Entenda como o aleitamento materno é essencial para o desenvolvimento do bebê: ‘Cada gota vale a pena’, diz mãe
Publicado em: 23/08/2025 08:00
<br /> Maielly Pereira, de Bauru (SP), é pediatra, alergista, imunologista e mãe de primeira viagem
Elen Laureano/ Divulgação Hapvida
A importância do aleitamento materno, reforçada durante a campanha do ‘Agosto Dourado’, vai além de apenas um alimento: ele protege, fortalece e até guarda uma “memória imunológica” das batalhas que a mãe já travou contra vírus e bactérias.
A pediatra, alergista e imunologista Maielly Pereira, médica e mãe de primeira viagem, explica que amamentar não serve apenas para nutrir o bebê.
“É algo que constrói microbiota, fortalece o vínculo afetivo, estimula o neurodesenvolvimento e oferece imunidade. O leite materno reflete a experiência imunológica da mãe e transfere essa proteção para a criança”, afirma.
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Segundo a médica, quando a mulher entra em contato com vírus, bactérias ou vacinas, produz anticorpos que passam para o bebê pelo leite. Essa proteção é dinâmica e pode ser atualizada durante a amamentação. “Se a mãe for exposta a um novo microrganismo, o leite rapidamente incorpora anticorpos atualizados, garantindo defesa sob medida”, explica.
'Agosto Dourado' celebra mês de conscientização ao aleitamento materno
Outro ponto destacado é a capacidade de o leite se transformar de acordo com a necessidade da criança. Nos primeiros dias, o colostro é rico em proteínas e anticorpos. Depois, o leite maduro ajusta nutrientes como gorduras e carboidratos para favorecer o crescimento e o desenvolvimento cerebral.
Até a saliva do bebê em contato com o mamilo ajuda nesse processo, enviando sinais ao corpo materno sobre suas necessidades.
Desenvolvimento orofacial
Segundo Victoria Mota Colombara, fonoaudióloga formada pela Universidade de São Paulo (USP) de Bauru e atuante no setor de neonatal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (SP), a amamentação também é fundamental para o desenvolvimento das estruturas orofaciais.
Victoria Mota Colombara é especialista em aleitamento materno e fonoaudióloga do setor neonatal do Hospital das Clínicas de Botucatu (SP)
Arquivo pessoal
“Mamar exige esforço muscular coordenado. A criança precisa realizar a “sucção nutritiva”, que envolve movimentos de língua, mandíbula, bochechas e lábios, tudo isso de forma rítmica”, explica a especialista em aleitamento materno ao g1.
Ainda de acordo com Victoria, a amamentação promove a maturação neurológica e a integração sensório-motora, já que também exige a coordenação entre sucção, deglutição e respiração, habilidade essencial para a introdução alimentar e funções como sugar, deglutir, mastigar e falar.
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Além disso, a fonoaudióloga explica que, durante a amamentação, o bebê está em contato direto com a mãe, o que favorece a comunicação não verbal, o olhar e a escuta da voz materna, estímulos que também servem de base para o desenvolvimento da linguagem oral.
Victoria Mota Colombara é especialista em aleitamento materno e fonoaudióloga do setor neonatal do Hospital das Clínicas de Botucatu (SP)
Arquivo pessoal
Conexão mãe e filho
Mesmo após um ano, a médica ressalta que o leite continua tendo valor nutricional e imunológico. “Ele não vira ‘água’. Continua sendo fonte de energia, nutrientes e anticorpos, além de trazer segurança e conforto. Estudos mostram que a amamentação prolongada reduz alergias, melhora o desenvolvimento cognitivo e diminui doenças crônicas na vida adulta”, ressalta Maielly.
Além disso, a especialista, que também viveu na pele a experiência do aleitamento materno, afirma que é um momento transformador. “No começo foi difícil, até ajustar a pega, mas nunca esqueço o primeiro contato pele a pele. Hoje, entendo que amamentar vai muito além da biologia. É amor e dedicação em cada gota”, relata em entrevista ao g1.
"Amamentar é resistir: à dor, ao cansaço, aos comentários desmotivadores e à falta de apoio. Mas não resistam sozinhas. Busquem ajuda. Cada gota vale a pena”, finaliza.
Maielly Pereira, de Bauru (SP), é pediatra, alergista, imunologista e mãe de primeira viagem
Elen Laureano/ Divulgação Hapvida
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Elen Laureano/ Divulgação Hapvida
A importância do aleitamento materno, reforçada durante a campanha do ‘Agosto Dourado’, vai além de apenas um alimento: ele protege, fortalece e até guarda uma “memória imunológica” das batalhas que a mãe já travou contra vírus e bactérias.
A pediatra, alergista e imunologista Maielly Pereira, médica e mãe de primeira viagem, explica que amamentar não serve apenas para nutrir o bebê.
“É algo que constrói microbiota, fortalece o vínculo afetivo, estimula o neurodesenvolvimento e oferece imunidade. O leite materno reflete a experiência imunológica da mãe e transfere essa proteção para a criança”, afirma.
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Segundo a médica, quando a mulher entra em contato com vírus, bactérias ou vacinas, produz anticorpos que passam para o bebê pelo leite. Essa proteção é dinâmica e pode ser atualizada durante a amamentação. “Se a mãe for exposta a um novo microrganismo, o leite rapidamente incorpora anticorpos atualizados, garantindo defesa sob medida”, explica.
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Outro ponto destacado é a capacidade de o leite se transformar de acordo com a necessidade da criança. Nos primeiros dias, o colostro é rico em proteínas e anticorpos. Depois, o leite maduro ajusta nutrientes como gorduras e carboidratos para favorecer o crescimento e o desenvolvimento cerebral.
Até a saliva do bebê em contato com o mamilo ajuda nesse processo, enviando sinais ao corpo materno sobre suas necessidades.
Desenvolvimento orofacial
Segundo Victoria Mota Colombara, fonoaudióloga formada pela Universidade de São Paulo (USP) de Bauru e atuante no setor de neonatal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (SP), a amamentação também é fundamental para o desenvolvimento das estruturas orofaciais.
Victoria Mota Colombara é especialista em aleitamento materno e fonoaudióloga do setor neonatal do Hospital das Clínicas de Botucatu (SP)
Arquivo pessoal
“Mamar exige esforço muscular coordenado. A criança precisa realizar a “sucção nutritiva”, que envolve movimentos de língua, mandíbula, bochechas e lábios, tudo isso de forma rítmica”, explica a especialista em aleitamento materno ao g1.
Ainda de acordo com Victoria, a amamentação promove a maturação neurológica e a integração sensório-motora, já que também exige a coordenação entre sucção, deglutição e respiração, habilidade essencial para a introdução alimentar e funções como sugar, deglutir, mastigar e falar.
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Mesmo após um ano, a médica ressalta que o leite continua tendo valor nutricional e imunológico. “Ele não vira ‘água’. Continua sendo fonte de energia, nutrientes e anticorpos, além de trazer segurança e conforto. Estudos mostram que a amamentação prolongada reduz alergias, melhora o desenvolvimento cognitivo e diminui doenças crônicas na vida adulta”, ressalta Maielly.
Além disso, a especialista, que também viveu na pele a experiência do aleitamento materno, afirma que é um momento transformador. “No começo foi difícil, até ajustar a pega, mas nunca esqueço o primeiro contato pele a pele. Hoje, entendo que amamentar vai muito além da biologia. É amor e dedicação em cada gota”, relata em entrevista ao g1.
"Amamentar é resistir: à dor, ao cansaço, aos comentários desmotivadores e à falta de apoio. Mas não resistam sozinhas. Busquem ajuda. Cada gota vale a pena”, finaliza.
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Elen Laureano/ Divulgação Hapvida
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tecnologia
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