VÍDEO: CB 750 Hornet volta ao Brasil com menos potência, mas mais inteligência; veja preço
Publicado em: 27/10/2025 11:00
<br /> Ela voltou: testamos a nova Honda Hornet
A linha de motos de média cilindrada da Honda ganhou uma integrante de peso: a CB 750 Hornet, que chegou às concessionárias nesta segunda-feira (27) por R$ 53.694 (sem frete). O modelo marca o retorno de um nome que fez sucesso no Brasil nos anos 2000 e chega com proposta mais racional — e menos bruta — do que suas antecessoras.
O primeiro modelo da nova família Hornet no país é a CB 500. A CB 750, lançada hoje, é o segundo, e o último, a CB 1000 Hornet, está previsto para o primeiro trimestre de 2026.
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Com isso, a linha naked da Honda fica assim:
CB 300F Twister: R$ 24.657 (CBS) ou R$ 25.637 (ABS);
CB 500 Hornet: R$ 43.040;
CB 650R E-Clutch: R$ 58.270;
CB 750 Hornet: R$ 53.694;
CB 1000 Hornet: lançamento em 2026.
As naked são motos com menos carenagens, ao contrário das streets, que costumam ter mais apliques plásticos e cilindradas menores.
Honda CB 750 Hornet chega por R$ 53.694
Divulgação | Honda
O retorno da Hornet e a polêmica da potência
A nova CB 750 Hornet volta ao mercado após 11 anos para continuar o legado das gerações anteriores, que marcaram época — inclusive no cenário musical. O modelo foi citado, por exemplo, em letras de funk, como uma de MC Guimê:
Aí nóis convida, porque sabe que elas vêm. De transporte nóis tá bem, de Hornet ou 1100.
Apesar de cultuada, a Hornet nunca foi campeã de vendas: foram 47 mil unidades em uma década. Mas sua missão sempre foi carregar a imagem da Honda no imaginário dos motociclistas brasileiros.
Durante os dez anos em que esteve no mercado, a Hornet teve três gerações:
2004 a 2008: CB600F Hornet com 96,5 cv;
2008 a 2011: CB600F Hornet com 102 cv;
2011 a 2014: reestilização da CB600F Hornet com 102 cv.
Vendas de Hornet (em unidades por ano)
A nova geração, no entanto, chegou envolta em polêmica: a potência caiu para 69,3 cv, o que gerou críticas. Mas há uma explicação: a nova legislação ambiental Promot 5 (quinta fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares), que entrou em vigor em 2025, exige limites mais rígidos para emissão de poluentes.
Para compensar a perda de potência, a Honda apostou em mais torque — 7,04 kgfm a apenas 7.000 rpm. Isso significa que a força do motor aparece mais cedo, sem precisar girar alto. A sensação é de que a moto anda mais do que os números sugerem.
A rival direta, Yamaha MT-07, entrega 73 cv a 8.750 rpm. Ou seja, a Hornet pode parecer menos potente no papel, mas responde com mais agilidade em baixas rotações — ideal para uso urbano.
Na Europa, a CB 750 Hornet é vendida com 91 cv, quase 22 cv a mais que a versão brasileira. A diferença se deve às regras de emissão locais.
Design inspirado na vespa (o inseto, não a scooter)
Equipada com motor de dois cilindros e câmbio de seis marchas, a Hornet tem visual agressivo e identidade própria. O farol em LED tem formato que lembra o rosto de uma vespa — e não por acaso: o design do tanque e das carenagens também remetem às asas do inseto em voo.
A traseira tem lanterna exclusiva, diferente da versão de 500 cc, e traz detalhes como os furos próximos ao banco do piloto, que ajudam na aerodinâmica.
As setas contam com cancelamento automático: ao detectar a inclinação da moto e a diferença de velocidade entre as rodas na curva, o sistema desativa o pisca sozinho — evitando confusão no trânsito.
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Tecnologia e modos de condução
O painel é uma tela TFT de cinco polegadas, com informações como consumo, manutenção e modos de condução. São três modos pré-definidos e dois personalizáveis:
Sport: para pilotagem esportiva;
Standard: para uso urbano;
Rain: para segurança em pistas molhadas.
User 1 e User 2: permitem configurar potência, freio motor e controle de tração.
Cada modo atua em três níveis (0 a 3), sendo 0 desligado e 3 o máximo de atuação. Veja abaixo:
Modos de pilotagem
E tem mais: se a moto for usada por mais de uma pessoa, é possível salvar configurações diferentes nos modos "user 1" e "user 2", facilitando a vida de quem compartilha o guidão.
Apesar do painel completo, a Hornet não tem conexão com celular — recurso presente na rival MT-07. É um ponto que poderia ser melhorado, considerando o público que busca tecnologia embarcada.
Para um bom encaixe na moto, a altura do banco é de 79 cm, mesma medida da Honda CG 160 — a moto mais vendida do Brasil. Isso torna a Hornet acessível para pilotos de diferentes estaturas. A MT-07 tem banco 1 cm mais alto, o que também não inviabiliza a pilotagem, mas a Honda leva vantagem nesse quesito.
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Primeiras impressões: menos brutalidade, mais controle
Nas cinco voltas realizadas pelo g1 em pista fechada, a nova Hornet mostrou que deixou de lado a brutalidade das gerações anteriores. A entrega de potência é suave, mesmo com o controle de tração ligado. A moto acelera com vigor, mas sem jogar o piloto para trás — ideal para quem está migrando para uma moto mais potente.
Nas curvas, a Hornet se mostrou previsível e responsiva, corrigindo desvios com facilidade. A embreagem é assistida e deslizante, o que evita travamento da roda traseira em reduções bruscas. O câmbio tem engates curtos e precisos, tornando a pilotagem prazerosa.
Honda CB 750 Hornet 2026 tem 69,3 cv de potência
Divulgação | Honda
Hornet ou MT-07?
Apesar do bom trabalho da engenharia brasileira, os 20 cv a menos em relação à versão europeia fazem diferença. A Hornet empolga, mas não tanto quanto a MT-07, que tem resposta mais rápida ao acelerador e fôlego superior.
Por outro lado, a Hornet se destaca por equilibrar esportividade com conforto e usabilidade no dia a dia. A MT-07 segue uma linha mais bruta, voltada para quem busca desempenho acima de tudo.
No preço, a Honda leva vantagem — mas por pouco. A diferença entre elas é de R$ 4.296.
A CB 750 Hornet retorna ao mercado brasileiro com uma proposta mais equilibrada: menos potência que suas antecessoras, mas mais tecnologia e conforto para o uso diário.
Embora não tenha o mesmo fôlego da Yamaha MT-07, a Hornet se destaca por oferecer uma pilotagem mais previsível, modos de condução personalizáveis e ergonomia acessível, tornando-se uma opção interessante para quem busca esportividade sem abdicar da versatilidade.
A linha de motos de média cilindrada da Honda ganhou uma integrante de peso: a CB 750 Hornet, que chegou às concessionárias nesta segunda-feira (27) por R$ 53.694 (sem frete). O modelo marca o retorno de um nome que fez sucesso no Brasil nos anos 2000 e chega com proposta mais racional — e menos bruta — do que suas antecessoras.
O primeiro modelo da nova família Hornet no país é a CB 500. A CB 750, lançada hoje, é o segundo, e o último, a CB 1000 Hornet, está previsto para o primeiro trimestre de 2026.
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Com isso, a linha naked da Honda fica assim:
CB 300F Twister: R$ 24.657 (CBS) ou R$ 25.637 (ABS);
CB 500 Hornet: R$ 43.040;
CB 650R E-Clutch: R$ 58.270;
CB 750 Hornet: R$ 53.694;
CB 1000 Hornet: lançamento em 2026.
As naked são motos com menos carenagens, ao contrário das streets, que costumam ter mais apliques plásticos e cilindradas menores.
Honda CB 750 Hornet chega por R$ 53.694
Divulgação | Honda
O retorno da Hornet e a polêmica da potência
A nova CB 750 Hornet volta ao mercado após 11 anos para continuar o legado das gerações anteriores, que marcaram época — inclusive no cenário musical. O modelo foi citado, por exemplo, em letras de funk, como uma de MC Guimê:
Aí nóis convida, porque sabe que elas vêm. De transporte nóis tá bem, de Hornet ou 1100.
Apesar de cultuada, a Hornet nunca foi campeã de vendas: foram 47 mil unidades em uma década. Mas sua missão sempre foi carregar a imagem da Honda no imaginário dos motociclistas brasileiros.
Durante os dez anos em que esteve no mercado, a Hornet teve três gerações:
2004 a 2008: CB600F Hornet com 96,5 cv;
2008 a 2011: CB600F Hornet com 102 cv;
2011 a 2014: reestilização da CB600F Hornet com 102 cv.
Vendas de Hornet (em unidades por ano)
A nova geração, no entanto, chegou envolta em polêmica: a potência caiu para 69,3 cv, o que gerou críticas. Mas há uma explicação: a nova legislação ambiental Promot 5 (quinta fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares), que entrou em vigor em 2025, exige limites mais rígidos para emissão de poluentes.
Para compensar a perda de potência, a Honda apostou em mais torque — 7,04 kgfm a apenas 7.000 rpm. Isso significa que a força do motor aparece mais cedo, sem precisar girar alto. A sensação é de que a moto anda mais do que os números sugerem.
A rival direta, Yamaha MT-07, entrega 73 cv a 8.750 rpm. Ou seja, a Hornet pode parecer menos potente no papel, mas responde com mais agilidade em baixas rotações — ideal para uso urbano.
Na Europa, a CB 750 Hornet é vendida com 91 cv, quase 22 cv a mais que a versão brasileira. A diferença se deve às regras de emissão locais.
Design inspirado na vespa (o inseto, não a scooter)
Equipada com motor de dois cilindros e câmbio de seis marchas, a Hornet tem visual agressivo e identidade própria. O farol em LED tem formato que lembra o rosto de uma vespa — e não por acaso: o design do tanque e das carenagens também remetem às asas do inseto em voo.
A traseira tem lanterna exclusiva, diferente da versão de 500 cc, e traz detalhes como os furos próximos ao banco do piloto, que ajudam na aerodinâmica.
As setas contam com cancelamento automático: ao detectar a inclinação da moto e a diferença de velocidade entre as rodas na curva, o sistema desativa o pisca sozinho — evitando confusão no trânsito.
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Tecnologia e modos de condução
O painel é uma tela TFT de cinco polegadas, com informações como consumo, manutenção e modos de condução. São três modos pré-definidos e dois personalizáveis:
Sport: para pilotagem esportiva;
Standard: para uso urbano;
Rain: para segurança em pistas molhadas.
User 1 e User 2: permitem configurar potência, freio motor e controle de tração.
Cada modo atua em três níveis (0 a 3), sendo 0 desligado e 3 o máximo de atuação. Veja abaixo:
Modos de pilotagem
E tem mais: se a moto for usada por mais de uma pessoa, é possível salvar configurações diferentes nos modos "user 1" e "user 2", facilitando a vida de quem compartilha o guidão.
Apesar do painel completo, a Hornet não tem conexão com celular — recurso presente na rival MT-07. É um ponto que poderia ser melhorado, considerando o público que busca tecnologia embarcada.
Para um bom encaixe na moto, a altura do banco é de 79 cm, mesma medida da Honda CG 160 — a moto mais vendida do Brasil. Isso torna a Hornet acessível para pilotos de diferentes estaturas. A MT-07 tem banco 1 cm mais alto, o que também não inviabiliza a pilotagem, mas a Honda leva vantagem nesse quesito.
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Primeiras impressões: menos brutalidade, mais controle
Nas cinco voltas realizadas pelo g1 em pista fechada, a nova Hornet mostrou que deixou de lado a brutalidade das gerações anteriores. A entrega de potência é suave, mesmo com o controle de tração ligado. A moto acelera com vigor, mas sem jogar o piloto para trás — ideal para quem está migrando para uma moto mais potente.
Nas curvas, a Hornet se mostrou previsível e responsiva, corrigindo desvios com facilidade. A embreagem é assistida e deslizante, o que evita travamento da roda traseira em reduções bruscas. O câmbio tem engates curtos e precisos, tornando a pilotagem prazerosa.
Honda CB 750 Hornet 2026 tem 69,3 cv de potência
Divulgação | Honda
Hornet ou MT-07?
Apesar do bom trabalho da engenharia brasileira, os 20 cv a menos em relação à versão europeia fazem diferença. A Hornet empolga, mas não tanto quanto a MT-07, que tem resposta mais rápida ao acelerador e fôlego superior.
Por outro lado, a Hornet se destaca por equilibrar esportividade com conforto e usabilidade no dia a dia. A MT-07 segue uma linha mais bruta, voltada para quem busca desempenho acima de tudo.
No preço, a Honda leva vantagem — mas por pouco. A diferença entre elas é de R$ 4.296.
A CB 750 Hornet retorna ao mercado brasileiro com uma proposta mais equilibrada: menos potência que suas antecessoras, mas mais tecnologia e conforto para o uso diário.
Embora não tenha o mesmo fôlego da Yamaha MT-07, a Hornet se destaca por oferecer uma pilotagem mais previsível, modos de condução personalizáveis e ergonomia acessível, tornando-se uma opção interessante para quem busca esportividade sem abdicar da versatilidade.
Palavras-chave:
tecnologia
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