Ensinar e aprender: conheça a trajetória e reflexões de um professor apaixonado pelo ofício
Publicado em: 15/10/2025 08:26
<br /> Mensagem do Prof. Nilton Hitotuzi para o Dia do Professor.
Em comemoração ao Dia do Professor, celebrado neste 15 de outubro, o educador Nilton Varela Hitotuzi compartilha um pouco da sua trajetória, desafios e visões sobre o papel do professor na sociedade. Com quase três décadas dedicadas ao ensino da língua inglesa, ele fala com a serenidade e a experiência de quem vive o magistério como uma vocação em constante transformação.
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Nilton atua como professor de língua inglesa há mais de 29 anos e começou a lecionar aos 25, em uma escola de idiomas.
“Inicialmente, minha motivação para ensinar inglês era essencialmente econômica e autoformativa. Por um lado, eu precisava de uma fonte de sustento enquanto cursava uma Licenciatura em Letras – Inglês na UFAM; por outro, compreendia que quanto mais eu ensinava, mais me apropriava da língua-alvo”, contou.
Com o tempo, a relação com a profissão ganhou novos significados.
“Por duas vezes, tive a oportunidade de mudar de curso – ingressar em Direito na mesma universidade por coeficiente de rendimento acumulado – e não o fiz, pois já estava profundamente envolvido e identificado com o curso de Letras-Inglês.”
Entre os maiores desafios da carreira, ele lembra o período em que precisou conciliar estudo e trabalho.
“Eu estudava à tarde na UFAM, ministrava aulas à noite e aos sábados, e em muitos domingos corrigia redações de pré-vestibulandos”, relembra. Ainda assim, Nilton vê o aprendizado como algo contínuo. “Destaco um, que considero emblemático do meu processo de evolução profissional: a forma como vejo meus alunos. No início, eram apenas alunos, e meu papel era transmitir conteúdo. Hoje, os vejo como pessoas em constante processo de transformação.”
Nilton Varela Hitotuzi, Educador com quase três décadas de carreira
Arquivo Pessoal
O professor destaca também o cuidado com a liberdade de expressão em sala de aula:
“Não levo em consideração cor, etnia, orientação sexual nem visão de mundo. Trato cada um como um ser humano em desenvolvimento. Cada aluno tem o direito de se expressar livremente, sem coação, seja minha ou de outros colegas.”
Sobre o que o inspira a seguir ensinando, Nilton é categórico:
“O que mais me inspira é ver o engajamento genuíno dos alunos: quando se dedicam a uma tarefa, buscam aprimorar um projeto ou se empenham em melhorar a qualidade de uma pesquisa. Esse movimento investigativo é uma fonte constante de inspiração e o combustível que mantém acesa a chama do meu desejo de ensinar e aprender.”
Ao refletir sobre as mudanças no ensino e o avanço das tecnologias, ele se considera um privilegiado.
“Quando comecei a estudar, usava caderno pautado, lápis e borracha, copiava textos do livro Caminho Suave e o que minha professora escrevia com giz em uma lousa verde. Hoje, convivo com a inteligência artificial – que já até fala!”, comenta, com humor.
Nilton também compartilha um pouco sobre o seu trabalho atual.
“Atualmente, venho desenvolvendo o IMPACTA (Inglês como Meio Pragmático de Aquisição de Conhecimento em Todas as Áreas), uma variação do conceito de Inglês como Meio de Instrução. Um dos diferenciais dessa proposta é o pressuposto de que o inglês pode mediar o processo de ensino e aprendizagem em todos os níveis educacionais, superando antagonismos ideológicos.”
Ele acredita que a valorização do professor precisa ir além do discurso.
“A sociedade precisa ir além do reconhecimento simbólico. Esse reconhecimento deve se traduzir em ações concretas: salários dignos, condições adequadas de trabalho e políticas públicas que valorizem nossa saúde e bem-estar. A valorização do professor não é um custo, mas um investimento direto no futuro da nação.”
Por fim, Nilton deixa mensagens distintas para professores e alunos neste 15 de outubro.
“Aos colegas, neste 15 de outubro, digo: carpe diem! Aproveitem o dia para descansar, estar com a família e os amigos, e celebrar o que fazemos de melhor. Mas, no dia seguinte, retomem os estudos, a escrita, as pesquisas, e continuem preparando e ministrando aulas como se fossem as últimas. E aos alunos, Busquem a excelência! Almejem ser estrelas – sabendo que, para muitos, brilhar como um pirilampo já será uma grande conquista.”
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Em comemoração ao Dia do Professor, celebrado neste 15 de outubro, o educador Nilton Varela Hitotuzi compartilha um pouco da sua trajetória, desafios e visões sobre o papel do professor na sociedade. Com quase três décadas dedicadas ao ensino da língua inglesa, ele fala com a serenidade e a experiência de quem vive o magistério como uma vocação em constante transformação.
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Nilton atua como professor de língua inglesa há mais de 29 anos e começou a lecionar aos 25, em uma escola de idiomas.
“Inicialmente, minha motivação para ensinar inglês era essencialmente econômica e autoformativa. Por um lado, eu precisava de uma fonte de sustento enquanto cursava uma Licenciatura em Letras – Inglês na UFAM; por outro, compreendia que quanto mais eu ensinava, mais me apropriava da língua-alvo”, contou.
Com o tempo, a relação com a profissão ganhou novos significados.
“Por duas vezes, tive a oportunidade de mudar de curso – ingressar em Direito na mesma universidade por coeficiente de rendimento acumulado – e não o fiz, pois já estava profundamente envolvido e identificado com o curso de Letras-Inglês.”
Entre os maiores desafios da carreira, ele lembra o período em que precisou conciliar estudo e trabalho.
“Eu estudava à tarde na UFAM, ministrava aulas à noite e aos sábados, e em muitos domingos corrigia redações de pré-vestibulandos”, relembra. Ainda assim, Nilton vê o aprendizado como algo contínuo. “Destaco um, que considero emblemático do meu processo de evolução profissional: a forma como vejo meus alunos. No início, eram apenas alunos, e meu papel era transmitir conteúdo. Hoje, os vejo como pessoas em constante processo de transformação.”
Nilton Varela Hitotuzi, Educador com quase três décadas de carreira
Arquivo Pessoal
O professor destaca também o cuidado com a liberdade de expressão em sala de aula:
“Não levo em consideração cor, etnia, orientação sexual nem visão de mundo. Trato cada um como um ser humano em desenvolvimento. Cada aluno tem o direito de se expressar livremente, sem coação, seja minha ou de outros colegas.”
Sobre o que o inspira a seguir ensinando, Nilton é categórico:
“O que mais me inspira é ver o engajamento genuíno dos alunos: quando se dedicam a uma tarefa, buscam aprimorar um projeto ou se empenham em melhorar a qualidade de uma pesquisa. Esse movimento investigativo é uma fonte constante de inspiração e o combustível que mantém acesa a chama do meu desejo de ensinar e aprender.”
Ao refletir sobre as mudanças no ensino e o avanço das tecnologias, ele se considera um privilegiado.
“Quando comecei a estudar, usava caderno pautado, lápis e borracha, copiava textos do livro Caminho Suave e o que minha professora escrevia com giz em uma lousa verde. Hoje, convivo com a inteligência artificial – que já até fala!”, comenta, com humor.
Nilton também compartilha um pouco sobre o seu trabalho atual.
“Atualmente, venho desenvolvendo o IMPACTA (Inglês como Meio Pragmático de Aquisição de Conhecimento em Todas as Áreas), uma variação do conceito de Inglês como Meio de Instrução. Um dos diferenciais dessa proposta é o pressuposto de que o inglês pode mediar o processo de ensino e aprendizagem em todos os níveis educacionais, superando antagonismos ideológicos.”
Ele acredita que a valorização do professor precisa ir além do discurso.
“A sociedade precisa ir além do reconhecimento simbólico. Esse reconhecimento deve se traduzir em ações concretas: salários dignos, condições adequadas de trabalho e políticas públicas que valorizem nossa saúde e bem-estar. A valorização do professor não é um custo, mas um investimento direto no futuro da nação.”
Por fim, Nilton deixa mensagens distintas para professores e alunos neste 15 de outubro.
“Aos colegas, neste 15 de outubro, digo: carpe diem! Aproveitem o dia para descansar, estar com a família e os amigos, e celebrar o que fazemos de melhor. Mas, no dia seguinte, retomem os estudos, a escrita, as pesquisas, e continuem preparando e ministrando aulas como se fossem as últimas. E aos alunos, Busquem a excelência! Almejem ser estrelas – sabendo que, para muitos, brilhar como um pirilampo já será uma grande conquista.”
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