ONU critica governo brasileiro por falhas na estrutura e na segurança da COP30
Publicado em: 13/11/2025 21:12
ONU aponta falhas de segurança na COP30 e cobra plano do Brasil
O chefe da Convenção do Clima da ONU mandou uma carta com cobranças ao governo brasileiro. Pediu um plano para corrigir falhas de segurança e problemas de infraestrutura na COP30.
Na terça-feira (11) à noite, um grupo de indígenas, integrantes de movimentos sociais e estudantes invadiu o pavilhão mais importante da conferência, na Zona Azul - que é reservada para as negociações.
Na quarta-feira (12), a maior autoridade da ONU para o clima, Simon Stiell, enviou uma carta para o presidente da COP30, o embaixador brasileiro André Corrêa do Lago, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o governo federal. No documento, destaca o que chama de “preocupações urgentes”. Explica que, em volta do pavilhão principal, as manifestações são proibidas para garantir a segurança das delegações e afirma:
“Apesar dessas regras, os manifestantes entraram nessa área e seguiram, sem qualquer impedimento, para a Zona Azul, enquanto eram observados pelas autoridades brasileiras, que falharam em agir ou executar o plano de segurança”.
A carta aponta que essa foi uma séria falha do esquema de segurança e que ela levanta preocupações sobre o cumprimento das obrigações do Brasil. Afirma ainda que, depois da invasão, pequenas manifestações voltaram a ocorrer na quarta-feira (12) em volta do pavilhão; que a ONU pediu à Polícia Federal para dispersar os atos, mas a PF respondeu que tinha recebido instruções da Casa Civil para não interferir.
O documento também destaca outras vulnerabilidades, entre elas, a fragilidade do perímetro de segurança, com portas e portões precários, e falhas das autoridades brasileiras em enviar o número de agentes que tinha sido acertado.
Simon Stiell também aponta que houve alagamentos significativos durante as chuvas e que isso coloca as instalações em risco por causa da exposição da rede elétrica. Stiell disse que recebeu relatos de pessoas passando o que chamou de “temperaturas extremamente altas”. A autoridade da ONU disse que há aparelhos de ar-condicionado quebrados e alguns não foram sequer instalados. Além disso, a carta aponta problemas nos banheiros, como portas e vasos sanitários sem funcionar.
ONU critica governo brasileiro por falhas na estrutura e na segurança da COP30
Jornal Nacional/ Reprodução
A Casa Civil respondeu em nota que já ampliou o perímetro e o efetivo de segurança para proteger o entorno da COP, que a Força Nacional está atuando com a Polícia Federal, e que instalou mais gradis e barreiras; que não houve alagamentos no interior do pavilhão, mas goteiras pontuais e vazamentos por causa de problemas nas calhas - que já foram consertadas. A pasta disse também que instalou novos aparelhos de ar-condicionado.
A Casa Civil também declarou que está em diálogo com a ONU, que faz os ajustes diariamente, normais em um evento tão grande, e que atende a todos os pedidos das Nações Unidas.
Enquanto isso, as negociações climáticas continuam. Um dos principais temas na COP nesta quinta-feira (13) foi a saúde. Quando o tornado passou pelo Paraná, destruiu quatro dos cinco postos de saúde da região. A França sofre com casos de chikungunya, um vírus tropical. Da mesma forma como o Brasil vê a dengue chegar a lugares cada vez mais frios. Quando o clima muda, o atendimento tem que mudar.
"A crise climática é, antes de mais nada, para humanidade, uma crise de saúde pública”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Com o lançamento do Plano Belém de Ação, com apoio de mais de 80 países e instituições, a ideia é aumentar o monitoramento de novos problemas de saúde que podem aparecer em qualquer lugar do mundo. A partir daí, preparar os hospitais e equipes para lidar com as mudanças.
Falando para imprensa do mundo todo, o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Ilan Goldfajn, disse que saúde e clima têm conexão profunda e podem gerar empregos e oportunidade. Ele defendeu aumentar o financiamento de ações para combater as mudanças climáticas. Na COP, o BID quer mobilizar cerca de R$ 30 bilhões.
Nesta quinta-feira (13), a União Europeia anunciou a doação de R$ 124 milhões para o Fundo Amazônia - criado em 2008 para preservar a floresta.
Na noite desta quinta-feira (13), o presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, declarou à imprensa que as questões de segurança já foram resolvidas, segundo a própria ONU. O embaixador reconheceu problemas técnicos com o ar-condicionado e afirmou que eles também estão sendo solucionados.
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O chefe da Convenção do Clima da ONU mandou uma carta com cobranças ao governo brasileiro. Pediu um plano para corrigir falhas de segurança e problemas de infraestrutura na COP30.
Na terça-feira (11) à noite, um grupo de indígenas, integrantes de movimentos sociais e estudantes invadiu o pavilhão mais importante da conferência, na Zona Azul - que é reservada para as negociações.
Na quarta-feira (12), a maior autoridade da ONU para o clima, Simon Stiell, enviou uma carta para o presidente da COP30, o embaixador brasileiro André Corrêa do Lago, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o governo federal. No documento, destaca o que chama de “preocupações urgentes”. Explica que, em volta do pavilhão principal, as manifestações são proibidas para garantir a segurança das delegações e afirma:
“Apesar dessas regras, os manifestantes entraram nessa área e seguiram, sem qualquer impedimento, para a Zona Azul, enquanto eram observados pelas autoridades brasileiras, que falharam em agir ou executar o plano de segurança”.
A carta aponta que essa foi uma séria falha do esquema de segurança e que ela levanta preocupações sobre o cumprimento das obrigações do Brasil. Afirma ainda que, depois da invasão, pequenas manifestações voltaram a ocorrer na quarta-feira (12) em volta do pavilhão; que a ONU pediu à Polícia Federal para dispersar os atos, mas a PF respondeu que tinha recebido instruções da Casa Civil para não interferir.
O documento também destaca outras vulnerabilidades, entre elas, a fragilidade do perímetro de segurança, com portas e portões precários, e falhas das autoridades brasileiras em enviar o número de agentes que tinha sido acertado.
Simon Stiell também aponta que houve alagamentos significativos durante as chuvas e que isso coloca as instalações em risco por causa da exposição da rede elétrica. Stiell disse que recebeu relatos de pessoas passando o que chamou de “temperaturas extremamente altas”. A autoridade da ONU disse que há aparelhos de ar-condicionado quebrados e alguns não foram sequer instalados. Além disso, a carta aponta problemas nos banheiros, como portas e vasos sanitários sem funcionar.
ONU critica governo brasileiro por falhas na estrutura e na segurança da COP30
Jornal Nacional/ Reprodução
A Casa Civil respondeu em nota que já ampliou o perímetro e o efetivo de segurança para proteger o entorno da COP, que a Força Nacional está atuando com a Polícia Federal, e que instalou mais gradis e barreiras; que não houve alagamentos no interior do pavilhão, mas goteiras pontuais e vazamentos por causa de problemas nas calhas - que já foram consertadas. A pasta disse também que instalou novos aparelhos de ar-condicionado.
A Casa Civil também declarou que está em diálogo com a ONU, que faz os ajustes diariamente, normais em um evento tão grande, e que atende a todos os pedidos das Nações Unidas.
Enquanto isso, as negociações climáticas continuam. Um dos principais temas na COP nesta quinta-feira (13) foi a saúde. Quando o tornado passou pelo Paraná, destruiu quatro dos cinco postos de saúde da região. A França sofre com casos de chikungunya, um vírus tropical. Da mesma forma como o Brasil vê a dengue chegar a lugares cada vez mais frios. Quando o clima muda, o atendimento tem que mudar.
"A crise climática é, antes de mais nada, para humanidade, uma crise de saúde pública”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Com o lançamento do Plano Belém de Ação, com apoio de mais de 80 países e instituições, a ideia é aumentar o monitoramento de novos problemas de saúde que podem aparecer em qualquer lugar do mundo. A partir daí, preparar os hospitais e equipes para lidar com as mudanças.
Falando para imprensa do mundo todo, o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Ilan Goldfajn, disse que saúde e clima têm conexão profunda e podem gerar empregos e oportunidade. Ele defendeu aumentar o financiamento de ações para combater as mudanças climáticas. Na COP, o BID quer mobilizar cerca de R$ 30 bilhões.
Nesta quinta-feira (13), a União Europeia anunciou a doação de R$ 124 milhões para o Fundo Amazônia - criado em 2008 para preservar a floresta.
Na noite desta quinta-feira (13), o presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago, declarou à imprensa que as questões de segurança já foram resolvidas, segundo a própria ONU. O embaixador reconheceu problemas técnicos com o ar-condicionado e afirmou que eles também estão sendo solucionados.
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Palavras-chave:
vulnerabilidade
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