Após derrota na Câmara, governo analisa como vai recompor a redução de R$ 20 bilhões na previsão de arrecadação de 2026
Publicado em: 09/10/2025 21:21
<br /> Derrota do governo na MP de compensação do IOF impôs desafio
A derrota de quarta-feira (8) na Câmara dos Deputados impôs ao governo um desafio: como recompor a redução de R$ 20 bilhões na previsão de arrecadação de 2026.
O presidente Lula lamentou a decisão do Congresso de retirar de pauta a medida provisória que substituiria parte do aumento do IOF. Em entrevista à Rádio Piatã FM, da Bahia, Lula disse que, na semana que vem, vai discutir alternativas, como uma proposta para aumentar a tributação das fintechs, empresas que usam tecnologia para oferecer serviços financeiros.
"Eu vou reunir o governo para discutir como é que a gente vai propor que o sistema financeiro, sobretudo as fintechs - e tem fintech hoje maior do que banco -, que elas paguem o imposto devido a esse país”, diz o presidente Lula.
A MP acabava com a alíquota de 9% da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a chamada CSLL, que hoje beneficia fintechs. Na prática, elas passariam a ser tributadas como as demais instituições financeiras, com alíquotas de 15% ou 20%. A proposta do governo também estabelecia, entre outros pontos, alta de impostos sobre aplicações financeiras.
Após derrota na Câmara, governo analisa como vai recompor a redução de R$ 20 bilhões na previsão de arrecadação de 2026
Jornal Nacional/ Reprodução
O governo contava com o aumento da arrecadação por meio dessa medida provisória para atingir a meta fiscal de 2026, de um superávit de R$ 34 bilhões. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que tem alternativas, sem dar detalhes, e que tudo vai ser discutido com o presidente Lula:
"Nós temos tempo, vamos usar esse tempo para avaliar com muito cuidado cada alternativa. Vamos conversar também com o relator do Orçamento, porque isso tem impacto orçamentário importante em emendas, em investimentos".
Haddad cancelou a ida dele aos Estados Unidos, onde participaria, na próxima semana, de reuniões do FMI, o Fundo Monetário Internacional, e do Banco Mundial. Segundo a assessoria, o ministro ficará no Brasil para cumprir agendas oficiais.
A economista Zeina Latif disse que para equilibrar as contas públicas, cumprir metas fiscais, o governo precisa também controlar gastos:
"Ainda que seja compreensível o foco no atendimento dos resultados, atender a meta de resultado fiscal não pode ser de qualquer jeito. Então sempre é em cima de aumento de arrecadação, que traz preocupação porque se os gastos no Brasil crescem automaticamente, se o cumprimento da meta for sempre em cima de arrecadação, significa que todo ano a gente vai ter aumento da carga tributária. Então, essa ideia de que basta atender as metas de superávit isso não é verdade. A forma importa".
LEIA TAMBÉM
Na data-limite para votação, oposição retira da pauta MP criada para substituir aumento do IOF e impõe derrota ao governo
Entenda o que previa a MP derrubada na Câmara e como fica agora o imposto sobre bets e aplicações
Derrubada de MP evita alta nas taxações de fintechs e de aplicações financeiras
A derrota de quarta-feira (8) na Câmara dos Deputados impôs ao governo um desafio: como recompor a redução de R$ 20 bilhões na previsão de arrecadação de 2026.
O presidente Lula lamentou a decisão do Congresso de retirar de pauta a medida provisória que substituiria parte do aumento do IOF. Em entrevista à Rádio Piatã FM, da Bahia, Lula disse que, na semana que vem, vai discutir alternativas, como uma proposta para aumentar a tributação das fintechs, empresas que usam tecnologia para oferecer serviços financeiros.
"Eu vou reunir o governo para discutir como é que a gente vai propor que o sistema financeiro, sobretudo as fintechs - e tem fintech hoje maior do que banco -, que elas paguem o imposto devido a esse país”, diz o presidente Lula.
A MP acabava com a alíquota de 9% da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a chamada CSLL, que hoje beneficia fintechs. Na prática, elas passariam a ser tributadas como as demais instituições financeiras, com alíquotas de 15% ou 20%. A proposta do governo também estabelecia, entre outros pontos, alta de impostos sobre aplicações financeiras.
Após derrota na Câmara, governo analisa como vai recompor a redução de R$ 20 bilhões na previsão de arrecadação de 2026
Jornal Nacional/ Reprodução
O governo contava com o aumento da arrecadação por meio dessa medida provisória para atingir a meta fiscal de 2026, de um superávit de R$ 34 bilhões. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que tem alternativas, sem dar detalhes, e que tudo vai ser discutido com o presidente Lula:
"Nós temos tempo, vamos usar esse tempo para avaliar com muito cuidado cada alternativa. Vamos conversar também com o relator do Orçamento, porque isso tem impacto orçamentário importante em emendas, em investimentos".
Haddad cancelou a ida dele aos Estados Unidos, onde participaria, na próxima semana, de reuniões do FMI, o Fundo Monetário Internacional, e do Banco Mundial. Segundo a assessoria, o ministro ficará no Brasil para cumprir agendas oficiais.
A economista Zeina Latif disse que para equilibrar as contas públicas, cumprir metas fiscais, o governo precisa também controlar gastos:
"Ainda que seja compreensível o foco no atendimento dos resultados, atender a meta de resultado fiscal não pode ser de qualquer jeito. Então sempre é em cima de aumento de arrecadação, que traz preocupação porque se os gastos no Brasil crescem automaticamente, se o cumprimento da meta for sempre em cima de arrecadação, significa que todo ano a gente vai ter aumento da carga tributária. Então, essa ideia de que basta atender as metas de superávit isso não é verdade. A forma importa".
LEIA TAMBÉM
Na data-limite para votação, oposição retira da pauta MP criada para substituir aumento do IOF e impõe derrota ao governo
Entenda o que previa a MP derrubada na Câmara e como fica agora o imposto sobre bets e aplicações
Derrubada de MP evita alta nas taxações de fintechs e de aplicações financeiras
Palavras-chave:
tecnologia
Mais Notícias Relacionadas
Guilherme Arantes, Débora Falabella, teatro infantil, samba, Filarmônica: veja agenda cultural deste fim de semana em BH
Canções que marcaram época na voz de Guilherme Arantes, samba com Fabiana Cozza, peças de...
DJ Bruno Be, Dado Villa Lobos, Rock Beats e 'Tom Jobim Musical' são atrações do fim de semana com feriado prolongado no DF
Musical faz homenagem a Tom Jobim Com o feriado do aniversário de Brasília na próxima ter...
'Rio das Ostras Digital' visa modernização da gestão municipal
Já estão disponibilizados diversos serviços no sistema Secom Rio das Ostras deu um import...
Inceptio: Empresários e sócios investigados por tráfico e lavagem de dinheiro se tornam réus no Acre
Presos durante a Operação Inceptio, no Acre e em outros estados, empresários e sócios pas...