Tecnologia a favor do planeta: conheça soluções inovadoras que ajudam a enfrentar a crise climática
Publicado em: 09/11/2025 04:01
<br /> Drone-semeador sendo abastecido
Reprodução/Morfo
O grande desafio da humanidade nas próximas décadas será conter o avanço das mudanças climáticas sem frear o desenvolvimento econômico. Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser apenas uma aliada e passa a ser protagonista na construção de soluções sustentáveis.
Essa foi a mensagem que marcou a semana no Rio de Janeiro, que recebeu mais de 300 lideranças globais para os debates da pré-COP30 — encontro preparatório para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém do Pará.
Enquanto especialistas discutiam metas e políticas climáticas, empresas com atuação no estado mostraram, na prática, como inovação e sustentabilidade podem caminhar lado a lado.
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Reflorestamento tecnológico
Uma das iniciativas apresentadas é da Morfo, startup franco-brasileira que utiliza drones, sensores e sistemas de análise ecológica para restaurar áreas degradadas. A empresa atua em municípios fluminenses como Miguel Pereira, onde desenvolve projetos de reflorestamento tecnológico reconhecidos internacionalmente.
O sistema mapeia terrenos com erosão, baixa fertilidade ou difícil acesso. Depois, drones fazem o plantio automatizado de sementes encapsuladas em cápsulas biodegradáveis, adaptadas a cada tipo de solo.
“Terrenos muito inclinados exigem outro modelo de plantio, porque a semente pode não fixar. A tecnologia ajuda a entender onde plantar, como plantar e qual espécie pode sobreviver ali”, explica Pascal Asselin, CEO da empresa, em entrevista ao G1.
Além do Rio, a empresa atua na Bahia e prepara novos projetos voltados à regeneração de pastagens degradadas e ao uso de sistemas de MRV (Monitoramento, Relato e Verificação), que medem impacto ambiental e aceleram a recuperação do solo.
Lixo eletrônico e inteligência artificial
O Brasil é o 5º maior produtor de lixo eletrônico do mundo, mas recicla menos de 3% do total. No Rio, onde o descarte irregular ainda é um desafio, a Circoola Brasil aposta em logística circular e inteligência artificial para dar novo destino a eletrônicos descartados.
Celulares, computadores e cabos são recolhidos diretamente nas residências. A IA identifica o tipo de material, organiza rotas e garante a destinação correta para recicladores certificados.
“As pessoas querem descartar corretamente, mas não sabem onde levar ou se aquele item realmente pode ser reciclado. Então criamos um processo simples, acessível e que funciona na porta da casa do cliente”, explicou Lucas Palazzo, Diretor de Operações da Circoola, em entrevista ao G1.
A startup também fornece certificações ESG e relatórios ambientais para empresas que precisam comprovar práticas sustentáveis — um setor em rápida expansão no estado.
Biometano e energia limpa
O uso do biometano, combustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos, também tem avançado no estado. A L’Oréal Brasil, em parceria com a Gás Verde, adotou o gás limpo em sua frota e já opera 13 caminhões 100% movidos a biometano, abastecidos no primeiro ponto dedicado da América Latina, em Seropédica (RJ).
“O biometano é um combustível 100% renovável, derivado de resíduos orgânicos, que promove uma economia circular e reduz drasticamente as emissões de gases do efeito estufa, chegando a evitar até 99,9% das emissões em comparação com o diesel convencional”, explicou Juliana Fleming, Diretora de Operações do Grupo L’Oréal no Brasil, ao G1.
Caminhões são abastecidos com biometano produzido na Gás Verde
Divulgação
Desde o início do projeto, a empresa já evitou 750 toneladas de CO₂, e a meta é superar 3.500 toneladas até 2025.
Lixo que vira energia
Também em Seropédica, a Gás Verde opera uma das maiores usinas de biometano da América Latina, transformando resíduos do aterro sanitário em combustível limpo. O processo captura o biogás gerado pela decomposição do lixo, purifica e converte em biometano — evitando que o metano, gás 25 vezes mais poluente que o CO₂, seja liberado na atmosfera.
Segundo o CEO Marcel Jorand, a tecnologia permite enxergar valor onde antes existia apenas um problema ambiental.
Desde 2022, a empresa já evitou a emissão de mais de 600 mil toneladas de CO₂ equivalente, o que corresponde ao plantio de 3,6 milhões de árvores.
Gás Verde opera uma usina de biometano em Seropédica
Divulgação
Inovação a serviço do planeta
Os debates da pré-COP30 mostraram que as soluções para o clima passam pela integração entre ciência, tecnologia e ação local. No Rio, startups e grandes empresas já demonstram que o futuro verde não é mais uma promessa distante, mas uma construção em andamento — e a tecnologia é o caminho que pode tornar isso possível.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
*Estagiária sob supervisão de Janaína Carvalho
Reprodução/Morfo
O grande desafio da humanidade nas próximas décadas será conter o avanço das mudanças climáticas sem frear o desenvolvimento econômico. Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser apenas uma aliada e passa a ser protagonista na construção de soluções sustentáveis.
Essa foi a mensagem que marcou a semana no Rio de Janeiro, que recebeu mais de 300 lideranças globais para os debates da pré-COP30 — encontro preparatório para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém do Pará.
Enquanto especialistas discutiam metas e políticas climáticas, empresas com atuação no estado mostraram, na prática, como inovação e sustentabilidade podem caminhar lado a lado.
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Reflorestamento tecnológico
Uma das iniciativas apresentadas é da Morfo, startup franco-brasileira que utiliza drones, sensores e sistemas de análise ecológica para restaurar áreas degradadas. A empresa atua em municípios fluminenses como Miguel Pereira, onde desenvolve projetos de reflorestamento tecnológico reconhecidos internacionalmente.
O sistema mapeia terrenos com erosão, baixa fertilidade ou difícil acesso. Depois, drones fazem o plantio automatizado de sementes encapsuladas em cápsulas biodegradáveis, adaptadas a cada tipo de solo.
“Terrenos muito inclinados exigem outro modelo de plantio, porque a semente pode não fixar. A tecnologia ajuda a entender onde plantar, como plantar e qual espécie pode sobreviver ali”, explica Pascal Asselin, CEO da empresa, em entrevista ao G1.
Além do Rio, a empresa atua na Bahia e prepara novos projetos voltados à regeneração de pastagens degradadas e ao uso de sistemas de MRV (Monitoramento, Relato e Verificação), que medem impacto ambiental e aceleram a recuperação do solo.
Lixo eletrônico e inteligência artificial
O Brasil é o 5º maior produtor de lixo eletrônico do mundo, mas recicla menos de 3% do total. No Rio, onde o descarte irregular ainda é um desafio, a Circoola Brasil aposta em logística circular e inteligência artificial para dar novo destino a eletrônicos descartados.
Celulares, computadores e cabos são recolhidos diretamente nas residências. A IA identifica o tipo de material, organiza rotas e garante a destinação correta para recicladores certificados.
“As pessoas querem descartar corretamente, mas não sabem onde levar ou se aquele item realmente pode ser reciclado. Então criamos um processo simples, acessível e que funciona na porta da casa do cliente”, explicou Lucas Palazzo, Diretor de Operações da Circoola, em entrevista ao G1.
A startup também fornece certificações ESG e relatórios ambientais para empresas que precisam comprovar práticas sustentáveis — um setor em rápida expansão no estado.
Biometano e energia limpa
O uso do biometano, combustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos, também tem avançado no estado. A L’Oréal Brasil, em parceria com a Gás Verde, adotou o gás limpo em sua frota e já opera 13 caminhões 100% movidos a biometano, abastecidos no primeiro ponto dedicado da América Latina, em Seropédica (RJ).
“O biometano é um combustível 100% renovável, derivado de resíduos orgânicos, que promove uma economia circular e reduz drasticamente as emissões de gases do efeito estufa, chegando a evitar até 99,9% das emissões em comparação com o diesel convencional”, explicou Juliana Fleming, Diretora de Operações do Grupo L’Oréal no Brasil, ao G1.
Caminhões são abastecidos com biometano produzido na Gás Verde
Divulgação
Desde o início do projeto, a empresa já evitou 750 toneladas de CO₂, e a meta é superar 3.500 toneladas até 2025.
Lixo que vira energia
Também em Seropédica, a Gás Verde opera uma das maiores usinas de biometano da América Latina, transformando resíduos do aterro sanitário em combustível limpo. O processo captura o biogás gerado pela decomposição do lixo, purifica e converte em biometano — evitando que o metano, gás 25 vezes mais poluente que o CO₂, seja liberado na atmosfera.
Segundo o CEO Marcel Jorand, a tecnologia permite enxergar valor onde antes existia apenas um problema ambiental.
Desde 2022, a empresa já evitou a emissão de mais de 600 mil toneladas de CO₂ equivalente, o que corresponde ao plantio de 3,6 milhões de árvores.
Gás Verde opera uma usina de biometano em Seropédica
Divulgação
Inovação a serviço do planeta
Os debates da pré-COP30 mostraram que as soluções para o clima passam pela integração entre ciência, tecnologia e ação local. No Rio, startups e grandes empresas já demonstram que o futuro verde não é mais uma promessa distante, mas uma construção em andamento — e a tecnologia é o caminho que pode tornar isso possível.
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