Galinhas não são solução para combater escorpiões, alerta bióloga do CCZ de Piracicaba
Publicado em: 04/11/2025 13:44
<br /> Escorpiões
Reprodução/EPTV
O método de utilizar galinhas para combater escorpiões não é considerado efetivo para controlar a incidência do animal no ambiente, mesmo a ave sendo um predador do aracnídeo, alertou Regina Lex Engel, bióloga do Centro de Controle de Zoonoses de Piracicaba (SP). Isso porque os animais têm horários de atuação diferentes: a galinha é diurna e o escorpião é noturno.
“Quando os escorpiões estão mais ativos e saem dos abrigos, as galinhas estão dormindo. Elas podem, sim, comer o escorpião quando elas estão ciscando, mas não conseguem fazer um controle ambiental efetivo”, afirma a bióloga à EPTV, afiliada da TV Globo.
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Piracicaba (SP) registrou média de 3,2 acidentes com escorpião por dia, segundo levantamento da Vigilância Epidemiológica Municipal a pedido do g1. De janeiro a 29 de outubro de 2025, foram 1.174 acidentes. A cidade registrou nenhum óbito.
A Zona Norte foi a que mais registrou acidentes com escorpiões com 320 casos de janeiro a 29 de outubro de 2025. Maria Dalva da Silva, moradora da região, informou utilizar galinhas para ajudar no controle de escorpiões na própria casa.
“Agora está diminuindo. Acho que é por causa da galinha, que pega [o escorpião], sai correndo e come”, afirma a moradora do bairro Algodoal.
Como se proteger dentro de casa
Regina destaca que a maior parte dos acidentes com escorpiões acontece dentro das residências, mas que é possível evitar a maioria dos casos ao tampar ralos que ligam à rede de esgoto.
Piracicaba é a cidade com maior número de acidentes com animais peçonhentos no estado de SP
“A principal entrada do escorpião nas casas é pela rede de esgoto. Se a pessoa mantiver os ralos do banheiro tampados já evita, praticamente, todos os acidentes”, afirma a bióloga.
Visitas domiciliares
A Vigilância Epidemiológica retomou com os atendimentos casa a casa em 2025 para prevenir os acidentes com escorpiões. A região que mais recebeu atendimentos neste ano foi a Oeste, que está no segundo lugar com mais casos. Segundo o órgão, a escolha inicial do local ocorreu por questões logísticas da equipe.
“O trabalho foi iniciado como ‘piloto’ na região Oeste, segunda região com maior incidência de casos. A escolha da região ocorreu com base na logística da equipe naquele momento. Mediante a boa aceitação da atividade, ela foi estendida para as outras regiões do município, considerando diversas variáveis, como o tipo de acidente, perfil geográfico, áreas de vulnerabilidade, entre outras. A ideia agora é que as atividades sejam reforçadas nas regiões com maior incidência”, afirma o órgão ao g1.
Além das visitas, a Vigilância Epidemiológica afirmou que realiza desinsetizações para controle de escorpiões duas vezes ao ano nos cemitérios da Saudade e da Vila Rezende. Nesses locais, foram capturados 738 escorpiões em 2025, enviados ao Instituto Butantan para produção de soro antiescorpiônico.
Orientador pedagógico do Centro de Controle de Zoonoses, Márcio Ermida, durante palestra sobre escorpiões, morcegos e Aedes aegypti em Piracicaba (SP)
Prefeitura de Piracicaba/Divulgação
O órgão ainda informou que realizou 11 palestras de conscientização neste ano, o que atingiu cerca de 900 pessoas em escolas da rede municipal e estadual, UBS Piracicamirim e na Comunidade Pereirinha.
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Reprodução/EPTV
O método de utilizar galinhas para combater escorpiões não é considerado efetivo para controlar a incidência do animal no ambiente, mesmo a ave sendo um predador do aracnídeo, alertou Regina Lex Engel, bióloga do Centro de Controle de Zoonoses de Piracicaba (SP). Isso porque os animais têm horários de atuação diferentes: a galinha é diurna e o escorpião é noturno.
“Quando os escorpiões estão mais ativos e saem dos abrigos, as galinhas estão dormindo. Elas podem, sim, comer o escorpião quando elas estão ciscando, mas não conseguem fazer um controle ambiental efetivo”, afirma a bióloga à EPTV, afiliada da TV Globo.
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Piracicaba (SP) registrou média de 3,2 acidentes com escorpião por dia, segundo levantamento da Vigilância Epidemiológica Municipal a pedido do g1. De janeiro a 29 de outubro de 2025, foram 1.174 acidentes. A cidade registrou nenhum óbito.
A Zona Norte foi a que mais registrou acidentes com escorpiões com 320 casos de janeiro a 29 de outubro de 2025. Maria Dalva da Silva, moradora da região, informou utilizar galinhas para ajudar no controle de escorpiões na própria casa.
“Agora está diminuindo. Acho que é por causa da galinha, que pega [o escorpião], sai correndo e come”, afirma a moradora do bairro Algodoal.
Como se proteger dentro de casa
Regina destaca que a maior parte dos acidentes com escorpiões acontece dentro das residências, mas que é possível evitar a maioria dos casos ao tampar ralos que ligam à rede de esgoto.
Piracicaba é a cidade com maior número de acidentes com animais peçonhentos no estado de SP
“A principal entrada do escorpião nas casas é pela rede de esgoto. Se a pessoa mantiver os ralos do banheiro tampados já evita, praticamente, todos os acidentes”, afirma a bióloga.
Visitas domiciliares
A Vigilância Epidemiológica retomou com os atendimentos casa a casa em 2025 para prevenir os acidentes com escorpiões. A região que mais recebeu atendimentos neste ano foi a Oeste, que está no segundo lugar com mais casos. Segundo o órgão, a escolha inicial do local ocorreu por questões logísticas da equipe.
“O trabalho foi iniciado como ‘piloto’ na região Oeste, segunda região com maior incidência de casos. A escolha da região ocorreu com base na logística da equipe naquele momento. Mediante a boa aceitação da atividade, ela foi estendida para as outras regiões do município, considerando diversas variáveis, como o tipo de acidente, perfil geográfico, áreas de vulnerabilidade, entre outras. A ideia agora é que as atividades sejam reforçadas nas regiões com maior incidência”, afirma o órgão ao g1.
Além das visitas, a Vigilância Epidemiológica afirmou que realiza desinsetizações para controle de escorpiões duas vezes ao ano nos cemitérios da Saudade e da Vila Rezende. Nesses locais, foram capturados 738 escorpiões em 2025, enviados ao Instituto Butantan para produção de soro antiescorpiônico.
Orientador pedagógico do Centro de Controle de Zoonoses, Márcio Ermida, durante palestra sobre escorpiões, morcegos e Aedes aegypti em Piracicaba (SP)
Prefeitura de Piracicaba/Divulgação
O órgão ainda informou que realizou 11 palestras de conscientização neste ano, o que atingiu cerca de 900 pessoas em escolas da rede municipal e estadual, UBS Piracicamirim e na Comunidade Pereirinha.
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Palavras-chave:
vulnerabilidade
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