na manhã desta terça-feira (23) uma operação contra um grupo suspeito de desviar mais de R$ 146 milhões por meio de fraudes no sistema Pix. As vítimas são um banco e empresas que perderam o dinheiro após transferência ilegais feitas pelos criminosos.
A "Operação Dubai" é feita por policiais da 1ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Mandados de prisão e de busca
Gabriel Spalone é procurado pela polícia de São Paulo
Reprodução/Arquivo pessoal
A Justiça autorizou o cumprimento de três mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão.
O principal alvo da operação é o empresário e influenciador digital Gabriel Spalone, dono das empresas Dubai Cash e Next Trading Dubai. Ele tem mais de 800 mil seguidores no Instagram, onde informa morar em Dubai.
A Justiça decretou a prisão dele, que não foi localizado pela polícia até a última atualização desta reportagem.
Os outros dois investigados foram presos — juntos, eles teriam se beneficiado em quase R$ 75 milhões do esquema criminoso.
A equipe de reportagem tenta contato com as defesas dos investigados.
Como era o esquema criminoso
DHPP de São Paulo fica no Palácio da Polícia Civil em São Paulo
Reprodução/Google Maps
Segundo as investigações, em 26 de fevereiro de 2025 um banco identificou um movimento atípico em seus sistemas: em poucas horas, entre 4h23 e 9h47, foram realizadas 607 transferências via PIX, que somaram R$ 146.593.142,28.
As operações partiram de dez contas vinculadas a uma empresa parceira da instituição financeira responsável pelo serviço de “PIX indireto”. Essa prática é considerada ilegal, segundo o banco.
Por causa da rápida reação do banco, foi possível recuperar mais de R$ 100 milhões, mas ainda restou um prejuízo de R$ 39 milhões à instituição e às empresas correntistas.
Policias cumpriram mandados de busca em diversos endereços ligados aos investigados, incluindo imóveis na Vila Leopoldina, no Jardim Morumbi, na Vila Santo Henrique e no Jardim Ampliação, todos em São Paulo.
Os presos estão sendo levados para a sede da DCCiber, no prédio do DHPP, na região da Luz, no Centro da capital.