Honda WR-V desafia rivais com mais espaço e preço competitivo; veja o teste
Publicado em: 14/11/2025 14:00
A Honda apostou em uma fórmula simples, porém bem executada, para lançar o WR-V no mercado brasileiro. Sem a pretensão de oferecer o desempenho de um carro esportivo, o novo SUV da marca japonesa cumpre bem o papel de ser funcional para o dia a dia — seguro, espaçoso, bem equipado e sem exageros.
O modelo começou a ser vendido em todo o país na última quarta-feira (12), com preços a partir de R$ 144.900 na versão intermediária EX e R$ 149.900 na topo de linha EXL. Mais de duas mil unidades comercializadas na pré-venda, tornando o WR V uma das prioridades na produção da Honda.
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Com a demanda acima do esperado, a fábrica de Sumaré, no interior de São Paulo, ampliou a operação e passou a trabalhar com capacidade total para produzir o novo SUV.
O g1 percorreu quase 200 km com o novo modelo e, nesta reportagem, você verá os principais pontos positivos e negativos do novo SUV da Honda.
Honda WR-V 2026 EXL
Preços e ficha técnica
O lançamento do WR-V integra a estratégia da Honda, que planeja investir mais de R$ 4 bilhões até 2030 para modernizar sua operação e enfrentar a crescente concorrência dos carros chineses no mercado brasileiro.
O WR-V estreia com uma lista ampla de itens de série e chega para competir tanto com SUVs subcompactos, como o Volkswagen Tera, Renault Kardian e o futuro Toyota Yaris Cross, quanto com os modelos compactos de categoria superior, como VW T-Cross e Hyundai Creta. (Veja a ficha técnica mais abaixo)
Com o novo utilitário esportivo, a gama de SUVs da Honda passa a ser composta por:
WR-V: de R$ 144.900 a R$ 149.900
HR-V: de R$ 163.200 a R$ 209.900
ZR-V: R$ 214.500
CR-V: R$ 352.900
Veja a ficha técnica:
Motor confiável, mas insuficiente para o modelo
Potência e torque
Embora a Honda não informe o tempo de aceleração de 0 a 100 km/h do novo WR-V, testes feitos pelo g1 indicam que o modelo leva pelo menos 10 segundos para atingir essa marca.
Isso porque o SUV conta com um motor 1.5 de injeção direta, que entrega 126 cavalos de potência e ao menos 15,5 kgfm de torque — ambos a rotações elevadas. Essa característica marca motores naturalmente aspirados e que não contam com turbocompressor para auxiliar na entrada de ar. Ou seja, isso exige que o motorista pise mais fundo no acelerador para extrair o máximo do conjunto.
A transmissão CVT (tipo de câmbio automático que não usa marchas tradicionais), atua de forma suave no modo normal, mas aumenta as rotações no modo Sport — o que prepara o carro para retomadas e ultrapassagens mais rápidas, apesar de não acrescentar potência ou torque.
Embora o WR-V cumpra bem sua função em trechos urbanos, onde não se exige alta performance, o SUV está longe de impressionar. As ultrapassagens exigem paciência, o motor é ruidoso e entrega menos do que o som sugere.
Parte disso se explica pelo peso: embora utilize o mesmo conjunto mecânico do City Hatch, o WR-V é mais pesado, com 1.278 kg — 94 kg a mais do que o City. Vale considerar que, com porta-malas cheio e cinco ocupantes, o peso deve influenciar ainda mais no desempenho que o carro entrega.
Honda WR-V EXL 2026 tem bagageiro com 458 litros de capacidade
Divulgação | Honda
E o conforto?
Embora o projeto do WR-V tenha sido desenvolvido pelas equipes da Honda na Tailândia e Índia — que geralmente preferem suspensões mais macias —, no Brasil o modelo conta com uma calibragem mais firme, ideal para atender às demandas do mercado nacional.
“O HR-V tem um comportamento mais esportivo. Já o trabalho feito na suspensão do WR-V foi pensado para o conforto que esse perfil de consumidor busca”, afirma Douglas Giatti, gerente de planejamento de produto da Honda Automóveis do Brasil.
Diferente do que acontece no HR-V e no City, que possuem uma suspensão mais esportiva — transmitindo mais as irregularidades da rua para o motorista —, o WR-V oferece maior conforto.
Em termos de estabilidade, por outro lado, há alguma inclinação da carroceria durante as curvas, mas nada acentuado — diferente do HR-V, por exemplo, que tem mais estabilidade graças ao ajuste mais firme.
No geral, mesmo priorizando o conforto, o WR-V teve um bom desempenho no teste dinâmico e demonstrou um bom trabalho de adaptação da suspensão.
Tamanho e visual externo
As dimensões do WR-V chamam atenção: ele é 17 cm mais longo que o Tera e 13 cm maior que o Kardian. A altura também impressiona: são 18 cm a mais que o modelo da Volkswagen e 11 cm acima do Renault. Pessoalmente, a impressão de tamanho é ainda maior.
Assim, embora seja um SUVs subcompactos, o WR-V pode ser facilmente comparado aos compactos de categoria superior — não apenas pelo tamanho, mas também pelo design.
É o caso das lanternas que atravessam a tampa do porta-malas, por exemplo, que dão a sensação que o carro é mais largo. A grade dianteira, acompanhada de faróis afilados, também se destaca pelo tamanho e formato, o que dá a impressão de que o carro é equipado com um motor mais potente.
Novo Honda WR-V chega por menos de R$ 150 mil
Visualmente, a silhueta do WR-V é a de um SUV tradicional. Com esse formato, a Honda aproveitou bem o espaço, garantindo 2,65 m de distância entre as rodas da frente e da traseira, onde é "instalada" a cabine.
Com essas dimensões, os concorrentes ficam em desvantagem, já que custam quase o mesmo, mas oferecem menos porta-malas: enquanto o Tera tem 350 litros, o Kardian 358 litros e o Hyundai Creta tem 422 litros, o Honda WR-V entrega 458 litros.
Acabamento interno deixa a desejar
É na cabine que aparecem os principais problemas do WR-V — e eles dificilmente passam despercebidos.
O primeiro é o isolamento acústico: o ruído do motor invade oa cabine, especialmente em acelerações mais fortes. Ao lado de caminhões, é preciso aumentar bastante o volume do som para ouvir música.
O barulho dos pneus no asfalto também foi constante durante os quase 200 km percorridos pelo g1 no sul do país.
Mas não é só isso. Na parte traseira, há saída de ar-condicionado para quem vai na segunda fileira, mas não há tomadas USB ou USB-C. A única disponível é uma 12V, já ultrapassada para os padrões atuais.
Dentro do apoio de braço dianteiro, não há forração e os parafusos ficam expostos, o que compromete o acabamento. As luzes internas também poderiam ser em LED, já que usam lâmpadas halógenas iguais às do Honda Fit 2012.
Tecnologia que salva vidas
Em compensação, o WR-V é bem equipado desde a versão de entrada, com o Honda Sensing, pacote de assistência à condução da marca.
Honda WR-V tem motor 1.5 aspirado de 126 cv
Divulgação | Honda
O conjunto inclui sistema de permanência e correção de faixa, frenagem autônoma de emergência e piloto automático adaptativo, que mantém velocidade e distância do veículo à frente. Em viagens longas, é um aliado importante.
O Hyundai Creta Comfort, que custa R$ 151.290, não traz esses itens de série; para adicioná-los, é preciso pagar mais R$ 3.700. Assim, ele fica R$ 5.090 mais caro que o WR-V EXL.
A versão EXL do Honda também conta com bancos de couro, algo ausente no Creta de entrada. Vale lembrar que o Honda oferece esse pacote ADAS desde a configuração inicial, de R$ 144.900.
Conclusão
No fim, o WR-V acerta em vários pontos que o consumidor médio valoriza. Desempenho equilibrado, confortável, fácil de manobrar, um bom espaço — superior ao de Kardian e Tera — e excelente capacidade de porta-malas.
Poderia ter acabamento melhor, freio de estacionamento eletrônico na versão mais cara e isolamento acústico mais eficiente. Mesmo assim, o carro tem mais méritos do que defeitos.
Veja os pontos positivos e negativos:
✅ Espaço interno;
✅ Porta-malas;
✅ Nível de equipamentos;
❌ Desempenho;
❌ Isolamento acústico;
❌ Acabamento.
Link original: https://g1.globo.com/carros/noticia/2025/11/14/honda-wr-v-teste.ghtml
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