Haddad diz que lavagem de dinheiro por meio de fintechs está com os dias contados: 'Vamos seguir o dinheiro'
Publicado em: 28/08/2025 18:30
<br /> Haddad anuncia que ‘fintechs’ serão monitoradas de perto
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (28) que o crime organizado terá que buscar novos caminhos para esconder e multiplicar suas fortunas, pois a atuação de fintechs e fundos de investimento como instrumentos de lavagem de dinheiro está com os dias contados.
O ministro comentou a megaoperação realizada na manhã desta quinta-feira (28), que mostrou que a facção criminosa PCC utilizava instituições financeiras tradicionais para lavagem, mascarar transações e ocultar patrimônio.
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“Usaremos a Inteligência Artificial que já dispomos para rastrear e acompanhar o que entra e o que sai das fintechs. Quem abastece as contas, como se dão as movimentações, para onde foi o dinheiro. Quem está fazendo o quê”, disse o ministro.
Ele garantiu que a fiscalização sobre essas empresas será tão rigorosa quanto a aplicada ao sistema bancário tradicional.
O ministro também destacou que movimentações atípicas, entradas e saídas sem identificação clara serão detectadas pela tecnologia. “Tudo isso a nossa IA vai pegar e vamos para cima de quem estiver fazendo coisa errada. Vamos seguir o dinheiro do criminoso”, completou.
O que vem por aí
Na esfera criminal, investigadores da Polícia Federal acreditam que as apreensões realizadas na megaoperação de hoje vão revelar novos grupos envolvidos em esquemas milionários de adulteração de combustíveis e sonegação de impostos. O material recolhido é considerado farto e relevante.
As investigações também devem atingir operações de lavagem de dinheiro ligadas ao narcotráfico e à corrupção. No entanto, delegados federais demonstraram preocupação com o número de mandados de prisão preventiva não cumpridos.
Dos 14 expedidos, apenas seis foram efetivados — e alguns dos principais alvos conseguiram escapar.
“É totalmente atípico em nossas operações acontecer isso. Prender menos do que se deveria. Geralmente, escapa um ou outro. E não a maioria como agora. Temos que investigar o porquê disso. Se houve vazamento de informações e de onde”, disse um investigador.
Apesar das dificuldades, os responsáveis pela ação garantem que os mandados serão cumpridos. “É uma questão de honra. Não vamos desistir”, afirmou um dos agentes.
Haddad durante cerimônia para incentivar exportação
Reuters/Adriano Machado
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (28) que o crime organizado terá que buscar novos caminhos para esconder e multiplicar suas fortunas, pois a atuação de fintechs e fundos de investimento como instrumentos de lavagem de dinheiro está com os dias contados.
O ministro comentou a megaoperação realizada na manhã desta quinta-feira (28), que mostrou que a facção criminosa PCC utilizava instituições financeiras tradicionais para lavagem, mascarar transações e ocultar patrimônio.
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“Usaremos a Inteligência Artificial que já dispomos para rastrear e acompanhar o que entra e o que sai das fintechs. Quem abastece as contas, como se dão as movimentações, para onde foi o dinheiro. Quem está fazendo o quê”, disse o ministro.
Ele garantiu que a fiscalização sobre essas empresas será tão rigorosa quanto a aplicada ao sistema bancário tradicional.
O ministro também destacou que movimentações atípicas, entradas e saídas sem identificação clara serão detectadas pela tecnologia. “Tudo isso a nossa IA vai pegar e vamos para cima de quem estiver fazendo coisa errada. Vamos seguir o dinheiro do criminoso”, completou.
O que vem por aí
Na esfera criminal, investigadores da Polícia Federal acreditam que as apreensões realizadas na megaoperação de hoje vão revelar novos grupos envolvidos em esquemas milionários de adulteração de combustíveis e sonegação de impostos. O material recolhido é considerado farto e relevante.
As investigações também devem atingir operações de lavagem de dinheiro ligadas ao narcotráfico e à corrupção. No entanto, delegados federais demonstraram preocupação com o número de mandados de prisão preventiva não cumpridos.
Dos 14 expedidos, apenas seis foram efetivados — e alguns dos principais alvos conseguiram escapar.
“É totalmente atípico em nossas operações acontecer isso. Prender menos do que se deveria. Geralmente, escapa um ou outro. E não a maioria como agora. Temos que investigar o porquê disso. Se houve vazamento de informações e de onde”, disse um investigador.
Apesar das dificuldades, os responsáveis pela ação garantem que os mandados serão cumpridos. “É uma questão de honra. Não vamos desistir”, afirmou um dos agentes.
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Reuters/Adriano Machado
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