Estudo revela viés da inteligência artificial contra as mulheres
Publicado em: 11/11/2025 04:02
<br /> De acordo com novo estudo publicado na revista Nature, pesquisadores encontraram evidências generalizadas de viés contra as mulheres nos algoritmos que alimentam ferramentas populares inteligência artificial (IA), como o ChatGPT. O chamado viés de aprendizado de máquina é resultado de preconceitos humanos, que distorcem os dados de treinamento do algoritmo.
Pesquisadores encontraram evidências generalizadas de viés contra as mulheres nos algoritmos que alimentam ferramentas populares inteligência artificial
Ageing without limits
Para estudar como a IA reforça o viés de gênero e idade no ambiente de trabalho, os pesquisadores pediram ao ChatGPT que criasse mais de 34 mil currículos para 54 ocupações, usando nomes masculinos e femininos. Os currículos gerados para mulheres as retratavam como mais jovens e menos experientes do que os homens, mesmo quando as informações para ambos eram idênticas. Na sequência, quando o ChatGPT avaliou os currículos, classificou os homens como os melhores candidatos, revelando o viés que os favorecia enquanto prejudicava as mulheres mais velhas – e tão experientes quanto eles.
Não é que a inteligência artificial, por si só, seja etarista. O que acontece é que os amplos conjuntos de dados da experiência humana dos quais os modelos de IA se alimentam estão repletos de exemplos de idadismo e sexismo. Os próprios pesquisadores analisaram mais de 1,4 milhão de imagens e vídeos de grandes plataformas e descobriram que as mulheres são consistentemente retratadas como mais jovens do que os homens, especialmente em cargos de maior status e melhor remuneração. Os modelos de IA captam esses sinais e acabam “rebaixando” mulheres maduras como candidatas a emprego.
Ferramentas de recrutamento e avaliação baseadas em IA estão sendo oferecidas não apenas como uma medida de eficiência, mas também como uma forma de dar objetividade à seleção. O estudo sugere que ainda temos um longo caminho a percorrer, principalmente porque as empresas dependem cada vez mais de plataformas de contratação movidas por inteligência artificial.
Mentes Digitais: Como a Inteligência Artificial e os robôs vão impactar o futuro do trabalho?
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Não é que a inteligência artificial, por si só, seja etarista. O que acontece é que os amplos conjuntos de dados da experiência humana dos quais os modelos de IA se alimentam estão repletos de exemplos de idadismo e sexismo. Os próprios pesquisadores analisaram mais de 1,4 milhão de imagens e vídeos de grandes plataformas e descobriram que as mulheres são consistentemente retratadas como mais jovens do que os homens, especialmente em cargos de maior status e melhor remuneração. Os modelos de IA captam esses sinais e acabam “rebaixando” mulheres maduras como candidatas a emprego.
Ferramentas de recrutamento e avaliação baseadas em IA estão sendo oferecidas não apenas como uma medida de eficiência, mas também como uma forma de dar objetividade à seleção. O estudo sugere que ainda temos um longo caminho a percorrer, principalmente porque as empresas dependem cada vez mais de plataformas de contratação movidas por inteligência artificial.
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Palavras-chave:
inteligência artificial
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