Migrantes dormem em calçadas devido à superlotação de casa de passagem no Acre
Publicado em: 30/10/2025 21:16
Migrantes de várias nacionalidades estão dormindo em calçadas e até pontos de ônibus após uma casa de passagem ficar superlotada em Rio Branco. O local, que pode abrigar até 50 pessoas, atende cerca de 15 moradores além da capacidade.
O vendedor João Dutra, que trabalha no bairro do Bosque, onde fica o abrigo, disse que já chegou a ver mais de 20 pessoas nas calçadas. “Eles passam o dia na calçada, cerca de 20 a 30 pessoas. Quando chega cliente aqui na loja, eles correm para pedir ajuda”, relatou.
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Acompanhado de uma cadela que trouxe da Venezuela, sua terra natal, o migrante Yeshis Nunes, conta que além da superlotação, não é permitido a entrada de animais no abrigo. Nunes contou que o objetivo é juntar dinheiro para seguir rumo a Santa Catarina, onde planeja reconstruir sua.
“Estamos na rua, pois aqui é o nosso refúgio, visto que não é permitido entrar no abrigo com nossa cadela”, disse.
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Arquivo pessoal
Os viajantes, que chegam de locais como Cuba, Colômbia e outras regiões do mundo, utilizam o Acre, como porta de entrada para o Brasil. Do território acreano, continuam a viagem até outros estados, como no caso de Nunes.
Segundo o diretor de Assistência Social da capital, um plano já foi elaborado e apresentado ao governo federal na busca por apoio.
“Nós temos um plano, que foi aprovado pelo Governo Federal, onde o mesmo diz que a capacidade da casa é de 50 migrantes, mas com a superlotação, já chegamos a 65 pessoas” disse.
Nova casa de passagem de migrantes é inaugurada em Rio Branco
Rede Amazônica/Melícia Moura
Superlotação recorrente
Em agosto, a nova casa de passagem para os migrantes foi inaugurada na capital. À época, o secretário municipal de Direitos Humanos, Wellington Divino, informou que a obra custou R$ 60 mil, e que o lugar conta com 16 dormitórios, banheiros internos, área de convivência e lavanderia.
Em maio desse ano, o Ministério Público do Acre (MP-AC) havia instaurado um procedimento administrativo para acompanhar o cumprimento do Plano de Ação para Acolhimento de Imigrantes em situação de vulnerabilidade em Rio Branco. O órgão municipal apurava se o público estava recebendo ou não o devido acolhimento e assistência durante a passagem pela capital acreana.
À época, o órgão tinha recebido informações que relatavam a 'ineficiência da assistência prestadas a população em situação de vulnerabilidade, em especial, as pessoas em trânsito migratório'. Isso porque o local estava com quase o dobro da capacidade.
Em junho, foi identificado que o abrigo para refugiados na capital estava superlotado. O abrigo estava com a capacidade para pouco mais de 30 pessoas, porém, possuía mais de 70 acolhidos, incluindo imigrantes e refugiados.
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Link original: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2025/10/30/migrantes-dormem-em-calcadas-devido-a-superlotacao-de-casa-de-passagem-no-acre.ghtml
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