Conheça a brasileira reconhecida pela ONU como uma das pessoas negras mais influentes do mundo
Publicado em: 30/09/2025 18:36
<br /> Aline Odara, cientista social de Campinas (SP), é reconhecida pela ONU como uma das pessoas negras mais influentes do mundo
ninastanis
A cientista social de Campinas (SP), Aline Odara, foi reconhecida como uma das pessoas de ascendência africana mais influentes do mundo pela Organização das Nações Unidas (ONU). Ela recebeu o prêmio MIPAD, na categoria "Filantropia e Impacto Social", nesta sexta-feira (26), em Nova York. Fora Aline, mais oito brasileiros foram premiados em outras categorias do MIPAD.
Formada em Ciências Sociais, Aline é idealizadora do projeto Agbara, fundo de investimento que apoia empreendedoras negras e que já impactou a vida de mais de 4 mil mulheres de todo o Brasil.
"Agbara" significa força em iorubá, idioma de origem nigeriana.
'Eu represento muita gente e isso é uma responsabilidade. É a honra de ampliar o legado da população negra no Brasil. E também não é só a minha história de luta, é a história das mulheres que lutaram por nós', diz Aline.
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Para Aline, a ideia da Agbara ser reconhecida mundialmente pela ONU era inimaginável em 2020, ano de sua fundação.
'Quando fundei a Agbara e, em 3 meses, atingi quase 300 doadores recorrentes, percebi que tinha algo grande em mãos. Percebi que, se nos desenvolvêssemos institucionalmente, poderíamos acessar recursos maiores', conta a Aline.
A premiação durou cerca de dois dias. No primeiro, houve formação e encontro de lideranças, na sede da ONU. E, por fim, a celebração do prêmio dentro de um clube privado.
Leia também:
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Inteligência artificial no serviço público: governo federal lança projeto de R$ 390 milhões
Agendas internacionais
Desde o crescimento do Fundo Agbara, o mês de setembro se tornou importante para o cumprimento de agendas internacionais.
Por isso, a cientista social aproveitou o convite da premiação para passar duas semanas nos EUA, marcando presença em eventos e reuniões do segmento, a fim de expandir a sua luta pelos direitos e o reconhecimento de mulheres negras pelo mundo.
"Fui para debates na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, tive reuniões com congressistas de Washington para falar sobre a situação de mulheres negras na saúde, e até cheguei a participar de encontros da Assembleia Geral da ONU. Foram semanas agitadas'", conta Aline.
O desejo de crescer
Cientista social de Campinas (SP) recebeu o prêmio internacional MIPAD, de Pessoas de Ascendência Africana mais Influentes, nesta sexta-feira (26), em Nova York
ninastanis
Em entrevista o g1, a cientista social afirmou que seu maior sonho é expandir o potencial de seus projetos sociais no Brasil.
Aline credita que pensar no futuro e crescimento da associação faz parte do seu objetivo final: a garantia do bem viver de mulheres negras.
Tem alguns prêmios ainda que eu quero conquistar, isso é importante para a minha trajetória. Agora, pensando em impacto coletivo, pensando em Fundo Agbara, penso em ter uma perspectiva de futuro. Quero conquistar mais estabilidade financeira. Apesar de já termos certo reconhecimento, ainda nos é necessário', conta Aline.
VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região
Veja mais notícias da região no g1 Campinas
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A cientista social de Campinas (SP), Aline Odara, foi reconhecida como uma das pessoas de ascendência africana mais influentes do mundo pela Organização das Nações Unidas (ONU). Ela recebeu o prêmio MIPAD, na categoria "Filantropia e Impacto Social", nesta sexta-feira (26), em Nova York. Fora Aline, mais oito brasileiros foram premiados em outras categorias do MIPAD.
Formada em Ciências Sociais, Aline é idealizadora do projeto Agbara, fundo de investimento que apoia empreendedoras negras e que já impactou a vida de mais de 4 mil mulheres de todo o Brasil.
"Agbara" significa força em iorubá, idioma de origem nigeriana.
'Eu represento muita gente e isso é uma responsabilidade. É a honra de ampliar o legado da população negra no Brasil. E também não é só a minha história de luta, é a história das mulheres que lutaram por nós', diz Aline.
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Para Aline, a ideia da Agbara ser reconhecida mundialmente pela ONU era inimaginável em 2020, ano de sua fundação.
'Quando fundei a Agbara e, em 3 meses, atingi quase 300 doadores recorrentes, percebi que tinha algo grande em mãos. Percebi que, se nos desenvolvêssemos institucionalmente, poderíamos acessar recursos maiores', conta a Aline.
A premiação durou cerca de dois dias. No primeiro, houve formação e encontro de lideranças, na sede da ONU. E, por fim, a celebração do prêmio dentro de um clube privado.
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Agendas internacionais
Desde o crescimento do Fundo Agbara, o mês de setembro se tornou importante para o cumprimento de agendas internacionais.
Por isso, a cientista social aproveitou o convite da premiação para passar duas semanas nos EUA, marcando presença em eventos e reuniões do segmento, a fim de expandir a sua luta pelos direitos e o reconhecimento de mulheres negras pelo mundo.
"Fui para debates na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, tive reuniões com congressistas de Washington para falar sobre a situação de mulheres negras na saúde, e até cheguei a participar de encontros da Assembleia Geral da ONU. Foram semanas agitadas'", conta Aline.
O desejo de crescer
Cientista social de Campinas (SP) recebeu o prêmio internacional MIPAD, de Pessoas de Ascendência Africana mais Influentes, nesta sexta-feira (26), em Nova York
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Em entrevista o g1, a cientista social afirmou que seu maior sonho é expandir o potencial de seus projetos sociais no Brasil.
Aline credita que pensar no futuro e crescimento da associação faz parte do seu objetivo final: a garantia do bem viver de mulheres negras.
Tem alguns prêmios ainda que eu quero conquistar, isso é importante para a minha trajetória. Agora, pensando em impacto coletivo, pensando em Fundo Agbara, penso em ter uma perspectiva de futuro. Quero conquistar mais estabilidade financeira. Apesar de já termos certo reconhecimento, ainda nos é necessário', conta Aline.
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