Tecnologia ajuda a revelar fraude em placas de veículos em São Paulo
Publicado em: 27/08/2025 20:20
A tecnologia ajudou a revelar uma fraude que circulava despercebida pelas ruas de São Paulo.
A olho nu, é difícil perceber. A descoberta foi feita pelas câmeras de vigilância da Prefeitura de São Paulo. As imagens foram analisadas por um programa de inteligência artificial que deu o alerta: entre junho e julho deste ano, foram 11 mil registros de placas adulteradas nas ruas da cidade. E o mais surpreendente: cerca de 9 mil tinham essa mesma combinação, em motos diferentes.
As investigações mostraram que a placa estava sendo vendida pela internet. Agora, a polícia paulista tenta identificar quem vendeu e quem comprou.
O uso da tecnologia está ajudando a registrar as fraudes, mas um grande desafio ainda é localizar e identificar os responsáveis. Apesar do grande número de flagrantes, apenas 15 motos foram apreendidas no mesmo período.
Segundo a Prefeitura, uma mudança nas regras de emplacamento no país está facilitando a vida dos criminosos. É que, até 2020, as placas eram fixadas com lacres, com uma peça de plástico numerada e presa com arames. Agora, elas são apenas aparafusadas e podem ser trocadas sem deixar indícios de fraude.
A Prefeitura de São Paulo já pediu ao Ministério dos Transportes que os lacres voltem a ser obrigatórios.
“Isso daria mais integridade e autenticidade a essas placas, né? A pessoa teria que ir até o Detran e colocar uma placa fixa, que é o que não acontece hoje. Evidente que tem criminosos que utilizam desse subterfúgio para poder circular livremente na cidade", diz Edson Aparecido, secretário de Governo da Prefeitura de São Paulo.
O Ministério dos Transportes disse que analisa a volta dos lacres metálicos e que avalia a efetividade da medida contra as falsificações.
Sergio Ejzenberg, especialista em trânsito, diz que lacres não resolvem o problema porque também podem ser fraudados. Ele defende que a solução é fiscalizar melhor.
“É preciso presença de policiamento na rua para verificar: parou no semáforo, pediu documento, ver se está tudo certo e começar a apertar o cerco. Porque só exigir de uma parcela da população que já paga tudo, que faz tudo direito, e que agora tem mais lacre e mais aquilo, você vai dar mais despesa, e aquele que faz a coisa errada vai comprar um lacre falso, a placa falsa, e vai fazer a mesma coisa.”
A prefeitura de São Paulo disse que está ampliando a fiscalização, com câmeras instalados em motos da Guarda Civil e da Polícia Militar.
A olho nu, é difícil perceber. A descoberta foi feita pelas câmeras de vigilância da Prefeitura de São Paulo. As imagens foram analisadas por um programa de inteligência artificial que deu o alerta: entre junho e julho deste ano, foram 11 mil registros de placas adulteradas nas ruas da cidade. E o mais surpreendente: cerca de 9 mil tinham essa mesma combinação, em motos diferentes.
As investigações mostraram que a placa estava sendo vendida pela internet. Agora, a polícia paulista tenta identificar quem vendeu e quem comprou.
O uso da tecnologia está ajudando a registrar as fraudes, mas um grande desafio ainda é localizar e identificar os responsáveis. Apesar do grande número de flagrantes, apenas 15 motos foram apreendidas no mesmo período.
Segundo a Prefeitura, uma mudança nas regras de emplacamento no país está facilitando a vida dos criminosos. É que, até 2020, as placas eram fixadas com lacres, com uma peça de plástico numerada e presa com arames. Agora, elas são apenas aparafusadas e podem ser trocadas sem deixar indícios de fraude.
A Prefeitura de São Paulo já pediu ao Ministério dos Transportes que os lacres voltem a ser obrigatórios.
“Isso daria mais integridade e autenticidade a essas placas, né? A pessoa teria que ir até o Detran e colocar uma placa fixa, que é o que não acontece hoje. Evidente que tem criminosos que utilizam desse subterfúgio para poder circular livremente na cidade", diz Edson Aparecido, secretário de Governo da Prefeitura de São Paulo.
O Ministério dos Transportes disse que analisa a volta dos lacres metálicos e que avalia a efetividade da medida contra as falsificações.
Sergio Ejzenberg, especialista em trânsito, diz que lacres não resolvem o problema porque também podem ser fraudados. Ele defende que a solução é fiscalizar melhor.
“É preciso presença de policiamento na rua para verificar: parou no semáforo, pediu documento, ver se está tudo certo e começar a apertar o cerco. Porque só exigir de uma parcela da população que já paga tudo, que faz tudo direito, e que agora tem mais lacre e mais aquilo, você vai dar mais despesa, e aquele que faz a coisa errada vai comprar um lacre falso, a placa falsa, e vai fazer a mesma coisa.”
A prefeitura de São Paulo disse que está ampliando a fiscalização, com câmeras instalados em motos da Guarda Civil e da Polícia Militar.
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