Pesquisadores criam sensor sustentável para detectar substância cancerígena proibida em bebidas
Publicado em: 22/10/2025 12:03
<br /> O que acontece no corpo nas primeiras 12, 24 e 48 horas após beber metanol
Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveu um sensor ecológico e de baixo custo capaz de identificar a presença de nitrito de sódio (NaNO₂) em bebidas como água mineral, suco de laranja e vinho.
O uso dessa substância é proibido em bebidas no Brasil e na maioria dos países, porque, em quantidades elevadas, o nitrito pode gerar nitrosaminas, compostos associados ao risco de câncer.
Projeto está em fase de validação laboratorial e aprimoramento de design
Beatriz Germinare et al./Microchimica Acta
O estudo, liderado por Bruno Campos Janegitz, do Laboratório de Sensores, Nanomedicina e Materiais Nanoestruturados (LSNano) da UFSCar, foi publicado no periódico científico Microchimica Acta.
“O risco associado ao nitrito nos motivou a desenvolver uma forma simples, rápida e acessível de detectar o composto e garantir a segurança do consumo dos líquidos”, afirma o pesquisador.
A pesquisa integra um esforço maior de monitorar a qualidade de bebidas no país, tema que voltou ao debate após casos de intoxicação por metanol em produtos adulterados.
Embora o novo sensor não tenha sido criado para esse tipo de contaminação, ele mostra o potencial de novas tecnologias sustentáveis para identificar substâncias tóxicas e reforçar a fiscalização sanitária.
Como funciona o sensor
O dispositivo foi produzido a partir de cortiça, o mesmo material usado em rolhas de vinho. Com a aplicação de feixes de laser, a superfície da cortiça é transformada em grafeno, uma forma de carbono altamente condutora de eletricidade.
Essa camada de grafeno funciona como o “cérebro” do sensor: quando entra em contato com o nitrito dissolvido na bebida, ocorre uma reação de oxidação — o composto libera elétrons, que são captados e convertidos em sinais elétricos medidos pelo dispositivo.
Quanto maior a concentração de nitrito, mais intensa é a corrente elétrica detectada.
“Esse processo é sustentável, não usa reagentes tóxicos e cria um material altamente condutor — o que é essencial, porque o nitrito tem um comportamento eletroquímico de oxidação bem conhecido”, explica Janegitz.
Para proteger o sensor, os pesquisadores aplicaram um spray à prova d’água e uma fina camada de esmalte, que delimitam a área de detecção e evitam infiltrações. As amostras foram então aquecidas a 40 °C por 30 minutos, otimizando o desempenho do grafeno.
Resultados promissores
Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), os testes mostraram que o sensor apresentou alta sensibilidade e estabilidade, conseguindo identificar o nitrito em níveis compatíveis com os padrões de segurança alimentar e ambiental.
O projeto ainda está em fase de validação laboratorial, mas a expectativa é que, no futuro, ele possa ser adaptado para uso direto em laboratórios de controle de qualidade ou até em versões portáteis para inspeções rápidas.
A pesquisa teve participação de diversos alunos do grupo, incluindo Beatriz Germinare, mestranda e primeira autora do artigo, que iniciou o trabalho com bolsa de iniciação científica da FAPESP.
Uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveu um sensor ecológico e de baixo custo capaz de identificar a presença de nitrito de sódio (NaNO₂) em bebidas como água mineral, suco de laranja e vinho.
O uso dessa substância é proibido em bebidas no Brasil e na maioria dos países, porque, em quantidades elevadas, o nitrito pode gerar nitrosaminas, compostos associados ao risco de câncer.
Projeto está em fase de validação laboratorial e aprimoramento de design
Beatriz Germinare et al./Microchimica Acta
O estudo, liderado por Bruno Campos Janegitz, do Laboratório de Sensores, Nanomedicina e Materiais Nanoestruturados (LSNano) da UFSCar, foi publicado no periódico científico Microchimica Acta.
“O risco associado ao nitrito nos motivou a desenvolver uma forma simples, rápida e acessível de detectar o composto e garantir a segurança do consumo dos líquidos”, afirma o pesquisador.
A pesquisa integra um esforço maior de monitorar a qualidade de bebidas no país, tema que voltou ao debate após casos de intoxicação por metanol em produtos adulterados.
Embora o novo sensor não tenha sido criado para esse tipo de contaminação, ele mostra o potencial de novas tecnologias sustentáveis para identificar substâncias tóxicas e reforçar a fiscalização sanitária.
Como funciona o sensor
O dispositivo foi produzido a partir de cortiça, o mesmo material usado em rolhas de vinho. Com a aplicação de feixes de laser, a superfície da cortiça é transformada em grafeno, uma forma de carbono altamente condutora de eletricidade.
Essa camada de grafeno funciona como o “cérebro” do sensor: quando entra em contato com o nitrito dissolvido na bebida, ocorre uma reação de oxidação — o composto libera elétrons, que são captados e convertidos em sinais elétricos medidos pelo dispositivo.
Quanto maior a concentração de nitrito, mais intensa é a corrente elétrica detectada.
“Esse processo é sustentável, não usa reagentes tóxicos e cria um material altamente condutor — o que é essencial, porque o nitrito tem um comportamento eletroquímico de oxidação bem conhecido”, explica Janegitz.
Para proteger o sensor, os pesquisadores aplicaram um spray à prova d’água e uma fina camada de esmalte, que delimitam a área de detecção e evitam infiltrações. As amostras foram então aquecidas a 40 °C por 30 minutos, otimizando o desempenho do grafeno.
Resultados promissores
Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), os testes mostraram que o sensor apresentou alta sensibilidade e estabilidade, conseguindo identificar o nitrito em níveis compatíveis com os padrões de segurança alimentar e ambiental.
O projeto ainda está em fase de validação laboratorial, mas a expectativa é que, no futuro, ele possa ser adaptado para uso direto em laboratórios de controle de qualidade ou até em versões portáteis para inspeções rápidas.
A pesquisa teve participação de diversos alunos do grupo, incluindo Beatriz Germinare, mestranda e primeira autora do artigo, que iniciou o trabalho com bolsa de iniciação científica da FAPESP.
Palavras-chave:
tecnologia
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