Com investimento de R$ 67 milhões e co-gestão do Ministério da Saúde, CNPEM será primeiro polo nacional de inovação para o SUS
Publicado em: 28/11/2025 03:01
<br /> Alunos da Escola de Ciência do CNPEM, em Campinas
Ricaella Inocente
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), vai se tornar o primeiro polo nacional de inovação em saúde, a partir de um acordo firmado entre os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Saúde, que passa a ser co-gestor do centro. Com o acordo, o Ministério da Saúde também fará um investimento de R$ 67,4 milhões no centro. A informação foi divulgada pelo MCTI nesta segunda (24).
Com os recursos, o CNPEM informou, nesta quinta-feira (27), que vai ampliar sua infraestrutura, contratar especialistas e reunir laboratórios e equipamentos de ponta para acelerar pesquisas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é desenvolver medicamentos, vacinas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs) e dispositivos médicos, reduzindo a dependência de importações.
O plano inclui a criação de uma rede nacional de inovação em saúde coordenada pelo CNPEM, o desenvolvimento do primeiro protótipo brasileiro de equipamento clínico de ressonância magnética para extremidades e plataformas de inteligência artificial para descoberta de fármacos - confira abaixo.
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Segundo o governo federal, a iniciativa vai permitir que projetos de alta complexidade sejam realizados no país, garantindo mais acesso da população a itens essenciais de saúde produzidos nacionalmente e fortalecendo a indústria brasileira.
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Entre as ações previstas estão:
Criação de um núcleo nacional para desenvolvimento de insumos farmacêuticos ativos (IFAs), tecnologias biomédicas e soluções terapêuticas;
Estruturação de biofoundries, que são sistemas automatizados que aceleram pesquisas;
Implantação de plataformas de inteligência artificial para descoberta de fármacos;
Ampliação de biobancos e coleções microbianas;
Apoio a até 15 projetos de inovação radical e execução imediata de quatro projetos-piloto financiados pelo Ministério da Saúde.
Nos primeiros 12 meses, o CNPEM deve instalar a infraestrutura dedicada, abrir chamadas nacionais e selecionar projetos de alto impacto.
Equipamento nacional de ressonância magnética
Outro projeto estratégico é o desenvolvimento do primeiro protótipo brasileiro de um equipamento clínico de ressonância magnética para extremidades, tecnologia que promete reduzir custos e ampliar o acesso a exames de imagem.
O desenvolvimento será feito em seis etapas ao longo de 24 meses, incluindo estudos conceituais, fabricação de componentes e validação com geração de imagens.
Rede nacional de inovação
O acordo também prevê a criação de uma rede nacional de inovação em saúde coordenada pelo CNPEM, com o objetivo de descentralizar a infraestrutura científica hoje concentrada em São Paulo.
O plano inclui mapear centros de excelência em pelo menos cinco estados, formalizar três alianças estratégicas e abrir uma unidade descentralizada até 2027.
Co-gestão com Ministério da Saúde
Para Antonio José Roque da Silva, diretor-geral do CNPEM, com a entrada do Ministério da Saúde como co-gestor, o centro passa a ter planejamento de longo prazo e definição conjunta de metas alinhadas às demandas do SUS.
"A participação do Ministério viabiliza a formalização de programas nacionais, como o de inovação radical em fármacos, e amplia a capacidade de articulação com outros atores do setor, acelerando o desenvolvimento de moléculas, IFAs e equipamentos médicos voltados ao SUS”, afirma.
Ainda conforme o diretor-geral, o modelo também busca maior integração entre universidades, laboratórios e indústrias, evitando duplicidade de esforços e fortalecendo competências nacionais.
“Estamos desenhando um modelo colaborativo, com empresas, órgãos regulatórios e centros de pesquisa, para garantir governança compartilhada e agilidade nos processos”, acrescentou Roque.
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Ricaella Inocente
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), vai se tornar o primeiro polo nacional de inovação em saúde, a partir de um acordo firmado entre os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Saúde, que passa a ser co-gestor do centro. Com o acordo, o Ministério da Saúde também fará um investimento de R$ 67,4 milhões no centro. A informação foi divulgada pelo MCTI nesta segunda (24).
Com os recursos, o CNPEM informou, nesta quinta-feira (27), que vai ampliar sua infraestrutura, contratar especialistas e reunir laboratórios e equipamentos de ponta para acelerar pesquisas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é desenvolver medicamentos, vacinas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs) e dispositivos médicos, reduzindo a dependência de importações.
O plano inclui a criação de uma rede nacional de inovação em saúde coordenada pelo CNPEM, o desenvolvimento do primeiro protótipo brasileiro de equipamento clínico de ressonância magnética para extremidades e plataformas de inteligência artificial para descoberta de fármacos - confira abaixo.
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Segundo o governo federal, a iniciativa vai permitir que projetos de alta complexidade sejam realizados no país, garantindo mais acesso da população a itens essenciais de saúde produzidos nacionalmente e fortalecendo a indústria brasileira.
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Entre as ações previstas estão:
Criação de um núcleo nacional para desenvolvimento de insumos farmacêuticos ativos (IFAs), tecnologias biomédicas e soluções terapêuticas;
Estruturação de biofoundries, que são sistemas automatizados que aceleram pesquisas;
Implantação de plataformas de inteligência artificial para descoberta de fármacos;
Ampliação de biobancos e coleções microbianas;
Apoio a até 15 projetos de inovação radical e execução imediata de quatro projetos-piloto financiados pelo Ministério da Saúde.
Nos primeiros 12 meses, o CNPEM deve instalar a infraestrutura dedicada, abrir chamadas nacionais e selecionar projetos de alto impacto.
Equipamento nacional de ressonância magnética
Outro projeto estratégico é o desenvolvimento do primeiro protótipo brasileiro de um equipamento clínico de ressonância magnética para extremidades, tecnologia que promete reduzir custos e ampliar o acesso a exames de imagem.
O desenvolvimento será feito em seis etapas ao longo de 24 meses, incluindo estudos conceituais, fabricação de componentes e validação com geração de imagens.
Rede nacional de inovação
O acordo também prevê a criação de uma rede nacional de inovação em saúde coordenada pelo CNPEM, com o objetivo de descentralizar a infraestrutura científica hoje concentrada em São Paulo.
O plano inclui mapear centros de excelência em pelo menos cinco estados, formalizar três alianças estratégicas e abrir uma unidade descentralizada até 2027.
Co-gestão com Ministério da Saúde
Para Antonio José Roque da Silva, diretor-geral do CNPEM, com a entrada do Ministério da Saúde como co-gestor, o centro passa a ter planejamento de longo prazo e definição conjunta de metas alinhadas às demandas do SUS.
"A participação do Ministério viabiliza a formalização de programas nacionais, como o de inovação radical em fármacos, e amplia a capacidade de articulação com outros atores do setor, acelerando o desenvolvimento de moléculas, IFAs e equipamentos médicos voltados ao SUS”, afirma.
Ainda conforme o diretor-geral, o modelo também busca maior integração entre universidades, laboratórios e indústrias, evitando duplicidade de esforços e fortalecendo competências nacionais.
“Estamos desenhando um modelo colaborativo, com empresas, órgãos regulatórios e centros de pesquisa, para garantir governança compartilhada e agilidade nos processos”, acrescentou Roque.
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